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FLAGRANTE Informativo do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil de Santos e Região

23 ANOS

Ano 23 ■ Nº 175 ■ Santos ■ junho 2013

Sinpolsan participa de manifestação em SP No dia 11 de junho, o Sinpolsan representado pelo presidente Walter de Oliveira e representantes da diretoria e policiais civis, estiveram reunidos para um ato no Masp em São Paulo. Página 12

Sinpolsan marca presença no 7º Encontro Nacional das Entidades da Polícia Civil no RJ Páginas 6 e 7

Reinauguração do Distrito Policial do Porto:

Governador Geraldo Alckmin estava lá e nós também...

Aniversário de 80 anos do Sindaport e posse da diretoria Página 5

Página 10

SINPOLSAN - Sindicato dos Policiais Civis de Santos e do Vale do Ribeira Rua Oswaldo Cruz, 167 - Boqueirão - Santos - CEP: 11045-100 Fone: (13) 3302.3583 - Email: imprensasinpolsan@hotmail.com AO REMETENTE MUDOU-SE ENDEREÇO INSUFICIENTE NÃO EXISTE O Nº INDICADO FALECIDO DESCONHECIDO RECUSADO AUSENTE NÃO PROCURADO OUTROS_________________ _________________________ INFORMAÇÃO PRESTADA PELO PORTEIRO OU SINDICO REINTEGRADO AO SERVIÇO POSTAL EM ____/_____/______ DATA:

Página 3

PEC 37 - Entre a Cruz e a Espada, ambas com pontas enferrujadas!

RUBRICA:

“Fechamento autorizado PODE SER ABERTO PELA ECT”

Impresso Especial

9912285510/2011-dr/spm

SINPOLSAN CORREIOS


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FLAGRANTE

Santos - junho 2013

EDITORIAL

DIÁLOGO DE MUDOS Até quando vamos permitir o desvirtuamento da Polícia Civil ? Já estamos atrasados no tempo, para entrar na luta por melhores condições de trabalho ! A melhor polícia do Brasil tem o pior salário do País ! Desde o fim da greve de 2008, tentamos de todas as formas, negociar melhorias com o Governo do Estado, para superar os impasses que há

anos, dificultam o nosso desempenho profissional. Nossa luta é justa e nossas reivindicações podem perfeitamente ser atendidas, sem que tenhamos que adotar uma medida mais drástica. A pauta de reivindicações há muito tempo foi entregue, bem como, pedidos de audiências foram feitos, sem que, nem uma e nem outra, fossem atendidas. O que exigimos é muito

simples : que a melhor e mais preparada polícia do Brasil, tenha uma remuneração compatível e com condições dignas de trabalho. Pleiteamos que o Governo, coloque em prática, aquilo que promete nos momentos de tensões em nosso Estado, o que valorizaria de fato a Polícia Civil. Nosso movimento que recomeçou forte e objetivo, no dia 11 de junho deste ano, não

Campanha pela valorização profissional do Policial Civil Quem não conhece uma Delegacia próxima,sem qualquer estrutura para prestar os serviços para a sociedade? Quem nunca reparou na frota de viaturas existente nos DP’s sem qualquer condições de uso? Quem não conhece uma família de um policial,que passa por dificuldades? Quem nunca ouviu dizer sobre a morte covarde de policiais no exercício de suas funções? Quem não presenciou a falta de motivação dos policiais em uma Delegacia de Polícia? Quem não teve nos últimos anos dificuldades em elaborar um Boletim de Ocorrência? Quem nunca sofreu pela falta de informações na solução de um crime? Quem nunca ouviu dizer no aumento da criminalidade ? Infelizmente,a maioria das perguntas são respondidas positivamente,sendo reflexo de uma política de segurança

pública desenvolvida insatisfatoriamente pelo Governo. Os policiais civis não possuem condições digna de trabalho e exercem as suas funções precariamente, com armamento defasados,com viaturas sucateadas,com escaladas de serviços abusivas,dentre outras dificuldades. A defasagem de policiais é muito grande,fazendo com que haja sobrecarga nas escalas de serviços,fazendo com que a maioria dos policiais desenvolvam serviços estranhos ás suas funções. As investigações são deixadas de lado,já que os Investigadores de Polícia estão desenvolvendo atividades burocráticas e até mesmo atendendo o publico em geral,o que acarreta a que dos índices de soluções de crimes. Os salários dos nossos policiais estão entre os piores do pais , desmotivado aqueles que zelam pela nossa segurança. Como exemplo citamos a situ-

ação das carreiras de Investigadores e escrivães de Polícia que desde 2008 são consideradas de nível superior,mas que recebem como nível médio. A inércia do Governo e até mesmo do Poder Legislativo,traz graves conseqüências à sociedade ,que vê o crescimento da criminalidade e a decadência da nossa Segurança Pública. Somente com a valorização dos nosso profissionais ,com o aumento do efetivo e de condições mínima de trabalho,conseguiremos reagir a criminalidade cada vez mais organizada. Contamos com o apoio e compreensão de todos ,esclarecendo que permaneceremos zelando pela segurança do nosso cidadão! A POLÍCIA CIVIL EXIGE RESPEITO Walter de Oliveira Santos PRESIDENTE

é de mentirinha : é justo, legítimo e legal ! Por isso é imprescindível, que todos se mobilizem e participem dos movimentos futuros, em prol da nossa vitória. Conversem, discutam, formalize debates, nos seus locais de trabalho, para que tenhamos o maior número de policiais civis, envolvidos diretamente nas manifestações que virão. Você é um líder ! Só que não sabe disso.

Walter de Oliveira Santos Presidente -Sinpolsan

NOTA DE FALECIMENTO Sem dúvida, a notícia da manhã, do dia 28 de maio, entristeceu toda família policial civil. Nos deixou, Raimundo Cardoso de França. Particularmente, poucos colegas conheci, quando na ativa , que tinham a grandeza na personalidade, linha de conduta irreparável, singeleza de atitudes, companheirismo sério, sem maquiagem e o gosto de ajudar alguém. Sempre satisfeito. Conheci Raimundão, nos idos de 70, em Cubatão, estagiando como Investigador de Polícia, vindo da Polícia Militar. Era bastante conhecido na Cidade, pois fazia parte do CAMPS, como Instrutor da PM. A partir desse encontro, quis o destino, que nossas vidas estivessem sempre no mesmo caminho. Trazia com ele, a humildade, a polidez e obediência com seus superiores, mas sempre a favor da justiça aos seus companheiros. Como chefe dos Investigadores, sejam nos Distritos, Delegacias, e até, em São Paulo, quando ocupou a função de

