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www.reporterlocal.com

Nº 139 • ANO XII • OUTUBRO 2010 • GRATUITO • MENSAL • PROPRIEDADE: TAMANHO DAS PALAVRAS, LDA

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EM FOCO | pág. 03 e 04

Vermil diz sim às Novas Oportunidades JOANE | pág. 07

Eleições na JSD já aquecem RONFE | última

Quando os alunos chegam drogados à escola CASTELÕES | pág. 13

Piso do recinto de jogos da ADECA custou 24 mil euros VERMOIM | pág. 04

Escola velha fez-se nova ENTREVISTA ANTÓNIO CASTRO | pág.17 e 18

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“Presidente da Junta de Ronfe não tem sido humilde com a Câmara de Guimarães”

DIRECTOR: JOAQUIM FORTE


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REPÓRTER LOCAL • OUTUBRO DE 2010 • 3

“Às quintas venho para aqui aprender, às terças vou tirar um curso de voluntaria na Cruz Vermelha e tenho outros dias da semana em que faço natação e curso de computadores”.

EM FOCO

Joaquina Barbosa, 65 anos, reformada.

Vermil não desperdiça

JOANE MEMÓRIA

Novas Oportunidades Sede da Junta de Freguesia funciona como “sala de aulas” para cerca de 30 alunos Luís Pereira

F

Cerca de 30 adultos tentam obter o novo ano de escolaridade, nas Novas Oportunidades, na sede da Junta de Freguesia de Vermil

cio à formação. A turma terá quatro áreas de aprendizagem: Linguagem e Comunicação, Cidadania e Empregabilidade, Matemática para a vida e Tecnologias de Informação e da Comunicaçã o. Cada uma terá uma carga horária de 22 horas. O tempo de conclusão do 9.º ano dependerá de cada aluno: no limite, um ano será o bastante para obter o diploma. Marisa Faria observa que o grupo de Vermil é a prova de que as “Novas Oportunidades” não são apenas para desempregados que recebem subsídio. “Há o preconceito de que só está aqui quem foi obrigado pelo Fundo de Desemprego. Este grupo prova que isso não é verdade: grande parte veio por iniciativa própria, tem emprego e dos que estão sem emprego, muitos não recebem o subsídio. Vêm porque querem”, refere. José Rodrigues, de 38 anos, confirma. “Estou cheio de trabalhar no sector do calçado, quero mudar e para isso é preciso aprender”, disse ao RL. (Cont. na pag. 4)

A E s co l a S e c u n d á r i a d e Jo a n e entrega no dia 5 de Novembro, pelas 19h00 horas, os diplomas aos adultos certificados no âmbito das Novas Oportunidades. No caso, são adultos abrangidos p e l o p ro c e s s o d e Va l i d a ç ã o e Certif icação de Competências de nível básico e secundário e dos Cursos de Educação e Formação de Adultos. A cerimónia , integrada no 27º aniversário da escola , contará com a presença de representantes da Agência Nacional p a ra a Q u a l i f i c a ç ã o , D i r e c ç ã o Regional de Educação do Norte e d a C â m a ra d e Fa m a l i c ã o , entre outros. “ Trata-se de um e vento de signif icativa importância para os adultos que viram na possibilidade de frequência de percurs o s e d u c a t i vo s - f o r m a t i vo s n o campo da educação e formação de adultos o abrir de novas oportunidades de formação e qualif icação”, refere a direcção do estabelecimento de ensino de Joane.

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ernando Araújo tem 39 anos e por falta de recursos financeiros dos pais, quando completou a antiga quarta classe, teve de abandonar a escola. Hoje tem a ambição de tirar um curso de electromecânica, mas antes, vai ter de fazer o 9.º ano de escolaridade. Fernando integra um dos dois grupos de quinze adultos que durante duas horas e meia, um dia por semana, fazem do salão nobre da sede da Junta de Freguesia de Vermil uma sala de aulas na expec tativa de concluirem o 9.º ano de escolaridade. A iniciativa surge no âmbito do programa “Novas Oportunidades” e resulta de um protocolo dos Cen tros Novas Oportunidades (CNO) do concelho de Guimarães com as redes sociais inter-freguesias e algumas autarquias locais. No caso de Vermil, a responsabili dade da formação é do CNO da As sociação de Municípios Vale do Ave

sendo Marisa Faria a profissional de RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) e elemento da equipa pedagógica. “O meu dia precisava de 48 horas!”, desabafa Susana Resende, empre sária de 34 anos que, apesar da vida atarefada, tem feito o esforço semanal de ir às aulas. O objectivo principal é comum a todos os adultos: tirar o 9.º ano de escolaridade. Durante estes pri meiros três meses, os formadores e a téc nica de RVCC encontram-se a desocultar as experiências de vida de cada um para depois darem ini-

CNO DA SECUNDÁRIA ENTREGA DIPLOMAS

Viatura 4-6-9 lugares e Viatura para pessoas com mobilidade reduzida

Serviço permanente: 917 514 596 | 252 991 646


4 OUTUBRO DE 2010 • REPÓRTER LOCAL

“Quando era mais novo não gostava nada de estudar. Agora quero aprender!”.

EM FOCO

Miguel Oliveira , 32 anos, mecânico

VERMIL • NOVAS OPORTUNIDADES

“Estou cá porque quero agarrar esta oportunidade” O elemento mais velho do grupo das Novas Oportunidades de Vermil tem 65 anos. A formação decorre às terças (de tarde) e às quintas (à noite). O RL falou com os alunos da noite Luís Pereira

J

oaquina Barbosa, o elemento mais velho da turma (tem 65 anos), reformada, é um exemplo de vitalidade. “Às quintas venho para aqui aprender, às terças vou tirar um curso de voluntariado na Cruz Vermelha e tenho outros dias da semana em que faço natação e curso de computadores”, desfia a sexagenária. Joaquina já tentou convencer umas quantas amigas a virem com ela, mas sem sucesso. Alheia às críticas das amigas, a reformada está segura do que quer. “As pessoas dizem-me que já não

tenho idade para matar a cabeça com isto. A verdade é que quem não vem para aqui é mais burro do que eu”, atira. Ao lado, o colega de turma Miguel Oliveira, 33 anos mais novo que Joaquina, é mecânico de profissão e vive em Ronfe. Confessa que no tempo de escola sempre foi desinteressado. “Não gostava nada de estudar!”, admite. Passados alguns anos, soube reconhecer a importância do conhecimento. “Agora quero aprender!”, assegura. S e g u n d o M a r i s a F a r i a , a o c o n t r ário das Novas Oportunidades que permite a conclusão do 12.º ano, a percentagem de desistência nos

formandos que frequentam a formação para a obtenção do ensino básico, não é grande. O grupo de Vermil não quer fugir a esse registo e todos estão seguros que levarão até ao fim a formação. Rosa Silva está convicta disso mesmo. Desempregada de uma confecção e a receber o subsídio de desemprego, Rosa assegura que está de livre vontade. “O fundo de desemprego não me obrigou, estou cá porque quero agarrar esta oportunidade”, diz. A formação decorre às terças com um grupo de tarde,e às quintas com um grupo à noite, com o qual o RL fez esta reportagem.

Novas Oportunidades também nas sedes de Junta de Airão S. João e Santa Maria A iniciativa que acontece em Vermil, repete-se na região em Airão Santa Maria e Airão S. João através do CNO da AMAVE com a mesma equipa pedagógica.Segundo Marisa Faria, apesar de muito próximas geograficamente, os grupos que existem em Vermil não são iguais aos das outras freguesias. “Em Airão S. João o grupo da tarde é composto só por desem pregados. São pessoas muito jovens qu e têm uma escolaridade inferior ao grupo de Vermil (4.º ano). Vêm também por vontade própria embora se note que são pessoas menos esclarecidas quanto a este processo, mais enquadradas num perfil de pessoas menos urbanas, ao contrário do que encontramos em Vermil”, refere.

OPINIÃO

CUSTÓDIO OLIVEIRA Consultor de Comunicação; Presidente da Associação Teatro Construção de Joane

VERMOIM

A VELHA ESCOLA DE AGRA MAIOR FEZ-SE NOVA O presidente da Câmara de Fa m a l i c ã o i n a u g u r o u , n o d i a 25, a ampliação e modernização da escola de Agra Maior em Vermoim, um investimento de 415 mil euros que engloba , além do edifício, cozinha , mobiliário e material didáctico. A ampliação permitiu dotar a escola de uma nova sala de aula , u m a b i b l i o t e c a e s co l a r, n ovo s espaços de recreio e um refei t ó r i o . Re co r d e - s e q u e p o u co s dias antes, os pais protestaram junto à escola contra a falta de professores. Armindo Costa af irmou-se “orgulhoso” pela obra e salientou o aproveitamento do edifício. “Esta escola é um exemplo em que o velho se fez novo”, referiu o autarca . Xavier Forte, presidente da Junta , considerou tratar-se de uma obra “moderna , fidalga e arejada”. Já Alfredo Lima, presidente do Agrupamento de E s co l a s B e r n a r d i n o M a c h a d o , salientou a cooperação e a junção de esforços. “Com estas obras, existem condições para que aqui se faça um trabalho diferente, de maior qualidade em que a educação saia valorizada”, afirmou Alfredo Lima . No total, entre investimentos d o G o v e r n o e d a C â m a ra , Fa malicão recebeu um investimento de 40 milhões de euros n o p a r q u e e s c o l a r, s e n d o 1 6 milhões pagos pela autarquia .

