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FICHA TÉCNICA renováveis magazine 17 1.º trimestre de 2014 Diretor Cláudio Monteiro cdm@fe.up.pt Corpo Editorial Coordenador Editorial: Sara Biscaia T. +351 220 934 633 geral@renovaveismagazine.pt Diretor Comercial: Júlio Almeida T. +351 225 899 626 j.almeida@renovaveismagazine.pt Chefe de Redação: Helena Paulino T. +351 220 933 964 h.paulino@renovaveismagazine.pt Design Daniel Dias

renováveis magazine revista técnico-profissional de energias renováveis

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editorial agricultura e energia, dois setores surpreendemente relacionados

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espaço opinião Portugal e a Energia (2.º documento IPES)

Webdesign Ana Pereira a.pereira@cie-comunicacao.pt Assinaturas T. +351 220 104 872 assinaturas@engebook.com www.engebook.com Conselho Redatorial Alexandre Fernandes (ISEG) Álvaro Rodrigues (FEUP/INEGI) Ana Estanqueiro (LNEG) António Joyce (LNEG) António Sá da Costa (APREN) António Lobo Gonçalves (EDP RENOVÁVEIS) João Abel Peças Lopes (FEUP/Inesc) João Bernardo (DGEG) Joaquim Borges Gouveia (UA) José Carlos Quadrado (ISEL) Nuno Moreira (UTAD) Maria Teresa Ponce Leão (FEUP/LNEG) Rui Castro (IST) Colaboração Cláudio Monteiro, Manuel Collares Pereira, João Pedro Azevedo, Maria Manuel Costa, Jorge Mafalda, Tiago Oliveira, João Coimbra, 7uPZME3VUYMHIE6SWERE8EZEVIW%QEHIY&SVKIW Olga Constante Pinheiro, José Boaventura-Cunha, Custódio João Pais Dias, Valter Calvário, Paula Vide, Nuno Gil, José Almeida, César Tavares, António Sérgio Silva, Ricardo Sá e Silva, Sara Biscaia, Ana Pereira e Helena Paulino

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vozes do mercado energia e indústria agropecuária: um mundo de oportunidades por explorar

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espaço qualidade que lições tiramos do que vivemos?

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espaço riscos renováveis agricultura e pecuária

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espaço apesf PV GRID: recomendações-chave para uma melhor integração da energia fotovoltaica nas redes de distribuição europeias

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espaço apisolar o mercado fotovoltaico e da produção de energia elétrica estão em plena mudança

54 tecnologias associadas às smart grids e smart metering entrevista 58 Ana Belda, Country Manager da RS Components: “RS e o seu conjunto de recursos de desenho online aceleram o caminho entre a conceção e a produção” 62 Deodato Taborda Vicente, Diretor Geral da Weidmüller Portugal: “satisfazer os clientes e estar na vanguarda da inovação e tendências de mercado” reportagem 66 “Rittal – The System on Tour” – mais um sucesso na sua 6.ª edição 68 autoconsumo nas jornadas de formação UniKrannich 70 projeto OTEO: transformar a costa portuguesa num potencial energético informação técnico-comercial 72 WEIDMÜLLER Indústria 4.0 74 SMA Solar Technology AG e DANFOSS A/S criam aliança mundial de conversores

notícias

Tiragem 5000 Exemplares

32 dossier energias renováveis na agricultura e pecuária 33 EYXSWWY½GMsRGMEREWI\TPSVEp~IWEKVuGSPEW intensivas

76 SEW-EURODRIVE PORTUGAL: GPEWWIHII½GMsRGMEIRIVKqXMGE-) para instalações descentralizadas

Periodicidade Trimestral

36 potencial energético do biogás através HII¾YIRXIWHEEKVSTIGYjVME

78 AXPO IBÉRIA: centro de geração e medição de energia em tempo real

Redação, Edição e Administração CIE – Comunicação e Imprensa Especializada, Lda.® Grupo Publindústria Tel.: +351 225 899 626/8 . Fax: +351 225 899 629 geral@cie-comunicacao.pt . www.cie-comunicacao.pt Propriedade Publindústria – Produção de Comunicação, Lda. )QTVIWE.SVREPuWXMGE6IKMWXSRž Praça da Corujeira, 38 . Apartado 3825 4300-144 Porto Tel.: +351 225 899 620 . Fax: +351 225 899 629 Publicação Periódica Registo n.º 125808 Depósito Legal n.º 305733/10 INPI Registo n.º 452220 ISSN: 1647-6255 Os artigos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores.

mundo académico 40 técnicas de modelação e previsão de séries temporais para aplicação a sistemas de energia solar

80 VENTIL: aplicação de caldeiras a biomassa nos setores agroindustriais e pecuária 84 KRANNICH SOLAR: painéis solares chineses – como importar sem risco 86 IGUS: casquilhos iglidur dão a volta ao mundo

case-study 46 3 passos para aumentar a competitividade 48 produção própria de energia a partir de fontes renováveis. Cooperfrutas: a boa aposta nas energias renováveis

88 produtos e tecnologias 98 barómetro das renováveis

50 Lusiaves – um exemplo de sustentabilidade energética na indústria alimentar

100 bibliografia

52 ilhas remotas e isoladas: aumento da penetração de renováveis para a sustentabilidade e desenvolvimento económico

102 calendário de eventos 104 links

www.renovaveismagazine.pt Aceda ao link através deste QR Code /renovaveismagazine

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editorial

agricultura e energia, dois setores surpreendentemente relacionados

Cláudio Monteiro Diretor

As fontes de energia renovável são um recurso distribuído que requer espaço para ser captado e requer infraestrutura para o coletar.

ESTATUTO EDITORIAL TÍTULO “renováveis magazine” – revista técnicoTVS½WWMSREP OBJETO Tecnologias atuais e futuras de produção de energia através de Sistemas de Energias Renováveis. OBJETIVO Difundir tecnologia, produtos, boas práticas IWIVZMpSWTEVETVS½WWMSREMWGSQ responsabilidades na conceção, execução e manutenção de instalações de Energias Renováveis. ENQUADRAMENTO FORMAL %±VIRSZjZIMWQEKE^MRI²VIWTIMXESWTVMRGuTMSW HISRXSPzKMGSWHEMQTVIRWEIEqXMGETVS½WWMSREP HIQSHSERnSTSHIVTVSWWIKYMVETIREW½RW comerciais, nem abusar da boa fé dos leitores, encobrindo ou deturpando informação. CARATERIZAÇÃO Publicação periódica especializada. ESTRUTURA REDATORIAL Diretor – Docente de reconhecido mérito GMIRXu½GS

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A história do desenvolvimento humano está fortemente ligado ao desenvolvimento das atividades agrícolas. É curioso observar que o desenvolvimento atual só é possível graças à libertação de recursos humanos do setor agrícola para a criação de novos valores noutros setores. Por outro lado, o enorme incremento de TVSHYXMZMHEHIII½GMsRGMEEKVuGSPEXIQYQGYWXSSGVIWGIRXIGSRWYQSIRIVKqXMGSHEQIGERM^EpnSMRXIRsiva, a energia dos sistemas modernos de regas e a enorme quantidade de energia gasta na indústria quíQMGEEWWSGMEHEESWJIVXMPM^ERXIWEKVuGSPEW2SJYRHSRYQETIVWTIXMZEHIHIWIRZSPZMQIRXSHSWIXSVEKVuGSPE ELYQERMHEHITEKEEI½GMsRGMEIQTVSHY^MVEPMQIRXSWGSQKEWXSHIIRIVKMESUYITSHIWIVGVuXMGSWIRnS se tentar encontrar um equilíbrio sustentável. Curiosamente a agricultura e as energias renováveis TEVXMPLEQYQEQIWQEGEVEXIVuWXMGE UYIqEI½GMsRGMEREYXMPM^EpnSHIVIGYVWSHMWXVMFYuHS%WJSRXIWHI IRIVKME VIRSZjZIP WnS YQ VIGYVWS HMWXVMFYuHS UYI requer espaço para ser captado e requer infraestrutura para o coletar. Esse espaço é algo que está disTSRuZIP IQ KVERHI QIHMHE RS WIXSV EKVuGSPE %PqQ HMWWSSGSRWYQSHMWXVMFYuHSHSWIUYMTEQIRXSWEKVuGSPEWTSHIQWIVI½GMIRXIQIRXIWYTVMHSWTSVIRIVgias renováveis, minimizando custos da distribuição, GSQSqSGEWSHSWWMWXIQEWHIVIKE 3WGSQFYWXuZIMWYWEHSWREQEUYMREVMETSHIQYWEVFMSGSQFYWXuveis, em alguns casos resultantes do aproveitamento HIVIWuHYSWEKVuGSPEW São muitos os exemplos de aplicações e utilizações IRIVKqXMGEWRSWIXSVEKVuGSPEqGEHEZI^QEMWGSQYQ observar casos de preocupação e procura de soluções

'SSVHIREHSV)HMXSVEP¯4VS½WWMSREPRSVEQSHIIRKIRLEVMEE½Q ao objeto da revista. Conselho Redatorial – Órgão de consulta e seleção de conteúdos. 'SPEFSVEHSVIW¯-RZIWXMKEHSVIWIXqGRMGSWTVS½WWMSREMWUYI exerçam a sua atividade no âmbito do objeto editorial, instituições HIJSVQEpnSISVKERMWQSWTVS½WWMSREMW SELEÇÃO DE CONTEÚDOS A seleção de conteúdos é da exclusiva responsabilidade do Diretor, apoiada pelo Conselho Editorial. O noticiário técnico-informativo é proposto pelo Coordenador Editorial. A revista poderá publicar peças noticiosas com caráter publicitário nas seguintes condições: ¼MHIRXM½GEHEWGSQSXuXYPSHI4YFPM6ITSVXEKIQ ¼JSVQEXSHIRSXuGMEGSQEETSWMpnSRSXI\XSHSXIVQS Publicidade. ORGANIZAÇÃO EDITORIAL 7IQTVINYu^SHIRSZEWjVIEWXIQjXMGEWUYIZIRLEQEWIV consideradas, a estrutura de base da organização editorial da revista compreende: › Sumário › Editorial › Espaço Opinião › Carta Aberta › Espaço Qualidade › Espaço Ventos de Bruxelas › Espaço Riscos Renováveis › Vozes do Mercado › Espaço COGEN › Espaço Biomassa

IRIVKqXMGEWI½GMIRXIWRSWIXSVEKVuGSPE fREXYVEPUYI XEPEGSRXIpETSMWWIRHSSWIXSVEKVuGSPEYQWIXSVGEHE vez mais intensivo quanto ao consumo energético, será GVuXMGSIRGSRXVEVWSPYp~IWIRIVKIXMGEQIRXII½GMIRXIWI em simultâneo, maximizar o aproveitamento dos recurWSWHMWTSRuZIMWRSGSRXI\XSHEI\TPSVEpnSEKVuGSPE Neste número da Renováveis Magazine apresentaremos alguns casos emblemáticos e diversos sobre aproveitamento de recursos e implementação de solup~IWIRIVKqXMGEWVIPEGMSREHEWGSQSWIXSVEKVuGSPEI pecuário. Claramente, existe um grande potencial para a aplicação de tecnologias energéticas existentes mas também para o desenvolvimento de novas soluções para este importante relacionamento entre a agricultura e a energia. Cláudio Monteiro, Diretor

¼2SXuGMEW › Dossier Temático › Visita Técnica › Artigo Técnico › Nota Técnica › Investigação e Tecnologia › Mundo Académico › Case-Study › Entrevista › Reportagem › Publi-Reportagem › Informação Técnico-Comercial › Produtos e Tecnologias › Tabela Comparativa (edição online) › Renováveis em Casa › Barómetro das Renováveis ¼&MFPMSKVE½E › Calendário de Eventos › Links › Publicidade ESPAÇO PUBLICITÁRIO A Publicidade organiza-se por espaços de páginas e frações, encartes e Publi-Reportagens. A Tabela de Publicidade é válida para o espaço económico europeu. A percentagem de Espaço Publicitário não poderá exceder 1/3 da paginação. A direção da revista poderá recusar Publicidade nas seguintes condições: ¼%QIRWEKIQRnSWIGSEHYRIGSQSWIYSFNIXSIHMXSVMEP › O anunciante indicie práticas danosas das regras de GSRGSVVsRGMERnSGYQTVMQIRXSHSWRSVQEXMZSW ambientais e sociais.


espaço opinião

Portugal e a Energia (2.º documento IPES) RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS (10/03/2013): PNAEE E PNAER

2STVMQIMVSHSGYQIRXSTVSGYVjQSWI\TPMGEVTSVUYIqUYIE4SPuXMGE)RIVKqXMGEHIZIVMEGSVVIWTSRHIVEYQETSWXYVEEXMZEREjVIEHE)RIVKMEIQGSRXVEWXIGSQEEPXIVREXMZE UYIWIVMEEHIYQETSWXYVETYVEQIRXIVIEXMZE2YQWIKYRHSHSGYQIRXSTIRWjZEQSW GSQIpEVEETVSJYRHEVEPKYQEWGSRWIUYsRGMEWHIWWEIWGSPLERSWIRXMHSHIENYHEVE HI½RMVEWVIWTIXMZEWTSPuXMGEWIRIVKqXMGEWISWWIYWFIRIJuGMSW)RXVIXERXSJSQSWGSRJVSRXEHSWGSQETYFPMGEpnSHE6IWSPYpnSIQITuKVEJIISTXjQSWTSVJE^IVYQGSQpasso de espera, comentando-a.

Manuel Collares Pereira collarespereira@uevora.pt

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Na realidade, o que a carateriza é um ponto de partida desculpabilizante, o da situação HIGVMWIIQUYIZMZIQSWTEVEYQESTpnSUYIWIWMXYETVEXMGEQIRXITVz\MQSHETSPuXMGE reativa que referimos no documento anterior, mas sem ser equivalente a uma escolha dessa natureza já que, como explicámos, optar por desenvolver prioritariamente outras áreas e conviver com os custos que a energia tiver no futuro tinha a sua lógica na geração de riqueza associada a essas áreas e na expetativa de que essa riqueza ajudasse a cobrir esses custos. Ora, como explicámos, o ponto de partida de uma postura ativa nesta área tem um sentido oposto e pretende ver, nesta questão da energia, uma oportunidade e não um fardo com custos. Mais precisamente, uma contribuição para nos ajudar a sair da situação de crise em que estamos. Na realidade, ao explorarmos as Energias Renováveis estaremos a reduzir importações por explorarmos um recurso próprio, a investir, dentro da nossa própria economia, a gerar atividade económica, a criar emprego, a criar know-how, no limite a gerar oportunidades para exportar tecnologia, engenharia, equipamentos. Esta atitude é bem diferente do que a Resolução propõe. Começa logo por secundaVM^EVEW6IRSZjZIMWJEGIk)½GMsRGME)RIVKqXMGE TSVUYIJYRHISWHSMWHSGYQIRXSWRYQ só e invoca um argumento de necessidade de investimento para estabelecer prioridades que deixam as Renováveis, claramente, em segundo plano. fIZMHIRXIUYISI\IVGuGMSHE)½GMsRGME)RIVKqXMGEqYQHEHSEHUYMVMHSTEVEUYEPUYIVTSPuXMGEIRIVKqXMGESTSRXSHITEVXMHESTERSHIJYRHS)MWXSUYIVWIETSWXIREW fontes convencionais (que importamos e, por isso, queremos manter sob controlo) quer REW6IRSZjZIMW )WKSXEVEWZIVFEWHMWTSRuZIMWRE)½GMsRGME)RIVKqXMGETVMQIMVS½GEJjGMP (há tanto para fazer e as verbas que o Governo quer disponibilizar são tão poucas…) e às Renováveis não se chega… Parece que há aqui uma opção ideológica anti-renovável, apesar do discurso ser, aqui e ali, em contrário. Uma forma prática de diminuir o potencial da sua contribuição, sem o HM^IVHIJSVQEI\TPuGMXE )WXEMRXIVTVIXEpnSqVIJSVpEHETIPSJEGXSHIWIE½VQEV TSVI\IQTPSRETjK   que existe uma relação entre o investimento nas FER (Fontes de Energia Renováveis) e a IZSPYpnS RIKEXMZE# HEMRXIRWMHEHIIRIVKqXMGE½REPHS4-&RSWPXMQSWERSWPMKEpnSUYI RSWIWGETEIQEFWSPYXS%6IWSPYpnSE½VQEUYI±…Na realidade, o elevado investimento feito por Portugal em tecnologias que exploram FER e o reduzido consumo energético no setor residencial, comparativamente com o resto da Europa, encobrem uma intensidade energética da economia produtiva 27% superior à média da União Europeia”. Nunca tivemos acesso a UYEPUYIVIWXYHSUYIWYTSVXIIWXEMRJIVsRGMEHIGEYWEPMHEHIRSUYIHM^VIWTIMXSkMR¾YsRcia do investimento nas FER. A Figura 1 reproduz os dados do EUROSTAT sobre esta matéria e nada aponta para que, daqueles dados, se possa vir a extrair qualquer concluWnSRIWWIWIRXMHS:IVM½GEQSWMWWSWMQYQEIZSPYpnSHEMRXIRWMHEHIIRIVKqXMGE½REPHS PIB que aumenta ou diminui de 1995 a 2010, independentemente do investimento muito desigual que houve em FER ao longo de todos estes anos! Na página 2026, Ponto 2.2, pode ler-se que a principal linha adotada na revisão dos 4PERSWJSME EPuRIEF HE±eliminação de medidas de difícil implementaçãoSYUYERXM½GEção ou com impacto reduzido e sua substituição por novas medidas ou por um reforço de medidas já existentes de menor custo e maior facilidade de implementação”. Para além da grande margem de subjetividade que se consagra nesta formulação, a questão do

Na realidade, ao explorarmos as Energias Renováveis, estaremos a reduzir importações por explorarmos um recurso próprio, a investir, dentro da nossa própria economia, a gerar atividade económica, a criar emprego, a criar know-how, no limite a gerar oportunidades para exportar tecnologia, engenharia, equipamentos.


ZS^IWHSQIVGEHS

energia e indústria agropecuária: um mundo de oportunidades por explorar A indústria agropecuária e a energia são dois macro-setores que, ao longo de muitos anos, basearam a sua relação numa perspetiva cliente-fornecedor, sem olharem mutuaQIRXITEVEEWMR½RHjZIMWSTSVXYRMHEHIWHIGVMEpnSHI ZEPSVUYIIWXEVIPEpnSTSHITVSTSVGMSREV2EVIEPMHEHI há uma miríade de oportunidades de negócio que decorre de uma visão mais atenta e transversal da relação entre IWXEWHYEWMRHWXVMEWWINEHIRXVSHSRIKzGMSHEMRHWXVME agropecuária propriamente dito, mas também a montante INYWERXIHEGEHIMEHIZEPSV João Pedro Azevedo Presidente do Conselho de Administração da Soja de Portugal

Queremos fazer uma gestão proativa da energia e evidentemente da produção, dos stocks de produto acabado e intermédio, em vez de nos limitarmos a monitorizar o que estamos a fazer, mesmo que seja online.

