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setembro-outubro 2016

revipack edição digital

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revista técnica de embalagem 6.57 €

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nesta edição anunciam nesta edição (clique para ver) AIMPLAS 23 ALL4PACK 7 BRANSON 25 DIANA GRÁFICA 39 EASYFAIRS/EMPACK 16 FJAC 8 IGUS 35 K 2016 5 LUSOFORMA 19,39 LOGOMARK 33 MADECA 39 PLASTIMAR 39 PALSER 15 SEW-EURODRIVE 40 SISTRADE 29 S.M.S.A. 39 VELOX 39

logística

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embalagem de plástico 20

revipack revista técnica de embalagem

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embalagem metálica

Na Capa: Impressão direta spobre garrafas PET. Ver pág. 30

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Europac melhorou resultados

Perfinox repete distinção PME Líder

A Europac registou melhoria nos principais indicadores de atividade no primeiro semestre de 2016. Os resultados refletem o aumento das vendas de papel, o aumento do preço de venda de cartão e a melhoria da margem em ambos os negócios, para além do sucesso das medidas de gestão.

A Perfinox - Indústria Metalúrgica SA voltou a ser distinguida pelo IAPMEI com o estatuto de PME Líder, em resultado do seu desempenho. Sediada em Mansores, Arouca, a Perfinox é especialista no projecto, construção e instalação de sistemas e equipamentos em aço inoxidável para as indústrias de alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos. Para além dos equipamentos de formulação (mistura, homogeneização e emulsão) e processamento (cozedura, pasteurização e maturação), a Perfinox é especialista em sistemas de limpeza automática CIP (cleaning in place). O "sistema PIG" desenvolvido pela Perfinox assegura não só a limpeza do circuito do produto mas também a recuperação do produto residual do ciclo anterior, reduzindo os custos inerentes à perda de produto.

Indicador Resultados líquidos EBITDA global EBITDA papel EBITDA packaging Encargos c/ juros

106 € 20,9 60,3 53,7 8,8

Var. homóloga % 75,7% 17,3% 7,3% 63,7% -27,4%

No exercício de 2015, a Europac apresentou lucros de 32,4 milhões de euros, mais 30,9% que em 2014. A assembleia geral de acioni9stas que aprovou as contas de 2015 aprovou também um aumento do capital social até um máximo de 7,490 milhões de euros. No ano passado, o Grupo Europac reduziu a sua dívida para 2,6 vezes o EBITDA, também próximo do objetivo marcado para 2016, situado em duas vezes o EBITDA. Em 2015, a companhia realizou investimentos de 63,5 milhões de euros, concentrados principalmente na Divisão Packaging e no Projeto Estucados da fábrica de papel de Dueñas.

Entretanto, a Perfinox concluiu com êxito o processo de certificação para os referenciais NP EN ISO 3834-2:2015 - Requisitos da Qualidade na Soldadura por Fusão dos Materiais Metálicos, e EN 1090-1:2009+A1:2011 Controlo de Produção em Fábrica / Componentes de Estruturas Metálicas de Aço.

Encontro com clientes e concurso de inovação No dia 16 de junho, a Europac levou a cabo um encontro com mais de 60 clientes para apfresentar as últimas novidades do gripo papeleiro e as estratégia para os próximos anos. O encontro teve lugar na fábrica de Viana do Castelo e foi conduzida pelo vice-presidente da Europac, Enrique Isidro. O programa incluiu temas como estratégia, investimentos, inovação, impressão, aplicações em 3D, reciclagem e a apresentação de estudos de caso, com clientes como a Renault, a Unicer e o Grupo Siro, e ainda uma apresentação sobre as principais tendências do segmento de embalagens de papel e cartão. Durante a sessão foi lançado um concurso de inovação entre as fábricas de embalagem da Europac, 4 em Portugal, 5 em França, 2 em Espanha e 1 em Marrocos. Cada fábrica vai apresentar a caixa mais inovadora da sua unidade produzida no último ano e os convidados do evento vão eleger o vencedor.

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INTERGAL na Batalha A INTERGAL, exposição do setor alimentar e bebidas, realiza-se na Exposalão, Batalha, nos dias 29 de setembrop a 1 de outubro. No ano passado, a exposição contou com 110 produtores nacionais (expositores) e voi visitada por compradores nacionais e estrangeiros (150 importadores, de 30 países). Os compradores são sobretudo centrais de compras, grandes superfícies, distribuidores, estabelecidos de restauração e hotelaria e importadores. Em 2016, a INTERGAL realiza-se pela 5ª vez.

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rastreabilidade

Internet das coisas - o novo nome da rastreabilidade Cerca de metade dos medicamentos vendidos no mundo são contrafeitos. O problema assume proporções de uma fraude gigantesca que continua por resolver. A contrafação também atinge os produtos alimentares. Estima-se que cerca de um décimo dos produtos contrafeitos sejam alimentos. Os lucros da contrafação são elevados mas mesmo assim muito interiores aos custos humanos e financeiros da contrafação. Com uma pequena fração desses valores, é possível usar tecnologias e materiais eficazes contra a contrafação. Estima-se que o mercado dos produtos de rastreabilidade ultrapasse os 10 mil milhões de euros até 2020. A rastreabilidade é reconhecida com um dos pilares da segurança dos produtos. A embalagem faz parte das medidas de rastreabilidade e estas incluem o produto e a embalagem. O conceito global de segurança dos produtos inclui a segurança em sentido estrito (prevenção de riscos, conformidade com as normas), a genuinidade da origem e a autenticidade do produtor ou marca. A embalagem e um fator essencial das três vertentes e acrescenta uma quarta vertente: o ciclo de vida (origem e destino final dos materiais de embalagem). A rastreabilidade implica transparência. Os produtores embaladores e os fabricantes de embalagens que descurarem ou procurarem esconder as caraterísticas dos produtos e embalagens correm o risco de lhes serem aplicadas sanções, de sofrer graves riscos de reputação e, em última análise, de ficarem fora do mercado. A menos que alterem esses procedimentos, merecem que tudo isso lhes aconteça. A rastreabilidade só assegura a segurança do produto na medida em que torna evidente a sua insegurança. Por conseguinte, antes de planear a rastreabilidade, há que planear a segurança.

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Alguns passos essenciais: 1. Proceder ao levantamento das normas, recomendações e boas práticas aplicáveis aos produtos e materiais de embalagem; 2. Estabelecer procedimentos de verificação da conformidade e implementar sistemas de controlo e auditoria; 3. Dominar o conhecimento das matérias-primas e dos processos; 4. Garantir a adequada informação do consumidor, quer sobre as caraterísticas do produto, quer sobre o modo seguro da sua utilização; 5. Escolher e controlar os métodos mais adequados para garantir o conhecimento e a informação sobre a origem dos produtos; 6. Assegurar a adequada proteção da marca e os métodos de tornar evidentes as tentativas de imitação e contrafação; 7. Reunir toda a informação técnica sobre materiais de embalagem, prevenir a combinação de materiais incompatíveis (contacto alimentar, metais pesados, reciclagem, etc.) e favorecer a separação e a reciclagem; 8. Registar todo o histórico da vida dos produtos e dos materiais, incluindo todas as etapas do seu itinerário. Na base de tudo isto, a empresa deverá atingir um estado de "transparência" que garanta segurança. Não tem que revelar segredos de fabrico, mas deve sentir-se obrigada a mostrar que tudo o que faz é seguro para os consumidores e o mais seguro possível para o ambiente. Neste processo, a empresa investiu tempo e dinheiro. Por isso, deve exigir aos governos - nacionais e internacionais - que simplesmente impeçam a entrada e permanência no mercado de produtos que não satisfaçam os mínimos de transparência. A rastreabilidade passa por soluções tecnológicas, a começar pela marcação e codificação de produtos. Quem está no mercado tem, por força, que se familiarizar com aspetos como os seguintes: - normas GS1, - seriação de produtos, - hologramas, filigranas e outros marcadores visíveis, - códigos de barras (desde os unidimensionais como o GS1 EAN 13 até aos 2D como o datamatrix e o QR), - etiquetas e leitores RFID, - microssistemas eletromecânicos (MEMS), - criptoglifos (marcadores invisíveis a olho nu), - marcadores químicos (ADN sintético, nanopartículas), - técnicas especiais de impressão (micro-impressão, tintas termocrómicas, tintas fotocrómicas, impressão digital, etc.); - indicadores tempo-temperatura.

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Para além da rotulagem, marcação e codificação, as empresas e os profissionais têm de se familiarizar com as tecnologias de leitura automática, de captura, processamento e gestão de dados. No futuro, terão de lidar com sistemas cada vez mais interligados e partilhados. A internet das coisas é o novo nome da rastreabilidade.

Questão política porquê? Finalmente, a rastreabilidade não se reduz às soluções logísticas e tecnológicas. É também uma questão de autoridade e de política. As autoridades devem impor coimas aos não cumpridores. E deviam indemnizar os cumpridores sempre que não as aplicam. O tratamento discriminatório dos produtores é um dos piores males das economias atuais. Os produtores europeus, vinculados a toda uma parafernália normas e exigências, são obrigados a competir com produtores asiáticos que não cumprem regras básicas sociais e ambientais. Esta é uma das principais origens da desindustrialização da Europa e também uma das razões de preocupação dos consumidores. É provável que os produtores asiáticos e as autoridades dos seus países se oponham à aplicação de regras e procedimentos uniformes quanto à rastreabilidade, à certificação da origem e do cumprimento das normas internacionais. É bem forte o lóbi dos que se opõem a tudo quando dificulte a liberdade de exportar para a Europa tudo e mais alguma coisa - um "protecionismo ao contrário", que é uma das principais barreiras à rastreabilidade e à internet das coisas. Para as empresas europeias, o dilema é: A. Ou decidem adiar o cumprimento das normas até ao limite para competir com os produtores asiáticos, e nesse caso arriscam ter as autoridades à porta mais tarde ou mais cedo, B. Ou se preparam para atingir a plena conformidade com as regras de transparência e rastreabiidade - e nesse caso podem contar com a concorrência desleal de produtos importados que não satisfazem as mesmas exigências. Não é um dilema fácil. Só terão futuro as empresas que se prepararem. Mas até lá terão de sobreviver... Sem rastreabilidade e sem normas internacionais, a globalização será uma fonte de conflitos, um fator de incerteza para os agentes económicos e uma fonte de preocupação para os consumidores. Mais do mesmo.

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rastreabilidade LEIBINGER

Micro-impressão precisa Mesmo os objetos mais pequenos, ou as áreas mais pequenas, são passíveis de marcação e codificação por jato de tinta. As impressopras JET3up MI da alemã Leibinger imprimem carateres alfanuméricos ou mesmo códigos de barras com altura tão baixa quanto 0,7 mm. A micro-impressão é especialmente necessária em aplicações técnicas como a marcação de fios, cabos, componentes elétricos e eletrónicos muito pequenos, etc.. Mas também pode necessária em aplicações de embalagem, quer devido à dimensão do produto ou embalagem quer por limitação da área disponível para a marcação. Noutros casos, o que se procura é uma marcação discreta e o mais pequena possível. As impressoras convencionais têm cabeças de impressão com bicos de saída de 60 µm ou 70 µm, o que faz com que só consigam imprimir textos a partir de 1 cm. As impressoras JET3up MI dispõem de cabeça de impressão

com bico de saída de 35 µm ou 40 µm, que lhes permite imprimir até 5 linha de texto com carateres de 0,7 mm de altura. Apesar da escala micro, o sistema pode garantir uma impressão precisa. É possível imprimir sobre fósforos, por exemplo. Por outro lado, a micro-impressão significa menor consumo de tinta. As impressoras JET3up MI podem ser instaladas em linhas de embalagem e engarrafamento mesmo em partes sujeitas a jatos de água. Estão disponíveis com grau de proteção IP65. As versões à prova de poeiras e de água resultam da combinação das tecnologias que a Leibinger desenvolveu e aplicou nas impressoras JET3up MI e JET3up PRO. Os sistemas de impressão e codificação Leibinger têm assistência e suporte técnico em Portugal, assegurados pela FJAC (Porto).