Tempos de Oportunidade Um milhão de adultos voltou à escola para adquirir conhecimentos. Para reaprender a aprender. Para reconhecer, sintetizar e aumentar as suas qualif icações. Vivemos tempos de crise. Crise de valores na organi zação e funcionamento da sociedade. Crise f inanceira e económica . Crise no emprego. Crise na organização política e democrática . Crise no mundo. C rise na Europa . Crise em Portugal. C rise que signif ica o f im da era industrial – a indústria como fonte massiva de emprego tem os dias contados – e o início de um novo ciclo, que uns dizem ser sociedade das tecnologias de informação e outros sociedade do conhecimento. As situações de crise têm em si mesmo dois elemen tos contraditórios: - o risco de retrocesso ou perigo de morte de um sistema ou de uma organização; - a oportunidade de renovação ou de reinvenção de novas formas de ser e de existir. As situações de crise podem, de facto, ter resultados antagónicos: a empresa atacada por uma crise tan-

to pode acabar por fechar, como aproveitar a crise para se renovar, encontrar novas formas organizativas e novos mercados; o doente que sofre uma qualquer crise, tanto pode morrer, como ser operado e recuperar forças e vida que já não tinha ; o país em crise tanto pode desfalecer e piorar a sua situação, como ganhar coragem, dar as mãos e recuperar para enfren tar os desaf ios do futuro. Uma das causas da crise estrutural do nosso país tem a ver com baixa qualif icação académica e prof issional dos portugueses. O s nossos índices no campo da educação são, há muitos anos, dos mais baixos da Europa . Neste contexto o Programa Novas Oportunidades, in dependentemente de não ser perfeito e conter fragi lidades, é globalmente muito positivo. Quando passar o tempo e forem esquecidas os pormenores da gover nação… o Governo actual irá ser justamente lembrado pelo papel desempenhado no retorno dos adultos à E scola .


REPÓRTER LOCAL • OUTUBRO DE 2010 • 5

REPÓRTER

TA ENTREVIS

Joaquim Forte

Da importância da imprensa local Os j o r n a i s m a i s p e q u e n o s s e r ve m para noticiar iniciativas dessas instituições mas não servem para receber os seus anúncios! As s i m a i m p r e n s a l o c a l d e f i n h a . Sobrevive a custo, ficando em risco o seu papel fundamental de proximidade das localidades mais afastadas dos centros de decisão. Ronfe foi notícia, há dias, por causa de um daqueles casos que nos devem deixar a todos preocupados. Não sendo caso inédito, a notícia de que cinco alunos, com idades entre os 13 e os 15 anos, c h e g a r a m à e s c o l a E B 2 ,3 “ d r o g a dos com haxixe” (como foi noticiado) deve deixar-nos alerta. Não só os pais e familiares dos alunos envolvidos mas todos nós. Por outro lado, seria muito mais animador que Ronfe fosse notícia nos jornais nacionais por outros motivos. Mas já sabemos: as “ t e r r i n h a s ” e s q u e c i d a s p o r a qu i n a “ p r o v í n c i a ” s ó s u r g e m n o a l i n h am e n t o n o t i c i o s o qu a n d o h á s a n gue ou para um certo jornalismo “exótico-nostálgico” muito rico em descrições de carros de bois e pastores guardadores de vacas e com poucos sonhos.

por tiago mendes (tiag0_mendez@hotmail.com)

cartoon rl

A importância d a i m p r e n s a l o c a l é grande dada a s u a p r o x i m i d ade das localidad e s e s q u e c i d a s p e l a imprensa regio n a l e n a c i o n a l . A nível instituc i o n a l e s t e d i s c u r s o é conhecido. E s u r g e m u i t o n a s a l turas em que a i m p r e n s a l o c a l a t é dá jeito para at i n g i r c e r t o s p r o p ó sitos. A imprensa atr a v e s s a u m m o m e n to de dificuldad e . D e r e s t o , d i r ã o os leitores, nã o é s ó a i m p r e n s a mas a generalid a d e d a p o p u l a ç ã o , tira ndo meia d ú z i a d e m i l i o n á r i o s que sorriem, co m o s e m p r e , à c r i s e . Os jornais loca i s a t r a v e s s a m u m período de séri a s d i f i c u l d a d e s . H á notícias de fec h o s , d e d i f i c u l d a des, de mudanç a s d e p r o p r i e d a d e que espelham e s s a r e a l i d a d e . A publicidade d i m i n u i e m t e m p o de crise - fazen d o - s e o u v i d o s m o u cos à tese dos e s p e c i a l i s t a s s e g u n do a qual é em t e m p o s d e c r i s e q u e se deve apostar n e l a . Certas instituiç õ e s c o n c e l h i a s , p a gas com impos t o s d e t o d o s , n ã o ajudam. Contin u a m a o p t a r p e l a publicidade no s m e i o s n a c i o n a i s ou nas revistas “ d a m o d a ” , c o m o se freguesias c o m o R o n f e , Ve r m i l Airão S. João, e o u t r a s , n ã o c o n tassem muito.

O as pelo RL, SUA SUGESTÃ deveriam ser entrevistad om DÊ-NOS A que porterlocal.c há pessoas Se acha que para geral@re sua sugestão envie-nos a

odrigues “Daniel R o humilde id não tem s ara” m â C com a

CASTRO ANTÓNIO

rães fala de

Ronfe

FE

RON de Guima ara. ELEIÇÕES EM com a Câm a rela ção ser huclar ame nte algu ém deve mos prej udic a ilha ção isam os de a de hum não Qua ndo prec ção que não se trat Rod rigu es) mild es - atenilda de. Ele (Da niel c o n t r á r i o n ã o cção tica ? Reda so e vida polí mas de hum s a h u m i l d a d e , c a rma do da ulaç ão pod es r nun ca mas está refo feito . A pop paçã o com tem tido deve dize O senh or ro que tem de cris Nun ca se Saí quan do fazi a o teat nde r essa post ura polí tica . Apo sent ado. deCASTRO Lord elo. ado da vida uant o era ANTÓNIO sent ado . Nas ceu em até não ente e esto u retir o devi a faze r, enq do ajuos? o casa Jog apo É Poss do. po de 67 ano s, a Câm ara. 20 ano s. evemos ente ndi que não ser emp urra sa do Cam da Junt a mentos d Ron fe há para ecinte rvir. O que pen p e n s a e m e q u i p a Vive em pres iden te Câm ara seja do e to ção. O proj não pret endo se filh os. Foi hor can dida ado r na sua man utenDes port ivo de Quando tem dois dar o PS mas a é o mel cust os da il (197 6), vere prim eiro com s Brag anç fute bol do pen sar nos Dom ingo de Crei xom Gui mar ães, Mas mar ães, o. o de cam po de o Gui ara? idat óni ara nov de Ant Câm po to do bom cand pela Câm a do PS à ois com Mun icip al actu al cam apo iado mas é um eira , dep adm ifica suje ito libe rtar o Dia. Ron fe foi É mui to cedo tra mui to cedo Foi tam bém cipa l Man uel Ferr ue perm ite stru a o Cen tro de e e de quan mos até 200 5. uni e bem , porq quem se Corr e o risco por ond e quia con . que o club a Paró Mag alhã es, emp resa inte r-m aste a acho r desg utur po, mas para que da não ter nada a . É com o um maio com o cam ssid ade de uma estr nist rad or à met a já ênci Con cord o port u do cheg ar e have r prud lher a tinh am nece Mas é típi co dos Vim águ a. mo pegu e. Dev iso ague ntar e esco o. a vila não mes lhe o se ensã em a a-se cheg a : é prec aqu ela dim Ron fe? exib ir. Pass am 50 met ros ntir que se e na mar aton da vila de s as con diçõ es comses, gost ámo s de ra para gara Brag ança não pod sede bast liaç ão faz gue que ira um melh or altu Dr. Para uma biliQue ava que tem toda r m á c i a , p o s t o ta que não à met a . O o cand idat o, invia as Jun tas. faze r bem , acho , fa prim eiro não há Jun é izar com m o que Sint o-m e viver bem pod em ser dize r que se con cret m qua drad os, mas dep ois não sabe se possa ção. uras que até à part ida de dia. .. Se rme ; para que a man uten ica be as cand idat la, cent ro , Ronfe f edif ício eno têm dinh eiro para zand o outr méd ico, esco c o l a r e a P i s c i n a Ron fe? ina ? de não a e r pisc . e s. s t a s Junt s E ores o a dele ento har de um melh freo Centro equ ipam rário vam de outr as stiu de gan á fe pre cisa que toca aso cont O PS desi como est Ron fe nem es (can dida zona Ron u e p e n s a r b e m , c serv ida no da vila ? aís está desi ste de cham ar à s gos ta Há q Gon çalv CUT. O p O PS não dad es, não O que mai Até cost umo Está ali tudo . o Antó nio écie de S poss ibili ve qual quer de vida . ral! uma esp acim a das gues ias. Com 2005 ) acho que hou prep arad o me dess em Qua lida de o noss o Tou som bra da porq ue tem gast o lógi ca. Se em de Saú de lar, não não este ve fe vivi a à r com essa to do PS RL , nedo Cen tro hor. Ron s cont inua Cen tro Esco corr eu mal, (pro mov ido pelo não hav ia para mel Pisc ina e i pod emo cois a que Méd ico, o e tos ate f to o t pon deb l Evo luiu entr a , Pos s os no se nar a o e do grande a esco lher e isso viue sele ccio tro Esco lar! cipa l fina ncia dor Casa do Pov t u r a a t r a c t i va . O r e c o m a r e d e agili dade Não soub tari a: Cen prin stru Não teve evit ar aza em Ron fe). fact or hesi do a Câm ara a nhuma e aler tar, Abel Sal eu o pé. dev eria a. Foi um io. a EB 2,3 ater. Perd Sen m rsár volt não deb o c a os, o sua adve d à a d ject volt a ao ue Josi m? na cria da des ses pro para dar a a fábr ica ios? mais difíc il, porq viár ia e urba . é var ? para para ento des ara mas ço nde , frelvim ess es a Câm haja espa Que defe zona a faze r isso ção. Cad a utur as de dese nvo elog iar pare ce que ser uma peq uena o que tent esta s estr tan to, a da com para que o vizi nho Não me nte. Tod as , dev e Ach ois vem a que stão Est á, por urba no a os. Pod ia or do pov o esse ncia lme ta faz o pap el dela dep supe rme rcad para dar um ar mais A Câm ar mai s e mai ta nem o A Câm ara, e. ou ia que r faze form a nem a Jun ão a. ara. A Jun indu stria l Parq ue Verd e deix ava de con cepç este ja limp a Câm ara de gues são da Câm outr a ia ser um prob lem a a part e r que a Vila do lado . De Ron fe, pod , da vaid ade. tos. É um fe.. . sia diz que asse gura niza r num laze r, até ava urba par a Ron não fica m sati sfei gost amo s da exib ição . zona de de Fre gue deix ta ado ra para olh Jun ando e ela A tem cer o pov o, dinh eiro de parc zona , deix ães não para exer o? o do noss -nos leva do mui to uma gran via Aliv iava a Gui mar o pod er é a do Pov idade de de jogo s. abri r uma e dize r que m necess perm itia s Isso tem dev e fica r na Cas a de rent abil izar ao cam po esCos tum o visív el, e ndo se te acusaçõe ou a ser ta form bir. Qua de valo r er. Essas a igre ja mais EB 2,3, com o cheg veita ndo a d o A Jun únic a e mel hor para exi ce o pod cent ral e à ais nada o se exer Sim , é a uto, apro este ja a ele imó vel ão são m de ligaç ão viad n que aqu a t a um n ar exibir nã u J pen com ente da toda s de apro veit e sent ime ntal . É tuda do, até quo tas. do entr e do presid er. Jun ta e acor nial pod da de a um de s imo a e u er q nte dife renç nte , patr . Dev e hav que exib içãos ent re pre side ovo para pon tua lme ica degr ada r-se a d a s à C a s a d o P çõe 18) as, rela pag cad As jud s lig (co nt. são mar Isso pre as parte poss ível . da Câm ara “es trid ênc ia”. pera ção seja ma ura recu por algu E essa post do pod er. Ron fe? e, é exib ição Com o diss

