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pp 4, 5 e 6

Maio de 2006 Ano II n.º 11 Preço: 0,6 Euros

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32 anos do 25 de Abril

pp 9 e 10

Eleição Miss Casquilhos

pp 7 e 10

Comeroupacuzolhos

porque fui ao funeral do dino pág 2 tudo sobre o comercuzolhos pág 7-10 casquilhos fornece biodiesel aos tcb pág 10 bd: a verdadeira história de luís k. pág 16

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Rock in Cascos

Obras


Porque fui ao funeral de

Francisco Adam (“Dino”) A noite estava a acabar para muitos jovens. Já eram 3:50 da madrugada e alguns deles rumavam para casa, depois de uma noite de diversão. Francisco Adam teve um destino diferente. Eu não acreditava no que estava a acontecer, pensava Após uma sessão de autógrafos onde não faltaram que as personagens das novelas eram imortais!! as fãs, o jovem actor rumou para a morte. O acidente aconteceu na zona de Alcochete, na estrada 118, quando Mas não são! Enganei-me e quando vi o Francisco o carro onde este seguia embateu num eucalipto. No Adam no caixão percebi isso. carro seguiam mais dois amigos, um dos quais acabou Ele estava vestido com um casaco azul e um boné Bruna por falecer mais tarde. Rodrigues* azul e amarelo, mesmo à “Dino Man”, mas os vestígios 9º B Francisco Adam era um jovem com apenas 22 anos, do acidente, os cortes na cara traziam-nos à realidade: que estava a dar os primeiros passos no mundo da ele estava morto! representação e dava vida ao “Dino” da série juvenil O ambiente na igreja era de muita tristeza e emoção. “Morangos com Açúcar”. Foi através desta personagem Família, amigos e fãs partilhavam a dor. Muitos eram os que o Francisco ficou conhecido e que passou a fazer parte ramos e as coroas de flores. Todos choravam pela morte de todos os lares portugueses, incluindo o meu! do grande “Dino”! Quem não conhece expressões como “Dino O caminho até ao cemitério foi feito em silêncio. Man” ou “Babes”? Apesar dos fãs não poderem assistir ao Com a sua morte o Francisco deixou um enterro, o cemitério foi aberto após a vazio não apenas junto da sua família e cerimónia. amigos, como também no coração dos Antes de voltar para casa fui até à jovens portugueses. campa depositar uma foto do Francisco e Por esse motivo, decidi fazer-lhe uma última despedir-me dele. Adeus “Dino” ! homenagem: fui até Runa, mesmo não sabendo Para trás ficou uma criança que deveria ter os o caminho. O “Dino Man” merecia. Foi também seus 4, 5 anos e que dizia à mãe: “Ó mãe, o Dino está uma forma que arranjei de comprovar que o nosso ali a chorar...” - uma frase que nunca irei esquecer. [::] “Dino” já não estava entre nós! * com Alda Marques, 9º B

Estatuto Editorial O Jornal da Escola Secundária de Casquilhos – Barreiro orienta-se pelo presente Estatuto Editorial aprovado em Conselho Pedagógico desta escola em 17 de Novembro de 2004. 1. O Jornal é um projecto informativo, impresso, que pretende atingir uma periodicidade mensal. 2. Baseia a sua actividade em critérios de rigor, honestidade e independência no tratamento da informação. 3. Recusa o recurso ao sensacionalismo e a outros métodos menos éticos. 4. Rejeita qualquer forma de discriminação em função da cor, credo, nacionalidade ou sexo. 5. É independente do poder político, do poder económico e de quaisquer grupos de pressão.

Sumário

Francisco Adam Estatuto Editorial Editorial / Perfil Para aprender o 25 de Abril... ... fomos à UTIB

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6. Diferencia os artigos informativos (da responsabilidade do Jornal) dos artigos de conteúdo opinativo (devidamente assinalados como tal e da exclusiva responsabilidade dos respectivos signatários), de acordo com o princípio segundo o qual os factos são sagrados e os comentários são livres. 7. Assume o direito de emitir opinião própria, sobre todas as notícias, em editorial, sempre no respeito integral pela Lei em vigor. 8. Segue os princípios expressos na Constituição da República Portuguesa e persegue os valores da democracia, do pluralismo e da responsabilidade. 9. Compromete-se com as normas éticas e deontológicas da actividade jornalística expressas no Código Deontológico e na Lei de Imprensa. 10. Compete ao próprio Jornal a definição, em cada número, dos conteúdos a tratar de acordo com as suas opções editoriais.

A nossa capa Presidente da CMB na escola Educar para o consumo Comercuzolhos: Reflexão O Comercuzolhos são 3 dias Biodiesel abastece TCB

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Obras na Escola Dia-a-dia Desporto Escolar Rotunda dos Casquilhos SU DOKU BD - A Vida de Luís K.

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Perfil

Guilherme Oliveira

Ei-lo que parte

Ana Santiago prof. 8ºB

Chama-se Guilherme Oliveira e vai passar duas semanas no sul da Baviera, na Alemanha, pois é o aluno do 11º ano com a média mais alta no 2º período. É com um indisfarçável orgulho que o Guilherme Oliveira do 11º E fala deste prémio, atribuído pelo Rotary Club do Barreiro aos melhores alunos das escolas secundárias. Afinal trata-se de uma recompensa por ser um excelente aluno. E a coisa não vem de agora, confessa: sempre tive boas notas. O seu sucesso não tem grandes segredos: procura estar atento nas aulas, estuda tudo um ou dois dias antes dos testes e apoia-se na memória. Parte após os exames de Matemática e Geometria Descritiva, uma novidade que inquieta os estudantes do 11º ano, e conta passar bons momentos. Será inicialmente recebido em casa de uma família, rumando depois para um campo de férias onde espera encontrar estudantes de várias nacionalidades. O sucesso do Guilherme (Guimi para os amigos) não é estranho para os muitos que o conhecem e que com ele lidam na escola. Está sempre bem-disposto e ansioso por agarrar de frente os muitos desafios que lhe têm sido propostos, a ele e à sua turma: a Festa do Chocolate e o desfile do Comercuzolhos, são apenas um pequeno exemplo. Sempre a correr de um lado para o outro (numa escola que, como sabem, não é pequena) confessa que adora os Casquilhos e as actividades em que se envolve. O ano lectivo ainda não acabou e já fala dos projectos futuros que lhe rondam o coração e a alma. Sempre com um brilhozinho nos olhos e no sorriso. Quando chegou pela primeira vez, perdeu-se; hoje todos o encontram e todos contam com ele. Boa viagem, Guilherme. [::]

