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VOZ DO ESPORTE PROGRAMA ESPORTIVO PARA O RÁDIO UBERABENSE1 Danilo CRUVINEL2 Celi CAMARGO3 Indiara FERREIRA4 Universidade de Uberaba, MG

RESUMO Este trabalho tem como objetivo noticiar as mais variadas modalidades esportivas praticadas pelos uberabenses. A iniciativa de desenvolver este projeto, de cunho jornalístico com o foco principal no esporte local e regional, deu-se diante da falta de um programa esportivo no rádio uberabense com tais características. O programa Voz do Esporte baseia-se predominantemente na divulgação das modalidades esportivas convencionais e olímpicas com destaque para notícias de Uberaba e região, como também do Brasil e do mundo. PALAVRAS-CHAVE: Radiojornalismo, jornalismo esportivo, esportes, programas de rádio, voz do esporte.

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Projeto Experimental de Conclusão de Curso de Comunicação Social, Habilitação em Jornalismo pela Universidade de Uberaba, na categoria Comunicação e Empreendedorismo. 2 Aluno do 8º semestre de Comunicação Social (Habilitação Jornalismo), da Universidade de Uberaba – Uniube, Uberaba-MG, e-mail: danilocruvinel10@gmail.com. 3 Orientadora do trabalho. Mestre em Educação pela Universidade de Uberaba, e-mail: celi.camargo@uniube.br. 4 Co-orientadora do trabalho. Mestranda em Educação pela Universidade de Uberaba, e-mail: indiara.ferreira@uniube.br.

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1. INTRODUÇÃO A Voz do Esporte é um programa de rádio cuja proposta é compartilhar informações relativas às modalidades esportivas convencionais e olímpicas, com ênfase para notícias de Uberaba e região, mas também nacionais e internacionais. Este trabalho se enquadra na linha de pesquisa “Comunicação e Empreendedorismo”, do curso de Jornalismo, da Universidade de Uberaba e foi desenvolvido na vertente do jornalismo especializado, enfatizando o jornalismo esportivo. O rádio alimenta a imaginação brasileira há quase um século. A primeira transmissão foi realizada em 1919, na cidade de Recife, porém a primeira emissora a ser instalada em solo brasileiro, só ocorreu três anos mais tarde, em 1922, no Rio de Janeiro. Segundo Ferrareto (2000), o jornalismo, o esporte e a prestação de serviço só aparecem de maneira mais destacada no rádio a partir de 1950, quando os espetáculos começaram a migrar para a televisão. Para não perder seu espaço, o rádio abriu as portas para as entrevistas, o esporte, o jornalismo e a prestação de serviço. A consolidação dessa nova filosofia se dá entre 1960 e 1970, quando o Brasil já era, por exemplo, tricampeão mundial no Futebol e bicampeão mundial no Basquete. Com a evidência de esportes coletivos e populares, abriu-se espaço para as coberturas esportivas através do radio jornalismo. Ferrareto (2000) defende que as vitórias nas Copas do Mundo de 1958 e 1962 foram primordiais para impulsionar a cobertura das transmissões esportivas no Brasil, com destaque maior para o futebol. Com as transmissões esportivas no rádio, cada brasileiro podia ouvir de sua casa a transmissão do jogo, lance a lance. De acordo com Borelli (2002), o jornalismo esportivo é uma atividade regional, muito particular, realizada dentro de um contexto maior, o jornalismo como um todo e com a pretensão de cobrir determinados assuntos. De forma geral, pode-se dizer que o esporte ocupa nas mídias um espaço significativo, geralmente se comparado a outras editorias como Economia, Educação ou Política. Esse fenômeno se intensifica, principalmente com a Cultura de massa. (BORELLI 2002, p. 2).

