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Comiss達o Nacional de Apoio aos Encontros Regionais

2014


Manual de Orientação para os Encontros Regionais

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1. O que é a Renajoc, seus princípios e objetivos

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2. Por que os Encontros Regionais?

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3. Entendendo o Encontro Regional (objetivos,

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eixos, estrutura básica)

4. Sugestões (projeto, tematicas, oficinas)

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5. Dicas Gerais

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6. Anexos

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A Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadoras e Comunicadores é uma articulação entre indivíduos, coletivos e organizações juvenis pelo Direito Humano à Comunicação que busca contribuir no diálogo, formulação e atuação em torno das políticas públicas de comunicação para adolescentes e jovens e fomentar o exercício da liberdade de expressão de todos os adolescentes e jovens.

Encontro Nacional da Renajoc em 2011 - Brasília

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Muita História Surgiu em 2008, durante a Conferência Nacional da Juventude, aproximando a pautas da Comunicação e da Juventude, com o intuito de ampliar a incidência política da juventude nos temas da comunicação e fortalecer também as discussões sobre comunicação no âmbito das políticas juvenis. Em 2009 se articulou junto aos movimentos sociais voltados para a democratização das comunicações no Brasil para participar da da I Conferência Nacional da Comunicação. Neste contexto, promoveu a I Conferência Nacional Livre de Juventude e Comunicação. Em 2010, criou o Dia C – Dia Nacional da Juventude Comunicadora, que passou a ser realizado todos os anos.

Dia C – Natal/RN - 2012

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De 2011 a 2012, a Rede passou a discutir e experimentar novas formas de gestão da Rede. Surgiram então as figuras das facilitações nacionais e regionais, que possuem como papel mobilizar os participantes. Em 2013 realizou o 4º Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens Mais Educomunicação – Boituva/SP - 2013 Comunicador@s, em São Paulo, onde se fortaleceram os processos de autogestão da Rede e se realizou um planejamento nacional e por região. Neste ano iniciou também o Projeto Mais Educomunicação, em parceria com o Instituto C&A. E em 2014 busca aprofundar sua atuação nos estados e aperfeiçoar sua gestão por meio da realização de encontros regionais em todas as regiões do Brasil. Integra o Conselho Nacional de Juventude e a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (#Frentecom), articulando-se também no Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC) e no Fórum Mundial de Mídia Livre (FMML).

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Mas, o que é o Direito Humano à Comunicação (DHC)? Mais do que ter liberdade para se expressar e receber informações por meio da imprensa, o direito humano à comunicação significa que cada ser humano pode e deve fazer parte dos processos de enunciação da realidade, seja na produção da informação, dos sentidos, das interpretações e valores. Significa garantir que as informações e representações que chegam a nossas casas, escolas, empresas, espaços públicos e demais espaços de convivência sejam produzidas de maneira que permita a todas as pessoas participarem, resAto pelo Direito Humano à Comunicação peitando as diversidades Recife/PE - 2012 e multiplicidade de vozes, culturas, regiões, etnias, posições políticas e pontos de vista todas as pessoas.

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A comunicação é um direito que consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e na Constituição Federal de 1988. Desde suas primeiras aparições em debates promovidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) o conceito de direito humano à comunicação vem se consolidando no âmbito dos governos e da sociedade. Significa, em resumo, afirmar que todo cidadão tem o direito a receber livremente informação por quaisquer meios, bem como o de produzir – individual ou coletivamente – e difundir informações, tendo acesso aos recursos técnicos e materiais necessários. O direito humano à comunicação incorpora, necessariamente, a liberdade de expressão.

Entender a comunicação como um direito humano significa dizer que ele é universal – inerente a todo ser humano, independente de raça, credo ou classe social – e equivalente a todos os demais direitos fundamentais. Não deve, portanto, ser negligenciado ou relegado a segundo plano diante de direitos que possam parecer mais urgentes, como a saúde, a alimentação, o trabalho, ou outros.