Editorial

Neste Maio maduro Maio* o Escrito traz até todos os ecos da revolução de Abril de 1974. Não queremos substituir a informação que se encontra disponível numa qualquer enciclopédia ou à distância de um clique. As intenções são ouvir falar de Abril por aqueles que o viveram e pensar Abril por aqueles que só conhecem a liberdade. Para não esquecer Abril. Maio é também o mês do Comercuzolhos. Mais uma vez a escola trabalhou para esta iniciativa que mostra o que por cá se vai fazendo. O colorido das exposições, a música, as pequenas vendas, o cinema, a ciência e os desfiles fizeram a festa. Esta foi uma das edições mais fracas dos últimos anos, longe da euforia verificada em 2004, mas aqueles que ficaram desiludidos têm já grandes planos para os próximos anos. Estaremos cá para ver. Sem dúvida, um dos momentos altos deste Comercuzolhos foi o Encontro de Gerações, motivado pela proximidade dos 45 anos de existência das instalações da escola. A singularidade dos edifícios, inicialmente pensados para servir alunos desde os dois anos de idade, não deixa ninguém indiferente. Os que por cá passaram e os que cá estão têm muitas histórias para contar. E é tão bom ouvi-los e ver voltar a este espaço muitos dos que contribuíram para a história do Liceu. A evocação da fundação da escola tem outros méritos. Os professores contam histórias incríveis na Sala de Professores. Histórias a que o tempo ajudou a dar uma camada de brilho e ternura que não tinham no início. Esta partilha devolve-nos à escola e devolve-nos o orgulho de a ela pertencermos. E é este orgulho que queremos que os nossos alunos sintam para que mais tarde relembrem os cheiros (já sentiram o cheiro das madeiras dos blocos B e C? Infiltra-se na memória), as cores e as caras. É por ser bom contar e ouvir contar histórias da escola que deixamos aqui um apelo a todos os que lerem estas linhas. Queremos reunir pedaços do passado e elaborar uma exposição sobre as quatro décadas e meia das instalações da escola. Para tal precisamos de fotografias, recortes da imprensa, cadernetas de estudantes ou de professores, manuais escolares, etc. Mas precisamos sobretudo de rostos e de histórias que ajudem a perceber a magia deste espaço. Contamos convosco. [::]

RA

* Maio, Maduro Maio é o nome de uma das canções do último álbum de Zeca Afonso editado antes do 25 de Abril intitulado Cantigas do Maio. É também nesse álbum que está incluída a canção Grândola, Vila Morena.

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Para aprender o 25 de Abril... Até há pouco tempo o 25 de Abril não era para mim mais do que é para muitos nós, o eco distante de uma luta pela liberdade. Não me entendam mal, todos nós sabemos o que foi o 25 de Abril e a sua importância, no entanto falta-nos algo que nenhuma aula de História nos pode ensinar: a experiência, (não temos culpa, é verdade, apenas temos uns quantos anitos a menos) e por isso propus-me pesquisar um pouco sobre este acontecimento e interrogar algumas pessoas sobre aquilo que viveram (como diria um conhecido jornalista da época: “Onde estava no 25 de Abril?”, pode-se dizer que não fui muito subtil). Depois de ter cumprido esta minha árdua e trabalhosa tarefa de recolher dados tive de parar para analisá-los. E o facto é que, por muitas vezes que ouçamos o nome de Salgueiro Maia, MFA, Marcelo Caetano, General Spínola, por muitos autocolantes que nos colem de “Viva a Liberdade!” e por muitas imagens que Ana Arêde vejamos de uma criança a pôr um cravo 11ºG

numa espingarda, nunca iremos conseguir compreender verdadeiramente o 25 de Abril, pois faremos sempre aquela análise fria a que o tempo e a distância nos condenam. Ouvir as histórias de quem viveu essa tão afamada Revolução dos Cravos é algo único: apesar de qualquer i d e i a preconcebida que possamos ter de que todas as pessoas vão dizer a mesma coisa (“vira o disco e toca o mesmo”), a verdade é que cada uma teve uma experiência diferente – por exemplo, enquanto umas estavam em Lisboa a ouvir e a viver todas as notícias em primeira-mão, outras eram demasiado novas para compreenderem o que estava a acontecer (apenas estavam felizes por não terem tido aulas) e outras ainda estavam demasiado longe para se aperceberem do que se passava e apenas receberam as notícias ao fim do dia… Porém, em todas foi comum essa avassaladora alegria que apenas se sente quando se experimenta a liberdade pela primeira vez. [::]

... fomos à UTIB A Universidade da Terceira Idade do Barreiro (UTIB), computadores e as peças que os compõem e estão a nascida em 2002, é um projecto que conta desde a gostar,apesar de, por vezes, ser um pouco difícil primeira hora com o apoio da Câmara Municipal do acompanhar a matéria. Barreiro em parceria com várias instituições, Para além de reconhecerem as vantagens da nomeadamente a nossa escola. O ensino é em regime Universidade ao nível da ampliação e actualização dos de voluntariado, isto é, os professores não recebem conhecimentos, estes alunos afirmam que a rigorosamente nada pelo seu trabalho. A UTIB é Cátia Duarte convivência com gente mais ou menos da mesma idade 11ºG é fundamental para se manterem vivos, úteis e activos. frequentada por alunos cuja média de idades oscila entre os 60 e 70 anos e nela se aprende (ou relembra) disciplinas Como dizia Maria Adelaide Antunes, de 60 anos, “É uma como Informática, Italiano, História de Portugal, Sociologia, óptima iniciativa, para tirar as pessoas que estavam muito etc. No passado dia 21 de Abril, o ESCRITO interrompeu uma “perdidas” em casa. Eu, por exemplo, estou na préaula de Informática, que tem lugar todas as sextas-feiras na reforma há 4 anos e encontrei a Universidade da Terceira nossa escola, na sala A4, para falar um pouco com estes Idade e vim para aqui e gosto de aqui estar, distrai-me e estudantes Seniores. tenho um incentivo para sair de casa.” [::] Contaram-nos que estão a aprender tudo sobre

25 de

António João Pereira 66 anos

João Rodrigues 77 anos

Bem, nesse dia eu estava longe daqui mas vivi-o com Com alegria, bastante uma roupa mais ou menos em condições e dei 3 alegria, embora o após 25 de cambalhotas no alcatrão com tanta alegria... essa alegria Abril não correspondesse à depois foi alterada por ver tantos atropelos a regras que eu tinha em mim. De qualquer maneira foi positivo, visto minha expectativa. que trouxe liberdade diferente da que havia, eu nunca me senti preso por qualquer situação, preso na maneira de viver porque eu vivi a vida como muito bem entendi.

