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Magnus Scheving O criador de LazyTown em entrevista exclusiva!

Diabetes infantil A vida pode ser doce Edição 51 Ano 5 Março 2012 | Distribuição gratuita e direcionada Fotografia: Bambini & Piccolini | Impressão: Impressul Indústria Gráfica Ltda


VIDA BEM VIVIDA

Edição 51 ANO 5 Março 2012 EDITORA Cláudia S. Prates educar@revistaeducar.com.br

Há algumas semanas eu decidi remar. Ouvi de diversas pessoas que o remo é um esporte completo e apaixonante. Topei o desafio que travei comigo mesma, me inscrevi em um dos clubes de regata de Florianópolis e fui pra água. Depois de algumas remadas, vi e senti que esta é realmente uma prática esportiva gostosa e saudável. Sem contar o cenário, cinco vezes mais interessante do que o de uma academia – eu, definitivamente, não sirvo para malhar dentro de um lugar fechado e repleto de ventiladores (mas respeito e admiro quem gosta)!

JORNALISTA RESPONSÁVEL Lúcio Flávio Filho (MTB 21.441) ARTE Cláudia Romualdo S. Prates COLABORADORES Cláudia Murakami Auxiliadora Mesquita Clodoaldo de Oliveira Rique Dantas Gabriela Queiroz REVISÃO Vânia Dantas Pinto

Mas o remo não me ofereceu somente um cenário deslumbrante e um prazer enorme de praticar o esporte; trouxe uma história que me emocionou e inspirou. Um dia, depois de remar por 40 minutos, parei pra lavar e secar meu barco. Um senhor de 82 anos de idade, integrante deste mesmo clube, parou ao meu lado, apontou pra um papel e me mostrou as suas conquistas ao longo da vida: seis vezes campeão em competições no Brasil, no Canadá e em outros países! Sem mencionar outras grandes vitórias e tudo o que significaram de esforço e objetividade. Mesmo o tendo conhecido naquele dia, saí de lá leve e admirada por aquela trajetória de conquistas e motivação – e, claro, orgulhosa dele. Eu remo há 1 mês. Ele, há 65 anos. Levarei essa história de vida comigo – vida bem vivida e emocionante, cheia de belos valores e determinação. É esse tipo de atitude que quero passar para o meu Cláudia Prates educar@revistaeducar.com.br filho – e espero conseguir. ■

Nossa Capa

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tiva Ltda, tem tiragem atual de 9.000 exemplares e é distribuida gratuitamente em diversos pontos de Joinville, Florianópolis e São José. • Para assinatura, sugestões, críticas ou elogios, envie e-mail para educar@revistaeducar.com.br ou entre em contato pelo nosso site www.revistaeducar.com.br

Errata

Na seção NOSSA CARA da última edição, publicamos o nome errado na foto 8 (menina com camisetinha rosa). Ela se chama Luiza.

Impossível ficar indiferente à fofura deste rapazinho! Antônio Corti Fabre, 1 ano e 4 meses, encanta a todos na capa deste mês. Um menino tranquilo, fotogênico, lindo. Felicidade enorme tê-lo aqui! Antônio é filho de Carolina Corti e Roger Fabre. Ele veste Tyrol, da Lollipop (Rua Bocaiúva, 61, Centro, Florianópolis, 048 3364.4362).

Fotos: Juliana Stringhini (www.bambiniepiccolini.com.br)


SAÚDE

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DIABETES INFANTIL

O

A vida pode ser doce

Por Eduarda Finardi Müller

diabetes é uma das doenças crônicas mais comuns na infância. Atinge cerca de 246 milhões de pessoas em todo o mundo e estima-se que esse número aumentará significativamente no decorrer dos próximos anos.

Diabetes é uma alteração na produção de insulina pelo pâncreas ou uma resistência à ação da insulina pelo organismo. A insulina é o hormônio responsável por retirar o açúcar (glicose) do sangue e fazer com que seja aproveitado pelas células do nosso corpo como fonte de energia. As crianças podem desenvolver dois tipos de diabetes. O diabetes do tipo 1 é o tipo mais comum na idade infantil, podendo surgir desde os primeiros meses de vida. O aparecimento da doença tende a ser mais comum na faixa de 5 a 7 anos e durante a puberdade. A doença pode ser decorrente da ação de auto-anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina, ou resultante da agressão por determinados tipos de vírus como o cocsaquie. A diabetes do tipo 2 possui um fator hereditário maior e tem grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Antigamente era considerada doença de adulto, mas, com a mudança dos hábitos alimentares associada à falta de exercícios físicos, esse tipo de diabetes aumentou consideravelmente entre as crianças. Os sintomas mais comuns do diabetes são sede constante, aumento de fome, perda de peso, vontade de urinar diversas vezes e são frequentemente acompanhados de mal estar e fraqueza. Se não diagnosticada e tratada desde cedo, a doença pode causar

sérias complicações como perda de visão, derrame, infarto, insuficiência renal, entre outras. Os principais exames utilizados no diagnóstico do diabetes chamam-se “Glicemia de Jejum” e “Teste Oral de Tolerância à Glicose”. O primeiro é utilizado para medir o nível de glicose no sangue após um período de jejum. Já o segundo tem como função avaliar a resposta da insulina após a ingestão de glicose. Estes exames estão disponíveis no Ghanemzinho, onde a criança e sua família são atendidas em salas temáticas com ampla comodidade, privacidade e segurança. Quanto mais cedo o diabetes for diagnosticado, maior será a eficácia no controle da doença e menores as chances de complicações futuras. Para o controle do diabetes tipo 1, são necessárias aplicações diárias de injeções de insulina. Já para o tipo 2, em geral não é preciso tomar medicamento, mas é imprescindível fazer

um controle rigoroso dos níveis de glicose, adequar a dieta e praticar exercícios físicos. Toda criança diabética tem direito a uma vida normal e deve lidar com as diferenças desde cedo. Conhecer a doença, suas consequências e seguir as orientações dadas pelo médico são fatores fundamentais para tornar a vida do paciente e de seus familiares muito mais simples e harmoniosa. ■ Eduarda Finardi Müller, bioquímica do Ghanemzinho Laboratório Clínico Infantil de Joinville

Disk Ghanem: 47 3028.3001 Joinville, São Francisco do Sul, Praia de Ubatuba e Araquari.