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4SHIQSWGSQIpEVTIPSGSRGIMXSFjWMGSHII½GMsRGMEIRIVgética e pela procura de melhorar o uso das fontes de energia. E, neste campo, muito se tem feito no combate ao HIWTIVHuGMS HI IRIVKME I YXMPM^EpnS HI JSRXIW EPXIVREXMZEW QEMWI½GMIRXIW1EWHSUYIGSRLIpSHEVIEPMHEHIHEMRHWtria há ainda um longo caminho a percorrer, com imensas oportunidades de negócio no percurso. E se quisermos GSQTPMGEVYQTSYGSQEMWITVIXIRHIVQSWQIHMVEI½GMsRcia energética numa linha de produção que produz multiproduto e perceber o consumo real por produto, por lote de produção, qual o impacto da composição e da fórmula do produto no consumo energético ou ainda da dimenWnSHSPSXIREI½GMsRGMEIRXnSEuHMVMEUYIIWXEQSWETIREW RS MRuGMS HS IWFSpS HEW MHIMEW 2E VIEPMHEHI TSYGS ou nada se tem feito. Na Soja de Portugal temos tentado I\TPSVEVEFEWIHIXSHSWIWXIWTVMRGuTMSWITVIXIRHIQSW brevemente introduzir o conceito de inteligência na gestão da energia. Qual o objetivo? É simples. Queremos fazer uma gestão proativa da energia e evidentemente da produção, dos stocks de produto acabado e intermédio, em vez de nos limitarmos a monitorizar o que estamos a fazer, mesmo que seja online. Um sistema inteligente permiteRSWERXIGMTEVSMQTEGXSTVIZMWuZIPHEWRSWWEWEp~IWIIWWI conhecimento prévio pode levar-nos a tomar decisões diferentes. Na realidade, a energia é um recurso demasiado caro e com demasiado peso na sustentabilidade para não ser gerido de forma inteligente. Podemos também olhar para o potencial do aproveitamento energético de subprodutos, decorrentes do processo industrial. E, neste campo, as oportunidades e as soluções tecnológicas são de uma variedade absolutamente espantosa. Invoquemos dois exemplos genéricos, a biomassa e o biogás. Começando pelo primeiro, é natural UYIRYQTVSGIWWSMRHYWXVMEPI\MWXEQHIWTIVHuGMSWWYFTVSHYXSWUYIRnSTSHIQWIVVITVSGIWWEHSWIGYNSZEPSV½REP é muito baixo e até, por vezes, negativo. Nos últimos anos, a tecnologia de queima de biomassa tem desenvolvido sisXIQEWEPXEQIRXI¾I\uZIMWUYITIVQMXIQEUYIMQEWITEVEHE SYGSRNYRXEHIQEXqVMEWTVMQEWHM½GMPQIRXIQERYWIjZIMW )QIWQSSTVSFPIQEHEWTEVXuGYPEWUYIMRZMEFMPM^EZEQYMtos processos de queima pela violação dos “vle’s” constantes REWPMGIRpEWEQFMIRXEMWIWXj LSNI QYMXuWWMQSQEMWGSRXVSlado devido ao desenvolvimento da tecnologia de controlo

HIIQMWWnSHITEVXuGYPEW INjEKSVEEPKYQEHIWXEXIGRSPSKME é portuguesa). Quanto ao biogás, a questão é certamente mais complexa em termos tecnológicos, mas a oportunidade é imensa, até porque poderemos juntar à valorização HI EPKYRW WYFTVSHYXSW SW I¾YIRXIW TIGYjVMSW SY SYXVSW I¾YIRXIWPuUYMHSW)RIWXEPXMQEWMXYEpnSIWXEQSWEJEPEVHI um enorme custo económico da indústria e de um passivo ambiental que a tecnologia tem tentado transformar numa fonte de receita. Já existem casos de enorme sucesso por esse mundo fora e não tenho dúvidas que algumas limitap~IWHIWXIWWMWXIQEWIHEJEPXEHI¾I\MFMPMHEHIUYIHIJSVQE geral apresentam, serão ultrapassadas com os fortes investimentos em inovação, investigação e desenvolvimento. Na Soja de Portugal, neste momento, mais de 80% da energia térmica que produzimos tem origem na biomassa. No entanto, apesar de termos vários projetos de investigação e HIWIRZSPZMQIRXSRSHSQuRMSHSETVSZIMXEQIRXSHSWWYFTVSHYXSWTEVE½RWIRIVKqXMGSWVIGSRLIGIQSWUYIIWXIRnS é um caminho fácil. Em primeiro lugar, a produção de energia a partir deste tipo de biomassa (subprodutos animais) só pode ser feita em sistema de coincineração por motivos PIKEMW(IWXEJSVQEEEXVEXMZMHEHIHSTVSNIXS½GEEPXEQIRXI comprometida face a outras alternativas que se nos deparam. Por outro lado, se pensarmos no biogás, a tecnologia atualmente existente exige uma estabilidade e uma homogeRIMHEHIHIWYFTVSHYXSWUYIRnSqGSQTEXuZIPGSQEZEVMEção qualitativa de subprodutos que, na realidade, existe na indústria. E essa realidade torna o risco médio deste tipo de TVSNIXSWFEWXERXIIPIZEHS 2IWXIHSQuRMS VIWXERSWGSRXMnuar a trabalhar para encontrar melhores soluções, que não XIRLSHZMHEWUYIEGMsRGMEENYHEVjEHIWGSFVMV E, claro, há todo o setor das renováveis, que permite aproZIMXEV EW MRJVEIWXVYXYVEW I S IWTEpS JuWMGS Nj TVqI\MWXIRXI para produzir energia solar ou eólica através das inúmeras TSWWMFMPMHEHIWXIGRSPzKMGEWHMWTSRuZIMWRSQIVGEHS)RIWXI caso, para além do negócio da energia, que deve ser analisado caso a caso e que depende obviamente do enquadraQIRXSPIKEPHSIWTEpSKISKVj½GSSRHIIWXEQSWMRWIVMHSW há um potencial de capitalizar na marca ou no produto o menor impacte ambiental que o processo permite. Podemos dar muitos outros exemplos de zonas de interseção entre a energia e a indústria agropecuária, como por I\IQTPSSWFMSGSQFYWXuZIMWIEIRIVKMELuHVMGEQEWEPMWXE é extensa e não é objetivo deste artigo enumerar todas as oportunidades. O ponto é que qualquer um destes temas pode ter um WMKRM½GEXMZSMQTEGXSRSRIKzGMSFEWI WINETIPEZMEHSWGYWtos, dos processos, dos proveitos ou da imagem e do posicionamento da marca ou do produto. E isso pode ser absolutamente determinante para a competitividade e sustentabilidade de uma organização num contexto global, fortemente competitivo, em que os vários atores buscam incessantemente fatores de diferenciação. Desta forma, penso que cada vez mais a energia não deve ser olhada como um


espaço qualidade

que lições tiramos do que vivemos? ,SNIKSWXEVMEHIJE^IVYQEFVIZIVI¾I\nSWSFVISUYIIWXEQSWXSHSWE viver versusSUYIVIXMVEQSWHIWWEWQIWQEWI\TIVMsRGMEW

Maria Manuel Costa costa.manuel.maria@gmail.com

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3YZMQSW JVIUYIRXIQIRXI SW KSZIVRERXIW HIWXI TEuW I MRGPYWMZEQIRXI alguns ilustres que ocupam funções em Bruxelas, falar convictamente de que a única forma de sairmos desta "crise" é apostarmos claramente no EYQIRXSHEGSQTIXMXMZMHEHIHSRSWWSTEuW 3VE EGSQTIXMXMZMHEHIqYQ "palavrão" que provavelmente nem todos sabemos como desdobrar em práticas reais, e efetivas, para aplicarmos nas empresas que gerimos. 3XIGMHSIQTVIWEVMEPTSVXYKYsWXIQGPEVEQIRXIYQPSRKSGEQMRLSE percorrer, no sentido da melhoria, da disponibilidade para a cooperação e, no sentido de entreajuda e troca efetiva. 8SHSWUYIVIQSWWSFVIZMZIVQEWGSRXMRYEQSWERnSHI½RMVIWXVEXqKMEW ERnSMHIRXM½GEVSFNIXMZSWIQqXVMGEWTEVEEQSRMXSVM^EpnSHSWVIWYPXEHSW a não apostarmos nas pessoas que fazem parte das nossas equipas. Apesar de tudo há ainda muitas empresas que continuam a não ver interesse na qualidade do produto ou do serviço, na inovação, no fortalecimento da equipa, na atenção ao cliente... Pessoalmente não sei como sair desta crise económica, social e humana, sem darmos as mãos! Não entendo porque nos fechamos, porque não IWXEQSWHMWTSRuZIMW GSQSWIHIVITIRXIXSHSWSWTVSFPIQEW½RERGIMVSW e de tesouraria que as empresas vivem, se solucionassem com esta postura empresarial. Somos portugueses, historicamente descobrimos o mundo, conquisXEQSW XIVVMXzVMSW MRWXVYuQSW TSZSW ENYHEQSW E EPEZERGEV IGSRSQMEW desbravamos terra e mar e, hoje, estamos recolhidos numa pequena concha, cobertos de medos e de inseguranças, com medo até da nossa própria sombra... Não tenho a solução para resolver os problemas, mas tenho uma cerXI^ETIWWSEPIXVERWQMWWuZIPHIUYIXIQSWUYIETVIRHIVGSQSWIVVSWHS passado. Vamos aprender a sermos melhores com quem nos pode ensinar, vamos unir esforços e partilhar boas práticas empresariais com quem tem interesse nisso, vamos trocar contactos que podem gerar negócio, vamos SYZMV I ETVIRHIV GSQS MRXIVREGMSREPM^EV I TSV PXMQS ZEQSW HI½RMXMZEmente crescer, em qualidade do produto e do serviço, selar a qualidade da nossa organização e termos ferramentas de gestão que nos ajudem a perceber se estamos no bom ou mau caminho...

O tecido empresarial português tem claramente um longo caminho a percorrer, no sentido da melhoria, da disponibilidade para a cooperação e, do sentido de entreajuda e troca efetiva.


espaço riscos renováveis

agricultura e pecuária 2nSUYIVIRHSJE^IVHIWXIEVXMKSHISTMRMnSYQVIKMWXSHITVz\MQSWGETuXYPSWQEWHIZMHSkTVS\MQMHEHIXIQTSVEP RnSTSWWSHIM\EVHIVIJIVMVUYIEEFSVHEKIQESXIQEIQERjPMWIZEMHEVEPKYQEGSRXMRYMHEHIESEVXMKSTYFPMGEHS REIHMpnSHEVIRSZjZIMWQEKE^MRI%WWMQESEFSVHEVRSZEQIRXISXIQE%KVMGYPXYVEI4IGYjVMEIHEHSUYIE PXMQEERjPMWIJSMGSRNYRXEZSYXIRXEVJE^sPSEKSVEVIJIVMRHSEWIWTIGM½GMHEHIWTEVEGEHEYQEIHIJSVQEEYXzRSQE

Iniciando pela Agricultura, julgo que todos nós e de uma forma intuitiva, percebemos que numa fase imediata, temos como aproveitamento primário, toda a matéria lenhosa que resulta da atividade normal da exploração, MWXSqUYIVSWVIWuHYSWREXYVEMWSVMKMREHSWTIPSGMGPSHS cultivo, quer por força da limpeza periódica do arvoredo. Jorge Mafalda jorgemafalda@joaomata.pt

ˆ Neste caso e devido à sazonalidade na obtenção da matéria-prima e, em particular, para as Prumoìdeas I 4VYRzMHIEW WIVj HI ZMXEP MQTSVXlRGME E HI½RMpnS de um calendário onde possamos estabelecer quais SW TIVuSHSW HS ERS IQ UYI E SFXIRpnS HE QEXqria lenhosa poderá contribuir para a produtividade energética (biomassa). Uma das formas de podermos alargar esta sazonalidade será a criação de zonas de armazenagem, que aconselho vivamente que seja feita na forma de estilha dada a volumetria de ocupação que esta matéria obriga na forma bruta, oriunda da poda/desbaste. ˆPara este enquadramento terá certamente um posicionamento diferenciado os Silvicultores, dada a sua vocação principal de produção de lenha

Passando à atividade Pecuária, no meu ponto de vista, MRZIVXIWIEUYMYQTSYGSSVEGMSGuRMSIWXEFIPIGMHSTEVEE EXMZMHEHIEKVuGSPEHEHSUYIETVSHYpnSHIQEXqVMETVMQE será diária. Contudo convém estabelecer alguma diferenciação, por força do tipo de ativo pecuário que se possui, isto é, como todos sabemos e não querendo entrar EUYMIQjVIEWHIFMSUYuQMGEUYIRnSHSQMRSETVSHYpnSIRIVKqXMGESVMYRHEHSWHINIXSWHIKEHSWYuRSRnSqS mesmo do vacum, nem do ovino ou caprino, entre outros. ˆA ssim, será conveniente e em função do tipo de exploração que se tem, ou seja, criação livre ou em estábulo, analisar o potencial energético de cada exploração para uma tomada de decisão consciente e equilibrada. Intuitivamente, poderemos facilmente concluir que a produção energética (biogás ou biomassa) terá uma melhor combinação com a exploração que adote o regime de estábulo e a produção de adubo natural para a agricultura com o regime de pastoreio livre. ˆ2IWXIGEWSTEVXMGYPEVIEXuXYPSHIGYVMSWMHEHIKSWXEria de referir que já existe em Portugal uma unidade de produção de Biodiesel, que utiliza como matéria-prima a gordura animal, em alternativa às plantas oleaginosas, 10

o que poderá ser uma boa fonte de escoamento e valorização do que tradicionalmente é considerado um HIWTIVHuGMS

4EWWERHSEKSVETEVESTPERSHSWVMWGSWWIKYVjZIMW ˆPara todos os que estão nesta atividade não será cerXEQIRXIRSZMHEHIUYERHSVI½VSEHM½GYPHEHIUYIXsQ RE SFXIRpnS HI WSPYp~IW UYIV TSV MRI\MWXsRGME HI WIKYVSSYSIPIZEHSRuZIPHSTVqQMSSYUYERHSWI HITEVEQGSQSHIWENYWXEQIRXSHSRuZIPHIGSFIVturas e franquias. ˆEnquadro aqui os seguros: ¯%KVuGSPE ¯4IGYjVMS – Colheitas. 2SQIYTSRXSHIZMWXEIWXEWMXYEpnS½GEEHIZIVWIE 3 grandes razões: ˆA primeira, por força da redução que a atividade agropecuária sofreu nas últimas décadas e que, felizmente, parece tender a inverter-se, o que contribuirá para um QEMSVIUYMPuFVMSHSTSHIVRIKSGMEP ˆA segunda, por força de falta de capacidade técnica ESRuZIPHSWZjVMSWMRXIVPSGYXSVIWHSQIVGEHSWIKYrador, em explicar e saber ouvir as várias realidades dos intervenientes diretos (agricultores) para posteVMSVQIRXI WI GSRWXVYuVIQ WSPYp~IW IUYMPMFVEHEW ES RuZIP HEW GSFIVXYVEW JVERUYMEW I TVqQMSW TEVE UYI em caso de sinistro se produzam indemnizações ajustadas às realidades das perdas. ˆA terceira, por força de algum marasmo legislativo, que também acredito se venha a inverter num futuro próximo, regulando todo este processo, nomeadaQIRXIESRuZIPHSWIKYVSHI'SPLIMXEW

% XuXYPS GSRGPYWMZS I RE I\TIXEXMZE HI XIV EXMRKMHS S propósito a que me destinei, ou seja estabelecer uma relação tripartida entre a atividade Agropecuária, as Soluções Energéticas e as Coberturas de Seguro, expresso o meu desejo sincero, que a tão malfadada crise nos tenha, pelo QIRSWHIWTIVXEHSTEVERSWVIHMVIGMSREVQSWRSWTVMRGupios dos nossos antepassados, em que a nossa principal riqueza é a terra.


espaço apesf

PV GRID: recomendações-chave para uma melhor integração da energia fotovoltaica nas redes de distribuição europeias

Associação Portuguesa das Empresas do Sector Fotovoltaico

O consórcio do PV GRID, que compreende vários países europeus, publicou um Documento de Consulta )YVSTIY UYI GSRXqQ VIGSQIRHEp~IWGLEZI TEVE a EHSpnS HI WSPYp~IW XqGRMGEW UYI JEGMPMXEQ E MRXIgração da energia fotovoltaica (FV) na rede de distribuipnS (YVERXI SW TVz\MQSW XVsW QIWIW XIVnS PYKEV 15 workshops REGMSREMW SY VIYRM~IW FMPEXIVEMW  TIPE )YVSTEJSVEETVIWIRXERHSIHMWGYXMRHSEWGSRGPYW~IW HSTVSNIXS Desde maio de 2012 que o consórcio do Projeto PV GRID XIQXVEFEPLEHSREMHIRXM½GEpnSIHIWXEUYIHIWSPYp~IW técnicas para aumentar a capacidade de receção da energia fotovoltaica nas redes de distribuição. Após uma análise cuidada das barreiras, as recomendações regulatórias e normativas para a facilitação da adoção destas soluções são agora apresentadas num Documento de ConWYPXE)YVSTIY. Num sistema de evolução energética, onde a geração de energia com base em fontes de energias renováveis desempenha um papel cada vez mais central, são requeridas novas capacidades para operar na rede de distriFYMpnS3WHIWE½SWGSQTVIIRHMHSWRSDocumento de 'SRWYPXE)YVSTIY do PV GRID são as seguintes:

3SFNIXMZS½REP do Projeto PV GRID é ajudar na redução de barreiras que estão a atrasar ou a complicar a integração em larga escala de sistemas fotovoltaicos, nas infraestruturas de distribuição de eletricidade na Europa.

ˆ Garantir condições justas à restrição do uso da enerKMEJSXSZSPXEMGE ˆ O desenvolvimento de um esquema adequado do JSXSZSPXEMGSRYQVIKMQIHIEYXSGSRWYQS ˆ A exploração das capacidades avançadas dos inverWSVIWJSXSZSPXEMGSW ˆ A promoção do desenvolvimento de soluções de EVQE^IREQIRXS XERXS ES RuZIP HSW STIVEHSVIW HI WMWXIQEW HI HMWXVMFYMpnS (73  GSQS ES RuZIP HS produtor/consumidor (prosumer  ˆ A promoção de aplicações de gestão inteligente de IRIVKME ˆ O desenvolvimento de um enquadramento de conXEKIQGSIVIRXI ˆ O incentivo ao desenvolvimento de smart grids. Até abril de 2014, os parceiros nacionais do PV GRID irão organizar workshops ou reuniões bilaterais em todos SW TEuWIW TEVXMGMTERXIW TEVE HMWGYXMV GSQ EW IRXMHEHIW-chave nacionais, as soluções mais adequadas a ser impleQIRXEHEWIQGEHETEuWXIRHSIQGSRXEEWIWTIGM½GMHEHIW nacionais. O resultado das discussões será divulgado numa versão atualizada do (SGYQIRXSHI'SRWYPXE)YVSTIY, que será publicado durante o verão de 2014. O consórcio

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do Projeto PV GRID convida todos os intervenientes europeus a colaborar com comentários quanto ao conteúdo do (SGYQIRXSHI'SRWYPXE)YVSTIY.

Sobre o PV GRID 3SFNIXMZS½REPHS4VSNIXS4:+6-(qENYHEVREVIHYção de barreiras que estão a atrasar ou a complicar a integração, em larga escala, de sistemas fotovoltaicos nas infraestruturas de distribuição de eletricidade na Europa. O objetivo será alcançado pela análise de barreiras e soluções, e formulando recomendações regulatórias e normativas. O PV GRID iniciou-se em maio de 2012 e terminará em outubro de 2014. O Projeto PV GRID dá WIKYMQIRXS ES 4VSNIXS 4: 0)+%0 GSRGPYuHS IQ JIZIreiro de 2012. O Projeto PV GRID é um esforço conjunto dos parceiros seguintes: ˆ Coordenador: German Solar Industry Association (BSW7SPEV  ˆ European Photovoltaic Industry Association )4-%  ˆ Eclareon Management Consultants %PIQERLE  ˆ Catorze associações nacionais do setor fotovoltaico: UNEF (Espanha), APESF (Por tugal), assoRinnovabili (Itália), BPVA (Bulgária), CZEPHO (República Checa), ENERPLAN (França), HELAPCO (Grécia), Holland Solar (Holanda), PTPV (Polónia), PV Austria (Áustria), EDORA (Bélgica), SvenskSolenergi (Suécia), SAPI

)WPSZjUYME 78% 6IMRS9RMHS  ˆ DERlab (European Distributed Energy Resources Laboratories  %PIQERLE  ˆ Dois operadores de sistemas de distribuição: ENEL DisXVMFY^MSRI -XjPME 6;)(IYXWGLPERH %PIQERLE  ˆ9RMZIVWMHEHI4SRXM½GEP'SQMPPEW )WTERLE 


espaço apisolar

o mercado fotovoltaico e da produção de energia elétrica estão em plena mudança 9QRSZSTEVEHMKQEEZM^MRLEWIGSQSWYVKMQIRXSHSEYXSGSRWYQSHIIPIXVMGMHEHISYWINEZEQSWTSHIVTVSHY^MVIGSRWYQMVERSWWETVzTVMEIPIXVMGMHEHI

Tiago Oliveira Vice-Presidente da APISOLAR – Associação Portuguesa da Indústria Solar Solar Fotovoltaico

As soluções que utilizem os painéis fotovoltaicos serão as que terão a melhor integração em sistemas de autoconsumo, caso o consumo seja predominanXIQIRXIHIHME2IWXEWGMVGYRWXlRGMEWZEMWIVTSWWuZIPVIHY^MVTEVEQIXEHIRS QuRMQSERSWWEJEXYVEHIIPIXVMGMHEHIGSQETSWWMFMPMHEHIHIWITSXIRGMEVE poupança, caso se desloquem os consumos para as horas de maior radiação solar. Outra vantagem da tecnologia fotovoltaica está na orientação dos paiRqMWTSMWIWXEXEQFqQTSHIWIVENYWXEHEESTIV½PHIGSRWYQSHSTVSHYXSVI assim, melhorar o desempenho de todo o sistema, bem como conseguir redu^MVGYWXSW½REMWHEMRWXEPEpnS8IQSWIRXnSUYIIRGEVEVIWXEQYHERpEGSQS uma oportunidade, e fazer renascer este setor, que nos últimos anos tem dado QSWXVEWHIQYMXEIZSPYpnSI½EFMPMHEHI No fundo, as soluções a implementar no autoconsumo utilizam os mesmos componentes chave que as soluções de produção direta para a rede, micro e minigeração, com a vantagem de não existir o custo da execução do ramal de ligação à rede publica de distribuição, pois a interligação faz-se diretamente no Quadro Elétrico da instalação. A crescente utilização da eletricidade nas nossas casas e empresas, com um respetivo aumento da fatura de eletricidade, tem-se tornado comum atualmente. O melhor rendimento dos equipamentos, quando comparados com os LSQzPSKSWQEWEPMQIRXEHSWEGSQFYWXuZIPJzWWMP KjWSYTIXVzPIS XIQWMHS SQSXMZSTVMRGMTEPTIPEXVSGETSVIWXIWQEMWI½GMIRXIW%WWMQXSVREWIGEHEZI^ mais necessário produzirmos a nossa energia e, assim, tornarmo-nos menos dependentes da rede pública, bem como dos preços que os operadores nos cobram pela energia consumida. 7IRHSNjYQEVIEPMHEHIIQ4SVXYKEPTSMWqTSWWuZIPIPIKEPJE^IVWIEYXSGSRsumo desde que seja garantida a não injeção de excedentes na rede pública, resta-nos esperar pelo Diploma que irá legislar o autoconsumo e assim encarar esta medida sem as limitações que neste momento ainda existem. De acordo com declarações do Ministro Moreira da Silva este diploma está para breve e "vai levar mais longe a aposta na microgeração já não tanto para o abastecimento da rede pública, mas para a satisfação de necessidades que existem nas nossas habitações", o que sem dúvida é aquilo que todos esperamos.

