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Diretores Executivos Geraldo Miranda Eugenio Rosales Editor Chefe Geraldo Miranda Editores Eugenio Rosales Renata Nascimento Paula Paz Diretora de Arte Renata Nascimento Arte e Diagramação Renata Nascimento Paula Paz Textos Geraldo Miranda Eugenio Rosales Renata Nascimento Paula Paz Fotos Renata Nascimento Ilustração Estevan Cunha Colaboradores Estevan Cunha Maurício Torres

Malabares Rio – Malabares como Arte e Filosofia – Foi o festival promovido durante os dias 27 a 31 de julho de 2006, voltado exclusivamente a arte do Malabares. O evento trouxe, ao público e aos participantes, artistas consagrados do malabarismo, além de oficinas, debates, torneio de vôlei de claves, mostra competitiva e intervenções artísticas nos pontos turísticos da cidade como Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Praia de Ipanema, Cinelândia e Lapa. O CIC - Centro Interativo de Circo – idealizador do festival, trabalha o desenvolvimento da arte do malabares desde 1999. Com o objetivo de valorizar a classe artística, a instituição realizou ações que mudaram o cenário local e nacional: promovendo oficinas sobre a técnica do malabarismo e o Encontro Semanal de Malabares. Foram estas ações culturais que deram início a cena local e incentivaram a realização desse projeto. O Malabares Rio, foi o primeiro festival brasileiro a contemplar os vencedores com cinco prêmios em dinheiro e um fusca palco ao primeiro lugar. Visou o estímulo aos participantes na concepção artística e qualidade técnica dos números. Recursos imprescindíveis para o profissional no mercado atual. A visibilidade obtida do grande público, através das mídias impressas e televisivas, retrataram a solidez deste trabalho em rede nacional. Esta revista e DVD é a mostra concreta que o Malabares Rio atingiu seus objetivos de exposição e qualificação da arte do malabares . É dedicada a todos os malabaristas e as pessoas que ajudaram direta e indiretamente na realização do Malabares Rio.

Produtora Audiovisual

Geraldo Miranda Idealizador e Organizador do Malabares Rio - Diretor do CIC


abertura

A abertura do evento contou a presença de ������������������������������������������ Eliane Costa, gerente de patrocínio da Petrobras, ressaltando em seu discurso a trajetória do CIC - Centro Interativo de Circo - e a visibilidade obtida neste projeto. Geraldo Miranda, diretor do CIC, abriu oficialmente o Malabares Rio falando da proposta abrangente do Festival. Mc Iky Castilho, comandou a apresentação do espetáculo com artistas convidados. Du Circo de São Paulo, iniciou a noite mostrando agilidade no número de chapéus e bolas. Álvaro Palominos do Chile, demonstrou suas habilidades com bolas, claves e argolas. O encerramento ficou por conta dos irmãos Becker de São Paulo, numa performance de efeitos luminosos. A festa prosseguiu com show e coquetel na feira alternativa de expositores circenses.


malabarista e orga nizador do Malabares Rio


Como surgiu a idéia do Festival Malabares Rio? Surgiu da necessidade de profissionalizar o malabarista e seu trabalho. O Festival é o resultado de um trabalho de 10 anos de Encontro Semanal de Malabares do Centro Interativo de Circo. Começamos o Encontro sabendo do potencial da arte do malabares e o objetivo sempre foi, além de criar um espaço para o aprendizado, qualificar e profissionalizar a cena. O Malabares Rio é o resultado disso, é uma nova etapa! Porque Malabares como Arte e Filosofia? Hoje a arte do malabares extrapola os limites do circo, segue um caminho ou vários ao mesmo tempo, está sempre mudando. Mas ao contrário do que se possa imaginar mantém viva duas características fundamentais do circo: a tradição oral e o estilo de vida itinerante. As pessoas viajam de norte a sul do continente com três claves, isto é um legado cultural do circo. E aprendem, transmitindo conhecimento uns aos outros, como de pai para filho. O malabares tem percorrido um caminho de mais de 4500 anos é tão antigo quanto a história da humanidade. Até o malabares se encontrar com o circo moderno, 250 anos atrás, muitas coisas se passaram. No documentário da Ilha Malabar do Pacífico, o malabares ainda faz parte da cultu-

ra local como uma expressão popular milenar, é um jogo, uma brincadeira entre crianças e adultos. Antigamente no Egito se tinha a figura das mulheres malabaristas e na China a tradição do diabolô feito de bambu. Hoje no Egito só restaram desenhos das malabaristas nas pirâmides. E na China, só lembranças do diabolô. O nome Malabares como Arte e Filosofia trouxe a reflexão histórica de quem somos, de onde viemos ou para onde vamos. É uma questão de descobrir e afirmar nossa identidade. Qual seu papel neste movimento? Ao falar em movimento nos referimos a uma rede de pessoas com funções, objetivos ou expectativas tão similares quanto diferentes. Todos nós, temos um compromisso natural com a arte do malabares, existem aqueles que têm o papel de desenvolver novas rotinas, outros possuem o papel de criar números e espetáculos, outros o de criar material, outros o de escrever e todos têm o papel principal de ser malabarista. É essa rede que torna um movimento representativo. Qual é meu papel? Acredito que a arte do malabares é tão expressiva quanto a dança, a música ou o teatro, mas há um longo caminho a ser percorrido para atingir um alto nível de expressão artística e reconhecimento do publico. Meu papel é abrir esse caminho.