Corroborando com o pensamento de Borelli, o artigo de Ronaldo Helal, “Esporte, Indústria Cultural e Teoria da Comunicação”, ratifica que é importante “perceber como o esporte é também um fenômeno específico de comunicação de massa, proporcionando os mesmos debates e sofrendo os mesmos questionamentos suscitados pelo impacto da mídia na modernidade”. 2


Para Bourdieu (1997), nos últimos anos tanto a televisão, quanto os jornais e as rádios, têm dado “o primeiro lugar, quando não é todo o lugar, às variedades e às notícias esportivas”. O Brasil é pentacampeão mundial de futebol e considerado por muitos como o país deste esporte. Ao longo dos anos, se tornou comum o fato de o futebol dominar os programas esportivos brasileiros, sejam nas rádios, jornais, internet ou TVs. Porém, precisamos levar em consideração que o Brasil será sede das Olimpíadas de 2016 e, ao todo, serão disputadas 38 modalidades esportivas. O futebol estará presente, mas é apenas uma destas modalidades. O programa Voz do Esporte servirá também para que os ouvintes conheçam novos esportes e saibam mais sobre os que eles já conhecem. Pelo que se sabe, atualmente, no Brasil, há apenas uma rádio oficial dedicada ao esporte em tempo total no Brasil, a Estadão/ESPN, de São Paulo. Inaugurada no ano passado, a rádio tem como tema predominante o futebol, mas dá algum destaque para os outros esportes. Em maio de 2011, houve a primeira transmissão da história radiofônica brasileira de um jogo de basquete da NBA (National Basketball Association – Liga Profissional de Basquete dos Estados Unidos). Mas, mesmo assim, ainda fica evidenciado o poder que o futebol tem nas programações de rádios, dominando principalmente os fins de semana. Antunes (2004) defende que o futebol é: Uma dimensão da cultura brasileira construída no dia-a-dia, nas conversas de segunda-feira entre colegas de escola e de trabalho, nos desafios e nas apostas anteriores aos jogos, no reconhecimento do outro, que veste a camisa do clube do coração, um irmão na dor e na alegria. (ANTUNES 2004, p. 17).

Borelli (2002) lembra que por mais que o esporte, principalmente o futebol, dominem as programações das rádios nos fim de semana, o esporte não ocupa apenas o período de duração de jogos, mas “abrange um largo espaço de tempo, que ultrapassa estes limites”. Na internet há sites de jornais, revistas e órgãos especializados que possuem muitos links para assuntos relativos ao esporte, ocupando também um grande espaço na rede mundial. (BORELLI 2002, p. 9).

Uberaba possui dois times profissionais de futebol, o Nacional Futebol Clube, que volta às competições profissionais após três anos e o Uberaba Sport Club, tricampeão da taça Minas Gerais e recém rebaixado no Campeonato Mineiro de 2012. Em outras modalidades não há registros de equipes profissionais na cidade. 3


Após pesquisa feita junto à Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Uberaba, ficou constatado que os cidadãos uberabenses praticam mais de 30 modalidades esportivas diferentes. Entre elas, podemos destacar modalidades não muito conhecidas do grande público, como badminton, futebol de botão, esportes ligados a rodeio, tiro esportivo, triatlhon e rugby. Atualmente, são quatro emissoras de rádio AM na cidade: Difusora, JM, Vitoriosa e Sete Colinas. Todas possuem conteúdos esportivos em suas programações e o assunto principal é o futebol. Além disso, em média, apenas um jornalista formado integra as equipes responsáveis por cobrir o esporte. Faez; Baldocchi; Souza; Castro; Bordon; Whitehead; Stocco (2005) concluem seu estudo afirmando que o jornalismo esportivo “possui equívocos no modo como é apresentado na imprensa regional. A predominância de uma ou duas modalidades representa a deficiência de informações, pois outras modalidades esportivas são excluídas deste processo”. Confirmando tal afirmação, temos a observação de Júnior; Júnior; Oliveira; Neri; Kayser (2009), citando Coelho (2008), que opina dizendo que o mercado privilegia jornalistas que querem atuar na cobertura de eventos de futebol e de automobilismo. Não há ainda foco para desenvolver especialistas nos demais esportes, por isso, ainda há a presença de ex-jogadores nos comentários dos grandes eventos, como Olimpíadas. (JÚNIOR; JÚNIOR; OLIVEIRA; NERI; KAYSER 2009, p. 2-3).

