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ISSN 2237-650X

V. 7, N. 4 | October / November / December 2013 | Portuguese version


Brazilian Journal of Periodontology, Prosthodontics, Oral Rehabilitation and Implantology Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):1-112 | ISSN 2237-650X


Dental Press Implantology - Qualis / CAPES: B4 - Odontologia

Indexada nas bases de dados:

desde 2007

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desde 2013

Créditos fotografia da capa: STEVE GSCHMEISSNER/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Dental Press Implantology. -v. 5, n. 4 (Oct./Nov./Dec.) (2011) – . -- Maringá : Dental Press International, 2011Trimestral Continuação de: Revista Dental Press de Periodontia e Implantologia (v. 1, n. 1 – 2007-2011 – ISSN 1980-2269) ISSN 2237-650X 1. Periodontia. Implantologia (Odontologia) – Periódicos I. Dental Press International. II. Título. CDD. 617.643005

Legenda: Osteoblasto — célula óssea. Microscopia eletrônica de varredura (MEV) colorida de um osteoblasto (núcleo) em tecido ósseo. Os osteoblastos são originalmente encontrados nas regiões de crescimento ósseo. Eles produzem e eliminam o osteoide, uma matriz de tecido ósseo recém-formado que é composta de fibras de colágeno e outras proteínas estruturais. Assim que o osteoide é formado, sais de cálcio cristalizamse em seu interior e dão origem a ossos sólidos e mineralizados. Ampliação: 8000x se impresso com 10cm de largura.


Artigos 34 Sobredentaduras e a eficiência mastigatória: revisão da literatura Overdentures and masticatory efficiency: literature review Jovani Busetti, João  Paulo De Carli, Dimas João Rodrigues Neto, Jefferson Ricardo Pereira 38 Imitando a natureza na reabilitação protética unitária Imitating nature in prosthetic rehabilitation Lísia Emi Nishimori, Ricardo Annibelli, Alexandre Santos, Cleverson de Oliveira e Silva, Giovani de Oliveira Corrêa 46 Superfície em Implantodontia: características dos principais implantes brasileiros Surfaces in Implantology: Characteristics of the main Brazilian implants Alexandre da Silveira Gerzson, Cláudio Ayres Peres, Márcio Borges Rosa, Eduardo Poester Fetter, Luiz Antônio Marchioni 52 Gengiva artificial com restauração da papila em próteses unitárias sobre implantes mal posicionados: uma alternativa estética e de fácil higienização Artificial gingiva with papilla restoration in single prostheses over malpositioned implants: an aesthetic and easy to clean alternative Jarbas Eduardo Martins, Eliane Maria Gabriel Braga, Fábio Valverde Rodrigues Bastos Neto, Angela Toshie Araki 60

Transferência anatômico-funcional de implantes Anatomic-functional transference of implants Gastão Soares de Moura Filho, Mauro Martins Ferreira Tosta, José Antonio Lupi da Veiga, Luis Fernando Severino Matos, Daniel Yamane Hirata

75

Avaliação histológica do reparo de defeitos ósseos de tamanhos críticos tratados com enxerto xenógeno em ratos induzidos ao hipotireoidismo Histological evaluation of critical size bone repair treated with xenogen graft in rats induced to hypothyroidism Almiro de Almeida Vasconcelos Neto, Maria Isabel Pereira Vianna, Luciana Maria Pereira Ramalho, Gardênia Matos Paraguassu, Dario Augusto de Oliveira Miranda

85

Neuropatia pós-implante Post-implant neuropathy Carolina Ortigosa Cunha, Lívia Maria Sales Pinto-Fiamengui, Fernanda Araújo Sampaio, Jorge Francisco Fiamengui-Filho, Paulo César Rodrigues Conti

90 Estudo biomecânico das interfaces protéticas: revisão de literatura Biomechanical study of prosthetic interfaces: A literature review Angelo Marcelo Tirado dos Santos 98 Uso de biomateriais sintéticos para preenchimento de defeitos peri-implantares (gap) em implantes imediatos The use of biomaterials for peri-implant defects (gap) filling in immediate implants Daniela Colet, Fernando Angelo Neiss, Ricardo Augusto Conci, Geraldo Luiz Griza

Seções 5

Editorial | Sentimento de dever cumprido... | Carlos Eduardo Francischone

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Crônica científica | Células-tronco: a esperança e a realidade | Alberto Consolaro

10 Entrevista | Luis Guillermo Peredo Paz 25 Explicações e aplicações | Defeito osteoporótico focal do adulto: conceito, diagnóstico e os implantes osseointegráveis | Alberto Consolaro 31 Acontecimentos 32 Imagem e ciência | Dando “asas” à imaginação! | Alberto Consolaro 106 Observatório | Dario Augusto Oliveira Miranda 110 Instruções aos autores


EDITOR CHEFE Carlos Eduardo Francischone

FOB/USP - Bauru, São Leopoldo Mandic

EDITOR CIENTÍFICO Alberto Consolaro

FOB/USP - Bauru, FORP/USP - Ribeirão Preto

Francisco A. Mollo Jr.

UNESP/SP

Giuseppe Alexandre Romito

FUNDECTO – USP/SP

Gustavo Jacobucci Farah

UEM/PR

Hugo Nary Filho

USC/SP

Isabella Maria Porto de Araujo Britto

FO-USP/SP

Jean-Paul Martinet

Univers. de Buenos Aires - AR

EDITOR ASSOCIADO

Jessica Mie Ferreira Koyama Takahashi USC/SP

Cleverson de Oliveira e Silva UEM/PR

João Carlos Cerveira Paixão

Universidade de Padova - IT

João Garcez Filho

Clínica particular - Aracaju/SE

EDITOR EMÉRITO

Jorge Luis Garcia

Clínica particular - Argentina

UEM-PR Maurício Guimarães Araújo

José Carlos Martins da Rosa

CPO SLMandic/SP

José Cícero Dinato

UFRGS/RS

José Geraldo Malaguti UNIBE/MG

EDITORES ADJUNTOS

José Valdívia

Clínica particular - Chile

UEFS/BA Dario Augusto Oliveira Miranda

Juan Carlos Abarno

Univers. Católica do Uruguai

Franklin Moreira Leahy

Clínica particular/BA

Jefferson Ricardo Pereira UNISUL - Tubarão - SC Luis Rogério Duarte

UFBA/BA

Júlio Cesar Joly UNICAMP/SP Luciana Salles Branco de Almeida

UNICEUMA/MA

Luciene Cristina de Figueiredo

UnG/SP

Luis Lima

USP/SP

Luiz Antonio Salata

FORP/USP

Luiz Antonio Violin UNICAMP/SP PUBLISHER

Luiz Fernando Lolli

UEM/PR

Laurindo Furquim UEM-PR

Luiz Guilhermo Peredo Paz

Clínica particular - Bolívia

Luiz Meirelles

Univers. de Gotemburgo - Suécia

Marcelo Faveri

UnG/SP

Marcio Borges Rosa

Clínica particular/SP

Marco Antonio Bottino

UNESP/SP

CONSULTORES EDITORIAIS André Pelegrine

São Leopoldo Mandic/SP

Maria Lúcia Rubo de Rezende

FOB/USP

Angelo Menuci Neto

ABO/RS

Mario Groisman

UNIGRANRIO/RJ

Arthur Belém Novaes Junior

FORP/USP

Marly Kimie Sonohara Gonzales

COR - Argentina

Bruno Braga Benatti

UFM/MA

Mauro Santamaria

FOP/UNICAMP

Bruno Salles Sotto-Maior

USC/SP

Patrícia Furtado Gonçalves

UFVJM/ MG

Carina Gisele Costa Bispo

UEM/PR

Paulo Maló

Clínica particular - Portugal

Carlos Eduardo Francischone Junior

Clínica particular/SP

Paulo Martins Ferreira

FOB/USP

Carlos Nelson Elias

Instituto Militar de Engenharia/RJ

Paulo Sérgio Perri de Carvalho

FOB-USP e FOA-UNESP

César Augusto Magalhães Benfatti

UFSC/SC

Rafael dos Santos Silva

UEM/PR

Clovis Mariano Faggion Jr.

Univers. de Heidelberg, Alemanha

Reinaldo Brito e Dias

FOUSP

Cristiane Ap. de Oliveira

UPF/RS

Renata Bianco Consolaro

FAI/SP

Ricardo de Souza Magini

UFSC/SC

Ricardo Fisher

UERJ/RJ

Eduardo Ayub USP/SP

Ronaldo de Barcelos Santana

UFF/RJ

Elaine Cristina Escobar

Sandro Bittencourt

Esc. Bahiana de Med. e Saúde Púb./BA

Elcio Marcantonio Júnior UNESP/SP

Sidney Kina

Clínica particular - Maringá/PR

Érica Del Peloso Ribeiro

Vanessa Tubero Euzebio Alves

FO-USP/SP

Fabio Valverde Rodrigues Bastos Neto Univers. Cruzeiro do Sul/SP

Verônica Carvalho

UNINOVE/SP

Fernanda Vieira Ribeiro

UNIP/SP

Waldemar Daudt Polido

Clínica particular - Porto Alegre/RS

Flávia Matarazzo

UEM/PR

Wellington Bonachela

FOB/USP

Flávia Sukekava

FO/USP

Wilson Sendyk

Unisa/SP

Diego Klee de Vasconcellos UFSC/SC Eduardo Feres

UFRJ/RJ FMU/SP FOUFBA/EBMSP/BA

Diretora: Teresa Rodrigues D'Aurea Furquim - DiretorES Editoriais: Bruno D’Aurea Furquim - Rachel Furquim Marson - DIRETOR DE MARKETING: Fernando Marson - Produtor editorial: Júnior Bianco - Produção Gráfica e Eletrônica: Diego Ricardo Pinaffo - Bruno Boeing de Souza - Gildásio Oliveira Reis Júnior - Tratamento de imagens: Ivo Azevedo - submissão de artigos: Simone Lima Lopes Rafael - Márcia Ferreira Dias - Revisão/tradução: Adna Miranda - Fernanda Silveira Boito - Ronis Furquim Siqueira - Wesley Nazeazeno - BANCO DE DADOS: Cléber Augusto Rafael - Internet: Fernando Truculo Evangelista - Poliana Rocha dos Santos - CURSOS E EVENTOS: Ana Claudia da Silva - COMERCIAL: Roseneide Martins Garcia - BIBLIOTECA/NORMALIZAÇÃO: Simone Lima Lopes Rafael - EXPEDIÇÃO: José Luiz Rosa de Lima - FINANCEIRO: Cléber Augusto Rafael - Lucyane Plonkóski Nogueira - Roseli Martins - Secretaria: Rosane Albino. A Revista Clínica de Ortodontia Dental Press (ISSN 1676-6849) é uma publicação bimestral (seis edições por ano), da Dental Press Ensino e Pesquisa Ltda. — Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 2.712 - Zona 5 - CEP 87.015-001 - Maringá / Paraná - Brasil. Todas as matérias publicadas são de exclusiva responsabilidade de seus autores. As opiniões nelas manifestadas não correspondem, necessariamente, às opiniões da Revista. Os serviços de propaganda são de responsabilidade dos anunciantes. Assinaturas: dental@dentalpress.com. br ou pelo fone/fax: (44) 3031-9818.


