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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 02 de Dezembro de 2010 | ed. 131 |0.50 euros

Alentejo

Évora

Évora

Évora

Banco Alimentar recolhe mais donativos

Autocarros à borla aos fins de semana

24 anos Património da Humanidade

Pim Teatro estreia nova peça

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Taça de Portugal, dia 11: Juventude - Porto, no estádio do Dragão Com esta edição

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Câmara de Évora vai ter, em 2011, menos 14 milhões de euros

Orçamento de “contenção” em ano de “grande rigor” - Oposição critica “opções” assumidas

Luis Borges presidente da Associação Comercial do Distrito de Évora revela perparativos da cidade para o Natal

É um orçamento de contenção com menos 14 milhões de euros que no ano passado. “Realista” nas palavras do presidente José Ernesto Oliveira que, beneficiando da abstenção do

PSD, usou o voto de qualidade para aprovar o Plano e Orçamento para 2011. Para o vereador do PSD este orçamento carece de “um maior equilíbrio orçamental”. Os eleitos

CDU dizem que a queda de receitas vai resultar “num aumento dos impostos municipais”. Ao todo 67 milhões de euros. Relato de um orçamento de rigor em ano de crise.

Novo slogan: Alentejo tempo para ser feliz Chef António Nobre revela ao REGISTO

“É preciso não tirar Fronteira: vitória de Pedro Lamy e equipa o sonho às pessoas” “Comes e bebes” 11

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junto à estrada

Cozinhar é simples Diz-se simples e de formas simplificadas na cozinha. Uma semana depois da apresentação oficial do seu livro de receitas, por entre coentros e poejos, fomos conhecer a cozinha do chefe António Nobre. 23

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02 Dezembro ‘10

A abrir Crónica Editorial

Atropelamento Catalão

Dezembro é o mês mais importante para o comércio em geral. O mês de Natal, com as compras, as prendas, os jantares e almoços de confraternização são uma espécie de “lufada de oxigénio” para muitos comerciantes, sobretudo nas regiões de interior, “sufocados” com a concorrência das grandes superfícies comerciais, localizadas nos grandes centros urbanos, mas também pela presença já em quase todas as sedes de concelhos de médias superfícies, com mais capacidade atractiva e, geralmente, maiores facilidades de estacionamento. O comércio tradicional, mais propriamente de proximidade, tem no Natal um momento importante na sua facturação anual, permitindo-lhe ser ainda um dos sectores com maior peso no emprego e na actividade económica de muitos concelhos, onde a indústria não está presente. No distrito de Évora, a Associação Comercial tem cerca de 1.500 filiados. Se juntarmos empresários, trabalhadores e respectivas famílias este é um sector de que dependem mais de 20 mil pessoas. Um número muito importante numa região onde a criação de emprego é escassa. Neste número do REGISTO damos destaque a esta realidade, entrevistando o presidente da Associação Comercial do Distrito de Évora, que considera a necessidade de alterações profun-

das na forma como a cidade e os poderes públicos olham para o comércio de proximidade. Nesta edição, voltando às “coisas” públicas, o destaque vai para a aprovação do Orçamento e das Grandes Opções do Plano para 2001, na Câmara de Évora. Um orçamento com menos 14 milhões de euros do que o do ano passado, o que significa que mais dificuldades vão existir para os cidadãos e também para as empresas, algumas delas muito dependentes da actividade municipal, no próximo ano. Um outro destaque desta edição do REGISTO prende-se com o sorteio para a Taça de Portugal em futebol que “decidiu” que, no próximo jogo, marcado para dia 11 deste mês, o Juventude de Évora vá ao Estádio do Dragão defrontar o Futebol Clube do Porto, actual detentor do título. Oferecemos também um olhar para algumas iniciativas com que entidades locais assinalaram os 24 anos de Évora, Património Mundial, num primeiro passo para as comemorações dos 25 anos que se vão assinalar já para o ano. E, por último, mas não em último, deixamos nesta edição do REGISTO declarações de Ceia da Silva sobre a nova assinatura da Turismo do Alentejo para a região: Alentejo tempo para ser feliz. Uma frase simples, mas que reflecte toda uma forma de estar e de ser.

40 graus à Um docinho para o chefe Estava marcada há muito a apresentação do livro do chefe António Nobre para a passada semana. Como combinado, todos os convidados lá apareceram no hotel cinco estrelas da cidade onde o chefe mostra diariamente a sua arte. Para a apresentação do livro, outro grande nome da gastronomia: Manuel Fialho. Estava tudo programado para o início de uma sessão que deveria ter na mesa o editor, Manuel Fialho e o chefe autor do livro. Só que, olhando para a mesa... não estava o editor. No seu lugar, um administrador do Diário do Sul. E a sessão prestes a começar... Engano? Não! Por fim a coisa lá começa e percebe-se então que a presença do administrador é para oferecer “um docinho” (sic) ao chefe Nobre.

Num extraordinário golpe publicitário o administrador lá mostrou um filme com várias figuras a tecerem loas ao chefe Nobre, mas viu-se claramente que o objetivo não era presentear o autor do livro. É que o nome “Diário do Sul” foi tantas vezes referenciado naqueles minutos que o 40 graus chegou a pensar ter-se enganado e ter enfiado numa sala do hotel onde se apresentava “o grupo” em lugar do livro do chefe. Chegou mesmo a parecer que sem o “Diário do Sul”, o chefe Nobre nunca teria chegado a cozinhar como cozinha.

Não há por aí uns trocados? Que muitas entidades públicas estão “à míngua”, sem dinheiro para as coisas mais elementares todos sabemos, tal como sabemos que, por vezes, há gastos astronómicos em coisas que nem valem um tostão. Ainda um dia destes, Santiago Macias, o arqueólogo vereador da Câmara Municipal de Moura, contava no seu blog “Avenida de Salúquia” que “durante uma das últimas cheias da Ribeira da Perna Seca (em

Pedro Henriques Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

Carlos Júlio

Efeméride 3 de Dezembro

DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Assinala-se no dia 3 de Dezembro, com todo o sentido pleno e significado próprio que lhe estão aliados, o «Dia Internacional da Pessoa com Deficiência», que procura, de modo objectivo principal, sensibilizar os cidadãos de todo o Mundo, para a imperiosa tarefa de uma perfeita integração dos mesmos em plenitude na sociedade em que vivemos. Eliminar as barreiras de todas as ordens, sentidos e impedimentos, com que continuamos a deparar no quotidiano e restituir ao cidadão deficiente todos os direitos, liberdades e garantias, de acordo com a «Declaração Universal dos Direitos do Homem» é o pensamento maior que nos impele a uma acção decisiva.

Dezembro de 2009) telefonei a uma pessoa responsável da ARH (Administração da Região Hidrográfica) pedindo a presença de técnicos dos serviços no Sobral (da Adiça). Pelo menos para ser feita uma avaliação no local e terem uma percepção da dimensão do problema. Foi com estupefacção que ouvi o pedido de transporte. Não havia verba disponível para deslocações e teria de ser a Câmara de Moura a ir buscar os técnicos da ARH a Beja... Assim fizémos.” Vá lá que a Câmara de Moura tinha uns trocados de lado, senão os técnicos responsáveis pela rede hidrográfica não tinham tido possibilidades de ir ver os efeitos das cheias em Sobral da Adiça. Se não existem para fazer este tipo de acompanhamento estes serviços existem para quê?

Isto é uma mina! Há uns meses deixou o Hospital de Évora a única especialista que fazia colonoscopias, um tipo de exames ao aparelho digestivo prescrito por muitos médicos, sobretudo a doentes de uma certa idade, na maio-

ria reformados. Por essa altura também os vários laboratórios e clínicas da cidade, alegando falta de pagamento pela Segurança Social, deixaram cair os acordos que tinham para a realização destes exames que, sem comparticipação, custam aos doentes à volta de 200 euros. Todos não; há uma clínica na cidade de Évora que mantém o acordo com a Segurança Social para a realização de colonoscopias comparticipadas. Só que apenas recebem durante uma parte de uma manhã (este mês é no dia 20) marcações - evidentemente em número muito reduzido - para todo o mês seguinte, o que significa a quase impossibilidade de, quem quer que seja, fazer estes exames comparticipados em Évora. Claro que, como foi contado aos 40 graus, “se o exame for particular, logo pago pelo utente, a marcação é feita na hora e demorará apenas alguns dias”. “Saúde tendencialmente gratuita? Ou isto da saúde não estará a tornar-se uma verdadeira mina?” interrogações que o 40 graus deixa à vossa consideração, queridos leitores.

Neste jornal alguns textos são escritos segundo o Novo Acordo Ortográfico e outros não. Durante algum tempo esta situação irá manterse e as duas formas de escrita vão coexistir. Tudo faremos, no entanto, para que no mais curto espaço de tempo se tenda para uma harmonização das formas de escrever no Registo, respeitando as regras do Novo Acordo


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Cidade Plano e Orçamento da Câmara de Évora aprovados

Voto de qualidade salva orçamento

José Ernesto

Orçamento realista Luís Pardal

Paulo Nobre

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Estão aprovados Orçamento e Grandes Opções do plano para 2011 da Câmara de Évora. Só o voto de qualidade do presidente e a abstenção do vereador do PSD viabilizaram um orçamento alvo de muitas críticas. O orçamento da autarquia será de 67 milhões de euros. Menos 14 milhões que no ano passado. PSD e CDU arrasam o Plano e Orçamento da Câmara de Évora para o próximo ano aprovado na última reunião pública da autarquia apenas com os votos favoráveis do PS. “O Plano e Orçamento da CME para 2011 não refletem as preocupações do PSD para Évora”, afirma o vereador social democrata António Dieb, que se absteve na votação final. Para o vereador social democrata, as prioridades do orçamento municipal deveriam contemplar “um maior equilíbrio orçamental”, “recuperação e animação do Centro Histórico”, “pequenas obras de ordenamento para melhoria da qualidade de vida, na cidade e nas freguesias rurais” e “solidariedade social para com os mais afetados pela crise”. António Dieb defende ainda que o o orçamento 2011 deveria preocupar-se com a “liquidação célere” dos compromissos financeiros assumidos pela autarquia com os fornecedores e diversos agentes do concelho.

Dívida de 60 milhões Apesar das críticas ao documento final, a abstenção de António Dieb acabou por ser determinante para a aprovação do orçamento da autarquia, permitindo a decisão ao voto de qualidade do presidente José Ernesto Oliveira. Embora se impusessem “outras opções” o vereador social democrata justifica a abstenção por considerar o Orçamento “responsabilidade de quem governa”. Além disso, afirma Dieb, “sabemos que Portugal vive um momento particularmente sensível e que a situação orçamental e financeira da CME é ainda mais difícil, o que justifica assegurar as condições mínimas para que a mesma disponha de Orçamento para 2011, essencial ao seu normal funcionamento, se executado com preocupações de equilíbrio e racionalidade na decisão política”. O vereador do PSD critica ainda

Câmara de Évora com menos 14 milhões no orçamento.

as opções do executivo em relação à execução orçamental de 2010 que terá levado ao descalabro das finanças da autarquia. Diz António Dieb que “uma estimativa de receitas excessivamente otimista relativamente à receita efetivamente arrecadada, a par da ausência de políticas efetivas e consistentes de redução da despesa, conduziram a um desequilíbrio financeiro”. Desequilíbrio que no final deste ano “pode ser superior a 30 ou mesmo 35 milhões de euros e a uma dívida total superior a 60 milhões de euros”, estima o social democrata. Embora o PSD considere que a proposta de orçamento final apresentada continua “a não corresponder às suas expectativas”, verifica ainda assim “a intenção de redução da despesa em cerca de 17% relativamente a 2010, a qual, se continuada nos próximos anos, poderá permitir alcançar em 2013 uma situação mais equilibrada na Câmara de Évora”. No entanto, avisa António Dieb, para que isso aconteça “o ambicioso” objetivo de receita da autarquia eborense para 2011, definido e assumido pelo seu Presidente, leve este “a mobilizar todos os meios e instrumentos necessários a garantir a sua arrecadação e, caso venham a ser detetados obstáculos ao seu cumprimento, a desenvolver esforços adicionais de contenção da despesa, de forma a garantir o cumprimento das normas em vigor para a gestão orçamental das autarquias”. Dieb promete “atenção máxima” à execução orçamental.

CDU acusa aumento de impostos municipais O voto contra dos três vereadores

da CDU justifica-se pelo facto de o orçamento “não refletir” as opções políticas da coligação “para um ano particularmente difícil”. “Verifica-se um aumento significativo de 5 milhões de euros na recolha de receita por via de taxas municipais e impostos indiretos, e em mais meio milhão de euros na previsão da recolha do IMI” o que para a CDU significa que “a diminuição das transferências do Estado é parcialmente compensada com o aumento de taxas e impostos que recaem sobre os munícipes”. “Estamos perante um orçamento que corta essencialmente nas despesas de capital, em 12,2 milhões de euros, abdicando por isso de obras de relevância estruturante para o concelho”, considera a CDU num comunicado assinado pelos vereadores Eduardo Luciano, Jesuína Pedreira e Joaquim Soares que se opuseram ao plano apresentado pela maioria socialista. Para a CDU, este é um orçamento onde a palavra ‘contenção’ é repetida “vezes sem conta” devido à “conjugação de uma gestão autárquica que não tem sabido dar resposta cabal aos problemas do concelho”. Tanto mais que os vereadores CDU consideram que o orçamento está “empolado” relativamente à capacidade efetiva de recolha de receitas que os vereadores comunistas afirmam situar-se entre “os 40 e os 45 milhões de euros”.

