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Edição 111 Ano 9 - Abril 2017 Foto: Catavento Fotografia Infantil Distribuição gratuita e direcionada


Sustentabilidade

Maple Bear inicia projeto para redução, reutilização e reciclagem de materiais

A Maple Bear Canadian School Florianópolis - escola canadense bilíngue - deu início, neste ano, ao Projeto Sustentabilidade, que visa a redução, reutilização e reciclagem dos materiais utilizados dentro da instituição. De acordo com a professora e uma das idealizadoras do projeto na Maple Bear, Graziella Bridi, coordenação e professoras debateram o assunto durante a Semana Pedagógica, realizada em fevereiro, antes do início do ano letivo. "O papel da escola não é só o de compartilhar conhecimento, mas também de formar cidadãos críticos". destaca. O Projeto Sustentabilidade da Maple Bear já começa a mostrar os primeiros resultados. Dentro da ideia de redução de materiais, foram tirados de circulação os copos plásticos descartáveis que ficavam ao lado do filtro de água. Agora, cada aluno e funcionário traz sua própria garrafa para consumir água durante o período que estiver na escola. "Temos ainda copos guardados para quando recebemos algum visitante, mas a atitude reduziu significativamente o consumo de copos plásticos", revela Graziella. A diretora financeira da Maple Bear Florianópolis, Renata Flores, conta que eram utilizadas, por mês, duas caixas com cinco mil unidades cada. Em apenas dois meses, 20 mil copos plásticos deixaram de ser consumidos. Os materiais utilizados em sala de aula também estão sendo recortados de forma a aproveitar melhor o papel. E as folhas de papel sulfite estão sendo utilizadas dos dois lados para os desenhos dos alunos. A escola também dispensou o uso da agenda física para a comunicação entre pais e professoras e ou coordenação. Foi adotada uma agenda eletrônica para essa comunicação, mais segura, rápida e econômica. "Antes, os comunicados eram impressos e enviados dentro da agenda física de cada aluno. Agora é tudo por meio da agenda eletrônica", explica Graziella. No sentido da reutilização, todo material impresso pelas professoras, como poster ou cartaz, para trabalhar um tema do plano de aula, é plastificado e guardado para ser utilizado no ano seguinte. "Além de poupar os materiais, as professoras poupam tempo", diz a professora Graziella.

As atividades voltadas para a reciclagem tem contado com grande participação dos alunos. Eles ajudaram a produzir as próprias lixeiras para uma pré triagem dos materiais ainda dentro da sala de aula, separando o lixo seco do lixo orgânico. Depois, os alunos maiores, do Ensino Fundamental, ajudam, em aula executada no período extracurricular, a fazer a triagem que vai para a coleta seletiva de resíduos (papel, plástico, metal e vidro). A professora responsável pelas atividades extracurriculares, Agnieszka Zapas´nik, tem trabalhado com os alunos a alternativa de uma "vida verde", como ela gosta de chamar. "Falamos sobre evitar o desperdício de água, meios de transportes não poluentes e projetos de compostagem, aproveitando o lixo orgânico produzido na cozinha da escola para adubar as plantas da nossa horta", salienta. A aluna do Year 3, Sophia, de 8 anos, ensina o que aprendeu nas aulas da Ms. Agnieszka: "Não devemos misturar o lixo seco com o orgânico. Podemos fechar as torneiras enquanto escovamos os dentes e tomar banhos mais curtos". A ideia do Projeto Sustentabilidade da Maple Bear Florianópolis partiu do tema proclamado pela ONU (Organização das Nações Unidas), que escolheu 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável. O turismo é responsável por cerca de 10% da economia mundial. A ONU acredita que o turismo bem estruturado e bem administrado pode contribuir significativamente para o desenvolvimento sustentável.


Editorial

"Querida Rafa, há 7 anos você nasceu e, sem mesmo perceber, fez transbordar meu coração. Tão logo seus olhos fixaram-se nos meus, tive a EDIÇÃO 111 • ANO 9 • ABRIL 2017

EDITORA Priscilla Koerich ARTE Eduardo Carvalho Motta COLABORADORES DESTA EDIÇÃO

Auxiliadora Mesquita Carolina Fernandes Cláudia Prates Claudio Moreira Fernanda Moura Milena Luisa

REVISÃO Cláudia Prates IMPRESSÃO

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certeza de que ali estaria um amor maior do que eu poderia conhecer. Entendi, desde o começo de sua vida, que você me ensinaria muito sobre o verdadeiro patrimônio que um ser humano precisa ter. Você me mostraria, dia após dia, que medo e coragem estão diretamente relacionados e que, para sobreviver, precisamos abraçar os dois. Você me faria mais forte e mais capaz de me superar. Você estaria presente nos meus pensamentos diários, nos meus momentos de preocupação, nas lágrimas que me permito liberar quando a tristeza insiste em chegar, no olhar orgulhoso que instintivamente envio ao mundo quando te vejo dançar. Você me mudaria e me faria aprender minhas próprias lições de vida. Você me traria um amor que me tornaria assim, grande, capaz de mergulhar, a fundo e de alma, em muito do que faço. Você, menina linda e do bem, me daria tanto e eu, inconscientemente, me cobraria por te oferecer o melhor de mim. Você me faria entender, desde o momento da sua chegada, que estaríamos ligadas para o resto da vida. Por isso, querida Rafa, eu te reafirmo: você é o melhor presente que o mundo poderia me dar. Por você, tudo."

