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Volume 18, Number 3, May / June 2013 / Portuguese version

Osso

Ligamento Periodontal

Apenas os cementoblastos foram destruídos; os REM ficaram preservados

Os cementoblastos e os REM foram destruídos

Os odontoblastos foram destruídos e a vitalidade da polpa foi preservada A dentina dos gaps da JAC foi exposta diretamente ao tecido conjuntivo gengival Polpa

Dentina Esmalte

Official Journal of the Brazilian Association of Orthodontics and Facial Orthopedics Official Journal of the Brazilian Board of Orthodontics


Volume 18, Number 3, May / June 2013 / Portuguese version

Official Journal of the Brazilian Association of Orthodontics and Facial Orthopedics Official Journal of the Brazilian Board of Orthodontics

Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):1-166

ISSN 2176-9451


Indexação:

desde 1999

desde 2011

desde 2013

BBO desde 1998

desde 1998

desde 2008

desde 1998

desde 2005

desde 2002

desde 2008

desde 2008

desde 2009

Dental Press Journal of Orthodontics v. 1, n. 1 (set./out. 1996) - . -- Maringá : Dental Press International, 1996 Bimestral ISSN 2176-9451 1. Ortodontia - Periódico. I. Dental Press International. CDD 617.643005


Universidade de Saint Louis - EUA

Eustáquio Araújo

EDITOR-CHEFE UFPA - PA - Brasil

David Normando

Ajman University - Emirados Árabes Unidos

Eyas Abuhijleh

UNINGÁ - PR - Brasil

Fabrício Pinelli Valarelli Fernando César Torres

EDITORA ASSOCIADA UFBA - BA - Brasil

Telma Martins de Araujo

UNICID - SP - Brasil

Glaucio Serra Guimarães

UFF - RJ - Brasil FOB/USP - SP - Brasil

Guilherme Janson

UFRGS - RS - Brasil

Gustavo Hauber Gameiro

EDITORES ADJUNTOS HRAC/FOB/USP - SP - Brasil

Daniela Gamba Garib

Karolinska Institute - Suécia

Hans Ulrik Paulsen Helio Scavone Júnior

UNICID - SP - Brasil

Flavia Artese

UERJ - RJ - Brasil

Henri Menezes Kobayashi

UNICID - SP - Brasil

Ildeu Andrade

PUC - MG - Brasil

Hiroshi Maruo

ABO - PR - Brasil

Matheus Melo Pithon

UESB - BA - Brasil

Hugo Cesar P. M. Caracas

UNB - DF - Brasil

Fernanda Angelieri

USP - SP - Brasil

James A. McNamara

Universidade de Michigan - EUA

EDITORA ADJUNTA DO CONSELHO SUPERIOR DA ABOR

James Vaden

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Jesús Fernández Sánchez

Universidade de Madrid - Espanha

PUCRS - Brasil

UERJ - RJ - Brasil

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PUBLISHER UEM - PR - Brasil

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University of Iowa Universidad Peruana Cayetano Heredia - Lima/Peru

Jorge Luis Castillo

Universidade de Marquette - Milwaukee - EUA

José Antônio Bósio Adilson Luiz Ramos

UEM - PR - Brasil

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UnB - DF - Brasil

José Rino Neto

Maria F. Martins-Ortiz

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José Valladares Neto

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José Vinicius B. Maciel

UFRJ - PR - Brasil

Julia Cristina de Andrade Vitral

Ortodontia

Júlia Harfin

Adriana de Alcântara Cury-Saramago Aldrieli Regina Ambrósio Alex Luiz Pozzobon Pereira Alexandre Trindade Motta Ana Carla R. Nahás Scocate Ana Maria Bolognese Andre Wilson Machado Anne Luise Scabell de Almeida Anne-Marie Bolen

Universidade de Hong Kong - China UFF - RJ - Brasil SOEPAR - PR - Brasil UFMA - MA - Brasil UFF - RJ - Brasil UNICID - SP - Brasil UFRJ - RJ - Brasil UFBA - BA - Brasil UERJ - RJ - Brasil Universidade de Washington - EUA

FOB/USP - SP - Brasil FOUSP - SP - Brasil

CONSULTORES EDITORIAIS A-Bakr M Rabie

UERJ - RJ - Brasil

José Augusto Mendes Miguel

CONSELHO EDITORIAL CIENTÍFICO

Clín. partic. - SP - Brasil

Universidade de Maimonides - Buenos Aires - Argentina UNICEUMA - MA - Brasil

Júlio de Araújo Gurgel

UNINGÁ - PR - Brasil

Karina Maria S. de Freitas

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Larry White Leandro Silva Marques

UFVJM - MG - Brasil

Leniana Santos Neves

UFVJM - MG - Brasil USC - SP - Brasil

Leopoldino Capelozza Filho

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Liliana Ávila Maltagliati Lucia Cevidanes

Universidade de Michigan - EUA PUC/RS - RS - Brasil

Luciane M. de Menezes

UNISANTA - SP - Brasil

Luís Antônio de Arruda Aidar

UFPE - PE - Brasil

Antônio C. O. Ruellas

UFRJ - RJ - Brasil

Luiz Filiphe Canuto

Armando Yukio Saga

ABO - PR - Brasil

Luiz G. Gandini Jr.

UFSC - SC - Brasil

Luiz Sérgio Carreiro

UEL - PR - Brasil

Marcelo Reis Fraga

UFJF - MG - Brasil

Arno Locks Ary dos Santos-Pinto

FOAR/UNESP - SP - Brasil

Björn U. Zachrisson

Universidade de Oslo - Noruega

Marcio Rodrigues de Almeida

Clín. partic. - PR - Brasil

Marco Antônio de O. Almeida

Bruno D'Aurea Furquim Camila Alessandra Pazzini

UFMG - MG - Brasil

Camilo Aquino Melgaço

UNINCOR - MG - Brasil

Carla D'Agostini Derech

UFSC - SC - Brasil

Carlos A. Estevanel Tavares Carlos Flores-Mir Carlos Martins Coelho Cauby Maia Chaves Junior Célia Regina Maio Pinzan Vercelino Clarice Nishio

ABO - RS - Brasil Universidade de Alberta - Canadá UFMA - MA - Brasil UFC - CE - Brasil UNICEUMA - MA - Brasil Universidade de Montreal - Canadá

UFRJ - RJ - Brasil

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UFES - ES - Brasil

Emanuel Braga Rego Enio Tonani Mazzieiro

UFRJ - RJ - Brasil UFRGS - RS - Brasil UFBA - BA - Brasil Faculdade de Itaúna - MG - Brasil

ULBRA - RS - Brasil Clín. partic. - SP - Brasil

Marinho Del Santo Jr. Maristela S. Inoue Arai Orlando M. Tanaka

Eduardo Silveira Ferreira

Copem - Brasil

Maria Fernanda Martins-Ortiz Maria Perpétua Mota Freitas

Mônica T. de Souza Araújo

Eduardo Franzotti Sant'Anna

UFG - GO - Brasil

Margareth Maria Gomes de Souza

UERJ - RJ - Brasil FOA/UNESP - SP - Brasil

UFBA - BA - Brasil

Marcos Augusto Lenza

UERJ - RJ - Brasil Universidade da Carolina do Norte - EUA

UERJ - RJ - Brasil Universidade de Insubria - Itália

Marcos Alan V. Bittencourt

Daniel Jogaib Fernandes Eduardo C. Almada Santos

UNOPAR - PR - Brasil

Marco Rosa

Cristiane Canavarro David Sarver

FOAR/UNESP - SP - Brasil

Univ. Médica e Odontológica de Tóquio - Japão

Oswaldo V. Vilella Patrícia Medeiros Berto Patricia Valeria Milanezi Alves Paul Mjor Paula Vanessa P. Oltramari-Navarro Pedro Paulo Gondim

UFRJ - RJ - Brasil PUC/PR - PR - Brasil UFF - RJ - Brasil Clín. partic. - DF - Brasil Clín. partic. - RS - Brasil University of Alberta - Canadá UNOPAR - PR - Brasil UFPE - PE - Brasil


Renata C. F. R. de Castro

USC - SP - Brasil

Periodontia

Renata Rodrigues de Almeida-Pedrin

USC - SP - Brasil

Adriana C. P. Sant’Ana

FOAR-UNESP - SP - Brasil

Renato Parsekian Martins Ricardo Machado Cruz

UNIP - DF - Brasil

Ricardo Moresca

UFPR - PR - Brasil UFJF - MG - Brasil

Robert W. Farinazzo Vitral

Clín. partic. - PR - Brasil

Roberto Hideo Shimizu

Univ. Tecn. do México - México

Roberto Justus Rodrigo César Santiago

Maurício G. Araújo Mário Taba Jr.

FOB/USP - SP - Brasil UEM - PR - Brasil FORP/USP - SP - Brasil

Prótese Marco Antonio Bottino

UNESP/SJC - SP - Brasil

Sidney Kina

Clín. partic. - PR - Brasil

UFRJ - RJ - Brasil

Rodrigo Hermont Cançado

UNINGÁ - PR - Brasil

Rogério Lacerda dos Santos

UFCG - PB - Brasil

Sávio R. Lemos Prado

UFPA - PA - Brasil

Sylvia Frazier-Bowers

Universidade da Carolina do Norte - EUA

Tarcila Triviño Vladimir Leon Salazar Weber José da Silva Ursi Won Moon

Radiologia Rejane Faria Ribeiro-Rotta

UFG - GO - Brasil

UMESP - SP - Brasil Universidade de Minnesota - EUA FOSJC/UNESP - SP - Brasil UCLA - EUA

Biologia e Patologia Bucal Alberto Consolaro Christie Ramos Andrade Leite-Panissi

FOB/USP - SP - Brasil FORP/USP - Brasil

Edvaldo Antonio R. Rosa

PUC/PR - PR - Brasil

Victor Elias Arana-Chavez

USP - SP - Brasil

Bioquímica e Cariologia Marília Afonso Rabelo Buzalaf Soraya Coelho Leal

FOB/USP - SP - Brasil UnB - DF - Brasil

Cirurgia Ortognática Eduardo Sant’Ana Laudimar Alves de Oliveira Liogi Iwaki Filho Waldemar Daudt Polido

FOB/USP - SP - Brasil UNIP - DF - Brasil UEM - PR - Brasil Clín. partic. - RS - Brasil

Dentística Maria Fidela L. Navarro

FOB/USP - SP - Brasil

Disfunção da ATM José Luiz Villaça Avoglio Paulo César Conti

CTA - SP - Brasil FOB/USP - SP - Brasil

O Dental Press Journal of Orthodontics (ISSN 2176-9451) é continuação da Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial (ISSN 1415-5419).

O Dental Press Journal of Orthodontics (ISSN 2176-9451) é uma publicação bimestral da Dental Press International. Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 2.712 - Zona 5 - CEP 87.015-001 - Maringá / PR - Fone/Fax: (0xx44) 3031-9818 www.dentalpress.com.br - artigos@dentalpress.com.br.

Epidemiologia Isabela Almeida Pordeus

UFMG - MG - Brasil

Saul Martins Paiva

UFMG - MG - Brasil

Fonoaudiologia Esther M. G. Bianchini

UVA - RJ - Brasil

Implantologia Carlos E. Francischone

FOB/USP - SP - Brasil

Ortopedia Dentofacial Kurt Faltin Jr.

UNIP - SP - Brasil

Diretora: Teresa Rodrigues D'Aurea Furquim - Diretor Editorial: Bruno D’Aurea Furquim - DIRETOR DE MARKETING: Fernando Marson - Produtor editorial: Júnior Bianco - Produção Gráfica e Eletrônica: Bruno Boeing de Souza - Diego Ricardo Pinaffo - Gildásio Oliveira Reis Júnior - Renata Sguissardi - TRATAMENTO DE IMAGEM: Ivo Azevedo - submissão de artigos: Simone Lima Lopes Rafael - Márcia Ferreira Dias - Revisão/COPydesk: Adna Miranda - Ronis Furquim Siqueira - Wesley Nazeazeno - JORNALISMO: Yara Borges Marchini - BANCO DE DADOS: Cléber Augusto Rafael - Internet: - Fernando Truculo Evangelista - CURSOS E EVENTOS: Ana Claudia da Silva - COMERCIAL: Roseneide Martins Garcia - BIBLIOTECA/NORMALIZAÇÃO: Simone Lima Lopes Rafael - EXPEDIÇÃO: Diego Matheus Moraes dos Santos - FINANCEIRO: Cléber Augusto Rafael - Lucyane Plonkóski Nogueira - Roseli Martins - Secretaria: Rosane Albino Rosana G. Silva.


APRESENTAM:

CENTRO DE CONVENÇÕES DE GOIÂNIA - GO

Excelência na arquitetura gengival com Ortodontia Minimalista

Ortodontia do Futuro: da Odontologia de acompanhamento às imagens em 3D

Juliana Romanelli

Sérgio Luiz de Azevedo Silva

REALIZAÇÃO:

CO-REALIZAÇÃO 4ª FIOG:

MONTADORA OFICIAL:

AGÊNCIA OFICIAL:


19, 20 e 21 de Setembro

2013

Um grande evento para uma missão ainda maior.

Museu Oscar Niemeyer

Jardim Botânico

Bosque do Alemão

Local Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 Campo Comprido Curitiba | PR

Mais Informações 41 3028.5800

www.ciopar.com.br ENDEREÇO R. Dias da Rocha Filho, 625 | Alto da XV • Curitiba • PR Associação Brasileira de Odontologia | Seção Paraná

www.abopr.org.br


Dental Press Journal of Orthodontics Official Journal of the Brazilian Association of Orthodontics and Facial Orthopedics Volume 18 . Number 3 . May-June 2013

Official Journal of the Brazilian Board of Orthodontics

Seções Editorial

Entrevista

1

12

O clínico e a evidência científica

Uma entrevista com Won Moon

12

David Normando

3 A boa Semente do BBO e a Excelência da Especialidade

Caso Clínico BBO

150

Roberto Lima Filho

Má oclusão Classe I de Angle com extração de incisivo inferior

Homenagem

Vanessa Leal Tavares Barbosa

5 Prof. Dr. Décio Rodrigues Martins Insight Ortodôntico

Tópico Especial

159

Os quatro mecanismos de iniciação das reabsorções dentárias

Braquicéfalo, mesocéfalo e dolicocéfalo: é correto usarmos uma classificação craniana para descrever a face?

Alberto Consolaro

Fernanda Catharino Menezes

7

63

Franco, Telma Martins de

Orthodontics Highlights

10

Araujo, Carlos Jorge Vogel, Cátia Cardoso Abdo Quintão

Destaques da literatura ortodôntica mundial Matheus Melo Pithon

Artigos

29

46

Alterações sagitais dos incisivos inferiores pelo uso do arco lingual Helen Carolina Becker Letti, Susana Maria Deon Rizzatto,

Estabilidade em longo prazo do alinhamento anterossuperior em casos tratados ortodonticamente sem extrações

Luciane Macedo de Menezes, Chalana Sangalli Reale,

Luiz Filiphe Gonçalves Canuto, Marcos Roberto de Freitas,

Eduardo Martinelli de Lima, Fernando Lima Martinelli

Karina Maria Salvatore de Freitas, Rodrigo Hermont Cançado, Leniana Santos Neves

35

54

Avaliação mecânica do aparelho quadri-hélice em liga de aço inoxidável com baixo teor de níquel

Influência do tratamento de superfícies resinosas na resistência ao cisalhamento de braquetes ortodônticos

Rogério Lacerda dos Santos, Matheus Melo Pithon Ione Helena Vieira Portella Brunharo, Daniel Jogaib Fernandes,

39

Mauro Sayão de Miranda, Flavia Artese

Alterações transversais das arcadas dentárias de pacientes tratados sem extração com braquetes autoligáveis

63

Liliana Avila Maltagliati, Yasushi Inoue Myiahira, Liana Fattori,

A evolução do diagnóstico cefalométrico em Ortodontia

Leopoldino Capelozza Filho, Mauricio Cardoso

Maurício Barbosa Guerra da Silva, Eduardo Franzotti Sant’Anna


Dental Press Journal of Orthodontics

72

Official Journal of the Brazilian Association of Orthodontics and Facial Orthopedics

Crescimento transversal dos maxilares durante e após a terapia com Bionator:

Volume 18 . Number 3 . May-June 2013

Official Journal of the Brazilian Board of Orthodontics

estudo com implantes metálicos André da Costa Monini, Luiz Gonzaga Gandini Júnior, Luiz Guilherme Martins Maia, Ary dos Santos-Pinto

80

118 Eficácia em curto prazo do splint de avanço mandibular no tratamento da Síndrome da

A influência da motivação dos pacientes na dor

Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS)

relatada durante o tratamento ortodôntico

Calliandra Moura Pereira de Lima, Laurindo Zanco Furquim, Adilson Luiz Ramos

Marcio José da Silva Campos, Robert Willer Farinazzo Vitral

86

124 Estudo comparativo in vitro entre compósitos foto e

Avaliação comparativa das características cefalométricas e

autopolimerizáveis quanto à resistência ao cisalhamento da

oclusais entre o Padrão Face Longa e o Padrão I

colagem e do índice de adesivo remanescente

Elisa Gurgel Simas de Oliveira, Célia Regina Maio Pinzan-Vercelino

Murilo Gaby Neves, Gustavo Antônio Martins Brandão, Haroldo Amorim de Almeida, Ana Maria Martins Brandão, Dário Ribeiro de Azevedo

