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Restauração Revista

Comunidade

Ano 7 • Edição 76 • Agosto 2016

DOM IRINEU ROQUE SCHERER 15/12/1950 01/07/2016

Paternidade

Sacerdotal


ENCONTRO DE AGOSTO


Expediente/Conteúdo

Revista Comunidade Católica Restauração Periodicidade Mensal - Ano 7, Nº 76 (Agosto de 2016) Tiragem: 2.000 exemplares DIRETOR GERAL Padre Fernando Gonçalves EQUIPE DE REDAÇÃO Daniela Noêmia Sales Jansen Eliane Fagundes Padre Fernando Gonçalves Rafael Rodrigues FOTOGRAFIA Comunidade Restauração REVISÃO EDITORIAL Padre Fernando Gonçalves ARTE E DIAGRAMAÇÃO Daniela Noêmia Sales Jansen COLABORADORES Leonardo Corrêa Gregório Mairon Borguezon Velho IMPRESSÃO Impressul Indústria Gráfica Colabore com a próxima edição da nossa Revista. Envie suas sugestões, reclamações, testemunhos e elogios para: revista@comunidaderestauracao.org

CONTEÚDO

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Editorial Liturgia Diária

Mensagem aos Sócios Vocação, testemunho da Verdade Vocacional Vocação, caminho de Santificação Amor Humano Uma escuta ativa Semana na Comunidade Aniversariantes do Mês Projeto Famílias Restauradas para Deus Nossa Vocação é o Amor Palavra do Fundador Paternidade Sacerdotal Palavra da Igreja - Papa Francisco Igreja, Mãe de Vocações Palavra da Igreja - Dom Irineu (in memoriam) Dilatar o coração Restauradinhos Vocação, você já pensou nisso? Aconteceu... Na comunidade Restauração Retiro de preparação para a Consagração

NOSSAS CONTAS BANCÁRIAS ASSOCIAÇÃO COMUNIDADE RESTAURAÇÃO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL ÀS FAMÍLIAS CNPJ: 10995628/0001-28 Rua Guilherme Kurtz, 90 - Vila Nova Joinville/SC - CEP: 89.237-645 47 3433-0833 de segunda a sexta - das 8h30 às 18h contato@comunidaderestauracao.org

Agência: 38-8 Conta: 115404-4 Agência: 0419 OP 003 Conta: 4059-5 Favorecido: Associação Comunidade Restauração de Assistência Social às Famílias

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EXPEDIENTE

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Editorial

Querido Leitor, No mês de agosto temos por costume trazer em nossa Revista reflexões sobre Vocação. Seja a Vocação Matrimonial, Sacerdotal, Religiosa ou, como a grande maioria do Povo de Deus, de Leigos que se dedicam gratuitamente à edificação do Reino, o fato é que todos somos chamados a servir ao Senhor, pois “grande é a messe e poucos são os operários” (cf. Mt 9,3738). Aproveite cada artigo desta edição para a edificação da sua Vocação! De uma maneira muito carinhosa, nos

dirigimos também a todos os Sacerdotes, servindonos desta publicação para homenagearmos nosso pastor, Dom Irineu Roque Scherer, Bispo da Diocese de Joinville/SC falecido em 1º de julho de 2016. Contribua com a próxima edição! Entre em contato conosco através do email revista@ comunidaderestauracao.org e envie sugestões, testemunhos, reclamações e elogios. Conte-nos da experiência de ter em sua casa a Revista da Comunidade Restauração. Que pela intercessão de Jesus, Maria e José, Deus abençoe você e toda a sua Família!

Liturgia Diária SEG 1

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1ª Leitura Jr 28,1-17 Salmo 118 Evangelho Mt 14,22-36

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TER 1ª Leitura Jr 30,1-2.12-15. 18-22 Salmo 101 Evangelho Mt 14,22-36

QUA 3

1ª Leitura Jr 31,1-7 Salmo - Jr 31, 10. 11-12ab. 13 Evangelho Mt 15,21-28

QUI 4

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1ª Leitura Ez 2,8-3,4 Salmo 118 Evangelho Mt 18,1-5.10. 12-14

1ª Leitura 1ª Leitura Ez 24,15-24 Ez 28,1-10 Salmo - Dt 32,18- Salmo - Dt 32,2619.20. 21 36ab Evangelho Evangelho Mt 19,16-22 Mt 19,23-30

1ª Leitura 2Cor 9,6-10 Salmo 111(112) Evangelho Jo 12,24-26

1ª Leitura Ez 34,1-11 Salmo 22 Evangelho Mt 20,1-16ª

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1ª Leitura Is 9,1-6 Salmo 112(113) Evangelho Lc 1,26-38

1ª Leitura 2Cor 10,17-11,2 Salmo 148 Evangelho Mt 13,44-46

1ª Leitura Ap 21,9b-14 Salmo 144(145) Evangelho Jo 1,45-51

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1ª Leitura Jr 1,17-19 Salmo 70(71) Evangelho Mc 6,17-29

1ª Leitura 1Cor 2,10b-16 Salmo 144 Evangelho Lc 4,31-37

1ª Leitura 1Cor 3,1-9 Salmo 32 Evangelho Lc 4,38-44

SEX

SÁB

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1ª Leitura Jr 31,31-34 Salmo 50 Evangelho Mt 16,13-23

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1ª Leitura Ez 1,2-5.24-28c Salmo 148 Evangelho Mt 17,22-27

