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Jornal Escolar

Aqueduto Jornal do Agrupamento Vertical de Escolas nº 2 de Elvas

EDITORIAL

Olá, amigos! Este ano, pela primeira vez, O Aqueduto é

MAIO 2014

. . . s to

e j o Pr

apresentado também em formato digital! Mas não se preocupem, o jornal do nosso

Exp

Agrupamento continua com as mesmas rubricas e os mesmos objetivos: divulgar as atividades / projetos desenvolvidos nos vários ciclos de escolaridade e alguns trabalhos realizados

Atividades

osi çõe

s

nas disciplinas e áreas curriculares. Agradecemos a todos os nossos leitores, que

À descoberta

nos acompanham há mais de duas décadas, e a todos aqueles que colaboraram neste nú-

do

mero do nosso jornal. Não podemos nesta altura deixar de manifes-

livro...

tar o nosso agradecimento aos professores Frederico Zagalo e Clara Zagalo pelo empenho e dedicação com que, desde o primeiro número, lideraram e acarinharam este projeto. Queremos dar os parabéns aos colegas que concluíram esta fase do seu percurso escolar e desejamos-lhes a maior sorte do mundo.

Co

Poesia

nc

ur

so

Boa leitura! Esperamos que gostem do “novo” Aqueduto. Francisco Lérias, Inês Carvalho, Maria de Jesus, Matilde Castanho, 9.ºB

En

s

ros t n co


Jornal Escolar

Em de s t aq u e Portal Ensina

Ficha Técnica

Aqueduto Administração:

Conheça o portal Ensina, destinado a professores, pais e

Biblioteca Escolar

alunos. A plataforma digital de serviço público resulta de

Redação:

uma parceria entre a RTP e o Ministério da Educação.

Alunos e professores do Agrupamento nº 2 de Elvas

Neste novo portal de educação, a RTP junta vídeos, áu-

Textos informativos, Composição e Montagem:

dios, fotos, textos e infografias produzidos pelo serviço

Helena Melo

público de rádio e televisão nos últimos anos. Integra também uma área infantil onde os mais pequenos podem

Equipa responsável:

encontrar músicas, jogos e vídeos.

Célia Durão e Helena Melo

http://ensina.rtp.pt

Impressão: Reprografia do Agrupamento nº 2 de Elvas

L eres S t r ó p e R

Distribuição: Comunidade Educativa

Neste site pode encontrar um conjunto de recursos para apoio à prática pedagógica, sugestões de leitura em suporte digital, sugestões para ocupação dos tempos livres e jogos pedagógicos, informação sobre projetos/atividade desenvolvidas pelos alunos, concursos em

Reportagem Fotográfica

que participam, desafios… Dê uma espreitadela em http://reporteressl.wordpress.com

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Expo São Mateus A DGEstE/Direção de Serviços Região Alentejo esteve

Na nossa escola...

representada na Expo São Mateus em Elvas e a convite da mesma esteve também o Agrupamento nº2 de Elvas, de 23 a 25 de setembro. No stand estiveram ex-

Dia dos Namorados

postos trabalhos realizados pelos alunos da turma do

O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data

especial e comemorati-

no

âmbito

do

mini-módulo

balho desenvol-

amor e a amizade, sen-

vido no âmbito

do comum a troca de e

CEF-SAH,

“Decoração de Espaços Comuns”; uma mostra do tra-

va na qual se celebra o

cartões

ano

dos

presentes

projetos

eTwinning

com grande simbolis-

e

ainda do pro-

mo, tais como as tradicionais caixas de bombons e flores.

jeto

Na nossa escola realizou-se um workshop de criação de flo-

Muitas

res e as mesmas foram entregues, no dia dos namorados, a

REALCE. outras

atividades foram divulgadas através de uma apresen-

alunos e professores.

tação multimédia, dando assim a conhecer o trabalho desenvolvido no decorrer do ano letivo 2012/2013.

Feira do Livro A Feira do Livro do Agrupamento nº2 realizou-se na escola sede deste agrupamento, entre os dias 2 e 6 de dezembro. Do programa, para além do contacto com as mais recentes edições, destacamos a animação musical a cargo de alguns alunos da escola (na sessão inaugural) e a presença da escritora Ana Maria Magalhães. A organização do evento esteve a cargo do Departamento de Línguas e da Biblioteca Escolar.

Carnav al O desfile de Carnaval Infantil realizou-se no dia 28 de fevereiro. Como já é tradição, as crianças das várias escolas do concelho desfilaram pelas ruas da cidade, enchendo as mesmas de animação e colorido. Este ano, os alunos do Agrupamento nº 2 escolheram a temática “Bruxas e Feiticeiros”.

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Na sessão inaugural estiveram presentes elementos da comunidade educativa e também a comunicação social. A animação musical esteve a cargo do sexteto de flautas, composto por alunos do 6º ano. Foi uma sessão animada e com bastante entusiasmo na descoberta de novos livros.


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Dia de São Martinho

Na nossa escola

Dia Mundial de Consciencialização do Autismo Este ano o nosso magusto foi ainda mais animado, pois recebemos a visita de uns alunos espanhóis que vieram para festejar connosco o Dia de São Martinho. Foi um dia muito divertido, movimentado e cheio de surpresas, em que até recebemos a visita do São Martinho. Este encontro foi realizado no âmbito do programa de Atividades de Cooperação Transfronteiriça: Encontros escolares 2013 – “Ciudadanos de la Raya, Ciudadanos de Europa“ promovidas pelo Gabinete de Iniciativas Transfronterizas de la Dirección General de Inversiones y Acción Exterior.

A comunidade educativa do Agrupamento nº 2 de Elvas comemorou este dia, realizando uma caminhada de sensibilização que culminou com um lanche convívio e uma animação musical no ginásio da escola sede.

Caminha pela tua saúde...

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O estilo de vida cada vez mais sedentário, aliado ao uso crescente da tecnologia no quotidiano estão a causar altos níveis de inatividade entre pessoas de todas as idades. A evidência científica e a experiência disponível mostram que a prática regular de atividade física e o desporto beneficiam, quer fisica, quer social, quer ainda mentalmente. Constituem, por isso, um dos pilares para um estilo de vida saudável. No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Saúde, o Projeto de Educação para a Saúde, o Grupo de Educação Física da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Nº1 de Elvas e a Unidade de Cuidados na Comunidade, do Centro de Saúde de Elvas dinamizaram o evento “Caminha pela tua Saúde”, destinada a toda a comunidade. Incluindo os rastreios à tensão arterial e glicémia antes da caminhada.


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Dia do Livro Doado O dia 14 de fevereiro é conhecido como o dia dos namorados, mas também é o Dia Internacional do Livro Doado ou International Book Giving Day, um dia especial onde pessoas, no mundo todo, doam livros (usados ou novos) para que o maior número possível de crianças possa receber livros como presente!

Na nossa escola

Halloween

O Dia Internacional do Livro Doado é uma iniciativa voluntária com o objetivo de fomentar nas pessoas, particularmente nas crianças, o acesso e o entusiasmo pelos livros e pela leitura.

O Dia das Bruxas é um evento tradicional e cultural, que ocorre basicamente em países de língua inglesa, mas com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos.

Dia da Biblioteca Escolar

Dia Europeu do 112 Comemora-se no dia 11 de fevereiro, a nível Europeu, o dia do 112 - Número Europeu de Emergência. Este número foi criado em 1991 e desde 2008 passou a ser o único número de emergência que pode ser usado de qualquer telefone fixo, móvel ou telefone público para aceder aos serviços de emergência em qualquer país da União Europeia, gratuitamente. Para assinalar este dia, por todos os países da União Europeia foram realizadas várias ações e eventos, de modo a alertar todos os cidadãos para a importância da correta utilização do 112.

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Segundo os princípios estabelecidos pela International Association of School Librarianship—IASL. 0 “Mês Internacional da Biblioteca Escolar permitirá aos responsáveis pelas bibliotecas escolares, em todo o mundo, escolher um dia, em outubro, que melhor se adeqúe à sua situação de forma a celebrar a importância das bibliotecas escolares… “. O Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares decidiu, este ano, declarar o dia 28 de outubro como o Dia da biblioteca escolar.


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Ana Maria Magalhães No âmbito da

À conversa com...

Feira do Livro, que

António Torrado Querem ouvir uma história?

decorreu

na nossa Biblioteca Escolar, a

mais

escritora

Foi esta a pergunta que António Torrado fez várias vezes aos alunos, no decorrer da sessão que dinamizou no Auditório do Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas

Ana

Maria

Maga-

lhães

honrou-

nos com a sua presença, no dia 4 de dezembro. A autora, que apresentou os seus livros e falou, em primeira-mão, sobre os seus mais recentes trabalhos, mostrou-se disponível para conversar connosco e responder às perguntas dos

A Biblioteca Escolar promoveu mais uma iniciativa de encontro com escritores, desta vez com António Torrado, que falou dos seus livros e contou histórias para os alunos dos JI(s), 1º, 2º e 3º anos do Agrupamento nº2, durante toda a manhã.

jovens leitores, com clareza e simplicidade. Ficámos, assim, a saber que, para além dos tão apreciados livros da coleção “Uma Aventura”, há outros igualmente interessantes para a nossa idade bem como um recentemente publicado e destinado a um público mais crescido. Foi um encontro muito interessante, porque perce-

Da parte da tarde, visitou a EB1 de Santa Luzia onde conversou com alunos e autografou livros.

bemos quais as fontes de inspiração e as viagens realmente

efetuadas

para

tornar possíveis muitas das histórias que nos conta. No final do encontro, a O encontro com o escritor realizou-se no dia 17 de mar-

escritora autografou livros

ço, no Centro de Negócio Transfronteiriço. Este escritor

aos presentes.

chama-se António Torrado e disponibilizou algum do

Gostámos muito dos momentos que passámos com a auto-

seu tempo para, na Semana da Leitura, o conhecermos

ra, que nos recebeu com muita simpatia e boa disposição.

e conversarmos com ele.

Queremos deixar aqui o nosso singelo agradecimento pelos

António Torrado contou-nos várias histórias, todas mui-

momentos tão agradáveis que passámos.

to engraçadas! Ele é muito brincalhão e todos nós rimos Tiago, 6º A - Lúcia, 6º B - Marcos, 6º B

e divertimo-nos bastante. Fiquei curiosa por conhecer outras das suas obras e, por isso, requisitei alguns dos seus livros na biblioteca da escola. Gostei muito desta iniciativa desenvolvida pela escola e gostaria que se repetisse com outro escritor. Teresa Carvalho, 3º B

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Elsa Grilo À conversa com...

