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SEMANÁRIO

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Director Nuno Pitti | 22 de Março de 2010 | ed. 098 | 0.50 euros

Passos Coelho, Paulo Rangel e Aguiar-Branco, o Senhor que se segue na liderança do PSD.

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12 AURORA CARAPINHA EM ENTREVISTA EXCLUSIVA AO REGISTO

A directora Regional de Cultura do Alentejo aborda as possíveis atitudes do sector perante a crise e reflecte sobre o papel social e económico do Património nos “vários Alentejos”.

FLUVIÁRIO COMEMORA TERCEIRO ANIVERSÁRIO PÁG.04 0 Fluviário de Mora, no Alente-

jo, comemora hoje o terceiro aniversário com um programa especial de animação, esperando alcançar a marca dos 450 mil visitantes, disse à Agência Lusa o director do equipamento, José Manuel Pinto. Destinado a dar a conhecer as espécies aquáticas e terrestres dos habitats de água doce, o Fluviário de Mora foi o primeiro equipamento do género na Europa e o terceiro no mundo.

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COORDENADORES DO PROJECTO EVUE REÚNEM-SE EM BEJA PÁG.08 A propósito da participação da Câmara de Beja no Projecto EVUE, numa representação do nosso país a nível internacional onde se inclui só mais uma cidade portuguesa (Lisboa), a capital do Baixo Alentejo recebe, este dia 23 (terça-feira) para uma reunião de trabalho, os parceiros da cidade londrina coordenadora do projecto.

SNS contrata uma centena de médicos mas só um para o Alentejo

Amieira Marina propõe vela para as férias da Páscoa

PÁG.09 Para atenuar a falta de médicos, o Ministério da Saúde anunciou quintafeira a entrada no SNS de 97 médicos recém-formados com a especialidade de medicina geral e familiar, mas apenas um vai ser colocado no Alentejo.

PÁG.15 “Vida, Vela, Vento! Eis o desafio do Núcleo de Vela da Amieira Marina e da empresa Livre-de-Amarras a todos os jovens, a partir dos 13 anos, que pretendam umas férias de Páscoa repletas de emoção e de aventura nas águas do Alqueva.


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22 Mar ‘10

Opinião

Sonia ramos ferro

Jurista e Deputada Municipal

XXXII Congresso PSD Nos dias 13 e 14 de Março do corrente ano, decorreu o XXXII Congresso Nacional do PSD. Portugal teve a oportunidade de acompanhar tal evento por meio da comunicação social, eu estive lá e pude presenciar o pulsar de um grande partido político. Estou convencida que após o dia 26 de Março, o PSD voltará a ser um partido unido, forte e determinado em conquistar a confiança dos portugueses. Os discursos dos ex-Presidentes do partido foram excelentes e levaram ao rubro os militantes. O Professor Marcelo Rebelo de Sousa, como seria de esperar, apelou afincadamente à unidade do partido, relembrando que foram raros os momentos na história do partido em que assistimos à emancipação de várias candidaturas à liderança. Santana Lopes, emotivo e autêntico, como sempre, não deixou de questionar se os últimos cinco anos de governação terão correspondido à “boa moeda” de que falava então Cavaco Silva, num tom magoado e sentido que ninguém pode estranhar. Falou também da insustentável situação do Primeiro-ministro José Sócrates, que resumiu da seguinte forma: a suspeição não pode permanecer eternamente. Ou se demite ou exige explicações urgentes para restaurar a sua honra. Marques Mendes, homem de grande rectidão e lisura, apelou igualmente à unidade do partido após as eleições, lembrando que o líder não pode ser fragilizado nem alvo de tricas internas. “Somos todos sociais-democratas”, disse. Apelou também à clarificação das funções do Estado: Estado agente económico; ou Estado limitado às funções de regulação e fiscalização. Defendeu abertamente o fim das golden share e o fim da promiscuidade entre as empresas e o Estado. O Congresso foi também palco de batalha política entre os quatro candidatos à liderança. Abriu-se um espaço de debate privilegiado. Paulo Rangel apelou às bases do partido e à importância dos militantes, afirmando que não há barões, nem marqueses ou duquesas no partido. Fazer a ruptura e liderar a agenda política, são as suas prioridades. Desferiu várias críticas à governação socialista,

por ter acentuado as desigualdades, e nem a execução do QREN, que vai em 9%, contribui para a melhoria do desempenho dos agentes económicos. Criticou igualmente a transformação do plano tecnológico no plano do betão, atendendo à panóplia de obras públicas em curso, que se tornaram no desígnio socialista. Relembrou que José Sócrates fomentou a guerra nas profissões e nas classes profissionais, tornando-se na “ força de bloqueio da vida portuguesa”, acusando-o de propaganda populista e confusão entre poderes públicos e privados. “Portugal precisa de uma “des-socratização”. Acima de tudo Rangel conseguiu conquistar o aplauso da plateia pela sua capacidade de mobilização, convocando todos os portugueses para a árdua tarefa de dinamizar o tecido económico e social. Exigência, rigor e disciplina na escola e uma forte aposta no ensino profissional e obrigatoriedade do ensino pré-escolar, são as directrizes que adoptou para a educação, nas quais me revejo, aliás. O equilíbrio territorial entre regiões ricas e pobres, entre litoral e interior, tem sido outro dos seus lemas. A coesão do território é um tema que me é caro, porque entendo que os vários governos têm desprezado o interior do país, mormente este nosso Alentejo, em debandada para o litoral. Rangel tem essa sensibilidade de conseguir enxergar o tremendo erro estratégico que tem sido abandonar o Alentejo e deitá-lo aos pés daqueles que percebem nele, não um ponto fraco mas uma janela de oportunidades. Finalizou com a liberdade de voto. José Pedro Aguiar Branco também fez um discurso inflamado, colocando a tónica na dificuldade em ser oposição, “porque somos sempre criticados pelas decisões que tomamos”. É preciso coerência e muita coragem, disse. É normal que tenha começado o seu discurso por esta matéria, atendendo ao bom desempenho que

tem tido como líder parlamentar. Sentiu necessidade de se justificar antecipando, até, eventuais críticas de Passos Coelho nomeadamente em matéria orçamental. Dirigiu-se à juventude, que experimenta as agruras do desemprego e que apesar de culta e especializada, não consegue encontrar emprego no seu país, vendo-se obrigada a emigrar para outras paragens, mais convidativas. Afirmou que era seu ensejo devolver o poder à comunidade, falando em “localidade” e defendendo o referendo à regionalização. Pedro Passos Coelho, herdeiro da Jota, falou do seu passado, fazendo um resumo biográfico da sua história politica, desferindo contra Paulo Rangel essa diferença de tempo de militância. Experimentou uma aproximação a Alberto João Jardim, que lhe saiu desajeitada. Falou contra a governação socialista do subsídio que fomenta a dependência e a ociosidade. Lançou um alerta cívico que é preciso atentar: moralizador de quem trabalha e assistencial para quem precisa mas na medida do que precisa. Defendeu a prestação de trabalho a favor da comunidade por parte de quem recebe prestações sociais não enquadradas no regime contributivo. Revelou-se contra a aprovação do orçamento para 2010, considerando que se não é um bom orçamento para o país, o PSD não se deveria ter abstido. Quanto às várias propostas apresentadas para alteração dos estatutos, faltando melhor argumento e numa tentativa de desviar a atenção do PEC, o PS ocupa-se agora das propostas aprovadas pelos militantes do PSD com direito a voto. A lei da rolha, como lhe chamam, tem suscitado preocupação no PS – quem diria! Apesar de ter uma norma semelhante nos seus estatutos, mas vitalícia, o PS socratista não precisa de lei da rolha porque já tem uma! Quem tem Sócrates não precisa de mais nada! Se falar, é despedido!

Inundações e jogo de futebol interrompido devido à queda de granizo Inundações em casas e vias públicas, um acidente de viação e a interrupção de um jogo de futebol foram as principais consequências da forte chuvada, acompanhada de trovoada, que hoje à tarde fustigou várias zonas do Alentejo. No distrito de Évora, ocorrerem pelo menos 14 inundações em casas e vias públicas, sobretudo nos concelhos de Arraiolos, Estremoz, Portel, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo, adiantou à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS). A queda de granizo obrigou à interrupção de um jogo de futebol entre o Sporting de Viana do Alentejo e o Estrela de Vendas Novas, quando faltavam 13 minutos para terminar, conforme constatou a Lusa no local. O jogo, a contar para a Divisão de Honra da Associação de Futebol de Évora, foi interrompido quando a equipa de Vendas Novas vencia por 0-2, devendo os restantes 13 minutos de jogo ser cumpridos na sexta feira à noite. No Baixo Alentejo e também devido à queda de granizo, os bombeiros registaram uma colisão envolvendo três automóveis na A2, perto de Aljustrel, de que resultaram dois feridos ligeiros, disse à Lusa fonte do CDOS de Beja. Além da formação de um lençol de água numa estrada perto de Castro Verde, o mau tempo provocou também uma inundação numa superfície comercial de Ourique, que acabou por fechar ao público, referiu a mesma fonte.

Correio do Leitor O correio do leitor é feito para si. É voz activa no nosso jornal. Queremos saber a sua opinião sobre conteúdos ou propostas de abordagem. Somos uma equipa que desejamos dar-lhe a melhor informação. Para isso, contamos consigo e com a sua confiança. correiodoleitor@registo.com.pt

Efemérides 22 de março: Dia Mundial da Água.

Como seria de esperar, apelou afincadamente à unidade do partido

*1895 - Os irmãos Lumière realizam a primeira exibição de cinema. * 1911 - Fundada a Universidade do Porto em Portugal. * 1935 - Transmitido o primeiro programa regular de televisão do mundo através da antena da Torre de Rádio de Berlim. Nasceram neste dia * 1868 - Robert Andrews Millikan, físico norte-americano (m. 1953). * 1923 - Marcel Marceau, ator francês (m. 2007). * 1948 - Andrew Lloyd Webber, compositor britânico. Morreram neste dia * 1418 - Nicolas Flamel, alquimista francês (n. 1330). * 1832 - Johann Wolfgang von Goethe (na imagem), escritor alemão (n. 1749). * 1945 - Tadamichi Kuribayashi, militar japonês (n. 1891).


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22 Mar ‘10

Opinião

Capoulas Santos Eurodeputado

LIÇÃO DE CIDADANIA Os portugueses são assim. Quando menos se espera dão magistrais lições de generosidade e de cidadania. Todos lembramos ainda com sentida emoção a reacção colectiva que a tragédia de Timor nos provocou. E, mais recentemente ainda, a força com que os madeirenses se dedicaram á reconstrução das casas e bens destruídos e a onda de solidariedade que esta terrível catástrofe gerou entre todos nós. Assim voltou a acontecer no passado sábado, em torno da mobilização espontânea da sociedade civil que se gerou a partir do movimento “Limpar Portugal”. Tive o prazer de me associar e de participar na acção de limpeza na zona do início do chamado “Percurso de Monfurado”, aqui mesmo ás portas da cidade, perto do novo campo e futebol do Lusitano. Juntei-me a um entusiasmado e alegre grupo, maioritariamente de jovens, que se dedicou á tarefa, aparentemente impossível, de limpar o mar de lixo que, com a passividade de todos, autoridades incluídas, tem vindo a inundar os nossos caminhos rurais e os campos cuja beleza, em especial na primavera que acaba de começar, nos desvanece. Pelo que vi no fim do dia nos telejornais, a iniciativa mobilizou cerca de 100 000 portugueses e permitiu recolher cerca de 70 000 toneladas de lixo. Uma parte ínfima das muito milhares de outras que permanecem a emporcalhar as mais belas paisagens de Portugal e a contaminar os nossos solos e águas. Vi de tudo. Entulhos, plásticos, vidros, mobílias, destroços de viaturas, espalhados por todo o lado. E tenho a certeza que, apesar de tudo, o Alentejo será a região onde o fenómeno terá menor expressão. Segui na internet, nos dias que precederam a operação, através da troca de mensagens entre os voluntários para esta missão, o entusiasmo e o estimulo contagiante que transmitiam entre si, centrados no único objectivo de dizer basta a esta vergonha a que até agora fomos passivamente assistindo. Uma ou outra tentativa isolada de introduzir no tema a questiúncula politica e a recriminação foram prontamente rechaçadas e ignoradas. O esforço e a mobilização para

