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ARCH ITEC TURE

PORTFOLIO DE ARQUITECTURA 2017

Renata Macedo de Sousa

PORT FOLI 2017


INDEX CV DIPLOMA 5

THE PROMOTION OF ARCHITECTURE THROUGH PHOTOGRAPHY - THEORETICAL WORK (MASTER THESIS) a pROmOÇÃO da aRQUITECTURa aTRavÉs da FOTOgRaFIa - vERTEnTE TEÓRICa (TEsE dE mEsTRadO)

FINAL PROJECT OF ARCHITECTURE pROjECTO FInaL dE aRQUITECTURa

4

URBAN PROJECT III pROjECTO URbanO III

ARCHITECTURE PROJECT I pROjECTO dE aRQUITECTURa I

DIGITAL ANIMATION AND PERSPECTIVATION pERspECTIva y anImaCIÓn dIgITaL

GRAPHIC DESIGN dEsEÑO gRÁFICO

3

ARCHITECTURE PROJECT LAB III

LabORaTORIO dI pROgETTaZIOnE dELL’aRCHITETTURa III

TECHNOLOGY OF ARCHITECTURE LAB

LabORaTORIO dI TECnOLOgIa DELL’ARCHITETTURA

2

ARCHITECTURE IV aRQUITECTURa Iv

1

ARCHITECTURE I aRQUITECTURa I

ARCHITECTURE II aRQUITECTURa II

ARCHITECTURAL PHOTOGRAPHY FOTOgRaFIa dE aRQUITECTURa


DI PL


ISCTE - INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA, PORTUGAL 2015 / 2016 FINAL PROJECT OF ARCHITECTURE - PROJECT | FINAL PROJECT OF ARCHITECTURE - THEORETICAL ESSAY | URBAN MANAGEMENT | SPACE SYNTAX AND COMPLEXITY | AUDIO AND VIDEO FOR MULTIMEDIA ISCTE - INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA, PORTUGAL 2015 / 2016 PROJECTO FINAL DE ARQUITECTURA - VERTENTE PRÁTICA | PROJECTO FINAL DE ARQUITECTURA - VERTENTE TEÓRICA | GESTÃO URBANA | SINTAXE ESPACIAL E COMPLEXIDADE | SOM E VÍDEO PARA MULTIMÉDIA


THE PROMOTION OF ARCHITECTURE THROUGH PHOTOGRAPHY Oriented by Luís Miguel Torres Curado Invited Juri Sérgio Guerra Final Evaluation 19/20

ABSTRACT This work focuses on the relationship between architects and architecture photographers in the Portuguese territory and aims to understand the impact photography has in the architecture practices popularity and work volume, as well as understand what other means of promotion architects are exploring. For the study some base questions were asked: How important is architectural photography for architecture and how valid is this representation? Are photographers architecture critics? Which characteristics make Architects choose the photographers they work the most with? Is it really necessary to photograph out of Portugal? How important is the human presence in architectural photography? What promotion methods do photographers and architects use and what is the importance of photography on that promotion? What requirements do photographers and architects impose to each other? How pro table is architectural photography? Basically, the main question that we are trying to answer is: What is the role of photography in architecture promotion? These questions were converted in interviews, which were divided in three parts: A: Deep Knowledge about the Respondents; B: Architectural Photography; C: Promotion Methods. Twenty four architects and ten architectural photographers were contacted to better understand this reality, to describe how photography is seen in Portugal today and how important is the photographers role in an architecture contract. In summary, this study tries to clarify the di culties and advantages of an architect who wants to devote his life to architecture photography and to understand this job potential in the actual panorama, concluding that it would probably be more accurate to ask how would architectural promotion be without photography, once it is its most e ective publicity method. Key-words: Architectural Photography; Portugal; Promotion; Architecture; Architects; Photographers.

