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Jaú, 07 de Junho de 2014

REPÚBLICA JAHUENSE

FIQUE DE OLHO!

Tribo de Jah abre Festival de Inverno

tar 30 anos de carreira e está trabalhando o novo disco, “Pedra de Salão”, 15º álbum do grupo. Além da sua inquestionável qualidade em tocar o autêntico roots reggae, com suas mensagens de paz, amor, políticas sociais e divinas, a Tribo de Jah também é conhecida por seus integrantes terem deficiência visual. Quatro músicos são cegos e um tem visão parcial. O gru-

po se conheceu numa Escola de Cegos na metade dos anos 80 e é formado por Fauzi Beydoun (voz e guitarra), Zé Orlando (voz), Netto (guitarra), Frazão (teclados), Achiles Rabelo (baixo) e João Rodrigues (bateria). O novo disco “Pedra de Salão” traz de volta a essência da cultura raggae, que segundo Fauzi, o vocalista e líder da banda, tem perdido suas características originais por conta de novas tendências. Pe-

dra, em São Luís do Maranhão, nada mais é do que o reggae do momento, o sucesso que toca nos salões; a “pedra” se dança ‘agarrado’, ou seja, tem que se tirar uma parceira para dançar e quando a pedra é boa mesmo, se vacilar, não fica ninguém sobrando pra dançar. O grupo só passou a se chamar Tribo de Jah no início dos anos 90 e em 1992 lançou o primeiro disco, “Regueiros guerreiros”, sucesso até os dias de hoje. Em 1994, lançou o segundo disco, o LP “Roots reggae”. A banda gravou, em 2001, o importante trabalho “A Bob Marley”, exaltando os 20 anos da morte do cantor e no qual foram incluídas versões em português de suas composições. O CD reuniu 16 músicas, dez delas gravadas ao vivo em show no Bar Opinião, em Porto Alegre. O disco ainda contou com participações especiais: Samuel Rosa (Skank) em “Um só amor”, versão para “One love”; Falcão (vocalista do Rappa) soltou a voz em “Guerra”, versão para “War” e o integrante do Charlie Brown Jr., o cantor Chorão, interpretou “Mundo em confusão” (So much trouble). Em 2003, o grupo lançou no Canecão o CD “Guerreiros da tribo”, pela gravadora Indie Records, disco no qual incluiu “Floradas de amor”, “Neguinho babaçu”, “Povos do terceiro mundo” (versão de Fauzi Beydoun da música do africano TikeJah Fakoly) e ainda a faixa de trabalho “Rainha da sedução”. Em 2008, foi lançado o Refazendo, com algumas releituras de momentos importantes da banda. Com muitas de suas músicas cantadas e gravadas em português, inglês, francês e espanhol, a Tribo de Jah tornou-se referência musical para novas bandas por toda a América, além de países da Europa e da África.

Banda Vision se apresenta hoje no Comunitário

Em Jaú também tem uma banda com história parecida com a da Tribo de Jah. A banda Vision é formada por seis músicos, sendo que quatro são cegos, uma pessoa com 5% de visão e um estrábico. O grupo nasceu dentro da Associação e Movimento de Assistência ao Indivíduo Deficiente de Jaú e Região (Amai - que trabalha com deficientes de todas as vertentes: visual, auditiva e múltipla) e é formado pelo guitarrista Tiago Esquerdo (vocal), tecladista Fábio Leal, percussionista José Donizete Marques, baixista Estevam Rogério (vocal), tecladista solo Iara Silva e pelo baterista Tuca Melges. O baterista e presidente da Amai Tuca Melges diz que “banda, hoje, é bem reconhecida” e já se apresentou na Reatech, feira internacional com produtos para deficientes, que acontece na capital paulista. De acordo com Melges, a ban-

da hoje é chamada pela qualidade que tem, “pois quando tomei posse da entidade, em janeiro do ano passado, percebi músicos de qualidade ali que estavam ociosos e sem o real valor, precisando de um impulso”. O repertório da Vision passeia pelo rock pop de John Lennon, RPM, Jota Quest, Ana Carolina e Seu Jorge, além de axé e forró, já que a banda também acompanha o músico sertanejo Jefferson, com quem já gravou um DVD. A Vision ainda não toca nada da Tribo de Jah, mas informa que já está para “tirar músicas deles”. Ainda de acordo com Melges, os convites começaram a surgir e a cada apresentação, as pessoas percebem a qualidade da banda e se surpreendem com o som. A banda Vision se apresenta hoje, às 14h, no Centro Comunitário. Para o próximo mês já está agendada para uma feira na APAE.

Além da inquestionável qualidade em tocar o autêntico roots reggae, a Tribo de Jah também é conhecida por seus integrantes terem deficiência visual. A lendária banda de reggae Tribo de Jah vai abrir o 23º Festival de Inverno e promete um show dançante. A informação é do diretor de cultura Gustavo Pizzolio. A programação do festival ainda não está fechada. Segundo o site oficial da Tribo de Jah, o evento está marcado para o dia 19 de julho, no Parque Rio Jaú e será aberto ao público. A Tribo de Jah está para comple-

Tuca Melges, presidente da AMAI, que incentivou os colegas

Jornal República Jahuense - Edição 3  
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