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SOCIAL

CAPA

Faça o que eu

FAÇO Apresentadores da nova temporada de ‘Globo cidadania’ falam das boas ações do dia a dia

NO BOTECO, Caruso tira foto com uma de suas fãs no bairro

O ATOR se diverte ao reencontrar o pequeno Danilo

Eu zelo pelo patrimônio público e faço questão de influenciar as pessoas que estão ao meu redor a fazerem o mesmo

Respeitar a todos, sem distinção de qualquer coisa. Acredito que, como disse o poeta, gentileza gera gentileza em todos os graus

Max Fercondini

Colaboro para que o próximo não passe por um dissabor que eu tenha vivido, seja por denúncia ou com uma simples reclamação Paulo Mário Martins

Lizandra Trindade

Renata Pinheiro • renata.correia.rpa@oglobo.com.br

>> Se em “Avenida Brasil” Caruso interpreta um suburbano boa-praça, que arranca risadas dos telespectadores, no palco da Maison de France, no Rio, o enredo é outro, carregado de mistério e suspense. Na peça “Em nome do jogo” ele é Andrew Wyke, um escritor de romances policiais de grande sucesso que adora jogos e teatro. Personagens tão distintos, mas com uma característica em comum: ambos são novidade na carreira do ator. — São papéis diametralmente opostos e diferentes de mim mesmo, mas isso é um grande aprendizado para qualquer ator. No teatro, a maioria das peças que fiz foi comédia. Já na TV, nunca tinha interpretado um tipo como o Leleco — diz Caruso, que ainda explica como se divide entre os dois trabalhos: — Quando saio da gravação e vou para o espetáculo, parece que desligo uma chave e ligo outra em mim. Há um ditado popular que diz: “Peça um favor para a pessoa mais ocupada e ela o fará”. Rezo por essa cartilha e, por isso, consigo conciliar tantas atividades. O ator guarda na infância a sua primeira lembrança ligada ao teatro. Ele conta que, aos 7 anos, durante as férias escolares no Rio, costumava brincar no ateliê de costura que a avó tinha em casa: — Eu gostava de transformar alguns pedaços de retalho em fantoches, para entreter as clientes, enquanto elas esperavam. Ali surgiu o autor e o ator.

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Confesso que ainda estou um pouco assustado com tamanho assédio... Não sou um ator com esse histórico” Marcos Caruso

OS PERSONAGENS Tessália e Leleco, em uma cena de “Avenida Brasil”

O vasto currículo de Caruso inclui a participação em mais de 30 espetáculos, 15 novelas e seis filmes. Como autor, escreveu sete peças — quase todas em parceria com a atriz Jandira Martini —, três folhetins e quatro roteiros para o cinema. Mas, apesar de toda experiência, ele ainda se surpreende com a repercussão de seu atual personagem na trama de João Emanuel Carneiro. — Confesso que ainda estou um pouco assustado com tamanho assédio, não só do público, mas da mídia. Na verdade, não é o sucesso que me preocupa, pois sei que ele é passageiro, mas quero saber de que forma estou atingindo as pessoas, o que elas estão achando de tudo isso. Pois, para mim, foi algo inesperado, não sou um ator com esse histórico — diz. O fato é que Caruso vem Fotos de Simone Marinho conquistando admiradores de diferentes faixas etárias, como Danilo, de 3 anos, filho de Vinícius Marinho. O convívio no Santíssimo deu origem a uma amizade entre os dois. E, ao reencontrar o ator, que o esperava na saída da escola, o menino se empolgou. — Caluso (sic), você estava pleso (sic) — exclama Danilo, referindose à cena em que Leleco foi parar na cadeia, devido a uma briga com Jair (Kiko Pissolato), o exnamorado de Tessália. O GLOBO

VÍDEO Marcos Caruso passeia por Santíssimo oglobo.com.br/cultura/revista-da-tv

O GLOBO ● Domingo, 29 de abril de 2012

Compartilho o que sei com as pessoas com as quais convivo. Cidadania é participar às pessoas o seu conhecimento Alexandre Henderson

Faço questão de adquirir livros usados para os meus filhos e passá-los adiante quando eles não precisam mais Helena Lara Resende Domingo, 29 de abril de 2012 ● O GLOBO

S

e aquele papo de cidadania fazia você trocar de canal, o diretor Maurício Yared preparou uma fórmula para tratar o assunto com leveza. Afinal, ser um cidadão não pode ser visto como um fardo. É isso que a nova temporada do “Globo cidadania”, exibida aos sábados, às 6h05m, na TV Globo, quer mostrar. — São temas do dia a dia das pessoas comuns para que elas possam aplicar isso a sua própria vida — explica o diretor. A missão é fugir da linha didática e exercer a cidadania na prática. Para tanto, o programa, com duas horas de duração, foi dividido em cinco linhas integradas: ecologia, ciência, universidade, educação e ação, temas que, antes, eram abordados em atrações distintas. Yared explica, por exemplo, que o “Globo educação” deixou de ser voltado só para os professores e passa a se dirigir também a pais e alunos. O “Globo ciência” parte de situações do cotidiano para mostrar como o conhecimento científico afeta a vida de todos. No “Globo universidade”, a vida acadêmica é mostrada como um todo, dentro e fora de sala de aula. Já o “Globo ecologia” abre espaço para a Rio + 20. E o “Globo ação” mostra o poder da mobilização social. Para conferir como as lições do programa podem valer na prática, a Revista da TV perguntou aos apresentadores da atração o que significa, para eles, cidadania. Confira nesta página as respostas da trupe formada pelo ator Max Fercondini (Ecologia) e pelos jornalistas Helena Lara Resende (Educação), Alexandre Henderson (Ciência), Lizandra Trindade e Paulo Mário Martins (Universidade) e Julia Bandeira e Mariane Salerno (Ação).

Estar sempre de ouvidos abertos para entender a realidade do outro e, a partir disso, construir alguma coisa juntos Mariane Salerno

Vendi meu carro e readaptei minha rotina para viver sem ele. Refiz meus horários, mas abri mão do automóvel Julia Bandeira

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Revista da TV/Jornal O Globo