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Santos - Ano 18 - setembro / 2012

Reação Química

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Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Fertilizantes de Cubatão, Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, Mongaguá e Itanhaém

Data-base novembro

Seminário em Praia Grande começa a campanha salarial Todo mundo presente na primeira assembleia Diretoria da federação dos químicos no seminário da data-base

Prepare-se para uma das campanhas salariais mais estridentes dos últimos anos e participe das atividades. LEIA NA PÁGINA 7

A primeira assembleia da campanha salarial de novembro definirá as reivindicações que serão encaminhas às empresas. A participação do maior número possível de trabalhadores e trabalhadoras é fundamental.

18 setembro

3ª-feira - 19 horas Sede Santos Avenida Pinheiro Machado, 77

Cipas Presidente do nosso sindicato, Herbert Passos, fala no encontro de cipeiros da Praia Grande

Seminário lamenta estrutura do MTE Os acidentes continuam matando, aleijando e mutilando milhares de trabalhadores. Mas o governo não tem auditores para fiscalizar as condições de trabalho nas empresas. Página 8

Opinião sobre ensino está na página 2

Seguem negociações de 'plr, página 4

Serviço social de qualidade, página 9


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Editorial

Ensino formal versus Ensino técnico Em 1968, o mundo presenciou um grande movimento estudantil. Maio de 68 levou Paris de novo às barricadas, lembrando o lendário anarquista Mikhail Bakunin. No Brasil, muitos confundem as manifestações estudantis de 1969 com todo aquele desenrolar do ano anterior, em várias nações, inclusive nos Estados Unidos. Mas quem viveu nessa época e vivenciou os fatos pode ajudar na recuperação da verdade histórica. Vivíamos sob a ditadura implantada em 1964 e as leis tinham forte influência do dogmatismo de direita. Foi quando o governo militar promoveu uma série de acordos entre o Ministério da Educação (MEC) e a United States Agency for International Development (Usaid). Eram convênios de assistência técnica e cooperação financeira à educação brasileira, desde os cursos primários, hoje chamado ensino fundamental, às faculdades e universidades. O movimento estudantil foi às ruas porque o conhecido acordo Mec Usaid

era extremamente danoso à educação brasileira. Entre outros motivos, por privilegiar o ensino técnico. Os estudantes, que tinham acesso à sociologia e filosofia, matérias valorizadas nas grades curriculares, se levantaram contra a medida. E eles tinham razão. Como acontece até hoje, nos países desenvolvidos, a educação formal precede a técnica, que é apenas complemento da primeira. Lá, todos têm direito à educação formal. O desvio para o ensino meramente técnico 'emburrece' a Nação. As pessoas passam a ter como objetivo apenas um posto de trabalho, na maioria das vezes subalterno. Sem acesso às disciplinas humanas, o povo perde a noção de seus direitos, tornando-se presa fácil do colonialismo econômico e cultural. E fica muito mais vulnerável à exploração. Infelizmente, por conta desse acordo Mec Usaid, contra o qual se levantaram os estudantes, o estímulo à educação técnica permanece enraizado na cultura brasileira. O ensino técnico, em detrimento

da educação formal, paradoxalmente impede que o País desenvolva tecnologias de ponta e lideranças políticas confiáveis. Essa visão canhestra mantém a população num curral, como se fôssemos bois de corte. Não é a toa que o Brasil é o campeão mundial de acidentes do trabalho. Não é também por nada que a nossa política enseje a não participação popular, em tudo favorecendo uma classe dominante encastelada no poder. A grande proteção da elite política e financeira brasileira é resultado do desinteresse, ignorância e falta de participação social dos cidadãos. A esperança derradeira é a importância que os pais dão à formação de seus filhos. Mais do que formar técnicos para a indústria, devemos prepará-los para dirigi-las como gerentes ou diretores. Mais do que barnabés com soldos garantidos pelo estado, nossas crianças e jovens poderão um dia direcionar a sociedade para o lugar que merece.

Herbert Passos, presidente do sindicato: 'Mais do que País do futuro, podemos ser um Brasil do presente. E o ensino formal é a base para o salto'

Emprego

Sindicato propõe sistema do MTE na Praia Grande

"Antecipe as notícias do seu Sindicato, acesse no Facebook Químicos da Baixada Santista e mantenha-se informado na hora das atividades sindicais da nossa categoria e da Força Sindical

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O sistema público de emprego, trabalho e renda, do governo federal, por meio de convênios com as prefeituras, amplia as possibilidades de inclusão social com diversas iniciativas. O presidente do sindicato, Herbert Passos, conversou sobre o projeto com a comissão de emprego de Praia Grande. De início, ele propôs

a transformação da comissão em conselho. Esse seria um primeiro passo para a formalização do convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), como ele já propôs e conseguiu concretizar em Santos. O sindicalista, no entanto, lamenta que a prefeitura santista não aproveite os benefícios, apesar

de já ter recebido local em plenas condições, na Rua João Pessoa, 300, inclusive com verbas para qualificação. Passos pondera que o dinheiro, depositado há quase três anos, não é usado: "Na Praia Grande, será diferente, por reconhecimento do esforço dos trabalhadores e respeito à população".

