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www.registo.com.pt

Director Nuno Pitti Ferreira | 25 de Novembro de 2010 | ed. 130 |0.50 euros

SEMANÁRIO

Estremoz

Ervidel

Évora

Juventude

À mesa na Cozinha dos Ganhões

Ainda há vinho da talha

Histórias ao sábado de manhã

Na Tapadinha à procura da liderança

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Partidos políticos ouvidos pelo REGISTO analisam e antecipam consequências e cenários da paralização de ontem

Bravo Nico, deputado do PS

O dia a seguir à Greve Geral

A greve geral não é um cartão vermelho ao Governo 12/13

Às 20 horas de terça-feira começou oficialmente a Greve Geral em Évora, quando a totalidade dos 24 trabalhadores da recolha de lixo não compareceu ao serviço. À hora do fecho desta edição (fim da noite de 3ª feira) havia já sinais de grande

adesão à paralização nos serviços de higiene de várias Câmaras Municipais e noutros serviços que trabalham por turnos. Durante o dia, o REGISTO pediu aos diversos partidos políticos com assento parlamentar, através dos seus represen-

tantes em Évora, que analisassem as consequências desta greve geral. Opiniões diversas, mas uma tónica constante: a greve é um direito que assiste aos trabalhadores, mas não terá “grandes consequências políticas”. 5

Hoje: Évora comemora 24 anos de Património da Humanidade 24 Horas de Fronteira / TT Vodafone

Começa amanhã 13ª edição

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“Amigos dos animais” exigem “afastamento” dos responsáveis

Universidade confirma que recebe “alguns animais vivos” do canil municipal Esta semana dezenas de “amigos dos animais” protestaram frente à Câmara de Évora e exigiram a demissão do veterinário municipal, que acusam de “eutanasiar” os animais, alguns saudáveis, em vez de promover mais adopções. Manifestações que aconteceram numa altura em que foram divulgadas várias notícias que dão conta de que a Universidade de Évora tem recebido animais vivos, do canil, como cobaias para experimentações no Curso de

Medicina Veterinária. O responsável pelo Hospital Veterinário da Universidade já veio confirmar que “pontualmente” recebe “animais vivos”, acrescentando que “se houver lugar a uma intervenção cirúrgica é sempre praticada sob anestesia profunda, da qual não acordam. É aquilo, que mesmo nos humanos, se considera eutanásia de luxo, nem sequer a agonia ante morte os animais sofrem”.

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A abrir

Paulo Nobre

A liberdade de expressão é o garante da democracia. Esta edição do REGISTO fecha um dia antes da greve geral, embora chegue às bancas um dia depois. Através da voz de quem tem responsabilidades partidárias no distrito, tentamos perceber os efeitos da primeira greve geral em 22 anos convocada pelas duas centrais sindicais. Uma edição onde o deputado socialista Bravo Nico afirma que Portugal, apesar da crise, está estruturalmente em melhores condições para enfrentar e combater a crise. Em combate estão também as forças vivas da cidade que em movimento espontâneo – a que se associaram alguns partidos – afirmaram uma luta pela defesa dos animais com manifestações frente ao município. Numa altura em que se intensifica a luta contra um sistema estafado, que tem feito gato sapato das finanças públicas, obrigando o contribuinte a cada vez mais e maiores esforços e sacrifícios em prol de uma saúde financeira metastizada por uma cancerosa forma de gestão indigna de qualquer merceeiro, deixam-se para segundo plano outras lutas imperiosas que não devemos nem esquecer, nem voltar a cara. A liberdade não é um direito intrínseco. Eterno. A liberdade não foi conquistada em abril. A liberdade tem de ser objeto de luta diária para que todos os dias seja conquistada. A liberdade não é uma coisa natural na qual nos encaixamos. A liberdade é um estado resultante de uma luta permanente pelos mais elementares direitos e garantias do cidadão. Esquecer isto é deitar a perder anos e anos de luta continuada por gente que da esquerda à direita – porque a luta pela liberdade não é exclusivo das esquerdas – nunca se deixou subjugar pelo quase meio século de escuridão vivi-

dos neste país. A liberdade de expressão tem na folha de jornal, quiçá, o mais nobre estandarte. Daí que a história seja pródiga em episódios de forças que constante e permanentemente as tentam bloquear. No passado era o lápis azul. Na atualidade há bicos de cores variadas. Évora tem história de resistências, de batalhas travadas no terreno e sustentadas em páginas de jornais que corajosamente enfrentaram medos e barreiras tentando difundir ideias e ideais. Das lutas dos trabalhadores agrícolas, à defesa dos valores republicanos no princípio do século XX, por exemplo, em que chegaram a publicar-se nesta cidade sete – salvo erro ou omissão -, repito, sete jornais. Lutas do passado, é certo, mas todas elas com o mesmo valor fundamental: a defesa e o debate das ideias. Sempre enfrentando e legitimamente questionando os poderes instituídos. Há muito que Évora perdeu o hábito. A tradição – palavra às vezes terrível para designar um hábito quando quase sempre carece de marca de tempo definida – aqui tem 40 e tal anos. Anos de convivência com os regimes e os poderes vigentes. Essa é, nesta cidade, a marca de um sucesso consolidado em torno de um projeto familiar superiormente dirigido com objetivos concretos e definidos – como o sonho do poeta. Em Évora, desperdiçar energias a seguir essa tradição é perder o jogo à partida. O caminho, aqui, passa por tentar outros tabuleiros. É caminho mais ínvio e traiçoeiro, mas o único que incomoda quem governa, provoca a ira dos que mandam. Simplesmente porque... questiona. Porque pergunta e não esconde. Nem se esconde. Não seguir este caminho é não perceber a seminal missão de informar reservada a uma página de jornal. Um jornal não é uma folha de couve. É um nobre instrumento de informação e preservação da liberdade de expressão.

Afinal têm utilidade... Pedro Henriques Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

Crónica Editorial

Efeméride 1 de Dezembro Dia Mundial de Luta contra a Sida: A palavra SIDA significa Síndroma da Imunodeficiência Adquirida, que é uma doença resultante da infecção pelo VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana). Este vírus ataca e destrói as defesas do corpo, levando a pessoa à morte. Actualmente, com as diversas terapias de combinação potentes, as pessoas infectadas vêem a sua vida prolongada em vários anos. O Dia Mundial de Luta Contra a SIDA tem como principal objectivo promover a prevenção e conscientização sobre a epidemia de HIV. A SIDA é um problema de saúde publica prioritário que necessita de uma resposta combativa a nível local, regional e nacional, para alcançar uma solução global . Para isso o indivíduo e a sociedade devem contar com informação precisa e fundamentada cientificamente.

Boa semana.

40 graus à Carne de cão? A Câmara de Évora foi esta semana visitada por uma delegação chinesa do... tcham, tcham, tcham, tchaaaammm... secretariado do Comité da Liga das Juventudes Comunistas da China. E o presidente José Ernesto Oliveira não deixou de os receber por causa disso. Ora a delegação, chefiada por Wang Hongyan, deparou-se logo à chegada à Câmara, em plena Praça de Sertório, com uma manifestação. Os chineses terão ficado em brasa, pensando tratar-se de mais uma acção de luta a favor da libertação do activista chinês Liu Xiaobo, Nobel da Paz deste ano e surpresos com tal arrivismo, logo frente ao palácio do governo. “Ninguém manda aqui?”, terá dito Wang Hongyan para Ouyang Xuemei,

2ª Secretária da Embaixada da República Popular da China em Portugal que vinha também na delegação. A delegação chinesa lá foi informada que não se tratava de qualquer protesto sobre o Nobel. “É por causa dos cães que são abatidos no canil”, informou alguém. Os chineses ficaram ainda mais surpreendidos. É que manifestações de protesto contra a China a favor do Nobel da Paz é coisa que se vai apanhando um pouco por todo o lado. Agora, os membros do Secretariado do Comité da Liga das Juventudes Comunistas da China nunca tinham visto um magote de gente estranha, empunhando cartazes por causa dos cães abatidos no canil. “Nós até os abatemos nas feiras”, terá dito a secretária da embaixada. “Ainda por cima a carne é tão boa”, terá respondido o chefe da delegação Wang Hongyan.

Floresta de Natal permanente no Parque Industrial Numa altura de cortes anunciados, até

nas luzes de Natal, devido à contenção de despesas, surpreende a iluminação das dezenas de candeeiros que transformam a noite em dia na zona do novo Parque Industrial onde irão ser construídas as fábricas da Embraer, em Évora. Os 40 graus passaram por lá uma noite destas e ficaram de boca em oh de espanto. Não se via vivalma, aquilo é um deserto, ninguém mora ali, mas as novas avenidas brilhavam de luz. “Para quantas iluminações de Natal não daria este desperdício?” interrogouse alguém, tão surpreendido, como os 40 graus.

Sócrates vem? E quando? Por falar em novas fábricas da Embraer alguém disse aos 40 graus que é estranho os trabalhos terem começado já há três semanas e José Sócrates, sempre tão diligente em inaugurações e primeiras-pedras, ainda não ter vindo a Évora assinalar o acontecimento. Os 40 graus lembraramse que, afinal, o primeiro-ministro esteve a lançar a primeira pedra das fábricas já há

mais de um ano, ainda ali não havia oubra nenhuma e que, talvez, não se justificasse a existência de duas pedras. O nosso interlocutor não se deu por vencido e retorquiu: “as fábricas são duas e não seria caso inédito. Antes do Tribunal de Ourique ser construído houve, pelo menos, três cerimónias desse género”. Ou seja: mesmo que não haja dinheiro nem obra, primeiras pedras é o que não faltam.

CCDRA com revista digital Anuncia a CCDRA em nota interna que vai relançar a revista “Alentejo –Análise Regional”, cuja edição foi interrompida em 1999, com periocidade semestral. Segundo a Comissão de Coordenação do Alentejo o próximo número é uma edição especial em suporte digital. João Cordovil é o director, Paula de Deus a directora executiva e Lília Fidalgo, Mário Simões e Lília Amando os da escrita. Os 40 graus saudam mais este colega de imprensa. Só não perceberam se a edição irá ser sempre digital. Ou se este número de Dezembro é a excepção.

Neste jornal alguns textos são escritos segundo o Novo Acordo Ortográfico e outros não. Durante algum tempo esta situação irá manterse e as duas formas de escrita vão coexistir. Tudo faremos, no entanto, para que no mais curto espaço de tempo se tenda para uma harmonização das formas de escrever no Registo, respeitando as regras do Novo Acordo


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Cidade “O que se passa no canil é da responsabilidade da Câmara Municipal”

Dezenas de “amigos dos animais exigiram demissão do veterinário municipal Carlos Júlio

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Cerca de centena e meia de manifestantes juntaram-se na passada segunda-feira frente à Câmara Municipal de Évora para exigirem a demissão do veterinário municipal e protestaram contra o que dizem ser as “ilegalidades” cometidas no canil municipal, a que o REGISTO já se referiu há uma semana. “Esterilização, sim! Abate, não!”, “Ernesto, escuta. Os animais estão em luta!”, “o canil de évora ainda vive na idade média! “os animais não votam...mas nós votamos! “os cães e gatos não são lixo urbano!” foram algumas das palavras de ordem mais gritadas. Entre os manifestantes, a maioria vestido de preto e empunhando dezenas de cartazes, era notória a revolta contra a actuação do veterinário municipal, acusado de “abusar do abate de animais2 e de “não promover a adopção”. A incendiar os “ânimos” estavam igualmente as mais recentes notícias sobre alegadas irregularidades na entrega de cães por parte do canil municipal à Universidade de Évora, para serem usados como cobaias no Curso de Veterinária (ver caixa). Ao REGISTO, a advogada Alexandra Moreira, uma das pro-

motoras da manifestação mostrou-se satisfeita com o eco que a manifestação teve junto da população em geral. “Eu penso que correu bastante bem. Já sabíamos à partida que era um horário difícil para as pessoas cá estarem (12,30). Há muita gente de todo o país que gostaria de cá estar. Temos esse feed-back das redes sociais, mas é uma segunda-feira, é hora de al-

moço e houve muita gente que não se pode aqui deslocar. Mas o número de pessoas aqui presentes deixa-nos satisfeitos, numa terra onde as pessoas não têm a tradição nem a cultura de se manifestarem”, disse ao REGISTO Alexandra Moreira. Reafirmando os objectivos da manifestação, a advogada disse que se resume, antes do mais, “ao afastamento urgente do senhor

veterinário municipal da direcção do canil” e negou qualquer contacto que a Câmara tenha feito junto dos organizadores da manifestação. “ A Câmara não reuniu connosco, aliás também não fizemos esse apelo. Penso que estas questões têm que ser tratadas com o tempo e com a cautela necessárias. Não temos hoje uma manifestação e amanhã já temos a mudança, mas a

Câmara tem que tomar consciência de que tem que resolver rapidamente esta situação. Há uma série de ilegalidades que estão a ser cometidas, que se tornaram públicas, o país está de olhos postos em Évora e no canil municipal. E o que se passa no canil é responsabilidade da Câmara Municipal”. Ainda segundo Alexandra Moreira, a contestação ao veterinário municipal “não é um ataque pessoal, mas sim à pessoa que está a dirigir o canil, que neste caso, é ele”. Todo este caso começou há pouco mais de uma semana quando foi divulgada um mail enviado por duas veterinárias, em serviço também na Câmara Municipal, dirigido aos vereadores, onde era denunciado, entre outros quais, o abate recente de sete cães, cinco deles já adoptados ou em processo de adopção. A Câmara Municipal de Évora já abriu um Inquérito interno à actuação do veterinário municipal (Ver pág. 24). Há uma semana, o veterinário em causa refutou, em entrevista ao REGISTO, todas as acusações, considerando que estava em marcha “uma campanha” contra si. w

“Uma situação macabra” se se confirmar, diz presidente da Câmara

Animais do canil municipal eram usados como cobaias na Universidade de Évora Carlos Júlio

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“Cães vivos usados como cobaias” na Universidade de Évora. Foi este o título de um artigo do Jornal de Notícias do passado dia 18 que, como é natural, causou alvoroço a nível dos defensores dos animais, já revoltados com as notícias que davam conta da forma como alegadamente os cães eram tratados no canil municipal. A notícia do JN baseava-se em depoimentos de ex-alunos do curso de Veterinária e referia que ali eram feitas “esterilizações, castrações, simulações de cesarianas e anestesias. A todas estas práticas foram sujeitos animais saudáveis enviados pelo canil municipal para a Universidade de Évora e ser-

virem de “cobaias” a alunos do curso de Medicina Veterinária. Depois, eram abatidos. O REGISTO tentou apurar a veracidade destes factos. Diversos depoimentos que recolhemos foram no mesmo sentido, embora todos os nossos interlocutores se tenham recusado a deixar o anonimato. Foi-nos referido também que “ao contrário do que se quer fazer crer o fornecimento de animais por parte do canil à Universidade não eram esporádicos, mas sim regulares e muitas vezes semanais”. Alexandra Moreira, uma advogada ligada à Campanha Nacional pela Esterilização disse ao REGISTO, que “nos termos do decreto-lei 276 de 17 de Outubro de 2001, decorrido o prazo legal dos 8 dias em que

os donos dos animais os podem reclamar junto do canil, as Câmaras podem cedê-los a particulares ou a associações zoófilas legalmente constituídas. Desde logo estava vedada a cedência à Universidade destes animais e ainda para mais para servirem de cobaias nas aulas práticas. Isto é indecoroso!” Confrontado com esta situação, o presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto Oliveira disse desconhecer o assunto, mas que seria “macabra” se se confirmasse. Sabe-se que a Câmara de Évora tinha com a Universidade um protocolo que visava a incineração dos animais abatidos no canil, mas apenas isto. A Câmara mandou instaurar um inquérito para averiguar esta questão, bem como a Or-

dem dos Veterinários. Ouvida pela comunicação social a bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, Laurentina Pedroso, manifestou-se contra o uso de animais vivos como cobaias.