Agosto

1ª Leitura Ez 12,1-12 Salmo 77 Evangelho Mt 18,21-19,1

1ª Leitura Ez 36,23-28 Salmo 50 Evangelho Mt 22,1-14

25 1ª Leitura 1Cor 1,1-9 Salmo 144 Evangelho Mt 24,42-51

6 1ª Leitura 1ª Leitura Dn 7,9-10.13-14 Na 2,1.3; 3,1-3.6-7 Salmo 96(97) Salmo 2ª Leitura Dt 32,35-41 2Pd 1,16-19 Evangelho Evangelho Mt 16,24-28 Lc 9,28b-36 12

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1ª Leitura Ez 16,1-15.60.63 Salmo - Is 12,2-3. 4.5-6 Evangelho Mt 19,3-12

1ª Leitura Ez 37,1-14 Salmo 106 Evangelho Mt 22,34-40

26 1ª Leitura 1Cor 1,17-25 Salmo 32 Evangelho Mt 25,1-13

1ª Leitura Ez 18,1-10.13b. 30-32 Salmo 50 Evangelho Mt 19,13-15

1ª Leitura Ez 43,1-7a Salmo 84 Evangelho Mt 23,1-12

27 1ª Leitura 1Cor 1,26-31 Salmo 32 Evangelho Mt 25,14-30

DOM

7 1ª Leitura

Sb 18,6-9 Salmo 32 2ª Leitura Hb 11,1-2.8-19 Evangelho Lc 12,32-48

14 1ª Leitura

Jr 38,4-6.8-10 Salmo 39 2ª Leitura Hb 12,1-4 Evangelho Lc 12,49-53

21 1ª Leitura

Ap 11,19a; 12,1-6a.10ab Salmo 44(45) 2ª Leitura 1Cor 15,20-26.28 Evangelho Lc 1,39-56

28

1ª Leitura Eclo 3,19-21.30-31 Salmo 67 2ª Leitura Hb 12,18-19.22-24 Evangelho Lc 14,1.7-14


Mensagem aos Sócios

Vocação, testemunho da Verdade Todos nós, muito antes da Criação, já fomos planejados no coração de Deus e escolhidos por Ele para realizarmos a Sua santa vontade. Por isso podemos dizer: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos” (Ef 1,3-4). O Papa Francisco afirma esta verdade quando diz: “Nenhuma Vocação nasci por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno” (2014). Portanto, aquilo que precisa ser realizado por nós, que é a obra de restauração no coração das Famílias, brotou primeiro no coração do Pai. Quando aceitamos este chama-

do estamos vivendo a essência do Carisma “Ser Restaurado para Restaurar”, que é retornar à originalidade idealizada por Deus na nossa criação; ou seja, àquilo que Ele planejou para cada um de nós. Toda vocação exige que façamos a experiência de êxodo, de sairmos de nós mesmos e passarmos a centrar a nossa existência em Cristo e no Seu Evangelho. Não importa a área da vida, precisamos deixar o “homem velho” para trás e, juntamente com ele, tudo o que fazemos que não está de acordo com a vontade de Deus para, aí sim, realizar o que Ele espera. Não devemos ter medo de dizer sim ao Senhor, Ele nunca nos abandona! Nossas atitudes, seja como membros da Comunidade Restauração, seja como Sócios Fiéis desta Obra, devem dar testemunho da Verdade que é Cristo. Sabemos que nossas

vocações são um valioso tesouro – graça de Deus; mas nós somos constituídos de barro: somos frágeis e nos quebramos facilmente, e tudo isso somente para que todos possam reconhecer que o Carisma é um poder extraordinário de Deus, e não nosso (cf. 2Cor 4, 7). É claro que para seguir este caminho muitas vezes necessitamos de ir contra a corrente, enfrentando os obstáculos e as dificuldades que poderiam criar em nós o desânimo. Mas a verdadeira alegria dos chamados por Deus está em fazer a Sua vontade, crer e experimentar que Ele é fiel.

“Com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes”. Papa Francisco

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Querido Sócio,

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Vocacional

Caminho de Santificação A vida é um dom de Deus, que criou o Homem a Sua imagem e semelhança. Como filhos, a primeira vocação eminente em nosso ser é a santidade: “Sede Santos, assim como vosso Pai celeste é santo” (Mt 5,48). Diz o Papa Francisco que “caminhar pela estrada da Santidade significa viver na presença de Deus, ser irrepreensível, dar a outra face, ou seja, imitar a Sua infinita misericórdia”, e para seguir nesta estrada, cada filho(a) amado(a) de Deus recebe um chamado especial, uma “vocação”, que será a bússola que o guiará em sua trajetória de santificação; ou seja, o estado de vida com o qual alcançará a salvação. O estado de vida que nos santificará pode ser o matrimônio – através da vivência a dois, a entrega total do seu ser para fazer o outro feliz e a acolhida em plenitude do dom especial da maternidade e da paternidade,

Eliane Fagundes - Consagrada de Vida

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assumindo a coparticipação no projeto da criação; o sacerdócio – na ordenação de um ser ungido por Deus, tirado do meio do povo para santificar este mesmo povo através da proclamação do amor do Pai e na administração dos sacramentos e do ensinamento do Evangelho, o que termina com a busca da sua própria santificação; o religioso – que na dedicação de sua vida à vivência de um carisma especifico, atua em nome da Igreja nos vários setores da sociedade; ou o de leigo – que vivendo a consagração a um determinado carisma ou o serviço pastoral, permanece vivendo no mundo secular e busca fazer a diferença pela prática dos ensinamentos do evangelho, lutando pela santificação pessoal e sendo instrumento nas mãos de Deus para alcançar outras vidas, que serão resgatadas do mundo do pecado através do seu testemunho de amor e da restauração realizada pelo Criador em sua vida. Há muitos homens e mulheres que já ultrapassaram o tempo da juventude e ainda não têm definida a sua vocação. Muitos pelo simples motivo de nunca terem se preocupado em ouvir o chamado do Senhor para conhecerem a vontade d’Ele; outros, acomodados, vivem uma vida medíocre e sem sabor, são os misoneístas, ou seja, têm medo do futuro, da mudança e do novo, pois quando se responde ao chamado de Deus para sermos o que somos chamados a ser, nossa vida dá um giro de 360º e considerá-