expediente - www.sindquim.org.br - jornal@sindquim.org.br O Jornal Reação Química é uma publicação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Fertilizantes de Cubatão, Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, Mongaguá e Itanhaém. Sede Social - Avenida Pinheiro Machado, 77, Santos, SP, Cep 11075-001 fone 13-3221-3435 fax 13-3221-1089. Rua Assembleia de Deus, 39, 2º andar, conjunto 202, Cubatão, SP, Cep 11500-040 fone 13-3361-1149. Presidente: Herbert Passos Filho. Diretor Responsável: Jairo Albrecht stiqff@gmail.com Jornalista responsável: Paulo Esteves Passos MTb 12.646 SP. Fotos: Márcio Pires Ribeiro. Diagramação: www.cassiobueno.com.br - Gráfica Diário do Litoral 13-3226-2051 - 6 mil exemplares


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Caged MTE

Rotatividade de mão-de-obra no setor químico achata salários  

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A tabela ao    lado, por sua     vez, mostra a           taxa de rotativi     dade na indús          tria química e      seus segmentos           nos estados bra     sileiros, também           em 2011. Revela      o valor mínimo           observado entre      o total de admis     sões e o total de           desligamentos      anuais, compa          rado ao estoque      médio de cada           ano.      Os desligados           abrangem todos      os desligamen tos sem justa  causa. Ou seja:   estão excluídos os pedidos de demissão, aposentadoria, morte, transfe  rência e justa causa.  O número de trabalhadores de 2011 é uma estimativa. O cálculo foi a  soma do estoque de  trabalhadores em 31 de dezembro da Rais (relação  anual de informações sociais do governo federal) de 2010 e o saldo da mo- vimentação dos admitidos e desligados do Caged 2011.

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Em julho de 2012, a indústria química criou 930 postos de trabalho for               mais. Em julho de 2011, o setor também obteve saldo positivo: 938 postos de  trabalho formais. A diferença, porém, foi de oito posto a menos em 2012.   A tabela abaixo mostra que, em julho de 2012, o salário médio de admis no setor foi 18,1% menor do que o salário de demissão. Outra vez, o efeito são da nefasta rotatividade.     

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Em 2012, a indústria química criou 5.232 postos de trabalho. No mesmo período, o salário médio de admissão foi 18,9% menor do que o salário de demissão, com forme mostra a tabela ao lado.

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Jornal Reação Química

Santos - Ano 18 - setembro • 2012

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PLR

Sindicato segue negociando a participação nos lucros A

diretoria do sindicato mantém sempre ativo o diálogo sobre participação nos lucros ou resultados (plr). Comprometida com os trabalhadores, mas considerando a situação e o momento de cada empresa, a direção busca, anualmente, novas conquistas. Quando não é possível, renovamos o acordo do ano anterior. Aqui, alguns resultados. Vale Em 20 de agosto, o pessoal da Vale recebeu a primeira parcela. Foi fruto de negociação séria do sindicato com a empresa. Todos os funcionários puderam opinar, através de votação individual. Alguns

companheiros enriqueceram a negociação com sugestões e subsídios. Rhodia O diretor Alécio comandou as negociações com a empresa. O consenso foi a distribuição de 1,1 salário bruto aos empregados. Metade foi paga em 14 de agosto. Copebrás O valor pode chegar a 3,6 salários brutos. A primeira parcela foi paga em julho. Columbian O valor pode atingir 3,7 salários brutos. Foi resultado de uma negociação difícil, com muitos lances, onde o sindi-

cato fez valer os direitos dos trabalhadores. Linde Gases Na Linde daqui, ao contrário de outras regiões, sempre avançamos. Agora, garantimos o pagamento mínimo de dois salários normativos a cada trabalhador. Braskem O sindicato encerrou a negociação com a Braskem, em 31 de agosto. E melhorou a 'plr' de 2012 em relação à de 2011. Veja aqui os principais pontos do novo plano. Antes, um esclarecimento sobre a sigla 'ebitda'. Em inglês, 'earnings before interest, taxes, depreciation and

amortization'. Em português, 'lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização'. Um ponto é a meta econômica de 30% dos resultados do 'ebitda' da Braskem Global. E 70% do 'ebitda' da Unipol, Unib e Vinilicos, o que mais nos aproxima da realidade da planta de Cubatão. Como todo ano a meta de 'ebitda' sobe 5%, neste ano, além de não subir, baixou em 4,3% na Braskem Global e 3,3% Brasil, ficando assim estipulado: BRK Global, US$ 2581. BRK Unipol, Unib e Vinilicos Brasil, US$ 2676. O valor a ser distribuído para os trabalhadores teve um avanço de

9% ,em média, acima do distribuído em 2011. Yara Após meses negociando, o sindicato chegou a consenso, com a empresa Yara, sobre a 'plr'. Se o mercado reagir como se espera, á meta será de 3,6 salários. Foram muitas reuniões. A empresa expôs seus planos. O sindicato argumentou com projetos plenamente cabíveis. E assim a meta atingível foi definida. Foi um trabalho difícil do sindicato, que contou com boa fé da empresa, e o resultado deverá ser uma das maiores participações nos lucro e resultados da categoria.