Fim da “propaganda” Para o voto contra contribuiu também o facto de os vereadores da CDU considerarem “incompreensível” que num quadro de dificuldades a Câmara de Évora, “à semelhança de outros municípios do país”, não tenha denunciado o protocolo estabelecido com o

Para o presidente José Ernesto Oliveira, o Plano de Atividades e Orçamento agora aprovado “é realista, tem objetivos concretos e dá expressão a um projeto de qualificação que o Município de Évora tem vindo a concretizar num contexto de tempos difíceis por que passamos e que o futuro continuará a exigir”. Há vários meses que o presidente da Câmara havia anunciado um esforço para um corte drástico nas despesas e um maior aproveitamento de taxas e contribuições para o aumento das receitas. No total, o executivo camarário pôs como prioridade a redução de 10 milhões de euros na despesa e aumento de 10 milhões nas receitas. A proposta final agora aprovada apresenta um Orçamento de 67 milhões e 100 mil euros. Uma diminuição de 14 milhões de euros em relação ao ano passado. Os objetivos orçamentais “serão alcançados no pressuposto de reduzir nos combustíveis, nas comunicações, nas horas extraordinárias do Pessoal, no congelamento de novas admissões de Pessoal, não autorizando aquisições de novas máquinas e viaturas, não lançando obras novas, com exceção para os investimentos financiados pelo QREN e na avaliação das rendas dos edifícios pagas”. Em simultâneo, a autarquia pretende “aumentar a receita agilizando os processos de venda de terrenos municiMinistério da Educação relativamente à transferência de pessoal não docente que se tem revelado “desastroso do ponto de vista financeiro”. Uma situação que no entender da CDU “agravar-se-á em 2011 com a previsível redução de 5,3 % nas verbas a transferir para despesas de pessoal”. O voto contra o orçamento é ainda justificado pelo facto de “os cortes mais significativos na despesa” serem “nas áreas da Intervenção Social e Educação, do Desenvolvimento Económico e do Ambiente e Qualidade”, enquanto, no entender dos vereadores comunistas, “aumenta a despesa em publicidade que,

pais, uma maior eficácia na cobrança de água, utilização plena das potencialidades da Tabela de Taxas e Licenças e o lançamento, sobre os operadores, de uma nova Taxa Legal de Direitos de Passagem.” Apesar dos cortes e de acordo com o presidente da autarquia, o Orçamento insere-se num quadro de “contenção que passa por um exercício de grande rigor nas opções de estratégia e gestão municipal, onde se procurará executar investimentos, designadamente os que têm financiamentos comunitários assegurados”. Segundo o autarca, a educação e o social ficam asseguradas “mantendo-se como áreas prioritárias”, assegurando de igual modo “os apoios das instituições que contribuem para animação social, cultural e desportiva do concelho”. Na ata da reunião pública de aprovação do orçamento, consta que este orçamento “recebeu contributos significativos” por parte do vereador do PSD António Dieb “que se traduziram fundamentalmente, ao serem acolhidos em 80% das suas propostas, na redução de quatro milhões de euros ao valor da despesa já anteriormente apresentada”. Já quanto à CDU, fica a referência de que os seus vereadores “conforme anos anteriores, só se pronunciaram na reunião pública e votaram contra este Orçamento por não corresponder às suas opções políticas”. w P.N. em nossa opinião deveria ser reduzida à sua expressão mínima mantendo-se apenas a despesa com publicações obrigatórias”. “Deveria ser reequacionada a política de edição de materiais de promoção política das atividades municipais, suspendendo-se a publicação da revista Mosaico e de outras brochuras que não apresentam relevância necessária em tempo de cortes orçamentais e em que as dívidas a pequenos fornecedores se vão acumulando, aumentando as dificuldades do tecido empresarial local”, adiantam ainda os eleitos da CDU Eduardo Luciano, Jesuína Pedreira e Joaquim Soares. w


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02 Dezembro ‘10

Opinião Da ilusão e da utopia Jorge Araújo

Professor Universitário

Há quem confunda ilusão e utopia, juntando numa mesma frase, depreciativamente, os dois conceitos, e rejeitando-os com uma expressão de enjoo. Esquece, quem assim se exprime, que a utopia foi determinante na construção do que somos: a utopia que motivou o nosso primeiro rei a edificar um domínio independente de Castela e soberano; e que foi herdada pelos seus descendentes ao ponto de criarem uma pátria,

Governo e Câmara de Évora juntos contre a cultura Eduardo Luciano Advogado

Sempre que o sistema entra em crise e os seus serventuários põem em prática as soluções habituais, as actividades culturais e artísticas são as que mais cortes sofrem nos apoios com que o Estado compensa a sua demissão no cumprimento das suas obrigações constitucionais. A decisão do Ministério da Cultura de cortar em 23% esse apoio tem impacto directo em vários agentes culturais do concelho de Évora. O CENDREV, A Bruxa Teatro, PIM Teatro, Companhia de Dança Contemporânea

Decadência e Solidariedade Sónia Ramos Ferro

Jurista e Deputada Municipal

Não há dúvida de que o Governo de Sócrates entrou em decadência. Tal é evidente. Por mais voltas que dê, Sócrates já não consegue resgatar o estado de graça de que beneficiou durante anos. Com efeito, nunca o mereceu. Os mais inteligentes começam a querer descolar de um Governo desorientado e totalmente à derivada, sem rumo e à beira de um ataque de nervos. Foi o caso do Secretário de Estado da Justiça, Dr. João Correia. Outros se seguirão, seguramente, até porque a pressão da remodelação é inevitável. Resta saber se há alguém com prestígio, que queira substituir os re-

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por sinal aquela que, pelos seus contornos geográficos estabilizados, é a mais antiga da Europa. Foi a utopia que nos conduziu, quase às cegas, a atravessar os mares e a descobrir novas rotas e novas terras, ao ponto de, hoje, nos podermos legitimamente orgulhar de termos “dado novos mundos ao mundo”. Foi a utopia da construção de uma sociedade democrática onde todos teriam direito á educação e a participar nos destinos do país pelo exercício de um direito novo, o da cidadania, que subjaz à revolução de 1910 e à implantação da República. Foi a utopia numa sociedade livre, onde cada um se pudesse expressar sem medo e onde os direitos fundamentais do homem não fossem letra morta, que levou gera-

ções e gerações de portugueses a lutarem pelo fim da ditadura, até que aconteceu o 25 de Abril. A utopia é o sonho do ideal, da sociedade perfeita como Thomas More imaginou. É a utopia numa sociedade consistente com os princípios da liberdade de expressão e de opção, de igualdade perante a lei e as oportunidades, de equidade na repartição dos recursos, e de solidariedade para com os desfavorecidos, que nos move e que está consagrada na Constituição da República. Ao invés, ilusão é acreditarmos que se atinge o ideal, pois a realidade conquistada fica sempre aquém da utopia sonhada. Ilusão é acreditarmos que alguém providencial, um salvador da Pátria, nos levará pela mão, nos guiará por caminhos seguros

e promissores. Ilusão é acreditarmos em alguém que vangloria de ter sempre razão e de nunca se enganar. Ilusão foi o facto de muitos portugueses acreditarem que termos como Presidente um doutor em Economia, nos seria muito benéfico para o desenvolvimento económico, para o emprego e para a estabilidade das finanças públicas, em suma, para o nosso progresso. Constata-se dramaticamente o resultado de tanta sapiência, mas também de tanta vacuidade cultural, instaladas no vértice do aparelho do Estado. O que os portugueses ainda não sabem, é que ele estudou em Inglaterra, mas não leu Thomas More.

de Évora, Eborae Musica e todos aqueles que recebem apoios pontuais do ministério verão reduzidas essas subvenções, pondo em causa a sua actividade, os postos de trabalho e a qualidade de vida dos cidadãos que habitualmente usufruem dessas actividades culturais. O argumento que suporta e tenta tornar aceitável para a maioria da população as medidas draconianas que afectam a actividade é básico. Diziam os governantes do tempo da ditadura, quando os agentes culturais lhes pediam apoios, “não há dinheiro para os que choram quanto mais para os que cantam”. A linguagem mudou mas o argumento continua a ser o mesmo e assenta no mesmo princípio. Considerar a cultura e a arte como actividades menores, periféricas e facilmente “suspensas” sem ter em conta os postos de trabalho que cria e mantém,

sem ter em conta o seu significativo contributo para o PIB, sem ter em conta o seu papel decisivo para o desenvolvimento equilibrado dos seres humanos é, no mínimo, uma atitude reveladora da tacanhez de quem usa o argumento. Em Évora, para além destes cortes, ainda nos arriscamos, se forem provadas as propostas de regulamentos para atribuição de subsídios à cultura, desporto e área social, a ver desaparecer as actividades amadoras promovidas pelas diversas associações que intervêm localmente. O grau de exigência para concorrer aos apoios é de tal forma elevado que só pode ter como objectivo acabar eles. Bem podem colocar na correspondente rubrica orçamental o valor que entenderem, sabem sempre que não o vão distribuir. Ficaremos todos mais pobres (de facto), os agentes e os cidadãos. Basta dar uma

espreitadela na agenda cultural para se perceber que são esses os únicos animadores da cidade. Mais uma vez estamos perante uma perspectiva que não tem em conta a importância da actividade cultural e desportiva tratandoas como o fim da linha das prioridades. De cada fez que usam argumentos nesse sentido, para ganhar a compreensão da generalidade dos cidadãos, estão a negar a importância de termos cidadãos cultos, informados e com sentido crítico. Compete aos agentes, profissionais e amadores, organizar a resistência a mais uma medida do governo que acabará por contribuir substancialmente para o fim daquelas actividades., lançando gente para o desemprego e para o desespero. Também aqui, resistir é a única forma de garantir que os preceitos constitucionais relativos à cultura e às artes serão cumpridos.

modeláveis, no actual cenário político. Maria João Avilez dizia um destes dias, a propósito da reedição da sua biografia sobre Sá Carneiro, que Sócrates precisa de ajuda porque não consegue enxergar a realidade, recusando-se a aceitar a crise económica e social em que vivemos. Eu diria que ele enxerga a realidade, mas é incapaz de a assumir e pior do que isso é comportase como se não fosse responsável por ela. Imagino quantas vezes Sócrates, em silêncio, se tem lembrado de Ferreira Leite e de todos os avisos que proferiu, que infelizmente se concretizaram. Aquela a quem chamavam “Velho do Restelo, antiquada e retrógrada” acabou por dar uma lição de vida, mostrando que a experiência não é coisa para ser subestimada e que a atitude em televisão não é sinónimo de credibilidade ou competência. Se Portugal fosse justo, endereçava um pedido de desculpa formal à mulher que foi dizimada pelo marketing político

de Sócrates e da sua máquina partidária, por ter tido a coragem de revelar o real estado do país e que, a final, o destino se encarregou de recompensar, dando-lhe razão. Acredito piamente que Manuela Ferreira Leite não acalenta qualquer júbilo pelo facto de ter estado sempre certa quanto ao futuro deste país. Quem dera que ela não tivesse razão. Tal significaria que Portugal estaria numa situação menos delicada e mais confiante. Mais confiança é o que se exige a Angel Merkel. Se não confia, pelo menos não fomente a desconfiança dos investidores e dos mercados relativamente aos países com maiores dificuldades económicas. Se não quer ajudar, fique calada. O frenesim europeu parece perturbar sobremaneira aqueles que deveriam ser os primeiros a apelar à calma. Os tempos são de união e não de abandono. Era essa a mensagem inicial de uma Europa que se queria unida

e forte, sólida e solidária, e que enfrentou um pós-guerra desolador. O espírito da União Europeia está cada vez mais ténue e a crise económica pode e vai, com certeza, reescrever a Historia da Europa, provavelmente num registo imprevisível. Ou então seremos forçados a concluir que a crise económica apenas veio desnudar as fragilidades que sempre existiram e que se apresentavam, até agora, camufladas. Seja como for, esta postura da responsável da maior potência europeia não é aceitável e contribuirá, como se tem constatado, para aumentar a instabilidade política e económica. Exemplo do espírito de união e de solidariedade foi dado este fim-de-semana por todos os portugueses, que mais uma vez demonstraram a generosidade de que são feitos. A campanha do Banco Alimentar contra a Fome foi um sucesso e superou as expectativas. Pode mais quem quer do que quem pode.


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Sociedade Campanha de Natal do Banco Alimentar de Évora revela Alentejo solidário

Este sábado

Évora e Beja doaram 100 toneladas de alimentos

Fernando Nobre em Évora

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No próximo sábado, 4 de Dezembro, Fernando Nobre visita a cidade de Évora. O candidato presidencial tomará o pequeno-almoço na Panificadora, às 10 horas; das 10 às 11 horas, visita o Mercado do Bacelo; das 11,30 às 12,30, vai estar na Praça do Giraldo e das 12,30 às 14 horas , haverá um almoço ligeiro no Mercado 1.º de Maio.

Paulo Nobre

Mais de dois mil voluntários recolheram nos distritos de Évora e de Beja 100 toneladas de alimentos no último fim de semana, representando um acréscimo de 24% em relação à campanha homóloga do ano de 2009. Os alimentos recolhidos irão constituir os cabazes mensais a distribuir a 87 Instituições de solidariedade, 64 do Distrito de Évora e 23 do Distrito de Beja, que os farão chegar a cerca de 10000 pessoas comprovadamente carenciadas dos dois distritos. Os dados são avançados pela estrutura de Évora do Banco Alimentar Contra a Fome – à qual pertence ainda o pólo de Beja -, depois de mais uma campanha realizada no último fim de semana à porta de hipermercados de 24 localidades alentejanas. Os números são considerados “muito bons” não só pelo acréscimo verificado em relação ao ano passado, mas por que mostram generosidade mesmo com os tempos de crise que o país atravessa. “Nós estávamos com receio de que os resultados não fossem tão bons como no ano passado,

Estremoz

Orçamento superior a 27M Euros Banco Alimentar de Évora com novo recorde de alimentos recolhidos.

mas acabámos por verificar que em altura de crise as pessoas são ainda mais generosas”, confidencia ao REGISTO Francisca Sousa, do BA de Évora. Em todas as campanhas realizadas pelo Banco Alimentar de Évora “tem havido um acréscimo” nas doações, pelo que esta campanha não fugiu à regra, “o que nos deixa muito satisfeitos”. O Banco Alimentar de Évora agradece a “preciosa ajuda” dos cerca de 2100 voluntários “de to-

das as idades” que estiveram envolvidos na campanha de Natal deste ano.

Voluntários de todas as idades De acordo com Francisca Sousa houve colaboração de escolas, lares e de grupos de escuteiros, envolvendo pessoas de todas as idades, “desde jovens em idade escolar até reformados e pessoas internadas em lares sem condições para efetuar trabalho pesa-

do que nos ajudaram a reciclar os sacos de plástico”. De acordo com o Banco Alimentar, todas as pessoas carenciadas que sintam necessidade de apoio devem dirigir-se à instituição mais próxima da sua residência para que seja avaliada a sua situação de acordo com critérios definidos. As pessoas consideradas em situação de carência entram de imediato na lista do Banco Alimentar. w

Contra o preconceito sexista

Associação para a Igualdade Parental já conta com um núcleo em Évora José Pinto de Sá

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Apoiar os pais na busca da paridade de direitos e deveres é o principal objectivo da Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos, cujo núcleo regional foi apresentado em Évora. Embora a igualdade de direitos e deveres dos pais em relação aos filhos seja consignada pela lei, na prática essa ideia ainda se confronta com inúmeros obstáculos. Foi para combater esses preconceitos e tentar estabelecer uma maior paridade entre os pais, nomeadamente junto das escolas, no acesso à informação,

que surgiu a Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos (APIDF). O núcleo regional da APIDF foi apresentado no decurso do workshop “Reflectir Hoje / Abraçar Amanhã” que decorreu no dia 25 no salão multiusos da Caritas Diocesana de Évora. No workshop, destinado prioritariamente a profissionais e estudantes da área das ciências sociais e humanas, a igualdade parental foi tema de duas conferências, proferidas pela professora Maria José da Silveira Núncio e pela psicóloga Rute Agulhas, seguidas de um debate modera-

do por Victor Franco, presidente do Departamento de Psicologia da Universidade de Évora.

Ajuda mútua Falando ao REGISTO, a psicóloga Marta Garcia explicou que

o Núcleo de Évora da APIDF constitui um grupo de ajuda mútua destinado a apoiar pais cujos direitos não têm sido respeitados, nomeadamente em casos de divórcio. Procurar recursos na comunidade e estabelecer parcerias com vista a desenvolver projectos concretos são alguns dos objectivos prioritários do núcleo, disse Marta Garcia. O núcleo de Évora da APIDF reúne quinzenalmente, à quintafeira, a partir das 21h30, nos locais da Clínica do Sono, no Bacelo, e, já esta noite, todos os interessados estão convidados a participar. w

A construção do terminal rodoviário e dos seus acessos são obras que a Câmara Municipal de Estremoz pretende desenvolver em 2011, em que conta com um orçamento superior a 27 milhões de euros.O presidente do município, Luís Mourinha, eleito por um movimento independente, disse à Agência Lusa que entre as principais obras da autarquia para 2011 contam-se o terminal rodoviário da cidade e a construção dos eixos rodoviários de acesso àquele equipamento. Segundo o autarca, o avanço do projeto da zona industrial de Arcos, a construção do novo edifício da Escola Básica do 1.º Ciclo da Mata (Estremoz), a conclusão da obra de requalificação da Escola Básica 2,3 Sebastião da Gama e o avanço do projeto da Biblioteca e Arquivo Municipal constituem outras propostas da autarquia. Estas propostas estão incluídas nas Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2011, já aprovadas pela Câmara e Assembleia Municipal de Estremoz. Luís Mourinha indicou ainda que o terminal rodoviário vai ser construído próximo da atual central de camionagem, entre a estação ferroviária, que desde há alguns anos tem servido provisoriamente de estação rodoviária, e a zona industrial, no espaço atualmente ocupado pela linha ferroviária desativada. Segundo o autarca, o município vai avançar também com a obra de eliminação da atual linha ferroviária desativada e a transformação do espaço numa avenida, ficando a nova central de camionagem na zona central daquela avenida. O autarca explicou que a nova avenida vai permitir fazer a ligação entre a Estrada Nacional 18 (a norte) e a Avenida de Santo António (a sul).

