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Jornal do Centro de Missões JMC | 05 de agosto de 2013

Quanto resta a fazer na Grande Comissão? John Piper Nós deveríamos ficar pasmos ao ver o quanto é possível de realizar o que resta na tarefa de missões mundiais. Antes que eu explique isso, vamos esclarecer algumas definições. Missões não é o mesmo que evangelismo. Evangelismo é compartilhar o evangelho com qualquer descrente, e esse trabalho nunca será terminado até que Jesus venha. Missões, por outro lado, tem a ver com grupos étnicos, e não apenas pessoas, e o número é finito e relativamente estável — como "toda tribo, língua, povo e nação" em Apocalipse 5:9. Portanto, missões é atravessar uma cultura, aprender um idioma, e plantar uma igreja através da pregação do evangelho no meio de grupos étnicos que não possuem igrejas fortes o suficiente para evangelizar seu grupo. De acordo com o Joshua Project (dados de 16 de Fevereiro) existem 16.598 grupos étnicos no mundo. 7.165 desses são "não-alcançados" (menos de 2% evangélicos). Definindo as coisas de uma forma um pouco diferente, a divisão de pesquisa da Junta de Missões Internacionais da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos estima que são 11.310 grupos étnicos, dos quais 6.405 são não-alcançados e 3.100 são "não-abordados" (nenhum trabalho missionário evangélico para alcançá-los está em andamento). Esse número parece grande pra você? 3.100? Estes são os grupos étnicos que ainda precisam ser buscados e penetrados por um trabalho missionário. O número é, de fato, incrivelmente pequeno comparado aos recursos que temos disponíveis. Considerem estes números da edição de Janeiro de 2013 do Boletim Internacional de Pesquisa Missionária (vol. 37, no. 1): •Existem 44.000 denominações Cristãs no mundo — 14 para cada grupo étnico não-abordado. •Existem 700 milhões de Cristãos evangélicos no mundo — 225.000 para cada grupo étnico nãoabordado. •Existem 4.5 milhões de congregações Cristãs no mundo — 1.451 congregações para cada grupo étnico não-abordado. •Existem 4.900 agências de missões transculturais Cristãs no mundo — 1,5 agências para cada grupo étnico não-abordado. Isso é simplesmente incompreensível. Eu tenho consciência de que a maior parte destes 3.100 grupos étnicos não-abordados estão em lugares e sob regimes políticos que são hostis à presença Cristã. Portanto, não estou dizendo que será fácil alcançá-los. Será muito árduo. Mas se Deus nos concede a paixão e coragem e sabedoria, a tarefa restante não é nem vaga, nem enorme, nem irrealizável. Você se uniria a mim para obedecer o que diz em Mateus 9:38: "Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara"? E então, seja um dos que vai radical e sacrificialmente; ou um dos que envia, radical e sacrificialmente. Jesus tem toda autoridade para realizar isto. Ele promete estar conosco até o fim dos tempos enquanto nos mobilizamos para isso. Que expectativa emocionante! Que razão para se viver! Que santa ambição. Fonte: http://pt.desiringgod.org/ traduzido por Isabella Vasconcelos


02 | agosto 2013

Depoimentos de ex-alunos em campos missionários Marcelo e Claudinha

Raimundo Montenegro

“O campo missionário da nossa Família Montenegro é a Albânia, país da conflituosa região dos Bálcãs, o mais pobre do continente europeu e de maioria islâmica, foi dominado por mais de 400 anos pelo Império Otomano; experimentou a mais dura e isolada ditadura comunista na segunda metade do séc XX. Região evangelizada inicialmente pelo apóstolo Paulo, veio ouvir a mensagem evangélica novamente apenas há menos de 30 anos. Sem nenhum Igreja Evangélica de Fé Reformada ainda organizada, a Albânia é o único país dos Bálcãs com algum trabalho missionário da IPB, pela APMT. Seremos a segunda a família a trabalhar lá, com perspectiva de ver edificada uma pioneira Igreja Reformada e Presbiteriana no país; esperamos pela graça divina, após o aprendizado da língua albanesa, cooperarmos com a educação teológica na nação, para tanto damos graças ao Senhor pela sólida formação teológica que recebemos no nosso querido Seminário JMC, ferramenta essencial para uma duradoura e segura contribuição no campo missionário transcultural... Penso que todo seminarista deveria experimentar a realidade de um campo missionário transcultural, ao menos em um trabalho de férias; e considerar, diante de Deus, o ministério missionário transcultural, em busca de ver a glória de Deus sendo proclamada e reconhecida entre as nações!” Dráusio Gonçalves