Sociedade esta tarefa não podem ficar reduzidos a um “dia de luta”, nem a umas quantas toneladas de lixo recolhidas. É preciso que deste esforço resulte uma consciência acrescida de que esta vergonha não pode continuar. É preciso que as autoridades nacionais, regionais e locais ponham em execução um plano de acção concertado para que seja rapidamente recolhido o lixo disperso que continua nos campos e que definam uma estratégia educativa, preventiva e punitiva para eliminar ou reduzir ao mínimo este crime contra a natureza e as pessoas. Pela minha parte enquanto cidadão com responsabilidades politica irei fazer o que estiver ao meu alcance para sensibilizar parlamentares e governantes para que o cumprimento das normas em vigor sejam cumpridas e para ver até onde é possível ir para pôr cobro a esta vergonhosa situação. Porque não, por exemplo, criar normas legais que declarem perdidas a favor do Estado todas as viaturas utilizadas na dispersão de lixo em locais não autorizados? E porque não mobilizar reclusos ou desempregados para dar sequência à acção de limpeza do passado sábado? E porque não sensibilizar os juízes no sentido de aplicarem, nas suas sentenças, menos multas e mais prestação de serviço comunitário orientado para a limpeza do lixo disperso? O contacto directo com a dimensão deste problema estimulou-me também a procurar soluções no que diz respeito disponibilização de locais autorizados para a deposição dos entulhos das pequenas obras de construção civil que constituem o maior volume dos detritos lançados na borda dos caminhos públicos e nas propriedades privadas. Enquanto Presidente da Assembleia Municipal de Évora irei propor aos meus colegas das diferentes bancadas a realização de uma reunião extraordinária para debater este assunto e para procurar soluções rápidas e exequíveis que possam constituir contributos positivos para a solução deste problema. O alerta e o despertar de consciências que esta acção me provocou e, estou certo, provocou a muitos e muitos milhares de portugueses, é o melhor prémio para a generosidade dos cidadãos anónimos que, com o seu sobressalto cívico, permitiram a realização deste exercício exemplar de cidadania de que todos devemos sentir orgulho.

Basta a esta vergonha a que até agora fomos passivamente assistindo

Mora. Fluviário com programa especial de animação

Fluviário comemora terceiro Aniversário

O Fluviário de Mora, no Alentejo, comemora hoje o terceiro aniversário com um programa especial de animação, esperando alcançar a marca dos 450 mil visitantes, disse à Agência Lusa o director do equipamento, José Manuel Pinto. Destinado a dar a conhecer as espécies aquáticas e terrestres dos habitats de água doce, o Fluviário de Mora foi o primeiro equipamento do género na Europa e o terceiro no mundo. O fluviário, propriedade do município de Mora, no distrito de Évora, promove a partir de hoje, data do aniversário, várias iniciativas, entre as quais atividades radicais, voos de balão e pinturas e fotografias para os mais novos. Uma sessão solene, com a realização de um colóquio sobre “Aquários Públicos e Biodiversidade”, e a inauguração de uma nova exposição temporária sobre

“Biodiversidade nos rios portugueses”, que se associa ao ano europeu em curso, marcam igualmente a data. José Manuel Pinto adiantou que, até ao dia 28 deste mês, os visitantes do fluviário podem ainda habilitarse a ganhar estadias, refeições e produtos de Mora, numa parceria com a economia local. Segundo os seus responsáveis, o Fluviário de Mora é um dos principais polos turísticos e de desenvolvimento regional, tendo em conta a entrada no concelho de 150 mil visitantes por ano, 12 mil por mês e mais de quatro mil por semana. Resultado de um investimento superior a seis milhões de euros e de uma parceria entre o município e o Oceanário de Lisboa, o Fluviário, situado no Parque Ecológico do Gameiro, na freguesia de Cabeção, foi o primeiro “grande aquário de água doce” da Europa, ao

qual se juntou, em 2008, um equipamento semelhante em Saragoça (Espanha). Mais de 500 peixes, de 55 espécies diferentes, algumas delas já extintas ou em risco de extinção, “habitam” o Fluviário, num percurso entre a nascente e a foz de um rio, podendo os visitantes deparar-se ainda, em pleno interior do Alentejo, com animais exóticos da bacia amazónica e dos lagos africanos, como uma anaconda ou rãs venenosas. Restaurante, galeria multimédia, sala de exposições temporárias, biblioteca e laboratório são outras das valências do equipamento, que emprega 30 pessoas. Nos quase três anos que leva de “portas abertas”, já contabiliza quase 450 mil visitantes e foi distinguido com galardões nacionais e internacionais, sendo mesmo eleito o Melhor Museu Português 2007, pela Associação Portuguesa de Museologia.

Assalto em portalegre A PSP está a investigar o assalto a uma ourivesaria em Portalegre, hoje de madrugada, de onde terão sido roubados artigos avaliados pelo proprietário em cerca de cinquenta mil euros. O proprietário da ourivesaria, José Trindade, adiantou à agência Lusa que ainda não contabilizou o valor total dos prejuízos, mas “para já situam-se entre 40 e 50 mil euros”. De acordo o proprietário

do estabelecimento, situado na principal artéria comercial de Portalegre, o assalto foi realizado, pelo menos, por “três indivíduos encapuzados” que “conseguiram entrar no interior da loja”. “Uma vizinha assistiu ao assalto e disse-me que eram três indivíduos encapuzados. Poderá estar mais alguém envolvido no assalto, uma vez que após o furto deslocaram-se para

uma viatura que estava estacionada nas imediações”, relatou. Contactada pela Lusa, fonte da PSP de Portalegre confirmou a ocorrência, adiantando ainda que o assalto ocorreu pouco depois das 05:00. A mesma fonte explicou que os assaltantes cortaram a grade que protegia a montra da ourivesaria e partiram a vitrina para efetuar o furto.


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Politíca

PSD vai a votos Na próxima sexta-feira, dia 26, os militantes do PSD vão fazer a escolha para a sucessão de Ferreira Leite. Em campanha, os três principais candidatos à liderança do partido estiveram em Évora para apresentar as suas propostas e estratégias para a presidência do partido e quem sabe apresentarem ideias para o futuro governo do país. Registo apresenta a biografia resumida dos 3 principais candidatos.

Passos Coelho Dividiu a infância entre Coimbra, onde nasceu, e Angola, onde o pai exercia medicina. Após a experiência africana estabeleceu-se em Vila Real, terra em que viveu até aos 18 anos e onde permanece as suas minhas familiares. Foi em Vila Real que aderiu à JSD. Foi sucessivamente eleito para órgão locais e distritais, e com 16 anos chegou a Conselheiro Nacional, em 1980. O seu empenho na elaboração do Projecto Político para a Juventude Portuguesa abriu-lhe as portas da Comissão Política Nacional da JSD em 1982. Em 1984 foi eleito secretário-geral, e em 1986 vice-presidente da maior juventude partidária portuguesa. Em 1990 candidatou-se à presidência da JSD, tendo sido reeleito para a liderança duas vezes. Enquanto vice-presidente e presidente da JSD, foi também membro da Comissão Política Nacional do PSD ao longo da liderança do prof. Cavaco Silva. Em 1991 foi eleito deputado à Assembleia da República, tendo integrado a Assembleia Parlamentar da OTAN. Reeleito em 1995, foi vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD de 1996 a 1999. Em 1997 concorre à Câmara da Amadora, e ob-

teve o melhor resultado de sempre do PSD nesse concelho. Em 1999 deixa o Parlamento, renunciando à pensão vitalícia que a lei lhe atribuía. Em 2001 conclui a licenciatura em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa. Profissionalmente esteve ligado como consultor à Tecniforma. Posteriormente ingressa no Grupo Fomentinvest como director financeiro, sendo desde 2007 administrador executivo. É também docente no Instituto Superior de Ciências Educativas. Regressa à política nacional em 2005 como vicepresidente do PSD eleito na lista de Marques Mendes. No mesmo ano, foi eleito presidente da Assembleia Municipal de Vila Real, cargo para o qual foi recentemente reeleito. Em Maio de 2008 candidatou-se à presidência do PSD, tendo sido apoiado por 32% dos votantes. Depois das eleições, funda o think-tank Construir Ideias, procurando dar um contributo para a reanimação do debate na área política social-democrata. Em Janeiro de 2010, publica o livro Mudar, assumindo-me novamente como candidato à liderança do PSD nas directas de 26 de Março.

Paulo Rangel Nascido em Vila Nova de Gaia, em 1968. Licenciado em Direito, em 1991, na Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto. Frequentou o mestrado em Ciências Jurídico-Políticas na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e o curso de doutoramento em Direito Público na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Prepara, nesta última universidade, a sua tese de doutoramento em Direito Constitucional. Docente na Faculdade de Direito da Universidade Católica, onde rege a disciplina de Ciência Política e dirige os seminários Cuatrecasas de Contratação Pública e de Tutela Cautelar em Direito Administrativo. Foi investigador nas áreas do Direito Constitucional, Direito Administrativo e Ciência Política no Instituto Universitário Europeu, Universidade de Bolonha, Universidade de Génova e Universidade de Freiburgo. . Foi ainda membro do Conselho de Redacção da revista Jurisprudência Constitucional e do Conselho Editorial da Universidade Católica Portuguesa, e colunista regular no jornal Público e comentador pontual de vários orgãos de co-

municação social. É Deputado ao Parlamento Europeu, Coordenador do Grupo Europeu do PSD e Vice-Presidente do Grupo PPE com o pelouro das relações com os Parlamentos Nacionais. É membro efectivo da Comissão de Assuntos Constitucionais e da Delegação para as Relações com os Estados Unidos. É também membro suplente da Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos e da Delegação à Comissão Parlamentar de Cooperação UE -Rússia. Em 2009, foi eleito para o Conselho de Administração da Fundação Robert Schuman, um espaço de reflexão e acção política europeia, presidido por Jacques Santer. Encabeçou a lista do partido às eleições para o Parlamento Europeu, das quais saiu vencedor. Foi Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça no XVI Governo Constitucional e Deputado à Assembleia da República na X Legislatura, tendo sido presidente do Grupo Parlamentar do PSD em 20082009. Foi, ainda, redactor do programa de candidatura do PSD e do CDS-PP à Câmara Municipal do Porto, encabeçada por Rui Rio, em 2001.

Aguiar-Branco Nasceu em 18 de Julho de 1957 em 25 de Novembro de 1980, licenciou-se em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Em 15 de Dezembro de 1982, inscreveu-se como advogado na Ordem dos Advogados Portugueses. Frequência do curso “Ciências Políticas”, pelo Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Bordéus, França (1975/76) Consultor jurídico de várias empresas privadas árbitro no Centro de Conciliação e Mediação de Conflitos - Concórdia Deputado à Assembleia da República, desde 2005 Membro da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais,Direitos, Liberdades e Garantias, na X Legislatura Presidente da Assembleia Municipal do Porto, de 2005 a 2009 Cabeça de lista do PSD - Partido Social Democrata, pelo círculo do Porto, às eleições legislativas de 20 de Fevereiro de 2005 e de 27 de Setembro de 2009 Ministro da Justiça do XVI Governo Constitucional Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do PSD - Partido Social Democrata, nos biénios 2000/2002 e 2008/2010

Vice-Presidente do Conselho de Administração do Instituto Francisco Sá Carneiro de 1999 a 2002 Membro da Comissão de Honra de Candidatura do Senhor Dr.Rui Rio à Presidência da Câmara Municipal do Porto, nas eleições de 2001 Membro do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD Partido Social Democrata, de 1995 a 2001 Membro do Gabinete Sombra do PSD - Partido Social Democrata, como Porta-Voz para a área da Justiça, em 2000 Membro do Conselho de Administração do Instituto Francisco Sá Carneiro de 1996 a 1999 Vogal da Comissão Política Nacional do PSD - Partido Social Democrata, no biénio 1996/1998. Membro da Comissão de Honra de Candidatura do Prof. Aníbal Cavaco Silva à Presidência da República, nas eleições de 1995 Membro do Conselho Nacional do PSD - Partido Social Democrata, nos triénios 1982/1984 e 1988/1990 Membro do Conselho Nacional da JSD - Juventude SocialDemocrata, de 1977 a 1984 Vogal do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD


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22 Mar ‘10

Sociedade

“Os Verdes” querem explicações sobre atraso do plano nacional de acção ambiente e saúde O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República duas perguntas em que pede esclarecimentos ao Governo, através do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território e do Ministério da Saúde, sobre o Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde (PNAAS). Há dois anos aprovado em Conselho de Ministros, o PNAAS, que surgiu já com 10 anos de atraso, continua no papel por, de acordo com declarações à comunicação social por dirigentes da Direcção Geral de Saúde, falta de verbas. “Os Verdes” pretendem saber se o Governo pretende cumprir o PNAAS até 2013, conforme o previsto, e também que verbas foram disponibilizadas para a sua execução. PERGUNTA: Dois anos depois do Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde 2008-2013 (PNAAS) ter sido aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 91/2008, de 4 de Junho, continua no papel, de acordo com as declarações de responsáveis da associação Quercus e da DGS – Direcção-Geral da Saúde à comunicação social. O PNAAS, que foi elaborado sob a co-coordenação do Ministério

do Ambiente e do Ordenamento do Território (Agência Portuguesa do Ambiente) e do Ministério da Saúde (Direcção-Geral da Saúde), surgiu já com um atraso de dez anos. Efectivamente, foi na 2ª Conferência Ambiente e Saúde realizada em Junho de 1994, em Helsínquia, que os Ministros do Ambiente e da Saúde dos países da Região da Europa da OMS – Organização Mundial de Saúde - se comprometeram a desenvolver em conjunto, o mais tardar até 1997, Planos Nacionais de Acção sobre Ambiente e Saúde. Uma década depois, na Conferência realizada em Budapeste, em Junho de 2004, os Ministros da Saúde e do Ambiente da Europa comprometeram-se em actualizar os seus planos, de modo a nomeadamente passarem a incluir um Plano de Protecção das Crianças contra os Perigos Ambientais, a desenvolver até 2007. À data des-

ta Conferência, 30 países, (13 dos quais da União Europeia) da Região da Europa da OMS já tinham elaborado os seus respectivos PNAAS. O PNAAS desdobra-se em 36 Acções Programáticas que têm como fim último reduzir os impactes ambientais adversos na saúde da população portuguesa. Estas Acções foram construídas para os diferentes Domínios Prioritários de intervenção: (1) água; (2) ar; (3) solo e sedimentos; (4) químicos; (5) alimentos; (6) ruído; (7) espaços construídos; (8) radiações; e (9) fenómenos meteorológicos. As fontes de financiamento para a prossecução das Acções Programáticas do PNAAS são as que decorrem das dotações anuais previstas na Lei do Orçamento do Estado das entidades intervenientes, ou de outro enquadramento financeiro por estas angariado. A razão avançada pelos responsáveis da DGS nas declarações à

comunicação social para o atraso do Plano é, essencialmente, a da falta de verbas.

NÚmero

30

países

<(13 dos quais da União

Europeia) da Região da Europa da OMS já tinham elaborado os seus respectivos PNAAS>

Assim e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, solicito a S. Ex.ª O Presidente da Assembleia da República que remeta ao Governo a seguinte Pergunta, para que o Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, me possa prestar os seguintes esclarecimentos: 1. Está previsto o cumprimento do Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde até à data estabelecida de 2013? 2. Em caso negativo, quais as razões do incumprimento, para o Ministério? 3. Que Acções Programáticas, das 36 estabelecidas avançaram até Março de 2010? 4. Que informação existe quanto às medidas implementadas em cada uma das 36 Acções Programáticas até à data? 5. Que verbas foram disponibilizadas para o cumprimento do Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde em 2008, 2009 e 2010?


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22 Mar ‘10

Sociedade Beja no projecto EVUE

Coordenadores do projecto EVUE reúnem-se em Beja A propósito da participação da Câmara de Beja no Projecto EVUE, numa representação do nosso país a nível internacional onde se inclui só mais uma cidade portuguesa (Lisboa), a capital do Baixo Alentejo recebe, este dia 23 (terçafeira) para uma reunião de trabalho, os parceiros da cidade londrina coordenadora do projecto. O projecto EVUE concentra-se no desenvolvimento de estratégias integradas e técnicas de liderança para a promoção da utilização de veículos eléctricos em meio rural. O projecto compreende iniciativas para encorajar a utilização de veículos públicos, como contributo para as estratégias europeias de qualidade do ar, de transportes, de mobilidade e atractividade e ainda competitividade urbanas. As acções do projecto privilegiam a partilha de soluções para ultrapassar os principais obstáculos à penetração da mobilidade eléctrica, como sejam barreiras de mercado, a falta de infra-estruturas, a rapidez das mudanças tecnológicas, bem como a necessidade de modelos económicos actualizados. O Projecto EVUE integra-se no eixo 2.3 do programa URBACT. Este compreende questões ambientais nos domínios das políticas integradas para sistemas de transporte sustentáveis, do apoio a sistemas mais inteligentes de transportes urbanos, da promoção dos veículos menos poluentes e da utilização de meios alternativos de transporte. Incide ainda na melhoria da acessibilidade, da eficiência e da eficácia dos transportes públicos, especialmente no que diz respeito à acessibilidade das zonas urbanas menos favorecidas. De entre os objectivos do Projecto EVUE contam-se a contribuição

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para a melhoria do planeamento de políticas urbanas de transporte que incorporem a introdução de veículos eléctricos, o acelerar de processos de inovação ligados aos benefícios da utilização de veículos limpos nas cidades europeias. O projecto incide fundamentalmente sobre veículos e infraestruturas no âmbito dos quais se incluem novas oportunidades de mercado e a criação de redes e clusters locais de mobilidade

eléctrica, políticas de incentivos, de marketing e de comunicação e ainda a articulação de parcerias locais e regionais. Recordamos que Beja é uma das duas cidades portuguesas a integrar o grupo restrito de 10 cidades europeias que participam no Projecto EVUE, através do desenvolvimento de estratégias de intervenção local nas áreas da energia e combate às alterações climáticas.

Esta participação do município de Beja insere-se na estratégia de colocação da cidade na vanguarda da mobilidade eléctrica, tendo como objectivos principais o desenvolvimento económico, através do aproveitamento das oportunidades de negócio criadas por este novo sector emergente; a promoção ambiental, procurando reduzir as emissões de CO2 e a utilização dos combustíveis fósseis; e ainda a eficiência energética na procura da

auto-sustentação. Finalmente, inscrevem-se, como objectivos, a melhoria da qualidade de vida reduzindo, nomeadamente, as facturas dos transportes e os níveis de ruído. O projecto, com duração de três anos, orçará em cerca de 75 mil euros por parceiro e financiamento comunitário na ordem dos 80 por cento, devendo envolver obrigatoriamente os actores locais e as entidades regionais gestoras do QREN.


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Saúde Quando 500 médicos anunciam a intenção de pedir a reforma antecipada

SNS contrata uma centena de médicos mas só um para o Alentejo Para atenuar a falta de médicos, o Ministério da Saúde anunciou quinta-feira a entrada no SNS de 97 médicos recém-formados com a especialidade de medicina geral e familiar, mas apenas um vai ser colocado no Alentejo.

Trata-se de médicos que concluíram em Fevereiro a formação e que permitirão o acesso a médico de família a mais de 150 mil portugueses. Segundo uma fonte do ministério da Saúde citada pela agência Lusa, as autoridades procederam a um planeamento regional de modo a preencher os locais onde haviam maiores carências de médicos de família. Os jovens médicos iniciarão de imediato a sua actividade em todo o país, a maioria dos quais (44) na Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte e 26 na ARS de Lisboa e Vale do Tejo. Catorze médicos irão para a ARS do Centro, seis para o Algarve e apenas um para o Alentejo. A estes médicos acrescem outros seis profissionais contratados diretamente pelas Unidades Locais de Saúde do Alto Minho (um), de Matosinhos (quatro) e do Norte Alentejano (um), adianta o MS.

O coordenador da Missão dos Cuidados de Saúde Primários, Luís Pisco, congratulou-se com a entrada imediata dos médicos, que veio pôr fim a um “processo muito burocrático, que durava vários meses a ser colocados”. A contratação dos novos médicos ocorre numa altura em que as autoridades anunciaram que 500 médicos tinham pedido a reforma antecipada, suscitando viva preocupação entre os utentes. No entanto, a ministra da Saúde, Ana Jorge, recusou quinta-feira “qualquer análise catastrofista” da situação dos recursos humanos na saúde, assegurando que não está em causa “nem o acesso, nem o funcionamento, nem a qualidade assistencial” do Serviço Nacional da Saúde. “Há problemas de falta de profissionais que levam tempo a recuperar, mas nos quais estamos a atuar”, afirmou Ana Jorge, na Assembleia da República, duran-

te uma interpelação do Bloco de Esquerda ao Governo sobre “A política de recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”. A ministra anunciou que nos próximos três anos o SNS passará a poder contratar, de “forma mais ágil, os médicos que se encontrem aposentados por via de já terem obtido o tempo de serviço e de já terem atingido a idade de reforma”. Durante esse tempo, os médicos que pediram e obtiveram a antecipação das reformas podem continuar no SNS a exercer a sua profissão”, mantendo o direito à respetiva pensão”, explicou, frisando que se trata de uma medida de “curto prazo, excecional e justificada pelas atuais circunstâncias”. Para o deputado do Bloco de Esquerda João Semedo, “a decisão do Governo não estanca a debandada dos médicos. Pelo contrário, é um convite a que os médicos

que agora se aposentam vão trabalhar para os hospitais privados”. Por sua vez, o PSD considerou que a aprovação de um regime excecional de contratação de médicos aposentados significa “impostos em dobro” para os portugueses e é um sinal de “péssima gestão” que o Governo dá.

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<jovens que iniciarão de imediato a sua actividade em todo o país>

Semana Académica de Beja arranca hoje X-Wife e Quim Barreiros são os cabeças de cartaz da Semana Académica de Beja, que arranca hoje e inclui também tunas, o tradicional desfile académico, sessões de dj’s e torneios de futebol, ténis, paintball e basquetebol. A festa académica, organizada pelas associações de estudantes das quatro escolas do Instituto Politécnico de Beja (IPB), prolonga-se até quinta feira, com concertos todas as noites, a partir das 22:30, no pavilhão multiusos do Parque de Feiras e Exposições da cidade. Segundo a organização, trata-se do “maior e mais importante evento lúdico da vida académica de Beja”, que serve para “estimular o convívio entre os alunos” e “promover as tunas académicas” do IPB e “proporcionar momentos de lazer e cultura” para a comunidade estudantil e público em geral. Um espectáculo com as cinco tunas do IPB e uma da Universidade de Évora marca hoje o “pontapé de saída” da primeira noite da festa, que segue “madrugada fora” com sessões dos dj’s Sunlize e Barrioz. O rock e o pop dos Killing. Electronica e o reggae da banda Quem é o Bob?, de tributo a Bob Marley & The Wailers, são os ritmos agendados para a noite de quarta feira, que continua com sessões dos dj’s Peter Lewis and VJ Sscreen e Carlos Manaça. A noite de quarta feira, “a mais gozada e concorrida” da Semana Académica de Beja e que os estudantes chamam de “pimba”, inclui a atuação da tocadora de baile Joana Reis e o concerto de Quim Barreiros, seguidos das sessões da Dj Kika Lewis e do Sefukaz Project. O último dia da semana académica, quinta feira, começa às 14:00 com o tradicional desfile académico, que vai percorrer as principais ruas de Beja e terminar no Parque de Feiras e Exposições, onde, a partir das 17:00, haverá uma vacada no picadeiro. O rock alternativo dos Smix Smox Smux, de Braga, e dos X-Wife vai marcar a última noite da Semana Académica, que termina com sessões dos dj’s Diego Miranda e Ezzra and Vj Sscreen.