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Turismo do Alentejo, ERT Pç. Da República, 12-1º | Apartado 335 7800-427 Beja | Portugal (Tel) 284 313 540 | (Fax) 284 313 550 (E-mail): geral@turismodoalentejo-ert.pt


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Opinião

Cavaco Silva em 2011 Carlos Sezões Gestor/Consultor

Ao que indicam todas as sondagens, Cavaco Silva prepara-se para, no próximo dia 23 de Janeiro de 2011, ser reeleito Presidente da República. Confesso que desde sempre senti uma grande proximidade e afinidade com este político invulgar que, nos últimos 30 anos, marcou a democracia portuguesa. O seu desempenho como primeiro-ministro é incontornável para quem queira perceber o Portugal do final do século XX e a sua reaparição como candidato presidencial, no final de 2005, foi o corolário óbvio de um trajecto pessoal de uma carreira política de qualidade ímpar. Mas muitas pessoas, especialmente na minha geração, ainda se interrogam sobre a verdadeira natureza de Cavaco Silva e

sobre as suas qualidades e razões da sua popularidade e sucesso eleitoral comprovados. De certa forma, a dúvida é compreensível…Cavaco não tem o perfil estereotipado do político que nos habituámos a ter aqui neste canto da Europa. Não tem o verbo fácil e a capacidade oratória de um Guterres ou de um Santana Lopes, não tem a imagem sobranceira e transbordante de confiança de um Soares, não terá o carisma simultaneamente magnético e inacessível de um Sá Carneiro ou de um Cunhal. Cavaco Silva tem, contudo, algo diferenciador, diria quase único: uma conjugação fortíssima de credibilidade, seriedade, sentido ético e experiência política. Em primeiro lugar, a credibilidade que o seu legado de primeiro-ministro lhe confere é imensa. Quem comparar a forma de governar Portugal antes, durante e após Cavaco notará um estilo e um sentido de eficiência e eficácia inimitáveis. Quem assistiu àqueles 10 anos, viu uma estratégia concreta para o País, prioridades definidas, rigor na tomada de decisões e um sentido

de profissionalismo na política. Independentemente de erros havidos (inevitáveis e inerentes a qualquer ser humano), Portugal saiu deste ciclo dotado de infra-estruturas, de equipamentos, de um tecido económico e de modelos de governação adequados aos desafios do mundo actual. Depois, temos a sua seriedade e sentido ético, postos à prova inúmeras vezes nos últimos anos. Cavaco Silva nunca deixou de sublinhar aquilo que em cada momento lhe pareceu importante, fosse ou não um assunto que granjeasse mediatismo ou simpatias. Os exemplos são vários. Nas questões da competitividade da economia portuguesa, do défice e da dívida foi dos primeiros a falar, enquanto estávamos entretidos com o Euro 2004 ou outras pseudoprioridades. Nas questões constitucionais (estatuto político dos Açores) não receou a incompreensão ou apatia dos portugueses em férias para vir à televisão alertar para a monstruosidade legislativa que aí vinha. Na questão da lei do divórcio, não receou parecer antiquado quando alertou para as

suas consequências sociais, especialmente nos segmentos mais carenciados da população. Curiosamente, as principais críticas a Cavaco – distância, excessivo formalismo, gestão cuidada das palavras e dos silêncios - são apenas sintomas menores dos traços de personalidade e das competências que o tornam a escolha óbvia nestes tempos tão conturbados e incertos. O que pode representar Cavaco em 2011? Em primeiro lugar, representará segurança, certeza e previsibilidade de actuação. Representará uma garantia do bom funcionamento das instituições e um travão eficaz contra tentações partidárias (venham donde vierem) de controlo excessivo do Estado e da nossa sociedade. Representará, por último, um testemunho e um exemplo de um homem sério que, apenas pelo seu trabalho e pelo seu mérito (sem as facilidades de berço ou de apadrinhamento tão normais em Portugal), desempenha as funções de mais alto magistrado da Nação. Nos tempos que correm, de descrédito e descrença na política, isto não é pouco!

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Programa


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Entrevista Por entre coentros e poejos visitámos a cozinha de António Nobre

Cozinha simples com cheirinho de Alentejo Paulo Nobre

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Natural de Beja, António Nobre diz ser uma pessoa simples. Uma simplicidade que perpassa e se sente na conversa. O chefe António Nobre diz-se autor de uma cozinha simples. Uma simplicidade que se sente. Primeiro no prato. Agora também através do livro que este mês chegou às livrarias com 69 das suas receitas. “Entre coentros e poejos: uma viagem pela cozinha de António Nobre”, livro editado pela editora eborense Caminho das Palavras que vai para a segunda edição. Mote para a conversa que nos leva, precisamente, à cozinha de António Nobre O que pretende com este livro? Este livro, embora seja feito por mim, que sou alentejano, ele tem apenas um cheirinho do Alentejo, através das ervas aromáticas. Quando pensei fazer este livro, quis fazer um livro de cozinha familiar, com receitas de pratos do dia a dia, com produtos fáceis de encontrar em qualquer mercado, supermercado, talho ou peixaria. Depois, o livro também está escrito de forma simples e clara de maneira que as pessoas percebam o quer lá está a dizer.

Luís Pardal

que provei e gostei. Depois reunias todas, vi quais eram mais comuns, e tentei procurar as que mais se adequavam ao gosto das famílias portuguesas. Portanto, este não é propriamente um livro de cozinha do Alentejo, embora esteja lá muita coisa do Alentejo. E é aí que entram que entram os coentros e os poejos que fazem parte da cozinha alentejana. Essas e outras ervas aromáticas. Existem muitas outras no livro. São fundamentais para uma boa cozinha, para a cozinha de António Nobre? As ervas aromáticas são fundamentais. Não só para a minha cozinha, mas para qualquer uma. São elas que conseguem fazer de um prato banal um prato delicioso. Realçam o sabor dos alimentos, dão sabor, dão aroma, aliás eu até digo que todas as pessoas deviam ter um vaso com ervas aromáticas em casa.

É portanto um livro fácil, com receitas fáceis para que toda a gente as possa fazer em casa. Sim, é um livro mais direcionado para aprendizes, ou para cozinheiros e cozinheiras de casa que gostem de cozinhar, que tenham esse prazer e gostem de transmitir esse prazer aos seus convidados, familiares, amigos.

Este livro surge da necessidade de ensinar às pessoas boa cozinha. O que é que leva um cozinheiro a publicar estas receitas fáceis para que as pessoas cozinhem, como dizia, para os amigos? O que me levou também a escrever este livro foi o recuar um pouco aos nossos tempos de infância. Fazer uma cozinha de memória. Não nos podemos esquecer que a nossa primeira identidade é a língua e logo a seguir vem a gastronomia. Eu quero que este livro seja um incentivo à cozinha de tacho e dizer que a cozinha pode ser acessível, descomplicada e, ao mesmo tempo, saborosa.

Estas 69 receitas têm matriz na cozinha tradicional do Alentejo, mas vão muito para além disso. Sim, a matriz é a cozinha alentejana, mas muito mais, porque quando pensei em fazer este livro juntei centenas de receitas

Como é que vê o panorama de edição de livros sobre gastronomia? Acho que estamos no bom caminho. Esta nova geração de cozinheiros mais novos têm de olhar muito, ler muito os livros da dona Maria de Lurdes Modesto, do

Preservar a tradição, mas inovando. Assim se faz a cozinha do Chefe Nobre.

Manuel Fialho ou do já falecido Alfredo Saramago. Acho que é importante que eles vejam que é aí que está a nossa cultura gastronómica e sigam esse caminho. É o caminho seguido por António nobre, um caminho mais tradicionalista? O que eu acho é que devemos conservar a tradição, mas também temos de inovar. Como é que se inova? Com os nossos produtos, fazendo outras receitas, porque não podemos estar sempre a comer os pratos que se faziam há cem anos. Acho que devemos manter essa tradição, embora introduzindo coisas novas. Esta é uma cozinha mais rica que outras bem famosas como a de,

lembro-me agora, de Ferran Adrià? A cozinha de Ferran Adrià claro que tem o seu valor, mas a mim não me diz nada. Tem de haver lugar para tudo, mas a nossa cozinha é de tacho. Ainda continua a correr mundo mostrando a cozinha do Alentejo, a cozinha de tacho? Quando sou convidado vou, mas é difícil porque tenho a cozinha dos dois hotéis o que me toma muito tempo. Sempre que posso vou, com muito gosto. Como é que explica a sua cozinha lá fora? A minha cozinha é muito simples, porque eu também sou uma pessoa simples. Uma cozinha simples, saborosa e sem grandes complicações. O meu lema é não complicar.

Tem ideias para mais livros? Não sei, depende da aceitação deste... Pelo que sei está quase a segunda edição a sair... Sim e isso é um incentivo para fazer mais um, talvez. E o que poderá suceder depois deste com receitas muito simples? Mais recitas simples. Mostrando alguns do seus segredos? Os segredos não podem existir na cozinha. Por causa disso muitas receitas ficaram num baú e não nos chegaram. Mas não há, de facto, o segredo, a mão do cozinheiro? Os segredos podem dizer-se, as nossas mãos é que não as podemos dar. w

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U m a q u e s t ã o d e s ab e r


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Sociedade Fins de semana gratuitos nos autocarros de Évora

Na Câmara Municipal de Évora

TREVO com viagens à borla no Natal

Aprovado Mapa de Pessoal para 2011 w

Paulo Nobre

Luís Pardal

Foi aprovado com quatro votos a favor (PS e PSD) e três abstenções (CDU) o Mapa de Pessoal da Câmara Municipal de Évora para 2011. A Câmara tem nesta data 1207 trabalhadores, destes, 1025 possuem contrato de trabalho por tempo indeterminado e 182 contrato por tempo determinado. Dos 1025 trabalhadores, a 48 deles não correspondem postos de trabalho efetivos, pois encontram-se fora da Câmara por diversos motivos (licença sem remuneração, cedência especial, mobilidade entre serviços, funções sindicais e desempenho de cargos

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Durante os fins de semana de dezembro, os autocarros de Évora não cobram bilhete. É uma prenda no sapatinho dos eborenses e em simultâneo mais uma medida de incentivo ao uso dos transportes públicos na cidade. A Trevo, empresa que explora os autocarros em Évora, promove em dezembro uma iniciativa designada “TREVOLIVRE” que “permite à população de Évora experimentar e apreciar, gratuitamente, os novos transportes urbanos cidade”. A iniciativa desenvolve-se nos quatro fins de semana do

Fins de semana de dezembro sem pagar nos autocarros da “linha azul”.

mês do Natal, com o objetivo de “incentivar a utilização dos transportes coletivos urbanos, fomentar noções de mobilidade e incutir preocupações ambientais coletivas”, afirma a empresa em comunicado. Assim, nos fins de semana de 4 e 5, 11 e 12, 18 e 19 e 25 e 26 de

Paulo Nobre

dezembro será possível percorrer toda a cidade nos autocarros da Trevo e realizar as compras de Natal, uma vez que esta ação surge numa parceria com a Associação Comercial do Distrito de Évora para “incentivar a visita e a compra no comércio tradicional local”. w

políticos). Mantêm-se que cada lugar deixado vago por um trabalhador com contrato por tempo determinado que passa para contrato por tempo indeterminado, não é de novo preenchido. No ano de 2010 conseguiu-se uma redução de encargos com trabalho extraordinário na ordem dos 25%. No ano de 2011 não estão previstas alterações de posicionamento remuneratório dos trabalhadores, nem atribuição de prémios de desempenho e continuar-se-á a trabalhar no sentido de reduzir substancialmente os encargos com trabalho extraordinário. w

Rui Barreiro, na “Feira do Montado”, em Portel

A fileira florestal tem resistido melhor à crise O secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro, considera que a fileira florestal é “muito importante para o país” e que “tem sido das que melhor tem resistido à crise”. Rui Barreiros que esteve na “Feira do Montado” em Portel, onde participou no colóquio “Os montados e a sua valorização”, disse

que “não há indústria, seja ela da cortiça, da pasta do papel ou do mobiliário, que possa existir se não houver também uma aposta forte na produção nacional. É nosso dever fazer tudo para incentivar a boa produção e garantir o futuro”. O governante salientou ainda a importância da fileira do montado

para a produção de cortiça, constituindo-se como “uma valia extremamente importante para o mercado nacional e internacional”. “Para as nossas exportações é [um setor] muito significativo”, vincou o secretário de Estado, adiantando que a produção de cortiça “corresponde a cerca de um terço das ex-

portações”, no âmbito das grandes fileiras florestais. Rui Barreiro adiantou ainda que o montado “é também essencial para manutenção das paisagens”, contribuindo para a produção de porco preto e para a criação de pastagens, além de ter “um papel extremamente importante no combate à desertificação”.

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EDITAL LUÍS MANUEL CAPOULAS SANTOS, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ÉVORA: -------------------------------------------------------------------------------------------------------------Torna público, ao abrigo do disposto nos números 1 e 2 do art.º 91º da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, que a Assembleia Municipal de Évora, em sessão extraordinária realizada em 26 de Novembro de 2010, deliberou aprovar em minuta, nos termos do n.º 3 do art.º 92º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, os seguintes pontos da ordem do dia: ----------------------------------------------------------------1. Deliberação sobre a proposta da CME referente ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) – Aprovada por maioria, com 22 votos a favor (16 da CDU, 5 do PSD e 1 do BE) e 18 votos contra (do PS); 2. Deliberação acerca do lançamento de Derrama para 2011, proposto pela CME – Aprovado por maioria, com 34 votos a favor (18 do PS, 15 da CDU e 1 do BE) e 5 votos contra (do PSD); ---3. Deliberação sobre a Taxa Municipal de Direitos de Passagem, proposta pela CME – Aprovada por maioria, com 20 votos a favor (18 do PS, 1 do PSD e 1 do BE), 16 votos contra (da CDU) e 4 abstenções (do PSD);------------------------------------------------------------------------------------------------4. Deliberação sobre a proposta da CME destinada à alteração, por adaptação, do Plano Director Municipal de Évora (PDME), por determinação do Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo (PROTA) – Aprovada por unanimidade;----------------------------------------------------------5. Deliberação sobre o Plano de Pormenor de Intervenção em Espaço Rural, na sua modalidade específica, para o território do Sítio do Monfurado, abrangido pelo concelho de Évora, proposto pela CME – Aprovado por maioria, com 37 votos a favor (18 do PS, 16 da CDU e 3 do PSD), 1 voto contra (do BE) e 2 abstenções (do PSD);-------------------------------------------------------------------------6. Deliberação acerca de um pedido de isenção do Imposto Municipal sobre as Transmissões (IMT) apresentado, à CME, pela empresa CERTAROMA – Snack Bar, Lda. – Aprovado, por unanimidade, o indeferimento proposto pela CME;-------------------------------------------------------------7. Deliberação sobre a proposta da CME visando a venda de 7 lotes municipais em hasta pública, localizados na Rua A – Lote 1 (Bairro de Almeirim); na Rua Maria Auxiliadora, n.º 124 (Bairro de Almeirim); na Rua da Torregela, Lote 16 (Bairro da Torregela); na Rua de ligação entre a Estrada de Viana e a rotunda do Modelo, Lote 5 (Moinho do Cu Torto); na Rua Projectada A, Lotes 6 e 7 (Moinho do Cu Torto); na Rua Raul Proença, n.º 1 (Bairro da Malagueira) – Aprovada por unanimidade.--------Évora, 29 de Novembro de 2010 O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL Luís Manuel Capoulas Santos Site: www.evora.net/ame E-mail: assmunicipal.evora@mail.evora.net


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Sabores Vitifrades este fim de semana por adegas e tabernas

Carmim vence prémio com vinho Alicante Bouschet

Há vinho da talha em Vila de Frades

Mértola

Câmara lança concurso para incentivar consumo no comércio local A Câmara de Mértola lançou um concurso, que vai decorrer até 5 de janeiro, para incentivar o consumo no comércio local da vila e da aldeia de Mina de S. Domingos neste Natal. Os consumidores irão receber um cupão por cada 10 euros de compras nos estabelecimentos aderentes ao concurso “Neste Natal, compre no comércio local” e que deverão depositar no gabinete de atendimento da Câmara de Mértola ou na Casa do Mineiro na Mina de S. Domingos. A 9 de janeiro haverá um sorteio para atribuição do primeiro prémio, duas noites num estabelecimento hoteleiro, e de cinco vales de compras no comércio local e de valores entre os 25 e os 125 euros.