No mês em que minha filha completa 7 anos (um “viva” para todas as crianças que também aniversariam em abril!), apresento a você, querido(a) leitor(a), uma edição sobre o sentimento genuíno que há entre pais e filhos, e mais especificamente, o que existe entre irmãos - nossa capa, com os queridos Arthur e Lucas, diz tudo e mais um pouco, não? Convido-o a “embarcar” nos detalhes do texto encantador com que a pedagoga Auxiliadora Mesquita nos presenteou. Leia, releia, e deixe-se levar pelo que há de mais lindo e importante neste mundo: os laços de amor da família. Um grande abraço e até a próxima! Priscilla Koerich educar@revistaeducar.com.br

Nossa capa

“É incrível ver o amor surgindo entre irmãos, a amizade, o companheirismo e a afinidade que os dois têm. O olhar de admiração que o mais novo tem sobre o mais velho. São cúmplices nas brincadeiras, adoram ouvir música, dançar e jogar bola. Não sei vê-los um sem o outro. Como se completam. Como se amam.” Essas são as palavras da mamãe Luana Zimpeck Rezende, sobre a relação entre Arthur (7 anos) e Lucas (3 anos). Filhos de André Rezende e Luana, eles iluminam a capa dessa edição e representam, com muita verdade, o desabrochar desse amor eterno. O resultado desse lindo ensaio entre irmãos vocês encontram na página 10 dessa edição. Os irmãos vestem roupas da Turma da Cuca, Joinville. As fotos são da Catavento Fotografia Infantil.

Ligue para: Tel.: (48) 99158.3342 Ou envie e-mail para: comercial@revistaeducar.com.br

TurmadaCucaOficial Tel.: 47 3433 9508

www.cataventofotografia.com.br Tel.: 48 3364 9697 Edu, Priscilla, Luana, Raquel, Rafaella, Lucas e Arthur


Variedades

Do forno

Por Auxiliadora Mesquita

Bebê bem equipado, bebê seguro

A revista americana “Pediatrics” fez um levantamento com resultados alarmantes. Entre 2011 e 2013, os acidentes com equipamentos de bebês cresceram mais de 20% nos Estados Unidos. Bebê conforto, carrinho, berço e andador foram responsáveis por lesões na cabeça, pescoço e rosto, principalmente. No Brasil não existem dados a respeito, mas como o acesso a esses produtos tem crescido, os especialistas alertam para os perigos e cuidados. O bebê conforto, por exemplo, não deve ser apoiado em superfícies lisas ou altas, como mesas, cadeiras, sofás e cômodas, pois seu formato arredondado faz com que qualquer movimento do bebê possa desestabilizá-lo. A dica é apoiá-lo sempre no chão. O andador tradicional já é até alvo da Sociedade Brasileira de Pediatria, por ser responsável por muitos acidentes e traumatismos. E para todos os equipamentos, certifique-se de que possuem aprovação do INMETRO e sigam as instruções do fabricante.

Super Saglana Ela merecia seu próprio cartoon depois de tamanha proeza. Saglana Salchak morava com seus avós em uma fazenda nos confins da Sibéria, perto da fronteira com a Mongólia. Em fevereiro desse ano, Saglana encontrou sua avó inconsciente. Com o avô cego, saiu ela mesma para procurar ajuda. Andou cerca de 8 km pela neve e sob a temperatura de -34ºC, até chegar ao vilarejo mais próximo, Tuva. Ao chegar, pediu ajuda. E aos que se preocupavam com ela, disse apenas que estava com muita fome. Detalhe: Saglana acabou de fazer 5 anos de idade! Infelizmente, mesmo sendo comparada a “Chapeuzinho Vermelho” e chamada de “a super heroína russa”, o desfecho dessa história emocionante e surpreendente não foi muito feliz. As mais de 6 horas de caminhada foram espera demais para a avó, que já havia falecido quando o socorro chegou. E Saglana agora está sob custódia do Estado, com a mãe sendo processada por abandono e negligência.


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Macarrão do Arco-Íris As crianças adoram um bom prato de massa. As mamães adorariam que os pequenos comessem mais frutas e verduras. Que tal misturar tudo isso e servir um delicioso Macarrão Arco-Íris? Pode até se tornar uma tradição na casa. E ainda dá para variar os ingredientes, apresentando “surpresas” ou descobertas de novos ingredientes.

Lembranças na parede Sabe aquelas coisas fofas do bebê que você guardou numa caixa e que ninguém vê? Uma boa ideia é usar essas e outras lembranças para decorar uma parede da casa. E à medida que as crianças crescem, outras recordações podem ser acrescentadas. Foi o que fez o casal da casa da foto acima, que emoldurou e pendurou num corredor da casa as roupas de banho de quando as crianças eram bem pequeninas. Filhos crescem tão rápido! Deixar essas recordações à vista de todos pode trazer muitas lembranças, sorrisos e conversas. De quebra, ainda deixa o ambiente colorido e original.

Para fazer não tem segredo. Prepare a massa preferida de sua criança. Para o “molho”, ofereça ingredientes para misturar na massa com as cores do arcoíris: roxo, azul escuro, azul claro, verde, amarelo, laranja, vermelho. Queijo e temperos ajudam a dar aquela caprichada no prato. OK: alimentos azuis praticamente não existem e as tais blueberries (mirtilos) não são fáceis de encontrar. Mas não desista! Que tal trazer os azuis nos utensílios?

Cestinha de Páscoa

Que tal chamar as crianças para “dar” um presente de Páscoa ao invés de receber? Elas podem se divertir preparando uma cestinha de guloseimas para oferecer a um colega, vizinho ou amigo. Para preparar a cesta sem muita complicação, uma ideia é fazer um coelhinho num copinho de papel ou plástico mais reforçado. Pintar o coelhinho na frente é fácil e pode ser feito com caneta para retro-projetor. Se quiser caprichar, coloque um tufinho de algodão para o rabinho. E duas orelhas de papel completam o charmoso coelhinho. Por dentro? Balinhas coloridas, ovinhos pequeninos e até algum brinquedo minúsculo de lembrança. Se quiser, vale colocar papel de seda ou crepom verde, rasgadinho, para dar o clima do bosque do coelhinho! Feliz Páscoa!