Sugestão de leitura Mônica Messias lutou contra o diabetes desde os 11 anos, perdeu a visão aos 25 e, depois de uma grave insuficiência renal, foi submetida a um transplante de rim e pâncreas. Hoje, com 41 anos, ela se diz divorciada do diabetes e celebra a vida. Seus dois livros publicados servem para alertar adultos e crianças que lidam com a doença: DOÇURA AMARGA e DIABETES NUNCA MAIS! MEU TRANSPLANTE: O DIVÓRCIO estão à venda nas melhores livrarias.


CONVIVÊNCIA

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Aprendendo com a diferença

Q

Por Fernanda M. de Moura

uem não se lembra das eternas brigas com o irmão mais velho ou mais novo? Geralmente, começavam por disputas de brinquedos, afeto, espaço ou por diferenças de idade e, consequentemente, de interesses. Mas depois da discórdia, tinham que continuar convivendo... e bem! E até que não era tão ruim assim, não é mesmo?

O ser humano é movido por desafios. A evolução dos homens só acontece quando uma dificuldade é superada e, assim, ocorre a aprendizagem. Imagine um bebê que nunca comeu nada sólido, quando lhe é oferecido uma banana cortada em pedaços, ele, provavelmente, vai sentir sua diferente textura e, eventualmente, vai encontrar uma maneira de comê-la. Talvez rejeite a banana cortada nas primeiras vezes, mas depois de algumas tentativas, vai conseguir mastigar e engolir. São nessas pequenas tentativas, dia a dia, que os bebês, crianças e adultos aprendem e se desenvolvem continuamente. Por isso é tão importante que as crianças se deparem com o diferente, com aquilo que não entendem, ou que não conseguem fazer. Dessa forma, ter a oportunidade de interagir com diferentes faixas etárias é um exercício para o desenvolvimento. Os maiores, por exemplo, aprendem a ter paciência com os pequenos. Começam a entender que precisam ensinar e conversar com os menores para que aprendam a seguir regras e combinados. Mas que nem sempre adianta conversar uma só vez, é preciso falar e explicar muitas vezes! Assim, exercitam controlar suas emoções e aprendem a lidar com suas frustrações. Além disso, desenvolvem a linguagem e

começam a perceber que para conviver com outros indivíduos é preciso ser maleável e aceitar as diferenças. Outra qualidade desenvolvida pelas crianças é o cuidado com os menores. É muito interessante observar crianças, a partir de um ano, perto de um bebê chorando: todas se comovem. Cada uma com seu jeitinho chega perto do bebê e tenta confortá-lo. Os maiores conversam, fazem carinho, dão beijinho, e os menores abraçam, ficam olhando, apontam para o bebê, indignados e fazem cara de “Olha, ele está chorando!”. Aprender a sentir, a entender suas emoções é de extrema valia para uma criança se tornar um adulto sereno e equilibrado. Os pequenos, quando convivem com os maiores, são puxados a desenvolver potencialidades ainda não adquiridas. Falar é uma delas. Ouvir os maiores se comunicando é uma lição para eles. Andar é outra: observar os grandes correndo de um lado para

o outro, subindo e descendo obstáculos, poder pegar objetos que estão longe é o sonho dos menores. A alegria nos olhos dos pequenos quando estão vendo os grandes correr é lindo de ver! Por isso, a troca de aprendizagem entre as diferentes faixas etárias, especialmente quando essa interação é espontânea, deveria ser mais valorizada. O medo nos adultos de que essa convivência possa ser prejudicial é pura ilusão. Com ajuda eles conseguem conviver e muito bem! Vamos tentar? ■ Fernanda M. de Moura

é pedagoga e responsável pelo Espaço Crescer (Florianópolis), que agora é também escola infantil. shantalafloripa@gmail.com


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ENTREVISTA Texto e tradução Auxiliadora Mesquita Entrevista Cláudia Prates Fotos LazyTown Entertainment

sobrinha do prefeito. Com seu cabelo cor-de-rosa e um lindo sorriso, ela é apaixonada por balé e adora fazer amigos.

Magnus Scheving e sua LazyTown A cidade na TV que faz todo mundo se mexer!

Se seu filho ou filha ainda não descobriu por conta própria, corra para apresentar LazyTown a eles! A paisagem repetitiva da TV para crianças é um convite para ficar sentado e assistir passivamente. Mas não quando surge na tela essa cidadezinha prá lá de simpática: LazyTown – ou Vila Moleza, como traduzido em Portugal – é uma série de desenho animado criada e estrelada por Magnus Scheving, um campeão europeu de aeróbica. Produzida na Islândia, terra natal de Magnus, LazyTown vem com uma proposta original: aproveitar a televisão para incentivar nas crianças uma atitude mais saudável e ativa em suas vidas. E isso tudo com muita aventura e cor. Na pequena cidade vivem as crianças Ziggy, Stingy, Pixel e Trixie. Cada uma aprendendo a ser melhor a cada dia, como toda criança. Ziggy precisa aprender a controlar sua paixão por doces. Stingy tem dificuldades para compartilhar. Pixel acha difícil resistir a um computador. E Trixie precisa descobrir que para ter amigos é preciso ser mais tolerante. Para colorir ainda mais essa turminha chega Stephanie, a

É claro que tudo seria maravilhoso se não fosse pela presença constante do terrível Robbie Rotten! Esse vilão é o campeão da preguiça e não quer saber de ninguém levando uma vida mais ativa e saudável. Ele quer é que LazyTown fique na maior moleza... e é aí que entra nosso herói, Sportacus. Interpretado pelo próprio Magnus, Sportacus tem um jeito tranquilo e firme de mostrar às crianças que com moleza nada se alcança e os problemas não se resolvem. Nosso super-herói tem poderes bem humanos como saltar, correr e dar cambalhotas. E consegue resolver tudo na base do bom senso, perseverança e ação enérgica! Acredite: as crianças ficam fascinadas e adoram imitar as coreografias e sequências de ginástica que são apresentadas. O segredo está na figura carismática de Sportacus, um super-herói como nenhum outro. Beneficiado pelo imponente porte atlético de Magnus, o personagem Sportacus age como um herói, mas fazendo coisas que as crianças também sabem ou estão aprendendo a fazer. E adoram! Qual criança não gosta de saltar e correr? Que criança não sente enorme prazer e orgulho em testar e superar os seus limites? LazyTown transforma essa capacidade natural das crianças – a alegria do movimento – em uma ideia a ser cuidada e enfatizada.


