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Sindipetro Litoral Paulista Eleição em abril 9 a 27 nas plataformas 16 a 27 em Caraguá

23 a 27

demais locais

(ativos, aposentados e pensionistas)

Mandato de 2012 a 2015

• Quantos

Publicação da Chapa 2 • Sindipetro Litoral Paulista • Nº 2 – 19 abril 2012 – 5ª-feira

• Esparrela

Coordenador muito valente

Colégio eleitoral O Aposentados................... Sede 8 às 18h..... 1469

Pensionistas.................... Sede 8 às 18h....... 441 Aposentados e pensionistas de .............. Sede 8 às 17h....... 305 São Sebastião RPBC........................................................... 1005 Alemoa........................................................... 138 Pilões................................................................ 42 Tebar.............................................................. 170 Prédios............................................................. 83 Plataforma Merluza.......................................... 35 Plataforma Mexilhão......................................... 88 UTGCA............................................................. 94 TOTAL.......................................................... 3870

atual coordenador do sindicato está fora de controle. Ele quis bater em dois aposentados. Um é diretor do Dap. O outro, um colaborador. Parrela agrediu-os com palavrões impublicáveis e cuspiu no rosto do colaborador. Tudo está documentado. As agressões não pararam por aí. Na sexta-feira 13, convocaram todos

Leia, na página 2, a papagaiada violenta do coordenador do sindicato contra dois aposentados

os diretores para reunião, na segunda-feira (16). A pauta incluiu a substituição do diretor do Dap Antônio Spósito e do diretor financeiro do sindicato, Jair Serra. Sempre houve transparência na tesouraria, que vai muito bem. O resultado da reunião obrigou os dois companheiros a entrarem com pedidos de liminar na Justiça.

• Abuso

Uso da máquina do sindicato na eleição A foto mostra muito bem como os carros do sindicato são usados pela chapa 1. Vários associados já reclamaram, mas ninguém tomou providências. Até quando?


• Covardia

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Esparrela violenta

E

sparrela, segundo o Dicionário Houaiss, substantivo feminino, é um ‘tipo de armadilha de caça’. Por derivação, no sentido figurado, é ‘logro’, ‘peça’. O dicionário cita a expressão ‘armar uma esparrela para alguém’. Pois foi isso que fez o nosso ‘esparrela’, ou melhor, (Ademir Gomes) Parrela, coordenador do sindicato. No vigor de seus 51 anos de idade, de forma covarde, ele agrediu física e moralmente um aposentado e ex-diretor do sindicato, companheiro de muitas lutas. Foi em 10 de abril, no final da manhã de terça-feira, em pleno sindicato, na frente de testemunhas, quando se descontrolou ninguém sabe o porquê, sem mais nem menos. Primeiro, o ‘esparrela’ xingou o companheiro. Não contente, cuspiu em seu rosto. E, para terminar a covarde agressão, empur-

Xingamentos, palavrões, empurrões, truculência, ameaças... É a campanha do ‘Esparrela’

rou-o sobre umas cadeiras. Detalhe: o aposentado é septuagenário. A maioria de seu tempo de vida, dedicou às lutas da categoria. Mas, como tem boa saúde, revidou a cusparada. E foi defendido pela turma do ‘deixa disso’. A vítima e a chapa 2 fizeram boletins de ocorrência porque ‘esparrela’ transformou a eleição de um dos sindicatos mais importantes do País em caso de polícia. E não vamos tolerar novas covardias e agressões baratas. Um companheiro da chapa 2 também foi atingido verbalmente por esparrela. O doidivanas o chamou de ladrão. A pressão arterial do oposicionista foi a 18 por dez e ele precisou ser atendido no pronto-socorro. Outros companheiros da chapa 2 também foram xingados pelo destemperado coordenador.

• Apoio

Antes de agredir nosso colaborador e aumentar a pressão arterial de um aposentado, que foi atendido no pronto-socorro, ‘Esparrela’ e seus amigos usaram veículos do sindicato para distribuir material da chapa 1

Aposentados e pensionista, na porta do Sindipetro, em apoio aos companheiros agredidos, no salão de jogos, pelo desequilibrado coordenador do sindicato

Expediente Publicação da Chapa 2, no Sindipetro Litoral Paulista. Coordenador: Rivaldo Ramos. Redação: Paulo Passos MTb 12646 SP. Projeto gráfico e diagramação: Renato Cássio cassiobueno.com.br . Impressão: Diário do Litoral (13) 3226-2051. 6 mil exemplares.


