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Sábado | 16 de agosto de 2008 | Ano 1 | nº 02 | Tiragem: 200

ALDEIA FECHA RUA DO CENTRO Abertura do Aldeia SESC Guerreiro das Alagoas 2008 movimentou a noite de sexta-feira

Fabrício Alex

| Por Renato Medeiros

Imagem da rua Barão de Alagoas na tarde de ontem

Foi no início da tarde de ontem que o SESC fechou a rua Barão de Alagoas , no centro de Maceió, para os primeiros preparativos da abertura da terceira edição do Aldeia SESC Guerreiro das Alagoas. O Aldeia é um dos projetos de maior abrangência da instituição e promete movimentar por oito dias o cenário cultural da cidade. Apesar do atraso, a estrutura da festa montada

do lado de fora do centro cultural envolveu o público, que desde o início foi recepcionado por artistas circenses em pernas de pau e se deliciou com alguns pratos típicos da culinária regional que foram ofertados. Definitivamente, se nós temos teatro, ontem provamos que ele tem público, que compareceu e se manteve aberto a toda a programação, sorrindo, cantando, dançando e, claro, saboreando. Mas de todas as atividades, Regador foi a que mais teve interação com o público.Vestidos de branco, o grupo pôs em questão a água e sua presença na vida do ser humano. Depois dessa breve intervenção na rua, todos foram convidados a se dirigirem ao teatro Marcos Filipe Sousa Jofre Soares, onde o Técnico de Teatro do SESC, Thiago Sampaio, fez às honras da casa e convidou os presentes a assistirem o vídeo documentário sobre o projeto. Logo em seguida, o Grupo de Estudos Teatrais Orientados – GESTO, do SESC Alagoas, apresentou o exercício cênico Atar, surpreendendo com o seu final inusitado. De volta à rua, foi a vez do Baque Alagoano entrar em cena e trazer os sons da percussão para finalizar o que, afinal de contas, só está começando.

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Renato Medeiros

Nuvens. Mas nem sempre é país, às vezes pode ser uma cidade, às vezes um estado. Esse país existe? Não sei, é um mistério. Fica a cargo de quem está assistindo. Pode ser o seu país ou o país que de outra pessoa. É nesse contexto que vêm as memórias dessa personagem, que podem ser verdadeiras ou não.

| Por Renato Medeiros

Hoje, às 19:30h, o teatro Jofre Soares recebe a peça Nossa Senhora das Nuvens, do Módulo IV da Escola Técnica de Artes da Ufal, com direção de Coco Maldonado. O Rodapé conversou um pouco com Adriana Ferraz, que integra o elenco da peça. Ela nos fala sobre a montagem e sobre a relação que ela tem com o SESC. Adriana tem Licenciatura em Teatro e atualmente faz o curso técnico da Ufal. Ela também ensina teatro e desenvolve trabalhos no centro Cultural SESI. Renato Medeiros: Fale um pouco do Nossa Senhora das Nuvens Adriana Ferraz: O espetáculo é da autoria de um equatoriano. A peça toda mostra memórias da personagem principal, Bruna, no país onde ela foi exilada. Esse país se chama Nossa Senhora das

RM: Qual o seu papel na peça? AF: Eu faço duas personagens, duas memórias da Bruna. Eu faço a Irma, que é a fundadora da cidade; e faço a esposa do maestro da orquestra da cidade. RM: Quais são os outros atores? AF: Elizandra Lucca, Kátia Rúbia. Tem o Cícero e Jorge Schultz como ator convidado. Na formação original era o Carlos Pofírio, mas ele não vai poder participar. Como a peça tem direção tripla, isto é, tem a direção geral da Coco Maldonado, mas é co-dirigido pela Larissa e pelo Jorge Schultz, ele acabou acompanhando todo o processo de montagem e conseguiu substituir o Carlos.

Carlos Alberto Barros (Beto) Ator e diretor alagoano

RM: Hoje será a primeira vez que esse espetáculo é encenado fora dos muros da Ufal. Como anda sua expectativa? AF: Estou tranqüila, sinto frio na barriga, mas com relação a ser dentro ou fora da Ufal, bem, não me importo. O que tá me deixando feliz é saber que vou me apresentar aqui no Aldeia. É que eu já fui estagiária do SESC, mas nunca tinha me apresentado no teatro daqui, por isso tem uma carga emocional maior.

edeiros

Uma expressão visionaria, não pode ser qualquer coisa. Porque todo mundo pode se e x p r e s s a r, m a s d e v e - s e minimamente vislumbra o futuro. Os artistas tem uma percepção diferente, eles utilizam instrumentos da natureza, do cotidiano para transformar, se expressar e visionar. E também por estética.

