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Março de 2006 Ano II n.º 10 Preço: 0,6 Euros

Festa do Chocolate

Trouxemos o Barreiro à escola barcelona: uma visita adiada pág 4 aulas de substituição no secundário pág 6 mulher/mulheres pág 7-9 festa do chocolate pág 10-13 nuno júdice nos casquilhos pág 18 última hora : vêm aí as obras pág 20


Entre pessoas do mesmo sexo

Casamento, sim ou não? A 1 de Fevereiro deste ano duas cidadãs portuguesas, Teresa Pires e Helena Paixão, dirigiram-se a uma Conservatória em Lisboa para se casarem. Tendo apresentado previamente os documentos necessários que comprovavam que eram cidadãs disponíveis para o efeito, como o têm que fazer todas as pessoas, foram saber se o Conservador as casaria. a definição do casamento que nele consta discrimina as Com base no artigo 1577 do Código Civil, que define pessoas com base na orientação sexual, coisa que a o casamento como o contrato celebrado entre duas Constituição proíbe.Além desse artigo existe também pessoas de sexo diferente que pretendem constituir outro na Constituição Portuguesa que defende que Todos família mediante uma plena comunhão de vida, o têm o direito de constituir família e de contrair Conservador negou o pedido. casamento em condições de plena igualdade (artigo No entanto, o Código Civil, assim como todas as leis Anabela 36º). portuguesas, devem respeitar a Constituição Portuguesa, Rocha Por estas razões, o Bloco de Esquerda e o Partido pois esta é uma lei superior. Ora, a Constituição prof.ª 10B Ecologista Os Verdes apresentaram já na Assembleia Portuguesa no seu artigo 13º (chamado Princípio da da República uma proposta para alterar o Código Civil para Igualdade) afirma que Ninguém pode ser privilegiado, que todos possam casar. Também a Juventude Socialista se beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito comprometeu em apresentar uma proposta brevemente. ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, Finalmente, o Partido Socialista, que é Governo convicções políticas ou ideológicas, instrução, neste momento, prometeu discutir este assunto situação económica, condição social ou orientação depois do referendo sobre a despenalização da sexual. interrupção voluntária da gravidez, ou seja, lá para 2007. [::] Este artigo é o principal argumento dos que defendem que o Código Civil deve ser alterado pois

Opinião

Caricaturas de Maomé No último mês, a representação do profeta Maomé em caricaturas, efectuada por 12 cartoonistas dinamarqueses, tem gerado grandes conflitos. Uns defendem a liberdade de expressão, outros a sua religião, mas sinceramente não percebo o porquê de tanto alarido. No século em que estamos, como pode existir este tipo de censura? Compreendo que religiosamente ainda não seja admitido este tipo de Arte, mas o cartoon é uma maneira humorística de criticar e reflectir o estado da sociedade nos nossos tempos. Alguns poderosos da nossa sociedade já foram alvo de uma caricatura num jornal ou até mesmo na televisão e muitos acharam piada. Penso, não só por ser aluna de Artes, que estes cartoonistas não fizeram estas caricaturas para provocar o caos no mundo ou para ofender os crentes, mas apenas para que apreciassem o seu estilo. [::] Andreia Filipa 11º E

Este espaço foi propositadamente deixado em branco para não ferir susceptibilidades

Sumário Casamento Opinião: Caricaturas Editorial / Perfil Visita a Barcelona Aulas de substituição In the Navy Mulheres do séc. XX

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Ano II, nº 10, Março/2006

Entrevista à Vereadora Mulher ao longo dos tempos Festa do Chocolate Receitas vencedoras Dia-a-dia Desporto Escolar Campeonato Jogos Matemáticos

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Ciência Viva Nuno Júdice Educar para o consumo Concurso Comercuzolhos SU DOKU Banda Desenhada - Bia Última hora

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Editorial Uma escola com sede de Futuro Comecemos pelo fim. Apesar de ter surgido com a actualidade mundial (as caricaturas de Maomé), edição quase fechada e ter sido atirada para a derradeira nacional (casamento entre pessoas do mesmo sexo) página, a notícia de última hora que lá publicamos irá, ou da nossa escola (a visita aBarcelona). Porque vamos sem dúvida, ter influência no desenrolar do último período à procura dos temas que nos dizem respeito, falamos de aulas. neste número das que estão em maioria na escola, apesar de nem sempre o parecer: as mulheres. Já estamos habituados: não se fazem obras nas escolas Renato Albuquerque durante as férias grandes, tem de ser assim, ao mesmo A nossa escola está com sede de futuro e o ESCrito prof. 10A tempo das aulas. também. Contudo, não temos dúvidas que, se tudo for feito como As portas e janelas de madeiras nobres que irão está previsto, as obras resultarão na melhoria da qualidade desaparecer ficarão, certamente, na memória de todos. Mas e da segurança de todos os que trabalham – alunos, os Casquilhos são, acima de tudo, as vivências, a memória professores e funcionários – nos espaços mais antigos da das pessoas e das amizades. Por isso, temos a certeza que escola, aqueles que vêm praticamente do tempo do Colégio a Festa do Chocolate ficará na memória de todos os que a (as salas do Bloco B e C). E as melhorias ficarão não só viveram por dentro, projectando-nos na cidade a que para este como para os próximos anos. pertencemos. Terminámos esse dia extenuados mas ouvindo repetidamente “Na próxima temos que…” A Festa foi, de No próximo número contamos dar voz a estas obras e facto, de todos e para todos e tem condições para continuar às várias posições que elas vão, certamente, suscitar. se a escola assim o quiser. Assim como antecipamos já o que pode vir a ser Em nome da Comissão Coordenadora, da Redacção do polémico no próximo ano - a ocupação dos tempos escolares Jornal e no meu próprio, obrigado a todos (e foram tantos…) também no Secundário. os que com o seu esforço e participação a tornaram possível. Porque somos assim: tentamos informar, ser isentos e Construindo já o futuro. [::] dar voz às diferentes opiniões, quer se trate dos temas da

Perfil

A dançar ginga no terreiro ao Chinquilho, na Baixa da Banheira, onde treina duas vezes por semana. Contra ventos e marés (a Capoeira é sempre responsabilizada por resultados escolares menos bons), a Vera adora esta arte, que considera relaxante e Ana Santiago tranquilizadora. Para além disso refere a importância prof. 8ºB dos encontros e dos convívios entre os membros do seu grupo (Grupo Terreiro do Brasil) , espalhados pelo país, onde a Capoeira é a rainha do terreiro. Foi quase a dançar ao som do berimbau – um dos instrumentos usados pelos grupos – que nos despedimos da Vera, que ainda nos mostrou como se faz a ginga, o movimento base da Capoeira. Ali, apesar da timidez, no meio do bar dos alunos da escola. [::] RA

Este mês descobrimos a Vera Cristina Pereira, do 12º E. Alta e de olhos grandes, a Vera é tímida e pouco faladora. Só se entusiasmou quando a conversa tombou para a Capoeira. Não, não estamos a falar do local onde habitam essas aves, agora, tão temidas, mas dos seus movimentos aéreos, característicos desta dança – ou será desporto, arte, ou luta? Fiquemo-nos pela arte, bem mais justa e abrangente. A Capoeira nasce como um grito de revolta dos escravos africanos no Brasil. Os senhores dos engenhos de açúcar acabaram mesmo por proibir a sua prática, já que consideravam que tais manifestações davam ao capoeirista um excesso de autoconfiança. De facto, a Capoeira formava lutadores ágeis e perigosos e era economicamente indesejável que o escravo contraísse alguma lesão física. Ao longo dos tempos a Capoeira evolui para o que é hoje – uma dança que parece uma luta- mas onde não há qualquer contacto físico entre os elementos da disputa. Apesar da timidez da Vera Cristina conseguimos perceber que foi por curiosidade que começou a praticar – algumas imagens na televisão e uma conversa com um amigo cibernauta levaram-na até

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No passado dia 22 de Fevereiro, como sempre acontece com qualquer visita de estudo, o Conselho Pedagógico da escola debruçou-se sobre uma proposta de ida a Barcelona, na semana de 17 a 22 de Abril, que envolvia alunos da turma 11ºE, alguns alunos do 12ºA e do 12ºC e os professores responsáveis. O parecer do Conselho Pedagógico é obrigatório e, neste caso, não aprovou a data prevista, dando origem a uma série de reacções e posições que aqui relatamos.

