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PAPER


Reestruturação programa Na Vista1 Marina Rabelo e SILVA2 Mafalda Lima Veronez de SOUSA3 Indiara FERREIRA4 Universidade de Uberaba, Minas Gerias, MG

RESUMO A reestruturação do programa de televisão Na Vista surgiu para oferecer mais credibilidade ao produto, a partir do reforço do conteúdo jornalístico. Assuntos diversos, em maior profundidade, apresentam as características e curiosidades de cada município visitado. Pretendemos fidelizar o telespectador.

PALAVRAS CHAVES: Programa na Vista; Reestruturação; Inovar; Credibilidade.

INTRODUÇÃO A nova estrutura tem como intenção a reformulação do programa de televisão Na Vista para que seu conteúdo seja mais criativo e informativo para fidelizar os telespectadores. “O telespectador está disposto a ver bons programas jornalísticos. É preciso editá-los corretamente. Nos Estados Unidos um americano médio vê sete horas diárias de TV. No Brasil não deve ser muito menos. Portanto, público interessado há. É preciso capturá-lo com noticiários competentes, éticos, dinâmicos,interessantes, curiosos, ágeis, bonitos e comprometidos com a verdade. (Barbeiro; Lima, 2002, p.58)”

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Trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social habilitação em Jornalismo, submetido à banca avaliativa no dia 16 de dezembro de 2010 na Universidade de Uberaba, Campus Aeroporto, Uberaba-MG. 2

Aluna estudante do 8º semestre do curso de Comunicação Social habilitação em Jornalismo, da Universidade de Uberaba, e-mail: marinarabelomg@hotmail.com. 3

Aluna estudante do 8º semestre do curso de Comunicação Social habilitação em Jornalismo, da Universidade de Uberaba, e-mail: mafaldaveronez@hotmail.com. 4

Orientadora do trabalho. Professora do Curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba, e-mail: indiara.ferreira@uniube.br.


A versão antiga do Programa Na Vista trazia à tona, de segunda a sexta-feira, em dez minutos diários, abordagens fragmentadas - trabalhando temas como cultura, lazer, culinária - acompanhadas de linguagem leve e descontraída. Paternostro (1999) ensina que o texto de apresentação deve conquistar, seduzir e convidar o telespectador a assistir a reportagem. “Agarrar” é a palavra que autora utiliza para definir esse momento com o telespectador. Para oferecer novo direcionamento e ampliar o entendimento do expectador, o tempo de veiculação foi alterado para meia hora por semana. Temos a intenção de sempre trazer algo mais encorpado, com conteúdo jornalístico aprofundado, com referências econômicas, históricas e culturais, porém sem perder o aspecto do entretenimento. Os autores Barbeiro e Lima (2002), em sua obra, afirmam que o jornalista não domina todos os assuntos que reporta, mas sabe quem pode dar as informações. Este é o nosso foco.

OBJETIVO Mostrar por meio do programa de televisão Na Vista o que cada município tem a oferecer nos segmentos de lazer, cultura, economia, arte, história e turismo, com informação inédita e aprofundada ao telespectador.

JUSTIFICATIVA A reestruturação surgiu para oferecer ao expectador noção das potencialidades de cada município, a partir das reportagens com maior profundidade, apresentando curiosidades e histórias de vida.


DESCRIÇÃO DO PRODUTO A nova estrutura consiste em um programa veiculado uma vez por semana, com duração de 30 minutos divido em três blocos, de sete minutos cada. Estes blocos são divididos em eixos pré-definidos bastante diversificados para que as peculiaridades de cada município possam ganhar evidência. Os outros nove minutos serão reservados para comerciais, vinhetas, abertura e encerramento. A missão do programa é de, no mínimo, dois entrevistados por bloco, podendo estender este número de acordo com o perfil de cada cidade. A passagem de um eixo a outro para a troca do tema será feita com o uso de artes gráficas ou com imagens colhidas no local. A transição de um bloco para o outro será feita com uma chamada da apresentadora sobre o que vai acontecer no próximo bloco. Em paralelo, entram imagens dos bastidores das gravações do bloco seguinte. Assim, o programa pode aproveitar melhor as imagens feitas nos bastidores e que antes não eram utilizadas. O início de cada programa haverá uma pequena abertura com a apresentadora. Logo em seguida, entra um off, com duração de um minuto, coberto por imagens de fotografias antigas e artes gráficas que retratam o lugar a partir de números e curiosidades que entrarão em caracteres. O texto do off será uma espécie de Ficha Técnica, com nome, etimologia (e seu porque), localização geográfica (distância dos centros regionais), número de habitantes, economia, (IDH, PIB). O primeiro bloco, após a apresentação do off, tem um formato de bate papo, mostrando as características e curiosidades de cada cidade. Conta com no mínimo dois entrevistados, mostrando o atrativo principal que a cidade oferece, ou seja, o primeiro bloco vai ao ar exaltando a principal(s) fonte(s) de renda junto às características principais do lugar. Por exemplo: Monte Carmelo – Capital da Telha, Rio de Janeiro – Cidade Maravilhosa, Uberaba – Terra do Zebu. O cenário de cada entrevista será escolhido de acordo com o personagem e ou o eixo. Um bate papo descontraído, de maneira sutil, traz ao telespectador todas as informações sobre o assunto abordado. O bloco foi subdividido em eixos, com a intenção de enriquecer o conteúdo do programa, pois a partir daí temos vasta opção