1. INTRODUÇÃO 1.1. DOIS SÉCULOS DE FOTOGRAFIA DE ARQUITECTURA 1.2. OBJECTIVO 1.3. SIGNIFICÂNCIA PARA O CONHECIMENTO 2. REVISÃO DA LITERATURA 3. METODOLOGIA 3.1 ESCOLHA DO MÉTODO 3.2 CONCEPÇÃO DAS ENTREVISTAS 4. RESULTADOS 5. DISCUSSÃO DE RESULTADOS 5.1. QUÃO IMPORTANTE É A FOTOGRAFIA DE ARQUITETURA PARA A ARQUITETURAE QUÃO VÁLIDA É ESTA REPRESENTAÇÃO? 5.2. FOTÓGRAFOS, CRÍTICOS DE ARQUITETURA? 5.3. CARACTERÍSTICAS QUE LEVAM OS ARQUITETOS A ESCOLHER OS FOTÓGRAFOS COM QUEM MAIS TRABALHAM. 5.4. FOTOGRAFAR FORA DE PORTUGAL, DESAFIO OU NECESSIDADE? 5.5. IMPORTÂNCIA DA PRESENÇA HUMANA NA FOTOGRAFIA DE ARQUITETURA 5.6. QUAIS OS MÉTODOS DE DIVULGAÇÃO DOS FOTÓGRAFOS E ARQUITETOS E QUAL O PESO DA FOTOGRAFIA NESSA DIVULGAÇÃO 5.7. EXIGÊNCIAS NA CONTRATAÇÃO E DIVULGAÇÃO 5.8. AFINAL QUÃO RENTÁVEL É A FOTOGRAFIA DE ARQUITETURA EM PORTUGAL? 6. CONCLUSÃO: QUAL O PAPEL DA FOTOGRAFIA NA PROMOÇÃO DE ARQUITETURA? 7. RECOMENDAÇÃO PARA INVESTIGAÇÕES FUTURAS REFERÊNCIAS ANEXOS ANEXO A - PROTOCOLO DE ENTREVISTA A ARQUITECTOS ANEXO B - FORMULÁRIO DE CONSENTIMENTO E CONFIDENCIALIDADE ANEXO C - ENTREVISTA ARQUITETO PAULO TORMENTA PINTO ANEXO D - ENTREVISTA ATELIER DOS REMÉDIOS ANEXO E - ENTREVISTA ATELIER REBELO DE ANDRADE ANEXO F - ENTREVISTA ATELIER AIRES MATEUS ANEXO G - PROTOCOLO DE ENTREVISTA FOTÓGRAFOS ANEXO H - ENTREVISTA FOTÓGRAFO JOSÉ CAMPOS ANEXO I - ENTREVISTA FOTÓGRAFO JOÃO CARMO SIMÕES ANEXO J - ENTREVISTA FOTÓGRAFO DANIEL MALHÃO ANEXO K - ENTREVISTA FOTÓGRAFO FERNANDO GUERRA ANEXO L - ENTREVISTA FOTÓGRAFO JOÃO MORGADO ANEXO M - THE PROMOTION OF ARCHITECTURE THROUGH PHOTOGRAPHY - QUESTIONÁRIO ARQUITETOS ANEXO N - THE PROMOTION OF ARCHITECTURE THROUGH PHOTOGRAPHY - QUESTIONÁRIO FOTÓGRAFOS