-presidente

O antigo vice

da Câmara

Municipal

NÃO TO DO PS “CANDIDA EPARADO” ESTEVE PR

PAG. 17,18 ANTÓNIO CASTRO O antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães, em entrevista ao RL , fala de Ronfe, a terra onde vive há 20 anos, tecendo ataques ao autarca local, Daniel Rodrigues.

protagonistas NOVAS OPORTUNIDADES As Novas Oportunidades continuam a mobilizar cidadãos que querem retomar os estudos interrompidos há muitos anos. Neste número, fomos a Vermil. ANTÓNIO CASTRO Foi vereador, vice-presidente da Câmara com o poderoso pelouro do Urbanismo; hoje, dizse “retirado da política” mas sempre atento ao que se passa na terra onde vive, Ronfe, e na sede do concelho. LOJA SOCIAL A primeira Loja Social do concelho de Famalicão foi inaugurada em Joane, na Habitorre. Trata-se de uma resposta aos problemas sociais, numa altura marcada pela crise, que envolvem autarquias e empresas.

UM BLOG

Repórter Local | Propriedade e Editor - Tamanho das Palavras, Lda, Rua das Balias, 65, 4805-476 Stª Mª de Airão | Telefone 252 099 279 E-mail geral@reporterlocal.com | Membros detentores com mais de 10 % capital Joaquim Forte, Luís Pereira | Director Joaquim Forte ( joaquimforte@reporterlocal.com) | Redacção Luís Pereira (luispereira@reporterlocal.com) | Paginação Filipa Maia | Colaboradores Ana Margarida Cardoso; Custódio Oliveira; Elisa Ribeiro; João Monteiro; Analisa Neto; Emília Monteiro; Luís Santos; Sérgio Cortinhas; Luciano Silva; Joana Cunha; Miguel Azevedo; António Oliveira | Impressão Gráfica Diário do Minho | Tiragem 4000 ex. Jornal de distribuição gratuita | Distribuição: Alberto Fernandes | Registo ICS 122048 | NIPC 508 419 514

DE 2010 • 17

ADECA CASTELÕES A Associação Desportiva de Castelões, única associação desportiva da freguesia, viu finalmente concretizada uma aspiração de longa data: um novo piso no seu recinto de jogos. Custou 24 mil euros. JSD JOANE As eleições não estão marcadas, mas já aquecem, com notícias de que a JSD não cumpre os estatutos no que toca à duração de mandatos e com a revelação de que um dos possíveis candidatos não consta dos cadernos da Jota. República dos Tesos O I Passeio de Gingas organizado pela República dos Tesos de Airão S. João juntou cerca de 100 pessoas.

rosamoliveira.blogspot.com O blog da atleta Rosa Oliveira, de Joane, dá conta das várias provas em que participa a atleta joanense. Além disso, já fez eco da Associação-Escola de Atletismo Rosa Oliveira com sede em Joane. “Um sonho que se tornou realidade para mim e para os meus colegas de direcção. Em breve darei mais notícias sobre o início das aulas para as crianças, no pavilhão das piscinas municipais de Joane”, escreve Rosa Oliveira. PUBLICIDADE

editorial

BRO LOCAL • OUTU


6 OUTUBRO DE 2010 • REPÓRTER LOCAL

Fórum

MEMÓRIAS DE CAFÉ

Coca-Cola com 7Up

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DÁ QUE PENSAR!

ANTÓNIO SOARES

HÁ PEQUENAS COISAS (à partida insignificantes) que nos ficarão para sempre na lembrança . Refiro-me, neste caso, a misturar Coca-Cola com 7Up. TODOS OS DIAS, no final do jantar, saímos. Rua abaixo até ao Café Central. PERGUNTAVA-ME se já tinha feito os deveres, principalmente os de matemática e, não raras vezes, perguntava-me a tabuada . Outras vezes perguntava-me as dinastias ou os rios. ENTRETANTO, chegávamos ao café, cumprimentava as mesmas pessoas que ele, que sempre diziam que eu já estava um homenzinho e perguntavam se já tinha “moça”. Eu teria os meus sete ou oito anitos. FICÁVAMOS AO BALCÃO. Eu pedia uma Coca-Cola e ele uma 7Up. Mal as bebidas eram postam no balcão, ele fazia questão de misturá-las para que a Coca-Cola não me tirasse o sono e fazia questão de que eu prometesse que não diria ao meu pai o que tínhamos bebido, que deveria dizer, caso o meu pai me perguntasse, que tomei um carioca de limão.

ENQUANTO EU SABOREAVA a bebida fresca , ele via as chaves do totobola e do totoloto, via-as com os amigos, jogavam em sociedade. Também falavam da passarada e dos cães de caça . AO SER NOVE E MEIA , pagava e vínhamos nós, rua acima , até casa , numa tentativa de chegarmos antes do meu pai, para que, quando ele chegasse, me visse de pijama vestido, pronto para ir para cama . IA PARA O MEU QUARTO mas acabava por me escapar para dormir com ele. Eu falava muito, aliás, ainda falo e, então, ele dizia-me que o primeiro a adormecer, no dia seguinte, teria uma CocaCola ou uma 7Up. E adormecíamos… E ASSIM FOI, até ao dia em que lhe foi diagnosticado um cancro que o levou, em cerca de um ano, há cerca de uma década… NÃO É QUE, hoje em dia , goste muito de Coca-Cola com 7Up, mas, de vez em quando, arrisco-me a tragar esse sabor, na ilusão de, quem sabe, abrir os olhos e estar ao balcão do Café Central ao lado do meu avô António.

Decotes e roupa interior à mostra dão direito a multa

Violaram-lhe o burro e o dono decidiu matar o violador

Em Castellammare di Stabia,em Itália, foi aprovada uma nova lei para multar mulheres que usem roupa decotada ou mini-saia e todos os que disserem palavrões na rua. A lei prevê multas até 500 euros. O novo regulamento define coimas entre os 25 e os 500 euros para quem andar de fato de banho pelas ruas, for apanhado a dizer palavrões em lugares públicos ou usar vestidos demasiado curtos. Não será também permitido usar camisas que mostrem o sutiã ou calças de cintura descida.

A Polícia Judiciária de Coimbra revelou que já foi detido o presumível homicida de ‘Jaime Ovelha’, o alegado violador de animais, morto à porta de casa em Proença-a-Velha a 19 de Setembro. O suposto homicida, de 70 anos, é o dono de um burro que alegadamente foi violado por Jaime Ovelha. Revoltado com a violação do seu burro, o dono decidiu fazer justiça pelas suas próprias mãos, agredindo até à morte o alegado violador do animal. Segundo a PJ, a vítima terá sido morta com “um instrumento corto-perfurante”.