Além disso, o programa sempre insiste na alimentação saudável. É o que nosso herói chama de Sports Candy – os doces do esporte – que nada mais são do que frutas e legumes! Que outro programa de TV você conhece que é assim?! Feito de maneira cuidadosa e em sintonia perfeita com as crianças, LazyTown é filmado com atores, bonecos e animação computadorizada. Tudo isso em um estúdio na Islândia que possui as mais avançadas instalações HDTV da Europa. O resultado é um programa de alta qualidade, mas com um diferencial: utiliza um veículo conhecido por incentivar o sedentarismo – a TV – para promover de maneira direta uma vida mais saudável e ativa. Transmitido em 108 países das mais diversas línguas, LazyTown prova que é possível passar uma mensagem saudável para as crianças de maneira divertida e atraente. Que pai ou mãe não deseja que seus filhos cresçam fortes e saudáveis? Então, se ligue em LazyTown e aproveite para se divertir junto com sua criança. Quem sabe você não se entusiasma e também experimenta novas atividades? Aliás, é esse o objetivo maior de Magnus Scheving: pais e filhos com saúde. Na entrevista que nos concedeu com exclusividade, ele nos fala um pouco de LazyTown e aproveita para dar dicas preciosas para papais e mamães do Brasil. É ler e depois... praticar! Magnus, você é um autor bem sucedido, atleta campeão, empreendedor e produtor. Você poderia nos contar como consegue encontrar tempo para ser e fazer tantas coisas? Bem, como você sabe, uma das frases-chave que usamos em LazyTown é “para tudo tem um jeito”. É importante achar tempo para se exercitar. Algumas vezes eu faço flexões minutos antes de embarcar num avião, de modo que consigo ter um pouquinho de atividade física antes de voar. Em relação ao programa, nós temos em LazyTown uma

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ótima equipe com quem eu trabalho desde o começo. Nós realmente trabalhamos muito bem juntos e também nos divertimos muito fazendo os episódios. Em nossa opinião, Lazytown é um dos programas mais criativos da TV em todo o mundo. Sabemos que você o criou para responder a algumas questões que os pais sempre lhe faziam, onde quer que você fosse. Mas como surgiu a ideia de ter um programa de TV? Eu queria atingir o maior número possível, tanto de crianças quanto de pais. LazyTown começou como um


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ENTREVISTA

show de teatro, mas a TV sempre foi o meu sonho. Não há melhor forma de falar com as crianças.

isso os ajudou a entenderem como tratar as pessoas com respeito e gentileza.

No programa, você é como um super-herói, e as crianças adoram isso. Por que você acha que algumas o copiam e se vestem como você? Eu sou um super-herói apenas “ligeiramente acima da média” e eu penso que as crianças se sentem mais próximas daquilo que eu faço porque entendem que podem fazer como eu. Eu não posso voar ou escalar prédios, o que também seria inalcançável para as crianças. Em LazyTown nós acreditamos em educar pelo exemplo, e eu acho que foi isso que tornou o programa um sucesso e uma inspiração para as crianças.

Poderia mandar uma mensagem para as crianças brasileiras que são suas fãs? Claro – continuem comendo seu Sports Candy. Bebam muita água e nunca desistam porque se vocês praticarem bastante, sempre irão conseguir! ■

Você já deve ter ouvido essa pergunta antes muitas vezes... mas por que o programa se chama LazyTown (Vila Moleza ou, traduzido ao pé da letra, Cidade da Preguiça) se há sempre tanta atividade acontecendo por lá? O nome surgiu por ser um contraste entre a atividade saudável que está sendo incentivada no programa e como a vida real pode ser muitas vezes. As crianças compreendem essa ironia e a acham engraçada. Além disso, a história é sobre uma cidade onde as crianças, encorajadas por Robbie Rotten, tendem a ser preguiçosas e a não fazerem escolhas saudáveis em seu dia a dia – Ziggy gosta de comer doces, por exemplo, e Pixel passa tempo demais no computador. Então, Stephanie chega à cidade para ficar com seu tio, o Prefeito Meanswell, e com o auxílio de Sportacus passa a ajudar as crianças a apreciarem uma vida mais ativa e a comerem Sports Candy (frutas e legumes). Você encoraja seus filhos a fazerem o bem? Como? Como pai, eu tento dar o melhor exemplo. Meus filhos cresceram junto com LazyTown, e eu gosto de pensar que


ADOLESCÊNCIA

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AUTOESTIMA na adolescência De uma forma simplificada, podemos dizer que autoestima é a percepção de valor que o indivíduo confere a si mesmo. Assim, a autoestima pode sofrer interferência de diversos fatores (internos e externos) da vida da pessoa.

Dreamst

A construção de uma identidade

ime

Por Catarina Costa Marques

Como na adolescência o indivíduo passa por diversas transformações corporais e psicológicas, nesta fase é muito frequente que a autoestima seja abalada. Na puberdade, as alterações hormonais provocam diversas mudanças corporais. Na menina ocorrem o desenvolvimento dos seios, o aumento de depósito de gordura nos quadris, e o início dos ciclos menstruais. Nos meninos ocorrem o aumento de pelos no corpo, a mudança na voz, o aparecimento de barba e bigode e o aumento de massa muscular. Nessa fase, o aparecimento de acne (espinhas) também é muito comum. Essas transformações corporais provocadas pela ação hormonal na puberdade podem fazer com que o adolescente apresente certa dificuldade em reconhecer seu próprio corpo. Algumas inseguranças com relação à sua imagem podem contribuir para abalar a sua autoestima. Nessa construção de sua identidade, o adolescente procura no grupo o apoio necessário para se sentir mais seguro. A aprovação do grupo e da família é muito importante para estabelecer uma boa autoestima. Por mais difícil que seja, é importante que os pais respeitem (ainda que não concordem) a forma de vestir, o corte de cabelo, linguagem e estilo dos seus filhos adolescentes, pois eles funcionam como um “passaporte” para que ele possa pertencer a um determinado grupo ou “tribo”. Essa noção de pertencimento pode contribuir para que ele se mantenha longe de situações de risco.

