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JOANE

MÁRIO MACEDO

O homem da câmara de filmar Nº 154 • ANO XIII • JANEIRO 2012 DIRECTOR: JOAQUIM FORTE

p. 10,11

CASTELÕES ANA AZEVEDO CONSIDERADA UMA DAS CINCO MELHORES JOGADORAS DE FUTSAL DO MUNDO

JOANE | p. 04

Miguel Azevedo candidato a líder do PSD VERMIL | p. 074

Tribunal dá razão a eleito do PP AIRÃO STª Mª | p. 034

Confraria quer comprar uma ambulância

p. 12

RONFE

Daniel Rodrigues abandona Junta mas não deixa a política PUBLICIDADE

p. 08

ENTREVISTA | p. 144 JOAQUIM PEREIRA

“Juntar Oleiros a cinco freguesias vai ser o caos a todos os níveis”


REPÓRTER LOCAL • JANEIRO DE 20112 • 3

EM FOCO 1

FAMALICÃO | quinzena gastronómica Até 15 de Fevereiro, decorre a Quinzena Gastronómica de Famalicão, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal em diversos restaurantes do concelho. Arroz de Cabidela, Bacalhau com Broa , Cabrito Assado no Forno e Rojões com Papas de Sarrabulho são as iguarias que estão a concurso.

JOANE | caso

“Ouvi um estrondo e vi um clarão enorme”

comentário À espera de uma tragédia para tirarem o poste

Explosão no poste de alta tensão em S. Bento provocou estragos e pânico Luís Pereira

S

eis viaturas danificadas e um susto enorme para os moradores das ruas da Ribeira e de S. Bento foi o resultado de uma explosão que ocorreu, no dia 15 de Janeiro, um domingo, no poste de alta tensão situado junto ao edifício Fontes, perto da Farmácia de Joane. “Ouvi um estrondo e vim à varanda. Este poste é um perigo para todos os que cá vivem e ninguém faz nada”, disse um morador ao RL. “Um clarão enorme entrou-me pela sala dentro, pensei que era alguma explosão, a minha filha ficou cheia de medo e viemos cá para fora”, relatou outra moradora. O cenário depois do estrondo e do clarão que se sentiram nas imediações era de carros danificados e de pessoas assustadas.Os restos dos isoladores cerâmicos de alta tensão (que foram estilhaçados devido à sobrecarga de electricidade), cairam sobre vários carros. “O calor era tanto que até furaram chapa de alguns carros” referiu um residente. O RL já alertou para esta

situação há cerca de três anos. Na altura, Sá Machado, presidente da Junta de Joane, lembrou que o poste era anterior à construção do edifício Fontes. “A Junta pouco ou nada pode fazer”, disse na altura, adiantando que o poste só seria enterrado se o promotor imobiliário, Rufino Peixoto, entretanto falido, suportasse os encargos. Como tal não aconteceu, a situação manteve-se. Até hoje, ou até que haja um problema mais grave. “Não sei como é que as pessoas daqui aceitam esta situação”, desabafou na altura um elemento do piquete de segurança que esteve no local. O certo é que também não tem havido queixas formalizadas por moradores junto das entidades, como a Junta de Freguesia ou a Câmara de Famalicão. Em Joane, segundo a autarquia, foram feitas obras para enterrar algumas linhas de alta tensão, nomeadamente na rua de acesso à igreja e na Avenida Cristo Rei. Foram enterrados cabos que substituíram os postes de alta tensão.

Este é um dos exemplos da passividade das autoridades e dos cidadãos. Há vários anos que o poste de alta tensão está situado entre duas urbanizações, a poucos metros de uma farmácia . Para lá da questão estética , mais importante é a segurança , como se viu no dia 15 de Janeiro. Tivesse a sobrecarga ocorrido minutos depois e as consequências teriam sido mais graves por causa da procissão de Santo Amaro. Além dos estragos materiais em viaturas (foto) e electrodomésticos, poderiamos estar a lamentar vítimas humanas. Nesta como noutras matérias, assiste-se ao conhecido jogo do empurra, com cada uma das entidades a remeter re s p o n s a b i l i d a d e s p a ra a o u t ra . Caberá certamente à EDP decidir a retirada do poste, mas não havendo pressão da Junta , da Câmara e dos moradores, ela nunca se concretizará. Uma vila que gosta de esgrimir a sua dimensão e importância não devia permitir que persistam nódas destas. E para mais nódoas perigosas!

Joane e Santa Maria querem ambulância A Confraria dos Bombos está a angariar fundos com vista a comprar uma ambulâ ncia para servir a Airão Santa Maria . “É uma necessidade. A freguesia de Santa Maria f ica m u i t o l o n g e d o s h o s p i t a i s d e Fa m a l i c ã o e Guimarães e a espera por uma ambulância é muitas vezes fatal” , justif ica André Cunha , da Confraria . A campanha começou com uma caixa colocada na sede da Confraria ( junto da capela de Santa Luzia), mas estão previstas outras acções para angariar os 40 mil euros que custa a viatura equipada . Uma arruada de bombos nocturna e um co n ce r t o co m o s X u t o s e Po n t a p é s s ã o d o i s exemplos. “Não será fácil trazer os Xutos, mas temos alguns contactos directos com a banda e a e s p e ra n ç a d e o s co n s e g u i r m o s t ra z e r a custos mais baixos” , revela André Cunha . Os mentores da ideia já se informaram sobre a s b u ro c ra c i a s i n e re n t e s a o f u n c i o n a m e n t o de uma ambulância . “É um processo complexo

mas não desistimos. As pessoas mais velhas da freguesia, com reformas baixas, não têm condições financeiras de suportar os custos exigidos pelo transporte de doentes. A alternativa é ir de táxi ao hospital ou a

tratamentos de f isioterapia , e isso é bastante dispendioso” , sublinha André Cunha . JOANE | AMBULÂNCIA TALVEZ ESTE ANO A ideia não é nova na região. Em 2008, o p re s i d e n t e d a Ju n t a d e Jo a n e , S á M a c h a d o , anunciou um protocolo com uma das co r p o ra ç õ e s d e b o m b e i ro s d e Fa m a l i c ã o para garantir a presença permanente de uma ambulância na vila . Na altura , o autarca , acompanhado pelo comandante da corporação, anunciou que a ambulância estaria sempre em Joane e serviria também Mogege. Problemas relacionados com a divisão territorial servida pelas duas corporações de bombeiros ditaram a suspensão do projecto. A Junta de Joane assegura, no entanto, q u e n ã o d e s i s t i u d a i d e i a . “ O p ro j e c t o n ã o fracassou, estou convicto que ainda este ano a ambulância será uma realidade em Joane” , disse, ao RL , António Oliveira , número dois da autarquia .


4 JANEIRO DE 2012 • REPÓRTER LOCAL

EM FOCO 2

ricardo guedes “Miguel Azevedo reúne t o d a s a s co n d i ç õ e s p a ra ser um excelente presid e n t e e p a ra g a n h a r e m 2013”.

FERNANDA FARIA “Jo s é M a c h a d o t e m d e perceber que esta já não é a s u a a l t u ra . M i g u e l A z e vedo é jovem, ambicioso e t ra b a l h a d o r ” .

PORFÍRIO CARVALHO “ I n co m o d a - m e q u e o P S D n ã o co n s i g a u m a s ó c a n d i d a t u ra . Miguel Azevedo é o candidato q u e r e ú n e a s m e l h o r e s co n d i ções”.

MIGUEL RIBEIRO “Miguel Azevedo pareceme a solução que o PSD precisa. É importante que o partido faça uma boa e s co l h a ” .

joane • política

Miguel Azevedo encabeça lista de “históricos” nas eleições do PSD José Machado pondera apresentar candidatura às leições de 25 de Fevereiro Luís Pereira

O

núcleo de Joane do PSD elege, a 25 de Fevereiro, o próximo líder deste órgão. Miguel Azevedo é para já o único candidato assumido, sendo quase certa a candida tura de José Machado. Ricardo Guedes, fundador e líder do núcleo durante três mandatos, vai regressar à política joanense, tendo acedido ao convite para integrar a lista de Miguel Azevedo à Comissão Política do núcleo. Porfírio Carvalho, Fernanda Faria, Ricardo Guedes e Miguel Ribeiro: em comum têm o facto de terem sido presidentes do núcl eo e estarem todos juntos no apoio à única candidatura para já assumida. Segundo apurou o RL, a candidatura de Miguel Azevedo foi prece -

dida de esforços para tentar demover José Machado de se candidatar, num apelo à união dos militantes. Mas esses e sforços, ao que tudo indica, revelaram-se infrutíferos e José Machado deverá mesmo avançar. Ao RL, Machado, que já presidiu ao núcleo, em 2004, remete uma decisão para dia seis de Fevereiro. “Estou em

José Machado, que já presidiu ao núcleo, e m 2 004, d ever á avançar, mas remete uma decisão para seis de Fevereiro. “Estou em época de exames e só decidirei depois”, disse ao RL.

entrevista • miguel azevedo

“Em 2013, o PSD tem a grande oportunidade de ganhar a Junta de Joane” Candidato conta com apoio de históricos e ex-adversários, como Ricardo Guedes e Porfírio Carvalho O que o motiva a candidatar-se? Po r q u e c o n s i d e r o t e r c u r r i c u l u m p o l í t i c o suf iciente den tro do PSD de Joane. Sinto-me capaz de liderar uma equipa que, de uma vez por todas, se af irme como alternativa ao PS. Te n h o o p e r f i l i n d i c a d o p a ra d a r u m a n ova esperança ao PSD de Joane. C a n d i d a t o u - s e a o c a r g o e m 2 0 0 8 c o n t ra Porfírio Carvalho. Hoje tem-no como seu apoiante. Como se interpreta isto? Quer dizer que o partido consegue ultrapassar lutas eleitorais. É sinal da maturidade

época de exames e só decidirei depois”, disse ao RL. Tal como avançou em primeira mão o RL, na edição de Outubro, o PSD de Joane, actualmente dirigido por Miguel Ribeiro, vai a votos mais cedo do que o previsto. E uma coisa ressalta: os apelos à união do núcleo. A eleição do dia 25 é vista como das mais importantes do núcleo, uma vez que a Comissão eleita conduzirá o processo da candidatura às autárquicas de 2013. “O PSD tem em 2013 uma oportunidade como só teve em 2001, com a divisão do PS que originou o MAF. Uma vez que Sá Machado não pode concorrer, o PS vai ter de apresentar um novo rosto. É a oportunidade do PSD chegar ao poder em Joane e para isso, a próxima Comissão Política tem de unir os militantes”, considera Fernanda Faria.

dos militantes, que conseguem colocar os interesses do partido acima de tudo. O Porfírio é uma mais-valia do PSD e se há pessoa que merece a vitória em 2013 é precisamente ele. A sua candidatura conseguiu, uma década depois, trazer Ricardo Guedes novamente para a cena política . Houve exigências? De modo algum. Foi a primeira pessoa com quem falei antes da decisão de me candidatar. Quis trocar impressões sobre o partido e o seu futuro e f iz-lhe depois o convite. Com uma p o s t u ra d e g ra n d e h u m i l d a d e , a c e i t o u s e m qualquer exigência , sempre numa perspectiva de trabalho. Prefere uma só lista? O PSD precisa disso. Será um sinal claro de unidade na contagem decrescente para as autárquicas. No entanto, ao que tudo indica isso não será possível… Não sei se haverá outra candidatura . Fala-se de José Machado, falei com ele para perceber a sua vontade e propus-lhe uma lista única . Que resposta obteve? Meditou e a resposta que obtive, para mim ainda não foi conclusiva . Tenho esperança que acabe por integrar a minha lista . Te r p ra t i c a m e n t e t o d o s o s h i s t ó r i c o s d o partido do seu lado é motivador? Sinto um apoio muito forte e isso é reconfortante. Que outros nomes farão parte da sua lista , além de Ricardo Guedes?