Fonte: Expresso

Fonte: Correio da Manhã

o que se diz A FRASE DO MÊS “Não falo para moucos”

Frase atribuída a Carlos Rego, eleito PS na Assembleia de Freguesia de Joane, segundo relato da bancada do PSD “Em tempo de crise, Câmara (de Famalicão) investe em revista do Porto” Título de primeira página, jornal O Povo Famalicense “Alunos chegaram drogados à escola. Caso ocorreu em Ronfe, no passado dia 12” Título do jornal Comércio de Guimarães

“O desemprego desceu, em Famalicão, entre os meses de Agosto e Setembro. Segundo números do Boletim Estatístico do Emprego/Desemprego do Governo Civil de Braga o mês de Setembro regista menos 130 desempregados” www.opovofamalicense.com

Acabaram-se os jantares, como o de Natal, pagos pela Câmara de Guimarães. O apertar do cinto chega aos passeios para idosos, que poderão continuar a dar umas voltas mas terão de levar a merenda de casa”. Jornal de Notícias

“Cavaco dedicou 60% do discurso de recandidatura a afirmar a sua isenção, imparcialidade, seriedade, transparência e ética. É capaz de ser por saber que há grandes dúvidas para não dizer certezas - sobre essa matéria”. Fernanda Câncio, www.jugular.blogs.sapo.pt

“Que se venda o dr. Teixeira dos Santos, o pior ministro das Finanças da Europa, segundo o “Financial Times”. Nem que tenhamos que pagar uns milhões a quem nos fique com ele, em dois Orçamentos já os teremos recuperado.” Manuel António Pina, JN

“Estamos à espera de um salvador numa esquina qualquer que virá certamente da televisão (...) Os populistas governam mal. O que é um risco para a democracia» Pacheco Pereira, TSF


REPÓRTER LOCAL • OUTUBRO DE 2010 • 7

PASSA-SE

LOCALIDADES

CAFÉ SNACK-BAR EM VERMOIM A FUNCIONAR - TLF: 252 113 056

JOANE • polÍTICA

Eleições na JSD já aquecem Núcleo de Joane viola estatutos quanto à limitação de mandatos. Possível candidato não consta dos cadernos da JSD

A

s eleições para o núcleo da JSD de Joane ainda não têm data marcada mas já estão a provocar polémica. O actual presidente, Luís Fernandes, poderá ter concorrência por parte de Simão Sousa, um jovem militante que, contudo, não consta dos cadernos eleitorais da JSD, segundo Hélder Costa, presidente da Jota concelhia. Outro problema com que se depara Luís Fernandes é o facto de a JSD de Joane estar a violar os estatutos no que toca à duração de mandatos do núcleo. O artigo 15.º impõe apenas um ano, mas em Joane, a jota tem cumprido mandatos de dois anos. Confrontado com esta

JOANE

evidência, Luís Fernandes, mostrou-se surpreendido. “ E m Jo ane , s e mp re f o ram de dois anos”, confirmou. Já Hélder Costa, presidente da JSD famalicense (que marca as eleições para os núcleos) atribui este incumprimento à dificuldade na formação, mas defende Fernandes. “Parece haver interessados, sabe-se lá porquê, em fazer do Luís um bode expiatório. Ele foi “empurrado” pela anterior comissão política e teve que liderar praticamente sozinho o núcleo”, diz, adiantando que a concelhia apoiará o actual presidente. Quanto a Simão Sousa, Hélder Costa revela que o nome deste jovem joanense não consta da última listagem de militantes. As quezílias entre Simão Sousa e Luís Fernandes não

anos, líder da JSD Joane, diz que está “a meditar” sobre uma recandidatura ao cargo

Internado por desacatos

Por ordem do tribunal, foi internado no Hospital Psiquiátrico Magalhães Lemos o jovem de 25 anos que em Junho esteve envolvido no apedrejamento das instalações da GNR de Joane. O indivíduo voltou a provocar desacatos na madrugada de 18 de Outubro, desta vez na residência onde mora com a família. Segundo apurou o RL, os militares foram chamados ao local e encontraram o jovem a ameaçar o irmão e a mãe com uma faca. Na tentativa de o dissuadir, também os militares foram ameaçados. A GNR de Joane acabou por deter o homem, tendo o Tribunal ordenado o seu internamento no Hospital de S. João do Porto, onde, posteriormente, recebeu ordens de internamento na ala de psiquiatria do Hospital

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Luís Fernandes, 21

Magalhães Lemos. Trata-se de um indivíduo que foi detido pela GNR, em Junho, devido a desacatos num bar joanense. Na sequência da detenção, um irmão deslocouse ao quartel, acabando por arremessar pedras contra as instalações da GNR, partindo dois vidros (foto), e amolgando a porta.

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são de agora e agudizaram-se aquando das últimas eleições para a concelhia. Na altura, Sousa apoiou Rui Santos, que perdeu para Hélder Costa por escassos votos. O agora presidente da concelhia contou com o apoio de Luís Fernandes, o que terá valido ao joanense o cargo de vice-presidente. Numa campanha “quente”, as divergências entre os dois militantes subiram de tom. Um dos episódios foi a recusa da facção de Simão Sousa em entregar a Luís Fernandes a password de acesso ao blogue da JSD Joane, alegadamente, por recear que este quisesse usar o blogue para apoiar a lista de que fazia parte. Após as eleições concelhias e a posse da actual comissão política do PSD Joane,

realizou-se uma reunião para aproximar os dois militantes com vista a formar uma lista conjunta. Foi sol de pouca dura. Luís Fernandes é presidente da JSD desde Maio de 2008. Ao RL, assegurou que não é certa a recandidatura (“estou a meditar”), embora em Julho (quando não se falava de outra lista) não escondesse tal desejo. Simão Sousa, 19 anos, remeteu comentários para mais tarde, mas na sua página do Facebook já confessou estar “super feliz com nova perspectiva de trabalho” na JSD de Joane. A incerteza tem pesado no agendamento das eleições, previstas para o Verão, sendo o mais provável que se realizem depois do congresso nacional, em Dezembro, ou já em 2011.

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8 OUTUBRO DE 2010 • REPÓRTER LOCAL

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LOCALIDADES

BREVE VERMIL • POLÍTICA

JSD QUER IDEIAS DOS JOVENS

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A JSD de Vermil quer ouvir e discutir as ideias que os jovens entre os 18 e os 28 anos têm para a sua terra . Para tal, organiza no próximo dia 20 de Novembro, das 14h00 às 18h00, na sede da Junta local, uma iniciativa política para “estimular a juventude de Vermil a discutir a politica jovem na freguesia”, segundo Marçal Mendes, elemento da JSD local. Do debate com os jovens, a organização deseja que resultem propostas que possam ser incluídas no plano e orçamento da Junta . Apesar de ser organizada por uma estrutura partidária , Marçal Mendes quer envolver todos os jovens da freguesia .

AIRÃO S. JOÃO

Passeio de Gingas A “República dos Tesos” de Airão S. João realizou, a 17 de Outubro, o I Passeio de “Gingas”. O “Gingatesos” reuniu cerca de 100 participantes e contou com duas alternativas de percurso, ambas em território da freguesia. “Proporcionou a todos uma manhã desportiva com paisagens fantásticas e alguns trilhos atrevidos”, refere a organização. “O balanço é bastante positivo, os objectivos estipulados foram ultrapassados”, assegura a organização que pretende repetir o evento.


REPÓRTER LOCAL • OUTUBRO DE 2010 • 9

Outubro

Estrelas do Vitória foram à biblioteca Targino, Flávio Meireles, Neno... O que há de para a necessidade de investirem nos estudos. comum entre estes nomes? Estão todos ligados O s j o g a d o r e s d e i x a r a m t a m b é m t e s t e m u ao Vitória Sport Clube de Guimarães. Com n h o s s o b r e o s l i v ro s q u e m a r c a ra m a s u a exce p ç ã o d e Ne n o - q u e j á fo i g u a r d a - r e d e s v i d a e r e f o r ç a r a m a i d e i a d e q u e a l e i t u r a d o V i t ó r i a e d o B e n f i c a - , o s r e s t a n t e s e s t ã o é e s s e n c i a l a o d e s e n vo l v i m e n t o d a c a p a c i ainda no activo e são “estrelas” d a d e co m u n i c a t i va . Po r f i m , da equipa principal vitoriana . n ã o r e s i s t i ra m a r e s p o n d e r a Os “vitorianos” dei- q u e s t õ e s r e l a c i o n a d a s co m o To d o s e l e s e s t i ve ra m , n o d i a 2 5 d e O u t u b ro , e m Jo a n e , n a seu desempenho no Vitória. xaram testemunho B i b l i o t e c a E s co l a r “A C a s a d e Fa l a ra m d o s j o g a d o r e s q u e sobre a importância a d m i r a m , c o m d e s t a q u e e m Camilo”, que se revelou peda educação escolar Cristiano Ronaldo, salientanquena para acolher os ilustres convidados e as dezenas de e dos livros e distri- do que, apesar de não ter conalunos e professores. cluído o seu percurso escolar, buiram autógrafos Os “ vitorianos” deixaram o seu o c ra q u e d o Re a l d e M a d r i d , testemunho sobre a importânhoje, colmata essas lacunas cia da educação escolar e, em com aulas particulares, ao particular, dos livros e da leitura , no percurso nível das línguas estrangeiras. de vida de qualquer jovem. A fechar a passagem pela escola de Joane, A s e s s ã o fo i a n i m a d a . O s co n v i d a d o s p a r t i - o s t r ê s co nv i d a d o s d o V i t ó r i a p r e s e n t ea ra m l h a ra m a s s u a s ex p e r i ê n c i a s p e s s o a i s e p ro - os presentes com uma sessão de autógrafos, f issionais, sensibilizando os jovens presentes sinal revelador do seu mediatismo.

O PANDA VAI À ESCOLA O espectáculo “Panda vai à Escola”, no Multiusos de Guimarães, dia 7 de Novembro, com sessões às 11 e 15 horas. O musical conta a história do primeiro dia de aulas do Panda, em que vai aprender os números, as letras, as cores, de uma forma pedagógica e lúdica.