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22 Mar ‘10

Opinião

Sociedade

Carlos Sezões Gestor / Consultor

PSD: Razões para Mudar! O PSD vai decidir o seu futuro no próximo dia 26 de Março. Considero que temos perante nós 3 bons candidatos, cada um com os seus pontos fortes, características e estilos muito próprios. Aguiar Branco é um político experiente e com provas dadas. Já foi ministro, esteve em várias equipas de direcção nacional do PSD e, mais recentemente, tem realizado um bom trabalho como líder parlamentar. Prima pelo bom senso e pela capacidade de negociação e geração de consensos – algo que tem sido muito importante neste contexto de inexistência de maioria parlamentar. Paulo Rangel é um político ainda jovem, extremamente inteligente, criativo e acutilante, com uma capacidade de oratória bastante acima da média. O seu desempenho no parlamento português e o seu contributo para a vitória do PSD nas Europeias de 2009 mostraram as suas qualidades que, seguramente, muito servirão o Partido e o País nos próximos anos. Mas, com o devido respeito pelas personalidades e qualidades de ambos os candidatos citados atrás, o PSD precisa de mais. Em concreto, precisa de uma Liderança fortíssima, de um Projecto estratégico para o País e de uma Equipa capacitada para mudar a forma como temos sido governados nestes últimos 15 anos. Na minha óptica, encontramos tudo isto na candidatura de Pedro Passos Coelho. Como todos sabemos, Portugal encontra-se numa situação económica e social gravíssima (que se poderá tornar insustentável num curto espaço de tempo), com a qual não nos devemos resignar e é indiscutível que, sejam quais forem as áreas e indicadores analisados (emprego, crescimento económico, dívida, défice ou outros), o poder político actual não tem encontrado soluções para inverter esta conjuntura. O PSD, dentro da sua matriz reformista, tem de apresentar uma alternativa, uma visão diferente do papel do Estado, que potencie a criatividade e inovação da sociedade portuguesa e liberte recursos para que o Estado se concentre em fazer bem aquelas que são as suas missões fundamentais (segurança, justiça, regulação económica, saúde, educação).

Todo este projecto tem de ter uma ideia integradora, bases programáticas e linhas de intervenção. Passos Coelho já fez este “trabalho de casa”. Para além das ideias já apresentadas em 2008, muitas das quais continuam actuais, o candidato criou e dirigiu durante ano e meio a plataforma de reflexão “Construir Ideias” que, com base no contributo de muitos especialistas da sociedade civil, lhe permitiu ter um diagnóstico muito objectivo e possíveis linhas de acção em várias áreas. Depois, o PSD precisa de uma Liderança forte e personalizada que, com um novo estilo e novas formas de fazer e comunicar Política, confira ao PSD a credibilidade para merecer a confiança da maioria dos eleitores. Como tal, o futuro Presidente do PSD terá que ter os valores, a experiência e (essencialmente!) a coragem suficiente para desafiar alguns interesses instalados, dar um sentido estratégico ao PSD e, mais tarde, ganhar o País. Passos Coelho já provou ter, no seu trajecto político e na sua vida empresarial, uma excelente capacidade de gestão de pessoas, alinhando a energia, a motivação e o trabalho de todos. Por último, há que ter uma Equipa. Olhando para muitas das personalidades que estão a apoiar a redacção da sua moção de estratégia, encontramos figuras de incontestável qualidade, vindas da política e dos meios académico e empresarial, representantes de uma nova geração com novas competências e novas formas de olhar para os problemas neste mundo globalizado e sem preconceitos ideológicos arcaicos. Por tudo isto, aceitei o convite para ser director de campanha da candidatura de Pedro Passos Coelho no distrito de Évora. Estou convicto que é o Líder que melhor serve o PSD. Mas, essencialmente, estou convicto que é o Líder que melhor servirá Portugal!

Portugal encontra-se numa situação económica e social gravíssima

Multinacional KEMET

Trabalhadores anunciam greve

Os trabalhadores da fábrica de Évora da multinacional norte-americana Kemet Electronics iniciam segunda feira uma greve de duas horas no princípio de cada turno e durante quatro dias para reivindicarem aumentos salariais, disse hoje fonte sindical. “Os trabalhadores da Kemet há três anos que não têm aumento salarial, querem uma atualização e, como todos os outros portugueses, 22 dias de férias e não apenas 16”, adiantou à Agência Lusa Paulo Ribeiro, dirigente do Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas (SIESI). De acordo com o sindicalista, a paralisação da próxima semana tem como objetivo protestar contra a decisão da administração da empresa de suprimir o pagamento do subsídio de turno e do trabalho noturno, o que significou uma “redução nos salários na ordem dos 30 por cento” “Os trabalhadores estavam habituados a um tipo

de salário e agora foram confrontados com reduções de quatro, cinco e seis mil euros anuais”, afirmou Paulo Ribeiro, explicando que a maioria dos 348 trabalhadores labora, em dois turnos, 12 horas por dia, incluindo aos fins de semana, sem qualquer remuneração adicional. Para o dirigente do SIESI, a redução dos ordenados não se justifica, porque “os apoios que a Kemet recebeu [do Estado] teriam permitido manter os horários normais de trabalho e não teria levado a este corte de salários”. “Estes trabalhadores, enquanto assistiam à redução de salários e aos lay-off’s, a empresa recebia apoios do Estado português, ao abrigo do programa de valorização potencial humano e de incremento de fatores de competitividade”, sublinhou, adiantando que os apoios, em 2009, chegaram aos 3,5 milhões de euros. O sindicalista considerou

que a administração da Kemet “tentou tirar a maior vantagem possível” da crise, que “foi acabar com perto de 200 postos de trabalho e reduzir o salário significativamente aos trabalhadores, sempre com a ameaça que poderia levar a produção para outro país”. Segundo o dirigente sindical, os trabalhadores reivindicam também o cumprimento do direito legal a um mínimo de 22 dias úteis de férias, o respeito patronal pelos direitos dos trabalhadores estudantes, a atribuição de funções correspondentes às suas categorias profissionais e o fim da deslocalização de equipamentos para o México. Com cerca de 350 operários, a fábrica de Évora da multinacional norte-americana Kemet Electronics produz condensadores de tântalo, componentes utilizados na produção de telemóveis e em equipamentos eletrónicos para a indústria automóvel.


11 Sociedade Centro histórico de Évora

Assembleia da República favorável à isenção de IMI

A Assembleia da República aprovou no dia 12 uma proposta do deputado João Oliveira, subscrita por todos os grupos parlamentares da oposição, em cuja fundamentação ficou expresso o espírito do legislador quanto à aplicação da isenção de IMI aos imóveis dos centros históricos classificados como Património da Humanidade. A decisão da AR surge no seguimento das decisões dos órgãos deliberativo e executivo do município, que manifestaram uma inequívoca posição de reconhecimento da universalidade da isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) aos edifícios do Centro Histórico de Évora. No entanto, e em perfeita dissonância, as Finanças de Évora começaram a enviar a partir do dia 9 do corrente ofícios aos contribuintes que tinham requerido o reconhecimento da isenção do IMI, e que aguardavam nalguns casos há vários anos uma resposta, informando que se propunham indeferir esses requerimentos. O Movimento de Defesa do Centro Histórico já anunciou que dará o seu apoio aos contribuintes que PUB

o pretendam, tendo já disponível uma resposta tipo a enviar aos serviços de Finanças. Na reunião de Câmara do passado dia 10, altura em que foi anun-

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<Dia em que foi anunciada a proposta sobre a isenção do IMI>

ciada a proposta sobre a isenção do IMI que os partidos da oposição iam apresentar à Assembleia da República, o presidente da CME, José Ernesto Oliveira, informou que tencionava agendar a questão da isenção do IMI na próxima reunião do executivo municipal, que terá lugar na quinta-feira., dia 25. O Movimento de Defesa do Centro Histórico de Évora considera que, apesar das manifestações da vontade dos órgãos do município, a que agora a A.R. veio confirmar a legitimidade, “há quem continue a procurar obstaculizar as decisões dos órgãos competentes, pelo que se impõe manter a mobilização dos cidadãos que entendam defender os seus direitos e o respeito pelo funcionamento das instituições da República”.


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Entrevista

“A cultura é uma necessid

“A Cultura é a concretização de um desejo, do desejo do Homem se tornar Homem. Portanto, é uma necessidade,” considera Aurora Carapinha. Em entrevista exclusiva ao REG do Alentejo aborda as possíveis atitudes do sector perante a crise e reflecte sobre o papel social e económico do Património nos “vários Alentejos”. Entrevista José Pinto Sá e Fotografia Luís Pardal

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uma altura de crise, portanto de contenção orçamental, como é que essa realidade se vai refl ectir no Alentejo, ao nível da Cultura? Tal como se reflecte em todo o país e em todas as áreas. A Cultura nunca teve muito dinheiro. Portanto, como já temos um universo pequeno, as reduções parecemnos mais drásticas. Mas a minha casa de origem é o mundo das universidades e estes cortes já não são novidade para mim, não só agora, mas há muitos anos. Eu nunca vejo os cortes como

uma coisa que tenha que ser má. Há sempre possibilidades de encontrarmos outras formas de enfrentar a realidade. Numa sociedade que é marcada por um discurso extremamente económico possivelmente a Cultura tem que, também ela, encontrar essas formas. Veja-se o estudo que saiu há pouco tempo, que mostra que as indústrias criativas, as indústrias culturais, têm possibilidade de crescer. Temos que perceber que, se investirmos nessas indústrias criativas e culturais, vamos crescer em termos de expressão. Estes momentos de crise, tal como nas nossas vidas pessoais,

são momentos de crescimento e de encontrar saídas. Acho que muitas vezes não é uma questão de dinheiro, é uma questão de vontades, de ideias e de juntar esforços. Acredito mesmo nisso, não é um discurso que faço por acaso, porque estou neste lugar e tenho mesmo que o fazer. Não. Acredito mesmo que, muitas vezes, esses momentos de crise dão-nos hipóteses de encontrarmos saídas. Não é o percurso mais f��cil, mas é talvez muito mais interessante e desafiante. É preciso ter dinheiro para fazer coisas, mas é preciso também ter vontade para as fazer. Podemos ter todo o dinheiro do

mundo e não fazer nada. Obviamente que há cortes e que é difícil, mas há que ter também a capacidade de dizer assim: Como é que nós vamos resolver esta situação? Há aquela frase gasta sobre janelas de oportunidade. Podemos entender isto como uma janela de oportunidade. Vamos ver como é. Pode dar-nos um exemplo? Esta Direcção Regional tem esse hábito, e isso não é de hoje nem de agora. Tem um grupo de técnicos muito bons, que podem estar mui-

to mais perto das câmaras a dar determinado apoio às questões do Património. Mais perto, fazendo uma relação de maior proximidade. Os agentes culturais são diversos, porque a Direcção Regional de Cultura tem questões do Património, dos edifícios, da memória construída, e depois tem questões da memória artística e da construção de novas linguagens pelos agentes culturais, e nós podemos tentar sempre fazer com que haja aquilo de que há pouco falávamos, a relação de nos conhecermos e de fazermos troca de experiências. Imaginemos: temos uma com-


13 Entrevista mos a trabalhar em conjunto e trocarmos os nossos conhecimentos. Pôr as pessoas a movimentar-se, no fim de contas. E isso é fundamental. Eu penso que conseguirmos fazer isso, juntamente com os agentes que estão inscritos nos locais, é fácil. O que é preciso é que as pessoas queiram. É uma questão de organização, de gestão, de conhecer a fundo a região. E muitas vezes é possível. Há boas vontades. O Alentejo está cheio de boas vontades. Nesse contexto, tem-se falado muito das empresas incubadoras de cultura. Qual é a sua opinião sobre elas? Acho que são fundamentais. O que é a Cultura? A Cultura é a concretização de um desejo, do desejo do Homem se tornar Homem. Portanto, é uma necessidade. É uma necessidade hoje, como sempre foi. É aquilo que nos diferencia, de facto, de todos os outros seres naturais. Produzimos Cultura, criamos Cultura. E é de facto essa diferenciação que é fundamental. Como Cultura que é, tem de reflectir as mudanças sociais e económicas. As tais empresas incubadoras, no fim de contas, são uma adaptação a um conjunto de circunstâncias que estão a ocorrer. Se nós as soubermos integrar, podem ser um elemento fundamental para a dinamização. Tem que ser é bem pensado. Em que medida são uma adaptação às circunstâncias?

dade”

GISTO, a directora Regional de Cultura

panhia - de dança, de teatro ou de outra expressão qualquer - que está ligada a uma autarquia do Alentejo. Se eu conseguir pôr essa companhia a movimentar-se por todo o Alentejo, consigo ter mais público. Isto são redes, são itinerâncias. Muitas vezes, o que é preciso é saber o que há. O que é que temos nesta região riquíssima e diversa, que não é só um Alentejo? São vários Alentejos, que nós conhecemos divididos administrativamente. Alto Alentejo, Baixo Alentejo… Mas há mais. Há muitos Alentejos. É preciso conhecermos, começar-

