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Cachoeira-Bahia/Julho 2013/Ed. 73

História e atrações da terra capixaba Jornal Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Espírito Santo

uma terra de encantos

Vista do Convento da Penha em Vila Velha -ES para a Terceira Ponte e a capital Vitória

Caminhos de Anchieta A cidade, o múseu e o palácio que levam o nome e a história do padre jesuíta

Vitória, Vila Velha e Guarapari UFES Fábrica de chocolates Convento de Nossa Senhora da Penha Cultura, esporte e lazer


Chega enfim a ultima edição do Jornal Reverso pelo Brasil afora em 2013. Agora você tem a oportunidade de conhecer um pouco sobre nosso estado vizinho, Espírito Santo. Para muitos de nós foi um verdadeiro descobrimento chegar nesses lugares que pouco escutamos falar e conhecer sua história e cultura, que injustamente tem pouca visibilidade no cenário nacional. Seguindo os caminhos dos jesuítas, descobrimos o caminho do mais ilustre deles, o padre José de Anchieta. Passamos pelos locais onde ele catequisou, viveu e faleceu. Um desses lugares é a cidade de Anchieta e o palácio do governo do estado que também leva o seu nome e fica em Vitória. Um verdadeiro patrimônio capixaba. O encontro com a fé se revela no Convento da Penha em Vila Velha. Uma cidades que possui

também movimentação cultural. O lazer fica por conta da tranquilidade na praia da cidade de Guarapari e visita a fábrica de chocolates. Também fizemos uma breve visita a Universidade Federal do Espirito Santo. Até o futebol capixaba nos despertou curiosidade. Enfim, esperamos que o nosso olhar desperte sua atenção sobre esses lugares que merecem ser conhecidos. Foi uma viagem de muito aprendizado e união. Passeios feitos com olhar de turista e mais o de jornalista. O Espirito Santo se revelou um lugar lindo, cheio de histórias e pessoas admiráveis. E a viagem, uma oportunidade de ter uma convivência com os colegas além da correria da vida acadêmica, e viver experiências que sempre poderão ser relembradas e que se encontram a partir de agora eternizadas nesse registro. Boa leitura! Larissa Molina

Jornal Laboratório do Curso de Jornalismo

>>EXPEDIENTE<< Reitor Paulo Gabriel Soledad Nacif Coordenação Editorial J. Péricles Diniz e Robério Marcelo

Centro de Artes Humanidades e Letras (CAHL) Quarteirão Leite Alves, Cachoeira/BA CEP - 44.300-000

Editor e Redator Larissa Molina Repórteres

Larissa Molina, Maeli Souza, Roquinaldo Freitas, Thácio Machado, Laís Sousa e Victor Érik. Editoração Gráfica

Larissa Molina

Fotografia Maeli Souza, Roquinaldo Freitas e Vitor Érik.

Acesse o Reverso Online

INEDITORIAL

Aos 60 anos, uma universidade moderna e pujante

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) nasce em 1954 num contexto político e econômico complexo para o País e o Estado. Naquele ano o Brasil estava mergulhado em grave crise institucional, que se agravou com a trágica morte do presidente da República Getúlio Vargas. O Espírito Santo, particularmente, enfrentava a decadência do café, sua principal atividade econômica e que dava fortes sinais de crise iminente na economia capixaba. É nessa conjuntura que nasce a Universidade do Espírito Santo como instituição estadual de ensino. O plano econômico do governo de então previa criar uma instituição para a formação qualificada de recursos humanos visando atender as demandas de uma futura economia local industrializada. A nova universidade veio reunir, inicialmente, três faculdades isoladas – Direito, Educação Física e Odontologia. O processo de construção de uma instituição superior de ensino, entretanto, não era uma tarefa de fácil execução para um Estado em fase de transição econômica. Em 1961, em seu último ato administrativo, o presidente Juscelino Kubitschek assinou o processo que tornava a Universidade do Espírito Santo em instituição federal. A partir daí a Ufes inicia um vigoroso processo de crescimento, para se tornar a principal instituição de ensino, pesquisa, extensão e assistência do Espírito Santo e uma das mais conceituadas do País. Em 2013, às vésperas de completar