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Joaquim Cantiga

Eu tomei parte do 25 de Abril, era militar profissional na altura e há coisas de que eu hoje me envergonho. Não que eu as praticasse, mas vi praticar. E o povo não percebeu o 25 de Abril, o 25 de Abril é uma coisa boa para trazer liberdade e democracia ao país mas não souberam aproveitá-lo. E houve muitos exageros e muito aproveitamento político de coisas em proveito próprio e não em proveito do povo ou da nação.


A nossa capa

Arlindo Inácio 63 anos

No 25 de Abril já tinha 30 anos e já tinha passado algumas coisas que vocês com 16/17 anos se calhar não fazem ideia. Era uma época muito má, todos viviam assustados, nós estamos aqui a conversar um com o outro e naquela altura estaria um indivíduo ali ao lado a pensar que estávamos a falar contra o regime e assim. No dia em que a revolução aconteceu houve uma explosão de alegria e liberdade, foi muito bonito. Eu estava a trabalhar, no turno nocturno, e quando cheguei a casa deitei-me e pouco depois estavam a bater-me à porta a dizer “Olha, há qualquer coisa!” então levantei-me e fui para a rua como toda a gente. Quem viveu esses momentos únicos recorda-os com alguma saudade.

Há 32 anos as notícias chegavam devagar, devagarinho, pela rádio e pelos jornais da manhã. Na incerteza do que se passava nessa manhã de 25 de Abril de 1974 (Golpe militar? Deve ser de direita! Será que não é? E agora, o que fazemos?) houve quem fosse para as ruas de Lisboa mas também quem viesse trabalhar “normalmente” e cumprisse os seus deveres. Na nossa capa reproduzimos a folha de registo dos professores que, nesse dia, há 32 anos, faltaram às aulas (pelos motivos mais variados, diga-se de passagem: uma das professoras, reformada há pouco tempo, era ainda estudante na Faculdade de Letras e faltou para ir fazer o exame de uma disciplina nessa Faculdade). A essa reprodução juntámos a imagem de um dos símbolos que, ainda hoje, estão associados a essa manhã libertadora: criado expressamente para a capa deste número pela professora Helena Oliveira, o cravo vermelho, estilizado a partir das iniciais da nossa escola, testemunha a ligação entre duas épocas tão diferentes que estas instalações viram passar por si. Também aqui se fez Abril.

João Costa Almeida 66 anos

O 25 de Abril para mim foi vivido a trabalhar, acho que deu jeito, acho que foi uma coisa boa, embora hoje isto não esteja muito bom para o futuro, ou talvez esteja, mas a gente vê-o negro.

Vitória Cardoso 69 anos

Na altura eu trabalhava na segurança social e pensámos que tudo fosse melhorar muito. Talvez não tenha melhorado tanto quanto nós desejávamos na época, mas foi muito bom que se tivesse dado o 25 de Abril.

Mª Adelaide Antunes 60 anos

O 25 de Abril para mim foi inicialmente uma incógnita, eu tinha 25 anos, se não me engano, e morava no Barreiro há pouco tempo. Apesar disso notava que quando fazíamos a viagem daqui para Lisboa ia sempre tudo muito calado e naquele dia quando eu ia a entrar para o barco alguém dizia “Não vás, não vás… anda lá a guerra” e eu pensei “qual guerra…o homem é mas é maluco”. A meio do percurso já se via o Terreiro do Paço cheio de gente e canhões. Eu tinha de ir trabalhar, mas como não havia autocarros fui a pé e passei por uma rua onde estavam soldados com armas. Encostei-me à parede a pensar que ia morrer, mas eles passaram e eu ganhei coragem e continuei. Por volta das 4 horas o pessoal feminino teve ordem de regressar a casa. Só mais tarde nos apercebemos de que era um golpe militar, embora nós não soubéssemos o que isso era. A minha vontade era ir para o Largo do Carmo, mas a minha mãe pediu-me para voltar para o Barreiro.

[::]

Sou de Moçambique e vim para Portugal quando se deu a revolução. O 25 de Abril vivi fora de Portugal, mas acho que chegou em boa altura pois os portugueses estavam muito fechados e o 25 de Abril abriu muito o caminho.

Augusto Pires 78 anos

ESCrito – Podia contar a história de o Zeca Afonso vir dentro dos frigoríficos? Luís Cunha – Não era o Zeca que vinha dentro dos frigoríficos… A Sasseti, onde eu trabalhava, era uma editora que gravava música popular portuguesa. A música popular da altura não tem nada a ver com esta, era música a que nós chamávamos música de intervenção, era a música com preocupações sociais. Antes do 25 de Abril estes cantores eram todos de esquerda, portanto, com o regime antigo eram todos proibidos de vender e de gravar. Ou seja, eram todos gravados no estrangeiro. Então o que é que acontecia? O editor deles, Arnaldo Trindade, era um sujeito que tinha uma empresa de electrodomésticos no Porto e nós tínhamos nas lojas apenas a capa do disco: a PIDE quando ia lá levava as capas. Então, para arranjarmos os discos mandávamos vir um frigorífico com determinado código. Um IGNIS 430 de 400 Litros era um frigorífico com 40 discos do Zeca Afonso. Nunca desconfiaram… Muito perto do 25 de Abril a polícia desconfiou disto mas depois, com a revolução, esqueceu-se tudo.

Abril

Luís Cunha é, actualmente, professor na UTIB

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Presidente da Câmara veio falar de Abril Comemorações camarárias incluíram os Casquilhos

No passado dia 27 de Abril realizou-se uma sessão, no Auditório da escola, integrada nas comemorações do trigésimo segundo aniversário do 25 de Abril. Promovida pela Câmara Municipal do Barreiro, Grande estupefacção causaram alguns pormenores estiveram presentes Carlos Humberto (Presidente da da vida de antes do 25 de Abril como a proibição de Câmara Municipal do Barreiro) e Hélder Madeira venda de Coca-Cola em Portugal ou a obrigação de se (Presidente da Assembleia Municipal e ex-Presidente da tirar uma licença para usar um isqueiro. Câmara logo a seguir à queda da ditadura) que contaram Braima É de salientar que foram ainda abordadas questões as suas experiências de antes e depois do 25 de Abril de Cassamá relacionadas com a descolonização das províncias 9ºB 1974. Esclareceram igualmente algumas dúvidas dos ultramarinas, o respeito que os militares recebem na alunos e professores que se encontravam nessa sessão. actualidade e o seu nível de vida. Por fim, foi apresentada a Foi-nos mostrado o jornal Avante, do Partido Comunista questão se “terá sido realizado o sonho pela qual os militares Português, “sem o qual a revolução não teria sido possível”, fizeram a revolução?” Carlos Humberto respondeu segundo um dos intervenientes, e enaltecido o papel “Entendam o 25 de Abril como uma coisa de hoje. fundamental que ainda hoje têm algumas Comemorar o 25 de Abril é comemorar os das “conquistas de Abril”, como a direitos de cidadania conquistados há Constituição, as eleições livres, 32 anos e que têm de ser a igualdade de direitos para os comemorados todos os dias”. dois sexos, etc. [::]