Estive toda a tarde na Escola EB 2, 3 de Santa Luzia (antigo Ciclo) a sensibilizar os alunos para a importância da nossa Elvas Património Mundial. Foi uma tarde excelente com professores dedicados e alunos atentos e participativos. Adorei! Uma iniciativa da Biblioteca Escolar. No final recebi um "pagamento" carinhoso dos jovens alunos: um lindo ramo de flores. Obrigada a todos os responsáveis. (facebook)

José Ribeiro Os alunos do 5º ano inauguraram a exposição “Elvas Património da Humanidade”. Esta atividade foi dinamizada pela Biblioteca Escolar em colaboração com o Departamento de Ciências Sociais e Humanas, a Biblioteca Municipal e o Museu Militar.

Vereadora Elsa Grilo

Estiveram em exposição os painéis ilustrativos e informativos sobre os principais pontos históricos da cidade. Os alunos conheceram outros detalhes do património classificado através da apresentação realizada pelo sub-diretor do Museu Militar, tenente-coronel José Ribeiro. Na sua visita, à BE da escola sede, a Vereadora Elsa Grilo apresentou, em primeira mão, as novas mascotes - Balu & Ada - inspiradas em elementos das muralhas seiscentistas. Balu, de baluarte, e Ada, de coroada, são duas personagens criadas pelo ilustrador André Letria. Foram ainda apresentados os bens classificados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

António Gonçalves Designa-se por Guerra Colonial ou Guerra do Ultramar (designação oficial portuguesa do conflito até ao 25 de Abril), ou ainda Guerra de Libertação (designação mais utilizada pelos africanos independentistas), o período de confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação das antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, entre 1961 e 1974. Em mais uma comemoração do 25 de abril, tivemos connosco o Sr. António Gonçalves, que nos falou da sua experiência no decorrer deste conflito.

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Feriado Municipal

Notícias

Foi no ano de 1658, quando as tropas espanholas, com D. Luís

Desafio Moral

de Haro no comando, perseguiram as tropas portuguesas e

Realizou-se no dia 6 de maio de 2014, na nossa cidade, o XIII encontro de alunos de Educação Moral e Religiosa Católica, designado “Desafio Moral”, tendo como tema “Cristo, Património da Humanidade. Estiveram presentes, entre as 9.00h e as 16.00h, cerca de 4.000 alunos, professores e auxiliares de educação das várias escolas da diocese de Évora.

invadiram o território pela fronteira na Ribeira do Caia. Começou assim, no mês de outubro desse ano, o cerco que iria conduzir a esta importante batalha que é hoje assinalada no concelho de Elvas como feriado municipal do 14 de janeiro. …

Estiveram ainda presentes o presidente da Câmara Municipal, representantes da direção dos três agrupamentos de escolas de Elvas e, como não podia deixar de ser, o nosso Arcebispo, D. José Alves, que nos saudaram com breves palavras. Durante a manhã houve muita música, coreografias/danças (sendo a coreografia do nosso hino a principal) e apresentações de esquemas de ginástica acrobática. Os momentos principais da manhã foram a Oração e duas encenações. Na primeira assistimos à apresentação da história de Elvas (que tal como Cristo também é Património da Humanidade) e de “Cristo, Património da Humanidade”.

Eu acho que numa batalha há sempre que lamentar a vida de seres humanos mas penso que a batalha das linhas de Elvas foi muito importante para os portugueses e também para nós elvenses. Foi a prova de que fomos capazes de lutar pela nossa independência! Maria Beatriz Tripa, 5º D

Almoçamos no Parque da Piedade e durante o almoço conhecemos muitos alunos de outras escolas. Seguiu-se um desfile pelas avenidas António Sardinha e da Piedade. Apesar do calor e de estarmos cansados o desfile foi muito divertido. Cada escola gritava pela sua cidade/vila e no meio do barulho não se entendia quem pertencia a que escola se não fossem as cores das Tshirt´s que nos identificavam. Foi engraçado ver a cara das pessoas que estavam na rua a olhar para nós.

Higiene Oral Foi aprovado o projeto “Escova Mágica”, do Agrupamento nº2 de Elvas, que visa sensibilizar os alunos para as vantagens de escovarem dos dentes. Escovar os dentes com um dentífrico fluoretado é considerado, hoje em dia, um dos meios mais eficazes na prevenção da cárie dentária. Se este método for efetuado nos Jardins de Infância e nas Escolas, estamos a contribuir para que as crianças tenham dentes saudáveis a vida inteira.

Foi um dia muito cansativo, estava muito calor mas divertimo-nos muito e no final do dia, embora cansados, já estávamos a pensar no encontro do próximo ano que se realizará em Coruche. Esperamos estar lá. Maria Neutel e Rafael, 6ºD

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Espécies Invasoras

Notícias

As turmas dos 5º e 8º anos, nos dias 6 e 7 de março, colaboraram no projeto life 10 nat/ es/000589, no âmbito da disciplina de Ciências Naturais, sobre perturbações no equilíbrio dos ecossistemas. Foram sensibilizadas sobre “Espécies exóticas invasoras, uma ameaça global”. A INVASEP tem vindo a desenvolver uma “luta contra espécies invasoras nas bacias hidrográficas dos rios Tejo e Guadiana na Península Ibérica”. Verificamos que a primeira espécie exótica invasora era o Homem, o que levou à quase (ou total) extinção de inúmeras espécies, tais como o dodó, a foca-monge e o bisonte-americano. Foi revisto o conceito de Biodiversidade, pois a propagação de determinadas espécies exóticas invasoras é a segunda maior causa da perda de biodiversidade; explicou-se o que era “espécie exótica” e “espécie exótica invasora” e as suas diferenças. As espécies exóticas invasoras (E.E.I), como o bengali-vermelho e o jacinto-de-água, são as espécies de outro sítio trazidas propositadamente ou não que arruínam o ecossistema local. Para além de afetarem a biodiversidade, afetam a saúde e a economia do local.

Saúde Oral Tivemos na nossa escola dois higienistas orais. Eles fizeram uma ação de sensibilização de higiene oral. Primeiro falámos sobre os tipos de dentes (incisivos, caninos, prémolares e molares). Depois, falámos sobre as doenças orais que podemos ter, como a placa bacteriana que causa a cárie e a gengivite. Também falámos que só devemos comer doces depois das refeições porque, após as refeições lavamos os dentes e os restos de doces são eliminados. Por fim, explicaram como se levam os dentes, quando os devemos lavar e a quantidade de dentífrico que devemos usar. Gostei muito de aprender estas novas lições e espero nunca mais me esquecer delas. Do que eu mais gostei foi de conhecer melhor a gengivite. Maria Inês, 4º A

Sensibilização sobre Saúde Oral Perante a ação de sensibilização de “Higiene Oral” no âmbito do Projeto de Educação para a Saúde, todas as turmas do 7º ano assistiram, em janeiro, a um alerta dos cuidados a ter com a higiene oral, dinamizado pelo higienista oral Dr. Carlos Lopes. Deste interessante projeto aprendemos a maneira correta de lavar os dentes (lavar todos molares pela frente, por trás e por cima e avançando para o centro bucal, repetindo o modo descrito anteriormente sempre com a escova inclinada 450 pois a gengiva deixa entrar cerca de 2 mm dos pelos da escova) e quais as melhores características na escolha da pasta dentífrica.

...

Depois do ato de sensibilização, ou seja, depois da palestra, visitaram um autocarro estacionado no recinto da escola, para fazerem atividades lúdicas sobre o Ciclo da Água e os resíduos. Eu próprio experienciei as atividades dos resíduos, em que foi mostrado um vídeo sobre o tema; de seguida foi feito um jogo sobre esse mesmo tema em que tínhamos de escolher o produto mais ecológico em vários estabelecimentos; um segundo jogo consistiu em colocar os vários tipos de resíduos nos depósitos corretos.

Também aprendemos quais as doenças causadas pela má escovagem dos dentes como a placa bacteriana, gengivite, periodontite, tártaro, cárie dentária, mau hálito, etc. Estes projetos são bastante interessantes e benéficos e aprendemos sempre métodos que por vezes não sabíamos e são bastante importantes. Diogo Sequeira, 7ºA

Gonçalo Fernandes, 8ºA 8


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Se eu fosse... Hoje acordei e… era um piano, um majestoso piano clássico feito de madeira. Mas não de uma madeira qualquer, não! Pois tenho um porte nobre e fico bem em todo o lado: nas salas espelhadas de um palácio, num salão acolchoado de veludos num hotel, no palco… A minha presença é notável aos olhos de quem me vê e aos ouvidos de quem ouve as minhas notas.

Escritores O OUTONO

Miguel Outono tem um ar doce, calmo e melancólico, a dizer-nos que está a chegar o outono. De faces rosadas, as suas maçãs do rosto parecem duas romãs, os olhos são tão pretos, de um preto azulado e profundo como as asas dos corvos, os seus cabelos grossos e encrespados como a trepadeira à procura do sol são de uma cor acastanhada, amarelada, com reflexos quase dourados, dependendo de como o sol incide neles. Miguel veste-se como a natureza, com cores outonais. Gosta de amarelo, mas só se for com várias tonalidades, tal qual as folhas a cair das árvores, que avisam da sua chegada. Os seus braços mexem-se lentamente ao ritmo da brisa. Usa um chapéu que o cobre dos últimos raios de sol, que por vezes ainda são bem quentinhos e aquecem os seus sapatos de cortiça. Quase que se sentem os odores das castanhas assadas e o cheiro da lenha a queimar. Noutros dias, o chapéu de abas largas também lhe serve para o abrigar das brisas frescas e dos chuviscos que começam a cair. Que figura tão doce que nos alerta para os dias que vão ficando mais pequenos e os serões bem maiores, para bebermos chocolate quente e comermos churros deliciosos.