Vidigueira

Aeroporto de Beja deve substituir Alcochete Em resposta ao relatório do Tribunal de Contas sobre o Aeroporto de Beja, o Município de Vidigueira apresentou uma proposta em reunião da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), de forma a que este aeroporto possa ser considerado como alternativa aos Aeroportos de Lisboa e Faro. O referido relatório, incompleto e impreciso, teria servido o interesse nacional se, nas suas conclusões, tivesse terminado com a simples frase: “Recomenda-se ao Governo que o Aeroporto de Beja substitua a intenção de Alcochete como alternativa ao Aeroporto de Lisboa”. Assim, combater-se-ia a criação de monos provenientes da aplicação pouco cuidada dos dinheiros públicos.

O primeiro fim de semana de dezembro é consagrado ao vinho da talha. Vila de Frades celebra o vinho novo em mais uma edição da Vitifrades. Sempre que chega dezembro, Vila de Frades prepara a festa do vinho da talha. Por adegas e tabernas prova-se o vinho produzido em pequenas quantidades, refletindo o tecido agrícola da zona. Vila de Frades, como Vidigueira e Vila Alva, são terras de pequenos agricultores com uma divisão fundiária única no Alentejo, pelo seu fracionamento, a economia agrícola destas explorações gira à volta da Vinha e do Olival, além de culturas de autoconsumo. Até ao aparecimento da adega cooperativa, a transformação das uvas era feita pelos próprios agricultores, em grandes vasilhas de barro, chamadas “talhas”, sendo esta, uma técnica ancestral que tem a sua origem nos romanos. Haviam dezenas de pequenas e médias adegas de acordo

com as produções dos viticultores. Com o aparecimento da adega cooperativa, os pequenos produtores começaram a entregar as suas produções e muitas destas “talhas” foram simplesmente partidas ou vendidas ao longo dos anos. Apesar disso, manteve-se a tradição, vinificando-se para o consumo de agregado, para o convívio salutar e para oferecer aos amigos. Existem ainda as “tabernas”, que produzem o seu próprio vinho, vendido em garrafão, garrafa ou copo, podendo ser saboreado ao balcão e acompanhado por um bom petisco. É em dezembro que os “Vinhos Novos” atingem o seu ponto ótimo para consumo, por isso se celebra este fim de semana a Vitifrades, uma festa à volta do vinho da talha e tudo o que ele representa em termos sociais e lúdicos. Organizado pela Câmara da Vidigueira, a Vitifrades promete “muita animação, com artistas de crédito firmado” e “muitos copos”. w

Javali, veado ou perdiz de todas as maneiras e feitios Redação

Mais de trinta pratos serão servidos no jantar medieval que assinala, no sábado, a abertura da já tradicional Mostra Gastronómica de Caça de Mora, já considerada “a principal feira de caça do país”. Um jantar medieval com 40 pitéus no menu assinala a abertura da XV Mostra Gastronómica de Caça de Mora. Depois das entradas, os 350 comensais poderão degustar 32 pratos, incluindo Arroz de Coelho, Canja de Pombo, Javali à Montanhês, Perdiz Estufada, Lebre com Feijão e Veado à Arcos, Açorda de Perdiz e Pombo Bravo à Dona Bia, entre muitas outras iguarias. O jantar medieval, que decorrerá sábado, dia 4, na Quinta de Santo António, na vila de Mora, marcará a abertura da mostra gastronómica, que vai decorrer até ao dia 12 numa dúzia de restaurantes do concelho, em Mora, Pavia, Cabeção e Brotas. Embora a abertura seja assinalada no sábado, os pratos de caça

constantes do menu poderão ser saboreados desde a véspera, sexta-feira, dia 3, nos restaurantes aderentes. O certame, promovido pela Câmara Municipal de Mora, oferece aos apreciadores uma “oportunidade única” para degustarem caça confeccionada para todos os paladares. O concelho de Mora é muito procurado pelos caçadores e este certame, segundo o município local, é já considerado “a principal feira de caça do país”, contribuindo para “enriquecer a oferta turística e gastronómica da região”. w

Confraria Gastronómica do Alentejo reúne-se este sábado

Certificação do pão alentejano é uma prioridade w

O vinho Alicante Bouschet, da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (Carmim), foi galardoado com o prémio Escolha da Imprensa, no Encontro com o Vinho 2010, anunciou hoje a empresa. Com este prémio, a Carmim chega aos 18 galardões em 2010, depois de ter registado nove distinções no ano anterior. O evento onde o Alicante Bouschet foi distinguido reuniu cerca de 400 produtores e perto de 15 mil visitantes, tendo decorrido no início deste mês, no Centro de Congressos de Lisboa (antiga FIL), numa organização da Revista de Vinhos.

XV Mostra Gastronómica de Caça de Mora

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Reguengos de Monsaraz

Redação/Lusa

A Confraria Gastronómica do Alentejo está a desenvolver um projeto para a certificação do pão tradicional da região, como forma a preservar a sua “tipicidade e notoriedade” e impedir que o consumidor compre “gato por lebre”. “Através da certificação, queremos manter a tipicidade e notoriedade do pão alentejano, conceituado em todo o país, mas que anda muito maltratado, sobretudo pelas grandes superfícies”, disse Manuel Fialho, presidente da Confraria. Segundo este responsável, o pão tradicional alentejano, um dos pilares da gastronomia da região, deve ser “protegido pelo processo de certificação” para que “o consumidor não seja enganado”. “Os produtores que respeitem as especificações do fabrico deste tipo de pão vão ter um ‘selo de qualidade’, que vai impedir que todos os outros que não sigam as regras possam vender ‘gato por lebre’”, frisou Manuel Fialho em de-

clarações à agência Lusa. “O pão é fundamental na gastronomia alentejana e já estamos a trabalhar nesse processo, em parceria com uma entidade certificadora. O objetivo é avançarmos com a certificação, na prática, no próximo ano”. A certificação do pão alentejano é um dos principais projetos do plano de atividades para 2011 da Confraria Gastronómica do Alentejo, criada em 1994. O projeto envolve a elaboração de um caderno de especificações, onde vão estar definidos aspetos como os ingredientes, nomeadamente qual o tipo de trigo utilizado, ou o modo de fabrico. “Esse caderno terá que ser aprovado por uma entidade oficial de certificação e, depois, vamos saber quais são os produtores que seguem as regras para podermos certificar o seu pão”, referiu. Do plano de atividades da confraria para 2011, a apresentar este sábado, em Évora, consta também o levantamento da carta gastronómica do Alentejo, no âmbito do pro-

cesso de preparação da candidatura da gastronomia da região a Património Imaterial, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A edição de um livro sobre petiscos alentejanos, algarvios e sevilhanos é outro dos principais projetos para 2011, avançou Manuel Fialho, revelando que, no sábado, a confraria formaliza ainda a adesão a um movimento cívico para a dinamização da Comissão Nacional de Gastronomia. Na cerimónia, que integra um almoço histórico do século

XVII, vão ainda ser entronizados 26 novos confrades, de entre os quais Jaime Andrez, antigo secretário de Estado do Comércio e Turismo (de 1996 a 1997). Ana Soeiro, secretáriageral da Associação Nacional de Municípios e de Produtores para a Valorização e Qualificação dos Produtos Tradicionais Portugueses (Qualifica), e o restaurante Fialho (Évora), aberto desde 1946 e um dos ex-libris da gastronomia nacional, são elevados a Confrades de Honra, enquanto o Município de Évora passa a Confrade de Mérito. w


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Luís Pardal

Comércio de proximidade celebra Natal e Ano Novo “Se cortarmos o sonho estamos a desistir do futuro” . diz o presidente da Associação Comercial do Distrito de Évora ainda a propósito das iluminações de Natal na cidade. A Praça do Giraldo, em Évora, está iluminada, bem como outros locais da cidade, em que foram instalados “pontos de luz”. O custo das iluminações foi drasticamente reduzido e a Câmara fez uma parte das iluminações utilizando material próprio, quase a custo zero. A afirmação é de Luís Borges. O presidente da Associação Comercial do Distrito de Évora, que integra cerca de 1500 associados, diz que foi “a solução possível” dentro do quadro de limitações financeiras da autarquia, mas que os comerciantes vão fazer todos os esforços para que a cidade esteja bem iluminada, contribuindo para a criação de um verdadeiro “espírito de Natal”, de maior confiança e esperança no futuro. Carlos Júlio

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Em termos de comércio, o Natal ainda é uma data muito importante ou há outras datas já com importância semelhante? É uma altura muito importante e vai continuar a ser, pelo menos, enquanto houver 13º mês. Esta é uma época de consumo obrigatório. Faz parte da nossa cultura católica celebrar o Natal e dar uma prenda a alguém. Para o comércio, o que seria fundamental era criar várias épocas durante o ano com esta importância. Mas já existem algumas: férias, início do ano escolar, carnaval… Sim, mas ainda há muito trabalho a fazer. Está ainda muita coisa concentrada no Natal e muitas empresas dependentes do negócio que fazem nesta altura do ano. E isso não é bom: o Natal é apenas mês e meio e é curto, já que o ano tem 12 meses. Temos que criar outros momen-

tos, com características próprias, que têm que ser dinamizados e organizados. E esse trabalho e essa organização têm que passar forçosamente aqui pela Associação e a única garantia que dou é que vamos trabalhar arduamente e fazer muita pressão para desbloquearmos todos os bloqueios que existam e para que hajam esses tais momentos ao longo do ano, que não apenas o Natal. Esta nova direcção da Associação Comercial não está aqui para fazer conversa, para discurso político, como costumo dizer. Estamos aqui para fazer, para construir. A isso chama-se determinação. Sim. Temos que fazer e temos que fazer já. Como empresários temos 30 dias para facturar e podermos pagar os ordenados e todos os outros encargos. E aqui também: o que temos para fazer tem que ser para já e não para o mês que

vem ou seja lá o que for. É verdade que as outras entidades, em que os ordenados estão garantidos no final do mês, façam o que fizerem, não estão habituadas a trabalhar assim. Mas nós não temos tempo a perder. E uma das missões desta direcção da Associação Comercial é fazer o que tiver que ser feito para, em tempo útil, as coisas acontecerem. E quais são as três ou quatro grandes mudanças que querem que aconteça? Primeiro, a criação desses tais momentos especiais para o comércio da cidade; depois, criarmos outros momentos de rotina, que já experimentámos este ano, e que, embora não querendo entrar em muitos pormenores, pode passar pela abertura do comércio na última sexta-feira de cada mês até mais tarde ou existirem alguns pormenores

que criem novos hábitos. Mas há mais projectos que estão em marcha e que depois divulgaremos, quando for a altura oportuna.

O custo que a Câmara pagava pelas luzes era insuportável Houve toda esta polémica sobre as luzes de Natal.O comércio necessita, de facto, das ruas iluminadas para vender mais? Eu acho que toda a gente precisa das luzes de Natal e isso não passa só pelo comércio. Têm que ser criados os climas apropriados para certos acontecimentos. Não se pode pensar nas iluminações apenas como um custo. Claro que acho que o custo avançado pela Câmara, como o que costumava gastar nas luzes, é insuportável, mas isso tem a ver com a gestão da Câmara. Se querem discutir alguma coisa devemos começar por discutir

porque é que gastam 140 mil euros com as iluminações de Natal , que é algo que eu também não compreendo. Mas que as iluminações criam um clima próprio e exclusivo do Natal, claro que sim: é como pegar numa árvore de Natal. Se tirarmos as luzes, fica apenas um pinheiro. Uma cidade às escuras é menos atractiva do que uma cidade iluminada. Exactamente. Se nós cortarmos o sonho – e o Natal entra muito na categoria do sonho, tal como a Passagem do Ano – é como estarmos a desistir do futuro. Como dizia o poeta “o sonho comanda a vida”. Pode-se cortar em muita coisa, acho que os custos com as luzes não podem ser estupidamente elevados como acontecia, mas nas iluminações não se pode cortar.


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Comércio de proximidade “Toda a gente precisa das luzes de Natal e isso não passa só pelo comércio”

Luís Borges, presidente da Associação Comercial do Distrito de Évora considera que faz falta no distrito e no concelho uma estratégia económica e comercial definida pelos poderes públicos e salienta que o prometido Conselho Municipal ainda não foi constituído. Garante também que esta direcção da ACDE tem metas precisas, vontade e determinação para “desbloquear todos os bloqueios” que existem e que impedem o comércio de proximidade de se desenvolver

Falta em Évora um Plano Económico e Comercial que defina prioridades e estratégias w

A solução encontrada é do vosso agrado? Houve toda essa polémica, que foi importante. Eu tive uma reunião com o presidente da Câmara em que ele me disse que não ia ser assim e, dentro daquilo que é possível, esta foi a solução encontrada. O que não podíamos aceitar era uma cidade às escuras e, caso a Câmara não tivesse recuado nessa posição, nós teríamos tido alternativas, porque isso é que não podia ser. Dentro da falta de verbas da Câmara, negociámos, dissemos que não queríamos transtornar as contas da Câmara, que a nossa ideia é sempre trabalhar duma forma construtiva e que, depois de sabermos quanto é que a Câmara tinha para gastar, puderam-se encontrar soluções adequadas. O que é que ficou então acordado? Foi feita uma iluminação na Praça do Giraldo dentro do possível, bem como alguns pontos de luz noutras zonas, em que pedimos que fossem usadas luzes que a Câmara já tinha, a custo próximo do zero, de forma a não ser preciso fazer mais contratações aquela empresa que ilumina a Praça do Giraldo e que costuma fazer as iluminações em Lisboa e em Londres, com os custos que se imaginam (aliás, irrita-me que a Câmara vá contratar serviços fora da cidade, mas isso é outra coisa). O que dissemos foi: muito bem, se não há dinheiro para mais não vamos continuar a bater no ceguinho, vamos é aproveitar o que temos, vamos ser criativos e imaginativos. Também prometeram que iríamos ter uma musiquinha nas ruas, esperemos que ela apareça, e conseguimos arranjar, entre nós e a Câmara, setenta e tal árvores de Natal que vão ser colocadas em frente das lojas e vamos tentar fazer uma mistura entre a iluminação exterior e o arranjo das próprias montras das lojas, iluminandoas, para que a cidade possa ter aquele “glamour” próprio do Natal, o espírito de Natal. E os dias de abertura também vão ser alargados? Sim. O comércio nesta época vai estar aberto ao domingo e aos feriados. É uma prática que já tem alguns anos. Se estivermos fechados não vendemos. Se estivermos abertos pode ser que os negócios aconteçam.