Educar para o consumo

A influência dos “média” nos jovens Hoje em dia somos constantemente bombardeados por algo chamado publicidade e a questão que se coloca é se somos afectados por ela ou não. grande desgosto) ainda não ganhámos o Euromilhões (se Na verdade, se perguntarmos directamente a algum vencedor estiver a ler isto pode simplesmente passar alguém se é afectado pela publicidade, a resposta para o próximo artigo e pensar em doar algum dinheiro para imediata será negativa, pois quem é que se o nosso jornal). Não digo que não seja deixa persuadir por anúncios de extremamente divertido ir às detergentes e afins? Ninguém. compras, porque Por exemplo, a Maria nunca percebeu b e m admito que é, estas coisas das marcas: ela até é uma rapariga bem Arêde mas informada e não se deixa enganar facilmente; por isso, Ana11ºG devemos enquanto ela se levanta de manhã e veste as suas calças pensar se algo é Levis, a sua t-shirt da Pepe Jeans e calça os seus ténis da realmente necessário. Nike, depois de ter lavado os dentes com Colgate e posto a Bem, antes que eu divague mais sua Eastpak às costas, ela questiona-se como pode alguém gostaria de dizer que apesar de a publicidade ser acreditar nos disparates apregoados pela publicidade na irritante e perigosa (pode sugar todo o nosso dinheiro…), televisão, nas revistas ou nos cartazes. também é utilizada como um meio informativo para questões A verdade é que as coisas não são assim tão simples, importantes e tem de se reconhecer que há anúncios muito pois apesar de dizermos que os anúncios são irritantes ou bem feitos. simplesmente estúpidos (vamos admitir que alguns Por tudo isto, caros leitores, lembrem-se de pesar sempre são!) a verdade é que nos deixamos os prós e os contras antes de comprar seja o que for. [::] “levar” por eles, acabamos por falar deles e divulgar o produto e compramos algo que nos é vagamente familiar. Devemos ter portanto em mente que (para nosso

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Comercuzolhos 2006

Da leitura à reflexão

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Passaram-se 45 anos desde o primeiro dia de existência das instalações da nossa escola e foi esta a temática do Comercuzolhos deste ano. Porém, a adesão ao espírito festivo não foi muito positiva pelo menos nos dois primeiros dias. Sexta-feira, dia 5 de Maio, o último dia do Comercuzolhos, prometia um fecho espectacular com um programa apelativo para todos os estudantes, como a passagem de roupas e bijutarias feitas ou adaptadas por algumas alunas do 11º E e a organização de um festival a que deram o nome de Rock in Cascos e em que cinco bandas de rock mostrariam os seus dotes musicais a uma assistência, de preferência, siderada. entrada livre ao público a partir das 16 horas). Não O espectáculo a que assistimos foi ligeiramente esqueço nunca, mesmo com as dificuldades de diferente. Tendo as bandas membros de outras escolas, realização dos projectos, os apoios que temos tido e os amigos e colegas dos guitarristas, vocalistas, que, por mais redundantes que pareçam, fazem a bateristas, etc. quiseram apoiar e assistir ao concerto. diferença. Mas bateram com o nariz na porta, pelo menos até às 18 horas (o concerto começou por volta das 16:45/17:00) Entristece-me porém que esta situação se passe Ana Beatriz Santos hora em que o espectáculo de gente pendurada na no Comercuzolhos, nesta semana de actividades tão 11º G vedação começou a parecer verdadeiramente nossa e que alunos e professores empreendedores deprimente. têm de proteger, antes que se desvaneça como aquelas tradições que se perdem na boca do povo. Como todos os anos, a semana de actividades dos Casquilhos não foi aberta pacificamente ao público, impedindo É preciso mostrar que mesmo longe do centro não assim que as exposições feitas pelos alunos tenham a estamos esquecidos, que não morremos e que temos projecção merecida, que os projectos realizados, também por mentes e corpos que trabalham e se desenvolvem aqui estes, tenham a aceitação desejada e tornando a imagem dos diariamente para tornar dias destes possíveis. Casquilhos manchada pela exclusão do intercâmbio de ideias E para se ver só mesmo Comendocuzolhos…[::] e projectos com as outras escolas do Barreiro. Compreendo a prudência e limitação na entrada de alunos externos. Não entendo, porém, esta exclusão nos dias em que os Casquilhos estão em festa e a tentar mostrar o seu melhor, situação esta que desmotiva profundamente aqueles que trabalham nos projectos que tornam a nossa escola numa festa de imaginação. Sou aluna desta escola há apenas 2 anos, mas já passei alguns momentos que ocupam um espaço muito bonito da minha memória. Participei já em inúmeras actividades, mais ou menos activamente consoante a importância da minha 5 de Maio: Rock in Cascos presença, e adoro fazer delas acontecimentos dignos de memória, como a nossa Festa do Chocolate (esta sim com

Olhar os astros

No dia 4 de Maio, durante a semana da escola, incrível: era possível distinguir os famosos anéis de realizou-se, a partir das 21:30, por iniciativa da professora Saturno e a maioria das pessoas presentes ficou Manuela Seixas, de Físico-Química, uma actividade que surpreendida por se poderem ver os anéis. consistia na observação de astros do nosso sistema solar. De seguida, passou-se à observação da Lua: Rúben Sousa parecia que ela estava mesmo à nossa frente, A sessão era constituída por uma pequena introdução 10º A podíamos distinguir na perfeição os oceanos e os sobre o assunto pelo responsável pela actividade, o Procontinentes lunares já para não falar das crateras lunares fessor Pedro Raposo, do Observatório Nacional da Ajuda e que se podiam ver com uma resolução incrível. da Faculdade de Ciências de Lisboa, passando-se depois à prática e à observação de alguns astros através de Por fim, observou-se Júpiter: apesar das um telescópio. expectativas do responsável não se conseguiu ver a grande mancha vermelha. Na observação de A primeira fase acabou por se não se realizar por Júpiter pudemos ver quatro dos seus satélites, as opção do responsável, por isso passámos logo à fase famosas Luas Galileanas. da observação. Quando vi o telescópio fiquei um pouco surpreendido, era totalmente diferente do que Foi pena não ter aparecido mais gente para a eu esperava ver ou dos poucos que conheço. actividade, mas mesmo assim, do meu ponto de vista, valeu a pena ter participado. [::] A observação começou por Saturno e foi de facto Ano II, nº 11, Maio/2006

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Reportagem completa

O Comercuzolhos são 3 dias Nos dias 3, 4 e 5 do presente mês de Maio realizou-se mais um Comercuzolhos na nossa escola, dedicado, este ano, à celebração dos 45 anos das suas instalações. O edifício, que é actualmente a Escola Secundária de Casquilhos mas que já foi Externato Diocesano D. Manuel de Mello e Liceu Nacional do Barreiro, completa 45 anos de existência em Outubro (foi inaugurado oficialmente a 9 de Outubro de 1961) e já formou várias gerações de licenciados em advocacia, medicina, engenharia e ensino.