60 anos, a universidade alcança indicadores muito significativos na educação superior e no sistema federal de ensino. Possui quatro campi universitários instalados – dois na Capital, Vitória; um em Alegre, cidade ao Sul do Estado; e em São Mateus, no extremo Norte capixaba, mantendo assim sua sólida abrangência regional. Atualmente a Ufes oferece 94 cursos de graduação presencial com cerca de 18 mil estudantes matriculados; e quatro cursos de graduação na modalidade a distância, com 4,2 mil alunos. Possui 10 centros de ensino contemplando diferentes áreas do conhecimento. Atuam na instituição 1.700 professores e 2.200 servidores técnicos. A Ufes possui programas de pós-graduação em todos os seus centros de ensino, totalizando 49 cursos de mestrado e 19 doutorados. Mais de 400 linhas de pesquisas científicas e tecnológicas foram concluídas em 2012, e outras 800 estão em curso em diferentes áreas do saber. A extensão universitária, por sua vez, atua em diferentes frentes com cerca de 500 projetos e programas, contemplando um contingente de 2 milhões de habitantes. Seu hospital-escola é o Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), a maior instituição pública de saúde do Estado, referência em diversas especialidades e em atendimento de alta complexidade, com 320 leitos, cerca 1 mil profissionais, realizando anualmente cerca de 10 mil internações, 6 mil cirurgias, 1.500 partos, 200 mil consultas, 15 mil atendimentos de urgência e 250 mil exames laboratoriais. O complexo de bibliotecas da Ufes possui 438 mil exemplares e 143 mil títulos e recebe cerca de 50 mil visitas por mês, e mantém equipamentos que são referências para a vida cultural capixaba, como teatro, galerias de arte e pesquisa, cinema, editora, rádio e TV. Esta é, em síntese, a Universidade Federal do Espírito Santo, uma instituição de ensino moderna, em permanente processo de desenvolvimento e pronta para os desafios do futuro.

Reinaldo Centoducatte Reitor da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

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Encontro de comunicadores

EDUCAÇÃO

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Larissa Molina Uma visita breve no campus universitário de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória possibilitou uma troca de experiência bastante interessante. Conhecemos alguns funcionários, alunos e professores. Visitamos os prédios onde funcionam as atividades dos cursos de arquitetura, desenho industrial, comunicação e música. Na área de comunicação a universidade possui três cursos com habilitação em jornalismo, publicidade e propaganda, e audiovisual. Estudantes no final da aula de manhã circulavam pelos corredores que são cheios de intervenções, avisos de eventos científicos, culturais, artísticos, poemas, desenhos. Tudo muito familiar. O CEMUNI V, onde passamos a maior parte do tempo abriga as aulas dos cursos de comunicação e de música. Lá conhecemos colegas universitários de grande estima com as praias da Bahia e com nosso sotaque. Percebemos o quanto somos tão diferentes e parecidos ao mesmo tempo porque passamos pelos mesmos tipos de situações da vida acadêmica. Estávamos em casa.

Bob - O queridinho da Comunicação O prédio de nome curioso foi uma conquista dos estudantes que precisavam de um prédio para realizar atividades práticas. O prédio de multimeios, onde funcionam os estúdios e laboratórios, apelidado de “Bob”, com referência ao personagem de desenho animado. “Ele demorou oito anos pra ser construído e devido as goteiras e as demoras ele sugava todo o dinheiro publico e nunca saia, então todo mundo começou a chamar ele assim”, explicou a estudante de publicidade Isabele Scandian. A aconchegante sala do centro acadêmico de comunicação reunia mais um grupo de estudantes antes das aulas da tarde. Rodrigo Schereder do sétimo período de jornalismo contou sobre o diálogo com o curso de publicidade e a produção de material em jornalismo como o jornal laboratório “No Entanto” e do telejornal de mesmo nome do nosso “Reverso”. “Existe também o programa de rádio Bandeijão 104.7, que é a única participação dos estudantes de comunicação na rádio universitária” informou. Fotos: Roquinaldo Freitas

CARTA AO LEITOR

Laboratório da UFES realiza estudos com hastags do twitter

Estudantes de comunicação da UFRB e UFES trocam experiências A UFES possui a ECOS JR, uma empresa junior de comunicação que existe há 16 anos onde trabalham estudantes dos três cursos com muita dedicação e criatividade. Ela presta serviços diversos de material gráfico e conteúdo, envolvendo atividades de jornalismo, publicidade e audiovisual a menor custo. O diretor de jornalismo Gustavo Ferreira contou que a maioria dos clientes é de iniciativas da própria universidade, mas também outras empresas como barzinhos e restaurantes da badalada e muito falada rua da lama, próximo da universidade. “É uma ótima oportunidade para aprender e funciona como um ótimo treinamento para nós estudantes”,assegurou. O conteúdo produzido pela empresa está disponível no site www.ecosjr. com.br Além da empresa junior, também existem atividades no Observatório da Mídia, Laboratório de Foto e do LABIC – laboratório de Imagem e Cibercultura coordenado pelo professor Fábio Malini. O laboratório reúne estudantes e professores de diversas áreas e tem um trabalho engajado em pesquisas na web. O professor explicou que estão voltados para pesquisa, com analises de imagens e dados que são produzidos na internet. “Desde cartografias de protestos a extração, processamento e visualização de dados em redes sociais na internet. A gente pega uma hashtag e vê quem são as pessoas que conversam em torno dela, o que conversa e quando conversa, entre outras coisas.” contou. O projeto realizado no momento é o “Cartografia das controvérsias” que analisa as manifestações que vem acontecendo pelo país. As pesquisas estão disponíveis no site http://labic.net