Carlos Júlio

Todos falam de crise. Qual é a situação real do comércio de proximidade em Évora? Nós estamos a falar duma das zonas mais pobres da Europa e, havendo a situação geral de crise internacional, não se pode dizer que a vida esteja fácil. No final deste ano as empresas estão a atravessar dificuldades que, para além das dificuldades habituais, têm um agravamento provocado por este clima todo que tem afectado a vida das empresas. Que clima é esse: é já uma diminuição grande do nível de negócios devido à crise e à quebra do poder de compra dos portugueses ou é mais o medo e o sentimento de insegurança que leva a que as pessoas estejam a reagir de forma diferente aos estímulos do consumo? Eu acho que há as duas coisas. Ou melhor: considero que existem três factores importantes. O do medo e da insegurança são, sem dúvida, um desses factores. A confiança do consumidor é um dos indicadores económicos importantes. Quando um consumidor não se sente confiante não faz compras.Para além disso, há um apelo à poupança, que é preciso fazer-se, mas a verdade é que quando se poupa não se gasta e não se compra. E depende do que se compra: se se comprar coisas importadas é uma coisa, se se comprar coisas produzidas em Portugal é outra. Mas olhando aqui para Évora, crise à parte, falta de poder de compra à parte, novas formas de consumir à parte, que são tudo coisas que estão fora do nosso controlo, o que não há – e estaria dentro das nossas possibilidades – é uma estratégia nem comercial, nem económica para esta zona. A quem caberia definir essa estratégia? Obviamente às entidades que têm esse poder. A Câmara Municipal, o Ministério da Economia, o Governo Civil, todas essas entidades que disciplinam, incentivam e organizam, ou não, a maneira como o comércio é trabalhado aqui na zona. E o comércio ainda é o grande empregador neste tipo de cidades, como Évora. Claro. Como se costuma dizer, só há dois tipos de empregadores: os públicos e os privados, Não há mais. Entre os privados temos aqui o comércio e as grandes e médias superfícies, que estão também no sector privado, mas que se regem por regras diferentes. Este tipo de superfícies vive do trabalho precário, não só ao nível das condições de trabalho, mas também de progressão da carreira, enquanto que nas empresas que nós representamos há uma qualidade diferente quer no tipo de emprego, quer no tipo de expectativas de futuro. Mas dê-nos casos da necessidade dessa política comercial ou económica que considera ser necessário definir. Por exemplo, no caso de Évora, em cada

prédio que se constrói, por baixo, há sempre uma área para ocupação comercial. Mas porquê? E para quê? Que estratégia existe? Para que tipo de comércio? Naquele bairro? E porque não no outro? O que é que vai para ali? Um café? Mas, no fundo, o que não há é estratégia, nem definição de um Plano. Noutras cidades tem havido também planificação a este nível. Em Vilamoura, por exemplo, os Bancos estão todos numa rua. Há uma organização. Não digo que aqui se faça o mesmo, mas estas coisas devem ser pensadas e estudadas, e os licenciamentos são feitos pela Câmara Municipal. É a ela que cabe a última palavra. Acha que a existência de um Plano nesta área iria melhorar substancialmente a situação? Eu estou à espera da constituição de um Conselho de Economia, prometido pelo nosso presidente da Câmara que, segundo ele, estaria constituído até ao final de Outubro. Não foi constituído, por isso não existe. A Câmara já constitui uma porção de Conselhos (Segurança, etc.), mas de Economia não há. E era fundamental que houvesse para discutir estas coisas.

A falta de estacionamento é muito grave Quais os principais problemas, específicos, do comércio no distrito? Para já a falta dessa estratégia para o sector do comércio de que eu falava atrás, o que faz com que tenhamos, por exemplo, aqui em Évora o comércio muito disperso, tirando a zona do Centro Histórico, onde temos problemas complicadissimos como, por exemplo, a falta de estacionamento… E o que é que a Associação Comercial defende:

mais carros no Centro Histórico ou mais zonas pedonais? O ideal – e foi o que foi feito em Leiria – é encontrar uma forma de se poder estacionar dentro da cidade de uma forma civilizada, porque também não tem sentido a forma como o estacionamento está a ser feito aqui em Évora. Há que encontrar outras soluções para que todos possamos estacionar no centro da cidade, em condições, e depois podermos fazer as nossas compras. E é preciso discutir se o estacionamento deve ser pago ou não. Tem vantagens, mas também tem inconvenientes. Mas a questão principal é esta: nós temos que conseguir vir para o centro da cidade de carro. Não há forma de evitá-lo. Mas tudo isto tem que ser feito de forma coerente e tendo por base uma estratégia. E esse plano nem sei se existe. O que sei é que andamos sempre a apagar fogos e isso não tem sentido. Mas vamos aos outros pólos, para além do do Centro Histórico. Para além deste, temos, sobretudo, comércio espalhado. Não há nenhuma zona, que pela densidade do comércio existente, se possa dizer que é um pólo comercial. Nos bairros há, sobretudo, défice de comércio, mas existem também negócios que estão ali, mal localizados, só porque as rendas são mais baixas. Aliás, a meu ver em 2011 vai haver um problema muito grave: devido ao aumento do desemprego as pessoas vão procurar criar as suas próprias empresas e vão instalá-las onde as rendas forem mais baratas. Sem qualquer estratégia, essas empresas ficam dispersas, sem capacidade para atraírem clientes e vão ser criadas situações muito complicadas. Mas isso podia resultar na criação de regras muito apertadas e castradoras da livre iniciativa. Não concorda? É claro que a liberdade da iniciativa privada teria que estar sempre defendida, mas tentando criar algumas regras. No mercado livre, no mercado capitalista, o Estado (Câmaras incluídas) tem um papel fundamental que é o de criar algumas regras. O papel do Estado não pode ser o de apenas cobrar impostos, mas sim o de garantir que pode cobrar impostos e, para isso acontecer, alguém tem de produzir riqueza suficiente. E ao Estado compete a criação dessas condições para uma maior e melhor produção de riqueza por parte das empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes. Sintetizando: em Évora os principais entraves ao comércio é a falta de planificação, a falta de estacionamento dentro da cidade e a própria dispersão do comércio pela cidade, tirando a zona central? Sim. Tudo isto somado torna-se um problema.


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Luís Pardal

Discurso Directo

O que é a Associação Comercial do Distrito de Évora? Carlos Júlio

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“A Associação Comercial do Distrito de Évora tem cerca de 1.500 associados, com uma expressão forte em Évora, em Montemor, em Vendas Novas, em Estremoz . É um sector de que dependem à volta de 20 mil pessoas, se contarmos empresários, trabalhadores e familiares”, diz ao REGISTO Luís Borges. “A ACDE envolve empresas da área do comércio, dos serviços e, neste momento, estamos a tentar integrar a hotelaria. Regra geral os associados têm empresas de pequena dimensão, muitas de cariz familiar, a maioria não ultrapassando os três funcionários, à semelhança do sector empresarial no Alentejo. Isto em termos médios, porque se formos olhar mais em pormenor temos também empresas já com alguma dimensão, por exemplo na área da distribuição”, revela o presidente da associação, acrescentando que “ o carácter distrital da ACDE é, para nós, muito importante e

queremos acentuá-lo mais. Sabemos a importância e o impacto que tem o sector comercial tem na cidade de Évora, mas este carácter distrital da Associação é fundamental para nós”. Luís Borges considera que a ACDE “está para os empresários como os sindicatos estão para os trabalhadores. Mas com uma diferença: ter empresas obriga a uma quantidade de obrigações, de necessidades e de requisitos que a actividade de um trabalhador não tem. Ou seja: nós, para além de sermos um conjunto de empresas que estamos representadas por esta entidade que criámos e que faz a defesa dos empresários, prestamos também serviços úteis para as empresas, que vão desde o apoio jurídico até ao simples livro de reclamações. Basicamente, tudo aquilo que faz falta para a vida duma empresa e para a sua evolução a Associação Comercial tende a prestar esse serviço duma forma mais vantajosa, quer em termos financeiros, quer de conteúdo”.

O Centro Histórico de Évora continua a ser a zona com maior densidade comercial da cidade e onde, nesta altura do ano, muitos eborenses e gente de todo o distrito fazem as suas compras de Natal e preparam, com produtos tradicionais, as ementas das ceias de Natal e Ano Novo.


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02 Dezembro ‘10

Praça do Giraldo, n.º 65 7000 - 508 Évora Telf.: 266 739 520 Fax.: 266 739 521 E-mail.: geral@acde.pt

Lojas abertas todos os dias, Sábados, Domingos e Feriados, entre 1 e 24 de Dezembro

O Comércio Tradicional - Uma prenda para si Associados que aderiram ao Horário e Promoção

Associados que aderiram ao Horário

Empresa/Empresário

Loja

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DEOMILIO FRANCISCO CHAVEIRO TABACARIA PARIS, LDª CATARINA DE JESUS CIDADE ALVES POTES ELECTRILAR H.J.B.SANTANA - COM.ELECT.LDª ANGELA MÓNICA CARVALHO DE SOUSA MARÍLIA VARGUES P CRISTINA ALEIXO INTERAGÊNCIA - AGÊNCIAMENTO COMERCIAL,LDª PATRICIA DE JESUS RAPOSO S CARMO PRUDÊNCIA ROSA BARREIRA MARQUES EVORALAR - LOUÇAS E VIDROS, LDª. DECOR-2001 - DECORAÇÃO E ILUMINAÇÃO, LDª LOPES SAÚDE, LDª. MARIA CATARINA NEPOMUCENO NUNES GATO MARIA ADELAIDE PRATES SIMÕES PASSÃO MARIA HELENA CHARRUA RAMALHOSA JOSÉ ANTÓNIO RAIMUNDO - COM.PROD.ALIM.UNIP.LDª. ATELIER BARAHONA, LDª GALERIAS DE MÓVEIS S.FRANCISCO, LDª. FRANCISCO LUÍS ROMANEIRO CHANFANA LURDES DECORAÇÕES, LDª FERNANDO ANTUNES DOURADO, LDª. HONORIO MANUEL LUÍS DA SILVA JOANA CRISTINA ALVES ZAGALO LAPIJÓIA OURIVESARIA, LDª JOSÉ ANTÓNIO BONECAS CAEIRO MARQUES SOARES, LDª EVORALFORGE, UNIPESSOAL, LDª JOSÉ MENDES RAMALHO LOURO, LDª.

Estabelecimento Chaveiro Tabacaria Paris Brinca e Cresce Electrilar Encantos Originais Arca I Am One Titamix Miche Boutique Evoralar Louças e Vidros Evoralar Catuxa Chic-to-Choc Frescos & Companhia Boutique Barafunda Zé do Bacalhau Atelier Barahona Galerias de Móveis São Francisco A Loja Lurdes Decorações Divinus Gourmet Água do Mar Corpus Underwear LapiJóia Ourivesaria Electro Caeiro Marques Soares ÉvorAlforge Loja Louro

ILIDIO AUGUSTO MORAIS

Biju, Foreva e Sapatália Sapataria Barbinhas Casa Porto J.Silva Neves e Filho Eborina O Cesto MontSobro e ArtEquestre Restaurante Medieval Loja Cunha e Ana Sousa Narcindo e Rogério Symphonia

DESTILAXARME - COM.CALÇADO E VEST.UNIP, LDª. FRANCISCO TEOBALDO PORTO J.SILVA NEVES & FILHO, LDª. EBORINA - SOC.EBORENSE REPRESENTAÇÕES,LDª CASAS NOVAS & FIGUEIREDO, LDª. JOSÉ MARQUES DAS NEVES AZEDA LUAR NA CIDADE - REST. E LAR IDOSOS, LDª JOAQUIM L.M.CUNHA, LDª. NARCINDO & ROGERIO, LDª MÁRIO ANDRÉ DA SILVA PEREIRA PALLORAN SIPEVESTE - CONFEC. PRONTO A VESTIR, LDª FREITAS, LDª. POLICARPO & VAREJAO, LDª JOAQUIM MIGUEL SILVA CORREIA BARRIGÓ

KCC, KCC Footwear, Pepe Jeans, Palloram e Via Nova

Lanidor Alain Afflelou Boa Boca Gourmet Minimercado Joaquim Barrigó

Associados que aderiram à Promoção Empresa/Empresário

Loja

J.SARAGOÇA, LDª JOSÉ JERÓNIMO CARRILHO, LDª. CASA VIEIRA BRANCO - COM.V TEC CONF.LDª CANHÃO & CALADO, LDª. SAVAVIDROS - COM.DE CERAMICA E VIDROS,LDª FILOMENA ROSA NOBRE DA SILVA VALENTE

J.Saragoça Óptica Carrilho Casa Vieira Branco Salão Modelo Savavidros A Túlipa


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Património Análise do Professor Ruben Meneses:

Vidigueira: Exposição

Évora perdeu “poder atractivo” enquanto cidade de cultura José Pinto de Sá Luís Pardal

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Vinte e quatro anos depois da classificação do centro histórico como Património da Humanidade, o geógrafo Ruben Meneses considera que “há um conjunto de postulados fundamentais que estão em plena degradação” e que Évora perdeu o seu “poder atractivo” enquanto cidade de cultura e turismo. A actual gestão camarária “virou costas ao que estava planeado” e “amputou o plano de qualificação do centro histórico”, segundo afirmou Ruben Meneses, falando no dia 25 durante um encontro promovido pela CDU para assinalar o 24º aniversário da classificação de Évora como Património da Humanidade pela UNESCO. Professor da Universidade de Évora e antigo assessor da autarquia, Ruben Meneses passou em revista a obra realizada e os esforços desenvolvidos pelo anterior executivo no sentido de “compatibilizar conservação e desenvolvimento, essa dicotomia sempre complicada”.

CDU diz que a Câmara abandonou o Património.

“Évora era e continua a ser uma cidade muito rural, nomeadamente nas mentalidades”, disse Meneses, recordando que a urbe “passou à margem do desenvolvimento industrial”. Para Ruben Meneses, “é essa cidade conservadora que a gestão democrática vai encontrar quando chega à Câmara”, depois do 25 de Abril. Na sua opinião, a gestão da CDU divide-se em duas fases, a primeira das quais,

correspondendo à “consolidação do poder democrático”, se caracteriza por “grandes investimentos nos equipamentos públicos”, elaboração de “instrumentos de planeamento”, reforço da dinâmica dos agentes socioculturais e “requalificação do património”. A segunda fase “culminou com vários planos”, um dos quais, o PROCOM, “permitiu a requalificação do comércio tradicional”.

Diagnóstico actual Em seguida, Ruben Meneses procedeu a um “diagnóstico actual do centro histórico”, concluindo que a actual gestão do PS, voltando as costas ao que fora planeado após uma “ampla discussão” que passou por “144 reuniões públicas”. Segundo Meneses, essa atitude da gestão socialista “amputou o plano de qualificação do centro histórico”. A título de exemplo, referiu que a administração autárquica do PS interrompeu a retirada da cablagem do centro histórico, abandonou “projectos emblemáticos” como o Salão Central, os antigos celeiros da EPAC e as “docas secas”, e pôs fim a projectos culturais como o festival Viv’A Rua e os simpósios de escultura em pedra. A encerrar a sessão usou da palavra o vereador Eduardo Luciano, líder da bancada da CDU. “Quando comemoramos os 24 anos da classificação da cidade, também comemoramos uma certa forma de fazer política”, referiu Luciano, frisando que, durante a gestão comunista “havia uma ideia para a cidade e agora não há”. w

“Ay Carmela!” pelo Teatro das Beiras

Uma reflexão sobre a arte e os artistas no cenário da Guerra Civil de Espanha José Pinto de Sá

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“Ay Carmela!, a peça de José Sanchis Sinisterra que o Teatro das Beiras apresenta em Évora neste fim-de-semana, tem sido traduzida e representada nos palcos de todo o mundo e já se tornou uma referência obrigatória na dramaturgia de finais do século XX. Em Espanha, no caos da Guerra Civil, dois artistas de variedades, perdidos numa noite de nevoeiro, caem em território fascista, onde são obrigados a apresentar o seu espectáculo em troca da liberdade. Como resistir ou ceder sem abalar a dignidade? É neste dilacerante conflito que se centra “Ay Carmela!”, a peça do autor espanhol José Sanchis Sinisterra que o Teatro das Beiras leva à cena este fimde-semana no Teatro Garcia de Resende, numa encenação de Gil Salgueiro Nave.