Amaral (1969) afirma que pela própria natureza e finalidade do campo, “o esporte é, sobretudo, entretenimento”. Com tal premissa, Borelli (2002) conclui que “por isso, a seção de esportes, se comparada às demais, ‘goza de bom grau de independência’”. E normalmente, é no esporte que falas variadas e os inúmeros pontos de vista são aceitos e cultuados. O jornalismo tem normas próprias para narrar, expor, transmitir o esporte. Borelli (2002) defende, citando Lustosa (1996) que: Cada editoria apresenta diferentes codificações na formulação do texto da notícia. Isto é, cada seção tematiza, cobre os assuntos de forma diversa. O jornalismo esportivo “utiliza uma série de expressões próprias de cada modalidade esportiva”, por isso esta atividade exige conhecimentos específicos. (BORELLI aput LUSTOSA 2002, p. 4).

Para Lage (2001) o esporte, tanto quanto a política, requer uma cobertura que não pode se chamar “simplesmente noticiosa, pois cada acontecimento pressupõe algo exterior a ele e que lhe dá sentido”.

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Pegando a definição do autor como base, Borelli (2002) conclui que “a cobertura esportiva não deve se limitar a noticiar rankings, resultados e fatores relativos apenas à competição em si, pois o esporte é muito mais que isso”.

2. OBJETIVO GERAL - Noticiar fatos esportivos de diversas modalidades praticadas na região quebrando a hegemonia do futebol no rol de notícias radiofônicas da cidade.

2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Proporcionar ao público uberabense notícias a respeito dos esportes praticados de forma local e regional, com atenção especial para as categorias de base; - Abastecer constantemente as informações dos esportes nacionais e internacionais. Não somente o futebol, mas o maior número possível de modalidades; - Dar espaço a atletas de diferentes modalidades esportivas, informando aos ouvintes características do esporte praticado; - Preencher uma lacuna do rádio jornalismo uberabense, pouco difundida, que é o esporte especializado.

3. JUSTIFICATIVA

A Voz do Esporte tem como linha editorial a divulgação do esporte local e regional, partindo do pré-conceito que a população prefere um programa que informe sobre a situação do esporte local, porém não se esquecendo de noticiar o esporte em âmbito nacional e internacional. O Brasil se prepara para sediar eventos importantes na área esportiva, como é o caso das Olimpíadas. Além de esse programa contribuir para melhorar o conhecimento dos jornalistas que atuam nele, contribuirá também para preparar o público para compreender melhor as diversas modalidades que serão disputadas. Além disso, o novo programa abriria espaço para os outros esportes e não apenas ao futebol. Segundo Coelho (2008), nenhum jornalista esportivo chega à redação de um grande jornal, no nosso caso o rádio, escrevendo apenas sobre futebol, os outros esportes se fazem como diferencial, por isso o novo programa cobriria futsal, handball, basquete, vôlei, natação, atletismo e outros mais. 5


Sem a abertura de espaços para as outras modalidades esportivas, nunca se saberá o que o ouvinte realmente quer ouvir, como defendem Faez; Baldocchi; Souza; Castro; Bordon; Whitehead; Stocco (2005), citando o autor Carcani. Se a mídia não publicar assuntos sobre esportes diferentes, nunca se saberá se o ouvinte tem interesse maior pelo futebol, ou se ele apenas procura o futebol por um comando da mídia, que acaba criando uma novela dos assuntos esportivos: o dia-a-dia dos clubes, treinos e vida pessoal dos jogadores. (FAEZ; BALDOCCHI; SOUZA; CASTRO; BORDON; WHITEHEAD; STOCCO 2005, p. 10-11).