Negociações

Minúcias

Diretoria fiscaliza Sindicato resolve pendências na Bunge 'ppp' na Dow O diretor Carlinhos segue alinhavando os últimos detalhes sobre o 'ppp' dos demitidos da Dow. A documentação estava fragmentada: parte na Dow, parte na Braskem. É um

trabalho minucioso. Requer paciência e insistência, mas o sindicato não abre mão. Vamos encaminhar à empresa a documentação que garante os direitos dos trabalhadores.

Finalmente

O presidente Herbert Passos, o diretor Apipe e a direção da Bunge se reuniram, no sindicato, e chegaram aos seguintes consensos: Periculosidade: Eletricistas e instrumentistas terão os valores incorporados ao

salário a partir de agosto. Vale-alimentação: Serão distribuídos a todos os trabalhadores a partir de janeiro de 2013. PLR: Os trabalhadores receberão os mesmos indicativos de 2012. A primeira

parcela será paga em 22 de setembro. A empresa comprometeu-se a revisar os direitos das gestantes em 2013. Processo da periculosidade: O cronograma de pagamento do passivo a 15 funcionários está quase pronto.

Vale

Acordo na New Ness 'ADC' tem que ser para todos Depois de muita negociação, a empresa finalmente fechou o acordo coletivo, que estava enrolado desde a data-base de 2011. O sindicato precisa que o pessoal perma-

neça atento ao acordo. E avise a diretoria sobre qualquer alteração. Temos que acertar tudo imediatamente, antes que qualquer erro fique irreparável.

O pessoal da antiga Bunge e Mosaic, incorporado à Vale, reivindicou. O presidente Herbert Passos negociou. E todos

agora fazem parte da 'Família ADC', um local aprazível para confraternizações, aniversários e uso da quadra. Nada

'Sindicalize-se'

mais justo. Todos são trabalhadores da mesma empresa e devem usufruir das mesmas possibilidades.


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Jornal Reação Química

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Data-base novembro

Sindicato aplica estudo do Dieese na campanha salarial E

Brasileiro d e G e o g r a f i a e Esta tí st i ca ( I NP C -I B GE). O índice abrange as famílias com renda familiar entre um e cinco salários mínimos. Apresentou variação de 0,43% em julho de 2012, acima do resultado de 0,26% de junho de 2012. Ele engloba as regiões metropolitanas do Rio de Ja-

7,40% 7,30% 6,66%

6,00%

6,18% 6,08%

5,00%

5,63% 5,47% tabela 1

4,97% 4,88% 4,86% 4,90%

5,36%

4,00% 3,00% 2,00% 1,00% 0,00%

0,64% 0,55% 0,42% 0,45% 0,32% 0,57% 0,51% 0,51% 0,39% 0,26% 0,43% 0,18% ago/11

set/11

out/11

nov/11

dez/11

jan/12 Mensal

fev/12

mar/12

abr/12

mai/12

jun/12

jul/12

Doze meses

1)

ICV-DIEESE

neiro, Porto Alegre, Belo HoDesde maio de 2012, os zinhas, contribuíram com rizonte, Recife, São Paulo, alimentos lideram as lideram altas 0,33% a taxa Pelo de julho. Desde maio de 2012, alimentos as altaspara de preços. terceiro mês Belém, Fortaleza, Salvador e de preços. Pelo terceiro mês Também contrubuíram consecutivo, a alta nos preços de alimentos é o maior fator de pressão para oosaumento Curitiba, Distrito Federal e a consecutivo, esses preços gastos com habitação (0,23%) do Índice do Custo de Vida – ICV, calculado pelo DIEESE, que abrange as famílias cidade Goiânia são o maior fator de pressão e saúde (0,28%). com renda média familiar de R$ 1.365,48 e o município de São Paulo. Em julho de Nos últimos 12 meses, o para o aumento do índice do Os equipamentos doméstiíndice apresentou variação de 0,42%, 0,19 ponto percentual (p.p.) maior que a índice foi de 5,36%, acima2012, dos o custo de vida (ICV-Dieese). cos (-0,73%), vestuário (-0,23%) de junho de 2012, que ficou em 0,23%. 12 meses anteriores (4,90%). O índice abrange as famí- e transporte (-0,07%) contrabaEm julho de 2011, ele nãoAsvaascontribuíram altas. Contribuílias renda médiasubiram familiar despesas com com Alimentação 1,11%lançaram e, sozinhas com 0,33 p.p. riou. Ficou em zero. A estima- de R$ 1.365,48 no município ram para redução de 0,04% na para a taxa de julho de 2012. Também pressionaram a inflação os gastos com Habitação tiva acumulada em 12 meses, de São Paulo. Em julho de taxa de julho. (0,23%) e Saúde (0,28%). Em conjunto com os alimentos, os três grupos impactaram a para agosto, é de 5,20%. 2012, ele foi 0,42%. Ou seja: Entre agosto de 2011 e jutaxa de julho de 2012 em 0,42 p.p. Os grupos Equipamento Doméstico (-0,73%), 0,19% maior que a de junho lho de 2012, o ICV-Dieese teve Vestuário (-0,23%) e Transporte (-0,07%) co ntrabalançaram as altas com contribuição de 2012, que ficou em 0,23%. alta de 6,37%. E a estimativa negativa de As – 0,04 p.p. para com a taxaalimende julho dedo 2012. acumulado em 12 meses, despesas tação subiram 1,11%. So- para agosto, é de 6,28%.