Chefe Geral do Interior, sob o Comando do Dr. Manoel Ribeiro, Cardoso de França, não mudou sua conduta. de ajudar seus colegas operacionais. Quantos Delegados de Polícia, devem uma parcela do seu êxito, a compreensão do Chefe França, dando-lhes oportunidade de estudar. Como policial, trazia consigo o gosto, de ouvir os colegas, antes de qualquer operação, fato importante para o sucesso da diligência, provando ser acima de tudo, um bom profissional.. Mas o que os bandidos não conseguiram, a doença, “ lhe comeu pelas beiradas “, reduzindo suas defesas, até o último suspiro do guerreiro. Nos deixa Raimundo Cardoso de França, mas fica seu legado. Sem dúvida nenhuma, ficará seu exemplo, para os mais novos. Nossos sentimentos à família. França, um dia nos encontraremos de novo. Tenha certeza. Walter de Oliveira Santos – Investigador Aposentado

Expediente e Conselho Editorial • JORNAL FLAGRANTE Rua Oswaldo Cruz, 167 Boqueirão - Santos Fone: 13. 3302.3583 Presidente: Walter de Oliveira Santos Editora: Aline Simões Sotelo MTB 4621.784 Comercial: CADA Eventos & Marketing Fone: 13. 3021.2525 jornalflagrante@yahoo.com.br Diagramação: www.cassiobueno.com.br Os comentários contidos nesta publicação, são de inteira responsabilidade de seus autores.


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REINAUGURAÇÃO DO DISTRITO POLICIAL DO PORTO:

Governador Geraldo Alckmin estava lá e nós também...

A volta de funcionamento da Delegacia do Porto ou Distrito do Porto, como quiser, fez com que o Governador Alckmin e sua troupe, comparecesse nos carrões pretos blindados, sendo recebido por autoridades locais. Este Sindicato, compareceu com seus diretores e associados, bem como, representantes da Nova Central de Trabalhadores, portando faixas de ordem, atraindo a curiosidade dos presentes. Lá fora, se ouviu nitidamente, alguns tópicos do discurso do Governador, e como sempre acontece, a mesma ladainha –“o índice de criminalidade

caiu em todo o Estado”, “ praticamente acabaram os roubos e o crime contra o patrimônio”, os latrocínios e os homicídios, desceram nas estatísticas “, sempre com os aplausos da corte e vassalos. Ao final prometemos ao Governador, que estaremos “ recepcionando-o” no Estado todo, recado ouvido também pelo Secretário de Segurança e pelo Delegado Geral. Alguns Delegados e Autoridades presentes, fizeram questão em cumprimentar os componentes da manifestação.

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OBJETIVO O Desafio Escolar de Xadrez com o intuito de promover e difundir a modalidade criou o Circuito onde dividimos em 3 etapas, classificando os 4 melhores de cada etapa para Final que acontecerá em Novembro onde realmente teremos o Campeão Geral do Desafio, contaremos com a participação das escolas municipais, estaduais e particulares da cidades onde o evento for sediado, em todas as cidades teremos o Apoio das Prefeituras. As vagas serão limitadas em 128 inscrições por etapa. INSCRIÇÕES - CATEGORIA GERAL Faixa etária de 09 a 13 anos TAXA DE INSCRIÇÃO 1 Lata de Leite em pó (deverá ser no dia do evento para conclusão da inscrição) (As latas serão doadas aos fundos sociais da cidade sede) SISTEMA DE DISPUTA Eliminatória Simples, com duração de 10 minutos por partida. FICHA DE INSCRIÇÃO A ficha de inscrição deverá ser preenchida e entregue no SINPOLSAN R. Osvaldo Cruz, 167 ou pelo e-mail: sinpolsan@uol.com.br (A ficha deverá ser retirada no site oficial do evento www.cadaeventos.com.br ) PREMIAÇÃO Em toda etapa os 4 melhores classificados serão premiados com troféu. Na final haverá premiação de troféu ao Campeão. KIT JOGADOR Caneta - Bloco de Anotações - Medalha de Participação CRONOGRAMA DAS ETAPAS 1ª ETAPA – 23/08 – PRAIA GRANDE – GINÁSIO MIRIM III 2ª ETAPA – 20/09 – GUARUJÁ – VILA SOUZA 3ª ETAPA – 25/10 – SÃO VICENTE – HORTO MUNICIPAL FINAL – 29/11 – SANTOS

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Santos - junho 2013

Cantinho da Nutrição

Suplemento alimentar Muitas pessoas vêm utilizando, desordenadamente os suplementos alimentares, shakes, até mesmo anabolizantes, em busca de resultados rápidos e milagrosos, esquecendo-se das consequencias geradas ao organismo, como por exemplo: sobrecarga renal, insônias, problemas cardiológicos, gástricos, hepáticos, hormonais, depressão, dentre outros. Destaca Dra.Soraia Y.Nakamura/nutricionista da Academia Movimentação/Lipomaster/Consultório/Praia Grande. Nossa alimentação é composta por uma combinação de seis nutrientes: carboidratos (CHO), proteínas (compostas por aminoácidos), lipídios (gorduras), água, sais minerais e vitaminas. Os carboidratos e as vitaminas, apesar de existirem em quantidades pequenas no corpo, são os responsáveis pela produção imediata de energia e uma série de reações químicas, respectivamente Os principais objetivos da nutrição esportiva são: promover saúde; melhorar o desempenho e a recuperação do organismo antes, durante e depois do exercício. O desportista nunca poderá realizar qualquer exercício em jejum, imaginando que poderá emagrecer grande engano. O ideal para auxiliar o indivíduo, será buscar informações a equipe multidisciplinar: aos profissionais nutricionistas + médicos + preparadores físicos. Não se deixem levar por propagandas milagrosas e preços nada convidativos, muito menos produtos suspensos junto a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Ex.: Suplementos Alimentares: termogênicos: Oxielite Pro, Jack 3D e Lipo-6D, ver lista site anvisa. gov.br, cuidado também com o uso excessivo com os produtos fitoterápicos, sem prescrição. O consumo de suplementos muitas vezes é feito por indivíduos com baixo

consumo alimentar, apenas corrigindo o déficit nutricional, o que poderia ser alcançado tranquilamente através da alimentação, caso este indivíduo estivesse disposto a mudar seus hábitos. Ao pensarmos neste consumo é preciso ter em mente que este somente é justificável quando a ingestão de alimentos não conseguir alcançar as necessidades, ou mesmo se estas forem muito aumentadas, o que vai depender da frequência dos treinos

e da atividade em questão. Outro ponto é a tentativa de elevar o consumo de um determinado nutriente para aumentar o desempenho na modalidade praticada. O mercado de suplementos nutricionais oferece uma série de produtos com funções específicas ao organismo, sendo divididos em: a) Ergogênicos: são aqueles que podem promover aumento do desempenho físico além da capacidade fisiológica.