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O monumento à fé erguido nas montanhas

Victor Erik Maeli Souza

A 80 km de Vitória, a cidade de Anchieta está localizada entre o mar e as montanhas. Com uma população de 23 mil pessoas, a cidade abriga a Matriz de Nossa Senhora da Assunção, onde o padre jesuíta José de Anchieta morou de 1587 até 1597, ano de sua morte. A Igreja que hoje foi transformada em santuário e é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foi construída a partir de 1569 com mão de obra indígena, e ainda hoje é possível ver as paredes originais da igreja. De 1994 a 1997 uma equipe de arqueólogos estiveram no local participando de uma reforma, e encontraram cerca de 105 esqueletos, que acredita-se ser de padres e fidalgos que moravam na região, pois era comum enterrar mortos nas igrejas. Anexo a Matriz está o Museu Padre Anchieta, com várias salas contendo peças raríssimas do tempo do Brasil colônia. Numa delas stão guardadas algumas obras dedicadas ao padre Anchieta, que era um excelente letrista, dramaturgo, poeta e usava desses recursos para catequizar os índios. Há lendas envolvendo seus poemas, dizem que ele escrevia nas

areias da praia e as ondas não apagavam. Ficavam durante muito tempo. Outra lenda atribuída a ele era que ele domava as feras, sendo apelidado de “novo Adão”. Certamente por isso ele veio ao Brasil para domar os índios, tido como feras. Em outra sala encontram-se guardadas vestes usadas nos serviços religiosos, que tem cerca de um século. São todas trabalhadas a mão, e percebe-se a qualidade dos trabalhos e dos tecidos usados. Além da qualidade do material, as roupas tiveram um tratamento químico para que a durabilidade fosse maior. Lá também está guardada a réplica do sudário de Verônica, usado em celebrações da semana santa. Ele é diferente do Santo Sudário, o tecido que cobriu Jesus quando foi sepultado. O sudário de Verônica foi o tecido usado para enxugar o rosto ensaguentado de Jesus quando ele caiu na Via Crucis. Ela guardou o tecido e levou pra casa, e quando abriu estava o rosto dele impresso. Na verdade o nome dela era Berenice, ficou Verônica por questão de tradução, que é relacionado a verdade. Esse tecido original está no Vaticano, e o Santo Sudário está na cidade de Turim.

Uma sala que também merece atenção é a das imagens, todas no estilo barroco, feitas em madeira e a data é variada, cada uma tem um período. Uma chama a atenção, é a do Senhor dos Passos, pela riqueza de detalhes nas mãos com a coloração das veias meio azulado, as veias altas do pé, mostrando o esforço que ele faz ao andar. Infelizmente não é permitido fotografar, isso é uma forma de preservar as imagens dos flashes das câmaras e da má divulgação, que pode resultar em roubo. A igreja também foi reformada pelo IPHAN entre 19941997. Nela foi o painel do altar foi removido, e por trás dele encontrada uma pintura, que é uma réplica de azulejos português. Naquele período os azulejos eram caros e os jesuítas não tinham recursos, então eram pintados como se fossem de verdade. O altar é do século XVII, o original é de pedra e está coberto. Durante a reforma também foram recolhidos das paredes 30 esqueletos e próximo ao altar foi feito um túmulo simbólico em homenagem aos mortos encontrados lá.

De todo o edifício, o lugar que mais se destaca é o quarto onde o padre Anchieta descansava e escrevia seus poemas e rezava, e onde está guardado um pedaço do osso de sua tíbia. Há quem diga que o quarto possui uma áurea especial, e quem fizer um pedido lá dentro certamente alcançará a graça. Há uma década andarilhos retomaram os caminhos feitos por Anchieta, e desde então o circuito de 105 km divididos em 4 dias, é feito geralmente no feriado de Corpus Christie. O roteiro começa em Vitória, passando pela Barra do Jacu em Vila Velha, depois segue até Setiba e Maípe em Guarapari, finalizando em Anchieta. Os Passos de Anchieta, como é chamado o circuito, é uma rota histórica, cultural e religiosa, que repete os caminhos percorridos pelo padre a cada duas semanas quando ele de Rerigitiba, terra dos índios temiminós, até o colégio de São Tiago, atual palácio Anchieta.

