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Revista Dental Press de

Periodontia e Implantologia

Rev Dental Press Periodontia Implantol. 2010 jul-set;4(3):1-112

ISSN 1980-2269


Sumário

volume 4, número 3, jul./ago./set. 2010

ExplicaçõES E aplicaçõES Anquilose e Reabsorção Dentária por Substituição não atrapalham a osseointegração dos implantes Alberto Consolaro, Alexandre Vieira Fernandes, Renata Bianco Consolaro

29

EntrEviSta

pErguntE a um ExpErt

Waldemar Daudt Polido

Qual a melhor maneira de remover um bloco

12

ósseo para enxerto? Gojko Cvijic

38


caSO clínicO Tratamento interdisciplinar auxiliado pela proporção dourada Weider de Oliveira Silva, Vitório Costa

45 rEviSÃO DE litEratura Fatores que influenciam no sucesso ou falha de implantes dentários Geraldo Roberto Martins Matos

63

artigO inéDitO Protocolo inferior com carga imediata: procedimentos previsíveis sem complexidade Glauco Rangel Zanetti, Liliane Scheidegger da Silva Zanetti, Marcelo Massaroni Peçanha, Fausto Frizzera Borges Filho, Gabriela Cassaro de Castro, Natália Marreco Weigert

80 artigO inéDitO Impacto da terapia mecânica não cirúrgica

caSO SElEciOnaDO

na atividade de elastase e volume do fluido

Tomografia computadorizada volumétrica

gengival em indivíduos com periodontites

de feixe cônico como método imaginológico

crônica e agressiva generalizadas

auxiliar no diagnóstico de anquilose dentá-

Karina Bezerra Lomba Schittine, Bruno Rescala,

ria: relato de caso clínico

Wilson Rosalem, Ricardo Guimarães Fischer,

Kelly Regina Micheletti, Gustavo Faria Cerqueira,

Carlos Marcelo da Silva Figueredo, Anders

Laurindo Zanco Furquim, Liogi Iwaki Filho,

Gustafsson, Ricardo Teles

Lilian Cristina Vessoni Iwaki

54

71

rEviSÃO DE litEratura Doença periodontal, seus sinais e sequelas: limitações para o tratamento com implantes osseointegrados? Virna Luci Cangussú, Viviane Rabelo, André Carlos de Freitas, Robson G. Mendonça, Sérgio Wendell, Luis Rogério Duarte

93


EDITORES Carlos Eduardo Francischone - FOB-USP/Bauru, USC/Bauru Maurício Guimarães Araújo - UEM/PR

Diretora Teresa R. D'Aurea Furquim aNaLiSta Da iNForMaÇÃo Carlos Alexandre Venancio

EDITORAS ASSISTENTES Carina Gisele Costa Bispo - UEM/PR Flávia Matarazzo - UEM/PR Flávia Sukekava - FO/USP

ProDUtor eDitoriaL Júnior Bianchi ProDUÇÃo GráFica e eLetrôNica Andrés Sebastián Diego Ricardo Pinaffo Fernando Truculo Evangelista Gildásio Oliveira Reis Júnior Tatiane Comochena

PUBLISHER Laurindo Z. Furquim - UEM/PR CONSULTORES INTERNACIONAIS Jean-Paul Martinet - Universidade de Buenos Aires Jorge Luis Garcia - Argentina José Valdívia - Chile Juan Carlos Abarno - Uruguai Luiz Meirelles - Universidade de GBG (Göteborg) Paulo Maló - Portugal

iNterNet Carlos Eduardo de Lima Saugo BaNco De DaDoS Adriana Azevedo Vasconcelos Soraia Pelloi DePartaMeNto De cUrSoS e eVeNtoS Ana Claudia da Silva Rachel Furquim Scattolin

CONSULTORES NACIONAIS Angelo Menuci Neto - ABO/RS César Augusto Magalhães Benfatti - UFSC/SC Eduardo Feres - UFRJ/RJ Elaine Cristina Escobar Gebara - FMU/SP Francisco A. Mollo Jr. - UNESP-Araraquara/SP Giuseppe Alexandre Romito - FUNDECTO - USP/SP Hugo Nary Filho - USC/SP João Garcez Filho - Clínica particular - Aracaju/SE José Cícero Dinato - UFRGS/RS Luis Antonio Salata - FORP - USP/SP Luis Lima - USP/SP Marco Antonio Bottino - UNESP-São José dos Campos/SP Mario Groisman - UNIGRANRIO/RJ Marly Kimie Sonohara Gonzales - UEM/PR Paulo Martins Ferreira - USP - Bauru/SP Ricardo de Souza Magini - UFSC/SC Ricardo Fisher - UERJ/RJ Ronaldo de Barcelos Santana - UFF/RJ Sidney Kina - Clínica particular - Maringá/PR

DePartaMeNto coMerciaL Roseneide Martins SUBMiSSÃo De artiGoS Roberta Baltazar de Oliveira BiBLioteca Marisa Helena Brito NorMaLiZaÇÃo Marlene G. Curty reViSÃo Ronis Furquim Siqueira DePartaMeNto FiNaNceiro Roseli Martins Márcia Cristina Plonkóski Maranha Secretaria Ana Claudia Reis Limonta

A revista Dental Press de Periodontia e implantologia (ISSN 19802269) é uma publicação trimestral (quatro edições por ano) da Dental Press Ensino e Pesquisa Ltda. - Av. Euclides da Cunha, 1.718 - Zona 5 CEP 87.015-180 - Maringá/PR - Brasil. Todas as matérias publicadas são de exclusiva responsabilidade de seus autores. As opiniões nelas manifestadas não correspondem, necessariamente, às opiniões da Revista. Os serviços de propaganda são de responsabilidade dos anunciantes. Assinaturas: dental@dentalpress.com.br ou pelo fone/fax: (44) 3031-9818.

Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) Revista Dental Press de Periodontia e Implantologia / Dental Press International. -v. 1, n. 1 (jan./fev./mar.) (2007) – . -- Maringá : Dental Press International, 2007-

INDEXAÇÃO:

Trimestral.

Revista Dental Press de Periodontia e Implantologia

ISSN 1980-2269. 1. Periodontia. Implantologia (Odontologia) – Periódicos I. Dental Press International. II. Título. CDD. 617.643005

é indexada pela BIREME, na base BBO - 2007.


Editorial Editores

Prof. Dr. Carlos Eduardo Francischone

Prof. Dr. Maurício Guimarães Araújo

InSPIRAção

Este ano, entre os dias 23 e 25 de setembro, o Brasil sediará o ITI Brasil Congress, em Campinas/SP. As atividades serão regidas por ministradores estrangeiros e brasileiros que discutirão, de forma consistente, os tópicos mais relevantes questionados na Implantodontia contemporânea. Muitos dos inspiradores palestrantes já publicaram artigos ou foram entrevistados nas páginas desta Revista, entre eles, Niklaus Lang e Lisa Mayfield. Nesta edição, Dr. Waldemar Daudt Polido é o nosso entrevistado, e os Drs. Alberto Consolaro, Alexandre Fernandes e Renata Bianco avaliam se a “Anquilose e a Reabsorção Dentária por Substituição” atrapalham ou não a osseointegração dos implantes. Gojko Cvijic, na seção Pergunte a um Expert, nos indica “Qual a melhor maneira de remover um bloco ósseo para enxerto”, tendo como prerrogativas o tratamento menos traumático possível e a obtenção de resultados estéticos aperfeiçoados. Temos um relato de caso clínico que empregou a chamada “Proporção Dourada”, dos autores Weider O. Silva e Vitório Costa. Um artigo de destaque é o “Tomografia computadorizada volumétrica de feixe cônico como método imaginológico auxiliar no diagnóstico de anquilose dentária: relato de caso clínico”, de Kelly Michelletti e colaboradores, que apresentam as inovações da CBCT para diagnósticos ou mesmo na confirmação de processos. O sucesso e o fracasso de implantes dentários foi abordado por Geraldo Matos, a partir de uma revisão de literatura. Karina Lomba Schittine e colaboradores avaliam o impacto do tratamento periodontal não cirúrgico sobre a atividade de elastase e o volume de fluido gengival nos pacientes portadores de periodontites crônica e agressiva generalizadas. O tema “Protocolo inferior com carga imediata: procedimentos previsíveis sem complexidade” nos é apresentado por Glauco Rangel Zanetti e colaboradores. A nossa especialidade e os nossos amigos nos inspiram para que não nos contentemos com pouco e procuremos ir mais longe – como esta revista. Boa leitura e nos vemos em breve.

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5


3o ITI Brazil Congress

Palestrantes internacionais Participe do concurso

Fórum Clínico e Científico

Informações sobre: Inscrição e programação - www.itibrazilcongress2010.com.br Inscrição e promoção - tel.:

(11) 5504-6613 (seg. à sex. das 10h às 16h)

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Entrevista

Entrevista

Waldemar Daudt Polido

Dr. Waldemar Daudt Polido, nascido em Porto Alegre (RS), é formado em Odontologia pela PUCRS (1981-1984), com Mestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela PUCRS (1985-1987). De 1988 a 1991 realizou residência em Cirurgia Bucomaxilofacial na Universidade do Texas, Southwestern Medical Center at Dallas (EUA). É Doutor em Odontologia, na Área de Cirurgia Bucomaxilofacial pela PUCRS (1995-1997). É Fellow do ITI, Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, Fellow da IAOMS, Membro da AAOMS, AO e EAO. Coautor do livro Implantes Osseointegrados, Cirurgia e Prótese, tem publicações nacionais e internacionais relacionadas à Cirurgia Ortognática e à Implantodontia, além de ministrar inúmeros cursos e conferências no Brasil e em outros países. Seus interesses são a reconstrução óssea dos maxilares, a reabilitação de casos complexos na área estética, e as cirurgias ortognáticas. Atualmente, é coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia da ABORSPorto Alegre (desde 1997) e tem clínica particular em Porto Alegre (RS).

12

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Polido WD

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Entrevista

sua especialidade e outra geral. E que busquem, sempre, contato com suas entidades no sentido de que elas melhorem. Vemos colegas que se associam, não participam, e deixam de ser membros. É uma atitude pior do que deixar de torcer pelo seu time se ele não ganhar o campeonato todos os anos. Nossa profissão depende de duas coisas fundamentais: atualização constante e uma boa rede de contatos. Acredito que as entidades de classe podem nos proporcionar isso de forma muito eficiente, e que investiremos bem nosso tempo e dinheiro participando ativamente.

Waldemar Daudt Polido - Graduado em Odontologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1984). - Mestrado em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1987). - Residência em Cirurgia Bucomaxilofacial na Universidade do Texas, Southwestern Medical Center at Dallas, EUA. - Doutorado em Odontologia, área de Cirurgia Bucomaxilofacial, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1997). - Coordenador do curso de Especialização em Implantodontia da ABORS Porto Alegre desde 1997. - Fellow do ITI. - Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial. - Fellow da IAOMS. - Membro da AAOMS, AO e EAO. - Email: cirurgia.implantes@polido.com.br

28

ENTREVISTADOR Angelo Menuci - Mestre em Implantodontia pela USC-Bauru. - Especialista em CTBMF pela PUCRS. - Membro Titular do Colégio Brasileiro de CTBMF. - IAOMS Fellow, EAO Member, ITI Member. - Email: menuci@terra.com.br.