RL

Siga-nos no Facebook Em menos de um mês, o RL tem mais de 1200 seguidores O Facebook é um website de relacionamento social lançado em 4 de Fevereiro de 2004. Tal como outros meios de comunicação social, o RL também aderiu a esta rede. Em menos de um mês já temos mais de 1200 seguidores e amigos. Através do Facebook, o RL publica notícias da edição em papel e outras actualizadas ao momento, mas lança também o debate sobre certos temas. Por exemplo, a entrevista de Adão Fernandes, publicada na edição de Setembro, na qual acusa a Cãmara de não dar a atenção devida a Joane, suscitou vários comentários de seguidores do RL. “Independentemente da cor política, Joane merece mais, muito mais. Armindo Costa (presidente da Câmara de Famalicão) não deveria esquecer-se do número de votos eu teve em Joane”, escreveu Custódio Silva. Tema muito comentado continua a ser o projecto de construção ou renovação do estádio do GD Joane, a que demos destaque em Setembro. José Fernandes escreveu no Facebook que o Campo de Barreiros precisa de melhorias, mas que “na actual conjuntura não faz qualquer sentido” fazer um novo estádio, e que há outras prioridades para “investir num espaço que não seja só para as pessoas associadas ao futebol”. Victor Jorge Oliveira, outro seguidor do RL no Facebook, diz que conhece o actual estádio e defende que “será mais lógico uma remodelação” porque “é mais barato e, para a actual realidade do clube, será a decisão mais acertada”. Por último, e sobre o mesmo assunto, Liliana Machado defende outros investimentos que permitam “o desenvolvimento da região, o que definitivamente não passa pelo novo estádio”, enquanto que Patrícia Mesquita defende investimentos “na cultura, nas estradas locais e na expansão do Parque da Ribeira”.


10 OUTUBRO DE 2010 • REPÓRTER LOCAL

FESTIVAL TEATRO ATC O grupo “Comédias do Minho”, com o espectáculo “Tempo Perdido”, abre no dia 5 de Novembro (21h30) o XXVI Festival de Teatro Construção de Joane. O festival prossegue a 11 Novembro (15h30) com a peça “História do sábio fechado na sua biblioteca”, do grupo “Pé de Vento”.

PEDITÓRIO CONTRA O CANCRO A Liga Portuguesa Contra o Cancro vai realizar o Peditório Nacional nos dias 30 e 31 de Outubro e 1 e 2 de Novembro de 2010, através da organização local dos Grupos de Voluntariado Comunitário.

barroso e jardel, estrelas por um dia Na quarta edição da “Chega de Bois” organizada pela Associação de Agricultores de Ronfe, “Barroso” e “Jardel” protagonizaram a chega que mais fez vibrar a plateia. Luís Pereira

Barroso e Jardel foram as estrelas de uma tarde de convívio regada com bom vinho da região e acompanhada por petiscos. Cerca de mil pessoas participaram na tarde de sábado, dia 16, junto à Casa do Povo de Ronfe, na quarta edição da “Chega de Bois” organizada pela Associação de Agricultores da vila. A “chega” consiste na colocação de dois animais frente-a-frente numa espécie de arena onde “lutam” perante o olhar do público. Barroso e Jardel foram dois dos cinco bovinos “anfitriões” da festa e protagonizaram a chega que mais fez vibrar a plateia. Pela primeira vez, a organização juntou

gado caprino ao espectáculo. Desta forma, três carneiros ajudaram à festa e batalharam na arena da Casa do Povo. No fim das “chegas”, a organização quis brindar o público com uma surpresa que acabou por revelar-se fracassada. Tudo porque o touro bravo, amarrado por uma extensa corda esperando por corajosos participantes para o desafiarem, acabou por se lesionar, tendo sido retirado da arena. Ao atractivo principal juntou-se um trio de cantares ao desafio que animou a tarde, substituído ao final do dia pelo grupo “Tradições do Minho” que assegurou a continuação da animação musical, desta


REPÓRTER LOCAL • OUTUBRO DE 2010 • 11

MAGUSTO DO GRUPO DANÇAS E CANTARES DE JOANE O Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Joane promove no dia seis de Novembro a festa de S. Martinho, junto à Via Inter-Municipal. O programa inclui animação, cantadores ao desafio, bons petiscos, bola de carne, bola com sardinha, feijoada, rojões, castanhas assadas e o bom vinho novo. Quem não participar no convívio mas quiser provar da ementa, pode encomendar “para fora”.

vez com a recreação de uma desfolhada que se estendeu noite dentro. Domingos Sousa, presidente da Associação de Agricultores de Ronfe, mostrou-se surpreendido com o êxito. “Não podia ter corrido melhor. De edição para edição temos juntado cada vez mais público nesta brincadeira que fazemos, o que nos dá ânimo para continuar”, confessou. O dirigente revelou que a iniciativa visa assegurar a continuidade de tradições da terra que, pouco a pouco, tendem a perder-se. A Associação de Agricultores de Ronfe existe formalmente A Associação de desde 20o6, embora durante 19 anos tenha funcionado Agricultores de Ronfe, como comissão. Conta com mostrou-se surpreen150 associados, entre agridida com o êxito deste cultores e amigos. Além da “chega” anual, a associação ano e já está a prepapromove uma feira franca rar novas iniciativas em Julho, integrada nas festas da vila, que recebeu para Março de 20111 recentemente o prémio de melhor concurso pecuário da região, atribuído pelo HipódromoCentro de Treinos de Stand Carmo. A corrida de cavalos que outrora realizavam terminou face à falta de espaço, mas o dirigente assegura que estão previstas outras iniciativas. “Para Março temos prevista uma garraiada. A ideia é colocar um touro bravo numa arena devidamente vedada e onde o pú blico pode desafiar o animal”, referiu.

HAJA SAÚDE ELISA RIBEIRO médicA

GRIPE E VACINAÇÃO Um ano após se ter falado tanto de gripe, em especial da gripe A , já nos encontramos novamente na época da vacinação! Antes de mais, é importante perceber que, tal como a constipação, é uma doença respiratória , contraída por gotículas inaladas que resultam do contacto próximo ou directo de pessoas, sendo causada por um vírus (que diferem na gripe e na constipação). Geralmente, a gripe é mais severa e os sintomas são mais duradouros e intensos do que na constipação, de onde se destacam a febre, dores no corpo e tosse (sendo que na constipação é muito frequente haver congestão nasal e dor de cabeça). Para evitar o contágio, devem ter-se alguns cuidados, tais como lavar frequentemente as mãos e evitar o contacto próximo com pessoas doentes. Todos os anos a vacina é produzida tendo em conta os vírus mais frequentes no ano anterior. A vacina está indicada em todos as pessoas com 65 ou mais anos, em doentes crónicos (por exemplo com asma , diabetes ou bronqui-

te crónica) ou em imunodeprimidos (com as defesas diminuídas) com mais de 6 meses de idade; está também indicada nas grávidas com mais de 12 semanas de gestação, nas pessoas internadas por longos períodos em instituições, assim como em todos os profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados (lares de idosos, designadamente). A vacina da gripe apenas confere protecção em relação à gripe, mas não em relação à constipação (resfriado comum). Caso sinta que está com gripe, há algumas medidas que pode tomar em casa . Para a dor de cabeça ou febre, pode tomar paracetamol; deve beber líquidos em abundância , pois aliviam o desconforto da garganta e também a tosse; deve resguardar-se e descansar. Para fluidificar as secreções pode experimentar inalar vapor de água e para aliviar o congestionamento nasal pode usar gotas de soro fisiológico. Para não agravar as queixas, não fume (uma excelente oportunidade para deixar de fumar). Se não melhorar, procure o seu médico


12 OUTUBRO DE 2010 • REPÓRTER LOCAL

FESTA DAS BRUXAS EM AIRÃO S. JOÃO O Dia das Bruxas (Halloween) é uma festa que os portugueses adoptaram do modelo original norte-americano. Por cá, festeja-se no dia 31 de Outubro, a partir das 21h30, no bar das Piscinas de Airão S. João.

Idolatração Numa altura em que festeja 18 anos, eis que a SIC traz aos nossos ecrãs um programa que muitos celebram com alegria: Ídolos. Os aspirantes a cantores enchem-se de esperança por poder estar aí uma oportunidade de ouro para sobressair num difícil e monótono panorama musical português. Os amigos incentivam. As filas para os castings são imensas. Mas vale tudo por um sonho. A “caixinha mágica” é, também ela, um sonho. A TV é isso mesmo: uma ilusão. Os estúdios não são tão bonitos quanto aparentam. Os tectos estão cheios de fios e têm um ar assustador. Os cenários parecem instáveis e a maioria das pessoas que lá estão são figurantes pagos. Bocejam, espreguiçam-se, apanham a seca das vidas deles. Mas quando ligamos a TV, todos ambicionamos pertencer àquele mundo cheio de glamour. O Ídolos procura agradar seguindo uma fórmula básica: numa primeira fase, a exploração do indivíduo enquanto fonte de gargalhadas. As primeiras emissões são sobre os castings. E se os “cromos” fizeram parte de todas as edições, nesta foi um exagero total. Enquanto os “cromos” tinham imenso tempo de antena, as pessoas que realmente cantavam passavam de raspão. O programa parece ser, afinal, para “não-cantores”. O problema é que, depois das emissões dos castings, as audiências diminuem. E isso revela bastante sobre o público. Acabada a fase de selecções, temos a “fase do teatro”. “Cromos” afastados, pensamos que agora iríamos assistir a uma selecção justa e musicalmente consciente, feita por pessoas que percebem mais de música do que ou-

O Ídolos é um programa de entretenimento. Não é um “caça-talentos”. E enquanto tal, não restam dúvidas que cumpre a sua função. tras quaisquer. Porque é que depois passam pessoas a quem o júri, implacavelmente, comunica que tiveram uma prestação “miserável” e mandam para casa outras que tiveram prestações que eles consideraram “aceitáveis”, eu não entendo. Mas a sensação que o Ídolos me transmite é que é um programa para surpreender - e nem sempre pelos melhores motivos. Parece que aqui, cantar bem não é sinónimo de sucesso: ser mediático, isso sim, é importante. De quem a produtora gostar, para quem as câmaras estiverem mais voltadas, são esses que chegarão à última fase. Não importa, para alguns concorrentes, cantar ou não. E mesmo que cantem bem, em raras ocasiões o júri consegue ser unânime em relação a um concorrente. É a concretização do velho ditado popular: mais vale cair em graça do que ser engraçado. E é assim que milhares de bons cantores ficam pelo caminho. O Ídolos é um produto vendido ao grande público e que, por isso, procura dar-lhe aquilo que ele quer ver. Não é porque estão interessados em divulgar talentos. Os Cd’s e os espectáculos não vendem. Os “cromos” vendem. Mesmo os que chegam ao programa final, rapidamente são esquecidos. O Ídolos é um programa de entretenimento, não é um “caça-talentos”, e enquanto tal, não restam dúvidas que cumpre a sua função.