FINAL PROJECT OF ARCHITECTURE Trabalho de Grupo: João Martins | Margarida Mascarenhas de Carvalho | Renata Macedo de Sousa | Soraia Ferreira | Tiago Batista Com base no enunciado que nos foi proposto no início do ano letivo percebemos, como grupo, que não queríamos seguir por completo as indicações da Trienal de Lisboa, uma vez que não nos interessava tanto o concurso em si, mas mais um processo de criar espaço público que resolvesse alguns problemas da cidade, sem condicionantes formais impostas por terceiros. Assim, já depois de uma primeira visita a Sines, foi pertinente, definir uma estratégia de intervenção de forma a promover um estudo de requalificação e melhoramento da zona urbana de Sines, concentrando-nos mais nas franjas da cidade, nestes “acabamentos” de pouca qualidade que verificámos existir. Foi também feita uma leitura dos serviços e usos existentes na cidade e uma análise histórica, territorial e de vivências de quem lá habita, chegando-se à conclusão que a área urbana em questão é quebrada por contrastes bem demarcados: o centro da cidade tem uma grande densidade de construção, em contraponto com a zona norte da cidade, em torno aos oleodutos, que se apresenta com um carecimento urbano na sua estruturação. Constatamos que em toda a sua história, Sines sempre se virou para sul, possivelmente protegendo-se dos ventos de norte, tão típicos do território português, e mesmo com a expansão industrial, não só a cidade não cresceu para Norte, como se construíram barreiras físicas que tornaram este acesso ainda mais difícil. Na consequência do estudo efetuado a intervenção de grupo proposta desenvolve-se ao longo de dois eixos estruturais. Estes nascem a partir de um ponto identificado como problema fulcral da malha urbana sineense, junto à antiga estação de caminhos de ferro, onde podemos identificar já uma pequena vontade por parte da cidade de a querer transformar, com o desenho da Alameda da Paz e a construção do novo Centro de Saúde. O primeiro eixo está alinhado com as antigas linhas de caminho de ferro, para Este, e o segundo faz a ligação para Norte, para o mar, através de uma linha de percurso que quebra barreiras, passando por cima dos oleodutos que ligam a Refinaria de Sines ao Porto. Existe também, na zona adjacente aos antigos caminhos de ferro, um plano de pormenor da Câmara Municipal, já parcialmente construído. Adaptamos esse plano com o objetivo de criar um novo espaço verde para a cidade, que se localiza no mesmo ponto fulcral anteriormente identificado e que fica então circundado por habitação e serviços propostos pela Câmara, reforçando a ideia que é para Norte que está o futuro da cidade. Com este espaço verde, retiramos densidade de construção, de modo a oferecer um espaço onde todos os habitantes da cidade se podem encontrar, uma nova entrada da cidade, mais convidativa, para quem vem da autoestrada. Neste sentido, propomos a construção de um complexo empresarial e artístico logo à chegada à cidade, no eixo este do projeto urbano, no centro do projeto urbano, o parque, e como reforço do eixo que segue para norte, propomos o desenho de residências de permanência temporária para investigadores. Por fim, de forma a responder em parte ao que nos é proposto pela Trienal de Arquitetura e de promover o desenvolvimento e a afluência de pessoas para a costa norte, propomos a construção de um percurso que liga o parque ao mar, onde projetamos, sobre a arriba, um centro de investigação com mais valência turística, tendo como premissa os estudos ligados ao mar e às espécies marinhas. Este núcleo está ainda ligado à frente marítima norte de Sines, atravessado pelo percurso anteriormente referido, que continua ao longo da costa até às imediações do porto de Sines, oferecendo aos habitantes uma experiência exterior à vida industrial que se sente dentro da cidade. Por necessidade de contacto do centro de investigação com o mar, o percurso entra na cidade, desvanecendo-se por entre a malha urbana, culminando no antigo porto de Sines, conhecido como Porto da Calheta, onde se recupera o edifício principal em rampa que ligava ao mar, oferecendo um espaço aos investigadores para sair em expedição.


FINAL PROJECT OF ARCHITECTURE - RESIDÊNCIAS PARA INVESTIGADORES Oriented by Pedro da Luz Pinto Invited Juri Sérgio Guerra Final Evaluation 18/20

O projeto das Residências para Investigadores nasce paralelo ao eixo que vai para Norte, acompanhando e dando força a esta intenção. Devemos pensar que estas residências não são as típicas residências para estudantes, para quem o espaço privado ainda não é tão importante, mas sim casas temporárias para pessoas que poderão vir com a família e que preferem recolher ao seu espaço privado. Assim é criada uma unidade habitacional tipo, que depois se desdobra em várias tipologias (de T1 a T3). As residências, orientadas a nascente-poente, estão apoiadas numa base de serviços que faltam atualmente na cidade, como um campo polidesportivo coberto, uma cafetaria, um ginásio, quatro áreas de comércio e uma sala de convívio. Esta base serve de união das residências, acessíveis por um plano superior ao jardim e um pouco mais privado, apesar de público. O acesso a este plano é feito ao longo de todo o edifício, por várias escadarias e rampas, sendo que nos dois topos esses acessos são tratados formalmente como outros dois volumes, parecidos às residências. As residências tocam apenas a base em dois terços da área de chão, enquanto que o outro terço está em consola, projetando-se por cima do eixo principal projetado em grupo, que segue para norte, criando um ritmo de luz e sombra. O projeto parte de uma malha horizontal de vigas de dois em dois metros, vigas essas responsáveis por manter em pé todo o projeto, principalmente as residências em consola, cujas paredes laterais são também estruturais. Toda a base desenvolve-se numa largura total de 17 metros, recortada onde não é necessária cobertura.