Há um texto muito interessante de Eduardo Lourenço sobre a Cultura na era da mundialização. Nesse texto, Eduardo Lourenço define muito bem o que é a Cultura e depois diz que há muito que tudo se mercantilizou. E faz-nos pensar que temos duas opções, dois caminhos. Temos o caminho de pensar que vendemos produtos iguais em toda a parte do mundo, pacotes culturais que são iguais de norte a sul, de este a oeste. Ou então dizemos: Temos aqui uma Cultura, que pode ser, de facto, uma alavanca económica. Acredito profundamente que a Cultura é o futuro do mundo, da diferenciação das identidades, dos valores identitários e das alteridades. Penso que a Cultura tem hoje um valor social e económico integrador da exclusão social. A minha visão é que a Cultura está antes de tudo; está antes da economia, está antes do turismo… É ela que é produtora de economia, é ela que é produtora de turismo. O Alentejo tem, por exemplo, um imenso património arqueológico, mas o seu aproveitamento permanece, em grande parte, por fazer… Há muita coisa feita. A formação em arqueologia tem-se vindo a

impor, mas houve tempo em que não tínhamos gente. E é preciso ter técnicos, é preciso ter conhecedores, e essas coisas levam tempo. Nós temos um património arqueológico, mas eu gosto de dizer Património, é um chapéu muito maior. É riquíssimo, e vai desde o arqueológico ao religioso, à arquitectura civil, à arquitectura militar… A leitura do Património pode ser uma visão diacrónica da História mas também pode ser uma visão da função, da forma ou da matéria. E nós temos uma riqueza enorme, que está a ser descoberta agora. De uma certa forma, as questões do Ambiente já estão mais ou menos ganhas. Nas escolas já há imensa formação sobre as questões do Ambiente. Falta agora fazer isso com o Património. Por razões várias, o Património foi muitas vezes esquecido na formação. Hoje, estamos quase a descobrir o Património, como há alguns anos começámos a descobrir a importância do Ambiente. Agora temos que fazer esta formação. Andámos um bocadinho esquecidos, mas hoje todos nós percebemos que o Património é qualquer coisa de que nós precisamos para viver. Para mim, o Património representa a possibilidade de futuro. Todos os dias estamos a construir Património e temos também que pensar nisso. Qual é o Património que queremos dentro de alguns anos? Qual é a Cultura que estamos a fabricar neste momento? A minha visão do Património não é uma visão histórica, é uma visão do Património que é o futuro. É a partir dele que temos que pensar no futuro e construir o futuro. E juntar as linguagens contemporâneas. Porque o Património não tem tempo, tem significado. É de todos os tempos, e é identificador. É aquilo que todos nós independentemente da nossa formação académica, imediatamente identificamos. É um valor cultural, social e económico.

“Penso que a Cultura tem hoje um valor social e económico integrador da exclusão social.”

Para mim, o Património representa a possibilidade de futuro.”

Concorda com o velho sonho de Évora Capital da Cultura? Com certeza que sim. Temos que nos mostrar ao mundo. Temos que arranjar um palco. Évora Capital da Cultura não se pode fechar só em Évora. Tem que ser um palco do Alentejo. Évora Capital da Cultura será a capacidade de mostrarmos uma região e não ficarmos fechados numa capital. Acha então que os alentejanos podem legitimamente esperar por isso? Acho que devem desejar isso. É preciso ter objectivos, é preciso ver lá à frente. Dizer: há qualquer coisa que quero agarrar lá à frente. E isso pode ser um objectivo. Porque não? Desde que seja por uma melhoria e uma divulgação da nossa região Alentejo, dos diferentes Alentejos.

Évora Capital da Cultura não se pode fechar só em Évora.”


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Saúde

mora

PME de Mora exporta material médico para a Europa O concelho de Mora alberga uma PME que produz, embala e exporta material médico para hospitais da Europa, nomeadamente dispositivos médicos classe I e IIA estéreis e não estéreis, como kits de penso, diálise, bastões em espuma e material de gaze (compressas). A Medirm – Fabrico e Comércio de Dispositivos Médicos, Lda, é uma jovem PME situada na vila alentejana de Mora desde 2006 que desenvolve a sua actividade comercial na produção e embalagem de dispositivos médicos não activos. Criada em 2005, dispõe de instalações e equipamento moderno que garante o melhor tratamento dos produtos, facto a que não é alheio a recente certificação pela ISO 9001, ISO 13485 e marcação CE para dispositivos médicos. A produção efectiva iniciou-se em 2007 Segundo a administradora Liliana Júlio, “nem todo o material é fabricado nas nossas instalações, mas o que fazemos é que compramos matéria-prima produzida, ou pré produzida, que depois aqui pode ou não ser transformada depende muito dos artigos”. PUB

Se falar de material de gaze, existem em Portugal duas grandes empresas que estão muito bem colocadas no mercado nacional e internacional, mas a Medirm, que emprega 11 colaboradores, aposta mais na produção de kits e bastões em espuma, áreas pouco exploradas em Portugal, o que coloca a empresa numa boa posição. “O que faz também a diferença da Medirm em relação a outras empresas do mesmo ramo é que, se os nossos clientes quiserem utilizar a sua própria marca e não a nossa, também o podem fazer, embora o nome da Medirm figure sempre nas embalagens como fabricante”, elucida a administradora. Em termos de números, a produção atinge cerca de cinco milhões de unidades/ ano.

Estar em Mora, de acordo com Liliana Júlio, deve-se ao facto de “ter sido a única autarquia que demonstrou interesse e disponibilidade para o nosso Projecto. Eu costumo dizer que mais vale poucos e bons do que muitos e não valerem um”. A Medirm actua num ramo específico, que não vende para o consumidor final. “O nosso cliente são grandes empresas de distribuição onde estas, depois, fazem o escoamento do material através de revendedores ou então directamente a hospitais ou clínicas, ou ainda para outro tipo de cliente, como multinacionais exemplo Paul Hartmann SA que precisam de componentes para completar artigos que nos compram directamente a nós”, explica a administradora que

adianta ainda que 98 por cento da produção é para o mercado internacional. “Os principais mercados são França, Suíça e Alemanha, mas só no final do ano passado é que começamos a trabalhar com dois grupos portugueses bem distintos, um na área de distribuição farmacêutica, e outra na área de distribuição Hospitalar”, afirma. A história da Medirm é uma história familiar. “A empresa surgiu de umas trocas de ideias entre mim e o meu irmão quando estávamos ainda na Suíça”, conta Liliana Júlio, “o meu irmão tem uma empresa na Suiça de distribuição com duas áreas bem distintas: uma na área médica e outra na alimentar. Na altura comprávamos e vendia-mos dispositivos médicos com marca de outras

empresas onde também tínhamos uma linha de produção. Então surgiu a ideia de criar os nossos próprios produtos. Na Suiça não existem incentivos ao investimento como havia cá e foi então que decidimos apostar em Portugal e abrir uma unidade fabril, o que foi um risco, mas que teve de ser feito”, sintetiza. Hoje, a Medirm emprega 11 e perspectiva um 2010 onde deverá duplicar a sua produção, ano em que vai investir 2,2 milhões de euros na abertura de um centro de esterilização por Oxido Etileno e Vapor. “Este serviço de esterilização de dispositivos médicos não será só para utilização da Medirm, mas para todas as empresas que necessitarem deste serviço, tanto a nível nacional, como internacional”, finaliza Liliana Júlio.


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Região

Lar de Pavia não se faz num dia... nem em sete anos O Lar de Pavia começa a ser um caso de justiça. Lançado em 2002 para suprir as necessidades de apoio aos idosos da freguesia de Pavia, Concelho de Mora, o equipamento ainda tarda a ser uma realidade. Obra da Santa Casa da Misericórdia local, o futuro Lar de Pavia estava orçado em 1.3 milhões de euros, mas a falta de financiamento do Estado implicou a paragem da sua construção com os efeitos negativos para a população alvo que se sentem hoje em dia. De acordo com a Câmara Municipal de Mora, a ausência deste equipamento em Pavia tem gerado situações degradantes em termos sociais e emocionais para os idosos desta freguesia. Obriga os idosos do concelho ao internamento em lares de outras freguesias e mesmo noutros concelhos. Há casais de idosos separados pelo facto de não existirem muitas vezes vagas disponíveis na mesma instituição. A 28 de Julho de 2004 deu-se inicio à 1ª. Fase da Construção do “Lar de Idosos” tendo um custo total de 313.896,13€. Para esta fase a Santa Casa da Misericórdia de Pavia (SCMP) contou com o único subsídio do Governo Português, em concreto, do Fundo de Socorro Social no valor de 125.000€. O contributo das autarquias locais materializou-se mediante o contributo ao nível de apoio técnico e de serviços por parte da Câmara Municipal de

Mora e de 5000€ da Junta de Freguesia de Pavia. Esta fase contou ainda com a benemerência de alguns particulares através de pequenos donativos, o que se revelou uma mais-valia para que esta primeira fase fosse concretizada no final de 2005.

As obras de construção do Lar de Pavia estiveram algum tempo suspensas devido à falta de meios financeiros para poder avançar para a 2ª fase, tendo estas sido reiniciadas apenas em Maio de 2008. Dada a importância e urgência em disponibilizar esta valência à

freguesia de Pavia, a SCMP continuou a fazer esforços para terminar a obra e apresentou duas candidaturas ao Programa PARES, sendo ambas, lamentavelmente, indeferidas. Na sequência da abertura da medida 6.12 no âmbito do Progra-

ma Operacional do Potencial Humano, surgiu uma esperança de financiamento mas teve a SCMP indicações por parte do Centro Distrital da Segurança Social de que a candidatura seria indeferida uma vez que a adjudicação da 2ª Fase da obra ocorreu em 2008. De Maio de 2008 até ao momento a obra passou por diversos períodos de inactividade devido à falta de verbas. Para efectivar esta fase, 656.089,92€, a SCMP teve de recorrer a um empréstimo bancário dado à inacreditável ausência de apoios do Estado para este fim. Já nesta 2ª Fase, a SCMP contou uma vez mais com o apoio da Câmara Municipal de Mora através da cedência de materiais (pavimentos e rodapés) no valor de 31.637,95 €. Actualmente a SCMP presta serviços de Centro de Dia e Apoio ao domiciliário pelo que a sua capacidade financeira para responder eficazmente perante os serviços a que se propôs e no futuro ao Lar de Idosos, ficará, dado ao empréstimo a que foi obrigada contrair, numa situação muito difícil pondo em risco todos estes serviços. A Câmara Municipal de Mora, apesar das suas limitações financeiras, irá prestar todo o apoio ao seu alcance para que esta infraestrutura possa ser terminada o quanto antes, relembrando que não se trata de uma reivindicação da autarquia, mas sim da população, pelo que se irá juntar a esta luta, que afinal é todos!

Amieira Marina propõe vela para as férias da Páscoa “Vida, Vela, Vento! Eis o desafio do Núcleo de Vela da Amieira Marina e da empresa Livre-de-Amarras a todos os jovens, a partir dos 13 anos, que pretendam umas férias de Páscoa repletas de emoção e de aventura nas águas do Alqueva. Durante três dias, os jovens podem ingressar nos cursos de iniciação à vela de cruzeiro e ligeira (sessão teórica de enquadramento e prática) para grupos ni mínimo de 4 e máximo de 5 passageiros, com toda a segurança necessária a bordo. Por 120 euros/ pax, são três jornadas de formação num total de 15 horas. A Amieira Marina agendou duas jornadas / sessões de formação de Vela entre a paisagem alentejana: 1ª sessão: 29 a 31 de Março; - 2ª sessão: 1 a 3 de Abril A aprendizagem do manejamento da vela requer movimentos concisos e muita energia, tor-

nando o jovem mais proactivo, cooperativo e, consequentemente, mais respeitador da flora e fauna circundantes. Aos momentos de aventura e entretenimento juntase a questão da educação e um maior conhecimento desta actividade, a funcionar desde o início de 2009 na Albufeira de Alqueva. A parceira entre a Amieira Marina e a Livre-de-Amarras propicia um crescimento sustentado no que respeita às actividades náuticas associadas à vela, bem como um maior desenvolvimento do Alqueva como local turístico de Portugal a visitar. A Amieira Marina é uma empresa da Nautialqueva – Serviços Náuticos, Lda. e é o primeiro projecto náutico ao nível do plano de água do Grande Lago, envolvendo actividades de aluguer, manutenção e parqueamento de embarcações, serviços de restauração, loja de conveniência e artigos náutico-desportivos.