JOANE • LOJA SOCIAL

A primeira do concelho A primeira Loja Social do concelho de Famalicão foi inaugurada em Joane, no bloco A da Habitorre. Apoiar pessoas carenciadas com bens alimentares, roupa, brinquedos, calçado, e outros, é o objectivo da Loja Social, que também servirá como espaço de recepção de dádivas. A distribuição dos bens, segundo Sá Machado, será feita essencialmente porta-a-porta, junto das famílias sinalizadas pelos técnicos da comissão social Inter-Freguesias Joane, Mogege, Pousada de Saramagos e Vermoim. Nesta primeira fase, o projecto só foi possível graças ao

patrocínio de algumas empresas, como a Mabera de Mogege. Sá Machado, presidente da Junta de Joane e da Comissão Social InterFreguesias, salientou a importância da Loja e mostrou-se confiante quanto à adesão das populações “com mais vontade de ajudar”. O autarca lembrou as situações sociais preocupantes que se vivem na região, principalmente as que decorrem do desemprego. “Ainda conseguimos ter respostas para os desempregados mas os casais jovens desempregados são casos mais problemáticos”, afirmou.


REPÓRTER LOCAL • OUTUBRO DE 2010 • 13

castelões • equipamento

Piso Ade(ca)quado Novo piso do recinto da ADECA custou 24 mil euros, pagos pela Câmara e instituições locais Luís Pereira

A Associação Desportiva de Castelões ( ADECA ) inaugurou, no pas sado dia 23 de Outubro, o novo piso do ringue desportivo da institu ição. Trata-se de um investi mento de 24 mil euros, suportado em metade pela Câmara M unicipal de Famalicão. O f inanciamento do piso contou ainda com o apoio de algumas instituições da freguesia , como o C entro Social da paróquia . Pau lo Cunha , vice-presidente da Câmara de Famalicão, presente na cerimónia , salientou o esforço da instituição em procurar parceiros para o projecto. “A conjugação de esforços é deci siva para que as obras sejam realidade. A Câmara te ve vontade de apoiar mas só mediante as suas

Francisco Sá, presidente da Junta de Castelões, salientou o papel da ADECA na promoção do desporto e ocupação dos jovens da freguesia possibilidades. C abe às instituições conseguir mais parceiros para ver concretizadas as suas ideias”, referiu Paulo C unha , reconhecen do ainda que o piso anterior ofe recia “condições indesejadas”. Na hora da inauguração, a direc ção da ADECA traçou novas am bições, que passam agora pelo reforço da iluminação do polidesportivo. “C om este piso deixamos

de ter um espaço que colocava em causa a integridade física dos nossos jovens. No horizonte, te mos novos projectos, como o re forço da iluminação, que para nós é prioritário”, referiu A lice Vieira , da direcção. F rancisco Sá, presidente da Junta de C astelões, salientou o papel da A DECA , única associação desportiva da freguesia , na promoção do desporto e na ocupação dos jovens de C astelões. “É gratif icante ver que os sonhos das nossas associações vão sendo realizados. A A DECA é uma asso ciação que prova que, com amor, dedicação e trabalho, é possível atingir resultados. É com iniciati vas destas que podemos dizer que Castelões é uma terra onde dá ale gria viver ”, disse o autarca local.

VERMOIM • TT

tt de sucesso A segunda edição do passeio todo o terreno da Associação Cultural de Vermoim foi um sucesso. A ACV tem, há um ano, uma secção dedicada a este desporto motorizado, que promove várias actividades e tem registado “um incremento significativo”, segundo Carlos Azevedo, dirigente da ACV.

JOANE • ATC

BASKET Os iniciados e cadetes masculinos da ATC venceram no BC Barcelos por 67-21 e 44-26, respectivamente. Nos restantes escalões, a ATC sofreu duas derrotas em sete jogos. As iniciadas perderam em Vila Real frente à ADCE Diogo Cão (60-24) e os juniores em casa com o BC Barcelos (54-66). As juniores venceram os dois jogos: na Póvoa de Lanhoso frente ao Maria da Fonte (45-49), e em casa com o BCC Basto (65-28). Finalmente, as cadetes venceram o CTM Vila Pouca de Aguiar por (53-28).

MOGEGE • FUTSAL

TRIUNFO ADERM A Associação Desportiva de Mogege venceu o Torneio Qua drangular do Carril-E-gosport . A f inal disputou-se no dia 17 de Outubro e a ADER M venceu (3-0) a equipa do Carril. No torneio participaram ainda as equipas do CNE- Mogege (3.º lugar) e o Grupo Desportivo da Carreira (4.º lugar). O torneio te ve como objectivo a preparação para o campeona to concelhio que te ve início a 23 de Outubro.


14 OUTUBRO DE 2010 • REPÓRTER LOCAL

OPINIÃO Os artigos de Opinião são da responsabilidade dos seus autores opinião

Participação cívica Miguel Azevedo

Membro da Comissão Política do Núcleo de Joane do PSD

A participação das pessoas nas actividades das associações parece vir a diminuír ao longo do tempo. Basta ver as assistências dos jogos do GD Joane, a participação nos vários festivais de folclore e festas religiosas da freguesia ou o número de atletas do último Famalicão/ Vermoim-Joane. Há, contudo, excepções que provam que é possível inverter esta tendência. Exemplo muito positivo foi a manifestação de vitalidade demonstrada na II Feira Rural de Joane. Já aqui escrevi que as assembleias de freguesia têm deficit de participação. Elenquei algumas razõ es e atribuí responsabilidade

ao presidente da Assembleia de Freguesia e ao PS de Joane. Não retiro uma vírgula. Pode fazer-se mais e muito há a fazer, mas não chega. É necessário que as pessoas tenham vontade e estejam dispostas a participar. Recentemente estive envolvido na organização e participei num colóquio-debate promovido por um partido onde se discutia o seu p ap e l nas au t arqu i as l o c ai s . D i scussão interessante e participada mas também uma demonstração de relativamente baixa adesão popu lar. É certo que era organizado por um partido, e os partidos, como sabemos, são cada vez menos bem vistos pelos cidadãos. Embora custe a perceber porquê, essa discussão fica para mais tarde. Para já concentremo-nos na constatação de que existe baixa participação cívica. Gostava de ver esta tendência invertida. Gostava de ver uma maior participação dos cidadãos nas discussões em torno dos assuntos de interesse da freguesia. Só assim conseguiremos promover um desenvolvimento

“Desafio a Junta de Joane a reservar 5% do orçamento à participação dos Joanenes”

verdadeiramente sustentado. Vários instrumentos podem ser valorizados como forma de aumentar e melhorar a participação cívica de todos nós. Isto depende do poder político mas também das populações. O esforço é conjunto e os benefícios serão comuns. Um mecanismo relativamente recente de participação cívica é a implementação dos orçamentos p a rt i c i p a t i vo s . E s t e s o rç a m e n t o s permitem que qualquer pessoa apresente projectos que considere serem úteis e benéficos, sendo realizada de seguida uma votação para encontrar o projecto “vence -

dor” e, portanto, a ser executado. No fundo é um concurso de ideias que, além de proporcionar um meio inovador de participação popular e de aumentar o “poder” da sociedade civil, constitui um forte auxílio à classe política. Ou seja, os cidadãos, além de identificarem os problemas, são convidados também a propôr soluções. É uma forma de os políticos alterarem a maneira como se relacionam com as pessoas, e é, simultâneamente, uma forma de levar as pessoas a participar. Gostava, por isso, de desafiar a Junta de Freguesia de Joane a inovar e, já para o próximo orçamento de 2011, reservar 5% do orçamento à participação dos Joanenes. Estou confiante que daí sairão ideias muito interessantes e que isso contribuirá para o desenvolvimento e coesão social, para aproximação e reforço das relações entre poder político e a sociedade civil. A freguesia de Joane é de todos e com o trabalho de todos beneficiaremos todos. Porque não experimentar?