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A crescente utilização da eletricidade nas nossas casas e empresas, com um respetivo aumento da fatura de eletricidade, tem-se tornado comum atualmente.


dossier energias renováveis na agricultura e pecuária

EYXSWWY½GMsRGME nas explorações EKVuGSPEWintensivas João Coimbra

potencial energético do biogás através de I¾YIRXIW da agropecuária Sílvia Orquidea, Rosana Tavares, Amadeu Borges, Escola de Ciências e Tecnologia, UTAD

energias renováveis na agricultura e pecuária 32


dossier energias renováveis na agricultura e pecuária

EYXSWWY½GMsRGME nas explorações EKVuGSPEWintensivas Com a subida constante dos preços da energia da eléctrica em Portugal, muito superior aos EYQIRXSWHSWTVIpSWHSWTVSHYXSWEKVuGSPEWEWI\TPSVEp~IWHIVIKEHMSIQ4SVXYKEPTIVHIQ ERYEPQIRXIGSQTIXMXMZMHEHIIQVIPEpnSESWWIYWGSRKqRIVIWHSRSVXIHE)YVSTEHSW)WXEHSW 9RMHSWIHS&VEWMP%RIGIWWMHEHIHIVIKEVEWGYPXYVEWRSRSWWSGPMQEQIHMXIVVlRISXIQYQGYWXS WYTPIQIRXEVHITVSHYpnSHI HSWUYEMW IQIRIVKMEIPqGXVMGE9QEHEWJSVQEWHIGSRXSVREV IWXITVSFPIQEqIRGSRXVEVGSRHMp~IWTEVEUYIIWXEWTSWWEQXSVREVWIEYXSWY½GMIRXI em energia eléctrica. Portugal tem recursos imensos em água e energia solar. João Coimbra, agricultor A competitividade da agricultura de regadio em Portugal passa por encontrar joaocoimbra1@gmail.com http://milhoamarelo.blogspot.pt/ formas de colocar esta energia ao serviço da agricultura de regadio %TVSHYpnSEKVuGSPEHIWXMREWIIWWIRGMEPQIRXIkTVSHYpnSHIEPMQIRXSWI ½FVEW2SGEWSHSWEPMQIRXSWSTVSGIWWSTVSHYXMZSqI\GPYWMZEQIRXIYQ TVSGIWWSHIXVERWJIVsRGMEHIIRIVKMEHIYQEHIXIVQMREHEJSRXITEVESYXVE Os alimentos são, pois, formas de armazenar energia que, quando consumidos por via da alimentação animal ou humana, vão deslocar essa energia para as necessidades básicas da vida. Podem também transformar-se novaQIRXIIQIRIVKMETVSHY^MRHSGEPSVSYGSQFYWXuZIMW O agricultor tenta tornar este processo o mais rápido e de baixo custo, incorporando várias fontes de energia nos seus produtos da forma mais I½GMIRXITSWWuZIP A fonte de energia que se pretende que seja a mais representativa deverá WIVEIRIVKMEWSPEVTIPSTVSGIWWSHEJSXSWWuRXIWI 3TVSGIWWSKMVEkZSPXE de encontrar a forma de captar a maior energia solar e, para isso, temos necessidade de utilizar muitas outras fontes de energia para criar condições às plantas para que estas acumulem a maior quantidade de energia ao mais baixo preço. %WQSFMPM^Ep~IWHSWSPSSWEKVSUYuQMGSWISWXVERWTSVXIWWnSEPXEQIRXI consumidores de energia, e esta vai sendo incorporada no processo proHYXMZSEXqESWIYGSRWYQS½REP A grande preocupação dos agricultores está, pois, relacionada com os custos da energia e os preços dos alimentos que vendem. A agricultura de GPMQEQIHMXIVVlRISXIQYQHIWE½SWYTPIQIRXEVkWYEJVIRXITSMWREqTSGE em que as condições de temperatura e radiação a serem acumuladas pelas plantas são ótimas, é exatamente quando não existe precipitação nestas regiões. A disponibilidade de água é fundamental para o processo metabólico das plantas, só com esta água poderão acumular a energia solar. Assim temos uma necessidade energética suplementar, que é de colocar à disposição destas plantas a água que elas necessitam para poderem aproveiXEVEIRIVKMEWSPEV)WXIqSTVSGIWWSHEMVVMKEpnS A rega é um processo que consome água e energia. A água, sendo um VIGYVWS RSFVI I IWGEWWS q RS GEWS TSVXYKYsW YQ VIGYVWS EFYRHERXI (Portugal tem a maior disponibilidade de água por habitante da Europa). O problema é o custo da energia e dos equipamentos para armazenar, transportar e distribuir essa água. No nosso caso temos um problema de competitividade com os nossos concorrentes do norte da Europa, da América

do Norte, do Brasil e da Argentina, onde acontece exatamente o contrário, uma vez que nessas regiões chove quando existe radiação e temperatura. %QEMSVMETIRWEUYIHIZIVuEQSWQERXIVWSQIRXIEWGYPXYVEWQIHMXIVrâneas que são, naturalmente, as mais preparadas para resistir a este proFPIQE ZMRLESPMZEP¾SVIWXEIRXVISYXVSW  Na nossa exploração foi dada prioridade ao regadio, e são as culturas regadas que melhor produzem alimentos de primeira necessidade, nos UYEMWSTEuWqEPXEQIRXIHI½GMXjVMS A nossa opção foram os cereais regados, essencialmente o milho grão: temos realmente condições excelentes para a sua produção, os consumidores estão perto da produção, evitamos gastos de transporte de regiões PSRKuRUYEWIpodemos tornar-nos competitivos se resolvermos o problema da energia. A rega representa, no nosso caso, cerca de 30% dos custos totais de produção da cultura do milho, a energia elétrica pode chegar aos 20%.Também as nossas produtividades podem ser superiores aos nossos concorrentes IQGIVGEHIE  EWWMQSTEuWXIQTSWWMFMPMHEHIWHIGSQTIXMVTVMRcipalmente para suprir em absoluto as necessidades de importação deste cereal (Portugal importa cerca de 60% do seu consumo de milho). 3TVSFPIQEUYIWIT~IqTSMWEKVERHIHITIRHsRGMEHEIRIVKMERIWXI processo produtivo. 33


dossier energias renovĂĄveis na agricultura e pecuĂĄria

potencial energÊtico do biogås atravÊs de IžYIRXIW da agropecuåria 9QHSWQEMSVIWHIWE½SWUYISWTVSHYXSVIWHIKEHSIRJVIRXEQqSXVEXEQIRXSHIIWXVYQI e o processamento da ågua, de forma a proteger a qualidade do ambiente e a controlar os odores. 3WHMKIWXSVIWEREIVzFMSWTSHIQENYHEVSWTVSHYXSVIWEGSRXVSPEVIWXIHIWE½S Sílvia Orquidea, Rosana Tavares, Amadeu Borges, Escola de Ciências e Tecnologia, UTAD amadeub@utad.pt

total, que reduz os preços de escavação e o terreno exigido para os WMWXIQEWHIXVEXEQIRXSWHIVIWuHYSWIGYWXSWQEMWFEM\SWHIGSFIVXYVEHIZMHSkQIRSVWYTIVJuGMIHEWPEKSEW  ˆ A valorização de recursos, nomeadamente a captação do biogĂĄs GSQSJSRXIHIIRIVKMEVIRSZjZIPE½FVEGSQSGSQTSWXSISPuUYMHS HMKIVMHSGSQSJIVXMPM^ERXIPuUYMHS ˆ Economias em termos de custos evitados com energia e fertilizanXIWWMRXqXMGSW ˆ3GSRXVSPSSHSVuJIVSIHIIQMWW~IWHIKEWIWGSQIJIMXSHIIWXYJE ˆ%žI\MFMPMHEHIHIXVEXEQIRXSQIPLSVEHSHIRYXVMIRXIWI ˆ A diminuição da poluição por nitratos de cursos de ĂĄgua, pela reduzida lixiviação, resultante de uma aplicação melhorada de nutrientes no solo. 3XVEXEQIRXSHIIžYIRXIWEKVSTIGYjVMSWEXVEZqWHSTVSGIWWSHIFMSdigestĂŁo permite a valorização deste recurso atravĂŠs da transformação de uma parte da matĂŠria orgânica em biogĂĄs. AlĂŠm de se reduzir a carga TSPYIRXIHSIžYIRXISIžYIRXIVIWYPXERXI½GEEMRHEIQFSEWGSRHMp~IW para a adubação de terras. O gĂĄs produzido pode ser utilizado para produção de calor ou energia elĂŠtrica ou, simultaneamente, para a produção de energia elĂŠtrica e calor. As exploraçþes agropecuĂĄrias produzem essencialmente dois tipos HIIžYIRXIWSIWXVYQI QMWXYVEHEWGEQEWHSWERMQEMWGSQTEVXIHSW I\GVIQIRXSW  I S GLSVYQI PuUYMHS JSVQEHS TIPEW HINIp~IW XSXEMW I misturado com as ĂĄguas de lavagem dos pavilhĂľes). Embora se notem HMJIVIRpEWUYIVESRuZIPHSXISVIQWzPMHSWQEXqVMESVKlRMGEIRYXVMIRXIWUYIVESRuZIPHEJEGMPMHEHIHIHIKVEHEpnS(IRXVSHSQIWQSXMTS HI EXMZMHEHI TIGYjVME EW GEVEXIVuWXMGEW HSW VIWuHYSW TSHIQ XEQFqQ variar em quantidade, concentração e biodegradabilidade, de acordo com a composição das dietas, o plano de alimentação, os sistemas de limpeza dos estĂĄbulos, a distribuição dos animais e o tipo de estabulação praticado. 3WFIRIJuGMSWEQFMIRXEMWIIGSRzQMGSWHSXVEXEQIRXSHIIžYIRXIW agropecuĂĄrios com o objetivo da produção de energia incluem: ˆ A redução dos custos de tratamento em relação aos sistemas conZIRGMSREMW I\MKsRGMEW QEMW FEM\EW RS UYI HM^ VIWTIMXS ES ZSPYQI 36

4SXIRGMEPIRIVKqXMGSHSFMSKjWEXVEZqWHSWIžYIRXIW agropecuårios AtravÊs dos valores expressos na Tabela 1 e do efetivo total por aniQEP &SZMRSW7YuRSW+EPMRLEWHEHSW de 2011), pode estimar-se a produção måxima de biogås. Estima-se tamFqQSZEPSVHETSXsRGMEIPqXVMGESFXMHSTIPSTVSHYXSHSGEYHEPQjWWMGSHIFMSKjWTIPSWIYTSHIVGEPSVu½GSMRJIVMSV 4'-biogås = 20 934 kJ/m3). Na Tabela 1qTSWWuZIPZIVM½GEVSFMSKjWUYIWITSHISFXIVTSVFMSHMKIWXnSETEVXMVHSWVIWuHYSWKIVEHSWTSVGEHEERMQEPWIKYRHS7XIJJIR R. et al. (2000) e Stohr, U. and Werner, U. (1989). Pressupondo a implementação de um único sistema coletivo para a gesXnSHSWVIWuHYSWKIVEHSWTIPEWFSZMRMGYPXYVEWWYMRMGYPXYVEWIEZMGYPXYVEW WIVMETSWWuZIPSFXIVYQETVSHYpnSHIFMSKjWHIGIVGEHIQ3/dia. 'SRWMHIVERHSYQEI½GMsRGMEHI TEVEEGSRZIVWnSHSFMSKjWWIVME TSWWuZIPMRNIXEVREVIHIIPqXVMGEREGMSREP+;LERSEXVEZqWHIYQ TSXIRGMEPHMWTSRuZIPHI1;HITSXsRGMEIPqXVMGE%WFSZMRMGYPXYras representam cerca de 44% deste valor, seguidas das aviculturas com 30% e, por último, as suiniculturas com 26%. 2SIRXERXSGEWSJSWWIGSRWMHIVEHEELMTzXIWIHIPMQTI^EITYVM½GEção do biogås seriam obtidos 352 700 m3HMEHIQIXERSTSWWuZIPHIWIV injetado na rede de gås natural.


mundo académico

técnicas de modelação e previsão de séries temporais para aplicação a sistemas de energia solar Olga Constante Pinheiro1, José Boaventura-Cunha 2,

Palavras-Chave Estimação de parâmetros, Modelação, Radiação Solar, Séries temporais.

Custódio João Pais Dias3 1

Institute of Engineering /Polytechnic of Porto (ISEP/IPP) Dept. of Electrical Engineering odc@isep.ipp.pt

2

INESC TEC – INESC Technology and Science (formerly INESC Porto) and ECT – School of Science and Technology, University of Trás-os-Montes e Alto Douro, Portugal jboaventura@utad.pt 3

Institute of Engineering /Polytechnic of Porto (ISEP/IPP) Dept. of Electrical Engineering cpd@isep.ipp.pt

1. Introdução A aquisição de sinais ao longo do tempo constitui a base para caraterizar um sistema observado e para prever o seu comportamento futuro. O processamento de séries temporais tem aplicações na previsão, modelação e carateri^EpnSHITVSGIWWSWIQZjVMSWHSQuRMSWHIMRZIWXMKEpnSGMIRXu½GEGSQSTSV exemplo nos sistemas de energia, na medicina, na meteorologia, entre outros. Este artigo tem como objetivo investigar e comparar métodos de estimação de parâmetros de modelos usados para a previsão de séries temporais. Os métodos implementados são comparados sob o ponto de vista da adequabilidade e robustez das previsões e da facilidade de implementação computacional à resolução do problema da previsão da radiação solar. Este artigo está organizado da seguinte forma: na secção 2 é feita uma MRXVSHYpnSEGSRGIMXSWVIPEGMSREHSWGSQEWWqVMIWXIQTSVEMWREWIGpnS são apresentados os métodos implementados para a estimação não VIGYVWMZEIVIGYVWMZEHSWTEVlQIXVSWHSQSHIPSHITVIZMWnS EWIGpnS apresenta algumas das várias simulações que foram efetuadas com estes EPKSVMXQSW½REPQIRXIEWIGpnSETVIWIRXEEWTVMRGMTEMWGSRGPYW~IWHIWXI trabalho e perspetivas para um trabalho futuro.

Resumo A implementação de técnicas de análise e de previsão de séries temporais a sistemas de energia solar insere-se nas correntes atualmente emergentes, que apontam para o desenvolvimento de técnicas de previsão mais adequadas à determinação da evolução das carKEWXqVQMGEWIQIHMJuGMSWIHEIZSPYpnSHEMVVEHMEpnSMRGMHIRXIHMWTSRuZIPIQGIRXVEMWHI produção fotovoltaica, entre outras aplicações. Nesta linha de pensamento, este artigo apresenta uma metodologia de desenvolvimento e implementação de modelos de previsão da radiação solar. Os modelos propostos são do tipo ARMA – Auto Regressive Moving Average, tendo-se implementado algoritmos de estimação não-recursivos e recursivos dos seus parâmetros. Os desempenhos dos modelos de previsão da radiação solar foram avaPMEHSWQIHMERXIEERjPMWIHEWTVSTVMIHEHIWIWXEXuWXMGEWHSIVVSHITVIZMWnS*SMEMRHEEZEliada a capacidade do modelo em descrever o comportamento dinâmico da série para diferentes horizontes temporais no futuro.

HI HEHSW I\TIVMQIRXEMW WnS HIXIVQMRuWXMGSW SY IWXSGjWXMGSW MWXS q TVSGIWWSW GSRXVSPEHSW TSV PIMW TVSFEFMPuWXMGEW 5YEPUYIV UYI WINE E GPEWWM½GEção que se faça para os modelos de séries temporais pode-se considerar um número muito grande de modelos distintos, para descrever o comportamento de vários fatores, tais como o comportamento do fenómeno ou o conhecimento à priori que temos da sua natureza e do objetivo da análise. Na prática, depende,XEQFqQHEI\MWXsRGMEHIQqXSHSWETVSTVMEHSWHI estimação dos parâmetros dos modelos e da disponibilidade de ferramentas de software adequadas. Uma abordagem clássica do problema da modelação de séries temporais consiste na sua dissociação em componentes fundamentais, isto é, assume-se que uma série temporal pode ser decomposta em quatro componentes fundamentais [Mendenhall, 1993], nomeadamente: ˆ'SQTSRIRXI8IRHIRGMEP ˆ'SQTSRIRXI7E^SREP ˆ'SQTSRIRXI'uGPMGE ˆ Componente Aleatória. O relacionamento entre as diversas componentes da série temporal pode ser expressa através da seguinte relação:

2. Séries Temporais O conceito de séries temporais está relacionado com um conjunto de SFWIVZEp~IWHIYQEHIXIVQMREHEZEVMjZIPJIMXEIQTIVuSHSWWYGIWWMZSWHI tempo e ao longo de um determinado intervalo. Nos métodos de modelação utilizados para descrever e/ou prever o comportamento de séries temTSVEMWTSHIEWWYQMVWIUYISWTVSGIWWSWWYFNEGIRXIWkKIVEpnSHEWIUYsRGME 40

y(k) = ƒ [T(k), S(k), C(k), E(k)]



Onde T(k)WIVIJIVIkXIRHsRGMES(k) à componente sazonal, C(k) à comTSRIRXIGuGPMGEIE(k)kGSQTSRIRXIEPIEXzVME SYVYuHS %JYRpnSƒ é uma função de combinação que, normalmente, se resume à soma ou produto


case-study

3 passos para aumentar a competitividade 'SQSYQEHMWXVMFYMHSVEHIJVYXEVIHY^MYSWWIYWGYWXSWHII\TPSVEpnSGSVXERHS SWKEWXSWHIIPIXVMGMHEHIERYEMWIQQEMWHI ITSYTERHSUYEWIXSRIPEHEW de CO ao ano.

Uma distribuidora de fruta da região de Faro propôs-se reduzir os custos de exploração com o objetivo de aumentar a sua competitividade. Após analisar o último balanço compreendeu que o segundo conceito mais elevado foi o gasto de eletricidade que, ao estar acompanhado pelo constante crescimento das tarifas elÊtricas, repercutia negativamente na competitividade da organização quando comparada com os importadores de fruta estrangeiros. Esta Ê a razão pela qual se planeou instalar um sistema de autoconsumo fotovoltaico (FV).

