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Sรกbado, 20 de agosto de 2011

458 anos


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REPÓRTER DIÁRIO

Editorial

Case no Brasil

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ndependentemente das questões partidárias, São Bernardo caminha para se igualar a Santo André, na época do ex-prefeito Celso Daniel, quando era referência de política pública. As ações em diversas áreas e a agilidade na aquisição de recursos do governo federal (quase R$ 2 bilhões nos últimos anos) mostram que o time do prefeito Luiz Marinho está compacto em concretizar as promessas de mudança ecoadas no pleito de 2008. A cidade é hoje um grande canteiro de obras, em todas as áreas, e o resultado promete ser de curto e médio prazos. Na saúde, o Hospital de Clínicas, as nove UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e as intervenções nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) devem minimizar o ‘calcanhar de Aquiles’. Na educação, a inauguração dos CEUS (Centros de Educação Unificada) e as novas creches vão gerar 16 mil novas vagas e zerar o déficit no ensino, já ancorado pela invejável presença do maior número de instituições de ensino superior da região. Na área esportiva, depois de ganhar os Jogos Regionais – quebrando a hegemonia de São Caetano – São Bernardo faz de tudo para ser uma das subsedes da Copa de 2014. E a chance é enorme. Na mobilidade, cada dia mais difícil, São Bernardo rasga novos caminhos, que facilitarão o tráfego de veículos pelo menos por mais alguns anos. Com as universidades, São Bernardo tenta parceria para plantar mais vocações e desenvolvimento no município, tão marcado pela presença automobilística. O setor ainda lhe faz jus, e muito, em receita à cidade do automóvel. Quem sabe outras tradições sejam lembradas pelos marqueteiros, como a rota do frango com polenta e a cidade do móvel, para oxigenar o comércio. É assim, ao fazer 458 anos de história neste sábado (20), com políticas públicas decididas a tratar dezenas de problemas crônicos, que São Bernardo pode virar case no Brasil e, com certeza, render frutos rumo ao Palácio dos Bandeirantes. Marinho é um nome trabalhado com afinco pelo PT, embora ele diga que não será já para 2014. Porém, não tende a ultrapassar 2018.

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Luiz Marinho não projeta candidatura para eleição de 2014 C

otado nos bastidores como um dos potenciais quadros do PT para encabeçar a chapa que disputará o governo de São Paulo em 2014, o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, garante que o foco e o planejamento político estão direcionados para o município e que o seu desejo é governar a São Bernardo por oito anos e depois pensar em outros planos. Em entrevista ao Repórter Diário sobre os 458 de história do município, Marinho ressalta que a mudança prometida na campanha eleitoral de 2008 está em execução e cita como principais intervenções as áreas de saúde, habitação e educação. O esporte também é vertente prioritária. Além dos investimentos em quadras e no ingresso da juventude nas diversas modalidades, o prefeito fala do empenho para São Bernardo ser subsede da Copa. O petista também comenta sobre a escolha dos caças pelo governo federal e a sua preocupação com a execução das obras na reta final do mandato. Repórter Diário: O que o senhor vislumbra em deixar como marca de gestão? Luiz Marinho: Acho que quem pode dizer qual é a marca do governo é o povo. Evidente que quando fizemos o plano de governo e ganhamos a eleição, nós constatamos que havia sintonia muito grande com o anseio da população. Nosso governo, seguramente, tem a marca da inclusão a partir da transparência e da participação. A partir disso, temos outras marcas e nós preparamos esse governo para ser o que mais investiu em saúde, educação e habitação, além do esporte, que nós vislumbramos e, felizmente, as coisas estão se consolidando. RD: O VLT é uma marca que todos querem. O que o senhor pensa sobre a disputa da paternidade? Marinho: Quando você tem um filho bonito, você tem candidato a pai de tudo quanto é lado. Mas eu não reclamo. Eu lancei esse debate em 2008 na disputa da eleição. Eu trabalhei com a lógica que, independentemente do desfecho, nós tínhamos de fazer esse debate. É obra que nós temos a obrigação de demandar e cobrar como direito legítimo da região. Meu adversário, na época, queria discutir o preço do quilômetro. Eu estava consciente que a cidade não faria o projeto sozinha. Se tem muito pai é porque o projeto é bom. RD: Muito se fala em transformação. O que mudou na administração pública?

Rua Álvares de Azevedo, 210 – Centro – Santo André - Tel.: 4427-7800 www.reporterdiario.com.br

Marinho: Eu trabalho 16 horas por dia junto com a equipe para executar os projetos. Porque pode acontecer, como na gestão passada, de a Prefeitura ter verba do governo federal disponível, e não se traduzir em obra por ausência de bons projetos. Tinham R$ 280 milhões do PAC 1, mas não foi utilizado um centavo porque o governo local não respondeu às exigências técnicas da Caixa Econômica Federal. Não basta ter uma boa ideia. Você tem de transformá-la num bom projeto para captar recurso e executá-lo. Nós temos conseguido fazer isso. Bastar ver as obras nas diversas áreas. Estamos falando em mudança de conceito e, por isso, a participação é fundamental. Um exemplo é o investimento em habitação. Até a nossa gestão, o município, junto com o Estado, construiu cerca de cinco mil unidades. Nós estamos construindo 5,2 mil unidades. Não temos mais alojamento e nem conjunto de barracos no morro (que margeia a rodovia Anchieta, na altura do km 22) com risco de cair. RD: O que mais preocupa nesta reta final? Marinho: A execução dos projetos e o prazo e eficiência das obras. Nós temos obras que foram iniciadas com a contrapartida da Prefeitura. Tem uma quadra, por exemplo, que nós já utilizamos toda contrapartida e o recurso (governo federal) não veio. Isso atrasa a obra e é motivo de preocupação. RD: Tirando a quadra, tem outra obra fora do prazo? Marinho: Muitas não começaram por conta do pro-