Orçamento de Estado ou orçamento do Estádio (GDJ)? Luís Santos

Membro da Junta de Freguesia de Joane | PS

Ao que parece o Orçamento do Estado (OE) vai chumbar na Assembleia da República. Aprovem ou chumbem o que me apetece dizer é que acabem com esta discussão. Estou tão farto, mas tão farto dos t e l e j o r n a i s , d o s d e b a t e s t e l e v i s ivos, dos comentadores políticos, da política, dos políticos…. Sabem a sensação de quando enjoamos de uma determinada comida que após isso só o cheiro já nos incomoda? É exactamente o que sinto sobre esta interminável novela do OE. Se já estávamos deprimidos agora estamos em depressão profunda. Entramos em coma. Mas numa análise mais calma e ponderada temo que a não aprovação do OE e, em particular, a

não implementação de medidas eficazes de combate à situação crónica do défice orçamental, poderá originar um agravamento do risco do país impondo-lhe um maior custo no acesso ao crédito, resultando isso mesmo num aumento das taxas de juro e, eventualmente, acentuar a queda das bolsas, a deterioração da economia… Enfim, um verdadeiro cataclismo. Esperemos que não. Mudando de assunto, gostaria de partilhar convosco algumas ideias que tenho sobre o futuro do Grupo Desportivo de Joane GDJ), clube de que fui dirigente vários anos e do qual sou sócio. Lemos frequen temente, nos jornais, que muitos clubes à nossa volta têm convertido os seus recintos desportivos em pisos sintéticos. Ainda a semana passada li na imprensa local que o Brito irá inaugurar o novo piso no pr óximo mês de Dezembro. Vários amigos meus me têm falado maravilhas do campo do Ruivães. É inevitável que o GDJ faça esta adaptação. Entre ter um mau relvado natural e um sintético de qualidade, a decisão é fácil

“O Grupo Desportivo de Joane terá que ser gradualmente menos competição e mais formação”

de tomar. Mas as vantagens não acabam aqui. Os diversos escalões de formação que o GDJ tem, assim como as escolinhas, podiam de uma forma articulada e organizada usar este recinto para os seus jogos e treinos. O actual parque desportivo tem condições mais que suficientes para receber um novo piso sintético, não havendo necessidade de se deslocar para terrenos nas imediações. Talvez um dia isso venha a acontecer, mas pareceme que num curto-médio prazo qualquer projecto de deslocação do

parque desportivo, e consequente construção de um novo recinto, não terá acolhimento nem verbas necessárias para a sua construção. Mas podemos transformar e melhorar o que temos. O GDJ terá que ser gradualmente menos competição e mais formação. E digo-o mesmo em relação à sua equipa principal. Poderia ser formada por atletas vindos ou não da formação, com disponibilidade para treinar depois das aulas ou do trabalho. O escalão ou divisão em que participaria não seria o mais importante. O importante era criar no clube uma identidade própria e um bairrismo que outrora existiu. Era bom que os atletas fossem da terra, ou pelo menos das terras que nos são próximas. A tarefa do GDJ e dos outros clubes à nossa volta é formar atletas não para serem “craques” da bola mas para serem pessoas a quem o desporto ensinou princípios, regras, solidariedade e camaradagem. Depois deste tempo todo em “sen tido”, e mesmo sem a autorização devida, vou passar à forma “a descansar”, se me é permitido.


16 OUTUBRO DE 2010 • REPÓRTER LOCAL

por D. VIRINHA

O PSD PÕE A JUNTA DE JOANE EM SENTIDO O PSD de Joane mostra que tem muita queda para o humor. Certamente inspirado por Ricardo Araújo Pereira, Francisco Fernandes, membro da Comissão Política do PSD de Joane, escreveu, a propósito da sessão de 20 de Outubro, que “a bancada parlamentar da coligação PSD/CDSPP esteve em foco, pois colocou questões pertinentes e objectivas que puseram o executivo da Junta de Freguesia em “sentido”. Já estamos todos a imaginar o presidente da Junta e companhia de pé, perfilados em sentido prontos para a revista às tropas!

Ó DEUSES! O vice-presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha , parece unir as mãos numa prece, quiçá numa invocação aos deuses para que o guiem no grande desafio que vai ter pela frente, lá para 2013, se se confirmar o que se diz à boca cheia: que será o candidato da coligação PSD-PP à Câmara famalicense. Mas é apenas “ilusão de óptica”: o vice aplaude a inauguração do novo piso do recinto de jogos da ADECA de Castelões. RETIRO ESPIRITUAL A foto ao lado foi retirada do site da Junta de Freguesia de Joane. Ela confirma que, talvez para afastar as sombras que por aí pairam, o vicepresidente da Junta de Joane procura retiro em catedrais. E para não haver surpresas em 2013, também Lino Ribeiro se juntou às preces a N.ª Sr.ª de Fátima .

CARTAS ABERTAS

Comendador APARECIDO

EXMO. Sr. PRESIDENTE DE STª MARIA DE AIRÃO Prezado e ilustre autarca. Felicito-o, antes de mais e sem delongas, por aquela pequena maravilha de bucolismo que é a praia fluvial, retiro espiritual para bater umas manilhas e desossar umas costeletas grelhadas ao som cristalino da água límpida que corre entre margens. Espero que o excelso doutor use do mesmo denodo para resolver aquele imbróglio da capela de Santa Luzia (que alumie sempre os nossos caminhos!), que mais parece uma rotunda! E olhe que o assunto não se restringe ao rincão materno de Santa Maria de Airão, pois já me chegaram de Joane ecos precisos do desconforto que causa a presença da capelinha ali no coração da via, dando a impressão, amiúde, de que as portadas se abrirão para receber os bólides que circulam a toda a brida! Humildemente, caro autarca, ouso sugerir-lhe uma “santa

aliança” com a Junta de Joane, onde, creia-me, existe gente de bem que partilha dos mesmos propósitos e que estará na disposição de atacar este problema de frente. Que Santa Luzia continue a apontar-lhe o caminho, livre de engulhos, e possa eu, que já vergo ao peso da idade, assistir em vida à dignificação da capela, deixando de ser rotunda. Aceite os melhores cumprimentos deste que se assina, Comendador Aparecido


REPÓRTER LOCAL • OUTUBRO DE 2010 • 17

ENTREVISTA

DÊ-NOS A SUA SUGESTÃO Se acha que há pessoas que deveriam ser entrevistadas pelo RL, envie-nos a sua sugestão para geral@reporterlocal.com

ANTÓNIO CASTRO

“Daniel Rodrigues não tem sido humilde com a Câmara” O antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães fala de Ronfe Redacção

ANTÓNIO CASTRO 67 anos, aposentado. Nasceu em Lordelo. Vive em Ronfe há 20 anos. É casado e tem dois filhos. Foi presidente da Junta de Creixomil (1976), vereador na Câmara Municipal de Guimarães, primeiro com Manuel Ferreira , depois com António Magalhães, até 2005. Foi também administrador da empresa inter-municipal Vimágua. Que avaliação faz da vila de Ronfe? Sinto-me bem, acho que tem todas as condições para que se possa viver bem, farmácia, posto médico, escola, centro de dia... Se se concretizar o Centro Escolar e a Piscina, Ronfe fica bem servida no que toca equipamentos. O que mais gosta da vila? Qualidade de vida. Até costumo chamar à zona do Centro de Saúde o nosso Toural! Está ali tudo. Evoluiu para melhor. Ronfe vivia à sombra da Casa do Povo e do Posto Médico, não havia nenhuma estrutura atractiva. O grande salto foi dado com a EB 2,3 Abel Salazar e com a rede viária e urbana criada à sua volta. Foi um factor de desenvolvimento. Está, portanto, a elogiar a Câmara? A Câmara, essencialmente. Todas estas estruturas são da Câmara. A Junta faz o papel dela, deve assegurar que a Vila esteja limpa. A Junta de Freguesia diz que a Câmara de Guimarães não tem olhado para Ronfe... Costumo dizer que o poder é para exercer e não para exibir. Quando se tem necessidade de o exibir não se exerce o poder. Essas acusações do presidente da Junta não são mais nada do que exibição de poder. As relações entre presidentes da Junta e da Câmara são marcadas, pontualmente, por alguma “estridência”. Isso prejudica Ronfe? Como disse, é exibição do poder. E essa postura

prejudica claramente a relação com a Câmara. Quando precisamos de alguém devemos ser humildes - atenção que não se trata de humilhação mas de humildade. Ele (Daniel Rodrigues) não tem tido essa humildade, caso contrário não fazia o teatro que tem feito. A população pode até não entender essa postura de crispação com a Câmara. O que pensa do Campo de Jogos? Quando se pensa em equipamentos devemos pensar nos custos da sua manutenção. O projecto do novo campo de futebol do Desportivo de Ronfe foi apoiado pela Câmara de Guimarães, e bem, porque permite libertar o actual campo para que a Paróquia construa o Centro de Dia. Concordo com o campo, mas acho que o clube e a vila não tinham necessidade de uma estrutura com aquela dimensão. Mas é típico dos portugueses, gostámos de exibir. Passa-se o mesmo com as Juntas. Para uma sede bastam 50 metros quadrados, mas não há Junta que não queira um edifício enorme; depois não sabem o que fazer deles e não têm dinheiro para a manutenção. Ronfe precisa de uma piscina? Há que pensar bem, caso contrário vamos ter uma espécie de SCUT. O país está como está porque tem gasto acima das possibilidades, não podemos continuar com essa lógica. Se me dessem a escolher, entre Piscina e Centro Escolar, não hesitaria: Centro Escolar! Sendo a Câmara a principal financiadora desses projectos, não deveria alertar, evitar esses desvarios? Acho que tenta fazer isso, mas é difícil, porque depois vem a questão da comparação. Cada freguesia quer fazer mais e maior do que o vizinho do lado. De outra forma nem a Junta nem o povo ficam satisfeitos. É um problema de concepção do nosso povo, gostamos da exibição, da vaidade. Isso tem-nos levado muito dinheiro. A Junta deve ficar na Casa do Povo? Sim, é a única e melhor forma de rentabilizar e de aproveitar aquele imóvel central e de valor patrimonial e sentimental. É pena que esteja a degradar-se. Deve haver um acordo entre todas as partes ligadas à Casa do Povo para que a recuperação seja possível. (cont. pag 18)