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VITÓRIA

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Música, poesia e cultura na noite Vila-velhense cantar na noite, o trabalho de composição cresceu, lançou CD, e hoje faz shows pelo estado. Outro participante foi o Marconi Albuquerque Machado, que é funcionário público. Ele disse que adora samba, mas não é músico formado, sabe o suficiente para compor as músicas. Se envolveu no projeto através das redes sociais, e foi muito bem recebido, e diz que se sente até um artista lá. Rui Alves é parceiro da Denise e do Marcos Assis. “É, é sou letrista.”. Diz que é delicioso ouvir Vinícius de Morais, que tem canções de 40, Texto e Fotos

50 anos, e acrescenta que sua intenção é também perpetuar a música. Ele trabalha com o casal há seis anos, e fica emocionado quando ouve as próprias canções. O homenageado da noite foi o Rubinho Lira. Ele é compositor e conta que desde a escola participava de aula de música, e no final do semestre sempre havia recital de poesia e todos precisavam estudar sobre poesia, música, a trajetória dos compositores e a importância deles na cultura. Daí nasceu o gosto. Ele ressalta que há uma multiplicidade de lingua-

Maeli Souza

E lá fomos nós para o bar Armazém da Prainha lá em Vila Velha. Só queríamos jantar e conversar um pouco sobre as visitas que fizemos durante o dia. Mas logo percebemos que algo estava acontecendo e mesmo com a chuva que começava a cair na pracinha, obrigando todos a se acomodar dentro do bar, o som foi aumentando e a música invadiu nossas conversas. Estávamos participando, sem nos darmos conta, do “Segundas Intenções”, um evento cultural que nasceu em 2006 através da iniciativa de Marcos de Assis. Quem nos explicou tudo foi ele, que foi o idealizador do projeto. Ele disse que a idéia não foi dele, apenas trouxe de São Paulo de um clube de compositores e funciona em 17 cidades do país, toda segunda feira com compositores locais. Natural do Rio de Janeiro e quando veio para o Espírito Santo em 2003, ele sentiu falta de um clube funcionando assim. A idéia do é o de colocar em primeiro lugar a amizade, a canção vem em segundo plano. “Não fazemos espetáculo aqui, nós construímos amizades em torno de um

ideal que é a essência da música”, comenta. O convite para que as pessoas interessadas participem, é enviado pelas redes sociais e rádio. O projeto também possui um site bastante difundido e com força de opinião pública, todos que participam do projeto também possuem blogs individuais, e todos produzem material e tudo o que acontece no estado na área de cultura é noticiado. Todos que se apresentam podem cantar até 3 canções na noite, sendo que o dono da noite canta por até 40 minutos, e ele também é o homenageado. Tudo isso é divulgado pelo blog e cada vez aparece mais compositores, que é público alvo. “A nossa meta, é mostrar para o cenário musical brasileiro que aqui tem pessoas que produzem música de qualidade.” diz Marcos. Dentre os participantes, estava Denise Dalmacchio, esposa do Marcos Assis. Ela disse que cantava na noite por prazer e por profissão, pois não há nada como fazer uma coisa que se gosta. Baiana de Salvador, mudou para o ES faz 11 anos. Não trabalhava com música, mas com arquitetura. Quando mudou começou a

Rui Alves, Denise Dalmacchio, Marcos de Assis, Etti Baganucci gens musicais no projeto, e ele é fundamental, pois apesar de ser um pequeno movimento que acontece, pode sair uma nova geração de MPB daqui, de hiphop, ou de outro gênero musical. Para quem ficou interessado em saber mais sobre o projeto, vale a pena visitar o site do Clube Capixaba de Artes e Cultura (clube-ccac.ning.com). O site atua como uma comunidade que agrega as produções (de texto e música) de seus membros, tem a agenda, colunistas, blogs afiliados, apoiadores e comporta todo o material produzido por todos que se afiliam a comunidade.

Rubinho Lira


6 Fé, imponência e beleza www.ufrb.edu.br/reverso

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Thacio Machado

Oração para o Oitavário de N. S da Penha

Assim começa os louvores do povo capixaba a Nossa Senhora da Penha, padroeira do estado. Do alto do penhasco, a mais 150 metros do nível do mar estar o Convento da Penha, um dos símbolos da fé e da religiosidade dos Capixabas. A subida é longa e íngreme, porém muitos fiéis encaram os mais de 500 metros de estrada inclinada da ‘Ladeira da Penitência’ para mostrar sua devoção a Santa. O acesso foi construído pelos índios na época em que o convento era feito e é uma via exclusiva aos pedestres. A construção do convento começou em 1558, com a chegada de Frei Pedro Palácios a Vila Velha. O frei ordenou a construção de uma capela no penhasco em homenagem a sua santa de devoção. “Reza a lenda que uma fonte brotou no alto do penhasco, logo que a construção