CANDIDATOS M i g u e l A z e ve d o , 3 6 a n o s , e n g e n h e i ro . Fundador da JSD Joane (foi presidente em 1998) e membro da Comissão Política concelhia . Vice-presidente do núcleo em 2004 e em 2010. Disputou a liderança em 2 0 0 8 , p e r d e n d o p a ra Po r f í r i o C a r va l h o . Face às ausências de Miguel Ribeiro, foi ele quem te ve nas mãos a condução do núcleo, nos últimos anos, provando ser, de facto, o seu principal estratega . José Machado , 54 anos, funcionário da C â m a r a d e Fa m a l i c ã o ( f o i d i r e c t o r d a s p i s c i n a s d e Jo a n e ) . F u n d a d o r d o n ú c l e o do PSD, foi presidente em 2004. A derrota do PSD em 2005, com a candidatura do c o n s t r u t o r A r t u r Fe r n a n d e s , l e v o u - o a pedir a antecipação das eleições internas. I n t e g r o u a C o m i s s ã o Po l í t i c a e m 2 0 0 8 , com Porfírio Carvalho, e tentou de novo a presidência , em 2009, mas perdeu para Miguel Ribeiro.

Re s e r vo e s s a i n fo r m a ç ã o e m p r i m e i ro l u g a r para os militantes. Será uma lista com nomes que estiveram na fundação e pessoas que nunca estiveram nas lutas partidárias. O que é que o PSD precisa para ganhar a Junta em 2013? Tr a b a l h o . N ã o s e i o q u e t e m f a l t a d o , s e soubesse já tinha ganho eleições. Sei que esta é a grande oportunidade uma vez que o Dr. Sá Machado não se pode candidatar mais. A l ó g i c a d e t ra b a l h o d o s p ró x i m o s d o i s a n o s terá de ser completamente diferente destes últimos dois. Já tem candidato para as autárquicas? Na minha cabeça já tenho um candidato. A seu tempo, os militantes serão os primeiros a s a b e r. O m e u c a n d i d a t o p o d e r á n ã o s e r o candidato escolhido. Se ganhar estas eleições, será a Comissão Política a escolhêlo, naturalmente validado pela estrutura concelhia . Se ganhar, procurará escolher o candidato para 2013 com muita antecedência? O timing será concertado com o núcleo e com a concelhia . Não vejo vantagens em a p r e s e n t a r co m m u i t a a n t e ce d ê n c i a p o r q u e o desgaste pode ser grande. Pode assegurar que será um candidato de Joane e militante do partido? Não posso assegurar nada . A escolha não será pessoal mas de uma equipa e, por isso, à partida ninguém será excluído. Garanto que será o melhor candidato.


REPÓRTER LOCAL • JANEIRO DE 20112 • 5

OPINIÃO | Páginas 17, 18 Sérgio Cortinhas: “Cavaco, cancro e a trupe laranja!”; Luís Santos: “As minhas despesas”; Daniel Rodrigues: “Uma missão com 10 anos”.

14 JANEIRO DE 2012 • REPÓRTER

LOCAL

JOAQUIM PEREIRA

às neces“É minha obrigação acudir . Se não estiver sidades da população de a judar no cargo com a f inalidade não faz sentios que mais precisam, Junta”. do ser presidente de

ENTREVISTA

ortante que Foi uma obra imp como as valorizou não só Oleiros freguesias vizinhas. no alargaJá está a trabalhar

PEREIRA ENTREVISTA • JOAQuIM

mento do Parque? o e de início O Parque é pequen quisição de estava prevista a a alargar. Hoje outro terreno para o o é possível penso diferente, nã rque não há adquirir terrenos po interesse dos verba e não há muito não privados em vender. Enquanto Oleiros ficar definido como ficará , n ã o guesias com a fusão de fre num espaço investir pena a valerá entregue ao que depois pode ficar abandono. 40 mil euUm orçamento de fazer face ros é pouco para Oleiros? às necessida des de valor temos diz que É pouco porque desse Presidente da Junta de Oleiros amentos aos de descontar os pag mil euros Assembleia um orçamento anual de 40 membros da Junta e da des funcionári os e as despesas com os não serve para acudir às necessida serviços à Junta. m a t s e r p e u q perdido é para da freguesia, que tem Sobra pouco, quase metade O pouco que população nos últimos anos despesas correntes. com o maior sobra tem de ser gerido e a promessa dos cuidados. Exist arães de um da Câmara de Guim uros (que já protocolo de 8 mil e ). orçamento no incluímos orçament o Gere-se melhor um e um mais mais baixo do qu elevado? estão porque É mais exigente a g pouco que há tudo é contado e do lado algum temos de colocar de evistas que r p m i para situações Ainda o estão sempre a aparecer. chuvas ano passado, as primeiras s que fomos danificaram berma a reparar sem contar. mil euros no obrigados te há 10 anos e este 20 investidos a s q u e s e r á foram m a r ã e s É presiden Qual uma obra adiada m e, a Câmara de Gui é o seu último mandato. q u e do mandato. P a r q u final Como ao Luís Pereira até euros. mil concluída com quatro ais importante a s m u i t a s o b r a s , ajudou i m e n t o f o i g r a n d e , a l é m a o b r a m os N ã o f o r a m f e i t concretiz ar? invest u o o m a r consegui t n e s constrangiment c n s o o c , conseguim ue nestes 10 a- o ano passado do Parque, apenas Não há uma obra q financeiros afect ir no Parque de a Rua de Oleiros. va nos em invest tenha proposto fazer ram o que esta u i r i n d o p o r 1 0 alargar o r t â n c i a r e v e l o u t e r anos eu me is dar i- M e r e n d a s , a d q não tenha feito. Qu iando as Que imp planeado nesta pr s para a e q u e s míe euros o terreno e cr õ ç l Merenda i i d m n de o Parque mandato? a esta freguesia co meira metade de turas necessária s para dentro infra-estru freguesia ? Estes dois anos decorreram e n a s o seu funcionam ento. Tudo junto, ouve ap das expectativas. H

“Juntar Oleiros a cinco freguesias vai ser o caos a todos os níveis”

editorial joaquim forte

O

Os dias de amanhã Em 2008, quando assumimos a direcção deste jornal, o Centro de Apoio Local, entidade proprietária, vivia dias de crise. De alguma forma, o CAL vivia dias de incerteza que fazem lembrar aqueles que vivemos actualmente no País e na Europa. De então para cá, o jornal enfrentou diversos obstáculos mas também granjeou muitas vozes de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. Quando o CAL caiu, de facto, no abismo da sua extinção - e como é triste que não tenha sido possível salvá-lo! - a solução para não deixar que este jornal fosse atrás passou pela sua autonomia, mediante a criação de uma empresa. Se houve quem quis ver na mudança alguma manobra com objectivos subterrâneos, também surgiram vozes de incentivo, de apoio, de leitores, de anunciantes e de entidades locais. Ao longo destes anos, o RL afirmou-se através de um jornalismo vivo, de proxi-

MORAIS, ENTREVISTA • JERÓNIMO

IA dE fREguESIA dE MOgEgE

ELEITO dO PS NA ASSEMbLE

“O presidente tem

e mando” um estilo do quero, posso

do PS? vido como eleito a melhor opção z que assumo um a uma Q u a l s e r á de É a primeira ve saír para dar lugar ogege no processo contribuíd o e tem feito Deve cargo político.Te nho escola deve para M A Junta de Mogeg bora zona verde e junto da reguesias? ? s minhas ideias, em o. Mas fusão de f um bom trabalho para a popu- c o m a nstruído um pavilhã istadas em Não vai ser benéfica o p o d e r h á ser co apenas fiquem reg Quando se está n a da Junta, porque os idosos serão os maiores eleitos mas e balho deve ser obr s a i r o t d r lação e s v o a e m h u o q e S s d ! o a m m t e e c t b a s 20 ano ssembleia da Câmara, sa ouve rejudicados. Na A a de Manuel se for sozinho porque h de Joane vai logo p positivo. O problem e queremos, e s t o u s associação o m a uma d r o o c l i n t ntre nós. o s e c e s s o o o t d o n o d t a -nos desentendime Pimenta é ter adopt ocupá-lo! 2013? ja inevitável, juntar ando. Vai concorrer em oncentra- caso se c a m do quero, posso e m o c a d r o c n o C fazer? o gosto, mas na última oca a Pedome. O que é que falta ensino na escola B u n t a d i s s e Teria todo O presidente da J t a n á r i o d o ção do a, no público apareceu Requalificar o fon nte? t i f i c a m a i s Assemblei unciou que ao RL que se iden a n e a m e n t o do Mo um bombeiro que an Condado, colocar s e espero que isso resolo PS q u e é o q u e Concordo s com Joane… era o responsável d no lugar da Portela, ma actual das turma recisamente agora não sei em tempos v a o p r o b l e Pelo contrário, foi p em Mogege por isso mais cresceu nos últimos sistiu que Mogege mistas. ceram om ele que mais in ponto está. Aconte e ainda não tem. e está de acordo c servida com que ue t r a n s f e - Vejo qu - ficaria mais bem isódios anormais q u p c e e s x o i e r l á a v u t A c a . s o a Concorda com a t d c as a ções ue a concelhia Pedome, isso está n da ADERM as op r me levam a crer q rência do ringue uer-me o prefere Joane po q o tivo… ã d ç S a a P l c u o o p d B o a o p l ã o c i c o l s h a l e a m a b a d a de F do tr para junto A população gosta uipamentos. de lado. u al- causa dos eq Monte? desenvol- colocar não serei eu que vo Que trabalho tem rque o clube dele e Não será pacífico po so. interesses. terar is vai defender os seus

midade, com um grafismo atractivo, com secções úteis que cativaram leitores; com promoção de dezenas de artistas, atletas, cérebros, de exemplos de vida; de dramas. Foram várias as reportagens reveladas pelo RL que mereceram continuidade por parte das televisões e jornais nacionais. Tornaram-se frequentes os telefonemas para a redacção do RL, com origem em Lisboa, em busca dos contactos com os protagonistas das nossas peças jornalísticas. Optou-se, nestes anos, por um jornalismo de motivação cívica, recusando o papel de mero “pé de microfone” de partidos e de outros interesses instalados. E eles existem! Muitos vaticinaram a morte deste jornal; outros ditaram-lhe a sentença face ao aparecimento de uma concorrência dita “aguerrida”. Mas o que se verificou foi que o RL se impôs como órgão de referência nesta região, como jornal que milhares de pessoas não dispensam, todos os meses.