⊕ Quarta, 3 de Maio Renato Albuquerque e pelos alunos Patrícia Bastos (10º As actividades da semana deveriam ter começado E), Fatumata Djaquete (10º F) e Miguel Silva (10ºE), às 9:30h de dia 3 com os jogos matemáticos, no Bar dos Alunos, que acabaram José Costa chegou aos seguintes resultados: 10º D por não se realizar (?). Miss Simpatia (votada pelas 10 concorrentes) – Rute Santos, 12ºD; Miss Fotogenia (escolhida pelo fotógrafo do Durante todo o dia decorreu jornal) – Catarina Serra, 10º E; 2ª Dama de Honor – Andrêa o ciclo de cinema Quando se Luz (9º C); 1ª Dama de Honor – Karina Lenzi (12º Pinta no Ecran promovido pela D); Miss Casquilhos professora e pintora Isabel 2006 – Nádia Simão Seruca. Os filmes passados (9º C). Como foram O Segredo Dos sempre, o júri não Punhais Voadores de agradou a todos Zhang Yimou (10:20h), Deus mas fez um é Brasileiro de Carlos Diegues Jogo do Ouri trabalho o mais (12:00h) e Os Respigadores e a isento e imparcial Respigadora de Agnés Varda (15:00h). possível. Até este momento a semana da escola estava a ser um

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⊕ Quinta, 4 de Maio pouco parada com as actividades a terem algum sucesso, mas não muito Às 15:00h, tudo mudou com um dos eventos O primeiro dia passou e o segundo estava a começar mais aguardados do Comercuzolhos: o Concurso Miss (agora sim!) com uma sessão de jogos matemáticos Casquilhos 2006, promovido pela Associação de promovidos pelos professores dessa Estudantes e com apresentação da Lígia disciplina. Vários alunos juntaramCosta, do 11º D se no Bar dos Alunos para se e do Wilson divertirem numa competição com Damião, do 9º diferentes jogos: Abalone, Ouri, B. Apesar do Hexa, … calor que se Após os jogos matemáticos, fazia sentir no às 10:20h, passou mais um Bar dos Alunos filme no Auditório escolar. ninguém quis Desta vez, o grande sucesso Karina Lenzi (12º D), deixar de ver o primeira Dama de Honor de 1975, galardoado com 5 dos 9 desfile de Óscares para que estava nomeado (Melhor Filme, algumas das mais Melhor Actor Principal, Melhor Actriz Principal, Melhor belas raparigas da Realizador e Melhor Argumento), Voando Sobre Um escola: primeiro Ninho de Cucos, de Milos Forman, com Jack Nicholson em roupa de no papel principal. O filme conseguiu encher o auditório dormir, depois em (apesar deste não ser muito grande) e as opiniões foram traje de passeio e, as mais variadas. Enquanto uns consideraram o filme finalmente, em muito bom, outros acharam-no estúpido; enquanto uns o traje de noite. Enacharam lindo, outros acharam-no atroz (principalmente tre cada desfile o o final). Já agora, os cucos não fazem ninho: colocam os numeroso público seus ovos nos ninhos dos outros pássaros, levando a Andrêa Luz (9º C), Nádia Simão, 9º C: era animado com segunda Dama de Honor que as suas crias sejam rejeitadas. a vencedora exibições de Enquanto os alunos viam o filme os professores diversos dançarinos da escola. O júri, constituído pelos professores Jorge Duarte e


Faculdade de Ciências de Lisboa (ver página 7).

⊕ Sexta, 5 de Maio O terceiro e último dia do Comercuzolhos começou às 9:00h da manhã com os torneios de jogos promovidos pelos professores de informática. Enquanto na sala D10 decorria o Torneio de Jogos em Rede, no Auditório realizava-se o Torneio de ProEvolutionSoccer 5, ganho pelo Miguel Romão, do 9º C. Enquanto decorriam estes torneios realizou-se outro dos mais aguardados eventos de toda a semana: o

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realizavam na sua sala o 11 o’clock Tea (Chá das 11) promovido pelos professores de inglês e alemão. Às 16:00h realizou-se um Encontro de Gerações entre professores alunos e funcionários. O objectivo deste evento era levar alguns professores, funcionários e alunos que estiveram ou estão nos Casquilhos a contar um pequeno episódio que lhes tenha acontecido. O tempo limite era de 2 minutos por pessoa, no entanto, poucos foram os que o cumpriram. Mas, apesar de tudo, foi uma actividade muito

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Uma das organizadoras, Tânia Pacheco (11º E), desfilando

engraçada, “educativa” (aprendemos, por exemplo, como se retiravam faltas dos livros de ponto sem os professores descobrirem e sem utilizar caneta nem corrector) e, em alguns casos, comovedora. Neste encontro de gerações discursaram mais de 2 dezenas de pessoas entre as quais se encontravam ex-funcionários (como o sr. Fernando Sacramento), ex-alunos (como Eduardo Cabrita, o actual Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local e Rui Libório que participou no primeiro Comercuzolhos), ex-professores (como o professor Balseiro de Filosofia que, apesar de invisual, conhecia os alunos melhor que qualquer outro professor) e professores actuais (como o professor de História e TIC e director do jornal ESCrito, Renato Albuquerque, e a professora de Físico-Química Alda Barata que também é a professora a leccionar há mais anos na escola). O encontro terminou com um episódio contado por uma aluna do 7º ano, Diana Félix, que é a aluna mais nova da escola mas que apesar dos nervos, esteve muito bem. A fechar o segundo dia da Semana da Escola decorreu a actividade Olhar as Estrelas (22:00h) promovida pela professora Manuela Seixas em conjunto com o professor Pedro Raposo do Observatório Nacional da Ajuda e da