veis vezes não se está disposto a renunciar ao comando dela para vivê-la segundo os desígnios de Deus, como fez Maria: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Uma resposta desta requer maturidade, confiança absoluta em Deus e um coração aberto para a restauração das dores passadas, dos medos e dos traumas, e às vezes, por medo, deixa-se de doar-se ao Senhor e não se vive a vocação para a qual fomos chamados. Porém, Deus continua saindo pelas ruas a busca de operários para a sua vinha. Alguns respondem ao chamado nas primeiras horas da manhã, ou seja, ainda na infância; outros, no meio da manhã, no período da adolescência; há ainda aqueles que respondem ao meio dia, na força da juventude; alguns se pronunciam no meio da tarde, ou seja, na fase adulta da vida; por fim, há os que respondem ao chamado do Senhor no declinar do dia, chegando à velhice. Essa interpretação da parábola do proprietário da vinha, feita por São Gregório Magno, nos mostra que Deus continua buscando os seus, ou seja, aqueles que ainda não responderam ao chamado. Em que fase da vida você está? O que está esperando para responder ao chamado de Deus através da pessoa de Jesus Cristo? Não se preocupe, o Espírito Santo o capacitará, pois é o trabalho na vinha do Senhor que nos santificará e nos preparará para vivermos no céu.


Amor Humano

Uma escuta

ATIVA

Assim, o nosso primeiro chamado é à vida em santidade, e a partir do momento em que nos aproximamos de Deus, vamos descobrindo que viver a santidade é fazer a Sua Vontade, já que em Levítico – no capítulo 11, versículo 44 – Deus nos chama a sermos Santos e, no Evangelho de João, Jesus nos pede: “Amai-vos como Eu vos Amei” (15,12). Para conseguirmos fazer a Vontade de Deus e vivermos bem a nossa vocação temos que ter uma vida de Oração. Participando da Eucaristia e Adoração cultivamos a nossa Espiritualidade e, somente desta maneira, conseguimos nos esvaziar de nós mesmos. Além de sermos chamados à vida, somos também chamados a uma vida sacerdotal, celibatária ou matrimonial. Mais uma vez, precisamos estar cultivando a nossa Espiritualidade para dis-

cernirmos qual é o nosso estado de vida. Como Deus é Perfeito, Ele nos dá a graça de vivermos a Sua Vontade em diversos lugares, como: paroquias, casas, grupo de oração, catequese, comunidades, etc. Para sabermos o que Deus quer de nós e o local em que estaremos, é necessário perguntar e insistir com Ele: “Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, a porta será aberta” (Mt 7,7). Então, podemos dizer que vocação é um dom gratuito de Deus e, por conta disso, precisamos entendê-la muito bem. É preciso, em primeiro lugar, ter ciência de que não somos nós que escolhemos a nossa vocação, mas sim Deus – “não fostes vós que me escolhestes, mas Eu vos escolhi” (cf. Jo 15,12-17) – e quando Deus nos escolhe, devemos ser obedientes como Maria: “faça-se em mim segundo a tua vontade” (Lc 1,38). Para que essa vontade aconteça, São Paulo nos lembra: “Não vos acomodeis a este mundo. Pelo contrário, deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito” (Rm

Rafael Rodrigues - Consagrado de Aliança

12,2). Só seremos transformados e restaurados se formos obedientes ao Senhor, pois “quem não é obediente é incapaz de AMAR e fazer a vontade de Deus” (GONÇALVES, 2014). Vocação não é uma carreira, não é algo que você faz; mas é aquilo que você é. E precisamos ser santos naquilo que Deus confiou a cada um de nós, seja como uma pessoa solteira ou casada; como um irmão ou irmã consagrada; como diácono, sacerdote ou bispo. Não importa a profissão que cada um de nós tenha, somos chamados a estar em comunhão com Deus e, assim, buscar a santidade.

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e acordo com os dicionários da língua portuguesa, Vocação é um termo derivado do verbo no latim “vocare” que significa “chamar”. É uma inclinação, uma tendência ou habilidade que leva o indivíduo a exercer uma determinada carreira ou profissão. Para nós, católicos batizados, vocação é um chamado de Deus.

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Semana na Comunidade

SEG

Adoração ao Santíssimo - 8h às 15h

Terço da Misericórdia - 15h

Toque da Misericórdia - 15h

Santo Terço - 18h

Santo Terço - 18h

QUI

Santa Missa - 19h30

TER

Terço da Misericórdia - 15h Santo Terço - 18h

QUA

Terço da Misericórdia - 15h

SEX

Santo Terço - 18h Santa Missa - 19h30

Terço da Misericórdia - 15h Santa Missa - 10h30

Santo Terço - 18h

DOM

Santa Missa - 19h30

Atendimentos Segunda-feira

Terça-feira

Quarta-feira

Atendimento psicológico

Atendimento de oração e acompanhamento espiritual

Confissão

das 8h às 12h 13h às 17h Agende o seu horário!

das 8h30 às 12h 13h30 às 17h Agende o seu horário!

A partir das 14h Atendimento por ordem de chegada.

Ligue 47 34330833 e informe-se.