No entanto as vigas continuam o seu caminho sempre até ao final dessa largura proposta. Oferecemos então vinte e nove residências. Vinte e uma de dois pisos - onze com apenas um quarto (T1) e dez com dois quartos (T2). Temos também seis residências com três quartos e mais um piso (T3). São ainda propostas duas residências de apenas um piso, para serem ocupadas por pessoas com deficiência motora. Estas duas residências dispõe apenas de um quarto. Todas as residências incluem cozinha, sala de estar e de jantar e duas instalações sanitárias - à exceção dos onze T1 e das duas casas para deficientes, que dispõe de apenas uma. Todas dispõe de pelo menos uma varanda, virada para o jardim a poente, sendo que há casos que têm até cinco varandas, as outras viradas para o lado nascente ou ainda para o intervalo entre residências. O campo polidesportivo dispõe ainda de uma galeria sobrelevada, de onde se pode assistir aos jogos e um espaço de arrumos para guardar o material relacionado com a prática dos desportos. A cafetaria não é muito grande no seu interior, mas dispõe de uma grande esplanada virada a nascente. É composta pelo bar, uma arrecadação e duas instalações sanitárias. O ginásio é composto por um balcão de receção com uma área de sofás anexa que pode ser utilizada para receber novos clientes ou como sala de espera. Atrás do balcão encontra-se a sala de administração. Passando os torniquetes entra-se no grande corredor de distribuição que leva aos balneários, feminino e masculino, à sala de máquinas e às três salas de aulas de grupo. Em cada uma das quatro áreas de comércio é disponibilizado um espaço para arrumos e uma instalação sanitária para os trabalhadores. Por fim a sala de convívio pode ser usada pelos residentes, como pode ser alugada por outros cidadãos de Sines. Está equipada com uma cozinha e dispõe ainda de outros dois espaços abertos onde se pode praticar qualquer tipo de atividade. No jardim adjacente prevê-se um espaço amplo, onde os sineenses se podem encontrar, seja para fazer exercicio físico, um piquenique, vir jogar com a família ou praticar qualquer outra actividade. Este jardim é sombreado por pinheiros mansos, como os que se encontram um pouco por toda a cidade.


ISCTE - INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA, PORTUGAL 2014 ARCHITECTURE PROJECT I | ARCHITECTURE, ENVIRONMENT AND SUSTAINABILITY | HISTORY OF THE PORTUGUESE ARCHITECTURE | URBAN PROJECT III UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE YUCATÁN, MEXICO 2015 PROJECT B - ARCHITECTURE AND ENVIRONMENT | DIGITAL PHOTOGRAPHY | GRAPHIC DESIGN | INTERIOR DESIGN | DIGITAL ANIMATION AND PERSPECTIVATION ISCTE - INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA, PORTUGAL 2014 PROJECTO DE ARQUITECTURA I | ARQUITECTURA, AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE | HISTÓRIA DA ARQUITECTURA PORTUGUESA | PROJECTO URBANO III UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DE YUCATÁN, MÉXICO 2015 PROYECTOS B - ARQUITECTURA Y MEDIO AMBIENTE | FOTOGRAFIA DIGITAL | DESEÑO GRÁFICO | DESEÑO DE INTERIORES | PERSPECTIVA Y ANIMACIÓN DIGITAL


URBAN PROJECT III

Oriented by Rosรกlia Guerreiro Final Evaluation 19/20


ARCHITECTURE PROJECT I - QUARTEIRรƒO DAS ARTES Oriented by Paulo Tormenta Pinto and Filipe Mรณnica Final Evaluation 16/20


