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SÉRIE DE IMUNO-HISTOQUÍMICA


Linfomas Imuno-histoquĂ­mica dos


SÉRIE DE IMUNO-HISTOQUÍMICA

Linfomas Imuno-histoquímica dos

Carlos E. Bacchi Lisandro F. Lopes

2013 / Maringá - Paraná


Imuno-histoquímica dos linfomas ISBN 978-85-88020-79-5 Copyright© 2013 by Carlos Bacchi e Lisandro Lopes Todos os direitos para a língua portuguesa reservados pela editora. Qualquer parte desta publicação poderá ser reproduzida, guardada pelo sistema “retrieval” ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, seja eletrônico, mecânico, de fotocópia, de gravação ou outros, desde que autorizado previamente, por escrito, pela editora. Direção Geral Teresa Rodrigues D´Aurea Furquim Editor Laurindo Zanco Furquim Diretores Editoriais Bruno D´Aurea Furquim Rachel Furquim Marson Diretor de Marketing Fernando Marson Produção Editorial Júnior Bianchi Adriana Azevedo Vasconcelos Diagramação Gildásio Oliveira Reis Júnior Tatiane Comochena Tratamento de imagens Tatiane Comochena Bruno Boeing de Souza Ilustração Diego Pinaffo Normalização Carmem Torresan Revisão Ronis Furquim Siqueira Impressão RR Donnelley

Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 2712 - Zona 5 CEP 87015-001 - Maringá - Paraná - Fone/Fax: (44) 3031-9818 dental@dentalpress.com.br / www.dentalpress.com.br


Autores:

Dr. Carlos E. Bacchi Diretor e Patologista Chefe Laboratório Bacchi - Botucatu, SP - Brasil

Dr. Lisandro F. Lopes Patologista Sênior Laboratório Bacchi - Botucatu, SP - Brasil

Colaboradores:

Dra. Maura M. Bacchi Dra. Cristiane G. Cançado Dra. Sheila C. L. Wludarski Dr. Eduardo M. Queiroga Dra. Gabriela Gualco Dr. Ívision X. Duarte Dra. Bruna Estrozi Dra. Pollyanna Domeny Duarte


Sumรกrio


Prefácio................................................................................................................................................13 Introdução...........................................................................................................................................19

Aspectos técnicos da imuno-histoquímica aplicada ao diagnóstico das neoplasias hematolinfoides...............................................................................................25

Nomenclatura CD............................................................................................................................29

Padrões de imunorreatividade dos anticorpos utilizados em hematopatologia......................................................................................................................33

Marcadores hematolinfoides utilizados em hematopatologia..................................... 37

Descrição dos principais anticorpos utilizados em hematopatologia.......................43

Imunofenótipo das entidades hematolinfoides................................................................... 71

Neoplasias de células precursoras...............................................................................76

Neoplasias de células B maduras................................................................................. 84

Neoplasias de células T/NK maduras......................................................................... 167

Linfoma de Hodgkin......................................................................................................... 204

Neoplasias histiocíticas e de células dendríticas.................................................224

Algorítmo.........................................................................................................................................243

Referências.....................................................................................................................................253

Índice remissivo............................................................................................................................265


Prefรกcio


Imuno-histoquímica dos linfomas

No Brasil, para o ano de 2012, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (http://www.inca.gov.br/estimativa/2012/estimativa20122111.pdf), foram estimados 9.640 novos casos de linfoma não Hodgkin e 8.150 casos de leucemia. É provável que esses números de casos brasileiros de linfomas estejam subestimados. Estima-se para o mesmo período, nos Estados Unidos, 70.130 novos casos de linfoma não Hodgkin, além de 18.940 mortes pela doença.1 Calcula-se que 300.000 pessoas sucumbam de linfoma por ano no mundo e que uma em cada 50 pessoas desenvolverá linfoma ao longo da vida. Houve aumento na incidência de 3-4% de linfoma não Hodgkin anualmente nos últimos 20-30 anos. Por outro lado, felizmente, a estratégia terapêutica para esse grupo de doenças tem evoluído muito. Há, por exemplo, vários tipos de linfomas que são, quando adequadamente tratados, potencialmente curáveis, como o linfoma de Burkitt; e outros, indolentes, como o linfoma folicular, que, embora incuráveis, são passíveis de controle, com aumento considerável da sobrevida nos últimos anos. O passo inicial e de suma importância em busca do sucesso terapêutico dos linfomas é o diagnóstico correto. Sempre que possível, há necessidade da exata classificação dos linfomas entre uma das entidades descritas pela classificação dos linfomas e leucemias da Organização Mundial da Saúde (OMS), que data de 2008. O diagnóstico dos linfomas é baseado na apresentação clínica e achados laboratoriais, bem como nas características morfológicas, imuno-histoquímicas e moleculares. O patologista envolvido no diagnóstico dos linfomas deve estar familiarizado com as características morfológicas peculiares dos diferentes tipos de linfoma e saber utilizar as principais armas de auxílio diagnóstico: imuno-histoquímica e biologia molecular. Em Hematopatologia, enquanto a avaliação da biologia molecular está indicada em casos específicos, a imuno-histoquímica é ferramenta fundamental, versátil e, quando utilizada adequadamente, contribui consistentemente na caracterização diagnóstica. Na verdade, a imuno-histoquímica dever ser aplicada em praticamente todos os diagnósticos hematológicos.

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Desde a década de 80, a técnica imuno-histoquímica tornou-se ferramenta essencial na complementação diagnóstica em Patologia Cirúrgica. Entre as principais aplicações da imuno-histoquímica, destaca-se sua utilidade na caracterização das diferentes entidades do grupo de doenças hematopoiéticas descritas na classificação da OMS (2008). Existem várias situações em que a imuno-histoquímica pode ser contributiva. Por exemplo, em lesões malignas indiferenciadas acometendo linfonodos, o uso de marcadores tumorais pode ser decisivo para confirmar ou não origem hematopoiética da neoplasia. Há carcinomas e melanomas metastáticos em linfonodos que simulam linfomas de grandes células e o uso de marcadores epiteliais e melanocíticos, tais como citoceratina e gp100 (HMB45), respectivamente, pode elucidar a histogênese. Por outro lado, o CD45, marcador pan-hematolinfoide, quando positivo nas células tumorais, confirma sua origem hematopoiética, pois é marcador linhagem-específico. O tratamento das doenças hematopoiéticas tornou-se muito eficiente e, em algumas situações, é curativo. É fundamental, contudo, que ocorra precisão diagnóstica pelo patologista, com a caracterização das entidades hematopoiéticas descritas pela OMS (2008), para que o tratamento individualizado seja instituído. Além disso, o tratamento de algumas entidades linfoides é muito agressivo, como, por exemplo, em linfoma de Burkitt, e, por isso, erro na classificação dos linfomas pode ter repercussões desastrosas para os pacientes, pois a classificação equivocada de doença hematolinfoide pode levar à abordagem terapêutica errônea. O uso racional e adequado da imuno-histoquímica pode minimizar esses equívocos diagnósticos. Além dos conhecimentos clínicos básicos e principalmente morfológicos, o patologista deve familiarizar-se com os marcadores hematolinfoides que podem ser úteis em Hematopatologia. A imuno-histoquímica está indicada, por exemplo, quando os achados morfológicos não são conclusivos para clonalidade em infiltrados linfoides. Em alguns infiltrados plasmacíticos, há o