Aniversariantes do Mês Agosto • 2016 • comunidaderestauracao.org

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SÓCIOS 01 Juliana Eccel Pedro V. Miranda 02 Rose M. M. Bissoni Terezinha Maiochi 03 Ivonete Ana Ferreira 06 Cleusa F. Eduardo da Costa 07 Ademir Fernandes 08 Luciana Vanessa Borinelli 09 Fernanda dos Santos Gerson Ivan Kwitschal Nilda B. Golinski Ferrari Pamela Daniela W. Vitali 10 Ana Maria Rodrigues Wandrezen Inês Malheiro Rosa 11 Gizili Vieira 12 Isoleide Arent Marta Garcia Rosa de Abreu 15 Aline Regina da Rosa Maria da Glória Benvenutti Maria da Silva (Glória) 16 Fabiano Salzano Campos 17 Nerci Siqueira Cordeiro

18 Luciano Braga 19 Fabrício Ricardo Peixoto Márcia R. da S. de Souza 20 José Torres da Conceição Rogério Martins Pereira 22 Eliane Dancker Marina de Quadros Scharleno Ailton Gadotti 23 Andreia Regina Pereira Vechter Daniele Lucia de Oliveira Leomar Heineck 24 João Amarildo Gorges Luciana Lenschow de Moura 25 Rosely T. Klisievicz 26 Ayres Rogério da Cruz Soares Naira T. Francisco 28 Belisa Ramos dos Santos Lourdes M. da Rosa Sílvia Helena B. Cordeiro 29 Alcides Schmidt Cristina Manganelli Fernandes 30 Elisangela Angeli Hess 31 Ivone Rosa Cercal

MEMBROS 02 Ivo Siduoski 10 Roberto Francisco Jennrich 11 Roseli Seronzini Oliveira 12 Marinês Moreno Francisco 20 Rafael Rodrigues 24 Giovana Branco 28 Maria Danielli Pietzuk Gregório

Parabéns!


Projeto Famílias Restauradas para Deus

Nossa Vocação é o

AMOR

P

adre Fernando diz que “quando compreendemos a eternidade do Amor somos capazes de entender a eternidade da Família” (2013).

toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a tua força!’ E (...) ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’! Não existe outro mandamento maior do que estes” (Mc 12,31-31).

É impossível falarmos de restauração e de devolver Famílias restauradas para Deus se não estiver bem claro em nosso coração que a maior de todas as Vocações, acima de qualquer obra ou atividade, é Amar.

Nossa Vocação é o Amor; nossa Vocação é Amar. Somente quando compreendemos esta dimensão de nosso chamado, que aliás, é o que Deus espera verdadeiramente de nós, passamos a perceber que a grande missão que temos que realizar é, realmente, Amar a Família que o Senhor nos deu de presente para que juntos possamos chegar à originalidade da Cria-

Jesus, quando questionado por um escriba sobre qual seria o primeiro de todos os mandamentos, respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com RECEITAS - JUNHO 2016

São esses atos de Amor que cada Sócio e Sócia da Comunidade Restauração realizam todos os meses, quando mantêm-se fiéis em sua contribuição e, conosco, tornam-se os instrumentos que servem incansavelmente para que Famílias sejam devolvidas para Deus. Por isso somos gratos à você, que aceita o convite do Senhor de Amar e cuidar das Famílias.

DESPESAS - JUNHO 2016 R$ 288,59

R$ 1.886,30

MANUTENÇÃO DA COMUNIDADE (energia elétrica, água, IPTU e taxa de lixo)

R$ 12.304,02

DESPESAS ADMINISTRATIVAS (materiais para escritório, formações, entre outras)

R$ 814,98

OFERTÓRIO/COLETAS

R$ 1.953,35

SERVIÇOS TERCEIRIZADOS (serviços gráficos, postagens, site, e-mails, softwares, transmissão web tv e web rádio, telefonia, internet)

R$ 7.492,83

DOAÇÕES DE MEMBROS

R$ 3.443,35

DESPESAS DIVERSAS (artigos religiosos)

R$ 1.630,69

DOAÇÕES NÃO IDENTIFICADAS

R$ 2.475,65

LOCAÇÃO DE IMÓVEIS (Missionários Comunidade de Vida)

SÓCIOS E BENFEITORES

LIVRARIA

R$ 943,70

EVENTOS

R$ 5.920,85

RECURSOS HUMANOS (salários, impostos e benefícios)

R$ 907,92 R$ 12.914,94 R$ 722,13

DEPESAS BANCÁRIAS (tarifas)

R$ 27.329,51

R$ 26.369,79 TOTAL POSITIVO

acesse

R$ 959,72

comunidaderestauracao.org acompanhe a programação da WebTV e da WebRádio Restauração

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SALDO POSITIVO - ABRIL 2016

ção, e como a Vocação requer de nós uma ação, são as atitudes de Amor que realizamos no dia-a-dia as principais responsáveis por isso.

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Palavra do Fundador

Paternidade

Sacerdotal A

Paternidade Sacerdotal é um grande mistério, e para entendê-la precisamos nos esvaziar de toda a nossa humanidade e nos permitir envolver pelo sobrenatural, pois é com o coração que reza e cultiva a intimidade com Jesus que este entendimento é concebido. Durante o seu Ministério Episcopal, D. Irineu conseguiu conceber e transparecer a Paternidade Sacerdotal nas ações de misericórdia e humildade, pois possuía a caracteristica de um Pai Espiritual: sabia corrigir e, ao mesmo tempo, era solidário com aqueles Sacerdotes em dificuldades. Sempre preocupado com o seu Clero, dizia: “Apenas desejo que o padre esteja bem!” Agindo desta maneira, ele reve-

Padre Fernando Gonçalves

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lava o quanto a Paternidade Sacerdotal estava presente em seu Sacerdócio.

a graça do Sacerdócio com o intuito, apenas, de curar e Restaurar o Seu povo.