Tenho teclas brancas de marfim entremeadas de teclas pretas. Assim, até parece que visto a rigor, como o traje de gala do pianista que me acompanha. Estou sempre presente nas galas e nos concertos, até mesmo em atos religiosos. Sou a alegria de quem me toca, do público que transporto com as minhas notas cheias de vida e de harmonia, criando melodias inesquecíveis. Mª Helena C., 5º D

Anjo da Guarda Pshiu, cala-te, não precisas dizer mais nada, já percebi tudo, consigo ver a tristeza imensa por detrás dos teus olhos. Eles, realmente, estão mais profundos do que nunca… Escondem a confusão que vai no teu coração e na tua cabeça…E o teu sorriso, ele nunca foi tão falso, as sombras que deixa, ao invés do brilho… O que se passa? Estás a tremer, as tuas mãos parecem estar aflitas… Não sei o que se passa, mas acho que algo está mal, vamos lá, vamos transformar a escuridão por detrás dos teus olhos em cor, as sombras do teu sorriso em brilho, porque ele é lindo, quando se torna verdadeiro… Oh, não precisas de chorar, enxuga as lágrimas, pára de tremer, quem tem de tremer são as pessoas que te atingem todos os dias… És a mulher mais corajosa que conheço, por tudo o que enfrentas.

Pedro Lázaro, 5º D

Vamos fazer um acordo, esquece tudo e vamos sonhar o meu sonho. Toma, fica com as minhas “asas” e sonha tão alto quanto eu sonho. Ah, e fica com o meu coração, sei que vais cuidar dele, como nunca ninguém cuidou. Afinal, esse era o meu sonho, quer dizer, estou errado, agora é o nosso sonho, pois tu tens as minhas asas. Vou cuidar de ti! Promete-me que vais ser o meu… Anjo da Guarda.

O Zé Outono vestia-se com uma túnica coberta de folhas castanhas, laranja e amarelas e com frutos secos da época. Tinha olhos cor de cobre e os longos cabelos de tons ruivos-acobreados. No seu ombro, um esquilo maroto comia alegremente uma bolota, fazendo estalar a casca daquele fruto. Inês Silva, 5º D

9

Francisco L., 9º B


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-Prova este frango! É bem melhor que bacon! E foi assim que o problema dos três porquinhos se resol-

Escritores

veu. Mas… passadas cerca de duas semanas… Capuchinho recebeu um email do Galo de Barcelos e da Galinha dos

O frango vence o bacon!

Ovos de Ouro, que pelos vistos se tinham casado, a dizer que um lobo não parava de tentar comê-los…

Todos conhecemos a história do Capuchinho Vermelho, todos sabemos que nesta história a rapariga é perseguida por

Gonçalo Passareiro, 8ºB

um lobo e também todos sabemos como a história termina.

O Azubi e o Reino dos

Mas o que ninguém sabe é que, após ter estado na barriga

Dinossauros

de um lobo, Capuchinho decidiu ser domadora destes ferozes animais.

Há muito, muito tempo no Reino dos Dinossauros,

Certo dia, Capuchinho recebeu um email que dizia o seguin-

muito antigo, nascera um bebé pequeno, a que a mãe

te: “Olá Capuchinho, sou o porquinho mais velho de três

chamara Azubi.

irmãos porquinhos e os meus irmãos precisam da tua ajuda.

Azubi tinha uma pele cheia de padrões e era um dinos-

Todas as semanas um lobo destrói a casa de palha do meu

sauro herbívoro, que escolhia sempre as melhores fo-

irmão mais novo e a de madeira do meu irmão do meio,

lhas. Ele era uma criança inteligente e curiosa e todos

para tentar comê-los. Para se esconderem do lobo vêm abri-

os dias ia chapinhar no lago e brincar, balançando-se e

gar-se na minha casa feita de tijolos. Aquele, como não con-

escondendo-se nas árvores com os amigos. À noite, a

segue destruí-la com os seus poderosos pulmões, tenta en-

mãe, chamada Bulize, lia-lhe uma história, cantava-lhe

trar pela chaminé e nós somos obrigados a queimar-lhe o

lindas canções de embalar com a sua voz doce, suave e

rabo, acendendo a lareira, e já estamos a ficar sem lenha…

harmoniosa e ele adormecia nos seus braços.

por favor, ajuda-nos”.

Certo dia, Azubi foi acampar com os amigos na Floresta

Preocupada com estes três porquinhos, Capuchinho apres-

Mariadinith. Quando chegou a noite, todos adormece-

sou-se a chegar à morada indicada no pedido de ajuda. Con-

ram exceto Azubi, que nunca tinha dormido fora de

sigo apenas levava, como sempre, o seu almoço, feito pela

casa e muito menos sem as canções da mãe. De repen-

sua avozinha, que era o membro da família que mais a apoi-

te, um T-Rex aproximou-se, e Azubi gritou acordando

ava na decisão de se ter tornado domadora de lobos, pois,

os amigos. Fugiram cada um pelo seu caminho, mas

como sabemos, a avozinha também já estivera na barriga de

Azubi encontrou um objeto e, como era curioso, deu-

um lobo.

lhe um pontapé para ver o que ele fazia. Então um

Quando lá chegou, Capuchinho reparou que um dos porqui-

buraco negro sugou-o. O objeto era uma máquina do

nhos se preparava para matar o lobo que se encontrava ali

tempo, que o transportou para o presente e o fez che-

perto. Vendo aquilo, a rapariga pediu ao porquinho para se

gar até mim. Todas as noites ele pede-me para eu lhe

acalmar; assim aconteceu. Capuchinho perguntou, então, ao

cantar uma canção de embalar.

lobo o porquê de estar constantemente a tentar comer os

Inês Silva, 5º D

três irmãos. Perante tanta curiosidade, o lobo respondeu: -Oh rapariga… é que eu adoro bacon! Ouvindo esta afirmação, Capuchinho deu ao lobo o seu almoço, um frango assado, que, como era de esperar, estava delicioso.

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Conta-nos uma história

Concursos Presépios Criativos O Concurso “Conta-nos uma história!”, promovido no âmbito do Plano Tecnológico da Educação (PTE), através da Direção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e do Plano Nacional de Leitura (PNL) pretende fomentar a realização de projetos desenvolvidos pelas escolas de Educação PréEscolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico que incentivem a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), nomeadamente as de gravação digital áudio.

A Biblioteca Escolar, em colaboração, com o Departamento de Artes, dinamizou o 1º Concurso “Presépios Criativos”. Este concurso desenvolveu o espírito natalício, aliando a capacidade artística, inovadora e criativa à adaptação ou reutilização de materiais e objetos, tendo em vista um futuro renovador e mais sustentável.

Os vencedores No Natal fizemos um presépio. Soubemos que ia haver um concurso na escola e nós participámos.

Ser Imaginário A proposta de criar um “Ser Imaginário”, com recurso ao espírito criativo, à “frontagem” de texturas como elemento plástico e ao lápis de cera como material de expressão, foi o desafio lançado aos alunos do 5º ano na disciplina de Educação Visual.

Este presépio foi feito com uma caixa de madeira, folhas, garrafas de água vazias, pinhas e tricô feito por todos nós. Para grande surpresa nossa, ficámos em primeiro lugar. Ofereceram-nos uma festa. Vieram as professoras que organizaram o concurso e um representante da direção da escola.

Deste desafio resultaram trabalhos muito interessantes. A criação do “Ser Imaginário” deu depois origem a uma produção textual, também ela muito criativa.

Nesta festa tivemos um lanche delicioso, com música, e os mais novos dançaram com as professoras. Recebemos um diploma e a festa foi muito bonita. Rodrigo Matos, 9º D 11

Beatriz Tripa, 5º D


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Os Livros Concursos A segunda eliminatória

Leitores Sonhadore

s

Esta fase de apuramento decorreu na Biblioteca Escolar, que se encheu de jovens leitores empenhados em fazer uma boa leitura. No intervalo e enquanto se esperava pelos resultados houve uma sessão de animação com direito a pipocas! O júri selecionou quatro alunos para representar o Agrupamento na final. Parabéns a todos os alunos leitores sonhadores e parabéns aos vencedores: Matilde Gama (3º ano), Tiago Pintão (4º ano), Luís Castelo (5º ano) e Ana Catarina Duarte (6º ano). Continuem a gostar de ler e a sonhar!!!

A grande final... Decorreu, no auditório da Escola Superior de Educação de Portalegre, a final do concurso Interconcelhio de leitura “Leitores Sonhadores”. Nesta final estiveram presentes os vencedores da 2ª eliminatória, de todas as escolas participantes. Foi um dia de grandes emoções e uma verdadeira Festa da Leitura. Muitos livros e magníficas leituras! Parabéns a todos os alunos!

No dia 12 de março de 2014, realizou-se na Biblioteca Escolar um concurso de leitores sonhadores com dois representantes de cada turma, do 1º ao 6º ano de escolaridade.

Os nossos Leitores Sonhadores leram muito bem! Foram todos excelentes e a Matilde Gama foi a vencedora do 3º Ano. Foi um dia memorável! Os alunos tiveram ainda oportunidade de conhecer a escritora Lurdes Breda que fez parte do júri e apreciou a leitura expressiva dos leitores sonhadores.

Eu e uma colega minha fomos representar a nossa turma. Estava com o coração aos pulos, mas acabei por ler bem. Infelizmente, não ganhei, mas acabei por ficar feliz por achar que o vencedor do 5º ano representará bem a nossa escola. Acabamos de ler e recebemos uma sacola com uns fones, uma caneta e um diploma. Uns saíram contentes, outros tristes por não terem ganho, mas eu não me importei porque já fiquei muito feliz por ter participado. Matilde Santos, 5º C

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Os Livros Concursos

Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma - Irene Lisboa

Concurso Nacional de Leitura

Livro recomendado pelo PNL para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

A 18 de outubro de 2013, o Plano Nacional de Leitura declarou oficialmente aberta a 8ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL) 2013 – 2014 que decorre entre esta data e o final do mês de junho de 2014. Tal como em anos anteriores e levando em conta a intenção de promover a leitura nas escolas, o Plano Nacional de Leitura (PNL), em articulação com a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) e com a Rede das Bibliotecas Escolares (RBE), promove o Concurso Nacional de Leitura(CNL).

rital... Na fase dist

«Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma» insere-se na reedição, levada a cabo pela Editorial Presença, das «Obras de Irene Lisboa», de que estão neste momento disponíveis dez volumes; o outro volume para crianças e jovens «Queres Ouvir? Eu Conto» (1993) está também disponível na colecção «À descoberta». O prefácio pretende traçar sumariamente as principais linhas temáticas e condutoras desenvolvidas nestas histórias, quer articulando-as com os restantes livros de Irene Lisboa, quer apontando os seus processos literários, originais ou herdados de um imaginário tradicional. Com o seu lugar próprio nas «Obras de Irene Lisboa», este livro é mais um elo na cadeia de reactivação do nome desta autora, assim posta mais perto de leitores maiores e mais pequenos.