do convento teve início, possibilitando a realização das obras e mesma teria secado logo após o fim das obras”, conta Ronny Carvalho, devoto de Nossa Senhora da Penha. Um dos mais antigos santuários religiosos do Brasil e principal ponto turístico de Vila Velha, o Convento impressiona por sua beleza e imponência. Aberto à visitação todos os dias da semana, inclusive com missas de segunda a sexta-feira, o santuário recebe turistas e fiéis de todo país. Muitos destes levados pela fé vão agradecer a Nossa Senhora as graças alcançadas. Deixam no templo placas fixadas nas paredes como forma de gratidão pelos milagres da Santa, formando um imenso e tocante painel. A Mata- Atlântica rodeia todo o Convento tornando-o muito mais belo. Impressiona turistas e moradores, inclusive, é um dos pontos mais fotografados da cidade, tornando-se pano fundo de muitos ensaios fotográficos. Muitos casais vão ao con-

Fotos: Maeli Souza e Roquinaldo Freitas

“Salve Senhora da Penha, Rainha dos céus e da terra! Mãe Imaculada do Redentor e refúgio dos pecadores, doçura e alívio de todos os nossos sofrimentos, que no monte sagrado da Penha vos dignastes revelar ao vosso servo Frei Pedro Palácios os prodígios de vosso coração de mãe ...”

PALÁCIO ANCHIET A Quatro séculos da história capixaba em um só lugar Texto e Fotos

O convento de Nossa Senhora da Penha em Vila Velha é um dos principais pontos turístiscos do Espírito Santo

Uma das vistas mais famosas do estado

Maeli Souza

O Palácio Anchieta é um dos princiSede do poder executivo do estado pais marcos da memória capixaba e do Espírito Santo, o palácio Anchiepor seus corredores passaram inúta está localizado na entrada da Cimeras personalidades, tanto naciodade Alta, um dos bairros mais annais quanto estrangeiras. Sua história tigos da capital capixaba, em frente confunde-se com a do estado, e coao Porto de Vitória. meçou com a chegada de do jesuíta Datado do século XVI, o palácio iniAfonso Braga que veio à Vila de Sancialmente foi construído por jesuíto Antônio, atual Vitória. Seu objetivo tas para servir de colégio e só a parera catequizar os índios, e para isso tir de 1798 após várias reformas e eles precisavam de uma igreja e assim mudanças em sua estrutura. transque ele chegou construiu uma capela, formou-se em sede do governo e depois um colégio e em seguida uma atualmente abriga séculos e história igreja. Era o início do que mais tarde em seus muitos quartos e salões, viria a ser o palácio Anchieta. contendo um acervo de obras de A estrutura do prédio levou quase arte e mobiliário respeitáveis e predois séculos para ser concluída. ciosos, em seus quase dois mil meAntigo colégio jesuíta, o Palácio Anchieta é a sede do governo capixaba tros quadrados.

Altar do Convento de Nossa Senhora da Penha vento fazer as fotos de seu álbum de casamento, para a noiva Priscila Athayde “esse é um dos lugares mais bonitos do estado, daqui da para pegar toda a terceira ponte. Além disso, tem toda uma relação de fé que combina muito com a gente”, relata.

Salão Dourado exibe o estilo rococó em seus ricos detalhes

O santuário da Penha visto de baixo

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Cenário para muitos ensaios de fotográficos

O nome do palácio é uma homenagem a José de Anchieta, considerado primeiro mestre do Brasil e um dos mais ilustres jesuítas que atuou por lá. Depois que os jesuítas foram expulsos do país por decre-

Salão Verde ou Nobre é cenário de eventos especiais do palácio

to de Portugal, em 1759, o palácio sofreu com abandono e um incêndio em 1796, e somente em 1860, com a visita de D. Pedro II e a imperatriz Dona Tereza Cristina Maria, o palácio foi reformado.

A última reforma aconteceu em 2009, onde foram ressaltados marcas importantes da história do estado, e o palácio foi aberto a visitação, sendo hoje, além de sede do governo estadual é também centro cultural.