E di to ri al

Sentimento de dever cumprido... Prof. Dr. Carlos Eduardo Francischone | Editor chefe

A oportunidade e o privilégio de estar completando sete anos como um dos editores dessa publicação, tendo acompanhado a expectativa de seu lançamento, cercada pelo interesse e trabalho para seu desenvolvimento, e, agora, comprovando a qualidade de sua apresentação e conteúdo, ainda que após período relativamente curto, certamente me concedeu a liberdade de dizer que foi uma das experiências mais gratificantes de minha trajetória. O contato sempre cordial e atuante com profissionais, professores e pesquisadores, absorvendo seus conhecimentos e vivência, assim como com empresas de tecnologia avançada, trazendo novidades do mercado odontológico mundial, oportunizou uma junção efetiva com a modernidade, da qual se reveste a área da Implantologia, sempre aliada às demais especialidades. A Dental Press Implantology, com versões em português e na língua inglesa, faz parte das bases indexadoras BBO, LILACS, EBSCO, Ulrichsweb e Latindex, já tendo oferecido cerca de 3.000 páginas de excelência para leitura, estudo e pesquisa, por meio de 190 artigos e 25 entrevistas, além das demais seções de referência. De parabéns estão, portanto, todas as equipes participantes e compromissadas com o preparo dessa obra, pois são, também, responsáveis pelo alcance cada vez maior dos objetivos delineados em seu primeiro número, disponibilizados desde o início de 2007, onde salientamos que as bases biológicas e as pesquisas científicas são o alicerce sobre o qual se constrói o bom periodontista e o bom implantologista. Com a certeza de dever cumprido e com orgulho de reconhecer que esse periódico está, pouco a pouco, ocupando um lugar de destaque na literatura especializada nacional e internacional, fruto de uma busca incessante pelas melhores formas de atender à demanda por trabalhos sérios e dentro de temas atuais,

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permuto a minha posição de editor para a de leitor, a fim de usufruir e me brindar com abordagens, evidências de resultados e contribuições sempre expressivas, como as que são apresentadas. Ao longo de todos esses anos, foram implementadas diferentes matérias e projetos, enriquecendo a publicação com novas visões sobre biomateriais e técnicas adequadas de reabilitação bucal, de forma a oferecer, aos professores, especialistas, estudantes e pesquisadores, artigos atualizados e motivadores, mostrando que a Odontologia moderna exige a imbricação de todas as suas áreas para uma prática consciente e consistente, dentro de padrões éticos e morais, e com um conhecimento amplo e constantemente atualizado. Estou, então, a partir desse volume, encerrando a minha participação nesse periódico —  mas apenas como um dos editores, por entender que outros também podem, e devem, suceder os primeiros nessa missão. Continuarei acompanhando e integrando efetivamente o corpo de incentivadores da Revista Dental Press de Periodontia e Implantologia, que, durante esses sete anos de existência, se transformou na Dental Press Implantology e incorporou valores que a tornaram uma referência de conteúdo, mostrando que ciência e tecnologia estão intimamente relacionadas com o progresso, porque a tecnologia trabalha o conhecimento gerado pela ciência. Tenho certeza que o futuro trará novas vitórias e novos desafios, acreditando que o segredo do sucesso está em buscar e trabalhar, para servir e se realizar. Muito obrigado a todos!

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C R Ô N I CA C I ENTÍ FI CA

Células-tronco: a esperança e a realidade Alberto Consolaro Professor Titular da FOB-USP e na Pós-graduação da FORP-USP.

Dentes formados a partir de células-tronco por pesquisadores chineses! Osso produzido de células-tronco em laboratório espanhol! Carne de hambúrguer produzida de células-tronco bovinas ingerida por voluntários em Londres! Daqui a pouco teremos: “Banco Central produz dinheiro a partir de células-tronco!” Ou seriam “cédulas-tronco”? Viagens mentais na ciência são livres e os caminhos, sem porteiras. Na ficção científica, não há mais diferença entre expectativa e imaginação; a distância entre elas se encurtou, elas se confundem. A ficção está em crise de criatividade. Depois das entrevistas com pesquisadores e algumas ideias geniais, sempre vem uma frase final: “Muitos estudos e alguns anos são necessários para se aplicar isso em humanos, com testes em laboratórios, animais e ensaios clínicos; o trabalho ainda vai ser publicado!” Tudo muito vago, mais para a ficção do que para a realidade. A expectativa é a antessala da frustração. O ansioso vive infeliz, come muito e range os dentes; lá se vão as formas e os dentes!!!! Quando noticia-se uma pesquisa publicada em revista científica, a viagem mental já foi analisada pelos editores, o relatado se aproxima mais da aplicabilidade, a realidade está a alguns passos. Muitos pesquisadores falam antes da publicação, e anos depois se descobre que os resultados nem foram enviados para as revistas científicas. Mas serviram

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para impressionar socialmente e pressionar chefes, instituições e agências financiadoras de pesquisa, sem contar aquele “cartaz” na família e amigos. Com as células-tronco acontece isso: muito se divulga e pouco de prático existe, apenas esperança; mas, em ciência, a esperança não pode se sobrepor! Cada célula de embrião, com 8 a 16 células e alguns dias de idade, pode dar origem a um novo ser, separadamente. Tem pleno potencial de gerar qualquer um dos 206 tipos de células — são totipotentes. Essas “células-tronco embrionárias” são capazes de se transformar ou se diferenciar em qualquer célula, mesmo após longos períodos de inatividade como embriões congelados. Algumas células adultas não se multiplicam, mas, em cultura, as células-tronco embrionárias se reproduzem aos milhares. Injetadas em locais lesados, como coração, rim e cérebro, podem ser induzidas a formar novas células, devolvendo aos órgãos as funções especiais. No entanto, ainda não se tem o conhecimento de como controlar sua proliferação e renovação para não gerarem neoplasias malignas. Nos tecidos e órgãos adultos, há um pequeno percentual de células quase embrionárias de reserva, ou “células-tronco teciduais”. Os tecidos usam-nas para reparar lesões por traumatismos, doenças ou envelhecimento, mas de forma muito limitada. Por essa razão e por questões éticas e morais,

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Consolaro AA Consolaro

Dentes “fabricados” por células-tronco Pesquisadores do Instituto de Biomedicina e Saúde de Guangzhou, na China1, isolaram células epiteliais da urina humana e, em laboratório, tornaram-nas “célulastronco pluripotentes induzidas (iPSCs)”. Ao colocar essas células no mesênquima dentário de ratos e inserir o conjunto nas cápsulas renais, Jinglei Cai e sua equipe conseguiram obter estruturas semelhantes a dentes humanos em três semanas. Os dentes apresentaram esmalte, dentina, cemento e polpa, com plena organização dos ameloblastos e odontoblastos, em fotografias muito bem apresentadas. Na revista “Cell Regeneration”, de acesso livre (www.cellregenerationjournal.com/ content/2/1/6), os resultados são impressionantes1. Os dentes têm vários tipos de tecidos e linhagens celulares que precisam, no tempo e espaço, interagir de forma muito precisa e intrincada. Alguns aspectos metodológicos não foram minuciosamente descritos e os resultados devem ser checados e reproduzidos em outros laboratórios, pela relevância apresentada.

Obs: Essa crônica foi publicada originalmente no Caderno de Ciências do Jornal da Cidade, editado em Bauru, na coluna Ciência no Dia a Dia, publicada semanalmente há 4 anos. Referências: 1. Cai et al. Generation of tooth-like structures from integration-free human urine induced pluripotent stem cells. Cell Regeneration 2013, 2:6. doi:10.1186/2045-9769-2-6.

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e n t rev i sta

Luis Guillermo Peredo Paz O Dr. Luis Guillermo Peredo Paz é boliviano, reside em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, fala português perfeitamente e sem sotaque. É muito reconhecido na América Latina por ter pertencido ao grupo de profissionais dos Seminários Odontológicos Latino-Americanos Nova Geração (SOLA NG) e da Academia Internacional de Odontologia Integral, sobretudo porque, nos países onde ministra seus cursos e conferências, deixa a marca da qualidade dos seus trabalhos e o amplo conhecimento da Odontologia Integrada, adquiridos não apenas em suas quatro especializações, mestrado e doutorado, cursados no Brasil, mas também por sua inquietude de estar sempre atualizado em todas as áreas. Em sua defesa de dissertação de mestrado em Implantodontia, teve como banca examinadora os conceituadíssimos Professores Doutores P-I Brånemark e Waldir Janson. Por essa ocasião, seu orientador, o Prof. Dr. Carlos Eduardo Francischone, salientou que “Guillermo teve uma formação global muito interessante. E  a integração multidisciplinar e interdisciplinar diferencia um profissional¨. Tanto é assim que recebeu vários reconhecimentos no seu país e no exterior, como o Galardão Mexicano de Odontologia, pela Federação Ibero-Latinoamericana de Odontologia, devido à sua trajetória na busca incansável pelo melhoramento acadêmico, à sua reconhecida capacidade e excelência profissional. É membro honorário da Sociedade de Prótese e Reabilitação Oral Chilena e Membro Fundador da Academia de Implantes Europeia. Pessoa carismática, excelente figura humana, considera o Brasil como sua segunda casa. Por essa escalada bem-sucedida, sente-se abençoado por Deus e imensamente agradecido ao Brasil. Estudou em excelentes universidades, em Curitiba e Bauru, com a oportunidade de contato com professores renomados. Teve o privilégio de conviver e compartilhar ensinamentos e experiências com o “descobridor” do fenômeno da osseointegração e dos implantes odontológicos de titânio, o professor e cientista sueco Dr. Per Ingvar Brånemark, durante o seu curso de mestrado em Implantodontia. Por sua fluência no inglês, apresentou trabalhos científicos para os professores das Universidades de Tufts (EUA) e Gottemburgo (Suécia), perpetuando esses ensinamentos em publicações no exterior e em livros. Sente-se agradecido aos amigos incondicionais e valiosos que semeou. Reverencia os seus mestres, destacando, em particular, o exemplo de profissional e os múltiplos conselhos de seu eterno mentor, Dr. Ado Francischone, responsável por inseri-lo nessa belíssima especialidade que é a Implantodontia. Pode-se dizer que a vida profissional do Professor Doutor Luis Guillermo Peredo é plenamente exitosa. É visível que esse mestre faz o que ama e recebe o total apoio de sua esposa Maria Paula, brasileira, também dentista e formada pela USP de Bauru. Na mesma proporção, esse apoio é compartilhado pelos três filhos do casal. Essa entrevista com o Dr. Luis Guillermo traz para o leitor um rico exemplo de vida pessoal e profissional. Luis Rogério Duarte

Como citar essa entrevista: Paz LGP. Interview with Luis Guillermo Peredo Paz. Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):10-23

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Entrevista

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Paz LGP

É habitual nessa seção da Dental Press Implantology, ao entrevistarmos algum expoente da Odontologia contemporânea, procurarmos saber em primeiro lugar como e quando nasceu o interesse pela profissão. Portanto, diga-nos quais foram as suas principais influências e motivações para essa escolha profissional? Sou caçula de sete irmãos. Nasci em Montero, uma pequena cidade a 45 km de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Quando tinha 6 anos de idade, nossa família passou a morar em Santa Cruz, local onde cursei todo o meu colegial, no colégio La Salle. Em minha família, sempre houve grande tendência pelas áreas biológicas. Entre os meus irmãos, Norma estudou Farmácia e Bioquímica, seguida por Aida, que decidiu estudar Medicina. Mas todos nós, de alguma maneira, fomos influenciados por um tio médico muito conceituado na cidade. Meu pai, quando jovem, desejou estudar Odontologia; contudo, o meu avô, que era advogado e senador da república, não permitiu porque desejava que, a exemplo dele, também se tornasse advogado — carreira que, finalmente, abraçou como profissão. Já em meu caso, saí do colégio pensando em estudar Medicina. Prestei vestibular e, aprovado, entrei na

Faculdade de Medicina em San Francisco Xavier — à época, considerada a melhor do país —, na cidade de Sucre, capital constitucional da Bolívia. No início da década de 80, o país viveu muitos problemas políticos, com seguidos golpes de estado, que provocavam o fechamento das universidades. Isso atrasava em demasia a conclusão dos cursos de graduação. Para não perder tempo, esse motivo me levou a buscar uma melhor alternativa para a minha formação universitária. Assim, pleiteei, na embaixada brasileira em La Paz, uma vaga para estudar no Brasil, valendo-me de um convênio (existente até hoje) entre ambos os países. Nessa ocasião, durante a entrevista realizada, tomei conhecimento de que, para aquele ano, havia apenas uma vaga em Medicina, todavia, já preenchida. Recomendaram-me, então, tentar outra carreira dentro da Área da Saúde, para que, uma vez aceito em uma universidade brasileira, posteriormente tentasse a minha transferência para Medicina. Escolhi, portanto, a Odontologia. Alguns meses após a exigida entrega dos documentos necessários, saiu publicado no jornal da embaixada o resultado da lista dos estudantes bolivianos que haviam sido selecionados para estudar no Brasil. E eu estava entre eles! Lembro-me de que o ponto determinante para minha decisão em permanecer na Odontologia foi a matéria Materiais Dentários I, cursada logo no primeiro semestre. Gostei tanto que nem mais pensei em Medicina...

Sabemos que o senhor graduou-se em Odontologia pela universidade do Paraná. Poderia nos contar um pouco dessa sua trajetória?

Em congresso do sola (Seminários Odontológicos Latinoamericanos Nova Geração) em Cochabamba-Bolívia, junto a Mariano Flores, Rafael Roca, Rafael Mondelli e outros amigos.

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Sim, eu me formei na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, da qual tenho ótimas lembranças e muitos bons professores e amigos. Durante o período de faculdade, fiz estágio na disciplina de Endodontia. Posso afirmar que aí começou o meu interesse pela pesquisa. Lembro muito bem que realizei um trabalho clínico muito interessante sobre a confiabilidade dos localizadores de ápices radiculares — que, naquela época, já estavam em sua quarta geração — em unidades dentárias que iriam ser extraídas por motivos ortodônticos.

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Entrevista

Na festa de encerramento do mestrado, com a esposa, Paula, e os três filhos, Luis Esteban, Ana Paula e Juan Guillermo.