Para Dom Irineu, a figura da Paternidade Sacerdotal não se resumia a um período determinado, mas ao ano inteiro, pois sabia reconhecer suas limitações, pedia perdão constantemente e, além disso, acolheu inúmeras ovelhas carentes e acreditou em muitas vocações desacreditadas.

Agindo dessa maneira o Povo de Deus perde muito, pois esquecer facilmente da importância da Paternidade Sacerdotal e olhar o Sacerdote apenas como um Pastor é o mesmo que reduzir a sua missão de levar o Amor a quem precisa. Posso afimar que tudo isso é esperar muito pouco de alguém que tem a Unção Sacramental necessária para trazer, no PÃO e no VINHO, Aquele que é o maior de todos os Sacerdotes - Cristo.

Por estes motivos é que escrevo este artigo em homenagem a D. Irineu. Porém, também quero dirigi-lo a todos os Sacerdotes, a fim de que possam descobrir na Paternidade Sacerdotal a graça de serem Pais Espirituais para o Povo de Deus, este mesmo Povo que acredita no Sacerdócio. No mês de agosto tem-se por hábito homenagear os Sacerdotes, o que também coincide com o dia dos pais. A palavra “Padre” significa: aquele que é PAI. No entanto, no restante do ano, praticamente tudo é esquecido: o Padre deixa de ser pai para ser, apenas, mais um Sacerdote – o Homem de Deus que tem a missão de levar este mesmo povo à conversão. É como se o Sacerdote não tivesse a responsabilidade de um pai, mas apenas de servir e contentar os corações feridos como um Homem que foi escolhido por Deus para exercer

Por isso é necessário e importante que o Povo de Deus veja o Sacerdote como Cristo vê a figura do Pai: “E aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e manifestar-me-ei a ele” Jo 14, 21. A relação de Jesus com o Pai surpreende qualquer pessoa que aceitou ser amada por Cristo, pois ela passa a perceber a relação PATERNAL que existe entre Eles e que se resume em uma intimidade de Amor sem medida e uma total Obediência a vontade de Deus. Além disso, é possível perceber uma comunhão que não tem divisão, com o Pai e o Filho se apresentando como uma Única Pessoa (cf. Jo 14, 10). O Povo de Deus que tem a


Especial

esse filho passar por certas dificuldades; e isto porque, quando o Amor é exercido, cria-se uma comunhão perfeita de pertença. Assim deve ser com o Sacerdote, que mesmo assumindo com fidelidade o voto de Castidade pode exercitar o Amor como um PAI, e isso também é uma atitude de pertença. Embora isso seja dificil de ser vivido devido a mentalidade da dita “modernidade”, é necessário que o medo de se expor não seja maior do que a vontade de fazer algo para salvar os Filhos de Deus. A Paternidade SACERDOTAL faz do Sacerdote um verdadeiro PAI que é capaz de expressar sentimentos Paternos para com os Filhos de Deus, com o respeito e a bondade tornando-se características marcantes no seu Ministério.

O Sacerdote também precisa vivenciar a dimensão da Paternidade TRINITÁRIA para responder ao Povo de Deus com Amor e Misericórdia. Para isso, precisa assumir a sua própria Paternidade, pois enquanto isso não acontecer será apenas mais um no meio do Povo de Deus, deixando de ser conduzido pelos Atributos da Trindade para ser um simples homem. O Sacerdote que tem vergonha de assumir a sua Paternidade Sacerdotal como um PAI que gera em seu coração o povo confiado a ele, não é capaz de transbordar o Amor que este mesmo povo espera ansionsamente, pois sentir-se Pai de um povo é estar perto para defendêlo de qualquer violência ou morte.

O Sacerdote que é PAI também é presença real de Cristo no meio do Seu povo; é presença da Palavra que fortalece para que os filhos de Deus, diante de suas fraquezas, possam encontrar refúgio e seguir adiante na certeza de que este PAI será a seta para a Eternidade. Portanto, assumir a Paternidade SACERDOTAL significa testemunhar a graça do Celibato não como uma imposição, mas como um ato de muito Amor e, neste caso, a fidelidade à sua Paternidade demonstrará a sua configuração com Cristo, por conta da sua obediência (cf. Fl 2,8).

Um Pai não tem vergonha de se expor para curar as tristezas de um filho, muito menos deixaria

Sendo um Homem do Amor e da Misericórdia; um Homem da Vida, da Paz e da Ter-

Mas de que forma um Sacerdote pode assumir a sua Paternidade Sacerdotal?

nura; um Homem da Alegria e das realizações; um Homem feliz e cheio do Espírito Santo; um Homem Eucaristizado, da Unção e da Palavra; um Homem que é Profeta e que se lança com Coragem; um Homem da Solidariedade, da Humildade e da Esperança; um Homem da Cura que Liberta os Filhos de Deus; um Homem Espiritual e que transfigura Jesus – o Eterno Sacerdote; por fim, um Homem que assume a Paternidade do PAI. Quero agradecer a D. Irineu por ter sido presença Paternal durante os nove anos em que esteve à frente da Diocese de Joinville; por ter mostrado a importância de sempre agirmos de misericórdia e simplicidade; pelas palavras de afeto e ternura e, principalmente porque sabia reconhecer suas fraquezas na certeza de poder amar ainda mais os fracos. Não é a minha intenção “endeusá-lo”, mas reconheço todo o seu esforço em ser um verdadeiro Pastor, Pai de todo o Clero e do Povo de Deus, lembrando que o importante não são as limitações que possuia, e sim o legado de amor deixado por ele. Também desejo parabenizar o todos os meus irmãos Sacerdotes, em especial os da Diocese de Joinville/SC. Sejamos Padres, mas nunca esqueçamos que a Paternidade Sacerdotal é parte da Vocação de cada um de nós, pois quando assumimos a figura do Pai somos mais livres para Amar segundo o maior de todos os Sacerdotes: Jesus Cristo.

