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Equipe da Coordenação de Descentralização: Lutti Pereira, Silvio Leal, Gilberto Pacheco de Ataíde (Branca), Renata Nascimento, Carina Levitan, Bruna Mendes, Thiago Monteiro, Luciano Escobar, Nicolas Lacerda e Caroline Freitas Endereço: Av. João Goulart, 551 -6º andar Usina do Gasômetro Fones: 3289 8114 /3289 8116 / 3289 8118 Email: descentralizacao@smc.prefpoa.com.br Blog: www.descentralpoa.blogspot.com

SUMÁRIO Capa - Oficina de Arte Urbana de Rafael Silveira De oficinada à oficineira As danças de salão Modos de dizer Experimentar o desfio Graffiti no mapa Da resistência ao lúdico Teatro, poemas e orixás Bailando nos ares Aprender a habitar melhor o mundo Dançando ao cultura popular Poesia entre gerações Ideias para um ambiente sustentável

Desse tempo - Entrevista Edu Natureza Fotografia: do Artesanal ao Digital Outros Olhares Sonhei que... Compartilhar Poesia Percussão na Nova Chocolatão Invasão da vontade de dançar Sapos de argila O jogo teatral e a criação de personagens Contra-capa - Mostra de Oficinas

Reportagens e edição: Bruno Dias Planejamento Gráfico e diagramação: Renata Nascimento Fotos: Renata Nascimento, oficineiros, alunos e colaboradores Revisão: Diego Lock Farina


DE OFICINANDA À OFICINEIRA TEATRO DE RUA Um relato sobre

foto Carlos Sillero

Lembro-me das minhas primeiras vontades quando comecei a fazer teatro. Inicialmente, acreditava que fazer teatro era para quem tinha talento ou era para quem fosse uma pessoa extrovertida e engraçada, ou que tivesse capacidade de emocionar o público. A exposição que o teatro demanda me parecia assustadora e, obviamente, não era para mim, que me considero uma pessoa tímida e desajeitada. Uma das minhas surpresas veio ao fazer a primeira oficina, onde entendi que era necessário ter técnica para se chegar a um produto final e que, através de exercícios e ensaios, era possível despertar no corpo outras características que vão além de ter talento ou não. Também aprendi que apresentar o espetáculo, dito produto do processo, não é o seu fim, mas sim parte dele. Jogo, convívio em grupo e com as diferenças, respeito, autoconfiança, desprendimento, generosidade, disponibilidade, são termos presentes no fazer teatral.

Minha primeira experiência em uma montagem teatral foi na Descentralização da Cultura, em 2000, com a oficineira Ana Cecília Reckziegel, a Ciça. Nossos encontros aconteciam no CECORES. Nosso espetáculo recebeu o nome “Ladrão que rouba Ladrão”, uma adaptação do texto “O Inspetor Geral” de Nikolai Gogol, e foi uma montagem de Teatro de Rua. O encanto para mim com o teatro de rua era a possibilidade da comunicação direta com o público, qual ele fosse, em qualquer lugar onde se pudesse apresentar. A ideia de atingir pessoas que estivessem passando pela rua, que não esperassem por aquela apresentação ou que nunca tivessem assistido a alguma peça de teatro era para mim uma das maiores qualidades desta linguagem. Algum tempo depois, descobri a importância deste teatro e que se tratava de uma escolha e não somente a única saída para os artistas que não conseguem um Teatro para levar seu trabalho.


E esta foi uma opção para mim. Depois desta primeira experiência, o teatro de rua se tornou uma opção para mim e em doze anos de trajetória participei de seis montagens e pude viajar pelo Brasil apresentando para diferentes públicos aonde certamente o teatro dificilmente chegaria ou a estas pessoas que não teriam como chegar até o teatro. O Teatro de rua é uma das manifestações mais antigas da cultura popular e que traz na bagagem séculos de histórias e influências. A “mágica” do fazer teatral acontece aos olhos dos transeuntes. Não é necessário sala de teatro: quebra-se a quarta parede e o ator se dirige diretamente ao público, sendo o público também parte daquela apresentação. Afinal, se por um lado um espetáculo pode mexer com o cotidiano da cidade, esses mesmos passantes podem intervir nas cenas. A arte é democratizada, sendo artistas e público iguais, e a relação se estabelece naquele dado lugar – espaço/tempo. É simples e encantador ao mesmo tempo. Um desafio para quem o faz e um presente para quem lhe assiste. Em 2012, proponho uma oficina de teatro de rua, e eis a minha surpresa que as últimas experiências que aconteceram de teatro de rua neste projeto foram em 2000. Fiquei muito feliz de poder retornar a este projeto, agora como oficineira, já que tive na Descentralização a minha primeira experiência. Aceita a minha proposta de oficina, iniciei o trabalho na Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (ASERGHC). Encontrei nos oficinandos um grupo que aceitou prontamente a proposta, e juntos nos lançamos no aprendizado para a “rua”. Estas pessoas já se encontravam organizados enquanto coletivo, este se chama Grupo SUSpeitando. No momento, estamos a caminho de

sua finalização, num espetáculo em processo que leva o nome de “Alice ou Pra quem não sabe aonde vai qualquer lugar serve". Como disse acima, a finalização faz parte do processo, entendendo que ele continua e que não é na apresentação que se encerra, mas sim se inicia uma nova etapa deste: o contato com o público, o reconhecimento de novos tempos e ritmos, o que “funciona” e o que “não funciona”, como lidar com os “nervos” perante esta situação. Poder retornar a Descentralização da Cultura, onde tive minha primeira vivência em Teatro de Rua e de onde surgiram outros tantos artistas de Porto Alegre, é uma experiência única, de volta ao começo, porém podendo retribuir e participar para a continuidade deste projeto. Juliana kersting


as

danças de salão

por Guilherme

Ferrêra

Dança de salão refere-se a diversos tipos de danças executadas por um casal de dançarinos. As danças de salão são praticadas socialmente, como forma de entretenimento, integração social e competitivamente como Desporto. Alguns dos tipos de dança de salão foram desenvolvidos no Brasil, como, por exemplo: o forró (do Nordeste), o samba de gafieira, o maxixe, entre outras. A Dança de Salão tem origem nos bailes das cortes reais da Europa, tomando forma na corte do Rei Luís XIV, na França. É possível que abraço lateral venha do fato de que, na época, os soldados carregavam a espada no lado esquerdo. Também era evidente a postura clássica, ereta e com o torso fixo, como no balé, que tem a mesma origem. A dança de casal foi levada pelos colonizadores para as diversas regiões das Américas, onde deu origem a muitas variedades, na medida em que se mesclava às formas populares locais: tango na Argentina; maxixe, que deu origem ao samba de gafieira, no Brasil; a habanera, que deu origem a diversos ritmos cubanos, como a salsa, o bolero, a rumba etc. Nos Estados Unidos, o swing surgiu de grupos negros dançando ao som de jazz no início dos anos vinte. As primeiras danças criadas foram o charleston e o lindy hop. Essas deram origem a vários outros tipos de danças americanas, como o jitterbug, o balboa, o west coast swing e oeast coast swing. No Brasil, oito ritmos são os mais praticados, tanto nos bailes quanto nas escolas especializadas, sendo eles: bolero, soltinho, samba, forró, lambada, zouk, salsa e tango, sendo que ainda podemos encontrar diversas variações destes ritmos. O soltinho pode ser considerado como uma versão brasileira semelhante ao swing, chamada soltinho. Internacionalmente, para fins de competição, o termo dança de salão se restringe a certas danças, de acordo com as categorias -- International Standard e International Latin definidas pelo Conselho Mundial de Dança (WDC, na sigla em inglês). As danças praticadas nesses estilos são: a valsa lenta (ou valsa inglesa), o tango internacional (diverso do tango argentino), a valsa (também chamada de valsa vienense), o foxtrote e o quickstep (International Standard), o samba (diferente das modalidades de samba brasileiro), o chachachá, a rumba, o paso doble e o jive (International Latin).


Modos de dizer Textos extraídos das oficinas de Redação Literária ministradas por Diego Petrarca no Clube de Mãe do Cristal

Banho

Mancha de Batom

Abre a torneira, água quente cai em seu corpo. Cai a água livre por seu corpo. Pelo seu corpo a água escorre pela necessidade da limpeza. água quente desliza pela pele. Um banho necessário. Desliga a torneira, a água quente pára de fluir. Passa o sabonete por seu corpo até virar um banho de espuma. Ignora o sabonete. Abre a torneira e a água quente volta a deslizar sobre seu corpo. Sem espuma, ele fecha a torneira e a água quente deixa de cair. Enfim, terminou seu banho.

O batom acabou, a mancha ficou. Chegou e foi. Amou e abandonou. Lábios jovens, carmim vibrante. Ilusões no ar, perfume marcante. O tempo passou, a vida rodou. Fui e voltei. A mancha ficou.

Maria do Carmo Braga

Amélia


Eu inteira

Helena Braga

Cordel

Francisca Tu és a minha oração minha tentação minha nostalgia és tu o meu despautério o meu adultério minha heresia tu exalas mais perfume que um manjericão macerado é a mais sublime essência esse teu corpo suado tu és meu inferno e meu céu minha graça e desgraça tu és o meu hidromel o alambique da minha cachaça minha musa estonteante meu desmonte, meu desvio tu és mais insinuante que uma gata no cio tu és música profana, música de câmara meu salmo, meu hino, meu réquiem és minha condenação, minha absolvição amém!