94 Tratamento ortodôntico-cirúrgico de má oclusão de Classe III

130

com agenesia de incisivo lateral e canino impactado

Comparação das medidas dentárias mesiodistais

Bruno Boaventura Vieira, Ana Carolina Meng Sanguino, Marilia Rodrigues Moreira,

em indivíduos brasileiros leucodermas,

Elizabeth Norie Morizono, Mírian Aiko Nakane Matsumoto

melanodermas e xantodermas com oclusão normal Thais Maria Freire Fernandes, Renata Sathler, Gabriela Letícia Natalício,

101 Avaliação da adesão de braquetes metálicos após

José Fernando Castanha Henriques, Arnaldo Pinzan

uso de clareadores com e sem fosfato de cálcio

136

amorfo (ACP): estudo in vitro

Deformação dos elásticos em cadeia em relação à quantidade e

Sissy Maria Mendes Machado, Diego Bruno Pinho do Nascimento,

ao tempo de estiramento

Robson Costa Silva, Sandro Cordeiro Loretto, David Normando

Denise Yagura, Paulo Eduardo Baggio, Luiz Sérgio Carreiro, Ricardo Takahashi

107

143

Morfologia superficial e propriedades mecânicas de ligaduras

Análise cefalométrica para apneia do sono:

ortodônticas envelhecidas in vivo

estudo comparativo entre medidas padrão

Glaucio Serra Guimarães, Liliane Siqueira de Morais,

e de indivíduos brasileiros

Margareth Maria Gomes de Souza, Carlos Nelson Elias

Patrícia Superbi Lemos Maschtakow, Jefferson Luis Oshiro Tanaka, João Carlos da Rocha, Lílian Chrystiane Giannasi, Mari Eli Leonelli de Moraes,

113 Tempo de guarda da documentação ortodôntica

Carolina Bacci Costa, Julio Cezar de Melo Castilho, Luiz Cesar de Moraes

versus prazo de prescrição legal

162

Luiz Renato Paranhos, Mariana Paula Maggiorini de Magalhães, José Francio,

Normas para publicação

Hélio Hissashi Terada, Henrique Damian Rosário, Rhonan Ferreira da Silva


editorial

Braquetes ortodônticos — entre paixão e ciência Paixão é o amor que se desequilibra. Ciência é o amor que investiga. Verdade é o amor que eterniza. (Chico Xavier)

Crescemos, na Ortodontia, vivenciando discussões apaixonadas sobre os braquetes ortodônticos. Durante a infância ortodôntica, observamos sistemas de tratamento que foram estampados como “o último e o melhor” — parafraseando Angle —, e que foram pulverizados antes mesmo de atingirmos a puberdade ortodôntica. Temas como as dimensões das canaletas, a influência do material utilizado para a sua fabricação e, mais recentemente, o sistema de ligação do conjunto braquete-fio são eloquentemente defendidos, tangenciando o êxtase da paixão adolescente. Alheio a discussões inebriadas, causa espanto o fato de termos tão poucas informações científicas sobre a influência da escolha dos braquetes na eficiência do tratamento ortodôntico. Devemos entender como eficiência: bom resultado ortodôntico em menor tempo. Enquanto existe parca informação que nos proporcione uma maior segurança na escolha das dimensões das canaletas dos acessórios ortodônticos (0,018” ou 0,022”), ou ao optar por aparelhos Straight-Wire em detrimento dos braquetes Edgewise standard, a ciência ortodôntica tem produzido uma avalanche de estudos clínicos controlados, examinando a propagada eficiência dos sistemas autoligáveis. No início, inúmeros estudos laboratoriais concluíram haver uma redução nas forças de atrito produzidas nos sistemas autoligáveis, em comparação ao sistema convencional. Isso é fato. Entretanto, a força da evidência produzida por esses estudos, assim como do presente editorial, é pequena demais para ratificar ou retificar uma conduta clínica, ou levar-nos a acreditar que poderíamos, por isso, reduzir o tempo do tratamento ortodôntico. Esse desenho de estudo apresenta limitações para reproduzir, com a fidelidade necessária, o que acontece na vida real: o ambiente intrabucal. Qual seria, então, o desenho de estudo mais confiável para examinarmos os efeitos do sistema de ligação dos braquetes na eficiência do tratamento ortodôntico? O padrão ouro para

© 2013 Dental Press Journal of Orthodontics

investigações clínicas na área da Saúde é o estudo clínico randomizado. Como esses estudos são desenhados? Por que esse seria o desenho ideal de pesquisa? Nos estudos clínicos randomizados, os pesquisadores selecionam um grupo de pacientes com características semelhantes quanto à má oclusão, denominadas de critérios de inclusão. A forma de tratamento — autoligável ou convencional, por exemplo — será determinada aleatoriamente (na maioria das vezes, por programas de informática). Até mesmo o ortodontista que irá tratar cada caso é selecionado randomicamente, de modo a se eliminar o efeito do operador. Assim, nem o paciente e nem o ortodontista irão exercer qualquer influência na escolha e no resultado do tratamento. Após a alocação aleatória dos pacientes em seus grupos, os casos são acompanhados até a conclusão do tratamento. São coletados dados como: o tempo de tratamento e a qualidade dos resultados, além das desistências dos pacientes, entre outras variáveis. Admite-se, dessa forma, que toda diferença que possa existir, ao final do estudo, seja uma consequência exclusiva da escolha da modalidade de tratamento. Eu não conheço nenhum estudo clínico randomizado que forneça informações confiáveis sobre os tratamentos com braquetes Straight-Wire serem mais eficientes do que aqueles realizados com braquetes Edgewise standard. O nível de evidência científica é o mesmo quando o ponto de discussão é a escolha entre braquetes com canaletas 0,018” ou 0,022”. Mais ainda: Os braquetes metálicos produziriam um resultado de tratamento mais eficiente do que os aparelhos estéticos? E quanto aos braquetes autoligáveis? Existem estudos clínicos randomizados sobre a sua eficiência? Sim, existem. Em números, atualmente, quase em excesso. E qual a informação que eles nos propiciam? Esses estudos têm consistentemente — e univocamente —, evidenciado que não existe benefício em utilizar braquetes autoligáveis quando

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editorial

o objetivo é reduzir o tempo de tratamento, mantendo-se a qualidade final do resultado. São diversos estudos randomizados, e não apenas um ou outro. E, até que esse editorial chegue às suas mãos, já haverá uma nova publicação replicando essa conclusão. Na Ortodontia, infelizmente, na maioria das vezes os produtos são lançados, pelas indústrias, sem qualquer avaliação científica. Algo inconcebível na área médica. Por isso, causa-nos surpresa a crença de que um sistema de ligação do conjunto braquete-fio possa ser o redentor da questão carregada pelos nossos pacientes: – Doutor(a), quando eu vou tirar esse aparelho? Mesmo que a paixão queira nos empurrar para ouvir uma doce resposta, a ciência nos imprime uma informação consistente de que a verdade ainda está por vir, e não parece esconder-se entre clips metálicos ou mesmo sob elastômeros deslizantes. Resta-nos, então, debruçarmo-nos, ainda mais, na ciência e buscar outra maneira de reduzir o tempo do tratamento ortodôntico. Por enquanto — e na ciência há sempre espaço para o encanto do enquanto — não há motivo para mudarmos o nosso sistema de braquetes se a finalidade é, tão somente, diminuir o tempo de tratamento. Porém, e que também cabe na ciência, há sempre algo de bom a se extrair de qualquer sistema de tratamento. No caso dos braquetes autoligáveis, há evidências científicas e clínicas consistentes de que eles reduzem o tempo de cadeira do

© 2013 Dental Press Journal of Orthodontics

paciente, por proporcionarem uma maior agilidade durante a abertura e o fechamento dos clips usados para unir o sistema braquete-fio. Estima-se que possamos reduzir cerca de dois minutos no tempo de atendimento de cada paciente. No final de um dia inteiro de trabalho, esse tempo será significativo se existirem muitos pacientes a serem atendidos, assim como será de pouca valia se a rotatividade no atendimento da sua clínica for pequena. Há, ainda, outro motivo para usarmos braquetes autoligáveis quando a escolha do paciente apontar para acessórios estéticos: evitar a alteração de cor nas ligaduras estéticas, necessárias ao sistema convencional, e que são, constantemente, motivo de reclamações dos pacientes. Há uma forte impressão de que o sistema autoligável é um caminho sem volta na Ortodontia, em razão do conforto gerado ao profissional. Os custos desse sistema de tratamento vêm reduzindo-se significativamente. Entretanto, a ciência ortodôntica não o credencia como uma ferramenta que produz uma significativa redução no tempo de tratamento. Infelizmente, muitos jovens ortodontistas que acreditaram nessa promessa, ou ainda acreditam, terão descoberto, tardiamente, a força da mensagem em epígrafe.

David Normando Editor-Chefe davidnormando@hotmail.com

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editorial BBO

A boa Semente do BBO e a Excelência da Especialidade

A partir da presente edição, o Dental Press Journal of Orthodontics passa a ser o órgão oficial de publicação e divulgação do Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial  (BBO). Essa importante parceria, firmada entre a Dental Press e o BBO, permitirá aos leitores desse renomado periódico conhecerem os avanços e o incansável trabalho do BBO. Recebi do atual presidente do BBO, Dr. Sadí Flávio Horst, o honroso convite para inaugurar este espaço editorial que o Board ocupará anualmente. Assim como um belo sorriso marca positivamente um primeiro encontro, pretendo apresentar a você, leitor, o que o BBO representa para a face da nossa especialidade neste novo milênio. Espero que essa primeira impressão sobre o Board desperte em você o desejo de conhecê-lo mais e melhor. É essa a nossa intenção e desejo ao compor o primeiro editorial do BBO, hospedado nessa edição do DPJO. O Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO) é fruto de uma iniciativa da Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR). O BBO nasceu da necessidade de se estabelecer padrões de excelência clínica no exercício da especialidade. O ortodontista certificado pelo Board é reconhecido como um profissional que se apresentou perante uma rígida e conceituada comissão examinadora, demonstrando sua capacidade e qualificação na arte e ciência da Ortodontia. Com a fundação do BBO, no dia 2 de setembro de 2002, a Ortodontia foi a primeira especialidade brasileira na área da saúde a ter um processo de certificação para especialistas. Na Odontologia mundial, a Ortodontia foi a primeira especialidade a implantar o Board, em julho de 1929, durante o 28º Congresso da American Society of Orthodontia, nos EUA, quando foi fundado o American Board of Orthodontics (ABO). Em 1950, o Conselho de Educação em Odontologia da American Dental Association (ADA) reconheceu o ABO como agência certificadora oficial em Ortodontia. Ser Diplomado pelo Board é a representação do compromisso do especialista com o conhecimento necessário para tratar os pacientes nos mais elevados padrões de qualidade.

© 2013 Dental Press Journal of Orthodontics

A existência do Board traz benefícios para todos: a sociedade ganha, com a opção de contar com profissionais reconhecidamente melhor preparados; a ciência se beneficia, ao dispor de padrões rigorosos de sustentação de suas descobertas; e as instituições representativas da Classe Ortodôntica são alçadas, ao buscarem melhorar sua atuação para atender às novas perspectivas e exigências de seus representados. Especificamente para o ortodontista, as vantagens de ser certificado passam, principalmente, pelos seus valores éticos de conduta, já que a busca pela excelência é um caminho de seriedade, respeito e compromisso com os melhores resultados para os pacientes. A diplomação pelo BBO sinaliza a direção que realmente faz sentido: a da qualidade no mais alto grau. E buscar a excelência em tudo que se faz é, no mínimo, prova de gentileza e delicadeza com nossas próprias vidas. A frase do escritor americano William Lyon Phelps traduz, de forma ímpar, a importância de buscarmos a sabedoria e o conhecimento. Disse ele: “Todas as vezes que adquirires um novo interesse, ainda mais, alcançares uma nova conquista, estarás aumentando o teu poder de vida.” Assim, esse caminho oferece também a maximização do poder em nossas vidas de sermos melhores, de fazermos mais, de oferecermos o máximo de nossas capacidades e potencialidades aos pacientes. Sobre o hábito de desejar o melhor, Gilberto Amado nos lembra que “A sabedoria é a arte de subir ao mais alto de si mesmo.” Sabedoria é desejar o melhor, é procurar a especialização, é dar um passo adiante, é ir onde poucos se dispõem a trilhar. Realmente é um exercício e tanto; mas, pelos frutos do BBO até aqui, podemos afirmar que tem valido a pena. Com o Board, é possível despertar o espírito de atualização constante e, ainda, fornecer referências e parâmetros do trabalho do especialista à classe odontológica e à comunidade. Os candidatos à obtenção do título de diplomado pelo Board são avaliados quanto aos quesitos diagnóstico, planejamento de tratamento e conhecimento de aspectos da terapia ortodôntica. O exame propicia aos candidatos a oportunidade de rever suas práticas, refletir sobre a importância do cuidado

3

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editorial

trabalha com as mãos, a cabeça e o coração é um artista. É preciso, portanto, entendermos a Ortodontia como ciência e arte, porque assim seremos artistas do cotidiano. Mas, é sabido, todo artista precisa de treino, estudo, dedicação e empenho. Talento não é mágica, há de se buscar a excelência com muito trabalho e vigilância. As ferramentas, os parâmetros e as condições para essa especialização contínua são oferecidos pelo BBO. Como a diplomação pelo BBO não é condição para o exercício da Ortodontia, a consolidação do seu principal objetivo (a excelência da atuação profissional) só virá com o tempo e a multiplicação de seus princípios e ideais — semelhante à semente que o lavrador lança sobre a terra, como tradução do trabalho e da fé em frutos futuros. Essa é a missão do Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial no tempo presente: lançar a boa semente do desejo e da consciência de especialistas, cada vez mais bem preparados e capacitados, para transformar, para melhor e mais belo, o sorriso e a face dos nossos pacientes.

com uma documentação de qualidade, do controle mecânico na condução do tratamento e do empenho na finalização. Dentre os benefícios da certificação, vale destacar as mudanças na conduta profissional — refletidas no grau de satisfação dos pacientes — e a segurança em trabalhar com critérios de padronização, desde a documentação até o seguimento dos casos tratados. No Board, os candidatos têm oportunidade de se autoavaliarem, por meio de uma rígida e detalhada revisão de conduta clínica. Portanto, o processo de certificação representa um passo concreto para a melhoria da qualidade da Ortodontia. A certificação pelo Board implica que o ortodontista é um estudante por toda a vida. Sua experiência com o Board é uma experiência com o aprendizado: não existe progresso sem aprendizado. E o aprendizado é por toda a vida. O ortodontista deve continuar aprendendo, e a experiência com o Board será um estímulo para o clínico nesse sentido. Em março de 2014, a exemplo do ABO, o BBO iniciará o processo de recertificação, prevista no estatuto e importante para validar a competência continuada. Quando da criação do BBO, comentei que quem trabalha com as mãos é apenas um trabalhador; a pessoa que trabalha com as mãos e a cabeça é um artesão; e aquela que

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Roberto Lima Filho Ex-Presidente do BBO rlima@me.com

4

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homenagem

Prof. Dr. Décio Rodrigues Martins

As ricas trocas o mantinham vivo e foram o verdadeiro alimento de sua alma de professor, que sempre se mesclava a uma figura paternal, provedora e protetora. Em sua vida, seus laços familiares transcenderam os vínculos sanguíneos e inundaram a todos que o conheceram, não somente com a ciência e arte da Ortodontia. Não obstante, emanava e ensinava também a excelência na docência, com valores de disciplina, rigor, bom português, cultura geral, aprimoramento do intelecto, da razão, da forma de viver com sabedoria e com humildade, ao reconhecer erros do passado. Sempre com amor e generosidade abundantes, que lhe eram peculiares. Sentia-se satisfeito e orgulhoso ao dizer que muitos dos ortodontistas brasileiros haviam sido alunos seus ou alunos de seus alunos e, portanto, seus “filhos” e “netos” diretos ou indiretos. Juntamente com os grandes parceiros no pioneirismo da Ortodontia no país (Dr. Muler de Araujo, Dr. José Édimo Martins e o amigo inseparável e confidente Dr. Sebastião Interlandi), o Dr. Décio realmente influenciou, direta ou indiretamente, a vida de muitas gerações de profissionais. Certa vez li um texto, já bem antigo, do Dr. Interlandi que me marcou muito, em que proferia o seu desejo de que “a Ortodontia pudesse, um dia, chegar ao menino de pés descalços...”. Podemos dizer que se, hoje, a Ortodontia brasileira está tão popularizada, difundida, o devemos a esse “quarteto” de homens que se dispuseram a ensinar a Ortodontia além de seus consultórios, democratizando a sua prática, permitindo que a concorrência estimule a melhoria da qualidade e fomente as iniciativas de pesquisa e ensino. Quando consideramos a Ortodontia brasileira no contexto mundial, podemos dizer, sem margem de erro,

ADEUS, DR. DÉCIO, E MUITO OBRIGADO!

“A perseverança é a chave do sucesso, e não há nada impossível ao homem impulsionado por uma convicção intimorata!” Décio Rodrigues Martins, em entrevista à Dental Press (outubro, 1996).