Contrafação aumenta As apreensões de produtos contrafeitos no Reino Unido aumentou 76% entre 2014 e 2015, revelou uma investigação levada a cargo pela BBC. A investigação teve por base os dados oficiais das dez cidades mais populosas do Reino Unido. Os produtos mais contrafeitos são peças e acessórios de vestuário e acessórios para telemóveis, barras de chocolate, champôs, cosméticos, artigos elétricos e peças para automóveis. O aumento das apreensões pode ter mais do que uma leitura: aumento da atuação das autoridades, aumento real do negócio da contrafação, ou ambas as coisas. Seja como for, a investigação é mais uma evidencia de que a contrafação não está a diminuir nas economias desenvolvidas dos países ocidentais. À escala global, a contrafação representa cerca de 7% do comércio mundial, estima a World Customs Organisation. A contrafação é, por conseguinte, um setor económico próspero e de lucros rápidos. Mais do que as medidas de polícia, a contrafação pode ser evitada com tecnologia de segurança incorporadas nas embalagens e nos próprios produtos. O custo dessas tecnologias representa apenas uma fração das perdas de receitas atribuídas à contrafação. No entanto, a maior parte das empresas de marca consideram essas tecnologias demasiado caras. 8

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logística

Recomendações sobre paletização A finalidade da paletização, e por conseguinte da palete, é garantir a proteção da mercadoria desde o fim-de-linha da origem até ao destino, de forma a que o produto transportado permaneça nas condições desejadas, incluindo a forma e apresentação, para poder ser disponibilizado ao consumidor final. A palete é considerada na maior parte dos casos como a unidade de carga básica do circuito logístico, pelo que a sua correta preparação é fundamental. Um dos objetivos mais importantes da paletização é o de garantir a estabilidade da unidade de carga. Por unidade de carga entende-se o conjunto de produtos embalados e paletizados que foram um todo que deve der resistente e estável durante tudo o circuito logístico. Uma paletização incorreta pode provocar danos nos produtos transportados, criar riscos para a manipulação e reduzir a segurança no conjunto de operações, aumentar as rejeições nas linhas automáticas, produzir perdas de produto ao longo das várias etapas do circuito e aumentar os custos da armazenagem e transporte. Para assegurar a estabilidade da carga paletizada, há que fazer escolhas em duas áreas indispensáveis:

1. Método de empilhamento O método de empilhamento mais conhecido consiste em cruzar as caixas que formam as várias camadas da palete, de forma a que o peso de cada uma delas contribua para segurar as demais. O método da paletização cruzada é especialmente adequado quando as caixas estão completamente cheias e podem suportar forças de compressão uniformes. Se não for o caso, a paletização cruzada pode não ser adequada. A resistência à compressão vertical das caixas de cartão canelado é maior nos cantos, o que significa que, na paletização cruzada, em que os cantos das caixas das camadas superiores assentam a meio das caixas das camadas inferiores, existe o risco de as caixas colapsarem. Nestes casos, e partindo do princípio que as caixas de cartão canelado foram otimizadas para uma paletização adequada, é preferível a paletização em colunas, em que todas as camadas têm a mesma configuração e orientação e em que as caixas são empilhadas sempre sobre os cantos. A paletização em colunas evita um dos principais fatores de instabilidade das cargas paletizadas: o risco de as caixas deformarem ou colapsarem. Regra geral, a paletização em colunas requer medidas adicionais para que as várias colunas permaneçam unidas. Seja qual for o método de paletização, é indispensável que toda a carga assente na área da palete. Caixas a sobressair da área da palete são meio caminho andado para a instabilidade da carga. Nº 237 setembro-outubro 2016

2. Medidas adicionais Como medidas adicionais para assegurar a estabilidade da carga, há que escolher entre os vários métodos de fixação das caixas entre si, de forma a que se mantenham na mesma posição ao longo de todo o circuito logístico. Entre uma grande diversidade de métodos, os mais utilizados são o envolvimento com filme retráctil, o envolvimento com filme estirável, a cintagem e, em menor grau, a atagem. Alguns destes métodos tem mais do que uma finalidade: estabilizam a carga e protegem a mercadoria contra poeiras, chuva ou mesmo furto. Com utilização menos generalizada, existem outros métodos de estabilização, tais como a utilização de folhas antiderrapantes entre as camadas de caixas ou a aplicação de pontos de conta termofusível (hot melt) entre as caixas. As várias medidas podem ser combinadas. Em alguns casos, aplicam-se placas ou tabuleiros invertidos no topo da carga, cantoneiras laterais, etc.. As medidas adicionais servem para fixar as caixas entre si e para e evitar os efeitos de deslizamento. Não servem para evitar os riscos de deformação ou colapso das caixas devido a altura e peso excessivo ou devido a uso de caixas com resistência insuficiente. A carga paletizada só se pode considerar estável se estiver em estado de se comportar como um todo, sem elementos soltos no interior da carga, e com todos os elementos - caixas e a própria palete - fixados entre si. Para que esta caraterística se mantenha, há que respeitar as regras e limitações em matéria de altura. A altura excessiva afeta a estabilidade da carga de dois modos: - Aumenta a força de compressão vertical sobre a camada inferior, aumentando o risco de deformação da caixa e, por conseguinte de perda de estabilidade do conjunto. As caixas de cartão canelado são especificadas para determinado número de camadas (cada caixa deve ter pelo menos a resistência à compressão vertical necessária para poder ser colocada na primeira camada e suportar o peso das demais). Paletizar com camadas a mais é correr riscos desnecessários. - Altera o ponto de equilíbrio, o centro de gravidade e o comportamento de inércia da carga peletizada durante as operações de manipulação. Se a altura da palete for excessiva, os riscos para a segurança da manipulação são maiores e têm de ser compensados com uma operação mais lenta e cuidadosa. A ilusão da economia desfaz-se nas operações - uma camada a mais pode implicar o dobro do tempo nas manobras de empilhador.

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logística Por isso existem recomendações gerais relativas a altura máxima ou a número máximo de camadas. 1,45 m é uma altura geral recomendada para a generalidade dos produtos sem exigências especiais, mas cada caso é um caso e deve ser estudado. Para cada produto, o embalador deve especificar os procedimentos de paletização adequados. Por vezes, esses procedimentos variam consoante o circuito logístico que a carga pealetizada vai percorrer. As companhias aéreas e as empresas de transporte têm recomendações próprias sobre esta matéria.

O contributo da palete A função básica da palete é a de servir de plataforma de suporte da carga, de elemento básico de fixação e de elemento facilitador da manipulação por empilhadores. Mas também pode ter funções adicionais que contribuem para a estabilidade da carga. Atualmente, a Nortpalet fabrica paletes de plástico com soluções adicionais ou complementares que evitam efeitos de deslizamento ou

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desalinhamento. Entre essas soluções da Nortpalet podem referir-se as seguintes: 1. Superfícies antideslizantes; 2. Bordas elevadas no perímetro da palete (com altura variável) para manter a carga "ancorada" na área da palete; 3. Borrachas integradas no tabuleiro da palete para melhorar a aderência das mercadorias à superfície da palete e evitar o deslizamento durante as operações com empilhadores e porta-paletes; 4. Borrachas nos patis em que assenta a palete, para evitar o deslizamento da palete de plástico em contato com superfícies metálicas: 5. Bandas antideslizantes adaptáveis às necessidades específicas dos utilizadores, para aumentar a aderência e evitar o deslizamento da cargas, sobretudo nos casos em que esta não ocupa 100% da área da palete. A estabilidade da carga, a fixação de todos os elementos que a formam, o respeito pelas recomendações relativas a máximo de altura/peso/número de camadas, a escolha do método de empilhamento adequado e das medidas adicionais mais adequadas, a opção por paletes com funções adicionais - tudo isto permite que as operações de carga/descarga, transporte e armazenagem sejam mais seguras e mais rápidas, com vantagens para todos os envolvidos.

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logística Linde Material Handling

Diversidade e individualização de empilhadores Com 85 séries diferentes e mais de 6000 variantes de equipamento, a Linde tem provavelmente o portfólio mais diversificado de empilhadores. Entre as novidades, pode referir-se o "roadster", um empilhador contrapesado elétrico em que a supressão da coluna “A” dá ao operador uma maior visibilidade da via de circulação e do espaço envolvente. As forças exercidas sobre o mastro são absorvidas pelos cilindros de inclinação superiores e encaminhadas para a zona traseira. Além disso, o tejadilho panorâmico em vidro de alta resistência oferece uma proteção fiável contra cargas que possam cair e garante a visibilidade perfeita da carga a armazenar. A melhor visibilidade permite abdicar do orientador auxiliar do condutor.

De utilização extremamente flexível são também os novos porta-paletes de condutor montado. Quer seja com o Linde T14 S a T25 S com posição do condutor lateral em relação aos garfos, com volante e com o conceito inovador de operação, quer seja com o Linde T20 SF e T25 SF com posição do condutor no sentido dos garfos, ou com o Linde D12 S/SF na versão de duplo empilhamento, a Linde disponibiliza a solução adequada para cada tipo de utilização. O chassis compacto com apenas 770 milímetros é ideal para carregamento e descarga eficiente de camiões, bem como para o transporte rápido a grandes distâncias em zonas estreitos. Além disso, o posto de trabalho com suspensão própria reduz o impacto das vibrações e a fadiga do operador.

reboque e a grande distância em relação ao solo permitem a operação em rampas, bem como por carris, lancis e covas.

Opções personalizadas As variantes de modelo e as opções de equipamento representam somente uma parte das individualizações possíveis. A Linde disponibiliza outras soluções específicas, tais como equipamentos de movimentação de cargas feitos à medida. Um exemplo apresentado no WoMH é o novo stacker de grande elevação Linde L16 AC, com plataforma central para o operador e um braço articulado basculante em quase 360°. Levanta até 80 kg de peso, protegendo assim o pessoal do armazém contra problemas músculo-esqueléticos de forma ainda mais eficaz. A capacidade de carga e o braço selecionador podem ser ajustados individualmente às necessidades do cliente. Graças às respetivas soluções de equipamento adicional, é também possível adaptar os equipamentos existentes aos desenvolvimentos atuais, por exemplo, para cumprir os crescentes padrões de segurança ou para integrar posteriormente os equipamentos na infraestrutura de TI da empresa. Como exemplos, podem referir-se o Orange Belt, um cinto de segurança cor de laranja, cujo mecanismo de monitorização de fecho deteta se o condutor colocou o cinto corretamente, o BlueSpot, que projecta no solo um sinal de aviso da proximidade/aproximação de um empilhador, e o Speed Assist, que ajusta a velocidade máxima de um equipamento em função da área de utilização.

Um outro exemplo de equipamentos altamente individualizáveis é a série de tratores de reboque com ou sem plataformas de carga P60-P80/W08 da Linde. São tratores de reboque compactos e fortes com condutor sentado, com uma força de tração de seis a oito toneladas. Estes equipamentos dispõem, de série, de diversas opções, sendo por isso indicados tanto para as áreas de produção, como para as áreas exteriores de empresas industriais e aeroportos. A elevada capacidade de Nº 237 setembro-outubro 2016

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logística Suportes para o telemóvel e para o terminal, reguláveis em altura e com fonte de alimentação própria proporcionam, além disso, mais conforto durante as operações.