Eu inteira sou todo mundo eu inteira sou tudo e nada eu inteira sou povão eu inteira com poço, sem povo sou só eu inteira, penso com parcimônia eu inteira sonho eu inteira como, eu inteira engordo eu inteira sou sempre eu inteira se parte num repente eu inteira, deliro eu inteira nem penso e falo eu inteira estou em toda parte eu inteira estou na vida e não na morte


Experimentar o Desafio

por

Jacqueline Pinzon

Oficina realizada no CAPS Hospital de Clínicas de Porto Alegre

A origem latina da palavra experiência demonstra que o vocábulo experiri significa primeiramente provar, ao mesmo tempo em que o radical periri está presente em palavras como periculum (perigo), sendo a raiz indo-europeia per ligada a ideia de travessia. Deste modo, realizar uma experimentação, experimentar algo, é, antes de tudo, expor-se ao desconhecido, cursar um trajeto no qual habita o desafio e a incerteza. Por outro lado, a experimentação que se utiliza de elementos práticos, simbólicos e relacionais da arte, pode auxiliar diferentes grupos na superação de situações preexistentes, contribuindo com o exercício da cidadania e da própria autonomia dos sujeitos. Mais que tudo, o fazer artístico contribui para desenvolver um outro olhar sobre o mundo e sobre si próprio, fruto da viagem sem medo, experimentando o ainda não vivido. Este ano de 2012, como oficineira de teatro no Projeto Descentralização da Cultura, tenho trabalhado no CAPS - Centro de Atenção Psicossocial do Hospital


de Clínicas -, com um grupo de oficinandos que faz parte da clientela atendida nas diversas atividades promovidas pela instituição. Mesmo que uma parte do grupo frequente as aulas como uma atividade correlata à arte-terapia, procuro não pensar muito no fato deles serem portadores de diagnósticos de algum transtorno mental; penso neles como meus alunos e traço as metas possíveis considerando suas facilidades e dificuldades como outro grupo qualquer. No caso específico, lido com limitações que apenas são mais evidentes, mas também enfrento algumas dificuldades de conexão que eles apresentam mediante o uso de medicação, a qual influencia diretamente suas capacidades de resposta motora ou da própria expressão de seus pensamentos.

No final das contas, como oficineira, preciso compreender que enquanto em outros grupos consigo realizar, neste mesmo período de tempo, de cinco a sete atividades diferentes, aqui realizo metade delas. Por outro lado, sinto-me muito recompensada, pois percebo que aqui a entrega dos alunos ao trabalho é muito intensa, sendo o grupo muito carinhoso. É importante comentar que sempre me senti bastante tranquila em relação a meu trabalho como oficineira e professora de teatro, ocupação a qual me dedico desde os anos oitenta. No entanto, ao realizar esta específica tarefa, confesso que no inicio me sentia insegura, pois nunca havia trabalhado

com oficinandos nestas circunstâncias. Com o tempo, estou percebendo que este é um temor apenas meu, pois o grupo se motiva muito para o trabalho e o faz de modo dedicado. Desta forma, vou aos poucos percebendo que devo controlar minha ansiedade por realizar muitos exercícios e ensinar muitas coisas novas de modo técnico mais exigente. Procuro, então, substituir este comportamento

por uma atitude que enfatiza a aprendizagem de uma ou duas coisas de modo calmo e mais compassivo. De todos os modos, procuro aceitar suas necessidades e as buscas coletivas que estas expressam, caminhando junto com meus alunos rumo ao desconhecido, tendo como companheiros os desafios que surgem através das infinitas possibilidades do ato de experimentar.


Graffiti no Mapa

O Graffiti é um movimento artístico que busca despertar o senso crítico presente na cultura urbana. Com este objetivo a oficina de Sabrina Brum criou, ilustrou, pintou, discutiu. O mergulho na imaginação através das ilustrações dos alunos e a forma como se expressam através da arte deram o tom desta oficina.

oficineira

Sabrina Brum


Da resistência ao lúdico

A capoeira teve sua origem no Brasil colonial, provavelmente criada por negros da etnia banto, proveniente de Angola. A sua base está na dança do casamento, o “n’ golo”: uma espécie de ritual entre os jovens da tribo que estavam prontos para o matrimônio, e que, após um longo tempo na selva, retornavam e apresentavam tudo o que aprenderam observando os movimentos dos animais na savana africana, entre os quais a zebra tinha maior destaque. Não é por acaso que a capoeira também é chamada, por alguns grupos de capoeira, de “dança da zebra”. Entre as danças tipicamente brasileiras, a capoeira angola se destaca em virtude de ter no seu fundamento a liberdade de movimentos. É verdade que existe uma base a ser apreendida, no entanto, ao passar do tempo, o aluno cria seu próprio estilo, incorpora a sua essência no jeito de jogar, dançar e até mesmo de lutar. Todavia, a característica marcial fica em segundo plano, já que nos dias atuais não é tão importante quanto foi nos séculos passados. A eficiência da capoeira, durante o combate, no momento da fuga para a liberdade, colocava o negro escravizado em vantagem sobre seu opressor, levando muitas vezes o capitão do mato ao desfalecimento. Tamanha a importância da capoeira para o negro, na resistência contra o regime escravocrata no Brasil, que até o início da primeira metade do séc. XX, ainda era proibida a sua prática em locais públicos. Só com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder que ela foi liberada. Hoje, ela encanta pela sua dinâmica na compo-

por Jorge

da Silva Ferreira

sição. Entorno de uma roda, ao som de alguns instrumentos com a construção e o jeito de tocar simples, as pessoas, cada uma com sua individualidade, se divertem, trocando informações dialeticamente, através da linguagem corporal. Na capoeira, não tem discriminação, não tem fraco ou forte, não tem gênero – ela é a cara do brasil. Além disso, ela tem uma característica essencial para a sua prática: a musicalidade. É, justamente, através da música que o capoeirista transmite sua mensagem, seu ensinamento, e anima a roda, estabelecendo um diálogo com os outros capoeiristas e público em geral. Suas cantigas têm princípios filosóficos, que permitem reflexões sobre a vida humana, idealizados nas manifestações culturais do povo brasileiro. Sendo a música importante, deliberou-se dividi-la em três partes: no primeiro momento, teremos a ladainha; após o canto de entrada e, por fim, o canto corrido e a chula. Por conta das inúmeras formas que a capoeira assume na sua prática, possibilitando o convívio entre as pessoas – dançando ou jogando; na brincadeira, na música ou na composição da roda, independente de qualquer tipo de discriminação que existe na sociedade, o que vale mesmo na roda de capoeira é o crescimento integral do indivíduo.


Teatro, poemas e orixás por

Pâmela Amaro

A Oficina de Teatro de Expressão Afro-brasileira, proposta à Descentralização da Cultura, teve como objetivo expandir o (re)conhecimento da cultura negra nas comunidades. Essa preocupação surgiu da necessidade de voltarmos nosso olhar para a diversidade cultural presente em nossa brasilidade, com intenções positivas e afirmativas, ou seja, sem hierarquizar valores identitários, mas igualá-los à posição de importância que têm em nossa formação enquanto brasileiros e torná-los ferramenta de respeito, orgulho e cidadania para os jovens. As oficinas ocorreram em dois pontos de extrema importância social e cultural negras: o Terreiro de Mãe Bia de Iemanjá, na Ilha da Pintada, e a Escola Renascer da Esperança, no bairro Restinga. Nestes locais, destacam-se lideranças negras, principalmente mulheres, dotadas de um saber muito consciente da sua história e do seu papel social como referências para muitos meninos e meninas. Animada com a confiança depositada em meu trabalho, tive autonomia para enveredar por aulas que nem mesmo eu sabia que poderia realizar. Os jovens, entre 06 e 21 anos, ouviram gêneros musicais afro-brasileiros como jongo, samba e maracatu; dançaram os movimentos referentes aos orixás que conheciam; improvisaram cenas sobre o tema “África”; leram e recitaram poemas que versavam sobre a cosmovisão africana – retirados do livro Antologia de Poemas de Oliveira Silveira –; tocaram tambor; debateram sobre o preconceito racial sofrido por muitos, devido ao padrão de beleza eurocêntrico imposto pela mídia. Enfim, caminhos e encontros que só a livre convivência com a própria cultura proporciona. De toda esta trajetória, destaco o fator afeto, pois creio que é o grande aliado do educador que consegue chegar ao coração de seus companheiros de oficina, através de uma identificação mútua, que vai e volta em aprendizado.


Bailando nos ares Nestes oito meses de projeto, muitas pessoas passaram pelas oficinas, todas encantadas com a técnica de acrobacia aérea, pois viram no circo ou na tevê os “panos” (tecidos) e se imaginaram bailando nos ares. Porém, os aéreos são uma técnica que exige persistência e trabalho duro. Muitos fizeram uma aula e não voltaram mais; outros queriam continuar,

depoimento

Juliana Coutinho fotos

Renata Nascimento

mas por motivos da vida não puderam e aqueles que persistiram estão integrando o elenco da mostra. Dentre essas, pessoas de diferentes tribos e idades, muitas superações, de caráter físico e mental. Houve alunos que na primeira aula empalideceram e suaram ao sentar-se no trapézio e hoje estão fazendo truques com queda. Para mim é uma dádiva poder ensinar e aprender com esses alunos, trocar experiências e sensações, dividir momentos de alegria e satisfação. Estou extremamente orgulhosa dos meus alunos e dos resultados que alcançamos, e muito feliz por este projeto poder transmitir um pouco da minha arte.


Aprender a habitar melhor o mundo por

Rafael Silveira [Rafa Éis]

A essência da prática artística residiria […] na invenção de relações entre sujeitos; cada obra de arte particular seria a proposta de habitar um mundo em comum, enquanto o trabalho de cada artista comporia um feixe de relações com o mundo, que geraria outras relações, e assim por diante, até o infinito.

