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12 OUTUBRO DE 2010 • REPÓRTER LOCAL

FESTA DAS BRUXAS EM AIRÃO S. JOÃO O Dia das Bruxas (Halloween) é uma festa que os portugueses adoptaram do modelo original norte-americano. Por cá, festeja-se no dia 31 de Outubro, a partir das 21h30, no bar das Piscinas de Airão S. João.

Idolatração Numa altura em que festeja 18 anos, eis que a SIC traz aos nossos ecrãs um programa que muitos celebram com alegria: Ídolos. Os aspirantes a cantores enchem-se de esperança por poder estar aí uma oportunidade de ouro para sobressair num difícil e monótono panorama musical português. Os amigos incentivam. As filas para os castings são imensas. Mas vale tudo por um sonho. A “caixinha mágica” é, também ela, um sonho. A TV é isso mesmo: uma ilusão. Os estúdios não são tão bonitos quanto aparentam. Os tectos estão cheios de fios e têm um ar assustador. Os cenários parecem instáveis e a maioria das pessoas que lá estão são figurantes pagos. Bocejam, espreguiçam-se, apanham a seca das vidas deles. Mas quando ligamos a TV, todos ambicionamos pertencer àquele mundo cheio de glamour. O Ídolos procura agradar seguindo uma fórmula básica: numa primeira fase, a exploração do indivíduo enquanto fonte de gargalhadas. As primeiras emissões são sobre os castings. E se os “cromos” fizeram parte de todas as edições, nesta foi um exagero total. Enquanto os “cromos” tinham imenso tempo de antena, as pessoas que realmente cantavam passavam de raspão. O programa parece ser, afinal, para “não-cantores”. O problema é que, depois das emissões dos castings, as audiências diminuem. E isso revela bastante sobre o público. Acabada a fase de selecções, temos a “fase do teatro”. “Cromos” afastados, pensamos que agora iríamos assistir a uma selecção justa e musicalmente consciente, feita por pessoas que percebem mais de música do que ou-

O Ídolos é um programa de entretenimento. Não é um “caça-talentos”. E enquanto tal, não restam dúvidas que cumpre a sua função. tras quaisquer. Porque é que depois passam pessoas a quem o júri, implacavelmente, comunica que tiveram uma prestação “miserável” e mandam para casa outras que tiveram prestações que eles consideraram “aceitáveis”, eu não entendo. Mas a sensação que o Ídolos me transmite é que é um programa para surpreender - e nem sempre pelos melhores motivos. Parece que aqui, cantar bem não é sinónimo de sucesso: ser mediático, isso sim, é importante. De quem a produtora gostar, para quem as câmaras estiverem mais voltadas, são esses que chegarão à última fase. Não importa, para alguns concorrentes, cantar ou não. E mesmo que cantem bem, em raras ocasiões o júri consegue ser unânime em relação a um concorrente. É a concretização do velho ditado popular: mais vale cair em graça do que ser engraçado. E é assim que milhares de bons cantores ficam pelo caminho. O Ídolos é um produto vendido ao grande público e que, por isso, procura dar-lhe aquilo que ele quer ver. Não é porque estão interessados em divulgar talentos. Os Cd’s e os espectáculos não vendem. Os “cromos” vendem. Mesmo os que chegam ao programa final, rapidamente são esquecidos. O Ídolos é um programa de entretenimento, não é um “caça-talentos”, e enquanto tal, não restam dúvidas que cumpre a sua função.

JOANE • LOJA SOCIAL

A primeira do concelho A primeira Loja Social do concelho de Famalicão foi inaugurada em Joane, no bloco A da Habitorre. Apoiar pessoas carenciadas com bens alimentares, roupa, brinquedos, calçado, e outros, é o objectivo da Loja Social, que também servirá como espaço de recepção de dádivas. A distribuição dos bens, segundo Sá Machado, será feita essencialmente porta-a-porta, junto das famílias sinalizadas pelos técnicos da comissão social Inter-Freguesias Joane, Mogege, Pousada de Saramagos e Vermoim. Nesta primeira fase, o projecto só foi possível graças ao

patrocínio de algumas empresas, como a Mabera de Mogege. Sá Machado, presidente da Junta de Joane e da Comissão Social InterFreguesias, salientou a importância da Loja e mostrou-se confiante quanto à adesão das populações “com mais vontade de ajudar”. O autarca lembrou as situações sociais preocupantes que se vivem na região, principalmente as que decorrem do desemprego. “Ainda conseguimos ter respostas para os desempregados mas os casais jovens desempregados são casos mais problemáticos”, afirmou.

Repórter Local  

Edição de Outubro do Jornal Repórter Local

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