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graça de perceber essa dimensão do Amor entre Jesus e o Pai, será também capaz de notar a presença do próprio Jesus em seu meio, pois é desta forma que o Amor é manifestado abundantemente pela ação do Espírito Santo. É assim que a pessoa do Sacerdote será valorizada, já que ele está em comunhão com o Cristo que, por sua vez, está em comunhão com o Pai. É o Espírito Santo quem faz acontecer este mistério PATERNAL do Pai e do Filho e, ao mesmo tempo, faz dos seus escolhidos Homens Paternos como o Pai para serem como o Cristo, com o intuito de realizarem, durante o seu ministério, a vontade não mais do Homem em si, mas d’Aquele que o confiou a uma Consagração para toda a vida.

Deus o(a) abençoe! 11


Palavra da Igreja

Igreja, Mãe de Vocações Amados irmãos e irmãs! Como gostaria que todos os batizados pudessem, no decurso do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, experimentar a alegria de pertencer à Igreja! E pudessem redescobrir que a vocação cristã, bem como as vocações particulares, nascem no meio do povo de Deus e são dons da misericórdia divina! A Igreja é a casa da misericórdia e também a «terra» onde a vocação germina, cresce e dá fruto.

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Por este motivo, dirijo-me a todos vós, (...). A ação misericordiosa do Senhor perdoa os nossos pecados e abre-nos a uma vida nova que se concretiza na chamada ao discipulado e à missão. Toda a vocação na Igreja tem a sua origem no olhar compassivo de Jesus. A conversão e a vocação são como que duas faces da mesma medalha, interdependentes continuamente em toda a vida do discípulo missionário. (...) A chamada de Deus acontece através da mediação comunitária. Deus chama-nos a fazer parte da Igreja e, depois de um certo amadurecimento nela, dá-nos uma vocação específica. O caminho vocacional é feito juntamente com os irmãos e as irmãs que o Senhor nos dá: é uma con-vocação. O dinamismo eclesial da vocação é um antídoto contra a indiferença e

o individualismo. Estabelece aquela comunhão onde a indiferença foi vencida pelo amor, porque exige que saiamos de nós mesmos, colocando a nossa existência ao serviço do desígnio de Deus e assumindo a situação histórica do seu povo santo. (...), desejo exortar todos os fiéis a assumirem as suas responsabilidades no cuidado e discernimento vocacionais. Quando os Apóstolos procuravam alguém para ocupar o lugar de Judas Iscariotes, São Pedro reuniu cento e vinte irmãos (cf. At 1, 15); e, para a escolha dos sete diáconos, foi convocado o grupo dos discípulos (cf. At 6, 2). São Paulo dá a Tito critérios específicos para a escolha dos presbíteros (cf. Tt 1, 5-9). Também hoje, a comunidade cristã não cessa de estar presente na germinação das vocações, na sua formação e na sua perseverança (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 107). A vocação nasce na Igreja. Desde o despertar de uma vocação, é necessário um justo «sentido» de Igreja. Ninguém é chamado exclusivamente para uma determinada região, nem para um grupo ou movimento eclesial, mas para a Igreja e para o mundo. «Um sinal claro da autenticidade de um caris-

ma é a sua eclesialidade, a sua capacidade de se integrar harmonicamente na vida do povo santo de Deus para o bem de todos» (Ibid., 130). Respondendo à chamada de Deus, o jovem vê alargar-se o próprio horizonte eclesial, pode considerar os múltiplos carismas e realizar assim um discernimento mais objetivo. Deste modo, a comunidade torna-se a casa e a família onde nasce a vocação. O candidato contempla, agradecido, esta mediação comunitária como elemento imprescindível para o seu futuro. Aprende a conhecer e a amar os irmãos e irmãs que percorrem caminhos diferentes do seu; e estes vínculos reforçam a comunhão em todos. A vocação cresce na Igreja. Durante o processo de formação, os candidatos às diversas vocações precisam de conhecer cada vez melhor a comunidade eclesial, superando a visão limitada que todos temos inicialmente. Com tal finalidade, é oportuno fazer alguma experiência apostólica juntamente com outros membros da comunidade, como, por exemplo, comunicar a mensagem cristã ao lado de um bom catequista; experimentar a evangelização nas periferias juntamente com uma comunidade religiosa; descobrir o tesouro da contemplação, partilhando a vida de clausura;