Renato M edeiros

é quando eu p o s s o transformar o que deu errado na vida real e fazer dar certo. Tr a n s p o r o errado para o certo.

Renato M

Arte pra mim

AF: A montagem durou sete meses. Mas foi porque a Coco estava fazendo pós-graduação em Teatro e tinha que fazer uma monografia que necessitava de um trabalho prático. Esse trabalho foi a direção da peça, que tem como base a pesquisa dela sobre a dramaturgia do ator. Pra ficar pronta, a peça demorou mais tempo do que normalmente é necessário para montar os espetáculos do módulo da Ufal.

Marcos Filipe Sousa

O QUE É ARTE? ves Barbara Este

RM: Como foi o processo de montagem e quanto tempo durou?

A

arte é essencial para o ser humano. Ao m e u v e r, a atividade humana sempre caminha para isso. Pelo menos para mim é u m a p a i x ã o desde... Consigo nem me lembrar desde quando. Natasha Fernanda

Joana Sarquis Estudante de Comunicação Social

02

Estudante de Teatro e Ciências Sociais


SEU JOFRE FALOU seu jofre falou Da água ao batuque

Enquete:

Barbara Esteves

U

m mundo de multilinguagens que interagem com o grande público fazendo um só espetáculo. Esta foi a sensação de quem prestigiou a abertura da Aldeia 2008, onde as apresentações não se limitaram apenas ao espaço físico da instituição, levando às ruas do centro da cidade a cultura em suas várias vertentes. Idealizada pelo estudante de Comunicação Social Udson Araújo, a intervenção artística Regador iniciou a maratona das artes cênicas, com uma belíssima apresentação, que conseguiu interagir com os espectadores de forma direta onde público e atores se tornaram um só. A primeira intervenção utilizando elementos da natureza e do cotidiano foi apresentada em abril de 2007 no FIT (Festival Independente de Teatro). Hoje novos integrantes aderiram a idéia e recriaram uma apresentação que transmite o cotidiano através de elementos como baldes, bacias e regadores, e o elemento natural essencial: a água. Essa mistura proporcionou uma viagem para o mundo, por experiências já vividas. Os personagens mostraram a importância da água representada de forma simbólica através da lavadeira, lavando suas roupas, o tomar banho, matar a cede, mostrando a importância de preservar este bem vital. E este verdadeiro ritual poderá ser prestigiado novamente dentro da programação nos dia 18 e 22 de agosto, às 10h no calçadão do comércio.

DEU A LUCCA

| Por Jacqueline Pinto e Barbara Esteves

Sons alagoanos e africanos

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ma das atrações mais esperadas e requisitadas foi o Grupo Percussivo Baque Alagoano. A apresentação aconteceu na Rua Barão de Alagoas. É a segunda vez que o grupo participa da Aldeia SESC Guerreiro das Alagoas. No ano passado o conjunto comandou o cortejo de abertura da Mostra. Joelle Malta conta que sua entrada no Baque Alagoano foi incentivada através da Aldeia.“No ano passado eu acompanhei o cortejo do Baque Alagoano. Na mesma hora eu pensei, preciso participar deste grupo”, confessa. O conjunto surgiu a partir de uma oficina ministrada pelo músico e artesão Wilson Santos, no Cenarte, em Maceió. H o j e c o n t a c o m c e rc a d e 3 0 componentes. “A idéia era fazer com que o projeto sensibilizasse outras pessoas quanto a importância da cultura popular e afro do nosso Estado e do Nordeste. Assim, começamos a nos reunir periodicamente para concretizar nosso objetivo e a partir dessas reuniões, no mês de abril do ano passado, o grupo foi criado”, conta.

Com que freqüência você prestigia as atrações culturais do SESC?