UE confirma utilização de animais vivos A posição da Universidade está expressa num comunicado assinado pelo director do Hospital Veterinário da Universidade de Évora, Luís Tirapicos Nunes, e que pode ser lido na página da UE na Internet. Aí afirma-se que “aos alunos de medicina veterinária da Universidade de Évora é facultada a possibilidade de aprender em contexto de hands on. Preocupa-nos que os alunos adquiram conhecimen-

tos e adquiram competências e que no day one (dia seguinte à conclusão do curso) saibam fazer de forma responsável e competente as tarefas para que estão habilitados profissionalmente, respeitando a ética e a deontologia” e acrescenta, confirmando o uso de animais vivos como cobaias, “pontualmente, pedimos que nos sejam enviados alguns animais vivos cuja eutanásia esteja eminente, comprometendo-nos a usar os animais cumprindo as mais rigorosas regras de ética, se houver lugar a uma intervenção cirúrgica é sempre praticada sob anestesia profunda, da qual não acordam. É aquilo, que mesmo nos humanos, se considera eutanásia de luxo, nem sequer a agonia ante morte os animais sofrem.” w


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Opinião

O leme e a tormenta capoulas santos Eurodeputado

A história explicará um dia o que foi a crise económica e financeira que assolou o mundo e atingiu Portugal no início do século XXI. E registará quem segurou o leme no meio da tempestade. Duvido contudo que alguém se lembre dos que buscaram abrigo em terra, aguardando que a tormenta passasse, com a esperança de poder vir a segurá-lo, após certificação de que a nau estava em condições de navegar. Não se trata de história trágico-marítima mas de uma imagem que ilustra bem a actual situação politica portuguesa. Houve eleições em Portugal há pouco mais de um ano, depois da mais vergonhosa e

Guerra ao Estado Social Carlos Moura Engenheiro

Jurando fidelidade ao Estado Social o Governo Sócrates vai, com pretextos de diminuição dos gastos públicos, destruindo e degradando tudo o que é sistema de segurança social e serviços públicos. Não bastando as escolas, os hospitais ou os transportes, a última novidade é a destruição da ADSE, o sistema que garante protecção na doença aos funcionários públicos, esses mesmos que gozando já dos mais baixos regimes salariais viram ainda cortados os seus rendimentos em 5%. Este sistema que foi criado, pasme-se, em 1963, garante que os funcionários públicos, mediante o desconto de salário obrigatório, possam recorrer a cuidados

Cartas ao REGISTO Violência doméstica: continua e mata mais do que em 2009 Ana Beatriz Cardoso Advogada

Segundo os dados anunciados pelo Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR este ano já foram 39 mulheres assassinadas por violência doméstica, mais dez que no ano passado. Na maioria destes casos (64%) a vítima ainda mantinha relacionamento com o agressor, em 20% das situações a relação já havia terminado. Os distritos em que se registam mais casos de homicídio são Lisboa (8), Setúbal (8), Porto (9) e Madeira (4). A maior

sistemática campanha para abater um primeiro-ministro de que há memória. Contra tudo e contra todos, o PS, ainda que apenas com maioria relativa, ganhou folgadamente. O primeiro gesto do vencedor foi lançar convite aos demais partidos para avaliar a possibilidade de se abrir uma negociação visando criar condições de governabilidade e de estabilidade politica absolutamente necessárias face à situação politica internacional e às suas consequências internas. É aliás o que sucede em toda a Europa como foi recentemente demonstrado no Reino Unido, onde até existe um sistema eleitoral que facilita a obtenção de maiorias, e onde, há muitos anos, não se verificava um situação de maioria relativa no parlamento. Em poucos dias, liberais e conservadores puseram-se de acordo, abdicando ambos de aspectos importantes dos respectivos programas eleitorais, para dar estabilidade ao país em momento de crise. Entre nós, a resposta foi o que sabe. Todas, sem excepção, desde a oposição retórica até à que pretende ser responsável e alter-

nante, disseram simplesmente não e tudo têm feito desde então para dificultar a acção governativa. O mais recente e ridículo episódio foi a novela do orçamento de Estado. Sem coragem para uma recusa categórica e para assumir a responsabilidade da abertura de uma crise politica que seria a sua consequência lógica, o principal partido da oposição ficou-se pelo suspense e pelo descarte de responsabilidades. Surpreendeu-me a cedência à chantagem e até a quase humilhação a que o Ministro das Finanças, desnecessariamente, se sujeitou. Ultrapassada a falsa “crise do orçamento”, voltou a carga de cavalaria. Enquanto “comentaristas” escolhidos a dedo de entre as fileiras da oposição ou de ressabiados da situação, de que o ex-ministro das Finanças Campos e Cunha é o maior expoente, “colunistas” e outros que tais, continuam, até ao enjoo, a sua cruzada em tudo o que é jornal, estação de rádio ou canal de televisão.

E uma nova solução para os problemas do país, em diferentes variações, parece ter sido agora encontrada por alguns notáveis da nossa praça como Paulo Portas, Pacheco Pereira ou António Capucho: uma coligação do PS com um ou mais partidos da direita mas com outro primeiro-ministro. Um, obviamente ao seu gosto, e por eles escolhido. Isto é, pondo a mexer, precisamente, a única pessoa que cometeu o pequeno pecado de ganhar as eleições. Enquanto isso, as exportações cresceram mais do que o previsto, o crescimento do PIB excedeu as previsões do Governo e da OCDE e o país continua a resistir às investidas dos mercados financeiros. E vários líderes mundiais reconheceram em Lisboa, aquando da Cimeira da NATO, a justeza e a coragem das medidas de contenção que estão a ser executadas. Quando a tempestade amainar, os portugueses saberão bem quem esteve firme no leme. E também espero que não esqueçam as patrióticas gaivotas que preferiram ficar seguras em terra.

de prestação de saúde e a assistência medicamentosa a custos mais acessíveis. O facto de provir ainda do tempo do fascismo mostra apenas que até então se reconhecia que os funcionários públicos, por auferirem salários mais baixos em relação às competências, se encontravam entre os mais desprotegidos da sociedade. Ao propor o fim da obrigatoriedade da ADSE, o que o Governo vai promover é que aqueles que mais ganham, e que podem recorrer a outros sistemas, se retirem e com eles as suas contribuições. Quem sobra? Sobram aqueles que menores contribuições fazem donde desequilibra-se financeiramente o sistema. Uma vez desequilibrado basta propor o seu fim para não aumentar os gastos e comprometer o défice. Brilhante não? Os ricos nada perdem e os pobres vêem-se cada vez mais sem qualquer protecção do Estado, esse Estado para o qual trabalham. Mas só por alucinação colectiva se poderia rejeitar Sócrates e promover Passos Coelho. Se um jura defender o Estado Social e

o destrói, o outro nem sequer faz segredo que a sua receita iria ainda mais além na velocidade da destruição dos benefícios sociais dos portugueses. Aliás isso ficou mais do evidente com o acordo do Orçamento de Estado, esse mesmo Orçamento que se não fosse aprovado iria colocar os juros da dívida nos píncaros e afinal mal que o foi, lá foram para os píncaros os juros da tal dívida, deixando à mostra a mistificação e a falácia que a bancarrota significava. Como bem notaram alguns investigadores o Orçamento de Estado e as condicionantes a ele associados, de que a destruição da ADSE, a privatização do que resta dos transportes públicos, ou dos Correios, o encerramento de hospitais e sua venda ao imobiliário são apenas alguns exemplos, foi gizado e negociado por todo o tipo de interesses financeiro, nenhum dos quais mandatado eleitoralmente pela população, mostrando cabalmente o significado que democracia tem quer para PS quer para PSD. Só serve quando os serve.

Nunca em toda a história do Portugal democrático se viu semelhante ataque aos serviços sociais do Estado e, pese embora várias vezes se tenha tentado denegrir o Estado Social, destruir a sua capacidade de regular os processos económicos, de passar para mãos privadas os recursos e meios, se tenha degradado propositadamente o ensino, a prestação de cuidados de saúde ou o acesso aos bens culturais, jamais foi tão clara a convergência de Bloco central com vista a atingir estes objectivos. Não basta ficar a falar, a lamentar e seguramente não se pode acatar pacatamente aquilo que nos querem vender como inevitável. A última inevitabilidade, que eram os juros da dívida, mostrou-se falsa na primeira curva do caminho e quem prometeu que não iria impor mais “sacrifícios” por impossíveis prepara-se já para que outros, como o FMI, os proponham por ele. Chega de enganos e trapaças, merecemos como povo um rumo melhor e uma política diferente.

percentagem de vítimas tem entre os 36 e os 50 anos (36%), seguida da vítimas entre os 24 e os 35 anos (31%), entre os 18 e os 23 anos (25%). No que respeita às tentativas de homicídio são mais atingidas as mulheres que têm entre os 36 e os 50 anos (35%). Já os que praticam o homicídio, a maioria têm entre os 35 e os 50 anos (43%) e mais de 50 anos no caso de tentativa de homicídio. Infelizmente, em 20% destas situações aqui descritas os agressores além de matarem a mulher, mataram também uma outra pessoa, quase sempre um filho que acompanhava a mãe. Estas vítimas, antes de serem mortas, passaram a vida a ser sujeitas aos mais diversos maus tratos pelo agressor, muitas das vezes à vista de vizinhos e familiares, e

muitas vezes a única resposta encontrada foi encaminhá-las para a psiquiatria: como se fossem elas as loucas. Na maioria das situações ocorridas, neste ano, já havia sido apresentada queixa, o que nos faz reflectir sobre a apreciação que é feita do risco de vida em que muitas mulheres estão. Este risco não deve ser menosprezado pelas polícias, mas muito especialmente, não o deve ser pelos Tribunais. Se não forem tomadas medidas mais preventivas irão continuar estes números de mortes. Uma destas medidas preventivas passa pelo acolhimento destas mulheres em risco em Casas Abrigo. Segundo Elza Pais, Secretária de Estado para Igualdade, neste momento estão acolhidas em Casas Abrigo, em Portugal, cerca de 1533 mulheres e crianças que foram vítimas de violência

doméstica. Mas, o que fazer quando a maioria das mortes se deve a ciúmes doentios, à vontade de dominar e controlar exclusivamente a mulher, a quem não se deixa falar com a família, amigos, muitas vezes nem trabalhar, e de quem se espera que sirva e que corresponda a um modelo de submissão e de serviço em nada compatível com os novos modelos de vida? Sem que haja uma efectiva educação para a paridade entre homens e mulheres, dos afectos, da responsabilidade e entrega nas relações, respeitando o outro, ou a outra, continuarão a haver muitas mortes, ou muitas prisões. E não se quer nenhuma destas soluções, mas sim que a violência deixe de ser A solução nas relações entre os casais para os inevitáveis conflitos e divergências.


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Sociedade Líderes distritais dos partidos em Évora têm leituras diferentes sobre consequências da greve geral

O dia seguinte Paulo Nobre

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Devido aos efeitos da greve na gráfica que imprime o REGISTO, esta edição teve de ser fechada na terça-feira à noite, horas antes do início da greve, pelo que não nos é possível falar de números nem refletir os seus efeitos. Para que o assunto da semana não ficasse de lado, fomos ao encontro dos líderes distritais de Évora dos diferentes partidos com assento parlamentar para percebermos as consequências que poderão advir desta greve geral que pela primeira vez em 22 anos juntou as duas centrais sindicais. Para Costa e Silva, uma greve “muito participada” é um sinal “muito importante, porque simboliza o descontentamento forte das pessoas e dos trabalhadores em relação a este governo”. Na hipótese de os números serem fortes na adesão ao protesto, o recém eleito presidente da Comissão Política Distrital de Évora do PSD, entende que o Governo “deve tirar ilações e perceber que as pessoas estão muito preocupadas com o que se passa no país, com o seu nível de vida e os seus postos de trabalho”. Costa e Silva PUB

chama a atenção que o país está uma taxa de desemprego 10,9 por cento o que configura uma “situação altamente preocupante, tanto mais que vamos ter um 2011 que já sabemos que vai ser um ano muito restritivo, cheio de cortes e problemas”. Já Capoulas Santos entende esta greve geral como “um direito legítimo, constitucionalmente consagrado que qualquer democrata tem o dever de respeitar”, mas não vê que dela possa haver quaisquer resultados. “Não tem nenhumas consequências políticas”, afirma perentório o presidente da Federação de Évora do PS. O líder distrital do PSD, Costa e Silva, “não vê a greve de forma negativa” e entende ser “justa tendo em conta as circunstâncias em que o país se encontra”. Do lado oposto, Capoulas Santos entende que além do “livre exercício do direito de opinião” numa altura em que “é fácil estar contra a austeridade”, o líder da Federação do PS diz ter pena que esta greve seja “uma energia mobilizada para ser contra”. “O problema, como se sabe, é que que não há alternativa, por isso, pessoalmente preferiria que toda essa energia das pessoas

Luís Pardal

“Esta greve faz Sócrates rir, diz o líder distrital do CDS Luís Assis.

que vão fazer greve fosse mobilizada a favor de qualquer coisa. Infelizmente não me parece ser o caso”, afirma Capoulas Santos.

Remodelação e sério aviso Miguel Sampaio, dirigente do Bloco de Esquerda, na terça-feira à tarde não punha quaisquer dúvidas em relação à “forte adesão” à greve em todo o país e no Alentejo, acreditando ser um momento que marcará “um ponto de rutura, um separar das águas”. “Por um lado creio que vai unir a esquerda em torno de objetivos comuns e mais consistentes de combate consertado à ofensiva neo-liberal. Por outro lado irá forçar a própria direita, e aqui incluo o governo do PS, a demarcar águas, ficando a situação mais clarificada”, sublinha o dirigente do Bloco de Esquerda. Também à esquerda, do lado do PCP “julgamos que o governo e as políticas de direita vão ter de refletir melhor sobre o modelo

de desenvolvimento do próprio país”, é a ideia expressa pelo líder da DOREV. Para João Pausinho, a marcação da greve geral “por si só, constituiu logo uma vitória por parte dos trabalhadores” e na tarde de terça feira o dirigente comunista dizia esperar “uma grande, grande” greve geral, a mostrar o “profundo” descontentamento da população com o governo e as suas políticas. O dirigente comunista espera “que o governo não olhe esta greve com indiferença e arrogância, mas como um sério aviso sobre não só necessidade de mudar de política, mas também que se vá buscar o dinheiro ao setor financeiro e ao grande capital, já que foram eles que provocaram a crise”. Miguel Sampaio não acredita que, em termos práticos, “exista uma inflexão das políticas governamentais, de exploração, de corte nos rendimentos dos trabalhadores e dos reformados, cortes na Saúde e de aumentos nos custos da Justiça” e o dirigente do

Bloco de Esquerda adivinhava já na terça-feira a atitude do governo perante a greve geral. “Vai fazer aquilo para o qual se foi preparando. Primeiro desvalorizar a greve com a subsequente guerrilha dos números. Depois fazer aquilo para o qual estão também já preparados que é promover uma remodelação governamental que irá, muito provavelmente, reforçar a posição de Sócrates com o beneplácito do Presidente da República”. O dirigente do BE não tem dúvidas que a greve irá provocar “alterações pontuais” na política governamental, mas tem a certeza que o que vai acontecer é o que chama “mais do mesmo”. E cita Leopardi: “há que mudar para que tudo fique na mesma”.