1997-2000 e 1997-2001. "Antes de iniciarmos os nossos estudos teológicos no JMC, eramos missionários em treinamento pela OM (Operação Mobilização). Servimos no Peru e Equador por apenas seis meses. Tempo suficiente para percebermos que as aulas de Escola Dominical não nos havia munido com o ferramental necessário a ser usado no campo missionário. O JMC, que nem sequer sabíamos da sua existência, foi a instituição usada por Deus para colocar em nossas mãos as ferramentas que utilizamos no campo missionário até hoje. Para ser um bom missionário transcultural é preciso estar disposto a se envolver em atividades multidisciplinares. Linguística, antropologia missionárias e missiologia são fundamentais. No entanto, tudo isso precisa ser utilizado tendo como ponto de partida uma sólida teologia com pressupostos bíblicos. Louvamos a Deus pela existência do JMC e por todos aqueles que Deus tem usado para colocar na mão de cada um de nós que por aqui passamos, as preciosas ferramentas para servirmos melhor ao Senhor da Seara."

Amós Cavalcanti "Olá, meu nome é Amós Cavalcanti e eu me formei no JMC em 2007. Fui ordenado em dezembro do mesmo ano e já em janeiro de 2008 fui trabalhar um um projeto de revitalização no Chile, na cidade litorânea de Viña del Mar- Chile. É uma igreja de mais de 100 anos e que nunca teve um pastor de tempo integral antes e que contava com um grupo de apenas 30 pessoas. A formação no JMC foi fundamental para que eu pudesse servir com qualidade na igreja e nas demais instancias da Igreja Presbiteriana do Chile”

“O que eu tenho a dizer sobre o JMC é que essa instituição foi essencial na minha formação teológica e tem me ajudado no campo até hoje. Minha "vida" no JMC começou em 1985 e foi até 2007 quando vim para a Escócia. Quase 23 anos como aluno da graduação, pós-graduação (na época o Centro de Pos-Graduação Andrew Jumper funcionava no JMC) e como coordenador da biblioteca - quando comecei a biblioteca tinha 3800 livros e quando saí havia mais de 30 mil. Nesse período os diretores com quem estudei e trabalhei foram os Reverendos Ivan Ross, Ludgero Machado, Folton Nogueira, Paulo Fontes e Ageu. E o diretor do Centro era o Rev Heber Campos. Lembro com carinho e saudade desses homens e de mestres como o Folton, João Alves, Claudio Marra, Alceu, Van Gronigen, e Fred Klooster. Vivendo já há seis anos na Escócia me sinto privilegiado de ter feito parte da Igreja Presbiteriana do Brasil, pelos amigos, colegas, mestres e ovelhas, pelo que aprendi com eles e por ter vivido nessa casa de profetas.”


agosto 2013 | 03

A Reforma e a Obra Missionária Rev. Dr. Alderi S. Matos

Há um bom tempo muitos missiólogos e historiadores da igreja vêm afirmando que os reformadores protestantes não se interessaram por missões. Tais autores dizem que uma das razões para isso seria a teologia dos reformadores, principalmente a crença na predestinação. Outro argumento é o de que, na época da Reforma, entendia-se que a Grande Comissão teria sido confiada especificamente aos apóstolos, e não às futuras gerações de cristãos. A análise serena e objetiva das evidências aponta numa outra direção. A Reforma Protestante se interessou, sim – e muito – por missões. O que acontece é que, dadas as circunstâncias da época, os reformadores e seus simpatizantes não tiveram a oportunidade de se envolver com missões mundiais, isto é, missões entre povos pagãos de outros continentes. No século 16, a maior prioridade era consolidar o movimento protestante, que enfrentava tremendas dificuldades e forte oposição na Europa. Mas o fato é que, apesar de todas as guerras e intolerância então existentes, os reformadores lideraram um grande esforço missionário no seu próprio continente, no sentido de expandir a fé evangélica em diferentes países. Um bom exemplo é o que ocorreu na França, onde, a partir da década de 1550, houve um vigoroso trabalho missionário que resultou no surgimento de centenas de igrejas de convicção reformada. O Dr. Fred Kloster observou: “A atividade missionária que emanou de Genebra sob a inspiração de Calvino teve proporções monumentais. Foi talvez o maior projeto de missões nacionais já observado na história desde a época dos apóstolos”. Mesmo no que se refere a missões mundiais, houve uma pequena mas significativa tentativa no século 16, ainda em conexão com o reformador de Genebra. Como muitos sabem, em março de 1557 chegou à baía de Guanabara um pequeno contingente de huguenotes (reformados franceses), liderados por dois pastores. O pequeno grupo tinha sido enviado por Calvino e pela igreja de Genebra com os objetivos de fundar uma igreja entre os colonos europeus e evangelizar os indígenas da região. Por várias razões, esse projeto não chegou a bom termo, mas ficou registrado nos anais missionários como a primeira tentativa protestante no campo das missões mundiais. Enfim, foi rica a contribuição dos reformadores, não só suíços, mas de outros países, para a causa das missões. Eles estavam lançando os fundamentos do vigoroso movimento missionário protestante que teria início nos séculos seguintes. Como disse Calvino em seu comentário de Isaías: “É nosso dever proclamar a bondade de Deus a todas as nações... a obra é tal que não deve ser ocultada em um canto, mas proclamada em toda parte”. Exclusivo para o Jornal do Centro de Missões