Novos empilhadores diesel e GPL Doze novos empilhadores diesel e GPL com capacidade de carga de 5 a 8 toneladas, completam a gama EVO. Neles combina-se maior eficiência, segurança e ergonomia, assim como um novo sistema de pós-tratamento de gases de escape. Os empilhadores H50-H80 são especialmente indicados para as indústrias de bebidas, de materiais de construção e do papel, assim como do sector da fundição. A mais avançada tecnologia de motores e o novo controlador eletrónico adicional para o sistema hidráulico de tração garantem um consumo de combustível altamente eficiente. Graças à ampla gama de relações de transmissão das bombas e motores de caudal variável da transmissão hidrostática Linde, obtém-se o máximo rendimento do motor. A possibilidade de escolher entre três diferentes modos de condução –Economy, Efficiency e Performance– gera um potencial adicional de poupança. A Linde conservou a moldura e a grelha anti-torsão que caraterizam esta série. A grelha está fixada acima do tejadilho protetor, junto dos cilindros de inclinação na parte superior do mastro, e é guiada através de rolos entre os reforços da moldura. Graças à fixação entre o mastro e o tejadilho protetor, as forças torsionais que atuam sobre o mastro reduzem-se em até 30 por cento. A estabilidade aumenta —especialmente ao levantar cargas largas ou oscilantes e mercadorias com um centro de gravidade elevado — permitindo assim uma movimentação mais rápida das cargas. A grelha antitorsão assume a função de tejadilho protetor, movendo-se quando o operador inclina o mastro para à frente ou para trás. Todos os equipamentos de até 8.000 kg mantêm a sua capacidade de carga nominal até uma altura de elevação de 6,5 metros. Os empilhadores H50-H80/1100 EVO vêm equipados de série com os sistemas Linde Engine Protection System (LEPS) e Linde Curve Assist, que aumentam a segurança e disponibilidade. O LEPS monitoriza os parâmetros importantes do motor, tais como o nível e a pressão de óleo, o nível e a temperatura da água de refrigeração, e indica ao operador através do ecrã multifunções os trabalhos de manutenção necessários. O sistema Linde Curve Assist reduz a velocidade em curvas proporcionalmente ao ângulo de viragem, garantindo assim um 12

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trabalho seguro. O posto de condução tem suportes de borracha-metal para absorver vibrações e impactos.

Interligação Com equipamentos controlados de forma eletrónica, sensores inovadores, tal como os utilizados no Linde Safety Pilot, com a solução de gestão de frotas Connect, e com outras soluções digitais, a Linde Material Handling criou as condições para a digitalização das operações. Uma nova tecnologia de localização que permite registar, em tempo real e com uma precisão de centímetros, a localização dos equipamentos ou dos recipientes de transporte dentro dos armazéns e das áreas de produção. A nova solução de localização foi desenvolvida pela Linde em colaboração com a Quantitec, especialista em rastreabilidade. No armazém ou nas áreas de produção são instalados os chamados "nós" com base nos quais o sistema de localização determina a posição do transmissor no equipamento. É assim possível, por exemplo, dividir o armazém em várias zonas e atribuir permissões e regras aos condutores e equipamentos, nomeadamente para a velocidade e para a altura de elevação. As informações acerca da posição dos equipamentos, registadas de forma contínua, podem ser guardadas num tipo de “heatmap” que representa os itinerários dos equipamentos num determinado período. Este registo permite aos utilizadores otimizar o planeamento de rotas e determinar as rotas com mais risco de acidentes. A solução de gestão de frotas Connect inclui a aplicação "pre-op check", que o operador do empilhador usa para verificar parâmetros importantes do equipamento antes do início do turno ( pressão dos pneus, danos, etc.). A verificação é feita com smartphone e o equipamento só é desbloqueado depois dessa verificação. Por outro lado, as permissões de condução e as configurações do equipamento podem ser definidas individualmente. O sistema de sensores de segurança Linde Safety Pilot (LSP) proporciona verificações de segurança para o operador e intervem (quando em modo ativo), no comando do empilhador identificando situações críticas e forNecendo, por exemplo, uma balança de carga. Depois dos empilhadores elétricos, o sistema estará, em breve, igualmente disponível para os empilhadores com motor de combustão.

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logística Shoeller

Caixas para armazéns automáticos A Shoelller Allibert, fabricante de embalagens reutilizáveis para transporte, fornece as caixas para os armazéns automáticos AutoStore da Hatteland (Nedre Vats, Noruega). O sistema de armazenagem automática utiliza caixas de PEAD ou de PP antiestático, movimentadas ao longo de estruturas de alumínio. Em vez da carga/descarga lateral, típica dos armazéns automáticos, o AutoStore é um sistrema robotizado que opera a partir do topo, o que significa que, para retirar uma caixa colocada no fundo, o robô retira primeiro as caixas que se encontram sobre ela. Por este motivo, a Schoeller Allibert desenvolveu caixas reforçadas para suportar o acréscimo de manipulação e de compressão vertical. apresentação deste sistema de armazenagem, clicar no ícone ao lado. O sistema AutoStore é totalmente modular, pode adaptar-se a espaços diversos e pode ser ampliado ou modificado sem interromper o funcionamento.

Os armazéns AutoStore podem executar ordens de picking com velocidade quatro vezes superior à dos pickers manuais e requerem menos 25 a 50% do espaço dos armazéns convencionais. Para ver uma

Nova fábrica

Sæplast

Caixas-palete para a indústria alimentar A Sæplast (RPC) lançou um terceiro tamanho - 750 litros - para a sua gama de caixas-palete destinadas a utilização em instalações de processamento alimentar. A gama estava disponível com as capacidades de 630 e 875 litros. Estas caixas-palete caraterizam-se pelas suas superfícies lisas, mais fáceis de lavar e com menor acumulação de contaminantes.

Em Maio, a Schoeller Allibert abriu uma nova fábrica, com 28 000 m2 em Zabrze (zona industrial de Katowice, Polónia), com capacidade para produzir toda a gama de caixas e contentores da empresa, incluindo a nova gama EuroClick®, desenvolvida em especial para o setor automóvel. A nova fábrica irá abastecer todo o mercado europeu. Especialista em embalagens de transporte reutilizáveis, a Schoeller Allibert resultou da consolidação de várias marcas (Schoeller, Wavin, Perstorp, Arca, Linpac, Allibert, Paxton e Stucki).

São caixas de peça única, encaixáveis e podem ser fornecidas com tampa. São integralmente fabricadas em PEAD de grau alimentar, com tripla parede (duração sete vezes as versões de uma só parede), e podem incluir dreno. Podem ser fornecidas em cores à escolha. Nº 237 setembro-outubro 2016

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logística Intelsius

Embalagem térmica para transporte de sangue O mercado dos produtos de sangue exige embalagens de transporte que respeitem os requisitos de temperatura com segurança e eficiência. A Intelsius alargou recentemente a gama de embalagens de temperatura controlada ORCA com a introdução da nova versão PCM (Plantol Phase Change Material), capaz de assegurar o transporte de produtos de sangue mantendo temperaturas entre 20 e 24 ºC. O transporte de produtos de sangue não deve exceder 24 horas e qualquer desvio da temperatura especificada durante o transporte pode pôr em causa a eficácia dos constituintes do sangue e reduzir o seu benefício clínico. As soluções ORCA proporcionam até 168 horas de proteção térmica para os intervalos de 2-8°C, 15-25°C, 20°C e congelação profunda, o que permite abranger todos os produtos de sangue. Para controlar a temperatura, as caixas ORCA são equipadas com materiais de mudança de fase (PCMs), que armazenam energia, e Painéis Isoladores de Vácuo (VIPs), que permitem elevada proteção térmica com volume otimizado.

Europac

va-Q-tec

A caixa de cartão canelado para motores desenvolvida pela Europac recebeu o prémio de embalagem da Renault, no concurso de 2015. A nova embalagem permite o transporte seguro de motores substituindo a madeira por cartão canelado, permite reduzir em 22% o custo de mão-de-obra e em 12% o custo de embalagem. Vai ser produzida pela fábrica da Europac de Rouen (França) para ser utilizada na expedição de motores para as linhas de montagem da Renault no Brasil, a Argentina, China e Índia. Se a procura aumentar, a mesma caixa poderá ser fabricada nas fábricas de Torrelavit (Espanha), Guilhabreu (Portugal) e Tânger (Marrocos). A substituição da madeira reduz peso e evita a necessidade de tratamento fitossanitário da madeira. A nova embalagem está desenhada para acondicionar seis modelos diferentes de motores. O protótipo da embalagem foi aprovado pelo Laboratoire National de Métrologie et d'Essais de França.

A va-Q-tec, fabricante de embalagens de transporte com isolamento térmico, abriu um centro de tratamento de contentores junto à sua sede em Wuerzburg, Alemanha. O novo Fulfillment Centre vem completar o serviço de aluguer de embalagens térmicas e executa todas as operações de limpeza, preparação e inspeção de todo o tipo de contentores, desde os vários tipos de caixas térmicas até aos contentores para transporte aéreo. A va-Q-tec tem um dos portefólios mais diversificados de embalagens térmicas e fornece empresas de vários setores industriais, com destaque para as indústrias de produtos alimentares e de medicamentos.

Caixa para motores ganhou Prémio Renault

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Embalagens térmicas

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logística

Smart Labels: Proteção anticorrosiva crescimento rápido para eletrónica O mercado global das etiquetas inteligentes, estimado Cortec

A Cortec (Croácia) desenvolveu a fita adesiva ElectriCorr® VpCI®-150, impregnada com inibidor de corrosão de fase vapor (VpCI®), para aplicação em placas e outros dispositivos elétricos e eletrónicos sujeitos a exposição favorável ao desenvolvimento da corrosão. A nova fita tem também propriedades dissipadoras anti-estáticas e é isenta de nitritos, silicones e fosfatos. Pode ser aplicada em equipamentos elétricos em armazém, transporte ou utilização, equipamentos de comunicações, motores elétricos, aparelhagens e quadros elétricos, equipamentos médicos e científicos, etc.. A tecnologia patenteada VpCI® integrada nas fitas adesivas ElectriCorr® VpCI®-150 é eficaz contra vários agentes corrosivos, incluindo sal, contaminantes aéreos, H2S, SO2, NH3, e outros. Assegura proteção até 11.3 litros por polegada linear (2.5 cm). A versão VpCI®-170 protege até 28.3 l por polegada linear.

em 4,45 mil milhões de USD deverá crescer 17,65% em média anual até 2021 e atingir os 10,03 mil milhões de USD, prevê um estudo da consultora MarketsandMarkets (Índia). Os principais segmentos de mercado são o retalho, a saúde, os produtos de grande consumo, a embalagem, a construção e o setor automóvel. O aumento da procura é também induzido pela tendência de automação de processos. As etiquetas RFID continuarão a ser os dispositivos preferidos para a gestão de inventários e cadeias de fornecimento, devido às suas funcionalidades de rastreabilidade e autenticação de produtos. Em 2015, o maior segmento de aplicação das etiquetas inteligentes foi o retalho e a gestão de inventários. Para o futuro, vai ganhar importância o segmento dos produtos perecíveis. Os setores da alimentação e bebidas deverão preferir as etiquetas com funcionalidades sensoriais. Para mais informações sobre o relatório "Smart Labels Market by Technology End-use Industry - Forecast to 2021”, clicar no ícone ao lado.