Após um plano urbano não concluído da autoria do atelier Promontório, com a construção de dois edifícios de habitação, comércio e escritórios em apenas metade do lote que estava inicialmente previsto, é deixado à cidade um vazio que com esta não coincide. Assim, propõe-se completar este troço de cidade com um quarteirão das artes, composto por um museu, habitação para jovens e artistas, escritórios e comércio. O museu nasce a partir do prolongamento de parte da plataforma criada pelos Promontório, para combater o declive acentuado do próprio terreno. Chão passa a ser tecto e o museu desenvolve-se horizontalmente por baixo deste, num único piso, que vai subindo gradualmente acompanhando o ligeiro declive que este lado do terreno tem. Nos dois topos do museu encontram-se duas praças. A praça a norte é limitada por um braço que a protege da movimentada Avenida das Forças Armadas, mas não a fecha, e que contém os serviços administrativos do museu, independentes do resto do edifício; por uma escadaria de grandes dimensões que nos leva à cota da plataforma e que pode vir a servir como apoio para um espectáculo no exterior, um teatro, uma projecção de cinema; e por um edifício para ateliers de artistas, start-ups, etc. A praça a sul, verde, é também limitada por um braço, desenhado para o efeito social de protecção quando dentro desta, mas bastante mais permeável porque contém comércio que permite o seu atravessamento e levar a um segundo jardim, que ocupa o triângulo sul do lote; um edifício de habitação e escritórios em forma de L, que surge em parte sobre o nosso museu, apoiado em pilotis, permitindo também uma passagem mais fluida sob a plataforma; e uma rampa que dá acesso ao topo da plataforma. Podemos notar que as duas praças têm alguns pontos em comum, espelhados. Quando se fala em quarteirão, tem-se a ideia de algo fechado, para percorrer em redor dos edifícios. Não é o caso deste projecto. A implantação dos edifícios de escritórios, habitação e comércio e o interior do museu foram pensados como espaços permeáveis, de atravessamento fácil e mais público do que normalmente um museu é. Este pode ser atravessado por qualquer transeunte, tanto por dentro do edifício, como por fora, com o acesso por um dos pátios que o museu contém. Este atravessamento não é só físico, mas também visual e material. Visual porque temos uma sucessão de panos de vidro que nos permite ver de uma praça para a outra e material pois o pavimento é o mesmo dentro e fora do edifício, nas zonas públicas, calçada portuguesa em calcário de 7 por 7cm a 45o com as paredes, como é comum nas ruas da nossa cidade, polida no final para um efeito regularizador. Os espaços do museu - sala polivalente, salas de exposição permanente e temporária, auditório, cafetaria, loja, acervo e manutenção - desenvolvem-se aos lados deste atravessamento, à excepção de uma “ilha” no centro do percurso que inclui o balcão de informações, bilheteira, bengaleiro e instalações sanitárias. As paredes interiores são revestidas por ripas verticais de madeira, escura, que se estendem para o pavimento, nos espaços nomeados anteriormente. Estes espaços relacionam-se também com dois pátios, lugares de liberdade vertical, depois de um espaço tão horizontal, algo escuro, não só pelo revestimento nas paredes e chão, mas também pelas limitadas entradas de luz, que por fora quase parecem entradas para uma gruta, e pela marcação frenética na cobertura de vigas de betão armado de 1,90 em 1,90m. O primeiro pátio é totalmente privado e pode servir também como espaço expositivo, sendo que contém apenas uma árvore, marcação vertical, e um espelho de água na área que fugiu à regra do eixo criado que atravessa o edifício, desviando o percurso e os espaços que lhe são adjacentes. O segundo pátio é totalmente público e contém uma das escadarias que ligam as duas cotas de chão e plataforma. Sob essas escadas temos um outro espelho de água. Este pátio é bastante mais arborizado e é também onde se pode instalar a esplanada da cafetaria do museu. Ambos os pátios e todo o exterior do museu são em betão armado cofrado com as mesmas ripas de madeira usadas para o revestimento interior.


DIGITAL ANIMATION AND PERSPECTIVATION - Casa do Juso, ARX Portugal Oriented by José Luis Cárdenas Pérez (Universidad Autónoma de Yucatán) Final Evaluation 100/100 (20/20) ArchiCAD + Artlantis


GRAPHIC DESIGN

Oriented by Francisco Fernรกndez Castilla (Universidad Autรณnoma de Yucatรกn) Final Evaluation 96/100 (19/20)

renata macedo de sousa architecture photographer

renata macedo de sousa architecture photographer

renata macedo de sousa architecture photographer

praceta dos inglesinhos 1, 2ยบesq. 2760 - 069 caxias portugal

+351 914048075 renatams_92@hotmail.com http://images-from-my-world.blogspot.com http://www.behance.net/renatamacedodesousa

renata macedo de sousa architecture photographer

renata macedo de sousa architecture photographer +351 914048075 renatams_92@hotmail.com http://images-from-my-world.blogspot.com http://www.behance.net/renatamacedodesousa

renata macedo de sousa architecture photographer


UNIVERSITÁ DEGLI STUDI DI FIRENZE, ITALY 2013 / 2014 ARCHITECTURE PROJECT LAB III | TECHNOLOGY OF ARCHITECTURE LAB | URBAN PROJECT LAB | HISTORY OF ARCHITECTURE III | PHYSICS IN ARCHITECTURE AND SPECIALITIES | DIGITAL PHOTOGRAPHY | ITALIAN B2 UNIVERSITÁ DEGLI STUDI DI FIRENZE, ITALIA 2013 / 2014 LABORATORIO DI PROGETTAZIONE DELL’ARCHITETTURA III | LABORATORIO DI TECNOLOGIA DELL’ARCHITETTURA | LABORATORIO DI URBANISTICA | STORIA DELL’ARCHITETTURA III | FISICA TECNICA E AMBIENTALE E IMPIANTI TECNICI | FOTOGRAFIA DIGITALE | ITALIANO B2


