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Edição 107 Ano 9 - Novembro 2016 Foto: G. Pestalozzi Distribuição gratuita e direcionada

www.revistaeducar.com.br


Editorial

EDIÇÃO 107 • ANO 9 • NOVEMBRO 2016

EDITORA Priscilla Koerich ARTE Eduardo Carvalho Motta

Qual a sua motivação?

No instante em que fiz essa pergunta para a Gabriela Kapim, nutricionista e apresentadora do programa “Socorro! Meu Filho Come Mal!”, do canal GNT, vi seus olhos se encherem de lágrimas e um sorriso se abrir de um jeito puro, sincero. Com um suspiro orgulhoso, ela prontamente respondeu: “É ver a transformação real. A criança que come bem, de forma saudável, é mais feliz! Por mais que meu trabalho seja difícil (porque não é fácil entrar na vida e mudar a rotina das famílias), ver os resutados, ver essa mudança, isso me motiva! E não vou parar nunca!”. Depois de ouvi-la com atenção, tomei a liberdade de emitir a minha opinião: “Ah, como seria bom se existissem mais “Gabrielas” espalhadas por aí! Parabéns, você faz a diferença!”. Saí daquela entrevista um pouco transformada também, e sentindo-me grata por ter conhecido uma pessoa tão iluminada, com uma energia tão única. Uma pessoa genuinamente focada em fazer o bem! “O que nos motiva” deveria ser uma das perguntas a nos fazer diariamente. “Qual o motivo da minha ação de hoje?”. “O que eu vou – e posso - realizar?”. A partir disso, estando consciente e no controle de nossas atitudes, se torna muito mais simples atingir nossos objetivos. Só nos realizamos a partir do momento em que descobrimos como fazer uso - de maneira sábia - de nossos valores. Mas só depois que descobrimos, de verdade, o que realmente importa na vida. Com essa visão e um sentimento de “dever cumprido”, eu apresento a vocês, queridos leitores, uma edição inspirada e repleta de boas mensagens. Uma entrevista-matéria com a Gabriela Kapim, que tem, como objetivo, intervir (de uma forma leve e saudável) no cardápio das crianças. E, também, um bate-papo exclusivo com um dos gênios atuais da animação infantil, responsável pela bem sucedida e aplaudida série Beat Bugs (Netflix), o produtor australiano Josh Wakely. E há muito mais nessa edição... leia com cuidado e descubra um mundo de possibilidades. Todas voltadas para o bem. Espero que gostem! Boa leitura! Até mais. Priscilla Koerich educar@revistaeducar.com.br

COLABORADORES DESTA EDIÇÃO

André Rezende Auxiliadora Mesquita Carolina Fernandes Carolina Tancredo Damiani Cláudia Prates Claudio Moreira Fernanda Moura Lilian Philippi Milena Luisa Ricardo Fazetta

REVISÃO Cláudia Prates IMPRESSÃO

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Revista Educar Na foto: Eduardo, Gabriela Kapim, Rafaella e Priscilla (editora Educar), durante entrevista em Florianópolis

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Índice

Educar • Novembro/2016

Do forno

Confira as novidades quentinhas, direto do forno_____________________

06

Educação

O que é preciso para se tornar um educador?________________

14 Nossa capa

Pipoca

O tema da nossa “mascontinha” desta edição é: “Dentes de leite”_____

Livros

Os mais recentes lançamentos________

23 26

Novidades

Dicas para curtir com os pequenos___________________

28 32

Agradecemos à Graziela Rodrigues e Cynthia Groth, da TDA Treinamentos, que nos proporcionaram a oportunidade de conhecê-la e entrevistá-la. O resultado incrível desse encontro está nas páginas 20 e 21 desta edição.

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Em especial, agradecemos à Gabriela Kapim e a sua assessora Fabiana Kherlakian (www.nacasadaarvore.com.br) pela confiança e carinho conosco.

Fazendo o bem

Conheça o trabalho beneficente do Instituto Bem Viver________________

Reflexão

Lindo texto, que te fará questionar seu cotidiano_______________________

Mãe de dois filhos, Sofia e Antônio, a nutricionista Gabriela Kapim trabalha com crianças há mais de 15 anos com o objetivo de vê-las crescerem com saúde e consciência alimentar. Apresentadora do programa “Socorro! Meu Filho Come Mal” , da GNT, a cada episódio Kapim recebe o pedido de socorro de uma família que tem alguma questão séria com a alimentação de seu filho. Ela traça um plano de ação conjunta com a família para tentar reverter a situação, com os 5 mandamentos da alimentação infantil.

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Relação familiar

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A difícil arte de fazer escolhas

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Entrevista

Josh Wakely, criador de “Beat Bugs”, conversou conosco, confira

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16 Bilinguismo

10

Mais que uma segunda língua, significa aprender a pensar em dois idiomas

30 Faça você mesmo

Que tal criar com seu filho uma camiseta na qual ele possa expressar toda sua criatividade por meio de mensagens e desenhos?

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Variedades

Do forno

Por Auxiliadora Mesquita

Um bocadinho só

Meu amigo robozinho

Um novo brinquedo eletrônico está sendo preparado e promete revolucionar os bonecos. É o Woobo, um monstrinho muito fofo e cheio de surpresas. Como é um robô dotado de inteligência artificial, Woobo pode interagir de maneira surpreendente com as crianças. Os pequenos podem fazer qualquer pergunta que o Woobo responde. Também vale um carinho na barriga quando o bonequinho não está se sentindo bem. E até dançar com ele, se a criança estiver com vontade. Ainda não está sendo vendido, mas os fabricantes garantem que o Woobo vai estar sempre evoluindo. A Woobo Inc. ouviu mais de 100 pais para ajudar a criar um boneco capaz de estimular a imaginação e ajudar a criança nas atividades práticas e no desenvolvimento emocional. Ele conta com robótica avançada, estará conectado à “nuvem” e ainda vai incluir um aplicativo para os pais, que poderão mandar mensagens pelo bonequinho, por exemplo.

É hora de sarar, é hora de dançar

Todo mundo sabe que ficar no hospital não é divertido. E para as crianças é ainda mais desanimador. No Brasil, já existem grupos de voluntários que proporcionam momentos de alegria para os pequenos que precisam ficar internados. Em Oakland, na California, EUA, um grupo de voluntários leva a dança, desde 2006, aos pequenos pacientes. Com orientação dos médicos sobre cada paciente, os voluntários adaptam as “aulas” de dança para cada paciente. Tudo obra da ONG Dancing Power, criada por uma brasileira, Vania Deonizio.