Filme anti-corrosão A Cortec desenvolveu o novo tipo de filme de proteção anticorrosiva EcoShield® VpCI®-226, totalmente isento de nitritos. Impregnado com inibidores de corrosão Nano-VpCI™, o filme é indicado para proteção de peças metálicas e é apresentado como alternativa aos óleos e dessecantes tradicionais, com a vantagem de se eliminar o trabalho e o tempo para remoção e limpeza. O novo filme não contém nitritos, fosfatos ou materiais halogenados, pelo que pode ser simplesmente reciclado. Segundo a Cortec, o filme tem capacidade para manter a proteção corrosiva até 5 anos. É indicado para uma a generalidade dos metais: alumínio, aço galvanizado, aço carbono, aço inox, aço silício, prata, cobre, soldas, bronze. O filme é termosselável e pode ser fornecido em folhas, sacos Ziploc ou Auto-Bag, filme dobrado em bobina, folhas perfuradas, filme retráctil ou manga. A transparência permite a identificação da peça sem necessidade de o remover. Para mais informação sobre este filme, clicar no ícone.

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embalagem metálica

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Embalagem metálica retoma tendência de crescimento Depois de uma desaceleração significativa, o mercado global da embalagem metálica recuperou o crescimento, com maiores taxas na Ásia, na Europa Leste, no Médio Oriente e em África. No seu recente relatório 'The Future of Metal Packaging and Coatings to 2021', a Smithers Pira estima que o mercado vai crescer 3% em 2016 e atingir 106,1 mil milhões de USD, induzido sobretudo pelo aumento da procura nas economias emergentes e de transição, ao mesmo tempo que os mercados maduros permanecem estagnados. No ano passado, o crescimento foi de 1,8% e o valor global chegou aos 102,9 mil milhões de USD. A partir de 2017, o mercado global da embalagem metálica deverá crescer 4% em média anual até atingir os 132,1 mil milhões de USD em 2021.

aumento do consumo mais de 20% ao ano, à medida que os rendimentos disponíveis aumentaram, especialmente nas grandes cidades" - diz Dan Rogers, responsável de publicações da Smithers Pira.

Em termos de comércio global, países em desenvolvimento como a China, a Índia e o Brasil foram durante muito tempo considerados como produtores e exportadores significativos, fornecendo produtos para o mundo, mas, ao mesmo tempo, como fracos consumidores internos. Isso já não sucede.

Um dos desenvolvimentos mais significativos no mercado da embalagem metálica é o das cervejas e refrigerantes artesanais de baixo volume e valor mais elevado. Este fenómeno no mercado das bebidas veio trazer alguma animação em regiões que de outro modo estariam saturadas, como a França ou a Alemanha. Pequenas cervejeiras e produtores de refrigerantes não podem vender tanto quanto os grandes produtores, mas optam por usar as embalagens relativamente baratas de 330 ml e 500 ml como base para designs sofisticados a 360 graus, logótipos holográficos e impressões apelativas

"Enquanto a embalagem metálica de grande capacidade e a embalagem relacionada com a exportação caiu ligeiramente nos mercados emergentes, a mobilidade social e a expansão da classe média induziram o Nº 237 setembro-outubro 2016

"Como resultado, as potências económicas começaram a aumentar o consumo doméstico, criando mais oportunidades de crescimento para negócios locais. As nuances dos gostos dos consumidores dessas regiões, tais como a preferência dos indianos pelas latas de conservas alimentares em detrimento das embalagens de plástico rígido, ou as bebidas tradicionais do Brasil, trouxeram um novo impulso de crescimento mais orientado para as marcas e comércio locais, que para a importação ou exportação de especialidades".

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embalagem metálica para consumidores de nicho. A tecnologia de impressão digital permite aos produtores de embalagens metálicas fornecer pequenas quantidades sem aumentar muito o custo por embalagem. Os grandes produtores também se envolveram nesta tendência, lançando no mercado dos produtos de massa (FMCG) maior variância de produtos, edições limitadas de latas para comemorar eventos especiais, e campanhas de marketing orientadas para tirar partido das novas possibilidades do mercado das bebidas.

Aerossóis de alumínio

Os consumidores estão mais conscientes que nunca sobre as questões ambientais, e existe uma tendência forte para recuperar as embalagens metálicas de bebidas e também de aerossóis, especialmente na Europa. A Comissão Europeia impôs metas de reciclagem e taxas de deposição em aterro. A reciclagem na Europa aumentou nos anos mais recentes, chegando aos 75% em 2013 para as embalagens metálicas rígidas. O objetivo da indústria de chegar aos 80% até 2020 está à vista. Outras regiões, como é o caso da América do Norte, estão mais atrasados neste objetivo, com apenas 35% de reciclagem de embalagens metálicas em 2013. Para mais informação sobre o relatório 'The Future of Metal Packaging and Coating to 2021', clicar neste título ou enviar uma mensagem de correio eletrónico a Julie Bostock.

O secretário geral da AEROBAL, Gregor Spengler considerou este resultado muito satisfatório: "repetir o recorde de 2014 é de facto um bom resultado considerando as condições muito difíceis de 2015, com a tempestade económica na China, na Rússia e em várias economias emergentes, os problemas da Grécia, da Ucrânia e sobretudo do Médio Oriente, a incerteza global quanto aos preços do petróleo e as várias flutuações das taxas de câmbio. A evolução demonstra as fortes capacidades das empresas filiadas na AEROBAL a a excelente posição deste tipo de embalagem no contexto competitivo do mercado global da embalagem".

Estabilidade em alta A produção de latas de alumínio para aerossóis permaneceu estável em 2015. As empresas filiadas na AEROBAL (Organização Internacional dos Fabricantes de Embalagens de Alumínio para Aerossóis) reportou uma produção total de 5,4 mil milhões de embalagens, repetindo o nível do ano anterior.

A produção na Europa e nos EUA, mercados dominantes em termos de volume, manteve praticamente o nível de 20145. A Austrália também se manteve estável, enquanto em África os volumes desceram ligeiramente. Nas regiões da Ásia, América Central e América Latina registaram-se ganhos, embora em alguns casos abaixo das expectativas. Os produtos de cuidado pessoal representam a parte de leão das embalagens produzidas, mantendo cerca de 80%. Os produtos domésticos representam 10%, graças à evolução positiva registada. Registam-se outros desenvolvimentos que também contribuem para uma visão positiva do futuro. Eric Frantz, da empresa CCL e presidente da AEROBAL, indica novas aplicações e melhorias de processo: "por exemplo, sistemas de válvulas inovadoras oferecem novas possibilidades de enchimento. A apresentação aerossol tem possibilidade de se expandir para novos mercados e as propriedades barreira e de higiene do alumínio contribuirão para dar frutos também no mercado farmacêutico". Com um nível elevado de utilização das capacidades de produção, as empresas produtoras de embalagens de alumínio para aerossóis mostram vontade de investir, o que é sintoma de expectativas positivas para a AEROBAL que se mostra "cautelosamente otimista" para 2016. 18

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embalagem metálica Lusoforma

Uma gama estruturada Dominando a tecnologia do processamento de folha de alumínio, a Lusoforma estruturou a gama de produtos de embalagem para servir segmentos de mercado muito distintos. Nos formatos individuais, a Lusoforma tem um catálogo de gamas muito diversificado, que vai desde as pequenas formas para pastelaria e confeitaria até aos tabuleiros para refeições take away, passando pelos tabuleiros para pizza, pelos clássicos tabuleiros de bolo inglês pelos modelos Round Express para saladas ou grelhados e ainda pelos tabuleiros e travessas comercializados com a referência 2Serve. Cada formato inclui várias dimensões. Para além dos formatos standard, a Lusoforma também desenvolve e fornece formatos especiais 84You), evidenciando a capacidade de respos-

ta da empresa em termos de ferramentas para moldação da folha de alumínio. Mais do que um conjunto de gamas individuais, a Lusoforma construiu soluções para setores de atividade específico, às quais chama "packs": Supermercado, Cash & Carry, Indústria, Exportação e PackGrill. Cada pack é uma unidade de venda completa com a quantidade adequada para a reposição do stock de um determinado setor. Cada pack tem o seu catálogo próprio, tornando mais fácil o processo de seleção e encomenda. A Lusoforma tem instalações fabris em Mem Martins, arredores de Lisboa, e é líder na produção de embalagens de folha de alumínio para a indústria alimentar e para os setores da pastelaria, cash & carry, catering e "pronto a comer".

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embalagem de plástico

Bloqueadores de luz para leite UHT

Ouro para tinta A Valspar (Reino Unido), lançou uma gama de tintas premium para o mercado DIY (do it yourself) com embalagens de plástico com decoração total em metalizado ouro. A Valspar lançou dois formatos, o clássico tamanho de 5 l e uma embalagem de 2,7 l com o mesmo diâmetro de 180 mm. A escolha da embalagem incidiu sobre os modelos Paintainer® da Superfos (Hamburgo, Alemanha), fabricados em PP injetado, com pega e tampa fácil de abrir (sem ferramenta).

A Holland Colors desenvolveu a 3ª geração dos aditivos bloqueadores de luz. Tal como os aditivos da geração anterior (Holcomer II), os Holcomer III asseguram barreira total aos raios UV e 99,9% de bloqueio da luz visível em garrafas PET monocamada, mas agora a um custo mais baixo. Os novos aditivos bloqueadores da luz podem alterar a "relação de forças" entre as alternativas de embalagem para leite UHT. As garrafas PET monocamada - leves, práticas e económicas - passa a ser também opacas, e podem assim competir quer com as embalagens de cartão laminado com polietileno e folha de alumínio, quer com as garrafas de PEAD tricamada (branco-preto-branco). Os aditivos Holcomer são compatíveis para contacto alimentar (UE e FDA) e não são obstáculo à reciclagem do PET.

"Latas" para ração A Superfos da Dinamarca está a fornecer "latas" de plástico para as rações BOF (Behavioural Optimizing Foods) da Essential Foods. As rações secas são vendidas em sacos flexíveis de 12,5 kg aos retalhistas, criadores e donos de animais. As "latas" Hobbock, totalmente estanques, servem para armazenar as rações conservando-as e preservando-as da humidade. As "latas" são injetadas com a cor da marca (racing green), e impressas com o logótipo.

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Ecolean no Paquistão A marca Dostea, do Paquistão, é a primeira a utilizar a embalagem Ecolean® Air Aseptic de 125 ml. A Fauji Foods Ltd optou pela solução de embalagem da Ecolean (Suécia), que fornece o material de embalagem - filme de polietileno com 35% de carbonato de cálcio, pré-impresso - e as máquinas de formar, encher e fechar as embalagens. São embalagens leves, práticas de usar e totalmente recicláveis. Depois da marca de chá, a Fauji Foods vai lançar leite UHT também nesta embalagem.

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embalagem de plástico

Sacos e garrafas resistentes à pasteurização e esterilização

Ovo de Colombo

escalfado na embalagem

O projecto BioBottle, coordenado pelo instituto tecnológico AIMPLAS (Valência) envolve o desenvolvimento de sacos, garrafas e cápsulas de plástico biodegradável, para produtos lácteos que necessitam de tratamentos de pasteurização e esterilização. Depois de usadas, as embalagens podem ser descartadas com os resíduos orgânicos, porque são fabricadas em materiais compostáveis. O novo material de embalagem pretende ser uma alternativa para leite freesco, batidos e iogurtes. Neste projeto colaboram duas empresas portuguesas - Vizelpas (embalagens flexíveis) e Espaçoplás (embalagens rígidas) - duas empresas espanholas Almuplas e Aljuan - uma emprtesa belga especialista em compostagem - OWS - e dois institutos de investigação - VLB (Berlim) e CNR (Itália). Actualmente, as embalagens plásticas para produtos lácteos são predominantemente fabricadas em polietileno reciclável. No entanto, a reciclagem obriga a lidar com o problema dos odores. O projeto BioBottle chegou a embalagens capazes de preservar as caraterísticas organoléticas do produto, capazes de resistir a temperaturas até 95 ºC, compostáveis e biodegradáveis. As garrafas e tampas deverão ser monomaterial, enquanto os sacos deverão ser multi-camada. As novas embalagens envolveu um aumento de custo não superior a 10%, indica o AIMPLAS.