Os pais, sempre que possível, devem procurar elogiar as boas atitudes dos seus filhos. As críticas devem ser realizadas com cautela (e jamais na frente de outras pessoas), para que o adolescente não se sinta humilhado. É interessante também que a família não subestime os medos e inseguranças do adolescente e que legitime seus sentimentos. Entretanto, os limites devem ser bem estabelecidos, para que ele se sinta cuidado e amado. Nessa fase de transformações e conflitos, uma autoestima elevada pode contribuir para que o adolescente se sinta mais seguro, mais capaz de Catarina Costa Marques, (especialista em enfrentar desafios e mais cons- Médica Hebeatra adolescentes) e Psicóloga ciente do seu valor. Assim, ele se sentirá mais motivado a construir sua identidade de forma saudável e a conquistar seu espaço na vida. ■


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INFANTIL

Por Auxiliadora Mesquita

Uma mão lava a outra, de Max Lucado Editora Thomas Nelson Brasil Nesse livro delicadamente ilustrado, o autor volta ao tema religioso, sua especialidade. Nessa história, ele lembra que as mãozinhas pequenas das crianças são ótimas para muitas coisas: fazer carinho no cachorro, ajudar a mamãe, arrumar os brinquedos no quarto. E também servem para mostrar nosso amor a Deus. Como? É ler para descobrir.

ADULTO Já experimentou... ÉRICO VERÍSSIMO? Todo mundo conhece o filho dele, o excelente Luis Fernando Veríssimo. Mas seu pai, Érico Veríssimo, anda meio esquecido. E é um dos nossos melhores escritores de todos os tempos! Então, que tal ler esse gaúcho de Cruz Alta,

LIVROS

que infelizmente nos deixou em 1975? Comece por Incidente em Antares (Cia da Letras), último romance escrito pelo autor, em 1971. Nesse livro cheio de magia, reflexão e muito humor, Érico retrata as peripécias de um grupo de defuntos – 13, para ser exato! - que não consegue ser enterrado pois os coveiros da cidade estão em greve.

Chapéu, de Paul Hoppe Editora Brinque-Book Em um passeio na companhia de sua mãe, Hugo encontra um chapéu sobre um banco. O chapéu é uma ferramenta para o garoto mergulhar na sua imaginação. Porém, enquanto Hugo viaja para diferentes lugares e situações, sua mãe o interrompe com o seguinte questionamento: “Mas, Hugo, e se alguém precisar desse chapéu?”.

Três semanas em Paris, da campeã de vendas Barbara Bradford (Editora Record). Conta a história de 4 amigas inseparáveis que brigaram no ano de suas formaturas e passaram sete anos sem se falar. O reencontro vai acontecer exatamente em Paris, onde longe de terem esquecido suas diferenças, terão que enfrentá-las novamente. Em formato pocket, mais fácil de levar na bolsa ou no carro e espantar o tédio a qualquer momento.


CINEMA + SAÚDE

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Animação no cinema ●●●●●●●●●●●●

O Lorax:

Em Busca da Trúfula Perdida

Saúde em dia ●●●●●●●●●●●●

COQUELUCHE E GRIPE ProteÇÃO É ESSENCIAL

A Clínica Curumim (Joinville) está alertando pais, avós e cuidadores sobre uma preocupação atual: a transmissão da coqueluche para bebês e crianças. Nós, adultos, a transmitimos sem nem saber.

Divulgação

Adriana, responsável pelo setor de vacinas da clínica, diz que a proteção que recebemos pela vacina, quando crianças, diminui com o tempo. Por isso, quando recebemos um reforço, evitamos a transmissão.

O Lorax: em busca da trúfula Perdida é uma adaptação do conto clássico do Dr. Seuss sobre uma criatura da floresta que compartilha o eterno poder da esperança. A aventura animada conta a jornada de um rapazinho de 12 anos que procura pela única coisa que poderá fazer com que ele conquiste a afeição da garota de seus sonhos. Para encontrá-la, ele terá que descobrir a história do Lorax, a zangada porém charmosa criatura que luta para proteger seu mundo.  PREVISÃO DE ESTREIA: 30/03

A coqueluche, doença que atinge o sistema respiratório e cuja transmissão é feita por meio de gotículas das vias aéreas lançadas ao ambiente, é altamente contagiosa. Após um episódio de tosse, a bactéria é lançada ao ar e pode infectar pessoas em um raio maior do que 1,5 metros de distância. A transmissão pelas mãos é também uma importante via de propagação da doença. Outra vacina importante, e já disponível na Curumim, é a Influenza (CONTRA A GRIPE).

Para se vacinar contra a Coqueluche e a Gripe, visite a Curumim, na Rua Rolf Colin, 170, bairro América.


MODA

INFANTIL

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boys and girls na moda! Acompanhe as novas tendências da moda infantil. Outono chegando e novas coleções pipocando!

Love, Love, Love

Fotos Lilica Ripilica

Vem chegando o outono... O calor está se despedindo por aqui, as coleções de outono-inverno já começaram a chegar às lojas e logo já começamos a pensar em looks para nossas pequenas usarem no outono, não é mesmo? Querem uma dica? Aproveitem os shorts do verão no outono! Várias grifes garantem que a tendência de shorts e meia calça continuará forte quando o frio chegar, e o look fica super fashion. Para complementar, bota montaria ou sapatilhas no melhor estilo boneca.

E já que estamos falando em outono, a moda para os meninos no outono-inverno 2012 continua com a tendência “college”. Roupas habitualmente usadas em universidades americanas são a inspiração para deixar nossos pequenos super charmosos e quentinhos. Então vale moletom tradicional em duas ou mais cores e camisetas polo em malha mais grossinha. Falsas sobreposições de mangas fazem um charme a mais e deixam os pequenos super “in”. Apostem!

Aline Magagnin é mãe, advogada e responsável pelo site Mami Canguru, que aborda assuntos infantis: moda, brinquedos, festas e novidades em geral. www.mamicanguru.com.br

www.momi.com.br

Respirar o ar puro da natureza correr pelos campos floridos Descobrir, cuidar, plantar.

Fotos Milon

Se tem estampa sempre atual quando o assunto é moda infantil, estamos falando de corações! Entra estação, sai estação, e peças estampadas com corações estão sempre em alta. Seja em vestidos (dos mais românticos aos mais básicos), conjuntos de saia e blusa, calçados ou até mesmo bolsas, as peças agradam em cheio meninas com estilo mais “girlie”.