Uma ideia interessante para servir um lanche para a criançada de maneira prática e sem desperdício: usar uma caixinha de miudezas. Facilmente encontrada em lojas de utensílios para casa, a caixinha pode ser escolhida de acordo com o tamanho da fome de cada um de seus pequenos. Dentro, a escolha é livre. Mas o ideal é misturar bocadinhos de coisas saudáveis com uma ou outra “aventura” alimentar. Essa com certeza é a solução ideal para lanchinhos no carro, em viagens, na praia ou quando os pequenos terão que suportar uma espera mais longa. O grande achado dessa ideia é que como a comida vem em bocadinhos, a criança tem várias opções e ao mesmo tempo, come só o que quiser, no seu ritmo. Só é importante lembrar que, por não ser térmica, é preciso escolher alimentos que não vão se estragar fora da geladeira.


Educar • Novembro/2016

Galeria dos pequenos

Lá vem o sol...

Verão chegando e é hora de se preparar para o sol forte – e para os insetos! Seguir as recomendações médicas sobre o horário de exposição das crianças é fundamental. Também providenciar sombra e água fresca para os pequenos. E protetor solar, sempre. Mas como também é hora do repelente, fica a pergunta: o que deve ser aplicado primeiro? O protetor solar deve ser a primeira camada de proteção, e repetida a cada 2 horas ou toda vez que a criança se molhar. É que ele é absorvido pela pele, diferente do repelente, que faz seu efeito permanecendo sobre a pele. E atenção: o repelente também dura pouco na pele, mas não deve ser aplicado mais do que 3x ao dia. E é preciso seguir as recomendações do pediatra para a idade e a necessidade de cada criança.

E lá vem a água, também!

Quem resiste aos desenhos supercoloridos e inventivos de nossos pequenos? Mas onde colocar tanta criatividade? Uma ideia simples para expor a arte das crianças é usar molduras de sua preferência. Presas à parede, sem vidros ou fundos, as molduras deixam a parede exposta para que a “obra de arte” tome seu lugar de destaque. Para fixar os desenhos das crianças, vale varalzinho entre os lados da moldura ou apenas colar os desenhos na parede. Um fundo de cortiça também pode ser prático. E há quem faça as “molduras” pintando direto na parede o formato delas. A escolha é sua: a praticidade para trocar as artes é que faz tudo mais divertido.

Para aproveitar os dias quentes, que tal brincar com água, mesmo sem uma piscina por perto? Crianças maiores podem se divertir muito com brincadeira envolvendo balões cheios de água. Duas sugestões para brincar (com bagunça envolvida!): • Batata molhada: como no jogo da batata quente, o importante é ficar livre do balão cheio de água, que vai passando de mão em mão numa roda. Ao sinal de um adulto ou quando a música parar, quem sobrou com a “batata” na mão deve estourar o balão acima da cabeça! • Dupla com balões: duas crianças, de costas uma para a outra, devem levar um balão cheio de água até um ponto definido. Essa brincadeira diverte porque se afastar demais, o balão cai; se apertar demais, ele estoura!

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Relação familiar

No nascimento do primeiro filho, tudo é novidade. O choro, a alimentação, o desenvolvimento, a educação. Cada pai encontra no seu filho seu jeito de educar e de ser pai. É um movimento de vai e vem, um diálogo. A criança faz alguma coisa, o pai responde de um jeito ou o adulto toma alguma atitude e a criança reage de tal maneira.


Educar • Novembro/2016

No início, o desconhecido gera medo e ansiedade, mas, pouco a pouco, as duas partes vão se conhecendo e se reconhecendo e a convivência torna-se mais tranquila e segura. Então os pais se animam e engravidam novamente. Mas, desta vez, o nascimento da criança já não gera tanta insegurança, afinal, já passaram por essa experiência e já sabem como fazer.

Tudo novo Mas, para a surpresa de todos, esse novo ser faz coisas e reage de forma totalmente diferente do irmão maior. E agora? É preciso começar do zero? Será que educar os irmãos de forma diferente não é injusto? Educação é como se fosse um ser vivo. Ela nunca para de se transformar. E se parar é porque algo está errado. Por isso, educar duas crianças da mesma forma é praticamente impossível. Isso porque cada criança é única, tem sua própria personalidade, sente e reage de forma distinta. Dessa forma, o que funciona para algumas pode não servir para outras. O importante é manter os mesmos princípios e regras para as duas crianças. Assim, o adulto não será injusto com nenhuma delas. Por isso, cada criança demandará posturas diferentes dos pais. Por exemplo, com algumas, explicar o motivo de determinada regra é o suficiente para ela não desrespeitá-la. Em compensação, outras só respeitarão as regras depois de receber as consequências de suas transgressões diversas vezes. Na realidade, a educação continua sendo a mesma para

as duas crianças, mas cada uma escolhe reagir de forma distinta e recebe a consequência de acordo com sua ação. Nada mais justo. Com o passar do tempo, as crianças perceberão essa diferença e, mais uma vez, poderão escolher qual atitude tomar.

Ações e consequências Os pais têm papel fundamental na educação das crianças. São eles que irão mostrar aos filhos que a vida é cheia de escolhas e que não é fácil identificar qual é a melhor, mas, que cada uma das opções tem consequências que podem ser positivas ou negativas. A responsabilidade dos adultos termina neste ponto. A partir daí são os filhos que precisarão tomar as rédeas de suas vidas e assumir a responsabilidade por suas ações. Se a criança vivenciar isso desde pequena, entenderá o ciclo da vida, que nada vem de graça e tudo tem um preço, que pode ser bom ou ruim. Por isso, por mais difícil ou incerto que pareça o caminho escolhido pela criança, é importante que a decisão seja só dela, afinal, quem vai viver as consequências é ela.

Fernanda Mello de Moura Pedagoga

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Entrevista

Com trilha sonora dos Beatles, série de animação “estoura” na Netflix e garante 2ª temporada (estreia prevista para 18 de novembro) com novas histórias e mensagens tão educativas quanto emocionantes. O australiano Josh Wakely, criador e responsável por esta produção, conversou com a Educar e contou um pouco sobre seu trabalho e os desafios pelos quais ele precisou passar pra fazer com que a produção virasse realidade.

No decorrer dos episódios da série de animação infantil Beat Bugs, podemos ouvir canções de John Lennon e Paul McCartney nas vozes de Eddie Vedder (Pearl Jam), Sia, Robbie Williams, Pink, Rod Stewart, Regina Spektor, entre outros artistas, que toparam apresentar suas próprias versões de músicas do quarteto britânico no show, as quais mergulham num contexto todo voltado para as aventuras de cinco insetos amigos e inseparáveis: Crick, Walter, Buzz, Kumi e Jay. Já tão adorada por famílias em diversas partes do mundo, essa turminha aprende e ensina (e vice-versa), e mostra para a audiência que ser compreensivo, prestativo e amoroso vale realmente a pena. Ela nos faz acreditar (e acreditamos de verdade!) que o caminho a ser percorrido se torna muito melhor quando há amigos por perto. E que, já diziam os Beatles, amor é mesmo tudo de que mais precisamos.

