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Quatro opiniões sobre a queda do diploma de jornalista.3

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Sociedade civil no palanque da Conferência Nacional de Comunicação.4

Informativo do curso de Comunicação Social da UFMG - ano 2 - número 4

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Serviços baratinhos para os alunos da UFMG.6 Crítica cultural: filmes para se ouvir.8


Depois de uma longa ausência, habemus 3º Andar. Motivos para manter a fé na continuidade deste periódico podem ser encontrados nas linhas abaixo e nas páginas seguintes. Ou não. Nos dias 14 e 15 de novembro, três integrantes do ComuniCA participaram da Conferência de Comunicação de Minas Gerais, na ALMG. Durante dois dias inteiros, artefatos linguísticos como “sociedade civil empresarial” e “moção” passaram a compor nossos vocabulários compartilhados. Para entender as (entre)linhas do parágrafo acima, que tal dar uma olhadela na página 4? Em uma matéria sobre a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), para a qual o encontro mineiro é etapa preparatória, Vicente Cardoso Jr e Carol Abreu trazem informações valiosas sobre o contexto desse evento crucial para os rumos da comunicação social no Brasil. O texto contém: as principais reivindicações dos movimentos sociais e as questões que mobilizam desejos nas arenas públicas que andam discutindo o tema. Não contém: a justificativa das maiores empresas de comunicação do país para sua ação estratégica de retirada do debate. Como você lerá, uma das discussões que deve voltar à tona na Confecom é sobre nosso amado (?) diploma de jornalismo. As calouras Bruna Sobreira e Yolanda Assunção foram atrás de posições e argumentos sobre a decisão do STF. Quatro lados do polígono que circunda a questão você confere na página 3. É uma ótima chance de enriquecer suas respostas, quando o próximo jornalista quiser que você, pobre estudante, dê uma entrevista sobre o assunto. O papel da internet na configuração das práticas contemporâneas de comunicação é outro assunto que andou percorrendo corredores na Assembleia. Embalados pelo fenômeno Obama, nossos congressistas aprovaram, em setembro, uma lei que estabelece novas regras para o uso da rede nas campanhas eleitorais. Pedro Nogueira e Jessica de Almeida nos aproximam do debate na página 5. Mas o 3º Andar agrada também àqueles que não querem nem ouvir falar em Conferência, democratização da comunicação, essas coisas. Se o seu lance é economizar uma grana e tanto em consultas médicas e psicológicas, aprender uma nova língua pagando preços maneiros (ops, desculpa, módicos) ou praticar esportes quase de graça, leia a matéria da Cecília Lana na página 6. E este modesto jornal traz, ainda, outra boa possibilidade. Já pensou em assistir a um filme de olhos fechados, sem ficar com vergonha do César? Um bom motivo para essa prática esdrúxula pode ser uma boa trilha sonora. Gabriela Drumond comenta sobre suas preferidas e dá várias dicas na página 8. Boa leitura!

ComuniCA – Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFMG – Gestão Mosaico 2009/ 2010

Produção e Projeto Editorial: ComuniCA (Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFMG) Projeto Gráfico: Renata Gibson Diagramação: Carol Abreu e Renata Gibson Imagem de capa: Ronei Sampaio Ilustrações: Augusto Molinari e Ronei Sampaio Revisão: Vicente Cardoso Jr e Victor Guimarães Textos: Augusto Molinari, Bruna Sobreira, Carol Abreu, Cecília Lana, Daniel Ferreira, Gabriela Drummond, Jessica de Almeida, Mariana Andrade, Pedro Nogueira, Vicente Cardoso Jr, Victor Guimarães e Yolanda Assunção Apoio: Fafich (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG) Impressão: Imprensa Universitária 300 exemplares

Três edições e nada. Nenhuma crítica, nenhuma palavra de amor. Nem mesmo a polêmica que deu a matéria sobre a TV UFMG conseguiu trazer o povo para esse espacinho. Ô gente, 200 caracteres no e-mail não fazem mal a ninguém, vai? Manda lá sua opinião sobre o 3º Andar: comunicaufmg@gmail.com Esperamos brigas por esse espaço na edição que vem!