O riso de Sócrates Para o líder da distrital de Évora do CDS, esta greve irá “muito provavelmente gerar o riso de Sócrates”. Luís Assis entende que “a insensibilidade deste primeiroministro que vive num país que ele criou, mas que não é o real”, há de levar com que “Sócrates faça as contas e venha dizer que este mês até foi melhor para o défice”, uma vez que não precisou de pagar a quem fez greve. De resto, para o líder do CDS no distrito, esta greve serve mais para “ver a força mobilizadora da esquerda, BE e PCP, junto dos trabalhadores”, porque consequências para o governo “não terá nenhumas”. “O efeito que esta greve poderia ter era a queda do governo. Como isso não pode acontecer agora, não tem quaisquer consequências”, conclui Luís Assis. w

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U m a q u e stão de saber


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25 Novembro ‘10

Opinião Falsa politica e verdades no feminino Sónia Ramos Ferro

Jurista e Deputada Municipal

Segunda-feira, dia 22 de Novembro de 2010. Depois do dia de trabalho e das tarefas domésticas, tento um momento de descanso em frente à televisão para ver as notícias. São 22.25H, exactamente. Três televisões em simultâneo transmitem entrevistas com membros do Governo. O Primeiro-ministro José Sócrates fala na SIC notícias, sobre a Cimeira da NATO, o Ministro da Defesa Augusto Santos Silva é entrevistado na TVI sobre uma eventual remodelação governamental e o Ministro da Justiça fala das remunerações dos juízes na RTP 2. Mais tarde, na RTP 1, a

Cartas ao REGISTO Exercício do direito de resposta Alexandra Reis Moreira CNE-Núcleo de Évora Ao abrigo do disposto nos artigos 24.º e 25º da Lei de Imprensa, o Núcleo de Évora da CNE, vem comunicar, para publicação, no âmbito do direito de resposta, o seguinte: Em entrevista publicada na edição n.º 129, de 18-11-2010, a fls. 5, desse semanário, o Sr. Dr. António Flor Ferreira, na qualidade de veterinário municipal e de responsável pelo Centro de Recolha Oficial de Évora (vulgo canil Municipal) faz afirmações que, para além de erróneas, são susceptíveis de afectar o bom nome e reputação deste Núcleo, dos seus elementos e, bem assim, da própria Campanha pela Es-

Ministra do Trabalho e da Segurança Social participa num debate televisivo, sobre a greve geral agendada para dia 24 de Novembro. Difícil coincidência, tanto socialista em directo. De facto, a máquina partidária continua oleada e a funcionar de forma consistente. O marketing político é uma constante neste Governo. É aliás, o seu timbre, não deixa outra marca, além do descalabro orçamental. Depois de ter sido acusado de inactivo, esgotado e sem ideias este Governo parece querer dar a imagem de que está vivo. Qual remodelação governamental! Na justiça, por exemplo, o Ministro Alberto Martins é tão discreto que não se dá por ele. Já o seu orçamento ministerial chama a atenção. O “buraco” financeiro no Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça, que já levou o Tribunal de Contas a fazer diversos alertas, já deve ter atingido os 500 milhões de euros, contribuindo muito para isso, o arrendamento de edifícios que

o Ministério insiste em fazer. Conhecemos alguns exemplos na bonita cidade de Évora. Relativamente às horas extraordinárias, o Ministério da Justiça não só não fez um esforço de redução para 2011, como a previsão de pagamento de horas extraordinárias agravou em 30,4% essa despesa, prevendo gastar mais cerca de 5,6 milhões de euros em horas extra. O mau exemplo vem de cima, do Gabinete do próprio Ministro da Justiça, cuja despesa com trabalho extraordinário subiu 57,3%. Este é um bom exemplo do esforço orçamental do lado da despesa que o Governo oferece, ou seja, mais gasta quem pode, paga quem deve. Afinal, a crise é só para alguns. A este ritmo bem podem aumentar impostos porque não há receita fiscal que aguente! Blindados procuram-se. Na Defesa, que dizer de Santos Silva? É um homem do partido, que não perde uma oportunidade de sair – isso sim - em “defesa” do Governo e sem sentido de Estado. Não tem o menor perfil

para Ministro, muito menos da Defesa. Em vez de se defender da remodelação em horário nobre, melhor seria se explicasse onde param os blindados comprados à pressa para a Cimeira da NATO e que afinal não marcaram presença, sequer chegaram atrasados como o inconfundível Berlusconi. Muito grave é o número de mortes provocado por crimes de violência doméstica. Trinta e nove mulheres assassinadas este ano, na sequência directa de agressões, somando-se mais onze que morreram por causas associadas às agressões. E é tanto mais grave quanto nada se tem feito nesta matéria, além de alguns cartazes apelativos. A temática não tem sido tratada com a seriedade que merece e o n.º de vítimas mortais regista já um aumento de 34% face a 2009. Há muito para fazer numa sociedade que encontrou uma forma cobarde de destilar as suas frustrações. Não basta falar em igualdade de género e de oportunidades e celebrar o dia da mulher com flores.

terilização, enquanto movimento de cidadãos organizados. O referido senhor faz referência a uma reunião realizada no dia 09-11-2010 entre aquele e o seu superior hierárquico, Eng. Joaquim Costa, por um lado, e quatro dos elementos da CNE – Évora, por outro, com vista à definição de uma plataforma comum para implementar a Campanha pela Esterilização em Évora. Nesse âmbito, a CNE – Évora propôs a aplicação pela Câmara Municipal de Évora do modelo RED (recolha, esterilização e devolução ao meio de origem) de gatos de rua, com vista ao controlo da população das colónias de gatos silvestres, ao abrigo do disposto no art. 21,º do DL 276/2001, de 17-10, alterado pelo DL n.º 315/2003, de 17-12, e à semelhança do que tem sido praticado por diversas Câmaras Municipais (Valongo, Oeiras, Olhão, Lourinhã…), conforme extensa documentação entregue ao Eng. Joaquim

Costa. Face a tal proposta, o Sr. Dr. Flor Ferreira declarou que tal prática era “ilegal” e que “essas Câmaras tinham cometido ilegalidades”, porque no seu entendimento, “todos os animais errantes e vadios, sem excluir os gatos, só podem andar na via pública na presença do detentor e de trela, e se necessário, açaime, afirmação esta que gerou perplexidade total por parte das representantes da CNE, no que respeita aos gatos, o que aquele repetiu terem que cumprir os referidos requisitos para poderem andar na via pública; mais declarou que “por ele todos os animais errantes e vadios, gatos e cães, seriam capturados e metidos no “seu canil” de forma a “não haver nenhum animal errante ou vadio nas ruas”. As representantes da CNE informaram que a Ordem dos Médicos Veterinários, já tinha declarado que não existia qualquer impedimento legal à prática pelas Câmaras de campanhas de esterilização, ao abrigo do citado

art.º 21.º, parecer que foi exibido, o que o referido Sr. Dr. declarou ser uma “mera opinião”, mas que “ele tinha outra”. O diálogo mantido entre as representantes da CNE e o senhor entrevistado sobre esse tema decorreu exactamente como se transcreveu. Face ao exposto, lamentamos e repudiamos com veemência a forma como aquele senhor, ademais veterinário municipal e prestando declarações nessa qualidade, se refere às quatro representantes da CNE, presentes numa reunião oficial, comentando publicamente que a proposta feita “é inadmissível, isto só pode partir de mentes que é melhor nem classificar, porque tudo isto é uma aberração completa”. O comportamento descrito é ofensivo e altamente impróprio por parte de alguém com as responsabilidades em causa, o que consideramos, isso sim, inadmissível, e do que também daremos conhecimento à Câmara Municipal de Évora.

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ÉVORA

Comércio do centro histórico com promoções

Depois das dúvidas e da polémica sobre as iluminações de Natal, no centro histórico de Évora, a Câmara e a Associação Comercial encontraram uma solução, de acordo com os interesses dos comerciantes da cidade. Assim, ficarão iluminadas a Praça do Sertório Praça do Giraldo, Largo

1.º de Maio, Portas de Avis, Praça Joaquim António de Aguiar, Largo das Alterações, Largo Álvaro Velho e Largo da Sé. A ACDE vai, ainda, disponibilizar árvores de Natal, com iluminação, integrada, para os seus Associados, caso estes o entendam. Consciente da importância que a época que se avizinha tem como motor da economia local, a Direcção da ACDE, propôs, também, aos seus associados que “promovessem horários alargados e promoções”, durante todo o mês de Dezembro, certos de que esta medida em “muito pode beneficiar o comércio local e fidelizar os compradores,

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evitando a sua saída para outras zonas comerciais envolventes da cidade, região ou até mesmo da extremadura espanhola..”. Nesta estratégia a ACDE envolveu também a TREVO que irá alargar os horários dos transportes públicos. Como já vem sendo habitual, a Associação Comercial de Évora vai desenvolver uma campanha de recolha de brinquedos que serão posteriormente entregues a instituições de solidariedade da cidade e distrito, colocando, para o efeito, duas arcas uma no centro da Praça do Giraldo e outra na porta da Associação Comercial.

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Programa


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25 Novembro ‘10

Sociedade Associação Olhar Positivo

Exposição e Roda de Leitura

Noite “Love Is In The Air… Diz Não à Violência no Namoro”

O incrível Fernão Mendes Pinto na Biblioteca Pública de Évora

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Integrado nas Comemorações do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, celebrado a 25 de Novembro, a OLHAR POSITIVO – Associação para a Prevenção, Acção e Desenvolvimento Social e Humano, através do Projecto “Rede Luz de Esperança”, assinala a noite, marcando presença no COSA NOSTRA - Bar, Bistro & Lounge, em Évora. Com o objectivo de sensibilizar e informar para o fenómeno da Violência Doméstica, com maior enfoque para a Violência nas Relações de Namoro bem como com o intuito de alertar para a promoção de relacionamentos afectivos saudáveis entre os jovens e promover uma maior consciencialização do problema, pretende-se ao longo desta Noite Temática, distribuir entre os frequentadores do espaço nocturno – principalmente os mais jovens, materiais informativos alusivos à temáti-

ca da Violência no Namoro, por forma a fazê-los pensar nas suas relações afectivas e desmistificar ideias sobre a Violência Doméstica. Os últimos estudos realizados em Portugal revelam que a violência nas relações amorosas, entre os jovens dos 13 aos 29 anos, é cada vez mais “precoce”, muitas vezes aceite como “natural”. De acordo com estudos promovidos pela Universidade do Minho, “um em cada quatro jovens em Portugal já foi vítima de violência no namoro”. Em geral, vítimas e agressores não percebem que a violência não é “aceitável”. Muitos jovens “toleram” e “desculpabilizam” a violência, justificando-se com frases do género “só fez aquilo porque estava descontrolado/a”, “perdeu a cabeça”, “tem medo de a/o perder”, “não é violência”. w

José Pinto de Sá

Fernão Mendes Pinto, uma das figuras mais fascinantes do Século de Ouro português, é o tema de uma Roda de Leitura que se realiza hoje na Biblioteca Pública de Évora, onde também se inaugura uma exposição dedicada ao aventuroso escritor e viajante. Hoje, dia 25, pelas 21h00, inaugura na Biblioteca Pública de Évora uma exposição de homenagem a Fernão Mendes Pinto e à sua obra “Peregrinação”. Na altura, terá lugar uma Roda de Leitura dedicada ao autor, orientada por Alexandra Pelúcia. A exposição, intitulada “Fernão Mendes Pinto, Deslumbramentos do Olhar”, foi concebida por Ana Paula Laborinho, com ilustrações de João Fazenda, e integra 19 painéis, com tradução para inglês, chinês e japonês. Quanto à Roda de Leitura, será orientada pela professora e in-

vestigadora, Alexandre Pelúcia, autora do livro “Piratas e Corsários Portugueses”, um trabalho que aborda a história quase desconhecida dos corsários e piratas portugueses no Oriente.

Uma existência aventurosa Nascido em Montemor-o-Velho, Fernão Mendes Pinto partiu para a Índia em 1537. De acordo com os relatos da sua obra “Pere-

grinação”, foi durante uma expedição ao Mar Vermelho que, no ano seguinte, Mendes Pinto participou num combate naval com os otomanos, onde foi feito prisioneiro e vendido a um grego e por este a um judeu que o levou para Ormuz, onde foi resgatado por portugueses. Mas isso foi apenas o início das suas aventuras e desventuras. Passa ainda por ter feito parte da primeira expedição portuguesa que logrou alcançar o Japão em 1543, sendo como tal um dos responsáveis pela introdução das armas de fogo naquele país. Na “Peregrinação”, publicada postumamente em 1614, deixou um relato tão fantástico do que viveu que durante muito tempo não se acreditou na sua veracidade. De tal modo a sua obra é repleta de incríveis aventuras que até se fazia um jocoso trocadilho com o seu nome: “Fernão Mentes? Minto!” w


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Sociedade Garantia da ministra da Cultura Gabriela Canavilhas

Évora pode ser sede de uma orquestra no futuro Museu da Música Paulo Nobre

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Em entrevista à agência Lusa, a ministra da Cultura diz que uma nova orquestra pode nascer no Alentejo. A sede seria no futuro Museu da Música a criar no convento de São Bento de Cástris Local para onde Gabriela Canavilhas diz que poderá também vir o arquivo sonoro da RDP. Uma entrevista que reafirma a intenção do Governo de trazer o Museu da Musica para Évora. Já não é novidade que o Museu da Música deverá abrir portas em Évora em 2014, aproveitando o actualmente abandonado e muito degradado convento de São Bento de Cástris Foi a própria ministra Gabriela Canavilhas quem o anunciou há vários meses durante uma visita a Évora e volta agora a reafirmá-lo numa entrevista à agência Lusa. Mas agora a ministra da Cultura vai mais longe. Além do museu, Canavilhas fala também da criação de uma nova orquestra que poderá ter a sede precisamente no museu que pode também receber o importante espólio pertencente ao arquivo sonoro da RDP que é “o

Gabriela Canavilhas reafirma a intenção de trazer para Évora o Museu da Música.

mais apetecível e rico”, sublinha a ministra. O Museu da Música a instalar no convento de S. Bento de Cástris será o primeiro Museu Nacional a sul do Tejo. Na entrevista à Lusa, a ministra da Cultura afirma que “a situação precária em que se encontra o actual Museu da Música”, em Lisboa, na estação de metropolitano do Alto dos Moinhos, cujo contrato de cedência expira em 2014, “havia que agir antecipadamente”. Para a escolha de Évora con-

correram vários factores. Desde logo, a vontade política de “descentralização”, “o enquadramento geográfico interessante” e a possibilidade de concorrer a fundos comunitários. “As candidaturas estão, aliás, a ser já preparadas”, garante Gabriela Canavilhas.

Um “cluster” musical A ministra salienta que São Bento de Cástris, antigo convento cisterciense de freiras, tem “potencial de crescimento para

se tornar um ‘cluster’ de desenvolvimento na área da música”. Neste sentido, a governante lembra a ligação de Évora a “um dos períodos áureos da música portuguesa”, referindo-se à escola polifónica da Sé de Évora (século XVI), e a existência do departamento de música da Universidade de Évora. Para a ministra da Cultura o novo Museu “terá espaços para residências artísticas de músicos e até para uma orquestra com sede no Alentejo” e irá englobar o Arquivo Sonoro segundo o modelo apresentado pela etnomusicóloga Salwa Castelo Branco, “que é mais que uma fonoteca e é um arquivo no sentido em que, além de consolidar espólio, passa pelo tratamento e divulgação internacional e ligação a redes internacionais”. Gabriela Canavilhas afirma que o novo arquivo “pode juntar outros espólios espalhados por outras instituições”, depois de uma análise caso a caso, para evitar o “empobrecimento de outros museus caso faça parte integrante da sua expressão museológica”. “Será uma análise casuística”, defende a ministra. w

De convento a museu O Convento de S. Bento de Cástris, construído no século XIV, foi acrescentado ao longo dos séculos, sendo de traça predominantemente manuelina. Remontando a 1911 a intenção de constituir um Museu da Música, só abriu em 1946 no Conservatório de Lisboa e foi transferido em 1971 para o Palácio da Pimenta, em Lisboa. Quatro anos depois, as peças foram depositadas na Biblioteca Nacional, e posteriormente no Palácio de Mafra, até que em 1994, mercê de um protocolo, com o Metropolitano de PUB

Lisboa, ficou instalado no Alto dos Moinhos. Segundo o “site” do Museu, este detém “uma das mais ricas colecções da Europa com cerca de 1300 instrumentos” em que se destacam o cravo de Joaquim José Antunes (1758), os violinos e violoncelos de Joaquim J. Galrão, as guitarras de D. J. Araújo e as flautas Haupt. Integram ainda a colecção o cravo de Pascal Taskin (1782), o piano (Boisselot & Fils) que Franz Liszt trouxe em 1845, o oboé de Eichentopf, os cornes de Grenser e de Grunman & Floth, e o violoncelo de Antonio Stradivari que pertenceu

São Bento de Cástris à espera de recuperação.

e foi tocado pelo rei D. Luís, além de espólios documentais, acervos fonográficos e iconográficos. Entre os espólios refira-se o de Alfredo Keil, autor

do Hino Nacional. Em 2009 o Museu registou 11 857 visitas e este ano, até 15 de novembro, 10 158. w P.N.