ARCHITECTURE PROJECT LAB III

Oriented by Andrea Volpe (Universitá degli Studi di Firenze) Final Evaluation 29/30 (16/20)

Sotto il sole autunnale dell’ottobre scorso, calpestammo di persona il suolo del terreno da progettare, fummo in relazione col suo intorno, in cerca di un dialogo con imponenti preesistenze ed architetture senza nome. L’approccio al progetto nacque proprio dall’analisi del suolo, dall’ammirazione del Nottolini, delle sorgenti di Guamo e dalla considerazione di tutte quelle architetture circostanti rurali. Sebbene i vincoli impostici, il progetto voleva essere perfetto nel suo complesso: una cittadella della musica per Lucca. L’idea di complesso per artisti e visitatori richiamava l’organizzazione della Certosa in quanto sistemi indipendenti collegati tra loro mediante percorsi pubblici e privati. I musicisti, gli artisti, i creativi, che la piana lucchese andava ad ospitare, si plasmarono nelle nostre menti come sacerdoti della musica, le sale da concerto divennero grandi aule dove iniziare la cerimonia e i credenti come visitatori, ospiti in attesa del rito. Le due grandi aule sospese, mantengono una relazione con i servizi a loro annessi essendo proprio essi struttura portante. Ai lati degli auditorium, capo del progetto, si trovano le funzioni annesse alle performance: magazzini, depositi, servizi per orchestrali, come delle braccia di ausilio allo scheletro. La testa viene collegata alle braccia, sorretta ed innalzata al pari del Nottolini. Adesso antico e moderno capeggiano sulla piana lucchese, dominano con la loro altezza i circostanti fenili, casolari, rustici che abitano la sua campagna. Allo stesso tempo non volemmo perdere la relazione con l’esterno. Il tema del chiostro, arcinoto per strutture liturgiche e svincolato, reinterpretato poi da molti altri moderni, viene riproposto con una nota singolare. Al centro dei percorsi si ha qui un vuoto, un recinto, una aula ipogea destinazione di arrivo dall’ingresso sotterraneo. Asso del progetto fu la sezione. Sin dai primi schizzi, la sezione longitudinale dimostro’ di aver concretizzato il progetto, portandolo a maturazione nella sua complessità ed assecondando la sua estensione. Una maestosa gradinata si prospetta innanzi all’acquedotto, dando il benvenuto ed accogliendo nella parte ipogea di progetto. Nell’antro ai piedi del monte, vi si scorre come un fusso, attraversando il nostro incavo artifciale in modo sotterraneo, ignari della esistenza dei due auditorium sino al momento della risalita agli ingressi. I palchi contrapposti creano, mediante rampe specchiate un ambiente suggestivo al loro esterno: una cava, spelonca di solido rivestimento e forata in superfcie che sfocia nella sala espositiva semi coperta. La luce regna in questo scenario a tratti oscuro e primitivo. Lungo la strada esistente pensammo di porre l’ingresso ausiliario, che consentisse lo sbocco diretto ,al livello del terreno, in un magico Foyer, antistante l’acquedotto. “Form follows Function” cit. L. Soullivan. Ciò risultava propriamente vero in quanto la forma dell’involucro restava asimmetrica, irregolare e seguiva l’andamento dell’accessibilità alle aule. Ai margini i servizi, gli appartamenti serviti ai musicisti, le sale per workshops pubblici e quanto altro annesso alla cultura musicale e la sua amministrazione. La pelle dell’edifcio doveva essere semplice data la complessità della forma ma a suo modo unica. Per legarsi al luogo si riprende il tema della serialità degli archi con la ripetizione di pilastri fliformi, ftti, disposti con modularità tra loro come a creare, in alcuni tratti, un involucro pieno forato da righe di bagliori, mentre in altri intervalli, la pietra locale di Guamo richiamava la scena dell’intorno.


TECHNOLOGY OF ARCHITECTURE LAB

Oriented by Carlo Terpolilli (Universitรก degli Studi di Firenze) Final Evaluation 30/30 (18/20)