Tomada de posição do Conselho Pedagógico O Conselho Pedagógico reunido no dia 14 de Março de 2006 analisou e apreciou os documentos supracitados [carta da professora Anabela Rocha, cartas de 21 Encarregados de Educação do 11º E à Directora de Turma, comunicado da Associação de Pais e posição do Departamento de Expressões Plásticas e Artísticas], tendo daí resultado as seguintes conclusões: 1 - O Conselho Pedagógico lamenta profundamente o 3 - A estes argumentos foram contrapostos os seguintes: mal-estar gerado na Escola em resultado da deliberação a) - o preço previsto para a viagem deverá ser valorado negativa, por maioria, emitida por este órgão em 22 de pelos próprios e pelos seus Encarregados de Educação não Fevereiro relativa à visita de estudo a Barcelona a realizar sendo óbvio que tal valor seja demasiado elevado para os pelos Alunos das turmas 11ºE, 12ºA e 12ºC, alunos destas turmas em concreto; organizada pela Professora Helena Oliveira; b) - a participação empenhada e voluntária dos a data 2 - A decisão então tomada baseou-se na análise alunos, sobretudo os do 11º E, em iniciativas várias escolhida põe do projecto apresentado por escrito por aquela que se têm realizado nesta Escola não pode ser em causa a responsável e resultou de discussão alargada na qual recompensada negativamente com a recusa de os concretização deixar participar nesta visita de estudo; foram aduzidos os seguintes argumentos: das a) - a data escolhida para a realização da visita 4 - Após análise aprofundada dos argumentos planificações acima enunciados, ganharam destaque os que de estudo na primeira semana do 3º Período põe em causa a concretização das planificações entretanto reconhecem que a escolha da data para a elaboradas pelos vários professores das turmas envolvidas, realização da visita de estudo pode ser prejudicial para o obrigando a um reajuste das mesmas de modo a que sejam normal decurso das aulas e a preparação dos alunos para cumpridos os respectivos programas, trabalho dificultado os exames, pelo que os presentes deliberaram contra a pela proximidade do final do ano lectivo; realização daquela actividade; b) - aos professores e alunos dessas turmas que não 5 - Mais resolveram recomendar os promotores a participam neste projecto ser-lhes-á impossibilitado, na considerar a realização da visita de estudo em apreço numa ausência de alunos que estão em visita de estudo, o nova data; leccionamento de novos conteúdos e, portanto, a progressão 6 - O Conselho Pedagógico reconhece, além do mais, a na matéria; importância da realização de visitas de estudo deste carácter, o empenhamento e abnegação de professores e alunos c) - a mesma data impõe aos alunos de anos com envolvidos neste projecto, a relevância que este pode ter no disciplinas terminais (11º e 12º anos) um esforço acrescido percurso escolar dos alunos e na própria projecção da Escola de trabalho na preparação para esses exames num momento junto da Comunidade, não sendo seu propósito, de modo de proximidade daquelas provas; nenhum, desvalorizar estas questões ou o trabalhos das d) - o valor pecuniário previsto a despender nesta visita pessoas envolvidas mas reitera que tudo isso foi devidamente será relativamente elevado, podendo por isso impedir valorizado na altura daquela tomada de decisão. discriminatoriamente a participação de alguns alunos; 7 - Após ponderação e debate sobre os diversos e) - a realização, nas semanas seguintes, de dois eventos documentos enunciados em epígrafe, o Conselho Pedagógico culturais em que a Escola está envolvida, a saber, a Semana deliberou, por maioria, não se voltar a pronunciar sobre a da Escola/Comercuzolhos e a Feira Pedagógica para os realização da visita de estudo em apreço, considerando que quais se espera a colaboração activa de alunos, não foram acrescentados argumentos que não tivessem sido nomeadamente do 11º E, na sequência da disponibilidade já ponderados anteriormente e que não foi introduzida que têm demonstrado para outras iniciativas, pode levar à nenhuma alteração à proposta inicial. Assim sendo, não diminuição da sua participação nesta iniciativa; foram encontradas razões válidas que levassem à reapreciação da decisão tomada em Conselho Pedagógico em 22 de Fevereiro.

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Frustração

Estava prevista para a primeira semana do 3º período motivos como a data em que esta se realizaria e a (17 de Abril a 22 de Abril), uma viagem a Barcelona onde proximidade do “Comercuzolhos”. Mas nem assim alunos, estavam envolvidas duas turmas de artes (11ºE e 12ºC) e professores e pais desistiram da viagem a Barcelona e uma turma de ciências (12ºA). Esta viagem de estudo conseguiram que fosse realizado um Pedagógico tinha como objectivo visitar várias exposições, extraordinário no dia 14 de Março. monumentos, locais históricos e outras actividades que Aí, quando o Pedagógico chumbou pela 2ª vez o envolviam todo o contexto artístico de Barcelona, de modo Guilherme projecto, toda a esperança foi deitada abaixo. Oliveira a desenvolver o conhecimento arquitectónico, cultural e 11º E Será justo para a grande máquina de apoio aos artístico da cidade pelos alunos. projectos da escola que somos nós, alunos, ser negado Desde o ano lectivo de 2004/05 que esta viagem estava a desta forma um projecto organizado para o nosso ser planeada pela Professora Helena Oliveira que se esforçou enriquecimento cultural? Fica ao vosso critério... para que a mesma se pudesse realizar em condições e que, tal Quanto a mim, este artigo surge para agradecer, em nome como os alunos envolvidos, estava bastante entusiasmada com de todos os alunos, o extraordinário trabalho que a Professora a ideia. Helena Oliveira fez para que esta viagem fosse realizada e Infelizmente, as facas também servem para apunhalar: no todo o esforço feito nos últimos dias para que os seus alunos mês de Fevereiro recebemos a infeliz notícia de que esta visita tivessem a possibilidade de conhecer a grande cidade que é de estudo, de preço acessível e muito bem planeada, tinha Barcelona. [::] sido “chumbada” pelo conselho pedagógico, apontando

Carta dos Encarregados de Educação Os encarregados de educação dos alunos envolvidos na visita de estudo a Barcelona, após a reunião do Pedagógico de 22 de Fevereiro, entenderam dirigir à Directora de Turma do 11ºE uma carta de apoio à realização da mesma, solicitando nova reunião deste órgão. Dessa carta, com a data de 3 de Março, transcrevemos alguns excertos. porque vão ser orientados por uma profissional e porque vão (…) a formação do Aluno não se esgota na componente viver uma experiência que dificilmente nós enquanto pais lhes curricular, sendo um processo mais abrangente e que passa poderemos proporcionar (…). para lá da sala de aula: é saber receber os ensinamentos do professor e, também, saber participar activamente na vida da Coloca-se a questão financeira. (…) Nem todos os alunos escola e da cidade. Por acreditarmos que a Escola Secundária podem ir? Haverá sempre quem não possa ir, nem que seja a dos Casquilhos proporcionava tudo isto aqui matriculámos os um espectáculo gratuito no Auditório Municipal. O ensino nossos educandos. (…) secundário não é escolaridade obrigatória e as balizas que impomos aos seus alunos não se podem pautar pela O curso de Artes Visuais tem exigências e especificidades mediocridade, antes pelo contrário. muito próprias. Para se preparar um aluno nesta área é preciso mostrar-lhe todo um mundo. (…) Poder�� colocar-se a questão de calendário. De facto eles vão faltar a algumas aulas, mas avaliando a dimensão Pensamos que foi neste âmbito que se programou a visita pedagógica da visita penso que podemos em consciência fazer de estudo a Barcelona. Confessamos que ficámos mais uma opção. Por outro lado, este calendário está próximo surpreendidos por haver um professor que se predispusesse da semana da escola.Queremos apenas relembrar que este a organizar tal viagem. (…) Aderimos de imediato à ideia e grupo turma tem activamente participado não só na semana por uma razão simples. Esta Barcelona que os nossos do ano passado, como em todas as actividades que têm educandos vão ver é decerto diferente daquela que alguns já decorrido na escola.(…) conhecerão. Porque vão estar com colegas da mesma área,

