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PAPER

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Entretenimento fora dos grandes centros1 Gustavo Freitas TEIXEIRA2 Fabiana Oliva SILVEIRA3 Universidade de Uberaba, Minas Gerias, MG

RESUMO Entender o que é entretenimento e a importância dos eventos na vida das pessoas. A partir desta compreensão, elaborar um plano de negócios a fim de avaliar a viabilidade de abertura de uma empresa destinada ao mercado do entretenimento em Campina Verde, cidade situada no Triângulo Mineiro, com população estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 19.201 pessoas. Melo Neto (2005), em sua obra, afirma que são os eventos que mobilizam a opinião pública, geram polêmicas, criam fatos, tornam-se acontecimentos, despertam emoções nas pessoas e fazem do entretenimento a nova indústria do terceiro milênio. O autor também ressalta que a mídia não vive sem evento, cidades ganham nova vida com eventos e turistas viajam o mundo para participar de eventos. PALAVRAS-CHAVE: Entretenimento; Empresa; Eventos; Interior; Triângulo Mineiro.

INTRODUÇÃO Quando o assunto é entretenimento, por consequência, uma das primeiras coisas que vem à cabeça é diversão. Mas e o trabalho que isso acarreta? Obviamente não para quem usufrui. O trabalho citado fica por conta de quem proporciona, produz e organiza. Todos os esforços dos que se aventuram nessa indústria do entretenimento são direcionados para que os participantes de seus eventos tenham momentos agradáveis e, talvez, até inesquecíveis. Pois isso é um sinal de que tudo correu bem e dentro do planejado. Um evento mal organizado pode passar a imagem, para quem o patrocina ou dele participa, de uma empresa igualmente mal organizada, produzindo, portanto, efeito contrário ao desejado, vindo a se transformar em propaganda negativa um verdadeiro “gol contra”-, não obstante o montante de tempo, trabalho e gastos envolvidos. (Giacaglia, 2006, p.XII).

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Trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social habilitação em Jornalismo, submetido à banca avaliativa no dia 13 de dezembro de 2010 na Universidade de Uberaba, Campus Aeroporto, Uberaba-MG. 2

Aluno estudante do 8º semestre do curso de Comunicação Social habilitação em Jornalismo, da Universidade de Uberaba, e-mail: gustavoteixeira.comunicador@gmail.com. 3

Orientadora do trabalho. Professora do Curso de Comunicação Social e gestora do Curso Tecnologia em Marketing, da Universidade de Uberaba, e-mail: fabiana.marketing@uniube.br.

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A motivação do empreendimento originou após a percepção de que cidades sem grandes dimensões populacionais, principalmente aquelas onde não há atrativo histórico ou natural e estão afastadas dos grandes centros - prováveis motivos eventos de destaque e com atrações reconhecidas em âmbito nacional ou internacional não aconteçam nessas localidades. O que acarreta além da carência em opções de lazer e diversão para alimentar o bem-estar de públicos com faixas etárias diversas, também o baixo fluxo de turistas. O conhecimento sobre determinado assunto pode ser socializado se aquele que o possui o transferir pessoalmente ou se lhe der publicidade por meio de documentos. A primeira maneira, apesar de identificar o receptor e saber sua extensão de expansão, é extremamente demorada e, portanto, antieconômica para o desejo de universalização do saber. Resta a publicação em artigos e livros, a qual deixa de ser pessoal e passa para a dimensão do impessoal, que, apesar da identificação dos autores, deixa de estar centrado na pessoa que transmite e passa para o documento e seu conteúdo. A extensão de quem, quando e como atinge é desconhecida e certamente, incomensurável. (Cesca, 1997, p.7).

Logo, neste trabalho, além de detalhar a ideia referente à criação de uma empresa de eventos, há também, estrategicamente, a pretensão de analisar o que já foi escrito e pesquisado sobre o assunto. Estrategicamente, porque agregar conhecimentos alheios é uma forma de precaução no trabalho a ser desenvolvido, no sentindo de ter referências sobre os caminhos a seguir, e não, partir do desconhecido. Usando uma frase popularmente conhecida, a intenção é “aprender com os erros dos outros”. Sem pretensões de criar outro jargão popular, mas tomando liberdade para completar o citado: “e evoluir a partir desse conhecimento”.

OBJETIVO Analisar a viabilidade da criação de uma empresa destinada a promover e organizar eventos que proporcionem bem-estar, diversão e lazer de qualidade para a população de Campina Verde-MG.

JUSTIFICATIVA Tendo em vista que ser um público menor - se comparado a regiões metropolitanas – não significa desinteresse na participação de eventos, a instalação de uma empresa destinada a promover opções em entretenimento vem justamente para suprir a demanda que o público dessa localidade também tem em participar de tais

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acontecimentos. A grande vantagem da empresa fica por conta da falta ou pouca concorrência nesse ramo, justamente por ter foco em públicos menores, que, porém também são clientes potenciais.

MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADOS Para este trabalho, o método utilizado será um plano de negócios, tendo como referência o modelo disponibilizado pelo Prêmio Santander Universidades 2010, na categoria Empreendedorismo. O modelo contempla em seu interior aspectos quantitativos e qualitativos, aprendizagens necessárias para a abertura de uma empresa, pois, sua concepção permeia tanto aspectos físicos (espaços e equipamentos,

por

exemplo)

e

obtenções

legais

(documentação),

quanto

embasamentos teóricos, responsáveis por aprimorar a capacidade de planejamento e interpretação de dados e pela boa gestão de pessoas.

DESCRIÇÃO DO PRODUTO Um plano de negócios, no qual se explana a ideia referente à criação de uma empresa de eventos na cidade de Campina Verde-MG. A empresa se chamará Casa Eventos, e oferecerá como produto e/ou serviço um mix de eventos, promovendo momentos culturais, referindo-se a um conjunto que engloba todas as artes; música, teatro, circo, artes plásticas e visuais, em seus vários gêneros e diversificações. Além disso, atrações esportivas nas diversas modalidades, passando também pelo âmbito gastronômico, com temperos e sabores de diferentes cozinhas. Promover momentos de bem-estar - entendendo bem-estar como a satisfação do corpo e do espírito - por meio de eventos variados, de modo a atingir os diversos públicos existentes nessa localidade e atrair novos, é a razão para a existência do negócio. Melo Neto (2005) afirma que são os eventos que mobilizam a opinião pública, geram polêmicas, criam fatos, tornam-se acontecimentos, despertam emoções nas pessoas e fazem do entretenimento a nova indústria do terceiro milênio. O autor também ressalta que a mídia não vive sem evento, cidades ganham nova vida com eventos e turistas viajam o mundo para participar de eventos. Nosso mercado é composto por todas as pessoas que buscam complementar seu bem-estar, por meio de eventos com atrações e formas citadas. Cientes que nossos principais concorrentes são alguns clubes existentes na cidade e a Prefeitura Municipal, que trabalham proporcionando momentos quase sempre seguindo uma

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mesma linha de poucas inovações - inclusive repetindo atrações em um curto espaço de tempo - não atingindo, portanto todos os anseios e expectativas do público. A oferta de nossos produtos e/ou serviços acontecerá em espaços possíveis de aluguel ou permuta existentes na cidade, como salões de festas, parque de exposições e outros que a criatividade ousar transformar em viável para nossas realizações. Investir em divulgação de forma a fomentar a participação do público local e trazer turistas aos eventos, além de ambientes com decorações agradáveis e surpreendentes, aliado a atrações que se justifiquem, serão sempre caminhos em direção ao nosso objetivo maior: promover momentos de bem-estar aos participantes. Uma vez que o produto e/ou serviço na forma exposta é pouco ou inexistente na cidade, sua demanda tem potencial para abranger a maior parte da população e os valores - isso dentro de seu orçamento pessoal ou familiar - que a mesma destinar e desejar consumir com eventos. Será necessário para isso não apenas atrações inovadoras, mas também dirigidas as diversas classes e faixas etárias, sempre alinhadas com publicidade que incite a participação. Importante ressaltar que, além de promover o bem-estar, nossos eventos se tornam geradores de renda para outros setores da comunidade através do consumo de produtos locais pelos turistas. Os principais investimentos giram em torno da realização do mix de eventos, com atrações de interesse público que ultrapassem as fronteiras municipais, estratégias de comunicação para dar visibilidade ao mesmo e, claro, toda estrutura física que o possibilitará. A viabilidade do negócio requer um ciclo anual, período necessário para implantar o mix e analisar o retorno, repercussão e pontos a melhorar de cada um, sempre associado à reflexão e à decisão de continuidade ou não dos mesmos.

CONSIDERAÇÕES Com o plano de negócios, é possível concluir que, se implantadas as políticas de valorização

gradativa

do

produto,

crescimento

em

volume

ofertado

com

planejamento prévio e inovação, além de divulgação maciça - principalmente de forma a fomentar a curiosidade - as chances de a empresa vingar e se estabilizar no período previsto de três anos são bastante convincentes.

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Existe o desejo muito forte por parte do empreendedor de que este não seja apenas mais um projeto vivo apenas enquanto trabalho acadêmico, e sim, imortalizado na realidade empresarial, contribuindo para o desenvolvimento econômico do país, gerando emprego e renda para a população e respeitando o meio ambiente.

REFERÊNCIAS CESCA, Cleusa Gertrude Gimenes. Organização de eventos: manual para planejamento e execução. 7º edição. São Paulo: Summus, 1997. GIACAGLIA, Maria Cecília. Eventos: como criar, estruturar e captar recursos. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2006. IBGE, Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão. Estimativas das Populações Residentes, em 1° de Julho de 2009, Segundo os Municípios. Ibge.gov.br,

2009.

Disponível

em:

<http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2009/POP_2009_TCU .pdf> Acesso em: 23 ago. 2010. MELO NETO, Francisco Paula de. Criatividade em eventos. 4º edição. São Paulo: Contexto, 2005.

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