b) Repositores: são aqueles utilizados em determinadas fases para garantir a reposição dos nutrientes perdidos por alguma situação específica. A fim de diminuir o risco de saúde no consumo de suplementos nutricionais com a atividade física, o Ministério da Saúde regulamenta estes produtos de acordo com sua finalidade, dando assim uma característica de necessidade, consumo e até mesmo estabelecendo quantidades. Assim, o consumidor pode avaliar a real necessidade no uso destes produtos, como descritos abaixo: c) - Energéticos – são especialmente desenvolvidos para repor ou fornecer energia aos treinamentos. São basicamente formulados à base de carboidratos e podem ser consumidos em pó (misturados em água) ou saches em gel. Aqui podem ainda ser consideradas as barras à base de cereais que fornecem basicamente carboidratos. d) - Proteicos – Basicamente proteínas, em pó ou em forma de barras, produzidas a partir da proteína do ovo (albumina) do leite (caseína ou whey) ou isolados de soja. e) - Compensadores – Pós que enriquecem sucos ou leite e são formulados com todos os nutrientes necessários a uma dieta. Acrescentam calorias, proteína, carboidratos, vitaminas e minerais, de acordo com a necessidade calórica aumentada do esporte praticado. f) - Repositores – São bebidas es-

As informações fornecidas não são individualizadas Portanto, o nutricionista deve ser consultado, evite adquirir e consumir produtos/suplementos, sem a devida prescrição. Reflita sobre a sua longevidade de vida com saúde, vai depender do que realizar no presente com a sua alimentação e saúde. Abraços e até o próximo encontro!

Dra. Soraia Y. Nakamura Nutricionista CRN3 7266 Nutrição Clínica synakamura@uol.com.br portivas com o objetivo de repor água, sais e carboidratos (glicose) de forma mais rápida, evitando a desidratação de uma atividade intensa e/ou longa, ou ainda causada pela temperatura elevada do ambiente. g) - Aminoácidos – Deste grupo, todas as formas de aminoácidos isolados (partes de proteínas) estão excluídos da classificação de suplementação alimentar, sendo que penas os BCAAs são permitidos como suplemento. Até o momento o Ministério da Saúde entende que altas dosagens de aminoácidos não são seguras suficientes para o consumo generalizado. Sabendo sobre a função e a classificação destes produtos, todos os atletas e esportistas podem manter bom rendimento com mais segurança. Além disto, o uso adequado e orientado por profissionais especialistas (médico/ nutricionista) levam aos melhores resultados no controle de peso corporal, ganho de massa muscular e melhora no desempenho. O uso de suplementos vem para suplementar à alimentação jamais substituir, é uma conduta posterior à adequação da dieta, de acordo com as necessidades individuais.


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Festa

Aniversário de 80 anos do Sindaport e posse da diretoria

Foi realizado no dia 14 / maio a solenidade de posse dos novos diretores do Sindicato da Administração Portuária (Sindaport) sendo reeleito o presidente Everandy Cirino dos Santos. A solenidade contou com a presença do Prefeito de Santos, o presidente do Sindicato dos Petroquímicos , presidente Sindicato da Construção Civil Macaé , presidente da OAB Rodrigo Julião, vereador Benedito Furtado e o presidente do Sindicato da Polícia Civil Walter de Oliveira. Após a posse foram ouvidos os representantes

da mesa e foram homenageados os sócios mais antigos do Sindicato. No encerramento houve um coquetel. Aproveitando a oportunidade o Jornal Flagrante entrevistou o presidente do Sindaport Everandy Cirino dos Santos. A Medida Provisória 595 dispõe sobre a exploração direta e indireta, pela União, de portos e instalações portuárias e sobre as atividades desempenhadas pelos operadores portuários, e dá outras providências”.A medida vem desarticular as categorias de traba-

lhadores do Porto, pois dá autonomia da privatização que a lei exige. A MP já esta provocando a precarização do trabalho nos portos , porque órgãos privados não são obrigados a contratar os trabalhadores avulsos.Assim a categoria perde além de direitos ,os salários ficam reduzidos , pois os avulsos só poderão trabalhar no cais público.A situação é crítica e catastrófica uma onda de desemprego vai assolar o Porto. A aprovação da MP 595 objetiva ampliar a competitividade na ati-

vidade portuária, altera radicalmente a destinação dos terminais.A nova legislação torna desimportante a natureza da carga, dado que o titular da outorga poderá movimentar livremente qualquer tipo de carga. Acaba por prejudicar o maior Porto da América do Sul. Sinpolsan – Quais são os aspectos desfavoráveis para a categoria ? Presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos - “ o Governo não abriu negociações aos trabalhadores e daí foi necessário que realizássemos uma greve nacional,

essa decisão isolada do Governo Federal fere a Convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT), onde os trabalhadores devem ser ouvidos sobre mudanças que venham a repercutir na atividade portuária. Além disso os trabalhadores serão prejudicados pois irão trabalhar apenas no cais público.E também não houve uma mobilização por parte das autoridades competentes para impedir que essa medida fosse adiante parece que todos estavam favoráveis a decisão.

Sinpolsan - Como analisa os pontos positivos da MP 595 ? Presidente do Sindaport Everandy Cirino dos Santos – “ ao contrario do que estão afirmando sobre as criação de novas categorias devemos ressaltar a existência de praticamente todas elas , tais como ; capatazia , estiva, consertadores, trabalhadores do bloco , vigia e conferente. Observo apenas um avanço da MP 595 que esta relacionada a Guarda Portuária que a partir dessa aprovação será subordinada a administração portuária”, concluí.

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Santos - junho 2013

Sinpolsan marca pre das Entidades da P A Diretoria do Sinpolsan, Presidente Walter de Oliveira Santos e o Diretor Ronald Puga Filho estiveram presentes no 7º Encontro Nacional das Entidades da Polícia Civil que foi promovido pelo SINPOL, FEIPOL Norte Centro Oeste e FEIPOL Sudeste. Às vésperas de receber grandes eventos como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas, o Rio de Janeiro recebeu nos dias 22 e 23 de maio, no SESC Copacabana. O evento interestadual contou com representantes de 18 sindicatos do país que vieram ao Rio discutir temas de interesse da sociedade e da classe policial civil. Mais de 10 palestrantes estiveram presentes nesses dois dias de encontro no Te-

atro de Arena do Sesc, à Rua Domingos Ferreira nº 160. Na mesa de abertura estavam presentes o desembargador do TJRJ e ex-policial civil, Edson Aguiar de Vasconcelos, os dirigentes das Federações do Sudeste e Norte Centro Oeste, Aparecido Lima de Carvalho e Divinato da Consolação, além do presidente nacional da Nova Central, José Calixto Ramos, Valéria Manhães, do Sindicato da Polícia Federal, Fernando Bandeira (SINPOLRJ) e Sebastião José, da Nova Central RJ. Coube ao desembargador que foi escrivão de polícia por seis anos, abrir o 7º Encontro Nacional dos Policiais Civis com palestra abordando a “Segurança Pública”.