50º do Restauro do Convento da Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli

Arcebispo de Évora preside Sessão Solene O Arcebispo de Évora, D. José Alves, preside, na próxima segunda-feira, dia 29 de Novembro, pelas 17h, no Fórum Eugénio de Almeida, à Sessão Solene das celebrações do cinquentenário do restauro do Convento da Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli, uma iniciativa da Fundação Eugénio de Almeida e da Comunidade cartusiana de Évora. A sessão conta ainda com uma conferência proferida por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, à qual se segue um painel de testemunhos sobre os 50 anos do restauro do Convento, com os depoimentos de Henrique Granadeiro, Administrador da Fundação Eugénio de Almeida, Pd. Antão Lopez, Prior da Cartuxa de Évora e Manuel Piçarra, Administrador do Diário do Sul.

10ª Conferência da OCPM em Córdova Delegação camarária representou Évora A Vereadora da Câmara Municipal de Évora, Cláudia Sousa Pereira, participou na 10ª Conferência Regional da Europa do Sul e Mediterrâneo da Organização das Cidades Património Mundial (OCPM) que decorreu de 16 a 18 de Novembro em Córdova (Espanha), cujo tema se centrou nos “Planos de Gestão em Cidades Património Mundial”. Cláudia Sousa Pereira representou também Évora na sessão política da conferência, onde estiveram, entre outros, os presidentes das Câmaras Municipais de Córdova, Aranjuez e de Segóvia, representações de vários municípios espanhóis e das Câmaras Municipais portuguesas de Angra do Heroísmo e de Guimarães. Para além do tema principal das jornadas, foram debatidos outros assuntos como por exemplo: “A importância da classificação das cidades para o seu desenvolvimento”; “A consciencialização das populações e governantes”; e “A gestão das condicionantes dessa classificação no quotidiano da vida nas cidades”.


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Cidade Por decisão da UNESCO

Évora é Património da Humanidade há 24 anos José Pinto de Sá

A comemoração do 24º aniversário da classificação de Évora Património da Humanidade tem lugar hoje, dia 25 de Novembro, e inicia-se com a assinatura do protocolo de cedência de colunas para exposição pública, entre a Câmara Municipal de Évora e o Grupo Pró-Évora. A cerimónia terá lugar pelas 17h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Pelas 18h00, e no mesmo local, vai decorrer a apresentação pública do Guia Itinerário Cultural dos Almorávidas e Almóadas – Do Estreito ao Ocidente do alAndaluz. O evento é promovido pela Câmara de Évora, pelo Centro Nacional de Cultura, pela fundação El Legado Anadalusi e pela Consejería de la Junta de Andalucía.

A edição deste guia é gratuita, e integra textos sobre a presença dos Alamorávidas e Almóadas em diversas cidades portuguesas e espanholas. A sua publicação constitui uma iniciativa enriquecedora, que contribuirá para um conhecimento mais profundo do relevante legado cultural árabe na Península Ibérica. Os textos relativos às cidades portuguesas são da autoria de Fernando Branco Correia, professor da Universidade de Évora.

Évora recebeu a classificação de Património Mundial a 25 Novembro de 1986.

A apresentação da obra termina com um momento de música andalusí, a cargo de Mohamed Akel. A encerrar a comemoração do 24º aniversário da classificação de Évora Património da Humanidade, terá lugar o espectáculo de marionetas “Fotógrafos, Títeres e Outros Sonhadores… Évora e a História daFotografia”, a realizar pelas 21h30 no Arquivo Fotográfico Municipal, sito na Rua Diogo Cão, Nº. 19. w

CDU assinala classificação histórica w

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Faz hoje 24 anos que a UNESCO classificou a cidade de Évora como Património da Humanidade, um importante acontecimento que é assinalado por um conjunto de eventos que vão decorrer durante todo o dia.

José Pinto de Sá

Para assinalar a classificação de Évora como Património da Humanidade, a CDU organiza um encontro no Jardim do Paço, que vai decorrer hoje, dia 25, a partir das 18h00. A CDU convida assim todos os interessados a comemorarem a

data “pensando formas criativas de construir a classificação de Évora património da Humanidade” não só no presente mas também no futuro, não só na “dimensão física do património construído” mas também na “dimensão simbólica do património imaterial”.

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EDITAL LUÍS MANUEL CAPOULAS SANTOS, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ÉVORA: ------------------------------------------------------------------------------------------------Faz saber, nos termos do n.º 1 do art.º 50 da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, alterada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, que convoca uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Évora para o dia 26 de Novembro de 2010, às 21,00 horas, a levar a efeito no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com a seguinte ORDEM DO DIA:

1. Deliberação sobre a proposta da CME referente ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI); 2. Deliberação acerca do lançamento de Derrama para 2011, proposto pela CME; 3. Deliberação sobre a Taxa Municipal de Direitos de Passagem, proposta pela CME; 4. Deliberação sobre a proposta da CME destinada à alteração, por adaptação, do Plano Director Municipal de Évora (PDME), por determinação do Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo (PROTA); 5. Deliberação sobre o Plano de Pormenor de Intervenção em Espaço Rural, na sua modalidade específica, para o território do Sítio do Monfurado, abrangido pelo concelho de Évora, proposto pela CME; 6. Deliberação acerca de um pedido de isenção do Imposto Municipal sobre as Transmissões (IMT) apresentado, à CME, pela empresa CERTAROMA – Snack Bar, Lda.; 7. Deliberação sobre a proposta da CME visando a venda de 7 lotes municipais em hasta pública, localizados na Rua A – Lote 1 (Bairro de Almeirim); na Rua Maria Auxiliadora, n.º 124 (Bairro de Almeirim); na Rua da Torregela, Lote 16 (Bairro da Torregela); na Rua de ligação entre a Estrada de Viana e a rotunda do Modelo, Lote 5 (Moinho do Cu Torto); na Rua Projectada A, Lotes 6 e 7 (Moinho do Cu Torto); na Rua Raul Proença, n.º 1 (Bairro da Malagueira). Évora, 16 de Novembro de 2010 O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL Luís Manuel Capoulas Santos Site: www.evora.net/ame E-mail: assmunicipal.evora@mail.evora.net

Para a Coligação Democrática Unitária, que era a força política maioritária na Câmara de Évora aquando da referida distinção pela UNESCO, “a classificação reforçou a relação identitária dos eborenses com o centro histórico”. A preservação dessa “relação identitária”, significa, para a

CDU, “aprofundar a classificação no sentido de devolver mais vida ao centro histórico”, uma acção que “só é possível com a participação” de todos os cidadãos “que habitam o centro histórico ou que o vivem na dimensão do quotidiano, do trabalho ou do lazer”. w


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Revitalização do centro histórico

CME apresenta Acrópole XXI como “resposta aos desafios do século”

O PSD não quer que a autarquia anule completamente as iluminações de Natal na cidade. Num comunicado enviado às redacções, o vereador social-democrata eleito para a Câmara de Évora, o grupo municipal do PSD na Assembleia Municipal e a Comissão Política Concelhia defendem que não devem ser feitos “cortes cegos” na despesa.

José Pinto de Sá

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É através do projecto Acrópole XXI que a Câmara de Évora se propõe reforçar a relação identitária dos eborenses com o centro histórico, potenciada pela classificação como Património da Humanidade. Quando se assinala o 24º aniversário da classificação de Évora pela UNESCO, a CME apresenta a Acrópole XXI como o projecto com o qual pretende responder aos “desafios deste século para a revitalização do centro histórico”. De acordo com um comunicado divulgado no dia 23 pela CME, essa missão incumbe à Évora Viva SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana E.E.M., “com base numa rede de projectos estruturantes e integradores” envolvendo outras onze entidades. Segundo a autarquia, o programa de acção do projecto contempla a “renovação e reordenamento do espaço público” do centro histórico, “intervindo ao PUBLIREPORTAGEM

PSD defende iluminação de Natal

Câmara deve apresentar em breve novo projeto da Acrópole XXI.

nível das acessibilidades e infraestruturas e dos espaços verdes” e prevendo a criação de um novo centro de arte e cultura no Palácio da Inquisição e Casas Pintadas e a abertura de um centro interactivo de arqueologia”, bem como a reabilitação de alguns imóveis. De acordo com o referido comunicado, os investimentos envol-

vidos são superiores a 11 milhões de euros, e contam com o apoio do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), por via do Programa Operacional da Região do Alentejo, ao abrigo da “Política de Cidades – Parcerias para a Regeneração Urbana”, com um contrato de financiamento que prevê execução até 2013. w

“A iluminação e animação de Natal, nas principais praças e artérias urbanas de circulação turística e comercial de Évora, deverá ser assegurada numa parceria entre os agentes públicos e privados, cabendo à Câmara Municipal dinamizar a sua constituição, por forma a assegurar o seu financiamento. O actual quadro de desequilíbrio orçamental e financeiro da Câmara de Évora, para o qual contribuíram todos os seus sucessivos gestores executivos, exige medidas de contenção e poupança. Porém, estas não poderão ser implementadas por cortes cegos na despesa, os quais, a concretizarem-se, nomeadamente

através do “apagão” proposto pelos eleitos do Partido Socialista na Câmara de Évora, mais não fariam do que afectar as ligações afectivas dos cidadãos e visitantes à cidade e ao concelho, que são mais intensas na tradicional quadra natalícia, um dos períodos de maior simbolismo para as famílias e para a comunidade eborense. Por isso, merecem para o PSD um lugar de destaque na agenda da Câmara de Évora, entre as preocupações políticas que justificam os esforços públicos investidos na gestão do poder local”. No comunicado, o PSD apela à Câmara de Évora para “um esforço acrescido na construção de soluções de equilíbrio que satisfaçam razoavelmente as expectativas dos eborenses e visitantes, das pequenas e micro empresas do concelho, das quais dependem vários milhares de postos de trabalho, numa altura particularmente grave em que o Partido Socialista, através do Governo, eleva o desemprego para valores record e afoga as empresas de Évora numa carga fiscal insuportável, que todos os dias atira para a falência muitas delas”. w


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Entrevista

O fecho das escolas básicas foi o pior momento para si, nesta legislatura? Não. Esse momento não fica associado ao fecho, mas sim à abertura de novas escolas. Quando escolas do 1º ciclo são desactivadas é porque, normalmente, abriu um centro escolar novo e, nos últimos anos, tivemos a sorte de inaugurarmos dezenas e dezenas de centros escolares e dezenas de escolas secundárias que foram completamente renovadas. O que me preocupa mais como deputado eleito pelo círculo de Évora tem a ver com a demografia, que é uma coisa que me preocupa imenso e para a qual acho que são necessárias, com urgência, políticas públicas. Como é que isso se faz? Temos que tentar fixar aqueles que cá estão e, particularmente, os jovens qualificados, porque são este tipo de jovens os mais empreendedores, os mais capacitados para poderem dar um impulso maior ao desenvolvimento económico e social do Alentejo e, também, porque são os jovens os mais reprodutores do ponto de vista biológico. É absolutamente essencial que se criem políticas públicas de nível nacional e de nível local para tentarmos fixar estes jovens no Alentejo. O PS está no Governo. Porque é que não o fazem? Temos criado algumas medidas de incentivo fiscal para fixação de pequenas e médias empresas no interior. Temos criado também condições para que a qualificação das pessoas seja mais fácil no interior e isso tem sido possível, mas penso que há aqui um campo em que as Câmaras Municipais têm uma margem enorme de responsabilidade e têm que perceber que é crítica a fixação de jovens quadros no Alentejo. Mas isso é mais geral: não há trabalho e o desemprego não pára de aumentar. E essa é a questão principal. Não apenas a questão de desemprego que é muito preocupante, mas também a ausência de trabalho qualificado que fixe os jovens da nossa região e que possa atrair outros jovens. E aqui acho que um programa de estágios profissionais, construído em parceria entre o Estado e autarquias, que pudesse garantir aos jovens dos concelhos do interior que não viveriam o drama do desemprego após a conclusão dos seus estudos, era um passo enorme. Mas voltando à questão das escolas que fecharam, o seu encerramento não vai contribuir ainda mais para essa perda da população das terras do interior? Não estou tão seguro disso. Não foi o facto de lá ter existido a escola que evitou que essas localidades chegassem à perda de habitantes a que chegaram. Não é pelo facto de 5 ou 6 estudantes ficarem numa escola que vamos salvar uma terra. Isso é um mito e uma teoria que não tem qualquer relação com a realidade. Podemos é fazer com que as pessoas compreendam que podem viver numa pequena aldeia rural, como eu vivo em São Miguel de Machede, e os seus filhos terem acesso a escolas com tanta qualidade como aquelas a que os filhos das pessoas que vivem em Évora têm. Mas isso não obriga necessariamente a construir todas as escolas em espaço urbano. Podemos construir escolas de qualidade, e para onde os alunos se desloquem, em espaço rural. Mas isso não tem acontecido. É verdade. Mas é errado. Eu defendo isso. Poderíamos ter uma rede muito boa de centros escolares que não fossem todos em espaço urbano. Se em certos concelhos se percebe que a escola esteja na sede de concelho devido à sua centralidade, noutros não tem que ser assim. Isso não tem sido feito e, a meu ver, é um dos erros desta rede de escolas. w C.J.

José Carlos Bravo Nico, de 46 anos, professor universitário, é o deputado do PS por Évora à Assembleia da República. Espe políticas activas para fixar os jovens. Considera que o encerramento de escolas com poucos alunos não aumenta o despov taforma que sirva de pressão para um novo referendo sobre a regionalização. Sobre a crise económica, Bravo Nico consid futuro, já que as incógnitas são muito grandes. Sobre o PSD, Bravo Nico diz que seria “condenável” se, depois de apoiar a

Bravo Nico, deputado do PS

“Ninguém sabe se Portugal vai ou se vão ser precisas mais med w

O que mais me preocupa é o despovoamento do Alentejo”

Carlos Júlio

O senhor está no Parlamento há cinco anos, tantos quantos José Sócrates é primeiro-ministro. Na sua óptica qual é o estado do país? Penso que é bastante melhor do que era relativamente há seis ou cinco anos atrás, no que respeita às infraestruturas que temos, seja na educação, na saúde, no apoio social. Aí estamos bastante melhor. Não é essa a ideia que passa para o conjunto da população. A percepção que hoje temos do estado do país é muito influenciada pela situação financeira e orçamental. E essa, de facto, é pior do que quando o PS iniciou a governação. Já foi melhor no meio da governação, porque conseguimos colocar as nossas contas públicas em ordem, reduzindo o défice para um valor dentro do patamar que negociámos com a União Europeia no PEC. Agora é pior, mas também é pior porque tivemos a pior crise das últimas oito ou nove décadas. Mas o país resistiu a essa crise e isso também é um sinal de que somos hoje um país mais forte do que éramos há algum tempo atrás. Pelo que me está a dizer pertence ao grupo dos que afirmam que a crise tem apenas raízes externas e não internas? Temos que ter a percepção clara de que esta crise nos ultrapassou e que tem, de facto, uma origem externa muito importante. Não direi exclusiva, mas muito importante. Nós nunca ficaríamos imunes a esta crise, visto que ela assolou todos os países desenvolvidos, todos os países da União Europeia. Naturalmente que temos, do ponto de vista estrutural, fragilidades que outros países não têm, o que fez com que sentíssemos muito mais a crise do que outros países. E essas fragilidades estruturais são responsabilidade nossa. Acho que nesta matéria não podem haver radicalismos ou dizer-se que a crise só veio de fora ou que só é responsabilidade nossa. É um aglomerado destas diferentes responsabilidades, sendo que no campo das questões estruturais do país estamos a dar passos para as melhorar.