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Explicações e aplicações

anquilose e reabsorção Dentária por Substituição não atrapalham a osseointegração dos implantes Alberto Consolaro, Alexandre Vieira Fernandes, Renata Bianco Consolaro

Existem duas situações, formas ou mecanis-

e os mediadores químicos trazidos por ela

mos para uma reabsorção se instalar em um

não se acumulam mais na área. O estímulo

dente humano1:

inflamatório para manter a reabsorção dentária desaparece e dá lugar à reparação da

1ª SITuAçãO: REABSORçãO DENTáRIA

camada cementoblástica, reinserção de fi-

INfLAMATóRIA

bras colágenas concomitantemente com a

Ocorre quando alguma causa de natureza

neoformação de cemento.

física, química e/ou biológica atua sobre a su-

O prognóstico da reabsorção dentária infla-

perfície radicular e destrói, focal ou difusamen-

matória é bom, desde que identificada a causa

te, a camada de cementoblastos que recobre a

e o processo diagnosticado o mais cedo pos-

raiz por entre as fibras colágenas que se inse-

sível, pois perdas substanciais de estruturas

rem diretamente no cemento.

podem fragilizar irreversivelmente o dente.

Essa mesma causa induz um processo in-

Em muitos casos, a reabsorção dentária in-

flamatório no ligamento periodontal sem que

flamatória está associada à contaminação mi-

ocorra a morte dos fibroblastos, osteoblastos

crobiana da estrutura dentária e tecidos circun-

e clastos, e sem o desaparecimento dos vasos,

jacentes, como ocorre nas lesões periapicais

nervos e outros componentes teciduais, como

crônicas e dentes traumatizados infectados

os restos epiteliais de Malassez. Em outras

secundariamente via periodontal ou pelo ca-

palavras, teremos uma inflamação local do

nal radicular. Nesses casos, o controle da con-

ligamento periodontal com morte quase ex-

taminação pode ser difícil e o processo pode

clusivamente dos cementoblastos da região.

levar à perda do dente. Nessa região, após a

Esse processo patológico passa a ser identifi-

exodontia, talvez permaneçam remanescentes

cado como Reabsorção Dentária Inflamatória.

microbianos que podem, eventualmente, con-

Uma vez identificada a causa e removi-

tribuir para lesões peri-implantares inflamató-

da ou controlada, a inflamação desaparece

rias, inclusive a Lesão Periapical Implantar.

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29


Consolaro A, Fernandes AV, Consolaro RB

mas células que reabsorvem cemento e dentina.

te chamados simplesmente de clastos.

Em 1873, Kolliker descreveu essas células pela

O nome original “osteoclastos” derivou do

primeira vez e as denominou de “osteoclastos”,

grego Οστό = osso e κλαστός = quebra-

não imaginou que no cemento e na dentina elas

do ou desmontado. Rudolf Albert von Kolliker

atuariam da mesma forma. Em função dessa sua

(1817-1905) foi um grande anatomista, histo-

propriedade, esses macrófagos ósseos, mono ou

logista e fisiologista suíço que contribuiu muito

multinucleados, podem ser mais apropriadamen-

para o conhecimento do corpo humano.

Alberto Consolaro • Professor Titular da FOB-USP (Bauru) e da Pósgraduação da FORP-USP (Ribeirão Preto).

REfERêNCIAS

Alexandre Vieira fernandes • Mestre em Estomatologia e Doutor em Cirurgia Bucomaxilofacial – Clínica Privada em Uberlândia/MG. Renata Bianco Consolaro • Doutoranda em Patologia da FOB-USP e Professora de Patologia da FOA-Unesp Araçatuba.

1. Consolaro, A. Reabsorções dentárias nas especialidades clínicas. 2ª ed. Maringá: Dental Press; 2005.

Endereço para correspondência Alberto Consolaro E-mail: consolaro@uol.com.br

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pergunte a um Expert

Qual a melhor maneira de remover um bloco ósseo para enxerto? Gojko Cvijic

intrODuçÃO

do rebordo (7,66mm) e foram instalados os implantes.

No começo dos anos 70 do século passado, a des-

O valor médio da reabsorção óssea foi de 0,36mm, que

coberta revolucionária do fenômeno conhecido como

correspondeu a 7,2% da espessura óssea, logo após a

osseointegração, por Branemark et al. , deu início à

fixação dos blocos no rebordo. Os pesquisadores conclu-

época dos implantes odontológicos. A osseointegração

íram que a colocação do enxerto ósseo em bloco, junto

foi definida como o contato direto entre a superfície

com osso inorgânico, cobertos com membrana de colá-

de titânio do implante e o osso. Um dos pré-requisitos

geno, é uma técnica cirúrgica previsível para aumentar

da osseointegração seria uma adequada quantidade de

horizontalmente o rebordo alveolar.

1

osso . Porém, após a perda dos dentes, ocorre a redu-

Embora, atualmente, existam vários tipos de enxerto

ção da espessura e da altura óssea, que pode afetar o

ósseo, o enxerto autógeno ainda é considerado como

tratamento com implantes3.

gold standard. No caso de se escolher essa opção, a área doadora basicamente depende das necessidades da área receptora e da anatomia local. Como existem muitas variáveis que podem influenciar nessa questão, nesse artigo nós focaremos nas duas principais áreas doadoras intrabucais, comparando o enxerto ósseo em bloco removido da região do ramo mandibular com o enxerto removido do mento.

2

Quando necessário, o enxerto ósseo em bloco autógeno constitui-se em uma técnica cirúrgica cientificamente comprovada, frequentemente utilizada para adequar rebordos alveolares atróficos4,5. Von Arx e Buser6 avaliaram a reabsorção de enxertos ósseos em bloco, cirurgicamente colocados em rebordos alveolares atróficos, em conjunto com um substituto ósseo inorgânico, de origem bovina, cobertos com membrana de colágeno. Nesse estudo, foram tratados

mEtODOlOgia

42 pacientes com enxertos ósseos retirados da região

Enxerto ósseo do ramo mandibular

retromolar ou da sínfise do mento. Antes de fixar os blo-

O bloco de osso removido do ramo mandibular é ba-

cos com parafusos, a espessura do rebordo atrófico foi

sicamente cortical7. Devido à anatomia da região, o bloco

medida com um paquímetro. Após a colocação de cada

pode ter até 30mm de comprimento, 7mm de largura e

enxerto, nova medida da espessura óssea foi realizada.