Com uma vida marcada por felicidade, satisfação e realizações, o Dr. Décio Rodrigues Martins descansou de sua intrépida caminhada. Faleceu em 29 de maio, após cinco anos de uma incessante batalha para manter vivo um coração que fez bater mais forte muitos outros, na cadência de sua intensidade e entusiasmo. Restam inúmeros corações de familiares, alunos, colegas, discípulos e amigos repletos de gratidão pela vida intensa desse homem que cumpriu sua missão “à sua maneira”, como diz uma de suas músicas prediletas. Parafraseando Sócrates, dizia-se satisfeito com sua jornada: “O segredo de uma morte feliz é uma vida feliz!”. Por diversas vezes o ouvimos repetir que, estando face a face com a morte, suas palavras seriam: VIDA, MUITO OBRIGADO! O Dr. Décio sempre dizia que o que se leva desta vida são o bem que fazemos e os laços afetivos que construímos ao longo da jornada. O mestre Décio nos deixa um legado e uma herança rica de valores pessoais e profissionais. Foi exigente, por vezes em demasia, intempestivo em fases da vida, impetuoso, “bravo” em ambos os sentidos. Se ele exigiu muito dos filhos, netos e, principalmente, alunos é porque sempre doou muito. Enfurecia-se em não ver o potencial desenvolver-se. Tinha muito para dar.

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insight ortodôntico

Os quatro mecanismos de iniciação das reabsorções dentárias Alberto Consolaro*

O presente trabalho propõe-se a apresentar uma classificação, com aplicação clínica, para as reabsorções dentárias, para que o diagnóstico seja objetivo e imediatamente ligado à causa do problema, levando automaticamente o clínico ao provável plano de tratamento e a um prognóstico preciso. Com esse objetivo, sugerimos agrupar cada caso clínico de reabsorção dentária em um dos seguintes grupos: 1) Reabsorções radiculares pela morte dos cementoblastos, com manutenção dos restos epiteliais de Malassez. 2) Reabsorções radiculares pela morte dos cementoblastos e dos restos epiteliais de Malassez. 3) Reabsorções dentárias pela morte dos odontoblastos, com manutenção da vitalidade pulpar. 4) Reabsorções dentárias pela exposição direta da dentina ao tecido conjuntivo gengival, nos gaps da junção amelocementária. Palavras-chave: Reabsorções dentárias. Reabsorções radiculares. Movimentação dentária. Reabsorção interna. Reabsorção cervical.

As reabsorções dentárias por substituição1 são mantidas pelos mediadores sistêmicos e locais que regulam a remodelação, ou turnover, própria do tecido ósseo. Sempre ocorrem em consequência da anquilose alveolodentária, graças à morte dos restos epiteliais de Malassez — quase sempre induzida pelo traumatismo dentário, especialmente pelas concussões quase diárias. Como não há meio de se eliminar do local os mediadores do turnover ósseo, o prognóstico das reabsorções dentárias por substituição quase sempre envolve a perda do dente. Há de se ressaltar que o movimento ortodôntico e o trauma oclusal não induzem a morte dos restos epiteliais de Malassez. Para facilitar a prática e a compreensão clínica e etiológica das reabsorções dentárias, propomos que cada caso receba uma classificação, utilizando como critério seu mecanismo de iniciação ou de indução, como explicado, com o auxílio visual, nas Figuras 1 e 2.

Quanto ao seu mecanismo de manutenção ou evolução, as reabsorções dentárias são, tradicionalmente, classificadas em: a) Inflamatórias. b) Por substituição. As reabsorções dentárias inflamatórias1 são mantidas pelos mediadores inflamatórios que estimulam as BMUs — ou unidades osteorremodeladoras —, e seus clastos reabsorvem gradativamente a superfície dentinária desprovida de cementoblastos ou de odontoblastos, eliminados por causa do processo. O princípio terapêutico dessas reabsorções dentárias é a identificação da causa e sua eliminação; assim, o processo reabsortivo evoluirá para a fase reparatória. Ocorre dessa forma nas reabsorções dentárias inflamatórias relacionadas à movimentação ortodôntica a cada período de ativação dos aparelhos.

*

Como citar este artigo: Consolaro A. The four mechanisms of dental resorption initiation. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):7-9.

Professor Titular da FOB-USP e da Pós-graduação na FORP-USP.

» O autor declara não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 8 de maio de 2013 Revisado e aceito: 25 de maio de 2013 Endereço para correspondência: Alberto Consolaro E-mail: consolaro@uol.com.br

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entrevista

uma entrevista com

Won Moon » Coordenador da pós-graduação em Ortodontia, Faculdade de Odontologia da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), Departamento de Ortodontia. » Diretor, Relações Internacionais, Faculdade de Odontologia da UCLA. » Professor Convidado, Centro Médico Samsung, Seul, Coreia do Sul. » Diplomado pelo Board Americano de Ortodontia (American Board of Orthodontics – ABO). » Revisor dos periódicos Angle Orthodontist e Dental Press Journal of Orthodontics. » Especialista em Ortodontia, Departamento de Ortodontia, Faculdade de Odontologia da UCLA, 1991. » Mestre em Biologia Oral, Departamento de Biologia Oral, Faculdade de Odontologia da UCLA, 1991. » Graduado em Odontologia, Harvard School of Dental Medicine, 1989. » Bacharel em Matemática, Universidade da Califórnia, Irvine (UCI), 1984.

Em tudo na vida, há um lado bom… Em 2010, cursava o doutorado em Ortodontia na UNESP-Araraquara quando, por razões pessoais, precisei me ausentar das atividades acadêmicas e retornar a Salvador por alguns dias. E eis que, por sorte ou providência de Deus, fui afortunado com um grande presente: a oportunidade de conhecer o Dr. Won Moon, que estava em visita ao Brasil, ministrando Curso na Especialização em Ortodontia da Universidade Federal da Bahia. Foi admiração e amizade à primeira vista. Uma segunda chance de desfrutar da convivência com Won ocorreu em 2011, quando fui realizar o doutorado-sanduíche na UCLA. Conhecer suas qualidades mais de perto foi motivação para grande aprendizado. Won é um exemplo de professor — reconhecimento ilustrado nas diversas homenagens concedidas por seus alunos. Sua competência clínica é marcante! Em diversas situações desafiadoras, ouvi de seus residentes a seguinte frase: “Casos assim, só o Dr. Moon trata...”. Nem julgo necessário alongar-me a respeito do brilhantismo de sua carreira como palestrante internacional... Depois de ter visitado os principais centros de referência em Ortodontia do mundo, vocês poderão apreciar essa habilidade por conta própria! Não demorei a perceber que suas qualidades ultrapassam a esfera profissional. Além de ser afortunado por ter uma família muito especial, ainda consegue espaço na sua agenda para se dedicar a esportes radicais, como o alpinismo e o montanhismo. Sempre acompanhado pela esposa, Miran, e sua filha, Crystal, não economiza nas histórias de viagens pelo mundo. Faz-se nítida a cumplicidade de um casamento que começou na adolescência! Feitas as devidas apresentações do nosso ilustre entrevistado, dedico meus cordiais agradecimentos aos colegas Sergei Rabelo, Richard Kulbersh, Greg Huang e Barry Briss, por aceitarem o convite de participar ativamente dessa entrevista. Agradeço, ainda, à Dental Press, pela honra a mim concedida, em conduzir essa experiência. Desejo a todos os leitores que essa leitura seja tão prazerosa e rica quanto o trajeto científico que nos trouxe a essa entrevista. André Wilson Machado

Como citar esta seção: Moon W. Interview. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):12-28. Enviado em: 14 de fevereiro de 2013 - Revisado e aceito: 7 de março de 2013 » Os pacientes que aparecem na presente seção autorizaram previamente a publicação de suas fotografias e radiografias.

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entrevista

Moon W

dentro da câmara passará por um processo de remodelagem e preencherá o vazio. Isso cria um retentor mecânico dentro do osso cortical e maior integração do osso com o MI, internamente, o que auxilia na estabilidade secundária. Nossos estudos, partes 1 e 2, publicados no periódico Angle Orthodontist28, ilustram a estabilidade desse novo MI in vitro. Nosso mais recente estudo também demonstrou a superioridade de sua estabilidade em várias simulações clínicas. Estamos, agora, prontos para um teste clínico desse design na UCLA.

mais na biomecânica do que na biologia óssea. Ao longo dos anos, muitos trabalhos foram produzidos na área de biomecânica da Ortodontia, e trouxeram progresso para a ciência. Talvez seja por isso que vendemos nossas almas para esses novos dispositivos que alegam tornar a Ortodontia mais fácil e mais eficiente. Novos arcos hi-tech, novos aparelhos e novos materiais melhoraram nossos protocolos de tratamento, mas vejo que a melhora na velocidade do tratamento foi, na melhor das hipóteses, mínima. Não interessa quais novos dispositivos temos, não podemos mover os dentes mais rapidamente do que a velocidade de remodelação do osso. Eis minha opinião a respeito da redução no tempo de tratamento: seria muito mais eficiente se pudéssemos influenciar o processo de remodelação óssea. Os irmãos Wilco apresentaram a movimentação dentária acelerada, e os resultados não foram igualados por nenhuma invenção biomecânica até hoje30. A chave é: como conseguir resultados semelhantes aos obtidos por eles sem usar um procedimento tão invasivo? A movimentação dentária acelerada é um dos meus projetos na UCLA, e esperamos ter boas novidades em breve.

A comunidade ortodôntica ficou entusiasmada com a ideia de reduzir o tempo de tratamento com o uso de braquetes autoligáveis, mas, após uma avaliação dos estudos recentes, viu-se que não é possível tratar pacientes mais rapidamente. O que pensa a respeito disso? Já foi bem estabelecido que os braquetes autoligáveis não reduzem significativamente o tempo de tratamento29. Fico preocupado com a recente tendência de “raciocínio baseado no aparelho”. Em toda a nossa volta, há propagandas promovendo aparelhos, como o Invisalign, o Damon Brackets, e o Incognitos. Entendo que os fabricantes desses produtos estejam tentando convencer o público, pois têm que vender seus produtos. Muitos de nós nos rendemos a essa pressão e fornecemos esses serviços aos pacientes, os quais muitas vezes podem não ser a melhor opção de tratamento. Também é triste ver que muitos ortodontistas promovem, sem pensar, os dispositivos escolhidos pelos fabricantes, alegando que esses produtos são superiores e/ou mais eficientes, sem oferecer evidências científicas concretas. Creio firmemente que todos devamos voltar à Ortodontia com base na habilidade e tratar esses novos sistemas apenas como meras ferramentas para atingir nossas metas. Usei MIs extensivamente e, por vezes, atingi metas de tratamento que não teriam sido possíveis no passado — mas não foram os MIs que trataram os pacientes, a diferença está no que eu faço com essa nova ferramenta. Se você está procurando uma boa refeição, vai procurar um restaurante com um chef excelente, e não vai se preocupar muito com o tipo de faca que esse chef usa. A diferença está no que o chef faz, não em qual ferramenta usa. Se quisermos realmente reduzir o tempo do tratamento, devemos considerar dois fatores: biomecânica e biologia óssea. Os ortodontistas tendem a se concentrar

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Uma analogia interessante poderia ser feita para os casos em que são usados mini-implantes. Em sua opinião, podemos diminuir o tempo de tratamento usando mini-implantes? Essa é uma alegação comum, que escuto de muitas pessoas. Não concordo com essa generalização. Em casos que exigem cooperação do paciente ou ancoragem máxima, controle de ancoragem assimétrica, controle vertical, etc., os MIs podem ajudar na eficiência e controle. Entretanto, em muitos casos, os MIs podem ser usados para corrigir problemas que não poderiam ser corrigidos com recursos mecânicos convencionais: inclinação acentuada, mordida aberta acentuada, excesso maxilar vertical, grande altura inferior da face, apinhamento excessivo em casos tratados sem extrações, casos com comprometimento periodontal, desequilíbrio esquelético, etc. Como agora somos capazes de corrigir esses problemas tão difíceis, o tratamento muitas vezes leva muito mais tempo do que os casos ortodônticos típicos. Não é necessariamente a redução da duração do tratamento que devemos celebrar, mas a capacidade de oferecer, no tratamento de casos extremamente desafiadores, resultados mais excelentes usando os MIs.

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entrevista

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artigo inédito

Alterações sagitais dos incisivos inferiores pelo uso do arco lingual Helen Carolina Becker Letti1, Susana Maria Deon Rizzatto2, Luciane Macedo de Menezes2, Chalana Sangalli Reale3, Eduardo Martinelli de Lima2, Fernando Lima Martinelli2

Objetivo: avaliar a alteração sagital ocorrida nos incisivos inferiores com o uso do arco lingual no período de transição da dentição mista para a permanente. Métodos: a amostra foi composta por 44 pacientes leucodermas (26 meninas e 18 meninos), divididos em dois grupos: (GC) grupo controle, no qual foi efetuado monitoramento do espaço da arcada inferior, sem tratamento ortodôntico/ortopédico no período avaliado (n  =  14); (GE) grupo experimental, presença de suave apinhamento anteroinferior e instalação do arco lingual para manutenção do espaço (n = 30). A posição dos incisivos inferiores foi analisada em traçados cefalométricos computadorizados realizados ao início (T1) e ao final do acompanhamento, já na dentição permanente (T2). Para avaliar a posição dos incisivos foram utilizadas as medidas das análises cefalométricas de Tweed e de Steiner: IMPA, 1.NB e 1-NB. As alterações ocorridas foram analisadas pelo teste t para amostras pareadas, enquanto as diferenças entre os grupos foram avaliadas pelo teste t para amostras independentes, bem como para o dimorfismo sexual. Resultados: os valores em T2 foram maiores em relação a T1 para todas as medidas no GE (IMPA, p = 0,038; 1.NB, p = 0,007; e 1-NB, p < 0,0001). Na comparação das diferenças (T2-T1) entre o GC e GE pôde-se aferir diferenças significativamente superiores para as medidas 1.NB (p = 0,002) e 1-NB (p < 0,0001) no GE. Não houve diferença significativamente estatística entre os sexos. Conclusão: concluiu-se que os incisivos inferiores foram projetados após a utilização do arco lingual para o controle do espaço no período de transição da dentição mista para a permanente, porém a projeção esteve dentro dos padrões aceitáveis, não havendo diferença entre sexos. Palavras-chave: Incisivo. Ortodontia. Circunferência craniana.

» Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Como citar este artigo: Letti HCB, Rizzatto SMD, Menezes LM, Reale CS, Lima EM, Martinelli FL. Sagittal changes in lower incisors by the use of lingual arch. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):29-34. Enviado em: 28 de janeiro de 2009 - Revisado e aceito: 27 de abril de 2011

Especialista em Ortodontia, PUCRS. 2 Professor, curso de Pós-graduação em Ortodontia e Ortopedia Facial, PUCRS. 3 Mestre em Ortodontia e Ortopedia Facial pela PUCRS. 1

» Os pacientes que aparecem no presente artigo autorizaram previamente a publicação de suas fotografias faciais e intrabucais. Endereço para correspondência: Helen Carolina Becker Letti Av. Ipiranga, 6681 Prédio 6, Faculdade de Odontologia Bairro Partenon – Porto Alegre/RS - CEP: 90619-900 – Email: smdr@uol.com.br

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artigo inédito

Letti HCB, Rizzatto SMD, Menezes LM, Reale CS, Lima EM, Martinelli FL

Além da manutenção do Leeway Space, com a utilização do arco lingual é possível recuperar espaços de até 2mm de discrepância negativa, eliminando o apinhamento na transição da dentição mista para permanente10. Dugoni et al.4 verificaram que com o uso do arco lingual o alinhamento dos incisivos inferiores foi clinicamente aceitável em 76% dos casos no período pós-contenção. Segundo os mesmos autores, o aproveitamento do Leeway Space para a dissolução do apinhamento pode trazer melhor estabilidade em longo prazo4. Os métodos usualmente adotados para calcular a discrepância na análise da dentição mista podem superestimar os valores obtidos. Sugere-se, portanto, a utilização de métodos de predição do tamanho dos dentes permanentes que tenham um coeficiente de explicação (R2) mais próximo de 1. Para tal, a utilização de telerradiografia oblíqua de 45° é uma opção com bom grau de acurácia12,13.   Rebellato et al.18 relatam ter ocorrido uma leve projeção dos incisivos inferiores, encontrando um valor médio de aumento no IMPA de 0,73°, tendo avaliado 14 pacientes, com idade média de 11,5 anos, que usaram somente o arco lingual passivo nesse período do tratamento, e utilizando o método de superposição dos traçados cefalométricos para a comparação pré e pós-tratamento. Já Villalobos et al.25 relataram que o incisivo inferior apresentou uma discreta retroinclinação média de 0,52° com a utilização do arco lingual, por meio do mesmo método de superposição dos traçados cefalométricos. Apesar da diferença de método no que diz respeito à comparação entre a posição inicial e final dos incisivos inferiores, no presente estudo foi encontrada uma projeção média de 1,9° para IMPA. A opção de utilizar traçados cefalométricos computadorizados com medidas angulares e lineares foi baseada na padronização da técnica, permitindo avaliações longitudinais do mesmo indivíduo com bom grau de confiança.   CONCLUSÃO Conclui-se que os incisivos inferiores foram projetados após a utilização do arco lingual para controle de espaço no período de transição da dentição mista para permanente, porém dentro de padrões aceitáveis, não havendo diferença estatística entre os sexos para as medida avaliadas.