“As medidas tomadas são as correctas” Já houve o PEC 1, depois o PEC 2 e agora o orçamento de Estado. E Por parte dos cidadãos cada vez é maior a descrença em todas estas medidas. As medidas que foram tomadas no âmbito do PEC 1 e do PEC 2 só agora começam a produzir os seus efeitos. As coisas não têm efeitos imediatos. Temos que ter a consciência de que o caminho que nos vai tirar desta crise é longo e vai exigir muito sacrifício aos portugueses, às famílias e às empresas. Mas as medidas que têm sido tomadas são as medidas correctas. Não há

hoje nenhuma instituição internacional desde a União Europeia à OCDE, do Banco Europeu ao FMI, que digam que as medidas que o governo português tem vindo a tomar são incorrectas ou inadequadas. Pelo contrário. Mas quando a situação se arrasta e os sacrifícios se acumulam, e se anda de crise em crise, que crédito se pode dar ao Governo, para além do desânimo? De facto, haverá esse desânimo. Percebo isso e nós sentimos todos que, se fosse possível tomar um só conjunto de medidas para resolver a crise, seria bastante melhor. Só que a situação é muito difícil, todos os dias existem evoluções, muitas vezes imprevisíveis… E isso não revela um défice de análise e de percepção da realidade por parte do Governo? Mas quem não teve esse défice de análise? Alguém conseguiria prever que iríamos viver uma crise como aquela que vivemos? Ninguém conseguia prever isso e nós estamos a viver muitas vezes em cima do fio da navalha, sem saber o que vai acontecer no dia seguinte. Ninguém sabe como vão estar os mercados e ainda esta semana a Irlanda resolveu o seu problema recorrendo ao FMI e quando pensávamos que a nossa pressão iria baixar ela até aumentou. É tudo muito imprevisível e o que os governos devem fazer é tomar as medidas que se revelarem acertadas no momento em que elas tem que ser tomadas.

“Espero que não seja preciso a vinda do FMI” Há quem defenda que é impossível escapar à intervenção do FMI em Portugal. Qual é a sua opinião? Acho que a ida do FMI para qualquer país é sempre mau sinal. É sinal de que esse país não consegue por si só, de forma autónoma e independente, resolver os seus problemas. Se, por um lado, dá uma garantia de estabilidade financeira, não deixa por outro lado de ser uma evidência da incapacidade desse país em solver as suas dívidas. Acho que é sempre preferível sermos nós a resolvermos os nossos problemas do que estarmos dependentes de instituições internacionais, que nos retiram parte da soberania. Enquanto deputado que garantias pode dar aos seus eleitores de que no próximo ano não serão precisas mais medidas penalizadoras dos cidadãos, para além das contidas neste Orçamento de Estado e que Portugal não entrará em recessão? Não posso dar nenhuma garantia. Acho que qualquer pessoa consciente sabe que,

O deputado do PS, Bravo Nico, considera a dem neste momento, é impossível prometermos que não vão ser necessárias mais medidas ou que não vai haver recessão. Nós não sabemos. Estamos convencidos de que as medidas que estão contidas neste orçamento de Estado são as mais adequadas para que Portugal possa, lentamente, sair da situação em que se encontra, reduzir o défice para o patamar a que se comprometeu com a União Europeia e não entrarmos em recessão, de maneira a que

“A regionaliz

O PS tem-se afirmado favorável à regionaliza ção. Mas, até agora, enhum passo foi dado e continua tudo no papel. É um compromisso que o PS mantém ou que já deixou cair? Nós não colocámos a regionalização de lado. Entendemos é que devemos res peitar a opinião do povo. Como sabe houve um referendo que deu uma opi nião maioritária do povo português con tra a regionalização, apesar do Alentejo ter votado favoravelmente, e nós enten demos que essa manifestação popular é para respeitar. Entendemos também que deveríamos avançar com um conjunto


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ecialista em questões da educação considera que o maior problema do Alentejo passa pela demografia e que são precisas voamento e revela que o PS vai passar do papel à prática e convidar os outros partidos da região a constituírem uma pladera que o Governo está a tomar todas as medidas necessárias, mas que é difícil saber como é que as coisas vão evoluir no viabilização do Orçamento, não “garantisse as condições politicas que permitam a sua execução” por parte do Governo.

entrar em recessão didas de combate ao défice” Luís Pardal

mografia e o despovoamento oa principais problemas que o Alentejo tem que resolver.

“Greve não é cartão vermelho”

ral. A CGTP e a UGT com esta greve conjunta esperam a adesão de uma parte significativa dos trabalhadores, entre eles muitos socialistas. Como é que vai ser o dia depois? Eu respeito muito a greve geral, é um direito constitucional e acho que os portugueses hoje sentem a necessidade de demonstrarem algum desconforto e alguma insatisfação.

Estamos a conversar na véspera da Greve Ge-

Desconforto e insatisfação. Não será mais um

a economia possa funcionar e gerar riqueza. Acreditamos nisso e os últimos indicadores que tivemos no último trimestre, referentes às exportações, são bons indicadores. Portugal, nos últimos anos, tem sempre contrariado sempre as previsões mais negativas.

cartão vermelho para o Governo e para as políticas do Governo? Eu não diria isso, dessa forma. As pessoas tem uma vida hoje mais difícil do que tinham e é perfeitamente compreensível que se manifestem e expressem aquilo que sentem. Isto é perfeitamente legítimo e até é bom que o façam e é um exercício muito evidente de liberdade e de democracia, que nós respeitamos muito. Mas também tenho a percepção de que as pessoas que se manifestam através da greve também sabem que as medidas que estão a ser tomadas são aquelas que são necessárias. Não há outra solução senão aquilo que o Governo está a fazer e, por muito que os partidos da oposição digam que há outra forma de nós sairmos desta crise, penso que nem sequer há propostas em cima da mesa muito diferentes daquelas que nós apresentámos. Os portugueses sabem que é isto que tem que ser feito e, apesar do desconforto, da insatisfação e dos sacrifícios que estamos a passar, não há outro caminho. Mas se a greve tiver uma grande adesão o Governo tem que levar isso em conta? Ou será a oposição a fazê-lo? O PSD pode aproveitar politicamente o descontentamento manifestado por esta greve e provocar, logo que puder, eleições antecipadas. Se o maior partido da oposição, que agora viabilizou o orçamento de Estado com a sua abstenção, não garantir no próximo ano condições políticas para que o Governo execute o orçamento de Estado que ajudou a aprovar, estará a fazer uma coisa incorrecta e do ponto de vista condenável. Se isso acontecesse penso que o povo português teria um juízo muito negativo sobre esse maior partido da oposição.

zação é para fazer”

ae o

e se, ino né e o

de políticas relativamente à distribuição das funções do Estado numa base regional para que pudesse haver uma percepção das pessoas relativamente às vantagens do processo de regionalização. Se contabilizarmos os serviços desconcentrados e descentralizados do Estado que existem na região Alentejo – direcções regionais de Agricultura, de Educação, de Cultura, de Juventude, do IEFP, Segurança Social, Governos Civis, CCDRA, etc., etc. – todos eles juntos são mais gastadores do que seria um Governo Regional com 5 ou 6 secretários regionais.

Esses são argumentos a favor da regionalização. Mas todos nós gostávamos de saber quando é que o PS pretende passá-la do papel para a prática. Têm que existir condições políticas, não só do PS como de outros partidos, para que possa ser novamente colocada à consideração do povo português essa possibilidade. E o PS, e particularmente o PS de Évora assumiu, com a recente candidatura do nosso actual presidente da Federação distrital, Capoulas Santos, a regionalização como uma das nossas mais importantes bandeiras.

Mas é só para ficar no papel ou existe alguma metodologia para ajudar a concretizar essa bandeira? Nós vamos ter que estabelecer uma plataforma de diálogo interpartidário e interregional para que possamos, dentro do Alentejo, construir um pensamento alentejano sobre esta matéria. Vai ser o PS a dar esse primeiro passo? Exactamente. Nós estamos dispostos a isso e iremos para a frente com essa proposta com que Capoulas Santos foi eleito. w C.J.

“Os Governos do PS sempre foram amigos do Alentejo” Houve uma altura em que as grandes bandeiras que todos os políticos agitavam em torno do Alentejo passavam por Alqueva, o Aeroporto de Beja, o Porto de Sines… Hoje quais são as grandes bandeiras, os grandes desígnios da Região? Acho que um grande desígnio que o Alentejo tem é ser uma região mais rica. Nós só podemos viver melhor se produzirmos mais riqueza e se a conseguirmos distribuir melhor. E temos grandes potencialidades, começando por aquelas que enumerou. O Porto de Sines hoje é um investimento estratégico de total importância para Portugal e para a Europa que já está a dar um grande desenvolvimento a toda aquela zona e que pode dar mais, porque está ali uma grande porta de entrada para o continente europeu. Alqueva é hoje uma evidência de um enorme potencial de riqueza em muitas áreas: agro-pecuária; turismo; energias renováveis…. Mas estamos sempre a falar de potencialidades. Para quando o aproveitamento total desses recursos? Já está a ser feito. No caso de Alqueva, primeiro houve que construir a barragem, houve que terminar o empreendimento hidro-eléctrico. Agora estão a ser instalados os perímetros de rega. Isto não se faz em 3 dias. Faz-se em anos. Mas mesmo assim, a instalação dos perímetros de rega foi antecipada em vários anos pelo actual governo . Todos estes grandes investimentos, que foram e estão a ser feitos, têm que ser transformados em riqueza e não tenho dúvidas, e acho que nenhum alentejano tem dúvidas, que vão gerar muita riqueza. Só falta o quando... Temos que ter a percepção que o Alentejo encerra hoje grandes potencialidades. Mas temos que continuar a trilhar este caminho e temos que continuar a ter, no poder, governos amigos do Alentejo. E aí os alentejanos sabem quem é que sempre esteve do lado do Alentejo e quem é que, estando no Governo, apoiou sempre os investimentos na região. E a garantia que damos é que o PS foi sempre, quando governou, um partido que desenvolveu o Alentejo. E está a fazê-lo. Quanto aos grandes projectos para o distrito de Évora: Hospital Central e TGV vão avançar? O PS diz que sim, mas, por exemplo, relativamente ao TGV o PSD tem outra opinião. São compromissos que assumimos, que mantemos e que manteremos. Não temos maioria absoluta. Se o PSD não quiser que alguns investimentos se façam muito dificilmente o PS, com a sua maioria relativa, poderá opor-se a isso. O Hospital Central de Évora e o TGV são duas promessas que nós mantemos e que iremos concretizar, assim nos dêem condições politica para cumprirmos o nosso programa e o nosso orçamento. As famílias já´estão a passar dificuldades e vão passa muito mais a partir de Janeiro. O desemprego já ultrapassa as 600 mil pessoas. O TGV é uma prioridade? A prioridade tem a ver com as famílias, com as empresas e com o funcionamento da nossa economia, mas nós entendemos que há determinado tipo de investimento público que também ajuda a economia a funcionar, que também gere emprego e que também gere riqueza e nos momentos em que temos maiores dificuldades há que seleccionar os investimentos que têm algum retorno do ponto de vista económico e que dinamizam a nossa economia. Acreditamos que esta linha de TGV é fundamental para colocar Portugal nas rotas de alta velocidade europeia e isso, por si só, gera riqueza, rentabiliza o Porto de Sines e rentabiliza todo o nosso fluxo turístico. w C.J.


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Negócios Vin&Cultura celebra o vinho em Ervidel

O vinho do trabalho ainda se faz na talha Paulo Nobre

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O Cante alentejano Enche as ruas de tradição Já passou o São Martinho Mas como em tempos que já la vão Em Ervidel abrem-se as talhas É tempo de provar o vinho Todos os anos se repete a romaria. O São Martinho ficou para trás, mas mesmo assim dezenas e dezenas de pessoas percorrem as ruas de Ervidel em busca do vinho novo que descansa nas antigas adegas. O céu encoberto, de nódoas negras manchado ameaça uma descarga. Instantes antes da inauguração da Vin&Cultura, em Ervidel, uns ‘borrifos’ lançam a desconfiança entre as dezenas já concentradas e prontas

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para a festa da prova do vinho. Mas mal as concertinas abrem os foles soltando notas ao desafio seguidas pelas experientes as vozes de Portel que logo entoam a primeira moda, o céu declara uma trégua. “Vamos à adega que se faz tarde”, ouve-se uma voz no meio da multidão. Rua acima, cantam-se modas, alarga-se o passo em direção à primeira das seis adegas que ainda subsistem em Ervidel e de onde todos os anos no outono, num ritual de tradição, brota vinho novo. Francisco Chaveiro é

o primeiro anfitrião de uma tarde que para alguns há de tornarse pesada. Chaveiro começou a fazer vinho há vinte anos, depois de uma carreira de enfermagem. “Metime aqui nisto da adega numa altura em que ainda aí havia a cooperativa e conseguia escoar o vinho”, vai dizendo enquanto tira da talha, para um garrafão de plástico, um vinho cor de petróleo que virá a revelar-se um belo e suave branco da talha. Este ano Francisco Chaveiro apenas está a vender na adega vinho branco, “o tinto não me saiu bem cá ao meu gosto e nem estou a comercializá-lo”, revela desprovido da habitual vaidade que enferma qualquer ‘fazedor’ de vinho. “Não percebo muito disto, faço o vinho sempre da mesma maneira, tal e qual como fiz o primeiro há vinte anos”. Afinal, o proprietário da Adega Chaveiro acaba por revelar que só faz bom vinho “quando a uva

é boa. Se não for boa, escuso de andar a maçar-me ali nas talhas que o sai de lá é uma miséria”. Daí a pouco, num discurso de circunstância, o presidente da Câmara de Aljustrel, Nelson Brito, falará do vinho da tradição e da “necessidade de valorizar um vinho diferente, com uma marca única que é uma mais valia para o concelho”, mas mesmo antes já Francisco Chaveiro tem revelado que a arte do vinho da talha é mesmo uma carolice. “Dá pouco lucro para o trabalho que dá”, diz ele confessando ter até já posto à venda a adega sem que ninguém se tenha mostrado interessado em pegar em tal negócio.

Vinho único Pela primeira vez José Arruda vem a Ervidel em busca do vinho da talha. Trabalha numa empresa promotora de vinhos, conhece bem o Alentejo e leva no currículo uma Vitifrades.

Agora procura novos locais de tradição. “Para as pessoas da cidade, isto é muito interessante, porque já é raro ver casas como esta, onde se tem oportunidade de ver como antigamente se fazia vinho”. Confrontado sobre a qualidade deste vinho em relação aos vinhos engarrafados, José Arruda classifica-os apenas como “diferentes”. “São sobretudo diferentes. Hoje há uma grande apetência para apreciar vinhos e há vários tipos de vinhos. Estes não são melhores nem piores, são vinhos que não encontramos em mais lado nenhum senão aqui, essa é a mais valia deste vinho e a grande vantagem de estarmos aqui em Ervidel a provarmos este vinho”. Um vinho diferente. Um vinho único. Este é, afinal, o vinho do trabalho. Porque, lá diz Francisco Chaveiro do alto dos seus 20 anos de ‘fazedor’ de vinho, dá “uma trabalhêra” fazê-los. E ex-


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Alandroal inaugurou Pólo da Universidade Sénior Túlio Espanca

Cada vez há menos talhas, mas Ervidel continua a celebrar o vinho.

plica. “Nas grandes adegas eles têm aquelas cubas grandes de inox, conseguem fazer grandes quantidades de vinho, agora a gente aqui, quando se acaba o vinho temos de limpar as talhas, depois temos de enchê-las, ir mexendo o vinho... é uma trabalhêra”, lá repete, porque aqui nem sequer há laboratórios e um ror de cientistas a fazer vinhos sempre bons, seja qual for a qualidade da uva como nas grandes adegas.

