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Informação útil para todos!

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Edição 71 • Ano 7 • Novembro 2013 Distribuição gratuita e direcionada Foto: Vinny Studio • Impressão: Impressul


Editorial Para usar em todos os momentos da vida A gentileza se encaixa muito bem em diversas e cotidianas situações: estacionar na vaga correta (e não ultrapassar a linha que separa um veículo do outro); usar palavras como “por favor”, “obrigado”, “com licença”; não usar vagas para deficientes ou idosos nem por 30 segundos (a não ser que a pessoa seja realmente deficiente ou idosa); ter paciência e ajudar alguém que queira atravessar a rua ou levantar-se do banco para que ele possa se sentar; oferecer um ombro amigo a quem precisa; devolver a bandeja de comida do shopping ao balcão após terminar sua refeição; compartilhar o que se tem; respeitar cada um, lembrando que todo mundo deve ser tratado da mesma forma, independentemente de sua posição social. A gentileza foi feita sob medida para o ser humano, e no dia a dia vemos muita gente se esquecendo de usá-la - mas vemos várias pessoas usando-a também. E queria falar sobre essas pessoas, que usam a gentileza com louvor, com paixão, que fazem com que tudo seja mais leve e não economizam forças ao ajudar a transformar a vida do próximo em pura leveza também.

Fo

Li em um cantinho de alguma página da internet que o Dia da Gentileza é comemorado em 29 de maio. Mas, se ser gentil é uma ação diária, sem hora definida pra acontecer, dá pra gente comemorar todos os dias, não? to

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bi n i & Pi c c ol i n i

Cláudia Prates

educar@revistaeducar.com.br

eDIÇÃO 71 ANO 7 NOVEMBRO 2013 EDITORA Cláudia S. Prates JORNALISTA RESPONSÁVEL Lúcio Flávio Filho (MTB 21.441) ARTE Cláudia S. Prates Rique Dantas COLABORADORES desta edição Auxiliadora Mesquita / Bárbara Maglia / Aline Magagnin Diana Demarchi / Fernanda Moura / Daniela Muniz Manoela Menegazzo REVISÃO Vânia Dantas Pinto CONTATO COMERCIAL: 48 8845.7346 comercial@revistaeducar.com.br IMPRESSÃO 47 9143.4416 (Fábia) ou 47 9181.4223 (Andrei) www.impressul.com.br

•As opiniões veiculadas nos artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da revista. Os artigos e os anúncios publicados são de total responsabilidade de seus autores e/ou suas empresas. •Não é permitida a reprodução de qualquer conteúdo desta publicação sem prévia autorização da editora. •A Revista Educar, publicação mensal da Pequeninos Revista Educativa Ltda, tem tiragem de 9.000 exemplares e é distribuída gratuitamente em diversos pontos de Joinville, Florianópolis e São José. •Para assinatura, sugestões, críticas ou elogios, envie e-mail para: educar@revistaeducar.com.br ou entre em contato pelo nosso site www.revistaeducar.com.br

CAPA

Nossa modelo de capa deste mês, a linda Luana de Moraes Farris, 8 anos, filha de Juliana Ferreira de Moraes Farris e Paolo Alessandro Farris, veste roupas da coleção primavera-verão da loja Samantha Teenkids (Rua Alexandre Dohler, 75, Joinville, 47 3028-3326). Fotos: Vinny Studio (Joinville, 47 9652-8213, 3207-3701). Local: Estação Ferroviária de Joinville


Dia da Bandeira

DE QUEM É ESSA BANDEIRA? Por Auxiliadora Mesquita - Pedagoga

SALVE LINDO PENDÃO DA ESPERANÇA

no tempo de Dom João VI. Depois, com pequenas modificações, se transformou no símbolo do Império. E a bandeira de hoje ainda é bem parecida com essas antigas bandeiras da monarquia.

Praticamente todo brasileiro conhece a bandeira do Brasil. Suas cores e formas são identificadas com rapidez até por crianças pequenas. Então é fácil responder à pergunta “De onde é essa bandeira?”. Mas a bandeira é, antes de tudo, um símbolo de pertencimento. Será que a bandeira do Brasil – e o Brasil - nos pertencem?