A cidade dos deuses selvagens— Isabel Allende

Os alunos Catarina Canelhas, Gonçalo Passareiro e Raquel Isidoro representaram a nossa escola na fase distrital do Concurso Nacional de Leitura, que decorreu no Cine Teatro de Nisa, no dia 3 de maio. As obras selecionadas para as provas foram “Uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma”, de Irene Lisboa, e “A cidade dos deuses selvagens”, de Isabel Allende. Após a realização de duas provas, de resposta rápida e de leitura dramatizada, a colega Raquel Isidoro ficou classificada em terceiro lugar, o que nos enche de orgulho. Além de avaliar a capacidade de leitura dos participantes, o Concurso foi um momento bastante agradável de convívio e partilha. Ana Beirão, 9º B

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Ao adoecer a sua mãe, o jovem Alexander Cold parte com a extravagante avó Kate, numa expedição da National Geographic à selva amazónica, em busca de um estranho animal que muito pouca gente viu e que os indígenas chamam «a besta». Outros membros da expedição, dirigida por um petulante antropólogo, são dois fotógrafos norte-americanos, uma bela médica, um guia venezuelano e a sua surpreendente filha de nove anos. Uma história emocionante e comovente que prende da primeira à última página e que alerta para os problemas ecológicos e para o drama terrível da extinção das tribos índias da região do Amazonas, como consequência direta da exploração desenfreada e irresponsável praticada pelos brancos.


Jornal Escolar

Eu, sonhadora

Poesia Negra Vós chamais-me moreninha Mas eu morena não sou, Sou tão negra como a noite E a estrada por onde vou. Tenho olhos de azeitona, Minha pele é de pantera, Meu corpo tem um traçado Ágil e negro de fera. Negra África me corre Dentro das veias, num rio. Só o meu sorriso é branco Como as velas dum navio.

À ma neir a de ... Bonequinha

Há quem me chame de boneca, Mas eu boneca não sou. Sou apenas uma menina E pela estrada, livre, eu vou.

Dizem que eu sou sonhadora, Também acho que o sou. Viajo até à lua Como num foguetão eu vou. Estou sempre a sonhar acordada Com um olhar distante, O castanho desse olhar ganha brilho Como as estrelas de uma galáxia mais adiante. Inês Silva,5º D

Vivo a vida bem alegre Sem saber aonde vou. Mas sei sempre o que dou E aquilo que sou. Maria Helena Costa, 5ºD

Não me chamem moreninha Porque eu morena não sou, Sou negra como o orgulho De ser aquilo que sou.

Autorretrato Chamam-me Pedro E morgado eu sou. Minha mãe assim o quis E minha avó me apodou. Dizem que a minha pele é branca, Mas branquinho não sou. Sou moreno como grão de café E foi assim que alguém me retratou.

Luísa Ducla Soares, A Cavalo no Tempo, 2003

Pedro Lázaro, 5º D

Branca

Este, sou eu. Vós chamais-me chatinho, Mas chato eu não sou. Sou tão calado como na missa Atento, eu sempre estou. Tenho o coração ternurento E não o deixo fugir com o vento. Chamo-me Rafael, um rapaz Muito hábil e bem capaz. Rafael Jesus, 5º D

Vós chamais-me branquinha, Mas eu branca não sou. Eu sou bem rosadinha Como esta rosa que te dou.

Vós chamais-me Teresinha, Mas eu Teresinha não sou. Meu nome é, ouçam bem, Teresa! Minha pele é suave e branca Como as nuvens do céu.

Tenho olhos de amêndoa, Minha pele é de pêssego, Cheirosa como a calêndula. Aprecio a calma e o sossego.

Tenho olhos de azeitona verde Brilhantes de mil alegrias. Meu corpo é esbelto E no rosto tenho um sorriso de magia.

Velha Europa me corre Dentro das veias, o continente. Do alto de uma bela torre Admiro o grande Ocidente.

Maria Teresa Gomes, 5ºD

Não me chamem branquinha, Porque eu branca não sou. Sou bege como o orgulho De ser aquilo que sou. Maria Beatriz Tripa, 5º D 14

Vós chamais-me de girafinha, Mas eu girafa não sou. Tenho os olhos como dois botões E gosto muito de vestir calções. Minha pele é morena E assim cor de mel eu sou. O meu sorriso branco é Como as linhas da estrada por onde vou. Jéssica Rodrigues, 5º D


Jornal Escolar

Tristeza Poesia Rio de

Estava longe e triste de desdém,

À ma neir a de ... vento

Vivia sozinha no meio da escuridão. Tão perto da dor, porém, Nunca na minha vida olhei alguém.

Rio, rio de vento Que nasces onde o sol já não alcança, Vens questionar o meu engenho,

Sussurro no meu castelo: Porquê? Onde? Alguém?

Tentas abolir a minha esperança.

Os meus olhos transmitem a dor. Vejo as sombras do pôr-do-sol além…

Não tens vergonha, ó rio,

Mas ninguém liga ao meu amor.

Do teu ser ignóbil e pérfido? Levas o meu pensamento Como uma folha de outono a esvoaçar

Lisandra Duarte, 7º D

Porquê tanta tristeza? O meu coração não sabe expressar

Ao vento.

Tamanha fraqueza. E vais arruar por aí Com intrigas alheias,

À noite, choro e penso

Balbúrdias que não te pertencem,

No porquê de tanta carência.

Vinganças que não vencem.

Por minha insolência te peço (Não julgues que é veneta, Pois minhas palavras meço) Que me escutes apenas desta vez.

Catarina Canelhas, 9º C

Porque não voltas?

É urgente

Ludmila Silva, 9.ºC Poema à maneira de... “Castelã da Tristeza” de Florbela Espanca

É urgente o amor Entre dois mundos. É urgente não existirem sentimentos mudos. É urgente destruir a saudade

Foi assim que Deus me fez, Frágil e inocente, petiz… Leva tudo o que há em mim Sem deixar rastro ou cicatriz.

E rasgar a distância. É urgente a liberdade E voar sozinho. É urgente aprender com o passado E escrever o futuro.

Maria de Jesus Rodeia Poema à maneira de… “Nuvens correndo num rio”, de Natália Correia

É urgente pensar mais e falar menos, Planear mais e arrepender-se menos. É urgente haver bocas caladas

Matilde Mirante, 4º A

E corações falantes. É urgente parar e pensar

Andreia Lopes, 9.ºC

Para mudar.

Poema à maneira de… “Urgentemente”,

Talvez seja urgente sentir o amor! Carolina Bastos 7º B

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de Eugénio de Andrade


Jornal Escolar

Concurso de poesia

Poesia Balada da desgraça no meio da multidão

No dia 30 de maio, os alunos do 9º C, juntamente com outros alunos do ensino secundário e do primeiro ciclo, participaram na cerimónia de entrega de prémios do Concurso de Poesia, na Escola Secundária D. Sancho II. Alguns alunos do nosso Agrupamento participaram nesta iniciativa com poemas escritos no âmbito da disciplina de Português.

Ignorância, inimiga do Homem,

Para grande surpresa e satisfação, a aluna Beatriz Luciano do 9ºC ven-

Faz muita gente sofrer,

ceu o 2º lugar, ganhando como prémio 30 euros.

Mas ajuda quem

Entre cada entrega de prémio, pudemos ainda ouvir cantar algumas

A usa para esquecer.

alunas do ensino secundário e assistir à declamação de vários poemas. Catarina Canelhas e Diogo Lavado,

Muitos morrem para que outros,

O amor

Movidos pela ganância, vençam. Enquanto movo estes monstros,

O Amor,

Movo cabeças que não pensam

É grande Como um elefante.

Procuram distrair-se

É delicioso como um chocolate.

De diferentes formas e companhias, Mas continuam desejosos que a sorte,

O Amor,

Que é tão incerta quanto forte,

Cheira a rosas como as do meu jardim,

Lhes traga mais alegrias.

Agora quando as estou a colher, Dou um espirro e faço atchim.

Enchem-nos de pensamentos falsos, Cobiça de outros…

O Amor,

Mas, na verdade, eles só pedem

Quando nasce,

Que lhes tragam a estrela do Norte,

É como um jardim a florir.

Pois, apesar do esforço,

O coração bate, bate,

Nada lhes restará na hora da morte.

Parece que vai explodir.

Beatriz Luciano, 9.º C Poema à maneira de “Balada para um homem na multidão” de Natália Correia

Ainda não sei o que é o amor,

2º Lugar - Escalão Juvenil

Quando encontrar a miúda

Mas vou tentar descobrir.

Que me o faça sentir.

O professor Carlos Beirão, dinamizador do concurso, referiu que o objetivo da iniciativa é “fomentar o gosto

João Pedro, 3º B

pela poesia e incentivar os jovens a criarem poemas”.

1º Lugar - Escalão Infantil

Os alunos do nosso Agrupamento participaram e quatro deles resultaram vencedores. Muitos parabéns!

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Jornal Escolar

O Amor Poesia

O amor é um sentimento cheio de talento Que nos faz cantar ao vento.

O Verão

Amor, amor é tão bonito como uma flor…

De entre as 4 estações,

É multicolor.

É do verão que gosto mais, Vestidos, saias curtas, calções

Pode ser azul como o mar,

E na paria brincar com meus pais.

Amarelo como o sol,

João Sequeira, 4º A

Verde como a relva, Com sol e muito calor

Branco como as nuvens.

Mergulho nas piscinas e no mar, Uso roupa de alegre cor

Joana Gervásio, 4º A

E muitas horas para brincar.

O amor leva-nos a sonhar E faz o mundo mudar. Leonor Prates

Vou à praia, toda feliz, toda contente.

2º Lugar - Escalão Infantil

Com o meu irmão brinco na areia, Mergulho no mar, muito valente… Quando nado sinto-me uma sereia.

Muita luz e alegria Se sente por todo o lado. O bom tempo faz magia, Parece tudo mais animado.

Torre da Tristeza

Frutas de muitas qualidades,

Em meu redor não vejo ninguém.

Torre da tristeza, porque choras?

Imensas flores coloridas…

Vivo sozinha na minha torre: a solidão.

Os segundos passam a minutos

Passear por vilas e cidades,

Tento, porém, chamar por alguém…

E estes a horas.

Nas minhas férias preferidas!

Sinto que o esforço é em vão.