• ABCP

Fundo de mobilização

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• Demorou

é instrumento de luta Moralizar o Aprovado em assembleia de 1991, hoje o fundo de solidariedade é totalmente independente do sindicato Antes desse fundo, os demitidos ou punidos com suspensão ficavam na dependência da ajuda voluntária dos companheiros de trabalho, como aconteceu no golpe de 1964 e na greve de 1990. A partir de 1991, todo sindicalizado tem direito de receber sua remuneração, com todos os adicionais fixos, desde a punição até o final da demanda, seja por acordo ou judicialmente. Com base no regulamento, alguns demitidos na greve de 1990, entre eles Erasmo e Eduardo, utilizaram o fundo de mobilização. Na greve de 1995, 16 demitidos foram financiados até a anistia de 2004. Os valores foram devolvidos em duas parcelas. Na primeira, nove demitidos devolveram. Na segunda, saldo da primeira, só dois devolveram (Eduardo Genner Osório e Mário Antônio Rodrigues). O patrimônio do

fundo é hoje de R$ 5 milhões e 817 mil, além de juros e correções dos que não devolveram o dinheiro da anistia, já condenados pela Justiça. Funcionamento A obrigação do beneficiário é pagar a dívida com o fundo. Se o valor recebido da anistia for maior que a dívida, ela tem que ser quitada totalmente. Caso o valor líquido recebido da empresa seja inferior ao total de sua dívida, o saldo restante será considerado quitado, desde que encerrada a demanda, conforme decisão da assembleia de 14 de junho de 2010. Se o demitido não for reintegrado e não receber nenhum dinheiro da empresa, sua dívida será convertida em benefício quitado. O fundo garante que ninguém ficará desassistido financeiramente.

Nunca desista. Lute!

Sindipetro A safadeza é muito grande e os petroleiros sindicalizados pagam mensalidade para ser enganados. A FUP não esconde o jogo e defende as propostas da empresa, sem aumento real, desde o início do governo Lula. Alguns dirigentes da FNP, por outro lado, fazem jogo duplo. São contra as propostas da empresa, mas não avançam na organização da categoria. São eternos negociadores, que só conseguem quinquilharias. É preciso mudar. E você é que vai decidir. Nosso sindicato sempre foi referência nacional. E continuará sendo, com a vitória da chapa 2.

• Na área

Militância da chapa 2 trabalha o dia inteiro, nas áreas da Petrobras, em busca de votos para o Sindipetro voltar a ser a tradicional casa de lutas da categoria


• Enganação

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• Mais esta

manipularam a assembleia Após ter abortado a greve, mentindo para a categoria, faltava apenas manipular a assembleia de decisão. E foi o que aconteceu. Antes da votação, o coordenador falou por mais de 50 minutos. Com o longo discurso, ele esvaziou a assembleia. Primeiro, saíram os mais velhos. Depois, houve distribuição de credenciais para votantes não associados, no auditório, quando deveria ser na portaria. Na hora da votação, em pleno auditório, a participação dos estranhos indignou os associados presentes. Os desconhecidos foram lá a mando da empresa, acompanhados por dois ‘Rh’ da UNBS. Ou seja. Não contentes em fraudar a assembleia, com respaldo do coordenador, ainda verificaram quem votou contra e quem votou a favor da proposta. Na votação, o coordenador colocou duas propostas, de diferentes empresas (Petrobras e Transpetro), gerando enorme confusão e prejudicando o entendimento dos presentes. O pessoal da Transpetro votou favoravelmente, em bloco, inclusive na proposta para os petroleiros. A diferença, de 34 votos, resultou, mais uma vez, num acordo sem aumento e com discriminação. Ninguém paga sindicato para alguns dirigentes fazerem o jogo da empresa. Para isso, já existe a FUP. O que está faltando é um sindicalismo sério e transparente.

A greve abortada Além de encerrar enganosamente a paralisação, coordenador manipulou assembleia para aprovar acordo A greve do acordo coletivo de 2011 a 2012, na base do Litoral Paulista, terminou numa sexta-feira de manhã. Nosso coordenador alegou que as greves de Alagoas, Sergipe e Bahia haviam sido interrompidas na quinta-feira à tarde. A verdade, porém, é que as greves nordestinas foram suspensas na sextafeira à noite, quando os companheiros de lá souberam da suspensão do movimento aqui. Que comando é esse, que suspende uma greve alegando ter recebido uma informação errada do Clarckson? Nos-

sa coordenação nem chegou a confirmar o boato com os demais participantes do comando de greve. Segundo Parrela, o coordenador de Alagoas e Sergipe, que passou a informação, estava no Rio de Janeiro. E não em sua base. Será que nos acham bobos? Se era para enganar a categoria, dessa maneira, esses dirigentes não deveriam nem ter iniciado a greve. Essa é mais uma do nosso coordenador. A empresa, mais uma vez, agradece. É uma vergonha.