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Desenvolvimento

A CONSTRUÇÃO DA

AUTOESTIMA Ajudar a criança a desenvolver sua autoestima é uma importante tarefa da educação. Dar ferramentas para que ela construa uma imagem positiva de si, colabora para que consiga manter relacionamentos saudáveis durante sua vida. Além disso, uma pessoa com amor próprio elevado tende a reconhecer seus sonhos com mais facilidade, o que contribui na construção de uma vida permeada de realizações.


Educar • Abril/2017

Durante o processo de crescimento da criança, é importante que ela tenha oportunidade de fazer por si. Mesmo as bem pequenas, de um ano, por exemplo, conseguem realizar tarefas que, para os adultos, podem parecer irrelevantes, mas são grandes oportunidades de aprendizagem. Levar um objeto de um lugar para o outro, ajudar a arrumar a cama, lavar um alimento, são exemplos de tarefas simples, porém desafiadoras para os pequenos. Realizar atividades que necessitem da coordenação motora, que ainda está em desenvolvimento e, ao mesmo tempo, agir com um objetivo mental, requer grande esforço da criança pequena. À medida que o tempo passa, se ela exercitar esse processo de pensar e de fazer simultaneamente, vai se desenvolver. Assim, a cada passo, consegue superar pequenos obstáculos e, desta forma, se sente segura e capaz. Sentir-se confiante ao realizar dá suporte emocional para desafios maiores que virão no futuro. Além disso, dá ferramentas para ela desafiar seus medos e inseguranças dia após dia. Elogiar a criança quando tem uma atitude positiva ou de superação também colabora para que ela entenda como dar valor a si. É importante que ela saiba que seus atos podem repercutir emoções boas nas pessoas ama e em si. Não é necessário dispensar elogios sem sentido e fora de hora, mas quando tiver um contexto significativo. Para isso, é preciso focar o olhar nas pequenas conquistas. Inclusive, é um bom exercício para os adultos também. Quantos gestos simples e pequenas realizações passam despercebidos no mundo dos grandes?

Valorizar sua história e suas características físicas e emocionais é ter consciência verdadeira de si. Isto não quer dizer se achar melhor que o outro, mas que é diferente em suas qualidades e em seus defeitos. Da mesma forma que a criança precisa aprender a respeitar os outros, também é necessário que aprenda a respeitar a si e ao seu jeito de ser. Assim terá mais chances de ser feliz com o que é e com o que precisa melhorar.

Fernanda Mello de Moura Pedagoga

A SAÚDE DO BEBÊ COMEÇA PELA BOCA

PRÉ-NATAL ODONTOLÓGICO

é fundamental O odontopediatra é um dos especialistas capacitados para fazer o acompanhamento da saúde bucal da gestante.

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Amamentação

Mastite esse problema tem solução

A mastite é uma inflamação das glândulas mamárias e é no processo de amamentação que ela aparece com mais frequência. Pesquisas indicam que a cada 100 mulheres amamentando, 10 irão desenvolver algum grau de mastite. No entanto, apesar de ser uma condição dolorosa e que costuma assustar as mamães de primeira viagem, a mastite tem cura. E mais: é importante continuar amamentando! Essa recomendação pode parecer sem sentido – afinal, com tanta dor, como prosseguir com a amamentação? Mas dar vazão correta ao leite no peito é o primeiro passo para resolver o problema. O surgimento da mastite está ligado a uma condição chamada de estase láctea – o leite “volta”, não escoando para fora dos seios. Uma das causas dessa condição é a pega incorreta do bebê na hora da amamentação. Ao não conseguir sugar o leite corretamente, o bebê não “esvazia” a mama – daí o leite volta e fica como que preso dentro dos dutos mamários. Essa situação é comumente sentida pela mamãe como o famoso “leite empedrado”.

PREVENÇÃO

A prevenção é diminuir esse excesso de leite preso na mama. Como fazer isso? Fazendo o bebê sugar e mamar de forma correta e plena. Para isso, é essencial recorrer à orientação


Educar • Abril/2016

de enfermeiras, médicos e pediatras para descobrir a melhor posição e a pega certa para o bebê sugar. Muitas maternidades e hospitais também têm profissionais que orientam a mamãe para tudo sair certinho. Se mesmo assim ocorrer excesso de leite, a ordenha manual ou com bombinha deve ser feita para aliviar a mama. O leite retirado pode ser dado para o bebê em mamadeira e também pode ser congelado ou doado para bancos de leite. E é bom se lembrar dos cuidados antes e depois da amamentação: limpar os seios e as mãos a cada mamada. Mastite

CONSULTE UM MÉDICO

Se mesmo com esses cuidados, surgirem sintomas como dor, vermelhidão na pele do seio e sensação de calor no peito, é hora de consultar um médico para ver se a mastite já está instalada. Também esteja atenta a sintomas como febre, calafrios e náuseas, pois a mastite também pode provocá-los.

O médico irá verificar se a mastite está no estágio inicial. Nesse caso, pode ser resolvida com medidas simples – compressas frias ou quentes, analgésicos e o esvaziamento regular e completo das mamas. O médico receitará antibiótico caso constate que, além da inflamação, também está presente uma infecção bacteriana. A medicação é segura para o bebê e a amamentação deve prosseguir normalmente. Aqui vale um alerta: é importante tomar a dosagem completa receitada pelo médico, pois a mastite não tratada pode evoluir para um quadro mais grave, com a presença de bolsas de pus que necessitam de drenagem cirúrgica. É uma situação perigosa e que deve receber atenção médica rapidamente. A mastite é um acontecimento desagradável e doloroso, com certeza. Mas tem tratamento seguro e simples. Procure seu médico de confiança para poder continuar oferecendo o alimento mais perfeito, com tranquilidade e alegria, para seu bebê. Auxiliadora Mesquita Pedagoga

Canais de passagem do leite

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Capa

Para

sempre irmãos!