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questionamento se o infiltrado é monoclonal ou policlonal. Com a avaliação de cadeias leves de imunoglobulina através da imuno-histoquímica, pode-se confirmar o diagnóstico de plasmocitoma (monoclonal), de linfoma MALT com diferenciação plasmacítica (monoclonal) ou de infiltração plasmocitária reacional (policlonal). Existem algumas lesões neoplásicas que não são identificáveis somente através dos achados morfológicos. Por exemplo, linfoma folicular “in situ” ou linfoma de células do manto “in situ” são praticamente só diagnosticados com o uso da avaliação imuno-histoquímica: no linfoma folicular “in situ”, pela demonstração de células centrofoliculares positivas para BCL2 lado a lado com centros germinativos BCL2-negativos, e, no linfoma de células do manto “in situ”, pela expressão de ciclina-D1 nas células linfoides da zona do manto em linfonodo com estrutura geral preservada. Entre as várias finalidades desse livro, está a orientação para uso racional dos marcadores linfoides. A aplicação da imuno-histoquímica em casos suspeitos de linfoma ou para classificação das entidades hematolinfoides deve ser feita de maneira orientada, ou seja, o painel de marcadores deve ser escolhido com bases nos achados clínico-morfológicos. O uso indiscriminado de marcadores em determinado caso, além de economicamente dispendioso, pode comprometer o diagnóstico. Há necessidade de real valorização dos marcadores descritos nesse livro. Alguns marcadores são histogênese-específicos, como, por exemplo, CD45, que é encontrado somente em células da linhagem hematopoiética. Por outro lado, alguns marcadores, embora muito úteis na Hematopatologia diagnóstica, devem ser usados com cautela e com conhecimento da sua expressão “promíscua”. Por exemplo, CD30 é excelente marcador de linfoma de Hodgkin clássico, mas é também expresso em linfomas T, desordens cutâneas CD30-positivas e mesmo em neoplasias não hematopoiéticas, como carcinoma embrionário. Por isso, a imuno-histoquímica deve der aplicada como ferramenta auxiliar aos achados clínicos, que são a parte essencial na patologia diagnóstica.

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Algumas características imuno-histoquímicas sutis e descritas aqui são de valia na análise anatomopatológica dos linfonodos. Por exemplo, a presença de células linfoides BCL6-positivas/CD10-positivas fora da região folicular levanta a suspeita da presença de neoplasia linfoide de células centrofoliculares. Outro aspecto salientado nesse livro é o padrão de imunocoloração dos diferentes marcadores linfoides descritos. Por exemplo, embora a expressão de ciclina-D1 pelas células linfoides seja, na prática, sinônimo de linfoma, essa expressão deve estar presente no núcleo, e não no citoplasma, para que tenha valor diagnóstico. A vasta maioria dos marcadores linfoides aqui descritos são utilizados para o diagnóstico. Por outro lado, há alguns que têm demonstrado valor prognóstico como, por exemplo, BCL2 e CD5 em linfomas B difusos de grandes células, que estão associados a prognóstico adverso; e, em futuro próximo, mais e mais marcadores linfoides prognósticos serão provavelmente descritos. Embora o presente texto saliente a importância do uso dos marcadores hematolinfoides na caracterização diagnóstica dos linfomas, é muito importante que os patologistas se conscientizem que se deve estabelecer os principais diagnósticos diferenciais, em determinado caso, considerando principalmente as informações clínicas e os achados morfológicos, antes mesmo da solicitação do painel imuno-histoquímico. Além disso, é aconselhável que a interpretação das imunocolorações seja feita levando-se em conta os diagnósticos diferenciais. Em resumo, o principal objetivo do livro “Imuno-histoquímica dos linfomas” é entender os conceitos e aplicações práticas dos painéis imuno-histoquímicos no diagnóstico dos linfomas, e racionalizar o uso dos painéis básicos em neoplasias linfoides. O conteúdo desse livro inclui breve descrição das técnicas imuno-histoquímicas, principalmente aquelas aplicadas em tecido fixado em formalina e incluído em parafina. Em seguida, é abordado o conceito da nomenclatura CD, pois muitos dos marcadores linfoides úteis são da família CD. Outro aspecto


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discutido é o padrão de imunorreatividade dos anticorpos. Alguns anticorpos apresentam reatividade peculiar e específica, e todo patologista que pretende utilizar a imuno-histoquímica como ferramenta diagnóstica deve estar familiarizado com os diferentes padrões de imunocoloração. Segue-se a descrição detalhada dos principais anticorpos individuais utilizados no diagnóstico das neoplasias hematolinfoides. Nessa seção, além de noções básicas sobre as moléculas, são incluídas informações sobre imunoexpressão nas neoplasias. A última parte do livro é constituída pela descrição e comentários práticos do imunofenótipo característico de todos os linfomas B e T, linfoma de Hodgkin e das neoplasias histiocíticas e de células dendríticas. Sempre que pertinente, foram incluídos comentários sobre as diferenças de expressão dos marcadores entre os diferentes diagnósticos diferenciais. Nesse livro, com a finalidade prática de facilitar a compreensão do imunofenótipo esperado para cada entidade hematolinfoide, adotamos o emprego de sinais coloridos, conforme apresentados na tabela abaixo, os quais se correlacionam com a frequência aproximada de positividade dos marcadores nas diversas entidades linfo-hematopoiéticas.

RESULTADO

SIGNIFICADO Quase sempre positivo Pode ser positivo Quase sempre negativo

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INTRODUÇÃO O diagnóstico e a classificação das neoplasias hematolinfoides vêm passando por importantes transformações nos últimos 25 anos. Antes baseados somente em critérios morfológicos, dependem hoje de uma série de conhecimentos de imunologia e biologia molecular acumulados ao longo desses anos. As classificações de Kiel e Lukes-Collins e o sistema “Working Formulation” foram substituídos, inicialmente, pela classificação REAL (“Revised European-American classification of Lymphoid neoplasms”) e, posteriormente, pelas classificações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2001 e, mais recentemente, pela de 2008, que resultaram de trabalho colaborativo da Associação Europeia para Hematopatologia e da Sociedade para Hematopatologia.2,3,4 A classificação da OMS empregada atualmente (2008),4 que está baseada nos princípios inicialmente definidos pela classificação REAL, inclui lista de neoplasias hematolinfoides distintas. Essa abordagem para classificação das neoplasias hematopoiéticas utiliza uma série de critérios clínicos, morfológicos, imunofenotípicos e genéticos moleculares que definem as diferentes entidades hematolinfoides. Entretanto, algumas doenças não estão claramente definidas e são apresentadas como entidades provisórias e/ou limítrofes (“borderline”). A morfologia é sempre importante no diagnóstico diferencial das neoplasias hematolinfoides e algumas delas são diagnosticadas primariamente pela morfologia (como linfoma B da zona marginal extranodal/linfoma MALT, por exemplo), enquanto outras necessitam da aplicação da imuno-histoquímica (como linfoma/leucemia linfoblástica T, por exemplo) e/ou de técnicas moleculares para sua correta classificação. Algumas doenças apresentam imunofenótipo virtualmente específico, o que torna o diagnóstico absolutamente dependente da imuno-histoquímica, como, por exemplo, o linfoma anaplásico de grandes células CD30-positivo.

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IMUNO-HISTOQUÍMICA E LINFOMAS • Alguns linfomas podem ser diagnosticados principalmente com base nas características morfológicas, sendo que a imuno-histoquímica apresenta papel secundário. Ex.: linfoma B da zona marginal extranodal (linfoma MALT).

• Outros linfomas somente são diagnosticados com o uso da imuno-histoquímica. Ex.: linfoma B de grandes células ALK-positivo.

• O painel imuno-histoquímico deve ser selecionado após avaliação exaustiva dos achados morfológicos.

