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REPÓRTER DIÁRIO Ano 7. Nº 7. ABC, sexta-feira, 25 de maio de 2012

Aquários voltam às casas no formato de quadros Estilo e tamanho da mesa de jantar devem ser escolhidos de acordo com espaço disponível

Arquitetas ensinam como preparar a casa para a chegada do inverno

Novidade é ideal para quem não abre mão de ter peixes sempre por perto

Loft conquista adeptos jovens por ser símbolo de modernidade e ousadia


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Sexta-feira, 25 de maio de 2012

Espaço determina modelo e tamanho da mesa de jantar A

mesa de jantar é, sem dúvida, ponto de destaque na decoração. Como os modelos e os tamanhos são diversos, é preciso planejamento para não errar na escolha. A primeira regra básica a ser seguida é verificar o espaço disponível para, só depois, escolher o formato e o tamanho ideal da mesa. “Verificar quantas pessoas terão de ser acomodadas na mesa também é essencial, assim como garantir a boa circulação ao redor do móvel”, acrescenta a arquiteta Ângela Quintino. Apesar de ser possível criar qualquer tipo de modelo de mesa, os formatos mais comuns são retangular, redonda, quadrada, triangular e oval. Segundo a especialista, afirmar que mesas redondas ocupam menos espaço é mito. “Ela só vai ocupar menos espaço se for a ideal para o local. Caso contrário, poderá atrapalhar na circulação como qualquer outra. Por outro lado, a redonda e a oval não têm quinas, então podem facilitar a colocação de cadeiras extras”, completa. Ângela indica a versão quadrada para imóveis novos e com tom de modernidade. “O importante é nunca esquecer que é o espaço que vai sugerir o formato ideal”, ressalta. Para casas e apartamentos menores, a mesa com tampo de vidro pode ajudar a dar sensação de amplitude. Nestes casos, a arquiteta e designer Maria Colloca indica o tampo transparente. “Os coloridos como o preto, o marrom e o branco estão em alta, mas não ajudam muito na hora de tentar ampliar o Rua Álvares de Azevedo, 210 Centro – Santo André Tels.: 4427-7800 / 4436-3965 www.reporterdiario.com.br Jornalistas responsáveis: Airton Resende e Maria do Socorro Diogo Textos: Aline Bosio, Nathália Blanco e Maria do Socorro Diogo Diagramação: Flória Napoli - Projeto gráfico: Rubens Justo Fotos: Forlan Magalhães, Nathália Blanco, divulgação e www.houzz.com Comercial: Claudia Plaza e Célia Siqueira Suporte operacional: Pedro Diogo Administrativo: Rita de Cássia B. da Silva

Tiragem auditada por:

ambiente”, destaca Maria Colloca. Outra dica para ambientes pequenos é utilizar mesas com cadeiras de um lado e com bancos do outro. Como o assento fica encostado na parede e não necessita de espaço para ser colocado para frente ou para trás, como ocorre com as cadeiras, o formato ajuda a economizar espaço. Esta solução pode ser utilizada para sala de jantar e mesa da cozinha. “O que vai diferenciar é o material utilizado. Na sala de jantar tem de ser algo mais sofisticado”, conta Maria. CADEIRAS - Além da base da mesa, que pode determinar diferentes estilos, as cadeiras também são importantes para o conjunto. Os diferenciais passam por encostos altos ou baixos, cores, estofados e estampas. Para mesas retangulares, Maria indica que as cadeiras das pontas tenham braço de apoio. Para aquelas mesas e cadeiras que serão instaladas na cozinha, o ideal é que sejam feitas com materiais fáceis de limpar. DECORAÇÃO - Assim como ocorre com outros itens, a mesa deve representar o estilo dos moradores da casa e combinar com a decoração. “Não precisa ter a mesma cor que outros móveis, mas tem de ‘conversar’ com o restante da casa”, defende Maria. Por outro lado, Ângela diz que nada impede a mescla de estilos. “Misturar tendências pode ser opção, mas isso deve ser muito bem pensado”, defende a especialista.