Nicolas Bourriaud


Assentados em territórios sensíveis nos quais as possibilidades de criação são cada vez mais escassas, em um mundo de subjetividades produzidas para o consumo - não apenas de produtos, mas de modos de vida – sobrevivemos conforme as demandas do capitalismo contemporâneo. Se os dispositivos da atual configuração do capitalismo atuam em escala global, perpassando a tudo e a todos, talvez nas comunidades em situação de vulnerabilidade econômica e social estes efeitos ajam de maneira ainda mais cruel. Através das propagandas da TV e dos outdoors de grandes empresas, as crianças e jovens são expostos a todos os riscos que acompanham este modelo econômico, seduzidos pelas promessas que tais anúncios nunca poderão cumprir. Se há muito somos expropriados da dimensão poética da vida, o projeto “Aprender a habitar melhor o mundo” - foi motivado por uma vontade de afeto, uma vontade de produzir encontros e de alargar os limites dos territórios do sensível. Das práticas de arte urbana às práticas artísticas relacionais , eu e o grupo de pequenos e jovens artistas preparávamos nosso arsenal no espaço do SASE da associação comunitária para depois dispor nossos trabalhos nas ruas da comunidade, fazendo frente ao cotidiano visual que nos é dado e aos modos de vida que nos são vendidos. Os desenhos, lambe -lambes, adesivos, estêncils e ações poéticas eram realizados nos encontros com o intuito de interferir no cotidiano visual e relacional da comunidade criando fendas no mundo, faíscas de arte e de resis-

tência às estratégias de esterilização da vida orientadas pelo capital. Dentre as ações desenvolvidas nos encontros, as quais puderam ser concebidas apenas através da convivência com a comunidade, gostaria de destacar duas: a “Casa caminhante de arte” e “Criando frutos e sementes para árvores”. A primeira ação gira em torno de uma pequena casa de papelão (com capacidade média para cinco crianças), pintada e coberta com desenhos, na qual as crianças entram e a levam para diferentes ruas da Comunidade Campo da Tuca. As outras crianças do grupo acompanham a casa com placas e cartazes que convidam os moradores a visitar e a colaborar, através de desenhos e frases, com a exposição de arte disposta na pequena casa. A casa que caminha, além de fazer referência à fragilidade da questão da moradia nas comunidades em situação de vulnerabilidade, alarga os territórios do sensível, não apenas com sua inserção na paisagem, mas transformando esta mesma paisagem através da criação de uma performance colaborativa. Já a ação poética “Criando sementes e frutos para árvores”, tratou da criação e da coleta de palavras que representassem sementes do que gostaríamos de ver germinando nas ruas da comunidade. Estas sementes (pequenas tiras de papel) foram colocadas em frutos (balões amarelos) e estes, por sua vez, foram pendurados em uma árvore próxima ao espaço do SASE. Dentre as sementes criadas pelos jovens e por alguns dos moradores


da comunidade: amizade, colaboração, união da comunidade, ação artística, entre outras. Através da efemeridade dos frutos criados as sementes caíram ao solo na semana subsequente, criando possibilidades do novas árvores. Tratamos, através destas e de outras ações, de trabalhar na construção de um território no qual as impossibilidades do mundo que nos é dado pudessem ser convertidas em possibilidades. Pois se há maneiras de habitar melhor o mundo, uma das mais fortes se efetua através das ações poéticas. Ações que também são políticas, pois estas tem a potência de interferir nas maneiras de ver e de dizer o mundo. Como aprender a habitar melhor o mundo? Habitando-o nas impossibilidades, criando assim novos universos.

fotos Rafael Silveira

À Associação Comunitária Campo da Tuca Gostaria ainda de dizer que foi uma honra desenvolver o projeto em uma comunidade que se construiu através de um histórico de resistência, articulação e participação coletiva de seus moradores. Através das conversas com Eva Geneci, Leci Sores Matos, Antônio Matos e Michele Rodrigues – gestores da Associação Comunitária do Campo da Tuca (ACCAT) - pude conhecer um pouco da história da comunidade. ACCAT desde sua fundação em 1978 tem mobilizado os moradores e articulado proposições de economia solidária, galpão de reciclagem, creche, inserção digital, aulas na área do esporte e da cultura através de seu Serviço de Apoio Sócio-Educativo (SASE), entre outras iniciativas, com o intuito de conferir aos moradores da comunidade uma vida mais digna e promover ações que possam zelar pelas crianças e jovens em situação de vulnerabilidade sócio -econômica. Foi neste contexto que eu desenvolvi o projeto “Aprender a habitar melhor o mundo” com crianças e jovens da comunidade. Registro aqui meus sinceros agradecimentos pelo acolhimento e pelo suporte que todos os profissionais da associação conferiram às atividades que lá desenvolvi.

Desenvolvido com crianças e jovens de 8 a 17 anos de idade atendidos pelo Serviço de Apoio Sócio -educativo (SASE) da ACCAT (Associação Comunitária Campo da Tuca). Conforme Nicolas Bourriaud (2009), a estética relacional diz respeito a um modo de prática artística que prolifera a partir da década de noventa. Tal modo concebe a arte como a efetivação da potência de produzir novas formas de relações entre sujeitos através de ações poéticas desenvolvidas diretamente em contextos sociais específicos.


Dançando a cultura popular

A proposta da oficina é conhecer e experimentar diversas culturas por meio da dança. Os movimentos vão acontecendo inspirados pela música, por histórias e memórias que vêm à tona. E são essas memórias que envolvem as oficinandas e nos legitimam enquanto grupo! O conteúdo constitui-se de um aglomerado de costumes e hábitos dos mais diferentes povos, e a partir de algumas referências cada aluna faz a sua dança. Como diz Graziela Rodrigues¹: “Uma única manifestação contém várias danças e cada uma delas apresenta uma linguagem específica dos movimentos, que é comum a todos os dançantes. Porém, a força que o movimento coletivo apresenta não está na uniformidade e sim da individualidade através da qual cada dançante recebe o movimento em seu corpo.” E partindo desse pensamento, concebemos a participação do grupo na mostra, adaptando uma coreografia tradicional argentina, elaborando figurino e incorporando as peculiaridades de cada dançante. Para avaliar os meses de trabalho recolhi alguns depoimentos das oficinandas. As alunas destacaram a visita ao Asi-

por Laura

Bauermann

lo no Birro Mário Quintana de Porto Alegre como um dos melhores momentos da oficina, onde tivemos a oportunidade de dançar e conversar com os internos. E quando questionadas sobre como elas contribuem para nossa oficina, elas respondem: “com afeto, companheirismo, amizade, vontade de aprender, sonhos e alegria”. Bem, destaco os sonhos e a alegria, que certamente, são os dois fatores que movem a oficina, o sonho que aparece na forma de desejo e de recordações e a alegria que torna os encontros prazerosos. E o que não são tais elementos, senão componentes das manifestações culturais?


Poesia entre gerações A oficina de Literatura ministrada no Centro Comunitário Primeiro de Maio (CEPRIMA) deste ano tem uma característica peculiar já presente no ano de 2011: uma turma mista. Adolescentes e adultos partilhando, por motivos e gostos diferentes, a paixão pelos livros e pela escrita. A turma iniciou as atividades apenas com adultos. Com o passar dos encontros, adolescentes se incorporaram à turma e a configuração atual conta com cinco oficinandos. E nada como a poesia, (o gênero mais “democrático”) para abraçar todas as idades e experiências de vida e de arte. Jogando com a clareza e a ambiguidade, o particular e universal, a lin-

guagem poética é elo que entrecruza as outras expressões literárias, no vínculo primitivo com a oralidade e a musicalidade. Um dos exercícios realizados em aula foi o “poema-colagem”. Inspirado na vanguarda dadaísta, os alunos “escolhem” as palavras que vão recortar nas revistas. Apenas ao final do processo de recorte descobrem que não têm escolha: todas as palavras são colocadas em um saco e misturadas. A oficineira distribui, ao acaso, um punhado para cada oficinando. É como se as palavras os escolhessem para, então, construções frasais com sintaxe e sentidos inusitados.

Oficina de

Andréia Laimer

Outra forma poética trabalhada e muito apreciada pelos oficinandos foi o Haikai. Poema de origem japonesa, em apenas três versos traduzem uma cena ou uma sensação como uma espécie de “fotografia poética”. Breve, simples e depurado e, ao mesmo tempo capaz de “resumir o universo”, o trabalho com haicais foi um dos momentos de maior interação com as diferentes linguagens possíveis no grupo onde, mais uma vez, as barreiras da faixa etária foram rompidas através da literatura.


Ideias para um

Ambiente Sustentável por Jéssica

Dondoni

Articulando arte e concatenando... A Oficina de Artes Do Agave ao Sisal apresenta em seu conteúdo diversas possibilidades de criação e transformação de objetos artísticos e artesanais com o uso de recursos naturais e materiais recicláveis. A contação de histórias e a troca de saberes também fazem parte do conteúdo desta oficina. A principal matéria -prima utilizada é a fibra do agave, também conhecida como sisal. O agave é uma planta ornamental que faz parte do paisagismo de nossa cidade. Foram ensinadas técnicas artesanais de extração de fibra vegetal e técnicas de transformação que fazem parte da cultura popular, despertando a criatividade e a vontade de produzir sem causar dano ao homem e ao meio ambiente. As ferramentas utilizadas foram colher, garfo, agulha e papelão, de fácil acesso a qualquer comunidade e indivíduo. As pinturas foram feitas com elementos naturais (beterraba, urucum, açafrão, amora, casca da araucária) e aproveitamento de outras tintas já existentes no local.