A GRANDEZA DA PÁTRIA NOS TRAZ

Desde a Antiguidade, as bandeiras definem e localizam a “nós” e aos “outros”, amigos e inimigos. Elas indicavam a presença de um batalhão, de uma tribo, ou do exército de um feudo. Depois passaram a indicar os Estados nacionais, as nações. Nossa bandeira surgiu muito antes de sermos um estado independente e uma nação soberana. No começo, ela foi símbolo de nosso pertencimento a Portugal, ainda

Foi com a proclamação da República que a bandeira ficou como a conhecemos hoje. Criada em 19 de novembro de 1889, saiu de cena o brasão da família imperial, entraram o círculo azul celeste, as estrelas e a expressão ORDEM E PROGRESSO. Isso foi num dos primeiros decretos (é o número 4!) da novíssima república implantada para substituir o regime monárquico anterior. Mais do que sinalizar a mudança na forma de governo, indicava de maneira até poética nossa enorme república


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esporte é muito comum e emocionante de se ver. Mas você se lembra da bandeira em outros momentos da sua vida?

federativa: o desejo de sermos 22 estados com autonomia, mas unidos (hoje somos 27, todos representados lá também).

NOS MOMENTOS DE FESTA OU DE DOR Regras foram criadas para utilizar a bandeira em eventos e situações formais. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, a bandeira pode ser usada de maneira informal. Está escrito na lei que a bandeira pode ser usada em todas as manifestações de sentimento patriótico. E quando é que esse sentimento patriótico aparece para nós, brasileiros? No

E é aí que voltamos a nos perguntar de quem é essa bandeira. Até algum tempo atrás, só víamos a bandeira em atividades oficiais ou na copa do mundo de futebol. Aos poucos, parece que fomos resgatando para nós esse símbolo tão poderoso. Pode ser que a bandeira apareça, pequenina, num chinelinho de praia. Ou surja, desafiadora e bela, numa manifestação contra a corrupção. E de cada vez que surge, ela nos mostra que pode ser nossa. Pertencemos ao Brasil e a essa bandeira que nos representa. Mas ela também nos pertence! E somos nós, no final das contas, que devemos dizer o que ela representa: quem somos nós, nossos valores e desejos. Que é para quando a gente olhar para ela, tremulando em algum lugar, sentirmos orgulho do país. E sabermos que estamos sentindo orgulho de nós mesmos. De onde viemos, em quem nos tornamos. Orgulho do país que, todos os dias, somos nós que fazemos.

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Momento de transição

Sem chupeta e mamadeira. Sem drama.

Utensílios que um dia podem ter sido muito úteis ao crescimento dos pequenos, com o passar do tempo, podem se tornar maléficos ao seu desenvolvimento. As chupetas, ótimas para acalmar e tranquilizar os bebês, e as mamadeiras, perfeitas para os alimentarem, se usadas sem restrição podem entortar os dentes e causar diversos problemas às crianças. Mas tirar esses objetos da rotina delas nem sempre é um processo fácil. As crianças criam um vínculo emocional com eles, dificultando não só a sua retirada, como ainda requerem um processo de readaptação para dormir e comer. Por isso, o importante é não parar no meio do caminho: depois que começou, não volte atrás. O adulto precisa estar confiante para passar confiança. Assim, a criança se sentirá capaz de se desvincular tanto da chupeta quanto da mamadeira. Concentre-se em uma mudança de cada vez. Não tire a mamadeira e a chupeta ao mesmo tempo; além disso, momentos de transição de casa, irmão novo chegando, mudança de escola, por exemplo, são menos favoráveis ao sucesso dessa missão! Deixe a criança se adaptar pouco a pouco com a novidade. Deixe-a respirar e se acomodar novamente antes de fazer uma nova mudança.


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Não tome atitudes bruscas como sumir com as chupetas de uma hora para outra sem falar com ela. É importante que seja avisada do que está acontecendo e que faça parte do processo mesmo que não consiga entender exatamente o que está por vir. Conversar e explicar que já não é mais bebê, que vai ganhar um copinho ou um cheirinho para substituir seus objetos, mas que precisa jogar fora sua mamadeira ou chupeta para não estragar seus dentinhos, é muito importante. Não avise com muita antecedência, pois crianças pequenas têm memória curta, mas vá conversando e explicando que esse dia está chegando. Não se esqueça de apontar o lado positivo: que ela vai conseguir, que não vai mais usar coisas de bebê, que seus dentes vão continuar lindos! Antes de tirar por completo, procure restringir as horas de uso. Por exemplo: a chupeta só será usada na hora do sono ou a mamadeira só para tomar o leite, os outros líquidos podem ser tomados em copos de transição ou em copos comuns. Dessa forma, a criança vai se acostumando a ficar sem seus objetos, na maior parte do tempo, e só usá-los em situações pontuais durante o dia. Bom para ela, pois vai se acostumando pouco a pouco e, na hora de tirar de vez, será mais fácil.