No dia 17 de junho, o Superior Tribunal Federal decidiu que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório para se exercer a profissão no país. A decisão mexeu com vários setores da comunicação, da formação dos jornalistas aos grandes veículos. A palavra do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG), da secretária de redação do jornal O Tempo, de um professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Centro de Mídia Independente (CMI) podem nos dar uma nova visão sobre o assunto. 

e agora, jornalista? “Eu acho que a decisão do STF foi

“Acredito que a abolição da obrigatoriedade do diploma serve à esculhambação, e

equivocada e representa um retrocesso não só para a categoria dos jornalistas, como também para a sociedade. A exigência do diploma não gera nenhum obstáculo à liberdade de expressão, inclusive porque os jornalistas não são donos dos veículos de comunicação. Não são eles que definem a linha editorial dos veículos e, sim, os seus donos. O diploma é uma conquista dos jornalistas depois de décadas de luta. A decisão do STF é mais uma tentativa de desorganizar a categoria em benefício dos grandes donos da mídia. Aloísio Morais Martins presidente do SJPMG

não a nenhum princípio democrático e muito menos libertário como os princípios defendidos pelo Centro de Mídia Independente. É uma mudança que desobriga uma série de entidades, empresas, poderes e administrações a terem um jornalista responsável por suas publicações. Ainda que adquirir um diploma numa faculdade não requeira tanto esforço; e também que nada impeça que um profissional seja totalmente desprovido de ética e se sujeite a ganhar para assinar textos de coronéis espalhados pelo Brasil, o fato é que, sem a obrigação da formação acadêmica, a coisa fica demasiado crua e solta demais. Pensando em Minas, talvez seja um bom momento para a imprensa mineira economizar nos jornalistas diplomados que assinam os cadernos de política e economia, que, afinal, só reproduzem as pautas enviadas pelo Palácio da Liberdade. Pensando bem nessa situação de Minas Gerais, era melhor exigir o diploma de Artes Cênicas. Tacio Ferdinando – ex-membro do CMI

Yolanda Assunção - 1oRTV

Bruna Sobreira - 1oJ

arquivo pessoal

Pedro Silveira

“ A queda da obrigato-

riedade do diploma de jornalismo não mudou a maneira como a Sempre Editora, que publica os jornais O Tempo, Pampulha, Super Notícia, O Tempo Contagem e O Tempo Betim, busca profissionais no mercado. Entendemos que é das universidades, principalmente das escolas de comunicação, que saem os profissionais com a qualificação que almejamos para os mediadores sociais – formação humanística, senso de responsabilidade, ética e abertura. Mais do que o diploma, o que valorizamos é a formação, que deve incluir a técnica de escrever bem, concatenar ideias, respeitar os vários lados de uma notícia, estabelecer conexões, captar tendências, conceitos que são, ou deveriam ser, amplamente debatidos nas aulas de jornalismo. Nossa redação é formada por jornalistas diplomados e não acreditamos que esse panorama vai ser diferente com a decisão do STF. Michele Borges da Costa secretária de Redação do jornal O Tempo

“Trata-se,

primeiramente, de uma medida que revela desconhecimento da especificidade da prática profissional do jornalismo e do avanço de seu ensino universitário. Em segundo lugar, revela uma confusão entre liberdade individual de expressão e direito a prática de uma profissão especializada e regulamentada. Ora, a definição de regras ele-mentares para o exercício da profissão nada tem a ver com a liberdade individual de expressão de qualquer pessoa. Ao contrário, tem a ver com o direito de qualquer pessoa a receber informação de qualidade. Como qualquer prática social, o jornalismo pressupõe a existência de um marco legal que o regulamente e oriente suas atividades. A regulamentação não impede que qualquer pessoa interessada contribua com conteúdos para a imprensa, só garante que a prática profissional seja realizada por quem tem formação especializada. Se trata de aplicar ao jornalismo as exigências feitas para todas as demais profissões regulamentadas. Felizmente o Congresso vai avaliar as Propostas de Emenda Constitucional que restabelecem a necessidade da formação superior para a prática do jornalismo. Elias Machado professor do Departamento de Jornalismo da UFSC