A classificação da OMS de 20084 estratifica as neoplasias linfoides primariamente de acordo com a linhagem celular em três categorias principais: neoplasias de células B, neoplasias de células T/NK e linfomas de Hodgkin. Tanto linfomas quanto leucemias linfoides estão incluídos nessa classificação, que também contempla neoplasias das linhagens mieloide, histiocítica/ dendrítica e mastocitária. Neste livro, a classificação das neoplasias hematolinfoides proposta pela OMS em 2008 será adotada sempre que possível, e está apresentada na Tabela 1. Embora a avaliação morfológica utilizando a coloração de rotina (hematoxilina-eosina) seja importante para o diagnóstico de linfomas, a imuno-histoquímica se tornou ferramenta extremamente importante para definir mais precisamente as entidades hematolinfoides. Por muitos anos, a única técnica efetiva para imunofenotipagem de linfomas era realizada utilizando-se tecido


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congelado fixado em acetona. Atualmente, com o desenvolvimento de numerosos anticorpos monoclonais reagentes contra epítopos presentes nas células linfoides e resistentes à fixação por formalina, a maioria dos dilemas diagnósticos em casos hematolinfoides pode ser resolvida utilizando-se tecido incluído em parafina (blocos de parafina).5-10 A imuno-histoquímica baseada em tecido parafinado apresenta duas principais vantagens em relação aos métodos imunológicos baseados em tecido congelado: o tecido não necessita de manuseio especial e as características citológicas e arquiteturais permanecem bem preservadas, o que facilita o diagnóstico das neoplasias hematolinfoides. Este livro apresenta os achados morfológicos e imuno-histoquímicos mais característicos aplicados ao diagnóstico das neoplasias hematopoiéticas, incluindo informações técnicas, padrões de imunorreatividade, revisão dos mais úteis anticorpos usados em Hematopatologia e discussão da aplicação desses anticorpos para diagnóstico das diferentes doenças hematolinfoides.

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ASPECTOS TÉCNICOS DA IMUNO-HISTOQUÍMICA APLICADA AO DIAGNÓSTICO DAS NEOPLASIAS HEMATOLINFOIDES É fundamental enfatizar que boa técnica histológica é essencial para o diagnóstico das neoplasias hematolinfoides. Felizmente, a formalina, o mais comum e prático fixador disponível, permite boa análise histológica e adequada preservação da antigenicidade para estudo imuno-histoquímico. Em tecidos fixados em B5 ou Zencker, mercúrio deve ser removido para se evitar sua precipitação, o que pode interferir na análise morfológica e imuno-histoquímica. O ideal é utilizar formalina tamponada neutra a 10% como fixador universal. Esse fixador é extremamente confiável na aplicação da imuno-histoquímica em tecidos hematolinfoides, havendo o benefício adicional de permitir estudos moleculares como os baseados na reação em cadeia da polimerase (PCR) e hibridização “in situ” fluorescente (FISH). Vários métodos imuno-histoquímicos têm sido descritos na literatura. Nos últimos anos, houve a introdução de sistemas de detecção altamente sensíveis utilizando polímeros. Embora o uso de automação apresente inúmeras vantagens na aplicação da imuno-histoquímica na rotina laboratorial, seu emprego não é obrigatório, e o sistema manual, quando utilizado com rigor laboratorial e rígido controle de qualidade, é totalmente adequado às necessidades laboratoriais usuais. O importante é que cada laboratório de Patologia padronize a metodologia a ser empregada para cada marcador individualmente. De maneira resumida, o método imuno-histoquímico se baseia no uso de anticorpos primários contra antígenos a serem identificados em tecidos, representados por cortes histológicos. O primeiro passo da reação é a aplicação de anticorpo primário: esse pode ser monoclonal, em geral produzido em camundongos – embora atualmente vários excelentes anticorpos monoclonais de coelho tênham sido

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introduzidos no mercado –; ou policlonal, esse na sua maioria obtido em coelhos. Se anticorpo de camundongo é utilizado, o segundo passo da reação é constituído de moléculas de imunoglobulinas anti-imunoglobulina de camundongo em ligação com moléculas de peroxidase ou outra enzima, como, por exemplo, fosfatase alcalina. São duas as principais estratégias usadas para a detecção imuno-histoquímica de antígenos nos tecidos: o método direto e o método indireto. O método direto envolve apenas um passo e utiliza anticorpo marcado (ou conjugado, por exemplo, com isotiocianato de fluoresceína) que reage diretamente com o antígeno na amostra de tecido. Essa técnica utiliza apenas um anticorpo, e o procedimento, embora seja simples e rápido, é caracterizado pela baixa sensibilidade. Esse princípio é aplicado mais frequentemente na imunofluorescência direta (conjugado com isotiocianato de fluoresceína, e não peroxidase) e é a metodologia de escolha para avaliar depósitos de imunoglobulinas e complemento em biópsias de rim e pele. O método indireto envolve um anticorpo primário não-marcado (primeiro passo), que reage com o antígeno do tecido, além de um anticorpo secundário marcado com peroxidase ou fluoresceína (segundo passo), que reage com o anticorpo primário. O anticorpo secundário deve ser produzido contra imunoglobulina específica da espécie animal na qual o anticorpo primário foi produzido. Esse método é mais sensível do que o método direto, devido à amplificação de sinal através de diversas reações de anticorpos secundários com diferentes sítios antigênicos do anticorpo primário. O método indireto apresenta maior versatilidade, incluindo o fato de que apenas um tipo de anticorpo conjugado pode ser aplicado para imunolocalizar vários tipos diferentes de anticorpos primários. A partir da década de 1980, variações cada vez mais sensíveis das técnicas imuno-histoquímicas têm sido descritas. O método ABC (complexo avidina-biotina) e, mais recentemente, o método que utiliza polímero são os que mais revolucionaram a imuno-histoquímica, devido à sua alta sensibilidade na detecção de antígenos em tecidos. No método ABC, a aplicação do anticorpo primário é seguida pela aplicação do anticorpo secundário biotinilado e, posteriormente, como último passo


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da reação, são adicionados complexos pré-formados de avidina-biotina conjugados com moléculas de peroxidase. Essa logística tem como objetivo final a deposição de inúmeras moléculas de peroxidase no sítio antigênico. Finalmente, utiliza-se substância denominada cromógeno, que tem por objetivo dar cor à essa reação e, assim, tornar possível a leitura no microscópio óptico de campo claro. O principal cromógeno empregado é a diaminobenzidina, que apresenta coloração marrom. Nos dias de hoje, o método do polímero é o mais empregado em imuno-histoquímica para o diagnóstico de linfomas. Esse método é baseado na tecnologia do polímero dextran, um polissacarídeo microbiológico que possui estrutura química capaz de permitir a ligação de várias enzimas (peroxidase e fostase alcalina) ao anticorpo secundário via moléculas de dextran. Há inúmeras vantagens na aplicação dessa metodologia, incluindo aumento dramático da sensibilidade, minimização dos sinais inespecíficos de fundo e redução do número de passos, pois utiliza apenas anticorpo primário seguido do polímero e substrato cromogênico (Fig. 1).

Antígeno alvo Polímero dextran Anticorpo primário Anticorpo secundário Peroxidase

Figura 1. Método imuno-histoquímico baseado em polímero.

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NEOPLASIAS DE CÉLULAS B MADURAS As neoplasias de células B maduras são proliferações clonais que tendem a imitar os estágios de diferenciação normal das células B, indo desde células B virgens a células plasmocitárias maduras (Fig. 7). Essa semelhança morfológica e imunofenotípica com a contrapartida normal forma a base para a nomenclatura da classificação dos linfomas B.4 Dessa forma, o estudo imuno-histoquímico é imprescindível para a caracterização das neoplasias de células B maduras.196,197 Em algumas situações, como na leucemia de células pilosas, não é possível utilizar esse critério, pois não é conhecido o correspondente normal dessas células. A Tabela 10 lista as principais neoplasias de células B maduras, que serão discutidas individualmente.

Células B precursoras

Células B pré-CG

Células B do CG Células B pós-CG

Linfoma/leucemia linfobástica B

Linfoma de células de manto

Linfoma B difuso de grandes células Linfoma folicular Linfoma de Burkitt

TdT

LZM/MALT LLP LLPC/LLC Neoplasias plasmocitárias

CD79a CD20 CD10 CD138

Figura 7. Imunofenótipo das células B em diferentes estágios de diferenciação e exemplos dos correspondentes linfomas. CG: centro germinativo. LZM: linfoma da zona marginal. LLP: linfoma linfoplasmacítico. LLPC/LLC: linfoma linfocítico de pequenas células/leucemia linfocítica crônica.