Nos últimos 12 meses, de agosto de 2011 a julho de 2012, o ICV Geral do DIEESE

8,00%

7,29% 7,45%

6,79%

6,00%

acumula alta de 6,37%. A estimativa do ICV Geral do DIEESE acumulado em doze

6,24% 6,09% 6,12%

5,83%

5,00%

5,49% 5,37%

5,78%

6,39% 6,37%

4,00% 3,00% 2,00%

INPC-IBGE meses mensal e acumulado em 12 meses. Agosto de 2011 a julho de 2012.

1,32%

1,00% 0,00%

7,00%

Fonte: IBGE mensal e acumulado em 12 meses, na cidade Elaboração: Diesse DIEESE Nota: Base Dezembro de 1993. de São Paulo, entre agosto de 2011 e julho de 2012

ste é um subsídio às negociações dos sindicatos da Secretaria Nacional dos Setores Químicos (SNQ), produzido pelo Dieese Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. São informações do próprio Dieese, com base no índice nacional de preços ao consumidor, do Instituto

7,00%

8,00%

0,39% ago/11

0,69%

set/11

0,31% 0,52% 0,50%

out/11

nov/11

dez/11

jan/12 Mensal

0,13% fev/12

0,59% 0,68% 0,43% 0,23% 0,42%

mar/12

abr/12

mai/12

jun/12

jul/12

Doze meses

A variação anual de julho de 2012 do custo dos Serviços Públicos no município de São Indústriae estrato: Comércioa Eletricidade Serviços Total aumento Paulo paraOo maior Estrato Geral foi de Variação 2,37%. Para o mesmo período real de 2011, segundo o % % % % variou -0,91%; a Água e Esgoto 6,83%; o Gás de Rua 10,49%; o Gás de Botijão 2,93% estudo, foi de 9,37%. E a Acima do INPC-IBGE 90,7 97,3 78,8 87,7 e as Tarifas variaram 1,92%. maiorTelefônicas perda real foi de Mais de 5% acima 0,6 0,9 3,4 1,6 3,93%. Ambos no setor De 4,01% a 5% acima 2,0 0,9 0,8 1,4 de serviços. aumento A variação anual doO custo do Transporte Paulo de julho De 3,01%Coletivo a 4% acimano município 9,0 de São 2,7 4,2 6,4 médio foi de 1,38% de 2012real para o Estrato Geral foi de 2,02%. Para o mesmo período e estrato: o Metrô De 2,01% a 3% acima 19,5 22,3 5,1 15,1 acima do INPC-IBGE. De 1,01% a 2% acima 39,0 46,4 23,7 35,0 variou 3,54%; o Ônibuso maior 1,90%; o Ônibus Comum 0,00%; o Ônibus Escolar 9,26%; o Na indústria, De 0,01% a 1% acima 41,5de 28,2 Ônibus aumento Intermunicipal o Ônibus Interestadual 10,08%,20,6 enquanto24,1 que o Trem real foi 5,98%; de Igual ao INPC-IBGE 6,8 1,8 9,3 6,8 6,29%. A maior perda Subúrbio variou 3,45%. De 0,01% a 1% abaixo 1,7 0,9 10,6 4,6 real foi de 2,32%. O De 1,01% a 2% abaixo 0,3 0,8 0,4 aumento real médio na TABELA 1 indústria foi de 1,54% 2,01% a Públicos: 3% abaixo Acumulado 0,6 0,3 ICV-DIEESE por Estrato eDe Serviços em Doze Meses acima do INPC-IBGE. De 3,01% a 4% abaixo 0,4 0,1 Município de São Paulo - Agosto de 2011 a Julho de -2012 De 4,01% a 5% abaixo Mais de 5% abaixo Abaixo do INPC-IBGE 2,5 0,9 11,9 5,4 Distribuição dos reajustes salariais, Total 100,0 100,0 100,0 100,0

em comparação com o INPC-IBGE, por setor, em 2011

Fonte: DIEESE. SAS-DIEESE - Sistema de Acompanhamento de Salários Obs.: Foram considerados somente os reajustes salariais das unidades de negociação com registro em todos os anos das série

Doze meses (jul/12) Estrato Estrato 1 Estrato 2 Estrato 3 Geral GRÁFICO 2 2,37 e Acumulado 2,65 em Doze2,52 2,27 Serviços Públicos ICV-DIEESE Geral: Mensal Meses Município de São Paulo Agosto de 2011 a Julho de 2012 -0,91 -0,91 -0,91 -0,91 Eletricidade 6,83 6,83 6,83 6,83 Água e Esgoto de subsídios às negociações coletivas 10,49 – Número 3 –10,49 Agosto de 2012 10,49 10,49 GásBoletim de Rua 2,93 2,93 2,93 2,93 Gás de Botijão 1,92 1,92 1,92 1,92 Tarifas Telefônicas 2,02 2,80 1,75 1,75 Transporte Coletivo 3,54 3,55 3,54 3,55 Metrô 1,90 2,77 1,49 1,63 Ônibus 0,00 0,00 0,00 0,00 Ônibus Comum 9,26 9,26 9,26 9,26 Ônibus Escolar 5,98 5,98 5,98 5,98 Ônibus Intermunicipal 10,08 10,08 10,08 10,08 Ônibus Interestadual 3,45 3,45 3,45 3,45 Trem de Subúrbio

para agosto de 2012 é de 6,28%.