cesso de liberação. O Pavilhão Vera Cruz, por exemplo, é uma obra que nós ainda não equacionamos os recursos. Esse é o principal projeto que ainda não foi estruturado. Ainda não conseguimos transformar a ideia em conceito e fechar a equação do recurso em obra. Vamos ter de buscar a iniciativa privada, por meio de uma PPP (parceria público privada). RD: São Bernardo será subsede da Copa do Mundo? Marinho: Se depender de mim, com certeza. Se tiver novas exigências, nós vamos analisar. Da região restaram nós e Santo André. Se tiver de ser só uma cidade, vamos brigar para que sejamos escolhidos, mas torcemos para serem as duas. RD: Qual é o ganho da indicação para a cidade? Marinho: Esses eventos que têm mídia espontânea nacional e internacional ajudam a chamar a atenção de toda população. Queremos chamar atenção dos jovens nesse processo de inclusão na combinação de esporte com educação, esporte com trabalho etc. A cidade esportiva deve olhar para essas oportunidades que motivam a participação da juventude. Podemos ter retorno também com o comércio. Se tivermos a sorte de ter uma grande seleção treinando em São Bernardo, com certeza, atrairá muita gente. RD: Como avalia seu papel de liderança regional? Marinho: O pessoal exagera. Eu tenho amigos em todos os partidos e os amigos conversam entre sim com atualização de conjuntura. Mas longe de mim dizer que as pessoas passam aqui para tomar decisão. Eu dialogo com todos. RD: Desde a morte do ex-prefeito Celso Daniel houve gargalo nessa liderança. Marinho: Com a ausência do Celso e o crescimento de lideranças que estreitaram os contatos do ABC nós perdemos muito. O ABC não pode virar as costas para o Brasil. A região sempre colaborou com investimentos (estadual e federal) e nunca teve o retorno devido. É preciso que o ABC receba esses investimentos para se colocar no processo de desenvolvimento na altura do que vislumbramos. RD: Essas pessoas que o procuram o motivam a sair candidato a governador? Marinho: Isso é prematuro de falar e nem pode ser avaliado. Eu sou um cidadão de São Bernardo com desejo de governar essa cidade por oito anos. A partir disso, se Deus me der vida, saúde e possibilidade de interagir com o Estado, estarei à disposição.

Jornalista responsável: Airton Resende

Comercial: Claudia Plaza, Alessandra Duran e Adriano Silva

Edição: Aline Bosio e Maria do Socorro Diogo

Fotos: Marciel Peres, Carolina Neves e divulgação

Reportagem: Aline Bosio, Angela Martins, Natália Fernandjes,

Suporte Operacional: Pedro Diogo

Leandro Amaral, Carolina Neves e Larissa Marçal.

Administrativo: Rita de Cássia B. da Silva


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Hospital de Clínicas é a maior aposta Tamanho da saúde a532 leitos hospitalares (300 a caminho) a32 UBSs a116 leitos de observação (75 a caminho) a5 UPAs (4 a caminho) a53 leitos de UTI (61 a caminho) aOrçamento 2011 R$ 692 milhões

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Equipamento oferecerá 240 leitos, sendo 60 exclusivos de UTI

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ão Bernardo busca autossuficiência na saúde, a começar com o Hospital de Clínicas, que fica pronto em 2012. No bairro Alvarenga, a unidade está em construção desde setembro de 2010. Quando acabar, vai oferecer 240 leitos (60 de UTI) e, principalmente, quase zerar o déficit de leitos no município, hoje de 250. O novo hospital encabeça o cenário de investimentos. Em 2011, São Bernardo deve injetar na saúde R$ 692 milhões, 22% a mais que em 2010. Destinado a tratamentos de alta complexidade, o Hospital de Clínicas, que atenderá até sete mil pacientes/mês, recebeu investimento de R$ 125 milhões, dos quais R$ 82 milhões da União e o restante do município. Com a novidade, o HMU (Hospital Municipal Universitário) será transformado em Hospital da Mulher, o Hospital Anchieta passará a ser especializado em tratamento oncológico e a expectativa é realizar PPP (parceria público privado) para que o Pronto Socorro Municipal vire Hospital de Urgências . A licitação deverá estar pronta até o fim deste ano. Com o Hospital de Clínicas, São Bernardo também não precisará mais utilizar os hospitais estaduais Mario Covas, em Santo André, responsável por cerca de 600 internações/mês do município, e o Serraria, em Diadema, para