Promover a vitivinicultura A Vin&Cultura é “um dos even-

tos mais importantes que se realizam no Concelho de Aljustrel, desde logo pela sua particularidade enquanto evento que associa a cultura tradicional a uma importante atividade económica característica da freguesia de Ervidel – A vitivinicultura”. A iniciativa não é nova, cumpriu este ano a nona edição e a sua importância é reconhecida pelo presidente da Câmara, Nelson Brito, eleito há pouco mais de um ano. “Estamos com a cultura do vinho, mas também com o orgulho do concelho e da freguesia de Ervidel”, diz

o autarca justificando a aposta na continuação desta festa que este ano juntou na praça, frente Salão de Festas, cerca de meia centena de expositores com os melhores produtos da tradição alentejana. Nelson Brito não duvida que esta tem de ser uma aposta, porque ser necessário “continuar estes trilhos de cultura e de vinho, mostrando que Aljustrel tem esta produção de um vinho mais rústico, mais tradicional, mas que também deve ter uma quota de mercado e ser uma mais valia para o concelho”.

As seis adegas que persistem na produção de vinho da talha, são um marco de gente que persiste e “precisa de manter o seu vinho comercializado, pelo que é preciso promovê-los para que ganhem rótulo, ganhem marca, para que façam parte de um nicho de mercado que é este vinho alentejano”, afirma Nelson Brito. É já noite quando termina a rota que passou por três das seis adegas. As outras três ficam para os resistentes do dia seguinte. E afinal, após grande ameaça, nem choveu. w

Anima a próxima semana em Estremoz

À mesa na Cozinha dos Ganhões Paulo Nobre

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Uma patuscada de amigos resultou numa feira que é hoje uma das imagens de marca do Concelho de Estremoz. A Cozinha dos Ganhões faz 18 anos. As comemorações são à mesa. A história oficial reza que a Cozinha dos Ganhões nem foi obra de gabinete, nem saiu da brilhante ideia de vereador da cultura mais virado para o aproveitamento das potencialidades gastronómicas do concelho. Nada disso. A coisa foi muito menos burocrática. Afi-

nal, uma feira que tem como cerne a promoção da gastronomia tinha de nascer... à mesa. Se na cozinha a tradição é forte e é, sem dúvida, o que era, a verdade é que quase nada do que hoje se faz pode passar sem uma boa divulgação nas redes sociais. A Cozinha dos Ganhões está no Facebook e é lá que a história é contada, colocando ao evento uma auréola mística. “Para quem, porventura, não saiba, a Cozinha dos Ganhões nasceu de uma patuscada que juntou à mesma mesa Aníbal

Alves, Armando Alves, Jacinto Varela, João Albardeiro e João Paulo Ferrão, entre outros, em abril de 1985. O evento tomou o nome de Cozinha dos Ganhões e

foi assumindo diversos figurinos e desenrolando-se em diversos espaços”. Atualmente a Cozinha dos Ganhões “é um marco de referência na rica gastronomia do sul do país” e se alguém ainda duvida, o melhor que tem a fazer é preparar-se para uma visita a Estremoz. No Pavilhão B do Parque de Feiras, entre a próxima quarta-feira, 1 de dezembro e domingo, 5, decorre a décima oitava edição da Cozinha dos Ganhões, talvez o único local onde o Alentejo pode ser descoberto dentro de... um tacho. w

O passado dia 21 de Novembro marcou o arranque oficial do Pólo de Alandroal da Universidade Sénior Túlio Espanca. A cerimónia de abertura decorreu no Fórum Cultural de Alandroal e contou com a presença do Director da Universidade Sénior Túlio Espanca, Bravo Nico, do Presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, e da Vice-Presidente da Autarquia alandroalense, Fátima Ferreira. A sessão serviu ainda para explicar os objectivos do Pólo de Alandroal da Universidade Sénior e para inaugurar o espaço que lhe servirá de sede. As actuações do “Grupo Coral Vozes na Idade do Ouro”, da Academia Sénior de Estremoz, e do Grupo de Ginástica Sénior de Sousel, constituíram também um momento alto da cerimónia. João Grilo, presidente da Câmara Municipal de Alandroal, explicou que “é para nós um orgulho estar hoje aqui reunidos para abrir uma nova escola no Alandroal, principalmente se tivermos em conta que uma grande percentagem da população do Concelho, não sabe ler nem escrever. Nesse contexto, e em consonância com aquilo que são as nossas principais linhas de acção, desenvolvemos esforços com a Universidade de Évora para que o pólo da Universidade Sénior do Alandroal fosse uma realidade o mais rapidamente possível”, referiu o autarca. De referir que, o objectivo da Câmara Municipal de Alandroal é fazer do edifício da Antiga Escola Primária de Alandroal, cujas obras de requalificação vão arrancar brevemente, a base de trabalho do Pólo de Alandroal da Universidade Sénior Túlio Espanca. Além disso, numa fase mais avançada do projecto, o Município pretende estender a Universidade Sénior a todo o concelho, aproveitando e dinamizando os edifícios das escolas primárias que foram descontinuadas.


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Artes Pinto Barbosa expõe em S. Vicente

A pintura “biológica” de um “autodidacta puro e duro” w

Pim-Teatro conta “História da Monarkia” “História da Monarkia”, a peça que o Pim-Teatro apresenta até ao dia 30 no Teatro Garcia de Resende, conta a história da monarquia portuguesa, colocando a tónica nos costumes e cultura das várias épocas históricas. Desafiando mitos e preconceitos, desenhando 800 anos de histórias de guerras, roubos, descobertas numa pincelada larga e com um sorriso maroto no rosto, o espectáculo permite ao espectador compreender o desenvolvimento social e cultural do país, bem como as dinâmicas da vida política dos momentos mais marcantes da história de Portugal. Concebido pelo Pim-Teatro, com um elenco integrando Alexandra Espiridião, Diogo Duro, Felix Lozano, João Sérgio Palma e João Sol, “Histórias da Monarkia” é encenado por um colectivo coordenado por Alexandra Espiridião e tem cenografia e os figurinos de Teresa Branquinho.

APOIO

José Pinto de Sá

“Autodidacta puro e duro” é como se classifica Pinto Barbosa, o autor da mostra de pintura “Incidentes”, que pode ser vista na Igreja de S. Vicente em Évora. Para José Maria Pinto Barbosa, o amor à arte é algo de “biológico”, um sentimento que teve “desde sempre”. Embora nascesse num “meio completamente arredado das artes”, o seu interesse por elas “surgiu desde muito novo”, conforme declarou ao REGISTO. “Desde miúdo fazia os meus desenhos e as minhas aguarelazinhas”, explicou Pinto Barbosa, recordando que, ainda muito jovem, “calcorreava as ruas” da sua Lisboa natal para ver exposições”, e que, uma vez empregado, o primeiro dinheiro que ganhou “foi para investir em livros de arte”.

Frequentou um curso industrial, mas confessa que o Desenho era a única disciplina que lhe interessava. “O desenho é fundamental”, afirma o artista, embora conceda que por vezes a “pintura pintura” se sobrepõe.

Da fase de aprendizagem, destaca que foi aluno de Armando de Lucena, de quem “tomou o gosto pelo desenho de paisagem”, que viria a manter pela vida fora. Mais tarde, já arquitecto, veio a leccionar Desenho durante quinze anos no curso de Arquitectura Paisagística na Universidade de Évora, cidade onde está radicado desde 1980. Pinto Barbosa confessa que o Alentejo o “influenciou bastante”, porque aqui “encontrou semelhanças com os grandes horizontes de África”, que conhece por ter vivido em Angola. A mostra “Incidentes” reúne um conjunto de pinturas executadas em 2009 e 2010, bem como alguns desenhos produzidos nos últimos cinco anos. A exposição está patente ao público na Igreja de S. Vicente, em Évora, até ao dia 26 de Dezembro. w

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É Neste País

Histórias de Antonieta Félix encantaram crianças (e não só) José Pinto de Sá

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As histórias de Antonieta Félix encantaram as mamãs e crianças que, no sábado de manhã, enchiam por completo a sala da É Neste País, a nova associação cultural criada na cidade de Évora. “Grande é a poesia, a bondade e as danças, mas o melhor do mundo são as crianças”. Foi com estes versos de Fernando Pessoa que Antonieta Félix abriu a sessão de histórias para crianças que teve lugar na manhã de sábado, dia 20, integrada na Semana de Promoção dos Direitos da Criança. “Histórias minhas e de quem as apanhar” foi o nome que Antonieta Félix deu às três histórias que contou, e que cativaram a atenção das mamãs e crianças que enchiam por completo a sala da associação. Foi há oito anos que Antonieta Félix se estreou no género, quan-

do escreveu uma história para entreter a enteada, que se encontrava hospitalizada. Como disse ao REGISTO, “já tinha escrito outras coisas”, incluindo contos, mas não se destinavam ao público infantil. Especificamente para crianças, só começou a escrever com regularidade há “cinco ou seis anos”, e por motivos ligados à sua actividade profissional. Na altura, estava envolvida num projecto educativo da Câmara Municipal de Évora, “A Fada Palavrinha”, e foi nesse âmbito que começou a produzir textos para crianças. Posteriormente, seguiu diversas acções de formação em Lisboa, incluindo ateliers de escrita criativa para leitores infantis. Hoje tem “um monte de histórias” escritas, uma vintena delas já terminadas e prontas a editar. A publicação em livro é, naturalmente, um objectivo, mas Antonieta Félix reconhece que esse

António Carrapato

Antonieta Félix dedica-se à literatura para crianças há “cinco ou seis anos”.

desiderato não é fácil de concretizar. Neste País Existe um projecto nesse sentido, “com uma editora nova de Évora”, mas a autora não quer, de momento, avançar pormenores. Trata-se, por certo, de um projec-

to que poderia ter êxito, a julgar pelo interesse demonstrado pelo público miúdo e graúdo que, no dia 20, enchia a sala da associação É Neste País, em Évora. A sede da associação situa-se no número 8 da Rua da Corredoura, em plena Mouraria de Évora, num rés-do-chão que partilha

com O Lugar, uma loja de brinquedos e jogos para crianças. No espaço luminoso e acolhedor ali concebido pelo arquitecto Rui Russo, a associação É Neste País leva a cabo um conjunto de actividades de animação e cultura, como explica Manuel Dias, da direcção da colectividade. Assim, aos sábados de manhã a É Neste País acolhe contadores de histórias, no quadro do programa “Com quantos pontos se conta um conto?”. Sexta-feira à noite é tempo de leituras de poesia, como sucedeu na semana passada, com a presença de Maria Sarmento. Programadas estão também exposições de arte, nomeadamente uma mostra de pintura da autoria de António Couvinha. Workshops de tricô e de gastronomias exóticas contam-se ainda entre os eventos em preparação neste novo espaço de lazer e cultura na cidade de Évora. w

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Uma Vaquinha para toda a família “Um livro para pais e filhos lerem juntos” é como a ilustradora D’Arcy Albuquerque e o psicólogo Vítor Franco definem “A vaquinha alentejana… (e outros bichos esquisitos)”, uma obra destinada a crianças com mais de 3 anos. Apresentado como alternativa a brinquedos de que os gaiatos

rapidamente se fartam, este livro propõe-se ser um incentivo às actividades familiares, promovendo nos pequenos “o conhecimento do mundo e a imaginação”. O livro foi recentemente lançado pela Aloendro, uma nova editora eborense vocacionada para o mercado infanto-juvenil. w


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Lazer HORÓSCOPO SEMANAL

Carneiro Carta Dominante: Rainha de Ouros, que significa Ambição, Poder. Amor: Poderá receber a visita inesperada de um amigo de longa data. Receba-o de braços abertos. Não espere que o amor vá ter consigo, procure ser você a distribuir amor pelas pessoas que o rodeiam. Saúde: O seu organismo poderá andar desregulado. Esteja atento às suas indicações. Dinheiro: Possibilidade de ganhar lucros inesperados. Seja audaz e faça um excelente investimento. Número da Sorte: 77 Dia mais favorável: Terça-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Balança Carta Dominante: 7 de Copas, que significa Sonhos Premonitórios. Amor: Seja o mais honesto possível com a sua cara-metade. Nem sempre dizer sim é bom para a sua relação. Imponha a sua vontade, pois o amor é dar e receber. Saúde: Aja em consciência e não cometa excessos que o seu organismo não suporta. Sentir-se-á um pouco nervoso, deve evitar o excesso de preocupações. Dinheiro: Ouça os conselhos da pessoa com quem divide as tarefas diárias. Número da Sorte: 43 Dia mais favorável: Domingo Horóscopo Diário Ligue já!

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Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Touro Carta Dominante: 7 de Paus, que significa Discussão, Negociação Difícil. Amor: Opte por atitudes de compreensão e tolerância para com os seus filhos. Esta semana conhecerá pessoas importantes para a sua vida futura. Saúde: Poderá sentir-se um pouco cansado e sem energia. Melhore a sua alimentação. Dinheiro: Aposte seriamente na sua competência, pois poderá ser recompensado da forma como merece. Número da Sorte: 29 Dia mais favorável: Sexta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Escorpião Carta Dominante: 2 de Espadas, que significa Afeição, Falsidade Amor: Aposte nos seus sentimentos e poderá, em conjunto com a sua cara-metade, tomar uma decisão importante para ambos. Saúde: A sua capacidade de recuperação de energias será notória. Dinheiro: Esforce-se por conseguir atingir os seus objectivos profissionais. Seja audaz e perseverante. Número da Sorte: 52 Dia mais favorável: Quarta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Gémeos Carta Dominante: 8 de Ouros, que significa Esforço Pessoal. Amor: A sua vida afectiva poderá não ter os contornos que planeou. Procure não perder a calma e invista na sua felicidade. Saúde: Não abuse nos alimentos que sabe que prejudicam o seu estômago. Dinheiro: Prevê-se uma semana extremamente positiva em termos profissionais. Época favorável para pedidos de empréstimo, mas seja prudente. Número da Sorte: 72 Dia mais favorável: Quarta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Sagitário Carta Dominante: 3 de Ouros, que significa Poder. Amor: Ponha o seu orgulho de lado e vá à procura da felicidade. Seja feliz. Semana marcada pelo romance e pela paixão. Saúde: Lembre-se que fumar não faz mal apenas a si; tenha em atenção a saúde da sua família. Dinheiro: Aposte nos seus projectos pessoais. Seja inovador e arrojado. Poderá ter óptimas surpresas. Evite gastos desenfreados. Número da Sorte: 67 Dia mais favorável: Quinta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Caranguejo Carta Dominante: A Morte, que significa Renovação. Amor: Tome consciência dos seus actos, pois estes poderão estar a contribuir negativamente para a sua relação. Saúde: Evite situações que possam provocar uma alteração do seu sistema nervoso. Algumas dores de cabeça poderão incomodá-lo, procure o seu médico. Dinheiro: Modere as palavras e pense bem antes de falar. Uma atitude irreflectida pode aborrecer um superior hierárquico. Número da Sorte: 13 Dia mais favorável: Segunda-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Capricórnio Carta Dominante: O Papa, que significa Sabedoria. Amor: Uma velha lembrança poderá pairar na sua mente, causando algumas dúvidas no seu coração. Saúde: Nesta área não terá muitas razões para ficar preocupado, o que não significa que deixe de ter os cuidados mínimos. Dinheiro: Utilize a sua capacidade de organização para sugerir algumas mudanças no seu departamento. Número da Sorte: 5 Dia mais favorável: Terça-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Leão Carta Dominante: Rainha de Espadas, que significa Melancolia, Separação Amor: A sua cara-metade não merece ser tratada com indiferença. Pense um pouco melhor na sua forma de agir. Saúde: As tensões acumuladas podem fazer com que se sinta cansado e desmotivado. Dinheiro: Atenção, a sua qualidade profissional poderá estar a ser testada. Prepare-se e conte com despesas extra. Número da Sorte: 63 Dia mais favorável: Quinta-feira