Itens

2

Fonte: DIEESE Notas: Base Junho de 1996. ICV Geral - Renda média familiar de R$ 1.365,48. ICV Estrato 1 - Renda média familiar de R$ 377,49. ICV Estrato 2 _ Renda média familiar de R$ 934,17. ICV Estrato 3 - Renda média familiar de R$ 2.792,90.

TABELA 3 Dieese por estratosalariais, e serviços públicos. Distribuição dos reajustes em comparação comAcumulado o INPC-IBGE, por setor em 12 meses, no município de São Paulo, entre Brasil (ou UF*), 2011

agosto de 2011 e julho de 2012

A variação anual de julho de 2012 do custo dos serviços públicos no município de São Paulo para o estrato geral foi de 2,37%, segundo o Dieese. Nesse mesmo período e estrato, a eletricidade variou -0,91%. Água e esgoto variaram 6,83%. Gás de rua,

O maior aumento real computado pelo estudo foi de 9,37% em 2011. Já a maior perda real registrada foi de 3,93%. Ambos foram observados no setor de serviços. E o

10,49%. Gás de botijão, 2,93%. Tarifas telefônicas, 1,92%. A variação do custo do transporte foi de 2,02%. Metrô: 3,54%. Ônibus: 1,90%. Ônibus comum: 0%. Escolar: 9,26%. Intermunicipal: 5,98%. Interestadual: 10,08%. Trem de subúrbio: 3,45%.


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Sindicalismo

Acidente ocorre com inexperientes ou não O

s acidentes ocorrem, geralmente, em duas ocasiões. Primeiro, com pessoas de pouquíssima ou nenhuma experiência. Segundo, com os experientes demais, que se tornam destemidos. A conclusão é do chefe

da Fundacentro de Campinas, Álvaro César Ruas. Ele participou, recentemente, do segundo fórum em memória das vítimas de acidentes de trabalho, em Guarulhos. O evento, no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), investigou os

acidentes pelo método conhecido como 'árvores de causas'. Os participantes tomaram como exemplo dois acidentes. Um em manutenção de painel elétrico, com dois trabalhadores acidentados. E um, fatal, na fabricação de madeira laminada.

Copebrás

Interditada área de fertilizantes O presidente Herbert Passos, o secretário Figueiredo e o diretor Marco Antônio estiveram na Copebrás para tratar de vários assuntos. Entre eles, os turnos. E, mais importante, o plano de recupe-

ração da área de fertilizantes, condenada e parcialmente interditada pelo Sindicato. O sindicato monitora o plano, que começa por colocar na linha a empresa que presta serviços a Wilson

Sons. Não aceitamos a falta de respeito com a segurança e meio ambiente. As situações de risco vinham se multiplicando. A terceirização sem a a cultura da indústria química não vingará.

Assembleia

Segurança é prioridade nas máquinas injetoras O acordo coletivo de trabalho no setor de plásticos foi aprovado em assembleia

do sindicato. Ele foca principalmente a segurança e propicia condições de financia-

mentos para as empresas. Desde que sigam as normas de segurança.

Segurança

Fiscalização da NR 13: White I, II e Vale CCB A fiscalização orientou A White Martins, plantas I e II, a anexar a documentação dos cursos de reciclagem dos operadores à pasta funcional. A empresa ficou de reme-

diar as pastas para a próxima auditoria sindical. Vale CCB Na Vale CCB, relatórios feitos eletronicamente não estavam nas pastas. Os

prontuários técnicos e pessoais estão com informações divididas: parte no RH, parte na operação. A empresa ficou de remediar as pastas para a próxima auditoria sindical.

CBT

Vale não dava casaco

Parece piada, de mau gosto, é claro. Mas estavam enrolando para fornecer os casacos do uniforme, na Vale, ao pessoal da antiga Mosaic,

hoje CBT ou CUB 4. Faziam o pessoal se sentir discriminado. Assim que soube, a diretoria do sindicato interveio e resolveu o problema.

Ufa!

Litoral Coque deu trabalho

Essa empresa deu trabalho ao sindicato. Só depois de muito lutar renovamos o acordo de turno com o adicional que queríamos. Acaba-

mos garantindo um mínimo de um salário normativo de 'plr' para todos. Agora, negociamos o plano de saúde e odontológico.

Vale

Prevenção às drogas Drogas líticas e ilícitas. Assunto polêmico, difícil, que precisa ser encarado de frente. A Vale Fertilizantes aceitou o desafio. E fez uma reunião com representantes da maioria dos sindicatos de sua base.

A empresa submeteu um projeto aos sindicalistas, que não é igual a tantos outros por aí, normalmente apoiados apenas em divulgação. Ele tem pontos positivos e o sindicato apoia a iniciativa.