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Num contexto em que os meios de comunicação ocupam um lugar cada vez mais importante no processo de leitura e compreensão do mundo, o conceito ganha uma expressão central para a humanidade. Essa tem se tornado importante pauta dos movimentos sociais que atuam diretamente com comunicação, mas também de outros que enxergam na comunicação um lugar estratégico e fundamental para alcançar as demandas que defendem.

“ Paulo Freire

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Então, queremos a democratização da comunicação! Hoje os meios de comunicação do Brasil estão nas mãos de poucas famílias (Marinho - Globo, Abravanel - SBT, Macedo - Record, Saad - Band, Carvalho e Dallevo Rede TV!, Frias - Grupo Folha, Civita - Grupo Abril, Mesquita Grupo Estado, Sirotsky - RBS e Queiroz - Grupo Verdes Mares, entre outros). E em cada estado, existem famílias que dominam os meio de comunicação locais, como os Alves (RN), Sarney (MA), Mello (AL) e Magalhães (BA). Essas famílias decidem o que vamos ler nos jornais e revistas, ouvir nas rádios e assistir nas TVs. São elas também quem decidem quais produtos serão anunciados e entrarão nas nossas casas sem pedir licença.

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Um exemplo são as rádios comunitárias, que prestam um serviço social levando notícias locais às comunidades e que muitas vezes são consideradas piratas e são perseguidas, criminalizadas e fechadas pela Mídia Tradicional, pela Polícia Federal e pela Agência Reguladora das Telecomunicações (Anatel). Quando essas rádios fecham suas portas, todos estamos sofrendo mais uma ação para restringir ainda mais o direito da população de veicular notícias, informações, fazer o diálogo social através dos meios, de modo que Protesto faz “fechamento simbólico” da Anatel. se fortaleça apenas o direito desses grandes aglomerados familiares que dominam a comunicação no Brasil. Democratizar a comunicação é mudar esse cenário! É garantir que toda a população tenha acesso aos meios de comunicação públicos e que a sociedade garanta, aprimore e amplie esses meios. A Renajoc significa a luta dos adolescentes e jovens para transformar as comunicações do país.

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http://www.donosdamidia.com.br

O Projeto Donos da Mídia foi uma pesquisa que levantou informações sobre a propriedade, influência e poder nos meios de comunicação do Brasil.

Protestos durante a reunião da Sociedade Interamericada de Imprensa, em São Paulo/SP, 2012

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A Renajoc está presente em todas as regiões do país, em vinte estados. É muita gente e muita experiência reunida em busca de objetivos comuns. E acreditamos que quanto mais próximo cada participante, grupo e I Encontro Regional – Renajoc Nordeste – Natal/RN, 2011 estado estiver um do outro, mais cada um poderá aprender e crescer em suas ações locais e sua participação nacional. Sendo assim, desde 2010 iniciaram-se articulações regionais, que culminaram na realização do primeiro Encontro Regional da Renajoc (Erejoc) no Nordeste, em Natal-RN, em 2011. Essa iniciativa resultou em uma maior aproximação entre os estados nordestinos, de modo que a realidade de cada um fosse conhecida por todos e ações de colaboração e ajuda mútua pudessem acontecer.

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Diversas experiências de intercâmbios entre os estados também ocorreram, principalmente no Nordeste, como duas grandes viagens do grupo do Rio Grande do Norte para dialogar com as organizações que atuam na área de comunicação, educação e cultura de Pernambuco e Ceará em 2013. Em 2014 queremos ampliar estas experiências com a realização de encontros regionais envolvendo todas as regiões, de modo que os grupos locais e estaduais se fortaleçam por meio das trocas, articulações Oficina durante o 4º Enajoc – São Paulo/SP - 2013 e intercâmbios na região. Entendemos que a região é um espaço privilegiado de ação por envolver uma maior proximidade geográfica, social, política e cultural. Com regiões articuladas e atuantes, a Renajoc amplia suas bases e fortalece a incidência e influência nacional de nossas ações.