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Os responsáveis por distribuir as concessões públicas de rádio e TV no Brasil são, muitas vezes, os mesmos que as recebem. A partir da Constituição de 1988, isso passou a ser decidido pelo Congresso Nacional, mas a falta de regulamentação gerou um cenário de claro conflito de interesses. No Congresso, 29 dos 81 senadores são donos de concessionárias de radiodifusão, assim como 61 dos 513 deputados federais (dados do projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil). Também é de responsabilidade do Congresso, segundo lei de 1991, a manutenção do Conselho de Comunicação Social. A instalação deveria se realizar no prazo de sessenta dias, mas levou onze anos, cumprindo-se apenas em 2002. Para a desativação, bastou menos tempo: a última reunião do órgão data de 20 de novembro de 2006. É diante da ineficiência do legislativo em promover políticas públicas na área de comunicação social que vem à tona a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada pelo governo federal. De 14 a 17 de dezembro, a Confecom reunirá poder público, sociedade civil e setor privado para discutir a política nacional de comunicação. Até lá, acontecem as etapas estaduais, com o objetivo de definir propostas e escolher os delegados do encontro nacional.

Ronei Sampaio

Ainda que seja improvável obter definições concretas em uma primeira conferência, muitos movimentos sociais mostram-se otimistas. Leonardo Batista, membro do Comitê Mineiro do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), acredita

cibe Na Conferência Nacional de Comunicação, sociedade civil participa do debate sobre as políticas do setor

Ao público o que é pú

participação que não deixa de ser conveniente, já que estará em debate a entrada das empresas de telecomunicação no mercado de radiodifusão. Américo Antunes, consultor do subsecretário de Comunicação Social de Minas Gerais, Sérgio Esser, na Comissão Organizadora Estadual da Conferência, denuncia a manobra de esvaziamento como “um boicote, uma oposição liderada pela Abert [Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV, que representa as Organizações Globo]”. Procurada pela reportagem, a assessoria da entidade respondeu: “como a Abert não estará participando da Confecom os nossos dirigentes preferem não se manifestarem (sic)”. Para Leonardo Batista e Gustavo Machala, a ausência do que o evento abre as portas para que o debate circule: “A Confe- empresariado deslegitima as discussões: “Sem os empresários, a rência em si já é uma grande vitória, por popularizar a temática sociedade civil ‘chove no molhado’, fala para si mesma. O que inida democratização”. Para Gustavo Machala, integrante do cole- be toda e qualquer perspectiva de mudança”, critica Leonardo. tivo Intervozes, é possível que haja alguns avanços, mas é preciso Além de não participar, as empresas de comunicação se calam ter em mente que “a Confecom inicia um processo”. sobre a Confecom. Quando a mencionam, mostram-se incapazes Washington Mello, um dos representantes do poder público na de discutir controle social da mídia sem confundi-lo com censura. Comissão Organizadora Estadual, aponta algumas questões cru- O editorial da Folha de São Paulo de 15 de agosto é ilustrativo: ciais para a democratização, que devem ser discutidas na Con- “Governos não vestem bem o figurino de patrocinadores de ‘disfecom: “comportamento ético; direito de resposta; garantia de cussões’ desse tipo. Seu interesse de atuar sem ser importunados, acesso aos meios de comunicação; definição em torno do diploma de controlar quem lhes possa causar embaraço, colide com os da de jornalista; regulamentação das concessões públicas”. A luta do mídia independente.” Conceitos como “mídia independente” e movimento social passa por dois eixos fundamentais: garantir o “liberdade de expressão” para o Grupo Folha não ficam claros. E controle social da mídia e assegurar espaço para todos os seg- devem continuar assim enquanto a grande mídia se esquivar de “‘discussões’ desse tipo”. mentos. Saiba mais: Um grande entrave para o avanço do debate pode ser a posição - Sobre as propostas dos movimentos sociais: estratégica assumida pelo segmento empresarial. Nacionalmente, www.fndc.org.br apenas duas entidades privadas estarão representadas na Con- www.intervozes.org.br fecom: Abra (Associação Brasileira de Radiodifusores, fundada pela Band e pela Rede TV!) e Telebrasil (Associação Brasileira - Sobre objetivos e eixos temáticos da Confecom: de Telecomunicações, que reúne os gigantes da telefonia). Uma www.confecom.gov.br