Sebastião José, Valéria Manhães, Edson Aguiar, Bandeira e Divinato

Plenária rejeitou PLC 132 e apoiou a P A plenária rejeitou por unanimidade o PLC 132 e fará esforços para modificar o projeto de lei, garantindo o poder de investigação e prerrogativas individuais dentro da polícia judiciária contempladas no PL 1949/2007, que deve ser amplamente rediscutido, já que regulamenta todas as funções e prerrogativas da polícia civil. No segundo dia de debates, as atenções estiveram voltadas para um acalorado confronto em torno da PEC 37/11, que define as competências para a investigação criminal, excluindo o Ministério Público do poder investigatório. O representante da Adepol, delegado Jayme Berbat, foi a favor da PEC enquanto o promotor Luciano Oliveira Matos defendeu a

prerrogativa de investigar do MP. Em seguida, o inspetor da Divisão Antisequestro (DAS), Roberto Varello, e o presidente do SINPOL/RJ, Fernando Bandeira, falaram da Estrutura e Crise na Gestão da PCERJ, além dos baixos salários e efetivo pequeno. Outro tema que mereceu destaque foi a aposentadoria especial, cujo palestrante foi o investigador Mário Flanir do SINPOL/RS. Logo após, veio o inspetor Camilo D’Ornellas, diretor do Centro de Estudos da Acadepol, que abordou o tema dos Grandes Eventos que o Rio e o Brasil vão sediar em breve, destacando a participação do policial bem capacitado e preparado para exercer um serviço de qualidade.

Representantes dos posaram para foto oficial


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presença no 7º Encontro Nacional a Polícia Civil no Rio de Janeiro

No Rio, Estado entra nas comunidades só com UPP’s

a PEC 37

antes dos 18 estados oto oficial do 7º Encontro

O desembargador começou fazendo uma análise da polícia civil desde o período colonial, passando pelo império até os dias atuais. Disse que a polícia nasceu para proteger o reino e as elites da época, com o DNA de proteção aos poderosos. No Rio, através das UPPs, o Estado só entrou com segurança sem garantir direitos básicos como educação, saúde, saneamento e iluminação. Os cidadãos dessas comunidades interpretam essa realidade com o fracasso do próprio Estado, que sempre deixa em aberto suas tarefas

sociais, tornando a missão policial ainda mais complexa. “A polícia tem que ser a polícia que protege o cidadão, como está na CF de 1988, em seu artigo 144. Para que isso seja efetivado tem que ser na linha política da democracia”, concluiu o magistrado. O segundo palestrante foi o presidente da FEIPOL Centro Oeste, Divinato da Consolação que falou da atribuição dos delegados nos inquéritos criminais – PLC 132/12 – que tira do policial civil a iniciativa de investigar, cabendo ao delegado de polícia essa prerrogativa.

Policiais do Rio e outros estados rejeitaram o PLC 132

Miro Teixeira se propôs defender policiais no Congresso Encerrando os debates, o deputado federal, Miro Teixeira (PDT), que integra a Comissão Mista que estuda modificações na Constituição Federal, inclusive a regulamentação do crime de terrorismo no país, provocou um debate esclarecedor sobre esse tema. Ao fim, foram tiradas as deliberações do Encontro como reivindicar a participação dos policiais civis na discussão da PEC 37/2011 que ocorre na Comissão de Serviços Públicos e Segurança da Câmara Federal; rejeição unânime da plenária ao PLC

Miro disse que podem contar com ele no Congresso Nacional 132/2012, cujo conteúdo reconhece privativamente aos delegados de polícia o poder de investigação; e também foi

deliberado que cópias desse documento final seja encaminhado ao presidente da Nova Central Sindical, José

Calixto, ao promotor Luciano Matos, ao delegado Jayme Berbat e ao deputado Miro Teixeira, membro da Comissão de Consolidação das Leis e Regulamentação da Constituição Federal do Congresso Nacional, com o objetivo de intervir e defender a participação de representantes de policiais civis nas comissões e nas instituições da qual façam parte, seja no apoio ao pleito dos policiais civis de serem inseridos nas discussões dos projetos da polícia civil em tramitação no Legislativo Federal.


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PEC 37 - Entre a Cruz e a Espada, Dr Norberto Moreira da Silva ambas com pontas enferrujadas! Perfil

Norberto Moreira da Silva é advogado em Santos há mais de 46 anos e colabora com a OAB há mais de 20 anos.Atualmente é diretor do curso de Direito da UNISANTA (Universidade Santa Cecília). Moreira foi vice-presidente do Santos Futebol Clube, conselheiro federal suplente da OABSP (2007 a 2010). Advogado conceituado na cidade de Santos, reconhecido por sua liderança na classe e influência política na região.É diretor do curso de Direito UNISANTA desde de 10 de dezembro de 1996 e atuou como presidente da OAB em quatro mandatos. Com mais de mil alunos matriculados em dois períodos diurno e noturno , o curso de Direito da Unisanta conta com corpo docente composto por desembargadores, juízes, advogados de renome e pesquisadores da ciência jurídica. Em agosto de 2012 os alunos puderam ter uma aula de Júri Simulado no Tribunal de Justiça de São Paulo, com a participação especial do Presidente do Tribunal de Justiça do Estado

Autor : José Luiz Quadros

de São Paulo, Desembargador Ivan Sartori, que também é professor do curso de Direito da UNISANTA. Nos júris simulados, professores e estudantes reproduzem todos os detalhes de um julgamento, desde vocabulário, postura e procedimentos do juiz, do promotor e dos advogados, ao comportamento do público. As questões teóricas do curso de Direito da Unisanta são complementadas por aulas práticas por meio de estágios no Juizado Especial Cível Anexo / Unisanta e no Escritório de Assistência Judiciária, nos quais os alunos dos quatro últimos semestres, assessorados pelos professores e advogados da Universidade, ajudam a fazer todo o encaminhamento das questões trazidas pela população. Esse atendimento é gra-

tuito. O curso de Direito da Unisanta foi um dos quatro do País, no total de 89, e único no Estado de São Paulo, entre os processos analisados no período de 2001 a 2002, que obteve a chancela da Ordem dos Advogados do Brasil concedendo parecer favorável à sua criação. O Núcleo de Bioética da Faculdade de Direito incentiva a produção científica e pesquisas na área, ampliando a possibilidade de atuação no mercado de trabalho. E o Núcleo de Prática Jurídica prepara os alunos ao ingresso na vida jurídica, através da elaboração de Peças Processuais e Audiências simuladas. O MEC recredenciou a UNISANTA com conceito máximo, entre as 9% melhores Universidades do Brasil.