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Opinião

Cultura

Margarida pedrosa Professora

“Verdade ou consequência?” “Riqueza ou honestidade?” Ao realizarmos aquilo em que acreditamos e o defendermos ao longo da nossa vida com verdadeira convicção, se esses ideais forem nobres, claro, gera-se uma onda de admiração em todos os que nos rodeiam. Em especial se forem pessoas de bom íntimo, essas ir-nos-ão estimar e até acompanhar na nossa “luta”, se forem mal formadas, só a inveja viverá nos seus corações. Bem, se recuarmos no tempo e recordarmos a vida de Sócrates (o filósofo), a vida de Gandhi ou a vida de Teresa de Calcutá, vemos que foram serem humanos que lutaram pelos seus nobres ideais até ao fim das suas vidas, mesmo que essa luta lhes colocasse a vida ou a saúde em perigo. Com Nelson Mandela e tantos outros, o mesmo se passou…Será que somos levados a pensar que estes homens e mulheres tinham um gene que nós não possuímos ou que deixámos perdido no fluir dos tempos? Esse gene de que falo é o gene da honestidade, o da vontade de lutar por ideais sem que se espere por uma recompensa, ou um reconhecimento! Não, penso que não. Ele ainda está vivo em todos nós, no silêncio dos nossos pensamentos, e quantos lutam por ele aqui mesmo junto de nós ou em lugares distantes e inóspitos da Terra. Penso que todos os homens têm este gene, possuem honestidade, ideais elevados, o desejo de se destacarem por algo nobre que possam ter feito na vida, só que muitos deixam que a sua vida seja levada por uma rotina que no fundo os absorve, e todos os dias são iguais e até a vontade de sorrir já partiu dos seus rostos, há muito tempo. Os seus sonhos já morreram, pois sob o medo de serem despedidos, levam”vidas de cão”. No desalento e na falta de esperança e optimismo destroem as suas vidas, deixam que se perca o amor nos seus casamentos. Quantas famílias desfeitas, quantos lares e sonhos que acabaram por se viver esta vida que nos empurra para o consumismo em vez de nos impulsionar para o crescimento do nosso Eu interior, para o melhoramento do nosso desempenho nos anos que passamos na Terra. Isso são sonhos, dizem os acomodados: Os seus argumentos são: a vida tem de se cumprir dentro de uma perspectiva economicista, senão perecemos, somos uns Zé-

ninguém… Foi assim que as nossas mentes foram formatadas? A sociedade empurrou-nos para a lógica do Ter que agora é muito mais importante do que a lógica do Ser. Conta-se a história de que um dia Alexandre Magno, da Macedónia, conheceu Diógenes, filósofo em Atenas. Alexandre, sabendo da sua imensa sabedoria aproximou-se da barraca velha onde ele vivia com um cão, comendo só pão e água. Dirigiu-se a ele e ofereceu-lhe riquezas do seu vasto império para que ele o acompanhasse com a sua imensa sabedoria. “ Sim, Diógenes, diz o que desejas, que esse desejo te será concedido!”- disse Alexandre Magno. Diógenes sem hesitar logo fez o seu pedido: “ Senhor, gostava que vos afastasses do sol que me está a aquecer!”. Era tudo o que este filósofo desejava…. Alexandre Magno afastou-se confuso, ele não queria nenhuma das riquezas que ele lhe oferecia, só o calor dos raios de sol… Sim, de facto, na Antiguidade clássica a honestidade e coerência eram qualidades verdadeiramente reconhecidas, afinal hoje continuam a ser, mas só as ouvimos em sussurros ou em distinções que vêm depois desse ter partido... Porque será? Será que são qualidades das quais se teme falar livremente? Pareceme que sim e afinal todos sabemos porquê. Estamos cansados dos maus exemplos e se também olharmos em nosso redor reconhecemos que Portugal já viveu momentos melhores… Hoje, para a maioria das pessoas, como é que se constrói uma vida com êxito? Com muito dinheiro, por vezes nem importa a origem... Com bens supérfluos que somente servem para serem mostrados…Os valores que imperam, nada têm a ver com grandes ideais ou com a luta por bravos ideais e uma vida de honestidade. No momento actual o que interessa é que o povo ande entretido com novelas tontas e futebol e na falta ou com as desgraças da vida alheia! Êxito hoje é outra coisa, é ter dinheiro e poder! Será que é mesmo? Ou será que todos esquecem que o tempo não perdoa e daqui a umas curtas décadas voltaremos todos a ser pó? Não, deixemos nem que seja o amor pelos outros, assim ficaremos na sua memória colectiva pela bondade que vivia no nosso coração. Peço a todos, tal como o cometa que rasga os céus e nos encanta com a sua luz magnífica que assim seja a vossa vida. Que deixem um aroma belo, encantador, nesta nossa breve passagem.

Quem não gosta de sentir um pouco de amor?

MAIS DE 5.500 FOTOGRAFIAS DE 190 AUTORES

Prémio Estação Imagem/Mora bate recordes de inscrição

Mais de 5.500 fotografias foram inscritas para a primeira edição do prémio internacional de fotojornalismo Estação Imagem / Mora, constituindo o maior número de sempre em eventos congéneres em Portugal. O elevado número de inscrições vem confirmar o interesse suscitado pela organização do prémio, instituído pela Estação Imagem e pela Câmara Municipal de Mora. Terminado o prazo de inscrições, a Estação Imagem regista mais de 190 fotógrafos inscritos para o Prémio Internacional de Fotojornalismo, com um total de 636 reportagens, correspondendo a mais de 5.500 fotografias. Segundo os organizadores, a enorme afluência ao concurso constitui uma “prova de que o fotojornalismo, embora cada vez mais desaparecido dos meios de comunicação social, continua vivo no espírito dos repórteres nacionais”. Recorde-se que, além do prémio Estação Imagem / Mora, no valor de 7.500 euros, o evento contempla ainda outros sete galardões no valor de 2.500 euros cada, nas categorias de Notícia, Vida Quotidiana, Ambiente, Acção no Desporto; Artes e Espectáculo e Série de Retratos, além de uma categoria especial subordinada ao

tema “2009 Ano de eleições”. Além das inscrições para o prémio de fotojornalismo, registaram-se ainda cerca de 30 candidaturas a uma bolsa de 5.000 euros destinada a apoiar a realização de um projecto fotográfico incidindo sobre a região do Alentejo. “Estes dados tornam-se ainda mais relevantes”, segundo a organização, “quando pela primeira vez as inscrições foram realizadas totalmente online, no ano em que o próprio concurso do World Press Photo também se estreia na internet”. O galardão integra no Júri destacados nomes do fotojornalismo mundial e é liderado pela Vice-Presidente do Departamento de Fotografia da Reuters e Presidente do Júri da edição 2010 do World Press Photo, Ayperi Karabuda Ecer. O Júri Internacional reúne-se em Mora, dias 22 e 23 de Abril, anunciando a 24 os vencedores do mais importante prémio de fotojornalismo de Portugal. O prémio Estação Imagem / Mora está aberto à participação de todos os fo-

tojornalistas portugueses e dos PALOP, bem como de todos os fotojornalistas de outras nacionalidades residentes em Portugal e nesses países africanos. A Estação Imagem é uma associação sem fins lucrativos dedicada ao estudo e promoção da imagem, com particular enfoque na fotografia documental. Criada em Mora e elegendo o Alentejo como campo de acção, a Estação Imagem propõe-se dar um contributo activo à luta contra a desertificação e o isolamento da região.

NÚmero

636 <reportagens que correspondem a 5500 fotografias>


17 Cultura Cendrev apresenta última encenação do Mestre

Homenagem a Mário Barradas no dia mundial do Teatro O Cendrev dedica este ano a programação do Dia Mundial do Teatro ao seu fundador, Mário Barradas, apresentando ao público eborense a última peça que ele encenou, “A Mosqueta”.

O programa do Cendrev para o Dia Mundial do Teatro, no sábado, 27 de Março, incluirá uma representação do espectáculo “A Mosqueta”, de Ruzante, última encenação de Mário Barradas. A peça foi estreada em 2009 pela Companhia de Teatro de Almada, no âmbito da programação do seu festival anual de teatro. O espectáculo tem lugar no Teatro Garcia de Resende, em Évora, pelas 21h30, e tem entrada livre, embora seja necessário levantar os ingressos, disponíveis na bilheteira do teatro, ou fazer a

Évora está mais saudável Alentejo Natural um conceito criado para todo o tipo de cliente. Procure visitar o espaço e identificar a variedade de produtos naturais, um valor essêncial para o seu bem estar fisico e mental.

Há três anos e meio surgiu na cidade de Évora um conceito já existente em outros pontos do país chamado Celeiro. Um projecto franchising, que se implantou em todo o Alentejo com a sua qualidade natural. O gosto pelos produtos naturais e o interesse em evoluir mais no conceito, fez que a proprietária Ana Rita Espada tivesse criado a sua própria marca, Alentejo Natural - Produtos Naturais. O objectivo principal é manter os mesmos produtos que tinha anteriormente, e aumentar a oferta, de modo a satisfazer o cliente, com a inserção de novos produtos e marcas de mercado.

“ A vantagem tem a ver com aposta em outras marcas, permitindo ao cliente ter uma oferta muito mais diversificada, completando com aconselhamento credenciado que proporciona um serviço-produto qualificado ao nosso cliente”. Alentejo Natural oferece uma vasta gama de produtos naturais, que se podem agrupar em cosméticos, e de Alimentação. Dentro destes, existem os dietéticos, alimentação para celíacos, diabéticos e intolerantes á lactose, e os alimentos naturais propriamente ditos. Alentejo Natural proporciona consultas de nutricionismo a bai-

xos preços – 7 € (consulta), Dieta Emagril, emagrecimento, obesidade infantil, controle de peso na menopausa, gravidez, ex-fumadores, sendo também adequada em caso de colesterol elevado, diabetes, hipertensão, obstipação, distúrbios alimentares. Outra das novidades deste novo conceito é o cartão cliente, que na acumulação de pontos, na totalidade, reflecte 10% de desconto em compras. Um mundo de opções naturais, saudáveis, que contribuem para o bem-estar físico e mental. Alentejo Natural – Produtos Naturais, na praça Joaquim António de Aguiar loja 13 em Évora uma loja a visitar.

sua reserva através do telefone 266703112. Ainda no quadro da programação do Dia Mundial do Teatro, o Cendrev organiza, na mesma data e no mesmo local, pelas 16h00, uma sessão pública de homenagem a Mário Barradas. A iniciativa destina-se a evocar a figura de Barradas, o encenador, actor e professor que dedicou a sua vida ao teatro. Dedicação que o levou a desempenhar distintos “papéis” na cena teatral portuguesa, sempre determinado em contribuir para melhorar as condições de

trabalho desta prática artística: “O teatro é um dos sinais, mais presentes e vivos, dos caminhos trilhados pelo homem e assim se insere na afirmação identitária e cultural dos povos. Nesta medida, é um imenso factor de desenvolvimento e de continuidade.” Para essa sessão, o Cendrev convidou um conjunto de amigos que o acompanharam em diferentes momentos da sua vida, cientes que o exemplo ímpar de Mário Barradas é uma referência para várias gerações de homens e mulheres do teatro.