VoTE CHaPa

2

Sindipetro Litoral Paulista

ELEição Em abriL 9 a 27 nas plataformas 16 a 27 em Caraguá

23 a 2

demais locais (ativos, aposentados e pensionistas)


• Trabalhador

Base é quem decide greve Desde a fundação do nosso sindicato, em 1958, a categoria soube utilizar o ‘fator surpresa’, nas greves. A empresa não se preparava com antecedência por não saber o que seria decidido. Durante os 20 anos de ditadura, se a empresa ou as autoridades soubessem que faríamos greve, prendiam os dirigentes e aborta-

vam o movimento. Essas lições foram praticadas nos períodos democráticos do país, sempre com sucesso. Os princípios básicos são organizar a categoria e ir à luta. Nos últimos três anos, infelizmente, faltaram trabalho de base e vontade de luta da coordenação. Somos das poucas ca-

tegorias que não conseguiram aumento real. Nossas perdas chegam a 40%. Todo mundo sabe que quem faz a greve é a categoria, não a direção. Por isso, é preciso organizar a base e não apenas gritar, em cima de caminhão de som. As greves são autorizadas em assembleias, na sede do sindica-

• Greves

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to, apenas para cumprimento das formalidades legais. Mas quem a coloca em prática são as bases, nos locais de trabalho. Se a greve será de uma hora, um dia ou por tempo indeterminado, quem decide é o trabalhador, conforme prevê o estatuto do sindicato. Por isso, a chapa 2 defende o sindicalismo de base.

Bancários, correios e metalúrgicos lutaram Essas categorias foram à luta, fizeram greves e conseguiram recomposições salariais acima da inflação. Os bancários, por exemplo, conseguiram recuperar 16% de salários, entre 2004 e 2011. São 20 mil agências bancárias no país, sendo mais de 200 em Santos, Baixada e Litoral. Mas os sindicatos, em nível nacional, centenas deles, organizaram o movimento e venceram. O pessoal do correio, também com uma infinidade de sindicatos, em todos os estados brasileiros, organizou a categoria e foi razoavelmente bem sucedido. Da mesma forma, os meta-

lúrgicos. Por que os petroleiros se atrapalham com 17 sindicatos? Porque a FUP é chapa branca. Porque a FNP precisa se organizar melhor. E porque a chapa 2 precisa vencer. Em plena ditadura, nosso sindicato recuperou 25% de perdas salariais. Agora, porém, estamos há 17 anos sem aumento real e com muita injustiça nas costas. Nossos candidatos da ativa são sindicalistas, mas nunca foram diretores, nunca furaram greve, nunca pelegaram. É preciso caminhar para ‘Novos rumos’, nome da nossa chapa.


• Imprensa

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• Petros

Encerrar o calote nas pensionistas A Petros continua dando calote nas pensionistas. O ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli, já recebeu várias reclamações. A última foi em reunião no dia 12 de dezembro de 2011. Até agora, nenhuma resposta. É questão de honra, da nossa chapa, jogar duro contra a fundação. Para isso, é preciso que as pensionistas votem. Só assim a Petros verá que temos representatividade para reivindicar. Não permitiremos que as mulheres dos nossos companheiros falecidos continuem sendo exploradas. O exemplo de uma pensionista cujo marido faleceu há mais de 20 anos é de doer o coração. Ela deveria receber R$ 1.100 de suplementação, desde 1995, mas recebe apenas R$ 90! Para receber os R$ 1.100, tem que entrar na Justiça e esperar de quatro a seis anos. A Justiça tem dado ganho de causa em 100% das ações. Os juízes não aceitam o calote. A chapa 2 vai resolver isso no enfrentamento. Não desista. Lute. Vote logo nos primeiros dias da eleição.

Petros tem prejuízo com crédito podre Q

Um dos mais importantes jornais do país mostrou como é tratado o nosso fundo de pensão, enquanto a categoria passa necessidades

uando o pequeno e pouco conhecido banco Morada sofreu intervenção do Banco Central, há quase um ano, a Petros, a fundação de previdência dos funcionários da Petrobras, amargou prejuízo de pelo menos R$ 72 milhões. O fundo investiu em papéis de alto risco lastreados em créditos podres emitidos por três empresas controladas pelos mesmos donos do Morada. O banco carioca teve a intervenção decretada em abril de 2011 e, em outubro, entrou em processo de liquidação. Fonte: jornal ‘Valor Econômico’, de 16 de março de 2012. www.valor.com.br