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Tabela 10. Principais neoplasias de células B maduras de acordo com a classificação da OMS (2008). NEOPLASIAS DE CÉLULAS B MADURAS Linfoma linfocítico de pequenas células/leucemia linfocítica crônica (LLC) Linfoma B da zona marginal esplênico Leucemia de células pilosas (tricoleucemia) Linfoma linfoplasmacítico/macroglobulinemia de Waldenström Mieloma de células plasmocitárias Plasmocitoma solitário do osso Plasmocitoma extraósseo Linfoma da zona marginal extranodal de tecido linfoide associado à mucosa (linfoma MALT) Linfoma da zona marginal nodal Linfoma folicular Linfoma centrofolicular cutâneo primário Linfoma de células do manto Linfoma B difuso de grandes células, sem outra especificação (SOE) Linfoma B difuso de grandes células rico em células T/histiócitos Linfoma B difuso de grandes células primário do sistema nervoso central Linfoma B difuso de grandes células cutâneo primário, tipo “leg” Linfoma B difuso de grandes células EBV-positivo do idoso Granulomatose linfomatoide Linfoma B de grandes células primário do mediastino (tímico) Linfoma B de grandes células intravascular Linfoma B de grandes células ALK positivo Linfoma plasmablástico Linfoma primário de cavidades Linfoma de Burkitt Linfoma B, inclassificável, com características intermediárias entre linfoma B difuso de grandes células e linfoma de Burkitt Linfoma B, inclassificável, com características intermediárias entre linfoma B difuso de grandes células e linfoma de Hodgkin clássico

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Figura 14C. Linfoma da zona marginal nodal. Expressão de CD23 por células foliculares dendríticas, salientando a colonização do centro germinativo pelas células monocitoides neoplásicas.

LINFOMA FOLICULAR (FIG. 15)

É neoplasia de células B do centro folicular, constituída por centrócitos e centroblastos (células grandes do centro germinativo, clivadas/não clivadas), com padrão folicular de crescimento ao menos focalmente.215,216 Os folículos neoplásicos estão próximos entre si, substituindo a arquitetura normal do linfonodo; frequentemente são de tamanho mais ou menos homogêneo, com zona do manto ausente ou atenuada. Em oposição ao centro germinativo reacional, as células estão desorganizadas, com ausência de macrófagos de corpo tingível. De acordo com a proporção de células grandes (centroblastos não clivados), a OMS classifica a neoplasia em 3 graus distintos: - grau 1: 0-5 centroblastos/campo de grande aumento (CGA); - grau 2: 6-15 centroblastos/CGA;


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- grau 3: >15 centroblastos/CGA. 3a: presença de centrócitos. 3b: somente células grandes (centroblastos e imunoblastos). A ausência de relevância clínica entre os graus 1 e 2 foi contemplada na última atualização da classificação da OMS, sendo classificados os casos grau 1 e 2 como “baixo grau” e os casos grau 3 como “alto grau”. Nos casos grau 3, a distinção entre 3a e 3b parece ter importância biológica e foi mantida.4 As células centrofoliculares neoplásicas expressam marcadores B (como CD20), CD10, BCL2 e BCL6. Alguns casos, especialmente os linfomas foliculares grau 3b, podem não expressar CD10 e BCL2. CD5 e CD43 são negativos. A intensidade de imunoexpressão dos marcadores é também importante na consideração diagnóstica de linfoma folicular. Por exemplo, os folículos neoplásicos expressam CD10 mais intensamente do que os folículos reativos. A extensão interfolicular de células CD20+, BCL6+ e CD10+ é achado importante no diagnóstico de linfoma folicular.124,215 A positividade das células centrofoliculares para BCL2 indica, de maneira inequívoca, o diagnóstico de linfoma folicular.217,218 Contudo, existem casos com ausência de expressão dessa proteína, em parte devido a mutações no gene BCL2 que eliminam os epítopos reconhecidos pelos anticorpos comumente usados. É importante destacar que a proteína BCL2 não é útil para separar distintos tipos de linfomas B de pequenas células.219 O linfoma folicular é geneticamente caracterizado pela t(14;18)(q32;q21), com rearranjo do gene BCL2, presente em cerca de 80% dos casos. Alterações do gene BCL6 são encontradas em cerca de 15% dos casos, principalmente nos linfomas foliculares grau 3b.4 LINFOMA FOLICULAR

CD20

CD10

BCL6

BCL2

CD79a

CD43

CD5

CD23

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Figura 15A. Linfoma folicular. Proliferação nodular de células linfoides pequenas e grandes, com ausência de corpos tingíveis.

Figura 15B. Linfoma folicular. Expressão de CD20 pelas células linfoides; notar presença de inúmeras células CD20-positivas na região interfolicular.


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Figura 15C. Linfoma folicular. Positividade para BCL2 pelas células centrofoliculares.

Figura 15D. Linfoma folicular. Expressão de CD10 pelas células centrofoliculares; presença de considerável número de células CD10-positivas na região interfolicular.

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Figura 24C. Linfoma B de grandes células primário do mediastino (tímico). Positividade heterogênea e fraca para CD30.

LINFOMA B DE GRANDES CÉLULAS INTRAVASCULAR (FIG. 25)

É subtipo raro de linfoma extranodal difuso de grandes células, caracterizado pelo crescimento seletivo de células linfoides neoplásicas dentro dos lúmens de vasos, particularmente capilares, com exceção de grandes artérias e veias. O imunofenótipo é superponível àquele encontrado no linfoma B difuso de grandes células.238

LINFOMA B INTRAVASCULAR

CD20

CD79a

PAX5

CD10

CD5

MUM1


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Figura 25A. Linfoma B de grandes células intravascular. Células linfoides neoplásicas em localização exclusivamente intravascular.

Figura 25B. Linfoma B de grandes células intravascular. Expressão de CD20 pelas células neoplásicas.

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Figura 32E. Linfoma B inclassificável, com características intermediárias entre linfoma B difuso de grandes células e linfoma de Hodgkin clássico: expressão de CD45.


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NEOPLASIAS DE CÉLULAS T/NK MADURAS Neoplasias de células T maduras são derivadas de células T pós-tímicas (Fig. 33). Essas neoplasias, incluindo as de células NK, são relativamente raras e geralmente agressivas. É importante enfatizar que a definição das neoplasias T/NK é baseada em características morfológicas, imunofenotípicas e genéticas. Nesse grupo de doenças, as características clínicas apresentam importante papel na definição de cada entidade. A Tabela 21 lista as principais neoplasias de células T/NK, de acordo com a classificação da OMS de 2008 e que são abordadas nessa seção. Tabela 21. Classificação modificada das neoplasias de células T e células NK de acordo com a OMS (2008)4. NEOPLASIAS DE CÉLULAS T/NK MADURAS Linfoma/leucemia de células T do adulto Linfoma de células T/NK extranodal, tipo nasal Linfoma de células T associado à enteropatia Linfoma de células T hepatoesplênico Linfoma de células T subcutâneo tipo paniculite Micose fungoide Síndrome de Sézary Desordens linfoproliferativas de células T CD30-positivas primárias da pele Papulose linfomatoide Linfoma anaplásico de grandes células primário da pele Linfoma de células T periférico, sem outra especificação (SOE) Linfoma de células T angioimunoblástico Linfoma anaplásico de grandes células, ALK positivo Linfoma anaplásico de grandes células, ALK negativo

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Imuno-histoquímica dos linfomas