Virgem Carta Dominante: 4 de Paus, que significa Ocasião Inesperada, Amizade Amor: O amor estará abençoado. Aproveite ao máximo este momento de comunhão com os outros. O seu poder de atracção vai abalar muitos corações. Saúde: O stress levá-lo-á a situações de desgaste físico e mental. O trabalho não é tudo! Descanse mais e pense seriamente na sua saúde. Dinheiro: Aja de forma ponderada, não coloque em risco a sua estabilidade financeira. Pense bem antes de gastar indevidamente. Número da Sorte: 26 Dia mais favorável: Segunda-feira

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Aquário Carta Dominante: 7 de Ouros, que significa Trabalho. Amor: Não se dedique apenas à sua vida profissional, dê mais atenção à pessoa que ama. Saúde: Liberte o stress que tem acumulado dentro de si. Algumas dores musculares, relaxe mais. Dinheiro: Património protegido. Continue a adoptar uma postura de contenção, será bastante positivo para si. O seu chefe poderá testar a sua competência. Esforce-se por mostrar as suas competências profissionais. Número da Sorte: 71 Dia mais favorável: Quarta-feira

Peixes Carta Dominante: Cavaleiro de Espadas, que significa Guerreiro, Cuidado. Amor: Procure satisfazer os desejos do seu par. Aja menos com a razão e mais com o coração. Assim, evitará conflitos desnecessários com a pessoa que ama. Saúde: Seja mais moderado e dê mais valor ao seu bem-estar. Período calmo, sem preocupações de maior. Dinheiro: Esteja muito atento ao que se passa ao seu redor, pois algum colega pode não ser tão sincero quanto aparenta. Número da Sorte: 62 Dia mais favorável: Segunda-feira

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Cultura De 25 a 28 de Novembro

Música no Festival Três Culturas Redação

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A Câmara Municipal de Évora apresenta de 25 a 28 de Novembro o Festival das Três Culturas, um festival preenchido com espectáculos de Música Antiga, da Renascença e do Barroco de vários países, uma iniciativa que nasce do projecto Oralidades, do qual faz parte uma rede de cidades europeias de Portugal, Espanha, Itália, Malta e Bulgária. No dia 25 de Novembro, na Igreja de S. Vicente, pelas 18 horas, têm lugar os primeiros espectáculos do Festival, com a actuação dos Carmin’Antiqua de Idanha-a-Nova e a seguir o Quarteto de Guitarras de Évora. Dia 26 de Novembro, actua o Grupo “Jackson`s Zaqq u Tanbur Folk” de Birgu (Malta) e o Grupo “Hadzhi Dimitar” de Sliven (Bulgária), a partir das 18 horas, na Igreja de S. Vicente. Dia 27 de Novembro, pelas 17 horas, actua o Duo Coral Elena Sartori e Giovanna Casanova de Ravenna (Itália), na Igreja de S.

Vicente, e pelas 21:30 o Grupo Ars Anterga de Ourense (Espanha), na Igreja do Convento dos Remédios. A terminar, dia 28 de Novembro, pelas 18 horas, o Ensemble Pax Antiqua de Mértola encerra as actuações do festival na Igreja de S. Vicente, a partir das 18 horas.

No âmbito do Projecto Oralidades decorreu de 11 a 13 de Novembro em Ourense, na Galiza, a Conferência Internacional da Tradição Oral que reuniu um painel de oradores especialistas/investigadores na área da tradição oral, provenientes de todas as cidades da rede do Projecto Oralidades. Em repre-

sentação de Évora, a autarquia convidou o Prof. José Rodrigues dos Santos, da Universidade de Évora que integra o projecto “Dinâmicas do Cante Alentejano”, CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades. Através do Centro de Recursos de Tradição Oral foi inaugurada no mês passado a exposição “Michel Giacometti, 80 anos, 80 imagens”, no Convento dos Remédios, que consiste em mais uma iniciativa integrada no projecto Oralidades. A exposição, que tem tido uma afluência considerável de visitantes, foi cedida pelo Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria, da Câmara Municipal de Cascais, e assinala a efeméride dos oitenta anos do nascimento de Michel Giacometti, através de uma selecção de 80 imagens que fazem parte da colecção fotográfica de Giacometti, etnomusicólogo que desenvolveu um trabalho de investigação, recolha e estudo da música tradicional em Portugal. w

Vidigueira

Exposição de pintura No átrio dos Paços do Concelho está patente ao público, até 9 de Dezembro, a Exposição de Pintura intitulada “Memórias da Cidade”, de Manuel Passinhas. Nesta exposição, «o pintor regressa às suas memórias numa espécie de somar eterno dos dias. Memórias trazidas pelo olhar, mas também pelo tactear frágil dos dedos ou pelo escorrer vagaroso das palavras apreendidas no “largo” que calcorreamos no dia-a-dia. Paisagens, Padrões, Cidades, Fotogramas em acrílico sob cartão e tela que compõem as “Memórias da Cidade”, levando-nos numa viagem imemorial pelas tonalidades de um sul sempre eterno na cal, na terra, nos gestos e nos padrões. Mais do que uma exposição, Manuel Passinhas oferece-nos a imensidão de um olhar onde o espaço e o tempo se completam no silêncio da tela».

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Nota de Imprensa Iluminação de Natal 2010 – Évora Após vários noticias vindas a público que Évora não teria este ano iluminação de Natal, foram empreendidos esforços pela Direcção da ACDE-Associação Comercial do Distrito de Évora, junto do Sr. Presidente da Câmara desta cidade, para se encontrar uma solução, possivel face ás restrições orçamentais existentes. Resultado das conversações entretanto ocorridas podemos neste momento dizer que, embora não vá existir iluminação de igual dimensão aos anos anteriores, foi acordado entre estas duas entidades que Évora irá ter iluminação nas principais praças e largos da cidade, e não só na Praça do Giraldo como inicialmente terá sido falado. O Sr. Presidente da Câmara de Évora concordou com a proposta da Direcção da ACDE, e serão colocadas luzes de Natal, para além da Praça do Giraldo, na Praça do Sertório, Largo 1º de Maio, Portas de Aviz, Praça Joaquim António de Aguiar, Largo das Alterações, Portas de Moura, Largo Álvaro Velho e Largo da Sé. Por forma a minimizar o efeito da diminuição da Iluminação de Natal nas ruas de Évora, foi acordado entre o Presidente da Câmara de Évora e o Presidente da Direcção da Associação Comercial do Distrito de Évora a cedência aos estabelecimentos associados desta Associação, de 70 arvores de Natal e respectiva iluminação, a fim de serem colocadas no esterior de cada um, for forma a criar um ambiente natalício. Para tal também apelamos que, todos os comerciantes decorem de forma grandiosa as suas montras e os espaços exteriores ás mesmas, com toda a luz, cor e imaginação que o Natal lhe inspire. Para que o ambiente tenha realmente espirito natalício, as ruas estejam cheias de gente e alegria, e os comerciantes consigam vender o que não conseguiram durante o resto do ano, a ACDE apela a todos os comerciantes de Évora que mantenham os seus estabelecimentos abertos todos os dias do mês de Dezembro até ao Natal. Todos vão comprar alguma coisa no Natal, mais ou menos consoante o seu orçamento o permita, então vamos deixar que comprem em Évora, e vamos abrir as lojas, pastelarias e restaurantes nos dias em que as pessoas têm tempo livre e podem passear, usufruir da sua cidade, ver montras e comprar. Vamos fazer de Évora um centro comercial a céu aberto e estar abertos aos sábados, domingos e feriados, vão ver que vale a pena.


20 25 Novembro ‘10

Roteiro

Para divulgar as suas actividades no roteiro Email geral@registo.com.pt

Alcáçovas dá a provar doces conventuais e palacianos A vila de Alcáçovas vai mostrar de 3 a 5 de Dezembro um sem fim de doces conventuais e palacianos, na Mostra de Doçaria que vai contar com a participação de 30 doceiros oriundos de vários pontos do País. A iniciativa, que se realiza pelo décimo primeiro ano consecutivo, e que faz parte do calendário de eventos de inverno da região, é da responsabilidade do Município de Viana do Alentejo que quer continuar a apostar na preservação e promoção da vasta riqueza de doces característicos do Concelho. Bolo Real, Bolo Conde de Alcáçovas, Sardinhas Albardadas e Amores de Viana estão entre as iguarias que renasceram no Concelho, confeccionadas segundo receitas tradicionais, e que atraem todos os anos milhares de visitantes ao certame. Para além da Mostra de Doçaria, o Município aposta, mais uma vez, num programa de animação cultural diversificado com conversas à volta da doçaria e, também, dos chocalhos, dança, rancho folclórico, música e cante coral. Em destaque vai estar também a presença do Chefe de Pastelaria, Rui Moisés, e do Chefe de Cozinha, Celestino Grave, que vão efectuar, durante o fim-de-semana, demonstrações de doçaria conventual e tradicional. Os mais novos vão ter um espaço próprio, onde poderão desenvolver algumas actividades de expressão plástica, enquanto os pais provam e apreciam as iguarias confeccionadas pelos vários doceiros participantes. A novidade este ano prende-se com a existência de um espaço situado ao lado da tenda da Mostra de Doçaria, destinado aos produtos tradicionais, onde será criado um pequeno auditório. Neste espaço será apresentado o “Plano de Salvaguarda para a Arte Chocalheira”, por Paulo Lima e Ana Pagará.

MÚSICA

EXPOSIÇÃO

Como não poderia deixar de ser também a doçaria terá honras de destaque com a conferência “O Paraíso na Terra: do Pão de Rala ao Manjar Branco nos mosteiros e conventos do Alentejo” que terá como oradora Antónia Fialho Conde. A XI Mostra de Doçaria que se realiza junto à EBI/JI é inaugurada sextafeira, 3, às 19 horas. Gabinete de Relações Públicas e Comunicação da Câmara Municipal de Viana do Alentejo

TEATRO

OUTROS PALCOS

Redondo

Vila Viçosa

Vila Viçosa

Évora

Estremoz

Música Portuguesa para Cordas (Contemporaneus) 27 de Novembro de 2010 | 21h30 Localização: Auditório de Redondo

Desenhos de João Batente 29 de Novembro de 2010 | 16h0021h00 |

Contos com História 26 de Novembro de 2010

Festa de Solidariedade – Bombeiros Voluntários de Évora 30 de Novembro de 2010 | Horário: 21h30 | Localização: Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Évora

XVIII Cozinha dos Ganhões 1 a 5 de Dezembro de 2010

Um percurso pela música portuguesa para cordas do século XX, através da obra de dois dos mais importantes compositores nacionais desse século: Luís de Freitas Branco e Fernando Lopes-Graça. O concerto termina com a obra do jovem compositor português Rogério Medeiros, um dos mais promissores compositores da nossa actualidade. Músicos: Violinos: Pedro Lopes e Sara Llano | Viola: Pedro Falcão | Violoncelo: Rogério Medeiros | Contrabaixo: Hugo Monteiro. Entradas gratuitas Vila Viçosa 1.ª Noite de Fados ACREP 27 de Novembro de 2010 | 21h30 Casa do Povo de Pardais, Vila Viçosa | Organização: Associação Cultural e Recreativa Estrelas de Pardais

...estudos sobre a contextualização do pixel como elemento gráfico da textura na obra artística… Informações: 266 746 874 | Email: she.lab.evora@gmail.com | Site: www.she.pt | Organização: Sociedade Harmonia Eborense | Entrada: livre para sócios

Carlos Piecho, autor e intérprete destes Contos com História, pretende “divulgar e despertar a curiosidade pela História de Portugal de uma forma lúdica, divertida e interactiva”. É a revolução, é a revolução!

Évora Estremoz Presépios de Artesãos de Estremoz Até 29 de Janeiro de 2011 Mais um ano em que a Câmara Municipal de Estremoz, através do seu Museu, lançou o desafio aos artesãos do projecto de Reconhecimento de Origem Geográfica do Concelho de Estremoz, de realizarem Presépios. O objectivo é fomentar a produção de uma tipologia de arte tão típica donosso Natal, bem como evitar o seu esquecimento por parte das novas gerações. Localização: Museu Rural em Estremoz

Histórias da Monarkia Até 30 de Novembro de 2010 | Sexta-feira e Sábado: 21:30 | domingo: 16:00 | Localização: Pim Teatro | Inf: 266 744 403 | Email: pim@pimteatro.pt | Site: www.pimteatro.pt | De segunda a sexta há sessões para grupos organizados às 10:00 e às 14:00. Marcação prévia obrigatória. | Preço: crianças: 3€ | a partir dos 12 anos: 5€ Desafiando mitos e preconceitos desenhamos 800 anos de guerras, roubos e descobertas numa pincelada larga e com um sorriso maroto no rosto.

...Cantares Alentejanos e danças de salão… Ajude os Bombeiros a adquirir um carro de emergência médica!

Évora M´Ar de Ar Evoratour Quinta-feira e Sábado | Localização. M´Ar de Ar Aqueduto | Rua Cândido dos Reis, 72 | 19h00 horas | Email: reservas@mardearhotels.com | Site: www.mardearhotels.com | Preço: 15€ por pessoa  Os Hotéis M`AR De AR lançam um percurso utilizando os seus carros eléctricos, com o propósito de dar a perceber a evolução da cidade desde o período romano até ao século XXI.

A Cozinha dos Ganhões nasceu de uma patuscada que juntou à mesma mesa Aníbal Alves, Armando Alves, Jacinto Varela, João Albardeiro e João Paulo Ferrão, entre outros, em Abril de 1985. O evento tomou o nome de Cozinha dos Ganhões e foi assumindo diversos figurinos e desenrolando-se em diversos espaços. Localização: Pavilhão B do Parque de Feiras, em Estremoz Évora Danças do Mundo Às quintas-feiras | Horário: 19h – 20h30 | Localização: Espaço Celeiros | Rua do Eborim, 18 | Évora

Rodas, pares, quadrilhas e muito mais… As aulas de danças são momentos onde se conhecem países através de coreografias, músicas e ritmos muito diversificados. Orientado por Ana Silvestre


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Desporto 13ª edição das 24 Horas de Fronteira / TT Vodafone

Carlos Sousa, Lamy e Miguel Barbosa em busca do título perdido Aníbal Fernandes

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É já amanhã que tem início, em Fronteira, a 13ª edição das 24 Horas/TT Vodafone, última corrida da época e a grande festa do Todoo-Terreno nacional. Os treinos realizam-se entre as 14:00 e as 18:30 horas de sexta-feira. Sábado de manhã, dia 27, entre as 8:00 e as 9:00 horas, terá lugar o warm-up e pelas 12:00 horas, será dada a partida oficial para a corrida que terminará às 12:00 de domingo, dia 28. Os portugueses tentam recuperar o «ceptro» perdido há seis anos para mãos estrangeiras… Há vários dias que em Fronteira e nos concelhos limítrofes já «cheira» ao 24 Horas. A capacidade hoteleira da região encontrase esgotada e nos restaurantes nota-se uma redobrada afluência de clientes. Este ano, contra a expectativa do Automóvel Clube Português (ACP), entidade organizadora da prova, inscreveram-se 94 equipas, num total de 350 pilotos oriundos de nove países, um número excepcional, para uma época em que as participações nas provas de TT fica-

ram aquém de anos anteriores. Este interesse pela prova alentejana veio criar dificuldades inesperadas à organização, já que após as obras de melhoramento na zona do paddock, realizadas pelo município de Fronteira, também parceiro do evento, ficaram apenas disponíveis 80 boxes. Segundo a organização o problema foi resolvido graças «ao salutar desportivismo que se regista no TT» que tornou «possível nalguns casos albergar duas equipas no mesmo espaço», permitindo, assim, que todos participassem na corrida. Também a recta da meta foi requalificada, estando agora maior e mais larga, assim como a área de estacionamento atrás das boxes que apresenta melhorias assinaláveis quer no espaço quer nos acessos. Estão, pois, criadas as condições para que o muito público esperado possa acompanhar o desenrolar dos acontecimentos ao longo dos 17 quilómetros do Terródromo da Vila de Fronteira, nomeadamente, nas três zonas de espectáculo (ZE) ou nas zonas de camping (ZC). Nas ZE, os espectadores podem observar os concorrentes, mas devem deixar as via-

Motores regressam à classica de Fronteira.

turas nos parques devidamente assinalados, em locais exteriores ao circuito. Nas duas ZC, locais definidos pela organização junto às zonas espectáculo no interior do circuito, haverá alguns condicionalismos no acesso, nomeadamente, no que diz respeito aos horários: na sexta-feira, dia de treinos, são permitidas entradas e saídas entre as 8:00 e as 12:00

horas e, depois, entre as 20:00 e as 7:00 horas, de dia 27; no sábado – warm up e prova – só será possível aceder a estes locais entre as 10:00 e as 11:00 horas; domingo, dia 28, só poderão abandonar o local após as 12:30 horas.