A minha (o)posição 1. O Conselho Pedagógico entendeu, no âmbito das suas legítimas competências, não aprovar a visita de estudo a Barcelona, proposta para o período entre 17 e 22 de Abril próximo; 2. No meu entendimento, a recusa das datas propostas, coincidentes com quatro dias de aulas, e a consequente inviabilização da visita têm como principal argumento o prejuízo que esta actividade traria para o cumprimento dos programas curriculares dos alunos envolvidos; 3. Levado às últimas consequências, este raciocínio poderá ser aplicado a toda e qualquer actividade extracurricular (Semana da Escola, colóquios, Festa do Chocolate, …) fazendo com que aescola se transforme num local onde professores e

por Renato Albuquerque

alunos nada mais farão do que transitar de aula para aula, ao arrepio de tudo aquilo em que acredito; 4. Está, na minha opinião, criado um conflito de consciência entre a posição deste órgão com o qual deixei de me sentir solidário, por um lado, e as minhas convicções do que é o Projecto Educativo desta escola; Por este motivo, decidi apresentar a demissão de Coordenaor do Projecto Educativo, Coordenador dos Directores de Turma do Ensino Secundário (cargo pelo qual estava presente no C. Pedagógico) e colocar à disposição do Conselho Executivo a responsabilidade que tenho assumido pelo website da escola. [::]

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Decisão polémica

Aulas de substituição também no Secundário Depois do 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico ter aulas de ocupação dos tempos escolares sempre que um professor se vê obrigado a faltar, começa-se já a falar que no próximo ano este esquema começará a funcionar também para o Ensino Secundário. Recolhemos 2 opiniões sobre esta medida que se antevê polémica quer para os alunos, quer para os professores. Creio que já todos ouvimos falar na questão (problemática?) das aulas de substituição no secundário. Estas aulas consistem em quando um professor falta ser substituído por outro, independentemente desse outro ser da mesma disciplina ou não. É impossível estar a ser sincero se disser que me oponho totalmente às aulas de substituição, no entanto, também não sou totalmente a favor, ou melhor, eu não me oponho às aulas, oponho-me sim à forma como estas irão ser realizadas. Penso que quando o professor de uma José Costa determinada disciplina falta deve ser substituído 10º D por outro com capacidades de leccionar a mesma de modo a que os alunos possam tirar o máximo proveito da aula: por exemplo, se os alunos estiverem a fazer exercícios e lhes surgir uma dúvida, o professor deve ser capaz de a esclarecer. Do meu ponto de vista considero ridículo que as aulas de substituição do secundário consistam em meter os alunos numa sala de aula a fazer jogos. Quer dizer, nos anos anteriores ao secundário, exceptuando o 9º ano, ainda aceito essa hipótese, mas os alunos do secundário vão ter exames finais e, como tal, têm de aproveitar todas as aulas que possam. Também sou da opinião que estas aulas não devem ser obrigatórias nos primeiros tempos da manhã e da tarde, ou seja, se o professor da aula dos primeiros tempos avisar que vai faltar, os alunos não devem ser obrigados a ir para a escola para ter substituição. Esta é a minha opinião!

In the navy

As aulas de substituição no Ciclo, penso que sejam realmente adequadas, pois os encarregados de educação sabem sempre onde estão os seus educandos. Os alunos, quando não tiverem aula, não vão para casa, ficam com os seus colegas na sala. Assim, os pais estão descansados por saber que os seus educandos estão na aula e não na rua, ao contrário do que acontecia antigamente. Por estas razões penso que estas aulas são adequadas no Ciclo. No Secundário, penso que estas aulas já não são tão adequadas, porque neste nível de Sofia ensino é esperada uma responsabilidade maior Cardoso dos alunos, uma maturidade superior à dos 10º B alunos do Ciclo. Para além disso, qualquer aluno do Secundário não está na escolaridade obrigatória, logo, continua a estudar por opção e não por obrigação. Assim, não vejo razão para “obrigarem” os alunos a permanecer numa sala de aula, geralmente com um professor que nem conhecem e que, por vezes, trazem a aula preparada e não dão oportunidade aos alunos de realizar mais nada, enquanto estes alunos poderiam aproveitar esse tempo para estudar ou fazer trabalhos.Na minha opinião, as aulas de substituição no secundário “chocam” principalmente com a responsabilidade e maturidade esperadas por parte dos alunos. Outra questão que se coloca são estas aulas no primeiro tempo da manhã, quando os alunos sabem que o professor irá faltar. Mesmo nestes casos terão que vir à aula, por vezes, para não fazer nada de produtivo para a sua vida a nível escolar. O mesmo se passa nas aulas do último tempo, em que os alunos poderiam ir para casa mais cedo para fazer trabalhos ou estudar, mas na realidade os alunos são “obrigados” a ficar na escola. Penso que, não sendo aulas avaliadas do mesmo modo que qualquer outra aula do nosso horário, as suas faltas também não deveriam ser contabilizadas de igual modo para a estatística pessoal de faltas curriculares.

Foi com muita pena nossa que, no dia 10 de Janeiro, tivemos de nos despedir de uma grande colega e excelente amiga - a Daniela. A Sr.ª Ferreira, como é agora tratada pelos seus superiores, deixou a nossa turma, deixou o Jornal e entrou para a Marinha. Passadas 5 longas semanas em Vale de Zebro, terminou a recruta no dia 17 de Fevereiro. Desde então, está em Vila Franca de Xira a tirar o curso de Secretariado. Resta-nos desejar à nossa “grumete” a melhor sorte do mundo e que tudo lhe corra conforme planeado. Joana Alves, 11º G

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A minha selecção

Mulheres do século XX

Ao longo dos séculos, centenas de mulheres destacaram-se em diversas artes: pintura, escultura, música, cinema, poesia, etc… Passou-se mais um Dia Internacional da Mulher e este ano ouvi uma frase, dita por um professor desta escola, que ficou na minha memória: Não compreendo a utilidade do Dia Internacional da Mulher, porque esta deve ser considerada importante todos os dias. Assim, que fiquem na memória de todos os nomes de cinco mulheres do Mundo, por mim eleitas, que se destacaram no séc. XX. Na área da pintura, destaco a pintora mexicana Frida Kahlo. Nascida em 1907, a sua pintura reflecte Ana Beatriz uma vida recheada de Santos tragédias. Começou a 11º G pintar-se a si própria quando convalescia de um acidente que a impediu de ter filhos. Sendo essa a sua maior dor, os seus quadros pintam esse sofrimento. Destaca-se pela força da sua pintura, pela sua arte e pela força interior que tinha todos os dias que atravessava em sofrimento. Neste momento, e até 21 de Maio, o Centro Cultural de Belém exibe uma Exposição bastante significativa da obra desta pintora, falecida em 1954, com apenas 47 anos.