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Guarapari das praias, pesca e famílias

Uma visita fantástica: Fábrica de Chocolates Garoto Laís Sousa calças, quem tivesse vestígios de barba ganharia um adereço a mais. Recebemos um equipamento que continha fone e pequeno rádio por onde iríamos ouvir e nos comunicar com a guia. Fizemos a higienização correta das nossas mãos e enfim nossos corações palpitavam o momento da largada. Éramos sete ansiosos integrantes de uma equipe que ganhou

mais dois componentes sulistas. Ao invés do Willy Wonkka, tivemos a companhia da guia Suellen dos Santos, capixaba carismática, que com apenas um ano trabalhando na fábrica, por intermédio de um currículo enviado ao site oficial, respondeu com prazer as perguntas que viriam para Bahia, “de onde vem 90% do nosso cacau, lá de Ilhéus”, ressaltou. Seguimos em fila ladeando o trajeto do chocolate desde que entregue em forma bruta por caminhões nos dutos da entrada. Com 200 mil metros quadrados, a fábrica que completou 84 anos no dia 16 de agosto, é a 5ª maior fábrica do mundo em tamanho e a 1ª em produção. Produz 400 toneladas de chocolate por dia, e a depender da temporada,

como Natal, Páscoa, chega a 600 toneladas. Na Fábrica os Oompa-Loompas deram lugar a inúmeros trabalhadores revezados por três turno de trabalho, “são cerca de 3200 funcionários no total”, disse a guia. Não encontramos árvores, plantas nem gente de chocolate comestível, mas tinham sim cachoeiras, tecnicamente chamados de dutos, com 6 quilômetros - – o que equivale a ida e vinda pela Terceira Ponte (oficialmente Ponte Deputado Darcy Castello de Mendonça) que liga as cidades de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo - para cada produto produzido pela marca naquele espaço. Parada para descanso, era hora da degustação, talvez a mais esperada, segundo Suellen. Tínhamos dez minutos para saborearmos quantos chocolates quisermos e aguentássemos. “Uma coisa é mais do que certa, a vida nunca foi tão doce”. Nos encontramos com outras equipes e guias pelos corredores, nos deliciamos inclusive com os cheiros, driblamos os carrinhos que levavam substâncias, por cada máquina que passávamos podíamos visualizar texturas, cortes, empacotamento. Nos sentimos privilegiados sermos uns dos primeiros a ver a embalagem especial produzida pela Garoto como Patrocinadora oficial da Copa 2014 no Brasil, para seus carros-chefes, o Batom, a Serenata de Amor e o Talento, que até então podiam ser encontrados apenas nos estádios e lojas oficiais da Fábrica.

Fábrica fica na cidade de Vila Velha -ES

Texto e Fotos

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Roquinaldo Freitas

Distante cerca de 51 KM da capital Vitória, Guarapari é o principal ponto de veraneio da população capixaba e uma importante atração turística do Espirito Santo atraindo cerca de 700 mil turistas no verão. O nome Guarapari vem da junção entre as palavras do idioma Tupi e significa “Canal dos Guarás” gûará (guará) e pari (canal de pesca). É justamente o que acontece no agrupamento de praias (dos namorados, das Castanheiras e do Meio) as praias que formam o principal cartão postal da cidade, onde agrupamentos rochosos intercalados por arrecifes formam piscinas naturais e para onde famlias levam os filhos para pescar baiacus em um bucólico cenário de fim de tarde. Guarapari ainda possui locais com areias monazíliticas (radiotivas) como a praia da areia preta, que segundo a sabedoria popular é benéfica para as dores da artrite, artrose e reumatismo, apesar de não haver comprovação cientifica muitos turistas acabam procurando por essas praias e se enterram nas areias visando melhores condições de saúde. Outro ponto de destaque, são os excelentes pontos de mergulho encontrados em toda a costa guarapariense, a água transparente torna Guarapari um dos melhores lugares para mergulhos do Brasil. Inclusive há 10 anos foi afundado o navio Victory B e transformado no maior recife artificial da América Latina, há 12 km do litoral o recife artificial atrai mergulhadores do mundo todo e diversos tipos de cardumes de peixes. A bancária carioca Bianca Arbiarbi Falladon, 47, veraneia sempre no local e conta que muitas pessoas se aproveitam da alta incidência turística e vivem do turismo, elevando o custo de vida na cidade, porém, a alta de preços só permanece no verão. Ela destaca que muitos turistas vem de Minas Gerais e Distrito Federal e que um principal Fotos: Maeli Souza e Roquinaldo Freitas