É bem provável que haja protestos e até birras para ganhar o objeto fora de hora. Mas por mais que lhe corte o coração, pense que é para o bem do pequeno, que é só uma fase e que quanto mais firme você se mostrar, dando carinho e apoio ao mesmo tempo, mais rapidamente acontecerá a adaptação. Crescer não é nada fácil, mas mostrar aos pequenos que são fortes e capazes faz parte da educação. Os momentos de transição são sempre difíceis, mas sempre passam.

Fernanda M. de Moura Pedagoga e responsável pela Escola Infantil Espaço Crescer (Florianópolis). contato@espacocrescerfloripa.com.br

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Gestação saudável

É sabido que durante a gravidez a mulher ganha peso, já em decorrência do próprio peso do bebê, do aumento do útero, da placenta e do líquido amniótico que envolve o feto, por exemplo. Porém, muitas futuras mamães se entregam aos desejos, à ansiedade e perdem o controle da alimentação. Também ocorre de se preocuparem com o ganho excessivo de peso apenas depois de o bebê nascer. Esse aumento de peso deve ser gradual, de 7 a 12kg no tempo total da gravidez, que será determinado pelo estado nutricional pré-gestacional. Por isso, para voltar à forma anterior à gestação, é preciso manter uma alimentação equilibrada durante a gravidez, evitando, assim, o desespero pós-parto. Muitas mulheres,


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erroneamente, acreditam que somente pelo fato de estarem amamentando irão perder peso mais rápido ou voltar à sua boa forma física. O segredo é manter a alimentação equilibrada durante todo o processo, desde o início da gestação até o período pós-parto. Durante a gravidez, não é necessário comer tudo que se vê pela frente, pensando que a grávida deve comer por dois. O excesso de peso da gestante poderá prejudicar o desenvolvimento do bebê e colocar em risco a própria saúde da mãe, que pode desenvolver diabetes gestacional, préeclâmpsia e anemia. Outro erro bem comum é fazer dietas de emagrecimento durante o período gestacional, especialmente quando a futura mãe já está acima do peso antes da gravidez, porque essa restrição alimentar poderá ocasionar deficiência de nutrientes importantes para a formação e crescimento do feto.

cereais integrais diversos (melhorando a disponibilidade de ácido fólico, uma vitamina que previne defeitos congênitos), carnes magras (que fornecem uma quantidade de proteínas importantes). • Evite bebidas gaseificadas e refrigerantes, bebidas alcoólicas, chás estimulantes, gorduras e frituras. • Não pule refeições, pois as reservas de energia do corpo se esgotam e ocorre a perda de massa muscular e o acúmulo de gordura na região abdominal. E, finalmente, faça atividade física orientada, pois durante a gestação o corpo é muito solicitado para suportar o aumento de peso, a pressão na coluna e nas pernas, de maneira que o exercício irá ajudá-la a enfrentar esses momentos de forma mais preparada e sem muito sofrimento. Mas lembre-se: atividade física e alimentação equilibrada com orientação, sempre!

Então, para que você tenha uma gestação tranquila, e uma boa recuperação, fique atenta às nossas dicas: • Coma devagar e mastigue bem os alimentos, saboreandoos. Concentre-se na refeição, realizando-a em ambiente claro e calmo. • Durante e após a gestação, alimente-se de maneira equilibrada, fazendo escolhas inteligentes, como o consumo de frutas e verduras (que regulam o intestino),

Manoela Menegazzo (CRN 10 1410) e Daniela Muniz (CRN 10 1595) Nutricionistas e proprietárias da Doce Vida - Assessoria em Nutrição

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Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

O TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade – sempre foi cercado por polêmicas. O debate sobre a utilização ou não de medicamentos é uma delas. Mas as causas do TDAH também são fonte de discussão. E até mesmo o excesso de diagnósticos é contestado por alguns médicos e autores. Caracterizado por desatenção, inquietude e impulsividade, o TDAH surge na infância e pode se prolongar pela adolescência e a vida adulta. Traz efeitos danosos na produtividade escolar e profissional, afetando a memória e


a capacidade de organização. Também costuma prejudicar a capacidade de seus portadores se relacionarem. Mas é preciso ficar atento quanto ao diagnóstico correto. No dia a dia de famílias e escolas, é comum hoje em dia o “diagnóstico” de TDAH em toda criança agitada e irrequieta, como se a placidez e a tranquilidade fossem o “natural” de todas as crianças. E é aí que reside o problema: um diagnóstico apressado ou incorreto vai implicar um tratamento que não precisaria existir. É certo que crianças agitadas, impulsivas e questionadoras tornam a vida de quem está à sua volta mais complicada. E há uma preocupação justa de pais e professores quanto ao rendimento escolar e a socialização dessa criança. Mas será que toda criança “levada da breca”/“xereta”/“que não para quieta” tem TDAH? E aquela distraída/esquecida/estabanada - precisa de medicação para deixar seu “mundo da lua”? A Organização Mundial de Saúde reconhece o TDAH como um transtorno mental, que afeta de 3% a 5% das crianças no mundo. E no Manual Estatístico e Diagnóstico de Transtornos Mentais, existem códigos de classificação para o TDAH. Também existem critérios extensos e específicos para que uma criança seja considerada portadora desse transtorno por um profissional habilitado a examiná-la. Pesquisas ao redor do mundo indicam que o TDAH não estaria relacionado a práticas culturais, o que, portanto, confirmaria

se tratar de um problema neurológico. Mas o que dizer da França, onde o diagnóstico desse transtorno é baixíssimo (menor que 0,5%) - ao contrário dos Estados Unidos, onde 9% das crianças em idade escolar têm o diagnóstico? Estaríamos falando de genética ou de pontos de vista? Diagnosticar corretamente o TDAH é fundamental para a proteção de nossas crianças – tanto daquelas que são portadoras do transtorno como das que não o são. Diagnóstico leva a tratamento, que muitas vezes pode ser a medicação. E qualquer remédio sem indicação clara é um problema, não uma solução. Existem perigos e efeitos colaterais para a criança que precisa do remédio indicado. Mas também pode existir uma vida mais produtiva e feliz, com a medicação na dose certa melhorando o dia a dia da criança. Já para quem não tem o transtorno, qualquer dose do medicamento será um veneno. Por isso é bom ter bom senso e atenção: diagnóstico correto é o melhor remédio.

Auxiliadora Mesquita Pedagoga


Cinema e Palavra Cantada

Eco Planet 3D

Área VIP

Metegol

Paulo Tatit

Amadeo é um dos melhores jogadores de pebolim da região e está apaixonado por Laura. Sua rotina desmorona quando Grosso, um jovem da cidade que se transformou no melhor jogador de futebol do mundo, volta disposto a se vingar da única derrota que sofreu em sua vida. Mas Amadeo descobre algo mágico: os jogadores de seu querido jogo falam, e muito! Juntos, eles embarcarão em uma viagem repleta de aventuras para salvar Laura e sua cidade. Previsão de estreia: 29 de novembro

Sandra Peres

Fotos Cláudia Prates

O filme conta a história de um pequeno garoto, de uma tribo distante, que pode falar com animais – e sua irmã mais velha durona. Ambos ajudam a resgatar um pequeno escoteiro falastrão que, por acaso, é filho do presidente do maior país do planeta. Este trio embarca em uma aventura para impedir um projeto megalomaníaco que pode causar uma verdadeira destruição ambiental. Previsão de estreia: 22 de novembro


Interação entre pais e filhos

Educar • Novembro/2013

A mascotinha da Revista Educar

Tema desta edição: Conteúdo Auxiliadora Mesquita Arte Rique Dantas / Cláudia Prates