LINFOMA DE HODGKIN Os linfomas de Hodgkin compartilham algumas características comuns entre si. Entre essas, destacam-se o acometimento linfonodal preferencialmente da região cervical, manifestação clínica em adultos jovens, presença de pequeno número de células neoplásicas isoladas, mono e multinucleadas (células de Hodgkin e de Reed-Sternberg), em meio a abundantes células inflamatórias não neoplásicas. Outra característica é a presença de linfócitos T com disposição em roseta ao redor das células neoplásicas. Os linfomas de Hodgkin correspondem a cerca de 30% de todos os linfomas. Considerando estudos clínicos e biológicos, bem como diferenças anatomopatológicas, os linfomas de Hodgkin são classificados, de acordo com a OMS, em duas entidades distintas: linfoma de Hodgkin predominância linfocítica nodular e linfoma de Hodgkin clássico.277,278 O linfoma de Hodgkin clássico, por sua vez, apresenta quatro subtipos morfológicos: esclerose nodular, celularidade mista, depleção linfocítica e rico em linfócitos. Esses subtipos diferem quanto ao sítio de acometimento, características clínicas, padrão de crescimento, presença de fibrose, composição celular de fundo, número e/ou grau de atipia das células neoplásicas e frequência de infecção pelo EBV. Entretanto, o imunofenótipo é superponível em todos os quatro subtipos do linfoma de Hodgkin clássico. Por outro lado, o linfoma de Hodgkin predominância linfocítica nodular apresenta imunofenótipo distinto, mais relacionado à diferenciação de células B.

LINFOMA DE HODGKIN PREDOMINÂNCIA LINFOCÍTICA NODULAR (FIG. 46)

É neoplasia de células B monoclonal caracterizada por crescimento nodular ou nodular e difuso, com população de células tumorais grandes, isoladas, em escasso número, exibindo núcleo irregular, conhecidas


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classicamente como células “popcorn” ou células LP (predominância linfocítica), sendo, no passado, denominadas células L&H. Essas células LP estão localizadas em relação a agregados linfoides grosseiramente nodulares, sustentados por processos celulares dendríticos foliculares, associados com linfócitos não neoplásicos e histiócitos.4 Em relação ao imunofenótipo, as células LP demonstram expressão intensa e constante de marcadores B (CD20, CD79a, PAX5), CD45 e BCL6. EMA é observado em mais de 50% dos casos. Os marcadores CD15, CD30 e EBV são, em geral, negativos. CD30 pode ser fracamente positivo em subgrupo de casos. Outro aspecto importante do imunofenótipo desse tipo de linfoma de Hodgkin é a presença de inúmeras células foliculares dendríticas (CD21+/ CD23+/CD35+) em íntima associação com as células LP nas estruturas nodulares. Costuma-se observar, ainda, a presença de células CD57+ formando rosetas ao redor das células LP.4,279

LINFOMA DE HODGKIN PREDOMINÂNCIA LINFOCÍTICA NODULAR CD45

PAX5

CD79a

CD20

BCL6

EMA

CD15

CD30

EBV

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Figura 46A. Linfoma de Hodgkin predominância linfocítica nodular. Células linfoides grandes e atípicas com núcleos irregulares - padrão “popcorn”.

Figura 46B. Linfoma de Hodgkin predominância linfocítica nodular. CD20 positivo em células linfoides não neoplásicas demonstrando padrão nodular de crescimento.


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Figura 46C. Linfoma de Hodgkin predominância linfocítica nodular. CD20 positivo nas células linfoides neoplásicas.

Figura 46D. Linfoma de Hodgkin predominância linfocítica nodular. CD23 salienta trama de células dendríticas foliculares nos nódulos linfoides.

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LINFOMA DE HODGKIN CLÁSSICO

É neoplasia linfoide monoclonal composta por células mononucleadas (ou células de Hodgkin) e células multinucleadas (ou células de Reed-Sternberg) associadas a infiltrado de células não neoplásicas composto por número variável de linfócitos pequenos, eosinófilos, neutrófilos, histiócitos, plasmócitos e fibroblastos. O estroma exibe graus variáveis de colagenização. Como já foi mencionado, baseado nas características do infiltrado reativo e na morfologia das células diagnósticas, existem quatro subtipos histológicos (esclerose nodular, celularidade mista, rico em linfócitos e depleção linfocitária), todos com perfil imunofenotípico superponível.165,184,280 Do ponto de vista genético,278 as células neoplásicas do linfoma de Hodgkin apresentam rearranjo clonal do gene de cadeia pesada de imunoglobulina em mais de 98% dos casos. As células de Reed-Sternberg e variantes são positivas para CD30 em virtualmente todos os casos. CD15 é positivo em 75-85% dos casos, enquanto CD45 é geralmente negativo. A expressão de CD30 e CD15 ocorre em padrão membrana, com acentuação na área golgi do citoplasma. Achado imunofenotípico peculiar é a expressão de CD15 em uma minoria de células neoplásicas em padrão exclusivamente restrito à área Golgi. PAX5 demonstra expressão nuclear e fraca nas células diagnósticas. CD20 é expresso em 3040% dos casos, com imunocoloração caracteristicamente heterogênea, isto é, algumas células são intensamente positivas, outras fracamente positivas e subgrupo negativo em um mesmo caso. Dentre os marcadores B, o CD79a é menos frequentemente expresso. MUM1 é positivo na maioria dos casos. As células EBV-positivas apresentam expressão de LMP1 e EBNA-1, sem EBNA2, o que indica infecção de latência tipo II. A expressão de EMA é rara e, em geral, é fraca. Outro achado característico dos linfomas de Hodgkin clássicos é a ausência de expressão de OCT2 e BOB1.


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LINFOMA DE HODGKIN CLÁSSICO CD45

1

PAX5

1

CD79a

CD20

BCL6

EMA

CD15

CD30

EBV

expressão fraca.

Linfoma de Hodgkin esclerose nodular (Fig. 47) é caracterizado por bandas colágenas que delimitam pelo menos um nódulo e as células diagnósticas têm morfologia do tipo lacunar. Essas células apresentam núcleos lobulados, nucléolos menos proeminentes e maior quantidade de citoplasma do que os outros subtipos. Em tecido fixado em formalina, o citoplasma das células diagnósticas frequentemente mostra sinais de retração da membrana plasmática, o que faz com que as células pareçam estar situadas em lacunas (células lacunares). Quando a concentração das células lacunares em determinada região do linfonodo é bastante proeminente, o termo variante sincicial tem sido utilizado. Associação com o EBV ocorre entre 10 e 40% dos casos.

Figura 47A. Linfoma de Hodgkin clássico, esclerose nodular. Proliferação de células linfoides de padrão “lacunar”.

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Figura 56C. Mastocitose. Linfonodo infiltrado por células neoplásicas uniformes entre si, de citoplasma claro, com eosinófilos de fundo.

Figura 56D. Mastocitose. Expressão de KIT.


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NCCN (NATIONAL COMPREHENSIVE CANCER NETWORK) GUIDELINES PARA LINFOMA NÃO HODGKIN É descrito, nas páginas seguintes, o uso estratégico, através de algoritmos, de marcadores imuno-histoquímicos para o diagnóstico diferencial dos linfomas B maduros e neoplasias T/NK. Estes algoritmos devem ser utilizados em conjunto com os achados clínicos e laboratoriais. Princípios gerais para o uso dos algoritmos: 1. As características morfológicas e os achados clínicos devem nortear tanto a escolha dos marcadores a serem utilizados quanto a interpretação dos estudos especiais (imuno-histoquímica e biologia molecular, incluindo FISH). 2. O diagnóstico diferencial deve ser orientado pela histopatologia e apresentação clínica. 3. O ideal é utilizar painel restrito de marcadores, e não uma lista de marcadores sem critérios. Em situações especiais, por exemplo, em emergências oncológicas, pode-se lançar mão de painel mais amplo de marcadores na tentativa de resolver o diagnóstico final o mais rapidamente possível. 4. O mais adequado é o uso de estratégia racional, ou seja, adicionar marcadores orientando-se pelos resultados dos marcadores anteriormente solicitados. 5. Se necessário, estudo molecular, por FISH ou PCR, pode ser adicionado para complementação diagnóstica. 6. Em alguns casos, é aconselhável retornar aos achados clínicos, na tentativa de conclusão diagnóstica, quando as características morfológicas e o resultado imuno-histoquímico não são conclusivos.