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dêmicos serviços de microblog, como o Twitter, está livre. Apesar do novo espaço que se abre para os marketeiros políticos, o usuário que antes precisava se esquivar somente dos spams pornográficos vai precisar de novas estratégias para limpar a propaganda dos numerosos candidatos a deputado que descobrirem seus contatos na rede – ou que atirarem a esmo. Além disso, os candidatos podem fazer propaganda política em seus sites pessoais até mesmo na data da eleição. Portanto, a web não está subordinada ao mesmo calendário que regula a propaganda nas outras Alguns pontos da reforma precisaram enfrentar mídias eletrônicas. a discordância entre uma casa e outra durante as votações no Senado e na Câmara. Deputados Apesar da aparente liberdade infinita que se insdefendiam a liberação da propaganda paga na tala com essas condições de debate e manifestainternet, enquanto o texto dos senadores proibia ção, a proibição do anonimato continua presente a prática. Além do complexo trâmite pelas duas para garantir, por exemplo, que se exerça o dicasas legislativas federais, o então projeto de lei reito de resposta caso haja ofensa. E os candidarecebeu também a influência do presidente da tos não podem, ainda, publicar seus materiais República, que vetou alguns artigos com restrições de propaganda em veículos pagos na web, como substanciais. Por exemplo: os debates feitos em sites de jornais ou de grandes provedores. meios virtuais, como as emissoras de TV online, deveriam seguir as mesmas regras rígidas dos de- Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados bates em rádio e TV convencionais. Agora, após a do Brasil e professor da PUC Minas, Mário Lúcanetada do presidente, as emissoras na rede estão cio Soares explica que, com a nova lei, a internet está praticamente liberada nas eleições, com livres da amarra. os devidos ajustes. “A propaganda de Barack A partir da aprovação da nova lei, a manifestação Obama nas eleições americanas mostrou que a em sites de partidos e blogs, assim como nos pan- internet não precisa de censura”, diz o professor. “Na hora em que vê a informação, a pessoa pode dialogar com o candidato e tem inclusive mecanismos para fazer o controle democrático, ou seja, para perceber se aquilo é uma propaganda enganosa ou não.” Um Panorama da etapa estadual dos mecanismos aos quais o professor se refere são os relatórios de doação, que podem ser divulSolenidades no primeiro dia, pouco debate no gados nos sites dos comitês de campanha e que segundo, agitação no encerramento. Palavraspodem aumentar a transparência dos processo chave para um breve relato da Conferência de eleitorais, como alegam alguns especialistas. Comunicação de Minas Gerais, realizada de 13 a 15 de novembro na Assembleia Legislativa. Afastada a discussão sobre os financiamentos públicos de campanha, as doações agora tamPelas resoluções da Comissão Organizadora Nabém chegam aos bolsos dos candidatos através cional, as propostas não puderam ser votadas da web. De acordo com a lei aprovada em setemna etapa estadual, o que empobreceu o debate. bro, elas podem ser feitas no site de candidato, Todos os textos apresentados foram lidos exauspartido ou coligação, inclusive por cartões de tivamente, sem que pudessem sem alterados, crédito, desde que identifiquem o doador e emimelhorados ou suprimidos. tam o recibo de contribuição. Somente pessoas físicas podem contribuir, sempre respeitando o O embate esperado entre “sociedade civil emlimite máximo de 10% de sua renda anual. As presarial” e “sociedade civil” restou para a regras são bastante semelhantes às de doações manhã do último dia, na votação das 19 moções convencionais, por meios que não a internet. apresentadas na Confecom-MG – todas por reNo ano passado, o ministro Carlos Ayres Britpresentantes dos movimentos sociais. Gritos de to, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, “Abaixo a censura” tomaram a plenária quando se manifestou a favor da liberação das doações foi aprovada moção contra o cerceamento da imatravés da rede. prensa pelo governo de Minas.

ercidadania O debate eleitoral na nuvem

Na terceira eleição presidencial do século XXI, o poder público concluiu que já não era mais possível ignorar a grande revolução que a internet provocou em nossos cotidianos. O desafio, agora, é incorporar essa nova ferramenta ao processo eleitoral. Esse tipo de motivação levou à discussão e à aprovação da Lei Nº 12.034, em 29 de setembro deste ano, que altera determinadas condições do processo eleitoral para permitir a utilização da internet, por exemplo, para propagandas e doações de campanha.