10

Frequência de indivíduos

8

6

4

2

0 82,5

85,0

87,5

90,0

92,5

95,0

97,5

100

102,5 105

107,5

IMPA (graus)

Gráfico 1 - IMPA (GE): valor final.

crescimento mandibular. Objetivando determinar de maneira precisa a inclinação dos incisivos inferiores, as medidas 1.NB, 1-NB e IMPA foram utilizadas como referência nesse trabalho. As alterações no ponto B ocorrem suavemente dos 6 aos 10 anos idade, e de forma mais marcada dos 10 aos 15 anos, concomitantemente à inclinação lingual dos incisivos8. Em concordância com o estudo anterior, Watanabe et al.26 também verificaram uma inclinação lingual dos incisivos mandibulares entre os 8 e 15 anos de idade. Portanto, durante a puberdade os incisivos inferiores tendem a mover-se lingualmente, caso nada impeça esse movimento. Se a inclinação lingual não ocorre, isso pode ser atribuído ao apinhamento na região anterior. Segundo os resultados encontrados no presente estudo, o uso do arco lingual impediu a tendência de inclinação lingual que foi relatada nos estudos anteriores, sendo constatada certa projeção dos incisivos inferiores. A projeção dos incisivos inferiores, verificada no presente estudo, pode ser considerada clinicamente vantajosa, atentando-se para o fato de poder minimizar ou até mesmo de eliminar a necessidade de futuras exodontias ou de stripping durante os tratamentos corretivos em casos de pequenas discrepâncias negativas na dentição mista, sendo dependente da interpretação cefalométrica e facial, da queixa do paciente e do que é biologicamente aceitável para cada indivíduo. Essa projeção pode ser utilizada, facilitando a biomecânica ortodôntica com ganho de espaço27. A intervenção ortodôntica na dentição mista promoveria menores chances de desenvolvimento de problemas oclusais futuros9.

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artigo inédito

Alterações sagitais dos incisivos inferiores pelo uso do arco lingual

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artigo inédito

Avaliação mecânica do aparelho quadri-hélice em liga de aço inoxidável com baixo teor de níquel Rogério Lacerda dos Santos1, Matheus Melo Pithon2

Objetivo: o objetivo do presente estudo foi testar a hipótese de não haver diferença no desempenho mecânico entre fios de aço inoxidável e fios de aço inoxidável com baixo teor de níquel. Avaliar, também, a força, a resiliência e o módulo de elasticidade produzidos pelos aparelhos quadri-hélice confeccionados com fio de 0,032" e 0,036". Métodos: foram confeccionados 60 aparelhos quadri-hélice. Desses, 30 para cada tipo de liga, sendo 15 confeccionados com fio de 0,032" e 15 com fio 0,036". Todos os arcos foram submetidos a teste de compressão mecânica em máquina EMIC DL-10000, simulando 4, 6, 9, e 12mm de ativação. A análise de variância e comparação múltipla (ANOVA) e o teste de Tukey foram utilizados (p < 0,05) para avaliação da força, resiliência e módulo de elasticidade. Resultados: observou-se diferença estatisticamente significativa entre forças produzidas, resiliência e módulo de elasticidade entre as espessuras 0,032" e 0,036" (p < 0,05). Conclusão: os aparelhos confeccionados com liga de aço inoxidável com baixo teor de níquel apresentaram liberação de força, resiliência e módulo de elasticidade semelhantes aos aparelhos que utilizaram a liga de aço inoxidável. Palavras-chave: Aparelhos ortodônticos. Hipersensibilidade. Níquel.

Como citar este artigo: Santos RL, Pithon MM. Mechanical evaluation of quad-helix appliance made of low-nickel stainless steel wire. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):35-8.

Especialista em Ortodontia, UNIFAL. Mestre e Doutor em Ortodontia, UFRJ. Professor Adjunto de Ortodontia, UFCG. 2 Especialista em Ortodontia, UNIFAL. Mestre e Doutor em Ortodontia, UFRJ. Professor Assistente de Ortodontia, UESB. 1

Enviado em: 18 de fevereiro de 2009 - Revisado e aceito: 14 de agosto de 2009 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Rogério Lacerda dos Santos Universidade Federal de Campina Grande/Centro de Saúde e Tecnologia Rural Av. dos Universitários, S/N – Rodovia Patos / Teixeira CEP: 58.700-970 – Patos/PB – E-mail: lacerdaorto@hotmail.com

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artigo inédito

Avaliação mecânica do aparelho quadri-hélice em liga de aço inoxidável com baixo teor de níquel

substituí-los por braquetes e fios de aço inoxidável isentos de níquel, ou com baixo teor desse íon. O fio de liga de aço inoxidável com baixo teor de níquel é uma opção que o ortodontista pode utilizar em pacientes com histórico de hipersensibilidade ao níquel; porém, o paciente deve estar atento à ativação que será empregada nos aparelhos confeccionados com esse fio. O níquel possui a função de estabilizar a liga metálica. A redução de sua quantidade altera as propriedades físico-químicas da liga. Essa alteração pode gerar aumento de rigidez no fio ortodôntico. O aparelho quadri-hélice, confeccionado em liga de aço inoxidável com baixo teor de níquel, apresentou maior liberação de força comparado à liga de aço convencional, e isso pode influenciar significativamente o tratamento proposto, obtendo uma resposta de movimento dentário maior que a esperada.

Esses achados mostram que a força produzida por ativações de até 12mm em aparelhos quadri-hélice confeccionados com fio de 0,036" de liga de aço inoxidável ou de liga de aço inoxidável com baixo teor de níquel foram inferiores a 400g. Essa força é insuficiente para obtenção de efeitos ortopédicos, mesmo que associados ao uso de aparelho fixo. Portanto, seu uso seria inválido para esse tipo de tratamento. O níquel é conhecido por seu potencial alergêni13,18,22 co . Estima-se que de 4,5 a 28,5% da população tem hipersensibilidade ao níquel4,14,18,21, com maior prevalência para o sexo feminino. Para cada dez mulheres, um homem apresenta alergia ao níquel18. Associa-se a presença de íons metálicos (como o níquel) em aparelhos ortodônticos a reações de hipersensibilidade2. As manifestações clínicas de hipersensibilidade ao níquel são fáceis de se diagnosticar. Diante de um quadro de alergia, qualquer aparelho intrabucal ou extrabucal, em uso pelo paciente, que possua níquel deve ser removido até que os sinais de reações adversas na mucosa ou pele tenham cicatrizado completamente7. A história prévia de alergia deve ser considerada um fator preditivo de manifestações clínicas de hipersensibilidade ao níquel8. Dessa forma, em vez de se utilizar aparelhos intra e extrabucais que possuam níquel, sugere-se

CONCLUSÃO 1) A liga de aço inoxidável com baixo teor de níquel apresentou liberação de força, resiliência e módulo de elasticidade semelhantes às da liga de aço inoxidável. 2) Os aparelhos quadri-hélice produzem forças adequadas para o tratamento ortodôntico, desde que sua aplicação clínica seja corretamente planejada.

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artigo inédito

Alterações transversais das arcadas dentárias de pacientes tratados sem extração com braquetes autoligáveis Liliana Avila Maltagliati1, Yasushi Inoue Myiahira2, Liana Fattori3, Leopoldino Capelozza Filho4, Mauricio Cardoso4

Objetivo: o presente estudo teve por objetivo avaliar, em modelos de gesso, as alterações dimensionais transversais das arcadas dentárias, decorrentes do tratamento ortodôntico sem extração, com braquetes autoligáveis. Métodos: a amostra constou de 29 pacientes que apresentavam má oclusão de Classe I, com apinhamento superior e inferior mínimo de 4mm, que foram tratados unicamente com aparelho fixo, sem desgastes, extração ou distalização dentária. Os modelos de gesso foram obtidos antes e ao final do tratamento. Conclusão: os resultados indicaram que as maiores alterações transversais ocorreram na região dos pré-molares, tanto dos primeiros como dos segundos, e tanto na maxila como na mandíbula. A distância intercaninos teve aumento, em média, de 0,75mm na arcada superior, e de 1,96mm na inferior. Os molares também demonstraram tendência de aumento das dimensões transversais, porém em menor intensidade que os pré-molares. Todas as medidas denotaram diferença estatisticamente significativa, com exceção dos segundos molares superiores. Palavras-chave: Ortodontia corretiva. Modelos dentários. Braquetes ortodônticos.

Como citar este artigo: Maltagliati LA, Myiahira YI, Fattori L, Capelozza Filho L, Cardoso M. Transversal changes in dental arches of non-extraction treatment with self ligating brackets. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):39-45.

Mestre e Doutora em Ortodontia, FOB-USP. 2 Mestre em Ortodontia, UMESP. 3 Professora, curso de Especialização em Ortodontia, Grupo Straight-Wire do Rio de Janeiro. 4 Professor, Programa de Graduação e Pós-graduação em nível de Especialização e Mestrado em Ortodontia, Universidade do Sagrado Coração. 1

Enviado em: 09 de julho de 2009 - Revisado e aceito: 03 de maio de 2011 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Liliana Avila Maltagliati Rua Salete, 200 – Sala 42 – Santana – São Paulo/SP CEP: 02.016-001 – E-mail: lilianamaltagliati@hotmail.com

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artigo inédito

Maltagliati LA, Miyahira YI, Fattori L, Capelozza Filho L, Cardoso M

De acordo com os resultados da presente pesquisa, parece claro que ocorre, de fato, uma expansão lateral e transversal, com movimento vestibular de pré-molares e molares, e caninos em menor extensão, proporcionando espaço na arcada para nivelamento dos dentes inicialmente apinhados. Ainda mais importante é que a alteração na dimensão intercaninos esteve dentro do que a literatura prevê como normal para um tratamento convencional, com ou sem extração. Parece que a expansão foi distribuída ao longo de toda a arcada dentária, provocando pequeno movimento vestibular de todos os dentes, que, somados, atingiram o espaço necessário para nivelamento, o que justifica também as alterações não serem exageradas, apesar de terem alcançado significância estatística para a maioria das medidas. Entretanto, outros estudos avaliando o movimento dos incisivos superior e inferior em modelos de gesso, bem como em telerradiografias e tomografias computadorizadas, podem ajudar a completar o entendimento de como ocorre a movimentação dentária por meio do tratamento com fios de níquel-titânio em um sistema de baixo atrito, assim como verificar, em relação ao tecido ósseo alveolar, quais as modificações decorrentes do movimento vestibular dos dentes posteriores. Esses tópicos, entretanto, serão tratados em próximas publicações.

do tratamento com inclinação vestibular. Todas as medidas na arcada inferior atingiram significância estatística. Essa diferença de expansão posterior entre maxila e mandíbula também foi observada por Begole, Fox e Sadowsky21. Avaliando 76 modelos de estudo (iniciais e finais), de 38 casos tratados com e sem extração de primeiros pré-molares, esse autores verificaram que, ao final do tratamento, nos casos tratados sem extração houve diferença significativa entre a expansão da maxila em relação à mandíbula, sendo maior para a maxila, com maior aumento na região de primeiros e segundos pré-molares, com exceção dos caninos, que apresentaram expansão semelhante em ambas as arcadas. Conclusão O resultado da presente pesquisa desafia a Ortodontia convencional ao propor que a propriedade passiva dos braquetes do sistema, permitindo que todos os braquetes colados funcionem como tubos, e a aplicação de forças extremamente suaves, devido ao uso de fios de baixo calibre e superelásticos, possibilitam uma expansão lenta das arcadas dentárias, eliminando, em muitos casos, a necessidade de expansão rápida, principalmente a expansão cirúrgica da maxila.

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Estabilidade em longo prazo do alinhamento anterossuperior em casos tratados ortodonticamente sem extrações Luiz Filiphe Gonçalves Canuto1, Marcos Roberto de Freitas2, Karina Maria Salvatore de Freitas3, Rodrigo Hermont Cançado4, Leniana Santos Neves5

Objetivo: o presente estudo avaliou, por meio de uma análise retrospectiva, a estabilidade pós-tratamento do alinhamento dos incisivos anterossuperiores de pacientes submetidos ao tratamento ortodôntico sem extrações. Métodos: a amostra foi constituída de 23 pacientes (13 do sexo feminino e 10 do sexo masculino), com idade inicial de 13,36 ± 1,81 anos. Mediu-se nos modelos de estudo das fases inicial (T1), final (T2) e pós-tratamento (T3) de aproximadamente de 5 anos, a irregularidade dos incisivos superiores, as distâncias intercaninos e entre os primeiros e segundos pré-molares, a distância intermolares, o comprimento e o perímetro da arcada superior. Após a obtenção dos dados, realizou-se a análise estatística. Para a análise das alterações ao longo dos três tempos estudados, utilizou-se a análise de variância (ANOVA) a um critério de seleção e, em caso de resultado significativo, o teste de Tukey. Para verificar a presença de correlação entre a recidiva do apinhamento anterossuperior e a recidiva das variáveis distâncias intercaninos, interpré-molares, intermolares, comprimento e perímetro da arcada, utilizou-se o teste de correlação de Pearson. Resultados: os resultados não evidenciaram alterações dimensionais significativas ao final do tratamento; entretanto, durante o período de pós-tratamento, foram observadas alterações significativas em relação à quantidade de irregularidade dos incisivos superiores. Conclusão: concluiu-se que houve recidiva estatisticamente significativa (+1,52mm) na irregularidade anterossuperior durante o período de pós-tratamento. Entretanto, nenhuma das variáveis aferidas nos modelos pôde ser clinicamente associada à recidiva anterossuperior. Palavras-chave: Recidiva. Ortodontia corretiva. Má oclusão.

Como citar este artigo: Canuto LFG, Freitas MR, Freitas KMS, Cançado RH, Neves LS. Long-term stability of maxillary anterior alignment in nonextraction cases. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):46-53.

Pós-doutor em Ortodontia, FOB-USP. Professor, cursos de Especialização em Ortodontia, ABO-PE e FACSETE. 2 Professor Titular, disciplina de Ortodontia, FOB-USP. 3 Doutora em Ortodontia, FOB-USP. Pós-doutora em Ortodontia, Toronto Dentistry University. 4 Professor Adjunto, Uningá. Professor, curso de Especialização em Ortodontia, UFVJM. 5 Professora, curso de Especialização em Ortodontia, UFVJM. 1

Enviado em: 12 de agosto de 2009 - Revisado e aceito: 17 de dezembro de 2010 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Luiz Filiphe Gonçalves Canuto Alameda Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75 CEP: 17.012-901 – Bauru/SP E-mail: luizfiliphecanuto@yahoo.com.br

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Estabilidade em longo prazo do alinhamento anterossuperior em casos tratados ortodonticamente sem extrações

foi investigada somente por Surbeck et al.25 e por Erdinc, Nanda e Isiksal8. Surbeck et al.25 encontraram uma associação significativa (p  <  0,001) entre a redução da distância intercaninos e a recidiva anterossuperior; entretanto, o resultado do teste de correlação revela uma associação fraca (r < 0,70). Erdinc, Nanda e Isiksal8 não encontraram correlação entre o aumento na irregularidade dos incisivos e a redução da distância intercaninos, corroborando os resultados do presente trabalho.

acordo com a irregularidade inicial25. Entretanto, analisando os resultados de outros autores e os resultados obtidos, uma correlação positiva entre a quantidade de apinhamento anterossuperior inicial sobre a quantidade de recidiva pós-tratamento parece improvável. No presente trabalho, por exemplo, o grupo experimental apresentava ao início do tratamento 6,56mm de irregularidade e apresentou uma recidiva pós-tratamento média de 1,52mm. A quantidade média de recidiva desse trabalho mostrou-se maior que a verificada por Ferris et al.9, Sadowsky et al.23 e Vaden, Harris e Gardner30, os quais apresentaram maiores valores para a irregularidade inicial dos incisivos superiores: 10,45mm; 8,0mm e 7,9mm, respectivamente. Esses trabalhos, mesmo apresentando quantidades ligeiramente maiores de apinhamento, demonstraram uma menor quantidade de recidiva do apinhamento no período pós-tratamento (0,47mm; 1,1mm e 0,3mm, respectivamente). A quantidade de recidiva do apinhamento anterossuperior no período pós-tratamento (LITTLE3-2) apresentou correlação estatisticamente significativa (p < 0,05) com as alterações das distâncias intercaninos (INTERC3-2) e entre os primeiros pré-molares (INTERPB3-2) durante esse mesmo período (Tab.  3). As correlações observadas apresentaram coeficiente de valor negativo. Interpretando esses resultados, verifica-se que quanto maior a redução das distâncias intercaninos e entre os primeiros pré-molares na fase pós-tratamento, maior a recidiva do apinhamento anterossuperior. Embora essas correlações apresentem significância estatística, os valores de seus coeficientes revelam uma correlação fraca (valores de r de -0,459 e de -0,419). Portanto, pode-se afirmar que a correlação observada entre recidiva do apinhamento anterossuperior e a redução dessas distâncias apresenta pouca significância clínica. Além disso, parece óbvio que a redução dessas distâncias tende a ser reflexo de um estreitamento da arcada superior na região anterior e, consequentemente, resulte em diminuição do espaço disponível e em aumento da quantidade de apinhamento. Apesar dos numerosos estudos que avaliaram uma possível relação entre as alterações da distância intercaninos inferiores e a recidiva ortodôntica anteroinferior, uma correlação entre a recidiva da distância intercaninos superiores e a recidiva da apinhamento anterossuperior

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Implicações clínicas O alinhamento dos dentes anterossuperiores apresenta menor tendência à recidiva quando comparado ao mesmo segmento na arcada inferior, tal fato talvez explique a escassa abordagem na literatura científica. Apesar da maior estabilidade, a recidiva anterossuperior pode comprometer o tratamento ortodôntico no período de pós-tratamento. O valor médio de recidiva observado no presente trabalho (1,52mm), apesar de estatisticamente significativo, pode ser considerado clinicamente aceitável14. Entretanto, essa pequena quantidade de recidiva pode ser a causa de insatisfação de alguns pacientes. A recidiva do apinhamento anterossuperior apresenta influência de vários fatores, como tempo de contenção, grau de apinhamento inicial, recidiva do segmento dentário oposto, alterações na forma da arcada, dentes rotacionados no período de pré-tratamento e falta de completa correção da giroversão dos dentes, resultando em quebra dos pontos de contato. Dessa forma, torna-se evidente que melhores resultados em longo prazo podem ser obtidos por meio de um protocolo de contenção mais rígido e uma boa finalização do tratamento. CONCLUSÕES Houve recidiva estatisticamente significativa (1,52mm) na irregularidade anterossuperior, após aproximadamente 5 anos de finalização do tratamento. Nenhuma das variáveis aferidas nos modelos pôde ser clinicamente associada à recidiva anterossuperior. Os resultados sugerem que o clínico deve tomar maiores cuidados em relação ao protocolo de contenção da arcada superior, pois a recidiva da correção do apinhamento anterossuperior, apesar de ocorrer em menor magnitude quando comparada à da arcada inferior, pode ser significativa.