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Os Encontros Regionais da Renajoc (Erejocs) estão sendo pensados e elaborados de forma autogestionada e horizontal por todos os participantes da Rede. É uma preocupação de toda a Rede que cada encontro aconteça da melhor maneira possível. Formou-se, então, uma Comissão Nacional de Apoio aos Encontros Regionais em março de 2014 em uma reunião online nacional. Esta Comissão elaborou os objetivos, eixos de atividades e planejamento a serem realizados nos Encontros e I Encontro Regional – Renajoc Nordeste – Natal/RN, 2011 uma proposta de estrutura de programação básica a ser realizada em todos os encontros, de modo a facilitar as organizações. Em abril essas decisões foram avaliadas no Encontro Nacional que aconteceu em São Paulo e reforçadas. Seguem!

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Objetivos dos Encontros Regionais 1) Fortalecer a participação cidadã de adolescentes e jovens na promoção do direito humano à comunicação; 2) Aproximar, fortalecer e promover um intercâmbio entre coletivos, organizações e pessoas da e na Rede, mobilizando e articulando outras pessoas, coletivos e organizações para ingressar na Rede; 3) Realizar um planejamento coletivo das próximas ações da Rede nas regiões. Eixo norteadores do planejamento regional Pensar que ações podem ser realizadas nesses eixos: 1) Articulação: Diálogo e parcerias da Renajoc com outras pessoas, organizações e redes, ampliando a Rede e fortalecendo suas ações; 2) Incidência Política: Presença e ação da Rede em espaços sociais e políticos de decisão e ações sociais nas agendas da comunicação, adolescência e juventude; 3) Formação: Atividades constantes de formação (online e/ou presencial) entre os membros da Rede na região; 4) Estratégicas de Comunicação: pensar formas de otimizar e aprofundar os canais e linguagens de comunicação da Rede com os adolescentes e jovens.

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Eixos de atividades dos encontros: A programação dos encontros devem contemplar atividades de: 1) Articulação e Planejamento: Mobilização das pessoas e organizações participantes e interessadas de modo a planejar ações conjuntas, objetivos, metas para a Rede na região; 2) Formação, Intercâmbio e Integração: Troca de experiências, saberes e práticas entre as pessoas e organizações participantes, parceiras e interessadas em participar da Renajoc; 3) Incidência Política: Presença da Renajoc em espaços sociais e políticos fortalecendo as discussões e tomadas de decisões em favor da promoção do direito humano à comunicação para adolescentes e jovens;

Planejamento das ações da Renajoc Nordeste – Natal/RN, 2011

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Estrutura básica de encontro

Programação mínima sugerida para todos os encontros regionais. Cada região tem liberdade de pensar ideias para além dessa estrutura. Propostas: Encontro de 2 dias: - Dia 1 - Oficinas e Trocas de Experiências (eixo formação, intercâmbio e integração); - Dia 2 - Apresentação da Rede, Mapeamento e Planejamento (eixo Articulação e planejamento);

IMPORTANTE:

No momento do planejamento da Rede, fazer a seguinte dinâmica: Dialogar com o grupo duas questões para amadurecer a identidade da Renajoc: 1) Quais os Princípios da Rede? e 2) Pra que serve a Rede (localmente, regionalmente, nacionalmente)? Sistematizar as respostas e reflexões de todos em cartolinas, no computador ou outro suporte.

Encontro de 3 dias: - Idem; - Dia 3 - Ação pública - ato de rua, diálogo com pessoas de uma comunidade, participação em audiência pública, etc. (eixo Incidência Política).

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Este manual tem o objetivo de auxiliar todas as regiões a realizarem seus encontros. Sendo assim, seguem algumas sugestões de atividades e materiais que possam auxiliar no planejamento e execução dos encontros. PROJETO PARA CAPTAÇÃO DE RECURSOS LOCAIS Para conseguir apoios e recursos locais para realização de um evento ou ação, é sempre importante ter a proposta bem sistematizada em um projeto que deixe claro para o/a possível apoiador/a do que se trata o evento, quais seus objetivos, porque ele está sendo realizado e qual a importância de apoiá-lo, detalhamento da programação, convidados, atividades, público alvo, de modo que este/a possa ter informações suficientes para decidir apoiar. Segue uma rápida explicação sobre como escrever um projeto e um modelo.