Agradecimentos: Adrianna Paidas (Beck Media & Marketing) - Imagens de Josh Wakely e Beat Bugs: divulgação

JOSH WAKELY E O MUNDO ANIMADO DE


Educar • Novembro/2016 11

Eu tive sorte de “ ter esbarrado em

Confira, a seguir, a entrevista exclusiva que fizemos com Josh Wakely, criador e responsável pela série. Revista Educar - Nós somos grandes fãs dos Beatles e recomendamos sempre suas canções para os filhos dos nossos leitores – achamos que é uma das melhores maneiras de lhes ensinar a ter bom gosto para música. Existem motivos especiais que o levaram à escolha daquelas músicas para “Beat Bugs”? Josh Wakely - Nas canções dos Beatles há não somente melodias geniais, mas também ensinamentos nas mensagens, como o poder da amizade (em “With a Little Help From My Friends”), o valor do amor (“All You Need is Love”) e inúmeras outras lições de vida. Por exemplo, “Hello Goodbye” e “Strawberry Fields Forever” estão cheias de grandes mensagens que servem para as crianças – e os adultos também. Revista Educar - Beat Bugs tem sido “devorado” por nossa equipe – assistimos os episódios diversas vezes. O que podemos esperar da segunda temporada? Josh Wakely - Acho que a segunda temporada fica ainda melhor. Temos muitos novos episódios como “Yellow Submarine” e “Across The Universe” - canções realmente incríveis. E conheceremos os personagens mais profundamente - eles se tornam ainda mais adoráveis, se metem em novas enrascadas e aprendem lições ainda mais importantes. Estou muito ansioso para mostrar ao mundo o que fizemos nesta nova temporada.

um bando de gente enérgica e bem sucedida que acredita na importância de trazer essas grandes canções e mensagens de uma forma realmente inovadora para as crianças

Revista Educar - Ouvimos dizer que você tem se sentido bastante à vontade atrás das câmeras e que ama filmes, bem como música – você se vê trabalhando com outra coisa? Em caso afirmativo, poderia estar relacionada com as crianças? Josh Wakely - Eu tenho outra série de crianças baseada na música da Motown Records (gravadora americana de discos fundada em 1959), usando canções de lendas como Stevie Wonder, Smokey Robinson e Jackson 5. Temos episódios criados em torno de faixas como Master Blaster, Superstition e ABC, que acabam sendo grandes canções para as crianças. E temos alguns grandes cantores no projeto. Estou trabalhando também com músicas de Bob Dylan para uma série de drama adulto.

Revista Educar - Sabemos que você tem trabalhado na “Beat Bugs” há alguns anos. Quanto tempo levou para convencer os investidores a fazer a série? E o que os levou a dizer sim? Josh Wakely - Eu tive sorte de ter esbarrado em um bando de gente enérgica e bem sucedida que acredita na importância de trazer essas grandes canções e mensagens de uma forma realmente inovadora para as crianças. Tive que convencê-los que eu faria isso abrangendo o mundo.


Entrevista

Revista Educar - Parece que a maioria dos estúdios de animação gosta de fazer todo o trabalho de voz antes de começar a fazer a animação. Você e sua equipe deixaram a animação pronta e só depois entraram com as vozes? Josh Wakely - Uau, essa é uma pergunta muito bem feita! Passamos muito tempo nos certificando de que as vozes estavam corretas. Então podíamos ouvir nosso personagem Buzz dizer palavras como “awe-shome” e Walter teria todo o coração e humanidade que ele tem. Mas nós projetamos os personagens antes do tempo (antes do elenco de voz) porque os tinha em minha cabeça por muito tempo. Foi um processo longo e nós trabalhamos muito para obter todos os elementos de que precisávamos.

Educar • Novembro/2016 12

Revista Educar - Apesar de crianças e adultos terem sensibilidades e gostos diferentes, você provavelmente criou a animação tentando agradar a ambos. Acha que conseguiu? Josh Wakely - A intenção sempre foi fazer com que crianças e adultos apreciassem o show. Eu tenho um filho de 3 anos, então eu queria criar algo que pudesse apelar para as crianças, mas também ser apreciado pelos pais. Muitas vezes, como pai, tive que assistir uma coisa que achei chata ou arrogante, e também algo que passou longe da imaginação do meu filho. Portanto, a intenção de “Beat Bugs” era criar algo que funcionasse para a família.

Revista Educar - É difícil fazer as expressões dos personagens?

Revista Educar - Estamos curiosos pra saber o quanto da vida real e o quanto de imaginação foram parar na série, porque as cenas são perfeitas, muito criativas e quase reais.

Josh Wakely - Trazer a destreza e o detalhe das expressões “Beat Bugs” sinceramente era muito difícil. Foi preciso uma equipe de talentosos animadores, incluindo Pablo de la Torre, meu diretor de animação da América do Sul, e muito tempo para acertar. Mas uma vez que você tem disponível uma expressão em um rosto, você pode fazer todas as emoções que você deseja.

Josh Wakely - Obrigado por um elogio tão adorável. Nunca sei exatamente quais ideias vêm da imaginação e o que vem da vida real - trata-se apenas de mim. Deixei minha imaginação assumir, mas obviamente há informação da vida real - coisas que eu vi, o que eu acho engraçado, o que me move. Mas, realmente, a série toda é proveniente da minha imaginação.

Revista Educar - Notamos que todos os episódios de “Beat Bugs” querem enviar uma linda mensagem - isso é bom e nos faz pensar que você é um homem muito sensível. Você gostaria de mandar uma mensagem carinhosa para os brasileiros? Josh Wakely - Quando me mudei para Sydney, vivia no subúrbio de Manly Beach, onde havia muitos brasileiros. Eu sei que é uma cultura cheia de coração e de humanidade, e as pessoas têm uma grande vitalidade para a vida. Então agradeço muito que o espectáculo esteja sendo apreciado no Brasil! Revista Educar - O que você gostaria de ver no Brasil? Josh Wakely - Eu sou surfista, então eu adoraria visitar algumas das suas praias extraordinárias. É um país que mal posso esperar para conhecer.

Por Cláudia Prates

Mãe do Bruno (7 anos) Estudante de Business Marketing Correspondente da Educar em Toronto, Canadá


Educação

Novembro/2016 14

O que é preciso para

se tornar um educador?