CONTATOS Ângela Quintino angelaquintino@uol.com.br Maria Colloca agcolloca@ig.com.br


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Sexta-feira, 25 de maio de 2012

Projeto da arquiteta Elizabeth (à esq.) abusa de móveis planejados para aproveitar espaço. Na foto acima, de Daniela, destaque para os tons escuros e linhas retas

Lofts unem modernidade e conforto P

é direito alto, espaço amplo e ambientes integrados. Estas são as principais características dos lofts. Mais comum nos Estados Unidos, este tipo de apartamento tem conquistado jovens solteiros, casais sem filhos e empresários. O motivo é a praticidade em adequar o ambiente para estadias rápidas ou longas. “Para o jovem casal que não pretende ter filhos tão cedo, o loft é uma alternativa interessante, e tem se tornado uma opção de estilo de vida moderno. Hoje os lofts se tornaram um verdadeiro ‘viveiro’ de design”, conta a arquiteta Daniela Inês. Para a especialista, itens como praticidade, conforto e funcionalidade não podem faltar neste espaço. “Não podemos esquecer de garantir a privacidade do morador”, acrescenta. Isso porque em muitos projetos o próprio quarto não possui paredes. É justamente por este motivo que apartamentos deste tipo não são indicados para famílias, pois dificilmente haverá local reservado para todos. Para resolver a falta de privacidade, o indicado é utilizar painéis. “De vidro ou de

espelhos, os painéis podem ser utilizados para separar alguns ambientes sem que o loft perca a essência”, completa a arquiteta Elizabeth Helal Braido. Acrílico, vidros translúcidos, cortinas de cristais e biombos também podem ser utilizados. Daniela recomenda, ainda, o uso de elementos e acabamentos tecnológicos – que agradam principalmente os mais jovens. “Pisos de cimento queimado, tinta em tom de concreto e painéis impressos também são boas opções”, completa Daniela. Elizabeth gosta de trabalhar com os tons escuros (como tampa de granito preto) e madeiras na decoração para dar um ar mais masculino ao ambiente. “O branco ajuda a dar amplitude ao espaço, também importante”, completa. Planejados - Assim como ocorre em casas e apartamentos pequenos, móveis planejados também são essenciais nos lofts. “Todo local deve ser aproveitado. Em um dos meus projetos criei um armário escondido atrás do sofá. Este tipo de artimanha é importante para

aproveitar espaços sem prejudicar a decoração”, salienta Elizabeth. A mesma opinião é dividida por Daniela. “Além dos planejados, móveis de linhas retas e vazados ajudam a dar aspecto de amplitude. Não podemos perder a marca principal do ambiente, o espaço é algo primordial na hora de projetar e decorar um loft”, ressalta.

CONTATOS Elizabeth Helal Braido Telefone: 4991-1870 Daniela Inês Telefones: 4123-0008 e 4124-7448

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Aquário pode ser introduzido na decoração da sala de jantar e até mesmo do quarto

Quem me dera ter um peixe S

ão muitas e criativas as formas de trazer a natureza para dentro de casa. Jardim de inverno, muro vivo, telhado verde e horta em casa são apenas alguns exemplos que dão vivacidade ao imóvel ou mesmo ao ambiente. Outro elemento gratificante é o aquário com peixes, mas o hobby exige cuidado. A designer e arquiteta Lisandra Maio conta que insere aquário no projeto somente a pedido do cliente, que às vezes até já possui o móvel no cômodo. “Na maioria dos casos o aquário é uma paixão do cliente”, explica. Para

Lisandra, o aquário demanda muitos cuidados e, além de ser considerado um item caro e bastante utilizado, não está em alta. O aquário pode ser introduzido na decoração como forma de dividir o ambiente da sala de estar com a de jantar, ou até mesmo em nichos na parede. “Pode estar embutido na parede com uma estante previamente pensada e feita para este fim, pois geralmente são muito pesados e precisam de estrutura reforçada e exclusiva para isso”, explica Adriana Fiali. Na hora de comprar o produto, existem ainda os aquários redondos ou altos em forma de cilindro. No entanto, o biólogo e consultor técnico em aquários, Dorival Cardoso, explica que o vidro redondo tira o senso de orientação do peixe e, por isso, não é recomendado. No Feng Shui, técnica milenar chinesa, o elemento água ajuda a equilibrar as energias do cômodo destinado ao trabalho.