Agora, com a grande oferta das faculdades existentes a um custo muito baixo, está havendo uma saturação do mercado de trabalho com nível deficiente na formação da graduação. Isso é mais um sinal de que os jovens profissionais devem continuar estudando, fazendo cursos de bom conteúdo, para que possam trabalhar com mais confiança e segurança. Os resultados podem até demorar um pouco mais de tempo para acontecerem, mas indubitavelmente virão. É necessário, para isso, muito esforço. Assim como também é importante e necessária a associação com profissionais que tenham formação, metas e expectativas semelhantes às nossas, para que alcancemos com êxito o objetivo traçado. Existe um ditado oriental que diz: “Quando ando sozinho, posso chegar mais rápido, entretanto, quando ando acompanhado, com certeza, chegarei mais longe”. Nossa profissão, definitivamente, é uma ciência em constante movimento, que nos impele a estudar contínua e profundamente. A cada dia, o processo dinâmico do surgimento de tecnologias inovadoras nos obriga a conhecê-las e colocá-las à disposição, em benefício e a serviço dos nossos pacientes.

Entrevistadores Luis Rogério Duarte » Especialista, Mestre e Doutor em Implantodontia. » Editor Assistente da Dental Press Implantology. » Cirurgião do Instituto Renaissance – Reabilitação Oral com Implantes.

Franklin Leahy » Doutor em Implantodontia (São Leopoldo Mandic).

Uma Odontologia de excelência continua sendo uma nobre arte, que depende de dedicação, interesse e muito entusiasmo para ser dominada e exercida.

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EXPL I CAÇÕES E APLI CAÇÕES

Defeito osteoporótico focal do adulto: conceito, diagnóstico e os implantes osseointegráveis Resumo / O Defeito Osteoporótico Focal do Adulto deve constar na lista de diagnósticos diferenciais de lesões radiolúcidas uni e multiloculares, especialmente as mandibulares, pequenas e médias. O diagnóstico clínico e imaginológico pode ser seguro, mas, se houver uma dúvida mínima, deve-se providenciar biópsia e o laudo revelará um tecido medular hematopoieticamente ativo. O Defeito Osteoporótico Focal do Adulto não inviabiliza os implantes osseointegráveis na região, pois biologicamente não impede o reparo ósseo, e até pode favorecê-lo, pela medula óssea ter numerosas células-tronco e ser rica em células osteoprogenitoras. O diagnóstico deve ser seguro para diferenciá-lo de outras lesões semelhantes na mandíbula, mas agressivas. As principais características do Defeito Osteoporótico Focal do Adulto são ressaltadas neste trabalho, considerando-o uma variável do trabeculado ósseo e medular em um contexto de normalidade. / Palavraschave / Defeito osteoporótico focal do adulto. Lesões mandibulares.

Alberto Consolaro Professor Titular da FOB-USP e na Pós-graduação da FORP-USP.

Como citar este artigo: Consolaro A. Focal osteoporotic bone marrow defect: Concept, diagnosis and osseointegrated implants.

O autor declara não ter interesses associativos, comerciais, de

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propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 15/11/2013 - Revisado e aceito: 20/11/2013

O(s) paciente(s) que aparece(m) no presente artigo autorizou(aram) previamente a publicação de suas fotografias

Endereço de correspondência: consolaro@uol.com.br

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faciais e intrabucais, e/ou radiografias.

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Consolaro A

Em alguns casos, a citologia por punção e aspiração pode revelar que o conteúdo da área suspeita é de medula óssea hematopoieticamente ativa, e o diagnóstico citológico pode ser decisivo na interação dos dados clínicos e imaginológicos, para se estabelecer um diagnóstico final seguro. No caso de pairarem dúvidas diagnósticas, mesmo que após a citologia, deve-se realizar a biópsia7. Nem sempre o diagnóstico microscópico será incisivo como Defeito Osteoporótico Focal do Adulto, mas haverá a descrição de tecido ósseo medular hematopoieticamente ativo que — inter-relacionado com achados clínicos, transcirúrgicos e imaginológicos — permitirá um diagnóstico clínico seguro. O envio das imagens diagnósticas para o patologista pode favorecer um diagnóstico mais preciso e seguro.

Defeito Osteoporótico Focal do Adulto e os Implantes Dentários Osseointegráveis Do ponto de vista biológico e relacionado à osseointegração, o Defeito Osteoporótico Focal do Adulto não contraindica a colocação de implantes, mas deve-se ressaltar que corresponde a um padrão ósseo que oferece pouco imbricamento mecânico imediato7. Ao mesmo tempo que oferece pouco imbricamento mecânico, oferece boas condições biológicas para a osseointe-

gração, considerando-se que apresenta medula óssea hematopoieticamente ativa rica em células-tronco e células osteoprogenitoras com grande potencial para a osteogênese no local, especialmente na superfície de implantes osseointegráveis. O Defeito Osteoporótico Focal do Adulto não requer tratamento, mas a sua manipulação cirúrgica pode mudar o padrão trabecular da região.

Consideração final O Defeito Osteoporótico Focal do Adulto deve ser incluído no diagnóstico diferencial de lesões radiolúcidas uni e multiloculares dos maxilares, especialmente na mandíbula. O diagnóstico clínico e imaginológico pode ser seguro, mas, em casos de dúvidas, deve-se providenciar imediatamente a biópsia, em cujo laudo histopatológico se revelará a presença de tecido medular hematopoieticamente ativo. O Defeito Osteoporótico Focal do Adulto não inviabiliza a colocação de implantes osseointegráveis na região, pois não impede o reparo ósseo, podendo, inclusive, favorecê-lo, pelo fato da medula ter numerosas células-tronco e ser rica em células osteoprogenitoras. O seu diagnóstico deve ser seguro, para distingui-lo de outras lesões semelhantes presentes na mandíbula. O Defeito Osteoporótico Focal do Adulto representa uma variação morfológica do trabeculado ósseo nos maxilares.

Referências: 1. Barker BF, Jensen JL, Howebl PV. Focal osteoporotic bone marrow defects of the jaws: ananalysis of 197 new cases. Oral Surg. 1974;38(3):404-12. 2. Frances MG, Crews KM, Kevin, M Carroll O. Focal osteoporotic bone marrow defect in the anterior maxilla. Oral Surg Oral Med Oral Pathol. 1993;76(4):537-42.

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imaging. J Oral Maxillofac Surg. 2007;65(8):1590-4.

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aco n t eci m entos

Editor assistente da Dental Press Implantology defende tese sobre a utilização de substituto ósseo em animal com doença sistêmica No último dia 13 de novembro, o editor assistente da Dental Press Implantology, Dario Miranda, foi agraciado com o título de Doutor em Implantodontia. Os professores doutores Carlos Eduardo Francischone e Alberto Consolaro (editores chefes) foram seus orientadores. Ao longo de duas décadas, o professor Dario tem trabalhado com materiais para reconstrução óssea. Nessa mesma filosofia, realizou sua tese utilizando substituto ósseo em animais com doença sistêmica. Fizeram parte da banca examinadora, além dos professores já citados, as professoras doutoras Teresinha Santana e Viviane Sarmento. Recentemente, debateu, na Filadélfia, sobre biomateriais e, em Chicago, participou de “forças tarefas” sobre as pesquisas publicadas no meio científico mundial. Além de editor assistente da Dental Press Implantology, o Dr. Dario Miranda também é editor do Journal of Periodontology, Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana e tem consultório particular na cidade de Salvador, Bahia.

Da esquerda para a direita: Alberto Consolaro, Bruno Sotto Maior, Carlos Eduardo Francischone, Dario Miranda, Teresinha Santana e Viviane Sarmento.

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I M AG E M E CI ÊNCI A

Dando “asas” à imaginação! Alberto Consolaro Professor Titular da FOB-USP e na Pós-graduação da FORP-USP.

A) No reparo ósseo, o tecido de granulação, depois de 30 dias, foi substituído por tecido ósseo primário com matriz extracelular (1) ricamente celularizada por osteócitos (2) e com numerosas linhas de reversão basofílicas demarcando intensa remodelação. Nos espaços medulares (3), o tecido hematopoiético vai se estabelecendo e suas paredes internas revelam numerosos osteoblastos (4), dispostos em paliçada em franca osteogênese. Nesse processo de reparo ósseo, a fotomicrografia registrou o espaço medular com o formato de uma ave tipo codorna, percebido pelo examinador (HE, 40x) (Alberto Consolaro).

B) Codorna do Nordeste é uma ave do grupo dos Tinamiformes, encontrada na América do Sul, incluindo-se o Brasil. Se alimenta de insetos e frutas, pode voar, mas passa a maior parte do tempo no chão, em moitas, para escapar de predadores. Tem coloração amarela, marrom, branca e preta. Seu nome científico: Nothura boraquira (http://brunochavesanimais.blogspot.com.br/2011/12/codorna-do-nordeste.htm; e representação de Joseph Smit: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:NothuraMarmorataSmit.jpg ).

Como citar esta seção: Consolaro A. Giving wings to the imagination! Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):32-3.

Enviado em: 15/09/2013 - Revisado e aceito: 25/09/2013

Endereço de correspondência: consolaro@uol.com.br

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R EVI SÃO D E LI TERATURA

Sobredentaduras e a eficiência mastigatória: revisão da literatura Resumo / A sobredentadura é definida como sendo uma prótese removível parcial ou total que cobre, ou se apoia, em um ou mais dentes naturais ou remanescentes, raízes e/ou implantes dentários. O presente trabalho tem por objetivo comparar a eficiência mastigatória e aceitabilidade pelo paciente das sobredentaduras em relação às próteses totais convencionais. Assim, a partir de uma revisão de literatura, buscou-se mostrar aos cirurgiões-dentistas a importância de tal tratamento protético, principalmente em relação à estética e função proporcionadas aos pacientes. / Palavras-chave / Sobredentadura. Prótese total.

Jovani Busetti Especialista em Prótese Dentária, Universidade Cruzeiro do Sul.

João Paulo De Carli Doutor em Estomatologia, PUCPR.

Dimas João Rodrigues Neto Mestre em Prótese Dentária, UNISUL.

Jefferson Ricardo Pereira Doutor em Reabilitação Oral, UNISUL. Professor, curso de Especialização em Prótese Dentária, Universidade Cruzeiro do Sul.

Como citar este artigo: Busetti J, De Carli JP, Rodrigues Neto DJ, Pereira JR. Overdentures and masticatory efficiency: literature

Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais,

review. Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):34-7.

de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 07/09/2013 - Revisado e aceito: 11/09/2013 Endereço de correspondência: Jefferson Ricardo Pereira Rua Recife, 200 – Apto 601 – Tubarão/SC – CEP: 88701-420 – E-mail:jeffripe@rocketmail.com

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Sobredentaduras e a eficiência mastigatória: revisão da literatura

abstracT Overdentures and masticatory efficiency: literature review / The overdenture is defined as a removable denture partial or total, covering rests of one or more teeth or remaining roots and / or dental implants. This study aims to compare the masticatory efficiency

and patient acceptability of overdentures compared to conventional dentures. Thus, from a literature review, we sought to show to dentists the importance of such prosthodontic treatment, especially in relation to aesthetics and function provided to patients. / Keywords / Overdenture. Denture.

Referências: 1. Telles DM. Prótese total: convencional e sobre implantes. São Paulo: Ed. Santos; 2010. 492 p. 2. Glossary of Prosthodonty Terms, Edition 8. J Prosthet Dent. 2005;94(1):10-92. 3. Bacelar A. Overdentures. In: Atlas de prótese: sistemas de encaixe. São Paulo: Artes Médicas; 2003. 4. Frossard W, Ferreira HMB, Balassiano DF, Groisman M. Grau de satisfação do paciente à terapia de sobredentadura inferior implanto-retida. Rev Bras Odontol. 2002;59(1):50-3. 5. Alves MR, Silva FA, Silva LLB, Silva WAB. Sobredentaduras sobre raízes: uma alternativa aos implantes osseointegráveis. RFO UFP. 2010;15(3):309-13. 6. Botega DM, Mesquita MF, Henriques GEP. Uso do sistema ERA para confecção de overdenture. RGO: Rev Gaúch Odontol. 2005;53(3):210-2. 7. Tabata LF, Assunção WG, Rocha EP, Zuim PRJ, Filho HG. Critérios para seleção dos sistemas de retenção para overdentures implanto-retidas. RFO UPF. 2007;12(1):75-80. 8. Pereira JR. Prótese sobre implante. São Paulo: Ed. Artes Médicas; 2012.