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22 Mar ‘10

Opinião

Cultura

Carlos Moura Engenheiro

Querem enganar quem? Quando uma conversa lhe desagrada por o seu interlocutor estar descaradamente a mentir, ou no mínimo a tentar passar-lhe a perna, diz a minha mãe normalmente em resposta: “o meu ouvido não é chiqueiro”. Assim estou eu nos últimos dias de cada vez que oiço na televisão ou na rádio, ou leio nos jornais, as tiradas relativas à imperativa necessidade do PEC, especialmente no que diz respeito à diminuição de salários, pensões e regalias sociais, acompanhados de um aumento de impostos. Falar em congelamento salarial, quando de facto se fala na perda de poder de compra, é no mínimo estar a gozar com as pessoas. Desde o longínquo ano de 76, só por duas vezes os aumentos de salários foram superiores à taxa de inflação, o que significa que a redução real dos salários tem sido a prática comum em Portugal qualquer que fosse a massa corporal das vacas. Donde abrir a boca para propor agravar esta tendência deveria ser considerado no campo da indecência e não da governação. Na mesma senda, tendo os níveis de pensões que temos, em que grande parte dos nossos idosos ou das pessoas que por incapacidade estão diminuídas no seu desempenho se encontram abaixo dos limiares de pobreza, falar do congelamento das suas pensões deveria envergonhar até à lividez qualquer Ministro ou Secretário de Estado dignos desse cargo, especialmente face às sumptuosas benesses oferecidas a qualquer bicho-careta que vindo da estranja se disponha a arranjar um canto com umas maquinetas a fim de produzir não sei o quê, até não sei quando e que, na maioria das vezes vai embora com benesses e sem produzir o que quer que seja. Falar em aumentar impostos, directos e indirectos, a uma população que está já com a corda na garanta é de uma hipocrisia absoluta. Especialmente uma população que tanto que se endividou para adquirir um padrão de vida e conforto minimamente aceitável, já que o que ganhava não chegava. E não venham com histórias dos bens de consumo, porque quem se endividou não os procurou sozinho e além disso

para quem tanto fala em mercado, o que seria do mercado interno se assim não fosse? Já agora, não me falem e poupança, ou não percebem ainda que quem tem de viver, sempre com menor salário ao longo de trinta anos, não pode nem tem condições de poupar o que quer que seja? Ou onde pensavam que as pessoas iam buscar o dinheiro para poupar? Nas árvores? No mar? Desenganem-se. Com as políticas que vieram a seguir nos últimos nos em relação à Política Agrícola Comum ou à Política Comum de Pescas, nem num lado nem no outro é possível retirar um só euro que seja. Esperar que as pessoas aceitem quietas e contentes a imoralidade da isenção de maioria de impostos a bancos e ganhos de maisvalias, quando estas instituições têm à vista de todos lucros brutais, não querendo nunca participar na divisão de custos de um estado funcional, mas querendo receber sempre do estado quando estão em maus lençóis, deixando claro que os nossos governantes tremem de medo de enfrentar esta gente, preferindo impor-se aos que menos podem, é seguramente do campo do temerário ou do louco. Portanto não me venham com conversas que o meu ouvido não é chiqueiro. Querem fazer quem crer que as pessoas vão aceitar e assistir passivamente enquanto o pouco que a sua vida tinha vai ruindo, enquanto banqueiros e gestores vão mantendo as suas prebendas? Até quando vão fazendo sondagens, aqui ou na Grécia, ou seja onde for, dizendo que todos se foram submetendo à necessidade imperiosa de ficar sem nada? Querem enganar quem?

Falar em congelamento salarial, quando de facto se fala na perda de poder de compra

Naná Sousa Dias brilhou no Festival de Jazz de Reguengos O quarteto do saxofonista Naná Sousa Dias foi a grande atracção da primeira edição do Festival de Jazz de Reguengos de Monsaraz, que decorreu sexta-feira e sábado no auditório municipal da cidade alentejana. Organizada pelo município, a iniciativa teve início pelas 15:00 de sexta-feira, com um workshop de saxofone com Náná Sousa Dias, que depois subiu ao palco do auditório municipal, no mesmo dia, às 21:30. No sábado, também às 15:00, decorreu um workshop de trompete com Vítor Guerreiro e à noite, às 21:30, atuou a Big Band do município da Nazaré. Naná Sousa Dias tornou-se músico profissional em 1981, quando integrou a “Banda Atlântida”, de Lena d`Água, ingressando dois anos depois na banda de Rui Veloso com quem gravou o álbum “Guardador de Margens”.

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O percurso musical de Naná Sousa Dias é feito também em clubes e festivais de jazz, tendo lançado o seu primeiro disco a solo, “Ousadias”, em Dezembro de 1986. Dois anos depois, foi editado o álbum “Aqui Tudo Bem”, em 1994 produziu o disco “Salsetti”, de Bernardo Sassetti, e um álbum com temas de Natal. Em 1995 editou um disco de homenagem a Tom Jobim, denominado “Tom Maior”, e, no ano seguinte, lançou o álbum “Os Melhores Temas de Natal”. Por sua vez, a Big Band do município da Nazaré foi formada em 1999 e o seu repertório é

baseado em “standard’s” de Jazz e composições para Big Band de autores como Duke Ellington, Count Basie e Dizzy Gillespie, incluindo também temas mais contemporâneos de compositores como Chick Corea, Herbie Hancock e Quincy Jones. Nos concertos, a Big Band do município da Nazaré apresenta um repertório variado ao integrar músicas com ritmos de influência latino-americana e alguns originais de estilo “Funk”.


19 Cultura SPA assinala 80 anos da morte da poetisa

Florbela Espanca homenageada por grande exposição em Lisboa Por ocasião dos 80 anos da sua morte, a poeta alentejana Florbela Espanca é objecto de uma importante exposição inaugurada na sexta-feira na Sociedade Portuguesa de Autores, em Lisboa. A mostra é composta por painéis com fotografias, poemas, manuscritos, correspondência e obras da poetisa nascida a 08 de dezembro de 1894 em Vila Viçosa e que se suicidou a 08 de dezembro de 1930 em Matosinhos. Evocar a mulher que “viveu sempre no limite e mesmo à beira do abismo” é um dos objetivos da exposição, designada por “Perdidamente”, título retirado de um dos versos mais cantados da poeta. Florbela Espanca “era uma mulher que queria amar e ser amada perdidamente, era uma mulher que tinha uma visão da criação poética como algo vivido para além do próprio limite e normalmente quem vive assim não vive PUB

muito ou não vive muito tempo”, lembrou, a propósito, José Jorge Letria, administrador delegado da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). O responsável da SPA disse ainda à agência Lusa que o espólio da exposição vem, em grande parte, de Matosinhos, cidade onde a poeta tem uma biblioteca que lhe é dedicada. Homenagear também todos os homens e mulheres que ao longo de décadas cantaram e declamaram Florbela Espanca, um aspeto “menos conhecido” da sua obra, é outro dos motivos da mostra. “Quando falamos de Florbela Espanca falamos da pessoa que viveu no limite e morreu jovem mas não temos presente que ela

é cantada por praticamente todos os grandes nomes da música portuguesa”, disse. A título de exemplo, José Jorge Letria citou os nomes de Mariza, Kátia Gurreiro, Trovante e, ao nível dos declamadores, o de João Villarett e o de Victor de Sousa. Razão por que, para o dirigente da SPA, esta exposição é também “uma forma de celebrar toda a obra que Florbela Espanca originou na área da música”. A mostra está patente até 21 de maio, altura em que será substituída pró uma outra que coincidirá com o Dia do Autor que se intitulará Clave de Memória e cujo subtítulo é A música e os músicos na história da SPA, concluiu José Jorge Letria.


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Lazer livros

FIlme desta semana

Fora de Controlo

Até Amanhã

Sinopse

Sinopse

Thomas Craven é um veterano da Brigada de Homicídios da Polícia de Boston, e pai solteiro. Quando Emma, a sua única filha, de 24 anos, é assassinada nas escadas da sua casa, toda a gente assume que era ele o alvo a abater. Mas Thomas rapidamente suspeita do contrário, embarcando na missão de descobrir a vida secreta da sua filha e porque foi morta. A sua investigação leva-o ao perigoso e elusivo mundo das grandes corporações, dos conluios com o governo e do crime. E a um sombrio operacional do governo,

Os fragmentos que constituem o corpo narrativo de Até Amanhã, de António Murteira, são (...) epígrafes memorialísticas que se pretendem inscritas numa determinada realidade, transcendendo-a para se assumirem como incisivas denúncias de um tempo e das suas alegorias, dos seus imaginários, dos seus percursos, apontamentos críticos de uma realidade que se construiu a mãos ambas, sobre linimentos de um tempo de êxtases, de paixões, de entregas: um tempo sobre o qual o autor reflecte e dele assume os medos, os assombros, a entrega. (…) Há nesta escrita, atravessada por uma poética de grande qualidade metafórica, de íntimos rumores, uma fala orgânica que se vai adensando na medida em que esse exercício evolui e uniformiza. O autor como que busca um interlocutor, um cúmplice para que o diálogo que estes textos procuram, se estabeleça.

Autor António Murteira

Realização Martin Campbell

Darius Jedburgh, que foi mandado para apagar as pistas. A solitária busca de respostas de Craven em relação à morte da filha transforma-se numa odisseia de descoberta emocional e de redenção.

SOPA DE LETRAS a r p s o n g k k ê ê ã n G P B M Ã S

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Objectivo: Descubra as 15 frutas escondidas

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Nota: O sudoku consiste em preencher uma grade de 81 espaços dividida em nove blocos. O objectivo do jogo é completar os espaços em branco com algarismos de 1 a 9, de modo que cada número apareça apenas uma vez na linha, grade e coluna. Nenhum número pode ser repetido e todos os números de 1 a 9 devem estar presentes.

A Era do Imprevisível Autor Joshua Cooper Ramo Sinopse

Apenas alguns anos depois de termos entrado no novo século, atingimos um momento de perigo que, ainda há pouco, teria parecido inimaginável. Tudo o que nos rodeia, as ideias e instituições em que confiávamos para a nossa protecção e segurança estão a falhar - e as melhores ideias dos nossos líderes parecem piorar ainda mais os nossos problemas, e não resolvê-los. Uma guerra global contra o terrorismo produz, no final, terroristas mais perigosos. A luta para deter a crise financeira parece acelerar a sua chegada. Felizmente, há esperança. Em A Era do Imprevisível, Joshua Cooper Ramo propõe um novo modelo revolucionário para pensarmos este mundo do impensável, e prosperarmos nele. Ramo explica precisamente porque é que a nossa actual forma de pensar, e as políticas dela resultantes, tem o efeito contrário ao pretendido. Encontrando lições surpreendentes vindas de pessoas tão diferentes como titãs de Silicon Valley, terroristas islâmicos incansáveis, mestres espiões lendários, físicos não convencionais e inovadores desenhadores de jogos.

HORÓSCOPO SEMANAL - 22/02 a 28/02

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Carneiro

Touro

Gémeos

Carta da Semana: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: O seu erotismo e criatividade vão fazer milagres na sua relação, o seu par gostará da surpresa. Saúde: Período sem problemas. Dinheiro: Nada o preocupará a este nível. Número da Sorte: 31 Dia mais favorável: Segunda-Feira

Carta da Semana: A Imperatriz, que significa Realização. Amor: O ciúme não é um bom conselheiro, aprenda a saber ultrapassá-lo. Saúde: Poderá sofrer de algumas dores de cabeça fortes, que indicam que precisam de repousar mais. Dinheiro: Graças ao seu bom desempenho poderá ganhar algum dinheiro extra. Número da Sorte: 3 Dia mais favorável: Quarta-Feira

Carta da Semana: Cavaleiro de Ouros, que significa Pessoa Útil, Maturidade. Amor: Converse com o seu par, só ganhará com isso. Aprenda a aceitar-se na sua globalidade, afinal você não tem que ser um Super-Homem! Saúde: Descanse quando o seu corpo pedir. Dinheiro: Cuidado, seja mais amável no local de trabalho. Número da Sorte: 76 Dia mais favorável: Sexta-Feira

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Caranguejo

Leão

Virgem

Carta da Semana: 8 de Ouros, que significa Esforço Pessoal. Amor: Pense mais com o coração do que com a razão. Que a luz da sua alma ilumine todos os que você ama! Saúde: Cuide melhor da sua saúde espiritual procurando ter pensamentos mais positivos. Dinheiro: As suas economias poderão sofrer uma quebra inesperada. Número da Sorte: 72 Dia mais favorável: Terça-Feira

Carta da Semana: 6 de Espadas, que significa Viagem Inesperada. Amor: Procure encontrar mais tempo na sua vida para estar com as pessoas que realmente ama. Saúde: Não cometa excessos alimentares. Dinheiro: As suas finanças poderão sofrer uma quebra substancial. Não se deixe manipular pelos seus próprios pensamentos! Número da Sorte: 56 Dia mais favorável: Domingo

Carta da Semana: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: Os momentos de confraternização familiar estão favorecidos. Não perca o contacto com as coisas mais simples da vida. Saúde: Procure fazer uma alimentação mais equilibrada. Dinheiro: Nada de marcante acontecerá, o que não significa que se pode deixar levar pelos impulsos consumistas. Número da Sorte: 48 Dia mais favorável: Quarta-Feira

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Balança

Escorpião

Sagitário

Carta da Semana: A Rainha de Copas, que significa Amiga Sincera. Amor: Os seus familiares precisam de maior atenção da sua parte. Seja carinhoso. Que o amor esteja sempre no seu coração! Saúde: Cuidado com possíveis dores de cabeça. Dinheiro: Pode fazer aquele negócio que tanto deseja. Número da Sorte: 49 Dia mais favorável: Domingo