4. METÓDOS E TÉCNICAS UTILIZADOS A metodologia utilizada no projeto se baseou na pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo. Foi necessário pesquisar a existência de projetos parecidos para embasar a criação de um novo programa esportivo para o rádio e autores que pudessem ser citados para sustentar as afirmações quanto à necessidade de um programa que tenha enfoque no esporte especializado. Para conhecer o ambiente esportivo de Uberaba, foi preciso fazer uma pesquisa junto a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Uberaba, para sabermos quais são os esportes praticados pelos uberabenses e quais são os mais procurados pelos praticantes. Houve também a necessidade de pesquisar a realidade do rádio esportivo em Uberaba, para analisarmos os programas existentes na cidade e quais as linhas editorias usadas predominantemente por eles.

4.1. ORGANIZAÇÃO DOS TEMAS O programa Voz do Esporte possui duas edições semanais. Uma aos domingos, às oito e meia da noite, e outra às quintas-feiras, às nove e meia da noite. Para decidir quais modalidades esportivas entrariam no corpo do programa, utilizamos a pesquisa junto a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Uberaba, para averiguar quais esportes são mais praticados pelos uberabenses. Através desse estudo, ficou decidido que as modalidades esportivas apresentadas no programa Voz do Esporte serão: Atletismo (corrida de rua e atletismo de campo), Basquete, Beach Soccer, Corridas, Futebol (Campo e Society), Futsal, Futebol de Botão, Futevôlei, Handball, Lutas (Judô, Karatê, Capoeira, Taekwondo, Jiu Jitsu, Muay Thai, Kung Fu, Boxe e MMA), Vôlei, Bocha, Peteca, Natação, Tênis, Tênis de Mesa, Esportes Ligados a Rodeio (Cavalgada, Tambor, Peão), Ciclismo, Skate, Tiro Esportivo, Badminton, Triathlon, Ginástica Artística e Paradesporto. 6


Decididas as diferentes editorias, elas foram divididas entre as duas edições para manter a proposta de divulgar o maior número de modalidades esportivas. Para a edição de domingo, os esportes escolhidos foram: Futebol, Beach Soccer, Paradesporto, Atletismo, Natação, Tênis, Corridas, Lutas, Skate, Rodeio, Ginástica Artística, Bocha, Futebol de Botão e Triatlhon. Na edição de quinta-feira, os esportes abordados são: Futebol, Paradesporto, Futsal, Vôlei, Basquete, Handball, Peteca, Futevôlei, Ciclismo, Badminton, Rugby, Tênis de Mesa e Tiro Esportivo.

4.2. TRABALHO DE CAMPO Após definir as modalidades que entrarão no programa e dividi-las entre as edições da Voz do Esporte, teve início o período de criação das pautas para as reportagens do programa. Foi feita uma pesquisa de quais modalidades possuíam competições em andamento. Levando em consideração esse detalhe e o número de praticantes na cidade, foram definidos os gêneros jornalísticos de cada modalidade: reportagem, nota, sonora, entrevista no estúdio ou entrevista por telefone. Concluída a escolha dos gêneros, passou-se para o levantamento de informações junto às fontes de cada pauta. Finalizado o processo de apuração, as reportagens foram redigidas.

4.3. SELEÇÃO DAS MATÉRIAS Nesta etapa, com os textos prontos, as correções necessárias foram feitas para deixar as reportagens leves e dinâmicas. Como as reportagens são destinadas a um programa de rádio AM, foi utilizada uma linguagem direta e simples, de fácil entendimento para os ouvintes. Após a correção e edição das reportagens foi montado o roteiro do programa gravado pelos apresentadores com a participação dos comentaristas.