PAG. 14,15 | ENTREVISTA Joaquim Pereira, presidente da Junta de Oleiros, diz que é preciso imaginação para fazer render os 40 mil euros por ano para tratar da freguesia

Sem pretender puxar dos galões, o trabalho dos últimos anos implicou esforço e sacrifício das poucas pessoas que fazem parte deste projecto. Esforço para procurar, todos os meses, colocar nas mãos dos leitores um jornal tudo menos inócuo; um jornal de pessoas, de ideias, de diversidade de opiniões. Sacrifício porque esse esforço acarretou e acarreta prejuízos pessoais e materiais. É claro que aqui e ali foram cometidos erros e nem sempre as matérias que escolhemos mereceram o melhor tratamento. Mas isso faz parte do processo dinâmico de informar. Ao fim destes anos, com cada vez mais leitores e com o reconhecimento dos anunciantes, é tempo de mudar, de deixar que o RL possa seguir outro rumo; é tempo de abrir portas a novas ideias, a novo alento, a novas estratégias jornalísticas... Estamos certos de que o RL não deixará de ser “o jornal da sua terra”.

cartoon rl

protagonistas

tiago mendes (tiag0_mendez@hotmail.com)

DANIEL RODRIGUES O presidente da Junta de Ronfe abandonou o cargo a um ano do fim. Defensor de uma renovação, que no caso do PSD passará pelo número dois (António Sousa), Daniel Rodrigues voltase agora para Guimarães. FILIPE MACHADO O eleito do PP conseguiu uma vitória no tribunal por causa da acusação que lhe foi movida pelo Ministério Público relacionada com alegadas faltas injustificadas. A “vitória” não apaga, contudo, a imagem de absentismo daquele eleito das sessões do órgão para o qual foi eleito.

MIGUEL AZEVEDO Apesar de ser apontado, há muito tempo, como o verdadeiro estratega por detrás da presidência de Miguel Ribeiro no núcleo do PSD de Joane, Miguel Azevedo sai agora da “sombra” para, tudo indica, ser o rosto de uma candidatura que reúne alguns “históricos” do partido na vila. As eleições autárquicas são em 2013.

LUZES, ACÇÃO: Fixem este nome: Mário Macedo ,

22 anos, de Joane, um jovem realizador de cinema que t e m r e ce b i d o e l o g i o s d e n t ro e fo ra d e p or tas . O s e u f i l m e “ T i o Ru i ” p a s s o u n o D o c L i s b oa , i m p o r t a n t e fe s t i va l d e c i n e m a d o c u m e n t a l . Fo i um d o s 1 0 m e l h o r e s .

Repórter Local | Propriedade e Editor - Tamanho das Palavras, Lda, Rua das Balias, 65, 4805-476 Stª Mª de Airão Telefone 252 099 279 E-mail geral@reporterlocal.com Membros detentores com mais de 10 % capital Joaquim Forte e Luís Pereira Director Joaquim Forte ( joaquimforte@reporterlocal.com) | Redacção Luís Pereira (luispereira@reporterlocal.com) | Paginação Filipa Maia | Colaboradores Ana Margarida Cardoso; Analisa Neto; Custódio Oliveira; Elisa Ribeiro; Fernando Castro Martins; João Monteiro; Luís Santos; Miguel Azevedo; Luciano Silva; Sérgio Cortinhas | Impressão Gráfica Diário do Minho | Tiragem 4000 ex. | Jornal de distribuição gratuita | Distribuição: Alberto Fernandes | Registo ICS 122048 | NIPC 508 419 514


6 JANEIRO DE 2012 • REPÓRTER LOCAL

POUSADA | ARPO EM VIANA A secção de atletismo da ARPO participou (22 de Janeiro) na 14ª meia maratona Manuela Machado, em Viana do Castelo, com os atletas José Magalhães, Joaquim Costa, Álvaro Sousa, Carlos Ferreira, Paulo Carvalho, José Peixoto, e Raul Carvalho.

DÁ QUE PENSAR!

Fórum

Construtor de Joane em maré de azar

Assaltadas obras em Joane e Oleiros e vivenda particular Em apenas um mês, a obra de uma vivenda na freguesia de Oleiros foi assaltada cinco vezes. Dois dos assaltos ocorreram em dois dias consecutivos. “Apercebemo-nos sempre dos assaltos no dia seguinte, quando os homens chegam à obra de manhã e deparam com o cadeado forçado”, relatou ao RL o empresário joanense Artur Fernandes, dono da obra. O construtor diz que, só nesta obra, a sua empresa já soma prejuízos que rondam os cinco mil euros devido a assaltos. O alvo tem sido o ferro, cimento, taipais metálicos e escoras que se encontram nas imediações. Os roubos têm sido participados à GNR das Taipas que até agora não conseguiu identificar os autores.

Os últimos dois meses têm sido de azar para o empreiteiro joanense. Além dos assaltos em Oleiros, também o estaleiro da obra da Casa Mortuária de Joane, a cargo da mesma empresa, conheceu o mesmo problema, assim como a sua vivenda, assaltada em Dezembro, quando se encontrava ausente de Joane. “Entraram, deram cabo do alarme e da porta de segurança e levaram o ouro todo”, narra ao RL. No total, o assalto à vivenda do empresário representou um prejuízo na ordem dos 30 mil euros. “Tenho tudo trancado a sete chaves, inclusive a segurança da porta do meu quarto teve que ser reforçada e todos os dias a fecho, não vá por causa do dinheiro, levarem-me a vida”, desabafa Artur Fernandes.

o que se diz “Capital Europeia da Cultura (Guimarães 2012) passa ao lado da Casa das Artes de Famalicão”. Opinião Pública

“Os presidentes que estão em funções desde 2002 na mesma Câmara vão poder candidatar-se nas próximas autárquicas desde que optem por um município distinto”. Diário Económico

“A desgraça para muitos cidadãos sem alternativa de voto é que o PS (Famalicão) está desaparecido da vida política local há demasiado tempo” Carlos de Sá, blogue “O Povo Famalicense”

“Guimarães é, por estes dias, uma cidade diferente. Respira cultura por todos os poros. Pela rua, os vimaranenses ostentam, com brio, um crachá a dizer ‘Eu faço parte’, com o coração da Capital Europeia da Cultura a ‘pulsar’ no peito”. Reportagem de Marta Caldeira, Correio do Minho

DIAS DE ONTEM

JOANE, 1992 A imagem mostra o repórter e o sindicalista Carvalho da Silva , que estes dias deixou o cargo d e S e c r e t á r i o - g e r a l d a C G T P, ao f im de 25 anos. A visita de Carvalho da Silva foi a Joane, à Associação de Re fo r m a d o s , q u e fe s t e j ava 1 0 anos e que na altura estava instalada na Associação Teatro Construção. Um e outro, repórter e dirigente s i n d i c a l , t i n h a m c a b e l o s d e spovoados de brancas e alguns quilos a menos de peso. O tempo passa , e com ele transporta mudanças.

“O Presidente da República foi vaiado em Guimarães depois das suas declarações sobre as pensões de reforma”. Noticiários da RTP

“Cavaco devia ter vergonha de invocar a sua condição de pensionista e de usufruir de duas pensões quando está ainda no activo, a trabalhar a tempo inteiro, como Presidente de República”. José Vítor Malheiros, Público

“Enquanto o fel dos portugueses, amargurados pela degradação acelerada das suas condições de vida, se vertia sobre o facto de Cavaco Silva dizer que os oito ou dez mil euros que recebe não dão para pagar as suas despesas, Passos Coelho viu liquidada a influência política da Presidência”. Pedro Tadeu, DN

Se tiver fotografias que mostrem aspectos que já desapareceram ou efeitos das alterações na paisagem da sua terra , e se as quiser partilhar com os leitores, envie por mail , geral@reporterlocal .com, ou por correio.

“Há grupos económicos portugueses que mantêm intactos os seus privilégios desde os tempos da monarquia. Sabem que mais importante do que ter o poder na mão é ter a mão no poder”.

ReguiLa

Paulo Morais, Correio da Manhã

UMA ESTRADA TIPO QUEIJO SUÍÇO! O estado do piso da Rua do Menaco, na freguesia de Airão Santa Maria, não é estranho aos automobilistas que circulam por aquelas bandas. Mas também os peões conhecem as dificuldades de circular numa via onde abundam os buracos e os remendos. O problema é que os remendos que vão sendo feitos no piso - agora por causa da água, a seguir por causa do gás... - nunca ficam em condições. O resultado é uma rua pouco digna e, acima de tudo, perigosa para os automobilistas. Os fregueses de Airão Santa Maria ficariam agradecidos se a Junta e a Câmara de Guimarães olhassem para esta realidade e metessem mãos à obra.

