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Cronologia 15h30 O centro de Oslo foi abalado por uma explosão que atingiu os edifícios governamentais, incluindo o gabinete de Jens Stoltenberg, que não estava no local. O alvo principal do ataque foi o Ministério do Petróleo e da Energia. 17h30 A polícia confirma um tiroteio em Utoeya, onde decorria um encontro da juventude do Partido Trabalhista. Um homem vestido de polícia é o autor dos disparos e foi depois detido pelas forças de segurança da Noruega.

Atentado reivindicado por grupo jihadista provoca morte de pelo menos 16 pessoas na Noruega ●●● Na tarde de sexta-feira o centro de

Oslo foi abalado por uma enorme explosão. O relógio aproximava-se das 15h30 quando uma bomba provocou danos em vários edifícios, matando sete pessoas e destruindo a maior parte das janelas dos 17 andares de um prédio de habitação. O impacto atingiu vários edifícios oficiais situados nas proximidades, incluindo o do Ministério da Indústria, do Petróleo e da Energia, que ficou em chamas. Também o gabinete do primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, foi atingido pela explosão, embora o chefe do governo não tenha sido ferido porque não se encontrava no local. De acordo com a televisão norueguesa NRK há sete mortos confirmados, mas o número de vítimas poderá vir a ser superior, até porque há dezenas de pessoas feridas. Duas horas depois da explosão de Oslo houve um tiroteio em Utoeya, uma ilha a sul de Oslo, num acampamento da juventude do Partido Trabalhista, o mes-

mo do governo. Pelo menos nove pessoas morreram neste incidente, depois de um homem ter aberto fogo indiscriminadamente. As autoridades acreditam que os dois incidentes estão relacionados. A polícia norueguesa afirmou que a explosão em Oslo foi causada por um carro armadilhado. O grupo terrorista Ansar al-Jihad al-Alami, ou os Ajudantes da Jihad Global, reivindicaram o atentado, segundo a informação de Will McCants, um analista de terrorismo do CNA, um instituto de investigação dedicado ao terrorismo. De acordo com os media noruegueses, a explosão visava directamente o Ministério da Indústria, do Petróleo e da Energia. A polícia isolou a área em torno do local da explosão porque, segundo jornalistas do “Aftenposten”, acreditava que havia “mais duas bombas” e as autoridades não sabiam onde estavam. Várias horas depois da explosão ainda

havia prédios em chamas e muitas pessoas permaneciam presas nos edifícios à volta. Todas as ruas para o centro da cidade foram encerradas e os agentes de segurança evacuaram os edifícios. Os noruegueses, em estado de choque, puderam ouvir o primeiro-ministro no canal 2 da televisão do país classificar a situação como “muito grave” numa chamada telefónica feita de um local desconhecido, pois a polícia proibiu-o de dizer exactamente onde estava por razões de segurança. Na ilha de Utoeya, o porta-voz dos Trabalhistas, Per Gunnar Dahl, descreveu o sucedido na TV2: “Houve um incidente com um homem vestido com uniforme da polícia que começou a disparar contra os jovens. Isto criou uma situação de pânico e as pessoas começaram a escapar da ilha a nado.” O atirador foi detido pela polícia, que ontem temia que houvesse explosivos escondidos no perímetro da ilha. A. R. com R. H.

—23 Julho 2011

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