Trata-se de um texto teatral que se tornou referência obrigatória na dramaturgia de finais do século XX. Traduzido em inglês, turco, sueco, grego ou francês, entre outros idiomas, tem sido levado à cena um pouco por todo o mundo, e inspirou também um conhecido filme com o mesmo título, realizado por Carlos Saura. Localizando a acção num contexto de conflito político e ideológico, numa fase crucial para a história da Península Ibérica e da humanidade, “Ay Carmela!” transcende, contudo, esse contexto, propondo ao espectador uma reflexão sobre questões intemporais. Nas palavras dos seus criadores, “a condição da arte e dos seus protagonistas perante as circunstâncias envolventes do poder”, bem como “a ética dos valores não discricionários, a

Fernando Landeira e Sónia Botelho numa cena de “Ay Carmela!”

cultura democrática das sociedades contemporâneas” e os movimentos sociais, encontram neste espectáculo “um desafio à memória como exercício de fecunda aprendizagem”. Traduzida do espanhol e encenada por Gil Salgueiro Nave, “Ay Carmela!” tem cenografia,

figurinos e adereços de Luís Mouro. A interpretação está a cargo de Fernando Landeira e Sónia Botelho. Esta produção do Teatro das Beiras vai estar em cena na sextafeira e sábado, dias 3 e 4 de Dezembro, pelas 21h30, no Teatro Garcia de Resende, em Évora. w

“à Flor da pele” Na galeria do Posto de Turismo de Vidigueira está patente ao público, até 12 de Dezembro, a Exposição “À Flor da Pele”, com trabalhos de pintura, escultura e fotografia de Luís Nereu, José Manuel Antunes, Ana Moura, Norberto Hernandez, Manuel Carvalho, José Francisco, José Lopes e Joaquim Oliveira.

Barrancos:

Homlet apresenta tragédia rural de García Lorca “A Casa de Bernarda Alba”, uma intensa tragédia rural da autoria de Federico García Lorca, um dos maiores dramaturgos do século XX, vai estar em cena em Barrancos este sábado, numa produção da Homlet – Companhia de Teatro da Capricho, de Beja. “Fortemente influenciada pela Guerra Civil de Espanha e pela ditadura de General Franco, a peça de teatro tem uma grande complexidade simbólica, e uma ação dinâmica e profunda, pautada por uma disputa de forças, frustração e coragem, inveja e desejo, rebeldia e repressão, vontade e destino”, resume o município de Barrancos. Com encenação, direção de atores e cenografia de David Silva, a peça conta no elenco com Catarina Penacho, Celeste Kenge, Flávia Guiomar, Helena Chamorro, Inês Cardoso, Joana Carneiro, Márcia David, Miguel Carvalho, Mónica Mendinhos, Roxana Lugojan e Sara Rodrigues.

Castro Verde:

Extensão do DocLisboa 2010 mostra seis filmes Uma longa-metragem e cinco curtas faladas em português vão ser projetadas no Fórum Municipal de Castro Verde, entre quintafeira e dia 16, no âmbito de uma extensão da edição deste ano do festival de cinema documental DocLisboa. A primeira sessão ,hoje, quintafeira, inclui a projeção de “Li Ké Terra”, de Filipa Reis, João Miller Guerra, Nuno Baptista e que recebeu dois prémios no DocLisboa deste ano, como o de melhor longa-metragem da competição portuguesa. Na segunda sessão, dia 9, vão poder ser vistas as curtas “SnackBar Aquário”, de Sérgio da Costa, “Imperial Girl”, de Salomé Lamas, e “NonCity”, de Andrea Fernández e Nuno Pessoa. Na terceira e última sessão, dia 16, serão projetadas as curtas “Como as Serras Crescem”, de Maria João Soares, e “Mais um dia à procura”, de Maria Simões.


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Património Almorávidas e almóadas

Presença cultural islâmica na Península é tema de um guia apresentado em Évora José Pinto de Sá

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O percurso cultural dos almorávidas e dos almóadas, que há um milénio atrás ocuparam parte da Península Ibérica, constitui matéria de um interessante guia apresentado quinta-feira em Évora por um dos seus autores, o investigador Fernando Branco Correia da Universidade de Évora. Integrado na comemoração do 24º aniversário da classificação de Évora como Património Mundial, teve lugar nos Paços de Concelho a apresentação pública do guia “Itinerário Cultural dos Almorávidas e Almóadas – Do Estreito ao Ocidente do al-Andaluz”. A obra reúne textos sobre a presença dos almorávidas e almóadas em várias cidades portuguesas e espanholas, e constitui um importante contributo para o

conhecimento da herança cultural islâmica na Península Ibérica, nomeadamente em Évora. Os almorávidas, originários de grupos nómadas provenientes do Sara, unificaram sob o seu domínio grandes extensões no ocidente do mundo muçulmano, com as quais formaram um império nos séculos XI e XII. Esse império chegou a estender-se pelos territórios que hoje constituem a Mauritânia, o Sara Ocidental, Marrocos e a metade sul da Península Ibérica, o Al-Andalus. No século XII surgiu no Magrebe um novo poder, o dos chiitas almóadas, que conseguiram impor-se aos almorávidas após a queda da sua capital, Marraquexe. O império almorávida cedeu assim o seu lugar aos almóadas, que impuseram a sua hegemonia no Magrebe e no al-Andaluz até serem derrotados pelos cris-

Novo guia mostra Évora Islâmica.

tãos na batalha de Navas de Tolosa, em 1212.

Seis percursos Na totalidade, este “Itinerário Cultural dos Almorávidas e Al-

móadas” é composto por oito percursos, dos quais foi agora apresentado o sexto, “Do Estreito ao Ocidente do al-Andaluz”. Os textos relativos às cidades portuguesas, como Beja, Évora, Lisboa, Santarém e Silves, são

da autoria do professor Fernando Branco Correia, da Universidade de Évora, um especialista com extensa obra naquele domínio. O livro foi editado pela fundação El Legado Andalusi, com o apoio do Centro Nacional de Cultura e da Consejería de Presidência de la Junta de Andalucía. A apresentação da obra, que teve lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho na tarde do dia 25, contou com a presença do professor Branco Correia, de Juan Manuel Cid, da Fundação El Legado Andalusi, e de Lourenço de Almeida, do Centro Nacional de Cultura, bem como da vereadora Cláudia Sousa Pereira, da Câmara de Évora. A encerrar a sessão, os presentes foram brindados com um momento de música andalusí, por Mohamed Akel. w

Colóquio “Leituras do Sul Cristão”

Mértola entre Roma e o Islão Redação

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Começa esta quinta-feira, 2, em Mértola, um colóquio que tem por título Leituras do Sul Cristão onde serão apresentados e discutidos projetos de investigação em curso referentes à Alta Idade Média (sécs. V-VIII) no sudoeste peninsular. Temas como a ocupação do território, a arquitetura e a sociedade desse período irão estar em debate, tendo por base as intervenções arqueológicas que têm tido lugar em tempos recentes. Participarão, entre

outros, Pedro Mateos (Instituto de Arqueologia de Mérida), Justino Maciel (Universidade Nova de Lisboa), Inês Vaz Pinto (Universidade Lusíada) e Manuel Real (Arquivo Histórico do Porto). A intervenção de abertura estará a cargo do Prof. José Mattoso. No âmbito desta iniciativa, esta quinta-feira será inaugurada a exposição Arquitetura de Mértola entre Roma e o Islão na sede do Campo Arqueológico de Mértola (Casa Amarela). Materiais arquitetónicos, mosaicos, cerâmicas e metais são

os testemunhos vivos de um tempo de transição, num sul que já não pertencia ao Império Romano e ainda não se islamizara. A pista do Oriente está

presente nos mosaicos bizantinos de Mértola, testemunho excecional de um período de apogeu da vila. A arqueologia e os testemunhos que ela propor-

ciona ajudam-nos a entender este período. A organização da exposição e do colóquio é do Campo Arqueológico de Mértola e do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto. A iniciativa é apoiada pela Câmara Municipal de Mértola, pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo INALENTEJO. A coordenação é assegurada por Santiago Macias e por Virgílio Lopes. O colóquio “Leituras do Sul Cristão” decorre até sábado. w

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Livros Zéfiro lança livro sobre primeira Religião da Natureza a ser reconhecida no Reino Unido

Almanaque esotérico sobre Druidismo No ano em que a Inglaterra deu o passo histórico, a nível europeu, de reconhecer oficialmente o Druidismo como religião oficial, em Portugal a Zéfiro faz o lançamento da edição de 2011 do “Mandrágora – O Almanaque Pagão”, versando sobre a mesma temática. Em termos históricos, os Druidas existiram em diversos pontos da Europa – incluindo a Irlanda, Inglaterra e França – há mais de dois mil anos atrás, até à chegada do Cristianismo. Na sociedade Celta, na qual estavam integrados, representavam uma classe mágico-religiosa, artística e detentora de inúmeros conhecimentos ao nível da filosofia, da astronomia e da medicina. Tendo desaparecido nos primeiros séculos da nossa era, graças à perseguição do Império Romano e da Igreja, o Druidismo viveu no séc. XVIII um renascimento em Inglaterra e no País de Gales, renascimento esse que dura até aos nossos dias não só na Europa, mas também na América. Atualmente, existem dezenas de milhar de pessoas por todo o mundo que seguem o Druidismo como um caminho espiritual ou uma religião da natureza. Para além de um calendário de festividades e mistérios pagãos para 2011, o leitor poderá encontrar no “Mandrágora” diversos artigos que tratam desde deuses celtas, ervas e árvores druídicas, artesanato mágico, mitos e lendas antigas, bem como outras reflexões de caráter esotérico e espiritual. O “Mandrágora” nasceu no ano de 2009, tendo versado sobre a temática dos “Usos e Costumes Mágicos da Lusitânia”, enquanto a edição de 2010 se dedicou aos “Os Trilhos Mágicos do Xamanismo”. Este almanaque é essencialmente “pagão”, sendo este conceito entendido como um caminho espiritual profundamente ligado à Natureza.

Esta edição tem como coordenador Alexandre Gabriel, contando na direção editorial com Gilberto de Lascariz, Melusine de Mattos e Sofia Vaz Ribeiro. Participam igualmente outros autores, como Carlos Cunha, Fátima Branquinho, Francisco Canelas de Melo, João Rui Pais e Valquíria Valhalladur, bem como Philip Carr-Gomm – o responsável pelo maior movimento druídico a nível mundial, a Ordem dos Bardos, Ovates e Druidas (OBOD). O Druidismo celebra a passagem da Roda do Ano através das suas oito festividades que se manifestam não só na Natureza mas também no nosso interior. Viajando ao longo do Calendário Celta das Árvores, este é um Almanaque da Alma para que viva em pleno os ciclos mágicos da Terra de acordo com a antiga tradição dos Druidas. Desde os calendários megalíticos aos almanaques sumérios, gregos e egípcios, que o Tempo era o mediador das fainas terrestres da vida agrária e pastoril e das fainas mágico-religiosas da vida da alma. A função deste almanaque é de restaurar através do rito e de uma nova consciência essa época arcaica em que homens, plantas, animais e deuses conviviam em harmonia. w

“A Menina” de Francisco Duarte Mangas Paulo Nobre

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Francisco Mangas é jornalista. E é escritor. Com vários livros publicados. O último chama-se “A Menina”. Em 60 páginas conta a história de um pai natal. À moda antiga. Um inventor de brinquedos de madeira. Exausto. De tantas viagens debaixo da neve. Cansado delega arte e o generoso ofício no filho. Parte de madrugada: no regresso, dias depois, só as renas e um capote. O filho adorava as árvores da floresta, desde menino repartia solidões, dúvidas e alegrias com um caracol. Inseparável amigo, de uma rara virtude: pensava, pensava devagar e bem. Certa manhã, o jovem leva as renas à clareira da floresta a beber a frescura do mundo, como sempre o seu pai fazia pelo mês de maio. De repente, os animais suspendem o pasto, erguem a cabeça: no centro da clareira, um ca-

pote forrado a pele de marta agasalha uma menina de escassos dias de vida. A Menina é uma inesperada história de amizade, de reencontros, de subtis sentimentos que parecem não existir mais entre as pessoas. Uma história também de amor pelas árvores e por outros seres da floresta. A dado passo, a dúvida sobressaltará o leitor: o que é feito da mãe do jovem pai natal? “A Menina”, de Francisco Duarte Mangas, tem ilustrações de José Feitor é uma edição Caminho das Palavras. w


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Lazer Sugestão de leitura

Sugestão de leitura

Os Indigo

Os Cristal

Realização: Isabel Leal

Realização: Isabel Leal

Sinópse:

Sinópse:

As Crianças Índigo têm por missão despertar a humanidade para a necessidade de mudança. São crianças que revelam ser, das mais diversas formas, excepcionais: muito intuitivas (telepáticas), criativas, sensíveis, capazes de reconhecer a presença de seres etéreos e de ver espectros de luz, possuindo até o dom da cura – ou seja, são crianças que nascem com competencias espirituais altamente desenvolvidas. Contudo, aqueles que as rodeiam nem sempre reconhecem os seus dons e pais e educadores podem pensar tratar-se simplesmente de crianças hipersensíveis, hiperactivas, sobredotadas ou apenas «problemáticas». É de suma importância aprender a reconhecer as características das Crianças Índigo e compreender a natureza da sua missão entre nós. Ao longo destas páginas, a terapeuta Isabel Leal oferece esclarecimentos e conselhos práticos, partilhando com os leitores a sua experiência de trabalho com estas crianças tão especiais.

A energia Cristal é de uma grande amplitude espiritual e é muito intensa. Esta energia é fundamental para operar a transição da era de Peixes para a de Aquário. As crianças Cristal, cuja geração sucede a das Crianças Índigo, vieram a este planeta para facilitar essa transição. Enquanto as Índigo têm por missão abrir ou desobstruir o caminho ao desenvolvimento espiritual da humanidade, a missão das crianças Cristal é irradiar amor de alta frequência, transformar o mundo através da sua presença. Ao longo destas páginas, Isabel Leal partilha com os leitores a sua vasta experiência com crianças Cristal, revelando as suas principais características, explicando o papel que desempenham, no sentido de ajudar os pais, os familiares, os amigos e os educadores a acompanhar devidamente o desenvolvimento destes meninos e meninas tão especiais.

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Carta Dominante: Rainha de Espadas, que significa Melancolia, Separação. Amor: Cuidado com aquilo que diz pois pode magoar alguém de quem gosta muito. Tenha uma conversa séria com a sua cara-metade para poderem resolver um problema pendente. Saúde: Cuidado com o que come, reduza o ritmo de trabalho e descanse mais. Lembre-se que o seu bem-estar está acima de qualquer coisa. Dinheiro: Surgirão algumas mudanças na sua vida profissional. Nem sempre trabalhar desenfreadamente é produtivo, pense nisso. Número da Sorte: 63 Dia mais favorável: Sexta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Balança Carta Dominante: O Mundo, que significa Fertilidade. Amor: Tenha mais atenção às suas reacções e poderá compreender porque é que a sua alma gémea está diferente consigo. Sentir-se-á manipulado pelos seus amigos. Saúde: Possíveis problemas de garganta. Dinheiro: Pense positivo e não se deixe abater por uma pequena discussão com um colega de trabalho. Poderá perceber que a sua dedicação e empenho profissional valem a pena. Número da Sorte: 21 Dia mais favorável: terça-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Nota: O objectivo do jogo é completar os espaços em branco com algarismos de 1 a 9, de modo que cada número apareça apenas uma vez na linha, grade e coluna.