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data-base novembro

Participe da Campanha salarial e lute M

omento econômico nacional e mundial. Diagnóstico do setor químico. Discussão e deliberação da pré-pauta de reivindicações. Estratégias de negociação. Reforma da CLT. Esses e outros assuntos foram tratados no seminário de negociação coletiva da Federação dos Trabalhadores na Indústria Química e Farmacêutica de São Paulo (Fequimfar). Foi em 28 e 29 de agosto, na Praia Grande. O presidente Herbert Passos participou da abertura. E lá ficaram os diretores Marco Antônio, Gil-

son e Apipe, com companheiros de todo o estado, além de Minas e Rio Grande do Sul. As lógicas do mercado também foram abordadas, além de temas como aviso prévio, calendário de atividades, comissão de negociação, materiais de divulgação e comunicação. Também presentes Sérgio Luiz Leite, presidente da Fequimfar, Danilo Pereira da Silva, vice-presidente, Edson Dias Bicalho, secretário-geral, Jurandir Pedro de Souza, tesoureiro, e Antônio Silvan Oliveira, presidente da CNTQ.

Justiça

STJ reconhece a desaposentadoria O Superior Tribunal de Justiça mais uma vez favoreceu um aposentado que continua na ativa. Ele conseguiu sair da condição de beneficiário do INSS e obteve nova aposentadoria. O STJ concedeu ao assalariado, do Paraná, o direito de contar os quatro anos que continuou trabalhando, mesmo após ter se aposentado proporcionalmente. Desde 2007, o STJ tem dado resultados favoráveis para os aposentados que querem englobar as contribuições feitas após conquistar a aposentadoria. Foi a primeira vez que se usou o termo 'desaposentadoria'. O beneficiado abriu mão da condição de aposentado e pediu novo benefício,

contando as últimas contribuições. O termo antes era 'renúncia'. Essas decisões reforçam o debate adiado pelo Superior Tribunal Federal para os próximos dias, relativo ao processo de contar as últimas contribuições para os aposentados que ainda estão na ativa. O nosso associado que quiser saber mais detalhes, para dar entrada na 'desaposentadoria', deve consultar o diretor Carlinhos ou o advogado Pardal. Importante: se você recebeu ou receber carta de desconhecido, querendo ajudá-lo, tome cuidado. Teve companheiro que caiu nessa história e se arrependeu.

Diretores Gilson e Apip em destaque no seminário da federação

TST

Plantão telefônico tem remuneração

O Tribunal Superior do Trabalho decidiu: o trabalhador que fica à disposição do empregador por meio do celular tem direito a remuneração extra pelas horas de sobreaviso. Trata-se de precedente, pois o TST já havia se pronunciado e editado súmula afirmando que portar telefone celular (próprio ou da empresa) não era suficien-

te para caracterizar plantão. O caso que gerou alteração ocorreu com o funcionário de uma empresa gaúcha que era obrigado portar celular, diuturnamente, inclusive nos finais de semana e feriados, para supervisionar o estoque. O TST concluiu que suas folgas foram cerceadas. Mesmo em casa, o trabalha-

dor poderia ser chamado a qualquer momento. Em setembro, o TST deverá rediscutir a chamada súmula do celular. Segundo a súmula, portar bipes, 'pagers' ou telefones do empregador não caracteriza o sobreaviso: "... o empregado não permanece em sua residência aguardando a convocação para o serviço".

Copebrás

Assembleia definirá turno Mais uma vez, o sindicato fez assembleia para informar, ao pessoal de turno, a proposta da Copebrás para

novo acordo. Já é a terceira. Mas é assim mesmo. A negociação tem sido constante e as exi-

gências do sindicato, muitas. A resposta final dos trabalhadores será na votação de 5 e 6 de setembro.

Gases

Negociando com a Linde Em agosto, o sindicato negociou vários assuntos com a Linde Gases. O primeiro passo foi a coleta das propostas, amplamente debatidas com o sindicato. Agora, de forma mais ma-

dura, os diretores Gilson, Eduardo e um companheiro da Cut foram recebidos pela empresa. Começamos, assim, uma nova etapa de conversação, de nível mais elevado. Esse

fórum debaterá assuntos de interesse mutuo. A empresa indicará, já em setembro, o primeiro tema. A diretoria do sindicato espera que a negociação evolua, em prol das duas partes.


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Cipas

Seminário lamenta estrutura do MTE

Edson Bicalho, secretário-geral da federação dos químicos, na abertura do seminário

Silvan, presidente da confederação, Danilo presidente da ForçaSP e Sérgio Leite, presidente da federação

"

Os acidentes continuam matando, aleijando e mutilando milhares de trabalhadores. Mas o governo não tem auditores para fiscalizar as condições de trabalho nas empresas". São palavras do nosso

João Scadolli, diretor de segurança da federação presidente, Herbert Passos, ditas no II Encontro Estadual de Cipas e Sesmt (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) do Setor Químico, em Praia Grande, de 23 a 25 de agosto.

Do evento, participaram autoridades como o superintendente regional do Ministério do Trabalho e Emprego (SP), José Roberto Melo, e o secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho, Carlos André Ortiz.

Confirme

Você vai ao churrasco? Se você vai ao churrasco do sindicato, em 29 de setembro, sábado, das 12 às 16 horas, confirme já. Os aposentados podem dar um pulinho na sede ou telefonar para 3221-3435 e 3221-3436. O pessoal da ativa deve procurar os diretores de base

ou ligar para os mesmos números. A diretoria precisa dessa confirmação, até 14 de setembro, para projetar o consumo e recepcionar bem a categoria. A festa será no Educandário Santista, na Avenida Conselheiro Nébias, 680, Boqueirão, Santos. O convite é

individual, sem custo, com bebida e alimentação à vontade. É para os companheiros e companheiras de todas as fábricas, com sorteio de brindes. A diretoria pede que cada um leve um quilo de alimento não perecível, para benemerência.