4mm de espessura. Uma vantagem que o profissional

Os pacientes foram avaliados depois de 3 e 5 meses. O

tem no caso de reconstruções maiores seria a possibili-

valor médio da espessura do rebordo antes do enxerto foi

dade de remover o mesmo volume dos dois lados. Assim,

de 3,06mm e, depois do enxerto, de 8,02mm. Aproxima-

a quantidade óssea removida corresponderia a uma área

damente 5,8 meses após, foi medida a espessura óssea

suficiente para a colocação de até quatro implantes.

38

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Qual a melhor maneira de remover um bloco ósseo para enxerto?

rEFErênciaS 1. Albrektsson T, Branemark PI, Hansson HA, Lindstrom J.

9. McCarthy C, Patel RR, Wragg PF, Brook IM. Dental implants

Osseointegrated titanium implants. Requirements for ensuring

and onlay bone grafts in the anterior maxilla: analysis of

a long lasting direct bone to-implant anchorage in man. Acta

clinical outcome. Int J Oral Maxillofac Implants. 2003 MarApr;18(2):238-41.

Orthop Scand. 1981;52:155-70. 2. Schenk KR, Buser D. Osseointegration: a reality. Periodontology

10. Mazzonetto R. Técnica cirúrgica para remoção de enxertos autógenos intrabucais. In: Mazzonetto R. Reconstruções em

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implantodontia. Protocolo clínico para sucesso e previsibilidade. 1ª ed. Bela Vista: Napoleão Editora; 2009. p. 126-72. 11. Chen ST, Beagle J, Jensen SS, Chiapasco M, Darby I. Consensus. Statements and recommended clinical. Procedures regarding surgical techniques. Int J Oral Maxillofac Implants. 2009;24 Suppl:272-8. 12. Nkenke E, Radespiel-Tröger M, Wiltfang J, Schultze-Mosgau S,

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endosteal implant combined with chin bone onlay graft for

dimensions of interproximal and buccal bone around implants

dental reconstruction in patients with grafted alveolar clefts. Int

for optimal aesthetic outcomes: a systematic review. Clin Oral

J Oral Maxillofac Surg. 1998 Dec;27(6):440-4.

Implants Res. 2009 Sep;20 Suppl 4:134-45.

GOjKO CVIjIC - Graduado na Faculdade de Odontologia, Belgrado, Sérvia. - Mestre em Cirurgia Oral, Sérvia. - Mestre em Prótese, Unicamp. - Doutorando em Prótese, UNICAMP. - ITI fellow. - Coordenador de Residência e Credenciamento em Implantodontia com Sistema Straumann, APCD Jundiaí.

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Endereço para correspondência Gojko Cvijic E-mail: gojko.cvijic@gmail.com

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caso clínico

Tratamento interdisciplinar auxiliado pela proporção dourada Weider de Oliveira SILVA*, Vitório COSTA**

Palavras-chave

Resumo

Proporção dourada. Estética dentária.

Atualmente, os implantes bucais são parte importante na reabilitação oral, sendo que cada vez mais pacientes e profissionais optam por essa modalidade de tratamento. A interdisciplinaridade permite que as diversas áreas da Odontologia, dentro de uma mesma filosofia, trabalhem e alcancem os objetivos desejados. O presente trabalho relata um caso clínico no qual, por meio de um planejamento detalhado e integrado das áreas da Dentística, Prótese e Implantodontia, foi possível reabilitar o paciente, devolvendo função e estética, seguindo a grade de proporção dourada.

Planejamento. Sorriso. Implantes. Enxerto ósseo.

* Especialista em Dentística pela Faculdade de Odontologia do Planalto Central, Brasília/DF. Especialista em Implantodontia pela Associação Brasileira de Odontologia, Brasília/DF. ** Especialista em Prótese pela UFU-MG. Especialista em Implantodontia pela ABO-DF.

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45


Silva WO, Costa V

Interdisciplinary treatment guided by the golden proportion ABSTRACT Currently, oral implants are an important part on oral rehabilitation. Nowadays, more and more patients and professionals opt for this kind of treatment. Interdisciplinarity, guided by the use of a common philosophy, facilitates the achievement of the goals set by the professionals from many areas in dentistry. This article describes a clinical case in which it was possible to rehabilitate the patient and restore function and aesthetics by means of a detailed treatment plan that involved dentistry, prosthesis and implantology, and that followed the golden proportion scale. KEYWORDS: Golden proportion. Dental esthetics. Planning. Smile. Implants. Bone graft.

rEFErênciaS 1. Francischone AC. Prevalência das proporções áurea e estética dos dentes ântero-superiores e respectivos segmentos dentários relacionadas com a largura do sorriso

8. Rufenacht C. Fundamentos de estética. São Paulo: Ed. Santos; 1998. 9. Soares GP, Silva FAP, Lima DANL, Paulillo LAMS, Lovadino JR.

em indivíduos com oclusão normal. [dissertação]. São Paulo

Prevalência da proporção áurea em indivíduos adultos-jovens.

(SP): Universidade de São Paulo; 2005.

Revista Odonto Ciência. 2006 out-dez;21(54). [acesso

2. Levin EI. Dental esthetics and the golden proportion. J Prosthet Dent. 1978 Sep;40(3):244-52. 3. Lombardi RE. The principle of visual perception and their clinical application to denture esthetics. J Prosthet Dent.

em: 2009 set 15]. Disponível em: http://revistaseletronicas. pucrs.br/ojs/index.php/fo/article/viewFile/1201/959. 10. Turano JC, Turano LM. Fundamentos de prótese total. São Paulo: Quintessence; 1998.