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A marca Yowk (Reino Unido) proporciona aos consumidores a experiência de preparar um ovo escalfado na própria embalagem, em cerca de 5 minutos. A ideia é simples: comprar uma embalagem com um ovo pré-escalfado e juntar água a ferver. Para concretizar esta ideia, a RPC Design e a RPC Bebo UK desenvolveram uma embalagem de PP termoformado que contém o ovo, barrinhas de pão, tempero e uma pequena colher, e ainda uma tampa que, uma vez invertida, serve de suporte para o ovo. Basta retirar tudo da embalagem, juntar água a ferver, colocar o ovo e esperar alguns minutos. Depois, é só colocar o ovo no suporte usar uma pequena saliência na parte inferior da colher para quebrar e retirar a casca do topo do ovo, que está então pronto para saborear. Simples e engenhosa é a forma de manter o ovo estável dentro da embalagem. Tal como a tampa, também o fundo da embalagem tem uma base de suporte! O tamanho da embalagem foi calculado para a quantidade exata para aquecer o ovo. Egg...actly!

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embalagem de plástico

Bag-in-Box para óleo de motor As embalagens bag-in-box da Solidus Solutions (Holanda) obtiveram a certificação UN-II (perigo médio) e UN-III (perigo baixo), necessária para a utilização com óleos lubrificantes de motor. Neste projecto, a empresa holandesa trabalhou em parceria com a Mobil Den Hartog, distribuidora autorizada da marca de lubrificantes. Para obterem esta certificação as bolsas bag-inbox foram submetidas a todo um conjunto de ensaios de pressão/rebentamento, queda, empilhamento e estanqueidade. Os ensaios mostraram que as bolsas são embalagem segura para lubrificantes mesmo que tenham de suportar temperaturas até 55°C e empilhadas até à altura de 3 m. A certificação refere-se quer ao transporte rodoviário, quer ao transporte marítimo. O projecto foi iniciado há dois anos, quando a Solidus Solutions ainda era parte do grupo Smurfit Kappa (Smurfit Kappa Solid Board Packaging). O objetivo é usar a embalagem bag-in-box como solução prática para armzenar e dispensar óleos de motor em oficinas e estações de serviço. Para este efeito, são usadas bolsas de 20 litros e caixas de cartão canelado com resistência adequada e configuração estudada para garantir que a quantidade de óleo residual no interior da bolsa é inferior a 0,5%. A solução está atualmente a ser

usada em mais de 300 estações de serviço da Holanda. Entretanto, a ideia já recebeu vários prémios, incluindo um prémio de sustentabilidade. A Solidus Solutions foi criada em abril de 2015, quando os negócios de cartão da Smurfit Kappa na Holanda, Bélgica e Reino Unido foram adquiridos pelo fundo de investimento Aurelius. Em junho deste ano, a Solidus adquiriu as atividades comerciais do grupo Abelan Group na Alemanha, incluindo as fábricas de cartão de Viersen (Alemanha) e de embalagens de Zutphen (Holanda).

Menor espessura em filmes e sacos compostáveis A FKuR (Willich, Alemanha), anunciou o desenvolvimento e lançamento de novas formulações dos compostos Bio-Flex® FX 1120 e Bio-Flex® FX 1130FX, que permitem produzir filmes com menor espessura e maior resistência à perfuração. Os são biodegradáveis e compostáveis segundo os critérios da norma EN 13432 e são também compatíveis para contacto alimentar. A base de fontes renováveis é superior a 50%, variando em função da formulação. A transformação requer parâmetros idênticos ao do PE. O composto Bio-Flex® FX 1130 dá origem a filmes com toque sedoso, distinguindose assim do grau Bio-Flex® F 1130, com caraterístico toque similar ao do papel. O aumento da resistência à tensão, ao rasgamento e à perfuração permite reduzir a espessura do filme até aos 8 µm, aumentar a velocidade da extrusão e manter as boas propriedades de selagem. Atualmente, os filmes biodegradáveis tem espessuras entre os 18 e os 26 µm, considerando-se os 15 22

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µm como limite mínimo. Os novos compostos da FKuR, que serão publicamente apresentados na K 2016. Superam esse limite. A fabricação de sacos para resíduos biodegradáveis é uma das aplicações possíveis para o novo composto Bio-Flex® FX 1120. Os sacos para esta finalidade devem poder degradar-se juntamente com o conteúdo. Trata-se, neste caso, de uma alternativa aos sacos baseados em amidos, com melhor retenção da humidade gerada pela decomposição dos resíduos biodegradáveis.

Klöckner aumenta produção de filmes A Klöckner Pentaplast anunciou a expansão da capacidade de laminação e revestimento dos filmes de alta barreira Pentapharm® Aclar® destinados a aplicações médicas e farmacêuticas. O investimento inclui uma nova linha de produção na fábrica de Montabaur (Alemanha) que deverá estar operacional no final de 2017. A fábrica de Berna (Suiça) manterá a produção de de filmes farmacêuticos com revestimento de PVdC e servirá de backup para a laminação dos filmes Aclar®.

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embalagem de cartão SUN

Precisão de corte e eficiência na impressão de caixas de cartão canelado A indústria farmacêutica europeia emprega cerca de 800 mil pessoas e produz um valor anual na ordem dos 220 mil milhões de euros. Em 2013, a UE liderou o comércio mundial de medicamentos, com um valor total de 156,9 mil milhões de euros e exportações no valor de 107,4 mil milhões. A despesa global (mundial) em medicamentos deverá atingir 1,2 biliões de USD em 2017, com tendência para crescer e com a manutenção da procura mesmo em períodos de recessão. Estes indicadores justificam o investimento e a capacidade dos fornecedores de embalagens para esta indústria. O SUN Automation Group (Baltimore, Maryland, EUA), especialista em sistemas de transformação de cartão canelado, tem propostas tecnológicas que permitem produzir, imprimir e utilizar caixas de cartão canelado de modo mais eficiente e económico. Como todas os setores, a indústria farmacêutica também reflete as exigências de sustentabilidade, a par com o acréscimo de exigências específicas da logística e distribuição de medicamentos, impostas pelas regulamentações internacionais e nacionais. Com ou sem acondicionamentos térmicos ou soluções de refrigeração, as caixas de cartão canelado continuam a ser uma das principais soluções de embalagem da indústria farmacêutica. A precisão de corte dos sistemas MicroGrind® da SUN, asseguram precisão de corte, vinco e perfuração,

indispensável para que as caixas não causem problemas nas máquinas de enchimento automático e para que tenham a melhor apresentação possível. Por outro lado, os sistemas AccuPrint® permitem recuperar até 85% da tinta antes de se proceder à mudança de côr e reduzir o tempo de setup até cerca de 50% (comparativamente aos sistemas flexográficos). São soluções de eficiência que permitem aos fabricantes de caixas tornarem-se mais competitivos. O sistema MicroGrind® está disponível como upgrade para máquinas instaladas, e também como equipamento para máquinas novas. O sistema usa um rolo de carboneto de tungstênio que assegura a planura do rolo dos equipamentos de corte rotativo. A superfície é sujeita a um microtratamento de precisão, sem intervenção do operador. Em consequência, é possível melhorar a qualidade e a produtividade do corte rotativo. Esta possibilidade já pode ser observada em várias centenas de sistemas MicroGrind® instalados na indústria.

Papel elétrico Nanocelulose barreira Já é possível armazenar energia elétrica em folhas de papel. O projecto Power Paper, coordenado pelo instituto Innventia (Suécia), desenvolveu um novo tipo de papel baseado em fibras de nanocelulose dispersas em água e impregnadas de polímero condutor. Numa amostra de papel com 15 cm de diâmetro e espessura na ordem das décimas de mm, é possível armazenar carga elétrica até 1 Farad. O material pode ser recarregado centenas de vezes e a recarga ocorre em apenas alguns segundos. A investigação prossegue. Para mais informação, contactar Hjalmar Granberg, investigador coordenador do projeto. Nº 237 setembro-outubro 2016

A nanocelulose é um material com futuro na área da embalagem barreira para produtos alimentares. O projeto Nanobarrier, coordenado pelo instituto Innventia (Suécia) está a explorar o uso de filmes de nanocelulose como alternativa a filmes plásticos barrreira. Par aaulentar as propriedades barreira, os investigadores adicionaram vários aditivos e nanopartículas de argila à nanocelulose. Para obter um material de embalagem totalmente "bio", os investigadores revestiram o filme de nanocelulose de PLA (polímero de ácido láctico) de ambos os lados. Para mais informações, contactar Christian Aulin, investigador coordenador do projeto, que envolveu parceiros de investigação de nove países.

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embalagem de cartão

Tabuleiro HERO para embalagens mais altas O tabuleiro display HERO é a embalagem secundária ideal para as embalagens de cartão Combidome, da SIG Combibloc. A nova configuração ajusta-se melhor ao formato mais alto das embalagens, assegura uma melhor proteção durante o transporte e uma apresentação perfeitamente alinhada nos pontos de venda. As duas finalidades são atingidas com menor quantidade de cartão canelado. Num dos lados o cartão canelado acompanha toda a altura das embalagens, assegurando proteção no empilhamento. No lado oposto, o tabuleiro HERO deixa visível a maior parte da área frontal das embalagens e facilita a sua retirada. Cada tabuleiro HERO transporta 2x4 embalagens e suporta até 5 camadas, o que significa que se podem transportar 800 embalagens Combidome numa europalete.

Caixa de luxo A caixa criada para o whisky Glenfiddich 21 é um dos melhores exemplos das embalagens que a Pollard Boxes (Reino Unido) vai apresentar na feira Luxe Pack do Mónaco. A caixa tem duas "portas" de abertura com fechos magnéticos. A decoração inclui uma combinação de efeitos, incluindo relevos térmicos, micro-relevos, estampagem plana e canelada. A garrafa é mantida em posição graças da peças de encaixe inseridas no fundo e no topo. A Pollard Boxes desenvolveu processos para fabricar este tipo de caixas em máquinas automáticas.

Sem Poeiras

Embalagens holográficas

Enchimento deficiente, más práticas de manipulação e uso de materiais de menor qualidade são as causas das falhas de limpeza que ocorrem com sacos de papel ao longo das cadeias de abastecimento. O Grupo Europeu dos Sacos, formado pelas associações CEPI Eurokraft (fabricantes de papel kraft) e EUROSAC (fabricantes de sacos) promoveram a elaboração de um conjunto de recomendações técnicas para que os sacos de papel tenham uma utilização à prova de poeiras (dust free).O documento fornece recomendações e boas práticas que começam com a construção do saco, prevenindo fugas nas zonas dos cantos, e na etapa do enchimento. Inclui ilustrações e métodos os cálculo. Para obter as Guidelines, clicar na imagem da capa ouno ícone ao lado.

A API vai apresentar na feira LUXE PACK (Mónaco, 21 a 23 de setembro) um novo serviço de decoração holográfica, designado Holonique™ Boutique e um novo "livro de tendências". A Holonique™ Boutique coloca as possibilidades da decoração holográfica e 3D ao serviço das marcas como parte do packaging design para produtos alimentares, bebidas, cuidado pessoal e cosméticos. A API é um dos principais fornecedores de folhas, laminados e materiais holográficos para embalagens e outros artigos impressos. Com origem na indústria papeleira do Reino Unido, a API estende as suas atividades por toda a Europa, América e Ásia. Em Portugal, os materiais da API são distribuídos pela SIMASA, SA 24

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tampas e cápsulas

Tampas Disc Top

Royal Snap Top

Ijntroduzidas no mercado europeu em 2011, as tampas Disc Top da CGS conquistaram numerosas marcas de produtos de cuidado pessoal. São tampas de duas peças que abrem com a oscilação da peça central por pressão de um dedo. Recentemente, a CGS introduziu uma mudança tecnológica no processo de fabrico: as duas peças são injetadas na mesma etapa e montadas no molde. As tampas Disc Top são fabricadas pela CGS em Shangai, China.