Passo 1: Anålise das faturas da eletricidade e do consumo energÊtico Naquele momento a empresa tinha um consumo elÊtrico relevante devido às suas câmaras de refrigeração e de tratamento da fruta. Ao realizar o IWXYHS E TSXsRGME GSRXVEXEHE HE IQTVIWE JSM HI TIUYIRE MRHWXVME HI O:%GSQYQEXEVMJEXMTS"GSQTIVuSHSWHIJEXYVEpnS PSRgas utilizaçþes):

Krannich Solar

de 6939 kWh ao dia, jå que a maior necessidade elÊtrica se devia aos compressores das câmaras de frio. AlÊm disso, notou-se um uso de energia mais elevado no verão do que no inverno, devido à climatologia da zona. Ao ½REPM^EVSERSSXIVQSHIIRIVKMEHEJEXYVEHIIPIXVMGMHEHIHEHMWXVMFYMHSVE ascendia a 11 483 euros, com um total de 83 273 kWh consumidos ao ano.

Passo 2: Desenho da solução fotovoltaica à medida Com estes dados de partida, a Krannich Solar levou a cabo uma exaustiva anålise e para otimizar a futura instalação fotovoltaica, um dimensionamento UYIQIPLSVWIENYWXEZEESTIV½PHIGSRWYQS8YHSMWXSTEVEEYQIRXEVE rentabilidade do investimento. Num dia de janeiro a produção solar do sistema fotovoltaico proposto seria como demonstrado na Figura 1. A solução tÊcnica deste caso foi a execução de uma instalação fotovoltaica de 10 kWp, ajustando-se ao estabelecido no Decreto-Lei n.º 215-B/2012. O contributo anual do sistema fotovoltaico no que diz respeito às necessidades totais seria de 21,3%, aproveitando a totalidade da energia. Quanto à anålise económica da proposta apresentada, tiveram-se em conta os seguintes dados:

Figura 1 Produção versus Consumo.

Figura 2 Fluxo de caixa.

O Departamento TÊcnico da Krannich Solar analisou detalhadamente as faturas e leituras do consumo elÊtrico, detetando que o último tinha um TIV½PUYEWIMHsRXMGSUYIVRSWHMEWHIXVEFEPLSIJIVMEHSWGSQYQEQqHME

'SQIWXIWRQIVSWSFXsQWI HI8-6HSMRZIWXMQIRXSEERSW UYIWIEQSVXM^EIQERSW(*MKYVE) e tudo isso sem ter em conta as IZIRXYEMWWYFZIRp~IWIFIRIJuGMSW½WGEMW

46


case-study

produção própria de energia a partir de fontes renovåveis COOPERFRUTAS: A BOA APOSTA NAS ENERGIAS RENOVà VEIS

Com a aposta na produção de energia a partir de fontes renovåveis, a Cooperfrutas assume-se como uma empresa inovadora e defensora da sustentabilidade ambiental A Cooperfrutas – Cooperativa de Produtores de *VYXEI4VSHYXSW,SVXuGSPEWHI%PGSFEpEHIWIRvolve a sua atividade atravÊs da conservação, seleção, embalamento e comercialização da produção dos seus 105 produtores de maçã e pera rocha. As instalaçþes localizam-se em Alcobaça, RSERXMKSIHMJuGMSHEIWXEpnS*VYXIMVE2EXMZMHEHI Esta central fruteira ocupa uma årea bruta de aproximadamente, 18 mil m2. Nos últimos anos, a Cooperfrutas desenvolveu um conjunto de açþes para melhorar o seu desempenho ambiental e reduzir os custos de energia das suas instalaçþes. No ano de SFXIZIMRGPYWMZIEGIVXM½GEpnSEQFMIRXEP ISO 14001 e pôs em pråtica um plano de racionalização de energia elÊtrica, atravÊs da instalação de um sistema de monitorização e gestão de consumos de energia. Em 2013, a Cooperfrutas instalou um sistema de produção de energia a partir de fontes renovåveis, com a implantação de um parque fotovoltaico. Numa primeira fase, a Cooperfrutas estudou a opção de autoconsumo, mas esta opção foi colocada de lado devido às diferentes necessidades de consumo de energia ao longo do ano VIPEXMZEQIRXIESWTIVuSHSWHIQEMSVTVSHYpnS fotovoltaica, entre maio e julho. Os consumos de energia na atividade da Cooperfrutas são caraterizados por oscilaçþes durante o ano, uma vez UYISWQEMSVIWGSRWYQSWWIZIVM½GEQREVIGIpnS I EVQE^IREQIRXS IQ GlQEVEW JVMKSVu½GEW de pera rocha – principalmente durante as últimas semanas de agosto, e de maçã em meados de setembro. Posteriormente, os consumos vão HMQMRYMRHSESPSRKSHSERSGSQWEuHEHSTVSduto para o mercado nacional e exportação atÊ ½REMWHSQsWHIQEMS Desta forma a Cooperfrutas optou por um sistema que, para alÊm de diminuir fortemente os custos de energia, melhora o desempenho 48

ambiental da central, representando ainda uma fonte de receita para a cooperativa. Uma vez que a instalação se encontrava registada como mini-produtora, permite a venda à rede da sua produção de energia. Foram instalados cerca de 1020 módulos fotovoltaicos na cobertura da central fruteira com uma årea total de 2040 m2, sendo que a årea ocupada pelo campo fotovoltaico seja de 2200 m2. A inclinação do parque fotovoltaico Ê de 15%, GSQSVMIRXEpnS�REWGIRXIIGSQYQETSXsRcia de ligação à rede de 250 kW. %MRWXEPEpnSqEMRHEGSRWXMXYuHETIPEWIWXVYXYVEWHI½\EpnSHSWQzHYPSW MRZIVWSVIWXVMJjsicos e por um Posto de Transformador Elevador (PTP) com respetivo sistema de ligação e contagem de MÊdia Tensão. O sistema fotovoltaico entrou em funcionamento em julho de 2013 e estå, desde então, a produzir em pleno.

Cooperfrutas – Cooperativa de Produtores de Fruta e Produtos Hortícolas de Alcobaça

A Cooperfrutas segue, assim, a estratÊgia de apostar nas energias renovåveis com o objetivo de rentabilizar os seus ativos e contribuir para a sustentabilidade do seu negócio. A monitorização da instalação Ê realizada pela empresa instaladora e pela própria empresa e tem demonstrado que o investimento na construção da instalação fotovoltaica foi uma estratÊgia bem-sucedida. AlÊm do retorno económico positivo permite valorizar a imagem da Cooperativa, contribuindo positivamente para o ambiente, numa altura em que tanto se fala do aquecimento global. A Cooperfrutas acredita no impulsionamento e valorização da economia verde como driver de crescimento económico sustentåvel. Neste sentido, esta Cooperativa pretende ser um exemplo a seguir por vårias outras empresas portuguesas deste e de outros setores, principalmente num


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Lusiaves – um exemplo de sustentabilidade energÊtica na indústria alimentar A Smartwatt desenvolveu uma solução integrada de produção de energia solar fotovoltaica no grupo 0YWMEZIWGSRWXMXYuHETSVMRWXEPEp~IWHIQMRMTVSHYpnSIYQWMWXIQEHIQSRMXSVM^EpnSIGSRXVSPS de todas as centrais fotovoltaicas. Smartwatt

)WXITVSNIXSMRXIKVSYZjVMEWGSQTIXsRGMEWIIUYMTEWXqGRMGEWHE7QEVX [EXX REW QEMW HMZIVWEW jVIEW HIWHI E I½GMsRGME IRIVKqXMGE TEWWERHS pela customização do software de monitorização e controlo, desenvolvido e detido pela Smartwatt, até ao projeto e instalação das unidades de miniprodução. O grupo Lusiaves, possuindo no total 34 instalações de miniprodução GSQYQETSXsRGMEMRWXEPEHEHI1;EWWYQIWIGSQSYQHSWTVMRcipais produtores de energia elétrica em Portugal no âmbito da miniprodução.

1. GRUPO LUSIAVES Atividade Desde 1986 que o Grupo Lusiaves cresce de uma forma sustentĂĄvel, acompanhando os desejos e necessidades dos seus clientes, proporcionando-lhes os melhores produtos e serviços, gerando valor e criando riqueza. Como atividades: ˆ4VSHYpnSHIEPMQIRXSWGSQTSWXSWTEVEERMQEMW ˆ4VSHYpnSHISZSWTEVEMRGYFEpnS ˆ-RGYFEpnSHISZSWITVSHYpnSHITMRXSW ˆ4VSHYpnSEZuGSPEHIJVERKSJVERKSHSGEQTSITIVYW ˆ%FEXIHIEZIW ˆ8VERWJSVQEpnSHITVSHYXSWEPMQIRXEVIW ˆ%VQE^IREQIRXSIGSQIVGMEPM^EpnS ˆValorização de subprodutos. Motivação Responsabilidade e sustentabilidade ambiental 4VSWWIKYMRHSYQETSPuXMGEHIHIWIRZSPZMQIRXSWYWXIRXjZIPIWSGMEPQIRXI responsĂĄvel, otimizando e preservando os recursos naturais, o grupo Lusiaves integra os impactos econĂłmicos, sociais e ambientais nas suas atividades, estratĂŠgias e comportamentos. Principais objetivos: ˆRedução do consumo de energia por tonelada de produto produ^MHS ˆ6IHY^MVSGSRWYQSIWTIGu½GSHIIRIVKMEEXVEZqWHEMQTPIQIRXEpnS HIQIHMHEWHII½GMsRGMEIRIVKqXMGE ˆ(MQMRYMpnSHSGSRWYQSHIGSQFYWXuZIMWJzWWIMW 50

ˆ%YQIRXSHEYXMPM^EpnSHIIRIVKMEVIRSZjZIP ˆReduzir o custo com a energia elĂŠtrica a longo prazo (instalaçþes WSPEVIWJSXSZSPXEMGEW  ˆControlar e melhorar o desempenho energĂŠtico de todas as suas MRWXEPEp~IW ˆ1IPLSVMETVSKVIWWMZEREKIWXnSHSWVIWuHYSWIVIHYpnSHETVSHYção dos RSUs.

2. O PROJETO FOTOVOLTAICO Com a publicação do Decreto-Lei n.º 25/2013, referente ao regime de 1MRMTVSHYpnSHIIRIVKMEqTSWWuZIPZIRHIVEIRIVKMETVSHY^MHEkVIHI IPqXVMGEIQXEVMJEWFSRM½GEHEWIMRGPYWMZIVIHY^MVSWGYWXSWIRIVKqXMGSW EXVEZqWHEMQTPIQIRXEpnSHIQIHMHEWHII½GMsRGMEIRIVKqXMGE)WXEPIKMWlação permitiu ao Grupo Lusiaves ir de encontro à sua EstratÊgia, em termos de Sustentabilidade e Politica EnergÊtica, reforçando assim a sua competitividade nas suas åreas de negócio. 2QIVSHIMRWXEPEp~IW Rž 4SXsRGMERSQMREP O;

34 un. 4002 kW

4SXsRGMETMGS O;T

4760 kWp

2QIVS1zHYPSW Rž

18 513 un.

SuperfĂ­cie (m)

31 472,1 m2

)WXMQEXMZEHI4VSHYpnS%RYEP 1;L

6573 MWh

)WXMQEXMZEHI4VSHYpnSES½QHIERSW 1;L

92 864 MWh

Tabela 1 O projeto fotovoltaico do Grupo Lusiaves.

2.1 Engenharia do projeto Centrais Fotovoltaicas O projeto teve uma duração de cerca de 70 semanas, comportando os trabalhos de levantamento, conceção, projeto, procurement, instalação e controlo de qualidade de 29 centrais de miniprodução, tendo sido necessårios 45 tÊcnicos e 3 engenheiros para a sua concretização (Figura 1).


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ilhas remotas e isoladas AUMENTO DA PENETRAĂ‡ĂƒO DE RENOVĂ VEIS PARA A SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO ECONĂ“MICO 7zRE)YVSTEI\MWXIQTIPSQIRSWMPLEWVIQSXEWHMWXERXIWHEWVIHIWHIHMWXVMFYMpnSHIIRIVKME I\MWXIRXIWRSGSRXMRIRXI%WVIHIWI\MWXIRXIWRIWXEWMPLEWWnSIQQYMXSWHSWGEWSWJSVXIQIRXI HITIRHIRXIWHSHMIWIPMRGSVVIRHSIQIPIZEHSWGYWXSWGSQIRIVKMEIPqXVMGEWYNIMXSWEMRHE kžYXYEpnSHSTVIpSHSWGSQFYWXuZIMW)WXIWGYWXSWXsQWMHSESPSRKSHSWXIQTSWYQEFEVVIMVE TEVESHIWIRZSPZMQIRXSIGSRzQMGSPSGEPUYIMQTIHIEQIPLSVMEHSWTEHV~IWHIZMHEIEVIHYpnS HIIQMWW~IWHIGEVFSRS Schneider Electric Portugal

Questþes económicas e ambientais impelem cada vez mais os operadores que atuam em ilhas remotas ou isoladas a esforçarem-se para a substituição do diesel por energia renovåvel. 2SIRXERXSSTVMRGMTEPHIWE½SHEMRXIKVEpnS das energias renovåveis nestes casos Ê a comTPI\MHEHIVIWYPXERXIHSIUYMPuFVMSIRXVIEVIHI I E QERYXIRpnS HE WYE ½EFMPMHEHI I IWXEFMPMdade, que pode limitar a quantidade de energia VIRSZjZIPMRXIKVEHEHIJSVQEI½GMIRXI Dos cinquenta e dois Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, seis encontram-se localizados ao longo do continente africano: 'EFS:IVHI'SQSVIW+YMRq&MWWEY1EYVuGME 7nS8SQqI4VuRGMTII7IMGLIPIW%PqQHIIWXIW estados serem ilhas isoladas ou remotas, alguns deles são ainda compostos por uma multiplicidade de ilhas, o que torna ainda mais complexo e dispendioso o acesso à energia. As Seicheles, por exemplo, são compostas por 115 pequenas ilhas e a GuinÊ-Bissau por cerca de 80 ilhas. Para dar resposta à problemåtica do acesso energÊtico nestas ilhas, um fator que funciona atualmente como uma barreira ao desenvolvimento e sustentabilidade destes estados, a Schneider Electric e a DONG Energy estabelecem uma parceria tecnológica para permitir o EYQIRXSHITIRIXVEpnSHIVIRSZjZIMWSIUYMPubrio das redes de energia e a redução de emissþes de carbono. As soluçþes de gestão de redes de distribuição da Schneider Electric e a tecnologia de centrais de energia virtuais da DONG Energy estão a permitir a criação de uma nova plataforma para a monitorização, controlo, previsão de procura e geração de energia em tempo real. A Power Hub, uma planta de energia virtual desenhada e desenvolvida especialmente para 52

permitir o acesso a energias renovåveis em ilhas remotas e/ou isoladas, agrega a capacidade de carga e de geração de energia para uma maior žI\MFMPMHEHIHEVIHIEXVEZqWHIYQETPEXEJSVQE de software. A integração da Power Hub com a plataforma de software de gestão de redes de energia da Schneider Electric permite a disponibilização global de uma solução única, que vem HEVVIWTSWXEESIRSVQIHIWE½SHEKIWXnSHIYQ sistema elÊtrico isolado de forma segura, económica e sustentåvel. Este sistema jå demonstrou com sucesso o seu valor na otimização, gestão e melhoria da estabilidade de micro-redes remotas nas Ilhas FaroÊ, onde jå se encontra a ser aplicado. A solução desenhada pela Schneider Electric e pela DONG Energy, uma plataforma de software que transforma a rede jå existente numa planta HI IRIVKME ZMVXYEP XSVRE TSWWuZIP YQE EFSVHEgem única e inovadora, que permite ultrapassar SHIWE½SGSRWXERXIHSIUYMPuFVMSIRXVIESJIVXE e a procura de energia, incluindo na sua arquitetura aplicaçþes do Sistema Avançado de Gerenciamento de Distribuição (ADMS), do Sistema de Controlo de Energia (PCS) e do Centro de Controlo de Renovåveis (RCC). As centrais de energia virtuais não são meramente unidades de produção mas antes redes de micro-centrais de energia tornadas mais inteligentes atravÊs da sua interligação. Caraterizadas por sistemas descentralizados de geração de energia, ligados e a gerirem pequenas unidades de produção, funcionam como uma única unidade para QMRMQM^EVTIVHEWHIIRIVKME TVIZIRHSSWRuZIMW de energia necessårio e adaptando a sua produção, para a otimização. De acordo com um estudo da Pike Research, VIEPM^EHSIQTVIZsWIUYIEXqEGETE-

cidade das centrais de energia virtuais aumente 65%, crescendo de 55,6 GW para 91,7 GW. Como jå estå a acontecer nas Ilhas FaroÊ, a Power Hub estå a ajustar a produção de energia de acordo com as necessidades reais, adaptando ETVSHYpnSkWžYXYEp~IWHETVSGYVE TEVEUYI não voltem a existir cenårios de excesso de proHYpnS SY HI TVSHYpnS MRWY½GMIRXI HI IRIVKME Graças às funcionalidades de previsão meteorológica e de carregamento råpido, os operadores IQMPLEWVIQSXEWTEWWEQEFIRI½GMEVHIWMWXIQEW IRIVKqXMGSW WYWXIRXjZIMW I½GMIRXIW I IGSRSQMGEQIRXIZMjZIMWFIRI½GMERHS TSVWYEZI^ as comunidades locais. )RXVI SW TVMRGMTEMW FIRIJuGMSW E WSPYpnS TIVmite uma maior penetração de energias renovåveis, a diminuição do custo do consumo energÊtico e dos custos com automação, aumentar o retorno da geração de energia, tal como o retorno de serviços auxiliares, o tempo de vida HSW VIGYVWSW YXMPM^EHSW I E WIKYVERpE I ½EFMPMHEHIHSWTVSGIWWSW fEMRHETSWWuZIPEYXSQEXMzar processos operacionais e reduzir as emissþes de CO2. A implementação de redes de energia inteligentes Ê uma condição indispensåvel para um sistema energÊtico eståvel e descentralizado. 3 GVIWGIRXI RQIVS HI IHMJuGMSW HI IRIVKME TSWMXMZEFIQGSQSEGVIWGIRXIHITIRHsRGMEHI energias renovåveis e sua ligação às redes locais criaram uma nova dinâmica, bem como uma nova procura, que as centrais de energia virtuais reúnem. A implementação bem-sucedida de um modelo deste tipo requer um investimento consistente e coordenado, tanto na instalação de sistemas de medição inteligente de consumo como na criação de um ambiente de rede adequado a fontes de energia renovåveis.


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tecnologias associadas às smart grids e smart metering O panorama energético mundial está em constante mudança. fHSGSRLIGMQIRXSKIVEPUYIEHITIRHsRGMEIRIVKqXMGEEYQIRXE HIKIVEpnSIQKIVEpnS)WXIJEXSVEPMEHSkIWGEWWI^HSWVIGYVWSW para os combustíveis fósseis, obrigam a que se procure novas WSPYp~IWTEVEPMHEVGSQSWEYQIRXSWHIGEVKE No caso de Portugal, as principais fontes de enerKMEIPqXVMGEWnSEWGIRXVEMWEGSQFYWXuZIMWJzWWIMW (por exemplo a de carvão de Sines), as grandes GIRXVEMW LuHVMGEW TSV I\IQTPS HS%PUYIZE  I os parques eólicos (por exemplo, da Serra dos Candeeiros). Os locais de produção são, normalmente, distantes dos de consumo, conduzindo a elevadas perdas nas linhas. Atendendo à situação presente e à necessidade de alterar o paradigma de gestão da rede foram estudadas e dimensionadas redes elétricas inteligentes.