• Petros 2

Plano prejudica

novos de casa O plano Petros 2 parece uma coisa, mas é outra. Você sabe quanto paga, mas não sabe quanto vai receber. É mais uma discriminação contra os novos petroleiros. Em 2002, fecharam o plano ‘Bd’ e obrigaram os novos trabalhadores a entrar no Petros 2. A categoria entrou com ação coletiva para reabrir o ‘Bd’ aos admitidos após 2002. O Petros 2 foi aprovado com ajuda da

FUP, que o defendeu no congresso nacional dos petroleiros em 2005. A partir daí, vários sindicatos saíram da FUP e criaram a FNP, em 2006. A chapa 2 é contra divisão, mas não dá para somar com quem faz o jogo da empresa. Se você descobre que o teu advogado defendeu a parte que você questiona, você continua com ele?


• ‘Somos chapa 2’

Apoios de peso Rivaldo Ramos Entrou na Petrobras, em fevereiro de 1962, para compor o quinto grupo da operação. Foi diretor liberado de 1973 a 1982, durante a ditadura. Coordenou a construção da sede em Santos. Acompanhou as aposentadorias especiais durante oito anos, as primeiras vitoriosas no Brasil. Como aposentado, participou de duas diretorias, de 1991 a 2000. Ajudou a organizar a greve de 13 dias, em 1991, com a parada da refinaria e dos oleodutos, sem demissões. De 1992 a 1995, foi eleito conselheiro fiscal da Petros.

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Ubirajara Franco, primeiro presidente do Sindipetro, foi preso no golpe de 1964.

Geraldo Silvino de Oliveira, presidente do sindicato quando houve o golpe de 1964. Também foi preso. Pedro Gomes Sampaio, presidente por três mandatos, nas décadas de 1970 e 1980.

Luiz Santana ‘Zangado’ e João Siqueira, sindicalistas petroleiros de São Sebastião.

Roberto Ribeiro, coordenador do departamento de aposentados do Rio de Janeiro. Adelino, presidente da Fenaspe. Alealdo e Pedrão, de Alagoas (SE). Dirnei, Sindipetro do Rio Grande do Sul.

• Campanha

José Ferreira de Souza Entrou na Petrobras em fevereiro de 1964. Foi diretor do Sindipetro de 1979 a 1987. Participou das greves e mobilizações na ditadura. Aposentou-se em 1988. Atualmente, diretor dos movimentos de aposentados petroleiros. Varias vezes diretor da Astaipe e atual presidente.

Trabalhadores ouvem com atenção as propostas e explicações da chapa 2 para levar de novo o Sindipetro ao sindicalismo combativo que marca sua história de lutas


• Proposta

reunir Petrobrás e PÁGina 8 • nº 2 – 19 abril 2012 – 5ª-feira

Transpetro

é meta repactuação

• Acredita?

Engodo da

Você já viu alguém pagar para te ajudar? Só se for conto de fadas. Mas foi o que a empresa disse que fez, com a repactuação em 2006. Ela garantiu que pagaria para melhorar o regulamento do plano Petros. Você acreditava nisso? Não, né? Ninguém acreditava. A categoria entrou com ação coletiva, na Justiça, pelas mãos do saudoso doutor Maia. A meta era anular a repactuação. Ela desvincula os reajustes de benefícios, como a suplementação, dos reajustes da categoria ativa e demais vantagens, como equiparações. E quem repactuou ficou impossibilitado de entrar na Justiça. Além de acabar com qualquer vantagem anterior à repactuação, seu objetivo maior foi vincular os reajustes anuais ao IPCA, o mais manipulado dos Índices. A chapa 2 tem o compromisso de lutar contra mais esse engodo, mais essa discriminação. Pedimos que você vote para nos ajudar nessa luta difícil, mas que pode ser vencida.

• De primeira FHC e Lula investiram na separação das duas empresas

A Chapa 2 trabalha incansavelmente para resolver a eleição no primeiro turno, evitando a segunda convocação, que apenas atrapalharia o início da campanha salarial

Transpetro já foi o departamento de transporte da Petrobrás. Foi separada por decreto no governo FHC e, no governo Lula, nada mudou. Ou melhor, mudou. Para pior. Isso porque os sindicalistas que eram contra a separação hoje ajudam a manter tudo como está. Nada fazem para mudar. Infelizmente, o governo da mudança (Lula)

não mudou nada. Nem a FUP. A luta pela reunificação das duas empresas tem que ser reativada. Só com organização a categoria terá condições de defender os interesses dos trabalhadores e da Petrobras. A Transpetro tem que ser reintegrada a holding Petrobras. Hoje a Transpetro é cabide de emprego do PMDB. Eleita, a chapa 2 reiniciará essa campanha.


Chapa 2 - Sindipetro