Testemunhei hoje uma reunião até então improvável. Promotores Públicos, bem intencionados, presentes na sede de uma entidade sindical de agentes de polícia, para manifestarem suas preocupações ante a possibilidade da investigação tornar-se privativa da Polícia Federal e da Civil. Improvável porque os promotores sempre estiveram em patamar inatingível para as conversas e olhares dos policiais. Nunca esconderam as desconfianças que dedicam a quem investiga. Quando não conseguem condenar é porque a investigação não foi bem feita. Quando condenam é porque foi seu trabalho. Curioso... Neste momento da PEC 37 desvestem-se de seus mantos imaculados e acreditam que podem, a partir de agora, considerar os policiais como protagonistas da investigação policial. Sugerindo que os agentes devem ser parceiros para ajudar a vetar a PEC 37 que, por infelicidade, apelidaram de PEC da IMPUNIDADE. Por qual motivo a PEC é da IMPUNIDDE? Seria porque os policiais, dentre eles os agentes, não apuram os crimes? Avaliaram que para atingir seus objetivos corporativos compensaria atingir todo o segmento policial, como se todos trabalhassem pela impunidade? Santa insensibilidade. O pior de tudo isso é que os delegados não ficam muito distantes da forma como sempre pensaram e atuaram os promotores, com relação aos agentes de polícia. Tem demonstrado, pela forma como pensam e manifestam seus comandos, que são os únicos que sabem o que fazer na polícia civil.

Investigador absolvido Segurança Pública GABINETE DO SECRETÁRIO CORREGEDORIA GERAL DA POLÍCIA CIVIL Despacho n.º 620 do Delegado de Polícia Corregedor.

Auxiliar da 6ª Corregedoria Auxiliar - Santos, de 5-6-2013 À vista do apurado nos autos da Sindicância Administrativa n.º 6CA 004/12 -DGP n.º 3296/12, absolvo RODOLFO

CRUZ, RG 8.556.686 SSP/ SP, investigador de polícia, na época dos fatos, com sede de exercício na Delegacia de Polícia do Porto de Santos, julgando Improcedente a acusa-

Ou que são a realeza no comando de súditos. Depois do incansável trabalho realizado por policiais vocacionados na investigação apropriam-se das informações, burocratizando o inquérito policial através de despachos, apresentam-se com o trabalho realizados por outros que não merecem, segundo eles, o direito de explicar o que apurou em razão de sua especialização. Neste momento de PEC 37 eles também tem lembrado desse segmento que adoram chamar de "subalternos". Ao qual dedicam preconceito e discriminação como se o conhecimento que dispõem pudesse ser superior aqueles investigadores que laboram sem os mínimos instrumentos adequados de trabalho. Mas afinal, os agentes de polícia ficarão de qual lado? Dos promotores, que agora os veem como protagonistas, ou dos delegados que são "irmãozinhos dos subalternos"? Se a PEC for da Impunidade, devem apoiar os promotores, mas não podem esquecer que também estão sendo acusados de não realizar seu trabalho de forma correta. Já que definir investigação privativa à PF e à PC é compactuar com a impunidade. Se a PEC não for da impunidade, se entenderem que as polícias judiciárias devem continuar realizando suas investigações, devem também ter clareza que os delegados sairão desse embate empoderados como se juiz ou promotor fossem. Portanto, aqueles que investigam de fato, que atendem a população, continuarão sendo "subalternos". Entre a cruz e a espada, ambas com as pontas enferrujadas!

ção deduzida na inicial que lhe foi irrogada, com fundamento no artigo 70, V da Lei Complementar n.º 207/79, alterada pela Lei n.º 922/02. (Defensor do sindicado: Dr. Jaber Tauyl OAB/ SP n.º 97.289/SP). ADVOGADO : JABER TAUYL - OAB/UF: 97289 - SP DIÁRIO/EDIÇÃO: Diário Oficial de São Paulo - 107 Nº PROCESSO: - ORGÃO : EXECUTIVO DATA: 11/06/2013 - VARA: CONSTA NA PUBLICAÇÃO - CIDADE: SÃO PAULO - PÁGINAS: 16 - 16


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Santos - junho 2013

Culinária

9 Diversão

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Providos Conterrâneo de Chico Que Mendes e de Cora perdeu a novamenCoralina, do nevigência te respectivamente cessário

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Dicas de Mãe Rendimento aproximado de 5 porções. Se preferir, poderá acrescentar ao molho, folhas picadas de sálvia, cheiro verde, alho triturado. O bife ao molho de tomate também poderá ser feito com outra carne de sua preferência. Sirva com arroz branco e legumes.

Edward Albee, dramaturgo (EUA)

$ ( 6 & 5 5 5 , ( $ 0 , 1 8 & 2 + ( 5 * $ / 2 $ 5 , $ 0 , 1 8 3 2

Modo de Preparo Tempere os bifes com sal e pimenta. Frite-os no óleo dos dois lados até ficarem dourados. Reserve em local aquecido. Na gordura da fritura dos bifes, refogue os

tomates, a cebola. Reduza a chama e deixe cozinhar até os tomates desmancharem. Após, acrescente o molho inglês e mexa. Retire do fogo, acrescente o creme de leite e misture bem. Cubra os bifes com o molho.

Papéis (?): são usados em cozimentos

3 5 ( % $ % / $ 6 7 3 ( , & ' , ' ' 2 6

Ingredientes 500 gramas de alcatra 6 tomates sem pele e sem sementes (400 gramas) ½ lata de creme de leite sem soro 1 cebola picada (100 gramas) 2 colheres (sopa) de óleo 1 colher (chá) de molho inglês Sal a gosto Pimenta do reino a gosto

Órgão dos autódromos brasileiros

3/aar. 4/agar. 5/agent — ganso. 9/prescrito.

Bife ao Molho de Tomate

Utensílio Religião Atabaque, de (abrev.) zabumba e surdo lavatórios


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REVISTA ISTO É APONTA SÃO PAULO COMO CAPITAL DO CRIME.