Proclamação da República

Nesse ano de 2013, o Brasil foi sacudido por manifestações de rua expondo muitos dos nossos problemas. Vivemos numa república democrática, mas a democracia exercida com nosso voto não parece estar contribuindo para uma república verdadeira. No mês do feriado da Proclamação da República, vale a pena refletir um pouco. E levar os pequenos a conhecerem um momento importante da nossa história. República vem do latim res publica. Em bom português, coisa pública. Invenção dos romanos, que nela condensavam as ideias de igualdade civil e de um governo voltado para o interesse coletivo. É uma forma de governo, como a monarquia também o é. Mas é também uma maneira de governar a partir de certos valores. E que valores são esses? A moralidade e a transparência no trato do que é público e a eficiência na utilização de recursos que são de todos. Na ideia de república também está o valor da igualdade de todos perante a lei. As manifestações pedem a solução de problemas práticos de nosso cotidiano, como a mobilidade urbana e a saúde. Queremos saber por que os impostos que pagamos não estão sendo aplicados para solucionar os problemas coletivos. As vozes das ruas também gritam contra a corrupção e o aparente desprezo que muitos gestores e representantes políticos têm pelo bem público, incluindo nosso dinheiro. Nosso gestores e representantes foram

democraticamente eleitos, mas democracia e república são duas coisas diferentes. Preservar a democracia é fundamental. Nossos governantes são eleitos por nós e podem ser aprovados ou reprovados pelos eleitores a cada eleição. Mas consolidar nossa condição de república é respeitar esses mesmos eleitores, na prática de um bom governo e de um judiciário eficiente e justo.


Hist贸ria infantil

Pipoca em... Viva a Rep煤blica!


Curiosidades e sugestões

Educar • Novembro/2013

Você sabia? ● República é uma forma de governar um país. Nesse tipo de governo, não existe mais um único rei ou imperador que decide sobre todas as coisas. Nas repúblicas, quem governa é um presidente ou um primeiro-ministro. No caso do Brasil, nós elegemos presidentes. ● Há mais de cem anos, o Brasil era uma monarquia chefiada por um imperador, Dom Pedro II. Mas muita gente não queria que o Imperador mandasse. Fazendeiros se sentiam prejudicados pois Dom Pedro havia libertado os escravos que trabalhavam nas fazendas. A Igreja Católica estava descontente pois Dom Pedro não queria obedecer ao Papa. E o Exército achava que Dom Pedro não estava dando o justo valor para os soldados que haviam lutado na Guerra do Paraguai.

● No dia 15 de Novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca foi até a Praça da Aclamação, no Rio de Janeiro, subiu num cavalo e gritou: “Viva a República!”. Depois, mandaram uma carta para o Imperador Dom Pedro II avisando que ele não mandava mais no Brasil e que era para ele ir embora para a Europa com sua família. E a notícia foi dada para o povo pelos jornais. ● Ficou combinado perguntar às pessoas se elas concordavam com aquela mudança, por meio de uma consulta popular (plebiscito). Mas esse plebiscito só foi feito 104 anos depois, em 1993! E naquele ano, a grande maioria dos brasileiros votou que queria continuar sendo uma república, governada por presidentes, sem voltar a ser uma monarquia com imperadores.

Achei pra você! Na internet

Para colorir www.smartkids.com.br/desenhos-paracolorir/proclamacao-da-republica.html Neste site você e sua criança podem escolher diversos desenhos para imprimir e colorir, incluindo o Marechal Deodoro da Fonseca, membros da Família Real, a bandeira do Brasil e outros. Para assistir: www.youtube.com/watch?v=0K6u1MmXUFY Vídeo de animação bem curto (menos de 2 minutos) com um narrador explicando os fatos históricos relacionados com a Proclamação da República. Bom para quem já está estudando o tema na escola.

Livros Você sabia? Abolição da Escravatura e Proclamação da República no Brasil, de Miguel Mendes / Editora Globo A turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo explica os acontecimentos que levaram à Proclamação da República no Brasil em 1889, e o que aconteceu naqueles dias de mudança. Tudo com muita diversão e informação.

História do Brasil em Quadrinhos: Proclamação da República, de Edson Rossatto Europa Editora Três crianças passeiam pelo centro da cidade de São Paulo, e o professor Daguerre vai explicando fatos importantes da história do Brasil, como o Segundo Reinado, a abolição da escravatura, a Guerra do Paraguai e a Proclamação da República.