Desse tempo

Esperou o telefone tocar. Nada. Quando ligou já era tarde. As datas das entrevistas da seleção da Descentralização da Cultura de 2011 já haviam passado. Estava eliminado. Músico, compositor, 40 anos de estrada. Edu Natureza foi oficineiro da Descentralização Cultura pela primeira vez em 1999. Prefere entregar um texto escrito à mão ao enviá-lo por e-mail, pois “de repente erra, não salva, dá um problema”. Contudo, alguns trabalhos seus podem ser conferidos no Youtube. Há quinze anos trabalha com crianças, indo do silêncio ao som de caixas de fósforos. Dos bailes em que se apresentava, tirou o aprendizado de inúmeros instrumentos. No dia desta entrevista, Edu Natureza ensaiava com mais de 20 crianças, na AMORB (Associação dos Moradores da Comunidade Rubem Berta), as músicas que serão apresentadas na Mostra da Descentralização deste ano. Ele fala sobre

sua paixão pela música e sua maior frustração: ser desclassificado por não estar acostumado aos e-mails. Revista - Desde quando tu trabalhas com crianças? Natureza - Quase 15 anos. Revista - Foi uma escolha? Natureza - Foi. Pois sabe como é vida de músico... Vive aí tocando na noite, nunca sabe o que vai acontecer. Daí quer saber de uma coisa, pensei, vou trabalhar com crianças, a luz do dia, todo mundo de cara limpa. A música pra mim é quase como uma oração. Mas daí tu chegas num lugar e tá todo mundo distraído. Fui ficando velho e continuei gostando de Tom Jobim, Bossa-Nova. E a gurizada veio vindo, veio vindo e já veio Cazuza, já vem isso, fazendo aquilo e aí aquele papo, né, “toca Raul”. E aí o meu repertório ficou muito distante, mais uma razão pra me afastar. E eu não conseguindo, pois peguei um nível de música tão alto que não consegui aceitar. Revista - Qual foi a primeira vez que trabalhaste com crianças? Natureza - Foi lá na Cavalhada, música infantil. Desde tocar em berçário, depois maternal um, jardim um, dois. Hoje trabalho em várias escolas, creches. Além de desenvolver outros projetos musicais. “A música pra mim é quase como uma oração.” Revista – Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar com crianças? Natureza – Criança é tudo de bom. É jovem, tem pureza, alegria, espontaneidade. A criança brasileira tem um talento nato pra música. O lado complicado é não terem limites. Mas eu tenho as minhas manhas. Eles percebem se eu tô triste ou tô alegre. Uma vez por ano eu pego o meu teclado, desligo tudo e vou embora sem sequer dizer adeus. Na outra semana eles tão tudo aos meus pés. A dificuldade deles, com essa energia que eles têm, é parar para ouvir. Porque sem silêncio não tem


música, e o silêncio é a coisa mais difícil de conseguir com eles. Revista - Então quando escreveste o projeto para Descentralização tu especificaste que trabalharia com este público? Natureza - Não. Pra este projeto eu tô preparado pra qualquer coisa. Porque eu toco teclado, violão, bateria, flauta. Então isso pra prefeitura é ótimo, porque se me mandam pra algum lugar, lá vai ter aula de tudo. Porque com a minha experiência de tocar em bailes eu aprendi a tocar tudo que é instrumento. Não me tornei um virtuose, mas me defendo muito bem em todos eles. Revista - E Edu Natureza vem da onde? Natureza - Porque sou apaixonado pela natureza, sempre fui. Minhas músicas sempre falaram de natureza. Isso há muitos anos, muito antes de se falar em ecologia. E até hoje tô na contramão, porque o pessoal não parece tá muito preocupado com a natureza. Revista - Fiquei curioso com o fato de tu teres entregado o teu relato escrito à mão. Natureza - É, sou bem dinossauro. Ano passado eu perdi de trabalhar no projeto da Descentralização porque me mandaram um e-mail pra entrevista, só que eu não sabia que seria por e-mail, não me avisaram. Acabei ficando fora. Foi a maior frustração da minha vida. Me mandaram o e-mail com o dia e hora da entrevista e eu não fui, não fiquei sabendo. Fiquei tão frustrado que fui fazer um curso de informática. Comecei apanhando. E do curso saí com a minha autoestima mais baixa ainda. De vez em quando eu começava a escrever um texto, achava legal. Daí chegava a professora e perguntava: “tá, onde que tu salvou isso aí? Que sumiu tudo.” Aí ficava mais arrasado. Mas fiz o curso até o fim. Pelo menos eu aprendi a abrir e enviar um e-mail. Este ano eu não perdi. “eu não sabia que seria por e-mail, não me avisaram. Acabei ficando fora. Foi a maior frustração da minha vida.” Revista - Tens alguma resistência à tecnologia? Natureza - Eu sou desse tempo. Tenho mais prazer em levar o material até o Centro (região onde fica a sede da Descentralização da Cultura) do que levar uma surra do computador. Prefiro pegar um ônibus, se não de repente eu

foto arquivo/ descentralização da cultura

erro, não sei salvar, dá um problema. Quando a gente entende as coisas é um prazer, é uma maravilha a internet. A tecnologia é ótima. O problema é que ela avança muito mais rápido que o ser humano evolui. Com essa tecnologia toda, em matéria de música, se a gente for mexer nas programações de rádio e televisão que são concessões do Governo e a finalidade do meio de comunicação é educar e os caras além de não educar eles deseducam, tudo pela grana, pelo imediatismo, aí houve esse empobrecimento cultural que são essas letras que tu escuta hoje em dia. As letras hoje é carnificina, né. É pezinho pra cá, bundinha pra lá. Além disso, eu tenho que estudar música. Tenho 40 anos de música e muita coisa pra estudar. É a minha prioridade. Prefiro mil vezes estar estudando música do que ficar mexendo na internet. Revista - O que tu achas que vai acontecer com o ser humano? Natureza - Vai chegar um ponto que o pessoal vai cansar disso tudo, vai ver que sem espiritualidade não tem como alimentar a alma. “A tecnologia é ótima. O problema é que ela avança muito mais rápido que o ser humano evolui.” Revista - Qual a tua expectativa para a Mostra? Natureza - Eu acho que a gente vai arrasar com essa turma aqui.


Fotografia: do artesanal ao digital por

Gustavo Diehl

O curso, que ocorreu no Clube de Mães Estrela de Belém, em Belém Novo, fez um passeio pelas diversas facetas, possibilidades e caminhos que a fotografia pode percorrer, desde a construção de câmeras artesanais e processos alternativos, até sua combinação e desdobramentos nos meios digitais.

Pinhole, fotograma, cianótipo e light painting foram algumas das atividades desenvolvidas ao longo dos encontros.


Outros olhares

O contato com diversas formas de expressão artística (sobretudo fotografia, escultura, pintura, cinema, música, literatura, videoclipe e performance) inspirou a produção teatral da oficina ministrada por Daniel Colin, na Usina do Gasômetro. Destaque para cena final, baseada em uma das “Cidades Invisíveis”, de Ítalo Calvino.


SONHEI QUE.... por Jessé

Oliveira

O que é um sonho para cada pessoa? A partir desta indagação, construímos uma série de cenas onde os personagens acordam e descobrem que estão vivendo este sonho e, nele, seus desejos, medos, aspirações, revelam-se de forma alegórica, transformando-os em super-heróis, seres andróginos, cowboys e outras figuras que possibilitarão um voo crítico ao fundo de suas consciências.


Compartilhar Poesia Esse cara é poeta, afirmou Paulo Leminsk ao referir-se àquela pessoa que nunca escreveu um único verso e ainda assim se emociona ao ouvir poemas. Relato esta passagem, para dizer-lhe que poema é para ser sentido e que sentir é a palavra-chave da oficina de criação poética em formato acessível ao cego e a quem tem baixa visão. São encontros permeados de emoção, realizados através de dinâmicas criativas direcionadas a despertarem as sensações, o íntimo, bem como a sua relação com o meio externo e, ainda, alcançarem a ressignificação dando vida ao poema. Ao grupo são apresentadas biografias e obras de diversos poetas e no sentir de cada estilo de escrita se constrói o próprio. Nesse trabalho específico, acontece também na pele, no sentir dos dedos com a leitura Braille, no olhar vivenciado. É assim, aos toques, que compartilhamos a poesia e que se fazem momentos de profunda troca. No decorrer de dois anos neste trabalho, pude observar entre os participantes que a integração e a amizade se concretizaram, juntamente com a melhora da autoestima de cada um. Em seus poemas está o encanto por distribuírem versos em voz, em acolherem novidades, diversidades e habitarem os mesmos momentos, respeitando as diferentes formas de senti-los. Com a mesma coragem que enfrentam caminhos ainda desconhecidos, arriscam-se a procurar na sombra das imagens, a luz necessária para reinventarem realidades dentro e fora da poesia. E assim, numa tentativa por vezes angustiante, reciclarem o sentir através de um olhar sensível sobre a vida, sobre os indivíduos, sobre o mundo interior, até revelar-se a busca incansável pela acessibilidade de informações. Causa pela qual sou solidária, juntamente com o Projeto Descentralização da Cultura - SMC. Certa vez, a poeta Adélia Prado disse: - Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra. – em nossos en-


contros, Deus é sempre lembrado, se faz presente em palavras, gestos e nesta pedra sentida, que poderia ser falta de visão, mas que é sim a pedra impulsionadora de novos olhares. Os olhares da consciência. Para Ezra Pound - Literatura é novidade que permanece novidade. – seguindo seu pensamento, o grupo da oficina de poesia ensina a fazer literatura viva, pulsante, pois sendo fruto de suas experiências e anseios, faz do poema a morada de um novo grito, o da antiga busca pelo direito do cidadão, que é o de ir e vir tanto pelo acesso às ruas, quanto pelo acesso à cultura. Compartilhar poesia é o que me compete, na condição de gente.

Roselaine Funari Poeta, Idealizadora do Poesia Inclusiva e Oficineira no Projeto Descentralização da Cultura – SMC

Do Poema “Perguntas e Respostas” Castro Alves Qual tua origem? – Venho de um vazio. Qual teu destino? – Teu peito. Quem te motiva? – A voz do tempo. Quem tu és? – Solidão. Poema de Regina Dornelli, Lurdes Setti, Pery Vargas, Luiz Burzlaff e Eliseu J. Fritz

Da citação “A cidade sou eu” Mário Quintana Traço mapa com meus passos Posso chegar até o espaço Uma ponte me habita Rua da praia nos olhos Tenho a calma de um rio E a violência do mar Poema de Luiz Burzlaff, Eliseu J. Fritz, Sérgio Nunes e Lurdes Setti

Nossos Direitos Tenho direito de ser ouvido e ser tratado com educação e respeito Tenho direito de caminhar livremente pela cidade e o dever de querer o bem da humanidade Tenho direito de ir e vir Tenho direito de falar Tenho direito de prioridade na fila Tenho direito de solicitar informações Não pedi para ser deficiente visual entenda-me não julgue Poema de Sérgio Nunes, Ciliane, Pery Vargas, Eliseu J. Fritz, Regina Dornelli, Luiz Burzlaff e Lurdes Setti


percussão na Nova Chocolatão A oficina de percussão para crianças, conduzida por Ivania Kunzler, funciona junto á biblioteca. Na escada da biblioteca as crianças exploram os instrumentos de percussão, conhecendo-os. Aos poucos, as crianças foram aparecendo e hoje há 40 na lista de chamada, que vão e vêm conforme a suas vontades. O objetivo inicial é criar um ambiente afetuoso, onde elas se sintam queridas. Ali, elas encontram seus amigos e aprendem a compartilhar instrumentos, falar e ouvir. A princípio, o ritmo do maracatu seria trabalhado com elas, mas, com o processo, surgiu a necessidade de executar um trabalho mais livre, a fim de atrair as crianças e estabelecer uma relação de confiança. Além disso, elas são estimuladas a produzirem as imagens dos encontros. Pela oficina ser realizada na frente da biblioteca, no centro do Residencial, todos podem observar o trabalho que está sendo feito e de certa forma também estão incluídos. As pessoas passam e contam as suas impressionantes histórias de vida; é muito emocionante.