1. Conceito Smart Grid é o conceito de gestão de energia numa rede elétrica através de diversas tecnologias, de tal modo que permita ajustar de forma SXMQM^EHE E TVSHYpnS ES GPMIRXI ½REP *E^IQ parte das smart grids, os sistemas de monitorização e supervisão em tempo real para obtenção de informação do estado da rede. Esta informação é enviada por intermédio de sistemas de telecomunicação, reunindo dados necessários à tomada de decisão com relação à gestão da rede, permitindo avaliar como deverá ser gerida, de forma otimizada, a produção, colmatando os consumos, reduzindo perdas, minimizando custos e reduzindo emissões [adaptado de IEC SMB Smart Grid Strategic Group (SG3), 2010]. Smart metering q HI½RMHS GSQS YQ WMWXIQE HIGSRXEKIQHIIRIVKMEESRuZIPHSGSRWYQMHSV ½REP QSVEHMEWSYMRHWXVMEW GSQKIWXnSPSGEP

Para efetuar esta gestão é necessário considerar sistemas de proteção e controlo automático (HVDC – High Voltage Direct Current) e (FACTS – Flexible Alternating Current Transmission Systems), [Apostolov, 2011]. Junto à produção, tipicamente, existirá uma subestação MAT (Muito Alta Tensão) ou AT (Alta Tensão), que integra diversas tecnologias HIQIHMHE )WXEWTIVQMXIQZIVM½GEVZEPSVIWHI XIRWnSREWJEWIWEREPMWEVSIWXEHSHEVIHI½PXVEV a corrente, armazenar dados e efetuar o despaGLS HE TSXsRGME EXq k WYFIWXEpnS 18 1qHME

Eng.º Valter Calvário, Dr.ª Paula Vide, Dr. Nuno Gil Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria.

Tensão). Neste será efetuada a distribuição de TSXsRGME TIPSW ZjVMSW VEQEMW UYI GSRHY^IQ E unidades industriais ou a PTs urbanos [Wang et al., 2011]. Ambas as subestações devem ser protegidas conforme a Norma IEC61850 [Apostolov, 2011]. Após a distribuição na subestação MT, a TSXsRGMEqGSRHY^MHEESW48W UYIHIZIQGSRter TI (Transformadores de Corrente) ou unidades inteligentes de medição que promovem a monitorização da rede com o objetivo de proteção do equipamento de falhas de corrente,

Produção Sistemas de gestão de energia

Proteção automática por controlo HDV e FACTS

Controlo, medida, proteção e gravação de dados

Transporte Automação e sistema de controlo da subestação MT Distribuição Sistemas de decisão e suporte

POR

Sistemas de gestão da distribuição Transformadores

Sistemas de monitorização da rede Sistemas de controlo eletrónico Possível produção local e armazenamento

Monitorização das fontes de energia

Segurança dos dados

Assitência técnica

Gestão das moradias

Segurança da moradia

Contador inteligente

2. Arquitetura de uma smart grid Uma rede inteligente de energia deve ser estruturada desde a produção até aos consumos ()WUYIQE). Deve ser privilegiada a produção de energia a partir de fontes renováveis. 54

Sistemas de informação e comunicação

Esquema 1 Tipo de controlo e gestão numa smart grid [com base em Wang et al., 2011 e IEC SMB Smart Grid Strategic Group (SG3), 2010].


entrevista

“RS e o seu conjunto de recursos de desenho online aceleram o caminho entre a conceção e a produção” %RE&IPHECountry Manager da 67'SQTSRIRXWTEVE)WTERLE I4SVXYKEPI\TPMGSYkVIZMWXE ±VIRSZjZIMWQEKE^MRI²S segredo do enorme sucesso do software(IWMKR7TEV/ Mechanical. Ainda abordou a estratégia global da empresa, não esquecendo o crescimento contínuo do eCommerce e os clientes, pontos fundamentais para a RS Components.

por Helena Paulino

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procuram investir o seu tempo e dinheiro a inovar e diferenciar os seus produtos, em vez de perder tempo com ferramentas muito complicadas ou de baixa qualidade, ou na pesquisa e compra de componentes. A RS e o seu conjunto de recursos de desenho online aceleram o caminho entre a conceção e a produção, o que signi½GEUYISWRSWWSWGPMIRXIWTSHIQGVMEVTVSHYXSW ainda melhores e mais rapidamente.

“renováveis magazine” (rm): A RS desenvolveu um software que tem tido um enorme sucesso mundial, o DesignSpark Mechanical. Delimitaram alguma estratégia de marketing para IWXITVSHYXSIQ# Ana Belda (AB): Os clientes podem esperar uma versão atualizada em 2014 mas os pormenores deste projeto não podem ainda ser revelados. Como é habitual nas ferramentas e recursos que desenvolvemos primeiro ouvimos o feedback dos utilizadores e, posteriormente, implementamos novas funcionalidades que ajudem os engenheiros EGVMEVSWWIYWTVSHYXSWSQEMWJEGMPQIRXITSWWuvel. Por exemplo, o sucesso na adoção do DesignSpark Mechanical foi o resultado dos comentários dos utilizadores, indicando a necessidade de uma maior integração entre o DesignSpark Mechanical e o DesignSpark PCB. Como resposta, a versão 6.0 do DesignSpark PCB, lançada recentemente, TIVQMXI E I\TSVXEpnS -(* WMQTPM½GEHE TEVE DesignSpark Mechanical. Este novo interface torna EXVERWJIVsRGMEHITVSNIXSWQEMWWMQTPIWIKVEpEW EHMZIVWSWTEVlQIXVSWTVqGSR½KYVEHSWTIVQMXIE exportação de desenhos mais rapidamente, minimizando o risco de erro por parte dos utilizadores.

rm: Qual é o feedback que obtém dos engeRLIMVSWUYIYXMPM^EQIWXITVSHYXS#*MGEQWEXMWfeitos e aconselham o software# AB: A resposta tem sido muito positiva. Oferecemos a possibilidade de desenhar em 3D a milhares de engenheiros em todo o mundo a custo zero. Isto levou à adoção genérica do DesignSpark Mechanical em diversas aplicações de eletrónica e desenho industrial, particularmente na área da prototipagem com impressoras 3D. A RS lançou recentemente o kit de impressora em 3D Ormerod da RepRapPro a baixo custo que, combinado com o DesignSpark Mechanical, torna SWFIRIJuGMSWHEMQTVIWWnS(QEMWEGIWWuZIPHS que nunca a todos os engenheiros.

rm: Sentiram da parte do mercado a necessidade HII\MWXMVYQTVSHYXSGSQIWXEWGEVEXIVuWXMGEW# AB: A nossa base de clientes engenheiros necessita de ter o melhor produto no menor espaço HI XIQTS I ES QIRSV GYWXS TSWWuZIP %WWMQ

rm: ,j EPKYQ GEWS IWTIGu½GS HI YQ GPMIRXI que tenha alterado a sua forma de trabalhar ao MRGSVTSVEVS(IWMKR7TEVO1IGLERMGEP# AB: Sim, já vimos vários exemplos de clientes UYIQYHEVEQSWIY¾Y\SHIXVEFEPLSKVEpEWk


entrevista

“satisfazer os clientes e estar na vanguarda da inovação e tendências de mercado” Com a soma de mais de duas décadas de presença em Portugal, Deodato Taborda Vicente, resume o sucesso da ;IMHQ‚PPIVGSQSSVIWYPXEHS da parceria estratégica com distribuidores e clientes, sempre apostando nas melhores parcerias. O mercado das energias renováveis encara a ;IMHQ‚PPIVGSQSMRSZEHSVEREW WSPYp~IWIzPMGEWJSXSZSPXEMGEW hídricas, solar térmica, biomassa que apresenta, algo que se VI¾IXIRSWVIWYPXEHSWTSWMXMZSW UYIXsQXMHSESPSRKSHSWERSW em Portugal. por Helena Paulino

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“renováveis magazine” (rm): Como reWYQISWERSWHITVIWIRpEHE;IMHQ‚PPIVIQ 4SVXYKEP# Deodato Taborda Vicente (DTV): Custa a crer que já passaram 22 anos desde que iniciamos este projeto. A Weidmüller instalou-se diretamente em Portugal em 1992. A inauguração da ½PMEP TSVXYKYIWE HS KVYTS ZIMS GSRWSPMHEV YQE presença que se tinha iniciado nos anos 60 através de um representante. A altura escolhida para MRMGMEVSTVSNIXSRnSJSMHEWQEMWTVSTuGMEWYQE vez que 1992/93 foram anos de enorme recessão, SUYIIQQYMXSHM½GYPXSYSMRuGMSHERSWWEEXMZMdade e o lançamento das duas empresas que fundámos (Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. e DOMOCONTROL – Controlo e Domótica TEVE)HMJuGMSW7%  O ano de 1995 foi o ano da viragem que tem como base dois fatores principais: o primeiro pasWSYTSVGVMEVYQETSPuXMGEHIHMWXVMFYMpnSIJSQSW TVEXMGEQIRXISTVMQIMVSTEuWHIRXVSHE;IMHQ‚PPIVEGVMEVIWWETSPuXMGE%PqQHMWWSMQTPIQIRXEQSW aquele que ainda hoje é um pilar importante: o 5YEHVMWXE3½GMEP;IMHQ‚PPIV)WWIWJSVEQSWHSMW pilares muito fortes que permitiram à empresa conquistar quota de mercado e, a partir de 1996, TEWWEVEWIVPuHIVHIQIVGEHSIQ4SVXYKEP%XqIWWI ERSZMZuEQSW IWWIRGMEPQIRXI HIITEVETVSNIXSW GSQYQETSPuXMGEHIGPMIRXIWIRnSHIHMWXVMFYMpnS Em 2002 voltamos a inovar com a criação do Clube do Instalador Weidmüller, entrando num

mercado também pouco conhecido para a Weidmüller, o mercado da instalação. Esta foi mais uma ETSWXE KERLE 4SV ½Q IQ  IRXVjQSW IQ força num novo mercado que começava a despontar, o mercado das energias renováveis, que contribuiu em muito pelo sucesso dos últimos ERSW)QVIWYQSIWXIWERSW½GEVEQTEYXEHSW pela constante procura em satisfazer os nossos clientes e estar sempre na vanguarda da inovapnSIHEWXIRHsRGMEWHIQIVGEHS rm: Que estratégia de crescimento delineou a ;IMHQ‚PPIVTEVESJYXYVS# DTV: Centramos todas as nossas atenções e energias no cimentar da parceria estratégica com a distribuição, no desenvolvimento do programa dos -RXIKVEHSVIW3½GMEMWRETEVGIVMEIIWJSVpSHIJSVmação que fazemos juntos dos nossos clientes, no acompanhamento do crescente desenvolvimento HSQIVGEHSIHEWYEGEHEZI^QEMSVGSQTIXsRGMEII\MKsRGME3WUYEHVSWIEWMRWXEPEp~IWIPqXVMcas desenvolveram-se consideravelmente, tudo se quer medir e controlar, o número de sinais a tratar aumenta, a comunicação tende a ter sistemas de bus cada vez mais abertos, e queremos acompanhar e liderar essa evolução. Para isto estamos a lançar uma nova e diferenciadora gama de módulos de I/O u-remote que, juntamente, com as gamas completas de produtos de eletrónica e de produtos de Ethernet Industrial de elevada qualidade nos colocam na vanguarda tecnológica em sistemas


reportagem

“Rittal – The System on Tourâ€? – mais um sucesso na sua 6.ÂŞ edição A equipa da Rittal Portugal ZSPXSYTIPSžERSGSRWIGYXMZS Ă s estradas nacionais com o “Rittal – The System on Tourâ€?. por Helena Paulino

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A Rittal viajou de norte a sul de Portugal com a sua exposição itinerante e interativa, apresentando o seu portefĂłlio de produtos, com muitas novidades, a todos os seus clientes e ao mercado em geral. “Rittal – The Systemâ€? iniciou a sua viagem em Braga, a 31 de janeiro, passando pelo Porto, Aveiro, Leiria, Marinha Grande, Lisboa, Loures e Odivelas, terminando a sua viagem na manhĂŁ do dia 7 de Fevereiro no Seixal, tendo estado junto dos maiores playersHSQIVGEHSTSVXYKYsW 1EMWHITVS½WWMSREMWZMWMXEVEQIWXEI\TSsição itinerante da Rittal e partilharam as mais recentes novidades apresentadas, com destaque para as soluçþes de armĂĄrios e acessĂłrios para automação industrial e quadros elĂŠtricos, bem como as soluçþes de climatização para armĂĄrios de automação industrial e TI, sem esquecer as soluçþes para datacenters e salas de alta segurança. O feedback do evento foi muito positivo, tal como nos anos anteriores. 3W TVS½WWMSREMW YQ TSYGS TSV XSHS S TEuW tiveram a oportunidade de conhecer melhor e ZIVM½GEV in loco EW GEVEXIVuWXMGEW I JYRGMSREPMHEdes das soluçþes e produtos da Rittal, com os IWTIGMEPMWXEWWIQTVIHMWTSRuZIMWTEVESIWGPEVIcimento de qualquer dĂşvida sobre um determinado produto. Os novos armĂĄrios SE8, armĂĄrios de distribuição de energia ISV, rodapĂŠs Flex-Block, sistemas de braços articulados para interfaces Homem-MĂĄquina, sistemas de barramentos, o novo Top Therm Chiller, racks 19â€? TS IT, as PDU, o sistema

de monitorização CMC III, foram algumas das soluçþes apresentadas. % 6MXXEP EKVEHIGI E XSHSW SW UYI GSRXVMFYuram para o sucesso desta iniciativa, em particular aos seus parceiros de negócio (Distribuidores, Integradores, Quadristas, Instaladores e Clientes Finais), e espera poder contar com igual entusiasmo em iniciativas futuras.

Rittal Portugal 8IPĂĄ*E\ MRJS$VMXXEPTXĂĄ[[[VMXXEPTX


reportagem

“dois tipos de autoconsumo fotovoltaico: isolado e conexão à rede” foi o título do último IZIRXSHE/VERRMGL7SPEV onde temas como o autoconsumo energético, aspetos legais e técnicos foram os focos práticos mais abordados. por Helena Paulino

autoconsumo nas jornadas de formação UniKrannich 3 WIXSV JSXSZSPXEMGS TSVXYKYsW IWXj EKMXEHS após a publicação das novas tarifas para micro e minigeração. Para acalmar as preocupap~IW HSW TVS½WWMSREMW I QSWXVEV EW TSWWuZIMW oportunidades de negócio no mercado luso, a Krannich Solar organizou a UniKrannich, a 18 e 19 de fevereiro no Porto e Lisboa, respetivamente. Como já é habitual, a distribuidora alemã convidou especialistas para uma partilha de informação e formação com os cerca de 150 TVS½WWMSREMWTVIWIRXIW Sandra Albornoz, Responsável dos MercaHSW HI 0uRKYE 3½GMEP 4SVXYKYIWE HMXSY UYI “com os seminários da UniKrannich pretendemos estar o mais próximo possível dos nossos clientes lusos, sobretudo nos momentos como o que estamos a atravessar agora, quando a incerteza reina no setor. A Krannich Solar sempre se diferenciou pelo seu otimismo, por isso queremos transmiti-lo aos nossos clientes apresentando-lhes as oportunidades do negócio na nova conjuntura do mercado assim como os produtos fotovoltaicos de última geração e as soluções técnicas mais inovadoras.” Relativamente ao assunto abordado nestas jornadas de formação, Sandra Albornoz explicou que o objetivo era mesmo solucionar todas as dúvidas existentes sobre o autoconsumo fotovoltaico em Portugal, “tal como facilitar aos nossos clientes as ferramentas práticas e os conhecimentos que nos solicitam para realizar as suas instalações.” E concluiu, “RIWXI WIRXMHS TSHIQSW E½VQEV UYI EW NSVREdas celebradas no Porto e em Lisboa foram um enorme sucesso!” 68

João Carvalho, gerente da Coeptum, cuja participação gerou uma grande expetativa por parte dos assistentes, analisou o passado, presente e futuro da regulação para este tipo de sistemas fotovoltaicos. Bom conhecedor das envolventes legais e lobbiesTSPuXMGSW.SnS'EVZEPLSJI^YQE intervenção que recebeu um excelente acolhiQIRXSMHsRXMGSESUYIEGSRXIGIYRSTEWWEHS QsWHISYXYFVS%PIKEPMHEHIHSEYXSGSRWYQS ½GSY XSXEPQIRXI IWGPEVIGMHE TSV IWXI TVS½Wsional porque, segundo este, de acordo com o Decreto-Lei 215-B/2012 ao tratar-se de uma instalação em regime especial devem reunirWIGIVXEWGSRHMp~IWUYIWIVnSZIVM½GEHEWTIPE DREs (Direcção Regional de Economia) quando se solicita uma licença para implementar um sistema fotovoltaico de autoconsumo.

Como otimizar o rendimento? Arturo Andrés, Responsável pelo Departamento Técnico da Krannich Solar, aprofundou os detalhes tecnológicos e enumerou alguns conselhos TVjXMGSW I\IQTPEVIW TEVE GSR½KYVEV YQ MRZIVsor carregador numa instalação fotovoltaica isolada. Apresentou ferramentas que facilitam, de JSVQEWMKRM½GEXMZESXVEFEPLSHSWMRWXEPEHSVIWRS HMQIRWMSREQIRXSHIYQWMWXIQESYREGSR½KYração de um inversor carregador. 9Q WMWXIQE LuFVMHS JSXSZSPXEMGSHMIWIP GSQ acumulação é composto por painéis fotovoltaicos, um grupo eletrogéneo, baterias e inversores, caraterizando-se por não ter ligação à rede ou tendo uma rede instável e onde o inversor

Com os seminários da UniKrannich pretendemos estar o mais próximo possível dos nossos clientes lusos, sobretudo nos momentos como o que estamos a atravessar agora, quando a incerteza reina no setor.

de rede isolada é o principal componente porque forma a microrede e controla a produção, além de converter DC/AC e AC/DC e controlar o processo de carga da bateria para alargar a sua vida útil. Por outro lado, caraterizou os sisXIQEW LuFVMHSW GSQ EGYQYPEpnS GSQS XIRHS uma gama de inversores carregadores de 800 a 10 000 kVA, um máximo de 6 equipamentos em paralelo e 18 em regime trifásico, além de HYEWIRXVEHEW'%IHYEWWEuHEW'%YQEPMQMXEpnSHITSXsRGMEJSXSZSPXEMGEPMRIEVIYQETSXsRGME JSXSZSPXEMGE  RE TSXsRGME HS MRZIVWSV )SWWMWXIQEWLuFVMHSWWnSJjGIMWHIYXMPM^EVEPqQ HI VSFYWXSW I ¾I\uZIMW TIVQMXMRHS MRWXEPEp~IW HSXEQERLSHIXVsWEXqO;TYQWMWXIQE QYPXMGPYWXIV8SHSW IWXIW WMWXIQEW XsQ GEVEXIVuWXMGEWIQGSQYQ SWTMGSWHIGSRWYQS UYI podem ser resolvidos com o fotovoltaico e as FEXIVMEWSKIVEHSVHMIWIP IEMRI\MWXsRGMEHIYQE rede elétrica viável. A otimização da utilização do grupo eletrogéneo aumenta o rendimento, reduz o número de horas de funcionamento e aumenta a vida útil, e a otimização das baterias também é de extrema importância uma vez que reduz a sua capacidade e a sua inversão


reportagem

2SlQFMXSHSTVSNIXS 38)3¯3FWIVZEXzVMS 8IGRSPzKMGSTEVEEW)RIVKMEW 3JJWLSVIS-2)+-S;EZ)' IS)RIVK]-2VIEPM^EVEQ uma sessão de apresentação de resultados no dia HIQEVpSRS*SVXIHI 7nS.SnS&ETXMWXERS4SVXS por Helena Paulino

Projeto OTEO: transformar a costa portuguesa num potencial energético Com a presença de cerca de 100 pessoas, o evento contou com a apresentação das conclusões e resultados do projeto OTEO que envolveu a participação dos principais players do setor renovável offshore TSVXYKYsW GSRXERHS RE KPSbalidade com mais de sessenta entidades e que pretendeu fazer uma caraterização do mesmo. Tiago Morais, do INEGI, apresentou as conclusões e os resultados do projeto que liderou e que pretendeu promover o conhecimento tecRSPzKMGS I HE GEHIME HI ZEPSV MHIRXM½GERHS TSXIRGMEMW QIVGEHSW I GEVsRGMEW HE GEHIME I atuando sobre as linhas de ação a seguir, tudo isto para contribuir para o desenvolvimento do setor renovável offshore em Portugal. O OTEO surgiu para responder à necessidade de um maior conhecimento nacional e internacional no que diz respeito às tecnologias de aproveitamento energético offshore e das tecnologias de apoio. Este conhecimento é impresGMRHuZIP TEVE TVSQSZIV S IQTVIIRHIHSVMWQS e a competitividade no setor. O OTEO tem 3 objetivos fulcrais, segundo ditou Tiago Morais: criar uma rede de técnicos experientes nacionais e internacionais em projetos offshore através do acompanhamento das atividades realizadas nos TVMRGMTEMW GIRXVSW HI - ( IYVSTIYW MHIRXM½GEV oportunidades e ameaças, pontos fortes e fracos em termos de desenvolvimento das tecnologias para um melhor aproveitamento energético 70

offshoreHIWHIEGSRGIpnSkJEWIHIMRWXEPEpnS analisar projetos de investimento de aproveitamento energético offshore. Assim, através do OTEO pretende-se que Portugal se transforme RYQTEuWUYIETVSZIMXESTSXIRGMEPIRIVKqXMGS da sua costa, e num produtor e exportador relevante das tecnologias de base e de suporte do setor. As atividades previstas e elaboradas neste projeto, e que foram abordadas neste workshop, passaram pela elaboração de um relatório sobre o

estado de arte, um estudo de mercado e levantamento de oportunidades de negócio na área das energias renováveis offshore, análise de sistemas de aproveitamento energético offshore em XSHS S QYRHS I MHIRXM½GEpnS HEW GSQTIXsRcias necessárias ao desenvolvimento de projetos de aproveitamento energético offshore. Um dos seus objetivos também passou pela construção de um Diretório com as entidades portuguesas GSQGSQTIXsRGMEWRSHIWIRZSPZMQIRXSHITVSjetos de aproveitamento energético offshore e S HIWIRZSPZMQIRXS HI YQ MQTVIWGMRHuZIP roadmapXIGRSPzKMGSUYIMHIRXM½GEEWEp~IW GEPIRdários e custos de forma a desenvolver o setor nacional de energias renováveis offshore e assim, maximizar a cadeia de valor nacional. Fomentar o debate para incentivar à criação de parcerias e projetos na área do aproveitamento energético offshore foi também uma iniciativa planeada. Deste projeto, segundo Tiago Morais, fez parte muita investigação e desenvolvimento uma vez UYI Lj REW IWXVYXYVEW ¾YXYERXIW QYMXSW EWTItos a serem desenvolvidos e estudados como os sistemas de conversão e transmissão de energia, os sistemas de monitorização e controlo, os WMWXIQEW HI EQEVVEpnS REW IWXVYXYVEW ½\EW SY ¾YXYERXIW WIQ RYRGE IWUYIGIV EW VIPIZERXIW embarcações de apoio (com várias dimensões e que necessitam de responder a múltiplos requisitos). Os custos associados tanto à investigação


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Weidmüller Indústria 4.0 (IWE½SWRSGEQMRLSTEVEYQRSZSQYRHSHITVSHYpnS8IGRSPSKMEHIMRJSVQEpnSIGSQYRMGEpnS GSQSSTVMRGMTEPQSXSVHSHIWIRZSPZMQIRXSJYXYVS-RXIKVEpnSHSWTVSHYXSWI\MWXIRXIWIHSWRSZSW RSQYRHSHE-RHWXVMESYXSVRjPSWEHIUYEHSWTEVEE-RHWXVME Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A.