9. Fragoso WS, Tróia MG, Bozzo RO, Vedovello SAS, Vedovello MF. Overdenture Implanto-retida. RGO: Rev Gaúch Odontol. 2005;53(4):325-8. 10. Souza SA, Germano AR, Anselmo SM, Bezerra LAM, Santos ANA. Sobredentadura retida por implantes e encaixes tipo bola-relato de caso. RFO UPF. 2007;12(3):69-73. 11. Nadin PS, Linden MSL, Panisson VP, Nadin MA. Fixação de overdenture através de sistema O’Ring para implantes osseointegrados. RFO UPF. 2000;5(2):55-9. 12. Setz JM, Wright PS, Ferman AM. Effects of attachment type on the mobility of implant-stabilized overdentures an in vitro study. Int J Prosthodont. 2000;13(6):494-9. 13. Heckmann SM, Schrott A, Graef F, Wichmann MG, Weber HP. Mandibular two-implant telescopic overdentures: 10 year clinical and radiographical results. Clin Oral Implants Res. 2004;15(5):560-9. 14. Naert I, Alsaadi G, Quirynen M. Prosthetic aspects and patient satisfaction with two-implant-retained mandibular overdentures: a 10-year randomized clinical study. Int J Prosthodont. 2004;17(4):401-10.

©DentalPress Publishing / Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):34-7

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CASO CL Í N I CO

Imitando a natureza na reabilitação protética unitária Resumo / O tratamento de edentulismo unitário utilizando implantes já é um método consagrado na Odontologia; porém, a devolução da função na reabilitação com qualidade estética e contorno gengival natural apresenta-se como um desafio que depende da destreza e senso estético dos profissionais envolvidos. O presente artigo se propõe a explanar aspectos clínicos de edentulismo unitário por meio da apresentação de um caso clínico. / Palavras-chave / Prótese dentária. Estética dentária. Implante dentário.

Lísia Emi Nishimori Mestre em Prótese Dentária, UNINGÁ.

Ricardo Annibelli Mestrando em Prótese Dentária, UNINGÁ.

Alexandre Santos Especialista - Técnico em prótese dental - Studio Dental.

Cleverson de Oliveira e Silva Professor doutor do mestrado em prótese da Faculdade Ingá - Maringá - PR.

Giovani de Oliveira Corrêa Doutor em Clínica Odontológica, UNICAMP. Professor, curso de Mestrado em Prótese Dentária, UNINGÁ.

Como citar este artigo: Nishimori LE, Annibelli R, Santos A, Oliveira e Silva C, Corrêa GO. Imitating the nature in

Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais,

prosthetic rehabilitation. Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):38-45.

de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 10/02/2013 - Revisado e aceito: 12/11/2013 O(s) paciente(s) que aparece(m) no presente artigo Endereço de correspondência: Lísia Emi Nishimori

autorizou(aram) previamente a publicação de suas fotografias

Av. Itororó, 813 – Sala 2 – CEP: 87013-010 – Maringá/PR – Email: lisianishimori@hotmail.com

faciais e intrabucais, e/ou radiografias.

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Imitando a natureza na reabilitação protética unitária

CONCLUSÃO Para a reabilitação estética de elemento unitário, tornam-se indispensáveis a presença de saúde dos elementos vizinhos e ótima fisiologia do espaço edentado. As restaurações protéticas dependem da eleição do material cerâmico correto, bom posicionamento de implantes, planejamento, boa execução do trabalho do cirurgião-dentista, adestramento das mãos e de um senso estético apurado do técnico laboratorial.

Abstract Imitating the nature in prosthetic rehabilitation. / The treatment of unitary edentulism with implants is a successful method used in dentistry nowadays. However, the return of the function in the rehabilitation with aesthetics quality and natural gingival contour is a challenge that depends on the skill and the aesthetics sense of the professionals involved. This article is aimed to discuss the clinical aspects of unitary edentulism through the presentation of a clinical case. / Keywords / Dental prosthesis. Esthetics. Immediate dental Implant loading.

Referências: 1. Regis MB, Duarte LRS. Restaurações unitárias sobre implantes osseointegrádos em area estética contornada por tecido gingival natural – uma análise crítica do estágio científico atual. Rev Dental Press Periodontia implantol. 2007;1(3):2639. 2. Jason WA, et al. Oclusão: teoria e prática. Faculdade de Odontologia de Bauru- USP, 1973. 3. Imperial TR. Carga imediata unitária sobre implante em área estética [monografia]. Rio de Janeiro (RJ): Academia de Odontologia do Rio de Janeiro; 2008. 4. Choquet V, Hermans M, Adriaenssens P, Daelemans P, Tarnow DP, Malevez C. Clinical and radiographic evaluation of the papilla level adjacent to single-tooth dental implants: a retrospective study in the maxilary antreior region. J Periodontol. 2001;72(10):1364-71. 5. Clagaro M, Bressan R. Cerâmicas em elementos unitários: a arte de copiar a natureza. Rev Dental Press Estét. 2006;3(2):45-69. 6. Magne P, Belser U. Restaurações adesivas de porcelana na dentição anterior: uma abordagem biomimética. São Paulo: Quintessence; 2003.

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CASO CL Í N I CO

Superfície em Implantodontia: características dos principais implantes brasileiros Introdução / Atualmente, há consenso sobre a superioridade dos implantes com tratamento de superfície em relação aos usinados. Decorrentes disso, diferentes métodos de tratamento têm sido criados para potencializar as respostas teciduais. Objetivo / Realizar uma avaliação crítica do que algumas das empresas brasileiras informam aos profissionais, sobre as características do tratamento de superfície, métodos utilizados e tempo de espera recomendando, e se essas importantes questões apresentam embasamento científico. / Métodos / As empresas brasileiras Conexão, Kopp, Neodent, P-I Brånemark, S.I.N. e Titaniumfix receberam um questionário com perguntas sobre tratamento de superfície, tempo de espera recomendado e evidência científica a respeito dos seus produtos. / Resultados / Diferentes métodos de tratamento foram citados, sendo eles ataque ácido, jateamento seguido de ataque ácido e PIII (Plasma Immersion Ion Implantation). Segundo as informações recebidas, o tempo de espera recomendado variou de um a seis meses. / Conclusões / Apesar de algumas empresas realizarem trabalhos científicos com seus implantes, constata-se, com o presente estudo, carência de evidência científica norteando os protocolos de carga recomendados e falta de esclarecimentos precisos. / Palavras-chave / Implante dentário. Osseointegração. Propriedades de superfície. Alexandre da Silveira Gerzson Doutorando em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, PUCRS.

Cláudio Ayres Peres Especialista em Implantodontia, UNINGÁ.

Márcio Borges Rosa Doutor em Implantodontia, SLMANDIC.

Eduardo Poester Fetter Professor, curso de Especialização em Implantodontia, UNINGÁ.

Luiz Antônio Marchioni Mestre em Odontologia, ULBRA. Professor, curso de Especialização em Implantodontia, UNINGÁ.

Como citar este artigo: Gerzon AS, Peres CA, Rosa MB, Fetter EP, Marchioni LA. Surfaces in Implantology: Characteristics of the

Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais,

main Brazilian implants. Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):46-51.

de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 3/7/2013 - Revisado e aceito: 08/09/2013 Endereço de correspondência: Alexandre da Silveira Gerzson Rua Dona Laura, 87/506 – CEP: 90430-091 – Porto Alegre/RS – Email: alexandregerzson@gmail.com

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Superfície em Implantodontia: características dos principais implantes brasileiros

teando os protocolos de carregamento recomendados e falta de esclarecimentos precisos. Como sugestão para um futuro trabalho, propõe-se um novo contato com as empresas para verificar se os protocolos recomendados estarão sustentados por um número maior de estudos próprios.

abstract Surfaces in Implantology: Characteristics of the main Brazilian implants. / Introduction / The superiority of implants with a roughened surface over machined implants seems to be consensual today. Different surface treatment methods have been developed to improve potential tissue response. This study critically reviewed the information that some Brazilian companies provide to dentists about

the characteristics of surface treatment and the methods used, as well as the recommended loading time, and analyzed whether these important data are based on scientific findings. / Methods / Six Brazilian companies, Conexão, Kopp, Neodent, P-I Branemark, S.I.N. and Titaniumfix received a questionnaire about their products and their surface treatment, recommended loading time and scientific evidence. / Results / Different treatment methods were reported: acid etching, abrasion followed by acid etching, and plasma immersion ion implantation (PIII). According to the information received, loading time ranged from 1 to 6 months. / Conclusions: / Although some companies conduct scientific studies to evaluate their implants, this study found that there was no scientific evidence to support the recommended loading times and that the information provided was not accurateg. / Keywords / Dental implants. Osseointegration. Surface properties.

Referências: 1. Branemark PI, Adell R, Breine U, Hansson BO, Lindstrom J, Ohlsson A. Intra-osseus anchorage of dental prostheses. I. Experimental studies. Scand J Plast Reconstr Surg. 1969;3(2):81-100. 2. Buser D, Schenk RK, Steinemann S, Fiorellini JP, Fox CH, Stich H. Influence of surface characteristics on bone integration of titanium implants. A histomorphometric study im miniature pigs. J Biomed Mater Res. 1991;25(7):889-902. 3. Davies JE. Mechanisms of endosseus integration. Int J Prosthod. 1998;11:391-401. 4. Shibli JA, Feres M, Figueiredo LC, Lezzi G, Piattelli A. Histological comparison of bone to implant contact in two types of dental implant surfaces: a single case study. J Contemp Dent Pract. 2007;8(3):29-36. 5. Shibli JA, Grassi S, Figueiredo LC, Feres M, Lezzi G, Piattelli A . Human peri-implant bone response to turned and oxidized titanium implants inserted and retrieved after 2 months. Implant Dent. 2007;16(3):252-9. 6. Shibli JA, Grassi S, de Figueiredo LC, Feres M, Marcantonio E Jr, Iezzi G, et al. Influence of implant surface topography on early osseointegration: a histological study in human jaws. J Biomed Mater Res B Appl Biomater. 2007;80(2):377-85. 7. Grassi S, Piattelli A, de Figueiredo LC, Feres M, de Melo L, Iezzi G, et al. Histologic evaluation of early human bone response to different implant surfaces. J Periodontol. 2006;77(10):1736-43. 8. Carvalho BM, Pellizzer EP, Moraes SLD, FalcónAntenucci RM, Ferreira Júnior, JS. Tratamento de superfície nos implantes dentários. Rev Cir Traumatol Buco-maxilo-fac. 2009;9(1):123-30. 9. Elias CN, lima JHC, Meirelles LAD. Variação da osseointegração com a rugosidade dos implantes odontológicos. In: 1º Simpósio Matéria 2000, Rio de janeiro; 2000. p. 1-9. 10. Barbosa BA, et al. Efeitos microscópicos da ação da câmara coletora do implante no tecido ósseo: mecanismo para favorecer a osseointegração: nota prévia. ImplantNews. 2009;6(4):431-2. 11. Canullo L, Cicchese P, Sisti A, Francischone Jr CE, Francischone CE, Vasconcelos LW, et al. Análise clínica retrospectiva (4-6 anos) dos implantes P-I Brånemark Philosophy™. ImplantNews. 2009;6(5):517-24.

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CASO CL Í N I CO

Gengiva artificial com restauração da papila em próteses unitárias sobre implantes mal posicionados: uma alternativa estética e de fácil higienização Resumo / A reabilitação bucal com implantes tem se tornado uma ótima opção de tratamento; no entanto, implantes mal posicionados muitas vezes apresentam dificuldade em uma resolução estética favorável. O presente trabalho teve como objetivo relatar uma abordagem alternativa para uma condição clínica de posicionamento desfavorável de implantes, com um planejamento protético inicial também desfavorável. Por meio de uma caso clínico foi apresentada uma alternativa viável para essas situações, de coroas individuais sobre implante com gengiva artificial, trazendo de volta a região das papilas, demonstrando ser essa uma alternativa eficiente no que diz respeito à estética e de fácil higienização — fator importante na manutenção da saúde peri-implantar. / Palavras-chave / Implantes dentários. Complicações protéticas. Estética dentária. Gengiva artificial.

Jarbas Eduardo Martins Doutorando em Odontologia, UNICSUL. Professor, EAP-APCD e APCD-UNICSUL.

Eliane Maria Gabriel Braga Especialista em Prótese e Implante. Professora, EAP-APCD e APCD-UNICSUL.

Fábio Valverde Rodrigues Bastos Neto Doutor em Odontologia e Professor Adjunto, UNICSUL. Professor, EAP-APCD.

Angela Toshie Araki Doutora em Ciências Odontológicas, USP. Professora Adjunta, UNICSUL.