As perguntas foram feitas para 100 comerciários que estavam almoçando no restaurante SESC Centro no dia 15 de agosto. Entre as respostas obtivemos os seguintes resultados: Uma vez por semana – 2% Uma vez por mês – 14% Outros – 14% Sempre – 22% Raramente – 48%

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Por Elizandra Lucca

A

importância da Crítica nas Artes Cênicas é imprescindível. Sua função analítica, mostra o valor do espectador ter a consciência do que está assistindo, para poder posicionar-se acerca do que vê e sente. Despertar o interesse pelo entendimento do que há no espetáculo especificamente, e nos demais, que se fará interessar posteriormente, por outras críticas bem fundamentadas. Tentar uma definição fixa e taxativa à Crítica Teatral, não é certo, sob a ótica dos estudos que o grupo vem desempenhando. Para nós a crítica tem a função de análise e não de julgamento, porém fechar um conceito ou idéia, sobre a mesma, não seria sensato dentro de uma pesquisa em construção. Os críticos têm um valor indispensável para a produção de espetáculos, assim, atores, diretores da cena deveriam aceitar críticas sobre seu trabalho, no sentido de aprimorá-lo cada vez mais. Pois, pressupõe-se que a crítica, sendo embasada, possa contribuir para o trabalho cênico realizado na cidade e no Estado. Com uma Crítica bem fundamentada teoricamente, o público e os profissionais da área só tendem a ganhar com esse novo cenário apresentado, com uma platéia mais consciente de seu papel de espectador e com certeza passa mais assíduo aos espetáculos, gerando assim, uma melhora nos espetáculos. Existe uma escassez de crítica em Maceió, o que deixa uma lacuna na formação de atores e atrizes, pois, além de não se ter acesso a uma crítica que possa vir a ajudar no desempenho no teatro, também faz com que os profissionais da área não tenham a possibilidade de conviver com a questão da crítica. O cenário atual de críticas em Maceió é realmente pequeno. Não há em nenhum veículo de comunicação atual um espaço dedicado a critica teatral mesmo com sua importância e relevância. Por ser ela um meio de informação para um público leigo, deveria ser mais bem aproveitada, pois que através de sua função informativa, tem ainda a possibilidade de que através dela se faça surgir um novo público, mais consciente e exigente para com a cena teatral da cidade e Estado.


GALERIA GALERIA Barbara E

steves

CURIOSIDADE

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ma figura sempre vista nos corredores culturais do Estado. Ana Maria Silveira Costa participa s e m p re d a s atividades do SESC e hoje foi uma das entrevistadas pelo jornal Rodapé. A dona de casa, que mora no bairro do Santo Eduardo e se desloca para vários arredores culturais, despertou a curiosidade e conversamos com ela sobre sua presença nos diversos eventos e ações do Serviço Social do Comércio. Ana Maria conta que soube da Aldeia através da abertura da exposição do Ateliê Aberto à Comunidade, que aconteceu na última segunda feira 11 } 08. Quando perguntamos o que desperta sua atenção nas atividades culturais, descobrimos que a qualidade e variedade na programação é o diferencial para contarmos com sua presença. A dona de casa conta que vai a mostras, lançamentos e aberturas de exposições. “Participo das atividades porque eu gosto sempre de ficar por dentro das programações da cidade”, explicou.

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RECADO DA MANA* Exibição de vídeos dança Parceria entre o SESC e o festival Dança em foco 19 a 23 de agosto Sessão as 12h30 e 17hs. Compareça! *Técnica Assistente do Áudio Visual. Parceria:

Coordenador ArtísticoCultural: Guilherme Ramos Técnico de Teatro: Thiago Sampaio Estagiário de Teatro: Reginaldo Informativo produzido pelo Serviço Jornalista Responsável: Barbara Social do Comércio de Alagoas - Esteves Mte 1081/AL SESC para o evento Aldeia SESC Planejamento Gráfico e Diagramação: Renato Medeiros Guerreiro das Alagoas 2008 Colaboradores: Barbara Esteves Os textos assinados são de Fabrício Alex Barros responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Jacqueline Pinto Renato Medeiros SESC Alagoas.

expediente

Alice!?, Assossiação Artística Cia. do Chapéu - às 16:00h A Criação do Mundo, Grupo Teatral Riacho do Meio - às 19:30h Teatro SESC Jofre Soares R$ 2,00 + 1 Kg de alimento ou R$ 4,00 s/ o alimento.

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Rodapé | 02 | 2008  

Segundo número do primeiro ano do jornal Rodapé, que tem como objetivo fazer a cobertura dos 9 dias do projeto Aldeia SESC Guerreiro das Ala...

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