Na primeira categoria, estamos todos: qualquer um pode e deve ser um educador, porque a Educação não é responsabilidade só da escola, mas de toda sociedade. Em 2015, o movimento Todos Pela Educação lançou a campanha Todos Somos Educadores com o objetivo de demonstrar que lutar por Educação de qualidade passa por pequenas ações, cuja única exigência é o engajamento. Personagem real que participa voluntariamente da campanha Todos Somos Educadores, Cidinha é um bom exemplo. Mãe e avó, ela descobriu que o quintal de casa ficou pequeno para a causa da Educação e, como líder comunitária, passou a incentivar a participação dos moradores na escola do bairro. A história dela e de outras pessoas estão reunidas no site www.5atitudes.org.br como forma de apoiar pais, parentes e amigos que desejam ter um comportamento pró-Educação. São atitudes simples, mas que fazem

toda a diferença: valorizar os professores e o conhecimento; reforçar as habilidades emocionais importantes para a vida; ajudar crianças e jovens a entender a Educação como um bem precioso; acreditar no potencial das crianças e incentivar as atividades culturais e esportivas. Essas são iniciativas que podem ser realizadas por todos, independentemente da formação escolar. Pais e avós de baixa escolaridade ou analfabetos têm plenas condições de, no dia a dia, tornarem-se educadores para filhos e netos. Eles podem reforçar o valor da Educação na vida dos pequenos e frequentar as reuniões na escola, por exemplo. Por outro lado, os professores precisam sim de uma formação adequada e específica. Eles devem dominar a didática, entendida como o conjunto complexo de relações entre os conteúdos das disciplinas, a forma de ensiná-los e a maneira como as crianças aprendem e se desenvolvem. E para isso, eles têm que estudar muito! Professores ou não, alfabetizados ou não, pobres ou ricos, nos quatro cantos do país: todos somos educadores e proporcionar às crianças e jovens Educação Básica de qualidade é urgente para que o Brasil se desenvolva de maneira sustentável, justa e equitativa.

Agora que você já sabe que precisamos também de você para sermos Todos Pela Educação, contamos com a sua participação. Afinal, quem é que não sabe que a Educação é o melhor caminho para um futuro melhor? Vamos juntos nessa? www.5atitudes.org.br | www.tpe.org.br

Texto originalmente publicado no blog Todos Pela Educação, no portal O Globo, e editado especialmente para a Revista Educar

Muitas pessoas imaginam que ser educador é coisa apenas de professor. A boa notícia é que todos somos educadores e quanto mais engajados pela melhoria do ensino, melhor. É importante, no entanto, deixar clara a distinção entre o que é um educador de forma geral e o que é o educador profissional da Educação, o professor; ambos imprescindíveis à Educação.

Foto: Alexandre Ondir

Por Ricardo Falzetta, jornalista, matemático e gerente de conteúdo do movimento Todos pela Educação.


Segurança e bilinguismo por meio de imersão Na Maple Bear, até os 4 anos de idade toda comunicação dos professores com as crianças é feita em inglês. A partir dos 5 anos, quando acontece a pré-alfabetização, os alunos têm o primeiro contato com o português como idioma de ensino, durante as aulas de língua portuguesa. Por todo o Ensino Fundamental, a exposição com a língua mãe passa a ser de 50%, abrangendo as disciplinas de Língua Portuguesa, História e Geografia. Na segunda língua, são ministradas as disciplinas de Língua Inglesa, Matemática e Ciências.


Informe publicitário

BILINGUISMO MAIS QUE UMA SEGUNDA LÍNGUA, SIGNIFICA APRENDER A PENSAR EM DOIS IDIOMAS A PROCURA POR ESCOLAS BILÍNGUES

Desde a década passada, o número de escolas brasileiras que oferecem educação bilíngue vem aumentando constantemente. O acesso, que primeiro ficava restrito às famílias estrangeiras que vinham morar no Brasil e depois foi seguida pelas famílias mais ricas, agora ampliou, e chegou à classe média. Embora essa multiplicação seja recente no Brasil, os registros oficiais das primeiras escolas bilíngues no mundo surgiram na Irlanda e no País de Gales, na década de 1920. Nos Estados Unidos, o uso de dois idiomas é política nacional desde 1974. Já em países de cultura bilíngue, como o Canadá (inglês e francês), a combinação de dois idiomas no sistema educacional acaba se dando naturalmente. De acordo com a administradora da Maple Bear Canadian School de Florianópolis, Edilane Siqueira, bilinguismo é mais que dominar uma segunda língua. “Significa aprender a pensar em dois idiomas”.


Educar • Novembro/2016 17

Edilane lembra que uma escola bilíngue ensina por meio das línguas e não apenas as línguas, sendo essa a principal diferença em relação às escolas de idiomas. “Isso significa que os alunos não têm apenas aulas de inglês, mas aulas de diversas matérias em inglês”. De acordo com a coordenadora pedagógica, Fabiane Silveira, outro benefício do bilinguismo, além da questão cognitiva, é o fato de a criança abrir sua perspectiva de mundo. “Os alunos ficam mais afeitos às diferenças e ao respeito por novas culturas. Mergulham nas características do país falante da segunda língua. Assim, escolas que ensinam inglês, inevitavelmente trabalham com as realidades de países como o Canadá, por exemplo”. Ivanice Santos, mãe de Lúcia, de 6 anos, e Pedro, de 5 anos, conta que procurava, para o Ensino Fundamental, o ensino do inglês de uma forma natural. “A Lúcia chegou a frequentar aula de inglês em uma escola de línguas, dessas que a criança vai uma vez por semana, mas não vi evolução no aprendizado. Aqui, a introdução da língua inglesa por meio da imersão fez a gente ver resultados significativos já nas primeiras semanas de aula”. Inês de Souza Philippi, mãe de Isabella, 6 anos, conta que o processo de adaptação da filha aconteceu com muita facilidade. “A alfabetização, a escrita, a letra cursiva, que ela tanto gosta de fazer, e o inglês em si, tudo foi muito rápido e fácil para ela”. A brasileira Jociléia Lemos Correia e o americano Derek Rai Boone são pais de Banton, de 7 anos. O menino nasceu nos Estados Unidos, e a família se mudou para o Brasil há um ano. A mãe conta que Banton

não falava nenhuma palavra em português. “As aulas de língua portuguesa estão ajudando muito no dia a dia dele e na sua socialização. Está mais aberto e comunicativo em português”. De acordo com uma pesquisa realizada por seis anos na Universidade Pompeu Fabra (UPF), em Barcelona, divulgada em 2013, quem fala mais de uma língua desde a infância, tem maior capacidade cognitiva, o que permite maior concentração. Também foi verificado que o cérebro desses indivíduos tem uma formação distinta com relação ao de pessoas monolíngues. Carolina Tancredo Damiani Assessora de Imprensa Maple Bear - Escola Canadense


Capa

Fotos: G. Pe

stalozzi

Em entrevista exclusiva, Gabriela nos contou que iniciou seu trabalho com crianças dando aulas de capoeira enquanto cursava a faculdade de nutrição. Seu objetivo era fazer nutrição esportiva, já que sempre foi atleta e até hoje pratica exercícios físicos. Quando se formou em nutrição na Universidade de Santa Úrsula (RJ), a escola onde dava suas aulas de capoeira a convidou para trabalhar como nutricionista. A partir daí surgiram pedidos de pais de alunos para que os ajudassem em casa e assim passou a trabalhar dentro das casas dessas crianças. Aí a coisa se desenvolveu, e Kapim começou a ser referência na área de alimentação infantil no Rio de Janeiro e a ter participações especiais em alguns programas da TV.