Como citar este artigo: Martins JE, Braga EMG, Bastos Neto FVR, Araki AT. Artificial gingiva with papilla restoration in single

Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais,

prostheses over malpositioned implants: an aesthetic and easy to clean alternative. Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):52-9.

de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 15/09/2013 - Revisado e aceito: 20/09/2013 Endereço de correspondência: Fábio Valverde Rodrigues Bastos Neto

O(s) paciente(s) que aparece(m) no presente artigo

Rua Joaquim Nabuco, 47 – Sala 24 – Brooklin – São Paulo/ SP – CEP: 04621-000

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faciais e intrabucais, e/ou radiografias.

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Gengiva artificial com restauração da papila em próteses unitárias sobre implantes mal posicionados: uma alternativa estética e de fácil higienização

contração de polimerização — o que permite um melhor ajuste dos pontos de contato e da passagem do fio dental entre as coroas. Desse modo, conseguimos propiciar ao paciente um excelente resultado estético, com a devolução dos contornos gengivais, preenchimento das papilas e uma fonética mais adequada.

CONCLUSÃO Em situações com implantes anterossuperiores em posição desfavorável, onde há a necessidade da devolução da papila e da estética gengival, o uso de próteses fixas unitárias com gengiva artificial, que devolve o arcabouço da papila, demonstrou ser eficiente no que diz respeito à estética e à função mastigatória, permitindo a higienização da região — fator importantíssimo na manutenção da saúde peri- implantar.

abstract Artificial gingiva with papilla restoration in single prostheses over malpositioned implants: an aesthetic and easy to clean alternative / Oral rehabilitation with implants has become a great treatment option, however, poorly positioned implants often present difficulty in a esthetically favorable resolution. This study aimed to describe an alternative approach to clinical conditions with unfavorable positioning of implants and also unfavorable initial prosthetic planning. By means of a clinical case report it was presented a viable alternative for these situations, using individual crowns over implant with artificial gingiva, giving back the proper papillae region, proving to be an effective alternative with aesthetic benefits and easy cleaning, an important factor in maintaining peri-implant health. / Keywords / Dental implantation. Prosthetic complications. Dental aesthetic. Artificial gingiva.

AGRADECIMENTOS Ao técnico do laboratório LOF, Daniel Morita da Silva, pela realização das peças protéticas e auxílio técnico laboratorial.

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A RT I G O I N É D I TO

Transferência anatômico-funcional de implantes Resumo / Na cavidade bucal existem estruturas rígidas (dentes) e resilientes (tecidos moles) que deverão ser reproduzidas e, infelizmente, apresentam comportamentos distintos durante o contato com os materiais de moldagem: as estruturas rígidas não sofrem deformações e poderão gerar cópias precisas; as estruturas resilientes sofrerão deformações que precisarão ser convenientemente tratadas para que a prótese não gere traumatismos para os tecidos moles. É fundamental que a transferência espacial dos implantes para o modelo de trabalho gere posicionamentos precisos para os análogos e, com isso, o técnico de laboratório tenha condições de confeccionar peças protéticas que possuam adaptação apropriada em boca. Utilizamos transferentes parafusados em técnica de transferência direta. As moldagens são realizadas em duas etapas: (I) moldagem anatômica com moldeira de estoque e utilização de materiais de moldagem de diferentes consistências, em camadas; (II) moldagem funcional realizada com moldeira individual e poliéteres ou silicones de adição com distintas fluidezes, em camadas. Após a polimerização dos materiais de moldagem, os excessos extravasados devem ser removidos e os transferentes devem ser fixados à moldeira individual de resina com acrílico de baixa contração, pela técnica do pincel. Uma vez polimerizada a resina acrílica, os transferentes devem ser desparafusados e a moldagem removida da cavidade bucal. A transferência anatômico-funcional de múltiplos implantes é fundamental para que possamos obter modelos fiéis, e sobre esses construir próteses que possuam adequada adaptação sobre os implantes e apropriado contacto com os tecidos moles, não gerando traumatismos. / Palavras-chave / Implantes dentários. Transferência anatômica. Adaptação passiva. Moldagem de implantes. Gastão Soares de Moura Filho Doutor em Prótese Dentária, FOUSP. Professor, curso de Especialização em Prótese Dentária, CETAO.

Mauro Martins Ferreira Tosta Especialista em Implantodontia, SOESP. Doutor em Morfologia, UNIFESP. Professor, CETAO.

José Antonio Lupi da Veiga Doutor em Prótese Dentária e Professor, Departamento de Prótese, FOUSP. Professor, curso de Especialização em Implantes, CETAO.

Luis Fernando Severino Matos Professor, curso de Especialização em Implantes, CETAO.

Daniel Yamane Hirata Mestre em Periodontia, UNG. Professor, curso de Especialização em Implantes, CETAO.

Como citar este artigo: Moura Filho GS, Tosta MMF, Veiga JAL, Matos LFS, Hirata DY. Anatomic-functional transference of implants.

Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais,

Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):60-74.

de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 30/10/2013 - Revisado e aceito: 12/11/2013 O(s) paciente(s) que aparece(m) no presente artigo Endereço de correspondência: Gastão Soares de Moura Filho

autorizou(aram) previamente a publicação de suas fotografias

Av. dos Jamaris, 393 – São Paulo/SP – CEP: 04078-000 – E-mail: gastaosmf@terra.com.br

faciais e intrabucais, e/ou radiografias.

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Transferência anatômico-funcional de implantes

Discussão Pelo que podemos observar na literatura, as moldagens de transferência diretas, sem o reposicionamento de transferentes, são mais precisas que as indiretas2-18,20-24. Nas técnicas diretas, os transferentes podem ser parafusados ou encaixados sobre os implantes/pilares, mas, para a transferência de múltiplos implantes, nota-se uma clara preferência para os que são parafusados2-12,15,16,17,21-25. A maioria dos trabalhos que propõem as técnicas diretas utilizam moldeiras individuais confeccionadas com resina acrílica2-12,15,16,17,21-25 e, por esse motivo, também indicamos esse tipo de moldeira. Nossa técnica se assemelha à de Assif7: direta, com uso de transferentes parafusados e fixação desses à moldeira individual com resina acrílica de baixa contração. O diferencial é a adequada moldagem dos tecidos moles por nós realizada. A moldagem sem compressão dos tecidos moles é fundamental para um adequado funcionamento dos trabalhos protéticos, sejam eles fixos ou móveis. Devemos destacar que em nossa técnica a esplintagem dos transferentes7-12 é realizada quando fixamos esses à moldeira de resina acrílica. Não há união da resina acrílica aos transferentes, há somente um imbricamento mecânico ao redor das retenções que esses possuem. Por esse motivo, todo cuidado deve ser tomado quanto à limpeza dos transferentes (excessos extravasados de material de moldagem) e fixação da resina acrílica ao seu redor e à moldeira individual.

ABSTRACT Anatomic-functional transference of implants. / In the oral cavity there are rigid structures (teeth) and resilient (soft tissue) to be reproduced and that unfortunately present different behaviors during the contact of impression materials: Rigid structures do not suffer deformation and can generate accurate copies; resilient structures suffer deformations that need to be conveniently performed so that the prosthesis does not create injuries to the soft tissues. It is essential that the spatial transfer of the implants for work model manages precise positioning for analogs and therefore the lab technician is able to fabricate prosthetic pieces that have an appropriate adaptation to mouth. We use screwed transferents on direct transfer technique. The casts are performed in two steps: (I) anatomical impression with stock tray and use of impression materials of different consistencies, in layers; (II) functional impression conducted with individual tray and polyether or addition-cured silicones with different flows, in layers. After curing of the impression materials, spilled excesses should be removed and the transferents should be fixed to individual acrylic tray with low shrinkage resin, using the technique of the brush. Once polymerized acrylic resin, transferents must be unscrewed and the impression removed from the oral cavity. The anatomical and functional transfer of multiple implants is essential so that we can get models faithful and build on these prostheses that have adequate fit on the implants and proper contact with the soft tissues, generating no injuries. / Keywords / Dental implants. Anatomic transfer. Passive fit. Implant impression.

Considerações Finais A transferência anatômico-funcional de múltiplos implantes é fundamental para que possamos obter modelos fiéis e, sobre esses, construir próteses que possuam adequada adaptação sobre os implantes e apropriado contato com os tecidos moles, não gerando traumatismos. Tanto os poliéteres quanto os silicones de adição podem ser utilizados na técnica, sendo que os poliéteres estão mais indicados para as arcadas totalmente edêntulas. O uso de transferentes parafusados propicia adequada transferência para o modelo de trabalho de múltiplos implantes.

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Moura Filho GS, Tosta MMF, Veiga JAL, Matos LFS, Hirata DY

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A RT I G O I NÉDI TO

Avaliação histológica do reparo de defeitos ósseos de tamanhos críticos tratados com enxerto xenógeno em ratos induzidos ao hipotireoidismo Resumo / O objetivo do presente trabalho foi avaliar o reparo de defeitos de tamanho crítico comparando animais saudáveis, com hipotireoidismo e com ou sem enxerto ósseo (Bio-Oss Geistlich Pharma AG, Wolhusen, Suíça), e em dois tempos de morte (30 e 60 dias). Foram utilizados 42 animais da linhagem Wistar, distribuídos em dois grupos: Grupo 1 Eutireoideo, sem enxerto 30 dias (G1E30); Eutireoideo, sem enxerto 60 dias (G1E60); Hipotireoidiano, sem enxerto 30 dias (G1H30); e Hipotireoidiano, sem enxerto 60 dias (G1H60); e Grupo 2 Eutireoideo, com enxerto 30 dias (G2E30); Eutireoideo, com enxerto 60 dias (G2E60); Hipotireoidiano, com enxerto 30 dias (G2H30) e Hipotireoidiano, com enxerto 60 dias (G2H60). Os animais com hipotireoidismo foram induzidos por meio da diluição do propiltiouracil (PTU) na água de beber dos ratos. Foram confeccionados defeitos de tamanho crítico por meio de brocas trefinas na calvária desses animais, e posterior tratamento para confecção de lâminas, avaliação histológica e testes estatísticos. Um intervalo de confiança de 95% (p < 0,05) foi empregado. Os resultados encontrados revelaram que não houve diferença estatisticamente significativa no reparo cortical entre os animais hipotireoidianos e eutireoidianos nos dois tempos propostos, entretanto, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos cruzamentos de 30 x 60 dias (G1E60 > G1E30; p = 0,01, G1H60 > G1H30; e p = 0,01, G2h60 > G2H30). A formação ao redor da partícula do enxerto não foi estatisticamente diferente na avaliação dentro do mesmo tempo de morte, contudo os animais com hipotireoidismo apresentaram uma formação associada à partícula estatisticamente maior ao final de 60 dias de reparo (G2H60 > G2H30 p=0,03). Diante dos achados, pode-se concluir que a condição sistêmica de hipotireoidismo pareceu não influir de forma significativa no reparo ósseo, e o enxerto pareceu contribuir de uma forma mais positiva para a formação óssea nestes animais. / Palavras-chave / Reparo ósseo. Hipotireoidismo. Biomateriais. Almiro de Almeida Vasconcelos Neto

Gardênia Matos Paraguassu

Mestre em Clínica Odontológica, UFBA. Especialista em Implantes, ABO-BA.

Doutoranda em Odontologia e Saúde, UFBA.

Maria Isabel Pereira Vianna

Dario Augusto Oliveira Miranda

Doutora em Saúde Pública e Professora, UFBA.

Doutor em Implantologia, SLMandic. Professsor, UEFS e ABO-BA.

Luciana Maria Pereira Ramalho Doutora em Estomatologia Clínica, PUCRS. Professora, UFBA.

Como citar este artigo: Vasconcelos Neto AA, Vianna MIP, Ramalho LMP, Paraguassu GM, Miranda DAO. Histological evaluation of

Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais,

critical size bone repair treated with xenogen graft in rats induced to hypothyroidism. Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):75-84.

de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 11/09/2013 - Revisado e aceito: 18/08/2013

O(s) paciente(s) que aparece(m) no presente artigo

Endereço de correspondência: Dario Augusto Oliveira Miranda

autorizou(aram) previamente a publicação de suas fotografias

E-mail: darioperiodonto@hotmail.com

faciais e intrabucais, e/ou radiografias.