É o tempo, não, nunca para.

Se eu pudesse escolher

A torre nunca antes se libertou.

o verão nunca ia acabar!

Sempre as mesmas perguntas: Como? Porquê? Quem?

Bons gelados para comer,

Acho um desperdício de tempo, a dor.

Vivemos o mesmo sentimento a meias.

E mergulhos para refrescar!

Vejo, além, as sombras do sol-pôr. Chora o silêncio… nada… ninguém vem.

Leonor Beichinha , 3º D 2º Lugar - Escalão Infantil

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Porque rezas baixo? Porque anseias?

Leonor Monteiro, 9.ºC (poema à maneira de “Castelã de tristeza” de Florbela Espanca)


Jornal Escolar

Ana Carolina: Considera que a Internet tem contribuído

Entrevista

para a difusão do seu trabalho? Poeta: Sim, sem dúvida. As redes sociais, o meu blogue pessoal, têm contribuído para dar a conhecer a minha

Poeta popular

poesia e se não fosse a Internet, nunca teria lido tanta

Esta entrevista foi feita pelos alunos do 6º D, Ana Carolina

poesia como já li.

Cândido, Eduardo Cândido e Rodrigo Laranjeira, ao poeta

Rodrigo: O que gostaria que acontecesse para se sentir

popular José Chilra que aceitou partilhar connosco a sua

completo enquanto poeta?

imensa sabedoria no que toca a um tema que costuma afu-

Poeta: Eu não me considero poeta. Faço poesia popular

gentar os mais jovens: a poesia e o seu mundo maravilhoso.

em décimas, sextilhas, quintilhas e quadras. Publicar um

Fica aqui o meu agradecimento ao poeta José Chilra e aos

livro não é obsessão, mas gostaria muito.

alunos que nos brindaram com uma entrevista interessan-

Eduardo: Como consegue ter tanta imaginação para

tíssima que não podem perder.

fazer poesia tão bonita? Poeta: A poesia é um estado de alma. Assim, procuro

Profª Elisabete Pereira

criar uma história à volta de um tema, misturo a realida-

José Narciso Chilra

de com a ficção sem nunca perder de vista o tema, a estrutura poética e a melhor métrica possível. Um poe-

Rodrigo: Bom dia. Pode apresentar-se, por favor.

ma tem que ter mensagem e, às vezes, é preciso saber

Poeta: O meu nome é José Narciso Chilra e tenho 63 anos

ler nas entrelinhas.

de idade.

Ana Carolina: Seria capaz de fazer uma poesia alusiva

Eduardo: Quando é que a poesia entrou na sua vida?

aos jovens de hoje em dia?

Poeta: Aos 15 anos, fiz os meus primeiros versos e a partir

Poeta: Aqui vai ela!

daí fui fazendo poemas e guardando na gaveta. Carolina: Qual é o poeta que o senhor José mais admira? Poeta: António Aleixo, um grande poeta popular e a poeti-

Jovem

sa Florbela Espanca.

Todo o jovem que é astuto

Rodrigo: O que é, para si, ser poeta?

Aposta na sua formação

Poeta: O poeta é um criador de frases onde expressa os

Sabendo que num minuto

seus sentimentos conforme a sua inspiração. É um verda-

Não se faz um campeão.

deiro dom. Eduardo: As vivências da sua infância e da sua adolescência

É preciso persistência

marcaram a sua formação como poeta?

Estudar cada vez mais

Poeta: As minhas raízes camponesas e os poetas populares

Não temer a exigência e não defraudar os pais.

com quem convivia influenciaram em muito o meu gosto pela poesia. Esses poetas, na sua maioria analfabetos, fazi-

São esses progenitores

am décimas de improviso, como por exemplo, o mestre

Árvores de folha caída

Talhinhas – mentor do teatro de marionetas “Bonecos de

E os demais educadores

Santo Aleixo” – e Anastácio Pires, natural do concelho de

São os bons livros da vida.

Alandroal. A poesia popular está muito arreigada neste concelho de onde sou natural.

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Jornal Escolar

Neste final de ano letivo, inspirados pelo clamor do

Entrevista

povo de abril, assim como pelos odores e o chilrear melodioso dos passarinhos que anunciam a primavera, dedicámo-nos à leitura da poesia. Mas o que é a

O jovem adolescente

poesia? É tão fácil reconhecê-la onde quer que ela nos

Lida mal com o NÃO

espreite, mas parece tão difícil domá-la! Então, pro-

Mas o que for coerente

pus aos alunos do 6º D irem ao encontro de pessoas

Medita sobre a razão.

com mais experiência de vida – os adultos! - e perguntar-lhes mais sobre a relação que mantêm com a

É preciso saber ouvir

poesia. A professora de música da Academia de Elvas

Para melhor saber falar

aceitou partilhar connosco os seus sentimentos e sen-

Não vale a pena mentir

sações. Obrigada!

Não vale a pena chorar.

Profª Elisabete Pereira

O futuro não é risonho

Marta Lobo

Culpem esta sociedade Nunca desistam do sonho

Q. Como define “poesia”?

De entrar na faculdade.

R: A poesia é uma ferramenta muito importante para expressar as emoções através das palavras.

Digam lá o que disserem

Q: Qual é o seu poeta ou poetisa preferida?

Os jovens são um amor

R: Jose Luis Borges 1 e Fernando Pessoa.

O dia que eles quiserem

Q: para si, quais são as diferenças entre o poeta e uma

Fazem um mundo melhor!

pessoa comum? R: Um poeta tem a capacidade de expressar as sua emo-

José Chilra

ções e uma pessoa comum, que não seja poeta, tem essas emoções, mas expressa-as de outras maneiras.

Blogue pessoal intitulado “Alentejanices”

Q: para que é que acha que serve a poesia?

in http://chilra.blogspot.pt/

R: Para que outras pessoas se identifiquem com emoções que o poeta quis transmitir. Serve para comunicar

Livros de Poesia

algo. Q: Existe poesia sem poema ou poema sem poesia? R: Sim. Existem atos poéticos ou situações poéticas. Isabel Rodrigues, Maria Neutel e Débora Abreu

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Jornal Escolar

O Símbolo Perdido

Livros

Este livro foi escrito por Dan Brown, autor de bestsellers como O Código Da Vinci e Anjos e Demónios. Tal como nos livros que acabo de referir, este tam-

Romeu e Julieta

bém é um romance que mistura de forma fascinante a Ciência com a Simbologia, com a Religião e com Seitas. Neste caso, refere-se à Ciência Noética e à simbologia/seita dos Maçons.

Em Mântua, num baile de másca-

A história começa quando o perito em simbologia, Robert

ras, Romeu Montésquio encontra-

Langdon, é convocado inesperadamente por Peter Salo-

se com Julieta Capuleto. Apesar de

mon, maçon, filantropo, historiador e seu antigo mentor,

pertencerem a famílias inimigas,

para dar uma conferência no Capitólio, em Washington

eles apaixonam-se e prometem

DC.

encontrar-se novamente. Na ma-

ganado devido a, no centro da rotunda principal do Capi-

nhã seguinte, Julieta envia a sua

tólio, encontrar uma das mãos de Peter tatuada com uns

ama, para se encontrar com Ro-

símbolos misteriosos, espetada numa base de madeira.

Mas, quando lá chega, apercebe-se de que foi en-

meu e marcar um encontro. Após algum tempo, Romeu

Os acontecimentos que se sucedem na história devem-se

pede Julieta em casamento e esta aceita.

ao facto de Robert só ter doze horas para salvar o seu

Após um conflito entre as famílias Capuleto e Montésquio

velho amigo e ao mesmo tempo evitar que um dos segre-

onde dois indivíduos são mortos, Romeu é exilado de Mân-

dos mais bem guardados da história seja revelado ao

tua.

mundo. Para tal vai ter a ajuda de Katherine Salomon,

Julieta e Frei Lourenço engendram um plano, para que a

irmã de Peter e perita em Ciência Noética, que também

jovem não case com Paris, de quem está noiva, por decisão

tenta salvar a sua investigação do mesmo homem que

da família: esta deverá tomar uma poção que reduz os parâ-

raptou o seu irmão, cujo nome é Mal’akh. Este tem como

metros vitais ao mínimo durante 24 horas. Frei Lourenço

objetivo descobrir o segredo maçónico que, supostamen-

enviará uma carta a Romeu a explicar o plano.

te, o tornará o homem mais poderoso do mundo.

Mas a carta nunca chega. Na noite antes do casamento,

Julieta toma a poção e julgam-na morta. Romeu ouve boa-

Na minha opinião, este livro é muito interessante e leva-

tos da morte de Julieta e cavalga até Mântua, deparando-se

nos a refletir sobre diversos aspetos da vida, como, por

com Julieta que não acordou da sua morte temporária. Cho-

exemplo, o poder do pensamento e a ideia de Deus como

cado, toma um veneno que o mata. Depois, Julieta acorda e

sendo plural e não Uno. Dan Brown tem o talento de en-

encontra-se com o corpo de Romeu, suicidando-se tam-

volver na mesma história “ramos” da vida que eu nunca

bém.

imaginaria que fizessem sentido todos juntos, mas que na

Trata-se de uma obra muito interessante, onde encontra-

realidade fazem mais sentido como um conjunto do que

mos sentimentos como a paixão, a ansiedade, a tristeza e a

individualmente.

alegria. Diogo Lavado, 9º C

20

Beatriz Luciano, 9º C


Jornal Escolar

Livros Conto da Ilha Desconhecida O conto começa com um homem pedindo ao rei um barco.