de abordagens. São eles: economia aliada a histórias de empreendedorismo, pontos históricos e turísticos (patrimônio histórico, belezas e curiosidades). O programa está aberto, caso haja a possibilidade de mesclar os temas deste eixo. No segundo bloco, os assuntos abordados serão cultura e arte, a partir da divulgação dos artistas da cidade. O bloco será composto por uma mix de off e entrevistas. Enquanto o texto será coberto por fotos do passado do artista e imagens recentes dele em ação, as sonoras serão bem detalhadas e bastante explicativas. Os eixos são: manifestações populares, projetos musicais, bandas e/ou músicos, artesanato/pintura, tribos, moda, gastronomia (receitas). A intenção é apresentar a história dos personagens e sua influência como agentes das manifestações culturais existentes. “OFF – É o texto gravado pelo repórter sem que o rosto dele esteja no vídeo. As imagens devem mostrar coisas ou pessoas relacionadas ao assunto abordado. O repórter vai conduzindo a matéria com uma narração que deve ser objetiva e dinâmica. (Prado, 1996, p.28).”

Já o terceiro bloco será um espaço reservado para diversão, um bloco mais leve e descontraído, dedicado ao lazer, saúde e bem estar. A apresentadora terá nas mãos sua hand cam e com espontaneidade encontrará seus entrevistados. O número de entrevistados neste quadro vai variar de acordo com a atividade ou aventura a ser desenvolvida. Os eixos apresentarão as melhores opções para relaxar e se divertir. São eles: esporte, aventura e meio ambiente, relaxamento, qualidade de vida, terapias alternativas, eventos e feiras, festas típicas e populares, eventos à noite. Estes locais serão apresentados consequentemente com o abuso de belas imagens, para que os telespectadores sintam vontade de fazer o mesmo passeio, ou que para quem ainda não conheça aquele determinado local, tenha vontade de conhecer. Ao final de cada programa, a apresentadora chamará para as atrações do próximo programa. Essa chamada será feita da mesma maneira que a troca dos blocos, em paralelo a fala da apresentadora, entram imagens dos bastidores do próximo programa, deixando os telespectadores com um gostinho de quero mais.


MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADOS O primeiro passo foi definir o novo tempo que o programa iria ter no ar. Pelas características das emissoras de televisão da região, que utilizam o sábado como dia para veiculação de programas de entretenimento como as características do Na Vista, pensamos em utilizar meia hora. A partir daí, definimos que os quadros seriam divididos em três blocos diferentes com variação dos 18 temas. O próximo passo foi a escolha da cidade. Para este trabalho, optamos por uma cidade que fosse um lugar charmoso e, ao mesmo tempo, repleto de informações e diversidade de assuntos. Sacramento foi escolhida, pois além de ter sua memória preservada é um município com uma grande diversidade cultural, que permitiria a abordagem dos vários eixos escolhidos. Após a decisão da cidade, teve início a produção do programa. A escolha das fontes foi definida através de pesquisas junto à prefeitura. Foram surgindo as informações necessárias e as diversas fontes com ricas histórias de vida para o programa. Com a produção pronta e a pauta em mãos foram feitas a captação das imagens e as entrevistas durante três dias. As imagens foram decupadas e foi montado o roteiro. Com os offs gravados, deu-se início a edição do programa, a criação das artes e inserção dos caracteres. O programa foi revisado e finalizando para apresentação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS Durante todo o período de trabalho, focamos o telespectador e a cultura regional, como base para o desenvolvimento do roteiro do programa. Observamos também a existência de diversas possibilidades de matérias e cenários, o que nos propõe, a cada episódio, uma nova experiência cultural e uma fidelização do telespectador que sempre procura qualidade e diversidade de assuntos. Com muito mais conteúdo, esperamos que o Programa de Televisão Na Vista consiga atingir telespectadores de todas as idades – jovens, adultos e idosos -


podendo assim contribuir ativamente para o crescimento cultural e social de toda a população.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARBEIRO, Heródoto; Lima, Paulo Rodolfo de. Manual de Telejornalismo. 2º edição. Rio de Janeiro: Campos, 2002. PATERNOSTRO, Vera Íris. O texto na TV: manual de telejornalismo. 2° edição. Rio de Janeiro: Campus, 1999. PRADO, Flavio. Ponto eletrônico. 2º edição. São Paulo: Publisher Brasil, 1996.



Paper Reestruturação do Programa Na Vista