Invasão da vontade de dançar por Roberta

Campos

A atividade começou direcionada para um público de jovens adultos e adolescentes, mas quem veio aparecendo e formando um lindo grupo foram mulheres mais maduras, que marcaram suas participações com nada mais, nada menos que vontade de participar/dançar! Assim, em julho, foi definida e recémformada a turma das oficinas Mezclas – dança de matriz africana e oriental na contemporaneidade. Corpos/pensamentos diversos, interesse comum: compartilhar arte em movimento; imergir na proposta das misturas, da experimentação, dos jogos e improvisos – sem medo de ser feliz. Ouvidos atentos para sons e ritmos diversos; estudos teóricos sobre musicalidade e sobre contextos histórico-culturais das danças árabe, afro -brasileira e flamenca; participação; assiduidade além da energia e disponibilidade para o movimento, para o novo. Estas questões traçaram o perfil da turma que se formou e que caminhou junto durante o período das aulas se propondo, inclusive, a partilhar o processo de aprendizado na mostra das oficinas.

Oficina realizada no Associação do Parque Ararigbóia


SAPOS DE ARGILA As oficinas de George Pinto por

Elvira Magalhães

Encaminha-se para o final a etapa de 2012 das Oficinas de Escultura com George Pinto, através da Descentralização da Cultura. Durante este período, o artista plástico George Pinto desenvolveu seu trabalho junto a comunidade da CRUZEIRO, na AMAVITRON e da região LESTE, no Atelier da Bom Jesus. O processo de ensino-aprendizagem é desenvolvido utilizando a argila como matéria-prima básica para a confecção de esculturas, por ser um material barato, de fácil manuseio, reciclável e não-tóxico. As ferramentas são emprestadas pelo artista para manuseio durante as aulas. Ao mesmo tempo em que empresta suas próprias ferramentas de trabalho, o artista ensina a cada participante como confeccionar suas próprias ferramentas a partir de material de uso cotidiano. Utensílios de cozinha e de higiene pessoal, bem como outros materiais, podem ser reciclados e utilizados. Assim, escovas de dente, palitos de picolé, escovas e pentes para pentear e muitas outras coi-

sas que poderiam ir para o lixo, o artista e seus alunos transformam em ferramenta de trabalho. Durante as oficinas, são ensinadas técnicas básicas para a execução de esculturas; a matéria-prima utilizada é a argila, pelo custo e pela facilidade de manuseio; o aprendizado segue respeitando o ritmo e as habilidades individuais. Cabe lembrar aqui a faixa etária dos participantes. Com crianças na faixa etária de 6 a 9 anos, o trabalho realizado se dá de forma bastante lúdica. O artista vai criando corujas, sapos e macacos, que - feitos com três “tapas” - encantam a garotada. Na visão do artista, a parceria entre a comunidade e a Descentralização da Cultura é necessária uma vez que oportuniza o acesso a todos a diferentes tipos de manifestações artísticas e culturais. Ao mesmo tempo de que a realização de oficinas abertas à comunidade propicia o despertar de uma visão crítica do mundo através da arte. Participar de projetos desenvolvidos pela Descentralização e através de-


les realizar esse trabalho junto à comunidade é uma forma de agradecimento, pois George lembra que, quando guri, com a mesma idade de seus oficinandos, foi a professora Iara lá nos Navegantes, na Vila Farrapos, onde morava, quem lhe mostrou um caminho...o das ARTES. E se orgulha de mostrar a comunidades que se pode, sim, viver e sobreviver de arte. Pois como diz: fiz da minha arte, minha profissão.


Reflexão sobre as experiências da oficina

“O Jogo Teatral e a Criação de Personagens” por Rodrigo

Scalari

Pela primeira vez trabalhei como oficineiro no projeto Descentralização da Cultura, neste ano de 2012. Ministrei oficinas em dois espaços e para dois grupos bastante distintos: o primeiro no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) e o segundo no Colégio Roque Gonzales. O IPF é um estabelecimento médico-penal que visa tratar e reabilitar os casos de pessoas com transtornos mentais associados a comportamentos delituosos, no qual ministrei oficina de teatro para um grupo de internos. O Roque Gonzales é uma escola estadual que sediou a outra edição da mesma oficina. No Roque, o perfil dos oficinandos foi o de adolescentes entre 15 e 18 anos de idade. As experiências nestes dois espaços detonam algumas reflexões. Aqui, gostaria de expô-las, recorrendo, primeiramente, à experiência no IPF. Como professor de teatro, eu nunca havia trabalhado com pessoas que apresentam transtornos psiquiátricos ou em situação de cárcere, e, ali, naquele espaço, encontrei a possibilidade de trabalhar com um público que unia os dois perfis. Tomamos o risco e ali implantamos uma das oficinas de teatro da Descentralização 2012. Todo o processo, ali empreendido, trouxe-me uma série de questões: o que trabalhar? Seria possível conjugar a proposta inicial oferecida à Descentralização com o perfil de oficinandos presentes no IPF? Até que ponto os conteúdos teatrais seriam interessantes para eles? O que propor como eixos temáticos de


improvisação? (temas genéricos ou memórias dos alunos, por exemplo?) O que deixar vir e o que estancar? Enfim, estas questões formaram boa parte do território de trabalho em que me movi no IPF, mas, sobretudo, um comportamento por parte dos oficinandos “saltou aos meus olhos”, e, de início, pareceume ser mais importante que todas as outras questões levantadas acima: a dificuldade de olhar o outro. Lembro-me que quando entrei muitos oficinandos não olhavam uns para os outros, não se encaravam, mantinham constantemente a face para o chão, num misto de sentimentos que a mim me pareciam culpa, vergonha e baixa autoestima. Embora a turma não tenha sido a mesma do início ao fim do período da oficina no IPF, percebo que em algumas aulas, a partir de jogos teatrais muitíssimo simples, nós conseguimos nos olhar verdadeiramente, conseguimos rir juntos, driblar os obstáculos que se colocavam entre um oficinando e outro, que bloqueavam o contato humano por inúmeras razões dentre as quais estão as que os encarceraram ali dentro. Isso, na verdade, foi o que de maior valor pude extrair como oficineiro do IPF, isto é, ao invés de lidar com a perspectiva de preparar as pessoas para fazer o teatro, pensar na possibilidade de preparar o teatro para RE-fazer as pessoas, mesmo que fosse ali, por aquelas poucas horas a cada semana. Num contexto totalmente diverso do acima descrito, ministrei a outra edição da mesma oficina na escola Roque Gonzales. Começamos em junho deste ano com um grupo de oito oficinandos, todos adolescentes, e hoje, em outubro de 2012, contamos com 14 participantes. No Roque, conseguimos empreender um processo de iniciação teatral propriamente dita, no qual trabalhamos sobre conteúdos como: diferença entre espaço real/espaço imaginário, configuração de tipos/personagens, triangulação do corpo no espaço cênico, diferença entre mostrar e demonstrar uma ação, visualização de objetos imaginários, pontuação do início e fim de uma improvisação, desinibição, cumplicidade, atenção, foco, entre outros. No território desta iniciação é que a proposta específica da oficina “O jogo teatral e a criação de per-


sonagens” foi experimentada. Vejo que nossa oficina gerou um espaço de troca, de amizade, de compreensão das diferenças e de união no grupo, o que me faz sair sempre feliz de nossos encontros; diria até que com uma energia renovada. Mais do que realizarmos juntos a oficina de teatro ali proposta, conquistamos uma cumplicidade e um espaço de afetividade que fez nossos laços transcender o espaço-tempo da própria oficina, e, baseados nisso, criamos um grupo virtual no Facebook, onde constantemente trocamos informações e, por duas vezes desde que começamos a oficina, fomos juntos assistir a espetáculos teatrais profissionais. Tudo isso colaborou para que o teatro emergisse em nossos encontros, de forma divertida e ao mesmo tempo comprometida. É muito bom quando, mais do que estar entre um grupo de aprendizes, se ensina teatro para um grupo de amigos, e, no Roque, foi isso que aconteceu. Pessoalmente, estou muito feliz com os processos empreendidos no IPF e na escola Roque Gonzales. Trabalhar na Descentralização era para mim uma vontade antiga, e, como já imaginava, trouxe-me uma série de questões que contribuíram imensamente no meu amadurecimento como pedagogo e artista. Viva à cultura que vai buscar longe dos centros economicamente favorecidos aqueles que a desejam! Salve o teatro e a Descentralização! Evoé!!!