José Saramago

Este pergunta-lhe para que fim ao que o homem esclarece que almeja sair para buscar e encon-

José de Sousa Saramago foi um escritor, argumentista, tea-

trar a ilha desconhecida. Os geógrafos

trólogo, ensaísta, jornalista, dramaturgo, contista, romancis-

já haviam adiantado que não existiam

ta e poeta português. Foi galardoado com o Nobel de Litera-

mais ilhas desconhecidas, pois todas

tura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões,

essas já haveriam sido procuradas e

o mais importante prémio literário da língua portuguesa.

encontradas e assim já se haviam torA Viagem do Elefante

nado conhecidas. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até

Em meados do século XVI o

que alguém desembarque nelas. Os geógrafos do rei ten-

rei D. João III oferece a seu

tam ainda demovê-lo da ideia, pois já não existem ilhas

primo, o arquiduque Maximi-

por conhecer. Com insistência, acaba por convencer o rei a

liano da Áustria, genro do

satisfazer-lhe o seu desejo, embora pareça uma loucura,

imperador Carlos V, um ele-

uma vez que pediu o barco para procurar uma ilha que

fante indiano que há dois

ninguém conhece, nem mesmo ele.

anos se encontra em Belém,

O homem conquista a simpatia da mulher da limpeza do

vindo da Índia.

palácio, que decide abandonar a vida enfadonha que leva, para segui-lo. A mulher trata de limpar o barco enquanto

Era uma vez um rei que fez

ele vai à procura de tripulantes. À noite, ao chegar, infor-

promessa de levantar con-

ma a mulher da limpeza que ninguém quer acompanhá-lo

vento em Mafra. Era uma

na jornada; nenhum marujo o leva a sério e tudo parece

vez a gente que construiu

perdido. Antes de se deitarem, o homem deseja-lhe felizes

esse convento. Era uma vez

sonhos, mas é ele quem leva toda a noite a sonhar. Sonha

um soldado maneta e uma

que a sua caravela navega em alto mar, abrindo caminho

mulher que tinha poderes.

sobre as ondas, enquanto ele maneja a roda do leme e a

Era uma vez um padre que

tripulação descansa à sombra. Procura a mulher da limpe-

queria voar e morreu doido.

za com os olhos, mas não a encontra. Acorda abraçado a ela, e ela a ele. Ao nascer do sol, vão pintar na proa do barco, em letras brancas, o nome da caravela. Pela hora do meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida faz-se enfim ao mar, à procura de si mesma. Catarina Canelhas, 9º C

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Jornal Escolar

Este foi o livro que mais me

Livros

marcou porque esta emocionante história dá-nos a conhecer o drama das crian-

Recados da mãe

ças que ficam órfãs. Clara e Leonor tiveram a sorte de ter na família alguém que as

Livro: Recados da mãe

acolhesse, as protegesse e

Autora: Maria Teresa Maia Gonzalez

as mandasse estudar, em suma, que lhes desse o que elas precisavam, minimizando assim a ausência da mãe.

Num dia normal de escola, Clara e Leonor esperavam a chegada da mãe, à porta do colégio. Não era normal a mãe demorar

Marta Gomes , 8ºB

tanto tempo. Qual não foi o seu espanto quando viram que

Maria Teresa Maia

não era a mãe que as ia buscar, mas sim o pai. Era de facto um acontecimento estranho, pois, devido à separação dos

Gonzalez

pais, o pai nunca as ia buscar, viam-no apenas ao fim de semana. No caminho até casa do pai, receberam a triste notícia

Maria Teresa Maia Gonzalez, licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, co-

de que a mãe tinha morrido.

autora da coleção "O

Viveram algum tempo em casa do pai, mas como o espaço em

Clube das Chaves". É au-

casa não era muito, as filhas deveriam ir viver com a sua avó

tora de inúmeras outras

materna em Coimbra, numa casa antiga de família.

obras, incluindo vários A adaptação das irmãs foi muito diferente. Clara não gostou

títulos premiados. "A Lua

muito da ideia de ter de deixar a sua família, os seus amigos, a

de Joana", o seu maior sucesso editorial, já conta com 16

sua escola, a sua casa. Já Leonor não teve grandes problemas

edições. O seu livro, "O Pai no Tecto", tem sido igualmen-

em adaptar-se, talvez por ser mais nova e não ter bem a no-

te bem recebido pelos jovens leitores e professores.

ção do que se passava no momento. Apesar disso, Leonor

É uma das mais vendidas e prestigiadas autoras portu-

sentia muito a falta da mãe. Clara, como irmã mais velha, sen-

guesas de livros dedicados a crianças e jovens adolescen-

tiu que deveria proteger e fazer um pouco o papel da mãe,

tes.

porque naquele momento era a única pessoa com quem Leonor tinha completo à vontade. Clara, ao perceber o sofrimento da irmã, todas as manhãs dizia que tinha sonhado com a sua mãe e que ela lhe tinha deixado um recado. Leonor foi vivendo na ilusão que a mãe continuava a protegê-la e a acompanhá-la através dos sonhos. Os seus dias na quinta da avó, nas férias de verão, foram passando rápida e normalmente. De dia, as manhãs e as tardes eram bastante divertidas. À noite, a pouco e pouco, Leonor foi-se habituando à ideia de que a mãe não iria voltar.

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Jornal Escolar

Mia Couto Livros

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista e professor e é, atualmente, biólogo e escritor.

0 Beijo da Palavrinha

Está traduzido em diversas línguas. Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri

Título: O beijo da palavrinha.

criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do

Autor: Mia Couto.

Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze me-

Ilustrador: Danuta Wojciechowska..

lhores livros africanos do século xx), foi galardoado, pelo

Editora: Caminho.

conjunto da sua já vasta obra, com o

Local e ano da edição: Alfragide \ 2008.

Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o

O livro que li é: Conto.

Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia

Era uma vez uma menina que se chamava

foi distinguido com o Prémio Passo

Maria Poeirinha e nunca tinha visto o mar. Ela

Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura

e a sua família eram pobres, viviam numa

pelo seu romance O Outro Pé da Se-

aldeia no interior e acreditavam que o rio que

reia. Jesusalém, o seu último romance,

ali passava não tinha nem fim nem foz.

foi considerado um dos 20 livros de

Certo dia, a Maria Poeirinha adoeceu grave-

ficção mais importantes da «rentrée»

mente. O tio Jaime Litorânio pensava que

literária francesa por um júri da esta-

enviá-la num barco pelo rio até ao mar, seria

ção radiofónica France Culture e da

a cura da Maria Poeirinha, mas não resultou porque ela esta-

revista Télérama. Em 2011 venceu o Prémio Eduardo

va tão doente que a viagem se tornou impossível.

Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de

O irmão Zeca Zonzo, que era um rapaz sempre com a cabeça

Mia Couto para o desenvolvimento da língua portugue-

no ar, teve uma ideia e foi buscar um papel e uma caneta.

sa. A Confissão da Leoa é o seu mais recente livro. Galar-

Ele escreveu a palavra mar no papel, para que a sua irmã

doado com o Prémio Camões 2013.

passasse os dedos por cima das letras e assim poder sentir e

http://www.wook.pt/

conhecer o mar antes de morrer. Ela conseguiu sentir as ondas do mar, as gaivotas e até as rochas da praia através das letras e, depois, faleceu. Toda a família ficou muito triste por a Maria Poeirinha ter morrido.

A minha opinião: O livro é muito triste, já que a Maria Poeirinha morre. Mas também gostei muito do personagem Zeca Zonzo, pois ele teve a ideia de escrever a palavra mar, para que a sua irmã, através desta palavra, conseguisse ver o mar e morrer como num sonho. Laura Cunha, 5ºB

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Jornal Escolar

co El Gre

eTwinning

Os Génios da Europa 2013/2014 Os génios do nosso projeto viajam pela Europa e contactam com alunos, professores e elementos da comunidade educativa por onde passam. Visitam também muitos locais e conhecem algumas tradições dos países/cidades da Europa. Os alunos com a ajuda dos professores criaram o génio representante do seu país e enviaram-no numa viagem pelos outros países, levando consigo uma carta de apresentação. Nos locais

Vasco da Gama

por onde passa, os alunos dão a conhecer aos génios os diferentes aspetos de sua cultura e gastronomia, as cidades e acontecimentos importantes. Durante a permanência do génio em cada escola, os alunos procuram saber um pouco mais sobre ele. O génio permanece na escola duas ou três semanas, aproximadamente, e logo de seguida parte para outro país. Os alunos da nossa escola escolheram a Amália Rodrigues para nos representar.

o re Magn

Alexand

Nicolau Copérnico

Alunos do 4º A

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Jornal Escolar

Na Biblioteca Municipal Semana da Leitura

Exposições Teve início no dia 20 de

Na D GEst E

maio mais uma exposição de trabalhos dos alunos do Agrupamento nº 2 de Elvas, na DGEstEDSRA. Este ano a exposição contou com a colaboração do CEIP Arias Montano, que contribuiu com uma mostra de trabalhos, desenvolvidos no âmbito do projeto “Histórias Viajantes”. A temática da exposição é a Língua Portuguesa, uma vez que grande parte dos trabalhos foi elaborada no

Na Feira Escolar

âmbito da 8ª edição da Semana da Leitura que, tal como em anos anteriores, celebra a grande festa do livro e da leitura, desta feita centrada na temática da Língua Portuguesa.

Na Biblioteca Escolar

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Jornal Escolar

No fim houve recompensas, não só para as turmas que esta-

Semana da Leitura

vam a assistir mas também para os leitores, trocaram-se rebuça-

Atividades Interciclos

dos e chupa-chupas. Esta atividade foi diferente e divertida, motivando os alunos para a leitura de obras clássicas. Para a turma do 8º B foi uma excelente forma de desenvolver as capacidades de oralidade e leitura. João Maria Cruz e José Maria Janarra, 8º B

A Galinha Vermelha Os alunos do 5º B e do 5º C apresentaram a história “A Galinha Vermelha “ aos alunos do JI de Santa Luzia. No passado dia 18, a turma do 8ºB da Escola Básica dos 2º e 3º ciclos de Santa Luzia dirigiu-se à escola do 1º ciclo do Agrupamento, a fim de realizar uma sessão de leitura, na biblioteca, para duas turmas do 3º ano. O livro em questão era uma nova versão do clássico romance de Romeu e Julieta adaptado para o 1º ciclo. Trata-se de uma obra contemplada nas sugestões de leitura das “metas de aprendizagem” do 3º ano. O público prestou atenção a toda a leitura, acompanhada pela projeção das ilustrações do livro. Perto de vinte alunos leram a história, cada um a sua parte, sem confusões, tudo planeado

e

A formiga horripilante

treinado

devidamente, havendo também dois figurantes que faziam parte da in-

Os alunos do JI de Revoltilho assistiram à apresentação da história “A formiga horripilante”, que esteve a cargo dos alunos do 6º C.

trodução e da conclusão da história. Após o momento de leitura expressiva, os alunos do 8ºB fizeram algumas previamente

perguntas, prepara-

das, perguntas essas a que o público soube responder mente.

perfeita26


Jornal Escolar

Biblioteca Municipal

Visitas

No dia 20 de Fevereiro fomos à Biblioteca Munici-

Mosteiros dos Jerónimos

pal e começámos por ouvir uma história chamada “O capuz e o lobo”, do livro Trinta por Uma Linha, escrito por António Torrado. De seguida, a senhora que nos leu a história fez-nos perguntas sobre o que tínhamos ouvido e depois levou-nos a uma visita guiada pelas várias salas: adultos, juvenil, multimédia e infantil. Também nos mostrou o sítio onde estão as revistas e os jor-

No dia 28 de novembro de 2013, os alunos de 9.º ano da EB

nais que as pessoas podem ler.