Embora siga um princípio de funcionamento já conhecido, a nova tampa de 54 mm Royal Snap Top da APTAR distingue-se pelo design original. É indicada para diferenciar molhos, condimentos, mel, etc.. As duas cores são obtidas pelo processo de bi-injeção. No interior, esta tampa tem a válvula SimpliSqueeze, que assegura uma dosagem limpa e controlada do produto. Destaca-se ainda a facilidade de abertura com um só dedo, o que faz com que esta tampa possa ser usada por consumidores de todas as idades.

Tampas senior friendly A Zeller Plastik /França), do grupo CGS, desenvolveu uma tampa com uma banda de TPE para tornar mais fácil a abertura das garrafas de água da marca Volvic (França). A tampa vem dar resposta às necessidades dos consumidores idosos com dificuldade de abrir as tampas "normais".

Tampas com toque especial A RPC Bramlage (Alemanha) recorreu à tecnologia de injeção bi-material para produzir tampas com efeitos especiais visuais e táteis, replicando texturas como pele, madeira, pedra ou nervuras de folhas. A variedade de efeitos permite diferenciar marcas proporcionando aos consumidores um elemento adicional de reconhecimento da marca. O novo processo pode ser usado quer nas tampas quer nas próprias embalagens. Não requer tratamento de superfície adicional. Para completar a decoração das embalagens, a injeção pode incluir o processo IML (in mould labelling). A embalagem sai dos moldes pronta.

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tampas e cápsulas

Cápsulas inteligentes

Water.IO E se a cápsula da garrafa de água tivesse um alarme para indicar que é altura de beber mais um pouco? Esta é a ideia na base da Water.IO, um dispositivo que pisca, vibra ou emite um som para lembrar o desportista ou viajante que é altura de se hidratrar. O mecanismo deteta o toque na cápsula, o estado aberto ou fechado ou o nível de luz. A ideia foi concretizada pela Water.IO, de Israel. Depois do Water.Reminder (cápsula avisadora), foi lançada a cápsula Water.Connected que mede a quantidade consumida e permite a visualização do consumo numa app (Water-App). De caminho, foi também criada a cápsula Water.Health, que inclui um doseador de aromas, vitaminas ou outros aditivos. Para os detentores de marcas, a Water.IO disponibiliza o Water.Dashboard, um sistema que perite avaliar os hábitos de consumo dos consumidores.

Seed Bottle A Moikit (China) desenvolveu uma cápsula que indica o nível de consumo e a temperatura do conteúdo da garrafa. O topo da cápsula é um écrã. Acionado pelo toque, mostra a temperatura do produto. Rodando a cápsula, o écrã mostra o nível de comnsumo (hidratação, p. ex.). Esta cápsula também pode ter conetividade com uma app para monitorizar os consumos e hábitos.

Leite fresco Investigadores das Universidades de Berkeley (California, EU) e Chiao Tung (Taiwan) desenvolveram uma cápsula inteligente que inclui sensores que detetam se o leite permanece fresco ou se apresenta algum sinal de deterioração. O aspeto mais inovador desta cápsula é o facto de ser produzida por impressão 3D com injeção metálica subsequente, incluindo os sensores e todos os componentes eletricos funcionais. É um avanço grande e promissor da nanoengenharia de microsistemas, descrito num artigo científico publicado em 2015 (clicar no ícone para obter).

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Garrafas personalizadas A Gatorade, em colaboração com a Smart Design criaram em 2014 uma garrafa personalizada para os atletas da seleção de futebol do Brasil. A garrafa incluia uma cápsula com a fórmula de aditivos personalizada para cada atleta e um microchip de monitorização, capaz de fornecer informações ao atleta e ao treinador.

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tampas e cápsulas

impressão

Por onde anda o Johnnie Walker?

Impressão digital mais laminação

Também o whisky pode ter uma garafa inteligente e ligada. O dispositivo criado pela Thinfilm e pela Diageo Technology Ventures para as garrafas de whisky da marca Johnnie Walker Blue Label, permite saber se a garrafa já foi aberta e onde se encontra. Sensores extrafinos incorporados no selo e rótulo viabilizam esta localização na cadeia de distribuição e o estado da garrafa. O dispositivo Open Sense™ pode estar ligado a uma App (por tecnologia NFC (Near Field Communication) e permite aceder a informação diversa, que pode ser mudada em qualquer momento: promoções, receitas para cocktails, etc.. A ideia foi apresentada no Mobile World Congress de Barcelona, em março de 2015.

As laminadoras Matrix e Easymount e a gama de folhas e filmes BOSS para efeitos de metalização, estampagem e destaque localizado são a oferta da Vivid Laminating (Leicestershire, Reino Unido), para as empresas gráficas dos setores da embalagem e da impressão comercial. Uma das soluções possíveis é a combinação da impressão digital com a laminação. As folhas e filmes BOSS podem ser sobre-impressas, permitindo produzir embalagens especiais com custos mais baixos. A gama BOSS também inclui filmes holográficos.

rotulagem B&H

Rotulagem com nova tecnologia de extrusão-aplicação de cola A B & H Labeling Systems vai apresentar na PACK EXPO a rotuladora Marathon® XLUA com um sistema de aplicação de cola termofusível diferente do habitual. O GES 2.0 é um sistema de extrusão de cola que procede a uma aplicação fina de cola nas posições préprogramadas. Disponível a partir de agora nas rotuladoras que trabalham com rótulos alimentados a partir de bobina, este sistema evita as rotinas de afinação dos aplicadores de hot melts e permite um controlo consis-

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tente da quantidade de cola aplicada e da localização/ matriz dos pontos ou linhas de cola. O sistema é fiável seja qual for a velocidade do processo de rotulagem. Antes de lançar este sistema no mercado, a B & H instalou-o num cliente do sector de refrigerantes, onde a rotuladora opera 24 horas por dia e 6 ou 7 dias por semana, lidando com 14 formatos de garrafa e velocidades variáveis. Em dois anos, os operadores não tiveram que fazer ajustamento algum do sistema de aplicação de cola. Graças a este "detalhe", a eficiência da linha onde foi instalado o sistema aumentou 10% e a velocidade aumentou 30 a 40%. A rotulagem deixou de ser etapa limitante da velocidade e da eficiência de linha de engarrafamento. A velocidade da rotuladora Marathon® pode ir até às 650 embalagens por minuto. Além disso, o novo sistema permite poupanças de cola até 50%. Quer a rotuladora Marathon® quer o sistema GES 2.0 são controlados pelos mesmos dispositivos de automação - PLC e HMI - da marca Allen-Bradley. Os ajustes para cada formato são feitos automaticamente porque estão nas receitas gravadas na memória do PLC.

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impressão

Impressão digital para a indústria do cartão canelado A impressora HP T1100 S pode alterar os métodos de produção de caixas de cartão canelado e dar aos fabricantes uma flexibilidade acrescida no planeamento de encomendas. A máquina é colocada a montante da caneladora, para imprimir os papéis de cobertura (exteriores). A impressão digital por jacto de tinta térmico, a partir de tinteiros de 1000 litros, assegura quadricromia CMYK com qualidade gráfica comparável com a impressão offset. O facto de se tratar de de impressão digital permite variações durante a impressão e várias caixas podem estar a ser impressas lado a lado. Isto significa que, em simultâneo, podem estar a ser processadas várias encomendas (a largura de impressão vai até aos 2,794 m), ainda que de formatos e quantidades diferentes. Enquanto continua a impressão da encomenda de maior quantidade, a máquina altera a impressão da encomenda de menor quantidade, passando à encomenda seguinte sem parar a máquina. Esta tecnologia multi-lane é um novo paradigma no planeamento e na impressão de caixas de cartão canelado.

A nova máquina foi um desenvolvimento conjunto com a KBA, em cuja sede foi apresentada em abril do ano passado. A DS Smith Packaging foi o "cliente beta" para esta nova máquina, que atinge cadências até aos 183 m por minuto ou 30 600 m2 por hora, podendo imprimir coberturas com espessuras de 80 a 400 g/m2.

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engarrafamento KHS na All4Pack

Impressão direta, multipack sem filme e embalagem display O construtor de máquinas de embalagem e engarrafamento de Dortmund (Alemanha) aposta na feira All4Pack de Paris para demonstrar os seus mais recentes desenvolvimentos: a impressão direta sobre garrafas PET, um novo multipack quase sem material de embalagem e uma nova solução para venda direta a partir da palete.

O fim dos rótulos Há três anos que a KHS desenvolve a solução de impressão direta sobre garrafas PET, adaptando a tecnologia de jato de tinta a um sistema de carrossel. A solução a que chegou pode revolucionar a forma como são decoradas as garrafas de águas e refrigerantes. Em vez da decoração após enchimento e fecho, a impressão direta ocorre com as garrafas vazias, mas pode ser feita em linha, imediatamente após a extrusãosopro das garrafas. Em vez dos rótulos pré-impressos cuja produção envolve algumas semanas, o engarrafador pode criar novas decorações em poucos minutos e, se utilizar decorações gravadas em memória, pode mudá-las em segundos sem parar a produção. No interior da máquina KHS Innoprint as garrafas são manipuladas pelo gargalo, são cheias de ar estéril ou azoto e mantidas seladas. Para cada uma das cinco cores de impressão - CMYK+W - existe um carrossel com 12 segmentos onde ocorre a impressão

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por jato de tinta. A configuração é modular e capaz de velocidades até 12 000, 24 000 ou 36 000 garrafas/hora. A máquina adapta-se rápida e automaticamente a formatos diferentes de garrafa. A impressão direta produz decorações com cores brilhantes e com resolução ótica de 1,080 x 1,080 pixels. Usa tintas com secagem ultra rápida por UV LED, praticamente sem odor e com valores de migração bem abaixo dos limites estabelecidos para a indústria alimentar, e também compatíveis com os processos de reciclagem bottleto-bottle - a tinta pode ser totalmente removida dos flakes (escamas) de PET. Em vez de papel ou filme e adesivo, a decoração por este processo requer apenas entre 0,1 e 0,25 ml de tinta, em função da área de impressão, das cores e da resolução. Segundo a KHS, o custo por garrafa pode variar entre os 0,01 € e os 0,02 € por garrafa, o que significa que o sistema é competitivo especialmente para pequenas séries até 10 000 garrafas.

Multipack nu Desde o princípio do ano que as águas Evian estão a ser distribuídas em França e na Bélgica com um novo e surpreendente multipack, a que a marca chama "naked pack". O nome explica bem o conceito: em vez de filme retrátil, as garrafas PET são mantidas agrupadas apenas por alguns pontos de cola termofusível. O multipack não tem qualquer filme, apenas mantém a pega adesiva, que pode servir para mensagens adicionais. Elimina-se deste modo uma elevada quantidade de material de embalagem. A este

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engarrafamento conceito, a KHS pôs a designação Nature MultiPack™. A máquina desenvolvida pela KHS procede à orientação das garrafas antes de as fixar com pontos de adesivo. Deste modo, os multipacks mantêm os rótulos alinhados e orientados para total visibilidade. Cada garrafa é retirada individualmente, permanecendo as restantes fixadas entre si. O processo decorre a alta velocidade, como se poderá ver nas demonstrações agendadas para a feira All4Pack, que terá lugar em Paris nos dias 14 a 17 de novembro.