“Dirigentes da Águas de Portugal custam 8 milhões por ano”. Diário de Notícias

“Desemprego em Portugal com novo recorde de 13,6%”. Público

“Um tribunal do Porto condenou um sem-abrigo a multa de 250 euros por tentar furtar um polvo e um champô, no valor de 25,66 euros. O Pingo Doce está a ser alvo de reprovação por ter decidido avançar com um processo que terá custado milhares de euros aos portugueses”. RTP Notícias


REPÓRTER LOCAL • JANEIRO DE 20112 • 7

ronfe • polémica

VERMIL • política

Junta ameaça fechar cemitério a quem não pagar taxas anuais daquele espaço

Tribunal dá razão ao eleito do PP

Autarquia alega que só metade dos proprietários de sepulturas pagam a taxa de cinco euros anual Luís Pereira

A

Junta de Freguesia de Ronfe pondera impedir a utilização de sepulturas no cemitério a quem não pagar a taxa anual de cinco euros. “Quem não pagar a taxa, não poderá sepultar na altura que necessitar”, avisa o autarca local, Daniel Rodrigues, adiantando que “qualquer dia vai mesmo ficar um defunto à porta do cemitério de Ronfe”. Esta ofensiva visa impor regras no que toca ao pagamento das se pulturas do ce mité rio, ge rido pela autarquia. É que, segundo a Junta, só 55% dos proprietário s das sepulturas do cemitério pagam a taxa anual de ocupação. Face aos incumprimentos, e de pois de vários alertas, a Junta garante que vai começar a actuar. “Já esteve para acontecer e qual quer dia vai mesmo ficar um defunto à porta do cemitério”, ameaça Daniel Rodrigues. A taxa tem o valor de cinco euros a n u a i s e re s u l t a d e u m a d e l i b eração aprovada em 2007 pela Assembleia de Freguesia como forma de fazer face aos gastos com água, luz e limpeza. “Os cinco euros por ano ajudariam a criar um fundo de maneio para a

Junta”, salienta o autarca. Segundo o autarca, existem cerca de 600 sepulturas no cemitério; se todos os proprietários pagas sem a taxa, isso permitiria um encaixe financeiro na ordem dos 2.000 euros por ano. “O mais triste é que há quem não pague e vá para os cafés gabar-se disso. A Junta até aqui foi tentando consciencializar a população da necessidade de efectuar o paga mento, como nada se alterou, te mos que actuar. Quem não pagar a taxa, não poderá sepultar na altura que necessitar. Reconheço que s ão situações que decorrem em momentos delicados da vida das pessoas mas só desta forma poderemos eficazmente impor o que está estipulado”, diz Daniel Rodrigues. Entre os incumpridores, a maior parte nunca pagou a taxa em vi gor desde 2008 e outros há que pagaram apenas um ano. A Junta promete não perdoar nenhum dos valores em dívida. À margem deste assunto, na última Assembleia de Freguesia foram aprovadas as taxas para 2012. A compra de terreno para sepulturas está mais cara 50 euros: uma parcela de terreno no cemitério de Ronfe custa agora 700 euros.

O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga deu como justificada a ausência de Filipe Machado da Assembleia de Freguesia (AF) de Vermil de 9 de Setembro de 2010, tendo considerado improcedente a acção interposta pelo Ministério Público de perda de mandato. “O fundamento da acção foi a invocada ausência, não justificada, do Réu às sessões realizadas em 19 de Setembro e 19 de Dezembro de 2010 bem como à realizada em 17 de Abril de 2011. Contudo, tal fundamento não se verifica, dado que o Réu justificou, por mensagem de correio electrónico, a ausência à sessão de 19 de Setembro, mensagem que foi recebida na caixa postal da Junta no dia 7 de Setembro, tendo os serviços administrativos da Junta acedido à mesma no dia 8 de Setembro e entregue a 9 de Setembro ao Presidente da AF”, pode ler-se no acórdão a que o RL teve acesso. O documento considera “inócuos”

os testemunhos do presidente da Assembleia, João Pinto, e do secretário da Mesa, Rui Mota. Os dois referiram que a Mesa não tinha considerado a justificação apresentada pelo eleito do PP. “A decisão de não considerar a justificação ap re s e nt ad a não f oi re me t id a ao Réu”, conclui o Tribunal. Este processo teve origem nas ausências de Filipe Machado das sessões da AF. A Mesa deste órgão considerou que as faltas não foram justificadas, e por isso participou ao MP, que pedia a perda do mandato do eleito. Filipe Machado recebeu a decisão “sem surpresas” e acusou o secretário da Junta, Marçal Mendes de “usar a ingenuidade dos membros da AF para tentar escorraçar-me deste órgão”. Para Marçal Mendes, as acusações são “provocação à dignidade e respeito dos membros da AF” e “destituídas de honestidade intelectual” e lembra a ausência do eleito do PP a seis sessões no presente mandato. PUBLICIDADE

LOCALIDADES

JOANE | PISCINAS FECHAM AO DOMINGO A Câmara de Famalicão decidiu encerrar as piscinas de Joane ao domingo. Desde que o equipamento está instalado na vila que era possível a sua utilização nas manhãs de domingo. A partir do próximo fim-de-semana, isso deixa de ser possível por decisão da Câmara.


8 JANEIRO DE 2012 • REPÓRTER LOCAL

localidades

VERMOIM | AMVE EM BRAGA A secção de atletismo da Moínho de Vermoim participou na prova de preparação de pista coberta na nave do Parque de Exposições de Braga com 18 atletas nas diferentes distâncias.

RONFe • autarquia joane• cultura

Daniel Rodrigues deixa Junta mas garante que vai “andar por aí” António Sousa, actual presidente da Assembleia de Freguesia, é o senhor que se segue Luís Pereira

O

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presidente da Junta de Ronfe, Daniel Rodrigues, vai renunciar ao cargo em Março. Mas não vai afastar-se da vida político-partidária. As suas atenções voltam-se agora para Guimarães. Ao fim de 10 anos no cargo (iniciou o primeiro mandato em Janeiro de 2002), Daniel Rodrigues dá lugar a António Sousa e abre caminho às autárquicas de 2013. “É altura de dar lugar a novas caras e de renovar o projecto”, disse Rodrigues, na pass ada segunda-feira. O autarca sai a dois anos do fim do terceiro e, por força da nova lei, último mandato. Falta de tempo, convicção de que os mandatos deveriam ser limitados a dois, de cinco anos cada, e novos projectos pessoais e políticos foram as razões apontadas. “Dou por terminada a minha mis são à frente da Junta de Ronfe. O trabalho e a família absorvemme bastante tempo e não estou a conseguir desenvolver o trabalho de presidente a 100%. Dei 10 anos da minha juventude à política em Ronfe e as pessoas têm de compreender que nesta altura tenho outras coisas para fazer”, disse. A formalização da renúncia será feita na Assembleia de Freguesia (AF) de Abril. Depois disso, a AF reunirá extraordinariamente para proceder à substituição do líder do executivo pelo número dois da lista vencedora nas últimas autárquicas – o actual presidente da Assembleia, António Sousa.

A renúncia de Rodrigues é vista com surpresa e reserva por Fátima Mendes, eleita da CDU de Ronfe. “Estou surpreendida e espero que haja razões muito válidas para a renúncia. Isto revela imaturidade”, disse ao RL. O FUTURO DE RODRIGUES E O SENHOR Q U E SE SE GUE

Na hora da saída, Daniel Rodrigues avisou que o afastamento é só da Junta de Freguesia, já que pretende vingar na concelhia do PSD e lançar um projecto associativo em Ronfe. “Como o outro, eu também irei andar por aí”, disse, invocando uma célebre expressão de Santana Lopes. O autarca diz que pretende ajudar o PSD a ganhar a Câmara de Guimarães em 2013 e criar, “em breve”, um “projecto associativo”

em Ronfe. António Sousa, de 50 anos, será o senhor que se segue. O “braço direito” de Daniel Rodrigues ao longo de 10 anos de domínio l a r a n j a em Ronfe nunca integrou nenhum dos três executivos: liderou a bancada do PSD e a Assembleia de Freguesia. À margem da política, fundou, em 2002, a Associação Cultural e Recreativa de Ronfe, actualmente inactiva, liderou a Associação de Pais da Escola Abel Salazar e integrou a concelhia do PSD de Guimarães. O seu “estilo” é considerado bem diferente do de Rodrigues. “Mais ponderado, menos efusivo, e organizado”, diz fonte do PSD local, que lhe aponta, porém, um carácter “mais reservado” e “menos popular”.

BREVES JOANE

JUNTA APOIA CENTRO ESCOLAR A Junta de Joane pretende custear os encargos com o fornecimento de fotocópias e material de expediente utilizado pelos alunos do Centro Escolar de Joane. A medida consta do plano e orçamento da autarquia para este ano e será formalizado em protocolo com o Agrupamento de Escolas Bernardino Machado. A Junta quer ainda apoiar o Agrupamento nos custos com a limpeza diária do Centro Escolar. No total, o Agrupa mento terá uma espécie de “linha de crédito” no valor de 4.200 euros para estas despe sas. “Desta forma , a Junta contribui para aliviar um pouco o orçamento das famílias e do Agrupamento”, referiu ao R L o vice-presidente da Junta de Joane, António Oliveira .

CASTELÕES

escola aposta na inclusão A Escola de Castelões vai trabalhar o livro “ Ver de ver a diferença”, que compila in formação produzida pelos alunos e professores acerca de diferentes Necessidades Educativas Especiais. A partir do livro, “os alunos parti ciparão em debates e jogos, respeitando as regras do de bate democrático, e será uma mais-valia para o 4.º ano”, segundo Francisco Sá, presidente da Junta de Castelões.


REPÓRTER LOCAL • JANEIRO DE 20112 • 9

Janeiro

HOMENAGEM A ZECA AFONSO Em FAMALICÃO Em 2012, assinalam-se os 25 anos da morte de José Afonso. “ Cantares do Andarilho“ é uma homenagem ao autor, concebida por Ivo Machado, que engloba 16 canções de Zeca Afonso. Com os Gaiteiros da Ponte Velha e o Coro da Primavera. Dia 25 de Fevereiro, na Casa das Artes.

airão st. maria • solidariedade

Toca a juntar tampinhas! Cristiana Marques precisa de cinco toneladas de tampinhas para ter uma cadeira de rodas nova e mais confortável Luís Pereira

já entregou 1.010 quilos e tem em casa cerca de duas toneladas p a ra n o va e n t r e g a . A i n d a f a l t a quase metade. D e p o i s d e co n h e c e r o s u c e s s o do projecto, Cristiana contactou a Dona Rosário, mais conhecida p o r “ s e n h o ra d a s t a m p i n h a s ” . A r e co l h a a r ra n co u e m S e t e m b ro , depois da fase de divulgação. A maior dificuldade, confessa Cristiana, prende-se com a existência, ao mesmo tempo, de outras campanhas, e por isso, muitos estabelecimentos comerciais já estão co m p ro m e t i d o s . “Muitos cafés começaram a dividir o que recebiam, dandome algumas a mim e outras a q u e m t a m b é m a n d a n a r e co l h a . Em Santa Maria e em Joane a adesão tem sido grande”, diz Cristiana Marques. Para colaborar é fácil, basta co l o c a r t o d o o t i p o d e t a m p a s d e p l á s t i co d e n t ro d e g a r ra f õ e s e depois entregar o resultado nas lojas aderentes ou em casa de Cristiana , em Airão Santa Maria - contactos: 915589891 e 915813881. “ Va m o s l á v e r s e l á p a ra Abril consigo reunir as cinco toneladas”, ambiciona a jovem. À margem da campanha, Cristiana continua a dar cartas no Boccia (modalidade paraolímpica de desporto adaptado). Nos dois últimos torneios em que participou, obteve um primeiro lugar e uma t e r c e i ra p o s i ç ã o n o p ó d i o .