4.4. EDIÇÃO Com a conclusão das gravações, deu-se início à edição do programa. As trilhas utilizadas foram resultados de pesquisa. Na pós-produção e masterização foram trabalhos o áudio da Voz do Esporte buscando uma melhor qualidade para que o programa também se destaque na parte técnica. 7


5. DESCRIÇÃO DO PRODUTO O programa Voz do Esporte possui duas edições semanais de uma hora de duração cada. Uma edição vai ao ar aos domingos, a partir das 20h30, e a outra às quintas-feiras, às 21h30. Os dias e horários do programa foram decididos após um estudo dos concorrentes. Percebeu-se uma carência de informações esportivas nos dias e horários selecionados para o programa Voz do Esporte ir ao ar. O programa, estruturado no formato mesa redonda, contará com a participação de um convidado âncora. São cinco blocos, com dez minutos de duração. Três blocos terão como tema central o esporte local. Um bloco será destinado ao esporte nacional e outro ao esporte internacional. O programa trabalha com a veiculação de matérias produzidas pelos repórteres e com entrevistas ao vivo no estúdio com a participação dos ouvintes e internautas.

5.1. ABORDAGENS A Voz do Esporte trabalha com três tipos de abordagem: Internacional, Nacional e Local. A abordagem local é um dos principais objetivos do programa. Além disso, é importante mostrar que Uberaba e região não vivem apenas de futebol, por isso, dar espaço considerável para o que acontece aqui e em outras cidades do Triângulo Mineiro é relevante. A abordagem local norteia o foco principal das matérias e escolha dos convidados âncoras. Há a divisão entre esporte profissional e amador. Naturalmente o esporte profissional será mais relevante para o programa, porém não podemos esquecer que para se chegar ao profissionalismo, é necessário passar pelas categorias de base e campeonatos amadores. Sendo assim, o esporte amador também receberia destaque especial. Por questões geográficas e estruturais, a forma mais adequada de abordar notícias internacionais será dando destaque apenas para as mais relevantes, como por exemplo, finais de Grand Slam no tênis, Finais da NBA, Futebol Americano e campeonatos de futebol internacional, ou quando algo inesperado e muito importante acontecer. Na abordagem nacional, pelos motivos já citados no item acima, o foco será semelhante à abordagem internacional, porém com mais ênfase e detalhes. Falaremos apenas dos principais esportes, levando em consideração classificação e destaques relevantes ao longo da semana.

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5.2. OS QUADROS Voz do esporte possui seis quadros fixos, porém eles não estão ligados a uma modalidade esportiva ou bloco do programa. Eles podem aparecer em qualquer parte do programa, levando em consideração apenas os fatos esportivos que aconteceram ao longo da semana. O destaque da semana é a apresentação de quem se destacou positivamente na semana. O material será produzido previamente por um repórter e a matéria contará os motivos que fizeram tal atleta ou equipe serem escolhidos como destaque da semana. Mico da semana é o inverso do destaque da semana. Aqui será apresentado quem foi se destacou negativamente. O material também será produzido antecipadamente contando os fatos que levaram o atleta ou equipe a serem escolhidos para o mico da semana. A bomba da semana é o quadro dedicado à declaração mais relevante dada por um alguém ligado ao esporte. Nesse quadro será reproduzida a declaração escolhida como mais relevante e os apresentadores e comentaristas debaterão sobre o tema. O quadro Fala Torcedor é dedicado à participação dos ouvintes e internautas. Neste espaço eles poderão enviar comentários, opiniões e dúvidas sobre qualquer uma das editorias abordadas no programa. O Brasil é o país sede das Olimpíadas de 2016, mas, antes disso, em agosto, temos as Olimpíadas de Londres. Por isso, é justo que tenhamos um quadro para falarmos sobre tal tema. O Minuto Olímpico tem como objetivo principal abordar temas ligados direto as Olimpíadas no campo esportivo e fora dele, como por exemplo, eventos testes, estrutura e curiosidades. Além de ser sede das Olimpíadas, o Brasil também sediará a Copa do Mundo de 2014, sendo assim, o quadro Rumo ao hexa será destinado às notícias ligadas diretamente a Copa do Mundo, como por exemplo, as eliminatórias para o mundial, novidades das seleções, jogadores e as obras relacionadas à realização da Copa do Mundo de 2014.