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Índice Remissivo A Adenocarcinoma 40 Algoritmo de Hans 131 ALK 20, 22, 23, 33, 35, 37, 47, 59, 60, 61, 72, 73, 74, 75, 85, 87, 144, 145, 146, 147, 149, 161, 167, 185, 195, 196, 197, 198, 199, 200, 202, 203, 222, 223, 256, 257, 261, 263 ALK (2p23) 147, 196, 199 ALK (CD246) 37, 61 Anaplastic Lymphoma Kinase 59 Anexina 1 37, 48 2B11 (CD45) 43 B BCL1 (ciclina-D1) 37 BCL2 15, 16, 37, 41, 61, 62, 68, 71, 75, 86, 88, 109, 111, 112, 113, 114, 115, 116, 117, 118, 120, 121, 126, 127, 139, 155, 158, 161, 163, 196, 262 BCL6 16, 33, 37, 62, 63, 71, 75, 88, 89, 95, 106, 109, 113, 114, 115, 117, 118, 121, 126, 127, 131, 133, 134, 139, 152, 153, 155, 161, 190, 192, 193, 205, 209, 219, 220 BOB1 37, 46, 125, 161, 208, 219, 220, 221

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C Cadeias leves de imunoglobulina kappa e lambda 37 Carcinoma 40, 41, 74, 140, 145 Carcinoma embrionário 40 Carcinoma tímico/carcinoma 140 Castleman multicêntrica 152 CD1a 30, 37, 57, 80, 224, 225, 227, 228, 230, 232, 234, 235, 236, 256 CD2 30, 37, 50, 52, 71, 73, 75, 80, 81, 145, 168, 169, 172, 178, 183, 185, 192, 196, 200, 201, 254, 255 CD3 31, 37, 49, 50, 52, 66, 68, 71, 73, 75, 80, 82, 86, 87, 88, 113, 144, 145, 168, 169, 170, 172, 173, 174, 176, 177, 178, 180, 181, 182, 183, 184, 185, 186, 190, 191, 192, 194, 196, 200, 201, 217, 218, 220, 234, 235, 236, 253, 254, 255 CD4 29, 30, 31, 37, 51, 52, 71, 75, 80, 146, 168, 169, 172, 176, 178, 183, 184, 185, 186, 188, 190, 192, 193, 196, 200, 201, 202, 226, 227, 254, 255, 262 CD4+/CD8- 51, 190 CD5 16, 30, 37, 50, 52, 71, 75, 80, 81, 86, 88, 89, 90, 93, 95, 98, 103, 104, 106, 109, 113, 117, 118, 121, 124, 125, 126, 127, 142, 169, 172, 173, 176, 178, 183, 185, 190, 192, 196, 200, 201, 202, 254 CD7 30, 37, 50, 52, 71, 80, 169, 176, 183, 190, 201, 254, 255, 259 CD8 29, 31, 37, 51, 52, 68, 71, 75, 80, 168, 169, 172, 176, 178, 181, 183, 185, 186, 190, 196, 201, 255 CD10 16, 30, 37, 40, 63, 64, 68, 71, 75, 76, 78, 80, 81, 84, 86, 88, 89, 90, 93, 95, 98,


Imuno-histoquímica dos linfomas

103, 104, 106, 109, 111, 113, 114, 115, 117, 118, 119, 121, 126, 127, 131, 132, 135, 139, 142, 155, 157, 161, 190, 192, 193, 194, 202, 257, 261 CD10 (CALLA) 37 CD13 30 CD15 30, 31, 33, 34, 37, 40, 53, 71, 75, 136, 139, 161, 165, 169, 185, 196, 205, 208, 209, 210, 213, 216, 217, 218, 219, 220, 221, 222, 223, 224, 225, 255 CD19 30, 31, 125 CD20 29, 30, 31, 33, 34, 37, 44, 45, 46, 49, 65, 66, 71, 72, 73, 75, 76, 77, 80, 81, 84, 86, 87, 88, 90, 91, 93, 94, 95, 96, 98, 99, 100, 103, 104, 105, 106, 107, 109, 110, 113, 114, 117, 118, 119, 121, 123, 125, 126, 128, 129, 130, 136, 138, 139, 140, 141, 142, 143, 144, 145, 148, 149, 152, 153, 155, 157, 161, 162, 165, 170, 172, 190, 193, 201, 205, 206, 207, 208, 209, 216, 217, 218, 219, 220, 221, 222, 223, 234, 235, 236, 253, 254, 255, 256, 261 CD21 30, 38, 54, 103, 104, 106, 127, 205, 224, 225, 227, 232, 234, 235, 236, 255 CD21/CD35 235 CD23 30, 33, 38, 54, 64, 71, 75, 86, 88, 89, 90, 92, 93, 94, 98, 103, 104, 106, 108, 109, 121, 127, 139, 195, 205, 207, 234, 236, 238, 255, 257, 258 CD25 38, 40, 64, 169, 171, 172, 186, 196, 201, 240, 257 CD30 15, 19, 23, 33, 38, 40, 53, 54, 71, 74, 75, 87, 125, 126, 136, 139, 142, 144, 145, 148, 149, 152, 153, 161, 164, 167, 169, 172, 176, 178, 181, 183, 185, 186, 187, 189, 190, 195, 196, 198, 199, 200, 201, 202, 203, 205, 208, 209, 210, 212, 214, 215, 216, 217, 218, 219, 220, 221, 222, 223, 227, 230, 232, 234, 255, 258, 259, 261, 262

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Imuno-histoquímica dos linfomas

CD31 30 CD34 31, 38, 40, 65, 76, 80, 232, 234, 256, 257, 258 CD35 38, 54, 103, 104, 106, 205, 224, 225, 227, 232, 234, 235, 236, 238, 255 CD43 38, 65, 71, 76, 80, 86, 88, 89, 90, 93, 103, 104, 106, 109, 113, 117, 118, 121, 155, 222, 223, 253, 258, 259 CD45 14, 15, 30, 31, 33, 38, 43, 44, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 80, 100, 136, 139, 140, 144, 145, 148, 152, 153, 161, 166, 196, 205, 208, 209, 210, 217, 218, 219, 220, 221, 222, 223, 224, 225, 227, 230, 232, 234, 235, 236, 240, 253 CD45 (antígeno comum leucocitário, LCA) 38 CD45RO 38, 43, 196, 224, 225, 235 CD56 30, 31, 38, 40, 51, 75, 100, 149, 172, 173, 174, 178, 181, 183, 190, 201, 202, 255 CD57 31, 38, 40, 52, 172, 201, 205, 219, 255 CD68 30, 31, 33, 38, 41, 55, 73, 224, 225, 226, 227, 230, 232, 234, 235, 236, 240, 255, 256 CD79a 30, 38, 46, 49, 72, 74, 75, 76, 80, 84, 90, 93, 95, 98, 100, 103, 104, 106, 109, 117, 118, 125, 126, 139, 142, 144, 148, 152, 153, 155, 161, 190, 205, 208, 209, 219, 221, 234, 254 CD79a e PAX5 46, 72 CD99 30, 38, 41, 66, 68, 74, 76, 80, 258, 260 CD99 (p30/32MIC2) 38, 258 CD117 38, 41, 58, 68, 140, 240, 256 CD117 (KIT) 38