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F

altam duas toneladas de tampinhas para que Cristiana Marques troque a cadeira de rodas que tem por uma mais moderna . A j o v e m d e A i rã o S a n t a M a r i a , c u j o t a l e n t o e ê x i t o d e s p o r t i vo no campeonato de Boccia foram dados a conhecer pelo RL em Maio do ano passado, aderiu ao projecto das tampinhas. A e n t r e g a d e c i n co t o n e l a d a s d e t a m p a s f a rá co m q u e C r i s t i a n a m u d e d e c a d e i ra . A atleta de 21 anos sofre de p a ra l i s i a c e r e b ra l , d o e n ç a q u e a atirou para uma cadeira de rodas ainda em criança. A cadeira que usa foi oferecida há dez anos pela Direcção Regional de Educação do Norte, depois de uma campanha da Escola A b e l S a l a z a r, d e R o n f e . M a s a g o ra , 1 0 a o s d e p o i s , a c a d e i ra está obsoleta, sobretudo para a prática do desporto paraolímpico em que se tem notabilizado. “Está ultrapassada , não tanto p e l o co n fo r t o m a s p o r c a u s a d o t a m a n h o . O s t ravõ e s d e s a f i n a m com muita facilidade e, por causa das folgas, as peças pequenas estão sempre a soltar-se. A nova cadeira é mais indicada para a prática desportiva por ser mais versátil, confortável, leve e rápida”, explica a jovem. Para adquirir a cadeira de forma g ra t u i t a ( o c u s t o d e l a é d e 2 8 0 0 e u ro s ) , é p r e c i s o e n t r e g a r c i n co toneladas de tampas. Cristiana


10 JANEIRO DE 2012 • REPÓRTER LOCAL

mário macedo Director´s cut Natural de Joane, 22 anos, é licenciado em Som e Imagem pela Universidade Católica Portuguesa do Porto. Formado em Cinema pela European Film C ollege na Dinamarca . Realiza dor e Argumentista .

joane • talentos

MÁRIO MACEDO

O homem da câmara de filmar O gosto pelo cinema apanhou-o aos seis anos de idade. Hoje, Mário Macedo, de Joane, é um nome promissor na sétima arte. O seu filme “Tio Rui”, que evoca um dia na vida do tio antes de regressar à cadeia, encantou o festival “DocLisboa”. Temos homem! Luís Pereira

O

filme “Sete anos no Ti bete”, exibido no Centro Cultural de Joane quando tinha apenas seis anos, despertou em definitivo a paixão pela sétima arte em Mário Macedo, de Joane. Hoje, é um jovem realizador que começa a ser falado, dentro e fora de fronteiras, sobretudo por causa da presença no último festival “Doclisboa” com “Tio Rui”, a curta-metragem que realizou e produziu. O Doclisboa é o maior festival documental de Portugal, o que recebe mais visitantes da Europa e

está entre os 10 maiores festivais do mundo. A curta-metragem do joanense foi seleccionada entre 300 da categoria, chegando aos 10 finalistas do festival. Foi exibida duas vezes durante o certame, uma delas com sala esgotada. “Foi uma honra enorme”, diz Mário, hoje com 22 anos. O filme retrata o último dia de liberdade do tio, Rui Macedo (ver caixa na página seguinte). Depois de filmado, Mário Macedo fez a pósprodução e edição e enviou-a para apreciação do festival. “É um filme muito débil tecnicamente porque

Aos 15 anos, a paixão pelo cinema tinha acolhimento nas sessões do Cineclube de Joane. “Era sempre o tipo mais novo na sala. Obrigava os meus pais a virem comigo porque não tinha transporte. Não raras vezes adormeciam e diziam que era uma seca e eu fascinado com aquilo”.

filmei-o sozinho. Foi a primeira vez que, como realizador com um filme a concurso, estive presente no festival. É incrível perceber a máquina que está por detrás daquilo. Cheguei sozinho, sem conhecer ninguém. Um produtor apresentou-me às pessoas certas. Um francês que fez parte do júri veio ter comigo e disse que para e le o me u f il me t inha sid o o me lhor e que até ponderaram uma menção honrosa”. Depois do festival, a curta tem merecido elogios, mesmo além fronteiras. “Comecei a ser falado


REPÓRTER LOCAL • JANEIRO DE 20112 • 11

CAMINHOS DE SANTIAGO O programa dos Caminhos de Santiago 2012 da ATC já está definido. O Caminho Português, Ponte de Lima - Santiago, realiza-se de 2 a 7 de Abril; o Caminho Francês, Pamplona - Burgos, de 20 a 30 de Abril.

e o filme começou a ser exibido pelo país. O que eu quero é que as pessoas o vejam”, explica Mário Macedo. O reconhecimento não é, porém, obra do acaso. A vida de Mário está ligada ao cinema. Depois do secundário, entrou no curso de Som e Imagem na Universidade Católica, onde chegou a realizar um filme com argumento de Ricardo Araújo Pereira (Gato Fedorento). Terminada a licen ciatura, e com a noção exacta que não se encontrava ainda preparado para ingressar no m e rc a d o d e t r a b a l h o , d e c i d i u i r para uma das mais prestigiadas escolas europeias de cinema, na Dinamarca. “Em Portugal não havia condições suficientes para fazer um mestrado na área”, explica o jovem, confessando que a

passagem pela Dinamarca abriu horizontes e as portas a projectos de realização e produção. Um deles foi a filmagem, na Croácia, de um videoclip para a banda joanense “Utter”. Antes disso, aos 15 anos, a paixão pelo cinema tinha acolhimento nas sessões do Cineclube de Joane (em Famalicão). “Era sempre o tipo mais novo na sala. Obrigava os meus pais a virem comigo porque não tinha transporte. Não raras vezes adormeciam e diziam que era uma seca e eu completamente fascinado com aquilo”, recorda. O Cineclube abriu-lhe as portas para um cinema diferente daquele que passava e passa nas salas comerciais. “O meu filme preferido de sempre é o “8 e meio” de Fellini”, confessa o jovem realizador.

O MEU “TIO RUI” “ Tio Rui”, filme de Mário Macedo, retrata o último dia de liberdade do tio, Rui Macedo. Preso há cinco anos, Rui te ve a sua primeira saída precária no Natal de 2010 e Mário desafiouo para registar em filme esse dia . “Retrata o último dia de liberdade de uma pessoa que sabe que vai ter de voltar à prisão. Em f r e n t e à c â m a ra , e n t r e v i s t e i - o durante hora e meia para ele

se sentir à vontade. No dia se guinte, comecei a f ilmar o seu dia , sem qualquer interferência na acção. Ele tinha que voltar à cadeia e isso iria estar sempre presente naquele dia . Ele nunca menciona a cadeia , até que a vê, no f inal, em Paços de Ferreira . É um f ilme sobre o tempo. A luta contra o tempo. É um f ilme de muitas despedidas”, descreve o realizador.

JOANE

Biblioteca deixa ATC e fica nas piscinas

A extensão de Joane da Biblioteca Municipal vai deixar a Associação Teatro Construção ( ATC), onde está desde 1997, para f icar instalada nas piscinas. “É o local mais indicado. Fica entre o Centro Escolar e a EB 2,3 Bernardino Machado e num espaço desportivo frequentado diariamente por dezenas de pessoas” , explicou ao RL o vice-presidente da Câmara de Famalicão, adiantando que a transição deverá acontecer até ao Verão. A biblioteca ocupará o espaço onde chegou a funcionar o bar das p i s c i n a s . G e r i d a p e l a C â m a ra , o p ó l o d e Jo a n e é u m a ra m i f i c a ç ã o d a B i b l i o t e c a d e Fa m a l i c ã o e fo i i n s t a l a d a n a ATC n u m a l ó g i c a d e descentralizar o acesso à cultura e aos livros. Em contrapartida , o município pagou uma renda à ATC . O RL não conseguiu apurar o valor da renda mas o presidente da instituição, Custódio Oliveira , garante que é “simbólico” . “No início a biblioteca tinha um dinamismo brilhante. Nos últimos O t e m p o s o n ú m e ro d e u t i l i z a d o re s c a í u b a s t a n t e p o r q u e a s e s co l a s têm as suas próprias bibliotecas e devido à Internet” , refere Custódio Oliveira , salientando que vê a mudança “com bons olhos” já que vai permitir dinamizar “o melhor e mais amplo espaço da ATC” . AVENIDA PEDRO HISPANO VAI SER RENOVADA A Câmara de Famalicão vai requalif icar, este ano, a Avenida Pedro Hispano (acesso à igreja). A renovação fará parte da obra que está a ser pensada de forma a tornar-se um prolongamento da recente intervenção no Largo 3 de Julho. “Sabemos da necessidade de intervir nesta via face ao m ovimento que tem. Já comuniquei ao presidente de Junta da nossa intenção em avançar este ano” , avançou o vicepresidente da Câmara . No decorrer da última Assembleia de Freguesia , Sá Machado manifestou o desejo de que a Junta participe na elaboração do projecto. “A Câmara não deixará de nos consultar, nomeadamente em questões de estacionamento e mobiliário urbano” , disse o autarca . Em 1996 a Avenida sofreu uma intervenção que lhe conferiu a actual imagem. Além do piso, foi dotada de redes de saneamento e de água . Fa ce a o t r á fe go re g i s t a d o d i a r i a m e n t e e a l g u m u s o d e s a p ro p r i a d o pelos automobilistas, como estacionamentos indevidos, rapidamente a avenida se foi degradando.


12 JANEIRO DE 2012 • REPÓRTER LOCAL

CRÓNICA FEMININA Nas duas últimas edições, o

CASTELõES

“Futebol não é só para homens” Ana Azevedo, de Castelões, foi considerada uma das cinco melhores jogadoras de futsal do mundo

meninas de vermoim goleiam A contar para o Campeonato distrital de Futsal seniores femininos, 1ª jornada, o FC Vermoim venceu (9-2) a equipa do Juventude S. Pedro, com golos de Patrícia (2), Sónia (2), Filipa (2), Susy (2) e Ana.