Sophia de Mello Breyner Andresen é, sem sombra de dúvida, uma das maiores poetisas portuguesas contemporâneas – um nome que se transformou em sinónimo de Poesia e de musa da própria poesia. Nascida no Porto em 1919, escreveu inúmeras obras e ainda traduziu grandes nomes da literatura como Dante e Shakespeare. Ganhou ainda o Prémio Camões em 1999, vindo a morrer a 2 de Julho de 2004, esperando o cumprimento do seu desejo Quando morrer hei-de voltar para buscar os momentos que vivi junto do mar.

Marilyn Monroe destacou-se sempre pela sua beleza cativante. Capa da primeira Playboy, a sua morte prematura, aliada à sua sensualidade, tornaram-na num ícone pop feminino e num sex symbol eterno. Nascida em 1926 com o nome de Norma Jean, morreu em 1962, depois de inúmeros filmes e de uma história recheada de polémicas.

P a u l a Rego nasceu em Lisboa em 1935 e desenvolveu a sua carreira em Londres, onde fixou residência e montou o seu atelier. A capital inglesa despertou a sua atenção e interesse desde 1968, quando viajou para lá pela primeira vez, aproveitando uma bolsa de estudos recebida da Fundação Gulbenkian. Num depoimento incluso no catálogo para a exposição Pintura Portuguesa de Hoje, em 1973, Paula Rego deixou patente a sua aversão pela pintura ao vivo: Não gosto de pintar ao vivo. Gosto de canalizar imagens naturalistas, abstractas, ornamentais, feiticistas, infantis. A sua amizade por Jorge Sampaio levou-a a pintar o retrato oficial do anterior Presidente da República que se encontra actualmente no Palácio de Belém. A exposição que esteve patente o ano passado no Porto, no Museu de Serralves, foi visitada pela nossa escola (ver ESCrito n.º1)

A britânica Margaret Tatcher (nascida em1952) foi a primeira mulher europeia a desempenhar a função de primeiro ministro. Denominada de “Dama de Ferro”, ganhou as eleições consecutivamente durante 11 anos, durante os quais dirigiu firmemente os assuntos de estado e os ministros do seu gabinete.

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Como ser mãe e “trabalhar nas obras” Entrevista com Sofia Martins, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro

Fotos: Joana Alves

Mulher adaptada a um meio maioritariamente masculino, Sofia Martins, ex-aluna da nossa escola, impôs-se e concilia duas funções importantes, mãe e Vereadora das Obras e Saneamento. Numa conversa leve e simpática, a propósito do Dia Internacional da Mulher, falámos da situação feminina nos empregos de faceta mais masculina, da discriminação que aparentemente se sofre neste tipo de serviços e da dupla função mãe/trabalhadora. ESCrito - Quais são as suas funções? Sofia Martins - Sou responsável pelas obras municipais. Pelo sector das águas e do saneamento básico, reparação de pavimentos, asfalto, passeios, jardins, higiene e limpeza. Tudo o que os serviços da Câmara Municipal fazem nestas áreas é da minha responsabilidade.

opinião, quem cumpre bem o seu papel, e é bom profissional, é reconhecido pelo seu desempenho e não pelo facto de ser homem ou mulher. Há bons homens a trabalhar e boas mulheres a trabalhar. Ana Beatriz Santos 11º G

ESC - Como é quando uma mulher chega a este meio mais masculino? SM - No início há um olhar diferente. Não sabem avaliar ESC - Como se sente num cargo maioritariamente ainda as nossas capacidades. Uma mulher, quando desempenhado por homens? chega a um meio mais masculino é sempre mais As SM - Para mim, não é diferente. Sempre trabalhei mulheres complicado mas depois, com o entendimento, tudo melhora. Torna o meio menos bruto, mais sensível e numa área mais masculina. Fui directora de obra e são, na trabalhava num meio essencialmente masculino. Mas verdade, começam a resolver-se as questões de outra maneira. já começam a aparecer mais mulheres neste meio. Por Super exemplo, aqui, nos nossos serviços, há três mulheres Mulheres ESC - Então, considera que houve uma evolução engenheiras que são Chefes de Divisão. Acho que, da situação das mulheres no que diz respeito à luta embora este seja um sector aparentemente menos por posições de igualdade a nível profissional…? vistoso, menos feminino, não é difícil ser coordenado por SM - Sim. Bastante. Por exemplo, quando entrei para a mulheres. faculdade havia três meninas numa turma de 30 pessoas. ESC - No ambiente de trabalho como é a sua relação Actualmente numa turma de 30, 10 são mulheres. com os homens? Sente algum tipo de discriminação?

Vereadora Sofia Martins e a nossa repórter

SM - Não. Em profissões normalmente desempenhadas por homens, sinto mais a discriminação pelo facto de ser jovem do que propriamente por ser mulher. Na minha

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ESC - A sua formação académica, na área de engenharia, foi difícil tendo em conta que é uma área de homens? SM - Foi onde notei mais discriminação. Quando vou trabalhar para a obra não sinto que os homens olhem para nós como seres inferiores que não cumprem bem a sua função. Nem mesmo aqui sinto isso. Mas na faculdade, os chamados “engenheiros velhos” olhavam para as raparigas com uma opinião negativa. Eles, que deveriam ter um olhar mais aberto e falar também para as mulheres, eram infelizmente quem tinha um olhar mais discriminativo, de quem considera as mulheres seres que apenas servem para enfeitar.


ESC - Sabemos que foi mãe um mês e meio antes de assumir funções. Como foi conciliar essa dupla tarefa de mãe e trabalhadora? SM - Muito complicado. Sinto que falhei um bocadinho como mãe e um bocadinho nas minhas funções. No entanto, nos primeiros momentos, com a ajuda de todos, nomeadamente do restante executivo, consegui ter mais tempo para a bebé. Agora está mais fácil, mas ao início foi complicado. ESC - Que mensagem deixa às alunas dos Casquilhos que poderão vir a ser futuras profissionais da sua área? SM - A mensagem é sempre: sigam o vosso sonho ou vocação. Tenho sempre pautado a minha vida pela ideia de que, para se conseguir o que se quer, tem que se lutar. O mundo está em constante mudança e também somos nós que o fazemos mudar. As mulheres são, na verdade, Super Mulheres. São donas de casa, são mães, têm profissões que lhes exigem muito tempo e conseguem, quase sempre, fazer tudo isso ao mesmo tempo. Não acredito que alguma menina que no futuro queira ser engenheira, vereadora ou presidente de câmara, não o consiga. É tudo uma questão de força. Isto também porque, hoje em dia, o meio profissional está mais aberto às mulheres. [::]

Vereadora Sofia Martins

Algumas pistas

A mulher ao longo dos tempos

ON

Segundo a Bíblia, foi Eva quem levou Adão a comer o Ainda no séc. XIX, ganha força o movimento sufragista fruto proibido, o que provocou a sua expulsão do Jardim que lutava pela igualdade entre sexos e pelo sufrágio do Éden... Este pecado original vai marcar, universal, direitos que foram sendo obtidos, ao longo do profundamente a forma de olhar a mulher, entre os séc. XX. séculos X e XVII, nas sociedades ocidentais. Mas ainda há muito para fazer – de forma geral, as Richardson, um pregador quinhentista, escrevia Ela mulheres estão em minoria nos mais altos cargos é a perda do homem, uma besta insaciável, uma políticos, cívicos, económicos, desportivos, etc. guerra perpétua, uma ruína contínua, uma casa E mesmo, já no séc. XXI, merecem uma palavra as Bebiana Gonçalves de tempestade, um obstáculo digno de piedade. situações degradantes em que muitas mulheres se Aliás, no séc. XVI, o aumento da influência do Direito Prof. 10A encontram, desde a escravidão sexual (e não só...), à Romano agrava a subordinação da mulher. A ela não é violência conjugal e à mutilação genital feminina! Como dizia um poeta Vemos, ouvimos e lemos, não podemos permitida qualquer infidelidade (ao contrário do que sucede ignorar! [::] ao marido!), pois é ela que traz no ventre o herdeiro do património... Durante estes séculos, à mulher cabe essencialmente a procriação, a educação dos filhos, as lides domésticas e a economia caseira. Sendo conhecida a expressão Burra que faz him e mulher que sabe latim nunca tiveram bom fim, não é de admirar que fossem poucas as mulheres que soubessem ler ou escrever ou mesmo um pouco mais... A partir do séc. XIX, com a industrialização, as mulheres passam a ser exploradas como mão-de-obra mais barata, mantendo a seu cargo as tarefas domésticas. A 8 de março de 1857, operárias das fábricas têxteis de Nova Iorque entraram em greve, com ocupação das instalações. Reivindicavam a redução do horário de trabalho e a aproximação salarial dos dois sexos. O resultado foi a morte de 130 mulheres, num incêndio. Para que este drama não fosse esquecido, essa data foi escolhida, já no século XIX, para comemorar o Dia Internacional da Mulher. Ano II, nº 10, Março/2006