Texto: Auxiliadora Mesquita | Fotos: Estúdio Catavento | Figurino: Turma da Cuca

Irmãos: uma relação intensa, longa e sem checkout! Afinal, irmãos não deixam de ser irmãos por nenhum motivo ou documento. Uma relação assim, tão poderosa, com certeza tem seus altos e baixos, alegrias e dissabores. Para os pais, uma boa relação entre irmãos é um prazer e um alívio. Já uma relação conflituosa entre eles é motivo de angústia e preocupação. Mas como fazer para que esse relacionamento tão importante seja bom e harmonioso?

Nosso primeiro “outro” Como todo relacionamento, o comportamento dos irmãos uns com os outros tem a influência de muitos fatores e pode variar muito no tempo. A diferença de idade, a ordem do nascimento de cada um, a situação da família a cada nascimento e até a personalidade de cada irmão vão influenciar a maneira como as relações se desenvolvem. E, para aumentar o mistério, existem poucas pesquisas sobre o assunto. É interessante perceber que os estudos sobre o relacionamento entre os irmãos é relativamente recente, tendo surgido com mais força a partir dos anos 1990. Antes disso, o foco era sempre na relação entre pais e filhos. Agora, algumas pesquisas apontam que a influência do relacionamento entre irmãos é muito grande e, em alguns casos, pode até ser mais forte do que a própria relação entre pais e filhos. Mais um motivo para querer que tudo dê certo entre os hermanos, não é mesmo? Mas o que é que faz essa relação ser tão especial? Para as crianças é a primeira relação íntima e constante que terão com “iguais”, mas nem tanto. No relacionamento com papai e mamãe, mesmo em famílias muito democráticas, há uma hierarquia e o relacionamento é “de cima para baixo”. Já entre irmãos a coisa é diferente e há uma troca “horizontal”. E mesmo quando há uma grande diferença de idade existe, o fato de que todos são a mesma coisa: irmãos. Aprender a conviver assim é a primeira lição real de convivência social mais ampla.


Educar • Abril/2017 11

Dividindo meu lugar no mundo É com nossos irmãos, que aprendemos a dividir brinquedos, comida, espaço e tempo. Principalmente, é com eles que aprendemos a compartilhar afeto e atenção. Com nossos irmãos descobrimos que não somos o centro do mundo, que temos de esperar a nossa vez e que nem sempre ficamos com o pedaço maior (aos nossos olhos). Daí que, se de um lado temos a chance de compartilhar diversão, segredos e aventuras, por outro também experimentamos o gostinho amargo de sentimentos como o medo de não ser amado, a angústia de perder o afeto, a inveja, a raiva... a lista é grande. De fato, estudos feitos mais recentemente indicam que a relação entre irmãos tem essa característica como constante: é um relacionamento carregado emocionalmente. E essas emoções podem ser positivas, negativas ou ambivalentes. Os especialistas ainda não sabem o caminho certeiro para conseguir que só as coisas boas fiquem por perto. Mas algumas dicas de bom senso podem ajudar os pais a fortalecer o lado bom e diminuir os problemas que uma convivência tão forte pode trazer.

Fortalecendo o amor fraterno A primeira e mais importante fase dessa convivência é a chegada do irmão mais novo (pois sempre haverá um primeiro e ele reinou absoluto durante algum tempo). Preparar esse encontro ajuda a começar a história com o pé direito. A ideia é deixar o irmão mais velho participar de todo o processo, desde o começo. Chamar o irmão mais velho para fazer parte desse momento especial pode ser mais simples do que parece. Os pais podem, por exemplo, lembrar ao filho como são os bebês, como ele era quando bebê e como vai ser quando o irmãozinho chegar. Conversar sobre o choro, o peito e a mamadeira, as fraldas, o cuidado que tem que existir. Também ajuda envolver o mais velho na compra das coisas do bebê. Deixar que acompanhe, dentro do adequado, o lado médico da gestação também é uma boa ideia – ultrassom, ouvir o coraçãozinho, tudo isso tem um lado “mágico” que pode causar aquela boa impressão sobre o convidado que vai chegar. Depois do nascimento, é importante não descuidar da atenção ao filho mais velho. Sabemos que um bebê novo em casa é cansaço e trabalho na certa. Mesmo assim, vale a pena arranjar momentos e atividades que mostrem que o primeiro filho merece atenção e carinho do papai e da mamãe. Desde um passeio “exclusivo” ou uma comidinha favorita até um simples “deite aqui com a mamãe um pouquinho” podem fazer maravilhas. Deixar que o primeiro filho se sinta “esquecido” é fazer o caminho para o ciúme aparecer .


Capa

O ciúme pode aparecer. Os sintomas incluem desobediência, choros e birras e comportamento desafiador. Agressividade com os pais ou até com o bebê também pode surgir. E tem aqueles que resolvem virar bebês de novo - afinal, parece ser o melhor caminho para ter atenção, não é mesmo? Enfim, nessas horas é preciso firmeza, mas também paciência. A melhor solução é dar aquela atenção de que já falamos. Uma dica é atribuir alguma atividade para o mais velho em relação ao recém-chegado, assim ele se sente útil e ainda fica perto da mamãe.