A vocação é sustentada pela Igreja. Depois do compromisso definitivo, o caminho vocacional na Igreja não termina, mas continua na disponibilidade para o serviço, na perseverança e na formação permanente. Quem consagrou a própria vida ao Senhor, está pronto a servir a Igreja onde esta tiver necessidade. A missão de Paulo e Barnabé é um exemplo desta disponibilidade eclesial. Enviados em missão pelo Espírito Santo e pela comunidade de Antioquia (cf. At 13, 1-4), regressaram depois à mesma comunidade e narraram aquilo que o Senhor fizera por meio deles (cf. At 14, 27). Os missionários são acompanhados e sustentados pela comunidade cristã, que permanece uma referência vital,

como a pátria visível onde encontram segurança aqueles que realizam a peregrinação para a vida eterna. Dentre os agentes pastorais, revestem-se de particular relevância os sacerdotes. Por meio do seu ministério, torna-se presente a palavra de Jesus que disse: «Eu sou a porta das ovelhas (...). Eu sou o bom pastor» (Jo 10, 7.11). O cuidado pastoral das vocações é uma parte fundamental do seu ministério. Os sacerdotes acompanham tanto aqueles que andam à procura da própria vocação, como os que já ofereceram a vida ao serviço de Deus e da comunidade. Todos os fiéis são chamados a consciencializar-se do dinamismo eclesial da vocação, para que as comunidades de fé possam tornar-se, a exemplo da Virgem Maria, seio materno que acolhe o dom do Espírito Santo (cf. Lc 1, 35-38). A maternidade da Igreja exprime-se através da oração perseverante pelas vocações e da ação educativa e de acompanhamento daqueles que sentem a chamada de Deus. Fá-lo também mediante uma cuidadosa seleção

Papa Francisco

dos candidatos ao ministério ordenado e à vida consagrada. Enfim, é mãe das vocações pelo contínuo apoio daqueles que consagraram a vida ao serviço dos outros. Peçamos ao Senhor que conceda, a todas as pessoas que estão a realizar um caminho vocacional, uma profunda adesão à Igreja; e que o Espírito Santo reforce, nos Pastores e em todos os fiéis, a comunhão, o discernimento e a paternidade ou maternidade espiritual. Mensagem do Papa Francisco para o 53º Dia Mundial de Oração pelas Vocações - 2016

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conhecer melhor a missão ad gentes em contato com os missionários; e, com os sacerdotes diocesanos, aprofundar a experiência da pastoral na paróquia e na diocese. Para aqueles que já estão em formação, a comunidade eclesial permanece sempre o espaço educativo fundamental, pelo qual se sente gratidão.

@ComRestau

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Dilatar o Coração

O

coração de Jesus era e é um coração grandioso, capaz de amar a todos e a cada um. Há um texto muito sugestivo de Chiara Lubich que fala da castidade como “dilatar o coração segundo a medida do coração de Jesus”. Fazendo assim, a pessoa empenha-se em amar cada irmão “como Jesus o ama”. A isto a autora chama de “casti-

Dom Irineu R. Scherer (in memoriam)

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dade de Deus”. Escolhendo o celibato por ter sentido o grande amor de Cristo por ele, o fiel cristão esforça-se por viver o amor à maneira e segundo a medida de Cristo. Para ele, o amor a Cristo e aos irmãos constituem um mesmo e único amor. E trata-se sempre de amar por Jesus, por uma graça que vem dEle. É um amor a todos, universal, mas vivido na doação um a um, isto é, àquele que encontro, que se cruza comigo, que passa pela minha vida. Está aqui a originalidade do amor na pessoa celibatária, que é diferente, portanto, do amor conjugal. Este passa sempre pelas expressões humanas da sexualidade e da ternura. A doação livre de si mesmo ao outro, fielmente, como Jesus ama, é que torna o amor puro e casto, tanto na pessoa casada como na celibatária. Na primeira, as expressões físicas do amor não o degradam; na segunda, não precisa de tolher o coração nem de reprimir o amor, pois encontrará sempre expressões belas para amar o seu próximo,

de forma concreta e sensível. No primeiro caso, o amor une sempre mais quem o vive e estreita os vínculos entre as pessoas. É vivido na doação e acolhimento mútuos. No celibatário, o amor não prende, mas liberta, é vivido na generosidade e no desapego, torna a pessoa dom para os outros sem esperar a compensação. Este amor há de ser também fecundo, gerar vida, não no sentido físico, mas na dimensão espiritual. Mediante o amor, o celibato gera a vida de Jesus nas almas que encontra, cria vínculos espirituais com as pessoas e pode mesmo exercer uma paternidade espiritual, fazendo com que tais pessoas se sintam regeneradas, recebendo uma nova vida: a de Deus. Deste modo, enriquece também a humanidade, contribui para o seu crescimento qualitativo, espiritual.

“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”. (Mt 5,8)


Palavra da Igreja

Há outro fenômeno na nossa sociedade que contribui para dificultar o reconhecimento do valor do celibato consagrado: o alastrar do número de pessoas que vivem solteiras, por motivos de independência pessoal ou de dedicação a uma causa que apaixona e absorve. O desinteresse pelo casamento pode também ser motivado pela falta de atração pelo outro sexo, por não se acreditar no casamento, por alguma imaturidade ou pelo medo de assumir compromissos definitivos. Nestas motivações, vem também a dificuldade crescente de estabelecer relações afetivas maduras e

estáveis, por parte de muitas pessoas. Podemos distinguir três formas de viver o celibato por parte dos fiéis cristãos: a) Alguns homens e mulheres estão celibatários porque ainda não descobriram a pessoa certa com quem se casar. Quando o fiel cristão descobre na sua situação de solteiro um apelo de Deus e o aceita de livre vontade, a sua vida celibatária pode tornar-se vocação assumida e valorizada. A pessoa pode, então, como diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC), passar a viver “a sua situação no espírito das bem-aventuranças, servindo a Deus e ao próximo de modo exemplar” (nº 1658). Esta forma de vida pode não ser definitiva e a pessoa ser chamada ao matrimônio em qualquer idade. b) Assumem de forma definitiva o celibato pelo reino dos Céus os que consagram totalmente a sua vida a Deus e, por isso, renunciam ao casamento. Neste caso, a motivação para o celibato é teológica e carismática, é uma graça