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Endereço para correspondência

2006. 6. Melo GFB. Proporção áurea e sua relevância para odontologia estética. Int J Dent. 2008 out-dez;7(4):234-8. 7. Mondelli J. Estética e cosmética em clínica integrada

Weider de Oliveira Silva 710/910 Sul, Ed. Clínico Via Brasil sala 213 CEP: 70.390-108 – Brasília / DF E-mail: weidersilva@hotmail.com

restauradora. São Paulo: Ed. Santos; 2003.

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Caso Selecionado

Tomografia computadorizada volumétrica de feixe cônico como método imaginológico auxiliar no diagnóstico de anquilose dentária: relato de caso clínico Kelly Regina Micheletti, Gustavo Faria Cerqueira, Laurindo Zanco Furquim, Liogi Iwaki Filho, Lilian Cristina Vessoni Iwaki

INTRODuçãO Atualmente, a Odontologia vem se beneficiando com a modernização dos exames imaginológicos, principalmente com o advento da tomografia computadorizada de feixe cônico (Cone Bean Computed Tomography, CBCT)5. Em 1999, Arai et al.3 foram os pioneiros no aprimoramento dessa técnica em Odontologia. Inovações desse exame aumentaram a confibialidade nos diagnósticos e planos de tratamentos odontológicos6,7,16. A CBCT é uma nova técnica de obtenção de imagem da região dentomaxilofacial que proporciona uma visão tridimensional com maior qualidade, menor custo e redução da dose de radiação para o paciente, quando comparada à tomografia computadorizada tradicional3,6,8,12. Existem inúmeras indicações para a utilização da CBCT, por exemplo no diagnóstico dos traumatismos dentoalveolares, patologias dentomaxilofaciais, reabsorções dentárias, anquiloses dentárias e dentes impactados6,15. As tecnologias revolucionárias dos aparelhos de CBCT geram imagens mais claras e precisas, as quais anteriormente eram prejudicadas pela sobreposição de estruturas nas imagens obtidas

54

pelas técnicas radiográficas convencionais2. Assim, melhoram significativamente o acesso às informações necessárias para o diagnóstico. Diversas situações clínicas podem ser detectadas com maior precisão nas imagens tridimensionais, possibilitando avaliar o posicionamento de dentes retidos, o grau de reabsorção radicular de dentes em íntimo contato com caninos retidos, posicionamento das tábuas ósseas vestibular e lingual, mensurar a região de osso atrésico ou com expansão do seio maxilar, avaliar os defeitos e enxertos ósseos, análise quantitativa e qualitativa do osso alveolar para indicação de colocação de mini-implantes 1,4,8,9,13. Em Implantodontia, o diagnóstico por imagem é utilizado na avaliação pré-cirúrgica, no intuito de localizar estruturas anatômicas e identificar processos patológicos nas proximidades do sítio receptor do implante, além de qualificar e quantificar o tecido ósseo regional; e na simulação cirúrgica para instalação de implantes2,10,14. O propósito desse trabalho é apresentar um caso clínico de diagnóstico de anquilose alveolodentária com auxílio da tomografia computadorizada de feixe cônico.

Rev Dental Press Periodontia Implantol. 2010 jul-set;4(3):54-62


Micheletti KR, Cerqueira GF, Furquim LZ, Iwaki L Filho, Iwaki LCV

das tomografias convencionais. Sendo assim, as imagens fornecidas pela CBCT permitem avaliar processos de reabsorção e anquilose dentária. No caso clínico apresentado, a CBCT permitiu avaliar com precisão em que condição se encontrava a superfície radicular do dente em questão. Essa fidelidade das imagens fornecidas pela CBCT foi confirmada após a extração do dente. Ao comparar clinicamente a aparência radicular com as imagens obtidas pela CBCT, ficou comprovado o processo de anquilose, que impossibilitava um possível tracionamento ortodôntico.

CONCLuSãO - A CBCT surgiu para inovar os métodos diagnósticos de imagem, sendo indicada em casos onde não é possível estabelecer o diagnóstico através dos exames convencionais de imagem. - A CBCT, junto ao exame clínico, é necessária para a confirmação de processos patológicos como a anquilose. - Devido à grande sobreposição de imagens na região dos caninos superiores, a CBCT pode ser usada como método auxiliar no diagnóstico, prognóstico e plano de tratamento de patologias radiculares.

Kelly Regina Micheletti • Mestranda em Odontologia Integrada pelo Programa de Mestrado da Universidade Estadual de Maringá.

Liogi Iwaki filho • Professor Doutor do Departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá.

Gustavo faria Cerqueira • Residente em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pelo Programa de Residência do Hospital Universitário Regional Norte do Paraná-UEL.

Lilian Cristina Vessoni Iwaki • Professora Doutora do Departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá.

Laurindo Zanco furquim • Professor Doutor do Departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá.

Rev Dental Press Periodontia Implantol. 2010 jul-set;4(3):54-62

61


Tomografia computadorizada volumétrica de feixe cônico como método imaginológico auxiliar no diagnóstico de anquilose dentária: relato de caso clínico

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Endereço para correspondência Kelly Regina Micheletti Avenida Mandacarú, 1550 CEP: 87.053-240 - Maringá/PR E-mail: kellymicheletti@hotmail.com

62

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revisão de literatura

Fatores que influenciam no sucesso ou falha de implantes dentários Geraldo Roberto Martins MATOS*

Palavras-chave

Resumo

Osseointegração. Implante dentário.

O desenvolvimento de implantes dentários osseointegrados para reabilitação bucal revolucionou as possibilidades para pacientes parcial ou totalmente desdentados, elevando a autoestima dos mesmos por meio da melhora na estética do sorriso. Apesar do sucesso dos implantes, o objetivo deste trabalho foi estudar fatores que influenciam no sucesso ou na falha de implantes dentários, a partir de uma revisão de literatura. O acompanhamento clínico e radiográfico em longo prazo de pacientes submetidos a implantes dentários é necessário, incluindo o retorno periódico para avaliação da higiene bucal e das condições de saúde, pois, assim, a possibilidade de falha pode ser minimizada.