Aquário-quadro é novidade, mas criticado Entre as novidades desenvolvidas pela indústria do design está o aquárioquadro, também conhecido como aquário de parede. A versão costuma ter, no máximo, 15 centímetros de espessura e é pendurada na parede. Muitos podem trazer molduras e todos apresentam bomba submersa acoplada e um papel de parede para dar cor ao fundo do aquário. A arquiteta Lisandra explica que a

manutenção do produto leva 15 minutos e deve ser feita mensal. O adorno pode custar de R$ 800 a R$ 5 mil. Dois exemplos de empresas que trabalham com o produto são a Aquaprima (www. aquaprima.com.br) e a Wgrif (www.wgrif. com.br). Porém, para o biólogo Dorival Cardoso, o aquário de parede não é aconselhável por ser um espaço muito apertado para o peixe.


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Água do aquário pode ser doce ou salgada Na opinião de Dorival Cardoso, o aquário marinho, apesar de mais caro é muito bonito. Os peixes de água salgada têm cores mais vivas, formatos característicos e são mais exóticos. A espécie mais conhecida é o peixepalhaço, personagem principal do filme Procurando Nemo. A animação também tornou conhecido o hepatus (Dorie) e o yellow tang (bubbles, o peixinho do aquário que amava bolhas). Mas a ideia de ter um pedacinho do mar dentro da casa pode ser atraente e, também, assustadora. Os cuidados não são poucos e o investimento costuma ser alto. Um aquário marinho completo de 100 litros pode custar cerca de R$ 1,8 mil contra R$ 1,2 mil de um aquário de água doce de 120 litros e sistema SUMP

(ciclo de filtragem da água). Numa comparação simples, para montar o aquário de água salgada o investimento é de 3 a 8 vezes maior do que o de água doce. As diferenças não param por aí. Enquanto o aquário de água doce precisa de apenas um desclorificante para ganhar mais pureza, a água do aquário marinho é à base de sal sintético ou sal natural, ambos vendidos em lojas especializadas. O preço varia de R$ 12 a R$ 22 o quilo e cada 1 quilo faz de 30 a 33 litros de água para aquário salgado. “É recomendado também o uso de água deionizada ou de reverse osmose”, diz o especialista. Para medir a densidade da água, é preciso ter um densímetro ou comprar a água salgada pronta.

CONTATOS Lisandra A. Maio Adriana Fiali Dorival Santana Cardoso www.lamarquiteturainteriores.com.br e-mail: www.aquariumpethouse.com.br Telefone: 2726-5452 adrianafiali@uol.com.br Telefones: 4358-1514 e 2832-2740

Manutenção tem segredos, diz biólogo A manutenção do aquário marinho é a mais simples. Ambas as formas, porém, precisam de troca parcial de água uma vez por mês. No entanto, o aquário de água doce exige uma troca de 30% e o de água salgada, apenas 10%. Outra dica para ambos os aquários é nunca esvaziá-los para limpar totalmente e não utilizar produtos de limpeza por dentro e fora do vidro. “O vidro absorve substâncias prejudiciais”, alerta. A dica é usar pano úmido ou com um pouco de álcool. A iluminação é outra parte essencial na montagem do aquário. As lâmpadas

especiais se chamam T5, T8 e PLL para água doce e lâmpada azul para a água salgada. Um conjunto de iluminação pode custar de R$ 45 a R$ 2 mil e é tão importante que influencia diretamente na qualidade de vida dos peixes e na coloração dos animais. Já para as plantas, é imprescindível que o período de luz seja de oito a 10 horas. Outra dica é a escolha da espécie de peixe. “É importante ter em mente antecipadamente o tipo de peixe, tamanho do aquário e o quanto você está disponível a gastar”, finaliza Dorival.