úblico

Foram eleitos 16 delegados do poder público, 64 do empresariado e 64 da sociedade civil para a Conferência Nacional. A agilidade dos dois primeiros segmentos na escolha não se repetiu no terceiro grupo. Demandas regionalistas e o desejo de passear em Brasília por parte de alguns participantes dificultaram o consenso, e a lista só foi apresentada nos minutos finais. Carol Abreu - 8oJ

Vicente Cardoso Jr - 7oJ

Barack Obama, o “candidato da internet” nos EUA em 2008, chegou a arrecadar pouco mais de 150 milhões de dólares em doações de eleitores pela internet, chegando a um total de 1,2 bilhão durante toda a sua campanha. Com regras inspiradas na eleição mais visada desta década, que levou ao poder o presidente mais aguardado da história dos EUA, 2010 espera o impacto das novidades no processo eleitoral brasileiro. Pedro Nogueira - 5oJ

Jessica de Almeida - 5oJ

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Ronei Sampaio

Aprendizagem, lazer e saúde para universitários Muita gente não sabe, mas qualquer aluno da UFMG pode se matricular em cursos de língua estrangeira, natação, taekwondo ou dança pagando menos da metade do que geralmente é cobrado por esses serviços. O estudante também pode “dar um pulinho” na Psicologia e procurar pelos plantões psicológicos, que custam apenas R$1,00 por sessão. Ou ainda consultar um médico por R$34,00. As iniciativas vêm de diferentes unidades da UFMG. Enquanto alguns projetos oferecem serviços específicos, outros, como o programa da Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump), possuem objetivos mais amplos, de permanência do aluno na Universidade e de diminuição das diferenças de condições sociais. Apesar das distinções, todas as iniciativas visam à melhoria da vivência acadêmica e  da qualidade de vida dos estudantes. Para o presidente da Fump, Seme Gebara Neto, “desenvolver mecanismos que oportunizem o conhecimento e assistam o estudante é um dever da Universidade pública”. Língua estrangeira O Centro de Extensão da Faculdade de Letras da UFMG (CenexFale) oferece há 40 anos cursos de línguas clássicas e modernas. Os universitários podem estudar alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, português, latim, grego, sânscrito e hebraico. Há também turmas reduzidas de japonês e mandarim. O preço médio do semestre é R$484,00, menos da metade do preço de mercado. Outro dife-rencial é a carga horária, de 60 horas, contra uma média de 40 horas do mercado. Atualmente, o programa atende 950 alunos da comunidade interna. Para fazer aula no Cenex, basta ficar atento aos períodos de matrícula e das provas de nivelamento, disponíveis no site do Centro.

está disponível de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, para atender demandas de estudantes. É cobrado o valor simbólico de R$1,00 pela sessão. SPA: Sala 2062 da Fafich. (31) 3409-5070 Segundo Tempo Universitário O projeto da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional oferece cursos de natação, hidroginástica, capoeira, musculação, esgrima, ginástica artística, taekwondo e dança do ventre. Os preços variam de R$16,00 a R$90,00 por mês, segundo a atividade e o número de aulas por semana. Matrículas podem ser feitas no posto da Fundep na Praça de Serviços da UFMG. Segundo Tempo: cenex@eeffto.ufmg.br e (31) 3409-2314