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Festa do Chocolate

por Renato Albuquerque

Como por magia, a 31 de Janeiro a entrada da escola transformou-se na casa de chocolate dos contos de fadas VF

Era a véspera e as planificações dos dias anteriores começavam a tomar forma: com esferovite, tinta, cola, imaginação e muito trabalho cresciam as decorações dos espaços

A entrada da sala de alunos passou a dar acesso a uma outra dimensão: uma e x p o s i ç ã o , esculturas em chocolate e muitos, muitos bolos e doces com chocolate. No Auditório, o Cacau Clube de Portugal trouxe diversas amostras e uma Professora para falar de tudo o que está relacionado com o Chocolate.

P e l o refeitório passaram mais de 200 cozinheiros de palmo e meio que partiram as bolachas, pesaram o açúcar e o chocolate, fizeram (e comeram) salames de chocolate. Vieram da Escola 6 e da 9, do Colégio Minerva, do D. Pedro V, dos Franceses, do Cantinho Alegre da Infância, do Jardim de Infância 2 do Alto do Seixalinho, ...

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No Pátio uma exposição retrospectiva do nosso jonal lembrava que a Festa do Chocolate tinha sido organizada para comemorar o primeiro aniversário do ESCrito. A montagem da Exposição, formada pelas maquetes, a cores, dos diversos números, implicou uma complicada logística envolvendo a Redacção, o Conselho Executivo, os funcionários, os alunos e... muita imaginação para que tudo se mantivesse de pé.

Também no Pátio foram montados espaços para venda de chocolate quente, crepes com chocolate, bolos com chocolate, ...

À entrada da escola os nossos visitantes mais pequenos recebiam pedacinhos dos chocolates que os nossos patrocinadores tinham oferecido. Ao meio-dia reuniram os 2 júris dos amadores que, heroicamente, provaram 22 bolos de chocolate e 16 espécies diferentes de doces. À noite foi a vez dos profissionais: 12 bolos e 10 doces para mais 10 heróicos membros do júri (professores, funcionários, alunos, encarregados de educação e um representante da autarquia). Todos sobreviveram e cumpriram dignamente as suas funções.

O nosso obrigado aos que nos apoiaram: a Câmara Municipal do Barreiro, a Junta de Freguesia do Alto do Seixalinho e de Palhais, a Óbidos Patrimonium, a Embaixada da República Democrática de São Tomé e Príncipe, o Cacau Clube de Portugal, a Pastelaria Nortejo (obrigado mestre Fernando Palma), os Chocolates Nestlé e o Supermercado Modelo. Um obrigado especial para o Pedro Brito, que concebeu o cartaz, para o Conselho Executivo e para tantos e tantos alunos, professores e funcionários desta escola que tornaram a festa possível. Ano II, nº 10, Março/2006

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Bolo Guloso 1º Prémio de Bolos com Chocolate - Amadores Isabel Lopes (Prof.ª 11º Grupo B)

Bombons Caseiros 3º Prémio de Doces com Chocolate - Amadores Hélia Silva (Prof.ª 4º Grupo A)

Ingredientes

Recheio: 150g de açúcar 125g de miolo de amêndoa 3 ovos

7 ovos 3 chávenas de açúcar 3 chávenas de farinha 1 chávena de óleo 1 chávena de chocolate ou cacau

Cobertura: 1 tablete de 250g de chocolate 1 colher de sopa de manteiga ou margarina sem sal 1 colher de nozes picadas

Preparação Numa taça, bata as 7 gemas com o açúcar. Junte o óleo e o chocolate ou cacau, misturando bem. Adicione a farinha, mexendo suavemente e, por fim, as claras batidas em castelo bem firme. Vai a cozer a 180º C, em forma previamente untada e polvilhada com farinha. A forma deve ser redonda, com buraco. Desenformar e cobrir, se quiser, com cobertura de chocolate. Bom apetite!

Na véspera faça o recheio. Passe as amêndoas pela máquina de picar. Deite o açúcar num tachinho, junte-lhe um dL de água, tape e leve ao lume; quando começar a ferver, retire a tampa, conte 4 min de fervura em lume brando e retire do lume; junte-lhe as amêndoas moídas e mexa bem. Bata ligeiramente os ovos, junte-os ao preparado anterior e volte a levar ao lume, mexendo sempre com colher de pau, até engrossar e se ver o fundo; retire do lume, deite num prato untado e deixe arrefecer e repousar até ao dia seguinte. Com esta massa faça pequenas bolinhas, mais pequenas do que avelãs. Num tacho deite o chocolate e a manteiga e derreta em banho-maria; quando derretido, junte-lhe as nozes picadas e mexa com cuidado. Depois, com uma colher de café ou de chá, vá deitando bolinhas de recheio no chocolate; embrulhe-as bem no mesmo, retire-as uma a uma e coloque-as afastadas umas das outras numa superfície levemente untada com óleo. Deixe-as arrefecer bem. Embrulhe-as em papel de prata colorido ou em forminhas de papel.

A Festa podia ter sido mais animada, faltava alegria, faltava música, faltava muita coisa à Festa. Mas convenceu muita gente a vir cá, foi fixe. Jorge Sousa, 8º D

Achei bem, uma iniciativa bonita, devia haver mais vezes e deu a conhecer as várias qualidades do chocolate. Deu para as pessoas se conhecerem, conversarem, …

Foi uma Festa interessante. Acho que a escola com eventos desta natureza que exigem muito tempo, muito esforço e muita dedicação, tanto dos professores como dos alunos, em primeiro lugar chama a atenção das outras pessoas de fora para a nossa escola; e a partir daí as pessoas que não conheciam a escola da parte de dentro passaram a conhecer, porque quem vê a escola de fora não tem a noção do que é realmente a escola por dentro, pensa que são só estes edifícios aqui da frente.

Saudade Silva, AAE da Portaria

Isabel Matos, AAE do Bloco A

Gostei porque foi uma iniciativa diferente, passámos um dia diferente; pudemos conhecer pessoas novas, havia pessoas de outras escolas, a escola estava aberta ao público. Sara Oliveira, 10º E

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Cocktail de laranja com cacau (6 cálices) 1º Prémio de Doces com Chocolate - Amadores Erica Fernandes, 11º D

Creme de Whisky (4 doses) 2º Prémio de Doces com Chocolate - Amadores Mária Almeida (Prof.ª 1º Grupo) e marido

Ingredientes

Ingredientes

Creme: 300 g de chocolate para uso culinário; 300 g de natas batidas; 200 g de açúcar; 6 gemas.