Fatores de risco.

* Especialista em Implantodontia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP), São José do Rio Preto/SP.

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Matos GRM

Factors influencing dental implant success-failure ABSTRACT The development of osseointegrated dental implants for oral rehabilitation has revolutionized the possibilities for partially and completely edentulous patients, rising the self-esteem of these patients by means of the improvement in the aesthetics of the smile. Despite the success of dental implants, the purpose of this work was, by means of a literature review, to study the factors influencing dental implant success-failure. The long-term clinical and radiographic follow-up of patients submitted to dental implant is necessary, including periodic recall for assessment of oral hygiene and patient medical condition, because the possibility of failure can be minimized. KEYWORDS: Osseointegration. Dental implantation. Risk factors.

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Fatores que influenciam no sucesso ou falha de implantes dentários

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Endereço para correspondência Geraldo Roberto Martins Matos Rua Fritz Jacobs 1862 CEP: 15.025-500 – São José do Rio Preto/SP E-mail: geraldo.roberto@terra.com.br

70

Rev Dental Press Periodontia Implantol. 2010 jul-set;4(3):63-70


artigo inédito

Impacto da terapia mecânica não cirúrgica na atividade de elastase e volume do fluido gengival em indivíduos com periodontites crônica e agressiva generalizadas Karina Bezerra Lomba SChITTINE*, Bruno RESCALA**, Wilson ROSALEM**, Ricardo Guimarães fISChER***, Carlos Marcelo da Silva fIGuEREDO****, Anders GuSTAfSSON*****, Ricardo TELES******

Palavras-chave

Resumo

Periodontite crônica. Periodontite

O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do tratamento periodontal não cirúrgico sobre a atividade de elastase e o volume de fluido gengival nos pacientes portadores de periodontites crônica e agressiva generalizadas. Foram avaliados 18 pacientes com periodontite crônica e 11 com periodontite agressiva. Foram utilizados os parâmetros clínicos de avaliação da profundidade de bolsa à sondagem, nível de inserção e sangramento à sondagem. As amostras foram colhidas em cinco sítios mais profundos e em cinco sítios rasos com gengivite de cada paciente, antes e 90 dias após o término do tratamento. A amostra analisada antes e após o tratamento não apresentou diferenças significativas entre os grupos, exceto para a profundidade de bolsa à sondagem nos sítios rasos com gengivite (p = 0,039) e para o sangramento à sondagem (p = 0,021) nos sítios profundos após o tratamento. Após o tratamento, a elastase apresentou uma redução significativa nos sítios profundos, para as periodontites crônica (p = 0,012) e agressiva (p = 0,02). Houve significativa redução do volume de fluido gengival nos pacientes com periodontite crônica e agressiva, nos sítios rasos (p = 0,03 e p = 0,03) e profundos (p < 0,001 e p = 0,003), respectivamente, após o tratamento. Concluindo, os grupos com periodontites crônica e agressiva generalizadas comportaram-se de maneira semelhante frente à terapia mecânica não cirúrgica. Houve uma redução significativa do volume de fluido gengival e da atividade neutrofílica nos sítios profundos, associada a reduções significativas dos indicadores clínicos após o tratamento.

agressiva. Fluido gengival. Elastase neutrofílica.

* Mestre em Periodontia, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). ** Doutor em Periodontia, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). *** Professor doutor titular na Disciplina de Periodontia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e pós-graduação na Lund University, Suécia. **** Professor livre-docente na Disciplina de Periodontia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e pós-graduação no Karolinska Institutet, Suécia. ***** Professor livre-docente na Disciplina de Periodontia do Karolinska Institutet/Suécia e pós-graduação no Karolinska Institutet/Suécia. ****** Professor livre-docente na Disciplina de Periodontia, Forsyth Institute, Boston/EUA; pós-graduação na Harvard School of Dental Medicine, Boston/EUA.

Rev Dental Press Periodontia Implantol. 2010 jul-set;4(3):71-79

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Impacto da terapia mecânica não cirúrgica na atividade de elastase e volume do fluido gengival em indivíduos com periodontites crônica e agressiva generalizadas

Concluindo, os grupos com periodontites

cativa do volume de fluido gengival em todos os

crônica e agressiva generalizadas comportaram-

sítios analisados, e da atividade neutrofílica nos

se de maneira semelhante frente à terapia me-

sítios profundos, associada a reduções significa-

cânica não cirúrgica. Houve uma redução signifi-

tivas dos indicadores clínicos após o tratamento.

The impact of non surgical therapy on elastase activity and gingival crevicular fluid’s volume in patients with chronic and aggressive generalized periodontitis ABSTRACT The aim of this study was to investigate the impact of non-surgical mechanical treatment on elastase activity and gingival crevicular fluid’s (GCF) volume of patients with untreated generalized chronic and aggressive periodontitis. Eighteen patients with generalized chronic periodontitis and eleven with generalized aggressive periodontitis were evaluated. The clinical parameters adopted were pocket probing depth, attachment level and bleeding on probing. Samples were collected from the 5 deepest sites (P) and from 5 shallow sites with gingivitis (G) from each patient of each group, before and 90 days after non-surgical periodontal treatment. There were no significant differences on the hole clinical parameters analyzed before and after treatment, except for pocket probing depth on shallow sites (p = 0.039) and for bleeding on probing (p = 0.021) on deep sites, after treatment. There was a significant reduction of GCF’s volume on both chronic and aggressive periodontitis, in shallow (p = 0.03 and p = 0.03) and in deep pockets (p < 0.001 and p = 0.003), respectively, after treatment. The elastase’s activity showed, after treatment, a significant reduction on deep sites for chronic (p = 0.012) and aggressive (p = 0.02) periodontitis. In conclusion, both groups responded similarly to the mechanical non-surgical treatment. There were significant reductions on GCF’s volume and neutrophilic’s activity on deep sites followed by the significant reduction on clinical indicators after treatment. KEYWORDS: Chronic periodontitis. Aggressive periodontitis. Gingival crevicular fluid. Leukocyte elastase.