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artigo inédito

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artigo inédito

Influência do tratamento de superfícies resinosas na resistência ao cisalhamento de braquetes ortodônticos Ione Helena Vieira Portella Brunharo1, Daniel Jogaib Fernandes2, Mauro Sayão de Miranda3, Flavia Artese4

Introdução: foram avaliadas as forças de cisalhamento após colagem de braquetes ortodônticos em superfícies resinosas microparticuladas ou micro-híbridas, após diferentes tratamentos de superfície. Métodos: foram utilizados 280 corpos de prova, divididos em grupos de 10 elementos cada, sendo 140 preenchidos com resina microparticulada Durafill e 140 com resina micro-híbrida Charisma. Os tratamentos de superfície envolveram: ácido fosfórico, ácido fluorídrico, jato de bicarbonato de sódio, jato de óxido de alumínio, pedra e broca. A silanagem foi utilizada em metade dos grupos. O cisalhamento foi realizado com a máquina universal de testes EMIC DL 10000 MF, com célula de 10kg e velocidade de 0,5mm/min. As comparações entre as forças de cisalhamento foram obtidas por meio da análise de variância, e o grau de interação entre os tipos de compósito e o preparo de superfície foram obtidos por meio de uma regressão multivariada. Resultados: as médias e desvios-padrão foram: jato de bicarbonato  =  11,27 ± 2,78; broca  =  9,26 ± 3,01; pedra = 7,95 ± 3,67; jato de óxido de alumínio = 7,04 ± 3,21; ácido fosfórico = 5,82 ± 1,90; ácido fluorídrico = 4,54 ± 2,87; e sem preparo = 2,75 ± 1,49. Um acréscimo de 1,94MPa foi obtido com o uso do compósito Charisma. A silanagem reduziu em 0,68MPa as médias do compósito Charisma, e aumentou o Durafill com uso do jato de bicarbonato (0,83), broca (0,98) e pedra (0,46). Conclusão: os preparos com jato de bicarbonato, broca e pedra obtiveram médias de forças apropriadas para colagem. O compósito Charisma apresentou forças de maior intensidade que as da resina Durafill. Palavras-chave: Resistência ao cisalhamento. Materiais dentários. Braquetes ortodônticos. Ortodontia.

Como citar este artigo: Brunharo IHVP, Fernandes DJ, Miranda MS, Artese F. Influence of surface treatment on shear bond strength of orthodontic brackets. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):54-62.

Professora Visitante, Departamento de Odontologia Preventiva e Comunitária, UERJ. 2 Doutor em Ortodontia, UERJ. 3 Professor Adjunto, Departamento de Dentística Restauradora, UERJ. 4 Professora Adjunta, Departamento Odontologia Preventiva e Comunitária Ortodontia, UERJ. 1

Enviado em: 10 de setembro de 2009 - Revisado e aceito: 12 de abril de 2010 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Ione Helena Vieira Portella Brunharo Rua Largo do Machado 54/501 – Flamengo – Rio de Janeiro/RJ CEP: 22.221-020 – E-mail: ioneportella@yahoo.com.br

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artigo inédito

Influência do tratamento de superfícies resinosas na resistência ao cisalhamento de braquetes ortodônticos

CONCLUSÃO 1) O compósito resinoso micro-híbrido Charisma suportou melhor as forças de ruptura durante os testes de cisalhamento dos braquetes do que a resina microparticulada Durafill. 2) A silanagem melhorou o preparo de superfície do compósito resinoso Durafill quando realizado o jateamento com bicarbonato e quando realizadas ranhuras por broca ou pedra. 3) Quando realizada nos compósitos resinosos Charisma, a silanagem piorou as médias obtidas para tensão de ruptura dos braquetes ortodônticos em todos os preparos de superfícies, à exceção o ácido fosfórico. 4) Os preparos de superfície com jato de bicarbonato, broca ou pedra sofreram maior influência do operador do que os demais.

5) O tratamento de superfície com jato de bicarbonato, broca ou pedra, nos dois tipos de compósitos resinosos testados, obtiveram médias de tensão de ruptura superiores a 7,8MPa — valor preconizado suficiente para o sucesso de uma colagem em situação clínica. AGRADECIMENTOS Aos Doutores Felipe A.R. Carvalho e Rhita C.C. Almeida, pela colaboração com o presente trabalho. À Morelli Ortodontia, pela doação dos materiais analisados no presente estudo. À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) pelo suporte fornecido. Número do Projeto de Bolsa Pós-Doutor n° 152.022/2007 (E-26/101.056/2007).

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artigo inédito

A evolução do diagnóstico cefalométrico em Ortodontia Maurício Barbosa Guerra da Silva1, Eduardo Franzotti Sant’Anna2

Introdução: apesar do desenvolvimento da tomografia computadorizada ter representado um marco na área do diagnóstico por imagem, sua utilização em Odontologia deu-se de forma muito discreta ao longo dos anos. Com o surgimento de programas para análises de imagens tridimensionais, específicos para Ortodontia e Cirurgia Ortognática, uma nova realidade está sendo construída. Objetivo: os autores do presente artigo têm o objetivo de informar à sociedade ortodôntica fundamentos sobre imagem radiográfica cefalométrica digital e tomografia computadorizada, discutindo sobre o campo de visão (FOV), doses de radiação, exigências para o uso em Ortodontia e simulações radiográficas. Palavras-chave: Tomografia computadorizada de feixe cônico. Radiografia dentária digital. Diagnóstico por computador.

Como citar este artigo: Silva MBG, Sant’Anna EF. The evolution of cephalometric diagnosis in Orthodontics. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):63-71.

Pós-graduando em Ortodontia, UFRJ. 2 Professor Adjunto de Ortodontia, UFRJ. 1

Enviado em: 15 de setembro de 2009 - Revisado e aceito: 29 de dezembro de 2010 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Eduardo Franzotti Sant’Anna Av. Professor Rodolpho Paulo Rocco – Cidade Universitária - Ilha do Fundão CEP: 21.941-590 – Rio de Janeiro/RJ E-mail: eduardo.franzotti@gmail.com

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artigo inédito

A evolução do diagnóstico cefalométrico em Ortodontia

mandíbula. Na radiografia ortogonal, quando a projeção dos raios é paralela, há uma manutenção da relação de tamanho 1:1 para os dois lados da face — característica da tomada tomográfica. Durante a obtenção de radiografia cefalométrica, tem-se uma vista frontal do volume tridimensional, com linhas de referências fornecidas para um correto posicionamento. É fornecida uma janela que serve para determinar o quanto da imagem deve constituir a radiografia simulada. Uma possibilidade interessante é a geração de uma radiografia para cada metade da cabeça, removendo-se as superposições das estruturas bilaterais da face. Pode-se simular pelo menos três imagens diferentes para cada configuração (ortogonal ou perspectiva). Na Figura  9, temos uma imagem com superposições, onde todo o volume foi selecionado; na Figura 10, temos uma simulação que inclui apenas o lado direito da imagem; por fim, na Figura  11 temos apenas as estruturas do lado esquerdo, compondo a radiografia simulada.

inferior a 1 minuto. Com isso, o ortodontista tem a vantagem diagnóstica de periapicais, panorâmicas, cefalométricas, oclusais e de uma vista espacial da articulação temporomandibular (ATM) de uma só vez, bem como tem a possibilidade de separar os lados direito e esquerdo da face na análise cefalométrica, diminuindo a sobreposição das estruturas ósseas27. A radiografia cefalométrica pode ser simulada a partir da tomografia, com diferentes características, apresentando possibilidades vantajosas. Na simulação da radiografia cefalométrica, o modelo volumétrico  —  reconstruído a partir dos cortes tomográficos — é orientado espacialmente pelo operador, como se posicionasse a cabeça do paciente no cefalostato de um equipamento telerradiográfico convencional e, em seguida, esse é projetado em uma imagem bidimensional (Fig. 9). No momento da simulação radiográfica, alguns softwares — como o Dolphin Imaging 3D (Dolphin Imaging & Management Solutions, EUA), e o InVivo (Anatomage, EUA) — permitem ajustes da divergência ou do paralelismo dos raios (Fig. 8). Pode-se escolher entre duas configurações: perspectivas ou ortogonais. A radiografia perspectiva é a mais próxima das cefalométricas convencionais, pois é simulada com divergência dos raios, resultando em uma magnificação da imagem inerente à técnica, causando diferentes ampliações entre as estruturas do lado esquerdo e direito da face, especialmente nas bordas inferiores da

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Conclusão É de extrema importância que o ortodontista esteja sempre atualizado sobre a evolução das técnicas de obtenção de imagens — peças fundamentais para o diagnóstico —, fazendo com que a tecnologia seja uma forte aliada para o sucesso do tratamento ortodôntico de seus pacientes.

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artigo inédito

Silva MBG, Sant’Anna EF

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artigo inédito

Crescimento transversal dos maxilares durante e após a terapia com Bionator: estudo com implantes metálicos André da Costa Monini1, Luiz Gonzaga Gandini Júnior2, Luiz Guilherme Martins Maia3, Ary dos Santos-Pinto4

Introdução: esse estudo envolve a avaliação de telerradiografias posteroanteriores pré- e pós-tratamento com Bionator, bem como, em longo prazo, de pacientes Classe II divisão 1. Objetivo: o objetivo desse trabalho é demonstrar o crescimento transversal da maxila e mandíbula durante e após o uso do Bionator. Métodos: as mensurações das distâncias transversais entre os implantes posteriores da maxila e mandíbula, bem como as das distâncias entre os pontos jugal, gônio e antigônio, foram tomadas em três tempos: T1, antes da terapia com Bionator; T2, após a terapia como Bionator; e T3, 5,74 anos após T2. Resultados: ocorreu aumento transversal estatisticamente significativo por crescimento e/ou por tratamento em todas as variáveis estudadas, com exceção da distância entre os implantes anteriores da maxila. Conclusões: durante o período do estudo, somente a região anterior da maxila não apresentou crescimento transversal. Palavras-chave: Aparelhos ativadores. Má oclusão de Angle Classe II. Desenvolvimento maxilofacial.

Como citar este artigo: Monini AC, Gandini Júnior LG, Maia LGM, Santos-Pinto A. Transverse maxillary and mandibular growth during and after Bionator therapy: Study with metallic implants. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):72-9.

Especialista e Mestre em Ortodontia, UNESP-Araraquara. 2 Professor, Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP-Araraquara. Professor Adjunto Clínico, Baylor College of Dentistry, Dallas, EUA. 3 Mestre e Doutorando em Ortodontia, UNESP-Araraquara 4 Professor, Faculdade de Odontologia de Araraquara, UNESP-Araraquara. 1

Enviado em: 04 de janeiro de 2010 – Revisado e aceito: 20 de outubro de 2010 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Luiz Gonzaga Gandini Júnior Av. Casemiro Perez, 560 – Vila Harmonia – Araraquara/SP CEP: 14.802-600 – E-mail: luizgandini@uol.com.br

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artigo inédito

Monini AC, Gandini Júnior LG, Maia LGM, Santos-Pinto A

ao Bionator no aumento transversal, embora seja pouco provável que aparelhos fixos convencionais tenham algum potencial de efeito ortopédico.   Conclusões 1) As bases ósseas maxilares e mandibulares parecem ser influenciadas pela terapia com Bionator no período de tratamento, voltando a ter um comportamento normal no período pós-tratamento. 2) O padrão de remodelação maxilar e mandibular seguiu a mesma tendência de crescimento transversal dos implantes metálicos. 3) Com a idade, o centro de rotação transversal da maxila desloca-se para posterior.

problema — embora não o eliminasse —, já que alguns centros fazem radiografias posteroanteriores com o plano de Frankfort paralelo ao solo e outros na posição de Frankfort inclinado em 35° para baixo. Os achados do presente estudo são limitados pelo tamanho da amostra, por viés do potencial do tratamento e pela falta de grupo controle. Embora o tamanho da amostra seja pequeno, as probabilidades obtidas e altamente significativas (p < 0,001) sugerem que as mudanças de crescimento observadas são reais. Sendo assim, estudos adicionais com amostras maiores são necessários para providenciar melhores estimativas de variação de aumento transversal pelo crescimento. Há, também, a possibilidade da influência do tratamento subsequente

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artigo inédito

A influência da motivação dos pacientes na dor relatada durante o tratamento ortodôntico Marcio José da Silva Campos1, Robert Willer Farinazzo Vitral2

Introdução: experiências de dor são relatadas rotineiramente pelos pacientes durante o tratamento ortodôntico, o que pode prejudicar a cooperação e o desenvolvimento do tratamento. Os relatos de dor parecem ser influenciados por fatores emocionais, como a motivação para o tratamento. Objetivo: avaliar a correlação existente entre a motivação para o tratamento ortodôntico e a intensidade de dor relatada pelos pacientes durante duas fases iniciais do tratamento. Métodos: vinte indivíduos homens, com 11 a 37 anos de idade, foram avaliados por meio de um questionário dividido em cinco domínios relacionados à motivação para tratamento ortodôntico. Os indivíduos foram acompanhados durante 14 dias, sendo 7 dias apenas com os braquetes colados e 7 dias com o arco inicial inserido, sendo a intensidade de dor avaliada diariamente. Todas as questões, assim como intensidade da dor, foram mensuradas por meio da Escala Visual Análoga (EVA). Resultados: o questionário associado à EVA apresentou boa confiabilidade temporal e consistência interna razoável, sendo que o domínio “Severidade percebida” apresentou a maior correlação com a intensidade de dor, apesar de não significativa (p = 0,196). Na análise das questões, apenas a que avaliou se os pacientes julgavam seus dentes muito tortos apresentou correlação positiva com a intensidade de dor (p = 0,048). Conclusão: os resultados indicam que os cinco domínios relacionados à motivação para o tratamento ortodôntico não podem ser utilizados para predizer o desconforto durante o tratamento, porém o fato de o indivíduo julgar seus dentes tortos pode indicar experiências de dor mais intensas devido à maior aplicação de força após a inserção do arco inicial. Palavras-chave: Medição da dor. Motivação. Ortodontia.

Como citar este artigo: Campos MJS, Vitral RWF. The influence of patient’s motivation on reported pain during orthodontic treatment. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):80-5.

Professor, Curso de Especialização em Ortodontia, UFJF. 2 Professor Associado, Departamento de Ortodontia e Odontopediatria, UFJF. 1

Enviado em: 10 de janeiro de 2010 - Revisado e aceito: 09 de agosto de 2010 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Marcio José da Silva Campos Rua Paracatu, 568 – Bairro Santa Terezinha – Juiz de Fora/MG CEP: 36.046-040 – E-mail: drmarciocampos@hotmail.com

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artigo inédito

Avaliação comparativa das características cefalométricas e oclusais entre o Padrão Face Longa e o Padrão I Elisa Gurgel Simas de Oliveira1, Célia Regina Maio Pinzan-Vercelino2

Objetivo: comparar características cefalométricas e intrabucais entre pacientes Padrão Face Longa e Padrão I, além de avaliar as associações entre os padrões faciais subjetivos, os padrões faciais cefalométricos e as características intrabucais. Métodos: por meio da avaliação das fotografias extrabucais frontal e lateral direita, três examinadores experientes e previamente calibrados selecionaram 30 pacientes Padrão Face Longa (grupo 1) e 30 pacientes Padrão I (grupo 2), com idades entre 9 e 19 anos, de ambos os sexos. As características cefalométricas foram avaliadas por meio das seguintes variáveis: SN.GoGn, NS.Gn, AFAI, SNA, SNB, ANB, 1.1, 1.NA, 1-NA, 1.NB, 1-NB, NA.Pog, ângulo nasolabial e H-Nariz. Também foram realizadas avaliações clínicas para determinar a presença de mordida cruzada posterior, mordida aberta anterior e o tipo de má oclusão segundo Angle. Os dados cefalométricos obtidos foram comparados pelo teste t independente. Utilizou-se o teste c2 para avaliar a associação entre as variáveis qualitativas. Resultados: foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em relação às variáveis cefalométricas SN.GoGn, NS.Gn, AFAI, ANB, NA.Pog, 1-NA, 1.NB e 1-NB, com um aumento dessas medidas para o grupo 1. Ainda houve diferença significativa entre os grupos na variável 1.1, sendo menor no grupo 1 do que no grupo 2. Conclusões: o padrão face longa apresentou-se associado à má oclusão de Classe II de Angle, à presença de mordida cruzada posterior e à mordida aberta anterior. O padrão facial subjetivo face longa apresentou-se associado ao padrão facial cefalométrico dolicofacial. Palavras-chave: Circunferência craniana. Ortodontia. Diagnóstico.

» Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Como citar este artigo: Oliveira EGS, Pinzan-Vercelino CRM. Comparative evaluation of cephalometric and occlusal characteristics between the Long Face Pattern and Pattern I. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):86-93. Enviado em: 22 de janeiro de 2010 - Revisado e aceito: 29 de dezembro de 2010

Mestre em Ortodontia, Universidade Ceuma. 2 Professora, Programa de Pós-graduação / Mestrado em Odontologia, Área de Concentração em Ortodontia, Universidade Ceuma. 1

» Os pacientes que aparecem no presente artigo autorizaram previamente a publicação de suas fotografias faciais e intrabucais. Endereço para correspondência: Elisa Gurgel Simas de Oliveira Av. Dom Luís, 906/405 – Bairro Meireles CEP: 60.160-230 – Fortaleza/CE – E-mail: elisasimas@hotmail.com

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artigo inédito

Tratamento ortodôntico-cirúrgico de má oclusão de Classe III com agenesia de incisivo lateral e canino impactado Bruno Boaventura Vieira1, Ana Carolina Meng Sanguino1, Marilia Rodrigues Moreira1, Elizabeth Norie Morizono2, Mírian Aiko Nakane Matsumoto3

Introdução: o presente trabalho apresenta um tratamento ortodôntico-cirúrgico realizado em paciente portadora de má oclusão de Classe III esquelética com crescimento mandibular, protrusão dentária superior e inferior, trespasse horizontal de -3,0mm, trespasse vertical de -1,0mm, ausência congênita do dente 22, dentes 13 e supranumerários inclusos, dente 12 com forma conoide e parcialmente irrompido em supraversão, retenção prolongada do dente 53, tendência ao crescimento vertical da face e assimetria facial. A discrepância na arcada superior era de -2,0mm, e na inferior era de -5,0mm. Métodos: o tratamento ortodôntico pré-cirúrgico foi realizado com extrações dos dentes 35 e 45. Na arcada superior foram extraídos os dentes 53, 12 e supranumerário, para efetuar o tracionamento do canino incluso. Os espaços das extrações inferiores foram fechados com mesialização do segmento posterior. Após o alinhamento e nivelamento dos dentes, foram avaliados por meio de modelos de estudo o fechamento dos espaços das extrações e o posicionamento correto dos dentes nas bases ósseas, a intercuspidação correta das arcadas dentárias, com molares e caninos em Classe I de Angle, linhas medianas coincidentes, trespasse horizontal e trespasse vertical normais e torques ideais. A paciente foi encaminhada para realização de cirurgia ortognática e, em seguida, o tratamento ortodôntico pós-cirúrgico foi finalizado. Resultados: a má oclusão de Classe III foi corrigida, estabelecendo padrões oclusais e faciais normais. Palavras-chave: Ortodontia. Má oclusão de Classe III de Angle. Cirurgia bucal.

» Os pacientes que aparecem no presente artigo autorizaram previamente a publicação de suas fotografias faciais e intrabucais.

Como citar este artigo: Vieira BB, Sanguino ACM, Moreira MR, Morizono EN, Matsumoto MAN. Surgical-orthodontic treatment of Class III malocclusion with agenesis of lateral incisor and unerupted canine. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):94-100.

Estudante de Pós-graduação, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto / USP. Professora, Curso de Especialização em Ortodontia, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto / USP. 3 Professora Associada, Departamento de Clínica Infantil, Odontologia Preventiva e Social, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto / USP. 1

Enviado em: 29 de janeiro de 2010 - Revisado e aceito: 29 de dezembro de 2010

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» Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Bruno Boaventura Vieira Rua Capitão Pereira Lago, 994, apto 07, Ribeirão Preto/SP. CEP: 14.051-130 Email: brn_vieira@hotmail.com

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artigo inédito

Tratamento ortodôntico-cirúrgico de má oclusão de Classe III com agenesia de incisivo lateral e canino impactado

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artigo inédito

Avaliação da adesão de braquetes metálicos após uso de clareadores com e sem fosfato de cálcio amorfo (ACP): estudo in vitro Sissy Maria Mendes Machado1, Diego Bruno Pinho do Nascimento2, Robson Costa Silva2, Sandro Cordeiro Loretto3, David Normando4

Objetivo: avaliar, in vitro, a influência do clareamento dentário com gel contendo fosfato de cálcio amorfo (ACP) na resistência da união adesiva de braquetes metálicos. Métodos: trinta e seis dentes incisivos bovinos foram seccionados no limite coronorradicular e tiveram suas coroas incluídas em cilindros de PVC. Os corpos de prova foram divididos em três grupos (n = 12), de acordo com a realização do tratamento clareador e tipo de gel utilizado, sendo: G1 (controle) – sem clareamento; G2 – clareamento com gel sem ACP (Whiteness Perfect, FGM); G3 – clareamento com gel contendo ACP (Nite White ACP, Discus Dental). Os grupos G2 e G3 foram submetidos a 14 ciclos de clareamento, seguidos de intervalo de espera de 15 dias para a fixação adesiva dos braquetes metálicos. O ensaio mecânico de cisalhamento foi realizado em máquina universal Kratos, com velocidade de 0,5mm/min. Após o teste mecânico, os corpos de prova foram avaliados quanto ao índice de remanescente adesivo (ARI). Os resultados foram submetidos à ANOVA, ao teste de Tukey e ao de Kruskall-Wallis (α = 5%). Resultados: diferenças significativas foram observadas entre os grupos testados. O grupo controle G1 (11,1MPa) mostrou uma resistência ao cisalhamento estatisticamente superior aos grupos submetidos ao clareamento (G2 = 5,40MPa; G3 = 3,73MPa), os quais não diferiram entre si. Não se observou diferença significativa para o ARI entre os grupos estudados. Conclusão: o clareamento dentário reduz a resistência da união adesiva de braquetes metálicos, enquanto a presença de ACP no gel clareador não influencia os resultados encontrados. Palavras-chave: Clareamento de dente. Colagem dentária. Descolagem dentária. Ortodontia. Esmalte dentário.

Como citar este artigo: Machado SMM, Nascimento DBP, Silva RC, Loretto  SC, Normando D. Evaluation of metallic brackets adhesion after the use of bleaching gels with and without amorphous calcium phosphate (ACP): In vitro study. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):101-6.

Professora, Curso de Especialização em Ortodotnia, ABO-Pará. 2 Especializando em Ortodontia, ABO-Pará. 3 Professor Adjunto II, disciplina de Dentística e curso de Mestrado em Odontologia, Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará. 4 Professor Adjunto, disciplina de Ortodontia, Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará. Professor, Curso de Especialização em Ortodontia, ABO-Pará. 1

Enviado em: 25 de setembro de 2010 - Revisado e aceito: 20 de outubro de 2011 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Sissy Maria Mendes Machado Specialite Saúde Oral – Rua Diogo Móia, 295 CEP: 66.055-170 – Umarizal – Belém/Pará E-mail: dra.sissy@specialite-saudeoral.com.br

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artigo inédito

Avaliação da adesão de braquetes metálicos após uso de clareadores com e sem fosfato de cálcio amorfo (ACP): estudo in vitro

Observou-se uma redução considerável na resistência adesiva nos grupos que foram submetidos ao clareamento da superfície dentária. Os dois grupos clareados (G2 e G3) não atingiram valores de adesão clinicamente eficientes, principalmente o Grupo 3 (clareado com ACP),

indicando uma necessidade de restabelecimento da superfície dentária e de eliminação dos agentes químicos dos clareadores antes do procedimento da colagem dos braquetes. Quanto ao ARI, não se observou diferença estatisticamente significativa entre os três grupos testados.

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artigo inédito

Morfologia superficial e propriedades mecânicas de ligaduras ortodônticas envelhecidas in vivo Glaucio Serra Guimarães1, Liliane Siqueira de Morais2, Margareth Maria Gomes de Souza3, Carlos Nelson Elias4

Introdução: a degradação das ligaduras elásticas no ambiente bucal resulta na necessidade de substituição periódica para manter-se a força ótima durante o tratamento ortodôntico. Objetivo: a proposta desse trabalho foi realizar um estudo clínico prospectivo randomizado da degradação de ligaduras elásticas ortodônticas envelhecidas no ambiente bucal por microscopia eletrônica de varredura e por ensaio de tração. Métodos: duzentas ligaduras foram randomicamente selecionadas e inseridas ao redor dos braquetes de 5 pacientes voluntários e, então, removidas, em grupos de 10, após diferentes tempos (1, 2, 3 e 4 semanas). O grupo controle foi formado por outras 50 ligaduras que não foram submetidas à degradação intrabucal. Resultados: o ensaio mecânico demonstrou diminuição no limite de resistência à fratura após 4 semanas de degradação e não demonstrou diferença estatisticamente significativa no limite de elasticidade. A análise por microscopia eletrônica de varredura revelou que a superfície dos elastômeros tornou-se significativamente degradada após 4 semanas. A degradação teve início na primeira semana, quando o acréscimo de rugosidade superficial pôde ser detectado em algumas áreas. Posteriormente, a superfície tornou-se gradativamente mais rugosa, sendo que após 4 semanas toda a região apresentou-se rugosa e com algumas fraturas superficiais. Conclusões: as ligaduras elásticas envelhecidas no ambiente bucal apresentaram maior degradação superficial e menor perda das propriedades mecânicas após o período experimental máximo. Palavras-chave: Elastômero. Ligadura elástica. Degradação.

Como citar este artigo: Guimarães GS, Morais LS, Souza MMG, Elias CN. Superficial morphology and mechanical properties and of in vivo aged orthodontic ligatures. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):107-12.

Professor Adjunto, Universidade Federal Fluminense. Doutora em Ciências dos Materiais, IME. 3 Professor Adjunto de Ortodontia, Universidade Federal do Rio de Janeiro. 4 Professor Adjunto, Instituto Militar de Engenharia. 1 2

Enviado em: 29 de maio de 2010 - Revisado e aceito: 21 de fevereiro de 2011 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Glaucio Serra Guimarães Av. Nossa Senhora de Copacabana, 647 – Sl. 1108 – Copacabana CEP: 22.050-901 – Rio de Janeiro/RJ E-mail: gserrag@hotmail.com

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artigo inédito

Morfologia superficial e propriedades mecânicas de ligaduras ortodônticas envelhecidas in vivo

A significância clínica dos resultados consiste em as ligaduras elastoméricas apresentarem significativa degradação superficial após a primeira semana na cavidade bucal. Esse processo aumenta gradativamente, resultando, ao final de quatro semanas, em marcada rugosidade superficial, induzindo o acúmulo de placa bacteriana.

CONCLUSÕES As ligaduras elastoméricas envelhecidas no ambiente bucal demonstraram maior degradação superficial que perda de propriedades mecânicas após o período experimental máximo.

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artigo inédito

Tempo de guarda da documentação ortodôntica versus prazo de prescrição legal Luiz Renato Paranhos1, Mariana Paula Maggiorini de Magalhães2, José Francio3, Hélio Hissashi Terada4, Henrique Damian Rosário5, Rhonan Ferreira da Silva6

Introdução: após a promulgação e maior divulgação do Código de Defesa do Consumidor (CDC), aumentou o número de conflitos legais entre pacientes e cirurgiões-dentistas, fazendo com que o profissional da saúde passasse a se resguardar cada vez mais quanto ao risco de eventuais processos. Para sua defesa, é indispensável a elaboração de um prontuário clínico adequado e completo, porém, o tempo que esse deve ser guardado é uma incógnita. Objetivo: o objetivo do presente estudo é rever a literatura e discutir sobre o tempo de guarda da documentação ortodôntica versus o prazo de prescrição legal, além de propor um modelo de termo de conclusão de serviços odontológicos. Conclusão: aconselha-se a devolução de parte dos documentos clínicos ao seu legítimo dono mediante recibo discriminado. O “Termo de Conclusão” traduz o conhecimento da conclusão do tratamento pelo paciente e poderia ser considerado termo inicial do prazo prescricional pelo CDC porque nesse consta que o paciente reconhece a qualidade do serviço e o resultado satisfatório. Palavras-chave: Documentação. Ortodontia. Odontologia Legal. Legislação.

Como citar este artigo: Paranhos LR, Magalhães MPM, Francio J, Terada HH, Rosário HD, Silva RF. Time of guard of orthodontic records versus legal time for their prescription. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):113-7.

Pós-doutor em Odontologia Legal e Deontologia, FOP/UNICAMP. Professor, Programa de Pós-graduação em Biologia Oral, USC/Bauru. 2 Estudante de Especialização em Ortodontia, Idée Odontologia/Uningá. 3 Mestrado em Ciência Jurídica, UNIVALI. Professor de Direito Civil e Processo Civil, UNOESC. 4 Doutor em Ortodontia, UNESP. Professor, Departamento de Ortodontia, Faculdade de Odontologia, UEM. 5 Doutorando em Biologia Oral, USC/Bauru. 6 Doutor em Biologia Buco-dental, UNICAMP. Professor de Odontologia Legal, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal de Goiás e Universidade Paulista. 1

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Enviado em: 5 de dezembro de 2012 - Revisado e aceito: 26 de fevereiro de 2013 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Luiz Renato Paranhos Email: paranhos@ortodontista.com.br

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artigo inédito

Eficácia em curto prazo do splint de avanço mandibular no tratamento da Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) Calliandra Moura Pereira de Lima1, Laurindo Zanco Furquim2, Adilson Luiz Ramos3

Objetivo: verificar a eficácia e aceitação do tratamento de ronco e da SAHOS por meio de aparelho intrabucal. Métodos: a amostra foi composta de 20 pacientes de ambos os sexos (13 homens e 7 mulheres) que apresentavam SAHOS, com média de idade de 48 anos, e índice de massa corporal (IMC) médio de 27,07. Foram realizadas polissonografias pré- e pós-tratamento (60 dias) em todos os pacientes, e os sinais e sintomas foram analisados por meio de exame clínico após o uso de splint. Resultados: houve uma redução significativa do índice de apneia e hipopneia (IAH = 20,89 ± 17,9/hora) registrado no pré-tratamento, em comparação ao registrado durante o uso do aparelho intrabucal (IAH = 4,43 ± 3,09/hora). A roncopatia, a eficiência do sono e o índice de saturação de oxigênio também mostraram melhoras e, consequentemente, a sonolência diurna, o cansaço e a irritabilidade diminuíram. Conclusões: apesar de algum desconforto relatado, houve boa aceitabilidade do aparelho por 60% dos pacientes, havendo melhora na qualidade do sono. Torna-se necessário um acompanhamento em médio e em longo prazo desses pacientes, com vistas ao ronco, à apneia do sono e aos efeitos colaterais decorrentes dessa modalidade de tratamento. Palavras-chave: Síndromes da apneia do sono. Ronco. Polissonografia.

Como citar este artigo: Lima CMP, Furquim LZ, Ramos AL. Short-term efficacy of mandibular advancement splint in treatment of obstructive sleep apneahypopnea syndrome. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):118-23.

Enviado em: 25 de março de 2011 - Revisado e aceito: 28 de junho de 2012 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. » Os pacientes que aparecem no presente artigo autorizaram previamente a publicação de suas fotografias faciais e intrabucais.