A apresentadora e nutricionista conta sobre a importância da alimentação infantil Gabriela de Mattos Gonçalves, já ouviu falar? Não? Mas da Gabriela Kapim eu aposto que já. Apresentadora do programa “Socorro! Meu filho come mal”, ela é referência nacional quando o assunto é a alimentação dos pequenos. Mãe da Sofia e do Antônio, ela viaja o Brasil com palestras para profissionais, pais e interessados em como ajudar as crianças a se alimentarem melhor. No dia 15 de outubro, Kapim esteve em Florianópolis para a palestra “A alimentação do seu filho em suas mãos” a convite da empresa TDA Treinamentos.


Educar • Novembro/2016 21

O programa

O Programa “Socorro! Meu filho come mal” surgiu do convite de uma amiga do canal GNT que estava formando um programa sobre a alimentação infantil - naquela ocasião, ela pediu algumas dicas para Kapim. Em seguida, surgiu o convite para que fosse a estrela do programa, e ela respondeu: “Só se for pra fazer o que eu faço. Se quiserem vir atrás de mim com a câmera pra ver como eu faço as crianças comerem, pode ser”. O canal topou e o programa já está em sua 8ª temporada. Ainda assim, cada temporada é um desafio. Gabriela Kapim conta que o objetivo é que o programa seja renovado, mas sem perder a identificação que o público já tem. O desafio é grande e o envolvimento com as famílias, a cada episódio, é intenso por conta dos poucos dias de gravação. “Essa combinação de criança, alimentação e televisão tira o meu couro (risos)”.

Dicas da Kapim

Para Gabriela, o erro mais comum que os pais cometem desde a introdução alimentar é a substituição. Oferecer para a criança qualquer outra coisa no lugar daquilo que ela deve comer, mesmo que seja o peito da mãe, cria um comportamento inadequado que tende a piorar com o passar dos anos. “No desmame, se a criança rejeita a papinha e é oferecido o peito, por mais que o leite seja o melhor alimento que um bebê possa ter, já é uma conduta comportamental que vai criar um comportamento inadequado que é: se eu rejeito, ganho o que eu quero”. Desde o processo do desmame é possível construir um comportamento relacionado à alimentação com a criança. É preciso que os pais compreendam o os valores da alimentação como uma estrutura saudável e não sejam tão permissivos. “A criança pode escolher qual verdinho quer comer, mas não pode escolher não comer verdinho”. Segundo Kapim, o risco da má alimentação não é eminente, mas essa criança que come mal corre o risco de ter colesterol alto com dez anos e enfartar aos vinte. Mesmo viajando muito, os filhos de Gabriela sempre comem bem, porque quem estiver com eles sabe os valores da boa alimentação. Dessa forma não dá pra usar a quantidade de trabalho e atividades como desculpa para a má alimentação. “Dá trabalho? Dá. Mas são valores importantes que temos que passar aos filhos”.

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Os

mandamentos

Apesar de cada criança ter as suas individualidades e necessidades, Gabriela criou os cinco mandamentos para ajudar os pais que assistiam ao programa a praticar em casa a boa alimentação com seus filhos. São eles:

10 Comer sentado à mesa (porque o convívio familiar é muito importante)

20 Comer sem distrações (TV, tablet e celular desligados para que o foco seja a refeição)

30 Comer sozinho/ fazer o próprio prato (estimula a autonomia das crianças)

40 Ter e comer cinco cores no prato (garante que a

criança consuma todos os nutrientes que precisa).

50 Experimentar novos alimentos (aumenta as opções do que gostam à mesa).

Na lancheira

Na lancheira da escola, os piores alimentos são o biscoito recheado e o suco industrializado, que segundo a nutricionista equivale a refrigerante sem gás. O importante é que sempre tenha uma fruta ou um legume. “Mesmo que seja uma folha de alface no meio de um pão com requeijão. Nutricionalmente não tem valor, mas a criança cria um reconhecimento com aquele verde, e quando tiver no prato a aceitação é maior”. Uma dica da Kapim são os palitinhos com ovo de codorna, tomate cereja e azeitona.

A motivação “O que me motiva é ver a transformação real.

A criança que come bem, de forma saudável, é mais feliz! Por mais que meu trabalho seja difícil (porque não é fácil entrar na vida e mudar a rotina das famílias), ver os resutados, ver essa mudança, isso me motiva! E não vou parar nunca!

Gabriela Kapim

Por Lilian Philippi Jornalista


Interação entre pais e filhos

Educar • Novembro/2016 23

A mascotinha da Revista Educar

Tema desta edição:

DENTES DE LEITE Conteúdo Auxiliadora Mesquita | Arte Cláudia Prates

Papais e mamães já foram bebês e crianças e passaram pela incrível aventura dos dentes na boca humana. Mas agora voltarão a viver essa emoção com seus filhos, de uma outra perspectiva – os primeiros dentinhos que mostram que o bebê está crescendo forte e saudável; e a troca dos dentes de leite pelos permanentes, que sinaliza ainda mais crescimento e independência dos filhotes. Nossos dentes mostram como a natureza é sábia, dando e tirando no seu tempo certo. O bebê que depende da mamãe para tudo, lentamente ganha suas primeiras “ferramentas” para se alimentar sozinho, descobrindo novos alimentos. E fazendo suas primeiras escolhas na vida – que mamãe não se deparou com a recusa do bebê a algum alimento? Aquela boquinha fechada diz tudo! Já os dentes permanentes marcam uma virada na vida das crianças. Sua chegada começa a ocorrer exatamente no período em que a criança dá um salto em seu desenvolvimento – o pensamento começa a se tornar mais capaz de abstração e processos lógicos. E o corpo alcança cada vez mais. É um sinal claro de uma nova etapa para seu “bebê”: um menino ou uma menina, prontos para o futuro. Que esse futuro seja brilhante, bonito e forte como os dentinhos que surgem, mágicos, no lugar onde o outro caiu!


Interação entre pais e filhos

em: “Onde está o meu dentinho?” PIPOCA GOSTAVA DE MORDER AS COISAS. MAS

O DOUTOR EXAMINOU E LOGO VIU O QUE ESTAVA

PIPOCA, ACHAVA QUE ASSIM JÁ ERA DEMAIS!

DENTINHOS! ELE RECOMENDOU QUE ELA MASTIGASSE

A MAMÃE DO PEDRO, O MELHOR AMIGO DA

ELA RESOLVEU LEVAR PIPOCA AO VETERINÁRIO.

ACONTECENDO: PIPOCA ESTAVA TROCANDO OS

UM BRINQUEDO GELADINHO PARA ALIVIAR A GENGIVA.