“Vocês sabiam que chocolate libera endorfina e faz a gente se sentir apaixonado?” – e talvez tenha sido essa paixão, que mesmo antes de ser degustada, fez surgir o desejo de acrescentar na rota de viagem o passeio a Fábrica de Chocolates Garotos. Levantar mais cedo, tomar café da manhã, perguntar a recepcionista do hotel os procedimentos para visitar a Fábrica, voltar ao quarto apressadamente a fim de fazer reparos possíveis para se enquadrar nas exigências previstas e sair correndo sem ter marcado horário para compor o quadro de 300 a 400 visitantes que recebem por dia, sem dúvidas foi uma maratona que concluímos com sucesso. Naquele dia fomos “felizes para sempre” por realizarmos tudo que sonhamos! Chegamos a tempo na Praça Meyerfreund, n 01. Glória em Vila Velha/ES, mas foi o vestuário que decidiu quem seriam os premiados no fantástico passeio. Pela falta de sapatos que cobrisse todo o pé, sobraram quatro de nós. Bilhetes comprados por R$ 13,00, era hora de se preparar na sala de espera. A partir dali nada poderia ser registrado – gravado ou fotografado – nada! Como em toda fábrica de chocolates responsável, “ninguém deve tocar no que não for convidado a tocar, e as instruções devem ser seguidas à risca” – assim, fomos preparados para nosso destino que nos proporcionaria uma hora e trinta minutos de descobertas: Piercings, brincos e quaisquer acessórios foram retirados, guardados ou tapados, recebemos toucas descartáveis, guarda pó, selamos as barras de nossas

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ponto forte da cidade são as belíssimas praias e o apelo turístico mas que Guarapari ainda deixa muito à desejar em relação ao atendimentos dado aos turistas em geral e no alto custo de veraneio. Uma história interessante que ela relatou é a de seu avô que era libanês e se chamava Nagib Arbiarbi, foi segundo ela um dos primeiros moradores de Guarapari. E isso está contado no livro “Guarapari, mais que um sonho lindo”. Ela juntamente com o marido Rodrigo Galvão, engenheiro e mergulhador, proporcionavam naquele momento para os filhos Bento e Antônio um binito contato com a natureza e com um lazer simples. Ao mesmo tempo que nos divertiam e nos faziam se despedir dos capixabas e de suas maravilhosas praias.


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O futebol capixaba Victor Erik

Túlio Maravilha do vilavelhense, disputou a copa america em 1995 com a seleção brasileira

o comerciante Walter Cardoso. O Vilavelhense Futebol Clube ganhou um certo destaque nacional por ter contratado Túlio Maravilha, atacante que fez grande sucesso no futebol nas décadas de 80 e 90 chegando a disputar uma Copa America pela seleção Brasileira. Aos 44 anos Túlio persegue a marca de mil gols, segundo as contas do próprio jogador já são 999 tentos na carreira. Para o taxista Alex Ribeiro se os times do Espírito Santo tem condições de crescer, falta investimento e organização. “Nosso estado tem times grandes, falta eles en-

Diário de Bordo Thacio Machado

Uma população apaixonada pelos times, de outros estados. Como quase todo brasileiro o povo do Espírito Santo também é apaixonado por futebol. Apesar de todo entusiasmo com o esporte, os capixabas não possuem nenhum time de grande expressão no seu estado, como deixa claro o vendedor Eduardo Rodrigues: “O futebol aqui do Espírito Santo não tem muito investimento, os times são fracos e parecem que não querem ser grandes” conta ele, isso que explica o grande número de torcedores para times como o Atlético Mineiro e Flamengo, que são os times com maior torcida no estado. “Aqui é difícil achar alguém que torça pra os times daqui, só o pessoal mais antigo de Vitória mesmo” afirma o engenheiro Carlos Santos. Os principais times do estado são: Vitória Futebol Clube, América FC, Rio Branco AC, Desportiva Ferroviaria e Vilavelhense Futebol Clube. Os clubes disputam o campeonato capixaba e depois fazem alguns amistosos com times locais e de outros estados, já que após o estadual eles não disputam muitos jogos. “Essa coisa de torcer pra os times locais você aprende com seu pai ou com seu tio, mas isso ta se perdendo em Vitória, os times não aparecem, só jogam o estadual e ninguém mais ouve fala, é muito complicado torcer” é o que conta

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CACHOEIRA || BAHIA BAHIA CACHOEIRA Julho 2013 Setembro/Outubro 2011

tenderem isso e se comportarem como grandes, parar com isso de se contentar com o estadual, querer jogar o campeonato brasileiro e jogar pra ganhar, assim vai reconquistar a torcida que anda decepcionada com os times daqui”, desabafa. Os estaduais de 2013 já acabaram, o campeão deste ano foi a Desportiva Ferroviária. Resta agora para os clubes do Espírito Santo, fazerem um bom planejamento para 2014, para disputar campeonatos importantes e trazer novamente pro seu lado a apaixonada torcida capixaba.