2,3 realizaram uma visita de estudo a Lisboa, no âmbito das No fim da visita, deram-nos um folheto onde dizia o que

disciplinas de Português e História. De manhã, assistimos à representação do Auto da Barca do

era preciso fazer para se ter o Sofia Luciano, 3º B

Inferno, de Gil Vicente, no claustro do Mosteiro dos Jerónimos. Os atores interagiram com o público durante todo o espetáculo, o que tornou a encenação muito interessante e original. À saída do Mosteiro, aproveitámos para visitar o túmulo de Luís de Camões e o monumento a Fernando Pessoa. O almoço decorreu nos jardins de Belém. Foi um momento de convívio muito agradável. Da parte da tarde, visitámos o Museu Militar de Lisboa. As turmas dividiram-se em dois grandes grupos para ouvirem melhor as explicações dos guias. Naquele espaço, recordámos matérias que tínhamos tratado nas aulas de História. Foi um dia bem passado e bastante enriquecedor. Diogo Reis, 9ºB

Turma do 1º A de visita à Biblioteca Municipal.

27


Jornal Escolar

O objetivo foi mais do que cumprido, deu para conhecer como é a vida num

Visitas

lar de idosos conhecer as pessoas que lá permanecem e as suas histórias tão

Lar de vale de Marmelos

ricas, tão belas, tão inspiradoras.

O nosso plano era

ler

Maria Chaparro, 8º B

uma

história, interagir

com

utentes do lar e, por fim, lanchar com elas. Cumprimos

Histórias da

as

Maria-dos-olhos-grandes e do Zé pimpão

o

Maria pensava que o

desejado. A meu ver, a turma comportou-se de uma for-

mundo “era só o seu

ma que me surpreendeu bastante. Houve mais do que

jardim”, mas Zé Pim-

interação, houve mesmo um sentimento de carinho e

pão levou-a a ver outra

compaixão para com as idosas, notei companheirismo

realidade, onde “há

entre nós e elas.

barracas escuras, fei-

Como delegada, devo dizer que não haveria melhor tur-

tas nem sabe de quê, e

ma para desempenhar este papel tão importante para a

miúdos a chorar, e

sociedade.

onde os brinquedos

Guardamos a fo-

são pedras, e a lama

lhinha do texto e

são os jardins”. Quan-

dividimo-nos

em

do regressaram, Maria

grupinhos de duas

“trazia o mundo nos olhos” e o desejo de fazer algo de

ou três pessoas

concreto para ajudar aquelas pessoas, para que todas esti-

que depressa fo-

vessem do mesmo lado e expressa-o da seguinte forma:

ram falar com as senhoras que nos olhavam com um

“se não há jardins para todos, vou dividir os canteiros, se

olhar grato pela nossa visita. Quando dei por mim, já os

os canteiros não chegarem, uma flor para cada um, e se as

rapazes mais tímidos da minha turma conversavam com as idosas e as raparigas inventavam histórias. Parecíamos

flores forem poucas, há pétalas, enfim há cheiro, mas todos terão igual”.

muito descontraídos, falávamos fluidamente com elas, parecia que o assunto surgia assim do nada. Umas mais simpáticas que outras, mas todas pediam um beijinho e

Histórias de Maria-dos-olhos-grandes e do Zé pimpão 28 Canuto Jorge Glória


Jornal Escolar

Mãos Solidárias Solidariedade

Atividade desenvolvida em colaboração com o MTA (Movimento

Feira Solidária

Teresiano do Apostolado) de El-

No dia 10 de dezembro

vas. Envolveu toda a comunidade

fomos atá à escola sede

educativa da EB1 de Santa Luzia.

do agrupamento, com a

A atividade consistiu na recolha de alimentos, em colabora-

professora Helena, para

ção com as famílias e a sua entrega ao Banco Alimentar da

juntar dinheiro através

responsabilidade do MTA de Elvas. De salientar o grande

da venda de comida e

envolvimento das famílias nesta recolha de alimentos.

decorações de Natal – Feira Solidária. Vendemos muitas coisas: velas, flores, pulseiras e bolos. Vendemos a muitas pessoas (alunos, professores e auxiliares). Foram lá alguns meninos para comprar o que tínhamos para

vender

e

até

nós

comprámos

recordações.

Todos nós gostámos de vender aqueles objetos, principalmente porque sabíamos que estávamos a ajudar. O dinheiro vai ajudar na compra de livros para juntar aos que

recolhemos

Recolha de Livros

na

“Campanha do Livro Doado

Este projeto visa sensibilizar os alunos e a restante comunidade educativa para a

José Maria, João, Alexandra

importância da leitura e do acesso a

e Carolina – 4º A

livros de histórias e a manuais escolares. Venda de trabalhos realizados pelos

Livros e manuais escolares que, uma vez

alunos, na disciplina de Educação

usados/lidos e bem preservados pelos

Moral e Religiosa Católica – Clube da

seus utilizadores, poderão

Solidariedade, na Biblioteca Escolar, e

ainda ser uma excelente

por outros elementos da comunidade

mais-valia, para quem não

escolar, nomeadamente pais, encar-

tem recursos para os com-

regados de educação e auxiliares de ação educativa. Esta

prar. Pensamos nos alunos

atividade envolveu alunos

de outras regiões e países,

de diferentes ciclos e anos

nomeadamente os Países Africanos de Língua Oficial Portu-

de escolaridade (4º, 5º,

guesa, que por vezes têm muita dificuldade em adquirir

6º, 7º, 8º e 9º anos). 29


Jornal Escolar

át atem

Matemática

da M s a i c Notí

ica

Olimpíadas de Matemática Realizou-se no dia 21 de maio de 2014, na Escola sede do

Olimpíadas de Matemática

Agrupamento de Escolas de Vendas Novas (Escola Secundária de Ven-

No dia 13 de Novembro de 2013

das Novas), a final do concurso

decorreu a 1.ª eliminatória das

”Problematizando”. Esteve presen-

XXXII Olimpíadas Portuguesas de

te nesta final o aluno da Escola

Matemática (OPM), organizadas

Básica dos 2.º e 3.º Ciclos N.º1 de

anualmente pela Sociedade Portu-

Elvas, Gonçalo Passareiro. Este alu-

guesa de Matemática. Houve uma

no recebeu um diploma no dia da fase final e a escola

boa participação dos alunos da

recebeu uma menção honrosa.

nossa escola nas diferentes categorias. O número de participantes em cada categoria foi:

af Des

quarenta e cinco, nas Pré-olimpíadas; trinta e nove, na Categoria Júnior; onze, na Categoria A.

ios

Foram apurados para a 2.ª eliminatória, que decorreu

Um homem gastou tudo o que tinha no

no dia 15 de janeiro de 2014, os alunos Lúcia Mendes, do

bolso, em três lojas.

6.ºB e Maria Trindade Balsinhas, do 6.ºC, na categoria Jú-

Em cada loja gastou 1 euro a mais do

nior e o aluno João Beicinha, do 9.ºB, na categoria A.

que a metade do que tinha ao entrar.

A aluna Maria Trindade Balsinhas foi apurada para a Final

Quanto dinheiro tinha ao entrar na pri-

Nacional, que se realizou de 3 a 6 de abril, no Agrupamen-

meira loja?

to de Escolas Dr. Mário Sacramento, em Aveiro. A referida aluna participou também nas Olimpíadas de maio,

Problema da Calculadora

Canguru Matemático

Uma calculadora tem duas teclas: D, que duplica o número, e T, que apaga o algarismo das unidades. Se uma pessoa escrever 1999 e tocar nas teclas pela sequência D,T, D e T, que número obterá como resultado?

Este ano, a prova do Canguru Matemático sem Fronteiras realizou-se, no nosso Agrupamento, no dia 27 de Março. Participaram cerca de 150 alu-

Triângulo de Fósforos

nos, distribuídos pelas seguintes categorias: Mini-Escolar nível II (3.º ano de escolaridade), Escolar (5.º e 6.º anos de escolaridade),

A figura seguinte é composta por 18

Benjamim (7.º e 8.º anos de escolaridade), Cadete (9.º

fósforos que formam 9

ano de escolaridade). A melhor classificação do nosso

equiláteros geometricamente iguais

Agrupamento foi obtida pela aluna Maria de Paiva Trinda-

entre si. Elimina 5 fósforos de forma

de Balsinhas, que ficou em 15.º lugar na categoria Escolar

a obter apenas 5 triângulos equiláteros geometricamente

(de entre vinte e sete mil seiscentos e vinte e

iguais entre si.

três participantes).