Inventare

Educar • Novembro/2013 17

Tinta, tela, criatividade e bate papo Nem sempre uma lição vem junto com uma bronca, um castigo ou uma conversa. Às vezes ela pode vir junto com um momento de descontração e lazer. Educar um filho é um dos exercícios de criatividade mais práticos da escola da vida. Há alguns dias venho conversando com Bernardo sobre causa e consequência e tive a ideia de, por meio da pintura, demonstrar de forma ilustrada o que eu gostaria de fazê-lo entender.

Fotos Diana Demarchi

Usamos uma sequência de três telas - eu poderia dar tintas e pincéis e permitir que ele expressasse toda sua criatividade, mas, não: eu tinha intenção de dirigir o trabalho!

e desenvolve outras habilidades para a coordenação motora.

Em resumo, enquanto pintávamos, fui falando sobre plantar e colher. Dei exemplos práticos da sua realidade como: “quem desobedece a professora está plantando o quê?”. Ou: “quem é gentil com o amigo está plantando o quê?”. Também falamos da importância da base para a semente poder germinar. Falei dos dias de sol, dos dias de chuva, e que sem eles a semente morreria. É engraçado trabalhar junto e poder conhecer a visão do filho sobre o mundo. Entre uma pincelada e outra, sempre acabo rindo de suas observações e exemplos, e isso me mostra que ele está entendendo o recado. No final, o trabalho ficou um encanto – é certeza de que vai para a parede do meu escritório! Na tela há pequenos borrões e não é assinado por um artista conceituado. Mas é daqueles detalhes que deixam a casa com cara de lar e contam pequenas histórias de nossas vidas.

Para começar, apresentei uma técnica que ele nunca havia usado: a pintura com esponja e moldes. Diana Demarchi gosta da casa com Isso por si só já foi uma cheiro de bolo, a mesa cheia de crianças e novidade interessante. O a vida cheia de risadas. Ela escreve no blog efeito é bem diferente de www.inventare.com.br as aventuras, alegrias e perrengues da maternidade. uma pintura feita com pincel


Variedades

Do forno Por Auxiliadora Mesquita

Estacionar o carro é fácil! Quando o estacionamento é uma divertida forma de brincar e aprender os números... A ideia é do blog Totally Tots, é muito simples e serve para jogar sozinho ou em dupla: numa folha de papel, desenhe 10 “vagas” de estacionamento, numeradas e do tamanho certo para aqueles pequenos carrinhos que as crianças adoram colecionar. Você vai precisar também de dados numerados ou com os pontinhos para contar. E dos carrinhos, é claro. Depois cada um joga os dados e “conta” ou lê o número da vaga. Ganha quem conseguir estacionar todos os seus carrinhos primeiro.

Socorro, não sei mais brincar! Acredite se quiser: em Nova York já existe o serviço de “Play Consultant”, algo assim como um consultor de brincadeiras. E o serviço custa caro, em torno de $400 dólares a hora! E o que o consultor faz? Ensina aquelas crianças, que têm todo o seu tempo tomado

por atividades extracurriculares, a brincar com outras crianças que também não sabem como fazer isso! Num artigo publicado no New York Post , explicase que o “treinador profissional de socialização” está sendo utilizado por famílias ricas visando a socialização de crianças para uma melhor aceitação em escolas particulares de altíssimo nível. É claro que o artigo suscitou muita polêmica e comentários. E você, o que acha?


Variedades

Educar • Novembro/2013 19

Charme contra os mosquitos Que tal adaptar os conhecidos mo s q u i teiro s para fazer uma decoração diferente e criativa no quarto das crianças? Canopy Popsicle Pink Vale para meninos e meninas, pois é só seguir o gosto de cada um quanto ao tema, cores e detalhes. Os mosquiteiros existem de muitas cores e preços variados. Com eles você pode fazer uma “cabana” de aventura na selva ou uma cama nas nuvens. Além de deixar a cama um charme, os mosquiteiros podem ajudar na hora de combater pernilongos e outros bichinhos incômodos que costumam voltar com força total no verão. Conservados limpos e em bom estado, os mosquiteiros não trazem problemas, mas converse com seu pediatra no caso de sua criança ter problemas alérgicos.