Irmãos para sempre E depois dessa primeira fase? Ah, se as rosas não tivessem espinhos... O fato é que uma convivência tão íntima e intensa tem lá seus percalços. Na maioria das vezes, as disputas são contornáveis e as brigas passam, dando lugar às risadas e aos abraços. Como os conflitos costumam ser estressantes para os pais, vale a pena tentar ser a força mediadora entre os irmãos. É o que dizem os pesquisadores: a melhor intervenção dos pais nesses momentos é funcionar como um mediador, dando condições para que os irmãos se expressem e tentem negociar soluções para seus conflitos. Essa, inclusive, é uma lição que poderá ser levada para a vida toda. Dizem que irmãos estão se tornando coisa rara – a taxa de fecundidade no Brasil era de 4,4 filhos por casal nos anos 1980 e hoje está em 1,9 filhos por casal. Mas, para aqueles que terão irmãos em suas vidas, essa sim é a verdadeira “coisa” rara: um parceiro de experiências e descobertas, profundos conhecedores um do outro. E um apoio para toda a vida. Uma joia rara.

A chegada de Lucas, nosso segundo filho, foi de muita expectativa e com um novo olhar. Quando meu marido e eu planejamos o primeiro filho, Arthur, tudo era novidade. A descoberta, a gestação, o nascimento. Tudo era por ele e pra ele. Nunca passou por nossa cabeça em ter apenas um filho. Sempre desejamos pelo menos dois. Lucas não foi planejado para a época, mas foi muito desejado. Arthur sempre desejou um irmão e a ligação entre eles é incrível. Não me esqueço de uma manhã em nossa casa, quando Arthur olhou pra mim, aliás, pra minha barriga, e disse: mamãe, tem um bebê na sua barriga, é um menino e vai se chamar Lucas. Eu, claro, fiquei surpresa na hora, pois não imaginava e nem passava na minha cabeça que estivesse grávida. Até que alguns dias depois foi confirmado a tão sonhada gravidez do segundo filho. Vocês já podem imaginar por que ele se chamaria Lucas. No ultrassom, Arthur já estava confiante na resposta da médica. Arthur, seu irmãozinho está a caminho, disse a médica. Lucas chegou num dia quente de verão.

Arthur olhou pra mim, aliás, pra minha barriga, e disse: mamãe, tem um bebê na sua barriga, é um menino e vai se chamar Lucas.

É incrível ver o amor surgindo entre irmãos, a amizade, o companheirismo e a afinidade que os dois têm. O olhar de admiração que o mais novo tem sobre o mais velho. Eles brincam e brigam também, mas são muito parceiros e se defendem. Arthur não aceita que ninguém brigue com o irmão e sai sempre em sua defesa. São cúmplices nas brincadeiras, adoram ouvir música, dançar e jogar bola. É muito gostoso vê-los brincando juntos. Arthur é um bom professor, ensina no desenvolvimento de Lucas, nas atividades em casa e, em contrapartida, o irmão mais novo sempre prestes a lhe atender. Adoro ver Lucas dando altas gargalhadas com as palhaçadas do irmão. Sempre digo pro meu marido que eles tinham que ter vindo e fazer parte de nossas vidas. Não sei vê-los um sem o outro. Como se completam. Como se amam. As brigas passam rápido e logo estão brincando novamente. Sempre gostei de casa cheia e uma casa com duas crianças é ainda mais animada, mais alegre, e também mais barulhenta. E quando estamos cansados com tanto trabalho, pensamos e refletimos no lado bom dessa experiência por meio do amor que experimentamos em dobro.” Os irmãos são tão unidos que até produzem vídeos, para o YouTube cantando e se divertindo, sempre juntos. Confira no youtube: MMIZ Mundo Mágico dos Irmãos ZIMPECK Luana Zimpeck e André Rezende, Pais do Arthur (7) e do Lucas (3)


Educar • Abril/2017 13

A construção do amor Por Eveline Schultz "O relacionamento entre irmãos é construído dia após dia, mas o amor é à primeira vista. A chegada da Annie (3) balançou a vida da Sophie (6). Ela precisou dividir tudo. Desde o espaço físico aos corações e atenção do papai e da mamãe. Mas aprendeu que essa divisão vai se transformando em um mundo mais completo. E o amor foi se multiplicando. O ciúme foi dando lugar a amizade. A preocupação e o carinho foram crescendo com o tempo e a confiança e o cuidado invadiram nossa casa. Percebo uma sintonia entre as duas. A admiração que a Annie tem pela Sophie é tão verdadeira! Elas são completamente diferentes uma da outra. E isso torna o convívio ainda mais interessante. Elas brigam, disputam atenção e competem todos os dias. Mas têm uma ternura e um companheirismo encantador. A bagunça de uma casa cheia vira rotina, mas representa vida. Espero que elas tenham essa parceria para sempre, assim como eu tenho com a minha irmã. Decidir dar um irmão ao seu filho é um grande desafio, mas acredito que abrir mão de tantas outras coisas vale cada renúncia, pois o amor transforma e a família se completa. A cada dia tenho mais certeza de que a maior herança que os pais podem deixar para um filho é um irmão." Eveline Schultz,

Mãe da Annie (3) e da Sophie (6)

Confira no youtube, o canal das maninhas: Sophie & Annie Obs: Elas já nasceram tendo 2 irmãos: a Alanis (19) e o David (17), que são super presentes e participam diariamente da vida delas.

Perguntamos para os irmãos Pedro, Mateus e Arthur:

O que é mais legal em ter irmãos? Arthur

(9 anos)

"Para ter com quem brincar, para ter compania e ter companheiros. Sou muito feliz porque tenho irmãos."

Pedro

(4 anos)

“Pra comer bolo, pra ver cineminha, para jogar video-game e para brincar.”

Mateus

(6 anos)

“Porque podemos nos divertir juntos, brincar lá fora... é coisa de criança, mas bem no fundo do nosso coração, algumas coisas podem dar errado e temos que superar... brincando.”