Especialista em Ortodontia, UEM. Mestranda em Saúde, UFMS. Doutor em Patologia Bucal, Faculdade de Odontologia de Bauru. Professor Titular de Ortodontia, UEM. 3 Doutor em Ortodontia, UNESP. Professor Titular de Ortodontia, UEM. 1

Endereço para correspondência: Calliandra Moura Pereira de Lima Rua 7 de Setembro, 2500 – Centro CEP: 79.020-310 – Campo Grande/MS – E-mail: calli.pereira@bol.com.br

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artigo inédito

Estudo comparativo in vitro entre compósitos foto e autopolimerizáveis quanto à resistência ao cisalhamento da colagem e do índice de adesivo remanescente Murilo Gaby Neves1, Gustavo Antônio Martins Brandão2, Haroldo Amorim de Almeida3, Ana Maria Martins Brandão4, Dário Ribeiro de Azevedo5

Objetivo: avaliar in vitro a resistência ao cisalhamento de compósitos autopolimerizáveis (Concise e Alpha Plast) e fotopolimerizáveis (Transbond XT e Natural Ortho) utilizados na colagem de braquetes metálicos da marca Morelli, analisando o índice de adesivo remanescente (ARI) e da integridade da superfície do esmalte por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV). Métodos: foram utilizados 40 pré-molares humanos extraídos. As raízes dos dentes foram incluídas em gesso-pedra especial, no interior de tubos de PVC usados para a confecção dos corpos de prova. Esses corpos de prova foram divididos em quatro grupos: grupo G1, braquetes associados ao compósito Concise; grupo G2, braquetes associados ao compósito Alpha Plast; grupo G3, braquetes associados ao compósito Transbond XT; e grupo G4, braquetes associados ao compósito Natural Ortho. Os grupos foram submetidos ao teste de cisalhamento em máquina universal de ensaios, a uma velocidade de 0,5mm por minuto. Resultados: houve diferença estatística entre os grupos G3 e G4, sendo os valores de G4 superiores; no entanto, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos G1, G2 e G3 e G1, G2 e G4. Na análise do ARI não foram encontradas diferenças estatísticas entre os grupos, predominando escores baixos. De acordo com a análise da MEV, constatou-se o rompimento dos compósitos e a integridade do esmalte entre os grupos. Conclusão: a resistência ao cisalhamento foi satisfatória e semelhante entre os compósitos utilizados, sendo que a resina Natural Ortho apresentou-se superior à Transbond XT. Palavras-chave: Resinas compostas. Resistência ao cisalhamento. Microscopia eletrônica de varredura.

Como citar este artigo: Neves MG, Brandão GAM, Almeida HA, Brandão AMM, Azevedo DR. In vitro analysis of shear bond strength and adhesive remnant index comparing light curing and self curing composites. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):124-9.

Especializando em Ortodontia, Escola Superior da Amazônia. 2 Doutor em Odontologia, UNICAMP. 3 Doutor em Ortodontia, UNICAMP. Professor, Faculdade de Odontologia, Departamento de Ortodontia, UFPA. 4 Mestre em Ortodontia, SLMandic. Professora, Faculdade de Odontologia, Departamento de Ortodontia, UFPA. 5 Mestre em Odontologia, UNIP. Professor Assistente, Curso de Especialização em Ortodontia, UFPA. 1

Enviado em: 07 de março de 2010 - Revisado e aceito: 16 de dezembro de 2010 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Murilo Gaby Neves Travessa Humaitá, 800 – Casa 06 – Pedreira CEP: 66.085-220 – Belém/PA E-mail: murilo.orto@gmail.com

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Comparação das medidas dentárias mesiodistais em indivíduos brasileiros leucodermas, melanodermas e xantodermas com oclusão normal Thais Maria Freire Fernandes1, Renata Sathler2, Gabriela Letícia Natalício3, José Fernando Castanha Henriques4, Arnaldo Pinzan5

Objetivo: observar a presença de dimorfismo sexual e comparar a largura mesiodistal dos dentes em indivíduos brasileiros leucodermas, melanodermas e xantodermas não tratados ortodonticamente e com oclusão normal. Métodos: foram utilizados 100 pares de modelos de gesso ortodônticos. As larguras mesiodistais dos dentes foram medidas de primeiro molar a primeiro molar, em ambas as arcadas, utilizando um paquímetro digital. Para a análise estatística dos resultados foi utilizado o teste de Kolmogorov-Smirnov, o teste t, a Análise de Variância (ANOVA) a um critério e o teste de Tukey (p < 0,05). Resultados: ocorreu dimorfismo sexual nos três grupos avaliados, sendo que as maiores larguras mesiodistais foram encontradas no sexo masculino. Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos raciais em todos os dentes avaliados para o sexo masculino. Já no sexo feminino, essa mesma diferença foi encontrada apenas nos dentes incisivo lateral e primeiro molar superior, e incisivo lateral, canino, primeiro pré-molar e primeiro molar inferior. Conclusão: a maioria das medidas dentárias mesiodistais apresentam características próprias em relação ao sexo, com valores maiores para o sexo masculino; e em relação à raça, com uma tendência dos melanodermas apresentarem maior distância mesiodistal dos dentes, seguidos pelos xantodermas e leucodermas, respectivamente. O conhecimento dessas diferenças é importante para o correto diagnóstico e planejamento ortodôntico. Palavras-chave: Ortodontia. Oclusão dentária balanceada. Dente.

» Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Como citar este artigo: Fernandes TMF, Sathler R, Natalício GL, Henriques JFC, Pinzan A. Comparison of mesiodistal tooth widths in Caucasian, Black and Japanese Brazilian with normal occlusion. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):130-5.

Doutora e Pós-doutora em Ortodontia, USP/Bauru. Professora Titular, UNOPAR. 2 Mestre e Doutora em Ortodontia, USP/Bauru. 3 Graduada em Odontologia, USP/Bauru. 4 Doutor em Ortodontia, USP/Bauru. Livre Docente e Professor Titular, USP/ Bauru. 5 Doutor em Ortodontia, USP/Bauru. Livre Docente e Professor Associado, Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva, USP/Bauru. 1

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Enviado em: 24 de novembro de 2009 - Revisado e aceito: 27 de abril de 2011 Endereço para correspondência: Thais Maria Freire Fernandes Alameda Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75 CEP: 17.012-901 – Bauru/SP E-mail: thaismaria@hotmail.com

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Fernandes TMF, Sathler R, Natalício GL, Henriques JFC, Pinzan A

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Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):130-5


artigo inédito

Deformação dos elásticos em cadeia em relação à quantidade e ao tempo de estiramento Denise Yagura1, Paulo Eduardo Baggio2, Luiz Sérgio Carreiro3, Ricardo Takahashi3

Objetivo: verificar a possível relação entre o grau de estiramento e a consequente deformação permanente dos elásticos em cadeia, bem como se o fator tempo de estiramento tem influência sobre o grau de deformação permanente. Métodos: segmentos de 5 elos de elásticos em cadeia curta da Unitek/3M foram estirados em de 10 a 100% de seu comprimento original, em dispositivos especialmente idealizados para essa finalidade, permanecendo submersos em saliva artificial a 37 ± 1°C e removidos, sequencialmente, após uma, duas, três e quatro semanas. Quando de sua remoção, para se avaliar o grau de deformação permanente, cada segmento era medido e os valores registrados submetidos à análise estatística. Conclusão: pode-se concluir que a deformação permanente foi diretamente proporcional ao grau de estiramento dos elásticos em cadeia avaliados, onde os percentuais médios encontrados foram de 8,4% com 10% de estiramento, ultrapassando o percentual de 20% (21,3%) quando distendidos em 40%, chegando a 56,6% de deformação permanente se estirados em 100% de seu comprimento original. Por fim, o maior percentual de deformação permanente ocorreu durante a primeira semana, não sendo estatisticamente significativo após esse período. Palavras-chave: Elastômeros. Estiramento. Deformação permanente.

» Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Como citar este artigo: Yagura D, Baggio PE, Carreiro LS, Takahashi R. Deformation of elastomeric chains related to the amount and time of stretching. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):136-42.

Graduada em Odontologia, Faculdade de Odontologia de Barretos. Especialista em Ortodontia, UEL. 2 Professor Associado, UEL. 3 Professor Adjunto, UEL.

Enviado em: 10 de julho de 2009 - Revisado e aceito: 29 de março de 2010

1

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Endereço para correspondência: Denise Yagura Rua Visconde de Nassau, 650 – Apto 802 – Zona 07 CEP: 87.020-0230 – Maringá/PR E-mail: denise_yagura@hotmail.com

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artigo inédito

Deformação dos elásticos em cadeia em relação à quantidade e ao tempo de estiramento

O uso de um tensiômetro é prudente para aferir a magnitude de força inicial, haja vista que, para alguns elásticos com cadeias curtas, quando distendidos em 100% de seu comprimento original, podem produzir magnitude de força excessiva, de cerca de 450 gramas, por isso é recomendada uma distensão de 50 a 75% de seu comprimento original. No entanto, há elásticos que, quando distendidos em 100% de seu comprimento original, produzem magnitudes de força aceitáveis, em torno de 300 gramas3. Com base nisso, recomenda-se que o profissional tenha em sua clínica elásticos em cadeia com pelo menos três distâncias diferentes entre os elos, mas todos com a mesma espessura e de uma única marca comercial. Isso possibilitaria a aplicação da magnitude de força desejada levando em consideração o grau de estiramento recomendado no presente trabalho (30%). Foi possível observar, ainda, uma deformação permanente entre 50 e 60% quando os elásticos foram distendidos em 100% de seu comprimento original, percentuais esses que se assemelham aos encontrados com elásticos em cadeia da American Orthodontics (54%) em outro estudo15. No entanto, nesse outro estudo, os percentuais encontrados com os elásticos em cadeia da Unitek (76%)15

diferem dos encontrados no presente trabalho. Embora tenha sido feita uma simulação de ambiente bucal, sabe-se que in vivo a dieta do paciente, a composição da saliva, a presença de enzimas bacterianas, as forças mastigatórias, a movimentação dentária, a distância de aplicação da força, a presença de flúor e as mudanças de temperatura poderiam influenciar o desempenho mecânico desses materiais e, consequentemente, alterar os resultados obtidos no presente estudo. CONCLUSÃO Com base nos resultados, pode-se concluir que: 1) Uma relação direta entre o grau de estiramento e a deformação permanente foi encontrada nos elásticos em cadeia avaliados. 2) Houve percentuais médios de 8,4% com 10% de estiramento, ultrapassando o percentual de 20% (21,3%) quando distendidos em 40%, e chegando a 56,6% de deformação permanente se estirados em 100% de seu comprimento original. 3) O maior percentual de deformação permanente ocorreu durante a primeira semana, não sendo estatisticamente significativo após esse período.

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Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):136-42


artigo inédito

Análise cefalométrica para apneia do sono: estudo comparativo entre medidas padrão e de indivíduos brasileiros Patrícia Superbi Lemos Maschtakow1, Jefferson Luis Oshiro Tanaka2, João Carlos da Rocha3, Lílian Chrystiane Giannasi4, Mari Eli Leonelli de Moraes5, Carolina Bacci Costa6, Julio Cezar de Melo Castilho7, Luiz Cesar de Moraes8

Objetivo: verificar se os valores de referência da análise cefalométrica para apneia do sono, referentes a indivíduos norte-americanos, são semelhantes aos de indivíduos brasileiros não portadores de anomalias craniofaciais. Identificar, também por meio dessa análise cefalométrica, alterações craniofaciais em indivíduos portadores de síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) em relação a indivíduos sem características clínicas da doença. Métodos: foram utilizadas 55 radiografias cefalométricas laterais advindas de arquivos, sendo 29 radiografias para o grupo controle, sendo composto de indivíduos adultos sem características clínicas de SAOS, e 26 de indivíduos adultos apneicos. Todas as radiografias foram submetidas à análise cefalométrica para apneia do sono por meio do software Radiocef Studio 2.0. Por meio do teste z, valores-padrão dessa análise foram comparados aos valores obtidos do grupo controle, e esses, por sua vez, foram comparados aos valores do grupo de apneicos por meio do teste t de Student. Resultados: não houve diferenças significativas entre os valores obtidos do grupo controle e os valores-padrão. No  grupo de indivíduos portadores de SAOS, observou-se diminuição nas dimensões das vias aéreas superiores e aumento do comprimento do palato mole. Conclusões: os valores-padrão da análise de apneia do sono podem ser utilizados como referência em indivíduos brasileiros. Além disso, por meio da radiografia cefalométrica lateral foi possível identificar alterações craniofaciais em indivíduos portadores de SAOS. Palavras-chave: Apneia do sono tipo obstrutiva. Estudo comparativo. Circunferência craniana.

Como citar este artigo: Maschtakow PSL, Tanaka JLO, Rocha JC, Giannasi LC, Moraes MEL, Costa CB, Castilho JCM, Moraes LC. Cephalometric analysis for the diagnosis of sleep apnea: A comparative study between reference values and measurements obtained for Brazilian subjects. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):143-9.

Doutoranda, Programa de Biopatologia Bucal, FOSJC-UNESP. Professor, Curso de Especialização em Ortodontia APCD. 3 Professor Assistente, disciplina de Odontopediatria, FOSJC-UNESP. 4 Professora Colaboradora, UNINOVE. 5 Professora Adjunta, disciplina de Radiologia Odontológica, FOSJC-UNESP. 6 Doutoranda do Programa de Biopatologia Bucal da FOSJC-UNESP. 7 Professor Adjunto, disciplina de Radiologia Odontológica, FOSJC-UNESP. 8 Professor Titular, disciplina de Radiologia Odontológica, FOSJC-UNESP. 1 2

Enviado em: 16 de novembro de 2009 - Revisado e aceito: 29 de dezembro de 2010 » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Patrícia Superbi Lemos Maschtakow pat.lems@yahoo.com.br / rocha@fosjc.unesp.br

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artigo inédito

Análise cefalométrica para apneia do sono: estudo comparativo entre medidas padrão e de indivíduos brasileiros

A

B

Figura 4 - A) Exemplo de radiografia de indivíduo do grupo controle. B) Exemplo de radiografia de indivíduo portador de SAOS.

padrão-ouro para diagnóstico de SAOS. Isso contribuirá para o diagnóstico mais precoce da doença evitando, portanto, as graves sequelas a ela relacionadas.

comparados aos indivíduos sem características clínicas dessa doença. » Em apneicos do sexo masculino foram observadas diminuições dos espaços aéreos superior, médio, inferior e retropalatal, e aumento do comprimento do palato mole. » Em apneicos do sexo feminino, foram observadas diminuições das dimensões em todas as regiões faríngeas avaliadas, da base anterior do crânio e do comprimento da maxila.

CONCLUSÕES » As medidas craniofaciais utilizadas como referência no diagnóstico da SAOS podem ser aplicadas a indivíduos brasileiros. » Houve alterações craniofaciais significativas em indivíduos portadores de SAOS quando

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Caso Clínico BBO

Má oclusão Classe I de Angle com extração de incisivo inferior Vanessa Leal Tavares Barbosa1

No planejamento ortodôntico de casos que incluem extrações como alternativa para solucionar o problema de discrepância de espaço negativa, a decisão crítica é determinar quais dentes serão extraídos. Devemos considerar vários aspectos, como a saúde periodontal, mecânica ortodôntica, alterações funcionais e estéticas, e estabilidade do tratamento. Apesar das controvérsias, a extração de dentes para solucionar apinhamentos dentários é uma terapêutica que tem sido utilizada há décadas. As extrações de pré-molares são as mais comuns, mas há ocasiões em que extrações atípicas facilitam a mecânica, preservam a saúde periodontal e favorecem a manutenção do perfil, que tende a se alterar desfavoravelmente devido às modificações faciais decorrentes da idade. A extração de um incisivo inferior, em casos bem selecionados, é uma abordagem eficiente; e a literatura descreve maior estabilidade pós-tratamento, quando comparada com a opção de extração de pré-molares. O presente artigo relata um caso clínico de uma paciente com má oclusão de Classe I de Angle e apinhamento anterior superior e inferior, face equilibrada e perfil harmonioso. A presença de recessões gengivais e ósseas limitava grandes movimentações ortodônticas. Os molares e pré-molares estavam bem relacionados, e a discrepância concentrava-se principalmente na região anterior da arcada dentária inferior. A extração de um incisivo inferior em posição mais ectópica e com periodonto comprometido, associada a desgastes interproximais nas arcadas superior e inferior, foi a alternativa de escolha para o tratamento, que restabeleceu a função, proporcionando melhoria da saúde periodontal, manteve a estética facial, e permitiu a finalização com uma oclusão estável e equilibrada. Esse caso foi apresentado à diretoria do Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO), como parte dos requisitos para obtenção do título de Diplomado pelo BBO. Palavras-chave: Apinhamento. Extração de incisivo inferior. Recessões gengivais.

Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial pela Universidade do Estado do Rio

1

de Janeiro (UERJ). Diplomada pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO). * Caso clínico aprovado pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO).

Como citar este artigo: Barbosa VLT. Angle Class I malocclusion treated with lower incisor extraction. Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):150-8.

» O autor declara não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. » A paciente que ilustra o presente artigo autorizou previamente a publicação de suas fotografias faciais e intrabucais. Endereço para correspondência: Vanessa Leal Tavares Barbosa Rua José Alexandre Buaiz, nº 160, salas 904/906 - Enseada do Suá CEP: 29.050 545 - Vitória/ES - E-mail: vanessa@vlortodontia.com.br


caso clínico BBO

Má oclusão Classe I de Angle com extração de incisivo inferior

graças à remoção do trauma oclusal, pois, antes do tratamento ortodôntico, a lateralidade direita era realizada às custas desse dente com o 44. Na avaliação das radiografias periapicais finais, observa-se a ausência dos terceiros molares superiores e inferiores, que foram removidos; e o arredondamento apical nos incisivos inferiores (41 e 31), que aumentou, pois já havia sido observado nas radiografias iniciais (Fig. 8). A melhoria na inclinação axial do dente 43, acentuadamente inclinado mesialmente e fora de posição antes do tratamento, chama a atenção pelo seu reposicionamento na arcada e excelente recuperação periodontal. A substituição das restaurações inadequadas foi solicitada ao final do tratamento, porém ainda não havia sido concluída. CONSIDERAÇÕES FINAIS O diagnóstico e o planejamento criterioso, com o auxílio do setup4, foi fundamental para a decisão do tratamento com a extração de um incisivo inferior. Encaminhar a paciente ao periodontista para realizar enxerto de conjuntivo antes da Ortodontia possibi-

litou a movimentação ortodôntica com maior segurança e sem prejuízo aos dentes já comprometidos pelas recessões periodontais21,25. Apesar das dificuldades ou limitações que um planejamento de casos com extração de incisivo pode acarretar durante o tratamento ortodôntico, desde que corretamente avaliado e conduzido — considerando-se as particularidades de cada caso, de forma apropriada —, pode-se afirmar que a extração de um incisivo inferior contribui de maneira eficaz no tratamento de determinadas más oclusões, em busca de excelência nos resultados do tratamento ortodôntico (traduzida em máxima função, estética e estabilidade)13. A satisfação da paciente por ter sua queixa principal solucionada refletiu-se, também, no aumento da autoestima e ganho de qualidade de vida — benefícios proporcionados pela Ortodontia no aspecto da saúde geral. Com base nos dados presentes na literatura e exemplificados pelo relato clínico desse caso, pode-se concluir que a extração de um incisivo inferior é uma abordagem terapêutica bastante eficaz em situações criteriosamente selecionadas15.