Embalagem display Os produtos de elevada rotação, como é o caso das águas e refrigerantes, dependem de uma apresentação e reposição eficiente nos pontos de venda. Em vez da tradicional divisão entre unidade de transporte (paletizada) e unidade de apresentação (display), a KHS propõe uma nova máquina - KHS Innoprint Kisters DP - que produz embalagens que cumprem as duas funções. Os produtos são vendidos diretamente a partir da palete,

reduzindo procedimentos e custos de reposição. Para ver também na All4Pack. Para além destes três desenvolvimentos, a KHS vai apresentar o novo conceito KHS InnoPET TriBlock, incluindo a produção das embalagens, o enchimento e rotulagem, e ainda novas máquinas para o sector dos laticínios.

Agr

Inspeção de garrafas PET O objectivo dos fabricantes de garrafas e dos engarrafadores é diminuir o mais possível o peso da garrafa mantendo a sua funcionalidade e qualidade. Para prosseguir este objetivo com dois tópicos aparentemente contraditórios, é necessário dispor de instrumentos de inspeção e controlo da qualidade das garrafas. Sistema de controlo automático Process Pilot®

A Agr International (Butler, Pennsylvania, EUA), especialista nesta área propõe ao mercado várias soluções parara garrafas PET. O Process Pilot® é um sistema de gestão do processo de estiragem-sopro de garrafas. Através do controlo e otimização Dispositivo portátil MBTxt do processo, o sistema permite para medição de espessuras. melhorar a distribuição da espessura da garrafa, compensando fatores de vcariação com, por exemplo, as condições ambientais. O controlo e ajuste automático é feito garrafa-a-garrafa. O CrystalView™ é uma solução complementar para otimização do material no que respeita à orientação e cristalinidade. Opera em conjugação com o Process Pilot e visa obter a melhor distribuição da espessura com a temperatura mais baixa possível. O MBTxt é um sistema portatil de aferição, um dispositivo de medição de espessura capaz de medir com precisão espessuras com a resolução de 0.1 µm e capacidade de medida até os 25 mm.

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máquinas de embalagem MULTIVAC

Bionetix

A Multivac vai apresentar novas máquinas durante a feira FachPack 2016 (27 a 29 de setembro, Nuremberga, Alemanha): uma linha de termoformagem e embalagem R 245, uma linha de embalagem e fecho de tabuleiros T 600 L e a etiquetadora de tapete L 310 (ver foto), para além de diversos sistemas de inspeção de embalagens. A nova etiquetadora combina alta velocidade e versatilidade. Adapta-se rapidamente a tabuleiros, saquetas e embalagens termoformadas. Inclui várias opções de movimentação, impressão e inspecção, eliminando os tempos de paragem. Durante a feira, MULTIVAC vai tamvém exibir um dispensador de etiquetas para integrar nas linhas de embalagem, incluindo flowrapers horizontais, com construção compacta, várias opções de montagem e de comunicação (USB, Ethernet, EtherCAT ou CAN); e com grau de proteção IP69 K. A linha de embalagem e termoformagem R 245 estará equipada com duas etiquetadoras transversais (versão TWIN) para operação ininterrupta em paralelo e com duas impressoras de transferência térmica TTP 10 com módulo Speed Up. A partir de setembro, a MULTIVAC passa a incluir uma impressora direta em todas as máquinas de fecho de tabuleiros

A Bionetix (Canadá) desenvolveu uma combinação de quatro enzimas para aumentar a velocidade e eficiência de limpeza de detergentes usados na indústria alimentar, restauração e cafetaria. As enzimas combinadas do ENZA 4 EP atuam como catalizadores biológicos para romper e remover farinhas, óleos, gorduras, etc.. O produto é apresentado como alternativa verde e não prejudicial para os solos e águas subterrâneas. Cada uma das quatro enzimas - amilase, protease, lipase e celulase - foi escolhida em função da sua eficácia (a lipase rompe gorduras e massas, a protease ataca proteinas como manchas de sangue, etc.). O agente de limpeza ENZA 4 EP pode ser usado em produtos para limpeza de tapetes, manutenção e limpeza de tubagens, tanques e drenos, controlo de odores, tratamento de resíduos industriais, etc.. É fornecido em pó castanho formulado para ser usado com dosagens de 0,5% a 1%. Tem um pH de 5.0-7.0 e densidade aparente de 1,00-1,06 g/ml.

Novas embaladoras

Aplicação de cola A Baumer hhs (Krefeld, Alemanha) apresentou na Drupa os novos sistemas aplicadores de cola termofusível (hot melt) DPP-4 e DPP-8, com um novo princípio de funcionamento. O controlo eletrónico gradua a pressão exata necessária em função de velocidade de aplicação (em vez de criar alta pressão inicial e de a reduzir depois com os reguladores de pressão). O processamento suave é mais adequado para adesivos sensíveis. Os novos aplicadores são mais fáceis de operar, graças a um novo painel táctil. Por outro lado, os novos equipamentos DPP não necessitam de reposição dos pontos de lubrificação.

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Agr International

Controlo de pressão e volume

Baumer hhs

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Limpeza com enzimas

O novo sistema SPT2 para verificação automática de pressão e volume é 35% mais rápido que o modelo precedente. O novo Sampling Pressure Tester para garrafas de vidro pode assegurar teste de 270 garrafas por hora, graças à configuração com duas estações de medição. A Agr melhorou também a adaptação a formatos diferentes de garrafa. A possibilidade de combinar as medições de pressão e volume, também contribui para reduzir o tempo necessário para as duas medições., as quais são agora feitas em simultâneo.

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máquinas de embalagem EAGLE PRODUCT INSPECTION

Raios X com tecnologia de feixe duplo Os sistemas de inspeção por Raio-X da Eagle Product Inspection detetam contaminantes físicos independentemente da sua dimensão, formato ou localização dentro de uma vasta gama de produtos frescos, congelados e enlatados, incluindo compotas, fruta, pickles em frasco de vidro, sumos de frutas e batidos, sumo de laranja em embalagem de cartão, ervilhas, etc.. Os contaminantes detetados podem ser fragmentos de vidro (mesmo que se encontrem no interior de frascos de vidro), fragmentos metálicos (mesmo que se encontrem dentro de latas ou embalagens de folha de alumínio), pedras/minerais, alguns tipos de plásticos e borrachas ou osso calcificado.

parametrização mais simples através da função de auto-aprendizagem da composição material do produto. A escolha do equipamento EAGLE depende do tipo e caraterísticas do produto e da embalagem, bem como das necessidades em matéria de velocidade da linha de embalagem. A LOGOMARK, que representa a Eagle Product Inspection em Portugal, aconselha os clientes na escolha e instalação deste tipo de equipamentos.

A tecnologia de feixe duplo MDX (Material Discrimination X-Ray) da Eagle Product Inspection proporciona um grau de precisão acrescido à tecnologia tradicional de Raio-X e é especialmente indicada para a inspeção de produtos alimentares com grandes variações de densidade, tais como batatas ou saladas e outros produtos com texturas variadas. Os sistemas de inspeção por Raio-X ajudam a cumprir as regulamentações HACCP, SQF, FSSC, entre outras, e contribuem para proteger a reputação de qualidade das marcas comerciais. Adicionalmente, os equipamentos dotados da tecnologia MDX podem realizar também outras tarefas de inspeção em linha, tais como inspeção do nível de enchimento, medição da massa, inspeção do selo de segurança e contagem de componentes. As embalagens metálicas não interferem na sensibilidade de deteção de contaminantes. A Eagle Product Inspection utiliza o software Easy MAT™, que permite uma instalação mais rápida e uma Nº 237 setembro-outubro 2016

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máquinas de embalagem COMEK

Velocidade e versatilidade no acondicionamento em embalagens flexíveis A COMEK (Itália) é especialista em soluções integradas para a pesagem, acondicionamento e embalamento de produtos horto-frutícolas, entre outros produtos alimentares e não alimentares. Este setor exige uma tecnologia que respeite a integridade e frescura dos produtos, assim como a higiene do processo de embalagem. As peças em contacto com os produtos são de montagem e desmontagem rápida e fácil, para efeitos de higienização. As Balanças e Embaladoras COMEK foram concebidas para garantir altos rendimentos com produtos mais difíceis de movimentar e deslizar, com formatos e pesos irregulares, etc.. Nas Balanças Multicabeçais é utilizada uma placa com embossing especial 7-CK que melhora o fluxo do produto, um cone central “sombrero” controlado por um motor brushless DC e canais vibratórios com um perfil especial para a correta deposição dos produtos nos cestos. O sistema está equipado com software avançado para a sincronização das Balanças Multicabeçais com as Embaladoras Verticais (VFSS), juntamente com um dispositivo especial de fecho de embalagens, que assegura a sua selagem hermética. Este equipamento inclui ainda um dispositivo que faz a junção automática das extremidades das bobines de película de embalagem. Alguns exemplos de aplicações para esta tecnologia são: saladas, espinafres, rúcula, mini-hortaliças (baby leaf), misturas para sopas, cebolas, beterrabas, legumes cortados às rodelas ou em juliana, cenouras inteiras, batatas inteiras ou em cubos, e frutos como mirtilos, maçãs e a família do melão/melancia.

Pillow Bag, Doypack ou Fundo quadrado na mesma máquina A OMNYA é uma embaladora vertical que combina as altas cadências de produção com a versatilidade de executar vários tipos de embalagem flexível. É fornecida com três servomotores brushless em eixo elétrico para três modalidades distintas de funcionamento: contínua, intermitente e para formato Doypack. Assegura cadências até 220 por minuto com embalagens tipo pillow pack (almofada), até 80/minuto com embalagens Stabilo-Pack (fundo quadrado) e até 70/min. com embalagens tipo Doypack. Os acessórios disponíveis permitem configuar a máquina para 50 tipologias de embalagens flexíveis. A mudança de formatos e de bobinas não requer ferramentas. A COMEK é representada em Portugal pela Logomark.

LAFER PACKAGING

Embaladoras Flowpack A tecnologia de embalamento flowpack conquistou as indústrias alimentares e não alimentares pela sua versatilidade e pelo potencial em termos de segurança e conservação, apresentação estética dos produtos e facilidade de uso pelos consumidores. A Lafer Packaging reune capacidades de mecânica, eletrónica e software para fornecer máquinas com caraterísticas topo de gama mas customizadas em função das necessidades concretas. Entre outros modelos, destacam-se as embaladoras horizontais COSMIC, de velocidade média (150 embalagens por minuto), adaptável para alimenta34

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ção manual ou automática e dispondo de HMI com software intuitivo. São indicadas para acondicionar legumes, produtos lácteos, bolachas e biscoitos, chocolates, etc.. Admitem bobinas até 650 mm de largura, formatos até 250 x 120 x 600 mm. As embaladoras WIDE B, com caraterísticas técnicas similares, são indicadas para legumes avulso, fruta, laticínios, peixe, produtos de panificação, massas, etc. Por seu turno, as embaladoras VERT B são indicadas para cadências até 30 embalagens por minuto, formatos até 500 x 600 mm, e produtos como legumes, fruta, congelados, produtos de panificação, etc.. A comercialização em Portugal está a cargo da LOGOMARK.