ELEIÇÕES EM RONFE

“candidato do ps não esteve preparado” O senhor está reformado da vida política? Aposentado. Nunca se deve dizer nunca mas estou retirado da vida política . Saí quando entendi que o devia fazer, enquanto era desejado e para não ser empurrado. Posso ajudar o PS mas não pretendo intervir. Domingos Bragança é o melhor candidato do PS à Câmara? É muito cedo mas é um bom candidato. Mas quem se mostra muito cedo fica sujeito a um maior desgaste. Corre o risco de quando chegar à meta já não ter nada por onde se lhe pegue. Deve haver prudência . É como na maratona: é preciso aguentar e escolher a melhor altura para garantir que se chega em primeiro à meta . O Dr. Bragança não pode à partida dizer que é o candidato, inviabilizando outras candidaturas que até podem ser melhores. O PS desistiu de ganhar a Junta de Ronfe? O PS não desiste de Ronfe nem de outras freguesias. Com o António Gonçalves (candidato do PS em 2005) acho que houve qualquer coisa que correu mal, não esteve preparado e isso viu-se no debate (promovido pelo RL , em Ronfe). Não soube seleccionar os pontos a debater. Perdeu o pé. Não teve agilidade para dar a volta ao adversário. Que defende para a fábrica Josim? Não me parece que haja espaço para mais supermercados. Podia ser uma pequena zona industrial ou para dar um ar mais urbano a Ronfe, podia ser um Parque Verde. A Câmara deixava urbanizar numa parte e deixava uma grande parcela para zona de lazer, até ao campo de jogos. Aliviava a zona, deixando a igreja mais visível, e permitia abrir uma via de ligação à EB 2,3, como chegou a ser estudado, até com um viaduto, aproveitando a diferença de quotas.


18 OUTUBRO DE 2010 • REPÓRTER LOCAL

ENTREVISTA O que propõe? Eu fazia uma propriedade horizontal: uma parte ficava para a Junta, outra para a Casa do Povo. Cada uma ficava com a sua parte, resolvia-se o impasse, já que temos um conceito de posse muito grande. Como encara a polémica na Casa do Povo? É uma mistura de rivalidade entre pessoas e política. Se for considerado o interesse colectivo, haverá acordo. Se fosse ao Daniel e a outros, tentava um acordo com a Câmara, esquecendo a política e sem querer de saber quem é o autor do projecto. Alguém tem razão? Todos e ninguém. Cada parte quer vincar o poder e quem sai preju dicado é a Casa do Povo e a vila. A Câmara tentou resolver os problemas. Começou por retirar o barraco dos Dadores de Sangue, e depois disso o caminho estava livre, mas instalou-se a disputa. Acha que faz sentido falar do

concelho de Joane, integrando a vila de Ronfe? Em termos administrativos seria uma asneira. Não cabe na cabeça de ninguém criar mais concelhos! Não faria sentido termos duas câmaras num território pequeno! O que as Câmaras devem fazer (no caso a de Guimarães) é descentralizar serviços. É muito positivo existir um posto de correios nas freguesias, onde se possa pagar contas... É contra a Regionalização? Sou a favor, completamente. De viam ser retiradas as competências às CCDR´s e atribuí-las às Câmaras Municipais e de seguida acabar com os governos civis, que não servem para nada, hoje nem para emitir passaportes servem! A descentralização deve começar pelo Governo e depois ser seguida pelas Câmaras, sem que isso signifique criar mais lugares. As pessoas afectas às Câmaras transitariam para os serviços descentralizados.

OPINIÃO

DEMOCRACIA E PARTIDOS sÉRGIO cORTINHAS Os partidos políticos são o principal pilar das democracias contemporâneas. Sendo o principal suporte do funcionamento do sistema democrático é nos partidos políticos que os cidadãos depositam a esperança de uma sociedade, de um país cada vez melhor: cada vez mais livre, cada vez mais justo, cada vez mais solidário, cada vez mais próspero. Mas sabemos que este crédito que em momentos marcantes da nossa história foi concedido aos partidos políticos vai-se esfumando. Os cidadãos, já não acreditam globalmente no sistema político português porque consideram que os partidos, por vezes, e contrariamente àquilo que seria desejável, não são estruturas organizadas para defender fundamentalmente os seus interesses e o interesse colectivo mas os interesses de quem os controla ou gravita à volta dessa estrutura controleira . As taxas de adesão e participação militante baixíssimas, as cada vez mais elevadas taxas de abstenção nas diversas eleições (a que concorrem fundamentalmente partidos políticos), a fraquíssima participação dos cidadãos em Assembleias de Freguesia ou Municipais ou outras actividades políticas, os sucessivos fracassos económicos e sociais dos protagonistas políticos de sempre, a expressão do desencanto face aos políticos e ao sistema político são sinais claros do descrédito

e da falta de confiança dos cidadãos no sistema político em geral e nos partidos em particular. Nos partidos a militância activa, participativa, dá cada vez mais lugar à militância passiva (aquela que apenas aparece em dia de eleições partidárias). Por outro lado, os partidos são cada vez mais estruturas fechadas sobre si mesmas e sobre grupos restritos de militantes/dirigentes que mantêm as portas fechadas à renovação, ao confronto de ideias e projectos e à inovação. Mas o principal motivo do divórcio entre os cidadãos e os partidos políticos são os próprios cidadãos que continuam impávidos e serenos à espera que o próprio sistema se auto-regenere. Puro engano! O sistema político (partidário) português é um sistema fechado e estático com tendência para autoperpetuar a sua estrutura, os seus objectivos, normas e valores. Como tal, a mudança só pode ser exógena – de fora para dentro. Só os cidadãos anónimos que estão cansados deste sistema que tem levado o país à ruína podem ser agentes de mudança . De que forma? Participando na militância partidária e influenciando as decisões e as escolhas dos próprios líderes partidários – quebrando muros e libertando amarras. É apenas uma questão de vontade e, verdade seja dita, muita coragem. Mas é um dos principais caminhos para mudar Portugal.

TULIPA NEGRA


Nº 138 • ANO XI • SETEMBRO 2010 GRATUITO • MENSAL PROPRIEDADE: TAMANHO DAS PALAVRAS, LDA 252 099 279 geral@reporterlocal.com www.reporterlocal.com www.facebook.com/jornalreporterlocal/

ronfE • polémica

Alunos chegaram à escola sob efeito de drogas Os cinco rapazes foram transportados ao Hospital. Escola abriu inquérito interno

C

inco rapazes apareceram na escola Abel foi comunicado à GNR e que a está a decorrer um Salazar de Ronfe sob o efeito de drogas. inquérito interno para averiguar o que se passou Segundo várias informações, os alunos, de facto com os alunos. com idades entre os 13 e os 15 anos, tinham Já o presidente da Junta de Brito, José Dias - frefumado haxixe logo pela manhã. Quando apareceram guesia de residência do alegado “distribuidor de droga” - mostrou-se alarmana escola, referiu fonte contactada do com o caso que, em sua pelo RL, “pareciam que estavam opinião, revela o avanço do atordoados, não paravam de rir e Segundo as informafenómeno do tráfico de droga tinham os olhos vermelhos”. ções que circulam, terá na localidade. O caso passou-se no dia 12 de “Já pedi à GNR de Guimarães Outubro. Quando se apercebe- sido um dos alunos a que intensificasse as rondas ram do que se estava a passar, distribuir a droga pelos por esta zona, porque há inos responsáveis da escola ordecolegas. O que adensa dicações de um aumento de naram o transporte dos alunos tráfico de droga”, disse o ao Hospital Senhora da Oliveira mais ainda a preocupaautarca em declarações aos de Guimarães. ção em torno do caso. jornalistas. Segundo as informações que O caso de Ronfe vem mostrar, circulam, terá sido um dos cinco por outro lado, que é cada vez alunos a distribuir a droga pelos mais cedo - na adolescência restantes colegas. O que adensa que os alunos têm “experiências” com substâncias mais ainda a preocupação em torno deste caso. O presidente do Conselho Executivo da Escola toxicodependentes, depois da “estreia” com os A b e l S a l a z a r , S i l v é r i o A f o n s o , d i s s e q u e o c a s o “inofensivos” cigarros.

OPINIÃO RL Pag. 14 Luís Santos (PS) escreve sobre o Orçamento de Estado e o Orçamento do GD Joane. Miguel Azevedo (PSD) defende mais Participação Cívica.

Famílias carenciadas recebem cabazes Programa da ATC de Joane com apoio da Segurança Social abrange várias freguesias Mais de 130 famílias da região vão ser apoiadas com cabazes alimentares. Trata-se de uma parceria da Segurança Social e da Associação Teatro Construção, que envolve, igualmente, autarquias e empresas. A parceria visa distribuir bens de primeira necessidade às famílias carenciadas no âmbito do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar aos Carenciados. Com este projecto são ap o i ad as 133 f amí l ias , nu m t o t al d e 384 indivíduos das freguesias de Joane, Mogege, Castelões, Pousada de Saramagos, Vermoim, Oliveira São Mateus, Oliveira Santa Maria, Riba d´Ave e Pedome A operacionalização da iniciativa conta com o apoio das juntas de freguesia e de empresas da comunidade, única forma de garantir a distribuição da elevada quantidade de arroz, leite, queijos, massas e outros bens.


Repórter Local