30

triângulos

Maria Balsinhas, 6º C


Jornal Escolar

RPG-Real Playing Game

Cinema

Enquanto vivemos, por muitas vezes

Amigos Improváveis

e

constantes

pensamos

na

imortalidade, na riqueza e na saúde. Com as três seríamos perfeitos. Para

O filme francês intitulado “Amigos

termos riqueza precisa-

Imprová-

mos de saúde. Mas ao

veis” (“Intouchables” em

avançarmos

francês, o que significa:

na

vida,

perdemos a saúde. Al-

intocáveis) e publicitado

guns pensam que po-

como “O filme sensação

dem comprar saúde, e pensam também que podem com-

do ano”, tem como pro-

prar a imortalidade. Será isso possível? Talvez, num futuro

tagonistas François Cluzet

próximo…

que desempenha o papel de um rico tetraplégico

Este é o tema retratado no filme, a busca pela imortalida-

cinquentão, a viver num

de. Quando 10 idosos multimilionários com doenças termi-

bairro muito chique de Paris, rodeado de fieis emprega-

nais se decidem imortalizar, recorrem a uma empresa que

dos, enfermeiras, fisioterapeutas, e Omar Sy que represen-

lhes oferece a hipótese de jogarem um jogo onde voltarão

ta a personagem de Driss, um jovem de origem africana,

a ser atraentes e saudáveis, mas onde têm uma probabili-

criado numa família numerosa, num bairro dos subúrbios

dade gigante de encontrarem a morte. Todos estão dispos-

da capital francesa e que se confronta ao desemprego.

tos a tudo para continuarem jovens e voltarem a viver a

Este filme aborda vários temas e retrata problemas e pre-

adrenalina da juventude.

conceitos da sociedade moderna francesa, mas que tam-

O filme prende-nos desde o primeiro minuto, tentamos

bém existem cá em Portugal, como o racismo, a criação de

encarar a ideia do futuro e pensamos se realmente ele

guetos nos quais vivem comunidades imigrantes, que con-

será assim. Pensamos também o que faríamos se pudésse-

vivem diariamente com a violência, o desemprego, o tráfi-

mos jogar esse jogo. Quando o jogo começa, entramos

co de droga… Mas este filme consegue mostrar aos espe-

num ambiente de suspense que nos prende durante todo

tadores, por entre risos e cenas mais emocionantes, como

o filme. Queremos saber quem é quem, queremos saber o

é difícil a vida de um tetraplégico e como, por detrás das

que as pessoas são capazes de fazer para agarrar a vida,

aparências e das convenções sociais, há sempre vida e

queremos saber que joga mais forte e vence o jogo. Aca-

aventuras que merecem ser vividas, como cada um de nós

bamos por perceber o quão maldoso o ser humano pode

consegue aprender e ensinar algo aos outros, tornando a

ser para alcançar os seus objetivos. O jogo prossegue, ape-

sua vida mais feliz.

nas um sobrevivente. Quem diria… O sobrevivente tenta,

É nisso que este filme é espantoso. Baseado em factos

por fim, comprar o seu corpo jovem, mas nada é o que

reais, não se espraia sobre a miséria nem sobre a dor das

parece. É enganado e, apesar de se ver novo, continua

suas personagens. Bem pelo contrário. É um hino à vida! Ricardo Camboias, 9º D

velho como sempre. Ninguém pode brincar com o ciclo da 31

vida. Luís Barraco, 9ºA


Jornal Escolar

Cinema Na Escola Esta iniciativa está dirigida a alunos da Escola sede (30 alunos por sessão), com entrada gratuita e com direito a um copo de pipocas, mediante apresentação do bilhete de cinema (previamente adquirido na Biblioteca Escolar, de segunda a quinta-feira da respetiva semana). 0 projeto Cinema na Escola visa aproximar os estudantes

ilm F s O

do cinema e é dinamizado pela Biblioteca Escolar. Com este projeto pretendemos criar um espaço de ocupação de tempos livres dos alunos e ao mesmo tempo o uso do filme como um recurso didático para promover comportamentos adequados, dar aos alunos o acesso ao conhecimento da linguagem audiovisual e promover o lazer e o entretenimento.

32

es


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Ulisses, aventuras em jogo

Passatempos

Antes de chegar a Ítaca, Ulisses vai viver mais uma breve aventura numa Ilha onde é bem recebido e onde descansará antes de voltar para casa. Lembra-te desse episódio e completa o crucigrama com as palavras que correspondem às definições. Definições: 1.

Seres imaginários que enlouqueciam os marinheiros com o seu canto.

2.

Nome do rei dos Feácios.

3.

Pedaço de terra no meio do mar.

4.

Nome da filha do rei dos Feácios que encontra Ulisses.

5.

Estado de inconsciência em que é encontrado Ulisses na ilha dos Feácios.

6.

Nome do povo da Ilha de Córcira.

7.

O que o rei dos Feácios dá a Ulisses para voltar para casa.

8.

Nacionalidade de Ulisses..

9.

Ulisses viveu muitas antes de regressara a casa.

10.

Depois de contar as suas aventuras, o rei dos Feácios sentiu muita … por ele.

11.

Ulisses chega á ilha de Córcira depois de um …

12.

Sítio arenoso onde Ulisses naufraga.

Livro recomendado para o 6º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

Jogo realizado por Duarte Abreu, Rafael Martins e Daniela Pimenta do 6º D.

Procura na SOPA DE LETRAS palavras na vertical e na horizontal referentes à aventura de Ulisses na Ilha de Ciclópia.

Jogo realizado por Bento Pinheiro e Diogo Gonçalves do 6º D

33

Foi Homero, poeta grego, quem contou no seu livro Odisseia as façanhas de Ulisses, rei de Ítaca, adorado por todos os que o conheciam. Muitas e estranhas foram as viagens que fez à volta do mundo de então e de si próprio. A sua fama correu de boca em boca e todos o consideravam como o mais manhoso dos mortais e o mais valente marinheiro. Grande parte da sua vida passou Ulisses navegando de aventura em aventura, por entre Ciclopes e Sereias encantatórias ou tentando libertar-se da misteriosa Feiticeira Circe para regressar à sua fiel Penélope. Diz-se que nesses tempos de antigamente, não houve homem que mais sofresse e mais feliz fosse, do que o espantoso Ulisses.


Jornal Escolar

FÉRIAS FériasCine

- Eu cá não acredito nessas coisas – disse a Rita. É melhor começarmos por outra casa, não acham. Talvez

Um Mistério de Halloween

não esteja ninguém – disse a Maria. - Estás com medo ou quê? - Não. Estou com frio e tenho um bocadinho de fome – disse a Maria, para disfarçar. - Então, vamos lá! – disseram os outros. Empurraram o grande portão de ferro e entraram no jardim, àquela hora um pouco escuro, mas onde se percebi-

Numa bela e fria noite de Halloween, mais conhecida co-

am grandes árvores sem folhas e canteiros que, no verão,

mo “Noite das Bruxas”, três adolescentes, a Rita, a Maria e

sempre estavam floridos. Subiram uma escadaria e, quan-

o Diogo, decidiram ir pedir doces, de porta em porta, co-

do se preparavam para bater à porta, esta abriu-se. Entra-

mo faziam todos os anos. Os três combinaram, então, en-

ram em silêncio e a porta fechou-se atrás deles. Assusta-

contrar-se na praça da sua vila, mas como sempre aconte-

ram-se, mas continuaram até uma sala enorme, cheia de

cia, o Diogo estava atrasado.

livros. Olharam atentamente para as estantes e admiraram

- Onde estará ele? – perguntou a Rita.

os livros que nelas se encontravam arrumadinhos, mas

- Não sei. Só espero que não se demore – respondeu a

com muito pó. Subitamente, a Maria voltou para trás.

Maria.

- O que tem esse livro de tão especial? – perguntou o Dio-

Enquanto conversavam, chegou o Diogo.

go.

- Desculpem, desculpem! Tive de arrumar o quarto, para

- Se ninguém entra aqui há anos, como é que este livro

não ficar de castigo.

está fora do sítio e não tem pó? – perguntou a Maria.

- Não importa. Vamos lá começar a pedir uns docinhos.

- Tens razão. Quem terá entrado aqui? Que terá de tão

Por onde começamos?

especial este livro? Deve ser muito importante, para que

- Por aquela, pode ser? – perguntou a Maria, apontando

alguém tenha vindo até aqui por ele. Vamos ver de que

para uma grandiosa, mas assustadora casa.

trata .– sugeriu o Diogo.

- Boa! Há uma lenda sobre a casa. Posso contar se quiserem… – disse o Diogo, bastante misterioso. - Conta, conta – pediram as duas, entusiasmadas. Sentaram-se num banco e Diogo lá foi contando que, no século XIX, ali tinha vivido uma família envolta em mistérios de feitiçarias e morte. Diz-se que o fantasma da dona da casa costuma vaguear pela casa, se ouve o chão a ranger, janelas que se abrem sozinhas e portas a bater. Durante muito tempo a casa esteve fechada, mas há uns anos apareceram umas pessoas interessadas nela. Compraramna e remodelaram-na, mas a casa não era habitada. As pessoas da vila, continuavam a achar que ali havia um mistério e não se atreviam a aproximar-se.

34


Jornal Escolar

FÉRIAS FériasCine

- Quero ver se mexe. Quero ver o que há aqui atrás. Alguma coisa foi arrastada por debaixo dele. Juntaram esforços e moveram-no o suficiente para que se abrisse uma outra porta. Pegaram no livro, mas nesse preciso instante, abriu-se

- Vamos, mas cuidado com as armadilhas!

uma porta entre as estantes. Nem queriam crer no que

Acenderam as luzes e do teto caíram milhares de papeli-

viam. Uma sala secreta! Curiosos, entraram, mas o Dio-

nhos coloridos. Ainda não se tinham recomposto da sur-

go parou de repente e as raparigas chocaram com ele,

presa quando ouviram:

empurrando-o. Ele desequilibrou-se e, sem notar, pisou

- Parabéns! Passaram todos os desafios! Aqui está a vossa

algo que fez cair do teto uma grade que os prendeu.

recompensa.

Estavam numa espécie de jaula.

Viraram-se espantadíssimos e viram-se na frente de um

- E agora, que vamos fazer? Estamos fritos! – disse a

casal sorridente que lhes apontava uma mesa enorme re-

Maria.

pleta dos mais variados doces. Nem queriam acreditar. De

- Calma, que vamos sair daqui. Deixem-me pensar. –

onde tinham saído aquelas pessoas? E aquelas coisas de

respondeu o Diogo – Maria, hoje tens algum gancho no

aspeto tão saboroso?

cabelo?

- O quê? Tudo aquilo por que passámos foi uma partida de

Maria tirou um gancho e entregou-o ao amigo que o

Hollwe’en? – perguntou a Maria, já refeita da surpresa.

introduziu no que lhe pareceu ser uma fechadura. Ao

- E nós que pensávamos que íamos ficar presos na jaula!

fim de alguns minutos que lhes pareceram horas, ouviu-

Isto é fantástico! Obrigado! – disse o Diogo.

se um clique e as grades abriram-se. Aliviados, apressa-

Sentaram-se e deliciaram-se com guloseimas de fazer cres-

ram-se a sair daquele lugar. Voltaram à biblioteca e ao

cer água na boca. Passaram um serão tão agradável que

explorá-la um pouco melhor, reparam que havia um

quase se esqueciam de voltar para casa. Na verdade, aque-

espelho, junto ao qual o chão estava riscado, como se

la fora a melhor noite de Halloween das suas vidas.

tivessem arrastado algo naquele sítio. Olharam de novo

Carolina Fernandes, 6º B

para o espelho e Maria tentou mexê-lo.

Boas

- Que fazes, Maria? – perguntou Diogo, intrigado, ao ver que a amiga continuava a tentar mover o espelho. 35

Fér ia s

!


Versão final do jornal digital1