6 dL de leite 3 colheres de sopa de farinha 5 gemas 150 g de açúcar 1 cálice de whisky (grande) chocolate em pó ou em barra chantilly q.b. (para fazer chantilly bata 2 dL de natas com 3 colheres de açúcar)

Cobertura: 0,5 L de leite; 200 g de açúcar; 4 laranjas; 2 colheres de chá rasas de farinha de milho; 8 gemas 6 folhas de gelatina (ou 2 pacotes de gelatina de ananás em pó) Preparação: Prepare um xarope com o açúcar e um copo de água. Derreta o chocolate aos pedaços em banhomaria; junte as gemas; misture bem e incorpore o xarope mexendo sempre. Junte as natas batidas e distribua por cálices de vidro. Coloque no frio até que ganhe consistência. Para a cobertura, raspe a casca das laranjas para um tacho com o leite e o açúcar. Quando começar a ferver, retire do lume e deixe repousar durante uns minutos. Incorpore as gemas e a farinha de milho dissolvida no sumo das laranjas. Passe por um coador fino. Este preparado deve voltar a lume brando, mexendo sempre, até que o creme fique espesso. Junte a gelatina, mexendo até que se dissolva. Deixe arrefecer e reparta sobre o chocolate.

Preparação Ferva o leite. À parte, misture a farinha com as gemas e o açúcar. Verta o leite em fio, sem parar de mexer. Leve a lume brando para engrossar, mexendo sempre. Coloque o chocolate em pó ou raspe a barra ou (como eu fiz) coloquei a barra toda dentro do leite. Deixe ferver um pouco, retire do lume (após o apagar), junte-lhe o whisky e misture bem. Deixe arrefecer, mexendo ocasionalmente. Decore com chantilly e chocolate em pó ou com aparas da barra – se ainda sobrar alguma. Sirva bem fresco.

Estava bem organizada. Achei que foi engraçado, foi giro, foi um bom projecto e contribuiu um bocadinho para os alunos saírem daquela onda “ai os estudos…”. Deu para o pessoal se divertir um pouco porque não havia aulas. Lucinda Silva, 9ºB

Gostei: foi giro, foi diferente, nunca tinha visto nenhuma assim, nenhuma Festa do Chocolate. Sandra Viola, AAE da Biblioteca

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Dia-a-dia

INSTITUT FRANCO-PORTUGAIS

CICLO DE CINEMA

No dia 3 de Fevereiro, teve lugar uma visita de estudo ao Instituto Franco-Português, em Lisboa, que juntou alunos do 11º (B, C, D e F) e do 12º anos de escolaridade (C e D). Esta visita foi organizada pelo núcleo de estágio de Português e Francês, as estagiárias Emanuela Costa e Verónica Fitas e a orientadora Ana Coelho, e contou com o apoio da professora Zelinda Cunha. Por volta das 8h30, alunos e professores partiram do terminal dos barcos em direcção a Lisboa. Já no Instituto FrancoPortuguês, um dos responsáveis pela mediateca apresentou este local e o seu modo de funcionamento, sempre em francês. Em seguida, para que os alunos pudessem pôr em prática os seus conhecimentos linguístico-culturais, realizaram um peddy paper em grupos de quatro. Posteriormente, dirigimo-nos ao auditório do instituto para assistirmos ao filme Táxi 2, de Luc Besson. Já que a fome se fazia sentir, os participantes nesta visita almoçaram na Pizza Hut e, como estavam perto da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, onde estudam as estagiárias de Português e de Francês, deslocaram-se a esta instituição. No final, os alunos revelaram que gostaram bastante desta visita e que é necessário repetir iniciativas semelhantes! [::] Rute Jael, 12º D

No dia 13 de Fevereiro, o Ciclo de Cinema em Língua Portuguesa invadiu o Auditório da Escola. Esta iniciativa permitiu a divulgação de uma língua falada por milhões de habitantes em todo o mundo, língua essa que transpõe as fronteiras do nosso país. Os dois filmes exibidos no âmbito deste ciclo de cinema – Zona J, de Leonel Vieira, e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles – retratam uma sociedade marcada pelo crime e pela toxicodependência. Desta forma, pretendemos alertar toda a comunidade educativa para uma realidade que não pode ser ignorada, pois “Se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come”. Obrigada a todos aqueles que se deixaram contagiar pela Língua Portuguesa. [::] Emanuela Costa e Verónica Fitas

REUNIÕES DOS PAIS COM O DT Está já marcado o Calendário das reuniões de Pais e Encarregados de Educação com os DTs em Abril. No site da escola: www. esec-casquilhos.rcts.pt

COLÓQUIO SOBRE SUICÍDIO No dia 22 de Fevereiro, integrado no Ciclo de Colóquios Os Jovens e o Mundo de Hoje, organizado pela professora Filomena Dias, realizou-se um novo encontro dinamizado pelas psicólogas Sílvia e Raquel Mendes, do Núcleo de Estudos sobre Suicídio do Hospital de Santa Maria. Desta vez o tema foi o Suicídio. [::] 22 de Fevereiro, Casquilhos: dr.as Sílvia e Raquel Mendes

No passado dia 9 de Fevereiro, o 11º G, acompanhado pela professora Ana Santiago, percorreu as ruas da Lisboa de Eça de Queirós. Quem hoje atravessa o Chiado e passa por algumas das artérias que se estendem do Príncipe Real até à Baixa e ao Cais do Sodré, dificilmente imagina que foram o cenário de muitos dos seus romances. O escritor só em 1866 chegou a Lisboa, já com 20 anos. Era um rapaz do Norte, natural da Póvoa do Varzim, que ficou fascinado pela capital e nela se inspirou retratando nas suas obras os ambientes, as ruas e as gentes alfacinhas do fim do século XIX. [::]

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PASSEIO QUEIROSIANO

Lisboa: Estátua de Eça de Queiroz com a Verdade


No dia 7 de Março, os alunos das turmas 11º G e 12º D, acompanhados pelas professoras Ana Santiago, Bebiana Gonçalves e Rosa Almeida, deslocaram-se à capital com o intuito de conhecerem a Lisboa pessoana e a Lisboa do 25 de Abril, tendo ainda passado pelo Centro de Arte Moderna. Esta visita de estudo, realizada no âmbito das disciplinas de História, Português e Literatura Portuguesa, pretendia dar a conhecer um contexto político-cultural preponderante na vida do nosso país. O percurso pedestre iniciou-se no Terreiro do Paço e estendeu-se até à Fundação Calouste Gulbenkian. Entre outros locais, visitou-se o Largo de São Carlos (aqui se localiza o prédio onde Fernando Pessoa nasceu, em 1888), o Martinho da Arcada, onde o poeta passava muitas das suas horas e A Brasileira, ponto de encontro de muitos escritores modernistas. No Museu de Arte Moderna, os participantes admiraram quadros de artistas portugueses do século XX, assim como de artistas estrangeiros, pois este espaço possui uma das maiores e mais completas colecções de arte moderna do nosso país. Pintores como Amadeo de Souza Cardoso, Almada Negreiros e Marcelino Vespeira deixaram belas obras-primas que proporcionaram um espectáculo memorável. Uma visita a repetir! [::]

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PASSEIO PESSOANO E DE ABRIL

9 de Fevereiro, Lisboa, Largo de São Carlos: 11ºG

No nevoeiro leve da manhã de meia-primavera, a Baixa desperta entorpecida e o sol nasce como se fora lento. Há uma alegria sossegada no ar com metade de frio, e a vida, ao sopro leve da brisa que não há, tirita vagamente do frio que já passou, pela lembrança do rio mais que pelo frio, pela comparação com o Verão próximo, mais que pelo tempo que está fazendo. Bernardo Soares, Livro do Desassossego (s/d)

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COLÓQUIO SOBRE VIOLÊNCIA

Da esquerda para a direita: representantes da PSP, CMB, CPCJR e APAV

Realizou-se no dia 8 de Março de 2006, no Auditório da Escola, um Colóquio sobre a Violência. Organizado pelos professores de Geografia, foram convidadas diversas organizações que estão directamente ligadas a este tema, tendo estado presentes representantes da Polícia de Segurança Pública - Barreiro, da Câmara Municipal do Barreiro - Centro Local de Apoio ao Imigrante, da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco do Barreiro e da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima). [::]