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Um projeto em geral possui as seguintes partes: Apresentação: Uma explicação sobre o que é o encontro, em que contexto social e político ele se insere, explicar sobre a Renajoc e o porquê da importância da realização do evento; Justificativa: Aprofundar a explicação do porquê é importante a realização do evento, contextualizando a questão do Direito Humano à Comunicação e Democratização das Comunicações como fatores positivamente influenciados pelo Encontro Regional e o fortalecimento da Rede; Objetivos: Utilizar o texto dos objetivos dos Encontros, descritos abaixo: 1) Fortalecer a participação cidadã de adolescentes e jovens na promoção do direito humano à comunicação ; 2) Aproximar, fortalecer e promover um intercâmbio entre coletivos, organizações e pessoas da e na Rede, mobilizando e articulando outras pessoas, coletivos e organizações para ingressar Rede; 3) Realizar um planejamento coletivo das próximas ações da Rede nas regiões.

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Programação: Conforme estrutura básica sugerida neste manual e demais ideias propostas pela região;

Orçamento: Prever transporte, hospedagem, alimentação, materiais, divulgação e demais necessidades que a organização considerar.

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SUGESTÃO DE TEMÁTICAS PARA ATIVIDADES E OFICINAS Para as oficinas e atividades de formação, cabem temas relacionados à “Comunicação e Educação”, “Direito Humano à Comunicação” e “Linguagens midiáticas”. Abaixo, você encontra algumas sugestões. COMUNICAÇÃO Comunicação Não Violenta Compartilhe conceitos e conhecimentos sobre comunicação não violenta, que se baseiam na proposta do psicólogo norteamericano Marshall Rosemberg e realize, com os participantes, vivências sobre o tema. A ideia é que os participantes possam aplicar essa técnica no dia a dia, para melhorar o relacionamento no trabalho, nas relações pessoais e consigo mesmos.

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Leitura Crítica dos Meios de Comunicação Escolha um vídeo, reportagem, ou programa de áudio que possam render uma discussão sobre os discursos e o posicionamento dos meios de comunicação de massa sobre alguma questão social. A cobertura da imprensa, em qualquer mídia, dos protestos de junho de 2013, rende uma boa discussão sobre a ética dos jornalistas, discursos e ideologia. Para que o debate renda e tenha foco, sugerimos que escolha uma reportagem ou conteúdo específico de um veículo de comunicação e instigue os participantes a refletirem sobre os termos empregados na notícia ou discurso.

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Debate sobre Mídia e Educação Será que a mídia é mesmo capaz de influenciar e educar mais do que a escola, família, grupo ou religião? Por que há temas, reportados pela mídia, que conseguem mobilizar a sociedade e outros que, apesar de relevantes, não pautam as conversas cotidianas da maioria das pessoas?

Educomunicação – compartilhamento de conceitos Contextualize teoricamente a educomunicação aos participantes, apresentando seu conceito, principais debates e referências teóricas. É possível ainda compartilhar projetos educomunicativos para inspirar os participantes a darem início a uma iniciativa própria.

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DIREITO HUMANO À COMUNICAÇÃO Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação Para participantes iniciantes na discussão sobre comunicação e direitos humanos, pode-se propor uma discussão sobre liberdade de expressão e direito humano à comunicação, procurando diferenciar esses dois conceitos com os participantes. Há artigos de autoria do Prof. Venício Artur de Lima sobre a questão. em seu livro Liberdade de Expressão X Liberdade da Imprensa ele aborda, define e diferencia os dois conceitos.

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Democratização dos meios de Comunicação A discussão sobre democratização dos meios de comunicação pode fazer parte da mesma atividade sobre direito humano à comunicação, uma vez que esse tema é, de certa forma, um desdobramento e aprofundamento do primeiro tema e, dependendo da metodologia aplicada, é possível adentrar essa questão. Antes de falar em democratização da Comunicação, é interessante levar os participantes a refletirem sobre o conceito de democracia e, posteriormente, fazê-los pensar como ele se aplica aos meios de comunicação.