Carta da Semana: 4 de Espadas, que significa Inquietação, Agitação. Amor: Não descarregue nas pessoas de quem mais gosta a má disposição. A felicidade é de tal forma importante que deve esforçar-se para a alcançar. Saúde: Procure fazer um regime alimentar, só terá a ganhar com isso. Dinheiro: Período pouco favorável para contrair empréstimos. Número da Sorte: 54 Dia mais favorável: Quarta-Feira

Carta da Semana: O Papa, que significa Sabedoria. Amor: Os seus amigos poderão vir a estranhar a sua ausência, não se afaste deles. Que o Amor e a Amizade sejam uma constante na sua vida! Saúde: Procure não fazer muitos esforços físicos, respeite o seu corpo. Dinheiro: O seu poder económico terá um aumento significativo. Número da Sorte: 5 Dia mais favorável: Sexta-Feira

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Capricórnio

Aquário

Peixes

Carta da Semana: Valete de Ouros, que significa Reflexão, Novidades. Amor: Poderá ter de enfrentar uma forte discussão com um dos elementos da sua família. Seja verdadeiro, a verdade é eterna e a mentira dura apenas algum tempo. Saúde: O cansaço irá invadilo, tente relaxar. Dinheiro: A sua conta bancária anda um pouco em baixo, seja prudente nos gastos. Número da Sorte: 75 Dia mais favorável: Domingo

Carta da Semana: Valete de Copas, que significa Lealdade, Reflexão Amor: Não pense que as pessoas são todas iguais, não descarregue na pessoa que tem a seu lado o que outras lhe fizeram que o deixou magoado. Seja honesto consigo próprio, não tenha receio de reconhecer os seus erros e traçar novas rotas de vida. Saúde: Procure com maior frequência o seu médico de família. Dinheiro: Tudo correrá dentro da normalidade. Número da Sorte: 47 Dia mais favorável: Segunda-Feira

Carta da Semana: 5 de Espadas, que significa Avareza. Amor: A harmonia está neste momento presente no seu ambiente familiar. Tanto a tristeza como a alegria são hábitos que pode educar, cabe-lhe a si escolher qual deles prefere! Saúde: Cuidado com o sistema nervoso, pois está neste momento com tendência para as depressões. Dinheiro: Não terá problemas de maior nesta área da sua vida. Número da Sorte: 55 Dia mais favorável: Sábado

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Director Nuno Pitti (nuno.pitti@registo.com.pt) Propriedade Nothing Else-.meios&comunicação; Contribuinte 508 561 086 Sede Travessa Ana da Silva, n.º6 -7000.674 - 266 751 179 fax 266 730847 Administração Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Departamento Comercial Maria João (maria@ registo.com.pt) Redacção José Pinto Sá (jose@registo.com.pt); Paginação Arte&Design Luis Franjoso (luis.franjoso@registo.com.pt) Fotografia Luís Pardal (luis.pardal@registo.com.pt) Colaboradores Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Segunda-feira Nº.Depósito Legal 291523/09


23 Cartaz Cultura

Rui Horta

VEJA LOS, ESPÉCTAU CARTAZ DE CONCERTOS , ES Õ EXPOSIÇ E CULTURA

Rua da Saudade Autor de centenas de poemas, dos quais mais de seiscentos para canções, Ary dos Santos viu e ouviu as suas palavras serem cantadas por vários intérpretes, como Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, José Afonso, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, Carlos do Carmo, entre outros. Numa selecção de 11 temas do vasto legado de Ary do Santos, no ano em que se assinalam os 25 anos do seu desaparecimento, “Rua da Saudade” apresenta uma nova roupagem de canções singulares, como “Estrela da Tarde”, “Retalhos”, “Cavalo à Solta”, entre outras.

Local geographic 08 a 31 março 2010 Convento da Saudacao e Blackbox | Montemor-o-Novo

Um projecto que engloba interpretações que tocam as diferentes sonoridades do pop ao fado, passando pelo Jazz e pelos ritmos da bossa nova, cada um deles interpretados e com a marca de uma cada das vozes inconfundíveis de Mafalda Arnauth, Viviane, Susana Félix e Luanda Cozetti.

Dias 26 e 27 21,30 h – Apresentação de “O mesmo mas ligeiramente diferente” Sofia Dias & Vítor Roriz Dança Blackbox - O Espaço do Tempo Org.: O Espaço do Tempo

próximos eventos

Workshops 02-04-2010 - 02-05-2010 Paula Rego: Um Teatro da Crueldade? A obra de Paula Rego como lugar onde o conto ou a fábula, próprios ou alheios, se modifica num registo expressivo particular, criando um universo singular tão comunicativo como agressivo e insuportável. 09-04-2010 - 10-04-2010 DESIGNING PORTUGAL* “Design thinking” para resolver os problemas da sociedade actual 9 de Abril I 18h00 – 21h00 10 de Abril I 10h00-13h00 e 15h00-18h00

Dia 21 09,30h -Comemorações do Dia Mundial da Árvore e da Floresta Passeio pela Ecopista do Montado Inscrições Gratuitas no Posto de Turismo ou Núcleo de Interpretação Ambiental dos Sítios de Cabrela e Monfurado até dia 12/03/2010 (ver programa específico)

Dia 26 10,00 h – Oficina Experimental de Sonoscultura (ver programa específico) Convento de S. Francisco – Oficinas do Convento Org.: Oficinas do Convento

Fundação Eugénio de Almeida

Música 17-04-2010 - 17-04-2010 4 por 4 Americanas e Brasileiras Fórum Eugénio de Almeida | 21h30

Dias 20 e 21 10,00h - Encontro da UNIMA (Union Internationale de la Marionnette) Biblioteca Municipal Almeida Faria Org.: Alma d’Arame/ CMMN

Dia 25 21,00 h - Contos Doutra Hora – Sessões mensais de contos para o público em geral Com a contadora Cristina Taquelim Biblioteca Municipal Almeida Faria

Lentamente, fui-me apercebendo de que, pelo menos um dia por semana, precisava de descobrir um sítio novo. Costumava sair de manhã bem cedo, e regressava antes de o “meu dia” realmente começar. Era um prefácio, um prólogo imprevisível para um dia com uma agenda pré-estabelecida. Como sempre, ia na minha bicicleta em busca de uma nova paisagem. Nessa dia, perdi-me... Local Geographic é um solo, uma viagem que, como qualquer boa viagem é simultaneamente para fora e para dentro. Uma sucessão de descobertas, detalhes e acidentes que, ironicamente, veio colocar questões sobre a perda de referências e a procura de identidade.

Conferências 02-04-2010 Paula Rego: Um Teatro da Crueldade? 4 de Fevereiro | 18h30 ORADOR: José Luís Porfírio, Crítico de Arte

Agenda Cultural Montemor-o-Novo

perfil

Ana Paula Travasso Natural de Évora, inicia os seus estudos musicais aos seis anos de idade na Academia de Música Eborense, na classe da professora Maria de Lurdes Horta, fazendo a sua aprendizagem com recurso à prática do Instrumental Orff e com base em várias metodologias musicais activas. Enquanto aluna, integra várias classes de Coro e de Música de Câmara, participando como pianista na Orquestra Ligeira da Escola Profissional de Música de Évora e no grupo musical “Dixieland”, com actuações em vários pontos do país. Aos dezoito anos conclui o Curso de Piano do Conservatório Nacional, sendo então convidada para leccionar as disciplinas de Iniciação Musical e Formação na Música na Academia de Música Eborense. Participa em cursos e acções de formação sobre diversos temas, incluindo Musicoterapia, Direcção Coral, Expressão Musical, Ensino Yamaha e Pedagogias Musicais. Leccionou a disciplina de Expressão Musical em diversos jardins-de-infância e escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico. Conclui a Licenciatura em História e Teoria da Música na Universidade de Évora, onde teve oportunidade de estudar piano com os professores Miguel Borges Coelho, Elisabeth Allen e João Vale.

Dia 27 16,30 h – Apresentação do livro de poesia “Pensamentos Fragmentados”, de Fernando Reis Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Faria 18,30 h – Inauguração da Exposição de Pintura de Ward Jassen Galeria Municipal 21,30 h - Abertura do Ciclo da Primavera/ 2010 “Rua da Saudade” Canções de Ary dos Santos com Luanda Cozetti, Mafalda Arnauth, Susana Felix e Viviane Cine Teatro Curvo Semedo Org.: Município de Montemor-o-Novo 22,00 h – Baile da Pinha Sociedade Recreativa Grupo União Escouralense Org.: Sociedade Recreativa Grupo União Escouralense Dias 27 e 28 - O Corpo que Pensa I - Fluxos expressivos e guiões (scores) Seminários Avançados de Interrelação psico-pedagógica, orientado por Pia Kraemer Convento da Saudação – O Espaço do Tempo Org.: Espaço do Tempo Dia 28 09,30 h - Dias Tranquilos… “Dia Mundial dos Centros Históricos”, com orientação do Doutor Jorge Fonseca Visita com inscrição paga no Posto de Turismo até dia 24/ 03/ 2010


24 22 Mar ‘10

Sede travessa ana da Silva, n.º6 -7000.674 Tel. 266 751 179 Fax 266 730 847 Email geral@registo.com.pt

SEMANÁRIO

finaLMente a pOSSe

O executivo da Junta de Freguesia de Santiago do Cacém assumiu os destinos da autarquia, passados cinco meses das eleições autárquicas, após ter sido eleito pela Assembleia, onde a CDU tem maioria relativa, o único elemento que faltava. Com sete votos favoráveis e seis contra, a Assembleia de Freguesia, constituída por seis membros da CDU, três do PS, três do PSD e um do BE, aprovou na noite de sexta-feira a proposta feita pelo presidente da Junta, Vítor Barata, de eleger o quarto vogal. O autarca, reeleito em Outubro de 2009 pela CDU, mas com maioria relativa, propôs que o executivo fosse constituído por dois vogais da CDU, um do PS e um do PSD, tendo sido sempre rejeitada pela oposição a eleição do segundo vogal da força política que ganhou as eleições, até esta sexta-feira. “Decorreu o que esperávamos que acontecesse há cinco meses, que foi um entendimento no sentido de eleger o executivo. O quarto vogal que tinha ficado por eleger desde a primeira sessão da assembleia foi ontem aprovado”, relatou em declarações à Lusa Vítor Barata. PUB

neSta eDiçãO

04// Mora Fluviário comemora terceiro Aniversário 08// Beja Coordenadores do projecto EVUE reúnem-se em Beja 09// SNS contrata uma centena de médicos mas só um para o Alentejo 10// KEMET Trabalhadores anunciam greve

22’ Mar 10

LuiS parDaL

fotografia & texto Local da fotografia:

troféu tbe2010 - portel

CRAZY BIKE Todos nós temos uma guardada, seja na garagem, jardim ou dispensa, há sempre uma bicicleta lá em casa. Curiosamente esta simples máquina está cada vez mais complexa. Já não é apenas uma bicicleta, mas um potencial motor para o físico e até mesmo para a economia. Para além dos valores elevadíssimos destas “bombas” existem mais mil e um acessórios para a prática deste desporto. Em competição, ou em passeio, esta é a altura em que todos os fins-de-semana aqui e ali são organizados eventos de BTT. Amigo leva amigo e assim foi criada esta “febre” das bicicletas que tanto dinheiro faz gastar a quem quer ter o

top de gama. Médicos e especialistas aconselham a prática desportiva para o melhoramento da qualidade de vida, sendo esse um dos factores que por certo está a levar tantas pessoas para este desporto atractivo e com condições melhoradas na região. Numa extensão de 71km, Évora está ligada a Mora pela Ecopista, que visa o incentivo ao lazer, à visita a pontos históricos da região assim como a valorização da paisagem Alentejana. Nos últimos anos esta “moda” pegou e consequentemente o interesse económico está cada vez mais à volta desta prática desportiva. Em vários países da Europa está a associar-se o turismo hoteleiro a passeios turísticos de BTT.

Actualmente existe opções de férias com a exclusiva finalidade de passeios turísticos de bicicleta, entre os mais conhecidos, o trajecto do Lago de Constante, o Vale do Isar assim como o trajecto e excursão aos cinco lagos Chiemsee na Áustria. Por todos estes factores o BTT é talvez das áreas que todos gostam e ninguém se queixa. Quem pratica este desporto sente-se bem pela sua saúde e lazer, enquanto quem vende estes produtos também agradece, tanto vende as bicicletas mais baratas como aquelas que 5000€ não chegam para o equipamento completo. Parece que é uma prática que até agrada a Gregos e Troianos. E esta ahm?


Registo Ed98