ISCTE - INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA, PORTUGAL 2012 / 2013 ARCHITECTURE III | ARCHITECTURE IV | DRAWING III | DRAWING, COMPOSITION AND GRAPHICAL PRODUCTION | STRUCTURES III | STRUCTURES IV | URBAN GEOGRAPHY | CITY AND ARCHITECTURE I | CITY AND ARCHITECTURE II | URBAN PROJECT I | CONSTRUCTION TECHNOLOGIES I | CONSTRUCTION TECHNOLOGIES II ISCTE - INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA, PORTUGAL 2012 / 2013 ARQUITECTURA III | ARQUITECTURA IV | DESENHO III | DESENHO, COMPOSIÇÃO E PRODUÇÃO GRÁFICA | ESTRUTURAS III | ESTRUTURAS IV | GEOGRAFIA URBANA | HISTÓRIA DA ARQUITECTURA E DA CIDADE I | HISTÓRIA DA ARQUITECTURA E DA CIDADE II | PROJECTO URBANO I | TECNOLOGIAS DA CONSTRUÇÃO I | TECNOLOGIAS DA CONSTRUÇÃO II


ARCHITECTURE IV

Oriented by Helena Botelho Final Evaluation 16/20 Selected Project in the “Architecture in Sacred Places - Monte Murado” Competition


ISCTE - INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA, PORTUGAL 2011 / 2012 ARCHITECTURE I | ARCHITECTURE II | ARCHITECTURAL CULTURE | DRAWING I | DRAWING II | STRUCTURES I | STRUCTURES II | PHYSICAL GEOGRAPHY | COMPOSITION AND REPRESENTATION GRAMMARS I | COMPOSITION AND REPRESENTATION GRAMMARS II | MATERIALS IN ARCHITECTURE | BUILDING SYSTEMS ISCTE - INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA, PORTUGAL 2011 / 2012 ARQUITECTURA I | ARQUITECTURA II | CULTURA ARQUITECTÓNICA | DESENHO I | DESENHO II | ESTRUTURAS I | ESTRUTURAS II | GEOGRAFIA FÍSICA | GRAMÁTICAS DA COMPOSIÇÃO E REPRESENTAÇÃO I | GRAMÁTICAS DA COMPOSIÇÃO E REPRESENTAÇÃO II | MATERIAIS EM ARQUITECTURA | SISTEMAS DE CONSTRUÇÃO


ARCHITECTURE I - A luz construída Oriented by Alexandra Paio and Miguel Gomes Final Evaluation 14/20

Todo o processo de idealização do espaço/maquete derivou de uma interpretação do conceito de profundidade implícito na imagem dada. Foi tido em questão todo o efeito que as formas abstractas podem originar, nomeadamente a sua posição, o efeito luz-sombra, o seu tamanho e afunilamento. Para tal começou-se por criar uma primeira maquete de estudo onde foram intensamente focados esses efeitos, que, por fim, acabaram por se demonstrar demasiado directos e desinteressantes. Daí a forma começou a evoluir e começou-se também aprofundar o conceito na maqueta, pelo que decidimos explorar mais a forma como um todo, partindo do geral para o particular. Foi utilizada, como base, uma secção da primeira ideia de maquete, que a nosso ver era bastante expressiva no sentido visual, assim como no seu conceito. Nessa segunda maqueta conseguimos obter uma maior linha de leitura, começou a fazer mais sentido como forma, mas considerou-se no entanto que continuava bastante cansativa visualmente e demasiado directa. Decidiu-se fechar mais este espaço/maquete proposto, de modo a criar espaços abstractos mais legíveis e originais, largando a forma inicial, e explorando, ainda mais, toda a ideia que tínhamos até àquele ponto. Através de mais esboços e estudos das maquetes anteriores chegou-se a uma forma final, que pensamos incluir toda a simplicidade complexa deste projecto. Foi tido em conta toda a profundidade, jogos de luz, interacção de formas, interpretações da imagem e dos textos fornecidos e, ainda não referido, o tal sentido de percurso que se encontra pela forma fechada, facto que nos obriga a entrar dentro do espaço para o podermos percorrer e dela entrar noutros espaços e também deles sair. Filipa Graça, Francesco Meoli, João Montalvão, Renata Macedo de Sousa


ARCHITECTURE II - Maquete 1:1 Oriented by Alexandra Paio and Miguel Gomes Final Evaluation 15/20