Sindpesp fala da falta de Policiais Civis, dos péssimos salários dos policiais e afirma que o salário dos delegados de Polícia do Estado de São Paulo é o pior do Brasil Reportagem de capa explora o tema da violência urbana, fala em "população aterrorizada" e aponta dificuldades para a reeleição de Geraldo Alckmin 247 - A violência será o calcanhar de Aquiles do governador Geraldo Alckmin, em sua possível tentativa de reeleição, em 2014. Este é o tema da reportagem de capa da revista Istoé desta semana, que fala de uma população aterrorizada na maior metrópole do País. Leia abaixo: Uma metrópole em pânico Como a falta de uma política de segurança pública e a omissão das autoridades colocaram a maior cidade do Brasil de joelhos diante de criminosos cada vez mais cruéis. Aterrorizada, a população assiste indefesa a execuções em qualquer lugar São Paulo é a maior metrópole do Brasil, motor da economia nacional, responsável por 12% da riqueza brasileira. O governo paulista dispõe do segundo maior orçamento do País e emprega um contingente policial numericamente superior ao de muitos países latino americanos. São cerca de 120 mil policiais civis e militares. Bem usada, seria uma garantia de paz à população da cidade. Mas, apesar de tantos dados superlativos, São Paulo está de joelhos diante da criminalidade. A população da região metropolitana vive com medo, insegura e acuada diante de execuções sumárias realizadas à luz do dia e da barbárie de assassinatos cada vez mais cruéis que se repetem numa rotina apavorante. Na sexta maior cidade do mundo, o crime foi banalizado. A vida foi banalizada. Amparados na ausência de uma política de segurança pública, na omissão das autoridades constituídas e na inépcia de policiais – muitos ligados às bandas podres da instituição e outros desmotivados e até cerceados para o exercício de suas atividades –, os bandidos não escolhem hora e nem

lugar para agir. Nem mesmo as câmeras espalhadas pela metrópole impedem uma matança que não escolhe alvos. Ao contrário, o que elas registram são imagens muito fortes de mortes cruéis, com impacto devastador e revoltante sobre quem as assiste. Mesmo aqueles que entregam seus pertences sem esboçar qualquer reação são friamente alvejados. A certeza da impunidade produto da letargia da polícia e da Justiça dão ânimo à crescente ousadia dos marginais. E o poder público assiste, inerte, à escalada de violência que faz de reféns 12 milhões de habitantes. A escalada de latrocínios – roubos seguidos de mortes – que aterroriza os paulistanos além de revelar a falência de um modelo de segurança pública que há duas décadas se instalou no Estado, também desafia os acadêmicos. Houve tempos em que se entendia o aumento da violência – e consequentemente do pânico – como mais um dos nefastos efeitos diretos da pobreza e da desigualdade econômica. Roubava-se e até matava-se numa ação de desespero, para sobreviver, numa lógica perversa, mas com algum sentido.

Hoje, numa situação de pleno emprego e de indicadores sociais cada vez mais positivos, os assassinatos continuam. Mata-se por matar. Mata-se por impulso. Mata-se por nada. E a cada morte a sociedade se encolhe, se esconde e, lentamente, também morre. “Problemas sociais como desemprego, exclusão e pobreza podem até influir na violência urbana”, afirma o sociólogo Benedito Domingos Mariano, exouvidor da Secretaria de Segurança de São Paulo. “Mas hoje essas causas não podem ser usadas como justificativa para escamotear as deficiências estruturais das polícias na atribuição de garantir a segurança pública”. Na semana passada, as imagens do auxiliar de manutenção Eduardo Paiva, 39 anos, sendo covardemente assassinado rodaram o Brasil. Seguido por bandidos após sacar R$ 3 mil do banco, ele levou um tiro na cabeça em frente a duas escolas, na segunda-feira 3 pela manhã, em Higienópolis, um dos bairros mais nobres de São Paulo. Eduardo foi executado quando estava de joelhos diante de seu assassino. As cenas são o retrato da sensação de insegurança que grande parte dos paulistanos vive todos os dias (leia relatos de outros crimes que chocaram a cidade nos quadros ao longo da reportagem). Segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha, a maior preocupação de 42% dos moradores da capital é ter a casa invadida ou sofrer um assalto na rua. E, ao contrário do que possa parecer, esse sentimento é muito real. “O medo nunca é artificial, ele é um sentimento que depende de muito mais do que apenas o movimento real da criminalidade”, afirma Renato Sérgio de Lima, secretário geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Reduzi-lo depende de como a população compreende a ação do Estado e das polícias. Por isso,

uma política de segurança pública eficiente tem que ser pensada não só na sua dimensão de prevenção e repressão. Ela tem que levar em consideração o que as pessoas sentem.” Nesse sentido, a metrópole paulistana não consegue visualizar nenhuma luz no fim do túnel. Viver em São Paulo hoje é uma experiência aterrorizante, mesmo nas mais simples ações cotidianas. Caminhar por uma calçada em uma rua qualquer, não importa se em bairro nobre ou na periferia. Comer uma pizza no seu restaurante favorito. Conversar com um amigo na porta de casa. Ir ao banco ou a uma casa lotérica. Sair para ou voltar da escola. Fazer um passeio de carro. O medo, para o paulistano, é sempre um incômodo companheiro. E, influenciado por ele, desconfia-se de qualquer um. Enxerga-se em todos os demais atitudes suspeitas. Apressa-se o passo, cancela-se programas, suspende-se a vida. Vive-se em liberdade teórica. Na prática, enquanto a bandidagem circula tranqüila, os cidadãos sentem-se aprisionados. Mas o que fez com que São Paulo chegasse a esse estado de barbárie? Segundo especialistas, nos últimos 20 anos o Estado não formulou uma política de segurança de médio e longo prazo. Apenas trabalhou com a questão da violência policial, alternando momentos de uma polícia matadora com momentos de uma polícia mais contida. Com essa fórmula, acabou não conseguindo punir efetivamente os maus policiais e os bons se sentem amarrados, na medida em que são obrigados a até contar e explicar cada tiro disparado. O problema é que para enfrentar o crime não precisamos necessariamente de uma polícia arbitrária. Precisamos, sim, de uma polícia eficiente. O latrocínio talvez seja o crime que mais assusta a população porque parece imprevisível. Ele come-