PEDRO QUERIA GUARDAR O DENTE QUE CAIU

“O DOUTOR FALOU QUE ELA PODE TER ENGOLIDO”,

FADA DO DENTE APARECIA, COMO FEZ COM PEDRO

ACHAR O DENTE?”, PENSOU PEDRO. ENTÃO ELE TEVE

DEBAIXO DA ALMOFADA DA PIPOCA. QUEM SABE A QUANDO ELE TROCOU OS DENTINHOS? PIPOCA PROCUROU, MAS NADA DE ACHAR SEU DENTE.

EXPLICOU A MAMÃE. “E AGORA, COMO A FADA VAI

UMA IDEIA: DESENHOU UMA SETA NA BARRIGUINHA

DA AMIGA QUE MOSTRAVA ONDE FOI PARAR O DENTE ANTIGO. E O NOVO DENTE, PIPOCA? TÁ AQUI MESMO, RESPONDEU ELA. E DEU UM SORRISO!


Educar • Novembro/2016 25

Laptop Nós, seres humanos, nascemos sem dente nenhum. É que no começo da nossa vida só mamamos, então nem precisamos deles. Mas aos poucos, vamos aprender a nos alimentar de comida. E precisamos de dentes. Então eles começam a aparecer na boquinha dos bebês. Quando o bebê tem mais ou menos seis meses de vida, nascem os primeiros dentinhos, na parte de baixo da boca. Depois vão nascendo os outros. E até fazer dois anos, o bebê vai ter 20 dentes na boca! Dá para comer de tudo, hein? Um segredo para você: o bebê nasce sem dentes, mas eles já estão prontinhos na boquinha dele, dentro das gengivas. Os dentes se formam quando o bebê ainda está na barriga da mamãe. E ficam esperando a hora certa de aparecer. Não é incrível? Esses dentes do bebê são chamados de dentes de leite e não vão ficar para sempre na boca da criança. Eles serão trocados, aos poucos, por outros dentes mais fortes. Eles começam a ser trocados por volta dos 5 ou 6 anos de idade. Vai caindo um e o outro começa a nascer no lugar. Até os 12 anos, os dentes vão sendo trocados e quando você virar mocinho ou mocinha, vai ter dentes que ficarão para sempre na sua boca. E não vão ser só vinte, não! Vai ser muito mais...

Os dentes são muito importantes para nossa saúde e para nossa alegria também. É com nossos dentes que sorrimos! E é com eles que mastigamos a comida para poder crescer com saúde. Os dentes também nos ajudam a falar direito as palavras. E até para nossa respiração funcionar bem, eles têm que estar direitinho na boca. Cuidar dos dentes, sejam os de leite ou os permanentes, é sua tarefa! Escove sempre os dentes após comer e aprenda a usar o fio dental. Tente não comer muitos doces e bebidas com açúcar – eles destroem nossos dentes! E se seus dentes estiverem fora do lugar, prejudicando sua respiração, seu jeito de comer ou de falar, é importante consultar o dentista para corrigir o problema.


Livros

Achei para você Tico vai viajar (de Nalu Saad e Juliana Reis) Benvinda Editora Nesse texto diferente, a autora faz uma analogia entre os dentes e a família, trabalhando de forma poética, mas bem clara, as perdas e as trocas, nos dentes e na vida. Para adquirir, é preciso entrar em contato com a editora. Meu dente Caiu! (de Vivina Assis Viana) Editora Lê Nesse “clássico” da literatura infantil brasileira, um menino percebe seu dente mole e é avisado que, quando o dente cair, ele tem que jogar em cima do telhado para que nasça outro. Mas o dente caiu e o garoto não sabe onde está. E agora, será que ele vai ficar sem dentes?

Esculturas com balões (Coleção Eu que fiz!) Editora Girassol Agora será bem mais fácil fazer divertidas esculturas com balões que encantam crianças e adultos. Este livro traz todo o material necessário e instruções claras para você e seu filho começarem a modelar já! Vem com balões e uma bombinha de ar. Minha casa (Coleção Janelinhas para descobrir) Editora Girassol Os pequenos vão adorar passar horas e horas descobrindo o segredo de cada aba e os ambientes de uma casa. Um passatempo divertido que promove o raciocínio lógico e a coordenação motora.


Educar • Novembro/2016 27

Come-come (Coleção Eu que fiz!) Editora Girassol É muito fácil fazer come-comes personalizados e cheios de graça! Este livro traz papéis decorados, adesivos e instruções simples para você brincar muito com as dobraduras. São 10 ideias incríveis para fazer atividades divertidas.

Vamos Acampar! (Oakley Graham) Editora Girassol Embarque em uma incrível jornada com Popó, Burrico e Panada! Com esse livro, além de acompanhar a história pela leitura, os pequenos vão poder destacar as peças e montar um trailer igual aos aventureiros!

Monte um T-Rex Editora Girassol Cheio de fatos interessantes e ilustrações impressionantes, este livro é perfeito para crianças que amam dinossauros. Inclui todas as peças necessárias para montar dinossauros espetaculares. Destaque e encaixe as peças e você terá modelos incríveis do maior predador da Terra.

Para ninar os pequeninos com carinho - Editora Girassol As histórias deste livro são curtas e diretas, ideiais para crianças pequenas ou mesmo bebês. Os textos mantêm o encantamento do mundo onde eles moram: falam de animais e do cotidiano, das alegrias e também dos medos. O livro também trabalha bastante o recurso das onomatopeias - explicando assim os sons que os animais fazem.


Novidades

Que Tal um Piquenique com a família? Vocês conhecem os Kits piqueniques da Nós e o Davi? O Kit tem uma estampa xadrez impermeável e forro, feitos pra brincar sem se preocupar com a sujeira; e uma bolsa térmica da mesma estampa. Além disso, acompanha um livro de receitas. Nós superaprovamos e adoramos compartilhar bons momentos em família. www.noseodavi.com

Palestra TDA Treinamentos “O Equilíbrio entre a vida Profissional e a Maternidade” A coach Graziela Rodrigues, da TDA Treinamentos, com a especialista e professora Carolina Isidoro, vão oferecer uma palestra em Florianópolis. Um dos principais questionamentos que vem à tona na vida da mulher após a chegada de um filho é: como conciliar a carreira profissional com a maternidade e manter esse equilíbrio. Será uma oportunidade para as mamães e os papais, interessados em refletir, de forma descontraída, sobre escolhas, equilíbrio e sucesso, momento de retomada, autoconhecimento e como trabalhar a culpa. Imperdível! A palestra acontecerá no dia 08/12, às 19h, em Florianópolis. Inscrições e mais informações pelo e-mail: cursos@tdatreinamento.com.br Ingresso: Um brinquedo para doação de Natal.