Imuno-histoquímica dos linfomas

CD123 38 CD138 30, 38, 41, 46, 47, 71, 72, 73, 74, 84, 87, 98, 100, 102, 125, 127, 144, 145, 148, 149, 150, 152, 153, 168, 254, 260 CD163 30, 31, 33, 36, 38, 55, 73, 224, 225, 234, 235, 236, 255 CDw12 29, 30 Célula NK 31 Células B 30, 84, 122, 152, 169, 192, 193 Células B, células dendríticas foliculares 30 Células B, células dendríticas foliculares, plaquetas 30 Células B e T precursoras 30 Células de Langerhans 23, 30, 37, 38, 39, 41, 51, 55, 56, 57, 224, 227, 228, 229, 230, 231, 234, 235, 236 Células hematopoiéticas 30 Células lacunares 161, 209 Células mieloides 30 Células T/NK 30 Células T, subpopulação de células B 30 Células-tronco 31 Ciclina-D1 (BCL1) 38, 86, 87 Classificação 13, 14, 15, 19, 20, 60, 62, 68, 71, 72, 84, 85, 109, 131, 160, 167, 190 CLTC-ALK 144, 261 Cluster of differentiation 29

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Imuno-histoquímica dos linfomas

Corpúsculos de Dutcher 97, 98 Corpúsculos de Russel 97 CXCL13 38, 190, 192, 193, 202, 263 D DBA.44 38, 48, 75, 95, 96, 254 Desordens linfoproliferativas de células T CD30-positivas primárias da pele 23, 167, 185 Desordens linfoproliferativas T CD30-positivas 185 DLBCL, sem outra especificação 140 Doença de Rosai-Dorfman 235 E EBER-I 72, 148, 151, 159, 172, 217, 220 EBV 22, 39, 67, 72, 75, 85, 126, 136, 137, 138, 139, 145, 149, 151, 155, 156, 159, 161, 169, 171, 172, 173, 181, 192, 196, 200, 201, 202, 204, 205, 208, 209, 211, 212, 215, 216, 217, 218, 219, 220, 222, 223, 258, 261, 262 EMA (antígeno epitelial de membrana) 38 F FISH 25, 105, 112, 124, 147, 159, 199, 243, 263 G Gene clatrina 144


Imuno-histoquímica dos linfomas

Granulócito 31 Granulomatose linfomatoide 22, 85, 136, 137, 138, 156 Granzima B 38, 68, 75, 172, 176, 178, 181, 201 Granzima B, TIA1 e perforina 185, 186 H HHV8 149, 152, 153 HIER 28 Hiperplasia linfoide folicular reativa 62, 68, 113, 114 Histiocitose de células de Langerhans 23, 37, 38, 39, 227, 228, 229, 235, 236 HIV 52, 145, 148, 149, 215, 263 HTLV-1 168, 202 K Kappa/lambda 75, 86, 87 Ki-67 33, 38, 59, 71, 72, 79, 80, 83, 87, 90, 92, 112, 113, 114, 117, 127, 149, 155, 158, 161, 163, 256 L Langerina (CD207) 38 Leucemia aguda (leucemia mieloide aguda; linfoma/leucemia linfoblástica) 38 Leucemia de células pilosas (tricoleucemia) 22, 85, 95, 96, 97 Leucemia mieloide aguda 81

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Imuno-histoquímica dos linfomas

Leucócito 29, 30, 31 Linfócito B 31 Linfócitos T 31 Linfócito T auxiliar 31 Linfócito T citotóxico 31 Linfoma 11, 22, 23, 37, 38, 39, 40, 41, 46, 62, 64, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 81, 82, 83, 84, 85, 89, 90, 91, 92, 93, 94, 97, 98, 99, 103, 104, 105, 106, 107, 108, 110, 111, 112, 114, 115, 117, 118, 119, 120, 121, 122, 123, 124, 125, 128, 129, 130, 132, 133, 134, 135, 139, 140, 141, 142, 143, 144, 145, 146, 147, 148, 149, 150, 151, 152, 153, 154, 155, 156, 157, 158, 159, 162, 163, 164, 165, 166, 167, 168, 169, 170, 171, 173, 174, 175, 176, 177, 178, 179, 180, 181, 182, 185, 187, 188, 190, 191, 192, 193, 194, 195, 197, 198, 199, 201, 202, 203, 204, 206, 207, 208, 209, 210, 211, 212, 213, 214, 215, 218, 220, 223 Linfoma anaplásico de grandes células 23, 37, 40, 75, 140, 167, 185, 187, 188, 195, 197, 198, 199, 201, 203 Linfoma anaplásico de grandes células, ALK negativo 23, 167, 199, 203 Linfoma anaplásico de grandes células, ALK positivo 23, 167, 195, 197, 198, 199 Linfoma anaplásico de grandes células primário da pele 23, 167, 185, 187, 188 Linfoma B da zona marginal esplênico 22, 85, 93 Linfoma B de grandes células ALK positivo 22, 85, 144, 145, 146, 147 Linfoma B de grandes células intravascular 22, 85, 142, 143 Linfoma B de grandes células primário do mediastino (tímico) 22, 85, 141, 142


Imuno-histoquímica dos linfomas

Linfoma B difuso de grandes células ALK positivo 73 Linfoma B difuso de grandes células cutâneo primário, tipo “leg” 22, 85 Linfoma B difuso de grandes células EBV-positivo do idoso 22, 85 Linfoma B difuso de grandes células primário do sistema nervoso central 22, 85 Linfoma B difuso de grandes células rico em células T/histiócitos 22, 85 Linfoma B difuso de grandes células, sem outra especificação (SOE) 22, 85, 125 Linfoma B inclassificável, com características intermediárias entre linfoma B difuso de grandes células e linfoma de Burkitt 22, 85, 162, 163 Linfoma B inclassificável, com características intermediárias entre linfoma B difuso de grandes células e linfoma de Hodgkin clássico 22, 85, 164, 165, 166 Linfoma B pós-rituximabe 73 Linfoma centrofolicular cutâneo primário 22, 85, 117, 118, 119, 120 Linfoma da zona marginal esplênico 89, 93, 94 Linfoma da zona marginal extranodal de tecido linfoide associado à mucosa

(linfoma MALT) 22, 85, 103

Linfoma da zona marginal extranodal/linfoma MALT 89 Linfoma da zona marginal nodal 22, 85, 89, 106, 107, 108 Linfoma de Burkitt 22, 37, 62, 84, 85, 155, 156, 157, 158, 159 Linfoma de células do manto 22, 37, 38, 39, 62, 64, 81, 85, 89, 121, 122, 123, 124 Linfoma de células do manto, linfoma linfocítico de pequenas células/leucemia linfocítica crônica (LLC) 37 Linfoma de células do manto (variante blastoide) 81

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Imuno-histoquímica dos linfomas

Linfoma de células T angioimunoblástico 23, 38, 167, 192, 193, 194, 195 Linfoma de células T associado à enteropatia 23, 167, 176, 177 Linfoma de células T hepatoesplênico 23, 167, 178, 179, 180 Linfoma de células T/NK extranodal, tipo nasal 23, 167, 171, 173, 174, 175 Linfoma de células T periférico, sem outra especificação (SOE) 23, 167 Linfoma de células T subcutâneo tipo paniculite 23, 167, 180, 181, 182 Linfoma de Hodgkin 23, 161, 204, 205, 209, 216 Linfoma de Hodgkin celularidade mista 212 Linfoma de Hodgkin clássico 23, 37, 38, 40, 46, 73, 208, 209, 210, 211, 212, 213, 214, 215, 218, 220, 223 Linfoma de Hodgkin clássico, celularidade mista 23, 213, 214 Linfoma de Hodgkin clássico, depleção linfocítica 23, 215 Linfoma de Hodgkin clássico, esclerose nodular 23, 209, 210 Linfoma de Hodgkin clássico, linfoma anaplásico de grandes células 38 Linfoma de Hodgkin clássico, rico em linfócitos 23, 211, 212 Linfoma de Hodgkin depleção linfocitária 215 Linfoma de Hodgkin esclerose nodular 209 Linfoma de Hodgkin predominância linfocítica nodular 23, 37, 39, 205, 206, 207, 220 Linfoma de Hodgkin predominância linfocítica nodular, linfomas B 37, 39 Linfoma de Hodgkin rico em linfócitos 211 Linfoma folicular 22, 37, 81, 84, 85, 89, 108, 110, 111, 112, 114, 115