U m a d a s c i n co m e l h o r e s j o g a d o ra s d e f u t s a l d o m u n d o é d e C a s t e l õ e s . C h a m a - s e A n a A z e ve d o , t e m 2 5 a n o s e r e p r e s e n t a h á s e i s o F C d e Ve r m o i m - é c a p i t ã d a e q u i p a . O s i t e “ F u t s a l P l a n e t ” e l e g e a n u a l m e n t e a m e l h o r j o g a d o ra d e f u t s a l . E s t e a n o o t í t u l o fo i d e n ovo p a ra o B ra s i l m a s , p e l a p r i m e i ra ve z , u m a a t l e t a p o r t u g u e s a e s t e ve e n t r e a s c i n co s n o m e a ç õ e s . “ S e r i a u m a n o e m c h e i o s e t i ve s s e g a n h o m a s e s t a r n o m e a d a j á fo i m u i t o b o m ” , d i z A n a A z e ve d o a o RL . A j ove m l e m b ra - s e d o s t e m p o s d e e s co l a , q u a n d o p a s s a va o s i n t e r va l o s a j o g a r f u t e b o l co m o s ra p a z e s . O s e u j e i t o p a ra a b o l a j á n a a l t u ra e nve r g o n h ava m u i t o s d e l e s e fe z co m q u e co n q u i s t a s s e o r e s p e i t o n o g r u p o m a s c u l i n o . “ C h a m ava m - m e “ M a r i a ra p a z ” m a s i s s o n ã o m e i n co m o d a va . T i n h a a p e r c e p ç ã o d e q u e o f u t e b o l e ra p a ra h o m e n s , m a s m a i s t a r d e co n c l u í q u e i s s o e ra u m a t o l i c e . O r g u l h o m e d e s e r m u l h e r e d e s e r r e co n h e c i d a p o r c a u s a d o f u t s a l ” , co n s i d e ra a a t l e t a . O s p r i m e i ro s p o n t a p é s n a b o l a d e fo r m a m a i s s é r i a , d e u o s n o c l u b e d a t e r ra , A s s o c i a ç ã o D e s p o r t i va d e C a s t e l õ e s . C o m a i d a p a ra a A s s o c i a ç ã o D e s p o r t i va d e M o g e g e , a o s 1 2 a n o s , t ro co u o f u t e b o l p e l o f u t s a l , i n t e g ra n d o a e q u i p a s é n i o r. Fo i a í q u e co n q u i s t o u o s p r i m e i ro s t í t u l o s . E m c i n co a n o s co n q u i s t o u q u a t ro n o c a m p e o n a t o d i s t r i t a l e m a r co u presença em duas meias-finais da taça nacional. “ U m a ra p a r i g a co m o i t o a n o s q u e q u e i ra j o g a r o u va i p a ra a s e s co l i n h a s o u p a ra o s s e n i o r e s . N ã o h á fo r m a ç ã o e m f u t s a l fe m i n i n o , a a l t e r n a t i va é j o g a r co m o s ra p a z e s ” , n o t a . A o s 1 6 a n o s p a s s o u a ve s t i r a c a m i s o l a d o F C Ve r m o i m , s a g ra n d o - s e c a m p e ã n a c i o n a l e m 2 0 1 1 . A s u a p r e s t a ç ã o e m c a m p o d e s p e r t o u o r e co n h e c i m e n t o n a c i o n a l , t e n d o s i d o chamada à selecção. “É o expoente máximo de qualquer a t l e t a . A s e l e c ç ã o e s t e ve i n a c t i va d u ra n t e d e z a n o s e n ã o h á co m p e t i ç õ e s i n t e r n a c i o n a i s d e f u t s a l p ro m ov i d a s p e l a F I FA , o q u e e x i s t e s ã o t o r n e i o s i n t e r n a c i o n a i s ” , r e fe r e . N o ú l t i m o t o r n e i o m u n d i a l d e f u t s a l fe m i n i n o , A n a A z e ve d o m a r co u e a s e l e c ç ã o p o r t u g u e s a ve i o p a ra c a s a co m u m h o n ro s o t e r c e i ro l u g a r. A a t l e t a a s s e g u ra q u e t e m “ o s p é s b e m a s s e n t e s n a t e r ra ” e n e m o s vá r i o s co nv i t e s q u e tem recebido de clubes, sobretudo espanhóis, a fazem sair d o Ve r m o i m . “A s co n d i ç õ e s n u m a e q u i p a d e f u t s a l fe m i n i n a a i n d a e s t ã o a q u é m d a s o fe r e c i d a s à s e q u i p a s m a s c u l i n a s . E m Ve r m o i m i s s o n ã o s e ve r i f i c a , s o m o s t o d o s t ra t a d o s p o r i g u a l . Pa ra o f u t u ro q u e ro co n q u i s t a r m a i s t í t u l o s , m a s p a ra j á e s t o u m u i t o b e m o n d e e s t o u . É m a i s a m o r à c a m i s o l a d o q u e a o d i n h e i ro . C l a ro q u e s e a p a r e c e r u m a p ro p o s t a i r r e c u s áve l , a í t e r e i d e s e g u i r ” . A a t l e t a j o g a n a s a l a s m a s é p o l i va l e n t e . A s d ú v i d a s q u e t i n h a e m c r i a n ç a , q u a n d o j o g ava co m o s ra p a z e s , h o j e e s t ã o dissipadas. “Ninguém joga sozinho, se sou boa atleta é porque também tenho uma boa equipa . Hoje tenho a certeza d e q u e , d e f i n i t i va m e n t e , o f u t e b o l n ã o é s ó p a ra h o m e n s ” , co n c l u i . L u í s Pe r e i ra


REPÓRTER LOCAL • JANEIRO DE 20112 • 13

por D. VIRINHA

Q U E N TES E BOAS! “ vou andar por aí”

À primeira vista , a imagem parece dar conta de um acto religioso, tal é o ar espiritual dos dois protagonistas. Neste instantâneo captado na conferência de imprensa do passado dia 30 de Janeiro, em Ronfe, os dois autarcas da vila de vem estar a pensar no futuro. E a fazer contas pelos dedos. Daniel Rodrigues anunciou a renúncia ao lugar ao f im de 10 anos e a dois do f inal do mandato, a brindo portas ao delf im, An tónio Sousa . O ar introspectivo dos dois parece indiciar um misto de tristeza e apreensão. Ou de alívio? Daniel Rodrigues sai mas faz questão de glosar Pedro Santana Lopes, ao dizer : “ vou andar por aí!”. E “por aí” signif ica por Guimarães.

UM RESPONSO PARA GANHAR ELEIÇÕES O PSD de Joane vai a eleições no dia 25 de Fe vereiro. E mais uma vez se ouvem as garantias de que agora é que o partido vai mostrar a sua unidade com vista a ganhar a Junta de Joane em 2013. Pior do que foi até agora a condução do núcleo não será, certamente, de vido a um presidente ausente que de ve saber mais da política madeirense do que das andan ças joanenses! Há quem, dentro do partido, ache que o melhor é recorrer a forças do além e pedir um responso para que o futuro seja risonho. Um responso bem lançado pode ser ef icaz , tan to para afastar maus olhados, para encontrar um carro desaparecido ou, já agora , para ganhar eleições! Mezinhas à parte, o certo é que o PSD joanense parece apostado em reunir as tropas. Com ou sem responso.

C A M PA N H A S O L I D Á R I A O RL , pre o c u p a d o co m o e s t a d o l a s t i m á ve l e m que se e n co n t ra o p i s o d a e n t ra d a d a e s co l a s e cundária d e Jo a n e , i m b u í d o d e u m e s p í r i t o s olidário, l a n ç a a c a m p a n h a : UM PARA L E LO , P E L A S A L M I N H A S ! As entre g a s d e d o n a t i vo s p o d e m s e r fe i t a s n a sede da Ju n t a , n o C o n s e l h o D i re c t i vo d a e s co l a ou na Câ m a ra M u n i c i p a l d e Fa m a l i c ã o . O RL já co n t r i b u i u co m 1 2 0 p a ra l e l o s e 1 2 s a co s de cimen t o . C o n t r i b u a t a m b é m !


14 JANEIRO DE 2012 • REPÓRTER LOCAL

JOAQUIM PEREIRA “É minha obrigação acudir às neces sidades da população. Se não estiver no cargo com a f inalidade de a judar os que mais precisam, não faz senti do ser presidente de Junta”.

ENTREVISTA

entrevista • JOAQUIM PEREIRA

“Juntar Oleiros a cinco freguesias vai ser o caos a todos os níveis” Presidente da Junta de Oleiros diz que um orçamento anual de 40 mil euros não serve para acudir às necessidades da freguesia, que tem perdido população nos últimos anos

Luís Pereira

O

s constrangimentos financeiros afectaram o que estava planeado nesta primeira metade de mandato? Estes dois anos decorreram dentro das expectativas. Houve apenas

uma obra adiada mas que será concluída até ao final do mandato. Não foram feitas muitas obras, o ano passado, concentramonos em investir no Parque de Merendas, adquirindo por 10 mil euros o terreno e criando as infra-estruturas necessárias para o seu funcionamento. Tudo junto,

foram investidos 20 mil euros no Parque, a Câmara de Guimarães ajudou com quatro mil euros. Como o investimento foi grande, além do Parque, apenas conseguimos alargar a Rua de Oleiros. Que importância revelou ter o Parque de Merendas para a freguesia?

Foi uma obra importante que valorizou não só Oleiros como as freguesias vizinhas. Já está a trabalhar no alargamento do Parque? O Parque é pequeno e de início estava prevista a aquisição de outro terreno para o alargar. Hoje penso diferente, não é possível adquirir terrenos porque não há verba e não há muito interesse dos privados em vender. Enquanto não ficar definido como ficará Oleiros com a fusão de freguesias, não valerá a pena investir num espaço que depois pode ficar entregue ao abandono. Um orçamento de 40 mil euros é pouco para fazer face às necessidades de Oleiros? É pouco porque desse valor temos de descontar os pagamentos aos membros da Junta e da Assembleia e as despesas com os funcionários que prestam serviços à Junta. Sobra pouco, quase metade é para despesas correntes. O pouco que sobra tem de ser gerido com o maior dos cuidados. Existe a promessa da Câmara de Guimarães de um protocolo de 8 mil euros (que já incluímos no orçamento). Gere-se melhor um orçamento mais baixo do que um mais elevado? É mais exigente a gestão porque tudo é contado e do pouco que há temos de colocar de lado algum para situações imprevistas que estão sempre a aparecer. Ainda o ano passado, as primeiras chuvas danificaram bermas que fomos obrigados a reparar sem contar. É presidente há 10 anos e este é o seu último mandato. Qual a obra mais importante que conseguiu concretizar? Não há uma obra que nestes 10 anos eu me tenha proposto fazer e que não tenha feito. Quis dar a esta freguesia condições mí-

ENTREVISTA • JERÓNIMO MORAIS, ELEITo do ps na assembleia de freguesia de MOGEGE

“O presidente tem um estilo do quero, posso e mando” A Junta de Mogege tem feito um bom trabalho? Quando se está no poder há 20 anos tem de haver trabalho positivo. O problema de Manuel Pimenta é ter adoptado o estilo do quero, posso e mando. O que é que falta fazer? Requalificar o fontanário do Condado, colocar saneamento no lugar da Portela, que é o que mais cresceu nos últimos tempos e ainda não tem. Concorda com a transferência do ringue da ADERM para junto da escola Boca do Monte? Não será pacífico porque o clube vai defender os seus interesses.

Deve saír para dar lugar a uma zona verde e junto da escola deve ser construído um pavilhão. Mas deve ser obra da Junta, porque se for da Câmara, sabemos que uma associação de Joane vai logo ocupá-lo! Concorda com a concentração do ensino na escola Boca do Monte? Concordo e espero que isso resolva o problema actual das turmas mistas. Vejo que está de acordo com as opções do actual executivo… A população gosta do trabalho dele e não serei eu que vou alterar isso.