Após a análise da obra e método de trabalho do arquitecto Carlos Ferrater e, em específico, da Casa para um Fotógrafo, em Casas de Alcanar, Espanha, concluímos que há três palavras que os resumem – Geometria, Luz e Envolvente. Assim procurámos um espaço onde pudéssemos criar um ambiente onde desenvolver estas três características, chegando à conclusão que o melhor espaço seria o passadiço no terceiro andar da biblioteca da nossa universidade. Este espaço é muito rico por múltiplas razões. A mais preponderante será a relação entre a grande parede de vidro, que relaciona a zona de estudo com o exterior do ISCTE, com um duplo pé direito, e os dois pequenos vãos na parede oposta que dão a esse espaço alguma luz natural. Assim, tal como Carlos Ferrater, criamos uma malha geométrica que relaciona os vãos destas duas paredes e, ao mesmo tempo, uma malha vertical, influenciados pelos duplo e triplo pés direitos de cada um dos lados do passadiço. Com estas duas malhas criamos uma forma modular que cria, num espaço fechado, um percurso, momentos de paragem, relações visuais e uma espécie de pátio, um espaço mais aberto. Numa visita à biblioteca fizemos uma análise antropológica do espaço, o comportamento das pessoas, como circulam, onde param, que barulho podem ou não fazer. Verificámos também que o canto afunilado que lá existe marca bastante aquele espaço, mudando assim a malha que tínhamos e, consequentemente, todo o projecto. Assim, deixámos de lado aquela malha mais ortogonal para uma, de linhas rectas, mas mais angular. Mantínhamos a cobertura e o pátio mas a forma era outra. Com a malha que tínhamos, e sendo essa a nossa regra, era-nos muito fácil trabalhar em planta, a nossa maior dificuldade seriam as cotas altimétricas, porque seria assim, porque teria cobertura, porque seria tão fechado. Usando a mesma malha que tínhamos usado na maquete anterior, retirámos a cobertura, aperfeiçoámos as ligações visuais, hierarquizando algumas, e decidimos que, quereríamos “saír” do passadiço e usar a guarda como parte da estrutura, ficando metade dos volumes “suspensos”. Com a condicionante de apenas podermos usar cartão canelado, um dos maiores desafios seria a estrutura. Outro seria, com cartão que supostamente ia para o lixo, criarmos algo visualmente agradável. Obviamente esperávamos um melhor resultado, principalmente em termos estéticos, mas no entanto temos consciência das dificuldades que atravessámos e que, apesar da maquete não estar como nós esperávamos, a ideia e as intenções são correctas e interessantes. Afonso Patinhas, Beatriz Calado, Catarina Louza Brito, Renata Macedo de Sousa, Vasco Reis


ARCH ITEC TURAL

PHOTO


Igreja de Marco de Canavezes, Arq. Álvaro Siza Vieira, 2011 - Menção Honrosa no concurso do NAU “Viagem ao Norte”

Musei Vaticani, Arq. Studio Passareli, 2014

Fundação Nadir Afonso, Chaves, Arq. Álvaro Siza Vieira, 2016


RAAL, Lâmego, Arq. António Belém Lima, 2016. Menção Honrosa na categoria “Interiores” do concurso do NAU “Viagem a Trás os Montes”

Renovação do Espaço Espelho de Água, Arq. Duarte Caldas, Belém, 2016

Pavilhão dos Países Nórdicos, Bienal de Arquitectura de Veneza, Arq. Sverre Fehn, 2014


ETAR de Alcântara, Arq. Manuel Aires Mateus, Frederico Valsassina e PROAP, 2014

MUSE, Arq. Renzo Piano, Trento, 2014

Hospital da Luz, Arq. RISCO, 2014. 1º Prémio do concurso da Trienal de Arquitectura “Lisboa num Instante”

Renovação de Apartamento no Bairro Azul, Arq. é ar, Lisboa, 2016

Renovação de Apartamento na Av. Infante Santo, Arq. Bernardo Pizarro Miranda, Lisboa, 2016


Teatro Municipal de Bragança, Arq. Filipe Oliveira Dias, 2016. 1º Prémio na categoria “Pessoas” do concurso do NAU “Viagem a Trás os Montes”

Conjunto Habitacional em Tavira, Arq. Bárbara Delgado, 2012

Centro de Investigação da Nova Medical School, Arq. Gonçalo Byrne, Lisboa, 2015

Novo Museu Nacional dos Coches, Arq. Paulo Mendes da Rocha e Ricardo Bak Gordon, Lisboa, 2016

Estação de Metro do Cais do Sodré, Arq. Pedro Botelho e Nuno Teotónio Pereira, Lisboa, 2014


Reabilitação na Baixa, Arq. CASCA, 2015

MART Museum, Arq. Mario Botta, Rovereto, 2014

Bienal de Arquitectura de Veneza, 2014


Renata Macedo de Sousa renatams_92@hotmail.com +351 914048075


Architecture Portfolio - Renata Macedo de Sousa  

Architecture Portfolio of the work done during the years between ISCTE-IUL, Universitá degli Studi di Firenze and Universidad Autónoma de Yu...

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