HORÓSCOPO SEMANAL

Carneiro

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Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Touro Carta Dominante: 3 de Copas, que significa Conclusão. Amor: Modere o seu mau humor e rejeite pensamentos pessimistas e derrotistas. Saúde: Liberte-se da pressão do dia-a-dia através da boa disposição. Visite com maior regularidade o seu médico de família. Dinheiro: Apesar das divergências de opiniões no seu ambiente de trabalho, não desista dos seus objectivos. Número da Sorte: 39 Dia mais favorável: Quarta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Escorpião Carta Dominante: Cavaleiro de Paus, que significa Viagem longa, Partida Inesperada. Amor: Mantenha a sua opinião, não se deixe levar por terceiros. Dê mais atenção à sua família e deixe um pouco o trabalho de lado. Saúde: Procure repousar mais para colocar os seus pensamentos em ordem. Prováveis dores de dentes. Dinheiro: Período pouco favorável para grandes investimentos. Número da Sorte: 34 Dia mais favorável: Sexta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Gémeos Carta Dominante: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Semana propícia ao amor, o romance está no ar. Poderá reencontrar alguém que já foi muito importante para si no passado. Saúde: Aumente as suas horas de sono. Cuide mais de si e do seu corpo. Dinheiro: Procure não fazer investimentos arriscados pois pode perder elevadas quantias de dinheiro. Número da Sorte: 31 Dia mais favorável: Segunda-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Sagitário Carta Dominante: Ás de Ouros, que significa Harmonia e Prosperidade. Amor: A sua família poderá exigir a sua presença em casa. Saúde: Esteja atento aos sinais do seu corpo. Acalme o ritmo de vida. Dinheiro: Não se prevêem dificuldades a este nível. O aumento do seu rendimento mensal poderá estar relacionado com uma promoção no seu local de trabalho. Número da Sorte: 65 Dia mais favorável: Sábado Horóscopo Diário Ligue já!

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Caranguejo Carta Dominante: Rainha de Paus, que significa Poder Material e que pode ser Amorosa ou Fria. Amor: Não se preocupe, pois as discussões que tem tido com a sua cara-metade não passam de uma fase menos positiva. O companheirismo é a base da vossa relação. Saúde: A tendência é para se isolar e reflectir sobre a sua vida. Dinheiro: Algo inesperado poderá acontecer e colocar em causa a sua competência. Deve ser comedido e evitar gastos supérfluos. Número da Sorte: 35 Dia mais favorável: Sábado Horóscopo Diário Ligue já!

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Capricórnio Carta Dominante: O Eremita, que significa Procura. Amor: O seu esforço vai ser recompensado pois o seu par vai mostrar-se muito apaixonado e arrebatador. Saúde: Procure não comer apenas carne, lembre-se da importância do peixe. Dinheiro: Momento ideal para colocar em prática alguns dos seus projectos. Número da Sorte: 9 Dia mais favorável: Quarta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Leão Carta Dominante: A Imperatriz, que significa Realização. Amor: Aproveite a tranquilidade do lar para dar asas à imaginação e revolucionar a sua vida afectiva. Saúde: Período tranquilo, não se preocupe. Dinheiro: Trabalhe com mais entusiasmo. Caso isso não aconteça pode sair prejudicado. Número da Sorte: 3 Dia mais favorável: Quinta-feira

Virgem Carta Dominante: 3 de Ouros, que significa Poder. Amor: Um romance está para breve. Fase propícia ao conhecimento de novas pessoas que suscitarão o seu interesse. Saúde: Beba muita água, adopte uma alimentação equilibrada e evite o álcool e o tabaco. Atenção ao sistema respiratório. Dinheiro: O seu orçamento poderá permitir que se mime um pouco a si próprio. Será reconhecido pelo trabalho prestado. Número da Sorte: 66 Dia mais favorável: Segunda-feira

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Aquário Carta Dominante: O Dependurado, que significa Sacrifício. Amor: Procure resolver rapidamente os seus problemas sentimentais. Saúde: Tome um chá tranquilizante, pois o seu sistema nervoso poderá estar abalado. Dinheiro: Mime-se, presenteie-se com o seu perfume preferido. Não se preocupe com o preço, pois você merece! Número da Sorte: 12 Dia mais favorável: Domingo

Peixes Carta Dominante: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: A sua ajuda será determinante para levantar a auto-estima de um amigo. Saúde: Procure fugir às gorduras porque o colesterol tem tendência para subir. Dinheiro: Faça um balanço das suas finanças, pois, possivelmente ser-lhe-á proposta sociedade para um negócio. Número da Sorte: 48 Dia mais favorável: Terça-feira

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Desporto Campeonato Nacional da II Divisão

III Divisão

Juventude empata com o líder na Tapadinha

Moura mantém liderança

Aníbal Fernandes

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Ganhar um ponto em casa do líder e manter o segundo lugar isolado, não é nada mau e foi isso que o Juventude fez, domingo, no Estádio da Tapadinha, frente ao Atlético Clube de Portugal. O empate a zero conseguido em Alcântara pode ser lisonjeiro para o Juventude, mas não deixa de ser justo. Na primeira

parte o jogo quase não existiu e as oportunidades foram nulas de parte a parte. Acresce que à passagem da meia-hora os eborenses já tinham dois jogadores amarelados (Paulo Letras, 14’ e Cissé, 28’) o que podia ter debilitado a defesa de Miguel Ângelo, mas tal não aconteceu e, na segunda parte, assistiu-se a um bom jogo de futebol de parte a parte. Às duas bolas enviadas ao ferro

da baliza de Tiago Martins por Rudi e Ailton, respondeu o Juventude com duas perdidas de Sebastien e Carlos Gomes que aos 76’ o substituiu, equilibrando, também em oportunidades de golo os lisboetas. Com este resultado, o Juventude manteve a distância para o líder (3 pontos) e para o terceiro lugar, já que o Operário também empatou a zero, com os

Futebol - Escalões de formação

Râguebi – I Divisão

Matraquilhos lideram as quatro séries Cumprida que está a primeira volta do campeonato distrital de infantis, os Matraquilhos lideram as quatro séries, todas elas muito competitivas. No entanto, é na série D que a equipa do Intermarché/Lusitano apresenta os melhores resultados com 48 golos marcados e apenas um golo sofrido, demorando, em média, apenas seis minutos para marcar cada golo. Acresce, como é óbvio, que estes jovens PUB

têm uma margem de progressão enorme o que deixa antever uma ponta final do campeonato com muitos golos mais. Segue-se, para as equipas apuradas, o Torneio de Encerramento. Em Iniciados, o Lusitano de Évora recebeu a sua congénere do Despertar, de Beja e o resultado ficouse por um empate a uma bola. Os eborense seguem na 7ª posição, da Série F, com 21 pontos, os mesmo que o Ferroviário de Ven-

também açorianos da Praia da Vitória. Na mesma série, o Reguengos conseguiu a sua 4ª vitória ao ganhar em casa ao Louletano, estando agora no 9º lugar, com 12 pontos, menos nove que o líder. Na próxima jornada o Juventude recebe os «gansos» da Casa Pia (10º / 11 pontos) e o Atlético de Reguengos vai defrontar o Madalena (8º / 12). w

das Novas que recebeu e venceu o Esperança de Lagos por 1-0. Em Juvenis, jogada que está a 15ª jornada, e com mais sete jogos para disputar, o Lusitano encontra-se abaixo da linha de água, no 10º lugar, com 11 pontos, a seis da «salvação». Esta semana recebeu o Louletano e foi batido por 0-1. Já o Estrela de Vendas Novas (11º / 4 pontos), perdeu em casa com o Imortal de Albufeira, por 0-3. w

Montemor de regresso às vitórias No passado domingo, o Rugby Clube de Montemor (RCM), regressou às vitórias ao bater o «quinze» da UTAD, em Vila Real, por 5-136. A história do jogo é a história dos pontos que, tal como na primeira volta (153-0), atingiram uma cifra pouco habitual. Um jogo que veio mesmo a calhar depois do desaire da semana anterior , equipa que este fim-de-semana, ficou de folga. Para o RCM valem, essencialmente, os cinco pontos somados e a permanência por um lugar na «final four». Na próxima jornada os «mouflons» recebem o Vitória de Setúbal, enquanto o CRE joga com os universitários de Trás-os-Montes. w APOIO

O Moura foi a Odemira vencer (0-1) e mantém o comando da série F, da II Divisão Nacional, com 18 pontos. Já o União de Montemor tem de dar corda aos sapatos se quiser ficar na metade de cima da classificação: este fim-de-semana, saiu derrotado de Messines por 1-2 e deixou-se afastar dos seis primeiros. No campo do Aljustrelense – campeão dos empates (5 em 9 jogos) – o Vendas Novas não marcou, mas também não sofreu. Na classificação o Sesimbra é o segundo, com 16 pontos, seguido por quatro equipas, todas com 14: Messinense, Estrela de Vendas Novas, Aljustrelense e Esperança de Lagos. A seguir, Odemirense, Fabril, União Sport e Pescadores somam 12 pontos. O Cova da Piedade tem apenas 6 pontos, mas o Beira Mar de Monte Gordo, ainda não tem nenhum. Aliás a equipa algarvia não compareceu ao desafio de domingo, no Barreiro, contra o Fabril, tendo sido punida com falta de comparência (3-0). Na próxima jornada há um clássico no Baixo Alentejo: AljustrelenseMoura, um jogo com história e que move grandes paixões. O União de Montemor-o-Novo recebe o Odemirense que, apesar de ter subido este ano ao nacional, está a fazer um bom campeonato, e o Estrela de Vendas Novas recebe o Fabril, num jogo que só pode ser para vencer.


20 02 Dezembro ‘10

Roteiro

Para divulgar as suas actividades no roteiro Email geral@registo.com.pt

Até domingo em Estremoz

Cozinha dos Ganhões Abriu ontem em Estremoz mais uma “Cozinha dos Ganhões”, uma das maiores iniciativas gastronómicas do Alentejo. Uma dezena de tasquinhas fazem as “delícias” dos visitantes, numa homenagem aos “comeres” dos “ganhões” que era o nome dado aos antigos trabalhadores da lavoura nas herdades do Alentejo. A 18ª “Cozinha dos Ganhões” vai decorrer até próximo domingo, dia 5, no parque de feiras e exposições da cidade, “no formato idêntico ao ano passado”, disse o presidente da autarquia, Luís Mourinha. A iniciativa conta ainda com a participação de oito empresas de produtos regionais, seis bares, e doze artesãos do concelho. Luís Mourinha realçou que este evento constitui “um dos principais festivais gastronómicos do país, ao ponto da sua qualidade ser reconhecida a nível nacional e internacional”. Trata-se, segundo o autarca, de um evento de promoção turística do concelho de Estremoz, que tem para oferecer, durante cinco dias, “sabor, saber, tradição e convívio”. Entre as diversas iguarias em que a “Cozinha dos Ganhões” é fértil destacam-se as sopas de pão condimentadas com ervas aromáticas e as carnes de porco e borrego. O ensopado de borrego, as migas e as açordas à alen-

MÚSICA

EXPOSIÇÃO

TEATRO

tejana são outras das iguarias que os visitantes podem saborear.O programa das festas incluiui, ontem, a inauguração da exposição “Bonecos da Gastronomia”, da barrística das Irmãs Flores, e o lançamento da segunda edição do livro também intitulado “Bonecos da Gastronomia”, promovido pela Associação Filatélica Alentejana. No âmbito desta iniciativa, decorre amanhã, sexta-feira, às 18:00, a apresentação regional das iniciativas “Alentejo Bom Gosto” e “Prove Portugal”, promovidas pela Turismo de Portugal e pela Turismo do Alentejo. No sábado, às 15:00, decorre o X Encontro de Poetas Populares do Concelho de Estremoz, organizado pela Associação Filatélica Alentejana, e no dia de encerramento o 1.º Raid e Passeio BTT dos Ganhões.

OUTROS PALCOS

Redondo

Estremoz

Lisboa

Évora

Vila Viçosa

Lucía Echague 4 de Dezembro de 2010 | 22h.00 | Café Concerto.

Cor e a preto e branco 05 de Dezembro de 2010 | 10:00 ás 18:00 | Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho

Eu sou alegre e sei bem o que quero! (m/4 anos) Maria é super bem-disposta e muito amiga de Luis Miguel. Está sempre alegre. Sempre a rir. Ele adora animais e sabe bem o que quer: ser tratador de animais quando crescer. Ela... não tem a mínima ideia do que quer ser quando for grande. Por isso, pede ajuda ao seu amigo Luis Miguel...

Panda vai à Escola – O Musical 4 de Dezembro de 2010 | Sessões: 11h e 15h | Localização: Arena d’Évora

Homenagem a Florbela Espanca 8 de Dezembro de 2010 |

Fernando Cruz, Pintura e Irene Gonçalves, Fotografia Lucía Echagüe nasceu no seio de uma família com fortes referências musicais e estudou canto e percussão no Conservatório Nacional de Música Carlos L. Buchardo, em Buenos Aires. Reside em Lisboa há 8 anos e, depois de vários projectos musicais colectivos, apresenta agora o repertório do seu primeiro álbum “Todo Puede Ser”, exclusivamente cantado em castelhano. Reguengos Lisbon Swing Band + Carlos Guilherme 8 de Dezembro de 2010 | Localização: Auditório Municipal de Reguengos

A exposição nasce da vontade de dois artistas plásticos, com percursos distintos que se encontraramem dado momento da vida, tendo em comum o ensino e o exercício da sensibilidade artísticapraticada em meios diferentes: a fotografia e a pintura. Redondo Lucía Echague 5 a 7 de Dezembro de 2010 | 10h00 às 20h00, na Praça da República

A exposição Viva a República!... em digressão é dedicada à história da I República, um dos períodos mais marcantes da história recente de Portugal.

Uma história muito doce, que apela à importância de sermos alegres e felizes. Évora Antígona em Nova Iorque Até 11 de Dezembro de 2010 | Horário: De 4ª a Sábado às 21h30 Localização: Ruínas da Ermida de S. Bartolomeu (junto ao Largo da Porta de Avis, Évora) Info e reservas: abruxateatro@gmail. com | 266 747 047 Peça contextualizada no ‘Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e Exclusão Social.

O Musical do “Panda vai à Escola” conta a história do primeiro dia de aulas do Panda em que a famosa mascote, juntamente com os seus coleguinhas, vai aprender os números, as letras, as cores, de uma forma pedagógica e lúdica, com muita música, dança e gargalhadas à mistura. Monsaraz PRESÉPIO de rua em Monsaraz 4 de Dezembro | Localidade ruas de Monsaraz Tradicional exibição do presépio de rua, com figuras de tamanho real, disposto pelas várias ruas da vila medieval de Monsaraz

Fumo Longe de ti são ermos os caminhos, Longe de ti não há luar nem rosas; Longe de ti há noites silenciosas, Há dias sem calor, beirais sem ninhos! Estremoz Presépios de Artesãos de Estremoz Até 29 de Janeiro de 2011 | Museu Rural em Estremoz Mais um ano em que a Câmara Municipal de Estremoz, através do seu Museu, lançou o desafio aos artesãos do projecto de Reconhecimento de Origem Geográfica do Concelho de Estremoz, de realizarem Presépios. O objectivo é fomentar a produção de uma tipologia de arte tão típica donosso Natal, bem como evitar o seu esquecimento por parte das novas gerações.