As TIC são a principal força motriz por trás do HIWIRZSPZMQIRXSGSQSTEVXIHEXIRHsRGMEHMVMgida para a Indústria 4.0. O objetivo do desenvolvimento da Weidmüller é ligar essas tecnologias de forma sensata com componentes e aplicativos dos clientes, de modo a criar soluções. A Indústria 4.0 ainda está na sua infância, com diversas empresas e instituições de pesquisa a trabalhar numa série de conceitos e em busca de diferentes ambições. O objetivo, a longo prazo, é criar uma estrutura de automação que – com instalações de produção extremamente versáteis – responda de forma rápida, simples e competitiva às necesWMHEHIWHSGPMIRXI 4EVEIWXI½Q XSHSWSWGSQponentes estão ligados através de uma rede na qual comunicam uns com os outros – isto aplica-se especialmente a todos os componentes eletrónicos envolvidos no processo de automação. Se uma unidade de produção, no futuro, estará a fabricar peças em série em pequena escala, até mesmo para um tamanho de lote de 1, de EGSVHSGSQEWI\MKsRGMEWIWTIGu½GEWHSGPMIRXI não é ainda claro no presente. O conceito básico da Indústria 4.0, no entanto, abre o caminho para soluções atraentes: a pirâmide de automação GPjWWMGE q WYFWXMXYuHE TSV YQE VIHI GSRWXMXYuHE por vários componentes inteligentes que interagem e comunicam entre si dentro desta rede. Enquanto as instalações de produção modernas

Legenda: 1. Sistemas em rede para o processamento de informação local descentralizada.  Miniaturização progressiva que permite sensores e atuadores pequenos, de baixo custo e de alto desempenho.  %YXS-(TEVEJEFVMGSHITVSHYXSWTIVWSREPM^EHSW¯MHIRXM½GEpnSRMGEIPMKEpnSGSQSQYRHSZMVXYEP  Dispositivos de campo inteligentes – o software permite a distribuição dinâmica global de funcionalidade e é uma parte integrante do sistema de integração. 5. Mobile Device Management (MDM) – interface Homem-Máquina para a operação intuitiva de sistemas complexos, mesmo sem treino especial.

Figura 1 Os sistemas de produção de amanhã serão GEVEXIVM^EHSWTIPEWYEQj\MQE¾I\MFMPMHEHI%GSR½KYVEpnS dessas máquinas e dos sistemas tem de ser altamente versátil.

JEFVMGEQ XERXEW TEVXIW MKYEMW UYERXS TSWWuZIP I XnS I½GMIRXIQIRXI UYERXS TSWWuZIP EW RIGIWWMdades individuais de cada cliente cada vez mais estão no centro do palco. Como parte da produção automóvel, cada carro está agora a ser feito sob medida – de acordo com os requisiXSWHSWHMJIVIRXIWGPMIRXIW)WXEGSR½KYVEpnSWIVj XEQFqQTSWWuZIP RSJYXYVS TEVEQYMXSWSYXVSW produtos. %WI\MKsRGMEWGSPSGEHEWEGIVGEHE¾I\MFMPMHEHI do sistema de produção estão a aumentar exponencialmente, dando origem à necessidade de GSR½KYVEp~IWQEMWZIVWjXIMW2SJYXYVSSGSRXVSPS não será mais de cima para baixo, mas as “matérias-primas” receberão, desde logo, informações

72

Figura 2 A fábrica do futuro organiza-se a si própria. Ela baseia-se numa rede de componentes de comunicação com capacidade e várias tecnologias-chave.

sobre quais as diferentes etapas de produção que ZnSTEWWEVEXqUYIRS½REPYQTVSHYXSTIVWSRElizado esteja pronto para entrega. 9QHIWE½STEVXMGYPEVWIVjETVSXIpnSHEVIHI da Indústria 4.0 contra qualquer tipo de interZIRpnS RnS EYXSVM^EHE %½REP SW RSZSW GSRceitos de automação serão caraterizados por YQRQIVSWMKRM½GEXMZEQIRXIQEMSVHIMRXIVEções e também, de longe, por um maior controlo autónomo de equipamentos de fabrico e de troca de dados. De um modo geral, a Indústria 4.0 só entra em ação quando o próprio componente sabe quais os dados de que necessita. O objetivo é desenvolver estes, até então indisTSRuZIMWQqXSHSWIQIGERMWQSW


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SMA Solar Technology AG e Danfoss A/S criam aliança mundial de conversores %71%7SPEV8IGLRSPSK]%+ 71%*;&7 IE(ERJSWW%7XsQGSQSSFNIXMZSIWXEFIPIGIV uma estreita parceria estratégica para aumentarem a competitividade das empresas. SMA Ibérica Tecnologia Solar, S.L.U. Danfoss, Lda.

%QFSWSWIWTIGMEPMWXEWVIJIVsRGMEWHIQIVGEHS em tecnologia de sistema pretendem tirar todo o partido de economias de escala para reduzirem os custos, bem como utilizar melhor a I\TIVMsRGME GSRNYRXE RS HIWIRZSPZMQIRXS HI produtos. Neste contexto, a Danfoss participa com 20% na SMA e planeia a venda de toda a área de negócios de inversores fotovoltaicos à SMA. “A cooperação estratégica com a Danfoss reforça a posição de liderança da SMA no mercado fotovoltaico global. Encontramo-nos num mercado extremamente competitivo, exposto a grandes pressões HITVIpSW 2IWXIGSRXI\XS TSHIQSWFIRI½GMEVHE longa experiência da Danfoss na área dos conversores. Neste setor a concorrência é feroz há já muito tempo. Por conseguinte, o grupo Danfoss orientou a sua estratégia para a contínua redução de custos, mediante utilização das possibilidades globais de aquisição e com recurso a inovações. Ambas EW IQTVIWEW TSHIQ FIRI½GMEV KVERHIQIRXI HE aliança estratégica e reduzir os custos de forma sustentável”,E½VQSYS'LMIJ)\IGYXMZI3J½GIV da SMA, Pierre-Pascal Urbon. Além disso, a SMA irá aumentar a atratividade do seu portefólio de produtos ao adquirir a área de negócios de inversores fotovoltaicos da Danfoss. Após a aprovação da transação, a SMA irá introduzir novos produtos no segmento de mercado dos sistemas fotovoltaicos de tamanho médio, que está em forte crescimento, na Europa, nos EUA e na China. “Com esta parceria, os dois especialistas líderes em tecnologia de sistema formarão a maior aliança mundial na área dos conversores. A participação de  RE71%GSRWXMXYMYQJSVXIWMREPIGSR½VQE S RSWWS GSRXuRYS IQTIRLS I GSR½ERpE RS WIXSV fotovoltaico. Iremos transpor a nossa experiência na tecnologia de conversores para a área dos 74

SMA SOLAR TECHNOLOGY AG Tendo registado um volume de negócios superior a 0,9 mil milhões de euros no ano de SKVYTS71%qYQEVIJIVsRGMEQYRHMEPIQMRZIVWSVIWJSXSZSPXEMGSWYQGSQTSRIRXI central em todos os sistemas de energia solar, oferecendo também, enquanto consórcio de gestão de energia, tecnologias de ponta inovadoras para futuras estruturas de abastecimento de energia. O grupo tem sede em Niestetal, Kassel, e está representado em TEuWIW%RuZIPQYRHMEPXIQQEMWHIGSPEFSVEHSVIW%71%TVSHY^YQEZEWXEKEQE de modelos de inversores, oferecendo a solução mais adequada para cada tipo de módulo JSXSZSPXEMGS YXMPM^EHS I TEVE XSHEW EW GEXIKSVMEW HI TSXsRGME HI WMWXIQEW JSXSZSPXEMGSW A sua gama de produtos inclui tecnologia de sistema, quer para instalações fotovoltaicas ligaHEWkVIHIIPqXVMGETFPMGEUYIVTEVEWMWXIQEWLuFVMHSWIHIVIHIMWSPEHE3PIUYIqGSQTPItado com uma ampla prestação de serviços e a operação de grandes centrais fotovoltaicas. A empresa-mãe SMA Solar Technology AG está cotada, desde 2008, no Prime Standard da Bolsa de Valores de Frankfurt (S92) e no TecDAX.


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classe de I½GMsRGME energética IE4 para instalações descentralizadas SISTEMAS DE ACIONAMENTO MECATRÓNICO: MOVIGEAR® E MOTOR ELETRÓNICO DRC

3EYQIRXSHSWTVIpSWHEIRIVKMERnSqERMGEVE^nSTEVESWJEFVMGERXIWISTIVEHSVIWHIQjUYMREW JE^IVIQJEGIESWHIWE½SWHEIGSRSQMEHIIRIVKME%VIHYpnSHIGYWXSWISEYQIRXSHEVIRXEFMPMHEHI XEQFqQWnSXMHSWIQGSRXEUYERHSWITPERIMEQRSZSWWMWXIQEWSYEI\TERWnSHIYRMHEHIWHI TVSHYpnSI\MWXIRXIW SEW-EURODRIVE PORTUGAL

%)½GMsRGME Sistemas de acionamento mecatrónico GSQ'PEWWIHI)½GMsRGME-) As instalações descentralizadas já são utilizadas HIWHIS½REPHEHqGEHEHIGSQSYQEEPXIVnativa, rentável, às soluções centralizadas para grandes máquinas ou sistemas de produção. É, em particular, em grandes unidades de produção que os conceitos de instalação descentralizada podem ajudar a obter uma impressionante redução de custos. Ao contrário das soluções centralizadas, o espaço do quadro elétrico e a UYERXMHEHIHIGEFSWqWMKRM½GEXMZEQIRXIVIHYzida. Por exemplo, o sistema de acionamento mecatrónico MOVIGEAR® ou o motor eletrónico DRC com comunicação SNI (Instalação em rede de linha única) requer apenas um cabo TEVEEXVERWJIVsRGMEHIIRIVKMEIMRJSVQEpnS Os componentes descentralizados da SEW-EURODRIVE sempre foram inovadores. O MOVI-

IWXjIQGSRJSVQMHEHIGSQE'PEWWIHI)½GMsRcia IE4 (7YTIV4VIQMYQ)J½GMIRG]). (IWHISMRuGMSHIUYISQSXSVIPIXVznico DRC deu um novo impulso às instalações descentralizadas: o seu campo de utilização verWjXMP HIZMHS k WYE ¾I\MFMPMHEHI RE QSRXEKIQ em qualquer tipo de redutor e freio mecânico opcional, fazem com que o motor eletrónico DRC represente a tecnologia inovadora de acionamento e um produto de elevada qualidade “made by SEW-EURODRIVE”.

MOT®, motorredutor com conversor de freUYsRGME MRXIKVEHS q YXMPM^EHS GSQ WYGIWWS Lj décadas em muitos sistemas de transporte e nos mais diversos setores. O sistema de acionamento mecatrónico MOVIGEAR® e o motor eletrónico DRC são duas soluções da SEW)963(6-:)GSQ'PEWWIHI)½GMsRGME)RIVKqtica IE4.

Duas soluções com IE4: MOVIGEAR® e motor eletrónico DRC Com o MOVIGEAR®, sistema de acionamento mecatrónico para a tecnologia de movimentação horizontal de materiais, a SEW-EURODRIVE estabeleceu, já em 2008, padrões totalmente novos em termos de rentabilidade e de funcionalidade. O MOVIGEAR® não só combina um redutor com um motor e os componentes eletrónicos num único produto, como também, e acima de tudo, garante que as vantagens técniGEWIIGSRzQMGEWHIWXIWXVsWGSQTSRIRXIWHI acionamento sejam mantidas e utilizadas de uma forma otimizada. Além disso, o MOVIGEAR® 76

%QIPLSVI½GMsRGMEIRIVKqXMGE possível reduz os custos de energia e de operação O recurso a qualquer oportunidade para economizar energia não é apenas uma contribuição importante para a conservação do meio EQFMIRXI TSMW XEQFqQ GSQTIRWE ½RERGIMramente. Isso afeta a seleção e o projeto da moderna tecnologia de acionamentos. A tecnoPSKMEHIEGMSREQIRXSYXMPM^EHEIEWYEI½GMsRGME global desempenham um papel crucial na redução, de forma sustentável, do consumo de energia em aplicações industriais. Uma equação simples ilustra isso: PEntrada = P7EuHE+ PPerdas -WXSWMKRM½GEUYISWGYWXSWHEIRIVKMEIPqXVMGE à entrada (PEntrada) são calculados a partir da energia mecânica efetivamente necessária (P7EuHE), junXEQIRXIGSQEWTIVHEWVIWYPXERXIWHEI½GMsRGME global (PPerdas). O seguinte aplica-se se não considerarmos a aplicação e o sistema: os custos de energia só podem ser reduzidos se as perdas de energia durante a operação da instalação JSVIQQERXMHEWSQEMWFEM\STSWWuZIP


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centro de geração e medição de energia em tempo real %\TS-FIVMEEFVISWIY'IRXVSHI'SRXVSPS HI+IVEpnSI*YRGMSREQIRXSHI)RIVKME

')+3+)0  Axpo Iberia, S.L.

*SVRIGIVjHIYQEJSVQEQEMWI½GE^ IIQXIQTSVIEP SWWIYWQEMWHI 2800 MW repartidos por um grande número de instalações de geração de energia como parques eólicos, centrais hidráulicas, instalações de energia solar, parques fotovoltaicos, instalações de cogeração e biomassa, e subesXEp~IWXVERWJSVQEHSVEWHMWXVMFYuHEWIQXSHEE)WTERLE %%\TS-FIVMEWYFWMHMjVMEWYupEHS+VYTS7[MWWGSQIpSYVIGIRXIQIRXI a operação no Centro de Controlo de Geração e Funcionamento de Energia (CECOGEL) que inclui um novo conceito dos serviços do centro de controlo, monitorização e optimização para fornecer uma atenção mais I½GE^IQXIQTSVIEPESWIYTSVXIJzPMSIQQEMWHI1; HMWXVMFYudos por um grande número de instalações (tanto instalações eólicas como centrais hidráulicas, instalações termosolares, parques fotovoltaicos, parques termosolares, instalações de cogeração e biomassa) e subestações transforQEHSVEW 7)8 HMWXVMFYuHEWESPSRKSHIXSHSSXIVVMXzVMSIWTERLSP Segundo declarações de Ignacio Soneira, Diretor-Geral da Axpo Iberia, este novo serviço reforça a liderança atual da empresa no setor, uma vez que a Axpo Iberia gere atualmente uma grande quantidade de instalações HIVIKMQIIWTIGMEPIQ)WTERLEGSQYQETSXsRGMEMRWXEPEHEUYIWYTIVESW 7000 MW: “esta aposta tecnológica situa-nos na vanguarda da inovação neste tipo de serviços no setor. A partir de agora irá proporcionar sempre um valor acrescentado aos nossos clientes, garantindo aos produtores associados importantes poupanças nos custos adicionais de desvios tal como nos interessantes produtos para a gestão de risco do mercado.” %%\TS-FIVMEGSRXMRYEEXVEFEPLEVTEVEWIGSRZIVXIVRYQEVIJIVsRGME dentro do setor energético, tanto em Espanha como em Portugal, onde EGYQYPEYQEPSRKEXVENIXzVMEII\TIVMsRGMEGSQSJSVRIGIHSVHIIPIXVMGMdade, gás natural e biomassa.

Centro de Controlo de Geração O Centro de Controlo e Funcionamento da Geração de Energia da Axpo -FIVME ')'3+)0 IWXjGIVXM½GEHSIQGSRJSVQMHEHIGSQEPIKMWPEpnSIQ vigor e fornecerá serviços de JSVQEGSRXuRYELSVEWTSVHMEHMEW por ano. Oferece os principais serviços: ˆ ˆ ˆ ˆ

Serviços do Centro de Controlo e Despacho 1SRMXSVM^EpnSHEWYFIWXEpnSGSRXVSPSISTIVEpnS Captura e tratamento da informação em tempo real Supervisão e Controlo do funcionamento de equipamentos de 'SQYRMGEp~IW ˆ -RJSVQEp~IWHISTIVEp~IWHMjVMEWWIQEREMWIQIRWEMW

78

ˆ 1SRMXSVM^EpnSHSIWXEHSHEWMRWXEPEp~IWITVSHYpnSIQXIQTSVIEP ˆ Serviços de valor acrescentadoETVSHYXSVIWIGSRWYQMHSVIW ˆ Simulação de provas de acreditação de gestão e participação em serviços complementares ˆ Área de Regulamentação (secundária), terciária e gestão de serviços ˆ RearmeHI7)8IEVVERUYIHIQjUYMREW de instalações eólicas em XIQTSVIEP ˆ Controlo remoto e instalações com controlo remoto ˆ Ferramenta de +IWXnSI3XMQM^EpnSHI%XMZSW de Produção Elétrica.

Sistema de Controlo em Tempo Real O Sistema de Controlo em Tempo Real da Axpo Iberia oferece as seguintes soluções diferenciadoras aos seus clientes: ˆ )PIZEHE HMWTSRMFMPMHEHI com base nas tecnologias standard redundantes (adaptadas aos principais protocolos de comunicação como Modbus, IEC-60870-5-102, IEC-60870-5-104, OPC, entre outros), sendo uma WSPYpnSVSFYWXEEHETXjZIPIIZSPYXMZE ˆ 'SQYRMGEp~IWWIKYVEWIRXVIEWMRWXEPEp~IWIS'IRXVSHI'SRXVSPS YQEZI^UYIqVIEPM^EHEEXVEZqWHI:42WKEVERXMRHSEGSR½HIRGMEPMHEHI REXVERWQMWWnSHIMRJSVQEpnS


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aplicação de caldeiras a biomassa nos setores agroindustriais e pecuária O setor primário inclui atividades agrícolas, pecuárias e agroindustriais que incluem consumos de energia térmica relevantes e que condicionam a rentabilidade desses setores.