Quem quer ajudar a limpar o quarto? A maioria das crianças só quer saber de brincar e curtir – e elas estão certíssimas! Mas com jeitinho e

de maneira divertida é possível atrair os pequenos para ajudar a manter o quarto – e a casa – limpinho e organizado. Você pode experimentar com seu filho ou filha o que os deixa mais animados a ajudar. Uma boa dica é transformar a hora de guardar brinquedos e roupas em uma brincadeira. Que tal tentar acertar, à distância, os brinquedos dentro dos cestos de brinquedo? Ou separar as roupas por cores ou tipos? Música também pode ajudar a animar os pequenos a colaborar com papai ou mamãe.


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Moda infantil

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Mami Canguru

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É claro que, como mamães, gostamos de explorar o potencial artístico dos nossos filhotes. Mas atire a primeira pedra quem não fez cara feia quando se deparou com o sofá branquinho riscado, ou com um desenho de canetinha na parede! Pois saibam que o mercado já possui opções seguras para os pequenos fazerem arte no lugar certo: produtos que possuem tinta que não colore em nenhum outro lugar a não ser no papel especial que vem com ele (foto 2). Assim, paredes, roupas e móveis estão livres de qualquer sujeira! Quer coisa melhor? As “mamis” agradecem!

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Arte sem sujeira

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Já perceberam que o mês de novembro virou o novo mês das noivas? E se temos noivas... temos dama de honra também! Lembro-me de que quando fui dama de honra em um casamento lá nos anos 80 (abafa!), o único sapatinho branco que encontramos era tão duro que chegava a doer o pé. Hoje em dia, é claro, as coisas mudaram, e até marcas acessíveis têm coleções especiais para festas, com sapatos prateados, dourados, e também o tradicional branco de cetim (foto 1). A indústria calçadista se modernizou, e traz saltos de até 2cm, limite recomendado por ortopedistas, com direito a beleza e conforto. As daminhas agora podem aproveitar a noite toda!

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Daminhas de honra precisam de conforto no calçar!

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Fique por dentro das novidades do mundo infantil

Investindo na bolsinha Quem disse que meninas são muito novinhas para usar bolsas? No dia a dia eu até concordo, mas em festas... ahhh, ficam um charme! Optem por modelinhos leves e delicados, para não cansar a princesa e ficar proporcional. (Foto 3)

Aline Magagnin é mãe da Nicole e responsável pelo site Mami Canguru, que aborda assuntos infantis: moda, brinquedos, festas e novidades em geral. www.mamicanguru.com.br contato@mamicanguru.com.br


Escola

, a h n i l e n a j a a r b A deixe o

sol entrar!


Educar • Novembro/2013 23

Nossa conversa aqui na Educar tem versado sobre elementos da rotina da Escola Infantil. Hoje não será diferente! Já falamos um pouco sobre a roda inicial na edição de agosto, e o papo segue adiante. Hoje em pauta, a “Janela do Tempo”! Um dos elementos mais empolgantes da hora da roda inicial, a Janela do Tempo, encanta uma porção de “pequeninhos” correndo para a janela para conferir o “tempo”. Dependendo da idade das crianças - e principalmente da criatividade do educador - é possível fazer maravilhas com o uso dessa ferramenta. Uma maneira muito legal de trabalhar o clima – afinal, é este o “conteúdo” por trás da ferramenta - especialmente com as crianças pequenas (1 a 3 anos), é utilizar um boneco ou animal de pelúcia e arrecadar algumas roupas de bebê. Depois de espiar pela janela como está o clima, a criançada ajuda os educadores a vestir o boneco de acordo com a temperatura e as condições climáticas gerais. Enquanto se divertem, os danadinhos exercitam a coordenação motora fina e aprendem aos montes. Os nomes das peças de roupa, as estações do ano, as partes do corpo... E, quem viu por aí surgir um projeto bacana de ciências, levante a mão! Com crianças um pouco maiores (3 a 4 anos), já é possível usar um boneco de feltro colado à parede ou ainda bonecos de papel como havia nos tempos das Mamães e Vovós com roupas de encaixe. A turminha pode dar um nome para o “colega”, vesti-lo em sala todos os dias e, de repente, até levá-lo nos fins de semana para passear em casa e trazer de volta usando a roupa de acordo com o clima do fim de semana. Imagine só uma exposição de fotos desse hóspede tão especial ao lado de cada aluno em seu fim de semana? E se, junto a cada foto, houvesse uma legenda contando todas