A Dama e o Vagabundo (O Musical) em Florianópolis/SC A Dama e o Vagabundo leva ao público, de forma leve e divertida, a história do casal formado por Dama (Walquíria Moreno) e Vagabundo (Gabriel Velasques). Após fugir de casa, a cadela de raça conta com a ajuda do vira-lata e de outros personagens bem-humorados para reencontrar sua casa. Com direção geral de Roberto Rezende e direção musical e letras originais de Cosme Motta, o musical foi eleito pela revista Veja como um dos cinco melhores espetáculos infantis na cidade do Rio de Janeiro em 2015 e promete divertir toda a família. Acontece dia 06 e 19 de novembro às 16hs no Teatro Pedro Ivo www.blueticket.com.br


Língua presa, você sabe o que é? A língua presa é uma alteração comum, porém muitas vezes ignorada. Está presente desde o nascimento e ocorre quando uma pequena porção de tecido, que deveria ter desaparecido durante durante o desenvolvimento do bebê na gestação, permanece na parte inferior da língua, restringindo seus movimentos. No Brasil, desde 20 de junho de 2014, a Lei N 13002 obriga a realização do Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês, desenvolvido pela fonoaudióloga Roberta Martinelli, denominado Teste da Linguinha. Este teste deve ser realizado na própria maternidade, nas primeiras 48horas de vida do bebê, bem como o procedimento de liberação do frênulo. O Teste da Linguinha é um protocolo específico de avaliação do frênulo lingual para bebês, que tem como objetivo diagnosticar a presença de alterações do frênulo lingual e o grau de limitação dos movimentos da língua, que podem comprometer as funções de sugar, engolir, mastigar e falar.

Para evitar o desmame precoce e futuros problemas na fala

Dra. Sibeli Daenecke CRFa. 6781/SC Graduada em Fonoaudiólogia Especialista em Motricidade Orofacial


Faça você mesmo

Fotos: Milena Luisa

Recordações de amigos especiais

Educar • Novembro/2016 30

Brincadeiras, aprendizados, descobertas... é com os amigos que eles vivem grandes transformações.

Parece mentira, mas o ano voou... E nossas crianças com certeza viveram experiências e momentos muito especiais ao lado dos seus grandes amigos. Na escola, nas atividades extracurriculares e até mesmo no condomínio, nossos pequenos convivem diariamente com pessoas que se tornam muito importantes no seu dia a dia. É muito importante para o desenvolvimento emocional das nossas crianças valorizar estas amizades construídas nestes ambientes além da casa e que muitas vezes podem perdurar por muitos anos.

É fundamental que se respeitem e que escrevam coisas que gostariam de ler e ver em suas camisetas, assim todos poderão ter recordações bem especiais por um bom tempo.

Então, resolvi resgatar um hábito muito comum na minha época de colégio e que, acreditem, me trouxe uma deliciosa e feliz sensação de saudosismo... Que tal então pensar em uma camiseta nas quais eles possam expressar todo seu carinho por meio de mensagens e desenhos?

DICA ESPECIAL:

PARA CRIAR ESTA CAMISETA DE RECORDAÇÃO VOCÊ IRÁ PRECISAR DE:

Essa recordação pode ser feita por crianças de todas as idades, mesmo aquelas que ainda não foram alfabetizadas. O importante aqui é deixar uma recordação, mesmo que ela seja um lindo desenho que representará a alegria da amizade, indiferente do momento do desenvolvimento em que a criança esteja.

• Camiseta lisa (sugiro branca para ficar mais neutra), mas você pode aproveitar uma que tem em casa ou um uniforme que não conseguirá aproveitar para o próximo ano. • Canetas coloridas (podendo ser as especiais para tecido, de retroprojeção ou até mesmo as que eles de hidrocolor que eles usaram durante o ano.

SUGIRA QUE SEU FILHO: • Combine com os amigos que todos conversem com seus pais e façam o mesmo, assim eles podem fazer deste um momento de compartilhar alegrias. • Que peçam para os professores e adultos, que fazem parte da sua rotina, para também aproveitarem este espaço para deixar seus recadinhos... imagine que especial será, depois de alguns anos, vocês reencontrarem essas pessoas e elas lembrarem da sua convivência na infância das crianças.

No site www.sementinhadegente.com.br e no Canal do YouTube sempre tem sugestões de outras ideias que podem ser feitos em família. E se quiser compartilhar por meio das redes sociais, os mimos feitos por vocês, não deixe de acrescentar a hashtag #SemeandoIdeias e aproveite para me seguir por lá também (@sementinhadegente).

www.sementinhadegente.com.br

Milena Luisa, mãe de Artur (9), Mateus (5) e Pedro (4). Sonhadora e idealizadora do Sementinha de Gente


Fazendo o bem

CRESCE O NÚMERO DE PESSOAS QUE BUSCAM AUXÍLIO NO

INSTITUTO BEM VIVER Além de suprir as necessidades básicas das pessoas cadastradas, o Instituto proporciona momentos de convivência, socialização e descontração

É grande o número de pessoas que diariamente recebem o diagnóstico de câncer. Depois de receber a notícia surgem vários questionamentos, entre eles, como lidar com a situação e a quem pedir apoio. Se essa família é carente, sem recursos para bancar o tratamento longo, doloroso e caro, a situação fica ainda mais grave e os vínculos familiares podem acabar enfraquecidos. Para dar apoio a estas famílias, existe, desde maio de 2007, o Instituto Bem Viver, que tem como objetivo melhorar a vida das pessoas que atende, buscando amenizar o sofrimento físico e emocional que o câncer provoca na pessoa acometida e em sua família. Segundo a assistente social e uma das idealizadores do projeto, Tatyana Karin de Oliveira, 179 famílias estão cadastradas para participar dos projetos desenvolvidos pela instituição. E não é por menos: além de suprir as necessidades básicas das pessoas cadastradas por meio de benefícios que garantem mais dignidade durante o tratamento oncológico, o Instituto Bem Viver proporciona momentos de convivência, socialização e descontração com atividades semanais de entretenimento e encontros comemorativos em datas especiais. E a fila de cadastro aumenta diariamente. Na maioria dos casos, são pessoas com câncer de mama ou de intestino. Para fazer o cadastro com a equipe

técnica da entidade e receber todo o atendimento oferecido de forma gratuita, a pessoa deve apresentar os seguintes documentos: comprovante do tratamento oncológico ou declaração médica, comprovante de residência e comprovante de renda da família. Após o cadastro, o paciente passa a ser beneficiado de diversas formas: atendimento social, psicológico e jurídico; palestras informativas; atividades físicas, aula de taekwondo, dança e “tardes da beleza”; oficinas profissionalizantes; encontros festivos em datas comemorativas; informação nutricional e fornecimento de alimentos, suplementos alimentares, vale transporte para o tratamento, fraldas, medicamentos não fornecidos pela rede pública, além de auxílio para consultas e exames de urgência. E o atendimento vai além, incluindo visitas em casa e no hospital, levando carinho e apoio às pessoas acamadas ou internadas em função da doença. Para continuar dando sequência em todo o trabalho que é realizado diariamente, o instituto conta com doações e ajuda da comunidade, pois as pessoas cadastradas são atendidas na medida em que os recursos vão sendo arrecadados. As doações podem ser feitas de diversas maneiras: por meio do telemarketing da entidade, depósitos em conta corrente, campanhas de arrecadação e eventos beneficentes. Qualquer pessoa pode ajudar, tanto com dinheiro quan-