Muitos e bons Se, no que diz respeito à pista, as condições estão reunidas para o

sucesso da prova, em relação aos «artistas do volante» também não restam dúvidas: os vencedores da última edição Mário e Alexandre Andrade, em Clio V6, da equipa francesa Moncé, vão ter forte concorrência, a começar pelo vencedor de 2008 Nicolas Gibon (Widcat V8); o ex-campeão mundial Carlos Sousa (Land Cruiser); Pedro Lamy (BMW); o campeão nacional Miguel Barbosa (207 TT); os letãos Dambis/Saukans/Skoks, em O24H, ou a alemã Ellen Lohr, num Mazda BT 50. Uma das grandes expectativas é saber se é desta que uma equipa portuguesa é capaz de interromper a série de seis vitórias obtidas por estrangeiros desde 2004. Com o vencedor do Desafio ELF/ Mazda decidido na Baja de Portalegre, a favor de João Pedro Pais, resta olhar com atenção para a luta pelo segundo lugar entre Rui Lopes (24 pontos) e Bruno Oliveira (23). Para aqueles que não podem ou não querem ir a Froteira, a prova poderá ser acompanhada através da RTP, em dois blocos de directos de duas horas, sábado e domingo, ou nos flashs informativos ao longo do dia. w

Veja a prova em segurança nas zonas espectáculo Aníbal Fernandes

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ZE1 – Zona das Boxes - Quem quiser observar os carros na recta e na curva final, dentro do circuito, terá de deixar a viatura na zona industrial ou junto à estação de caminho de ferro e dirigir-se a pé até à zonas das boxes, seguindo as indicações dos comissários e da GNR presentes no local. ZE 2 – Monte do Burrinho – É uma zona de em que as equipas se deparam com a passagem da Ribeira Grande, proporcionando imagens espectaculares, bem como um salto a descer de criar arrepios aos mais impressionáveis. O acesso faz-se, desde Fronteira, em direcção a Monforte. Cerca de 5 Km depois encontra as placas que assinalam o caminho até à ZE 2. Quem vem de Lisboa, deve seguir pela A6 até Estremoz e IP 2 para PUB

Portalegre. Antes de Monforte, seguir pela esquerda, em direcção de Fronteira. Após cerca de 10 km encontra o acesso à ZE 2. Após a saída do asfalto, terá de fazer um percurso de terra com 3 km de extensão até ao parque de estacionamento. Este percurso está devidamente sinalizado, sendo proibido circular fora do caminho. Ainda antes do parque de estacionamento, existe uma pequena ribeira que, em caso de muita chuva, poderá dificultar a passagem de carros ligeiros. Em condições atmosféricas bastante adversas, esta zona poderá ser recomendável só a veículos 4x4. ZC – Monte do Burrinho Esta ZC é coincidente com a ZE 2. A única diferença á a permissão para estacionar os veículos

no interior do circuito na zona do salto até à ribeira. O acesso a esta zona é condicionado aos horários anunciados. ZE 3 – Monte do Cego - Segunda passagem na Ribeira Grande. A facilidade no acesso, leva a que normalmente seja a mais procurada das ZE. Ainda antes da passagem na água, podem observar-se os concorrentes no final de uma zona muito rápida que termina com uma descida de 50m e uma curva à esquerda de 90º. Após a travessia da ribeira, um salto fecha esta espectacular sequência de condução neste circuito de 17km. O acesso a esta Zona faz-se a partir de Fronteira, em direcção a Cabeço de Vide. Junto ao asfalto encontra dois parques de estacionamento onde deverá

deixar a viatura e seguir a pé cerca de 200m. Como referido, por motivos de segurança, esta estrada encontra-se cortada ao trânsito junto ao Monte do Cego e junto a Cabeço de Vide. Assim, o acesso à ZE 3 só é possível a partir de Fronteira. ZC – Monte do Cego - No espaço da ZE 3 com os mesmos

pontos de observação. Tal como na primeira ZC, os espectadores podem estacionar os veículos no interior do circuito em dois locais. O primeiro ainda antes da travessia da ribeira e o segundo após a ribeira na zona do salto. O acesso a esta zona é condicionado aos horários anunciados. w


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Desporto Juventude bate Santa Maria (3-0) e segue em frente na Taça de Portugal

À espera da “sorte grande”

Distrital de Évora – Divisão de Honra

Aníbal Fernandes

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O Juventude cumpriu a sua obrigação e eliminou o Santa Maria, de Barcelos, da Taça de Portugal. Agora, treinador, jogadores e massa associativa esperam que a sorte lhes traga um grande: «Se for o Benfica melhor», afirma Miguel Ângelo. O Juventude entrou em campo com metade dos habituais titulares, mas isso não impediu que os alentejanos tivessem o jogo controlado durante toda a partida. Miguel Ângelo, provavelmente a pensar no jogo do próximo domingo frente ao líder Atlético, optou por deixar no banco Carlos Mota, Cau e Paulo Letras e na bancada, a cumprir castigo, sentaram-se Nuno Gaio e Paulo Martins, mas os onze que alinharam deram boa conta do recado e, aos 18’, Carlos Gomes inaugurou o marcador, apesar do adversário jogar sempre atrás da linha da bola tentando protelar o inevitável. A tarde esteve fria e com alguma chuva, mas em campo os jogadores empenharam-se a fundo, como que a querer mostrar ao mister que tem bem mais do que uma equipa com que pode contar. Uma nota especial para o guarda-redes Tiago Martins que sempre que foi chamado a intervir o fez com segurança,

Redondense isola-se no comando

Hoje, quinta feira o Juventude conhece o novo adversário para os oitavos de final da Taça de Portugal.

desviando mesmo um corte de cabeça de Cissé que podia ter dado auto-golo. Na segunda parte, apesar de estar à frente do marcador, o Juventude entrou com toda a força e matou a partida aos 49’, na sequência de um canto, com André Xavier a subir às alturas e a cabecear a «chincha» para as redes de Vítor. Aos 69’, Miguel Ângelo ordenou uma dupla substituição, tendo entrado Carlos Mota para o lugar de Carlos Gomes, muito aplaudido pela sua prestação, e o jovem Vítor Martelo para o lugar de Rafael Couto. Cinco minutos depois Luís Barreiros saiu para entrar Cau. Carlos Gomes, a dez minutos dos noventa ampliou a vantagem para três a zero, e pôs ponto final na eliminatória, no entan-

to os minhotos não desistiram e tentaram marcar o golo de honra, no entanto, o ponta-delança do Santa Maria, simulou uma grande penalidade e viu o segundo amarelo, quando faltavam cinco minutos para terminar a partida tornando esse objectivo quase impossível. No final, em declarações à imprensa Miguel Ângelo, depois dos parabéns da praxe à equipa adversária, admitiu que o Juventude «marcou nas alturas certas e depois controlou» a partida. Agora, mantém o desejo já expresso ao REGISTO de, na próxima eliminatória, receber, em Évora, um clube da 1ª Liga: «Se for o Benfica, muito melhor», confessa. Também João Fonseca alinhou pelo mesmo diapasão e, em declarações ao Record,

manifestou o desejo de receber o Benfica no Sanches Miranda. O sorteio, realiza-se hoje, quinta-feira, na sede da Federação Portuguesa de Futebol, em Lisboa, e os adversários que podem calhar em sorte ao Juventude são: Merelinense, Leixões, Atlético, Pinhalnovense, Torreense, Vitória de Guimarães, Académica, Olhanense, Rio Ave, Vitória de Setúbal, FC Porto e Sporting. O jogo entre o Benfica e o Braga foi adiado para 12 de Dezembro e, por outro lado, Ribeirão (Varzim, Cova da Piedade ou Gondomar) e União da Madeira (Bombarralense ou Louletano) aguardam a definição dos seus adversários desta quarta eliminatória, na sequência dos processos disciplinares instaurados a Gondomar e Bombarralense. w

O Escouralense que partilhava o comando com a equipa do Escoural, recebeu o Lusitano de Évora e o nulo registado no final do 90 minutos atirou-o para a segunda posição da tabela classificativa, a dois pontos do Redondense que nesta jornada, recebeu e bateu o Perolivense por 4-0. Empatados no terceiro lugar, com 15 pontos, a quatro do líder, seguem o Lusitano de Évora e Monte de Trigo que venceu fora o Oriolense pela margem mínima (0-1). Resultados da jornada 7 – Portel, 2 – Sp. Viana, 2; Bencatelense, 3 – Giesteira, 0; Canaviais, 4 – Calipolense, 1; Santiago Maior, 2 – Borbense, 0. No dia 28, o líder vai a Estremoz defrontar o Calipolense; o Escouralense desloca-se a Viana do Alentejo; o Lusitano joga em casa com o Santiago Maior, Monte Trigo e Portel protagonizam o dérbi concelhio; Giesteira- Oriolenses, Perolivense-Bencatelense e Borbense-Canaviais completam a jornada.

Distrital de Setúbal

Vasco da Gama em terceiro, União de Santiago em último

Râguebi – I Divisão

Évora volta a bater Montemor Aníbal Fernandes

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O CRE voltou a impor-se ao «quinze» de Montemor (RCM), desta vez por 8-16 e manteve a liderança da fase de apuramento do campeonato nacional da I Divisão. Tal como na primeira volta, o confronto entre as duas equi-

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pas alentejanas era de resultado incerto e, neste jogo, o RCM até entrou melhor, inaugurando o marcador através de uma penalidade de João Maria. No entanto, o CRE chegou ao ensaio e converteu-o, passando para a frente. O Montemor foi atrás do prejuízo, mas não

conseguiu marcar pontos e, como quem não marca sofre, foi o que aconteceu: a equipa de Évora converteu duas penalidades e foi para o intervalo a ganha por 3-13. No reatamento, entraram melhor os da cidade de Diana tendo marcado mais uma pe-

nalidade (3-16). Os «muflons» viram-se mais uma vez na contingência de ir para o meio campo adversário, mas só a 12 minutos do fim, através do estreante Leonardo Ganzalez, conseguiram chegar ao ensaio (8-16), resultado que não teve alteração até ao final. w

Ao fim de oito jornadas, o campeonato distrital de Setúbal é liderado pelo Olímpico do Montijo, com 19 pontos, mais quatro que o Vasco da Gama de Sines que é terceiro. A segurar a lanterna vermelha está o União de Santiago de Cacém, só com derrotas. No último fim-de-semana, o Vasco da Gama empatou a zero com o Zambujalense e os de Santiago perderam em Alfarim por três bolas sem resposta.


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Bloco de Esquerda questiona ministros do Ensino Superior e da Agricultura A deputada Rita Calvário, do Bloco de Esquerda, questionou esta segunda-feira o Ministério do Ensino Superior e o Ministério da Agricultura sobre a utilização de animais saudáveis, cedidos “ilegalmente” pelo canil municipal, como cobaias na Universidade de Évora. O Bloco de Esquerda considera “incompreensível que a Universidade de Évora siga procedimentos que violam a lei, com a total cumplicidade do canil municipal, e prejudicam a qualidade do ensino do curso de medicina veterinária, seguindo modelos pedagógicos já há muito ultrapassados e tidos como ineficazes, além de assentarem no desrespeito pelas normas mais elementares de protecção da saúde e bem-estar animal”. Em nota de imprensa, o Bloco de Esquerda considera ser “necessário que a Direcção Geral de Veterinária, a quem compete a missão de executar as “políticas sanitárias veterinárias, de protecção animal e de saúde pública e animal”, conforme se lê no seu site, intervenha urgentemente para repor a legalidade e o respeito pelos animais. Também o Ministério do Ensino Superior deve assegurar que na Universidade de Évora e demais instituições do ensino superior a lei de protecção animal é cumprida e os métodos pedagógicos utilizados nos cursos de medicina veterinária seguem as práticas científicas modernas e zelam pela saúde e bem-estar dos animais”. w PUB

Sábado Max. 12 Min. 4

Sexta-feira Max. 13 Min. 6

Domingo Max. 9 Min. 1

José Ernesto promete:

Inquérito ao funcionamento do Canil poderá resultar em medidas disciplinares w

Sobre entrega de animais à UE

Quinta-feira Max. 13 Min. 5

José Pinto de Sá

Em reunião Pública de Câmara, o presidente José Ernesto Oliveira reiterou que está em curso um inquérito sobre o funcionamento do Canil Municipal e prometeu que, sendo caso disso, serão tomadas medidas disciplinares. A abrir a Reunião Pública de Câmara do dia 23, José Ernesto Oliveira fez questão de abordar a acesa polémica suscitada por alegados atropelos éticos cometidos pelo veterinário municipal, Flor Ferreira. O presidente da Câmara informou que essas alegações, centradas em “quebras de rigor no funcionamento” do Canil Municipal, estão a ser alvo de um inquérito. O autarca expressou o desejo de ver esse inquérito rapidamente concluído, e prometeu que, caso se justifique, o mesmo poderá dar lugar a procedimentos disciplinares. Oliveira informou ainda que as críticas formuladas ao funcionamento do Canil Municipal foram também canalizadas à Direcção Geral de Veterinária e à Ordem dos Médicos Veterinários, que partilham a tutela com a CME. O vereador social-democrata António Dieb concordou que se procure apurar responsabilidades, mas manifestou o seu desagrado por ver discutir na “praça pública” questões que põem em causa o bom nome da Câmara.

O vereador Eduardo Luciano, da CDU, lembrou que, há cerca de um ano, a esterilização, agora avançada como alternativa à eutanásia, já fora discutida em reunião de Câmara, mas que nada de concreto resultara dessa discussão. Em resposta, José Ernesto Oliveira afirmou que “o assunto foi tratado”, mas que permaneceu a dúvida quanto às vantagens de esterilizar os animais sem dono para depois os devolver à rua, tendo em conta, entre outros, a despesa inerente.

Orçamento para 2011 Para a Reunião de Câmara de terçafeira estava agendada a discussão do projecto de regulamento de apoio aos

agentes culturais, mas a vereadora Jesuína Pedreira, pediu que o assunto fosse retirado da Ordem do Dia. A vereadora da CDU justificou o pedido alegando desconhecer o “trabalho de base” dos serviços municipais envolvidos, e solicitou ao presidente da Câmara que providenciasse para que lhe fizessem chegar os pareceres já emitidos pelos referidos serviços. Abordando o ponto relativo às Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2011, José Ernesto Oliveira começou por referir as “contingências sem precedentes” que condicionaram o orçamento. O autarca acrescentou que, nesse contexto, o orçamento para 2011 “não poderia deixar de traduzir” uma já previsível redução, que se cifrou em cerca de 14 milhões de euros relativamente ao de 2010. O autarca reiterou que a CME não tem “condições para manter os níveis de despesas” em diversos itens, como telecomunicações e horas extraordinárias. “É um orçamento realista, com objectivos muito concretos, que procura ter em conta os tempos que vivemos”, disse José Ernesto Oliveira. Postos à votação, as Grandes Opções e o Orçamento foram aprovados, com os votos a favor do PS, a abstenção do PSD, e os votos contra da CDU. w


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