Educação

Educar • Abril/2017 16

Ilustrações: Vilmar Oliveira

Eu educo, tu educas,

nós educamos

Por Priscila Cruz, fundadora e presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação

Neste mês, no qual comemoramos no dia 28 o Dia da Educação, quero enfatizar o papel central da família em parceria com a escola. Como já é bem sabido no meio educacional, o contexto familiar é determinante para a aprendizagem. E um dos fatores desse contexto é o engajamento da família na vida escolar das crianças e dos jovens. Nesse ponto, falo de envolvimento tanto no ensino de valores e cultura como também no cotidiano escolar, como acompanhar a lição de casa, participar de reuniões e eventos escolares, ler com a criança e estabelecer um horário para os estudos. As pesquisas já feitas sobre o tema apontam pelo menos cinco razões diretamente relacionadas com a aprendizagem dos alunos para as famílias colocarem a educação no seu dia a dia: • Essa atitude transmite aos alunos valores importantes, como o respeito ao professor e a valorização do conhecimento, que estimulam o seu aprendizado. •

As

crianças conseguem se adaptar melhor à escola, têm maior frequência e o percentual de evasão é menor; os alunos desenvolvem melhor algumas habilidades importantes para o estudo, como concentração e persistência.

• Os resultados das avaliações de aprendizagem (como Prova Brasil e Enem) indicam que esses alunos aprendem mais. • Esses alunos têm mais chances de ir para o Ensino Superior. Parece óbvio, não é? Mas nem todas as famílias realmente participam. E isso não é só por falta de interesse. Muitas mães não conseguem ultrapassar algumas barreiras, como a falta de tempo, o fato de não saberem como abordar a escola e, quase sempre, a falta de preparo da escola para lidar com essa participação. Essa relação com a escola não é uma ponte fácil de construir. Para ajudar nesse debate, listei abaixo alguns princípios que nortearam experiências exitosas nesse campo, da professora Karen Mapp, da Faculdade de Educação de Harvard. 1. Relacionamento importa – Pais e equipe escolar que se conhecem constroem uma relação de confiança. 2. Colaboração – Família e comunidade têm um grande acúmulo de conhecimento que pode ajudar os educadores. 3. Juntos pelo aprendizado – É importante trocar informações baseadas na experiência e no conhecimento de cada um para apoiar o aprendizado – por exemplo, um professor pode orientar os pais sobre como ajudar no estudo de matemática com coisas do dia a dia da casa, como trocos ou receitas, enquanto os familiares podem dar dicas que facilitem o relacionamento do professor com o aluno.

Já parou para pensar no seu relacionamento com a escola do seu filho e a vida escolar dele? www.5atitudes.org.br | www.tpe.org.br

Texto originalmente veiculado em sua coluna do UOL Educação, editado especialmente para a Revista Educar.

A Educação vai muito além do que se aprende na escola. Ela é constante na nossa vida, e se dá em todos os tempos e espaços e com todas as pessoas com as quais convivemos. "Os homens se educam entre si mediados pelo mundo", escreveu Paulo Freire.


Turma da Cuca - apresenta:

Coleção

Outono - Inverno 2017

Sophia Julia Mei

Julia

Yasmin

Giovana

Rua Princesa Izabel, 365, Centro • (47) 3433.9508 turmadacuca@turmadacuca.com.br • Joinville / SC Localização central • Estacionamento gratuito frente a loja

Rebeca

TurmadaCucaOficial


Faça você mesmo

Páscoa em Família

Que tal pensar em aproveitar a família reunida e propor uma brincadeira especial e divertida com as crianças e, como recompensa, oferecer um prêmio que a família inteira vai aproveitar? Essa é a ideia do “Caça aos Momentos Especiais de Páscoa em Família”. Lá no site www.sementinhadegente.com. br tem os arquivos prontinhos de 3 opções de pistas e prêmio para você escolher de acordo com o perfil das suas crianças. Com uma opção para um momento em família dentro de casa, uma em um passeio na rua e outra pensando nos apaixonados por games, rsrsr. O importante dessa brincadeira é envolver as crianças, estimulá-las, para que elas se interessem pelos momentos em família por meio de opções que possam ser curtidas de uma forma leve e divertida. E, principalmente, para que elas entendam que o “prêmio” que vocês, pais, estão oferecendo, tem um valor muito grande para a união familiar e que pode ser aproveitado de uma forma bem mais especial do que um simples chocolate, que possivelmente será consumido e não trará recordações tão importantes para o crescimento dos pequenos.

DICA: Pergunte, às crianças, durante a semana, quais passeios ou atividades elas gostariam de fazer em família. Essa pode ser uma boa oportunidade de você criar um prêmio bem especial e desejado por elas. PARA CRIAR ESTA BRINCADEIRA VOCÊ IRÁ PRECISAR DE: • Computador, impressora e papel - se você optar por imprimir uma das versões oferecidas lá no site www.sementinhadegente.com.br. • Papel e caneta se você optar por criar suas próprias pistas. • Criatividade e amor por suas crianças, para pensar em momentos bem especiais em família. SUGESTÃO: Para tornar a brincadeira mais deliciosa… por que não acrescentar um docinho junto com as pistas? Aqui em casa comprei, 3 mini ovinhos, daqueles que as crianças amam, e coloquei cada uma das pistas dentro e fechei novamente.


Educar • Abril/2017 19

COMO BRINCAR: • Escolha as pistas e o prêmio no site, baixe o arquivo, imprima e recorte. • Siga as pistas e esconda cada uma delas nos locais indicados. • Na manhã ou ainda durante o domingo de Páscoa, deixe as crianças se divertirem procurando as pistas e reconhecendo seu prêmio. Pronto! Agora é só escolher o melhor dia para curtir o prêmio, ou fazer no mesmo dia, que tal? Esse momento poderá se tornar ainda mais especial...