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máquinas de embalagem MOULD & MATIC

injeção-estiragem-sopro A Mould & Matic (Micheldorf, Áustria) vai apresentar na K 2016 a nova máquina Blowliner Medium para operação integrada de injecção-estiragemsopro de embalagens. A máquina a apresentar em Dusseldorf produzirá duas embalagens em cada ciclo e poderá assegurar produções de 10 a 30 milhões de embalagens por ano (indicação para garrafas de 0,5 l). A máquina integrada conjuga tecnologia de injeção de um parceiro especialista com uma estação de estiragem-sopro com acionamentos servo-elétricos em todos os movimentos. Após o sopro, as garrafas são retiradas automaticamente e colocadas no tapete transportador de saída. A Mould & Matic pertence ao grupo Kiefel, que por sua vez pertence ao grupo Brückner.

igus

Polímero compatível com contato direto com alimentos Nas indústrias de produtos alimentares, de bebidas e de produção de embalagens, a ausência de lubrificantes é atualmente um critério muito importante para a qualidade e validação dos produtos e processos. A igus, especialista em "motion plastics" tem na sua gama de produtos diversos casquilhos fabricados em polímeros isentos de lubrificação e de manutenção que cumprem os requisitos da FDA e da diretiva 10/2011 CE, bem como as especificações RoHS. O mais versátil destes materiais é o iglidur A181 que, em combinação com vários tipos de veios resistentes à corrosão, apresenta uma resistência ao desgaste muito elevada. O iglidur A181 pode assim ser usado em máquinas e partes de máquina utilizadas nas referidas indústrias, designadamente para movimentos rotativos ou oscilantes, especialmente em veios de aço inoxidável. Todos os polímeros iglidur são fabricados com o princípio da lubrificação a seco, utilizando por base polímeros tribologicamente otimizados, lubrificantes sólidos e fibras, sendo todos os elementos não metálicos e seguros de acordo com a diretiva RoHS. O iglidur A181 está disponível em mais de 110 dimensões com diâmetros até 50 mm, com ou sem flange, a partir de 1 unidade e a um preço acessível. Para o fabrico de dimensões ou geometrias especiais, estão disponíveis varões redondos em 14 diâmetros diferentes para maquinagem. A igus pode ampliar a gama ou produzir peças especiais. As ferramentas online no website da igus, permitem configurar e encomendar os casquilhos em iglidur A181 em qualquer momento. Nº 237 setembro-outubro 2016

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máquinas de embalagem BEUMER

Enchimento - paletização - envolvimento O BEUMER Group especializou-se na construção de máquinas de embalagem e paletização para a indústria química. A partir do silo ou diretamente da linha de produção, o material, em granulado ou em pó, pode ser transferido para a nova máquina BEUMER fillpac FFS, que executa as operações de formação do saco a partir de bobina de filme, doseamento ponderal, enchimento e fecho do saco. A máquina garante sacos geometricamente uniformes e com peso preciso e uniforme.

BEUMER fillpac FFS - máquina automática de formação de sacos, enchimento ponderal e fecho por termosselagem.

Em seguida, os sacos são transferidos para a estação de paletização. Se necessário, podem passar por uma máquina que comprime os sacos, para que se apresentem com o formato mais favorável e uniforme para uma paletização estável. Existem vários modelos de paletizadora BEUMER paletpac, com configurações que incluem dispositivos de orientação (por garra ou por combinação de dois tapetes e empilhamento capazes de assegurar a

formação de camadas estáveis a alta velocidade. No caso da paletização de sacos de polietileno, e nos casos em que as condições ambientais envolvam exposição a elevadas temperaturas ou humidade do ar, a máquina pode incluir sistemas de ventilação. Para a proteção final da carga paletizada, a BEUMER disponibiliza equipamentos de envolvimento com carapuça extensível. O elevado grau de estiragem do filme assegura forças de contração suficientes para manter a estabilidade da palete. Contrariamente ao que sucede com o envolvimento retrátil, o processo não envolve temperatura pelo que não afeta o produto nem provoca a colagem do filme aos sacos. A elevada transparência do filme estirável permite que a identificação e mesmo os códigos de barras dos sacos permaneçam visíveis. Para além da carapuça, podem ser colocadas folhas de proteção sobre a palete, para que o produto tenha uma proteção total contra humidade ou insetos. Para além das fotos, as competências técnicas do BEUMER Group estão sintetizadas no filme acessível clicando no ícone ao lado. O BEUMER Group emprega cerca de 4000 pessoas e fatura cerca de 700 milhões de euros por ano. Fornece sistemas de transportadores, linhas completas e ainda um sistema de gestão de armazém (WMS). Para além da implantação e reputação na indústria química, a empresa é conhecida pelos vários sistemas de transportadores automáticos que tem instalado. Por exemplo, os profissionais que visitaram a K 2016 e que passarem pelo aeroporto de Dusseldorf terão as suas malas encaminhadas por um sofisticado sistema de handling projetado e construido pelo BEUMER Group (ver filme).

Paletizadora BEUMER paletpac

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Encapuçadora com filme estirável para proteção e estabilização das paletes

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reciclagem

Reciclagem aumenta na Europa A reciclagem de embalagens de plástico na Europa (28+2) atingiu 6,3 milhões de toneladas em 2014, que correspondem a 39,5% do total de resíduos de embalagens gerados nesse ano. A taxa de reciclagem ficou assim bem acima da meta de 22,5% estabelecida na diretiva embalagens. Segundo as estatísticas elaboradas pela EPRO - a Associação Europeia de Organizações de Reciclagem e Valorização de Plásticos, os destinos finais da embalagens de plásticos repartiram-se da seguinte forma:

com outras embalagens leves: Alemanha, Finlândia, Islândia, Itália, Noruega, Portugal, Espanha e Suécia. Noutros países, como a Áustria e o Reino Unido, parte das regiões recolhe todos os plásticos, quanto outras regiões recolhem apenas as embalagens rígidas. A Alemanha, a Finlândia, a Islândia, a Noruega e a Suécia têm sistemas de depósito para a maior parte das garrafas de plástico. A Bélgica, a França e a Suíça apenas recolhem embalagens rígidas mas a França já iniciou a recolha de embalagens flexíveis.

Reciclagem: Valorização Energética: Aterro:

Os países com mais elevadas taxas de valorização energética apresentam taxas de deposição em aterro inferiores a 10%. Na situação oposta estão países que não têm conversão de resíduos plásticos em energia elétrica. De países ainda depositam em aterro mais de 40% dos resíduos de embalagens plásticas. É o caso da Espanha, com 41% em 2014.

39,5% 38,5% 22,0%

A taxa de reciclagem aumentou de 34,7% em 2012 para 39,5% em 2014. À exceção de Malta, todos os países da Europa ficaram acima da meta de 22,5% e 24 países (incluindo Portugal) ficaram acima de 30%. As maiores taxas de reciclagem foram registadas na República Checa (52,1%), Alemanha, Eslovénia, Suécia e Irlanda. Cerca de 64% dos resíduos pós-consumo de embalagens de plástico são gerados nas residências e os restantes 36% são gerados no comércio e indústria. A taxa de reciclagem no fluxo comércio/indústria foi em 2015 de 42,8% (37,6% em 2012), enquanto no setor doméstico passou de 33% (2012) para 37,7%. Alguns países recolhem todos os tipos de embalagens de plástico numa fração separada ou conjuntamente

A taxa de reciclagem de resíduos de embalagens (39,5%) ficou acima da taxa de reciclagem apurada para todos os plásticos - 29,7% em 2014. As aplicações de embalagem representam 40% dos plásticos colocados no mercado, 62% dos resíduos plásticos gerados e 81% dos resíduos plásticos reciclados (6,3 de 7,7 milhões de toneladas). O setor agrícola gerou em 2014 1,4 toneladas de resíduos plásticos pós-consumo, designadamente filmes e outros plásticos não embalagem. O destino final dos plásticos agrícolas foi: 28% para reciclagem, 31,1 para valorização energética e 40,9% para aterro

A caminho do zero aterro No setor industrial, a substituição de materiais virgens por reciclados e o cenário de zero resíduos já não são uma miragem, pelo menos no que respeita a materiais plásticos. A reciclagem deixou praticamente de ser um problema de tecnologia. É, sobretudo um problema de design e de recolha, o que pressupõe a informação e educação das pessoas enquanto profissionais e enquanto cidadãs. As misturas de PE e PP deixaram de ser um problema grave, quer pela evolução das tecnologias de separação (NIR, por exemplo), quer pelas novas possibilidades de Nº 237 setembro-outubro 2016

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reciclagem processamento conjunto dos dois materiais. O PET reciclado encontra hoje destin os finais diversificados e mesmo concorrentes entre si, aumentando a pressão sobre os sistemas de recolha. As taxas de recolha e de reciclage mais elevadas estão associadas a sistemas de depósitos, que em vários países se soprepõem aos esquemas de ecovalores (tipo "ponto verde"). Em 2014, a escama PET (obtida a partir de garrafas usadas) teve como principais destinos a produção de filmes e chapas (34%), a produção de garrafas (quase 30%) e a produção de fibras têxteis (26%), sendo o resto utilizado para produzir cintas plásticas e outros produtos. Tudo depende da evolução dos preços do PET virgem. Em todo o caso, é de prever que a procura de PET leve à recolha de filmes e tabuleiros de PET (termoformados) para produzir novos reciclados. A ideia é reciclar esses materiais, evitando não só a deposição em aterro mas também a própria valorização energética. Também o PVC atinge elevadas taxas de reciclagem, especialmente no setor da construção, que também absorve as principais aplicações de reciclados - tubos e perfis - juntamente com a agricultura e horticultura. Os conceitos de economia circular e de zero aterro são técnica e economicamente, ao contrário do que se pensava há apenas alguns anos. A quantidade enorme de plásticos que ainda são levados para aterro resulta dos erros e atrasos das políticas e sistemas de gestão de resíduos em vários países europeus, da atitude dos cidadãos e da persistência de embalagens que não são projetadas em função da reciclagem. Por isso os recicladores continuam a defender práticas de design "recycling friendly" tais como evitar as combinações de materiais incompatíveis na reciclagem, moderar a pigmentação e as cargas de aditivos, e os compósitos plásticos/não plásticos.

software ZWSoft

Visualizador CAD gratuito

EREMA

Produção direta de pré-formas a partir de escama PET O EREMA Discover Day, exposição privativa da construtora austríaca de equipamentos de reciclagem teve lugar no dia 1 de Junho em Ansfelden, com a presença de mais de 250 clientes e a colaboração da SIPAQ, empresa italiana especializada na produção de pre-formas e garrafas PET. Serviu para mostrar o sistema XTREME RENEW, combinado com o sistema VACUREMA®, para produção direta de préformas a partir de escamas de PET lavadas. A produção direta significa que não há arrefecimento nem pelletização do rPET. O material fundido passa a quente para a injeção de pré formas obtendo-se assim uma significativa economia de energia e uma menor exposição do rPET a degradação térmica. O sistema XTREME RENEW também economiza espaço, CO2 e custo de investimento. As instalações do processo VACUREMA® são atualmente responsáveis pela produção de cerca de 1,3 milhões de toneladas de PET, para produção de pré-formas, chapa para termoformagem, fibras e cintas. O reator MPR® (multipurpose reactor) adaptável às linhas de extrusão permite a descontaminação, secagem, depoeiramento e cristalização do PET recuperado numa só etapa, obtendo PET apto para contacto alimentar ainda antes da extrusão. A produção direta com o XTREME RENEW desloca a etapa final de reciclagem (fusão do material) para o fabricante das préformas que pode ser uma empresa autónoma, um fabricante de garrafas ou mesmo um engarrafador. O sistema XTREME da SIPA permite produzir préformas sujeitando o PET a pressões quatro vezes menores, permitindo melhorar as caraterísticas e reduzir o peso até 10% comparativamente a processos convencionais de injeção.

A ZWSoft (China) disponibiliza um visualizador de ficheiros CAD gratuito. Permite abrir ficheiros DWG, DWF e DWT e gravar em PNG, JPG e PDF. Inclui as funções básicas de visalização de objectos 2D e 3D, zoom, pan e 3D Orbit bem como medição de distância e área. Para obter o visualizador ZWCAD DWG Viewer, clicar no ícone ao lado.

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mercado agentes de limpeza

embalagem alimentar

cartão canelado

soluções de embalagem alimentar e industrial em airpop

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caixas e paletes de madeira

etiquetas e rótulos

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Ă­ndice

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NÂş 237 setembro-outubro 2016

Revipack 237  

revista técnica de embalagem

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