������������� �� �������������� ��� ����� ��������� ��� ���� Malabaristas e profissionais da área cultural se reu� niram para duas mesas de debates. Na primeira, o tema “Malabares e Mercado de trabalho” contou com a presen� ça de João do Teatro de Anônimo, Du Circo de São Paulo, Cezar Cara de Pau do Grupo Namakaka e o Sr. Palhaço do Rio de Janeiro. Os integrantes relataram suas experiências e objetivaram uma organização para a demanda no mer� cado profissional. Já na segunda mesa, o tema “Malabares como filosofia e arte” foi debatido entre o músico Marcelo Yuka, Diou de São Paulo e os mineiros Zaro e Luis que dis� cutiram a relação entre estilo de vida e produção artística.

�������� ��� ������� ������������������������������ Durante as tardes do festival foram ministradas quatro oficinas e workshops de técnicas para iniciantes, intermediários e níveis avançados: Como evoluir e desenvolver rotinas de 3 bolas, por Du Circo; Diabolô básico e avançado, por Miguel Noronha e André de Abreu;

Site pass – método numérico de teoria/prática de passes de malabares em duos e grupos, por Álvaro Palominos; Site swap - método numérico de teoria/prática de malabares, também ministrada pelo chileno Palominos.


sempre no sentido de afastar-se da mão, como no próprio malabarismo, de preferência para o lado oposto do cérebro, evitando colisões. Agora: a condição essencial para o funcio� namento desta teoria, do ponto de vista tempo/ espacial, é que o cérebro (o malabarista simbólico), diferentemente do vértice tradicional, executa um lançamento de passe a cada quatro tempos, e todavia “as bolinhas” realizarão uma quantidade de “self’s” igual ao quádruplo do número do siteswap que estão representando. O alimentador, portanto, estará a cada passe informando os outros que numero devem ser, e sempre de forma alternada (direita, esquerda; direita, esquerda). Os jogadores precisam recor� dar-se que para representar um número par necessitam deslocar-se de dentro para fora “caindo” na mesma “mão” os ímpares devem traçar um trajeto reto diagonal e chegar no ponto fixo oposto de onde saiu. Por fim, para melhor funciona� mento do processo seria adequado que todos soubessem que fazendo a meta� de dos “self’s” para ir e a outra metade para voltar terão um melhor aproveita� mento de tempo no seu deslocamento. Agora bom divertimento!

sitePass

Não, isso não é um equivoco: é malaba� rismo. Se você gosta de câmbios e ainda é um apreciador dos siteswaps, agora poderá desfrutar de uma maneira diferente, e ainda não suficiente� mente explorada, de fazer passes e siteswaps si� multneamente. O SitePass. Essa teoria, criada por Alvaro Palominos e Santiago Reza, propõe mais a utilização da ima� ginação e capacidade cognitiva que a habilidade física - já que não é necessário mais do que co� nhecer os siteswaps e executar o clássico vértice de câmbio. Agora, entendamos os processos: O método consiste em simbolizar um ma� labarista e suas muitas bolinhas. O malabarista (cérebro) é o vértice, as bolinhas serão as pessoas com os quais são realizados os câmbios que irão se deslocar pelo espaço de acordo com os dese� nhos formados pelos siteswaps. Devem ser marcados, no espaço, dois pon� tos fixos, simbolizando as mãos do malabarista, onde as “bolinhas” devem chegar para poder re� alizar o passe. Assim, só o vértice fica em uma po� sição estabelecida enquanto os outros indivíduos passeiam pelo espaço. Desta forma, com dois pontos fixos pode� mos já imaginar, por exemplo, uma cascata com três indivíduos, ou, mais simples, chuverinho de duas pessoas. São exercícios bem simples que podem ser treinados ainda sem câmbios. Mas que coisa! Vamos jogar! Cada participante estará jogando três clavas, sendo que só realizam as trocas com o alimentador (cérebro) ao chegar no ponto fixo (mão). Cada passe do cérebro representa um bit de siteswap de pessoas. Os deslocamentos serão

Estevan F. da Cunha, RS, participou da oficina realizada por Alvaro Palominos no Primeiro Festival Malabares Rio, 2006.