Espero que vocês tenham curtido a ideia e aproveitado para criar momentos ainda mais especiais com a sua família. Aproveite essa ideia e reproduza sempre que achar importante, pois não é só na Páscoa que precisamos renovar a união familiar. No site www.sementinhadegente.com.br e no Canal do YouTube sempre tem sugestões de outras ideias e sugestões para tornar nossos momentos especiais mais divertidos como este. E se quiser compartilhar, por meio das redes sociais, como estão planejando a #PascoadaFamilinha, não deixe de acrescentar a hashtag #SemeandoIdeias e aproveite para me seguir por lá também (@sementinhadegente).

Milena Luisa, mãe de Artur (9), Mateus (6) e Pedro (4). Sonhadora e idealizadora do Sementinha de Gente

Mamãe, venha tirar um tempinho com a gente para ficar bela a semana inteira durante a correria!

Clube da Escova De segunda à quinta com valor promocional: R$ 48.


Interação entre pais e filhos

Educar • Abril/2017 21

A mascotinha da Revista Educar

Tema desta edição:

Que Alegria!

Conteúdo Auxiliadora Mesquita | Arte Cláudia Prates

A alegria parece ser um sentimento tão natural nas crianças que talvez nada precise ser dito sobre ela. Mas uma emoção tão poderosa merece ser comentada. Não para tirar dela o gostinho único da espontaneidade e da vibração, mas para identificar as chaves desse sentimento. E não deixar que ele desapareça nunca, nem nos momentos mais difíceis de nossa vida. A primeira chave da alegria é o encantamento. Esse é um dom natural nas crianças, para quem o mundo é sempre uma caixa de surpresas. Tudo é mis-

tério e novidade, tudo é interessante. Outra chave da alegria é a gratidão e essa pode ser ensinada para as crianças desde bem cedo. Agradecer cada dia vivido é um modo seguro de se alegrar e essa alegria do agradecimento põe tudo à nossa volta em perspectiva. A terceira chave da alegria é a capacidade. Essa também é uma chave que se ensina a usar. Num mundo repleto de prazeres fáceis (e deliciosos!), podemos achar que a alegria está em comer, beber, passear, comprar... Ah, com certeza eles nos dão satisfação.

Mas para ter Alegria, com A maiúsculo, nada como se sentir capaz de vencer um desafio, conquistar uma habilidade, adquirir uma competência. Por fim a chave-mestra da alegria, aquela que abre todas as outras portas para que a alegria entre e ilumine nossa alma: a partilha. Pois alegria solitária nem chega a se chamar alegria. De verdade, alegria é para ser compartilhada. É que assim ela pode ser “dobrada” - e guardada, poderosa e delicada, na nossa memória, para sempre.

OPÇÃO DE


Interação entre pais e filhos

Achei para você Alegria, de Michele Lacocca (ilustrações) e Carolina Michelini (texto) – Editora SM Nesse livro, com uma lista divertida de coisas que nos deixam alegres, é possível ver que a alegria está nas pequenas e nas (quase) grandes coisas da vida. Um jeito leve e delicado de falar sobre nossas emoções. Um olhar divertido, como a própria alegria.

Laptop Alegria é um sentimento que nós temos e ele é muito gostoso de sentir. Com a alegria parece que ficamos com mais vontade de fazer as coisas e até com mais saúde. A alegria tem um jeito de encher nosso corpo de energia! Acordar e respirar assim – shuuu – que alegria! Muitas coisas podem nos dar alegria. Às vezes, são coisas que ganhamos ou recebemos de outras pessoas. Presentes, coisas gostosas de comer, passeios que fazemos e brincadeiras que brincamos. Essa alegria é muito boa de sentir. Pena que passa rapidinho, né? Outras coisas podem nos trazer alegria também. Quando alguém nos ajuda, ficamos alegres. E agradecemos quem nos ajudou. Outras vezes, estamos passando um dia tão feliz com o papai, a mamãe ou nossos colegas e irmãos que nem aguentamos de tanta felicidade. Que alegria!

Os Pingos! Alegria, Alegria!, De Mary França (texto) e Eliardo França (ilustrações) - Editora Global Essa coletânea de histórias dos Pingos vem com várias aventuras diferentes, todas com aquela alegria que as pequenas gotas de cores são capazes de ter nas mais diversas situações. Em formato maior e com a beleza já conhecida dos trabalhos da dupla Mary e Eliardo França.

Foto: Cena da Animação: Divertidamente / Divulgação

Também ficamos alegres quando conseguimos fazer alguma coisa que é difícil para nós. Aprender a andar de bicicleta ou amarrar os sapatos é bem difícil. Mas quando a gente consegue, que alegria! Você já ficou alegre quando aprendeu a fazer uma coisa difícil? E que outras coisas te trazem alegria?


Educar • Abril/2017 23

em: “Que alegria!” PIPOCA ACORDOU TÃO ALEGRE QUE PEDRO, SEU MELHOR AMIGO, ESTAVA CURIOSO PARA SABER POR QUÊ. “PIPOCA”, PERGUNTOU PEDRO, “POR QUE VOCÊ ESTÁ TÃO ALEGRE ASSIM?” PIPOCA OLHOU PARA O CÉU E RESPONDEU: “ESTOU ALEGRE PORQUE O CÉU É TODO AZUL. E EU ESTOU AQUI, BEM DEBAIXO DELE!”

PEDRO RIU MUITO. É VERDADE, QUE MARAVILHA O CÉU ASSIM TÃO AZUL E LINDO. MAS PIPOCA CONTINUOU FALANDO: “EU TAMBÉM ESTOU ALEGRE PORQUE VOCÊ ME DEU RAÇÃO E COLOCOU ÁGUA FRESQUINHA PARA MIM. OBRIGADA, PEDRO!”, GRITOU PIPOCA.