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Eduardo Cabrita, actual Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, contando as suas memória de aluno desta escola

Toni Peres (11º D) e a prof.ª Vera Ferreira, os “noivos”

Comeroupacuzolhos, um desfile de roupas e acessórios desenhados e produzidos pelos alunos do 11ºE e exibidas por alunos, funcionários e professores da escola. Grande

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sucesso teve sempre o desfile das roupas envergadas pela D. Dionísia, arrancando grandes aplausos da assistência que enchia por completo o espaço entre os blocos D e E, propositadamente decorado para o efeito. A jóia deste desfile foi sem dúvida o casal de “noivos” formado pela professora Vera Ferreira, de Educação Física, que envergava um lindo vestido vermelho, e pelo Toni Peres, do 11º D, com uma gravata da mesma cor. Por fim, às 16:30h começou o evento que iria encerrar o Comercuzolhos: o Rock in Cascos, festival organizado pelo 11ºE no qual as bandas Krushit, Nafta Line, A New Hope, Overexposure e Fnickdown cantaram e tocaram ao vivo, entre muitos gritos e aplausos, vários covers e originais. Para além destes animados e divertidos eventos houve Uma das bandas em plena actuação no também vendas de crepes Rock in Cascos pela turma 11ºA e de várias outras coisas (rifas, bijutaria) pela turma 10ºE. As receitas da venda de crepes reverteram para actividades relacionadas com a futura condição de finalistas da turma. Para além das vendas houve também exposições de trabalhos realizados pelos alunos da escola. As exposições foram as seguintes: Alegoria da Caverna realizada pelo 11ºE em conjunto com a professora Graça Carvalho, Exposição de Trabalhos das turmas 10ºD e 10ºE realizada pela professora Graça Carvalho, Aprisionar Memórias realizada pelo 9ºB em conjunto com a professora Sara Franqueira, Decoração Exterior e Trabalhos realizada por alunos do 11º ano em conjunto com a professora Fernanda Martins e Trabalhos de Educação Tecnológica realizada por vários alunos em conjunto com os professores Jaime e Alexandre. Pena foi que não tivesse sido possível apreciar os diversos cartazes concorrentes ao Comercuzolhos 2006. Não pudemos, assim, verificar se concordávamos com a escolha do júri que elegeu o trabalho da Andreia Cordeiro, do 11º E, como o cartaz para este evento. [::] Aprisionar Memórias, exposição do 9º B

Produzido no Laboratório de Química

Biodiesel abastece autocarro da Câmara

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No passado dia 5 de Maio, a turma 12ºA, com a excelente ajuda do 12ºB e da Prof.ª Hélia Cunha e Silva, de Química, apresentou à escola um projecto de fabrico de Biodiesel a partir de óleo doméstico já usado. também ao Sr. Vereador e ao Sr. Engenheiro pelo apoio que A manhã foi muito atarefada e estávamos muito nervosos nos deram para que este pequeno projecto, desenvolvido no por ser a nossa primeira participação num projecto da âmbito da disciplina de Química, seja mostrado a toda a semana da escola; além disso, no dia anterior ficámos a comunidade barreirense. saber que iríamos receber a visita de dois convidados bastante Para quem não pôde ir à especiais. A azáfama e o exposição, mas ficou curioso, está nervosismo misturaram-se com o exposto na vitrina do Bloco E um sentimento de responsabilidade de cartaz feito pelos nossos colegas do apresentarmos o projecto 12ºB que ilustra o processo de simultaneamente ao Sr. Vereador do fabrico do Biodiesel. Pelouro do Ambiente, Bruno Entretanto, a Câmara e a escola Vitorino, e ao responsável pelo estão prestes a assinar um acordo Gabinete do Ambiente da Câmara Da esquerda para a direita: o Engº Nuno Banza e o para que um dos autocarros dos Vereador Bruno Vitorino ouvem as explicações da Prof.ª Municipal do Barreiro, Sr. TCB, no próximo Dia Mundial do Hélia Cunha e Silva, sob o olhar atento dos alunos Engenheiro Nuno Banza. A Ambiente (5 de Junho), possa cirexperiência foi muito gira e no final da apresentação ainda cular com o Biodiesel produzido no nosso laboratório. tivemos direito a elogios por parte dos nossos convidados e Esperamos que depois disto a nossa escola desenvolva e professores. apoie ainda mais iniciativas ligadas à ciência, como incentivo Agradecemos o apoio e a presença de todos os que lá aos possíveis futuros cientistas, deste país. [::] estiveram e visitaram a exposição, lamentando não terem Andreia Vaz, Irina Simões, Márcio Fernandes, Tatiana Duarte e Vilma Franco, 12º A comparecido mais alunos e professores. Agradecemos

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Obras na Escola

Renato Albuquerque prof. 10ºA

a sua aderência. Estas obras vão intervir nos degrau em frente das salas B e C, nas escadas ao lado da C1, de acesso ao bloco A inferior (“túnel”) e de acesso ao Bloco C (ao lado da papelaria) e no varandim junto à sala A 12, o que tem já obrigado a grandes caminhadas por parte de alunos e professores para irem de uma

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Tal como tínhamos noticiado no último número, a nossa escola entrou de novo em obras como é já bem visível nas salas do Bloco B que se encontram completamente “esventradas”. A intervenção nas salas C ainda não se iniciou até ao momento, apesar de o

A Sala de Desenho (B6) já sem janela e sem chão

A Sala de Desenho (B6) no dia 4 de Abril

para outra aula. Ao ritmo a que as obras (não) decorrem, parece que só no início do próximo ano lectivo poderemos ver a sua conclusão. [::]

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prazo previsto para a realização da obra terminar dia 4 do próximo mês de Junho. O ESCrito sabe que este atraso estará ligado a um problema com a empresa que devia fornecer os alumínios (portas e janelas). Apesar deste atraso, todas as aulas previstas para estes blocos foram deslocadas para outras salas, tal como foi oportunamente divulgado (horários com as novas salas em www.esec-casquilhos.rcts.pt),

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Escada de acesso ao Bloco C: desvendado o mistério das cruzes vermelhas

obrigando ainda ao encerramento da Biblioteca Escolar. Entretanto, a mesma empresa irá fazer também a substituição dos degraus que se encontram partidos (todos os que foram previamente marcados com um “X” vermelho) e o tratamento dos restantes de forma a aumentar

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A Biblioteca no dia 12 de Abril

Varandim e escada de acesso ao Bloco A Inferior (“Túnel”)

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Dia-a-dia

os sobreiros alentejanos, recebeu o 1.º Prémio; o projecto de Aveiro, Casa Ecológica: Um Projecto para a Região de Aveiro, recebeu o 2.º Prémio; finalmente, o projecto de Peniche incidiu sobre as praias do Concelho e visou determinar se os Remédios tinham, em tempos, sido também uma praia, merecendo o 3.º prémio. Ponto alto nesta Feira foi sempre o lançamento de microfoguetões, criados durante os vários dias pelos participantes e visitantes. Também as experiências do Grupo EuroPhysics.Fun, apoiado pelo Ministério da Ciência da Dinamarca, fizeram enorme sucesso, nomeadamente as que utilizavam o azoto líquido. Os participantes ficaram acampados dentro das salas A (em tendas aí montadas) e utilizaram as instalações da escola durante os três dias Encontro. No final, para além de um exemplar do nosso jornal, os participantes receberam uma pequena lembrança da escola.