divina, que a pessoa acolheu e à qual correspondeu livremente com a entrega total de si mesma a Deus. c) Outra forma é o celibato sacerdotal. Este, em certo sentido, une as duas formas anteriores: por um lado, resulta da circunstância de a pessoa sentir a vocação para o ministério sagrado; por outro, corresponde a uma entrega de si mesma para o serviço do Reino de Deus. Diz o Catecismo: os ministros sagrados “chamados a consagrarem-se totalmente ao Senhor e às ‘suas coisas’, dão-se por inteiro a Deus e aos homens. O celibato é um sinal desta vida nova, para cujo serviço o ministro da Igreja é consagrado; aceito de coração alegre, anuncia de modo radioso o Reino de Deus” (nº. 1579; cf. 1599). Deixemos que Jesus Cristo dilate os nossos corações, aquecidos por seu amor, pelo seu cuidado, pela sua proteção e provisão, aprendamos verdadeiramente a depender de Deus e a buscar a Sua face, dia após dia.

O SACERDOTE

É O AMOR

DO CORAÇÃO Feliz Dia do Padre 04 de agosto

DE JESUS.

SÃO JOÃO MARIA VIANNEY

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O celibatário que assume a sua vocação livremente e a vive fielmente numa doação incondicional a Deus, no amor e no serviço generoso aos irmãos, experimenta realmente a felicidade e “vê” verdadeiramente Deus na sua vida. Deixou tudo pelo Senhor, e nada lhe falta. Renunciou a constituir uma família, e vive rodeado de irmãos e irmãs, de filhos e filhas, numa grande família espiritual reunida no amor de Cristo.

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Restauradinhos

Olá, que bom ver você por aqui, mais uma vez!

Neste mês vamos falar de Vocação.

MATRIMÔN

IO

VOCAÇÃO, você já pensou nisso? Quando você quer seguir uma profissão, são muitos os caminhos a seguir, não? Dá para escolher aquela que dá mais dinheiro ou a que ajuda a pessoa a realizar-se mais e melhor

SACERDÓCIO Mas quando falamos de VOCAÇÃO, a história é bem diferente. VOCAÇÃO é um chamado especial de Deus para cada pessoa.

A)

O( S O I G LI

RE

LEIGO( A

)

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Todos são chamados pelo Senhor para algo: você pode ser chamado a ser um Padre; a se casar; a seguir uma vida religiosa, como as Freiras e os Freis; ou a ser um leigo consagrado.

Vocação Sacerdotal São os Padres, pessoas consagradas a Deus pelo sacramento da Ordem. Com a unção que é recebida das mãos do Bispo, os padres recebem autoridade para consagrar a Hóstia e o Vinho, transformando-os no Corpo e Sangue de Cristo, e também podem dar a absolvição dos pecados. Apenas homens podem ser sacerdotes na Igreja Católica. A vocação sacerdotal é o chamado para santificar e orientar o Povo de Deus a viver a vontade divina neste mundo. Desenhos: Leonan Faro - amiguinhosdedeus.com

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Vocação Religiosa São pessoas que recebem o chamado de abandonar tudo para ficar com Cristo e ajudar na Sua missão. Eles atendem o chamado de Deus e fazem os votos de pobreza, castidade e obediência, passando a servir exclusivamente ao Senhor no cuidado da saúde das pessoas, na educação das crianças ou qualquer outra necessidade do Reino de Deus.

Vocação Matrimonial É o chamado para as pessoas que se casam, e é muito importante para a construção de uma Família estruturada, para que os filhos possam assumir as outras vocações. Na Igreja, o sacramento do Matrimônio é muito valioso porque dá testemunho do Amor de Deus, por isso o casal tem a obrigação de educar os filhos na fidelidade a Ele e ao Seu Amor de Pai.

Vocação Leiga

O Restauradinho do Mês é o Mateus, de 7 anos.

O Mateus é filho do Nirlei e da Marinês, casal Postulante da Comunidade Restauração, e é irmãozinho do Tiago e da Maria Fernanda.

Você também pode aparecer por aqui! Peça ao papai, ou a mamãe, para enviar a sua foto para o e-mail: revista@comunidaderestauracao.org

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Os leigos são a grande maioria dos cristãos, e são aqueles que se dedicam a construir o Reino de Deus por meio de atividades gratuitas. Eles participam da evangelização através da catequese, na liturgia, na visita aos idosos e doentes, etc., e são presença da Igreja atuando na edificação do Reino.

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Aconteceu... na Comunidade Restauração

Retiro para Consagrados

Em julho, aconteceu na Comunidade Restauração o retiro de preparação para a renovação da Consagração dos Filhos e Filhas da Obra. Foram importantes momentos de oração e estudo de nossos documentos, e tudo isso para aprofundarmos ainda mais no conhecimento do Carisma “Ser Restaurado para Restaurar”, em vista da Restauração das Famílias.

SE O SEU CORAÇÃO ESTÁ INQUIETO E ARDE DE UMA FORMA DIFERENTE TODA VEZ QUE PENSA NA RESTAURAÇÃO DE SUA FAMÍLIA, VENHA FAZER O CAMINHO VOCACIONAL DA COMUNIDADE RESTAURAÇÃO!

Seja um missionário(a).

Realize conosco a missão de devolver Famílias Restauradas para Deus. vocacional@comunidaderestauracao.org 18


Ser pai não é apenas gerar um filho, mas saber implantar no seu coração o Amor do Pai!

Padre Fernando Gonçalves

FELIZ DIA DOS PAIS


ENCONTRO DE SETEMBRO

Revista Comunidade Católica Restauração Agosto - 2016  

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