Inspiração college para meninos

www.cataventobk.blogspot.com

Marisol

Por Aline Magagnin

Lancamento Inverno 2012 the greenhouse Anuncio Catavento.indd 3

Rua Araranguá, 89 - América - (47) 3029-3212 - Joinville 23/02/12 16:59


consumo

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ALIMENTOS:

Por Cláudia Rossini

NATURAIS x PRONTOS PARA O CONSUMO O desenvolvimento da tecnologia de alimentos nas últimas décadas amplia de maneira significativa a disponibilidade de alimentos processados, prontos para o consumo, destinados à alimentação infantil. Se por um lado o uso desses produtos simplificou a rotina familiar, por outro é preocupante ver o surgimento de um cenário pouco propício à formação de hábitos alimentares saudáveis. Cabe aos pais fazer a escolha certa para o consumo das crianças. Atentos às informações, eles devem avaliar os componentes da receita, o teor calórico oferecido pela porção mencionada, a quantidade de gordura (em especial a saturada), o teor de sódio (eletrólito componente do sal de cozinha), observar o prazo de validade e as condições de armazenamento desse alimento. O fato de esses alimentos oferecerem praticidade, não significa que devam ser consumidos regularmente. Os alimentos in natura continuam sendo os mais indicados, na intenção de atender às necessidades diárias de crianças – e adultos – principalmente no que diz respeito aos micronutrientes (vitaminas e sais minerais). A criança precisa conhecer o sabor dos alimentos, a textura, deve aprender a se alimentar de porções adequadas e para

isso seus pais precisam lhe servir de exemplo, consumindo os mesmos alimentos. Os alimentos prontos para o consumo têm um custo maior do que os preparados em casa e, geralmente, para a melhora do sabor, textura e aroma, sofrem adição de corantes e aditivos que estimulam a criança a comer por impulso. É comum notar nesses produtos uma quantidade excessiva de sal. O consumo elevado de sal desde a infância resulta em um adulto hipertenso. Cito ainda a gordura, que visa melhorar a textura e o sabor dos produtos. Portanto, insira alimentos coloridos (de origem natural) na alimentação de seus filhos! E lembre-se: todo o processo de educação é facilitado e eficiente quando os pais dão bons exemplos. Apoio:

Cláudia Rossini, nutricionista www.claudiarossini.com.br 47 9237-2910


INTERAÇÃO

ENTRE PAIS E FILHOS

Tema desta edição:

Revista Educar - Março 2012  15

Conteúdo: Auxiliadora Mesquita Arte: Cláudia Prates

O ciclo da vida

Tem uma canção em inglês que pergunta: você compreende que toda pessoa que você conhece vai morrer um dia? É uma canção muito linda, nada mórbida! E que fala uma verdade tão dura quanto óbvia – sim, vamos morrer. Todos nós. Um dia. Certamente é uma das coisas mais difíceis que temos que aceitar na vida: nós e todas as pessoas que nós amamos vão morrer. Também nossos bichos queridos e nossas plantas cuidadosamente cultivadas. E também quem não conhecemos. De plâncton a gente, de bactéria a árvore. E dizem que até as estrelas... O ciclo da vida é natural. E para a maioria dos seres vivos, não faz parte das grandes questões. É preciso achar comida, sobreviver, reproduzir – coisas

com que nós também nos preocupamos. Mas para nós, lá em algum cantinho, surgem as tais “grandes” questões: de onde viemos? Para onde vamos? Por quê? Até quando? A morte faz parte da vida e as crianças vão se deparar com isso, mais cedo ou mais tarde. E por mais que os pais se esforcem para que seus filhos não sofram, as crianças não têm como ser enganadas. Não conversar sobre o assunto pode criar complicações ainda maiores. Por isso, coragem – é com fé na vida que pensamos e falamos da morte. É com fé na vida que sabemos que tudo nasce, cresce e morre. Tudo chega, fica e vai. O sol nasce todo dia, e como diz aquela mesma canção, ele não vai embora. É só uma ilusão, porque a terra está girando...


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Pipoca em O sol nasce todo dia

HISTÓRIA INFANTIL


CURIOSIDADES

E SUGESTÕES

Revista Educar - Março 2012  17

A hora da partida O que é morrer? Morrer é quando o corpo para completamente de funcionar. Isso acontece com as pessoas, os bichos e as plantas. Todos os seres vivos morrem um dia. E quando morre fica morto. Os seres não vivos (que a gente chama de inanimados) não podem morrer porque nunca viveram. As pedras não morrem. Nem a areia. Nem a água. Para onde vamos quando morremos? Ninguém nunca descobriu com certeza. Mas podemos imaginar ou acreditar que alguma coisa acontece com a gente depois que morremos. O melhor modo de começar a descobrir é perguntando para a mamãe ou o papai. Eles vão contar a você o que eles acham e aí vocês vão poder pensar juntos sobre o assunto. Por que as pessoas choram quando

alguém morre? Porque ficam tristes sabendo que não vão mais encontrar com quem morreu. Não poder ficar mais com quem a gente gosta nos dá muita saudade. A saudade pode ser triste, mas também pode ser alegre: é bom quando nos lembramos de coisas que fizemos juntos e que nos deixaram felizes. Ver fotos ou conversar sobre quem morreu traz essas boas lembranças! Para onde vai o corpo de quem morreu? No Brasil, fazemos um funeral: o corpo fica deitado dentro de uma grande caixa de madeira, o caixão. Quem quiser pode ir até onde está o caixão, no velório. As pessoas ficam tristes no velório, pois sabem que é a última vez que vão ver a pessoa que morreu. Depois de algum tempo, o caixão é levado até um lugar especial chamado cemitério e colocado embaixo da terra. Existem outras formas de se despedir do corpo de quem mor-

Achei pra você!

Livros

Dvd

Só um minutinho, de YuYi Morales (Editora FTD). A autora, mexicana, também ilustra esse livro delicioso em que uma vovó espertinha, vendo seu dia de morrer se aproximar, inventa todo tipo de truque para ficar “só mais um minutinho...” Menina Nina, de Ziraldo (Editora

Melhoramentos). Com ilustrações desse desenhista tão conhecido e querido, o livro conta a história de um avô – o próprio Ziraldo – que tenta explicar para a netinha porque às vezes precisamos chorar tanto.

Dvds

reu e em outros países também pode ser diferente.

Curiosidade Você sabia que aqueles insetos que voam em volta da lâmpada só duram 1 dia? São os efemerópteros. Efêmero é uma palavra do grego que quer dizer: dura um dia! Em compensação, existem tartarugas que podem viver quase duzentos anos. E árvores gigantes chamadas sequoias podem viver até 3.000 anos!