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Desporto FC Porto – Juventude, dia 11 de Dezembro, no Dragão

Missão impossível? Aníbal Fernandes

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O desejo de Miguel Ângelo era que saísse um grande, e maior não podia ser. Dia 11 de Dezembro, quando a equipa do Juventude pisar a relva do Estádio do Dragão para defrontar a poderosa turma do FC Porto, nos oitavos-de-final da Taça de Portugal, poucos serão os que apostarão na vitória dos eborenses, mas no futebol os «milagres» acontecem. … A título de exemplo recorde-se que em 2002/03 o Gondomar mandou «borda fora» o Benfica (0-1) em plena Luz, e, mais recentemente, na época de 2007/08, o Atlético Clube de Portugal eliminou o «todo poderoso» FC Porto pelo mesmo resultado, nas Antas. O blog do clube alentejano (juventudesportclube.blogspot.com) recorda, num post de dia 25 que o capitão Nuno Gaio participou nesse jogo que teve como «he-

Juventude tem missão impossível, mas o treinador lembra que David derrotou Golias.

rói» o brasileiro David, também ele um ex-atleta do Juventude. Para além destes dois, Pedro Pereira e Artur Jorge Vicente também alinharam pela equipa da Tapadinha e, mais tarde viriam a assinar pelo Juventude. Gaio, em declarações à página do clube na

internet admite que «estão em jogo realidades desiguais, mas se já aconteceu uma vez»… e continua relembrando que «no futebol não há impossíveis, embora reconheça a óbvia supremacia dos portistas». Quem no dia do sorteio – no qual o Juventude não se fez representar – devia estar a

pensar nisso era Fernando Gomes, ex-capitão dos portistas que, em declarações ao site da Federação Portuguesa de Futebol, reafirmou a vontade de revalidar o título pelo terceiro ano consecutivo e juntar mais uma taça às onze que estão nas vitrinas do Dragão, mas não deixou de sublinhar que no futebol «tudo é possível» e alertou para o facto do Juventude ser a equipa com «a defesa menos batida da II Divisão». Já Miguel Ângelo que esta semana prestou declarações a vários órgãos da imprensa nacional, disse ao Record ser esta «uma missão quase impossível», no entanto o técnico dos alentejanos lembra a história bíblica de David e Golias, deixando perceber que não põe de lado uma vitória no Porto. Aliás, ao Correio da Manhã de sábado, o treinador do Juventude disse que vão entrar em campo para «desfrutar» o momento e quando assim é, dizemos nós, tudo pode acontecer. w

Inquérito Acha que o F.C. Porto é o adversário ideal para jogar com o Juventude? Texto/Fotos: Luís Pardal

Sátirio Pinheiro - 60 anos Empresário

Mário Humberto - 48 anos Reformado

Fernando Freire - 42 anos Funcionário Publico

Francisco Fonseca - 70 anos Reformado

Ex-árbitro de futebol, Sátirio não costuma seguir com frequência os jogos das equipas de Évora e nem tem preferência por um clube em concreto. “O Porto é a melhor equipa para jogar com o Juventude” é a opinião deste empresário que acredita que se o Juventude perder por três bolas a zero, já se pode dar por feliz. Também acredita que a receita que o Juventude vai fazer com o jogo com o FCP vai ajudar na parte financeira do clube mas não vai resolver muito porque “Estado não apoia a equipas de pequena dimensão”

Mário Humberto é um adepto fervoroso do clube azul e branco de Évora. Assiste com frequência aos jogos do clube e afirma que “podia ser outra equipa, mas como será o Porto então que venham eles” Confiante, acredita que o Juventude vai ganhar ao Dragão por três bolas a zero e vai estar no estádio para festejar. Acredita que o presidente Pinto da Costa vai entregar na totalidade a receita feita pelas bilheteiras do no Porto, quando for o jogo, para ajudar o clube do coração.

Juventudista e portista, Fernando Freire, acompanha grande parte dos jogos do clube eborense e, apesar de estar dividido entre os dois clubes, vai torcer pela equipa da sua terra. Fernando Freire acredita que o Porto é a equipa ideal para jogar com o Juventude, mas acha que o Porto vai ganhar por três bolas a duas. “Infelizmente para o Juventude” afirma este adepto que tem esperança que o Porto faça o mesmo que fez no passado e que faça uma doação total da receita para o Juventude.

Adepto do Juventude, conta já com quase cinquenta anos de sócio. Não costuma ir ao estádio Sanches de Miranda mas segue sempre as prestações do seu clube. Francisco Fonseca queria ver o Juventude a jogar com outra equipa. “ Podia ter calhado, por exemplo, o Atlético ou o Torreense, pois com estas equipas o Juventude tinha hipótese de passar”. Este sócio não quer adiantar um resultado, pois não há vencedores antecipados e o FCPorto “é uma equipa muito forte”. Afirma, ainda, que “ independentemente do resultado final, esta é uma oportunidade para ajudar o Juventude a ultrapassar a crise financeira”.

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Desporto Distrital de Évora – Divisão de Honra

Quatro primeiros vencem

Irene Mendes (ao centro na foto) é “totalista” da prova fronteirense

Os três “F” do 24 Horas: feijoada, frangos e febras…

24 horas TT Vodafone / Vila de Fronteira

Lamy e companhia “mataram o borrego” Aníbal Fernandes

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Pedro Lamy, José Pedro Fontes, Luís Silva e António Coimbra, ao volante do protótipo BMC-BMW do Vodafone Team, foram os grandes vencedores da 13ª edição do 24 Horas TT de Fronteira que terminou no passado domingo, às 12 horas, no Terródromo daquela vila alentejana, recuperando para as cores nacionais um título que há seis anos fugia aos pilotos portugueses. A equipa de Lamy, comandou a prova desde o início e ao fim da primeira hora, já levava 15 segundos de vantagem sobre a segunda classificada, o Team da Letónia O24H que foi obrigada a desistir durante a noite com a caixa de velocidades partida, tal como Carlos Sousa ao volante do Toyota Land Cruiser, e Rui Sousa, em Isuzu D-Max que, a uma hora do fim, quando seguia na luta por um lugar nos dez primeiros, ficou sem embraiagem. A equipa da Vodafone, curiosamente constituída por pilotos com mais experiência em corridas de velocidade, trouxe para Fronteira a lição bem estudada. António Coimbra, no final da prova revelou aos jornalistas a táctica utilizada: «Atacar no início da prova, enquanto o piso estava bom», e «ganhar a corrida à noite» já que para este piloto é durante este período que se ganha a corrida. Pedro Lamy que participou na prova alentejana pela terceira vez, queixou-se da dureza do piso, este ano aumentada pelo tempo seco que se fez sentir, no entanto os «poucos problemas» sofridos com o carro e a fiabilidade do mesmo, aliada a uma estratégia vencedora fez com que a equipa terminasse no lugar mais alto do pódio. Questionado pela Rádio Portalegre soPUB

bre se iria apostar mais em provas «na lama», o ex-piloto de fórmula 1, disse que apesar de gostar muito de TodoTerreno, e particularmente da prova de Fronteira, iria fazer o que tem feito até aqui, correndo em velocidade e, de vez em quando, em algumas provas deste género. O tempo também ajudou à festa, e embora a madrugada tenha estado muito fria e com algum nevoeiro, a ausência de chuva permitiu que os primeiros classificados ultrapassassem as cem voltas ao circuito, o que não seria possível com lama na pista, condições em que, normalmente, os vencedores não chegam a fazer 90 voltas. Na segunda posição ficou a equipa francesa (Fanxoa/Mouhica/Wadoux/ Beyris), num Renault Clio Monce e em terceiro o buggy Caze, de Laurent Dornel/Hugues Lacam/Mickael Caze/Anicet Garicroix. Nos dez primeiros ficaram, ainda, mais duas equipas portuguesas: em 5º lugar o Bowler Wildcat, pilotado por Manuel Rosa, Lino Carapeta, Carlos Airos e Filipe Correia; em 7º Mazda BT 50 de Rui Lopes, José Pereira e Pedro Barroco. A equipa luso-francesa, vencedora da edição do ano passado, constituída por Mário e Alexandre Andrade, Georges Lansac e Phillipe Letang tiveram de se contentar com o 4º lugar na geral.

«Está garantida a 14ª edição» Pedro Lancha, presidente da Câmara de Fronteira e Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Clube de Portugal disseram aos jornalistas no final da prova que apesar dos constrangimentos orçamentais, a 14ª edição da prova «está garantida». O autarca realçou o enorme sucesso de público e organizativo e, apesar de algumas dúvi-

das quanto ao financiamento da próxima edição, prometeu que no próximo ano «se Deus quiser» haverá de novo “24 Horas”, em Fronteira. Mas esta prova é muito mais de que a corrida em si. À volta do circuito são milhares as pessoas que acompanham o evoluir da corrida e, onde há pessoas, há oportunidade de negócio e as barracas de comes e bebes, de venda de doces, artesanato, castanhas ou pão, desde quintafeira que estavam montadas à espera de clientes com o lume aceso em frente à tenda, por causa do frio. Irene Mendes, de Fronteira, vende olaria pintada e vidrada por si e é uma fã incondicional deste evento. Participa «no “24 Horas” desde o primeiro ano, já lá vão treze» e promete continuar. Já a dona da padaria «Forno do Monte», de Sousel, que tinha à venda broas de mel e as famosas «costas» alentejanas, participou pela primeira vez e se a coisa correr bem, é natural que regresse. No entanto a crise, fez mossa no negócio. António Serrano, alfacinha de gema e feirante profissional, garante que se vendeu muito menos frangos e feijoadas este ano. «Já na Golegã», local de onde estiveram na semana passada, «se notou uma grande quebra. Dantes as pessoas pediam uma dose de feijoada para cada um, agora uma dá para três…». Depois de terem estado nas feiras do Cartaxo, Golegã e na prova de Fronteira, vão de armas e bagagens até Serpa, dar de comer a «um casamento cigano», depois entram no defeso até Março, altura em que voltarão a correr o país com a cozinha às costas e, em Novembro de 2011, «com crise ou sem crise», estarão, de certeza, em Fronteira, promete. w

A jornada 8 da Divisão de Honra de Évora não trouxe alterações no topo da classificação já que os quatro primeiros venceram os seus opositores. O Lusitano e o Oriolenses conseguiram até golear os seus adversários (5-0) respectivamente Santiago Maior e Giesteira, este último a jogar em casa. O líder Redondense foi a Estremoz ganhar ao Calipolense por 2-0, enquanto o Escouralense, segundo classificado, venceu em Viana do Alentejo por uma bola a zero. O Monte Trigo, que tem os mesmos 18 pontos que o Lusitano, ganhou o dérbi de Portel, pela margem mínima (1-0), e continua a ver o primeiro a quatro pontos. Nos outros jogos o Perolivense recebeu e venceu o Bencatelense (1-0) e o Borbense ganhou em casa ao Canaviais (3-1). Na próxima jornada, dia 5 de Dezembro, jogam-se as seguintes partidas: Sp. VianaMonte Trigo; Portel-Giesteira; OriolensesPerolivense; Bencarelense-Calipolense; Redondense-Borbense, Canaviais-Lusitano; Escouralense-Santiago Maior.

Distrital de Portalegre – 1ª Divisão

O Elvas não desarma Na série A, o Fronteirense somou a sua sétima vitória, frente ao Monfortense (3-2), confirmando o lugar de liderança com 26 pontos, mais dois que o Gavionenses que esta semana folgou e ficou com menos um jogo. O Santo Amaro bateu o Gafetense (2-0); o Alpalhoense perdeu em casa com o Castelo de Vide (0-2); e o Montargilense venceu o Portus Alacer (1-0). Na série B, O Elvas, até agora, não deu hipóteses a ninguém: 13 jogos, 13 vitórias, 39 pontos, 39 pontos marcados, 9 sofridos. No entanto o Campomaiorense segue na peugada, com menos três pontos, fruto da derrota com o líder. Esta semana os homens da terra do café, venceram o Portalegrense por 3-1. Nos outros jogos os resultados foram os seguintes: Alegrete, 2 – Santa Eulália, 1; Arronches, 5 – Esperança, 0; O Elvas, 2 – Degoladense, 1.

Distrital de Setúbal

Árbitro agredido em Grândola Não chegou ao fim o jogo referente à 9ª jornada do Campeonato Distrital de Setúbal que punha frente a frente o Grandolense e o Olímpico do Montijo. Aos 83’, quando o resultado se encontrava em 2-3, favorável aos actuais líderes da prova, Nuno Chaves, jogador da casa, alegadamente, agrediu o árbitro Mauro Santos que resolveu suspender o jogo. O Vasco da Gama de Sines, que é segundo na geral, foi ao Amora vencer por 0-2. O União se Santiago do Cacém ainda não foi desta que se estreou a pontuar, averbando mais uma derrota, em casa, frente ao Zabujalense (0-1). Na próxima jornada os sinenses recebem o Barreirense; o Grandolense vai até à Trafaria; e o União desloca-se a Palmela.


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Évora

SEMANÁRIO

Quinta-feira Max. 11 Min. 2

Sábado Max. 10 Min. 0

Sexta-feira Max. 11 Min. 1

Domingo Max. 15 Min. 8

Pim-Teatro na Biblioteca Pública

Um “Palhacello” para miúdos e graúdos José Pinto de Sá

“Palhacello”, que é como quem diz “desconcerto para palhaço e violencelo”, é o título do espectáculo que o Pim-Teatro leva à cena na Biblioteca Pública de Évora, com estreia no sábado, dia 4. Uma violoncelista e um palhaço encontramse ou desencontram-se, brincam, cantarolam e bailam com música de verdade e sons mirabolantes, recorrendo a jogos gestuais para construir um humor simples e ingénuo capaz de comunicar com públicos de todas as idades. Produzido e concebido pelo Pim-Teatro, ´”Palhacello” é dirigido por Osvaldo Maggi e interpretado por Diogo Duro, o palhaço, e Mariana Correia, a violoncelista. Utilizando um dispositivo cénico de grande simplicidade, o espectáculo adapta-se harmoniosamente ao espaço da Biblioteca Pública de Évora, onde vai estar em cena até terçafeira, dia 7 de Dezembro. Ao fim-de-semana, as sessões têm início às 16h30 e destinam-se ao público em geral, a partir dos 4 anos de idade. De segunda a sexta-feira, e já a partir de hoje, há sessões reservadas às escolas, com início às 10h00 e às 14h30. w PUB

Região tem novo slogan e novos materiais promocionais

Alentejo tempo para ser feliz w

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Os divertidos encontros e desencontros de um palhaço e de uma violoncelista são o tema de “Palhacello”, o espectáculo de música e humor que o Pim-Teatro apresenta na Biblioteca Pública de Évora.

Carlos Júlio

“Nós temos que ser os primeiros”. A frase é de Ceia da Silva ao REGISTO a propósito da apresentação da nova imagem e da nova assinatura do Alentejo enquanto destino turistico. O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo considera que esta é “uma forma de dizer aos mercados que temos no Alentejo uma imagem cada vez mais distintiva e um destino e de excelência que está preparado para os receber com a marca dessa excelência”. “Os turistas são pessoas que trabalham todo o ano e que depois tiram 3 ou 4 dias e querem que esse seja um tempo passado o melhor possível e o nosso dever, enquanto região, é proporcionarmos a esses turistas a satisfação desse objectivo e fazer com que

passem no Alentejo os melhores momentos da sua vida” disse, ao REGISTO, Ceia da Silva acrescentando que “a mudança de imagem é algo que acontece com todas as empresas e entidades que querem ser competitivas”, daí que, “mantendo os valores de sempre a que o Alentejo é fiel, como a autenticidade, o carácter e a força que esta região tem” se tenha decidido “renovar a imagem”, tornando-a “mais atractiva e mais humanizada”. Quanto à nova assinatura – Alentejo, tempo para ser feliz – Ceia da Silva considera que “o tempo é um valor cada vez mais precioso e este tempo no Alentejo é preciso que seja valorizado.” Segundo a Draftfcb, a empresa que desenvolveu este novo conceito “a nova estratégia de marca posiciona o Alentejo como uma paragem na rotina do

dia-a-dia, enquanto a escolha da Região para passar férias ou fazer uma visita significa poder experienciar um destino verdadeiramente genuíno. Tranquilidade e diversão saudável são contrastes associados a este destino”. A imagem do Alentejo será promovida através de uma campanha de publicidade na imprensa, rádio e internet. Estão ainda previstas outras acções promocionais, nomeadamente a criação de brochuras, guias de produtos, roteiros, filmes, mini-spots e a dinamização constante dos Media Sociais. “Férias em família”, “Escapadelas a dois”, “Mochila às costas” e “Seniores activos” são os quatro segmentosalvo do plano promocional, que visa aumentar a notoriedade do destino e potenciar o crescimento turístico na Região, contrariando a tendência de sazonalidade. w


RegistoED-131