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tópico especial

Braquicéfalo, mesocéfalo e dolicocéfalo: é correto usarmos uma classificação craniana para descrever a face? Fernanda Catharino Menezes Franco1, Telma Martins de Araujo2, Carlos Jorge Vogel3, Cátia Cardoso Abdo Quintão4

A padronização da nomenclatura utilizada nas ciências médicas é fundamental tanto para a prática clínica quanto para a pesquisa científica. Além de facilitar a comunicação entre os profissionais, aumenta a confiabilidade da comparação entre trabalhos de diferentes áreas, favorecendo um melhor nível de evidência científica. Exemplos de esforços, em áreas também voltadas ao estudo da morfologia craniofacial, no sentido de uniformização da terminologia podem ser encontrados na literatura médica. Por outro lado, observa-se na literatura ortodôntica uma diversidade de termos que torna mais difícil o consenso e a comunicação entre ortodontistas e demais pesquisadores. Como exemplo, pode-se citar o uso dos termos braquifacial, mesofacial e dolicofacial, terminologia relativa ao índice craniano utilizada para descrever o tipo facial. Sendo assim, a reflexão sobre a origem e diferenças dos termos utilizados para descrever o fenótipo facial humano pode ser útil ao consenso do significado que melhor representa o padrão craniofacial. Palavras-chave: Face. Terminologia. Classificação.

Como citar este artigo: Franco FCM, Araujo TM, Vogel CJ, Quintão CCA. Brachycephalous, dolichocephalous and mesocephalus: Is it appropriate to describe the face using skull patterns? Dental Press J Orthod. 2013 May-June;18(3):159-63.

Professora de Ortodontia da Escola Bahiana de Odontologia. Professora do Curso de Especialização em Ortodontia da UFBA. Diplomada pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO). Mestre em Ortodontia, UFRJ. Doutoranda em Ortodontia, UERJ. 2 Professora Titular de Ortodontia da UFBA. Coordenadora do Centro de Ortodontia Prof. José Édimo Soares Martins, UFBA. Ex-diretora presidente do Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial. 3 Doutor, PhD - Philosophy Doctor (doutorado no exterior) - Membro da Edward H. Angle Society of Orthodontists - Midwest. Ex-diretor presidente do Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial. 4 Doutora e Mestre em Ortodontia pela UFRJ. Professora Adjunta de Ortodontia da UERJ. 1

Enviado em: 29 de julho de 2011 - Revisado e aceito: 21 de dezembro de 2011 » Os espécimes que aparecem nas fotografias do presente artigo pertencem à coleção de crânios portadores de oclusão normal do Centro de Ortodontia Prof. José Édimo Soares Martins - UFBA, tendo sido doados ao departamento pelo Prof. Carlos Jorge Vogel. » Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais, de propriedade ou financeiros, que representem conflito de interesse, nos produtos e companhias descritos nesse artigo. Endereço para correspondência: Fernanda Catharino Menezes Franco Av. Araújo Pinho, 62/ 7º andar - Faculdade de Odontologia da UFBA CEP: 40.110-150 - Canela, Salvador/BA - E-mail: fernandacatharino@gmail.com

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tópico especial

Franco FCM, Araujo TM, Vogel CJ, Quintão CCA

a tendência à protrusão mandibular relativa está relacionada com o braquicefálico. Outras pesquisas28,29 também inferem de seus resultados uma relação positiva entre a morfologia do crânio e da face. Entretanto, não existe um consenso quanto a essa associação, visto que trabalhos25,26 com metodologias diferentes não chegaram à mesma conclusão. Em um estudo com objetivo de investigar a morfologia craniofacial de indivíduos bruxômanos e não bruxômanos, Menapace et al.26 não encontraram relação entre a forma da cabeça e a morfologia craniofacial. Na amostra avaliada observou-se, com frequência, a cabeça de formato dolicocefálico associada com tipo facial euriprósopo.

Apesar desses aspectos, observa-se na Ortodontia o emprego de uma nomenclatura não homogênea para descrever o padrão facial, muitas vezes diferente da utilizada em outras áreas médicas. Isso se deve, em grande parte, à forte influência da cefalometria como método de estudo do crescimento craniofacial, principalmente a partir de estudos que consideram a morfologia do crânio como determinante da forma facial. A investigação da influência da forma craniana sobre a forma da face pode servir como referência para a validação da nomenclatura utilizada na Ortodontia. Se for verdadeira a assertiva de que o tipo de crânio determina o tipo de face, não seria incorreto utilizar termos derivados do índice cefálico para descrever a face — como, por exemplo, “braquifacial”, “mesofacial” e “dolicofacial”. Por outro lado, em não sendo possível determinar essa correlação, o uso dessa nomenclatura, além de dificultar a comunicação com as demais áreas médicas, não encontraria uma justificativa pertinente, e os termos “euriprósopo”, “mesoprósopo” e “leptoprósopo” deveriam ser os adotados na linguagem ortodôntica. Esses questionamentos apontam para a necessidade da implementação de pesquisas sobre o tema.

Considerações finais A crescente participação da Ortodontia no contexto da pesquisa científica torna necessária a adoção de uma linguagem em consonância com as demais áreas biológicas. A padronização da terminologia é fundamental para facilitar a comunicação entre os profissionais, possibilitar a comparação entre diferentes estudos e favorecer um melhor nível de evidenciação científica.

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Normas de apresentação de originais — O Dental Press Journal of Orthodontics publica artigos de investigação científica, revisões significativas, relatos de casos clínicos e de técnicas, comunicações breves e outros materiais relacionados à Ortodontia e Ortopedia Facial.

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4. Texto — o texto deve ser organizado nas seguintes seções: Introdução, Material e Métodos, Resultados, Discussão, Conclusões, Referências, e Legendas das figuras. — os textos devem ter no máximo 3.500 palavras, incluindo legendas das figuras e das tabelas (sem contar os dados das tabelas), resumo, abstract e referências. — as figuras devem ser enviadas em arquivos separados (leia mais abaixo). — insira as legendas das figuras também no corpo do texto, para orientar a montagem final do artigo.

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6. Gráficos e traçados cefalométricos — devem ser citados, no texto, como figuras. — devem ser enviados os arquivos que contêm as versões ori-

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Normas de apresentação de originais ginais dos gráficos e traçados, nos programas que foram utilizados para sua confecção. — não é recomendado o envio dos mesmos apenas em formato de imagem bitmap (não editável). — os desenhos enviados podem ser melhorados ou redesenhados pela produção da revista, a critério do Corpo Editorial.

10. Referências — todos os artigos citados no texto devem constar na lista de referências. — todas as referências devem ser citadas no texto. — para facilitar a leitura, as referências serão citadas no texto apenas indicando a sua numeração. — as referências devem ser identificadas no texto por números arábicos sobrescritos e numeradas na ordem em que são citadas. — as abreviações dos títulos dos periódicos devem ser normalizadas de acordo com as publicações “Index Medicus” e “Index to Dental Literature”. — a exatidão das referências é responsabilidade dos autores e elas devem conter todos os dados necessários para sua identificação. — as referências devem ser apresentadas no final do texto obedecendo às Normas Vancouver (http://www.nlm.nih. gov/bsd/uniform_requirements.html). — utilize os exemplos a seguir:

7. Tabelas — as tabelas devem ser autoexplicativas e devem complementar, e não duplicar, o texto. — devem ser numeradas com algarismos arábicos, na ordem em que são mencionadas no texto. — forneça um breve título para cada tabela. — se uma tabela tiver sido publicada anteriormente, inclua uma nota de rodapé dando crédito à fonte original. — apresente as tabelas como arquivo de texto (Word ou Excel, por exemplo), e não como elemento gráfico (imagem não editável). 8. Comitês de Ética — os artigos devem, se aplicável, fazer referência ao parecer do Comitê de Ética da instituição.

Artigos com até seis autores Sterrett JD, Oliver T, Robinson F, Fortson W, Knaak B, Russell CM. Width/length ratios of normal clinical crowns of the maxillary anterior dentition in man. J Clin Periodontol. 1999 Mar;26(3):153-7.

9. Declarações exigidas Todos os manuscritos devem ser acompanhados das seguintes declarações, a serem preenchidas no momento da submissão do artigo: — Cessão de Direitos Autorais Transferindo os direitos autorais do manuscrito para a Dental Press, caso o trabalho seja publicado. — Conflito de Interesse Caso exista qualquer tipo de interesse dos autores para com o objeto de pesquisa do trabalho, esse deve ser explicitado. — Proteção aos Direitos Humanos e de Animais Caso se aplique, informar o cumprimento das recomendações dos organismos internacionais de proteção e da Declaração de Helsinki, acatando os padrões éticos do comitê responsável por experimentação humana/animal. — Permissão para uso de imagens protegidas por direitos autorais Ilustrações ou tabelas originais, ou modificadas, de material com direitos autorais devem vir acompanhadas da permissão de uso pelos proprietários desses direitos e pelo autor original (e a legenda deve dar corretamente o crédito à fonte). — Consentimento Informado Os pacientes têm direito à privacidade que não deve ser violada sem um consentimento informado. Fotografias de pessoas identificáveis devem vir acompanhadas por uma autorização assinada pela pessoa ou pelos pais ou responsáveis, no caso de menores de idade. Essas autorizações devem ser guardadas indefinidamente pelo autor responsável pelo artigo. Deve ser enviada folha de rosto atestando o fato de que todas as autorizações dos pacientes foram obtidas e estão em posse do autor correspondente.

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Artigos com mais de seis autores De Munck J, Van Landuyt K, Peumans M, Poitevin A, Lambrechts P, Braem M, et al. A critical review of the durability of adhesion to tooth tissue: methods and results. J Dent Res. 2005 Feb;84(2):118-32. Capítulo de livro Kina S. Preparos dentários com finalidade protética. In: Kina S, Brugnera A. Invisível: restaurações estéticas cerâmicas. Maringá: Dental Press; 2007. cap. 6, p. 223-301. Capítulo de livro com editor Breedlove GK, Schorfheide AM. Adolescent pregnancy. 2nd ed. Wieczorek RR, editor. White Plains (NY): March of Dimes Education Services; 2001. Dissertação, tese e trabalho de conclusão de curso Beltrami LER. Braquetes com sulcos retentivos na base, colados clinicamente e removidos em laboratórios por testes de tração, cisalhamento e torção [dissertação]. Bauru (SP): Universidade de São Paulo; 1990. Formato eletrônico Câmara CALP. Estética em Ortodontia: Diagramas de Referências Estéticas Dentárias (DRED) e Faciais (DREF). Rev Dental Press Ortod Ortop Facial. 2006 nov-dez;11(6):130-56. [Acesso 2008 Jun 12]. Disponível em: www.scielo.br/pdf/dpress/v11n6/a15v11n6.pdf.

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Comunicado aos Autores e Consultores - Registro de Ensaios Clínicos 1. O registro de ensaios clínicos Os ensaios clínicos se encontram entre as melhores evidências para tomada de decisões clínicas. Considera-se ensaio clínico todo projeto de pesquisa com pacientes que seja prospectivo, nos quais exista intervenção clínica ou medicamentosa com objetivo de comparação de causa/efeito entre os grupos estudados e que, potencialmente, possa ter interferência sobre a saúde dos envolvidos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os ensaios clínicos controlados aleatórios e os ensaios clínicos devem ser notificados e registrados antes de serem iniciados. O registro desses ensaios tem sido proposto com o intuito de identificar todos os ensaios clínicos em execução e seus respectivos resultados, uma vez que nem todos são publicados em revistas científicas; preservar a saúde dos indivíduos que aderem ao estudo como pacientes; bem como impulsionar a comunicação e a cooperação de instituições de pesquisa entre si e com as parcelas da sociedade com interesse em um assunto específico. Adicionalmente, o registro permite reconhecer as lacunas no conhecimento existentes em diferentes áreas, observar tendências no campo dos estudos e identificar os especialistas nos assuntos. Reconhecendo a importância dessas iniciativas e para que as revistas da América Latina e Caribe sigam recomendações e padrões internacionais de qualidade, a BIREME recomendou aos editores de revistas científicas da área da saúde indexadas na Scientific Library Electronic Online (SciELO) e na LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde) que tornem públicas estas exigências e seu contexto. Assim como na base MEDLINE, foram incluídos campos específicos na LILACS e SciELO para o número de registro de ensaios clínicos dos artigos publicados nas revistas da área da saúde. Ao mesmo tempo, o International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE) sugeriu aos editores de revistas científicas que exijam dos autores o número de registro no momento da submissão de trabalhos. O registro dos ensaios clínicos pode ser feito em um dos Registros de Ensaios Clínicos validados pela OMS e ICMJE, cujos endereços estão disponíveis no site do ICMJE. Para que sejam validados, os Registros de Ensaios Clínicos devem seguir um conjunto de critérios estabelecidos pela OMS.

controles de qualidade. Os sites para que possam ser feitos os registros primários de ensaios clínicos são: www.actr.org. au (Australian Clinical Trials Registry), www.clinicaltrials. gov e http://isrctn.org (International Standard Randomised Controlled Trial Number Register (ISRCTN). Os registros nacionais estão sendo criados e, na medida do possível, os ensaios clínicos registrados nos mesmos serão direcionados para os recomendados pela OMS. A OMS propõe um conjunto mínimo de informações que devem ser registradas sobre cada ensaio, como: número único de identificação, data de registro do ensaio, identidades secundárias, fontes de financiamento e suporte material, principal patrocinador, outros patrocinadores, contato para dúvidas do público, contato para dúvidas científicas, título público do estudo, título científico, países de recrutamento, problemas de saúde estudados, intervenções, critérios de inclusão e exclusão, tipo de estudo, data de recrutamento do primeiro voluntário, tamanho pretendido da amostra, status do recrutamento e medidas de resultados primárias e secundárias. Atualmente, a Rede de Colaboradores está organizada em três categorias: - Registros Primários: cumprem com os requisitos mínimos e contribuem para o Portal; - Registros Parceiros: cumprem com os requisitos mínimos, mas enviam os dados para o Portal somente através de parceria com um dos Registros Primários; - Registros Potenciais: em processo de validação pela Secretaria do Portal, ainda não contribuem para o Portal. 3. Posicionamento do Dental Press Journal of Orthodontics O DENTAL PRESS JOURNAL OF ORTHODONTICS apoia as políticas para registro de ensaios clínicos da Organização Mundial da Saúde - OMS (http://www. who.int/ictrp/en/) e do International Committee of Medical Journal Editors – ICMJE (http://www.wame.org/wamestmt.htm#trialreg e http://www.icmje.org/clin_trialup. htm), reconhecendo a importância dessas iniciativas para o registro e divulgação internacional de informação sobre estudos clínicos, em acesso aberto. Sendo assim, seguindo as orientações da BIREME/OPAS/OMS para a indexação de periódicos na LILACS e SciELO, somente serão aceitos para publicação os artigos de pesquisas clínicas que tenham recebido um número de identificação em um dos Registros de Ensaios Clínicos, validados pelos critérios estabelecidos pela OMS e ICMJE, cujos endereços estão disponíveis no site do ICMJE: http://www.icmje.org/faq.pdf. O número de identificação deverá ser registrado ao final do resumo. Consequentemente, recomendamos aos autores que procedam o registro dos ensaios clínicos antes do início de sua execução.

2. Portal para divulgação e registro dos ensaios A OMS, com objetivo de fornecer maior visibilidade aos Registros de Ensaios Clínicos validados, lançou o portal WHO Clinical Trial Search Portal (http://www.who.int/ ictrp/network/en/index.html), com interface que permite busca simultânea em diversas bases. A pesquisa, nesse portal, pode ser feita por palavras, pelo título dos ensaios clínicos ou pelo número de identificação. O resultado mostra todos os ensaios existentes, em diferentes fases de execução, com enlaces para a descrição completa no Registro Primário de Ensaios Clínicos correspondente. A qualidade da informação disponível nesse portal é garantida pelos produtores dos Registros de Ensaios Clínicos que integram a rede recém-criada pela OMS: WHO Network of Collaborating Clinical Trial Registers. Essa rede permitirá o intercâmbio entre os produtores dos Registros de Ensaios Clínicos para a definição de boas práticas e

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Atenciosamente, David Normando, CD, MS, Dr Editor-chefe do Dental Press Journal of Orthodontics ISSN 2176-9451 E-mail: davidnormando@hotmail.com

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