REGIÃO HUMAITÁ

DANÇA DE SALÃO ASSDECOM

Rua Jaime Tolpolar, 500 – Vila Farrapos

Oficineira: Ana Marilda Bellos Oficinandos: Adalberto Rodrigues da Silva Alice Margarida da Silva Ana Lucia Costa da Luz Betânia Cecato Camila Fabian Claci Cecato Claudete Silva Santos Eliane Goulart da Silva Erlon Nogueira de Lima Giovana Rodrigues Irene Sirlei Rosa Barbosa Julia Costa Julia Menezes Lopes Laura Beatriz F. De Lima Leonardo (neto da Dona Ivone) Ledi Costa Lucas (neto da Dona Ivone) Maria Elizabete Karoly Maria Iara Felício da Rosa Margarete Palma Silvia de Almeida Tania Carvalho Vera Maria dos Santos Vladir Caminha dos Santos HIP HOP (DANÇA DE RUA) Grêmio Esportivo Ferrinho

Endereço: Dona Teodora, 1250 – Bairro Humaitá

Oficineiro: Fernando Faleiro Oficinandos: Andressa Rocha Sampaio Flavio Julio Santos Gabriel Barreto Larison da Silva Nathalia Camilo

TEATRO Grêmio Esportivo Ferrinho

Tamara da S.Soares

Dona Teodora, 1250 – Bairro Humaitá

CAPOEIRA EMEEF

Oficineira: Caroline Falero Oficinandos: Ana Paula de Souza Andriele da Silva Alezandra Barcelos Bianca Lopes Brenda Bruna Cassiana Ferreira Cristiano Figueró Gabriel Ferreira Elias Maria de Fátima de Carvalho Matheus Nikolas Gabriel dos Santos Paulo Roberto da Silva Raquel Alves Samuel Brindes Thainá Mattos

REGIÃO NOROESTE

ARTES PLÁSTICAS Chalé da Cultura do GHC

Av. Francisco Trein, 596 - Bairro Cristo Redentor

Oficineira: Maisa Stolz Oficinandos: Ana Lúcia Poletto Carine R. Baldicera Christina Brutto Ilha Elen oliveira Karen R.Kraeik Rosa Letícia R. Marquês Márcia Santos Melissa A. Sander Miranda Goular Natália Chaves Bandeira

Rua Cláudio Manuel da Costa, 270 – Bairro Jardim Itu Sabará

Oficineiro: Delmar Perroni Oficinandos: Arthur Raupp Garcia Erik Santos Franskowiak Gabriel Botelho da Silva Murilo Varela Carvalho Renan Réus Da Silva Alves Vinicius Tomé Bernardes DANÇA CIRCULARES Associação de Moradores Jardim Itu - AMBAJAÍ Rua Biscaia, 39 – Bairro Jardim Itu

Oficineira: Laura Bauermann Oficinandos: Amélia Martins Ribeiro Ana Dalchiavon Generoso Cleusa De Oliveira Marques Delina Salvador Marcolino Iara Moraes Mendes Irmgard Scherer Rauber (Mose) Joselma Dias de Sousa Maria Crescência Zgierski Lúcia Helena Andriotti Maria Angelina Pacheco Moura Marilda Boldrini Orlanda Dos Santos Rodrigues Rute Buratto Vera Maria Veleda Zélia Porciúncula Rodrigues DANÇA DE SALÃO Associação Comunitária da Praça Irani Bertelli - ASCOPIB Rua Cel. João Correa, 210 – Bairro Jardim Ipiranga

Oficineiro: Darcy Coppes Oficinandos: Carmem Castro Elaine Fogaça Elaine Sanguin Elma Paim Eva Loeci D. Le Fabiane Sanguin Germina Silva Gislaine V V Siqueira José Notorf Jussara Duarte Lara


Luiz Carlos Bady Margarida Nayara Schous Paulo Duarte Rosano Rosicler Sirlei Bady Tereza Dutra Terezinha De Jesus Terezinha M. Junger Vani barros Vilmar V. Rosa Claudemir F Peres Denise Avila Zeli Silva Zigiotto Roque J Schonarth José Antonio Cristovão Catarino Saldanha

Everton G. Lopes Karine Damiani Leonardo Mendes Letícia Mendes Lucas da Silva Arias Nadir Moreira Lopes Rosa Maria Cepa Renata Pekelman Thiago Costa Soares Tiana Brum de Jesus

REGIÃO LESTE

FOTOGRAFIA Chalé da Cultura do GHC

Santa Maria Goretti

Oficineira: Andréia Laimer Oficinandos: Bruno Mantoviani Rolim Cereslis Oliveira Neves Isadora Musse Nunes Lorena Pimentel Rosângela Gomes Schneider

TEATRO DE RUA Associação dos Servidores do GHC Rua Marco Pólo, 93 – Bairro Jardim Ipiranga

Oficineira: Juliana Kersting Oficinandos: Ana Celina de Souza Andiara Cossetin

Oficineira: Ivania Kunzler Oficinandos: Bruna Machado Emily Freitas da Silva Guilherme Freitas Marques Júlio Cesar Lima da Silva Kauan Rafael Souza Lauren Eduarda Souza Morais Lucas Freitas Marques Sérgio Bonkoski Thiago Santos da Rosa Wellington Silveira Abreu

Rua Silval Saldanha, 286 – Bairro Bom Jesus

Oficineira: Natália Bandeira Oficinandos: Bruno Mantoviani Rolim Cereslis Oliveira Neves Isadora Musse Nunes Lorena Pimentel Rosângela Gomes Schneider

Rua Camoati s/n° Ceprimoteca, Bairro

Rua Ernestina Amaro Torelly, 211 – Bairro Bom Jesus

MÚSICA (PERCUSSÃO) Circo Girassol

Av. Francisco Trein, 596 Bairro Cristo Redentor

LITERATURA CEPRIMOTECA

Vilma Isabelle dos Santos Severo Wellerson Iran Goulart Nunes MúSICA (Percussão) Associação dos Moradores da Vila Brasília - ASMOBRAS

DANÇA JAZZ Associação Madre Teresa de Jesus Alfazema, 692 – Bairro Alto Petrópolis

Oficineira: Gisele Chagas Oficinandos: Ana Beatriz da Silva Ana Julia Hilário Dutra Analicia Antunes dos Santos Evelyn Lima da Rosa Giovana Weinhemer Nunes Gisela Iaclara Rodrigues Pereira Julia Gabriele Silvino Rosa Julia Vargas Murilik Lauren Manoela Correia Nunes Rayane Dias da Silva Renata Matoso Farias Stefani Tuani Alves Suelen Bonatto Ferreira Thainara de Deus Souza Vinicius da Silva Oliveira

Oficineiro: Jonathas da Silva Conceição Oficinandos: Amanda Coelho Dionatan Flores Tatsch Éryca Iasmyn Gabriel Nogueira Dos Santos Jorge Wagner Coelho Luan Henrique Barbosa Farias Maria Eduarda M. Wattimo Tiago Flores Canosa Willian De Souza Barbosa

REGIÃO LOMBA


HIP HOP (GRAFITE) Associação da Vila São Francisco Rua São Francisco, 1172 – Bairro São Francisco

Oficineira: Sabrina Brum Oficinandos: Allan Silva Andréia Lima Bruno Silva dos Santos Carlos Guilherme Helder Correa Jader Correa Lidiele Santos Natália Carol Raul Silva Tauana Vieira Thayana Vieira Vitor Areva Vitória Silva

REGIÃO NORTE

Gislene dos Santos Guilherme Ferreira Isis Amorin José Aires Leonardo Melo Lídia Rocha Loreni da Silveira Moraes Lucas da Silveira Vieira de Moraes Luis Fernando da Silva Marcelino da Silva Nobre Mari Escouto Maria Alves Domingues Maria da Luz Araújo Maria Edite Lopes da Silva Maria Theresa Garcia Barcellos Marinês Amorin Marisa Silveira Maciel Neusa Mary Norma Ramos Olívio José Querino Pamela Bento Taynara Rodrigues Zoe dos Santos

TEATRO ONG Sempre Mulher Rua Xavier de Carvalho, 80 – Bairro Sarandi

DANÇA DE SALÃO Associação de Moradores das Vilas Elizabete e Parque - AMVEP Rua Vinte e Um de Abril, 792 – Bairro Sarandi

Oficineiro: Guilherme Ferreira Oficinandos: Ana Carolina Aires Ana Júlia Dias Daniela Escouto Dalmiro Nascimento da Silva Daniel da Silva Perla Elaine Beatriz Silva Oliveira Elaine Magni Elba Feter dos Santos Eva Teresa de Freitas Gilmar Rodrigues Nunes

Oficineira: Caroline Falero Oficinandos: Adrieli Carla Denise Silva de Mello Cristiane Soares Machado Fabricio Samuel Severo Machado Francieli Eberhardi Flores Larissa Alves de Farias Leidislene Marques Pires Lucas Ferreira Mainara dos Santos Maria Rosana D. Nolasco Mariane Rodrigues Martina Cardoso Mellory da Conceição Marques Queren Regina Silva da Silva Renata Santos de Oliveira Stéfani Brum Correia Stéfane Garcia da Silva Suelen Thaiane Franco Tavares Yasmim Rodrigues

REGIÃO NORDESTE

INCLUSÃO (TEATRO) Sociedade União da Vila dos Eucaliptos - SUVE Rua Nilo Rafin, 71 – Bairro Mário Quintana

Oficinandos: Alice Dos Santos Bianca Silva Cassia Tamires Dos Santos Gerson Saraiva Dragon Grasielle Oliveira Dos Santos Jessica Daiane Dos Santos Josias Moraes Kerolin Severo Laurem An Lauren Assis Da Silva Lauren Dos Santos Bicca Tatiane Moraes Tatyelle Moraes Thalia Bicca Vitoria Dos Santos Vitoria Dragon

REGIÃO PARTENON


ARTES PLÁSTICAS Cooperativa CRESER

Rua Capitão Pedro Werlang, 1001 – Bairro Partenon

Oficineira: Maria Rosa Velho Oficinandos: Alexsandro da Silva Camila Machado Zanenga Carlos Cabreira Carlos Francisco Leite Elaine da Silva Elisabeth Peixoto Elaine da Silva Elisabeth Peixoto Elizete Mariani da Silva Estefânia Severo Lerina Ida Rios Andrade Karen Oliveira Luciana Mariani da Silva Magali Doeppre Marjane Fraga Rocha Patricia Berto Rosinara Felix de Assis Samara Feira e Silva Sabler Silvia Teixeira Geisler Tatiana Golveia Thais Carboni Vanessa Karam Bicca Vera Regina Fraga de Oliveira ARTES PLÁSTICAS (Arte Urbana)