Muitos filmes têm a presença da morte em suas histórias. Além de natural, a morte tem sempre grande força dramática, modificando muita coisa. Mas dois filmes – dois clássicos da Disney – trazem essa modificação como parte do ciclo da vida. Por isso, são histórias em que a morte é mostrada com tristeza e pesar, mas que deixam claro que a vida segue, até com triunfo e beleza. Em Bambi, todo o ciclo natural é retratado com perfeição: o nascimento, o crescimento, a morte e a continuação da vida através dos filhotes. Sempre há uma primavera! E em O Rei Leão, a morte significa que o legado continua, e a lembrança do ente querido é uma forma segura de renovarmos sua presença. Dois filmes imperdíveis para crianças de qualquer idade.


EVENTOS

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Faz de conta O próximo SÁBADO ANIMADO do Espaço Crescer oferecerá às crianças a oportunidade de brincar de FAZ DE CONTA. Elas poderão levar objetos de casa que fazem parte da rotina dos adultos e que elas, nem sempre, têm a oportunidade de explorar: roupas, acessórios, objetos de cozinha (que sejam seguros!) e o que mais a imaginação permitir.

Pizza com música e teatro Para o evento de março, o Reverbera aposta em “ingredientes” especiais e saborosos: pizza, música e teatro, tudo junto e misturado. Impossível ficar de fora!

Fotos Dreamstime

Além de participar das brincadeiras, as crianças ajudarão a fazer seu próprio lanche, feito gente grande! ●●●●●●●●●●●●●●●

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DIA 17/03, das 14h às 18h

DIA 11/03 (DOMINGO), das 16h às 19h

VAGAS LIMITADAS

Reservas: 48 3365.5606 / 9601.2847 R. Clodorico Moreira, 43, Santa Mônica (Ao lado do Shopping Iguatemi, Florianópolis)

VALOR (LANCHE INCLUSO): R$50,00 Desconto para irmãos Reservas: 48 3024.2166

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VAGAS LIMITADAS


LÍNGUA PORTUGUESA

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Revista Educar  Informação útil para todos

COMUNICA!

Comunicação

Por Gabriela Queiroz

Como a língua portuguesa é um grande universo e causa diversas reações nas pessoas, especialmente na relação entre pais e filhos no processo do aprendizado, vi a necessidade de trazer alguns assuntos para refletir com vocês. Sou uma jornalista apaixonada pela língua portuguesa e serei sua colunista para desmistificar as suas dificuldades na educação dos pequenos. Benvindos à Comunica!

Reforma ortográfica

Há três anos, o nosso idioma sofreu diversas alterações, ganhou novas letrinhas, acentos foram tirados de algumas palavras, uma palavra passou a ser duas separadas por hífen e, por sua vez, outras foram unidas e perderam o tal sinal gráfico. Embora pareça motivo de preocupação, os pais podem ficar tranquilos. A Turma da Mônica é uma aliada dos pais e educadores nesse novo aprendizado. Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali são alguns personagens que vão ajudar a ensinar tudo sobre as mudanças da língua portuguesa por meio do livro “A Reforma Ortográfica em Versinhos”.

Desenho animado

Que as animações infantis são importantes no processo educacional dos filhos ninguém discorda. Mas, é preciso estar atento aos tipos de desenhos que os pequenos assistem, porque influenciam sim na educação e, sobretudo, na formação da personalidade do seu filho. Evite que esse passatempo torne-se um hábito. É importante ficar de olho nos programas que mostram violência e os de conotação sexual. Para não errar, a dica é estipular um horário, durante a tarde de preferência, ou ter TV por assinatura, que conta com uma boa programação educativa (vida de animais, preservação

ambiental e filmes ou desenhos que oferecem noções de boa moral e conduta).

Stand by

O tão falado por quê? é muito temido por pais e educadores. Em determinada idade, as crianças desandam a fazer perguntas e muitas são uma expressão: “por que?”. A frequência do questionamento pode revelar uma situação difícil, na qual os pais se veem despreparados para dar a importante resposta. Isso não é um pecado, não! Não responder a pergunta e dizer à criança que vai procurar saber é melhor do que inventar algo só para satisfazer a dúvida do pimpolho. Senão, nasce a mentirinha. E cá entre nós, mentirinha é mentira e não faz bem na relação entre pais e filhos, certo? O importante é saber quem sabe!

Opinião

Se você tem dúvidas ou sugestões sobre a comunicação no processo educacional com seu filho ou aluno, participe da Comunica! Envie e-mail para esta colunista (gabrielaqueiroz. jornalista@gmail.com). Informe nome completo, profissão, cidade onde mora e contatos. Irei abordar os assuntos de alguma maneira na medida do possível. Obrigada! ■ Gabriela Queiroz, jornalista


NUTRIÇÃO

Revista Educar - Março 2012  21

Como preparar uma lancheira saudável

Por Manoela Menegazzo e Daniela Muniz

As férias terminaram, mas o cuidado com a alimentação das crianças deve continuar durante o ano todo, pois é nesta fase da vida que são formados os hábitos alimentares. Além disso, as crianças precisam consumir alimentos que contenham nutrientes fundamentais para seu crescimento e desenvolvimento. Assim, para ajudar você a montar uma lancheira com alimentos mais saudáveis, preparamos algumas dicas: - Planeje um cardápio semanal de lanches de acordo com a aceitação de seu filho colocando alimentos diferentes a cada dia. Dessa maneira, você garante uma boa variedade de nutrientes e evita que seu filho enjoe do lanche. - Quando montar a lancheira, coloque um alimento de cada grupo: * Grupo 1 – FRUTAS (frutas inteiras: maçã, banana, morango; frutas picadas: mamão, melancia, melão). * Grupo 2 – ALIMENTOS ENERGÉTICOS (pão: pão de forma, pão integral, bisnaguinha, pão de trigo; bolos sem cobertura e recheio: bolo de chocolate, de cenoura, de milho; bolachas simples: integrais, água e sal, maisena, leite; cereais: granola, aveia, flocos de milho sem açúcar).