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Vasconcelos Neto AA, Vianna MIP, Ramalho LMP, Paraguassu GM, Miranda DAO

Introdução Na atualidade, é marcante a busca por técnicas e/ou tecnologias que auxiliem ou induzam o reparo ósseo para restabelecer o padrão anatômico normal e a reabilitação com implantes. Após a fratura/trauma ósseo, inicia-se a formação de coágulo e uma rede de fibrina preenche o espaço deixado. Células inflamatórias migram para a área e liberam mediadores químicos e fatores de crescimento capazes de ativar células osteoprogenitoras. Esse reparo fica, portanto, na dependência de vascularização e estabilidade mecânica adequadas da região, uma vez que os osteoblastos só secretam matriz óssea em ambientes com alta tensão de oxigênio2. Apesar dessa capacidade, em casos de perdas extensas, o reparo pode vir a não acontecer, ser defeituoso ou incompleto21. Em algumas situações torna-se necessário realizar enxertia óssea na região para auxiliar ou otimizar esse reparo. Esses enxertos podem ser classificados em enxertos autógenos, quando o tecido é transferido de um local para outro, de um mesmo indivíduo; enxertos homógenos, que são tecidos enxertados entre indivíduos da mesma espécie; materiais aloplástico, que são corpos estranhos e inertes utilizados para implantação nos tecidos; e materiais xenógenos, que são provenientes de indivíduos de espécies diferentes7. Entre os enxertos (biomateriais), destacam-se os bovinos (osso bovino inorgânico). Esse grupo tem ação osteocondutora, e o Bio-Oss (Geistlich Pharma AG, Wolhusen, Suíça) é um dos mais utilizados. Esse material é uma matriz óssea mineral obtida após a remoção de componentes orgânicos do osso bovino medular, e tem indicações em Odontologia para aumento de rebordo alveolar e preenchimento de alvéolos pós-exodontia6. É importante que se saiba que, apesar dos esforços para se desenvolver materiais que induzam a formação óssea aliados a técnicas cirúrgicas voltadas para proporcionar a melhor forma de reparo, toda essa cascata de indução regenerativa relaciona–se diretamente à condição sistêmica do indivíduo. Nesse contexto, destaca-se o hipotireoidismo, cuja prevalência é crescente (principalmente entre mulheres adultas), e é caracterizado pela redução dos níveis

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dos hormônios T3 e T4 no sangue. Pode ser resultante de um processo autoimune, do desenvolvimento de glândulas tireoides aumentadas (bócio tireóideo), ou devido ao estímulo insuficiente da glândula em condições normais (doença hipotalâmica ou pituitária ou defeito no estímulo pelo TSH)13,23. Em adultos, o hipotireoidismo é associado com turnover ósseo reduzido e pode promover osteoesclerose, a qual é frequentemente corrigida com terapia com hormônios tireoidianos4. A deficiência dos hormônios tireoidianos ocasiona diferentes alterações e complicações ao metabolismo e ao organismo, entre as quais pode-se citar a dificuldade no processo de reparo20. O objetivo do presente trabalho foi comparar o reparo ósseo entre animais normais (eutireoidianos) e hipotireoidianos, associado ou não ao enxerto do biomaterial Bio-Oss (Geistlich Pharma AG, Wolhusen, Suíça).

MATERIAL E MÉTODOS O presente estudo foi realizado no Biotério da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Nesse experimento, foram respeitados os princípios éticos na experimentação animal, bem como as normas para a prática didático-científica da vivissecção desses, de acordo com a lei 6.638/79. O protocolo de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA) da UEFS. A preparação e análise das lâminas histológicas foram realizadas no Laboratório de Patologia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Quarenta e oito ratos, machos, adultos, da espécie Rattus norvegicus albinus, Rodentia mammalia, da linhagem Wistar, com peso aproximado de 400g, clinicamente saudáveis, provenientes do Biotério, foram randomicamente selecionados para o estudo e separados em oito grupos experimentais, com dois tempos de morte diferentes, como descrito no Tabela 1. A condição de hipotireoidismo foi induzida aos animais por meio da administração diária do propiltiouracil (PTU) 100mg (Biolab, Taboão da Serra/SP) diluído na água de beber (0,05g/100mL – 2 comprimidos triturados em 400ml de água) por cinco semanas, e mantida até a finalização do período experimental24.

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Vasconcelos Neto AA, Vianna MIP, Ramalho LMP, Paraguassu GM, Miranda DAO

Given the findings we can conclude that the systemic condition did not appear to significantly affect bone healing, but the graft seemed to contribute to a more

positive for bone formation in animals induced with the disorder. / Keywords / Bone healing. Hypothyroidism. Biomaterials.

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R EVI SÃO DE LI TERATURA

Neuropatia pós-implante Resumo / Atualmente, a utilização de implantes dentários tem sido considerada o padrão-ouro para reabilitação de arcos parcial ou totalmente edêntulos. Devido aos recursos avançados de exame por imagem, principalmente da tomografia computadorizada de feixe cônico, esses procedimentos apresentam altas taxas de sucesso; no entanto, algumas complicações trans- e pós-cirúrgicas ainda são passíveis de ocorrer, sendo uma delas a neuropatia pós-implante. A neuropatia pós-implante se trata de uma neuropatia traumática orofacial secundária a traumas diretos ou indiretos aos nervos da face, sendo os nervos alveolar inferior e lingual os mais acometidos. Essa condição pode apresentar diferentes formas clínicas, sendo elas a anestesia, parestesia, hipoestesia, hiperestesia e/ou disestesia. Por se tratar de uma complicação pouco frequente, porém de alto impacto social para o paciente e de difícil diagnóstico e tratamento, o presente artigo tem como objetivo, por meio de uma revisão de literatura dos estudos mais relevantes na área, esclarecer o que é a neuropatia pós-implante, como ela pode ser desencadeada, bem como as melhores formas de diagnóstico e tratamento. / Palavras-chave / Dor neuropática. Neuropatia pós-implante. Implantes dentários.

Carolina Ortigosa Cunha Doutoranda em Ciências Odontológicas Aplicadas, FOB-USP.

Lívia Maria Sales Pinto-Fiamengui Doutoranda em Ciências Odontológicas Aplicadas, FOB-USP.

Fernanda Araújo Sampaio Mestre em Ciências Odontológicas, University of Medicine and Dentistry of New Jersey.

Jorge Francisco Fiamengui-Filho Doutorando em Ciências Odontológicas Aplicadas, FOB-USP.

Paulo César Rodrigues Conti Livre-docente em Clínica Odontológica, FOB-USP.

Como citar este artigo: Cunha CO, Pinto-Fiamengui LMS, Sampaio FA, Fiamengui-Filho JF, Conti PCR. Post-implant neuropathy.

Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais,

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de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 15/08/2013 - Revisado e aceito: 16/09/2013 Endereço de correspondência: Carolina Ortigosa Cunha Email: carol.ortigosa@gmail.com

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Cunha CO, Pinto-Fiamengui LMS, Sampaio FA, Fiamengui-Filho JF, Conti PCR

Introdução e Revisão de literatura A dor neuropática orofacial é uma dor na região orofacial, iniciada ou causada por lesão primária ou disfunção do sistema nervoso central ou periférico1. As neuropatias traumáticas periféricas podem ocorrer após procedimentos dentários, como exodontias, tratamentos endodônticos e instalação de implantes dentários2,3. A instalação de implantes dentários tem sido um procedimento comum como opção de tratamento para reconstrução de áreas edêntulas simples ou complexas da maxila e mandíbula. Atualmente, devido aos crescentes recursos para informação diagnóstica como, por exemplo, a tomografia computadorizada de feixe cônico, complicações durante cirurgias de implantes são menos frequentes; no entanto, algumas complicações cirúrgicas podem ocorrer, estando as mais comuns associadas a hemorragias, danos aos dentes vizinhos, fraturas mandibulares e neuropatia pós-implante, acometendo principalmente ramos da divisão mandibular e maxilar do nervo trigêmeo4.

instalação de implantes dentários (neuropatia pós-implante), bem como sugerir um protocolo de tratamento. De acordo com a literatura, no caso de implantes dentários, o risco de complicações neuropáticas permanentes pós-cirúrgicas é de 13%8, sendo o nervo alveolar inferior e o nervo lingual os mais frequentemente acometidos9. Esses danos podem ser classificados como diretos ou indiretos. Os danos diretos se restringem a trauma neural direto, como pela agulha durante a anestesia, pela broca e/ou descoladores durante a preparação do sítio cirúrgico ou pelo implante propriamente dito9. Os danos indiretos se resumem a situações pós-cirúrgicas, como sangramento e pressão ao redor do nervo2, ação de irritantes químicos durante inflamação ou infecção da região peri-implantar, ou compressão do nervo pelo trabeculado ósseo após instalação do implante ou até mesmo durante o processo de osseointegração9,10.

A neuropatia pós-implante pode se desenvolver dias, semanas ou até meses2 após a cirurgia propriamente dita, podendo confundir o cirurgião-dentista. Por se tratar de uma condição de diagnóstico e tratamento difíceis, de sintomas debilitantes e de grande impacto emocional, entender sobre a dor neuropática na região de cabeça e pescoço é de extrema importância. Em longo prazo, essa condição dolorosa pode afetar diretamente os mecanismos de enfrentamento e resposta ao estresse, angústia, depressão e expectativa de tratamento. Além disso, por envolver procedimentos que, na maioria dos casos, não causariam dor ou dano neural, muitos fatores éticos e legais estão envolvidos6,7.

O processamento sensorial durante um dano neural ou neurite (inflamação do nervo) resulta em atividades alteradas em diferentes fibras nervosas. Consequentemente, diferentes são as apresentações clínicas dessas condições, sendo essas: anestesia, parestesia, hipoestesia, hiperestesia e/ou disestesia2,11. A anestesia representa a falta total de sensação, até mesmo a falta de sensação de dor. A parestesia (“formigamento”) abrange uma ampla categoria de sensações anormais como a chamada sensação de “alfinetes e agulhas”, as quais podem não ser desagradáveis. A hipoestesia representa sensibilidade diminuída à estimulação, enquanto a hiperestesia representa um aumento anormal na sensibilidade a estímulos. Finalmente, as disestesias representam uma sensação anormal e desagradável, provocada ou espontânea, como a alodinia (dor frente a estímulos não dolorosos) e a hiperalgesia (resposta dolorosa rápida e exagerada frente a estímulos dolorosos)9. O processo inflamatório, quando há mínimo dano neural, afeta, primeiramente, as fibras nervosas mielinizadas A beta, causando redução no limiar de detecção (ou seja, hipersensibilidade) do estímulo. Já o dano neural propriamente dito afeta todos os tipos de fibras nervosas, A beta, A delta e fibras C, causando aumento do limiar de detecção ao estímulo, ou seja, hiposensibilidade12,13.

O presente artigo tem como objetivo realizar uma revisão da literatura sobre neuropatias pós-cirúrgicas de

Renton et al.7, em 2012, publicaram um estudo de revisão prospectivo de 30 casos de ferimentos ao nervo

Em 2007, Libersa, Savignat e Tonnel5 realizaram um estudo retrospectivo de 10 anos sobre queixas de pacientes ao seguro-saúde francês de distúrbios neurossensoriais do nervo alveolar inferior, transientes ou permanentes, após procedimentos dentários. Nesse estudo, a porcentagem de risco para complicações pós-instalação de implantes foi de 0,008%, sendo 0,006% para lesões persistentes.

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Neuropatia pós-implante

alveolar inferior, relacionados à cirurgia de instalação de implantes dentários. Todos os pacientes desenvolveram algum tipo de sinal e/ou sintoma de neuropatia, sendo que 50% dos casos apresentaram dor neuropática, dos quais 30% com alodinia mecânica e térmica. Parestesia foi sintoma relatado em 47% de casos. Anestesia foi queixa de 40% dos pacientes, dos quais quatro casos apresentaram anestesia concomitantemente com dor e quatro apresentaram anestesia concomitantemente a parestesia. Onze pacientes reportaram alodinia mecânica, 14 apresentaram hiperalgesia mecânica, 7 demonstraram alodinia ao frio e 4 hiperalgesia ao frio.

panorâmicas é comum para esse fim, no entanto, em alguns casos, um feixe neurovascular único do nervo alveolar inferior não pode ser visualizado. Essas ramificações vasculares e nervosas são mais facilmente identificadas por tomografia computadorizada15. Além disso, métodos de analgesia preemptiva — como o correto bloqueio anestésico e/ou prescrição de medicação analgésica e anti-inflamatória pré-cirúrgica — utilizados com o intuito de prevenir ou diminuir a dor pós-operatória pela diminuição na sensibilização dos nervos periféricos, também têm se mostrado eficazes contra injúrias nervosas, como no caso de distúrbios neurais pós-instalação de implantes dentários16.

Diagnóstico e Tratamento Atualmente, o diagnóstico de lesões neurais periféricas, como no caso de neuropatias pós-implantes, ainda é um desafio que ocorre, em parte, pela escassez de métodos complementares válidos. Recentemente, vários estudos sugerem o uso de testes quantitativos sensoriais (TQS) para acessar a função sensorial dos nervos lesionados14.