Saímos de Porto Seguro em direção ao Sul, para sair da boa terra e mergulhar na cultura Capixaba. Às 15 horas e 30 minutos do quarto dia de viagem atravessamos a fronteira da Bahia e entramos no estado do Espírito Santo. A estrada sinuosa deixou a viagem ainda mais longa. Todos já estavam cansados de descansar, já não havia mais o que conversar, só existia a vontade de descer da nave (vulgo ônibus) sentir a brisa do mar e enfim chegar ao nosso destino. Atrasados, para variar, às 19 horas chegamos a Vitória. Perdemos nossa reserva no hotel, sem lugar para dormir começamos a caça por um lugar para ficar. Com todo seu poder de persuasão, o nosso professor Robério correu a cidade para garantir nossa dormida. Depois de muito correr nos estabelecemos a beira da praia, de banho tomado e com lugar para passar a noite, comer era a próxima necessidade. Na manhã do dia seguinte saímos para explorar os todas as belezas da Capital Capixaba. Pela manhã visitamos o porto de Vitória, que impressiona pelo tamanho e pela quantidade de navios. Ainda pela manhã fomos ao centro histórico, subimos a escadaria de São Diogo (construída na década de 1940) em direção a cidade alta. Nosso primeiro destino na parte alta da cidade foi a Catedral Metropolitana de Vitória, igreja que mistura diversos estilos. Construída no início de século XX impressiona pela beleza dos vitrais. Ainda na cidade alta, fomos caminhando até o Palácio Anchieta, colocamos nossas pantufinhas e mergulhamos na história do Espírito Santo. Em cada sala, em cada quarto era como voltar ao Brasil Colônia. A metade do dia chegou e junto com ele a fome. A praia de manguinhos foi endereço indicado para conhecermos a famosa moqueca Capixaba, e voltamos sem conhecer, por que a opção escolhida foi um belo prato de camarão frito (um manjar dos Deuses). Passamos o resto da tarde a beira mar, a água gelada afastou a vontade de tomar um banho, mas não impediu de lançarmos nosso olhar ao horizonte contemplando a natureza. A segunda noite em Vitória nos reservou belas surpresas. Ficamos sabendo do show de Biquini Cavadão e o melhor, era de graça. Certamente, um show que ficou marcado em nossas vidas. Entre fotos, tequilas e flamejantes a empolgação aumentava (todo mundo pulando e gritando como fãs histéricos). Lá pelas tantas da madrugada era hora de voltar, chamamos um táxi e começou o “Velozes e Furiosos” desafio Vitória. No dia seguinte, ainda sentindo o efeito das tequilas e flamejantes, partimos para a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Conhecemos outros colegas de comunicação, a agência júnior e estruturas da instituição. Atravessamos a terceira ponte fascinados até chegar a Vila Velha. Logo nos dirigimos ao Convento da Penha, que chamava a atenção pela quantidade de noivos sendo fotografados e principalmente pela beleza. Estabelecemos-nos aos pés do convento, e passamos os últimos dias. Na manhã do primeiro dia na “Velha Vila” partimos para a cidade de Anchieta, para conhecer um pouco mais da história do beato. Os pertences, o quarto tudo foi contemplado. Em seguida, Guarapari foi o nosso destino. Em clima de despedida conhecemos a cidade veranista, a beleza de suas praias, a feira hippie e um desencontro. Baianos perdidos na cidade Capixaba sendo salvos por outro baiano. É ... chegou a hora de ir embora e na bagagem levamos novas amizades, boas histórias e a vontade de reviver todos esses momentos.

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www.ufrb.edu.br/reverso

Mural fotográfico A Pedra do Penedo símbolo da baía de Vitória, é uma montanha-ilha de 136m de altitude. Foi tombada como “Monumento Natural” o que garantiu sua integridade e hoje é patrimônio de todos os capixabas.

A Ponte Deputado Darcy Castello de Mendonça, mais conhecida como Terceira Ponte, é uma das maiores do país e a principal lingação entre as cidades de Vitória e Vila Velha.

Simbolo da cidade de Vitória, a Catedral Metropolitana de Vitória é famosa por seus valiosos vitrais de estilo neogótico. Em seu subsolo estão enterrados restos mortais dos bispos do Estado. Sua construção se iniciou em 1920, mas só foi finalizada em 1970.

O mais antigo tetro do estado, o Theatro Carlos Gomes, abriu suas cortinas pela primeira vez em 1927 e está localizado no Centro de Vitória

Fotos: Maeli Souza e Roquinaldo Freitas

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CACHOEIRA | BAHIA Julho 2013

Varanda da “cela” (nome que se dá ao cômodo de moradia de um religioso) do Padre Anchieta. Nela ele hospedou-se muitas vezes em suas passagens pela localidade, e faleceu em 9 de junho de 1597.

Em meio à Mata Atlântica, a “Ladeira da Penitência é escoha de muitos fiéis que sobem o Convento da Penha em Vila Velha. Uma estrada inclinada, com cerca de 500 metros, O acesso foi construído pelos índios na época em que o convento era feito e é uma via exclusiva aos pedestres.

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