onde são encaminhados até 150 partos/mês. “Temos dificuldade em conseguir acesso nestes hospitais e, por isso, só utilizamos 30% da cota”, diz Arthur Chioro, secretário de Saúde, que projeta orçamento de R$ 711,5 milhões em 2012. Atendimento básico - No atendimento rápido, a meta é viabilizar nove UPAs (unidades de pronto atendimento), ainda no primeiro semestre de 2012. A quinta unidade foi inaugurada em agosto para efetuar 14,4 mil atendimentos/mês nos bairros do Taboão, Paulicéia e Jordanópolis, um investimento de R$ 4,8 milhões. Ainda estão previstas as UPAs Baeta Neves (inauguração em 5 de setembro), Jardim Silvina, Rudge Ramos e Alves Dias/Assunção. Outro salto é na cobertura do Programa Saúde da Família, que passou de 6% para 40% e dos agentes comunitários, de 18% para 100%. “Tínhamos demanda reprimida muito grande, por isso tivemos de começar do zero em algumas áreas, como a assistência farmacêutica (são quatro farmácias populares e mais uma a caminho) e na área de saúde mental”, destaca o secretário de Saúde de São Bernardo, que conta, ainda, com 32 UBSs (unidades básicas de saúde), todas em reforma até 2012.

Rede particular entra no ritmo

ão Bernardo também possui rede particular forte. As duas unidades do Hospital ABC, materno infantil e cirúrgica, receberam este ano investimento de R$ 4 milhões para melhoria de acomodações e substituição do parque tecnológico. Com previsão de ampliar o número de leitos em 2012, o hospital tem hoje 79 na unidade cirúrgica e 63 na materno infantil. Um dos destaques é a sala de videoconferência na unidade cirúrgica. “Implantamos neste ano esse serviço, que possibilita o profissional tirar dúvidas e discutir com especialistas da nossa unidade de cardiolo-

gia e obstetrícia em São Paulo”, diz Ricardo Seiler, diretor do Hospital ABC, que planeja ampliar o serviço para outras especialidades em 2011. O Hospital e Maternidade Assunção, recém-adquirido pela Rede D’Or, investe R$ 10 milhões na ampliação do pronto-socorro, com objetivo de duplicar o número de atendimentos, hoje 10 mil por mês. O investimento prevê, ainda, troca de equipamentos, modernização do centro cirúrgico e ampliação da UTI. Com previsão de entrega até dezembro, o hospital, fundado em 1972, oferece atendimento em 30 especialidades.


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Meta é zerar déficit no ensino infantil até 2012

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om déficit de 11,9 mil vagas no ensino infantil, o grande desafio de São Bernardo é zerar a conta com a entrega de sete CEUs (Centros de Educação Unificados) e 14 creches até o final de 2012. A intenção é criar, no total, 16 mil vagas na rede de ensino, que contempla o ensino fundamental. Até agora, já foram criadas 4,7 mil vagas, com a construção de quatro creches e reforma e ampliação de escolas infantis e do Cenforpe (Centro de Formação de Professores). Os CEUs serão no jardim Silvina, bairro Cooperativa, parque Hawaí e vila São Pedro. Esta última abrigará quatro blocos educacionais para atender mais de 5,2 mil alunos, entre 0 e 10 anos. Também serão construídas outras 10 creches pelo município, além de investimentos de R$ 140 milhões com ampliação de vagas. “É um grande desafio, mas estamos progredindo. Um dos objetivos é melhorar a qualidade da educação”, diz explica a secretária de Educação, Cleuza Repulho. No último índice do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), São Bernardo atingiu nota 5.6, quando o recomendado pelo Ministério da Educação para escolas que atendem crianças do 1º ao 5º ano devem é atingir nota 6. "Uma das medidas é capacitar nossos professores", revela a secretária. Com 80 mil alunos – 43 mil no ensino infantil e 37 mil no fundamental – a rede municipal de ensino deve ganhar, até o final do ano, acesso à Internet sem fio, além da distribuição de 15 mil netbooks, investimento de R$ 25 milhões. A pasta, que possui orçamento de R$ 560 milhões neste ano, teve acréscimo de 8,7% em relação ao ano passado, que foi de R$ 492 milhões. Mais da metade do orçamento é comprometido com a folha de pagamento de 8,7 mil funcionários. “Em São Bernardo, a nova pista de skate é uma boa opção de lazer, já o estacionamento rotativo incomoda com o preço". Carlos D’Alessio, desempregado e morador de Santo André.

Rede municipal conta com 80 mil alunos, sendo 43 mil no ensino infantil e 37 mil no fundamental

Campus da UFABC oferecerá 5 mil vagas

Universidades avançam na pesquisa

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om 14 faculdades e universidades, São Bernardo reúne o maior número de instituições de ensino superior no ABC. Berço de instituições tradicionais, como Universidade Metodista de São Paulo, FEI (Fundação Educacional Inaciana), Faculdade de Direito e Faculdade de Tecnologia Termomecânica, o município abriga hoje instituições menores, que disputam o mercado educacional. Na busca por mais qualidade, a FEI está em vias de se tornar universidade. De acordo com a vice-reitora de Extensão e Atividades Comunitárias, Rivana Basso Fabri Marino, o processo que foi iniciado há 10 anos, com a abertura de linhas de pesquisa, já aprovou junto ao MEC (Ministério da Educação) o doutorado de Administração. “Estamos trabalhando com pesquisas nas áreas de Engenharia Mecânica e Elétrica e elabo“"Moro em Santo André, mas sempre preferi trabalhar nas empresas de São Bernardo, porque tem mais opções”. Érica Santos, desempregada e moradora de Santo André.

rando doutorado em Engenharia Química. Ainda não há prazo para que a FEI se torne uma universidade”, revela. A Metodista possui 350 alunos nos cursos de mestrado e doutorado. No ano passado foram definidos três novos eixos temáticos: Desenvolvimento humano e social; Saúde, Educação e Qualidade de Vida; e Conhecimento Social, Mediações Socioculturais e Inclusão para a Cidadania. “Agora, todos os trabalhos de pesquisa precisam estar ligados a esses eixos. Além disso, existem muitas pesquisas feitas em parceria com a Prefeitura, com temas relevantes para a comunidade”, explica Fabio Botelho Josgrilberg, pró-reitor de PósGraduação e Pesquisa da Metodista. O ensino superior divide espaço com 66 escolas particulares de ensino infantil, fundamental e médio, além de 71 unidades estaduais e 194 municipais.

