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Abusos virtuais Virar motivo de chacota e sofrer com manifestações racistas ou homofóbicas na internet acontece com muito mais frequência do se imagina.

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Uma empresa especializada monitorou 3.500 veículos de comunicação e mídias sociais durante cinco dias e encontrou mais de 38 mil interações que utilizavam palavras de baixo calão para falar sobre empresas, marcas, personalidades e outros indivíduos. Nas redes sociais a repercussão é ainda maior. Nos canais de relacionamento, as pessoas acabam expressando seus pensamentos e opiniões, muitas vezes ultrapassando os limites determinados pela sociedade e pela justiça. Muitos se sentem protegidos com o anonimato na internet. O fato de estar atrás da tela do computador faz com que ‘’feras internas’’ se rebelem.

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O lado sombrio ou reprimido das pessoas se libera por causa dessa sensação de segurança. Essa condição gera um estado alterado de consciência, fazendo com que se perca a noção de tempo e espaço. É como um devaneio, um sonhar acordado, permitindo que a fantasia venha à tona. Por isso não é raro ver aflorar em certas pessoas algumas patologias psicossociais. As agressões podem partir de pessoas de qualquer sexo, idade, faixa social ou mesmo cultura. O indivíduo que comete o assédio moral por meio da internet muitas vezes não tem percepção clara do tamanho da repercussão de seu ato e também sofre com isso. O melhor jeito de evitar manifestações preconceituosas na internet, como o racismo e a homofobia, é educando os usuários. Investir no esclarecimento das reações para todos os envolvidos e nas punições legais é o primeiro passo para diminuir consideravelmente os casos.


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