ça com um assalto e termina em assassinato. É um dos grandes desafios para a polícia. A forma para evitá-lo é a investigação inteligente. Historicamente, o número de latrocínios tende a cair na medida em que os criminosos são presos. Ou seja, um latrocínio esclarecido pela polícia desencoraja a ação de outros criminosos. Assim, em São Paulo, este ano, o aumento de 64% nas estatísticas desse tipo de crime é, além de intimidador para as pessoas, revelador da inação oficial. Na Secretaria de Segurança pouco se sabe sobre o perfil de quem o comete e as circunstâncias em que ele acontece. Para Guaracy Mingardi, especialista em segurança pública da Fundação Getúlio Vargas, matar não é a finalidade do ladrão. “Quem mata é o criminoso pé-de-chinelo, aquele está bolado e não raciocina bem. Ele corre o risco de pegar muitos anos de cadeia por nada”, explica. Para ele, a diminuição desse tipo de crime passa pelo desarmamento, que reduz o estoque de armas, e um sistema de investigação amplo e eficiente. “Só conseguiremos diminuir o número de crimes violentos quando provarmos que não dá certo, que a possibilidade de ele ser preso é maior se ele matar. O problema é que a investigação, por regra, não é feita”, diz. A especialista em criminologia Ilana Casoy acredita que esse tipo de comportamento dos marginais pode ser explicado, em parte, pelo fato de que, no Brasil, o risco de roubar compensa. “Apenas 2,5% dos roubos são resolvidos. Nenhum outro negócio tem tal índice de sucesso. No caso de mortes, a chances de encontrar o autor são de 6%. Na Inglaterra são de 90%.” Para ela, a atitude violenta só pode ser coibida com a certeza da punição, não o tempo de pena. E para isso, evidentemente, é preciso investir em infraestrutura de investigação e inteligência, aspecto negligencia-


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do pela Secretaria de Segurança Pública. “Precisamos elevar a taxa de esclarecimento porque quanto mais crimes a gente resolver, quanto mais assaltantes e infratores forem presos, mais nós estaremos prevenindo outros crimes, principalmente contra o patrimônio”, admite o secretário Fernando Grella. A teoria não chega à prática na pasta comandada por Grella. A ousadia dos bandidos caminha na direção oposta à competência da polícia. Numa demonstração de que não temem o efetivo policial, eles chegam a cometer assaltos nos mesmos lugares por dias consecutivos sem serem incomodados. Os ladrões que atuam no Morumbi, na zona sul, praticamente na porta do Palácio dos Bandeirantes, onde despacha há três anos o governador Geraldo Alckmin, promovem arrastões freqüentes na região. Na semana passada, Alckmin – chefe de Grella e, portanto, quem deveria ser responsável pela implantação de uma política de segurança -- recebeu 400 convidados para um jantar beneficente na residência oficial. Era para ser uma noite descontraí-

da, para incentivar ações solidárias, mas a escalada da violência dominou as conversas de empresários e socialites. Outras regiões da cidade, como o Paraíso e Perdizes, bairros de classe média, também são cenários freqüentes dos marginais. Qualquer paulistano sabe disso. A polícia, profícua em elaborar estatísticas, também. Ninguém, no entanto, explica porque a força pública não consegue mudar esse quadro. Há mais duas décadas, é sabido que nas cercanias da PUC, o número de carros roubados é enorme. Continua assim. E, isso traz aos marginais a certeza da impunidade. Em 14 de maio, em frente à universidade, o estudante Bruno Pedroso Ribeiro, de 23 anos, foi alvejado no pescoço depois de dar o celular ao seu algoz. Ficou quase um mês internado no Hospital das Clínicas. Três dias depois, na Vila Mariana, na zona sul, um adolescente foi baleado no abdômen dentro do carro onde estava com os pais e o irmão após a família ter entregado os pertences aos marginais. Em bairros centrais da capital, antes tidos como ilhas de paz no

caos da metrópole, essa falta de políticas abriu brechas para a entrada do crime, historicamente maior na periferia. Na semana passada, no Itaim Bibi, na zona sul, o motorista Márcio Cazuza, 42 anos, levou um tiro no tórax às 7h da manhã durante uma tentativa de assalto. As notícias de tiroteio tornaram-se comuns em bairros sofisticados da capital paulista. Até a rua Oscar Freire, famosa no Brasil por concentrar as principais lojas de grife, recentemente foi palco de uma troca de tiros entre a polícia e bandidos que fizeram um arrastão num salão de cabeleireiro. Mais aterrorizante ainda é não ter o que dar ao bandido. Num lance de extrema crueldade, criminosos tocaram fogo na dentista Cinthya de Souza, no final de abril, porque só conseguiram sacar R$ 30 de sua conta bancária. No dia 1º de junho, às 14h, um marginal disparou contra a cabeça da empregada doméstica Maria do Carmo Cunha, de 62 anos, que pagava uma conta atrasada em uma lotérica, porque as funcionárias do local não lhe entregaram dinheiro.

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Segundo Luciana Guimarães, diretora do Instituto Sou da Paz, “se não conseguirmos encarar a agenda do roubo, não conseguiremos reduzir os índices porque o latrocínio é um roubo mal sucedido”, explica. Só em 2012 foram registrados mais de 125 mil roubos na região metropolitana de São Paulo. Mas, apesar de toda a crueldade, não existe crime, organizado ou não, que resiste a uma política de segurança inteligente. O exemplo do Rio de Janeiro mostra como a ação policial pode, sim, fazer a diferença. Lá, o crime organizado exercia um poder paralelo com domínio territorial de áreas da cidade. Uma política de segurança bem pensada, planejada e executada mudou um quadro que por décadas pareceu irreversível. O Estado retomou os territórios com polícia, escola e centros de saúde. A polícia foi valorizada e recebeu diretrizes firmes de como agir, respaldadas pela secretaria de Segurança. Os maus policiais foram punidos. A população se sentiu segura, saiu às ruas e os criminosos perderam poder de fogo. Em São Paulo, a

indefinição e a falta de apoio dos superiores enfraqueceram a polícia. Cobrado por medidas mais efetivas, o governador paulista lançou há três semanas seu terceiro pacote de segurança em três anos. Alckmin anunciou a intenção de dar bônus a policiais que cumprirem metas de redução de criminalidade em suas regiões, entre outras medidas, como a ampliação do efetivo, o que depende de concurso público. Segundo George Melão, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, no entanto, o governo terá de sentar à mesa e negociar se quiser avançar. “Calculamos que, para atender a demanda de investigação dos dias de hoje, precisamos entre 12 mil e 15 mil novos policiais civis”, diz. Ele também aponta a necessidade de melhorar a remuneração do policial no Estado, que é de R$ 2,5 mil em média, assim como a dos delegados, de R$ 7,2 mil. “O salário dos delegados em São Paulo é o pior entre todos os Estados da federação e, mesmo assim, o governo não se mostra disposto a negociar”, diz.