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Requinte natural Orquídeas conquistam adeptos e ganham espaço dentro de casa

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halaenopsis, Cattleya, Paphiopedilum, Vanilla... Os nomes podem ser estranhos, mas a planta é conhecida – e desejada – por muita gente. A orquídea, fonte de beleza natural, oferece requinte e leveza para o ambiente. Por este motivo, é uma das flores mais procuradas para enfeitar salas, quartos, escritórios e até mesmo lavabos. Com mais de 35 mil espécies catalogadas, merece atenção e cuidados especiais para ter flores bonitas e duradouras. De acordo com Lúcia Morimoto, presidente da AOSP (Associação Orquidófila de São Paulo), antes de comprar um exemplar da planta é necessário obter algumas informações. “A primeira delas é saber se o ambiente da casa ou do local onde a orquídea ficará é ideal para a planta”, explica. Isso ocorre porque, de uma forma geral, a orquídea se adapta melhor em ambientes com boa luminosidade, porém, não podem ficar expostas ao sol forte. “Colocá-la no meio de uma sala, longe da janela, por exemplo, não é muito indicado. O certo é ela ficar em local próximo à janela, perto da luz solar”, revela Lúcia. A especialista alerta que a planta apenas suporta o sol da manhã, pois é mais fraco. “Quando ela toma muito sol, acaba ficando frágil, o que facilita o aparecimento de

doenças e pragas”, completa. A arquiteta especializada em paisagismo, Carmen Cristina Bosso, proprietária da Fórmula Verde, em Mauá, conta que o tipo mais vendido é a Phalaenopsis. “Ela é bem resistente e, se bem cuidada, chega a dar flores de três a quatro vezes ao ano”, explica. As cores mais comuns são a branca, amarela e rosa. Cor artificial - A novidade no mundo das orquídeas é uma técnica que ‘tinge’ a flor branca em tons de azul, laranja e verde. “Esta técnica, cujo segredo ainda é guardado a sete chaves, é diferente daquela que fazíamos com margaridas. Naqueles casos cortávamos o caule e o colocávamos na água colorida. Já esta técnica é realizada com a orquídea plantada mesmo”, conta Lúcia, que garante que a ação não afeta a saúde da planta. “Depois que a flor murchar, o efeito acaba e a próxima florada já terá a cor normal”, completa Carmen. O preço das orquídeas varia de acordo do modelo, do arranjo e até mesmo de onde as flores foram compradas. Podem ser encontradas a partir de R$ 30 e chegar facilmente até os R$ 300. “O ideal é comprar de locais sérios, onde será possível tirar todas as dúvidas sobre a espécie”, defende a arquiteta. Adquirir exemplares de colecionadores pode ser bom negócio, pois normalmente suas plantas são diferenciadas. Imagens - Além de serem utilizadas em sua forma natural, em vasos e arranjos, as orquídeas também podem ser introduzidas na decoração por meio de quadros e até mesmo como painéis de cama.

CONTATOS Fórmula Verde Telefone: 4555-1603 Associação Orquidófila de São Paulo Telefone: 3207-5703


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Objetos de desejo Lareira ecológica da Bella Telha: R$ 2.056

Aquecedor Sprinto Ceramic da Home & Cook: R$ 179,90 Lareira a gás da Bella Telha: R$ 2.440

Lareira elétrica da Bella Telha: R$ 7.852 Umidificador 6,1L da Fast Shop: R$ 281,13

Lareira ecológica da Bella Telha: R$ 657

Lareira a gás da Bella Telha: R$ 2.440

Lareira ecológica da Bella Telha: R$ 628 Aquecedor cerâmico com Timer Digital da Fast Shop: R$ 337,54

Aquecedor Sprinto da Home & Cook: R$139,90

Aquecedor cerâmico da Fast Shop: R$ 281,13

Aquecedor Miniceram da Home & Cook: R$139,90

Aquecedor elétrico com função ventilação da Fast Shop: R$ 114,86

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É hora de vestir a casa para o frio A