FEIRA DA CIÊNCIA

[::]

PRESIDENTE DA CÂMARA VEM À ESCOLA No próximo dia 31 de Março, pelas 10:20, a escola recebe a visita do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto. Esta iniciativa insere-se no projecto Opções Participadas com os Estudantes, integrado na quinzena da Juventude. [::] Carlos Humberto Ano II, nº 10, Março/2006

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A Escola Secundária de Casquilhos será o local de realização da Feira da Ciência, do XII Encontro de Jovens Investigadores. Este encontro, aberto a toda a comunidade, irá decorrer entre 7 e 11 de Abril (sexta a terça) no Barreiro. Na feira, para além de se encontrarem stands com os projectos científicos de jovens (do ensino básico e secundário) que foram seleccionados, haverá actividades de divulgação científica a cargo da Associação Juvenil de Ciência e a participação de um grupo dinamarquês (Europhysics.fun). Terão lugar também nesta feira actividades de construção e lançamento de microfoguetes e observações astronómicas. A feira, dirigida a todos que se interessam por ciência, poderá ser visitada pelo público no dia 8 de Abril entre as 15:30 e as 22:00, e nos dias 9 e 10 entre as 9:00 e as 21:00.

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Desporto Escolar

Dois meses de competições

Fotos: Vera Ferreira

Os vários núcleos de Desporto Escolar existentes na escola continuaram a sua actividade nestes últimos meses, mostrando que, apesar da falta que nos faz um pavilhão gimnodesportivo, os alunos continuam a ter boas prestações nas provas em que participam. Quem também continua a mostrar um grande Dia 2 de Fevereiro, na potencial nas actividades do Desporto Escolar são os Quinta dos Fidalguinhos, alunos que representam o núcleo de Natação. A realizou se a prova de CortaProfessora Luzia Capela acompanhou os seus alunos Mato Concelhio. A nossa escola ao 2º Encontro do Núcleo de Natação que se realizou contou com a participação de 32 alunos, que deram o seu Vera Ferreira no passado dia 18 de Fevereiro, na Piscina Municipal melhor e mostraram grande empenho em alcançar a meta, tendo também conseguido o 2º prémio na classificação prof.ª E.F. do Montijo. colectiva no escalão de Juvenis Masculinos. Todos os alunos que representaram a Escola tiveram uma excelente prestação nas várias provas disputadas, É importante destacar duas subidas ao pódio: as alunas obtendo os resultados abaixo indicados. Soraia Pinto (7ºB) e Andreia Furtado (8ºB) ficaram em 2º lugar nos escalões de Infantis B e Iniciadas, O próximo encontro foi no dia 18 de Março e os respectivamente. Os restantes participantes distribuíramprofessores afirmaram ao ESCrito que seria importante se pelas seguintes que os colegas da escola apoiassem os nossos atletas e categorias: vissem “com os próprios olhos” um verdadeiro espectáculo dentro de água. Também neste caso aguardamos os resultados dos diversos nadadores.

18 de Fevereiro, Montijo

2 de Fevereiro, Fidalguinhos: Corta-mato concelhio

A fase seguinte do Corta-Mato, a nível de Coordenação Educativa, decorreu no dia 10 de Março, no Seixal, e a escola ainda aguarda as classificações dos nossos atletas.

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Campeonato de Jogos Matemáticos

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No passado dia 22 de Fevereiro, realizou-se na nossa O jogo do Amazonas escola o apuramento dos alunos para o campeonato nacional de jogos matemáticos. O bar da escola acolheu Este jogo acontece num 60 alunos que participaram nos diversos jogos. Os tabuleiro quadriculado de forma e alunos foram divididos por jogo e ciclo de ensino e, tamanho que se quiser, mas no campeonato foi usado após várias disputas, foram apurados três alunos do 3º o tabuleiro de 8 x 8. Cada jogador dispõe de algumas Dora Pinto Ciclo e dois do Secundário. peças, todas iguais, as amazonas. Cada movimento prof.ª 1ºG consiste em deslocar uma amazona, que se move como No dia 10 de Março partimos do Barreiro rumo a uma rainha do xadrez (sempre Aveiro para participar com os nas diagonais) e, logo de seguida, nossos alunos na respectiva fiem disparar em direcção a nal. qualquer casa do tabuleiro No jogo do Hex a nossa (vazia) atingível a partir da casa escola foi representada pelos de chegada da peça deslocada; alunos Miguel Galego (9ºA) e o quadrado atingido fica para Inês Guimarães (10ºB), no sempre indisponível para ambos Amazonas pelo Paulo Ferreira os jogadores. Não se pode saltar (8ºA) e Rui Ruivo (10ºA) e no sobre ele. Não há capturas. Ouri pelo aluno Afonso Freitas Como em cada jogada (9ºA). desaparece uma casa do 22 de Fevereiro, Casquilhos: apuramentos O campeonato teve lugar na tabuleiro, o jogo tem de acabar. “Fábrica”, sendo este um dos vários Centros de Ciência Perde quem se vir privado de movimentos legais. Viva do país. Muitas foram as escolas que participaram nesta actividade estando presentes alunos de 191 estabelecimentos de ensino de todo o país. Após as primeiras eliminatórias, foi apurado para a final do jogo Amazonas o aluno Rui Ruivo que obteve um honroso 3º lugar na classificação geral deste jogo. Os restantes alunos, apesar de também terem pontuado nas eliminatórias em que participaram, não obtiveram pontos suficientes para passar à final. O balanço desta actividade foi muito positivo não só pela parte lúdica associada aos jogos mas também pelo convívio entre os alunos e os professores. E mais uma vez parabéns aos alunos Miguel Galego, Inês Guimarães, Paulo Ferreira, Afonso Freitas e Rui Ruivo. Rui Ruivo recebendo as últimas instruções em Aveiro

Escola ganha projecto A candidatura apresentada ao Programa Ciência Viva VI foi aprovada e a escola irá receber quase 9.000€ para o projecto Laboratórios Interactivos na ESC que começará em Setembro de 2006. Este projecto tem como objectivo a aquisição de conteúdos científicos, por via experimental, numa comunidade escolar carenciada. É um projecto interdisciplinar integrado no desenvolvimento curricular dos conteúdos de Ciências Físico-Químicas, Ciências Naturais e Geografia do 3º Ciclo e Física e Química A do Ensino Secundário e está estruturado em 3 vertentes: A Escola à Descoberta da Astronomia (3º Ciclo), Explorando Som e Luz (8º e 11º Anos) e A Física Sobre Rodas (9º e 11º Anos).

