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Conto da Ilha Desconhecida de JosĂŠ Saramago


José de Sousa Saramago foi um escritor, argumentista, teatrólogo, ensaísta, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. ‘’O Conto da Ilha Desconhecida´´ de Saramago cativa-nos e faz-nos pensar. Através do uso de metáforas simples e acertadas podemos ver uma mensagem, também simples, mas muito profunda e valiosa.


O conto começa com um homem pedindo ao rei um barco. Este perguntalhe para que fim ao que o homem esclarece que almeja sair para buscar e encontrar a ilha desconhecida. Os geógrafos já haviam adiantado que não existiam mais ilhas desconhecidas, pois todas essas já haveriam sido procuradas e encontradas e assim já se haviam tornado conhecidas. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas. Os geógrafos do rei tentam ainda demovê-lo da ideia, pois já não existem ilhas por conhecer. Com insistência, acaba por convencer o rei a satisfazer-lhe o seu desejo, embora pareça uma loucura, uma vez que pediu o barco para procurar uma ilha que ninguém conhece, nem mesmo ele.


O homem conquista a simpatia da mulher da limpeza do palácio, que decide abandonar a vida enfadonha que leva, para segui-lo. A mulher trata de limpar o barco enquanto ele vai à procura de tripulantes. À noite, ao chegar, informa a mulher da limpeza que ninguém quer acompanhá-lo na jornada; nenhum marujo o leva a sério e tudo parece perdido. Antes de se deitarem, o homem deseja-lhe felizes sonhos, mas é ele quem leva toda a noite a sonhar. Sonha que a sua caravela navega em alto mar, abrindo caminho sobre as ondas, enquanto ele maneja a roda do leme e a tripulação descansa à sombra. Procura a mulher da limpeza com os olhos e não a encontra. Acorda abraçado a ela, e ela a ele. Ao nascer do sol, vão pintar na proa do barco, em letras brancas, o nome da caravela. Pela hora do meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida faz-se enfim ao mar, à procura de si mesma.


Catarina C., nยบ5, 9ยบC


Conto da ilha desconhecida