Outra opção são os cursos do Projeto de Ensino de Línguas Estrangeiras do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (Cacs). Há turmas de espanhol, francês e inglês, abertas a professores, funcionários e alunos da Universidade. O Projeto não tem fins lucrativos e foi criado há dez anos com o objetivo de oferecer ensino de qualidade a preço acessível. O custo é baixíssimo, R$ 260 por semestre, e a carga horária é a mesma do Cenex. Assistência à Saúde Cenex: www.letras.ufmg.br/cenex e (31) 3409-6002 O programa da Fump tem como objetivo oferecer aos alunos da Cacs: secretaria@cacs.org.br e (31) 3341-4603 UFMG acesso à atenção básica à saúde. O estudante classificado socioeconomicamente como carente de nível I, II ou III pode rePlantões Psicológicos São oferecidos especificamente para a comunidade da UFMG alizar consultas médicas, odontológicas e psicológicas com profissiopelo Serviço de Psicologia Aplicada (SPA), ligado ao Departa- nais da Rede Conveniada da Fump sem pagar nada. Além disso, mento de Psicologia. O objetivo é  que o aluno possa encontrar os demais alunos de graduação e pós-graduação da UFMG, assim ajuda quando sentir necessidade de dividir uma experiência ou como seus dependentes diretos (pais, irmãos, cônjuges e filhos), de trabalhar uma questão pessoal. Não é preciso agendar horário, podem consultar os profissionais conveniados por preços abaixo basta dirigir-se à sala de espera, no segundo andar da Fafich. Uma do padrão. São cobrados R$34,00 pela consulta médica, R$25,65 equipe de estagiários (alunos concluintes do curso de Psicologia) pelo atendimento psicológico e R$24,00 pelo odontológico. Há uma lista de todos os profissionais conveniados no site da Fump e o usuário pode escolher o de sua preferência. Depois de agendada a consulta, só é preciso emitir uma guia de encaminhamento na sede da Fump ou na unidade do Campus Pampulha (atrás do Bandejão) e apresentá-la no primeiro dia de atendimento. O pagamento é feito diretamente para o profissional. Fump: www.fump.ufmg.br e (31) 3213-7473 / 3409-3362 Cecília Lana - 6o J

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O IMDb (The Internet Movie Database) possui o melhor e maior arquivo de informações sobre filmes do mundo. Nele você encontra a ficha técnica completa das mais diversas produções cinematográficas, além de fotos, trailers, resumos, notícias, lista das trilhas sonoras, comentários e fatos engraçados. O site também possui ótimas biografias de diretores, atores, roteiristas, dentre outros profissionais do cinema. O destaque negativo fica por conta de não haver ainda uma versão do site em português. Mas fica aí uma boa desculpa para dizer que a disciplina de Inglês Instrumental não foi só para matar créditos de eletiva.

Dados Cinematográficos

comunicacine de volta

www.imdb.com

Agora todo o pessoal da Fafich tem um filminho nas quartas-feiras, às 17 horas, na salinha do nosso ComuniCA, para dar um tempo e esperar a hora do rush passar. A exibição é no estilo cinema em casa: é só chegar e se jogar nos pufes e sofás; e ainda rola uma pipoquinha. As sessões de cada mês seguem uma temática. Desde o retorno do ComunicaCine, já rolou a exibição de clássicos, como Cidadão Kane, e sessões com o dinamarquês Lars von Trier, o “melhor diretor do mundo” segundo ele mesmo. Compareça às sessões com suas ideias de temas e com o DVD que está jogado na sua gaveta! Mais informações nos cartazes espalhados toda semana pela Fafich.

Revista de Cinema Fórum dos Festivais Esse recado é para você, jovem universitário, que gosta de produ-zir curtas-metragens, vídeos-arte ou simplesmente coisas inúteis e bizarras relacionadas ao audiovisual: está farto de youtubar suas criações e no máximo receber comentariozinhos infames acerca das suas obras? Tá a fim de divulgá-las pelo mundo, concorrer a prêmios, mas não sabe exatamente como fazer isso? Aqui vai uma grande dica:

Filmes Polvo é uma revista de críticas cinematográficas bastante distinta das demais. Mantida por oito cinéfilos inveterados (como eles mesmo se intitulam), com suas oito colunas independentes, abriga textos que realizam belas e sofisticadas reflexões acerca dos filmes analisados. Não é feita de artigos preocupados em conferir estrelas ou passar a sinopse do próximo lançamento, mas sim de ensaios que demonstram uma grande paixão pela sétima arte, costurando as diversas formas de se fazer cinema.

www.filmespolvo.com.br

www.forumdosfestivais.com.br O site informa a agenda dos maiores (e menores) festivais de cinema e vídeo que acontecem no Brasil e no mundo. Ele também alerta sobre as datas dos editais e dos filmes selecionados para cada evento. Formidável!

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Rapaz, se ferrou hein! Agora não precisa mais de diploma pra ser publicitário ou jornalista. E agora?