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Endereço para correspondência

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Karina Schittine Bezerra Lomba Av. Boulevard 28 de Setembro 157 – Pavilhão de Pesquisa CEP: 20.551-030 – Vila Isabel – Rio de Janeiro / RJ E-mail: karinaschittine@hotmail.com

Nov;76(11):1849-55.

Rev Dental Press Periodontia Implantol. 2010 jul-set;4(3):71-79

79


artigo inédito

Protocolo inferior com carga imediata: procedimentos previsíveis sem complexidade Glauco Rangel ZANETTI*, Liliane Scheidegger da Silva ZANETTI**, Marcelo Massaroni PEçANhA***, Fausto Frizzera BORGES fILhO****, Gabriela Cassaro de CASTRO*****, Natália Marreco WEIGERT******

Palavras-chave

Resumo

Prótese dentária implantossuportada.

Os implantes dentários têm apresentado uma alta taxa de sucesso, permitindo que diversos tipos de terapias reabilitadoras, em pacientes parcialmente ou totalmente edêntulos, sejam adotadas com segurança e previsibilidade. O uso de implantes na mandíbula com o intuito de se realizar posteriormente uma prótese fixa sobre eles foi amplamente relatado na literatura, assim como a aplicação de cargas oclusais imediatas após sua instalação. Embora as técnicas de confecção de próteses fixas implantossuportadas sejam bem estabelecidas, a imprecisão e/ou a complexidade das etapas podem inviabilizar a instalação da prótese no prazo desejado ou mesmo interferir na qualidade final do trabalho. Este artigo apresenta um protocolo clínico, cirúrgico e protético, que permite a confecção de próteses totais fixas implantossuportadas, instaladas em até 48 horas após a etapa cirúrgica, onde os procedimentos podem ser executados com relativa simplicidade e maior previsibilidade de resultados. A utilização de um guia multifuncional possibilita a resolução mais precisa e rápida do caso, promovendo maior conforto e satisfação para o paciente. Mesmo com a utilização desse guia, é fundamental que as equipes responsáveis pela realização das etapas cirúrgicas e protéticas estejam sintonizadas, já que essa modalidade de tratamento exige a interação dessas duas áreas concomitantemente.

Carga imediata. Implantes dentários. Mandíbula.

* Professor Doutor Adjunto I do Departamento de Prótese Dentária da Universidade Federal do Espírito Santo/UFES. ** Professora Doutora da Disciplina de Cirurgia Bucomaxilofacial II do Departamento de Clínica Odontológica da Universidade Federal do Espírito Santo/UFES. *** Especialista em Prótese Dentária e Mestre em Clínica Odontológica pela Universidade Federal do Espírito Santo/UFES. **** Mestrando e especializando em Periodontia pela Faculdade de Odontologia de Araraquara - UNESP. ***** Mestranda em Clínica Odontológica - Área de Prótese Dental pela FOP/Unicamp/SP. ****** Cirurgiã-dentista, graduada pela Universidade Federal do Espírito Santo.

80

Rev Dental Press Periodontia Implantol. 2010 jul-set;4(3):80-92


Zanetti GR, Zanetti LSS, Peçanha MM, Borges FF Filho, Castro GC, Weigert NM

Immediate loading of implants in edentulous mandibles: Predictable procedures without complexity ABSTRACT Dental implants have shown a high success rate allowing several types of rehabilitative therapies in partially or totally edentulous patients, these procedures are adopted with safety and predictability. Mandibular rehabilitation with dental implants and a fixed prosthesis is widely reported in scientific literature, application of immediate loading is also described as well. Techniques to produce fixed implant-supported prostheses are well established. Lack of precision and/or procedure complexity may prevent prosthesis installation in time or even interfere with its quality. This paper presents a clinical protocol, surgical and prosthetic, which allows manufacture of fixed implant-supported dentures installed within 48 hours after surgical stage, where procedures can be performed with relative simplicity and greater predictability. Multifunctional guide use allows more accuracy and faster case resolution, promoting patient´s comfort and satisfaction. Even using this guide it is essential that the staff responsible for carrying out surgical and prosthetic stages is tuned, as this treatment involves interaction of these two areas simultaneously. KEYWORDS: Implant-supported dental prosthesis. Immediate load. Dental implants. Mandible.

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Endereço para correspondência Glauco Rangel Zanetti Av. Marechal Campos, 1468 Departamento de Prótese Dentária do Curso de Odontologia/UFES CEP: 29.040-090 – Vitória/ES E-mail: glaucozanetti@yahoo.com.br

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revisão de literatura

Doença periodontal, seus sinais e sequelas: limitações para o tratamento com implantes osseointegrados? Virna Luci CANGuSSú*, Viviane RABELO**, André Carlos de fREITAS***, Robson G. MENDONçA****, Sérgio WENDELL*****, Luis Rogério DuARTE******

Palavras-chave

Resumo

Doença periodontal. Implantes

Introdução: o sucesso do tratamento com implantes osseointegrados em pacientes periodontalmente saudáveis tem sido bem documentado em numerosos estudos longitudinais nos últimos anos. Entretanto, a possibilidade de aplicar esses resultados positivos aos pacientes com doenças ou alterações periodontais permanece desconhecida. Objetivo: o objetivo desta revisão de literatura foi discutir, baseado em evidências científicas, sobre cinco sinais ou sequelas da doença periodontal que possam afetar o prognóstico dos implantes osseointegrados, com o objetivo de verificar se a doença periodontal é um fator de risco para a osseointegração, após longos períodos de observação. Métodos: os cinco sinais ou sequelas da doença periodontal discutidos nessa revisão são: (1) Presença de bolsa periodontal em unidades dentárias próximas a sítios com implantes; (2) Periodontite agressiva; (3) Implantes imediatos em sítios periodontalmente infectados; (4) Defeitos em rebordo ósseo; (5) Ausência de mucosa queratinizada. Conclusão: o conhecimento de sinais e sequelas da doença periodontal conduz o implantodontista a planejar de forma cautelosa a reabilitação com implantes osseointegrados.

osseointegrados. Fatores de risco. Osseointegração.