“"A Cidade da Criança é uma das coisas boas aqui. Trazia meus filhos e agora posso trazer meus netos para visitar o local”. Ivone Soares, comerciante e moradora de São Bernardo.

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m fase de construção, o campus São Bernardo da UFABC (Universidade Federal do ABC) deve ficar pronto em dezembro 2014, de acordo com Fabiana Almeida, coordenadora de obras da universidade, que atualmente oferece 400 vagas/ano na cidade. “A meta é ofertar 1,2 mil vagas/ ano e comportar 5 mil alunos a partir de 2015”, diz Fabiana. A primeira fase das obras, que compreende os blocos Alfa (graduação), Beta (biblioteca), Delta (pesquisa), Gama (refeitório) e Ômega (pesquisa engenharia), está 45% construída. O novo campus, com área total construída de 45 mil m² e investimentos de R$ 170 milhões, para bacharelados em Ciências e Tecnologia, e Ciências e Humanidades.

“Moro há 22 anos em São Bernardo e gosto muitos dos parques, mas o trânsito é problema recorrente, precisa melhorar”. Marília Leal, estudante e moradora de São Bernardo.

“"São Bernardo é uma cidade muito boa, limpa, sem crianças pedindo dinheiro ou vendendo coisas no farol”. Nilton Flávio, funileiro de produção e morador de Santo André.

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Área de esporte busca competições mundiais

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epois de vencer a 55ª edição dos Jogos Regionais, agora em agosto, São Bernardo volta a chamar atenção no esporte, após 38 anos. Com orçamento estimado de R$ 9,7 milhões em 2011, sendo que em 2010 foi R$ 9,1 milhões, o município planta sementes na área. Exemplo é o Centro Esportivo do Jardim Lavínia, inaugurado este mês ao custo de R$ 2,2 milhões, e o Estádio de Atletismo Oswaldo Terra da Silva, no bairro Tanque, que deverá sair até o final do ano, num total R$ 21,5 milhões, 95% do governo federal. As ações, somadas às melhorias feitas nos estádios Baetão e Primeiro de Maio, têm como alvo participação na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. Uma das estruturas a oferecer é o Centro Esportivo do Jardim Lavínia, um espaço de 11,5 mil m², dotado de campo com grama sintética, novos vestiários, salão multiuso, pista de caminhada e outros itens. O Estádio de Atletismo Oswaldo Terra da Silva é a grande esperança para São Bernardo sair na frente entre as cidades que desejam participar dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Na estrutura estão previstos pista para corridas, saltos e lançamentos, arquibancada

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coberta para 5 mil pessoas e espaço indoor com seis raias de 110 metros. Investimento na base - Luiz Carlos Ferrarezi, secretário de Esporte e Lazer, a conquista dos Jogos Regionais se deve ao investimento feito com atletas na base das 22 modalidades esportivas, como atletismo, basquete, biribol, ciclismo, futsal, ginástica, handebol, judô e tênis. A equipe do município, com 425 atletas, conquistou 16 medalhas de ouro, 13 de prata e oito de bronze. “Trabalhamos forte em todas as modalidades desde 2009, tanto que vencemos não só no handebol e vôlei, tradicionalmente destaque”, diz. A delegação participará dos Jogos Abertos do Interior, em novembro. O município também se destacou no PanAmericano Juvenil de Atletismo, em julho, nos Estados Unidos, com Jéssica Carolina - o ouro no salto em distância -, Matheus Bernardino bronze no salto com vara -, e João Vítor de Oliveira - bronze nos 110 metros com barreiras. Nomes como Poliana Okimoto, maratonista aquática, e Hugo Hoyama, mesatenista, levarão as cores de São Bernardo para a delegação brasileira durante os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.

Estádio de Atletismo terá capacidade para receber 5 mil pessoas

Município pode ser subsede da Copa

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ão Bernardo está na lista de possíveis subsedes da Copa de 2014, junto com Santo André. A afirmação é do ministro do Esporte, Orlando Silva, que esteve no município neste dia 13 de agosto. A expectativa é integrar catálogo do Ministério do Esporte com 100 cidades do País para ser entregue à FIFA e, posteriormente, para as 32 seleções que disputarão a Copa do Mundo,

para que estas escolham onde preferem ficar. O COL (Comitê Organizador Local) sugeriu intervenções já realizadas no Estádio Primeiro de Maio: renovação do gramado, implantação de iluminação e demolição da arquibancada antiga, ao custo de R$ 7 milhões, além de melhorias no Baetão, como troca do gramado sintético e adequações na acessibilidade, cabine de imprensa e vestiários.