Campo da Tuca Rua D, 200 – Bairro Partenon

Oficineiro: Rafael Silveira da Silva Oficinandos: Adrion dos Santos Gomes Adrian Carvalho Adrian Pereira Müller Alessandra Gabriele Mendes Anderton Ariadne m da Silva Andria M. dos Santos Brenda Carvalho Bruno da Silva Mitman Bruno Rocha S. Bitencourt Carla Jamily S. Teixeira Carolina M. Freitas Caroline Palmeira Cleber Wiliiyan David Assis Diulia S. Mendes Diuly Medeiros Diovana de Oliveira Pasinato Francine Kunzel Barbosa

Gabriel dos Santos Fernandes Guilherme L. De Melo Hellen R. Fraga Jaison Petri Jeferson Luan Mattos Karoline Gonçalves Katiele da Silva Katelin Ferreira Kemerson Ricardo Larissa Fernandes Leonardo Mitmann Luana S. De Oliveira Lucas de Lucas Lucas Quevedo Luis Eduardo Lara dos Santos Gonçalves Lucas Valadares de Souza Lucas Motta Pereira Lucas Quevedo da Costa Luis Gabriel Jobim Matheus Nunes Matias Monique Fernandes Natália da Silva Moreira Nathaly Palmeira Nathália Nitiely Baraci Raquel Azambuja Pinto Rodrigo Matos Thiago dos Santos Pereira Vitória Valadares de Souza William Cunha Saraiva Pedro Miguel Ryan da Silva Saldanha Thiago M. Pereira Weliton P. Ribeiro Vitória Vorfanfel DANÇA DE SALÃO Salão Comunitário da Igreja de Jesus Cristo Santo dos Últimos Dias

Av. Aparício Borges, 1219 – Bairro Aparício Borges

Oficineira: Ana Marilda Bellos Oficinandos: Alcides Dorneles Severo Ana Paula Cabral Ana Lucia Prates Rosa Audren da Silva Claudia Moreira Elizabete da Silva Eneida Teresinha Damasceno Cyntrão Ester Buaes Soletti Gabriela

Gilberto José Gleiciane Machado Matos Josemir Peixoto Pereira Luan Sonnis da Conceição Luiz Portil Maria Lucia de Souza e Silva Marilda Balbinot Dias Marilda Moreira Maristela Piedade Nair Portela Paola Patricia Villain Rafael Valadão Renato Bolivar Rodrigues Roberto Piedade Rosangela Iara P. Cardoso Silvana de Souza e Silva Tanise Mendonça Rodrigues Taís Tamara Cardoso TEATRO Salão Comunitário da Igreja de Jesus Cristo Santo dos Últimos Dias

Av. Aparício Borges, 1219 – Bairro Aparício Borges

Oficineiro: Jessé Oliveira Oficinandos: Anderson Dias Borges Elisete Marques (Lilica) Glória de Andrades Leonardo Xavier Maria Prestes de Oliveira Monique Guterres Thiago de Oliveira Vera de Oliveira Vera Xavier

REGIÃO RESTINGA


TEATRO Renascer da Esperança Av. Macedônia, 199 - Bairro Restinga

Oficineira: Pâmela Amaro Oficinandos: Alessandra Machado de Moura Camila Rejane Gomes Dener Nascimento Araújo Douglas Ferreira da Silva Douglas Soares Pereira Eduardo José Almeida Erival da Silva Bobsin Júnior Fael Barcelos da Silva Franciele Custódio de Paula Guilherme da Silva Leal Ingrid Fernanda dos P. Figueiros Iraiane da Silva Correa Jaaziel da Silva Garcia Kathen Alessandra C. Oliveira Késs Georges S. Marques Lais Yaritza de S. Garcia Mikaeli Renata Barcelos da S. Monica Vilanova Machado Rayana Eduarda da Silva F. Rayara Manuela P. Ferreira Stefany Eduarda S. Traps Thamires Coelho Porto Thayroni de Souza Longarai Thiago da Silva Meirelles Thainá Custódio de Paula Thaticlene Chimendes M. Yaritza Poitevim Bueno Yuri Antonio da Silva Nunes DANÇA BALLET CECORES – Centro Comunitário da Restinga

Av. Economista Nilo Wulff, s/nº - Bairro Restinga

Oficineira: Elisabeth Santos Oficinandos: Aline dos Santos Gomes Amanda dos Santos Gomes Ana Karolina Passos Baptista Ana Laura Jaime Remião Andrielly Silva dos Santos Aryella T Silva Boava Aryelle Fontoura de Fraga Bianca Pereira dos Santos Deborah Santos Guerra Diulhiana Cecilia F. de Souza Diulha F. Frassetto de Souza Emily de Souza Coelho

Emmanuelle Carpes de Freitas Fernanda Taveira Rocha Flávia Borges da Silva Francine de Paula Lourencio Gabrieli Marques Cabral Giovana Ribeiro Christiano Helena Santiago Silva Helena Santos Moreira Hiasmim Vitoria Centeno Kila Iasmim Hendez menezes Inaê Odara da Costa Bernadi Ingrid Soares de Andrade Isabel Dorneles de Souza Isabelly Reis Alves Silva Jade da Sivla Fidelis Jamili Paixão Donofrio Jéssica Kethelin Centeno Kila Jhenifer Gutierres Ludwig João Victor Brião de Souza Julia Soares Briance Julia Vitoria B. de Oliveira Kailani Killa Kamilli Lima Velho Kamily dos Santos de Vargas Karem Chaves Passos Karine Nunes Cardoso Kauani Dias Fagundes Kaylaina dos Santos Flores Kayllane Nunes Moura Kelly Karoline Oleias Rodrigues Lara da Silva Ribeiro Larissa Tomaz Timoteo Laysla Gabrielly Fragoso Porto Lubianca da Silva Cordeiro Luciana Hernandes da Silva Luiza Araújo Sampaio Maitê da Silva Fidelis Manuela de Oliveira Fraga Maria Eduarda M. Conceição Maria Eduarda dos S. Moreira Mariana Assis de Oliveira Mariana Trassante Ferreira Melissa da Fonseca Veledo Melissa da Silva Jaeger Micaela Lopes Goulart de Lima Milene Melo Silva Milleny Ceroni Machado Prado Mirielly da Costa Nunes Naomy Silva da Silva Natália Cunha da Silva Natália Foss dos Santos Nathiele Medeiros Barreto Pâmela Fernandez Schneider Paola Ferreira Hipolito

Raissa dos Santos Naimayer Raphaelly Medeiros Duarte Rebeca P. da Silva Renata Padilha Alves Sofia Silva Velloso Stefanny Camargo Veloso Stephanie Souza Amorim Thaciane Bessauer Thaís Silva Freitas Thalya da Silva Leal Thamine Tavares da Silva Thatiely de Oliveira Rodrigues Thayssa Vitoria Fernandes Costa Victória Nunes Reis Vitória de Assis Rodrigues Vitória Foyorine Cardias Vitória Pinheiro Coelho Vitória Tavares Arend Vitória Trassante Ferreria Vivian Rodrigues de Freitas Yasmyn Figueiredo Santos

REGIÃO GLÓRIA

ARTES PLÁSTICAS (TOY ART) Centro de Educação e Assistência de Meninos e Meninas CENEAMM Estrada dos Barcelos, 2268 - Bairro Cascata

Oficineira: Cláudia Hamerski Oficinandos: Adriel de Matos Cassafuz Alexsander Silva de Oliveira Amanda oliveira Moojen Anderson Odrigues Bock Felipe Oliveira da Silva


Gabriel Monteiro Schneider Gustavo Carlos Coelho Heryck Daniel Blanco João Arce João Henrique Moojen C. Lucas João Vitor Flores Ramos João Victor Santos da Rosa Jonathen Oliveira dos Santos Kristopher Luis Silveira da Luz Larissa Bertotti Peres Laura Eduarda A. de Jesus Mariana Ongarato Furtat Nicole Leivas da Rosa Paola Oliveira da Costa Rafaela Matos Xavier Braz Vinicius Leivas da Rosa Wesley Luiz Silveira da Luz

REGIÃO CRUZEIRO

Lucas Lima Pinheiro Rian Fernandes Pedroso Thiago Dias De Castro Vitória Da Silva Dos Santos MÚSICA (CANTO) Instituto de Integração Social

Av. Tronco, acesso 94, casa 22 – Bairro Santa Teresa

Oficineiro: Eduardo Pires (Edu Natureza) Oficinandos: Andrea Maciel Neves Bruno Camargo Constantino Cassia Rodrigues Alves Vargas Debora Alves Moreira Eric Felipe dos Santos Fabricio Paz de Souza Kairon Luis Oliveira Natalia Alves da Silva Rafaela Paz de Souza Sabrina Andrielli M. dos Santos Saiori Andrielli Maia dos Santos Tales Juliano Barbosa Varela Tuane Freitas da Silva

REGIÃO CRISTAL

Giovana Menino Ingrielle Santos Jéssica Ferreira João Kerolayne Loss Leonardo Redaelli Luis Felipe Nickson Da Rosa Stency Anne Rodrigues Thaiane Rafaela Lucas Alves HIP HOP (DANÇA DE RUA) EMEE Eliseu Paglioli Rua Butuí, 221 – Bairro Cristal

Oficineiro: Jorge Cristiano de Oliveira (Jukinha) Oficinandos: Cristian Rodrigues Debora Martins Dionata da Silva Espindola Edson Rodrigues Erik Flores Machado Igor da Silva Viana Micaela da Silva Cardoso Natanael lemos da Silva Pedro Miguel Aguirres Thiago Rodrigues Wesley dos Santos

LITERATURA Clube de Mães do Cristal

Rua Curupaiti, 915 – Bairro Cristal

CAPOEIRA Vila do Campinho

Rua Banco Inglês, acesso C, 46 - Bairro Santa Tereza

Oficineiro: Luis Inácio da Fonte (Mano) Oficinandos: Alessandra Alexandre Borges Teodoro Andrielly Castro Basto Arthur Mello dos Santos Braian Vidal Cauã Carvalho Da Silva Douglas Felipe de Castro