Qual será a melhor opção para Mogege no processo de fusão de freguesias? Não vai ser benéfica para a população e os idosos serão os maiores prejudicados. Na Assembleia todos concordamos e queremos, caso seja inevitável, juntar-nos a Pedome. O presidente da Junta disse ao RL que se identifica mais com Joane… Pelo contrário, foi precisamente ele que mais insistiu que Mogege ficaria mais bem servida com Pedome, isso está nas actas. A população prefere Joane por causa dos equipamentos. Que trabalho tem desenvol-

vido como eleito do PS? É a primeira vez que assumo um cargo político.Tenho contribuído com as minhas ideias, embora apenas fiquem registadas em acta! Somos dois eleitos mas estou sozinho porque houve desentendimentos entre nós. Vai concorrer em 2013? Teria todo o gosto, mas na última Assembleia, no público apareceu um bombeiro que anunciou que agora era o responsável do PS em Mogege por isso não sei em que ponto está. Aconteceram vários episódios anormais que me levam a crer que a concelhia de Famalicão do PS quer-me colocar de lado.


REPÓRTER LOCAL • JANEIRO DE 20112 • 15

nimas para as pessoas viverem cá, e consegui. Logo no primeiro mandato consegui erguer uma sede de Junta, provavelmente a mais importante de todas. Dotei a freguesia de bons acessos às localidades vizinhas. Quando cheguei existiam várias casas onde não chegava uma ambulância por falta de acessos, hoje não há uma casa em que isso aconteça. Oleiros é hoje muito diferente do que era há 10 anos e os elogios chegam-nos das freguesias vizinhas, mas não quero estátuas por isso. Como reage a quem critica a construção de uma sede de Junta com a envergadura da que foi construída em Oleiros, dizendo ser desajustada à dimensão da freguesia? A crítica não me afecta e não é jus ta. Quando se pensou no projecto, definimos desde logo que seria uma casa com todas as condições e não para servir apenas de remedeio. Hoje a crítica cala-se porque o edifício é muito mais do que sede de Junta, serve de multiusos da freguesia. É cá que prestamos serviços de enfermagem; que está instalado o refeitório escolar que serve três freguesias; que se fazem os convívios da população,

que se pratica ginástica, entre outras. A casa está completamente dinamizada e serve todos os dias a população. Um presidente de Junta não se deve confinar às competências que a lei lhe atribui? Nas zonas rurais, como Oleiros, o presidente tem consciência da distância a que a freguesia está de uma farmácia, de um posto médico ou de outros serviços que se encontram em Joane e Ronfe. Lidamos com uma população envelhecida, sem condições financeiras para um táxi porque em Oleiros só passa um autocarro por dia. É minha obrigação acudir às suas necessidades, colocando alguns serviços desses na freguesia. Se não estiver no cargo com a finalidade de ajudar os que mais precisam, não faz sentido ser presidente de Junta. A instalação desses serviços em Oleiros é uma tentativa de fixar a população? Também, mas tenho consciência que não se consegue segurar os jovens por falta de habitação. Um casal que começa a sua vida precisa de casa e vai procurá-la em Joane ou Ronfe. Oleiros perdeu 10% da popu-

RIBA D´AVE | NOVO PROVEDOR NA SANTA CASA Francisco Guedes é o novo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Riba d´Ave. Eleito para um mandato de três anos, o novo responsável sucede a Raul Alexandre. A ampliação do Hospital Narciso Ferreira e a criação de valências para receber crianças e idosos são alguns dos projectos.

lação em 10 anos, hoje não chega aos 500 habitantes. É provável o fecho da escola e, na fusão de freguesias, está no topo da lista das que se fundirão. Que pensa destas inevitabilidades? Deixa-me pena que a solução pensada para Oleiros nos obrigue a juntar a mais cinco freguesias (Santa Maria, S. João, Leitões, Figueiredo e Vila Nova de Sande). Vai ser o caos a todos os níveis. Porquê? A situação mais grave é a questão de VN Sande, que fica colada às Taipas. Sande deveria juntar-se

“Sempre soube trabalhar com a Câmara de Guimarães. É preciso respeito e diálogo e não chegar à Câmara e impor o que queremos. Grosserias e ameaças só prejudicam a freguesia de quem assim age.

às freguesias do outro lado do concelho e não às deste lado. Estamos a falar de uma distância enorme, mais valia trocar Sande por Vermil. A ser feita a fusão, que seja por três, ficando Oleiros, Santa Maria e S. João. Se não for assim, será o fim da picada. Vai deixar-lhe saudades o cargo de presidente de Junta? A tarefa não é fácil. O que me deixa pena é que, com a fusão, o trabalho tenha sido em vão e Oleiros não tenha quem conserve aquilo que foi construído com muito esforço. Como é a relação com o único eleito da oposição (PSD) na Assembleia? É boa, porque é só um. Só no meu primeiro mandato é que houve três eleitos na oposição que tentaram dificultar o nosso trabalho. E com a Câmara de Guimarães? Independentemente de ser da mesma cor, é preciso respeito e não chegar lá e impor o que que remos. É preciso diálogo e saber que as dificuldades são grandes. Grosserias e ameaças só prejudi cam a freguesia. Domingos Bragança dará um bom presidente de Câmara? É um homem sabido e é certamente a pessoa mais indicada.

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localidades

GUIMARÃES | menos construção no PDM O Plano Director Municipal de Guimarães está em fase de consulta pública até 14 de Fevereiro. A revisão prevê uma diminuição substancial da área destinada a construção. Até esta data os municípes afectados ou com dúvidas podem recorrer à Câmara Municipal.


16 JANEIRO DE 2012 • REPÓRTER LOCAL

castelões • violência

JOANE • BASQUETEBOL

Adepto da ADECA agredido no final do jogo com o Pedome

ATC vice-campeã distrital de cadetes

Associação de Futebol de Salão Amador de Famalicão, multou Associação Desportiva de Pedome em 25 euros Luís Pereira

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U m a d e p t o d a A s s o c i a ç ã o D e s p o r t i va d e C a s t e l õ e s ( A D E C A ) t e rá s i d o a g r e d i d o co m u m a n ava l h a n o f i n a l d o j o g o a co n t a r p a ra a s e g u n d a e l i m i n a t ó r i a d a t a ç a co n c e l h i a , f r e n t e à A s s o c i a ç ã o D e s p o r t i va d e Pe d o m e . Jo ã o C u n h a , d e 2 6 a n o s , e s t ava n a a s s i s t ê n c i a a ve r o j o g o q u a n d o , j á q u a s e n o f i n a l d a p a r t i d a , n a a l t u ra d o s e g u n d o golo da ADECA , alega ter sido agredido por adeptos da equipa visitante. “Nessa a l t u ra o s a d e p t o s d o Pe d o m e co m e ç a ra m a o s p o n t a p é s e f i z e ra m c a i r u m co l e g a m e u . Q u a n d o i a a j u d a r, u m i n d i v í d u o d i r i g i u - s e a m i m co m u m a n ava l h a . Ao tentar impedir que ele me atingisse, acabou por desferir-me um golpe na mão direita”, relatou ao RL . O j ove m d e C a s t e l õ e s t e ve d e s e r a s s i s t i d o n o h o s p i t a l , o n d e f o i s u t u ra d o co m c i n co p o n t o s . Jo ã o C u n h a a p r e s e n t o u q u e i x a n a G N R d e Jo a n e , q u e r e g i s t o u a o co r r ê n c i a , e o c a s o , p o r i n i c i a t i va d a v í t i m a , p o d e rá c h e g a r a o M i n i s t é r i o P ú b l i co . E m co m u n i c a d o e m i t i d o n o p a s s a d o d i a 27, o Conselho de Disciplina da Associaç ã o d e F u t e b o l d e S a l ã o A m a d o r d e Fa m a l i c ã o , r e s p o n s áve l p e l a o r g a n i z a ç ã o d o c a m p e o n a t o co n c e l h i o e d a t a ç a , i n formou que iria multar a Associação Desp o r t i va d e Pe d o m e e m 2 5 e u ro s “ r e l a t i va -

O jovem de Castelões teve de ser assistido no hospital, onde foi suturado com cinco pontos na mão. A GNR de Joane tomou conta da ocorrência.

A ATC de Joane sagrou-se vice-campeã distrital de cadetes masculinos em basquetebol. A equipa perdeu em Vermoim frente ao SC Braga. A ATC ficou à frente do V. Guimarães e GD André Soares. Os iniciados masculinos da ATC continuam a somar vitórias no “Inter-associações”. Desta feita, a jogar em casa, os jovens da ATC venceram a equipa da ED Limiana, por 99-51. Por sua vez, as iniciadas perderam em casa com a ADCE Diogo Cão, de Vila Real, por 61-36. Apesar de derrotadas, as meninas da ATC realizaram um bom jogo, cedendo apenas no último período. Na segunda jornada da Taça do Minho, a segunda equipa de iniciados masculinos perdeu em casa com o BC Barcelos por 51-40.

JOANE • ATLETismo

Rosa Oliveira triunfa na casa de militares

O caso poderá chegar ao Ministério Público.

m e n t e à co n d u t a d o s a d e p t o s d o c l u b e ” no referido jogo. Depois disso, a associaç ã o d e c i d i u a b r i r u m i n q u é r i t o p a ra a p u ra r r e s p o n s a b i l i d a d e s . O jogo do passado dia 21 acabaria por f i c a r n ova m e n t e m a n c h a d o p o r c e n a s d e v i o l ê n c i a e n t r e a d e p t o s . Re co r d e - s e q u e o a m b i e n t e d e r i va l i d a d e e n t r e a s d u a s formações tem vindo a agudizar-se nos últimos tempos. Ainda na última edição, o R L d ava co n t a d a s m u l t a s q u e a A F S A atribuiu a cada uma desta formações por c a u s a d e d e s a c a t o s o co r r i d o s n o u t ro j o g o e m q u e a m b a s s e d e f ro n t a ra m .

A Escola de Atletismo Rosa Oliveira , de Joane, par t icipou nao 16º Corta Mato do Regimento de Cavalaria de Braga . Rosa Oliveira venceu a prova femi nina , seguida de Jessica Pontes, da EARO. Na prova participou também Paula Quintela . Em veteranos II, venceu Luis Faria , seguido de Américo Oliveira e Custódio Mota . “Foi um excelente convivio com os militares,que nos têm recebido muito bem”, refere fonte da escola .