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Indústrias bélica, petróleo e gás estão na mira

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s setores de defesa, petróleo e gás são cobiçados pela Prefeitura para fincar raízes no município, que completa 458 anos. De olho no potencial de investimento, geração de renda e emprego que estes segmentos podem trazer, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo tem feito esforços para garantir que São Bernardo atraia negócios. “Sem abrir mão dos setores tradicionais, como automobilístico, moveleiro e químico, queremos transformar São Bernardo em referência para estas áreas. O Brasil recompõe suas forças bélicas e os recursos destinados à exploração do pré-sal são expressivos, então devemos aproveitar essa oportunidade”, destaca Jefferson José da Conceição, titular da pasta, ao apostar que os dois setores podem no futuro responder por até 30% do PIB (Produto Interno Bruto) do município. Na área armamentista, a expectativa é que a Saab, fabricante sueca do supersônico Gripen, vença a concorrência na compra pelo governo brasileiro de caças. A multinacional disputa o contrato para

fornecimento do novo avião de combate da Força Aérea Brasileira com a americana Boeing, fabricante do FA-18 Super Hornet, e a francesa Dassault, produtora do Rafale. A decisão, porém, deve ficar para 2012. Em maio, a Saab inaugurou em São Bernardo o CISB (Centro de Pesquisa e Inovação SuecoBrasileiro), no bairro Nova Petrópolis. O laboratório de engenharia receberá US$ 50 milhões em cinco anos para pesquisas ligadas à tecnologia aeroespacial e em áreas como desenvolvimento urbano e ambiental. “O projeto de polo aeronáutico está baseado na possibilidade da fabricação de caças aqui e, além disso, pode atrair até mesmo fabricantes de tanques”, avalia.

São Bernardo faz 458 anos em busca de mais vocações

Pré-sal - Quando o assunto é pré-sal, as possibilidades, segundo Jefferson, são imensas. “Serão R$ 65 bilhões em investimentos na Baixada Santista. O ABC pode oferecer seu enorme parque industrial, qualidade de recursos humanos e possibilidade de pesquisas em nossas instituições de ensino”, acredita. Como parte deste crescimento,

neste dia 24 de agosto haverá três workshops sobre o assunto, no auditório da Cidade da Criança. Outra ponta da lança é a feira sobre petróleo e gás, que será realizada entre os dias 10 e 13 de abril de 2012, no Pavilhão Vera Cruz. A construção de parque tecnológico poderá ancorar empresas de defesa, petróleo e gás. “O CISB é um embrião do parque, que poderá abrigar serviços de

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design, engenharia e ferramentaria”, afirma. Assim, nos próximos dias será entregue o Plano de Gestão e Governança aos investidores e parceiros e, posteriormente, desenvolvido o projeto básico arquitetônico. A expectativa é o parque sair em quatro anos. O orçamento ainda não foi definido e duas áreas estão em estudo, mas a secretaria não divulga os locais para evitar especulação imobiliária.

Violência atrapalha comércio

nquanto isso, roubos e assaltos inibem o comércio de rua local. Valter Moura Júnior, vice-presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), diz que a reivindicação é por reforço do policiamento nas vias de maior movimento. “O consumidor tem reclamado muito, pois quem compra quer se sentir seguro. Exemplo é o aumento do roubo de veículos na Kennedy, onde há grande concentração de bares e restaurantes”, argumenta o vice-presidente. Uma das apostas do comércio são os shoppings. Há 31 anos, em São Bernardo, o Metrópole está em obras de expansão e revitalização. Até novem-

bro, o shopping ganhará 29,6 mil m2 de ABL (área bruta locável), 10,6 mil m2 a mais que hoje, que abrigarão 31 novas lojas, algumas inéditas no ABC, como a Etna. Para concorrer com o velho Metrópole, o Golden Square Shopping Center, na avenida Kennedy, deve inaugurar em novembro de 2012, um investimento de R$ 250 milhões, com 230 lojas, quatro delas âncoras. O projeto vem no lugar do Golden Shopping, fechado em 2007. “Temos informações da construção de outro shopping, em Ferrazópolis. Inicialmente esse projeto era mais popular, mas o perfil deve mudar”, adianta Moura Júnior.


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Importados não devem preocupar S.Bernardo A

pesar da crescente onde da importação, principalmente de veículos, São Bernardo não deve se preocupar. Segundo Luiz Carlos Mello, coordenador do curso de pós-graduação em Gestão Automotiva do Centro Universitário FEI, existe espécie de “cortina de fumaça” que impede a visão da realidade do setor. Primeiro porque os importados “fazem parte do sistema” e chegam por meio das “montadoras”. Segundo porque devido à experiência o Brasil, especialmente São Bernardo, já teria condição de investir no setor e não apenas abrigar as montadoras de outros países. “De todos os chamados países emergentes, o Brasil tem a inteligência automobilística mais segmentada de todos”, diz. “A China e a Índia são crianças se comparadas ao nosso trabalho e experiência no setor”, sustenta. Para isso, Mello afirma que falta apenas vontade do setor empresarial em investir. A fala do especialista, ex-presidente da Ford, vai no sentido oposto do que é defendido pelos metalúrgicos do ABC. Com o câmbio sobrevalorizado, metalúrgicos fazem passeatas por temerem perda de vagas e montadoras reivindicam do governo Dilma Rousseff medidas para melhorar sua competitividade e enfrentar os preços mais atrativos dos importados. "A cada veículo importado, deixam de ser gerados 29 postos de trabalho no País", diz o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, ex-presidente do Sindicato dos