Participe das programações do Centro de Missões durante o semestre!

Seja um pastor que investe nos vocacionados para missões!

Diretoria Centro de Missões JMC Professor responsável Rev. Gildário Reis Presidente André Filipe Noronha Silva Vice-presidente Paolla Reis Secretário Carlos Júnior Piazzarolli Tesoureira Eliane Machado Secretário Executivo Saulo Savier


04 | agosto 2013

A EVANGELIZAÇÃO NA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

Agência Presbiteriana de Evangelização e Comunicação A APECOM, é o órgão oficial da IPB que une dois ministérios, por definição, inseparáveis. A evangelização e a comunicação.

Agência Presbiteriana de Missões Transculturais

Mais informações: http://www.ipb.org.br/application/Index/apecom E-mail: apecom@ipb.org.br

A APMT é uma agência que visa a implantação de Deus e a propagação da fé cristã reformada. Sua missão é fundar igrejas por todo o mundo e em todas as etnias e culturas, seguindo a doutrina da IPB e focalizando a fidelidade à Palavra da Bíblia. mais informações: http://www.ipb.org.br/application/Index/apmt Site: apmt.org.br Plano Missionário Cooperativo - PMC

A Junta de Missões Nacionais da IPB, desde 1940, tem como objetivo alcançar o país com o Evangelho de Cristo e plantar novas igrejas presbiterianas em território nacional. Atualmente, são mantidos pela JMN 188 missionários em 185 campos. Sendo 50 missionários exclusivos da JMN IPB e 138 em parcerias. Os resultados colhidos por esse trabalho são bastante significativos. A JMN inicia trabalhos evangelísticos e planta novas igrejas em cidades em que os presbitérios e igrejas locais da IPB encontram dificuldades para abrir uma igreja. Outra preocupação da JMN se resume em formar parcerias com os presbitérios e igrejas locais, analisando os dados sociais e econômicos da região para assim iniciar o trabalho de evangelização e plantação de novas igrejas.

O PMC é uma Comissão permanente do Supremo Concilio da Igreja Presbiteriana do Brasil e tem por finalidade firmar parcerias com Igrejas e Presbitérios para o plantio e para a revitalização de Igrejas. Desde 1997, o PMC desenvolveu mais de 400 projetos em todo o Brasil e atualmente possui 109 projetos ativos. O PMC é constituído de 05 membros titulares eleitos pelo SC/IPB ou por sua Comissão Executiva para um mandato de 04 anos podendo ser reconduzidos apenas uma única vez. O órgão é administrado por um Executivo que cumpre as funções regimentais recebendo e analisando projetos, estabelecendo contatos com concílios buscando a mobilização de regiões para o cumprimento das funções precípuas do PMC; alem de suas funções regimentais desde 2008, o Executivo do PMC exerce a função de Coordenador dos Projetos Missionários do Rio Grande do Sul, incentivando e mobilizando a IPB para a consolidação das 20 novas Igrejas que estão sendo plantadas naquele Estado.

Mais informações http://www.ipb.org.br/application/Index/national Site : www.jmnipb.org.br E-mail : jmnipb@terra.com.br

Mais informações: http://www.ipb.org.br/application/Index/ missionaryplan Email: pmc@ipb.org.br

Junta de Missões Nacionais - JMN


Jornal do Centro de Missões JMC