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Lei da Mídia Democrática Para quem está mais inteirado do debate acerca dos temas anteriores, é possível propor uma roda de conversa para a análise e discussão do projeto de lei de iniciativa popular das comunicações. Nesse contexto, é possível comparar o projeto de lei brasileiro com a Ley de Medios da Argentina, em vigor no país desde 2012, que regulamenta e diferencia mídia comunitária, privada e pública, dificultando o oligopólio e prevendo o acesso aos meios de comunicação também aos povos indígenas, entre outras questões. Informações sobre o projeto de lei brasileiro pode ser acessado em: http://migre.me/j5Vir e sobre a lei argentina aqui: http://migre.me/jaViP

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Marco Civil da Internet Outro tema importante e muito atual é a recente sanção do Marco Civil da Internet. Concebendo o acesso como um direito humano, a Lei regulamenta as práticas das empresas de comunicação que oferecem serviços de internet, prezando pela privacidade do usuário, a neutralidade em rede e deixando claro o que é de responsabilidade dos provedores e dos usuários. Você encontra materiais sobre a questão no site do Comitê Gestor da Internet (cgi.br) e também na edição 107 da Revista Viração. LINGUAGENS MIDIÁTICAS Texto Criativo Colaborativo Essa oficina fará parte de todos os encontros regionais e abordará como praticar jornalismo escrito de forma criativa e colaborativa. Dicas de redação humanizada, redação leve e atraente, linguagem e regionalismo, além de prática de mídia compartilhada serão algumas das temáticas abordadas por um educomunicador da Viração em parceria com um virajovem da região.

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Mídias Artesanais Uma roda de conversa sobre a importância da comunicação no dia a dia ou sobre a importância do acesso os meios de comunicação podem resultar em produtos como fanzines e jornal mural. Caso não queira propor uma discussão, é possível apenas apresentar as linguagens, mostrando aos participantes da atividade fanzines e jornais produzidos em diferentes ocasiões, ressaltando a adoção dessas mídias também como recurso educativo e pedagógico, uma vez que é uma forma criativa de expressão de estudantes em âmbitos educativos. É possível encontrar instruções de como elaborar um fanzine e um jornal mural na seção Como se Faz das edições 82 e 83 da Revista Viração. Vídeo de bolso É possível propor uma oficina sobre vídeo de bolso, utilizando os recursos dos celulares dos próprios participantes. Ensine a fazer roteiro para vídeos curtos e o que se chama de plano sequencia, ou seja, uma espécie de edição na própria câmera, enquanto o vídeo vai sendo elaborado.

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Podcast Ensine a fazer um pequeno programa em áudio, usando gravadores. Você pode abordar a elaboração de roteiro nessa linguagem, elaboração de vinhetas e entrevistas. É possível propor aos participantes a criação de um programa de debates ou variedades, ou um rádio jornal, com boletins e entrevistas. Edição de fotos, vídeos e áudio Se houver computadores disponíveis com programas de edição de fotografia, como o Photoshop ou o Gimp, que é livre; de vídeo, como o Sony Vegas (de fácil instalação); ou de áudio, como o Audacity (que é livre), vale a pena ensinar a editar conteúdos em uma dessas linguagens. Fotografia É possível ensinar técnicas de enquadramento, dar dicas do uso de luz e sombra e incentivar que os participantes fotografem o entorno e, posteriormente, compartilhem suas imagens para receber comentários e sugestões dos demais participantes.