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Metalúrgicos do ABC. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informa que os importados correspondem a 22,8% do total comercializado no “País. Espantalho - “Os chineses são apenas espantalho. Nós estamos atirando numa andorinha quando tem o elefante para matar”, compara Mello, ao reiterar a necessidade de os agentes locais investirem na indústria “prata da casa”. A importação de carros este ano vai ser a maior da história da indústria automobilística brasileira. A participação nas vendas, que era de 5% em 2005, deve chegar aos 23%, segundo a Anfavea. Em 2010, o País importou 660 mil veículos (18,8% das vendas). Para o atual presidente do Sindicato, Sérgio Nobre, a produção local desses carros teria gerado 103 mil empregos na cadeia automotiva. O Brasil deve importar cerca de 1 milhão de carros em 2011, um incremento de 52% em comparação ao total de importados vendidos em 2010. Segundo o Dieese, o setor deixou de gerar 20,5 mil empregos diretos pelas montadoras e uma média de 102, 6 mil na cadeia automotiva com a venda de 660 mil carros importados em 2010. Em São Bernardo, os números são expressivos. As exportações subiram 31% no primeiro semestre de 2011 em comparação com o mesmo período de 2010, passando de US$ 1,8 bilhão para US$ 2,3 bilhões entre os dois períodos. O município foi responsável por

Indústria automobilística responde por 40% do PIB

ão Bernardo ainda é a cidade do automóvel. O segmento representa 40% do PIB municipal e ganha com folga o primeiro lugar entre os setores que mais contribuem com impostos. Em 2009, a indústria automobilística representou 65,06% do VAF (valor adicionado fiscal - índice formado pelas informações dos contribuintes, relativo aos seus movimentos econômicos), um montante de R$ 11,6 milhões. O setor químico, com 12,3% e movimento de R$ 2,2 milhões, ficou em segundo lugar.

A indústria moveleira, que antes figurava entre os principais setores de São Bernardo, despencou. O VAF de 2009 apontou que o segmento correspondia a 0,26% dos impostos recolhidos, com R$ 47 mil. “O setor de móveis perdeu muito espaço ao longo dos anos, estava literalmente abandonado e sem apoio do setor público. Atualmente temos uma série de discussões junto às empresas para encontrarmos saídas para alavancar novamente o setor”, explica Jefferson José da Conceição.

Exportações de veículos crescem 31% no primeiro semestre deste ano

7,9% das exportações estaduais. Na mesma base de comparação, as importações apresentaram avanço de 27,4%, aumentando o volume comprado no exterior de US$ 1,4 bilhão para US$ 1,7 bilhão. Os itens mais exportados foram veículos auto-

motores, reboques e carrocerias (US$ 1,4 bilhão), máquinas e equipamentos (US$ 138,4 milhões), e outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (US$ 127,8 milhões). Os principais destinos são: Argentina (42,1%), México (7,2%) e Estados Unidos (6%).


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Zerar déficit habitacional está longe

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ão Bernardo tem grande destaque no mercado formal de moradia na região metropolitana de São Paulo. Só no primeiro semestre de 2011, abocanhou 47% dos lançamentos no ABC. No entanto, a irregularidade urbanística e fundiária ainda é problema de parcela considerável no município. Ao todo, 69 mil famílias moram de forma inadequada na cidade, que precisa construir mais 38 mil novas unidades habitacionais para suprir todo o déficit quantitativo. Tássia Regino, secretária de Habitação, afirma que a meta é eliminar até 2025 o déficit de inadequação e de regularização fundiária nas áreas onde não são necessárias grandes obras, além de solucionar 80% do déficit total. “Temos investimento de R$ 1 bilhão, mas para alcançarmos a meta precisaríamos de pelo menos R$ 4 bilhões”, afirma. Em fase inicial, as obras da segunda e terceira etapa do projeto de urbanização e saneamento integrado do Parque São Bernardo, Alto da Bela Vista e Novo Parque vão resultar em 778 novas habitações e beneficiar 2,5 mil famílias. São 1.763 famílias que receberão obras de urbanização e infraestrutura e mais 582 famílias com regularização urbanística e

fundiária das suas unidades. “Com isto, será reduzida a inadequação habitacional, ou seja, o déficit qualitativo do município”, acredita. As habitações populares estão entre os programas prioritários do PLHIS (Plano Local de Habitação de Interesse Social) e contam com recursos do PAC 1 (Programa de Aceleração do Crescimento). De acordo com Tássia, até 2013 estão previstas 5,2 mil novas unidades. Já no programa de Regularização Fundiária de Assentamentos Consolidados e Conjuntos Irregulares são 6,3 mil unidades em andamento em 28 diferentes áreas do município. Áreas de risco - São Bernardo também investe no monitoramento de 63 áreas de risco. No início de julho, assinou termo de cooperação técnica com a Prefeitura de São Paulo para adoção do Habisp (Sistema de Informação para a Habitação Social). O sistema reúne informações que auxiliam na tomada de decisão ágil. “Além disso, por meio do Programa Municipal de Redução de Risco e Ações Emergenciais fazemos o monitoramento contínuo das áreas de risco mapeadas pelo Plano Municipal de Redução de Risco para evitar novas ocupações em áreas de risco”, afirma.