5.3. O BOLETIM Para preencher uma lacuna na programação das rádios, foi criado também o Minuto Voz do Esporte. Diário, com apenas um minuto de duração e veiculado à uma e meia da tarde, o programa tem como objetivo divulgação das últimas notícias e resultados esportivos. Seriam divulgados os placares dos jogos, atualização das informações a respeito dos 9


jogadores lesionados, contratações e tudo o que envolve o mundo esportivo. É um aperitivo para os programas de quinta-feira e domingo.

6. CONSIDERAÇÕES Chega-se então a conclusão que um programa esportivo de rádio deve ter quatro pontos fundamentais, que são abordados por Carvalho (2010). Em primeiro lugar, a busca por entrevistas exclusivas, para se escapar do jornalismo padronizado, muito praticado atualmente, em que todos têm acesso às mesmas declarações e entrevistas coletivas. Em segundo lugar, a sugestões de pautas sempre serão estimuladas e bem-vindas. [...] Outro ponto que a rádio procuraria constantemente seriam pautas dos demais esportes, para que a divisão de pautas por modalidade dique mais igualitária. É claro que o futebol é o esporte mais popular do Brasil, e isto não seria ignorado. [...] Como terceiro ponto, também seria uma preocupação constantes a busca da produção de informação, e não apenas de retransmissões da mesma. [...] Por último, o princípio fundamental da perseguição da máxima independência possível no jornalismo, com busca da verdade factual e a clara separação entre opinião e informação (CARVALHO 2010, p. 12-13).

Com tal embasamento, o projeto para a criação de um programa esportivo para o rádio busca suprir um espaço praticamente inexistente no radiojornalismo brasileiro e uberabense: um programa que se fala abertamente e de forma igualitária sobre o maior número possível de modalidades esportivas, para contribuir com a população no sentido da divulgação compreensão das atividades desportivas ocorridas em Uberaba e região.

7. BIBLIOGRAFIA AMARAL, Luiz. Técnica de jornal e periódico. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1969. ANTUNES, Fátima Martins Rodrigues Ferreira. “Com brasileiro não há quem possa!” – Futrebol e identidade nacional em José Lins do Rego, Mário Filho e Nelson Rodrigues. São Paulo: Ed. Unesp, 2004. BORELLI, Viviane. O esporte como uma construção específica no campo jornalístico. XXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom – Salvador, 2002. BOURDIEU, Pierre. Sobre a Televisão – a influência do jornalismo e os Jogos Olímpicos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997. CARVALHO, Gustavo Longhi de. Proposta de um novo modelo de programação esportiva em rádio. Texto preparado como trabalho de conclusão de disciplina “Diálogos Radiojornálistiscos”, ECA – USP, São Paulo, 2010. 10


COELHO, Paulo Vinícius. Jornalismo Esportivo. 3. Ed. São Paulo: Contexto, 2008. FAEZ, Ana Paula; BALDOCCHI, Gabriel de barros Castanheira; SOUZA, Iara Bolzan; CASTRO, Larissa Martins de; BORDON, Marcela Melosi; WHITEHEAD, Mariana; STOCCO, Rafael Lemos. A chuteira na Mídia: A predominância do Futebol na Imprensa Campineira. Artigo produto da disciplina Pesquisa Aplicada em Jornalismo, do curso de Jornalismo da PUC – Campinas, 2005. FERRAETTO, Luiz Artur. Rádio: o veículo, a história e a técnica. 2. Ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 2000. JÚNIOR, José Claúdio Ortiz; JÚNIOR, Carlos Emori; OLIVEIRA, Douglas; NERI, Felipe Botion; KAYSER, Willian. Programa Arquibancada – Programa Esportivo da Rádio universitária CESUMAR. X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul – Intercom – Blumenau, 2009. LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record, 2001. LUSTOSA, Elcias. O texto da notícia. Brasília: UNB, 1996.

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Paper tcc voz do esporte danilo cruvinel  

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