Coordenado pela professora Carmen Oliveira, de FísicoQuímica, contará com a participação de diversos professores das áreas envolvidas e ainda com a colaboração dos Professores Luís Peralta, do Departamento de Física da Faculdade de Ciências de Lisboa, Bráulio Baptista, do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, e ainda da Câmara Municipal do Barreiro. Nesta actividade estarão envolvidos alunos do 3º ciclo do Ensino Básico (7º, 8º e 9º anos - 212 alunos) e do Ensino Secundário (11º ano - 74 alunos). [::]

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Na semana em que se comemorou o Dia Mundial da Poesia (21 de Março), o núcleo de estágio de Português e de Francês, composto por Emanuela Costa e Verónica Fitas, distribuiu a alunos, funcionários e professores poemas de autores portugueses. Dia 23 de Março, ainda no âmbito do Dia da Poesia, esteve presente no nosso auditório o poeta Nuno Júdice. Este evento foi organizado pelo mesmo núcleo de estágio, com o apoio da Livraria Bocage. Como as estagiárias estão a leccionar na turma 10ºA, esta teve uma participação activa na conferência que incidiu sobre a obra do próprio poeta. No final, a escola ofereceu ao poeta um quadro da autoria da professora Fernanda Martins. Escritor, poeta e ensaísta português, Nuno Júdice é natural de Mexilhoeira Grande, Portimão, onde nasceu em 1949. Estudou Filologia Românica na Universidade de Lisboa, vindo depois a ser professor do ensino secundário. Actualmente, é professor da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em 1989 com uma tese sobre Literatura Medieval. [::] Emanuela Costa e Verónica Fitas

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Nuno Júdice na nossa escola

23 de Março, Casquilhos: Nuno Júdice numa improvisada sessão de autógrafos

Publicar um livro, transformar em objecto real aquilo que se escreve é sempre a última parte do poema: quando isso acontece, o poema já não é meu. Só quando o escrevo e quando o leio pela primeira vez é que essa relação directa do autor com o texto existe. Depois, ele passa a ser mais do leitor do que de quem o escreve. (…) O poema autêntico é esse que é capaz de se separar da pessoa que o escreveu e seguir o seu caminho sem precisar de quem o escreve. Nuno Júdice, 23 de Fevereiro de 2006, Casquilhos

Educar para o consumo

A influência dos “média” nos jovens Os jovens de hoje são aquilo que o poder do comércio global sempre sonhou, ou seja, estão dentro de uma das formas criadas pela indústria cultural para ser considerado normal. Os “média” têm um papel fundamental pois, armados com a propaganda e o marketing, impõem os mais diversos contravalores e fazem disso uma falsa oportunidade para eles “serem felizes”. Para serem valorizados, os jovens têm de estar na moda, o corpo atlético e serem aceites no grupo predominante. Se não têm os ténis da moda, o corpo cheio de curvas ou são introvertidos, são simplesmente deixados de lado. Esquecidos. Para se sentirem incluídos precisam ter poder de compra para consumir, para que se apercebam da sua existência, como se isso fosse uma senha de reconhecimento. O poder da influência que os “média” possuem, não impulsiona os jovens para os valores que mantêm a sua dignidade, porque se eles tomassem consciência do quanto são manipulados, o mercado não teria a quem vender os seus produtos. Para ser um bom consumidor é essencial estar aberto às influências e ser imediatista. O jovem é o alvo perfeito do consumismo: os “média” capturam a sua vontade para que consuma uma falsa identidade, operando no desejo e, sobretudo, no inconsciente.

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Algo a que os jovens devem estar atentos é à propaganda das bebidas alcoólicas – sobretudo à cerveja: um outdoor colocado em frente à saída da Escola Secundária dos Casquilhos torna-se um grande apelo para experimentar a bebida, induzindo assim crianças e adolescentes a consumi-la. Este é um dos temas preocupantes, que devem ser discutidos até à exaustão, assim como a venda de bebidas alcoólicas e de tabaco próximo das escolas. A que ponto chegámos? Numa fase da humanidade em que se diz existir a liberdade de escolha, os “média” manipulam a mente dos jovens para que estes comprem o produto do anunciante que pagar mais. E vai mais além, tornando-o uma regra, um código de conduta e inclusão. Consciencialização é a palavra de ordem. Deve-se mostrar ao jovem que ele não precisa de tudo o que é anunciado e fazê-lo perceber que a inclusão num grupo não deve depender da moda mas sim, da afinidade de gostos e ideias próprias. Será que as entidades responsáveis pela colocação de publicidade nos mais diversos locais do concelho também não devem pensar? Desculpem! Não devem pensar nisto? Ou também só lhes interessa vender espaço de publicidade? [::] Ana Melo, Associação de Pais e Encarregados de Educação


COMERCUZOLHOS 2006

Concurso de cartazes Está aberto o concurso para o cartaz do Comercuzolhos 2006 que este ano irá decorrer entre 3 e 5 de Maio. Do Regulamento, afixado em vários locais da escola, salientamos: O Concurso [está] aberto a todos os alunos da escola. Os trabalhos deverão ser apresentados em suporte no formato A3. Serão admitidas 3 cores (cor de suporte mais duas cores), estando o branco excluído. As maquetas a concurso deverão ser entregues no Conselho Executivo ou no Departamento de Expressões Plásticas e Artísticas [Bloco D] até ao dia 20 de Abril de 2006.

O júri será formado por dois professores do Departamento de Expressões Plásticas e Artísticas, por um representante do Conselho Executivo e pela Presidente do Conselho Pedagógico. Haverá prémios para os primeiros 3 Classificados. Será feita uma exposição com os trabalhos seleccionados durante o “Comercuzolhos 2006”.

Para todos os que acham que têm jeito, aqui está uma proposta de trabalho para estas férias. Podes ver cartazes de outros anos no ESCrito n.º 4 (Abril de 2005) ou na página da escola (www.esec-casquilhos.rcts.pt). O Comercuzolhos começou por ser, na sua primeira edição, em 1991, uma mostra dos trabalhos dos alunos de Artes que tinham ido, nesse ano, a uma visita de estudo à ARCO, em Madrid (certamente a mais importante mostra de Artes Plásticas da Península). A certa altura, o Comercuzolhos transformou-se na Semana Cultural da Escola e é para essa actividade que está a decorrer o concurso. [::]

SU DOKU

por André Galvão, 12º E

Preenche as casas vazias com algarismos de 1 a 9 de modo a que o mesmo número não se repita em cada linha, coluna ou quadrado. Grau de dificuldade: médio.

Soluções

Ficha técnica

Proprietário: Escola Secundária de Casquilhos – Barreiro Director: Renato Albuquerque (prof. 10ºA) Subdirector: Ana

Santiago (prof. 8ºB) Redacção: Ana Beatriz Santos (11ºG); Ana Arêde (11ºG); Ana Rita Gomes (10ºD); André Galvão (12ºE); Cátia Duarte (11ºG); Joana Alves (11ºG); Marta Maia (10ºD); Sara Heitor (10ºD); Sofia Cardoso (10ºB); Sofia Pia (11ºG) Colaboraram neste número: Anabela Rocha (prof.ª 10ºB), Ana Melo (Associação de Pais); Andreia Filipa (11ºE); Bebiana Gonçalves (Prof.ª 10ºA); Dora Pinto (Prof.ª 1ºG); Emanuela Costa (Estagiária); Guilherme Oliveira (11ºE); José Costa (10ºD); Miguel Cunha (11ºA); Rute Jael (12ºD); Schmitz; Vera Ferreira (Prof.ª EF); Verónica Fitas (Estagiária) Fotos: Ana Santiago; Beatriz Santos; Joana Alves; Jorge Paulo Gonçalves (Prof. 1ºG); Orlando Nunes (Prof. 11ºA); Renato Albuquerque; Vera Ferreira Maquetagem: ReAl. Impressão: Serviços de Reprografia da Escola Capa: A partir de fotos de Orlando Nunes e Renato Albuquerque e de desenho de Pedro Brito Correspondência: Jornal ESCrito. Escola Secundária de Casquilhos. Quinta dos Casquilhos. 2830-046 BARREIRO Telef.: 212148370 Fax:212140265 E mail: jornal@esec casquilhos.rcts.pt Horário: Sala D11 - terças, das 14:00 às 16:00; quartas, das 8:30 às 10:00 Tiragem desta edição: 300 exemplares

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As Aventuras de Bia por Schmitz

Última hora: vêm aí as obras Despeçam-se das salas B e C. Quando voltarem não as vão conhecer: portas, janelas e portadas novas, chão e degraus arranjados, pinturas quando necessárias, ... Digam adeus às madeiras com quase 45 anos e dêem as boas vindas ao alumínio. Tudo em 60 dias e com as aulas a decorrer. Não acreditam? No próximo número cá estaremos para contar.

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Jornal ESCrito n. 10