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Gêneros Jornalísticos Escolha um gênero entre crônica, artigo, reportagem, notícias e resenha, apresente exemplos e incentive o exercício da escrita entre os participantes da oficina. Você pode ainda simplesmente incentivar os participantes a contar bem uma história por escrito. Vale a pena, nesse caso, escolher algumas formas de contação de histórias, presentes em diversos gêneros literários e jornalísticos, apresentá-las aos participantes e, depois, incentivar que em duplas façam um perfil um do outro. Narrativas com o uso de imagens É possível ensinar a produzir fotonovelas a partir de uma fotografias que, em sequência, desenvolvem um tema. Recomenda-se o uso de balões de diálogos. A fotonovela é como uma história em quadrinhos, mas feita com fotografias. Você pode saber mais sobre essa linguagem na seção Como se Faz da edição 100 da Viração. Histórias em quadrinhos tradicionais, com desenhos e ilustrações, também é outra linguagem que pode ser praticada em uma oficina. Outras possibilidades, a partir do desenho, é a charge, tira, cartum e a própria ilustração.

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Na organização de um evento, um detalhe que passe esquecido pode comprometer os bons resultados e o bem-estar dos participantes. Para tentar contribuir com a organização dos Encontros em cada região, seguem abaixo um conjunto de dicas importantes. Se liguem! Não se esqueça de realizar inscrições prévias do evento, com pelo menos um mês de antecedência. Isso será fundamental para preparar materiais e garantir a logística necessária. Para isso a opção de formulários do googledocs pode ser uma boa opção para facilitar a sistematização dos dados dos participantes. É legal dar uma ligada dias antes do evento para confirmar os últimos detalhes do evento.

Na ficha de inscrição, além de informações como nome completo, data de nascimento e contatos, não esqueça de perguntar se a pessoa tem alguma restrição alimentar, se toma algum medicamento contínuo ou se tem alguma outra necessidade específica. Vocês precisarão destas informações para organizar a logística do encontro.

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As emissões de passagens devem ser realizadas com a maior antecedência possível para garantir o melhor preço. Alguns trechos rodoviários também devem ser comprados com antecedência, apesar de não variarem de preço, as passagens podem esgotar. Não esqueça de providenciar autorizações de participação para adolescentes, que deverão ser entregues assinadas pelos pais. Isso é indispensável! (modelo em anexo) Envie informações sobre o Encontro para os participantes. Informe a temperatura média da cidade (para que as pessoas saibam o tipo de roupa trazer), diga se é necessário levar itens especiais (como repelente), informe o endereço da atividade, telefones de responsáveis. Aproveite para lembrar sobre o horário de voos, a necessidade de autorização, informações sobre translado e outras coisas que forem necessárias. É legal também passar aos participantes que forem de outra cidade ou estado, informações sobre a cidade sede. Dicas de segurança, passeios, restaurantes, serviços públicos, etc.

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Após o evento vocês precisarão preparar um relatório de atividades do evento. Informe, sucintamente, os principais acontecimentos, o número e perfil dos participantes, além do planejamento construído. Não esqueça de colocar fotos. O relatório financeiro precisará trazer em anexo as notas e recibos dos gastos executados com recursos repassados pela Renajoc.

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Modelos de Projeto de Encontro Regional: https://drive.google.com/file/d/0Bw8i1nt_hj0ZcWRLdE U2VlR5WW8/edit?usp=sharing Modelo de Autorização de participação e hospedagem de adolescentes: https://drive.google.com/file/d/0Bw8i1nt_hj0ZYWZVT kZwY1dmSnc/edit?usp=sharing

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Este Manual é uma realização da Comissão Nacional de Apoio aos Encontros Regionais, composta por: Alessandro Muniz (Facilitação Nacional – RN), Bruno Ferreira e Vânia Correia (SP), Evelin Haslinger (RS), Jhony Abreu (AM), Izabela Silva (ES), Webert Elias (DF). Planejamento e concepção: Alessandro Muniz (RN), Bruno Ferreira e Vânia Correia (SP), Evelin Haslinger (RS), Jhony Abreu (AM), Izabela Silva (ES), Webert Elias (DF). Textos: Alessandro Muniz (RN), Bruno Ferreira e Vânia Correia (SP), Diagramação: Alessandro Muniz (RN) Revisão: Evelin Haslinger

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