Lá estava o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), Sérgio Luiz Leite. E o presidente estadual da Força Sindical, Danilo Pereira da Silva.

Mais de 700 sindicalistas e trabalhadores químicos, representantes de empresas, técnicos e especialistas debateram em profundidade um assunto polêmico: a falta de estrutura do Ministério do Trabalho.


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Assistência

Serviço social do sindicato tem qualidade e quantidade A

lém das campanhas salariais e das lutas diárias por melhores condições de vida e trabalho, o sindicato presta outro relevante serviço à categoria: a promoção social. O assistencialismo, como alguns dizem de forma pejorativa, na verdade promove iniciativas que naturalmente caberiam aos governos federal, estadual e municipal.

O transporte de associados entre hospitais e clínicas do estado inteiro, por exemplo, é um dos serviços mais requisitados por aposentados e até pessoal da ativa. Apenas no primeiro semestre, foram mais de 100 remoções, além de 66 atendimentos como empréstimos de cadeiras de rodas, muletas etc.

Remoções para hospitais de São Paulo são serviços bastante requisitados

Força

Nós lá

AL debate terceirização

Passos coordena a central FS regional A Força Sindical é a central de maior representação na Baixada Santista. Alcança quase 50% dos trabalhadores, com 26 sindicatos filiados na região. O presidente do nosso sindicato, Herbert Passos, é o coordenador regional da FS. Para atingir essa abrangência, foi preciso suar muita camisa. Passos vive articulando e presidindo reuniões regionais da central. A mais recente foi no Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, em dia tal de agosto. Lá estiveram, entre outros,

o diretor regional da Secretaria de Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Márcio Miorim, além de presidentes e diretores de vários sindicatos.

Outra presença importante foi o secretário estadual da FS e presidente paulista do Sindicato Nacional dos Aposentados, Peninha Nome Sobrenome.

Principais sindicalistas da região unidos na central que mais cresce no país

Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, atenta a problemas dos trabalhadores A defesa dos trabalhadores ameaçados pela terceirização foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, em 16 de agosto. Nossos diretores Carlinhos e Valadares estiveram lá.

Apresentaram e trouxeram subsídios à luta. A terceirização é prática odiosa, onde trabalhadores com a mesma função, no mesmo local, são tratados com diferenças cada vez maiores.

Herbert Passos e Márcio Miorim na mais recente reunião da FS regional

Peninha, secretário da FS, e Herbert, falando sobre aposentados


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Aproveite

Mais bons convênios O sindicato segue com novos convênios. Se você quiser incluir um estabelecimento comercial, educacional, de saúde, lazer, entretenimento,

Golpes

Cuidado com banco 'online'

A tecnologia facilita o pagamento de contas e outros serviços bancários pela internet. A tranquilidade acaba com as filas e seus inúmeros inconvenientes. Mas ela trouxe também um grande perigo: o dos golpes 'online'. Se o cliente seguir algumas dicas, evitará prejuízos e dores de cabeça. Veja esta matéria, completa, no nosso site: www. sindquim.org.br

o que for, mande um e-mail para a diretoria. Ou ligue 3221-3435. Fale com o diretor Luciano Valadares, responsável pelos convênios.

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DENUNCIE SUA EMPRESA

O Sindicato mantém um serviço permanente para apurar irregularidades nas empresas. Qualquer companheiro do pólo pode fazer sua denúncia sem qualquer receio.

NÃO É NECESSÁRIO SE IDENTIFICAR. O contato pode ser feito por:

CARTA: Envie pelo correio ou passe e deixe em nossa sede. SEDE CUBATÃO: R. Assembléia de Deus 39 / 2ºandar, cj 202. SEDE SANTOS: Av. Senador Pinheiro Machado 77. EMAIL: sindquim@sindquim.org.br FACEBOOK:http://pt-br.facebook.com/quimicos.dabaixadasantista TELEFONE: (13) 3221-3435 / (13) 3361-1149; OU CONTATE QUALQUER DIRETOR DE BASE.


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Solidariedade

Greve em farmácias repercute na praça D

irigentes de dezenas de sindicatos participaram de ato público, na manhã de 21 de agosto, na Praça Mauá, Centro de Santos, em solidariedade à greve dos empregados de farmácias. O presidente do Sindicato dos Práticos de Farmácia e Empregados no Comércio de Drogas, Medicamentos e Produtos Farmacêuticos (Sinprafarmas), Jaime Porto, liderou o movimento. Segundo ele, oito estabelecimentos dos centros de San-

tos e São Vicente sofreram os efeitos da paralisação: "O prejuízo é a única linguagem que os empresários entendem para nos ouvir". A Força Sindical regional mobilizou diversos sindicatos, entre eles o nosso, o dos trabalhadores na construção civil e rodoviários, além de dezenas de aposentados. Jaime Porto considera que o movimento conseguiu seu objetivo e poderá ser retomado: "Foram algumas horas de paralisação, como alerta.