* Especialista em Periodontia – ABO-BA. Especialista em Implantodontia – FOUFBA. ** Especialista em Periodontia – UFES. Especialista em Odontogeriatria – UNIGRANRIO. Mestre em Implantologia – USC/Bauru. *** Mestre e Doutor em Cirurgia Bucomaxilofacial - RS. Professor adjunto da FOUFBA. Coordenador do Curso de Especialização em Implantodontia da FOUFBA. **** Especialista em Implantodontia – ABO-BA. Mestre em Odontologia – FOUFBA. Professor de Cirurgia do Curso de Odontologia da UEFS. ***** Especialista em Implantodontia – ABO-BA. Mestre em Odontologia – FOUFBA. Professor do Curso de Especialização em Implantodontia da FOUFBA. ****** Especialista em Implantodontia – ABO-BA. Mestre em Implantologia – USC/Bauru. Doutor em Implantodontia – SL Mandic/Campinas – SP. Professor do Curso de Especialização em Implantodontia da FOUFBA.

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Cangussú VL, Rabelo V, Freitas AC, Mendonça RG, Wendell S, Duarte LR

Periodontal disease, its signs and sequels: Limitations on treatment with osseointegrated implants? ABSTRACT Introduction: The success of treatment with osseointegrated implants in periodontally healthy patients has been well documented in numerous longitudinal studies in recent years. However, the possibility of applying those positive results to patients with periodontal diseases or alterations remains unknown. Aim: The objective of this literature review is to discuss, on the basis of scientific evidence, five of the signs or sequels of periodontal disease which may effect the prognosis in treatment with osseointegrated implants, and to prove whether periodontal disease is a long term risk factor for osseointegration, or not. Methods: The five signs or sequels of periodontal disease discussed in this review are: (1) The presence of periodontal pockets bordering teeth adjacent to implant sites; (2) Aggressive periodontitis; (3) Immediately loaded implants in periodontically infected sites; (4) Defects in the bone crest and (5) Absence of keratinized mucosa. Conclusion: Awareness of the signs and sequels of periodontal disease lead implantologists to plan rehabilitation with osseointegrated implants cautiously. KEYWORDS: Periodontal disease. Osseointegrated implants Risk factors. Osseointegration.

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Endereço para correspondência Virna Luci Cangussú Av. ACM, 585 Complexo Odonto-Médico Ed. Pierre Fauchard, Sl. 101/104 CEP: 41.825-000 – Itaigara – Salvador / BA E-Mail: vicangussu@pop.com.br

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6. Tabelas

GIA, dirigida à classe odontológica, destina-se à publicação de relatos de

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— utilize os exemplos a seguir:

2. Resumo/Abstract

• Artigos com até seis autores

— os resumos estruturados, em português e inglês, de 250 palavras ou

Sterrett JD, Oliver T, Robinson F, Fortson W, Knaak B, Russell CM. Width/

menos são os preferidos.

length ratios of normal clinical crowns of the maxillary anterior dentition in

— os resumos devem ser acompanhados de 3 a 5 palavras-chave, ou des-

man. J Clin Periodontol. 1999 Mar;26(3):153-7.

critores, também em português e em inglês, as quais devem ser adequadas • Artigos com mais de seis autores

conforme o MeSH/DeCS.

De Munck J, Van Landuyt K, Peumans M, Poitevin A, Lambrechts P, Braem 3. Texto

M, et al. A critical review of the durability of adhesion to tooth tissue:

— os textos devem ter o número máximo de 4.000 palavras, incluindo

methods and results. J Dent Res. 2005 Feb;84(2):118-32.

legendas das figuras, resumo, abstract e referências. — envie figuras e tabelas em arquivos separados (ver abaixo).

• Capítulo de livro

— também insira as legendas das figuras no corpo do texto, para orientar

Kina S. Preparos dentários com finalidade protética. In: Kina S, Brugnera A.

a montagem final do artigo.

Invisível: restaurações estéticas cerâmicas. Maringá: Dental Press; 2007. cap. 6, p. 223-301.

4. figuras — as imagens digitais devem ser no formato JPG ou TIF, em CMYK ou tons

• Capítulo de livro com editor

de cinza, com pelo menos 7 cm de largura e 300 dpis de resolução.

Breedlove GK, Schorfheide AM. Adolescent pregnancy. 2ª ed. Wieczorek RR,

— as imagens devem ser enviadas em arquivos independentes.

editor. White Plains (NY): March of Dimes Education Services; 2001.

— se uma figura já foi publicada anteriormente, sua legenda deve dar todo o crédito à fonte original.

• Dissertação, tese e trabalho de conclusão de curso

— confirme se todas as figuras foram citadas no texto.

Beltrami LER. Braquetes com sulcos retentivos na base, colados clinicamente e removidos em laboratórios por testes de tração, cisalhamento e torção.

5. Gráficos e ilustrações

[dissertação]. Bauru: Universidade de São Paulo; 1990.

— devem ser enviados os arquivos contendo as versões originais dos gráficos e traçados, nos programas que foram utilizados para sua confecção.

• formato eletrônico

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Câmara CALP. Estética em Ortodontia: Diagramas de Referências Estéticas

gem bitmap (não editável).

Dentárias (DRED) e Faciais (DREF). Rev Dental Press Ortod Ortop Facial.

— os desenhos enviados podem ser melhorados ou redesenhados pela

2006 nov-dez;11(6):130-56. [Acesso 12 jun 2008]. Disponível em:

produção da revista, a critério do Corpo Editorial.

www.scielo.br/pdf/dpress/v11n6/a15v11n6.pdf.

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