Projetos para combater enchentes ultrapassam R$ 600 milhões

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s enchentes comuns durante o verão nas principais vias de São Bernardo e até mesmo no Paço Municipal estão com os dias contatos. Daqui quatro a cinco anos grande parte das cheias serão evitadas com investimento aproximado de R$ 600 milhões em obras, segundo João Paulo Mendonça Sarti, diretor do Departamento de Macrodrenagem. As nove principais ações têm parceria com o governo federal, que sozinho responde por quase R$ 400 milhões entre PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 1 e 2. Do PAC 1 estão a canalização dos córregos Mininha e Colina (finalização das obras em outubro deste ano), Chrysler (março de 2012) e Alvarenga (fim deste ano), um investimento de R$ 44,4 milhões, que beneficiará 165 mil pessoas. Ainda do PAC 1 há a canalização do córrego Saracantan 2 e do Silvina, ambos em fase de

licitação. Juntas, estas intervenções representam montante de R$ 55 milhões, sendo R$ 22 milhões do município. Já as ações do PAC 2, ainda sem data de início, equivalem a R$ 497 milhões. A obra mais cara, R$ 280 milhões, e uma das mais esperadas é a que afeta a rua Jurubatuba. “Vamos construir uma galeria de cerca de 4 km de comprimento para levar a água do córrego dos Meninos até um reservatório subterrâneo que iremos construir ao lado do Shopping Metrópole”, explica Sarti. “Provavelmente não teremos mais problemas naquela região, exceto se a quantidade de chuva for maior do que a dos últimos anos”, completa. A canalização dos córregos Ipiranga/Vivaldi, Pindorama e Capuava/Meninos também integram o pacote de obras do PAC 2 e beneficiarão cerca de 125 mil pessoas na região.

Cerca de 60 mil famílias moram de forma inadequada em São Bernardo

Plano de macrodrenagem fará raio-x

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ara facilitar o planejamento de combate a enchentes, está em fase de licitação a contratação de empresa que desenvolverá o Plano Diretor de Macrodrenagem, responsável diagnóstico do setor em todo o município. “O plano deve ficar pronto em um ano, depois teremos um mapa de tudo para combater enchentes e verificar o que ainda precisa fazer, sejam ações estruturais, leis e até mesmo recuperação de áreas degradadas. É este material que vai nortear tudo, pois as informações que temos hoje não são suficientes para darmos

continuidade aos trabalhos”, destaca. A elaboração do documento deve custar R$ 2,5 milhões. Outro estudo importante, de cerca de R$ 12 milhões, apontará o que deve ser feito na avenida Faria Lima para evitar enchentes. “Precisamos deste levantamento para saber qual a real situação e o que teremos de fazer. O estudo, porém, ainda aguarda aprovação do Ministério das Cidades, mas já temos noção que o investimento nas futuras obras terá de ser superior ao da Jurubatuba e que ultrapassará a marca dos R$ 280 milhões”, ressalta.

Obras atrasam e lojistas reclamam

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pesar de já ter levado prejuízo para lojistas, as obras de macrodrenagem da rua Jurubatuba agrada o vice-presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura Júnior. “Apesar de virem tarde, estas obras ajudarão a minimizar o caos das enchentes, o que é muito positivo. Porém, dificilmente vão resolver. Creio que isso só seja possível com ações permanentes, como limpeza

constante dos piscinões e das bocas de lobo”, diz. “Outro ponto importante é a colaboração da população, que precisa se conscientizar”, diz. Quando o assunto é a Faria Lima – que não integrará os projetos do PAC 1 e 2 –, Moura Júnior lamenta a demora. “Esta via é tomada por lojas que comercializam carros. Já deveria ter sido contemplada com obras para evitar as cheias”, finaliza.


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Trânsito caótico ainda é um dos gargalos

inte e cinco minutos é o tempo que o cabeleireiro Odilon Rodrigues Neto leva para percorrer o caminho do trabalho, na rua Marechal Deodoro, até a sua casa, no bairro Baeta Neves. O trajeto não chega a totalizar 5 km , mas inclui passar pelas avenidas Faria Lima e Pereira Barreto, que têm trânsito caótico. “Não acredito que o trânsito aqui tenha solução. Cada dia a situação fica pior. Fora do horário de pico chego em casa em 10 minutos”, afirma Odilon, que mora em São Bernardo há mais de 30 anos. Para o secretário de Transportes e Vias Públicas, Oscar Silveira Campos, a solução existe e está baseada na priorização do transporte coletivo. Com financiamento de U$ 250 bilhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o equivalente a R$ 407,4 bilhões, São Bernardo finaliza no início de 2012 o projeto de construção de 10 corredores exclusivos para transporte coletivo. “Estamos na fase de detalhamento, mas é certo de que a obra trará mais fluidez para o trânsito do centro”, afirma. Outro destaque, o corredor Leste/Oeste também entra em obras em 2012 para desafogar o

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Semáforos inteligentes chegam em 2012

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Lions já começou a ser rebaixada

trânsito nas avenidas Faria Lima, Lucas Nogueira Garcez, Prestes Maia e o corredor ABC. O município também trabalha no rebaixamento da avenida Lions, que agilizará o fluxo de cerca de 40 mil veículos/dia, até março de 2012. Outra medida é construção de avenida que ligará o bairro de Piraporinha a Santo André. “Esta está com 20% das obras concluídas e vai desviar parte do fluxo de veículos que hoje utilizam a Pereira Barreto e passa pelo Paço Municipal para chegar até a cidade vizinha”, diz.