Sugestões de recheios para os pães: queijo, peito de peru, presunto sem gordura, alface, tomate, requeijão, margarina. * Grupo 3 – BEBIDAS (iogurte, leite fermentado, leite, achocolatado feito em casa, sucos de frutas naturais, de polpa ou integrais, água de coco, chás). - ATENÇÃO: alguns dos alimentos precisam ficar sob refrigeração. Então, só coloque na lancheira de seu filho se a mesma for térmica ou se a criança puder deixar na geladeira até o horário de consumir. - Incentive o consumo de água, colocando na lancheira uma garrafinha com o líquido. - Prefira enviar sucos naturais ao invés dos de caixinha, embora haja uma perda de vitaminas até o momento de serem consumidos, os naturais não contêm aditivos químicos. - Os achocolatados e sucos de caixinha contêm uma grande quantidade de açúcar, evite colocá-los na lancheira diariamente. - Não coloque alimentos

industrializados ricos em açúcares e gorduras, como: bolachas recheadas, wafers, salgadinhos de pacote, sucos artificiais em pó, refrigerantes, doces (balas, chocolates, chicletes, docinhos) e alimentos fritos. - Coloque na lancheira somente aquilo que o seu filho irá consumir, por exemplo: envie 4 a 5 bolachas e não o pacote todo. - Na hora de preparar o lanche, peça ajuda para o seu filho, assim ele participa de todo o processo, desde a elaboração até o consumo. ■ Manoela Menegazzo (CRN 10 1410) e Daniela Muniz (CRN 10 1595) são nutricionistas e proprietárias da Doce Vida - Assessoria em Nutrição


Revista Educar  Informação útil para todos

DIVERSIDADE

Que venham as DIFERENÇAS! Por Jussara Paraná

são deixados de lado o nosso ego, nossas expectativas, vaidades e padrões de comportamento, tudo fica mais simples. Quando o “cadeirante” torna-se simplesmente alguém que precisa de uma cadeira de rodas para andar, deixa-se para trás o conceito de “deficiente” e entende-se apenas que a pessoa em questão, dentre muitas outras características que tem, quando se locomove necessita de uma cadeira de rodas, assim como qualquer um de nós precisa de algum veículo para trilhar distâncias mais longas, ou de um avião para voar.

Ser mãe de uma criança que apresenta qualquer característica considerada fora dos “padrões da normalidade” sempre foi uma tarefa árdua… atualmente, pouco a pouco, está deixando de ser. Por quê? Porque muito do sofrimento impingido a essa mãe e a toda a família é resultado mais da visão da sociedade sobre a questão, e dos nossos preconceitos, que propriamente do fato em si. Ou seja, quando

Nessa medida também, de certa forma, perde sentido o conceito de “inclusão”, pois todas as pessoas são percebidas não como normais ou deficientes que precisam ser incluídas, mas sim como possuidoras de variadas características. Todas humanas, e que devem ser respeitadas, para seu próprio bem e para o bem da comunidade. ■ Jussara Paraná Sanches Figueira Mãe e psicóloga do Baobah Estúdios de Autocriação (Florianópolis) CRP-12/00192 diretoria@baobahestudios.com.br www.baobaoestudios.com.br 48 3338.0050

Joaquim Araújo

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Com essa concepção mais objetiva, humana e emocionalmente inteligente da realidade, algumas escolas entendem hoje que devem trabalhar com seus alunos procurando suprir suas necessidades específicas para aquisição do conhecimento, não importando tanto quais sejam essas necessidades.


TECNOLOGIA

Revista Educar - Março 2012  23

O grito de independência da criançada se intensifica com a era do celular

Aparelho traz vantagens e desvantagens na sociabilidade das crianças Por Gabriela Queiroz

Quando dar um celular para meu filho? A dúvida faz parte do dia a dia dos pais quando o assunto vem à tona, já que o aparelho facilita a rotina de trabalho dos adultos, especialmente os que trabalham fora de casa, quando precisam acompanhar as atividades das crianças. Seja para fazer uma chamada ou mandar uma mensagem, as utilidades variam muito. Mas é preciso ficar atento quando a ousadia da garotada fala mais alto, pois o resultado é o grito de independência na decisão de desligar o aparelho para o desespero dos adultos. Para que isso não aconteça, um passo importante é procurar um especialista no trato com crianças e na relação entre pais e filhos. Afinal, ter dúvidas é comum, mas tentar resolvê-las sozinho não é a melhor alternativa já que, dessa maneira, fica ainda mais fácil de errar. Um detalhe que precisa ser questionado é o que envolve a responsabilidade. A criança precisa estar ciente de alguns deveres, como carregar a bateria e manter o aparelho ligado. Conforme os especialistas da psicopedagogia, o senso de responsabilidade da criança para cuidar de seus pertences está de bom tamanho por volta dos nove anos. Talvez essa seja uma das desvantagens do uso do celular: até onde o pimpolho sabe que manter o aparelho ligado é imprescindível para a sua segurança e que ao desligá-lo causa preocupação aos pais. (Será o tão desejado grito de independência?) Recentemente, uma pesquisa divulgou que em 36% das famílias, os filhos, com idades entre seis e 15 anos, das classe A, B e C, têm celulares. A cultura do celular mudou os hábitos das crianças em

relação ao que desejam para si. A época em que brincavam com bonecas, carrinhos e bicicleta deixou de ser atual há muito tempo. Hoje, está mais que certo o novo costume quando o negócio é pedir presente: “quero um celular”. Especialistas alertam sobre a dúvida permanente: qual é a hora de a criança ter um celular? Lembrando que o aparelho não é um brinquedo, os profissionais enfatizam a questão da necessidade que implica na interação e sociabilidade das crianças. Tempos atrás, por exemplo, era comum a troca de bilhetinhos no ambiente escolar. Hoje, deram lugar aos torpedos. O ter um celular traz inúmeras vantagens para os pais, como a facilidade de monitorar os filhos. Por outro lado, pode gerar um conflito no qual a criançada disputa quem tem o melhor celular e, assim, fere conceitos sobre relacionamento. Um exemplo é a mudança na rotina no ambiente escolar. Em vez de prestarem atenção no conteúdo apresentado durante o período das aulas, a criança fica entretida com o que acontece no meio digital. A troca de mensagens deixou de ser um passatempo fora das salas e passou a ocupar o tempo que deveria ser voltado para o aprendizado. Assim, a distração ocasionava a frequente queda no rendimento. O novo contexto obrigou as escolas a imporem regras quanto ao uso do celular para não prejudicar o processo do aprendizado, recuperar o rendimento do aluno em sala de aula e, principalmente, a sua relação com os colegas. Pensando em todos os pontos levantados, portanto, é importante avaliar se a vontade de ter um celular não passa de um desejo de consumo da criança. ■


VARIEDADES

Revista Educar  Informação útil para todos

DO FORNO... Por Auxiliadora Mesquita

Cia da Criança - brinquedos pra lá de especiais! Trabalho de criança é brincar! Só que os tempos são outros, e brincar na rua ou no quintal é cada vez mais difícil – ou não temos espaço, ou não é seguro. No entanto, a atividade física é fundamental para o desenvolvimento da criança. A Cia da Criança tem a solução: parques, brinquedos e móveis de alta qualidade adequados ao espaço disponível.