REPÓRTER LOCAL • JANEIRO DE 20112 • 17

ALÉM DA TROIKA | D. JANUÁRIO Torgal ferreira (DN)

OPINIÃO Os artigos de Opinião são da responsabilidade dos seus autores

opinião

Sérgio Cortinhas

Professor; Membro do PS de Vila Nova de Famalicão

1. Sede de Junta Com a presença do nosso pobre Presidente da República, a “Casa de Esmeriz” foi há dias inaugurada na freguesia de Esmeriz. Trata-se de um edifício que acolhe a sede da Junta de Freguesia mas também espaços multiculturais. A “Casa de Esmeriz” é uma obra de arquitetura moderna e arrojada que custou mais de 450 mil euros à Câmara Municipal de Famalicão. Esmeriz é uma freguesia do concelho com cerca de 3200 habitantes e 862 fogos. Joane tem 3200 alojamentos e mais de 8 mil habitantes. Esmeriz tem todo o direito em ter uma sede de Junta condigna para servir a população. Mas Joane também. E neste e outros aspetos, a Câmara Municipal não tem reconhecido e materializado esse direito. A sede de Junta de Joane funciona em antigas instalações da GNR, desajustadas à prestação de um serviço de qualidade à população. A Câmara de Famalicão investe pouco em Joane e quando o faz é com muito mau gosto. Ao contrário do que fez em Esmeriz. 2.Cancro

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Pode ser pura coincidência ou uma análise pouco sustentada de senso comum, mas o que é certo é que nos últimos meses tem falecido, devido ao cancro, um elevado número (anormal?) de joanenses com idades entre os 50-60 anos. São dados que, na minha opinião, devem merecer a atenção dos investigadores. No ano passado, por exemplo, uma equipa do Serviço de Genética do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO), descobriu uma nova mutação (alteração do DNA) num dos quatro genes que causam “o cancro colo-retal hereditário”. E conseguiu também descobrir e identificar famílias portadoras desse gene

”As medidas da troika são duras mas não me deixam surpreso, mas depois descubro que os nossos gover nantes vão além dos sacrifícios impostos pela troika e f ico atónito”.

Cavaco, cancro e a trupe laranja! com ancestral comum, sendo estas maioritariamente do Grande Porto e da zona de Penafiel. Haverá também alguma causa específica/desconhecida que esteja a causar tantas mortes devido a cancro nesta região? 3.Bairro Francisco Simões Na última Assembleia de Freguesia um grupo de moradores em frente ao Bairro Francisco Simões, em Celorico, Joane, queixava-se do comportamento ilícito de uma moradora no referido Bairro. Os queixosos referiam que a moradora os insulta, faz barulhos e não cuida adequadamente da habitação. Parece que há outros moradores que colocam música muito alto a horas de descanso e demonstram desconhecer as elementares regras de civismo da vida comunitária. O Bairro Francisco Simões foi construído pelo benemérito com o mesmo nome, há mais de 50 anos, com o objetivo de proporcionar habitação aos mais carenciados ou desfavorecidos. Mas ser pobre ou carenciado não pode ser sinónimo de má educação e desrespeito pelas regras sociais. Em 2008 participei durante cerca de um ano, como Presidente da Assembleia de Freguesia de Joane, na elaboração de um regulamento do referido bairro que definiu e estabeleceu regras e condições de acesso, atribuição e utilização das habitações e de espaços comuns, bem como direitos e deveres dos moradores das referidas habitações. O regulamento foi aprovado por unanimidade mas se não tivesse sido colocado na gaveta pela Junta de Freguesia (entidade proprietária e gestora do Bairro desde 1982) a vida dos moradores e dos respetivos vizinhos do Bairro Francisco Simões seria muito melhor e talvez este tipo de situações fosse de mais fácil resolução.

4.Trupe laranja Será ingenuidade nossa pensar que o ordenado de Eduardo Catroga (45.000 €) - recentemente nomeado para a EDP - será pago pelos chineses. Pura ilusão! Seremos nós que pagaremos bem caro estes principescos ordenados da trupe laranja. O homem que negociou com a Troika a privatização da empresa onde agora trabalha continuará a “negociar” a desregulação do setor energético, a limitação da concorrência à EDP, os incentivos económicos do Estado ou o fim das tarifas bi-horárias. É este conluio clientelístico-partidário pago com a austeridade dos portugueses que tem caracterizado o Governo de Passos Coelho que prometeu que ía mudar Portugal. E mudou: colocou na mão do capitalismo liberal (a quem se recusa imputar quaisquer sacrifícios) o futuro dos trabalhadores, da nossa saúde e da economia. Como alguém dizia há tempos, “para isto não eram precisas eleições”. 5.Pobre Cavaco Cavaco declarou que ganha 1300 € de reforma e estava a passar por dificuldades. Foi acusado de insensibilidade social. Não vale a pena andar com rodeios que apenas servem para distrair e confundir ainda mais a opinião pública. Contrariamente à opinião dos habituais comentadores ao serviço da nossa democracia, o problema não está só na insensibilidade social que Cavaco revelou. O problema é que também temos um Presidente da República descaradamente mentiroso. Ganha mais de 10 mil euros em duas reformas e tem quase todas as despesas pagas pelo Estado. É preciso ter lata! E estofo para aguentar este tipo de políticos rasteiros.


18 JANEIRO DE 2012 • REPÓRTER LOCAL

ELIMINAÇÃO DE FERIADOS | BAPTISTA BASTOs (DN)

OPINIÃO Os artigos de Opinião são da responsabilidade dos seus autores

Membro da Junta de Freguesia de Joane (PS)

Ao iniciar a primeira crónica de 2012 atrevo-me a de se jar aos le itore s um ano de fe licidade e oportunidades. Enfim como se costuma dizer, um Feliz Ano. Mas bem sei que nunca esta frase esteve tão oposta à realidade. Se o ano que passou não foi fácil, não se espera nada de melhor dos que aí vêm. A tarefa de cada um é encontrar e aproveitar todas as oportunidades por mais pequenas que sejam. E sempre com optimismo moderado de que melhores dias virão. Pelo menos é nisso que eu acredito. Mas o ano não podia ter começado pior, para nós que acreditamos em dias melhores. Subiu o IVA, subiram os preços dos transportes, decretaram-se cortes nas ajudas médicas, nos ordenados e nas reformas. Anunciou-se redução dos feriados e nos dias de férias. A palavra de ordem é austeridade e mais auste ridade. Mas ouvir o Presidente da República queixar-se publicamente das suas reformas foi

Daniel Rodrigues

Presidente da Junta de Freguesia de Ronfe

Em Setembro de 2001, aceitei o desafio lançado por pessoas amigas para liderar o projecto autárquico do PSD na vila de Ronfe. Sujeito a sufrágio em Dezembro do mesmo ano, obtivemos a aprovação da maioria da população de Ronfe, o que levou a que a 20 de Janeiro de 2002, com a tomada de posse como presidente da junta de freguesia, iniciasse uma missão política em prol da minha terra. Cumpri, no passado dia 20 de Janeiro, 10 anos como autarca, 10 anos de muita entrega à causa pública, muita luta pelo desenvolvimento da vila de Ronfe, muitas lutas políticas travadas, muitas angústias e alegrias, muito do meu tempo disponível entregue à comunidade, mas acima de tudo cumpri com muito orgulho a responsabilidade e confiança que os Ronfenses souberam ao longo dos anos confiar-me.

As minhas despesas a soma de todos os aumentos. Quando temos pais que descontaram mais de 40 anos e que recebem menos de 300 euros mensais, estas declarações indignam. É uma indignação que não é superficial, entranha-se na memória e está constantemente activa. É impensável que esta declaração tenha sido feita pelo PR. Se nos lembrarmos que Cavaco Silva optou inclusivamente por se tornar no único PR que não é pago pelo Estado que representa, por preferir receber as suas pensões e assim fu gir aos cortes salariais dos últimos dois anos, esta declaração acaba por ser tudo, menos inocente. Com a soma de todas as reformas, Cavaco Silva ficou a ganhar mais 1100 euros do que se tivesse mantido o salário de PR. Abdicou do salário de presidente porque a isso foi obrigado. Não foi de livre vontade. E m p róximas d e c l araç õe s ire mos ou vir d ize r que a dívida externa existe, é muito grave,

mas que ele, nada tem a ver com o assunto. O abandono sucessivo da agricultura e pesca por via de subsídios, o início das parcerias público-privadas, o BPN, as derrapagens orçamentais em obras públicas…Nada se lhe pode apontar. Uma última referência a um estudo da Comissão Europeia, revelado pelo Jornal de Negócios, onde demonstra que entre os países em crise, “ P o r t u g a l é o ú n i c o o n d e a s m e d i d a s d e a u steridade exigiram um esforço financeiro aos pobres, superior ao que foi pedido aos ricos”. Segundo o mesmo estudo Portugal regista ainda um dos maiores aumentos de risco de pobreza. E é impressionante a “maneira se ser” de nós, portugueses, a nossa ancestral reverência pelos ricos e poderosos, que leva a maioria da população a sofrer para sustentar o nível de vida de alguns que nem impostos pagam em Portugal.

Uma missão com 10 anos Todo o trabalho realizado teria sido de todo impossível sem a entrega, disponibilidade e capacidade de todos os elementos que fizeram parte dos meus executivos, das assembleias de freguesia e das listas de candidatura às várias eleições autárquicas. O cargo de presidente de junta exige muita disponibilidade para o seu exercício e nestes últimos tempos, tem-me sido difícil conciliar a minha vida profissional e familiar com o desempenho das minhas funções executivas, apesar de, em 2009, ter tido a perspectiva de o poder conseguir. Entendo que a ocupação do cargo de presidente de junta deve ser feita de corpo e alma, com entrega total e por isso sinto que está na hora de passar o meu testemunho. Sempre fui o primeiro crítico da minha actividade política e por isso sou o primeiro a reconhecer as minhas falhas e o primeiro a tentar corrigi-las. Acresce o facto de que 10 anos de mandato autárquico é tempo suficiente para o cumprimento

da minha missão e a limitação de mandatos que defendo é a melhor forma de renovar e relançar o trabalho político do PSD na vila de Ronfe, dando lugar a novos rostos, novas ideias, ao mesmo tempo que se tenta dar continuidade ao projecto iniciado em 2001. O projecto do PSD para a vila de Ronfe não se reduz a uma só pessoa, tendo vindo a ser trabalhado no sentido de perdurar no tempo independentemente dos seus actores, logo a transição que ocorrerá em breve deve ser entendida como necessária, salutar e natural. Esta transição irá ser formalizada e explicada a todos os Ronfenses no dia 10 de Março de 2012, data da convenção autárquica, para a qual convido, desde já, toda a população. Espero a compreensão de todos os meus amigos e conterrâneos, prometendo que tudo farei para continuar a ajudar Ronfe na senda do progresso, não como presidente de junta mas quem sabe noutras funções. Obrigado Ronfe.

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Luís Santos

“O Governo que r suprimir feriados, a f im de estimular a “competitividade” e endireitar as f inanças públicas (...) É um ardil, que de veria envergonhar quem o propõe”.


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Edição de Janeiro de 2012

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