utra medida para melhorar o trânsito é a instalação de rede semafórica inteligente em 2012. Conforme o fluxo de carros em determinado ponto, o semáforo entra em ação. “Hoje, a Faria Lima já possui a chamada ‘onda verde’, que sincroniza os faróis. Implantaremos sistema ainda mais moderno que age de forma mais pontual em outros pontos do centro”, adianta. Para o taxista Noel Leite, a lentidão no trânsito do centro de São Bernardo é causada pela falta de planejamento. “Investimento em transporte coletivo não resolve. Aqui na Marechal Deodoro é clara a falta de sincronia dos semáforos, o que faz o fluxo ficar travado tanto aqui como no entorno”, afirma o taxista, que atua no ponto da praça Matriz. Obra mais aguardada na região, o VLT (veículo leve de transporte), também chamado de Metrô de Superfície, ligará diversos bairros do ABC à estação Tamanduateí do Metrô, em São

Paulo. Atualmente, o projeto passa pela fase de identificação do traçado da rota de 28 km, que contará com 12 estações, como Rudge Ramos, Winston Churchill, Senador Vergueiro e Baeta Neves. Ciclovias - A Prefeitura prevê a implantação de ciclovias nas avenidas Pery Ronchetti e João Firmino, no bairro Assunção, e na Amazonas, na vila São Pedro. A primeira tem investimento de R$ 181,6 mil e inclui a colocação de 90 metros de gradil no trecho que a ciclovia foi executada em desnível com o viário. O trecho inicial da avenida foi entregue em 2009 e recebeu o nome de Henrique Salles Capuccini, que morreu atropelado quando andava de bicicleta em uma via na cidade. Já a João Firmino terá, ao todo, 1,7 mil metros e será interligada com o ponto de parada, podendo ser utilizada para o transporte público. A ciclovia de Amazonas terá 800 metros.


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Município treina 300 agentes socioambientais C

omo um dos principais pólos industriais do Brasil, São Bernardo precisa agir para preservar o meio ambiente nos seus 408,45 km² de extensão. Estimular a educação ambiental e a fiscalização voluntária por parte dos munícipes tem sido alguns dos caminhos. A bióloga Bárbara Batista é um dos 300 formandos do curso gratuito de formação de agente socioambiental criado pelo poder público para capacitar profissionais a orientar a população sobre questões como lixo e comércio ilegal de animais. “A maioria sabe das ações que podem ser prejudiciais ao ambiente, mas entre saber e agir ainda existe grande distância”, afirma. Bárbara ainda não atua como voluntária, pois aguarda formação de grupos para realizar algumas ações. Enquanto isso não acontece, São Bernardo tem só 11 fiscais para inibir

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desmatamentos e atividades ilegais. Para Gilberto Marson, secretário de Gestão Ambiental, a educação ambiental caminha paralela à mudança de hábito da população. “Estamos investindo em ecopontos e plano de resíduos sólidos, mas tudo isso precisa de apoio da população para funcionar”, afirma. Marson destaca um projeto de diagnóstico de poluição em 29 escolas do município. A ação consiste na fixação de bandeiras que captam substâncias no ar. Com os indicadores de nível de poluição, os alunos debatem as políticas públicas possíveis de serem implantadas para resolver ou amenizar o problema. “Outro trabalho que tem sido feito com os jovens e crianças é o Labirinto Verde, na Cidade dos Direitos da Criança, que incentiva o conhecimento geral por parte dos visitantes”, explica o secretário.

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Cidade Limpa ainda é promessa

inda embrionária e, por isso, sem data para entrar em vigor, a Lei Cidade Limpa – conhecida no município como Lei dos Anúncios –, ganhou espaço para debate. A Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo) uniu comerciantes, empresários do setor de comunicação e representantes da Prefeitura e criou um Grupo de Trabalho para acompanhar e debater a formulação da lei, que visa regulamentar e organizar a comunicação visual da cidade. “Este é um passo importante para que os empresários da cidade façam sugestões e tirem dúvidas a respeito do assunto”, acredita Valter Moura, presidente da associa-

ção. Segundo o empresário, a aplicabilidade da lei é um dos pontos que precisa receber mais atenção para o projeto avançar. “Tem de ser algo útil, que funcione”, diz Moura. Segundo o secretário-adjunto de Planejamento Urbano e Ação Regional da Prefeitura, a administração tem recebido diversas sugestões sobre o tema. “Todas elas serão analisadas e, na medida do possível, poderemos incluir na nova lei”, afirma sem adiantar quais deverão as medidas que nortearão a nova legislação. A expectativa é que o projeto seja encaminhado para a Câmara na primeira quinzena de setembro.

Represa Billings espera atenção para se manter viva

m quarto da população de São Bernardo mora dentro de área de manancial da represa Billings, um dos cartões postais. Aprovada, a Lei Específica da Billings tem o

objetivo de recuperar a represa, além de obter recursos para saneamento e urbanização. Segundo João Ricardo Guimarães Caetano, diretor de Programas e Projetos do Consórcio

Intermunicipal do Grande ABC, o município passa agora pela fase de licenciamento para as obras. “No entanto, os procedimentos e exigências se mostram exagerados. A avaliação deveria

ser facilitada para que agilizasse o processo de organização das ações”, explica. Para Marson, a regularização fundiária é uma das prioridades para a preservação da represa.


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Suplemento São Bernardo 458 anos