Fotos Cia da Criança

Funcionando desde 1981 em Palhoça, os brinquedos da Cia da Criança são fabricados levando em conta as medidas corretas para cada idade e utilizando a matéria prima mais indicada e segura para cada função. Até a posição de cada atividade nos brinquedos é estudada para torná-lo seguro e divertido. Assim, o exercício é uma brincadeira, e a aprendizagem pura alegria. A Cia da Criança fabrica móveis para jardim, casinhas infantis e possui uma gama de brinquedos para todas as idades. Cada brinquedo vem com indicação do espaço necessário para que seja instalado – o “Borboleta”, por exemplo, cabe num espaço de 3m2! A Cia da Criança também conta com

uma linha de brinquedos para crianças especiais, facilitando a integração – e a diversão! - da criança cadeirante. Descubra mais em www.ciadacrianca.ind.br

E por falar em brinquedos especiais... À primeira vista, Morgan’s Wonderland é um parquinho de diversões como tantos outros. Bem no coração do Texas, EUA, esse parque de San Antonio é obra de Gordon Hartman e sua esposa Maggie. Pais de uma menina com dificuldades físicas e cognitivas, assistiram com o coração partido a filha tentando se integrar a outras crianças numa brincadeira, sem sucesso. Daí surgiu a ideia e a “Terra Maravilhosa de Morgan” - Morgan é nome da filha dos Hartman. Nesse parquinho colorido e divertido, os caminhos são largos o suficiente para que crianças cadeirantes possam passar – lado a lado, conversando! - até chegarem aos balanços ou ao carrossel apropriados para elas. A “Sensory Village” (Vila dos Sentidos) tem mercearia e estação de TV de mentirinha e cavalos de brinquedo para manter o clima do velho oeste. Um xilofone gigante é diversão garantida no Jardim da Música. E quem quiser pode participar de clínicas de basquete ou pescar no lago. O “Morgan’s Wonderland” foi aberto em 2010, depois de muitos fóruns de discussão que o casal Hartman fez com grupos de pais, médicos, ativistas e designers. Morgan, hoje com 17 anos, certamente se beneficiou dessa iniciativa de seus pais. Mas o parque “dela”, ainda bem, é aberto a todos! E quem tem necessidades especiais não paga.

Quem precisa disso? A revista Parenting fez uma lista hilariante de produtos para bebês ou gestantes que, de acordo com a revista, ultrapassam em muito o razoável – tanto em dinheiro, quanto


VARIEDADES

Revista Educar - Março 2012  25

em utilidade. Na lista estão artigos estranhos, desnecessários ou absurdamente caros. Os fabricantes estão a par da vulnerabilidade desse público alvo: mamães e papais de primeira viagem possuem uma mistura de euforia e ansiedade que pode fazer com que percam o juízo diante desses produtos.

Alguns são tão bizarros que é difícil imaginar quem teria tido tal ideia. Conhece o “cavalinho no papai”? Todo pai sabe que vai ter que enfrentar essa um dia: sua criança vai subir nas suas costas, com você de quatro, e vocês dois vão se divertir muito nessa brincadeira. Mas se você quiser complicar (e encarecer) a atividade, não se preocupe: inventaram a “ The Daddle”, uma sela para o papai. Daqui a pouco vai ter rodeio profissional...

Já curtiu um Facecake? Então não demore: é uma delícia saborosa e divertida. O Facecake é o resultado da criatividade e imaginação de Larissa Klimeck Kammer, uma publicitária catarinense que largou a vida apertada de prazos e demandas de uma agência para acompanhar bem de perto o crescimento dos filhos. Aos poucos, Larissa foi sentindo vontade de voltar a trabalhar, mas com tempo para acompanhar as crianças: João,

hoje com 6 anos, e Maria, a caçulinha com 3. Daí surgiram os Facecakes. Junto com Henrique Machado, ilustrador talentoso, criaram mais do que um doce – inventaram um “sonho” para cada uma dessas delícias. O sabor pode ser escolhido entre os de castanha do Pará, nozes, amendoim, coco, damasco turco com avelã ou banana com castanha, cada um com a sua própria carinha. São doces mágicos com as caras mais loucas e originais, ilustradas de acordo com as mais diversas ocasiões: Natal, Páscoa, comemorações empresariais, chá de bebê, formatura e toda data especial que você quiser que seja lembrada com um mimo único e delicioso. Não deixe de conhecer: visite o site facecake.com.br ou entre em contato com Larissa pelos telefones 48 3234-7297 ou 48 9931-2370.   ■

Fotos Divulgação

Não acredita? Que tal um tapete eletrônico para colocar seu filho de castigo? Ele marca o tempo, dá o alarme de quando o castigo acabou e é bem colorido. Diversão garantida para o castigo! E para seu bebê aprender a andar em segurança, nada como um bom capacete! Afinal, os bebês de hoje em dia já nascem tão espertos que mal andam e já estão fazendo rapel e escalada... Já uma caixa de papelão envernizada e “customizada” com o nome de seu bebê sai por meros 250 dólares. E se você gosta mesmo é de glamour pode comprar uma chupeta cravejada de cristais – preço sob consulta!


GALERIA

Revista Educar - Março 2012  27

NOSSA CARA Júlio

Artur

Giovanna e Arthur

Luiza, que faz 6 anos este mês. Parabéns!

Lays

Cauê

Matheus

Bernardo

FOTO DO MÊS

João Guilherme e Lucas

Arthur

Matheus

Arthur Luiz

Davi, 2 anos, apreciando a Educar. Que orgulho!

Você tem filhos e quer que eles participem desta seção? Envie foto(s) para nossacara@revistaeducar.com.br com as seguintes informações: nome(s) completo(s) e idade(s) da(s) criança(s), cidade, telefone(s), escola(s) e nomes completos dos pais. Imagens com resolução ruim e/ou com dados incompletos não serão selecionadas.


Revista Educar Março 2012  

Educar Março 2012 Edição 51

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