Praça Mauá foi palco de importante manifestação da Força Sindical em defesa dos empregados de farmácias da região

Se necessário, faremos novo movimento". Entre as reivindicações da categoria, um dos direitos básicos de qualquer assalariado: pagamento das horas

Crônica

Reverso da moeda Por Luciano Valadares Barulhos, ar pesado, agitação total. Uma cidade que não para de crescer. A cada dia o progresso se apresenta e mostra cara nova. Seus governantes a mostram como 'maravilhosa'. Tudo para eles funciona bem, tudo é lindo. Uma cidade que se mostra bela. Como uma moeda que tem cara. Mais a coroa ninguém mostra. Se caminharmos em suas ruas e avenidas, veremos o reverso da moeda. É só descer a Baixada do Glicério e nos deparamos com a degradação humana. Corpos a andar sem precisão, corpos que vivem sem saber por quê! Caminham e se dirigem ao nada. Jovens, adultos, idosos e até crianças. Cheiram, fumam, fingem que

vivem. Corpos jogados, adubando o asfalto. Escoando pelo bueiro, o que restou do ser humano. Vida? Morte? Nada! Absolutamente nada. O tratamento precisa ser feito. Naqueles que se dizem seres humanos. Tratamento precisa ser feito. Naqueles que se dizem governantes. Nada de paliativo. Nada de faz de conta. Nem o pior dos animais vive tal situação. É um constrangimento (para eles) quando voltam dessa viagem de horror. É um constrangimento para a sociedade. Que passa ao largo, com asco, sem olhar. Sem entender que poderia ser um parente. Um filho ou amigo, um dia em tal situação. O que não fazemos hoje pode de alguma forma nos afe-

Baixada do Glicério, Sampa tar amanhã. Tal degradação não se pode viver. Somos imagem e semelhança de Deus. E o que vemos na Baixada do Glicério? É o inferno representado por algo,menos ser humano. É o reverso da moeda de uma sociedade que esconde seu lixo. Debaixo de um viaduto.

trabalhadas aos domingos e feriados como extras. Mais: vale-refeição por dia trabalhado e 'plr'. O coordenador regional da FS e presidente do nosso sin-

dicato, Herbert Passos, falou sobre a manifestação: “Hoje são os companheiros de farmácias que precisam da nossa ajuda. Amanhã, poderá ser outra categoria".

Na praça

Homenagem a Getúlio Vargas Getúlio Vargas suicidou-se em 24 de agosto de 1954. Em carta, disse que deixava a vida para entrar na história. Não precisava disso, pois, na história, estaria de qualquer forma. Foi bacharel de Direito, deputado estadual, deputado federal, governador do Rio Grande do Sul, ministro da Fazenda e presidente da República. Destacou-se com a implantação da CLT. Desde sua morte, Getúlio é homenageado, em 24 de agosto, pelo Brasil afora, inclusive em Santos, onde

dezenas de admiradores o veneram, em seu busto, na Praça dos Andradas. Nosso sindicato esteve lá.


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Cubatão

Sede do sindicato completa 20 anos M

uitas campanhas salariais e lutas específicas da categoria tiveram como palco a sede do sindicato, em Cubatão, que completa 20 anos em dia tal de setembro. Ela tem o nome de Cláudio José Ribeiro, em homenagem ao saudoso fundador e primeiro presidente do sindicato, militante histórico do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Claudio foi uma principais lideranças sindicais anteriores ao golpe de 1964 e vereador da primeira legislatura de Cubatão, cassado por defender seus ideais políticos. Liderou uma das maiores greves da Baixada Santista,

foi preso e torturado pela ditadura. Ele dá nome à sede para ninguém esquecer suas lutas, que nos levaram ao patamar de hoje. Durante esses anos, a sede também serviu aos interesses da população, abrigando campanhas de saúde como a de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Por meio dela, a diretoria e a categoria participaram e ainda participam de conselhos municipais e do Conselho Interministerial de Saúde do Trabalhador (Cist). Em atividades religiosas como a Marcha para Jesus, a sede também teve papel destacado, tornando-se importante marco da história recente de Cubatão.

Cláudio José Ribeiro, fundador e primeiro presidente do sindicato e vereador da primeira legislatura de Cubatão

Solidariedade

Eleita diretoria do pessoal de edifícios

Aposentados

Sindnap tem canal de tevê O Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical (Sindnap) disponibilizou, em 7 de agosto, um canal de televisão para o segmento. A TV dos Aposentados é integrada ao site, reformulado, e veicula matérias televisivas sobre as lutas do sindicato por melhores condições de vida e de renda aos aposentados e pensionistas. Ela divulga também repor-

tagens sobre o envelhecimento saudável e recomendações para os 21 milhões de idosos brasileiros, além de entrevistas, manifestações e eventos comemorativos. Recados da diretoria e debates fazem parte da programação, que pode ser produzida por terceiros ou por diretores e funcionários das sedes e subsedes espalhadas pelo país.

Presidente Herbert Passos e diretores do sindicato colaboraram com a eleição dos trabalhadores em edifícios de São Vicente

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios de São Vicente convidou nosso presidente, Herbert Passos, para atuar

na eleição de agosto. Ele acompanhou a votação, presenciou a abertura das urnas, contou os votos e anunciou o resultado. E,

agora, está à disposição para ajudar nas lutas da categoria por melhores salários e condições de trabalho.


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