PUXA VIDA, ESSA PIPOCA ESTAVA ALEGRE MESMO! E ELA AINDA QUERIA CONTAR MAIS! “EU TAMBÉM ESTOU ALEGRE PORQUE SEI SALTAR, ROLAR E SENTAR. QUER VER?”, PERGUNTOU ELA PARA PEDRO. E FEZ TODOS OS TRUQUES, DIREITINHO, PARA PEDRO VER.

POR FIM, PIPOCA ESTAVA ATÉ CANSADA. ENTÃO, ELA SE DEITOU NO COLO DE PEDRO. “E EU ESTOU ALEGRE”, DISSE ELA, “PORQUE VOCÊ ESTÁ AQUI COMIGO. PARA VER O CÉU AZUL E OS TRUQUES QUE EU FAÇO BEM. E ATÉ PARA TOMAR ÁGUA FRESQUINHA DO MEU POTE.” E VOCÊ, SERÁ QUE ESTÁ ALEGRE TAMBÉM?


Wi-fi

Apps

Educar • Abril/2017 24

para a criançada

Dinosaur Park Math

Sons de Animais

Word Teller for Kids

Toda criança gosta de dinossauro, certo? E se colocar dinossauros e matemática junto? De uma forma muito interativa e didática, Dinosaur Park Math irá ajudar seu filho(a) a aprender contas de adição e subtração. Tudo isso com um pano de fundo bastante legal: ajudar Junior Paleontologist Pete a esculpir os fósseis e inaugurar sua exposição.

Jogo educativo concebido para crianças de 1 a 5 anos para aprender os sons de animais, sem anúncios para interromperem o entretenimento. É um jogo que você e o seu filho irão adorar pois é muito fácil. Apenas tocando na tela, você pode ouvir os sons de animais, seus nomes e características. Até mesmo um bebê pode jogar sem a ajuda de um adulto!

Para seu filho aprender inglês, recomendado para crianças que estão em processo de alfabetização, aprendendo as primeiras letras. Visualmente, o aplicativo é simples, mas muito eficiente em estimular as crianças a escrever as palavras corretamente. Trabalha com palavras de fonemas semelhantes, para que os pequenos os identifiquem.

(disponível para Android e iOS)

(disponível para Android e iOS)

Os momentos mais especiais têm algo em comum: eles não se repetem. Isso inspirou o Clube do Confete a transformar tais momentos em lembranças apaixonantes, porque o coração é o lar de tudo que dura para sempre, e nele habita o inesquecível. O Clube do Confete é mais do que um espaço premium para festas. Somos um grupo de pessoas genuinamente apaixonadas pelo que fazemos. Cuidamos de cada detalhe com perfeccionismo e atenção, ao cliente e seus convidados. Uma grande festa é feita de pessoas felizes, e felicidade é a nossa especialidade.

(disponível para iOS)

TUDO

do jeito que você sempre

SONHOU!

SC 401, Km 7 - 7135 - Santo Antônio de Lisboa - Florianópolis/SC

(48) 3238-4661 | (48) 8865-3522

Horário de Atendimento: 2ª a 6ª das 9h às 12:30 e das 13:30 as 18:00 Sábados das 9h às 13h mediante agendamento prévio.

www.clubedoconfete.com.br


Galeria Nossa Cara

Abril/2016

Você também!

Quer ver seu filho nas páginas da Educar? É simples, basta usar a hashtag #revistaeducar nas redes sociais. Ou envie a foto dele para: nossacara@revistaeducar.com.br Na mensagem, escreva o nome completo e idade da criança + cidade e nomes completos dos pais.

Pedro Henrique

Pedro Henrique e An a Beatriz

o ória Furtad Camilly Vit

Alice

Kelwin e Kauan

Bernardo

Jorge e Felipe

Enzo

Turminha Y2 Maple Be ar na festa do pijama de 7 anos da Ana Clara. Yasmim, Alice, Isabela, Ana Clara, Raf a, Lúcia e Pietra. E os meninos Arthur, Lor enzo, Benton, Paulo Vit or e Lucca.

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Conheça a Vitaclass Há 16 anos foi fundada a Dent Club, que iniciou suas atividades como uma clínica voltada exclusivamente para o público infantil, visando o atendimento integral da criança e para isso, contando com profissionais de diversas áreas além da Odontologia, como medicina, psicologia e fonoaudiologia. Nosso foco desde o princípio foi proporcionar serviço de excelência visando a prevenção das doenças e buscando a manutenção da saúde por toda a infância. Em 2013, a clínica passou por modernização de sua estrutura física e o atendimento que até então era exclusivo dos pequenos pacientes, passou a ser extendido a toda família, e com isso surgiu um novo nome, a Vitaclass. O corpo clínico da Vitaclass é formado por profissionais altamente experientes, todos com pós-graduação em nível de especialização, mestrado ou doutorado. Além disso, alguns são professores universitários que participam ativamente da comunidade acadêmica nacional.

Contamos com uma estrutura física primorosa, com espaço lúdico para as crianças, sala de estar ampla e aconchegante, estacionamento próprio e acessibilidade para os pacientes especiais. Além de contar com consultórios modernos e com tecnologia de ponta, que apresentam também recursos audiovisuais que proporcionam entretenimento e relaxamento durante o atendimento. O número de casos clínicos atendidos já ultrapassa os 8.000 (oito mil). Nosso foco é o de oferecer tratamento de alto padrão.

Educar 111 Abril 2017  

Para sempre irmãos! Uma relação longa, intensa e sem "check out"

Educar 111 Abril 2017  

Para sempre irmãos! Uma relação longa, intensa e sem "check out"

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