%TVSHYpnSEKVuGSPEIQIWXYJEWHI¾SVIWZIKIXEMWILSVXuGSPEWTSHIWIVEPXEQIRXIVIRXEFMPM^EHE por sistemas de aquecimento que permitam a sua utilização de uma forma competitiva ao longo de todo o ano. Também no setor da pecuária, os RuZIMWHITVSHYXMZMHEHIVIRXEFMPMHEHIHEWTVSHYções e conforto animal são consideravelmente TSXIRGMEHSW TIPE I½GMsRGME HSW WMWXIQEW YXMPM^EHSW3VIGYVWSEGSQFYWXuZIMWJzWWIMW KEWzPIS GPL ou gás natural) implica custos cada vez maiores e tornou-se uma opção irracional do ponto de vista económico e ambiental para soluções de aquecimento. As caldeiras VENTIL permitem produzir calor na forma de água quente a custos muito inferiores através da utilização de biomassa nas suas diferentes formas: pellets, estilha e diverWSWVIWuHYSWEKVS¾SVIWXEMW

Biomassa A combustão de biomassa é um processo bem caraterizado e desenvolvido, que fornece a energia necessária quando é necessária. Sendo uma fonte de energia renovável, limpa e de baixo custo, não se encontra condicionada por outros fatores de disponibilidade, como a energia solar e eólica. A biomassa pode ser armazenada num silo e utilizada quando a caldeira VENTIL dela RIGIWWMXEV %S GSRXVjVMS HSW GSQFYWXuZIMW HI origem fóssil (gasóleo, gás e carvão), os preços HEFMSQEWWEXsQWIQERXMHSIWXjZIMWIQRuZIMW VIPEXMZEQIRXIFEM\SWIWXERHSHMWTSRuZIPHIYQE JSVQEKIRIVEPM^EHEGSQZjVMEWIWTIGM½GEp~IW

Que tipo de biomassa pode ser utilizada? As caldeiras VENTIL podem utilizar diferentes tipos de biomassa: pellets, estilha, biomassa resultante 80

José Almeida e César Tavares VENTIL – Engenharia do Ambiente, Lda.

HIGYPXYVEWHIHMGEHEWIVIWuHYSWSYWYFTVSHYtos resultantes de diferentes processos industriais SYEKVS¾SVIWXEMW VIWuHYSWHIQEHIMVEVIWuHYSW ¾SVIWXEMWFEKEpSIGEVSpSHIE^IMXSREGEWGEWHI frutos secos...). Quanto menor o conteúdo em humidade, maior a quantidade de energia útil que pode ser obtida dessa biomassa.

Aplicações das caldeiras Ventil no setor agrícola: estufas agrícolas 3 EUYIGMQIRXS HI IWXYJEW EKVuGSPEW RSQIEHEQIRXIREWGYPXYVEWHI¾SVIWZIKIXEMWILSVXuGSPEW permite rentabilizar o investimento nas infraestruturas e o prolongamento das épocas de cultura. O aquecimento destas estufas através de sistemas de aquecimento do ar representa custos superiores, perdas energéticas muito relevantes (através das aberturas) e o aquecimento inútil de todo o ar ambiente que não promove o crescimento das culturas. A utilização de sistemas de aquecimento com recurso a água quente proporciona a temperatura adequada no substrato ou junto à secção aérea da planta em que se pretende otimizar a temperatura. Através destes

sistemas minimizam-se as perdas energéticas para o exterior e viabiliza-se economicamente a cultura ao longo de todo o ano. %YXMPM^EpnSHIGSQFYWXuZIMWHISVMKIQJzWWMP nestes sistemas é totalmente incomportável do ponto de vista económico. Os sistemas VENTIL com utilização de biomassa permitem prolongar EHMWTSRMFMPMHEHIHSWGSVVIXSWRuZIMWHIEUYIGMQIRXSTSXIRGMERHSSWRuZIMWHITVSHYpnSIE rentabilidade da exploração.

Figura 1 Sistema de aquecimento do substrato numa estufa com caldeira VENTIL.

Figura 3 Depósito de inércia (70 m3) numa estufa com caldeira VENTIL.

Figura 2 Sistema de aquecimento da secção aérea da planta numa estufa com caldeira VENTIL.


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painÊis solares chineses: como importar sem risco %TVSGIHsRGMEHSWTEMRqMWJSXSZSPXEMGSWRnSHITIRHIVjHSWIYPYKEVHIEWWIQFPEKIQQEWHSTEuW IQUYIWIJEFVMGEVEQEWGqPYPEWWIKYRHSEVIHI½RMpnSHSEGSVHSHE'SQMWWnS)YVSTIME3WQzHYPSW fotovoltaicos, compostos por cÊlulas de diferentes países, adotarão a origem daquelas que tenham em maior proporção. Krannich Solar

A importação de painĂŠis solares deverĂĄ reger-se pela nova regulamentação 1357/2013 da ComissĂŁo Europeia que entrou em vigor a 25 de dezembro. Segundo esta atualização do comproQMWWSIYVSTIYETVSGIHsRGMEHSTEMRIPJSXSZSPXEMGSNjRnSHIXIVQMRESTEuWHIJEFVMGSSYHI EWWIQFPEKIQHSQIWQSQEWSTEuWHIIPEFSVEpnSHEGqPYPE UYIVHM^IV STEuWRSUYEPSwafer se converte em cĂŠlula. Esta ĂŠ a etapa decisiva que determinarĂĄ a origem do painel solar. Se um waferGLMRsWWIXVERWJSVQEIQGqPYPERS JapĂŁo, seguindo esta premissa, esta cĂŠlula fotovoltaica considerar-se-ia japonesa. E, por diante, se dita cĂŠlula ĂŠ utilizada para fabricar um painel solar IQUYEPUYIVSYXVSTEuWIWXIQzHYPSJSXSZSPXEMGS considerar-se-ia, pelo critĂŠrio da UniĂŁo Europeia, GSQSNETSRsW2SGEWSHIYQTEMRIPWSPEVJSXSvoltaico fabricado com cĂŠlulas provenientes de HMJIVIRXIWTEuWIWESVMKIQHSQIWQSWIVjHIXIVminada pelas cĂŠlulas que apareçam em maior proporção. Por isso, o fabricante deve ser capaz HIHIQSRWXVEVETVSZIRMsRGMEHEWWYEWGqPYPEW Para os painĂŠis solares importados da China, independentemente de qual seja a sua origem, serĂŁo aplicados impostos antidumping e antiWYFWuHMS WIKYRHS S undertaking, quer dizer, do compromisso oferecido em conexĂŁo com o procedimento antidumping relativo Ă  importação de QzHYPSW JSXSZSPXEMGSW HI WMPuGMS GVMWXEPMRS I SW seus componentes chave originĂĄrios ou exportados desde a China. Neste caso, a Câmara de 'SQqVGMS'LMRIWEIQMXMVjSGIVXM½GEHSGSVVIWpondente ()\TSVX9RHIVXEOMRK'IVXM½GEXI), e assim, aqueles fabricantes e importadores chineses que NĂƒO se tenham inscrito no pacto continuarĂŁo a pagar os impostos antidumping de 47,6% (os que colaboraram na investigação mas nĂŁo facilitaram amostras) e de 67,9% (os que nĂŁo cooperaram). Alguns painĂŠis solares compostos por cĂŠlulas de fabricação chinesa declaram-se com a proZIRMsRGME HSW TEuWIW HIWHI SW UYEMW MQTSVXEQ 84

Recomenda-se não arriscar ser acusado por um HIPMXSHIMQTSVXEpnSMPuGMXE TSVMWWS SMQTSVXEdor deve ter muito claro qual o local de fabrico das cÊlulas que se compram. No caso de duvidar de onde são originårias as cÊlulas (por exemplo, por um preço muito baixo do produto), Ê conveniente exigir a documentação que demonstre, de forma inquestionåvel, a sua nacionalidade, atÊ porUYIYQGIVXM½GEHSHISVMKIQRnSWIVMEWY½GMIRXI AlÊm disso, muitos dos painÊis fotovoltaicos que chegam às alfândegas europeias estão a ser EXYEPQIRXI GSQTVSZEHSW TEVE ZIVM½GEV E WYE TVSZIRMsRGME 9Q I\IQTPS VIGIRXI q S 4SVXS de Roterdão, onde foram detidos vårios contentores por suspeita de módulos fotovoltaicos de origem chinesa. Isto provoca atrasos nos prazos de entrega e, por isso, Ê fundamental ter toda a documentação requerida para evitar cair no risco de perder a mercadoria, receber multas ou, no pior dos caso, ser acusado de um delito. O Departamento de Compras da Krannich Solar conta com uma equipa com mais de 20 anos HI I\TIVMsRGME E XVEFEPLEV RSW QIVGEHSW EWMjXMcos, que tenta negociar o preço mais baixo de módulos solares como tambÊm visitar as fåbricas, testar o material e comprovar a documenXEpnSRIGIWWjVMETEVEZIVM½GEVETVSGIHsRGMEHS produto. A multinacional alemã protege os seus clientes da subida de preços, oferecendo uma ampla variedade de marcas de painÊis solares a um custo competitivo. Um instalador fotovoltaico, em função das suas necessidades, pode encontrar no portefólio da distribuidora germânica painÊis solares europeus ou asiåticos que não estão submetidos ao pagamento dos impostos antidumping. Entre estes últimos fala-se muito dos painÊis fotovoltaicos fabricados pelos produtores do gigante asiåtico que assinaram o acordo com a CE, como os módulos fotovoltaicos de outros TEuWIW HS GSRXMRIRXI TSV I\IQTPS SW VIGqQ-incorporados Hyundai.

Conselhos para evitar os riscos da importação de painĂŠis solares de duvidosa proveniĂŞncia Se encontrar um painel suspeitosamente barato, Sonia Salgado, responsĂĄvel de Compras da Krannich Solar, recomenda nĂŁo tomar decisĂľes precipitadas: ÂąqQYMXSMQTSVXERXIZIVM½GEVETVSZIRMsRGME das cĂŠlulas do painel solar que vamos a adquirir, e HI MKYEP QSHS WSPMGMXEV WIQTVI YQ GIVXM½GEHS HI SVMKIQIYQGIVXM½GEHS-)'HSJEFVMGERXI² avisa. Âą(IZIQSW MKYEPQIRXI HIWGSR½EV HSW TVIpSW MRJIriores aos 0,56â‚Ź/Wp para painĂŠis fotovoltaicos chineses, jĂĄ que segundo o Compromisso adotado pela ComissĂŁo Europeia isto seria legalmente impossĂ­velâ€?, acrescenta. No caso de receber propostas ((4 )RXVIKYIW(MVIMXSW4EKSWHSMRKPsWDelivery Duty Paid) seria recomendĂĄvel solicitar a fatura de importação ou do pagamento do IVA para ZIVM½GEVUYIIWWEQIVGEHSVMEXIRLEWMHSHIZMHEmente importada. Por Ăşltimo, tal como indica Sonia Salgado, XEQFqQqRIGIWWjVMSGSQTVSZEVSGIVXM½GEHS TĂœV do fabricante. Neste documento poderia surgir um endereço de fabrico da Europa mas isso nĂŁo implica, necessariamente, que a proZIRMsRGMEHSQzHYPSJSXSZSPXEMGSWINEIYVSTIME NjUYIGSQSWIEWWMREPSYERXIWIWXEWIVjHI½RMHETIPSTEuWIQUYIWIJEFVMGEVEQEWGqPYPEW fotovoltaicas. O programa de Quality Managment da Krannich Solar oferece aos seus clientes o melhor produto a um preço competitivo, e brinda-os com uma garantia de qualidade para que nĂŁo tenham de preocupar-se nem arriscar com as suas compras.

Krannich Solar 8IPĂĄ*E\ http://pt.krannich-solar.com


informação tÊcnico-comercial

casquilhos iglidur dĂŁo a volta ao mundo 'SQIpSYSXIWXIHIVIWMWXsRGMEXVERWGSRXMRIRXEPHSWGEWUYMPLSW em polĂ­mero iglidur. % MKYW IWTIGMEPMWXE IQ XVMFSTSPuQIVSW IWXj E aproveitar o 30.° aniversĂĄrio dos materiais iglidur e o 50.Âş aniversĂĄrio da empresa para comTVSZEVEVIWMWXsRGMEISTSXIRGMEPHSWTPjWXMGSW especiais. No dia 20 de janeiro na Escola SupeVMSV 4VS½WWMSREP HI 'SPzRME *EGLLSGLWGLYPI  terminou a remodelação do pequeno automĂłvel com numerosos casquilhos iglidur. Este automĂłvel iniciou a sua viagem de volta ao mundo em janeiro de 2014. O funcionamento a seco e com baixo atrito representa uma solução moderna para um grande nĂşmero de aplicaçþes em movimento. Por esta razĂŁo, hĂĄ dĂŠcadas que a igus investiga esta tecnologia no seu laboratĂłrio de testes, o maior deste ramo industrial, com o objetivo de continuar a aperfeiçoar continuamente os seus produtos. Para comprovar a tecnologia inovadora de plĂĄsticos especiais, testados e comprovados para altos desempenhos, a igus decidiu realizar uma viagem Ă  volta do mundo com um carro equipado com casquilhos iglidur. A ideia ĂŠ dar a conhecer a todo o mundo o lema “plastics for longer life² % TVMQIMVE TEVEKIQ HS ZIuGYPS foi na Ă?ndia onde foi apresentado na Feira Auto Expo. A seguir viajarĂĄ para a China, onde durante YQ QsW MVj ZMWMXEV ZjVMSW HIWXMRSW HMJIVIRXIW 3WTEuWIWUYIWIWIKYIQWnSS.ETnS'SVIME HS7YPI8EMPlRHMEERXIWHSZIuGYPSWIVIRZMEHS TEVE E %QqVMGE %u IWXj TVIZMWXE YQE ZMEKIQ de costa a costa atravĂŠs do CanadĂĄ e dos EUA. O destino seguinte serĂĄ a Europa, onde vĂĄrias ½PMEMW GPMIRXIW I JIMVEW WIVnS ZMWMXEHSW 8SHEW as paragens e todo o itinerĂĄrio pode ser seguido, em detalhe, atravĂŠs do blog: “blog.igus.eu/ /iglidurontourâ€?.

As medidas da remodelação: “4PEWXM½GEpnSâ€? do pequeno automĂłvel %VIEPM^EpnSHIWXIIZIRXSRnSWIVMETSWWuZIPWIQ a remodelação efetuada pela equipa da Universidade de Fachhochschule, em ColĂłnia, sob a 86

igus, Lda.

composta por engenheiros de automóveis e MRZIWXMKEHSVIW HI TSPuQIVSW IWXEZE ERWMSWE pela realização da viagem.

Figura 1 O pequeno automĂłvel remodelado irĂĄ visitar mais de 20 paĂ­ses em nove meses (Fonte: igus).

direção de Johannes ThomĂŠ e do engenheiro da igus, Michael Krug. A ideia base era substituir XSHSWSWGSQTSRIRXIWHSZIuGYPSUYIXIGRMGEQIRXITSHIQWIVXVSGEHSWTIPSWTSPuQIVSWHE igus e cumprir todos os requisitos da TĂœV. Os casquilhos metĂĄlicos do pedal do travĂŁo, do limpa pĂĄra-brisas, dos vidros elĂŠtricos, dos assentos, do travĂŁo de mĂŁo, do motor de arranque, da borboleta do aceleVEHSVIHEGETSXEJSVEQWYFWXMXYuHSWTSVGEWUYMPLSWIQTSPuQIVS1YMXSWQzHYPSWXMZIVEQ de ser totalmente desmontados para substituir os novos casquilhos. Em muitos casos foi TSWWuZIPETPMGEVGEWUYMPLSWstandard da igus. Em alguns casos foi necessĂĄrio conceber peças especiais para efetuar a troca direta. Para isso realizaram-se desenhos CAD dos componentes e maquinaram-se os varĂľes de material iglidur com a geometria pretendida. Dentro da gama de 45 diferentes materiais, muitos foram YWEHSWRSZIuGYPS3WGEWUYMPLSWEYXSPYFVM½cados foram instalados em 56 pontos diferenXIW%XqQIWQSEETEVsRGMEHSWGEWUYMPLSWJSM um ponto a ter em atenção como, por exemplo, no ajuste do assento. Todas as alteraçþes foram realizadas com sucesso. A equipa

PolĂ­meros otimizados em relação ao atrito: um potencial para a indĂşstria automĂłvel HĂĄ cada vez mais fabricantes a descobrir as quaPMHEHIW HSW GSQTSRIRXIW IQ XVMFS TSPuQIVSW econĂłmicos e de elevada performance. Os “plĂĄsticos para movimentoâ€? sĂŁo utilizados em vĂĄrias aplicaçþes, desde assentos ou capotas, sistemas de dobradiças, componentes do motor ou mesmo RS GLEWWMW )WXE XIRHsRGME WIVj EMRHE QEMSV RS JYXYVS 9QE ZI^ UYI SW GEWUYMPLSW IQ TSPuQIVS RnS VIUYIVIQ UYEPUYIV PYFVM½GEpnS EHMcional, sĂŁo isentos de manutenção e de corrosĂŁo e pesam 7 vezes menos do que os rolamentos metĂĄlicos, sĂŁo cada vez mais utilizados na indĂşstria automĂłvel. Estes casquilhos sĂŁo amigos do ambiente e da carteira, uma vez que eles reduzem os custos de produção e aumentam a durapnSHIZMHEKVEpEWkWYEVIWMWXsRGMEESHIWKEWXI Os casquilhos sĂŁo excelentes para a aplicação no interior dos automĂłveis devido Ă s suas propriedades de absorção de vibraçþes. Ao mesmo XIQTSEWYEVSFYWXI^IVIWMWXsRGMEXEQFqQSW tornam “prĂŠ-destinadosâ€? para a aplicação no exteVMSVHSWZIuGYPSW8SHEWIWXEWGEVEXIVuWXMGEWIWXnSE ser postas Ă  prova nesta viagem Ă  volta do mundo sob diferentes condiçþes climatĂŠricas, altitudes e condiçþes das estradas. O campo de aplicaçþes TSWWuZIMWGSQSWGEWUYMPLSWIQTSPuQIVSEMRHE IWXjPSRKIHI½GEVHI½RMHS8EPZI^IWXIXIWXIGSQ SWGEWUYMPLSWIQTSPuQIVSkZSPXEHSQYRHSMRWpire mais engenheiros e projetistas a realizar mais soluçþes e conceitos inovadores.

igusÂŽ, Lda. 8IPĂĄ*E\ MRJS$MKYWTXĂĄ[[[MKYWTX


barĂłmetro das renovĂĄveis

barómetro das renovåveis fevereiro 2014 O Barómetro das Energias Renovåveis pretende manter informados os nossos leitores sobre a evolução das potências instaladas e das correspondentes produçþes de energia. A informação apresentada sobre potências instaladas tem como fonte as estatísticas råpidas da DGEG de dezembro de 2013 e a informação sobre produção têm como fonte a informação de produção diåria desagregada disponibilizada no websiteHE6)2EXq½REMWHIJIZIVIMVS TambÊm disponibilizamos o Boletim das Energias Renovåveis fornecido pela APREN. Clåudio Monteiro e António SÊrgio Silva

Até setembro de 2013 passaram a estar instalados 11 198 MW de renovável, 5181 MW de KVERHI LuHVMGE  1; HI IzPMGE  1; HI JSXSZSPXEMGE  HI QMRMLuHVMGE  1; de biomassa sem cogeração, 352 MW de biomassa com cogeração e mais 64 MW de biogás I1;HIETVSZIMXEQIRXSHIVIWuHYSWWzPMHSW urbanos. No total, um incremento relativamente ESPXMQSXVMQIWXVIHI1;HMWXVMFYuHSWTSV eólica (138 MW) e fotovoltaico (32 MW). Nos últimos 3 meses, dezembro de 2013 a fevereiro 2014, relativamente aos meses homólogos do ano anterior, o consumo subiu 3,2%, a produção de eólica subiu cerca de 33%, a produpnSJSXSZSPXEMGEWYFMY IELuHVMGEWYFMY  No total a produção renovável subiu 30% relativamente aos mesmos 3 meses do ano anterior. No último ano móvel, comparativamente com o ano anterior, o consumo passou a subir 1,66%. A produção térmica reduziu 46%, a renovável MRGPYMRHSKVERHILuHVMGEEYQIRXSY  VITVIsentando 60% do consumo. Relativamente ao ERSERXIVMSVETVSHYpnSLuHVMGEJSM WYTIVMSV a eólica 18% superior e a fotovoltaica foi 30% superior. A PRE térmica (cogeração) representa 17% do consumo, aproximando-se dos 23% da KVERHI XqVQMGE % LuHVMGE VITVIWIRXSY   HS consumo, a eólica 26% e a fotovoltaica 0,86%.