ANIVERSARIANTES - junho ADELNA DE ALMEIDA SANTOS ARAUJO ADILSON GONCALVES PERES FILHO ADMIR SEMIONATTO DEL CARLO ADRIANA FERREIRA DOS SANTOS DUNDA ALCIONE GLORIA DE CAMARGO ALDENICE PEREIRA DE OLIVEIRA ALDO CASA NOVA ALESSANDRA PLATANIA ALINE SIMOES SOTELO ANA MARIA HORA SANTOS ANA MARIA HOULMONT FOGGETTI ANDERSOM WAINE DE OLIVEIRA ANTONIA CRISTINA PUGLISE ALMEIDA ANTONIO RIBEIRO ANTONIO RITA DE SOUZA ANTONIO RODRIGUES JUNIOR ANTONIO SARGI APARECIDA KIYOMI N. LEANDRO AUREA ARAUJO DA SILVA BARBARA CRISTINA LOURENCO CARLOS EDUARDO FRANCO CELIA MARIA VILLAR LEMOS CHUBERT CELIA SATIKO ARAGUSUKU CELINA RIPAS DE ALMEIDA CID FLAVIO SCHWINDT RODRIGUES CLAUDIANO EVANGELISTA FERNANDES DANIEL SIMOES LIBERATO SCIOLI

DIEGO PAINI FIORDELICE DIRCE TRAJANO DA SILVA DOLORES LISBOA DA SILVA DORCAS ROBERTI EDNA RODRIGUES ELIZABETE DE ARAUJO ELOY FLORIDO CAPARROZ JUNIOR ENIO LUIS BARUFALDI ERIKA ANDREA CONDE BECHELLI ERIKA DE ARAUJO PRADO EURIPEDES CANELA JUNIOR FABIO TADEU DOS SANTOS GATTO FERNANDO ANTONIO DE OLIVEIRA MELO FRANCIELLE OLIVEIRA DE MORAIS GILSEY SILVIA TONELLI BERNARDES HIRAM CESAR DA SILVA ITALO ANTONIO CHIMINO IVAN CARVALHO LUZ JAIR OSVALDO GRASSI MAZZETTO JANETE DJALMA RIBEIRO JOAO CARLOS SANTANNA JOAO FERREIRA DE MOURA JUNIOR JOSE DEUZIMAR BERNADINO JOSE MARIA BERNARDO DA SILVA JOSE VALMIR DA SILVA SANTOS JUCI MARY GOMES DE LIMA JULIAN MITSUO UEMURA

LOURIMAR DOS SANTOS MADALENA CASALI CAMARGO MARCELA DE ALMEIDA PINO MARCIA RAMOS DE SANTANA MARCO AURELIO CABRAL DE MELLO MARCOS ALVES DE LIMA MARCOS FERRARI DOS SANTOS MARGARIDA FERREIRA DE ATAIDE MARIA APARECIDA DE ALMEIDA MARIA BETANIA MELO DE AZEVEDO MARIA CRISTINA DE CARVALHO E SOUZA MARIA DA GLORIA MATOS ARAUJO MARIA DAS DORES COSTA GOMES MARIA JOSE VIEIRA DA SILVA MARIA LUIZA DE FATIMA MACHADO MARIA LUIZA RODRIGUES DOS SANTOS MARIN MARTINS TEODORESCO MARINALVA DA SILVA MARIO RICARDO VOLANTE MARLENE SILVA PEREIRA MASA MIKE MAURICIO NUNES LOBO MERCEDES LISBOA SUTILO NEIDE MERCEDES DE AQUINO NILCEIA PEREIRA SANTIAGO NILSON JONAS FERNANDES PAULO SERGIO OLIVEIRA FERNANDES

PEDRINA PINHEIRO MAGALHAES REGINA HELENA DE ASSUNCAO RICHARD THOMAS MATIAS DELAGE ROBERTO DA SILVA TEIXEIRA RODRIGO DE CARVALHO ALVES RODRIGO FERNANDES ANTUNES ROLFH BARANOWSKI ROMILDO DONIZETE MORAIS ROSANA CLAUDIA PIEDADE DE SANTANA ROSILDA MARIA DA COSTA SERGIO LUIS CORREA DE OLIVEIRA SERGIO RIBEIRO SILVIA HELENA FONSECA DOS SANTOS SOLANGE APARECIDA BARBOSA NUNES TEREZINHA PEDRINA DE JESUS THAIS DE CASTRO FONSECA THEREZINHA DE LOURDES ZAGO IERARDI THEREZINHA FERREIRA DE OLIVEIRA VERA LUCIA CAETANO VERA LUCIA RODRIGUES DA SILVA VERONICA DAS GRACAS FLORINDO WANER APARECIDO ALVES WASHINGTON CIRINO DE CARVALHO WILSON JORGE YARA KOGUS GENIO


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Sinpolsan participa de manifestação em SP

URGENTE !!! ASSEMBLEIA GERAL DATA : 04/07 (quinta-feira) HORÁRIO : das 10 h às 13 h LOCAL : SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE SÃO PAULO Auditório Rua Galvão Bueno 782 Bairro da Liberdade, São Paulo

COMPAREÇA !!!

No dia 11 de junho, o Sinpolsan representado pelo presidente Walter de Oliveira e representantes da diretoria e policiais civis, estiveram reunidos para um ato no Masp em São Paulo. A manifestação contou com a participação dos sindicatos do interior.E a presença dos

servidores da educação , saúde, diretores e funcionários públicos do Estado, associações da Polícia Militar e representantes dos Policiais Civis de Minas Gerais. O principal objetivo do protesto foi a omissão do Governador, em relação as reivindicações pleiteadas dos Sindi-

catos Regionais e Sindicatos Estaduais da Polícia Civil.Munidos com faixas e cartazes, mais de quinhentos manifestantes participaram do ato. Uma reunião aconteceu no dia 18 de junho, onde ficou definida a data da assembleia geral.

Programação : 1-Apresentação das oito proposituras ao Governador 2-Prazo para o Governador responder 3-Em caso de resposta negativa a plenária deverá decidir por implantar “operação tartaruga” 4-Paralisação de 24 h 5-GREVE GERAL

O S I N P OL S AN e s t á a u t o r i z a d o a i n c l u i r m e u n o m e c o m o a ss o c i a d o NOME:........................................................................................................................................................................................................................................ RG: ........................................................................................................................CPF.............................................................................................................. DATA DE NASCIMENTO: . ....................................................................................ESTADO CIVIL............................................................................................. ENDEREÇO:............................................................................................................................................................................................................................... BAIRRO: ........................................................... CEP: ............................................CIDADE: .........................................................ESTADO............................... TELS: ....................................................................................................................EMAIL:.........................................................................................................

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FILIAÇÃO:................................................................................................................................................................................................................................... TIPO SANGUÍNEO: . .............................................................................................CLASSE:...................................................................................................... CARGO: . ...............................................................................................................DELEGACIA:................................................................................................ DEPARTAMENTO: ................................................................................................TEL:.............................................................................................................. LOCAL DE TRABALHO: . ......................................................................................ATIVO: ............................................................INATIVO:.............................. BENEFICIÁRIOS: NOME:

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