XII ENCONTRO DE JOVENS INVESTIGADORES A nossa escola recebeu, nos primeiros dias das férias da Páscoa, o XII Encontro de Jovens Investigadores que contou com a participação de cerca de 60 jovens e 10 professores. Organizado pela Associação Juvenil de Ciência, uma instituição sem fins lucrativos, constituída exclusivamente por jovens e dedicada à promoção da ciência e tecnologia entre a juventude, e com o empenhamento pessoal do seu Presidente, o barreirense David Sobral, aluno de Física na Faculdade de Ciências, o Encontro decorreu entre 7 e 11 de Abril e contou com David Sobral na Sessão Solene a participação de alunos de Abertura, após 1 hora de espera pelo Ministro da Ciência do ensino básico e que não apareceu secundário que se interessam pelas áreas científicas e que sonham em se tornar um investigador. Este Encontro realizou-se em parceria com a Escola Secundária de Casquilhos e a Câmara Municipal do Barreiro e teve o apoio de IPJ (Instituto Português de Juventude), Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Luso-Americana e Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. Entre os diversos participantes na Feira da Ciência salientem-se os projectos premiados: O declínio do Montado, organizado por alunos da Escola Secundária de Odemira, preocupados com as doenças que têm atacado RA

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1ª FEIRA EUROPEIA DE CIÊNCIA

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Parte da equipa da Escola Sec. de Odemira explicando o seu projecto aos membros do júri

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Renato Albuquerque

A 3ª conferência Hands-on Science HSCI’2006 (www.hsci.info/hsci2006/index.html) decorrerá na Universidade do Minho em Braga de 4 a 9 de Setembro de 2006, e marcará o fim da primeira fase das actividades da rede “Hands-on Science” pretendendo-se, assim, não só continuar a reunir e discutir, sempre de forma aberta e despretensiosa, ideias, opiniões e exemplos de boas práticas como também apresentar e discutir as conclusões do nosso trabalho, sugerindo orientações para desenvolvimento futuro, efectivo e sustentado, da educação em ciência e da literacia científica na União Europeia. Integrado na conferência realizar-se-á no sábado 9 de Setembro o Seminário “Educação para a Ciência”, organizado em parceria com a Fundação Rotária Portuguesa e destinado a discutir esta problemática no contexto do nosso país. Nos dias 8 e 9 a Conferência abrirá as portas a toda a comunidade que convidaremos a visitar e participar na “1ª Feira Europeia de Ciência” e no Festival de Desporto Robótico que acontecerão no Campus de Gualtar da Universidade do Minho e na delegação de Braga do Instituto Português da Juventude. A participação nesta nossa conferência de todos os interessados no desenvolvimento da Ciência e da qualidade da Educação em Ciência será muito bem vinda, sendo que gostaríamos de os convidar a participar tão activa e empenhadamente quanto possível nas actividades da Rede Hands-on Science… pela Ciência… pelo desenvolvimento das nossas Sociedades. Professor Doutor Manuel Filipe Costa (Universidade do Minho)


VISITAS DE ESTUDO As visitas de estudo têm-se repetido neste último período. Curiosamente, todas elas no âmbito das Artes. Os alunos de Educação Visual do 9º Ano foram até ao Centro Cultural de Belém visitar o Museu do Design e ao Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian visitar a colecção permanente. Esta visita a Lisboa contou com a organização do professor Miguel Brinca. Também ao Centro Cultural de Belém mas, desta vez, para visitar a exposição dedicada à

SEMANA DAS PROFISSÕES Dias 8, 9 e 10 de Maio de 2006 o Serviço de Orientação Escolar da nossa escola, dirigido pela Dr.ª Lígia Varandas, promoveu mais uma semana das profissões. Durante estes 3 dias os nossos alunos puderam contactar diversas instituições do ensino superior, escolas profissionais, etc. que se deslocaram à nossa escola para dar a conhecer hipóteses diversificadas para a continuação dos estudos ou para o ingresso numa carreira profissional. Entre outras instituições, saliente-se a participação da Universidade Independente, o Instituto Piaget, o Centro de Formação Profissional do Penteado, Arte e Beleza, o IPAM, a Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, etc. que fizeram questão não só de esclarecer os alunos sobre os cursos que ministram como de deixar alguns folhetos e recordações. [::]

obra de Frida Kahlo, deslocaram-se no dia 3 de Maio os alunos de Artes do Secundário (11º D, 11º E e 12ºC). Os mesmos alunos, acompanhados, desta vez, por alguns alunos do 10º B, foram igualmente até ao Porto, nos dias 12 e 13 do mesmo mês para visitar o Museu de Serralves e a Casa da Música, tendo ficado magnificamente alojados no Hotel Nave, em plena Av. Fernão de Magalhães (a avenida do velhinho Estádio das Antas). Em ambos os casos a organização esteve a cargo da professora Helena Oliveira. [::]

APOSENTAÇÃO Nada nem ninguém resiste ao passar dos anos. Por vezes a ausência é definitiva, mas desta vez é mais compensadora e merecida. Estamos a falar de Ivone Nazaré, nossa Tesoureira, que no dia 21 de Março recebeu a comunicação de que se encontrava APOSENTADA. É mais uma colega que nos deixa, mas a quem temos a alegria de poder ver e facilmente contactar. Assim, pedimos--lhe que não deixe nunca de nos brindar com a sua presença, desejamos Saúde, Felicidade e toda a disposição do mundo para usufruir destas merecidas e intermináveis férias. [::] Mariana Pepe e Olga Matos, Assistentes Administrativas da ESC

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Lisboa, Centro Cultural de Belém

Semana das Profissões

COLÓQUIO SOBRE CRIMINALIDADE O último encontro do ciclo Os Jovens e o Mundo de Hoje realizou-se no passado dia 9 de Maio de 2006. Contou com a presença do dr. João Costa, psicólogo do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), que falou sobre A Criminalidade e a Juventude. Lembramos que esta iniciativa da Prof.ª Filomena Dias abordou ao longo deste ano lectivo temas como a sexualidade, a anorexia, a bulimia e o suicídio.

BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME Mais uma vez os nossos alunos de EMRC, em conjunto com a professora Inês Barão, participaram numa actividade de recolha de alimentos a favor do Banco Alimentar Contra a Fome. Este ano os 8 alunos e a professora estiveram, no passado dia 7 de Maio, entre as 9:00 e as 13:00, no hipermercado Feira Nova do Lavradio, tendo contribuído para que esta recolha tenha sido a maior de todas as organizadas até hoje. [::] Ano II, nº 11, Maio/2006

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Desporto Escolar

Mais dois meses de competições

Fotos: Vera Ferreira

Como foi referido no número anterior do ESCrito, A caminho dos Nacionais que realizar-se-ão em Óbidos, realizaram-se no mês de Março (nos dias 10 e 18, está a aluna Ana Teresa Freire que com certeza respectivamente) as provas de Corta-Mato e o 3º representará a nossa escola com a “garra” e o empenho Encontro do Núcleo de Natação. que até agora tem demonstrado. Desejamos-lhe boa Na prova de Corta-Mato, que se realizou na Amora, sorte e aguardamos os resultados. os nossos alunos não foram apurados para os Nacionais Parabéns a todos os mas no final da prova estavam bastante satisfeitos com alunos do Núcleo de a sua prestação e participação na mesma. Desde já, os Natação, que ao longo Vera professores de Educação Física querem dar os parabéns Ferreira deste ano lectivo, a todos os alunos, pelo seu desempenho em todas as prof.ª E.F. acompanharam a provas referentes ao Corta-Mato. Para o próximo ano há Professora de Educação mais! Física, Luzia Capela, nas No que diz respeito à prova de Natação, que se realizou “grandes braçadas” da no Pavilhão Municipal de Alhos Vedros, os nossos alunos Natação, tendo esta desempenhado um bom trabalho técnico continuaram a mostrar às outras escolas que sabem nadar! e pedagógico, nas suas sessões de treino: os “frutos” estão Nas várias provas disputadas, os alunos da escola obtiveram à vista! [::] as seguintes classificações:

VF

Após o 3º Encontro do Núcleo de Desporto Escolar de Natação, os nossos alunos ultrapassaram uma “prova de fogo”. No dia 6 de Maio, na Piscina Municipal do Pinhal Novo, realizaram-se as provas dos Regionais, de apuramento para os Nacionais. A Escola teve como participantes os alunos Fábio Anacleto (7º lugar nos 50m Livres), Ana Freire (1º lugar nos 50m Bruços e 4º lugar nos 50m Crawl), Miguel Galego (2º lugar nos 50m Crawl e 3º lugar nos 100m Livres) e Inês Guimarães (7º lugar nos 50m Costas). É de destacar a subida ao podium dos alunos Ana Teresa Freire (10º B) e Miguel Galego (9º A), tendo estes obtido excelentes classificações e as respectivas medalhas.

Miguel Galego e Ana Teresa Freire ostentando as suas medalhas

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Finalmente

Rotunda nos Casquilhos

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Começaram as obras para a construção da Rotunda dos Casquilhos. Desde há uns anos que esta zona começou a sofrer uma ainda maior pressão do trânsito automóvel: a criação do Parque da Cidade com a consequente abertura da Porta do Alto de Paiva, junto ao bloco E; a urbanização do Planalto dos Casquilhos, onde antes só existiam eucaliptos e os novos vizinhos localizados a nascente da escola; e, principalmente, a abertura da via que liga os Casquilhos à Quinta da Lomba, veio aumentar enormemente o trânsito que se cruza com a Av. Calouste Gulbenkian. Todas as semanas assistimos a acidentes, geralmente sem gravidade, entre os condutores que tentam, sobretudo às horas de ponta, entrar neste cruzamento. Dezenas de acidentes depois e após uma campanha eleitoral para as autárquicas em que todos os partidos defendiam a construção da rotunda, começaram Casquilhos: antevisão do local da futura Rotunda finalmente, no passado dia 26 de Abril, as obras da rotunda pela marcação no chão do local onde esta irá ficar e pela eliminação dos passeios por onde os carros passarão a circular. [::] Renato Albuquerque

SU DOKU

por André Galvão, 12º E

Preenche as casas vazias com algarismos de 1 a 9 de modo a que o mesmo número não se repita em cada linha, coluna ou quadrado. Grau de dificuldade: médio.

Soluções

Ficha técnica

Proprietário: Escola Secundária de Casquilhos – Barreiro Director: Renato Albuquerque (prof. 10ºA) Subdirector: Ana

Santiago (prof. 8ºB) Redacção: Ana Beatriz Santos (11ºG); Ana Arêde (11ºG); André Galvão (12ºE); Cátia Duarte (11ºG); Joana Alves (11ºG); José Costa (10ºD); Marta Maia (10ºD); Sara Heitor (10ºD); Sofia Cardoso (10ºB); Sofia Pia (11ºG) Colaboraram neste número: Braima Cassamá (9ºB); Bruna Rodrigues (9ºB); Carla Alves (10ºE); Helena Oliveira (Prof.ª 5ºG); Mariana Pepe e Olga Matos (Assistentes Administrativas); Rúben Sousa (10ºA); Vera Ferreira (Prof.ª EF); Andreia Vaz, Irina Simões, Márcio Fernandes, Tatiana Duarte e Vilma Franco (12ºA) Fotos: José Costa; Renato Albuquerque; Vera Ferreira Maquetagem: ReAl. Impressão: Serviços de Reprografia da Escola Capa: Desenho de Helena Oliveira sobre digitalização de original do Arquivo Histórico da Escola Correspondência: Jornal ESCRITO. Escola Secundária de Casquilhos. Quinta dos Casquilhos. 2830-046 BARREIRO Telef.: 212148370 Fax:212140265 E mail: jornal@esec casquilhos.rcts.pt Horário: Sala D11 - terças, das 14:00 às 16:00; quartas, das 8:30 às 10:00 Tiragem desta edição: 300 exemplares Os textos não assinados são da responsabilidade da Direcção

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A verdadeira história de Luís K.

por Kay

Este é o primeiro episódio de um conjunto de 3 que continuaremos a publicar nos próximos números do ESCrito

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Ano II, nº 11, Maio/2006

Jornal ESCrito n. 11  

Jornal da Escola secundária de casquilhos - Barreiro - Portugal

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