Imuno-histoquímica dos linfomas

Linfoma folicular (morfologia blástica) 81 Linfoma folicular (variante difusa) 89 Linfoma folicular vs. hiperplasia linfoide folicular reacional 37 Linfoma/leucemia de células T do adulto 23, 38, 167, 168, 169, 170, 171 Linfoma/leucemia de células T do adulto, tricoleucemia 38 Linfoma/leucemia linfoblástica 22, 37, 38, 39, 40, 41, 75, 76, 77, 78, 79, 81, 82, 83, 168 Linfoma/leucemia linfoblástica B 46, 63, 67, 76, 79, 80 Linfoma/leucemia linfoblástica B 22, 76, 77, 78, 79, 81 Linfoma/leucemia linfoblástica, linfoma de Burkitt, linfoma folicular 37 Linfoma/leucemia linfoblástica T 22, 19, 50, 56, 63, 79, 80, 81, 82, 83, 168 Linfoma linfocítico de pequenas células/leucemia linfocítica crônica (LLC) 22, 37, 38, 39, 41, 49, 50, 52, 64, 65, 69, 85, 86, 88, 89, 91, 92 Linfoma linfocítico de pequenas células/leucemia linfocítica crônica (LLC), sarcoma de células dendríticas foliculares 38 Linfoma linfoplasmacítico 22, 85, 89, 97, 98, 99 Linfoma linfoplasmacítico/macroglobulinemia de Waldenström 22, 85 Linfoma plasmablástico 22, 46, 73, 75, 85, 145, 148, 149, 150, 151, 156 Linfoma primário de cavidades 22, 73, 85, 149, 152, 153, 154 Linfomas B 37, 38, 51, 72, 75, 89, 160 Linfomas de Hodgkin 20, 39, 44, 45, 60, 204, 208, 216, 217, 219, 220, 222 Linfomas T 37, 38, 48, 51, 69, 75

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Imuno-histoquímica dos linfomas

Linfomas T; coexpressão em subgrupo de linfomas B 38 Lisozima 39, 57, 58, 225, 227, 230, 232, 234, 235, 236 LMP1 39, 67, 71, 72, 126, 136, 138, 148, 153, 155, 156, 172, 192, 208, 216, 217 M Macrófago 31 Marcadores hematolinfoides 14, 16, 33, 37, 68 Mastocitose 23, 38, 39, 40, 41, 58, 64, 240, 241, 242 Melanoma maligno 74, 145 Melanoma maligno e seminoma 58 Método ABC 26 Método direto 26 Método do polímero 27 Método indireto 26 Métodos imuno-histoquímicos 25 Micose fungoide 23, 167, 168, 182, 184, 201 Mieloma de células plasmocitárias 22, 85 Mieloma plasmablástico 149 Mieloperoxidase 39, 58, 75, 80, 225, 236 Moléculas CD 29, 30, 31 Monócitos e macrófagos 30 Monócitos, granulócitos e plaquetas 30 Monócitos, macrófagos 30 Monócitos, plaquetas, granulócitos 30


Imuno-histoquímica dos linfomas

MUM1 39, 48, 88, 100, 117, 118, 126, 127, 131, 133, 135, 139, 142, 144, 148, 150, 208, 219, 220, 221, 254, 263 MUM1/IRF4 39, 127, 254, 263 N Neoplasias de células B maduras 84, 85 Neoplasias de células histiocíticas e dendríticas 23 Neoplasias de células T/NK maduras 23, 167, 200, 201 Neoplasias hematolinfoides 11, 17, 19, 20, 21, 22, 23, 25, 52, 55, 64, 65, 68, 75 Neoplasias plasmocitárias, linfomas B com diferenciação plasmocitária 37 Neuroblastoma 40, 41 Neutrófilos, eosinófilos, monócitos 30 Nomenclatura CD 16, 29 NPM-ALK 60, 196 O OCT2 39, 46, 125, 161, 208, 219, 220, 221 OCT2 e BOB1 125, 161, 208, 219 P Padrões de imunocoloração 33 Padrões de imunorreatividade 21, 33 Papulose linfomatoide 23, 167, 186, 188, 189 PAX5 33, 39, 45, 46, 49, 72, 75, 76, 80, 81, 90, 98, 125, 126, 139, 142, 144, 148, 152, 155, 161, 200, 205, 208, 216, 218, 219, 221, 222, 223, 260 PD1 (CD279) 39 PD7/26 (CD45RB) 43 Perforina 39, 172, 176, 178, 181 Plasmocitoma 22, 73, 85, 101, 102, 148, 149

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Plasmocitoma extraósseo 22, 85 Plasmocitoma solitário do osso 22, 85 Progenitores hematopoiéticos, células T/NK 30 Proteína P63 222 Proteína S-100 33, 39 R Recuperação de epítopos 28 Reed-Sternberg 53, 139, 186, 203, 204, 208, 211, 212, 213, 216, 217, 218, 219, 220, 253, 254, 255, 258, 263 Rituximabe 44, 45, 49, 72, 73 S Sarcoma 23, 38, 41, 74, 224, 225, 226, 230, 231, 232, 233, 234, 236, 237, 238, 239, 260 Sarcoma de células de Langerhans 23, 230, 231 Sarcoma de células dendríticas foliculares 23, 38, 234, 236, 237, 238, 239 Sarcoma de células dendríticas interdigitantes 23, 232, 233, 236 Sarcoma de Ewing/tumor neuroectodérmico primitivo 66 Sarcoma histiocítico 23, 38, 41, 224, 225, 226 Seminoma (mediastino) 140 Síndrome de Sézary 23, 167 SOX11 33, 39, 121 Subgrupo de linfomas T 37, 38, 39 Subpopulação de células T 30 T t(1;2)(q25;p23) 196 t(2;5)(p23;q35) 59, 196, 256


t(2;17)(p23;q23) 60, 144 t(3;14)(p14.1;q32) 103 t(8;14)(q24;q32) 155 t(11;14)(q13;q32) 121 t(11;18)(q21;q21) 103 t(14;18)(q32;q21) 103, 109 TdT 33, 35, 39, 65, 66, 67, 68, 71, 74, 75, 76, 78, 80, 81, 82, 84, 155, 161, 168, 258, 259 TIA-1 172, 173, 176, 178, 181, 183, 259 TIA1 39, 68, 185, 186, 196, 200, 201 TRAP 39, 48, 75, 95, 97 Tricoleucemia 37, 38, 39, 40 Triptase 39, 58, 240 Tumor estromal gastrointestinal 58 V VĂ­rus de Epstein-Barr (LMP1) 39 Z ZAP-70 39, 69, 259


Diretor e Patologista Chefe

Patologista Sênior

Laboratório Bacchi

Laboratório Bacchi

Botucatu, SP

Botucatu, SP

A imuno-histoquímica é ferramenta essencial para o patologista no diagnóstico anatomopatológico das neoplasias. No grupo dos linfomas, o uso de marcadores linfoides é crucial para a correta classificação das neoplasias hematopoiéticas. O livro “Imunohistoquímica dos linfomas” aborda a utilização prática dos marcadores linfoides individuais e de painéis em doenças hematopoiéticas, incluindo informações sobre sua especificidade e sua sensibilidade, além da estratégia de escolha dos marcadores em situações específicas. Nesse livro, embora a ênfase seja na aplicação imunohistoquímica, há sempre, através de todo o texto, correlação com as características morfológicas das diferentes entidades contempladas na classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2008) para doenças hematopoiéticas. 

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Imuno-histoquímica dos linfomas