Segundo Alhassani e AlGhamdi17, um entendimento apropriado da anatomia envolvida na instalação de implantes, dos procedimentos cirúrgicos, dos sistemas de implantes combinados com um apropriado plano de tratamento, reduze a chance de complicações desagradáveis. No entanto, caso um dano neural ocorra, um tratamento apropriado e imediato é a chave para maximizar as chances de recuperação.

De acordo com uma revisão de literatura feita por Juodzbalys et al.9, em 2013, os TQS podem ser divididos em subjetivos ou objetivos. Os testes subjetivos baseiam-se na resposta do paciente, e ainda são os mais populares na prática clínica. Esses podem ser subdivididos em testes mecanorreceptivos, onde se utilizam alguns materiais, como escova, pincel e varetas de madeira, para os denominados teste de discriminação sensorial e teste de discriminação de dois pontos; e testes nociceptivos, que são realizados com o auxílio de materiais que desencadeiam resposta das fibras nociceptivas, como alfinetes e o calor. Há, ainda, outros testes subjetivos, como o bloqueio diagnóstico do nervo com o uso de anestésico local. Já os testes objetivos avaliam a função do nervo em si, como o teste somatossensorial trigeminal com evocação de potenciais de ação neural, teste de potencial de ação ortodrômica de nervos sensoriais e o teste do reflexo de piscar.

Atualmente, não há um protocolo bem definido para o tratamento das neuropatias pós-implante. Recomenda-se que, em todos os casos de cirurgia de implante dentário, o cirurgião-dentista entre em contato com seu paciente após a período de ação do anestésico, para certificar-se de que o paciente tenha recuperado as sensações na região ou se há sintomas de uma possível presença de neuropatia18. Caso suspeite de uma possível injúria neural, o clínico deve realizar estudos da função sensorial, mapeamento da área afetada e fotografia da área afetada para posterior monitoramento9.

A opção mais segura para se evitar lesões dessa natureza baseia-se na utilização de meios de diagnóstico por imagem que determinem, de forma exata e segura, o correto posicionamento tridimensional do implante em relação aos ramos nervosos. A utilização de radiografias

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Hegedus e Diecidue19 recomendam a remoção imediata dos implantes, sugerindo que sejam reimplantados alguns dias depois. Segundo Khawaja e Renton18, a remoção precoce (antes de 36 horas pós-cirurgia) em casos de dano direto ao nervo pode diminuir a neuropatia e até recuperar totalmente as funções sensoriais. A terapêutica medicamentosa é um tratamento adjunto que pode favorecer o prognóstico, devendo ser baseada no nível de severidade da lesão. Quando for leve, o uso de altas doses de anti-inflamatórios não-esteroidais é indicado. Em casos de injúria moderada a severa, deve-se administrar esteroides orais, e, em casos mais complicados,

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outros agentes farmacológicos, como antidepressivos e anticonvulsivantes, devem ser utilizados9. Benoliel et al.2 sugerem o uso de antidepressivos tricíclicos ou estabilizadores de membrana, como gabapentina/pregabalina, como a primeira linha de tratamento em casos de neuropatia trigeminal traumática dolorosa. Juodzbalys et al.9 sugeriram um protocolo com a sequência de tratamento para lesões ao nervo alveolar inferior. Esse protocolo consiste em seis passos: (I) confirmação da injúria ao nervo por meio de análise clínica e radiográfica do paciente; (II) identificação de possíveis fatores de risco, que podem ser gerais (como, por exemplo, idade do paciente e anatomia do nervo e canal mandibular), durante o processo operatório (como, por exemplo, visualização da dano cometido), ou, ainda, pós -operatório (como, por exemplo, severidade do dano e tempo decorrido após o dano); (III) identificação do fator etiológico; (IV) diagnóstico de distúrbios sensoriais na região; (V) tratamento e, por fim, (VI) monitoramento. Outro tipo de abordagem que pode ser utilizada são os medicamentos tópicos. Eles são capazes de reduzir estimulação periférica contínua na fase inicial da neuropatia, minimizando o desenvolvimento de uma neuropatia central ou sensitização central. Esses medicamentos apresentam menos efeitos adversos quando comparados com métodos sistêmicos, facilitando seu uso em pacientes sistemicamente comprometidos e pacientes idosos20. O monitoramento das alterações sensoriais é de extrema importância para analisar o prognóstico de recuperação do paciente. A melhora nos sintomas neurossensoriais ocorre, normalmente, em um prazo de dois a três meses21. A melhora ou remissão dos distúrbios neurossensoriais dependerá da rapidez com que o clínico identifica o problema e faz o correto diagnóstico e tratamento. Sendo assim, quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor será o prognóstico do caso.

Conclusão Em suma, deve-se realizar acompanhamento póscirúrgico dos pacientes submetidos a cirurgia de implantes dentários para que, caso haja alguma lesão neural, essa seja tratada o mais precocemente possível, levando, assim, a um melhor prognóstico.

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A  remoção do implante dentário só é indicada em casos em que haja lesão direta no nervo ou uma proximidade muito grande desse com o canal mandibular, devendo ser feita em até 36 horas após a cirurgia. Caso não haja lesão neural direta, a administração precoce de corticosteroides ou anti-inflamatórios não esteroidais é extremamente indicada. Quando o diagnóstico da neuropática pós-implante se dá de forma tardia, deve-se fazer uso de medicações que tenham efeito no sistema nervoso central, como antidepressivos e anticonvulsivantes. Vale ressaltar que a prevenção de danos aos nervos envolvidos durante a instalação dos implantes é a melhor forma de evitar possíveis complicações pós-operatórias. Essa prevenção se dá por meio de um planejamento cirúrgico adequado, com o auxílio de exames radiográficos precisos e de alta definição. É importante, também, ressaltar que, nos casos de neuropatias pós-implante, o implantodontista tem como papel principal identificar o problema e encaminhar esse paciente a um especialista em dor orofacial para realizar um tratamento multidisciplinar.

abstract Post-implant neuropathy / Nowadays, the use of dental implants in partial or total edentulous arch is considered the gold standard in oral rehabilitation. This procedure has high success rates mainly due to the advanced features of radiograph exams like the cone beam computerized tomography (CBCT). However, some intraand post-operative complication may occur. One of the possible complications is post implant neuropathy (PIN). PIN is a traumatic trigeminal neuropathy that can be due to direct or indirect nerve trauma. The most affected nerves are inferior alveolar nerve and lingual nerve. This condition can be clinically reported as anesthesia, paresthesia, hypoesthesia, hyperesthesia and/or dysesthesia. PIN is not a frequent condition but has a major impact on everyday social life and it is a very difficult pathology to diagnose and to treat. Based on that, the aim of this article is to review the most relevant studies in the field and to clarify what is PIN and what are the possible causes of it. As well as identify the best diagnostic and treatment approach. / Keywords / Neuropathic pain. Post-implant neuropathy. Dental implants.

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Neuropatia pós-implante

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R EVI SÃO D E LI TERATURA

Estudo biomecânico das interfaces protéticas: revisão de literatura Resumo / A Implantodontia tem se aperfeiçoado para aprimorar suas características biológicas e mecânicas. Contudo, o grande desafio atual é oferecer tratamento reabilitador estético, duradouro e que possibilite manutenção das estruturas circunvizinhas, tais como o tecido ósseo e a mucosa, onde esse equilíbrio depende de diversos fatores, entre eles, o tipo de interface protética. Os primeiros implantes desenvolvidos apresentavam uma junção externa por sobreposição hexagonal; no entanto, vários relatos clínicos descrevem complicações que resultaram em afrouxamento de parafusos e, até mesmo, fraturas de componentes protéticos e implantes. Para diminuir essas falhas mecânicas, foram desenvolvidas conexões de encaixe interno, sendo hexagonais, triangulares, octogonais ou cônicas. Com o advento e maior opção de interfaces protéticas para planejamento reabilitador, faz-se necessário melhor conhecimento sobre suas características biomecânicas e longevidade. / Palavras-chave / Implantes dentários. Biomecânica. Falha de prótese.

Angelo Marcelo Tirado dos Santos Doutorando em Odontologia, Unopar.

Como citar este artigo: Santos AMT. Biomechanical study of prosthetic interfaces: A literature review. Dental Press Implantol. 2013

O autor declara não ter interesses associativos, comerciais, de

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propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 13/05/2013 - Revisado e aceito: 25/11/2013 Endereço de correspondência: Angelo Marcelo Tirado dos Santos Rua Espírito Santo, 410 – CEP: 86010-510 – Londrina/PR – E-mail: angelomarcelosantos@bol.com.br

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Estudo biomecânico das interfaces protéticas: revisão de literatura

Introdução Um dos grandes desafios da Implantodontia atual é obter um sistema de conexão entre implante e prótese dentária que satisfaça as necessidades biomecânicas e estéticas, seja de fácil manuseio, que resista às cargas funcionais mastigatórias e que possua aceitável longevidade clínica. Devido à grande versatilidade de tipos de implantes e interfaces protéticas, compete ao clínico escolher o mais indicado para cada planejamento, levando em conta as características biomecânicas do sistema de implantes dentários, sua experiência, preferência pessoal e custo final ao paciente. Após a osseointegração do implante, é conferido ao tipo de conexão protética dar estabilidade à prótese, e a isso são delegados todos os esforços da longevidade do tratamento implantológico e protético1. O desenho da plataforma protética do implante deve: (I) facilitar o desenvolvimento fisiológico do contorno gengival para obter um aspecto natural das coroas protéticas; (II) o resultado estético final deve ser aceitável; (III) apresentar longevidade clínica; e (IV) promover restaurações funcionais assemelhando-se aos dentes naturais2. Entre os fatores de risco para os implantes osseointegráveis estão os fatores biológicos, estéticos, funcionais e mecânicos. Os fracassos biológicos são complicações que podem levar à ausência de osseointegração dos implantes e a inflamações na mucosa peri-implantar. A não-osseointegração pode resultar em mobilidade, dor e/ou perda óssea peri-implantar, cujo diagnóstico etiológico é multifatorial, podendo ser proveniente de contaminação bacteriana, da qualidade ou quantidade óssea insuficiente, de cirurgia traumática, de presença de forças excessivas sobre o implante no período de osseointegração, entre outros. Inflamações na mucosa que circunda os implantes dentários podem resultar em mucosite e peri-implantite. A mucosite ocorre quando o controle da placa bacteriana peri-implantar é deficiente e quando há presença de perda óssea associada à flora patogênica, chamada de peri -implantite3. Os fracassos funcionais são relacionados com a fonação e posição lingual, onde, por sua vez, a passagem de ar entre os dentes/prótese pode criar dificuldades fonéticas, e que próteses implantossuportadas na mandíbula ou maxila com infraestrutura envolvendo o espaço lingual podem levar a desconforto4.

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A determinação da etiologia da fratura de implantes e componentes protéticos e seu tratamento podem ser complexos. As causas podem ser divididas em três categorias5: (I) defeitos de desenho do implante ou do material; (II) próteses sem encaixe passivo e (III)  sobrecarga mastigatória fisiológica ou patológica. Em implantes que utilizam interface protética externa, o afrouxamento do parafuso é, muitas vezes, observado antes de ocorrer falhas no sistema de retenção, além disso, é frequentemente observada perda óssea angular ao redor dos implantes fraturados. As falhas mecânicas nos implantes dentários têm sido associadas à instabilidade da junção implante/prótese, onde alguns autores relatam que complicações biomecânicas podem reduzir a vida útil das próteses implantossuportadas e, até mesmo, dos implantes dentários, sendo a maioria dessas complicações observadas em reabilitações unitárias, tanto na região anterior quanto posterior1,6. Essa revisão de literatura aborda características biomecânicas de implantes dentários que utilizam os tipos de interfaces protéticas externa e interna.

REVISÃO DA LITERATURA Implante de interface protética externa No início dos anos de 1960, Per-Ingvar Brånemark e colaboradores iniciaram o desenvolvimento de um sistema de implante dentário endósteo, cuja função e longevidade clínica dependiam de uma ancoragem “direta” ao osso, denominada osseointegração7. Esse tipo de implante, do qual derivam os atuais sistemas de implantes dentários, possuem dois componentes principais: o implante de forma cilíndrica ou cônica, constituído por titânio comercialmente puro e um componente protético que sustenta a prótese dentária. Ao longo dos anos, a reabilitação com implantes dentários endósteos se efetivou como sendo uma modalidade terapêutica segura e bastante previsível para as ausências dentárias parciais ou totais. A utilização dos sistemas de implantes com conexões hexágono externo se tornou popular, sendo muito utilizado na Implantodontia, talvez por ser o sistema precursor da osseointegração e também por ser o tipo de implante mais divulgado, tornando-o popular entre os cirurgiões dentistas (Fig. 1).

