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Líbano

Dois mortos numa explosão em Beirute EXPLOSÃO Pelo menos duas pessoas morreram e outra ficou ligeiramente ferida ontem em Anelies, um bairro cristão no Norte de Beirute, capital do Líbano. A bomba explodiu perto da Igreja de San Elie e do centro comercial Hajj. MORTOS A Agência Nacional de Notícias (ANN) identificou os dois mortos como Hassan Nayjef Nasar e Ihsan Ali Dia. O documento de um hospital militar que o segundo trazia indica que seria um antigo soldado do exército.

Israel autorizou construções em colonato em Jerusalém Oriental Ministro do Interior aprova construção em áreas controversas, apesar dos protestos na Palestina O ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, autorizou a construção de 1600 casas em colonatos de Jerusalém Oriental, revelando ainda os planos para 2700 mais que deverá aprovar nos próximos dias, incluindo casas que serão construídas em áreas controversas, sobre a Linha Verde, e que foram anexadas durante a guerra dos seis dias. Este movimento é visto como uma provocação para bloquear

o reconhecimento do estado da Palestina nas Nações Unidas, planeado para Setembro. Roi Lachmanovich, o portavoz do Ministério do Interior, disse que os apartamentos são necessários para resolver faltas habitacionais na cidade. Apesar da polémica, as construções não podem começar nos próximos anos, porque os planos de construção têm de passar ainda por um longo processo de aprovação. Os palestinianos opõem-se a todas as construções israelitas em Jerusalém Oriental, porque entendem que vão destruir as suas esperanças de estabelecer a capital de

um futuro estado na cidade santa. A aprovação de novas construções também pode criar problemas a Washington, que tenta convencer os palestinianos a negociar com Israel. Israel anexou Jerusalém Ocidental em 1967, após a captura de território a partir da Jordânia. Telavive não considera os bairros judaicos que ali construiu colonatos, apesar de a comunidade internacional não reconhecer a anexação de Jerusalém. Mais de 500 mil colonos judeus vivem na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, entre uma população palestiniana de 2,5 milhões de pessoas. Renata Hostinská

JASON REED / REUTERS

TENSÃO CRESCENTE O exército

sírio matou ontem pelo menos cinco manifestantes em ataques em Qusair e Saraqeb, perto da fronteira com o Líbano. As forças terão atirado indiscriminadamente sobre civis. Outros 16 opositores ficaram feridos, de acordo com o Observatório dos Direitos Humanos sírio. Um outro grupo activista, a União Coordenada da Revolução Síria, sobe o número de vítimas para nove, incluindo uma mulher e uma criança. Em Saraqeb, pelo menos 14 tanques entraram nas ruas onde diariamente há protestos contra o regime de Al-Assad. A polícia deteve 100 manifestantes. A instabilidade tem feito aumentar a tensão no Líbano, onde as manifestações populares apelam à queda do governo de AlAssad, mas o Hezbollah, que governa em Beirute, tem apoiado o presidente sírio. Apesar de ter sido a favor das revoltas no Egipto, no Bahrein, no Iémen e na Tunísia, está do lado dos governos sírio e iraniano na repressão aos dissidentes. No início da semana, em várias cidades da Síria, os opositores queimaram bandeiras do grupo extremista libanês e imagens do seu líder, Hassan Nasrallah. Em Hama, um opositor, citado pela Associated Press, acusou o Hezbollah de “criticar sempre os diferentes padrões do Ocidente” quando “tem feito pior”.

ESTRAGOS A explosão deu-se perto dos carros do juiz libanês Albert Serhal e do filho, o advogado Alain Serhal. O último afirmou que a bomba “não era dirigida” contra ele, mas confirmou que os automóveis de ambos estavam estacionados no local. Outros quatro carros foram atingidos. INTERVENÇÃO Logo após a explosão, as forças de segurança isolaram o local enquanto a Protecção Civil e a Cruz Vermelha socorriam as vítimas. O comissário do governo do tribunal militar, o juiz Sakr Sakr, também esteve no local a coordenar as investigações para apurar as causas e pormenores do incidente.

Medida israelita volta a travar negociações com a Palestina

BAZ RATNER / REUTERS

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Estátua da liberdade vai fechar durante um ano para obras NOVA IORQUE A estátua da liber-

dade vai fechar durante um ano para obras, informou ontem o secretário do interior, Ken Salazar, mas ainda não foi divulgada a data de encerramento. O investimento de 27,25 milhões de euros melhorará as condições de segurança, a pedido do Serviço Nacional de Parques. A estátua esteve fechada nos três anos após o 11 de Setembro.

—12 Agosto 2011

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