to com alimentos, roupas ou até como voluntário, basta fazer uma visita ou entrar em contato pelo telefone (48) 30355124. O atendimento no Instituto Bem Viver é feito de segunda à sexta, das 9h às 12h e das 13h às 18h. Parceria que deu certo Um dos parceiros do Instituto Bem Viver é a academia América Atta, que proporciona aulas gratuitas de taekwondo para as pacientes em tratamento. Por sinal, as aulas têm trazido um ótimo resultado para a vida dessas 10 mulheres. Sempre às quintas-feiras elas se reúnem no Instituto para uma tarde diferenciada. Primeiro é feita uma sessão de alongamento, depois é definida a atividade específica que varia entre treinamento funcional, caminhada, bicicleta ou hidroginástica, tudo sob a supervisão da educadora física Adriana Zawadsky. “Essa modalidade tem proporcionado um benefício geral na vida dessas mulheres. Isso vai além do físico, está, está influenciando diretamente o lado emocional delas. É um movimento para a vida, estamos vendo o resgate da autoestima, conquistas, autonomia e principalmente o sorriso no olhar”, ressalta Adriana. As aulas fazem parte do projeto Mulheres Em Movimento, que tem como principal objetivo criar atividades que proporcionem o bem-estar às pacientes.

Se você muda o mundo, o mundo precisa saber disso Divulgue aqui na revista seu trabalho ou sua instituição. Envie um e-mail para: fazendoobem@revistaeducar.com.br


Galeria Nossa Cara

Educar • Novembro/2016 33

Bruno

Rafaela

Você também! Envie foto de seu filho para nossacara@ revistaeducar.com.br ou por inbox no: facebook.com/revistaeducar Na mensagem, escreva o nome completo e idade da criança + cidade e nomes completos dos pais.

Benício

Martina e a priminha Lavínia

Isabela e a mamãe Inês

Laura e Heitor

Annie e Sophie

e Amanda Joaquim, Gabriel


Reflexão

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Apenas mais um pouco do

verbo recomeçar Manhã vagarosa de nuvens baixas, o carro para manso na fila. Olhando por sobre os óculos, percebeu a figura do homem, dentro de roupas cansadas, arrastando pernas, tentando conquistar, em meio a centenas de transeuntes, alguns fregueses. O rosto senil, marcado, porém, afável, mesmo simpático, vendendo rosas no semáforo, por mais eloquente que seja a cena, não responde metade das perguntas que se enfileiram, quer seja por curiosidade ou simples compaixão. Onde se deu aquele recomeço? Quando o homem, supostamente de características camponesas, adentrou a cidade e virou vendedor? Que forte necessidade lhe fez tomar novas direções? Há possibilidade de recomeço no fim? Ele é realmente frágil ou o mais ágil e destemido de seu bando?

Especialistas observaram pinguins por décadas e concluíram que, quando o grupo necessita entrar nas águas glaciais para se alimentar, para evitar que o bando familiar seja surpreendido por predadores à espreita, um único membro mergulha primeiro. Mergulho livre rumo ao desconhecido. Invariavelmente, o desbravador é atacado e, em alguns casos, chega a perecer. Na sociedade dos pinguins, apesar dos riscos, o mais ágil mergulha primeiro, arrisca a vida, tenta despistar os predadores para que os mais jovens, frágeis ou inaptos, tenham a chance de se alimentar e retornar com segurança. Novas perguntas: onde estão os seres humanos pinguins? Em quem podemos confiar antes da dura missão de mergulharmos em águas frias e escuras? O homem de óculos buzina e compra uma rosa. Foi difícil, devido a tantos compromissos, esperar pelo troco, mas, sem razão, esperou o velho homem devolver-lhe 5 notas. Partiu na luz verde e acompanhou pelo espelho retrovisor o vendedor, meio curvado, retomando o ofício. A maioria das histórias cotidianas não começam em nós, não conhecemos os personagens ou acompanhamos o roteiro até o final. Talvez, por isso, sejamos todos tão apaixonados pelo contar de histórias, por meio de músicas, filmes, livros, poemas, novelas, seriados, internet ou diretamente num bom bate papo. Ao apenas supor, é crível imaginarmos o velho das rosas pegando um ônibus no limiar da tarde, passando numa padaria destas de bairro e comprando um pãozinho que acabara de saltar do forno, caminhando por uma rua arborizada, cumprimentando dezenas de vizinhos, abrindo seu portão, acariciando seu

cão, adentrando sua sala, beijando a destra de sua amada, sendo abraçado, pelas pernas, por uma alegre neta. E se tudo não for como em nossa mente de roteiros perfeitos? Nem sempre as coisas saem como imaginamos, daí a importância dos “pinguins” e dos recomeços. Eram 17:30h de um 10 de dezembro do longínquo ano de 1914. Oito departamentos de bombeiros ainda trabalhavam, mas, devido ao material químico altamente perecível, o fogo ainda crepitava sobre os restos do misto de laboratório, fábrica e galpão da família. O filho, então com 24 anos, se preocupara com a saúde mental do velho pai. O pai trabalhara naquela fábrica desde a tenra juventude, de sol a sol, de tal sorte que o filho nem ao menos tinha certeza se o pai estava fora do prédio e em segurança. Procurou no entorno e viu o pai, paralisado diante das chamas, nos fundos do galpão principal. Se aproximou lentamente e o pai, ao percebê-lo, disse: “vá, chame sua mãe e todos os amigos, ninguém nunca viu um fogo desse antes”. Quando o grupo de amigos chegou, Thomas Edison olhou-os e sem rancor, sem raiva, semblante repleto de brandura, disse: “Embora tenha 67 anos, vou recomeçar tudo do zero amanhã”. Indagado se não sentiria falta de todas as décadas de anotações e experiência que estavam dentro dos 10 prédios, respondeu: “que grande oportunidade me deu esse incêndio, todos os nossos erros foram queimados”. Ele, que havia trabalhado incansavelmente nos últimos 3 anos para inventar a vitrola, lançou o primeiro protótipo, apenas, 3 meses após o incêndio. Nova manhã, agora sol, mesmo semáforo, mesma cidade, mesmo vendedor. Não saberemos, enfim, como começou e como terminará seu roteiro, mas, podemos supor com razoável e alegre certeza que a família do velho vendedor de rosas possui um destemido “pinguim”, que além de mergulhar primeiro, entendeu que a vida é um constante recomeço.

André Rezende

Administrador de empresas, Auditor da Secretaria de Estado da Fazenda e pai do Arthur e Lucas.


Educar 107 Novembro 2016  

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