as aventuras do hóspede e seu amigão durante o passeio? E aí? Projeto de estudos sociais saindo do forno?! Com os “grandões” da pré-escola, fica ainda mais interessante! Que tal acrescentar etiquetas com a denominação de cada clima? E um caderno com anotações diárias e coletivas sobre como está o clima? Ou melhor, construir juntos um pluviômetro (que você logo descobre que é facinho, facinho) e instalar em uma área aberta da escola. Todos os dias, um aluno responsável mede o nível do instrumento e o educador ajuda a anotar os dados. Ao fim de um mês a turma terá um belo gráfico de regime pluviométrico. Ainda dá para somar o quanto choveu a cada semana, e o projeto de ciências vai avançando matemática afora... Agora me diga: essa janelinha é ou não é preciosa?! Claro que você pode usar - e com certeza será muito legal - a janelinha clássica com o sol, as nuvens, a chuva e o vento. Ela continua sendo muito eficiente e rende excelentes trabalhos! Aqui, o que importa não é a ferramenta em si, mas como o educador faz uso dela. A ferramenta pedagógica sem um bom educador é como um instrumento musical sem um bom músico - não serve para grande coisa... Agora, vá lá! Capriche e corra: “feche a janelinha que já vai chover!”

Bárbara Farias Maglia

Psicóloga (CRP 12/06523) Crianças, Adolescentes e Apoio Parental - (48) 9687-1400 psi.barbaramaglia@gmail.com


Eventos para os papais e Brinque-Book para as crianças

Taco, Punta e Traspié

Brinque-Book

Tango

Misticismo Divulgação

Cia. de Comédia OS MELHORES DO MUNDO

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Dia 22 de novembro (às 21h), no Teatro Pedro Ivo, Floripa.

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Taco, Punta & Traspié é uma interessante aposta artística que incorpora a destreza cênica do ballet clássico e a sensualidade do tango porteño, com pinceladas do tango ao vivo interpretado por um virtuoso duo.

Pipo e Póli estão se divertindo tanto que Pipo esquece de que precisa fazer xixi. Então, de repente, aparece uma pequena poça no chão. E agora?

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Primeiro bailarino do Teatro Colón, de Buenos Aires, traz seu novo espetáculo ao Brasil.

Pipo e Póli - A poça

Pipo e Póli - A superpatinete Póli quer muito andar na patinete de Pipo, então ela a pega para passear! É claro que as coisas não dão muito certo para Póli, e ela vai precisar da ajuda de Pipo…

Viajando de avião

Misticismo é um espetáculo de esquetes que, na característica peculiar à companhia de observar o cotidiano, critica com muito bom humor o universo místico que se manifesta ao nosso redor e é tão presente e antigo na vida do ser humano. Trajando figurino básico que se complementa com alguns acessórios, os quadros acontecem num cenário que representa o coro de um templo. Dias 30 de novembro (às 21h30) e 1 de dezembro (às 20h), no Teatro Ademir Rosa (CIC), Florianópolis.

Ingressos: www.blueticket.com.br Realização: Orth Produções / www.orthproducoes.com

Você quer saber tudo sobre viajar de avião? Aqui, você vai saber mais sobre os vários tipos de avião, sobre todas as medidas de segurança que são tomadas no aeroporto e sobre as pessoas que trabalham lá. Você também saberá como é um avião, tudo o que se deve fazer antes de embarcar e o que você pode fazer dentro da aeronave.

Vulcões Como surgem os vulcões? Como eles se comportam? Qual é a diferença entre magma e lava? Os vulcões são perigosos? Neste livro há abas com muitas informações, assim você poderá se tornar um verdadeiro sabe-tudo.


Luise

Gustavo

Davi Gabriel

Julia

Karoliny e Kamilly

Alice

Ana Julia e Thiago Augusto

Bruno

Gianluca

Alyssa

Arthur, Filipe e Ricardo

Maitê

Nossa Cara

Para participar dessa galeria, envie foto(s) de boa qualidade para nossacara@revistaeducar.com.br com nome completo e idade da criança, cidade e nomes dos pais. Letícia

Murilo e Heitor


Revista Educar Novembro 2013 Edição 71  

Revista Educar edição 71, novembro de 2013

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