HIP HOP (GRAFITE) ONG Solidariedade - CTSA Rua Chico Pedro, 500 – Bairro Cristal

Oficineira: Sabrina Brum Oficinandos: Carlos Daniel Camila Osório Dully Carvalho

Oficineiro: Diego Petrarca Oficinandos: Amelia Koch Esther Luisa Guthartz Francisca Batista Geraldo Pessoa Batista Jane Rosa June Kirby Lenir Boucinha Maria da Graça Bernardes Dias Maria Marins Marta Furlan Madalena Rossler Nadia Baldissera Cure Norma de Oliveira Olga Fanto Roberto Pittas Silvia Clara Agnes Terezinha Rangel Zorcs Rita Duque


CENTRO-SUL

João Alberto Loreto Jovita Ferreira Maciel Jurema Gomes de Souza Leandro Marques Maria de Lourdes Pinto Maria Lucia Piccoli Marlene Souza Lopes Nara Capinoti Camargo

Ilza Pires Maria Eronita Paixão Santa Dora Carpim Zeli Fontoura

Neli Medeiros

Florência Farias, 215 – Bairro Belém

FOTOGRAFIA Clube de Mães Estrela de Belém Novo

REGIÃO EXTREMO-SUL

CAPOEIRA Ginásio Lupi Martins Arnaldo Boher, 320 – Bairro Teresópolis

Oficineiro: Delmar Perroni Oficinandos: Caike dos Santos Cristian Conti Denilson Caetano Domenicky Silva Dieini Alex Enzo Conte Flavia Vitoria Lima dos Santos Francine Vitorio C. da Silva Francielle Cordeiro da Silva Gloria Stephany Guilherme Maia dos Santos Henrique Augusto Mariana Ynae Vitoria Maia dos Santos DANÇA CIRCULARES CECOPAM Rua Arroio Grande, 60 – Bairro Cavalhada

Oficineira: Laura Bauermann Oficinados: Adelina Aline Marques Beatriz Regina dos Santos Cezelina Medeiros da Gama Camila Esilda Moreira dos Santos Hilda Maria da Silva Geni Ieda Franscisca da Silva Igor Marques

Oficineiro: Gustavo Diehl Oficinandos: Alexya Marques Brunna Haslinger Elisângela Siqueira da Luz Joyce Cambraia Ferreira José Fonseca da Rosa Paula Ferreira Dias Kattelyn Haslinger Thairimy Trevisan de Oliveira Veronica Rodrigues de Oliveira Vanda Maria Arusiewicz

HIP HOP (DANÇA DE RUA) Clube de Mães Estrela de Belém Florência Farias, 215 – Bairro Belém Novo

TEATRO Capela São Brás

Estrada da Ponta Grossa, 3500 – Bairro Ponta Grossa

Oficineira: Sandra Pimentel Oficinandas: Ilca Homem Ilza Pires Nita Paixão Rosinha Lima Santa Dora Carpin

DANÇA CONTEMPORÂNEA Capela São Brás

Estrada da Ponta Grossa, 3500 – Bairro Ponta Grossa

Oficineira: Marilice Bastos Oficinandas: Eneida Cyntrão Glória de Andrade Ilca Homem

Oficineiro: Jorge Cristiano de Oliveira (Jukinha) Oficinandos: Arthur dias Siqueira Elisabete Medeiros da Silva João Vitor de Lima Bom Julia Dias da Costa Lavínia Tália de Lima Bom Lucas dias Siqueira Marina dias Siqueira Nanda Couto Vieira Scheronn Rodrigues Suélem Abreu dos Santos Tainara Almeida Bilhan Vitor Rodrigues


REGIÃO EIXO BALTAZAR

Miguel Santos de Oliveira Nicole Machado Teixeira Raisa Juliana de Matos

REGIÃO SUL

Rua Wolfram Menztler, 650 – Bairro Rubem Berta

Oficineiro: Eduardo Pires (Edu Natureza) Oficinandos: Alexandra da Silva da Luz Alice Pereira Ana Luiza da Luz Andrieli dos Santos Bruna Gabrieli Souza Bryan Eduardo da S. Machado Bryan Oliveira Diogo Silva do Carmo Entony Da Silva de Oliveira Fabricio da Silva Jenifer Santos Katielly Fernandes Marques Kauan dos Santos Kayane Machado de Freitas Kemilyh Amanda Marques Lucas Santos Maria Eduarda M. da Silva

Oficineiro: Luis Inácio (Mano) Oficinandos: Anderson Martins Claudinha Eder Silva Maia Edmar Edmar Mr. Catra Rudnei Ribeiro Vinicius Cordeiro da Silva

Endereço: Andrade Neves, 156 - 11º andar – Bairro Centro

Rua General Sady C. Fischer, Acesso 4 – Bairro Rubem Berta

MÚSICA Associação dos Moradores do Rubem Berta - AMORB

Rua Washington Luis, 203 – Bairro Centro

LITERATURA (CRIAÇÃO POÉTICA PARA CEGOS E PESSOAS COM BAIXA VISÃO) ACERGS

CAPOEIRA Associação dos Moradores do Parque das Laranjeiras Oficineiro: Jorge Ferreira Oficinandos: Fernando Souza de Jesus Gabriel dos Santos Almeida Nicolas Ocampo José Taciane Dorneles dos Santos

CAPOEIRA EPA

LITERATURA Associação dos Moradores da Vila dos Pescadores Av. Guaíba, 46 – Bairro Assunção

Oficineiro: Diego Petrarca Oficinandos: Eva Pinto Carneiro Helena Braga Iara Bauer Maria do Carmo Braga

Oficineira: Roselaine Tonial Oficinandos: Ciliane Eliseu Fritz Luiz Burzlaff Lurdes Setti Peri Vargas Regina Dornelli Sérgio Nunes Waldin TEATRO Hospital de Clínicas de Porto Alegre - CAPS

Rua Ramiro Barcellos, 2350 – Bairro Rio Branco

REGIÃO CENTRO

Oficineira: Jacqueline Pinzon Oficinandos: Airton Vitorino de Nadal Fábio Gilberto Pinto Ibaré Oliveira Soares Julio Cesar Kuhn Silva Marcelo Domingos da Silva Márcia da Silva Marcio Netto Medeiros Marcos Soares Marco Antônio Correia Mendonça Nilta Maria de Oliveira Paulo Régis da Silva de Mesquita Rodrigo Rocha Rudnei Lima dos Santos Rafael Santos Barboza


CIRCO (ACROBACIA AÉREA) Centro Estadual de Treinamento Esportivo - CETE Gonçalves Dias, 628 – Bairro Menino Deus

Oficineira: Juliana Coutinho Oficinandos: Aline Brandão Alexandro Pinto da Silva Alfredo Campos Ranzan Amalia Leonel Nascimento Andhiara Soares do Amaral Bruna Castro Celso de Brito Camila Alvares Diane Catia Tomasi Iona Steinert Jaqueline Piccine Juliana Sanches Marcela Bobsin Mabel Campos e Campos Marina Mello Lis Matheus Silveira Correa Milene Bobsim Suanny Coronel Tais Dick HIP HOP (DANÇA DE RUA) SMET Paulo Freire Santa Terezinha, 572 – Bairro Santana

Oficineiro: Fernando Faleiro Oficinandos: Daniele dos Santos Lopes Catrine Ribeiro Machado Jonison Rafael Ribeiro da Silva Katiele Ribeiro dos Santos Lopes Kerolen Ribeiro dos Santos Maiara da Rocha Ribeiro Marina Betin Natacha Ribeiro Pereira Vitória Fagundes Victor Murilo Duarte Yasmin Fernanda Costa da Rosa

ARTES PLÁSTICAS Hospital de Clínicas de Porto Alegre - CAPS

Rua Ramiro Barcellos, 2350 – Bairro Rio Branco

Oficineira: Maria Rosa Velho Oficinandos: Carmem Lucia H. Arruda Fábio Gilberto Pinto

Francisco E. de Castro Lima Leandro Dutra Lopes Luiz Cesar Correa Marco Antonio Correa Mendonça Marilene Ribeiro dos Santos Marisa Angelica C. Castro Nívea de Lima Milo Robinson Meireles Cancilier

Veronica Torres Vilson Quadros Santanense

REGIÃO ILHAS

TEATRO INTERMEDIÁRIO / AVANÇADO EPA – Escola Porto Alegre Washington Luis, 203

Oficineiro: Daniel Colin Oficinandos: Amanda Gatti Bruno Cardoso Bruno Kauer Carlos Luciano Kelly Goebel Márcia Metz Matheus Santos Monique San Martins

VIDEO (CRIAÇÃO EM CINE-VIDEO DIGITAL) Usina do Gasômetro – Sala PF Gastal Av. Presidente João Gulart, 551 – 3º Andar – Bairro Centro

Oficineiro: Ronaldo Ruduit Oficinandos: Amanda de Avila Azambuja Ana Emilia Jubette da Silva Angela Maria Lopes Kerber Carlos Hoffmann Eduardo Steiger Felipe Nicolay Genivaldo Martins Gislaine Boeira Camarata Guilherme Medaglia Juarez Machado de Oliveira Leo Alberto Jost Leo Carlos Kerber Mara Elisa da Rosa Marcia Schimidt Maria Conceição Hippolito Mariana Luz Raul Guilherme Barison Rebecca Jubette da Silva Romolo Costa Andrade Simone Andréia da Costa Dornelles Sissi Dias Vera Lucia Dutra do Nascimento

TEATRO Escola de Samba Unidos Pôr do Sol Av. Presidente Vargas, 530 – Bairro Arquipélago

Oficineira: Pâmela Fontoura Oficinandos: Andrio Chrigor Gabriel Trindade da Silva Maria Helena Fátima Araújo Natalie Rayssa Trindade da Silva Sabrina Cardoso Stephanie Couto da Silva Suelen Cardoso Tamires Tauan Silva da Silva Wesley Diego Cardoso


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Revista da Descentralização  

A Descentralização da Cultura é um projeto social da Prefeitura Municipal de Porto Alegre Reportagens e edição: Bruno Dias Planejamento Grá...

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