busca pelo conforto no ambiente caminha na velocidade das ofertas de tecnologias e procedimentos sugeridos pela indústria do aconchego, principalmente para aquele consumidor que descobre que podia ter tomado algumas medidas de proteção térmica quando a temperatura sobe ou despenca de uma hora para outra. Neste sentido, o RD buscou dicas de isolamento térmico com a arquitetura que podem ser aplicadas de imediato e para quem vai reformar ou construir imóvel. Se a ideia é adaptar o projeto, há vários recursos. No caso do inverno, o mercado oferece as lareiras portáteis, que podem ser utilizadas em vários ambientes e dispensam obra de alvenaria. Há versões interessantes no mercado que combinam com muitos estilos de decoração. Tudo depende do gosto e bolso do consumidor. Outra mudança rápida é o fechamento em vidro retrátil, de 8 mm temperado, de sacadas e terraços. A medida ajuda a manter a temperatura interna mais alta e, com isso, permite o uso do espaço nos dias mais frios, segundo Juliana Traldi Bomfim, arquiteta da Bomfim Arquitetura, em Santo André. Hoje, a grande maioria dos condomínios autoriza o fechamento do espaço. Além do charme, tapetes também ajudam no isolamento térmico,

Projeto determina grau de aconchego

principalmente de ambientes com piso de porcelanato. Thelma Sgarbi, arquiteta e especificadora de produto da TS Revestimentos, também em Santo André, sugere o uso de tapete em naylon de 30 mm até 70 mm, porque não agride a natureza e nem contribui para alergias. Juliana lembra que existe também uma infinidade de mantas no mercado, em tecidos e lãs, que decoram e tornam o ambiente mais aconchegante. Clima romântico - troca do tecido do sofá e poltronas por tecidos mais térmicos, como a camurça natural ou sintética, é outro recurso, assim como a instalação de candelabros com velas. “Candelabros dão um clima romântico e aquecem o ambiente”, comenta Juliana. Nas paredes, a sugestão de Juliana Bomfim é aplicar tons mais quentes, como os terrosos e amarelados. É possível também trabalhar com revestimentos decorativos, como papel de parede e tecido. Thelma lembra que existe até papel de parede camurçado. “Funciona na parte acústica e ameniza a friagem”, diz. Outra medida para vestir a casa para o frio é instalar forro em tecido grosso nas cortinas, como o brim, que aplaca o vento e reduz a sensação de ambiente gelado. Aquecedor é outra alternativa. Mas o professor de Engenharia Elétrica da FEI,

Mario Kawano, recomenda atenção para as versões que ressecam o ambiente. “Aquecedores com grade de metal, que chega a ficar incandescente no funcionamento, retiram a umidade do ar”, diz o professor que também atenta para o risco de acidente, principalmente com crianças. A dica são os aquecedores a óleo sem grades de metal e automáticos. Para isso, é necessário que a potência seja adequada à área a ser aquecida, informação que está na embalagem do produto. Outra recomendação é que a tomada seja de uso específico. CONTATO Juliana Traldi Bomfim Telefone: 4990-3344 Thelma Sgarbi Telefone: 4422-6700

No âmbito da reforma e construção, os recursos também são vastos. Uma das novidades é o porcelanato de acabamento para pisos e paredes. Há uma infinidade de opções que ajudam na parte térmica. Segundo Juliana Traldi Bomfim, a nova versão de acabamento acetinado oferece uma sensação de toque mais confortável do que o polido, que parece gelado. Há também bons sistemas de aquecimento de pisos, comuns em países do Hemisfério Norte e que agora estão disponíveis no mercado nacional. Mas o produto é oferecido no Brasil por poucas marcas, por isso o preço e a instalação ainda são impeditivos. A tendência de lareiras continua em alta. Atualmente, o mercado oferece versões também a gás e importadas, que são alimentadas por etanol, eletricidade e outras fontes de energia. Com aquecimento inteligente, o diferencial está nas chamas projetadas com efeito 3D e com intensidade regulável por um controle remoto. Mesmo quando o aquecedor é desligado, é possível manter o efeito visual. Frente à tradicional, Thelma Sgarbi recomenda a versão a gás, porque é fácil de instalar e imita a liberação de fumaça. “Basta providenciar uma caixa de madeira e fazer a ligação do gás”, diz. Também para quem vai mexer com alvenaria, existem telhas termoacústicas, com isopor, que isolam internamente o som e temperatura. A versão, no entanto, é cerca de 40% mais cara que a telha metálica. O mercado imobiliário tem investido muito em produtos e tecnologias que atendam o conforto do usuário. Para isso, basta inserir o fator isolamento térmico como prioridade no projeto.


Suplemento decoração maio 2012