A

competição reuniu apresentações de malabaristas brasileiros e estrangeiros. Os números apresentados em trios, duos e solo, transitaram entre o tradicional e o contemporâneo. Revelando o que há de melhor na inovação da produção artística. Os jurados Eugênio Rosales - organizador do Malabares Rio, Alberto Magalhães – ator e artista circense, João Carlos Artigos – palhaço, Du Circo e Álvaro Palominos - malabaristas profissionais, avaliaram a mostra através dos seguintes critérios: excelência artística, condição técnica, figurino, trilha sonora e postura de palco. Os participantes que disputaram o 1ºlugar, se apresentaram na seguinte ordem:

01 Douglas M. Amaral - SP 02 Bianca Lima - PR 03 Ferdinand Huber - SP 04 Otávio Fantinato - SP 05 Grupo Namakaka - SP 06 Walter Fabian Roy - ARG 07 Francisco P. Vasquez - CL 08 Fabian Lopez - CL 09 Pedro Gonçalves - BH 10 Richard C. Ruppelt - SP 11 Raphael S. Cardoso - SP 12 Diego Tejera - UY 13 Ivar Mangoni - RS 14 Paulo G. Morais Novo - RJ 15 Miguel Noronha - RJ 16 Renner Silva e Carlos de Alcântara - RJ 17 Emerson de Souza - RJ 18 Luis Roit- RJ 19 Gabriel A. Vieira - PR 20 Luis Sartori do Vale - BH 21 Irmãos Becker - SP 22 Daniel Poittevin - UY 23 Anderson P. da Silva - SP 24 Gabriel Rosa Zaro - BH 25 Laura Faleiros Neves - SP


M

alabaristas de todo o Brasil e convidados internacionais transformaram alguns pontos da cidade num verdadeiro picadeiro, com muita diversão e arte. Numa caravana sobre rodas, 150 artistas saíram da Lapa para a frente do Teatro Municipal, onde iniciaram as intervenções artísticas. Da Cinelândia, o cortejo seguiu para a praia de Ipanema realizando uma partida de vôlei de claves. O Cristo Redentor e Pão de Açúcar também receberam a visita dos malabaristas. Quem acompanhou, teve o privilégio de assistir o clássico arremesso de claves ao alto e a disputa de gladiadores. Duba Becker (SP), passe com o Cristo Redentor


Durante o Festival, o público contou com um feira alternativa, montada durante os 5 dias do Malabares Rio. Sr. Palhaço (RJ), JR Malabaris (SP), Dym Malabares (SP), Newronio (RJ) e Martin Malabares (RJ) foram os expositores presentes. Materiais de Pirofagia, Luz, Glow, Devils, Diabolos, Claves, Bolas de Spinning e rebote, entre outros materiais circenses, estavam expostos a preços de convenção, que é quando se obtém os valores mais acessíveis.


“Malabares dão rítmo e cor a cidade” Jornal do Comércio, 29 de julho de 2006

Ivar Mangoni (RS), malabarista e ator

A cobertura das mídias impressas e televisivas durante o Malabares Rio atingiu números expressivos, totalizando 15 matérias nos principais jornais do estado, publicadas diariamente durante o festival. Já a rede televisiva das emissoras: Globo; Globonews; TVE; Cultura; Record; CNT; Band e Futura totalizaram mais de 26 minutos de cobertura no ar. O grande destaque foi a reportagem transmitida pelo Jornal Nacional, da rede Globo com 2 minutos de duração, ficando disponível no site da emissora por 3 meses.


O torneio de volêi de claves teve premiação e participação vibrante do público, finalizando com a entrega de prêmios aos vencedores. Dezesseis duplas participaram do torneio. No ranking, os Malabacanas - Luis e Zaro - (BH) ficaram com o 3º lugar. A dulpa Fernando (RJ) e Du (SP) disputaram a final com os paulistas Anderson e Igor. Que venceram de 2 sets a 1, para a alegria da torcida de São Bernardo.


À direita, Anderson P. da Silva, 15 anos (SP), vencedor do torneio de vôlei de claves e revelação masculina. À esquerda, a dupla comemorando o 1º lugar. À baixo, jogo realizado na praia de ipanema, no primeiro dia do Malabares Rio.


Arcos da Lapa! Rio de Janeiro! Cenário perfeito para uma noite dedicada aos espetáculos de malabares!

���� ��� ����������� Com um público es� timado em mil e quinhen� tas pessoas, a tradicional praça dos Arcos da Lapa foi palco de um histórico espetáculo de malaba� res ao ar livre, na noite de sexta-feira. A estrutu� ra do evento contou com uma qualidade de som, luz e cenografia impres� cindível para a maravilho� sa integração acontecida

entre os artistas e a pla� téia. O evento atraiu a atenção dos freqüenta� dores da noite da Lapa, criando uma singular at� mosfera, no espetáculo de malabares. A recep� tividade do público ca� rioca foi conquistada pe� los artistas nacionais e internacionais convida� dos, provocando um final

apoteótico naquela noite cheia de estrelas sob o céu da cidade do Rio de Janeiro.


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Revista Malabares Rio  

Festival Malabares Rio realizado de 27 à 31 de julho de 2006, no Rio de Janeiro. Editores: Renata Nascimento Paula Paz Eugênio Rosales Dir...

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Festival Malabares Rio realizado de 27 à 31 de julho de 2006, no Rio de Janeiro. Editores: Renata Nascimento Paula Paz Eugênio Rosales Dir...

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