PotĂŞncia Instalada FER (MW) (dezembro 2013)

Licenciada Instalada

Grande HĂ­drica

"1;

)zPMGE

&MSQEWWE (c/ cogeração)

PCH

!1;

ResĂ­duos sĂłlidos urbanos

Fotovoltaica

&MSQEWWE (s/ cogeração)

&MSKjW

)zPMGE offshore

Ondas/ marĂŠs

Figura 1 PotĂŞncia instalada da Fontes de Energias RenovĂĄveis (FER) em dezembro de 2013. Fonte: baseado nas estatĂ­sticas rĂĄpidas da DGEG.

Consumo Mensal (GWh) Produção não renovåvel PRE Ondas PRE Fotovoltaica PRE Hidråulico Albufeira SEP PRE TÊrmico Fio à gua SEP PRE Eólico

EnergizAIR indicadores para a mÊdia de janeiro a março de 2014

SOLAR FOTOVOLTAICO

0MWFSE SOLAR TÉRMICO

0MWFSE EĂ“LICA

Portugal Continental LEFMXEp~IW 4EVEQEMWMRJSVQEp~IWWSFVIGEHEYQ dos indicadores http://energizair.apren.pt

98

Figura 2 )RIVKMETVSHY^MHEQIRWEPQIRXITIPEW*SRXIWHI)RIVKMEW6IRSZjZIMW *)6 EXq½REPHIJIZIVIMVSHI Fonte: baseado na informação de produção diåria disponível no website da REN.

QEVJIZ

QEVJIZ

ZEVMEpnS

HSGSRWYQS

'SRWYQS +;L

48 413

49 214

1,66%

100,00%

8qVQMGE +;L

20 764

11 289

-45,63%

22,94%

6IRSZjZIP +;L

19 585

29 498

50,62%

59,94%

8SXEP,uHVMGE +;L

8594

16 491

91,89%

33,51%

8SXEP46) +;L

19 970

22 841

14,38%

46,41%

46))zPMGE +;L

10 665

12 583

17,99%

25,57%

46),uHVMGE +;L

915

1407

53,73%

2,86%

46)8qVQMGE +;L

8064

8427

4,51%

17,12%

46)*SXSZSPXEMGE +;L

326

423

29,98%

0,86%

Tabela 1 )RIVKMEGSRWYQMHEITVSHY^MHEERYEPQIRXIEXq½REPHIJIZIVIMVSHI Fonte: baseado na informação de produção diåria disponível no website da REN.


FMFPMSKVE½E

Montaje de Redes de DistribuciĂłn de Agua

â‚Ź 13,36 inclui HIWGSRXS PVP â‚Ź14,84

Autores6EP7jRGLI^'EPZS, Guillermo Castaùón Lión, 1EVuE+MP6SHVuKYI^ ISBN Editora4%6%2-2*3 Número de Påginas Edição

3FVEIQ)WTERLSP Venda online em www.engebook.com

Esta obra oferece uma visão completa sobre a montagem de redes de distribuição de ågua. De uma forma clara, rigorosa e simples, os autores revelam as chaves relativas à organização da montagem de redes de ågua, bem como dos seus equipamentos e tÊcnicas de montagem. Neste livro são abordados aspetos tão diversos e importantes como as IWTIGM½GEp~IWHEQSRXEKIQEQERYXIRpnSEWYETVITEVEpnSIEWJEWIWUYISMRXIKVEQESVKERM^EpnSHSTPERSHI trabalho, a qualidade na montagem, com especial atenção para os aspetos económicos e estratÊgicos. Algumas das questþes abordadas são a documentação tÊcnica e o manual de procedimentos. Esta obra tem tambÊm uma parte dedicada aos equipamentos e tÊcnicas de montagem de redes de distribuição de jKYEITVIWXEIWTIGMEPEXIRpnSEUYIWX~IWVIJIVIRXIWkMHIRXM½GEpnSHIIUYMTEQIRXSWIIPIQIRXSWTEVEEQSRXEKIQ de redes, partindo de planos da instalação. Analisam-se as ferramentas e os meios usados na montagem de redes, e as tÊcnicas de utilização. Hå ainda uma parte destinada aos tipos de uniþes, mÊtodos de soldadura, sistemas de isolamento XqVQMGSTVSXIp~IWHIXYFEKIRWTVSXIpnSGEXzHMGEGEVEXIVuWXMGEWIIUYMTEQIRXSWMRXIVZIRMIRXIWGSQSXYFEKIRWIZjPvulas, depósitos, instrumentos de medida, bombas, grupos de pressão. O livro estå complementado com uma ampla WIPIpnSHIJSXSKVE½EWHIWIRLSWKVj½GSWXEFIPEWIHMEKVEQEWUYIJEGMPMXEQEGSQTVIIRWnSIGSPSGEpnSIQTVjXMGEHE QEXqVMEETVIWIRXEHE,jEMRHEYQGETuXYPSEIRGIVVEVESFVEGSQEFMFPMSKVE½EIRSVQEWHIVIJIVsRGMEMQTVIWGMRHuZIMWTEVETVS½WWMSREMWITEVEXSHSWSWUYIEWTMVEQEHUYMVMVGSQTIXsRGMEWRSWIXSVHETVSHYpnS �ndice: Organización del montaje de redes de distribución de agua. Equipos y tÊcnicas de montaje de redes de distribución de agua. BiblioKVEJuE]RSVQEXMZEHIVIJIVIRGME

&SQFEWHI'EPSV])RIVKuEW6IRSZEFPIWIR)HM½GMSW

â‚Ź 19,46 inclui HIWGSRXS PVP â‚Ź21,62

Autores*VERGMWGS.EZMIV6I]1EVXuRI^, )PS]:IPEWGS+zQI^ ISBN Editora4%6%2-2*3 Número de Påginas Edição

3FVEIQ)WTERLSP Venda online em www.engebook.com

O objetivo deste livro ĂŠ apresentar as diferentes possibilidades existentes na integração das tecnologias baseadas na FSQFEHIGEPSVGSQEWIRIVKMEWVIRSZjZIMW WSPEVXqVQMGEIKISXqVQMGE ETPMGEHEWESWIHMJuGMSW%MRHEUYIIWXIPMZVS GSRXIRLEEWTIXSWXIzVMGSWUYITIVQMXIQIWXEFIPIGIVEWFEWIWTEVEGSRWIKYMVQIPLSVMEWXqGRMGEWE½REPMHEHIHSWEYXSres ĂŠ que seja eminentemente prĂĄtico, introduzindo alguns sistemas reais de integração de energias renovĂĄveis com bombas de calor, assim como as vantagens e conclusĂľes que dele deriva para poder proporcionar ao leitor a informapnSFjWMGERIGIWWjVMEUYITIVQMXEYXMPM^EVIWXEWEPXIVREXMZEWREWMRWXEPEp~IWXqVQMGEWETPMGEHEWESWIHMJuGMSW Ă?ndice: 4VzPSKS)½GMIRGMEIRIVKqXMGEIRPSWIHMJuGMSW0EFSQFEHIGEPSV6IJVMKIVERXIW)PGSTHIYREFSQFEHIGEPSV8MTSWHIFSQFEWHIGEPSV ]WYETPMGEGMzRIRIHM½GMSW)RIVKuEWSPEV)RIVKuEKISXqVQMGE6IGYTIVEGMzRHIIRIVKuEIRWMWXIQEWHIGPMQEXM^EGMzR'SQFMREGMzRHIXIGRSPSKuEWIRIVKuEWSPEVGSQFSQFEHIGEPSV)NIQTPSWTVjGXMGSW&MFPMSKVEJuEĂˆRHMGI%REPuXMGS-RJSVQEGMzRHIJEFVMGERXIW

Instalaciones ElĂŠctricas de Baja TensiĂłn en el Sector Agrario y Agroalimentario

â‚Ź 46,53 inclui HIWGSRXS PVP â‚Ź51,70

Autores.0+EVGuE00YRE7jRGLI^ ISBN Editora192(-46)27% Número de Páginas Edição

3FVEIQ)WTERLSP Venda online em www.engebook.com

100

)WXIPMZVSWYVKIHERIGIWWMHEHIHIWYTVMQMVEJEPXEHIYQPMZVSXqGRMGSIWTIGu½GSUYIWMVZEESWEPYRSWITVS½WWMSREMWHEW vårias engenharias vinculadas com o setor agrågrio, como elemento de ajuda ao desenho de instalaçþes elÊtricas, parte fundamental e sempre presente neste setor. Os temas tratados estruturam a totalidade de uma instalação elÊtrica, começando no ponto de abastecimento de energia na rede pública, passando pela instalação de união, atÊ à instalação recetora. Os autores tiveram um especial cuidado em tratar, de forma equilibrada, a componente teórica com a pråtica em todos os temas do livro. Desse modo, conseguiu-se desenvolver matematicamente o cålculo necessårio para caraterizar os componentes de uma instalação elÊtrica e os seus critÊrios de eleição. �ndice: )PTVS]IGXSIPqGXVMGSIRFENEXIRWMzR'EFPIWIPqGXVMGSW0uRIEWHIHMWXVMFYGMzRIMRWXEPEGMSRIWHIIRPEGI-RWXEPEGMSRIWMRXIVMSVIW%TEVEmenta de maniobra de baja tensión. Protecciones. Seguridad en las instalaciones elÊctricas de baja tensión. Cålculo del alumbrado de interioVIW'jPGYPSHIPEPYQFVEHSHII\XIVMSVIW6IGITXSVIWHIJYIV^EIPQSXSVEWuRGVSRS+VYTSWIPIGXVzKIRSW)RIVKuEWSPEVJSXSZSPXEMGE)NIQTPS HITVS]IGXSIPqGXVMGS)PIGXVM½GEGMzRHIYREGIRXVEPLSVXSJVYXuGSPE-RWXEPEGMSRIWIPqGXVMGEWHIMRXIVqWIRIPWIGXSVEKVSEPMQIRXEVMS1IHMHEHI PEIRIVKuEIPqGXVMGE8EVMJEWIPqGXVMGEW0MROWWIGXSVIPqGXVMGS&MFPMSKVEJuE


FMFPMSKVE½E

Biomasa y Biocombustibles

â‚Ź 31,48 inclui HIWGSRXS PVP â‚Ź34,98

AutoresAl Costa ISBN Editora%1: Número de Páginas Edição

3FVEIQ)WTERLSP Venda online em www.engebook.com

%FMSQEWWEqYQEJSRXIHIIRIVKMEVIRSZjZIPUYISLSQIQYXMPM^ELjQYMXSXIQTS%XYEPQIRXILjTEuWIWGSQSTSV exemplo o Brasil, que utilizam com sucesso fontes vegetais (cana-de-açúcar) para produzir etanol para a automação. )WTERLEXEQFqQIWXjEXVEFEPLEVTEVETVSHY^MVFMSGSQFYWXuZIMWETEVXMVHIVIWuHYSWIRXVISYXVSW2IWXIPMZVSSEYXSV faz um estudo das diversas fontes de biomassa e os seus aproveitamentos energÊticos oferecendo, alÊm disso, uma ZMWnSGSQTPIXEHEWXIGRSPSKMEWYXMPM^EHEWREXVERWJSVQEpnSHEFMSQEWWEIQFMSGSQFYWXuZIP8VEXEXEQFqQSQSHIPS brasileiro de bioetanol, que pode servir de guia para os programas energÊticos espanhóis. %EFSVHEKIQIWXIRHIWIESYXVEWJSRXIWHIIRIVKMEVIRSZjZIMWGSQSLMHVSKqRMSTMPLEWHIGSQFYWXuZIPIRXVISYXVSW AlÊm disso, oferece uma ampla visão das mudanças climåticas do mercado mundial de carbono. ContÊm ainda um glossårio de termos relacionados com a biomassa e inclui a legislação espanhola e internacional sobre este recurso renoZjZIP)WXIPMZVSqHIKVERHIMRXIVIWWITEVESWTVS½WWMSREMWHSWIXSVIQTVIWEWEKVSžSVIWXEMWIQTVIWEWEKVSEPMQIRXEVIW agricultores, fabricantes de equipamentos, cursos de formação e ainda para todos aqueles que se interessem pelo tema. �ndice: Introducción: Importancia de los biocombustibles como fuente energÊtica limpia y renovable. Los biocombustibles. La biomasa como JYIRXIHIFMSGSQFYWXMFPIW 4VSGIWSWHISFXIRGMzRHIFMSGSQFYWXMFPIW 4PERXEWETVSTMEHEWTEVEPE4VSHYGGMzRHIFMSGSQFYWXuZIMW &MSGSQFYWXMFPIWETEVXMVHIFEWYVEW]HIWIGLSW 0EGEyEHIE^GEV +IRIVEGMzRVIRSZEFPIHIIRIVKuE LMHVzKIRS TMPEWHIGSQFYWXMFPI FMSKjW FMSHMIWIPFMSIXERSP )PQIVGEHSHIGEVFSRS)PGEQFMSGPMQjXMGS)PQSHIPSFVEWMPIySHIFMSGSQFYWXMFPIW)WTEyEWYHITIRHIRGMEIRIVKqXMGE] PSWFMSGSQFYWXMFPIW )RIVKuE XMTSW]YRMHEHIWHIQIHMHE +PSWEVMSHIXqVQMRSWVIPEGMSREHSWGSRPEFMSQEWE 0IKMWPEGMzRREGMSREPIMRXIVREcional sobre biomasa.

Proteção de Instalaçþes de Produção ElÊtricas Centralizadas e Descentralizadas

â‚Ź 14,90

AutorManuel dos Santos Delgado ISBN Editora49&0-2(9786-% Número de Páginas Edição

3FVEIQ4SVXYKYsW Venda online em www.engebook.com

Este livro examina diversos problemas ligados à proteção das instalaçþes de produção elÊtricas clåssicas (centrais a GSQFYWXuZIMWJzWWIMWGIRXVEMWRYGPIEVIWŠ IHEWGIRXVEMWHITVSHYpnSUYIYXMPM^EQTVMRGMTEPQIRXIJSRXIWHIIRIVKMEW VIRSZjZIMWISTVMRGuTMSHIGSKIVEpnS2SWWIYWGETuXYPSWWnSI\EQMREHSWXIQEWGSQSRIGIWWMHEHIHITVSXIpnS XMTSWGSQYRWHISGSVVsRGMEWUYIEJIXEQEWMRWXEPEp~IW XEMWGSQSSWGYVXSGMVGYMXSWISYXVSWHIJIMXSW IWXVYXYVEpnS I½PSWS½EHIETPMGEpnSHEWTVSXIp~IWQIHMHEWEXSQEVRSWIKYMQIRXSHEEXYEpnSHEWTVSXIp~IWIWXYHSHETVSXIpnS dos grupos de produção elÊtrica clåssica (centralizada), ligaçþes dos alternadores às redes elÊtricas (consideradas como JEXSVIWHIMRžYsRGMEREIWGSPLEIRESVKERM^EpnSHEWTVSXIp~IWHSWKVYTSWHITVSHYpnSIPqXVMGE HMWXMRpnSHSTSRXS de vista das proteçþes, entre o esquema de ligação direta dos alternadores às redes a MÊdia Tensão e o esquema de ligação indireta à rede a Alta Tensão, delimitação de zonas dos defeitos, proteçþes do rotor, proteçþes do estator, proXIpnSHIXIVVEVIWXVMXETVSXIp~IWGSRXVESWGYVXSGMVGYMXSWIRXVIJEWIWREVIHIGSRXVEWSFVIXIRW~IWGSRXVEYQžY\S I\GIWWMZSGSRXVEYQEHMWWMQIXVMEREVIHIGSRXVESVIXSVRSHITSXsRGMEGSRXVEWSFVIZIPSGMHEHIWGSRXVEJVIUYsRGME I\GIWWMZEGSRXVEQuRMQSHIJVIUYsRGMEIEMRHEGSRXVESIWGSVVIKEQIRXSHSWTzPSW2nSJSVEQIWUYIGMHSWXzTMGSW como a proteção contra a colocação em tensão acidental de um alternador parado fora de tensão, contra defeitos de barramentos, a proteção de reserva dos disjuntores, proteção dos grupos de produção de eletricidade baseados nas energias renovåveis e na cogeração, as condiçþes de ligação desses grupos às redes elÊtricas, bem como as consiHIVEp~IWWSFVISWIWUYIQEWHIPMKEp~IWHSWEPXIVREHSVIWkWVIHIWIPqXVMGEWGSQSJEXSVIWHIMRžYsRGMEREIWGSPLEI na organização das proteçþes nas instalaçþes de produção descentralizada, as proteçþes do rotor, proteçþes contra os curto-circuitos polifåsicos do lado do grupo, contra o efeito de rutura em enrolamentos, contra os defeitos monofåsicos do lado do grupo, contra os defeitos monofåsicos ou polifåsicos do lado da rede, proteçþes contra o retorno HIIRIVKMEEXMZE GSRXVESIJIMXSHIYQHIWIUYMPuFVMSREVIHI GSRXVEEWJEPLEWHSWHMWNYRXSVIWIGSRXVEHIJIMXSWHI barramentos. O autor aborda ainda a adaptação das proteçþes das ligaçþes existentes nas redes de ligação do grupo descentralizado (a proteção de barramentos a MÊdia Tensão e as proteçþes de grupos de socorro e de pequenos alternadores privados). O livro apresenta esquemas de proteção elÊtricos correspondentes a alguns casos de aplicapnSREKIVEpnSHITSXsRGME3PMZVSXIVQMREGSQETsRHMGIWIYQEPMWXEHISFVEWHIVIJIVsRGME �ndice: Objetivo. Consideraçþes gerais. Condiçþes estruturais a respeitar para um bom comportamento funcional das instalaçþes elÊtricas. Aspetos fundamentais na aplicação de proteção nas instalaçþes de produção elÊtricas. Qualidades exigidas das proteçþes e sistemas de proteção. (IPMQMXEpnSHI^SREWHITVSXIpnS4VMRGuTMSHEHYTPETVSXIpnS)WXVYXYVEpnSI½PSWS½EHIETPMGEpnSHEWTVSXIp~IWHEWMRWXEPEp~IWHITVSHYpnS elÊtricas. Medidas a tomar no seguimento da atuação das proteçþes das instalaçþes de produção elÊtricas. Estudo geral da proteção dos grupos de produção elÊtrica centralizada. Estudo geral da proteção dos grupos de produção elÊtrica descentralizada. Grupos de socorro e pequenos alternadores privados. Esquemas de proteção elÊtrica de instalaçþes de produção descentralizada à base de energia clåssica e energia eólica.

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FORMAÇÃO, SEMINÁRIOS E CONFERÊNCIAS Designação

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Manuseamento de Gases Fluorados em Equipamentos de Refrigeração

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Genera

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FEIRAS

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links

The WindPower – Wind Turbines and wind farms database The WindPower – Website com um vasto conjunto de bases de dados sobre parques eólicos, promotores, aerogeradores, fabricantes, entre outros. Para os parques eólicos disponibiliza uma completa base de dados, com quase todos os parques eólicos do QYRHSQETIEHSWKISKVE½GEQIRXI

www.thewindpower.net

SWERA – Solar and Wind Energy Resource Assessment SWERA – Organização ligada à ONU, destinada a fazer o mapeamento HIVIGYVWSWWSPEVIWIIzPMGSWHIXSHSSQYRHSQEWGSQIWTIGMEPJSGSIQTEuWIW em desenvolvimento. O websiteTIVQMXIWIPIGMSREVSTEuWJSVRIGIRHSMQTSVXERXIW informações sobre os recursos energéticos, eólico e solar.

http://en.openei.org/apps/SWERA/

ENF – List of PV solar products ENF – Website de consultora sediada no Reino Unido e China, disponibilizando um vasto conjunto de bases de dados sobre equipamentos e agentes de mercado. Apresenta uma indicação de preços associados aos produtos.

www.enfsolar.com

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Resumo revista "renováveis magazine" 17