Ah, vou trabalhar criando rótulos!

Mas quem faz rótulo é designer. Você não tem nem chance no mercado!

Ihh, cê não sabe de nada. Na Comunicação a gente fica craque em fazer rótulo. Olha só...

...Zerola Fracassado ...Junkie Transa-Nunca auto... destrutivo...

...Fumante Picareta... ...Piriguete enrustida semi-sifilítica

fim

Afinal, o que poderia ser pior do que uma música totalmente deslocada num mo-mento crucial? Fazer isso sem erros é para poucos. Sofia Coppola e “Maria Antonieta” provaram que um filme de época suporta, além da música clássica a la Vivaldi, uma dose de The Strokes e The Cure. De Hitchcock e seu famoso arranjo agudo em “Psicose” aos filmes de Kubrick, que brinca com a música de modo singular, a trilha se associa à cena, formando uma relação inesquecível na tela mental do espectador. É quase como Alex (“Laranja Mecânica”), que relaciona Beethoven ao mal-estar sentido quando foi submetido a tratamento psi-cológico. Acredito que isso tenha algo a ver com uma tal memória associativa, sobre a qual não me atrevo a discorrer. Mas quero ver alguém dizer que não consegue identificar a música de “O Poderoso Chefão” ou de “Tubarão”, tudo graças ao talento de John

crítica Como música para os olhos, e ouvidos também Williams e ao bom senso dos diretores que o requisitaram. Um aviso: não pretendo adular a parceria entre o diretor Tim Burton e o compositor Danny Elfman. Peço, também, desculpas aos “Tarantino’s jun-kies”. Meu objetivo não é fazer apolosonora de “Once”. À primeira gia ao seu bom gosto musical, vista, o filme pode parecer por mais inegável que seja. mais um musical, só que não é bem assim. De fato, os atores Afinal, senão dos “clássicos”, cantam, mas são músicas de de quem falar? Me arrisco a sua própria autoria e, mais do comentar outras trilhas que que trilha sonora, se tornam não só vale a pena escutar, parte indispensável do roteiro. mas que, coincidentemente (ou não), fazem parte de filmes Trilhas para se viajar, mesmo que são uma ótima pedida. sem sair do lugar, são as de “Vicky Cristina Barcelona” e de Trilhas sonoras compostas in“O Fabuloso Destino de Amélie teiramente por um só cantor Poulain”. A primeira conta com ou banda merecem admiração. guitarras espanholas e músicas Em “Na Natureza Selvagem”, majoritariamente instrumentaas composições de Eddie Vedis, que nos dão vontade de der são essenciais para o ar de sentar no Parc Güell e beber solidão e se integram à road muita sangria. Já a segunda é trip quase como elemento consuma magnífica obra de Yann titutivo da paisagem. Tiersen, que nos conduz imaginariamente ao clima de um café Admirável também é a trilha francês charmosinho e aconchegante. Nunca tive a pretensão de um TOP trilhas, pois acredi-to que cada música é adequada ao seu filme e cada trilha é para se ouvir em dado momento.

Augusto Molinari

Filme que é bom tem que ter trilha sonora, e boa. Não tiro o mérito de diretores que op-tam por não usar música, seja para dar maior realismo seja para potencializar cada som. Mas, quando o filme tem uma boa trilha, se envolver fica ainda mais fácil.

Augusto Molinari - 3oPP

Ainda assim, não resisti a citar mais algumas re-centes. Depois de escutá-las, me respondam: nossas vidas não seriam muito mais legais se tivessem trilha sonora? “Closer” – Damien Rice e, surpreendentemente, Bebel Gilberto! Sim, música brasileira e de boa qualidade em um filme tão bom quanto; “Escola do Rock” – Ramones, The Doors, Led Zeppelin e The Who, todos juntos em uma aula de grandes influências do rock & roll; “Inimigos Públicos” – Não só porque tem o Johnny Depp, mas por escolher A grande Billie Holliday, já dispensa comentários; “Juno” – um filme original e engraçado com uma trilha não menos irreverente; “Um Beijo Roubado” – com Norah Jones, no filme e na trilha, um clima meio blues é dado à obra de Wong Kar-Wai. Gabriela Drumond - 4oRTV


3o Andar - novembro/09