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Estudo biomecânico das interfaces protéticas: revisão de literatura

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A RT I G O I N É DI TO

Uso de biomateriais sintéticos para preenchimento de defeitos peri-implantares (gap) em implantes imediatos Resumo / A colocação de implantes osseointegráveis requer volume ósseo adequado, porém, a extração de dentes leva a diferentes padrões de remodelação e reabsorção óssea. A reabsorção do rebordo alveolar tem sido considerada uma consequência inevitável da extração dentária e pode ser um problema significativo em Implantodontia. Após a extração dentária, mesmo com a instalação de implantes imediatos, o sítio desdentado do processo alveolar sofre substancial modelagem óssea, com a diminuição das dimensões da crista alveolar. Após a inserção de um implante em um local de extração fresco, um defeito marginal (gap) ocorre, frequentemente, entre o rebordo e a superfície do implante. A fim de superar esse problema e para facilitar a formação de osso no defeito marginal, vários processos de enxerto têm sido utilizados, associados ou não ao uso de membranas de barreira, bem como diversos tipos de substitutos ósseos que podem ser utilizados para tal procedimento. Esse trabalho tem por objetivo revisar e discutir a literatura relacionada ao uso de biomateriais sintéticos para preenchimento desses defeitos que se formam ao redor de implantes instalados em alvéolos frescos. No entanto, ainda não existe um biomaterial ideal que possua todas as propriedades desejáveis. Além disso, o volume de osso residual deve ser avaliado antes da extração de dentes, de modo que os cirurgiões possam utilizar técnicas diferentes para preservar o osso alveolar / Palavras-chave / Implantes dentários. Transplante ósseo. Materiais biocompatíveis.

Daniela Colet Especialista em cirurgia e traumatologia Buco Maxilo Facial.

Fernando Angelo Neiss Especialista em Implantodontia, ABO-Cascavel.

Ricardo Augusto Conci Especiaialista em cirurgia e traumatologia Buco Maxilo Facial. Mestrando em cirurgia e traumatologia Buco Maxilo Facial.

Geraldo Luiz Griza Especialista em cirurgia e traumatologia Buco Maxilo Facial, Mestre em periodontia, Doutorando em implantodontia.

Como citar este artigo: Colet D, Neiss FA, Conci RA, Griza GL. Use of synthetic biomaterials for filling peri-implant defects (gap) in

Os autores declaram não ter interesses associativos, comerciais,

immediate implant. Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):98-105.

de propriedade ou financeiros que representem conflito de interesse nos produtos e companhias descritos nesse artigo.

Enviado em: 18/08/2013 - Revisado e aceito: 25/11/2013 Endereço de correspondência: Daniela Colet Rua Basílio Hereciuk, 103 – Centro. Guaraniaçu/PR – CEP: 85400-000 – Email: dani_colet@hotmail.com

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Uso de biomateriais sintéticos para preenchimento de defeitos peri-implantares ( gap ) em implantes imediatos

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o b s e rvatÓR I O

Resumos, em português, de artigos publicados em importantes revistas da área de Implantodontia, Prótese e Periodontia de todo o mundo Dario Augusto Oliveira Miranda

É o envolvimento de furca em molares superiores preditor para posterior aumento ósseo antes da colocação do implante? Um estudo piloto

residual ≥ 6mm. Esse foi um preditor para a necessidade posterior de elevação do seio maxilar, quando a substituição de dentes por um implante dentário é planejada.

Walter C, Dagassan-Berndt DC, Kühl S, Weiger R, Lang NP, Zitzmann NU. Is furcation involvement in maxillary molars a predictor for subsequent bone augmentation prior to implant placement? A pilot study. Clin Oral Implants Res. 2013 Oct 21.

Resultados em longo prazo de implantes apoiados sobre dentaduras retidas por coroas duplas: um estudo retrospectivo baseado após 10 anos de follow-up

Objetivo: o objetivo desse estudo piloto foi analisar a altura óssea interfurcal em relação à possível necessidade de elevação do seio maxilar posterior em pacientes com periodontite avançada e envolvimento de furca do primeiro e/ou segundo molares superiores. Material e Métodos: dezessete pacientes dentados, submetidos a tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) para o diagnóstico pré-operatório detalhado e planejamento de intervenções cirúrgicas em molares superiores periodontalmente envolvidos (17 primeiros e 15 segundos molares), foram consecutivamente recrutados para o estudo. A altura mínima do osso na região interfurcal foi medida a partir da TCFC e relacionado ao envolvimento de furca, osso residual acima das pontas das raízes e a profundidade bolso sondagem clínica (PPD). Resultados: a altura óssea interfurcal mínima foi 4,1 ± 2,6mm, em média, com 75% dos molares superiores com ≤ 6mm e cerca de 60% tendo apenas ≤ 4mm de altura óssea abaixo do assoalho do seio. Um risco aumentado para a altura reduzida do osso interfurcal de ≤  4 mm era dado quando um PPD residual de ≥ 6mm permanecia em duas ou mais áreas de dentes (OR 0,10; 0,11). Conclusões: a maioria dos molares superiores envolvidos com doença periodontal tinha uma altura óssea interfurcal substancialmente reduzida, particularmente com pelo menos dois locais com PPD

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Frisch E, Ziebolz D, Rinke S. Long-term results of implant-supported over-dentures retained by double crowns: a practice-based retrospective study after minimally 10 years follow-up. Clin Oral Implants Res. 2013 Dec;24(12):1281-7. Introdução: diferentes conceitos sobre o número de implantes e sistemas de fixação para a preparação de próteses implantossuportada (PIS) foram discutidos. No entanto, os resultados em longo prazo para PIS com coroas duplamente retidas, com um período de observação de mais de 10 anos, ainda são raros na literatura. Objetivo: o objetivo desse estudo de base prática foi avaliar, retrospectivamente, o resultado clínico em longo prazo (taxas de sucesso/sobrevivência, complicações técnicas/ biológicas) de PIS retidas por coroas duplas. Material e Métodos: em uma clínica particular, 36 pacientes edêntulos totais não-fumantes foram restaurados entre 1991 e 2002, com PIS de coroas duplamente retidas apoiados por 2 a 6 implantes. Para a avaliação retrospectiva de sobrevivência de implante e prótese (critério in-situ) e de sucesso (evento sem período de observação), foram incluídos somente os pacientes que regularmente (pelo menos uma vez por ano) participaram de um programa de manutenção profissional e que tinham um período

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i n st r u ç õ es aos autores

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i n st r u ç ões aos autores

3. Resumo/Abstract

7. Tabelas

— Os resumos estruturados, em português e inglês, de 250

— As tabelas devem ser autoexplicativas e devem complementar, e não duplicar, o texto.

palavras ou menos são os preferidos. — Os resumos estruturados devem conter as seções: INTRO-

— Devem ser numeradas com algarismos arábicos, na ordem

DUÇÃO, com a proposição do estudo; MÉTODOS, descre-

em que são mencionadas no texto.

vendo como o mesmo foi realizado; RESULTADOS, descre-

— Forneça um breve título para cada tabela.

vendo os resultados primários; e CONCLUSÕES, relatando,

— Se uma tabela tiver sido publicada anteriormente, inclua

além das conclusões do estudo, as implicações clínicas dos resultados.

uma nota de rodapé dando crédito à fonte original. — Apresente as tabelas como arquivo de texto (Word ou Excel,

— Os resumos devem ser acompanhados de 3 a 5 palavras-

por exemplo), e não como elemento gráfico (imagem não editável).

chave, também em português e em inglês, adequadas conforme orientações do DeCS (http://decs.bvs.br/) e do MeSH (www.nlm.nih.gov/mesh).

8. Comitês de Ética — Os artigos devem, se aplicável, fazer referência ao parecer

4. Texto

do Comitê de Ética da instituição.

— O texto deve ser organizado nas seguintes seções: Introdução, Material e Métodos, Resultados, Discussão, Conclu-

9. Declarações exigidas

sões, Referências, e Legendas das figuras.

Todos os manuscritos devem ser acompanhados das seguintes declarações, a serem preenchidas no momento da

— Os textos devem ter no máximo 3.500 palavras, incluindo

submissão do artigo:

legendas das figuras e das tabelas (sem contar os dados das tabelas), resumo, abstract e referências. — As figuras devem ser enviadas em arquivos separados (leia

— Cessão de Direitos Autorais

— Insira as legendas das figuras também no corpo do texto, para orientar a montagem final do artigo.

Transferindo os direitos autorais do manuscrito para a Dental Press, caso o trabalho seja publicado.

mais abaixo).

— Conflito de Interesse

Caso exista qualquer tipo de interesse dos autores para com o objeto de pesquisa do trabalho, esse deve ser explicitado.

5. Figuras

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claração de Helsinki, acatando os padrões éticos do comitê

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(e a legenda deve dar corretamente o crédito à fonte).

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i n st r u ç õ es aos autores

10. Referências

Artigos com até seis autores

— Todos os artigos citados no texto devem constar na lista de

referências.

Sterrett JD, Oliver T, Robinson F, Fortson W, Knaak B, Russell CM. Width/length ratios of normal clinical crowns of the

— Todas as referências devem ser citadas no texto.

maxillary anterior dentition in man. J Clin Periodontol. 1999

— Para facilitar a leitura, as referências serão citadas no texto

Mar;26(3):153-7.

apenas indicando a sua numeração. — As referências devem ser identificadas no texto por números arábicos sobrescritos e numeradas na ordem em que

Artigos com mais de seis autores De Munck J, Van Landuyt K, Peumans M, Poitevin A, Lam-

são citadas.

brechts P, Braem M, et al. A critical review of the durability of

— As abreviações dos títulos dos periódicos devem ser nor-

adhesion to tooth tissue: methods and results. J Dent Res.

malizadas de acordo com as publicações “Index Medicus”

2005 Feb;84(2):118-32.

e “Index to Dental Literature”. — A exatidão das referências é responsabilidade dos autores e elas devem conter todos os dados necessários para sua

Capítulo de livro

identificação.

Kina S. Preparos dentários com finalidade protética. In: Kina S, Brugnera A. Invisível: restaurações estéticas cerâmicas.

— As referências devem ser apresentadas no final do texto

Maringá: Dental Press; 2007. cap. 6, p. 223-301.

obedecendo às Normas Vancouver (http://www.nlm.nih. gov/bsd/uniform_requirements.html). — Utilize os exemplos a seguir:

Capítulo de livro com editor Breedlove GK, Schorfheide AM. Adolescent pregnancy. 2nd ed. Wieczorek RR, editor. White Plains (NY): March of Dimes Education Services; 2001. Dissertação, tese e trabalho de conclusão de curso

Beltrami LER. Braquetes com sulcos retentivos na base, colados clinicamente e removidos em laboratórios por testes de tração, cisalhamento e torção [dissertação]. Bauru (SP): Universidade de São Paulo; 1990.

Formato eletrônico Câmara

CALP.

Estética

em

Ortodontia:

Diagramas

de Referências Estéticas Dentárias (DRED) e Faciais (DREF). Rev Dental Press Ortod Ortop Facial. 2006 novdez;11(6):130-56. [Acesso 2008 Jun 12]. Disponível em: www.scielo.br/pdf/dpress/v11n6/a15v11n6.pdf.

©DentalPress Publishing / Dental Press Implantol. 2013 Oct-Dec;7(4):110-2

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UMA HISTÓRIA DE PIONEIRISMO

1974

1997

Implante de uma única fase cirúrgica, com superfície rugosa e design que respeita a largura biológica.

1986 Conexão interna Cone Morse que se tornou o padrão de ouro da indústria desde então.

2005

Chegou a 3a geração das superfícies: SLActive®, a primeira superfície hidrofílica que reduz novamente pela metade o tempo de osseointegração, de 6 semanas para 3 semanas.

Superfície SLA®, a primeira superfície com macro e micro rugosidades, que reduz o tempo de osseointegração pela metade – de 3 meses para 6 semanas.

Tempo de osseointegração à partir de

21 dias

2009

Maior

Implantes Bone Level, com SLActive®, Bone Control Design™, Consistent Emergence Profiles™ e a Conexão CrossFit™.

previsibilidade também em casos críticos

2003 Straumann® Emdogain abre novas possibilidades no tratamento periodontal. Enquanto o procedimento convencional apenas repara a doença periodontal, Emdogain® regenera, recuperando 80% do osso perdido.

2010 Straumann® Roxolid – o novo “DNA” dos materiais de implantes. Devido ao diâmetro reduzido, oferece mais opções de tratamento. É 50% mais resistente que o implante de titânio grau 4. Proporciona tratamentos menos traumáticos para maior aceitação e tranquilidade do paciente.

Ligue 11 3058-6888, cidade de São Paulo ou 0800 770 6683, demais localidades – Mais informações em www.straumann.com.br


Dental Press Implantology v.7, n.4, November / December 2013