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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 28 de Julho de 2011 | ed. 165 | 0.50€ D.R.

Évora: Rezar na Sé custa 3,5 euros BILHETE Entrar na Sé Catedral de Évora, fora do horário das missas, só

mediante a compra de um bilhete. Mesmo que seja para rezar. A medida é criticada por muitas pessoas que ao chegar à igreja voltam para trás: “Só queríamos acender uma velinha e dar uma vista de olhos. É pena”. “Os turistas que nos perdoem, mas manter a porta aberta tem muitos custos”, diz o Cabido da Sé.

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Parece que é desta: os responsáveis pelo Évora Shopping dizem que as obras estão a arrancar. Pág.07 Desta parece que é de vez: os

trabalhos de construção do Évora Shopping começam em Agosto. Mantém-se a previsão de abertura para os primeiros meses do próximo ano. Trata-se da terceira parte de um complexo comercial que arrancou com a abertura de uma loja de artigos para a casa e cuja segunda componente – retail park – está pronta, devendo ser brevemente inaugurada. Em causa está um investimento global de 60 milhões de euros, centrado em actividades comerciais e de lazer, designadamente salas de cinema. “Apesar da conjuntura económica estamos confiantes quanto à viabilidade e ao sucesso deste investimento imobiliário”, diz Anthony Henry Lyons, director-geral da Madford Developments, uma das empresas promotoras do projecto.

Comboios regressam mais caros Reabriu a Linha do Alentejo mas o preço dos bilhetes sofreu um aumento substancial: custam mais 50%. Pág.09 De Évora a Lisboa, a viagem fica agora pelos 12 euros. Antes custava 8 euros.Concluídas as obras de modernização da linha, voltou a haver comboios entre

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Évora, Beja e Lisboa. Mas o preço dos bilhetes subiu 50% em apenas um ano. Um bilhete de segunda classe (turística) entre Beja e Lisboa passa a custar 16,50 euros.

Antes do encerramento da linha, em Maio de 2010, custava pouco mais de 11 euros. O preço do passe só será fixado em Agosto, reflectindo os novos aumentos

já anunciados. Apesar do preço, passou a haver uma maior oferta de comboios, horários mais ajustados e o tempo de viagem foi reduzido em 30 minutos.

Luís Pardal | Registo

Shopping em Agosto


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A Abrir

Cruzado ou exército? Sónia Ramos Ferro Jurista

Anders Behring Breivik tornou a semana mediática, pelas piores razões, tendo conseguido inscrever o seu nome nos anais da história norueguesa. Depois do massacre de jovens que levou a cabo na ilha de Utoeya durante cerca de hora e meia, resta-nos aguardar pela justiça norueguesa e reflectir sobre as causas deste fenómeno, que, esperemos, seja irrepetível. Este episódio negro, traz-nos à lembrança as piores manifestações de crueldade da humanidade e clarifica nas nossas mentes o quão real é a ameaça da xenofobia, do nacionalismo exacerbado e do radicalismo da extrema-direita. Num dos momentos mais críticos da história da União Europeia, marcada por contendas entre os Estados-membros, mercê das dificuldades económicas, este massacre recorda-nos da importância absolutamente fundamental, diria até vital, dos consensos e de busca do verdadeiro entrosamento dos cidadãos e dos Estados. Uma Europa divida e fracturada é o palco propício para o renascer(?) de nacionalismos radicados no ódio aos povos “estrangeiros” e à culturalidade não ocidental. Afigura-se, por isso, do maior relevo, a proximidade entre os centros de decisão europeus e os seus cidadãos e a premente necessidade de apelo à participação e envolvimento dos mesmos, no futuro da União. A Europa não pode nem deve ser uma construção de elites à margem das pessoas e os protagonistas do eixo franco-alemão devem perceber o perigo da deci-

são bicéfala. Sucumbirá, certamente. O problema da emigração (ilegal) na velha Europa fomenta igualmente sentimentos menos nobres por parte daqueles que se tomam como donos de um território que só a si deve a oferta de oportunidades. É outro dos focos de tensão que exige uma resposta conjunta. Para muitos, a globalização não passa de uma questão económica não admitindo os mesmos princípios, direitos e liberdades na sociedade civil. Sequer reconhecendo a igualdade de género. A forma como Breivik– um lunático, seguramente, mas como um programa estruturado– se refere à Mulher e às influências “nefastas” que esta pode perpetrar na sociedade é revelador de uma posição subalterna do género feminino e que mesmo na Europa ocidental, dita moderna, não deixa de ser uma realidade, quantas vezes subtil e hábil. Outro aspecto que nos deve preocupar tem a ver com o facto de Breivik ter agido sozinho ou se, como afirmou, existem células activas no seu país mas também nos Estados Europeus, que comungam da sua tese anti-social. A segunda hipótese, a confirmar-se, deve afligir-nos. De acordo com alguns meios de comunicação social, Breivik tinha ligações a uma das maiores Lojas maçónicas da Noruega e visitou recentemente alguns países europeus, dados que podem indiciar uma rede organizada. Esperemos, contudo, que se trate de um acto absolutamente isolado, sem ramificações. Um cruzado solitário ou um exército?

Juventude contraria a desertificação do interior do pais Mariana Assis e santos Estudante

Decorreu este fim-de-semana o XVIII congresso da juventude popular, na cidade de Lamego, onde tive o prazer de estar presente. É extraordinário ver como há cada vez mais jovens a interessarem-se por política, a preocuparem-se com o futuro de Portugal. Cada orador levou uma proposta, um assunto e apresentou-o de forma a que isso fosse um contributo, uma ideia, que pudesse ajudar a construir um pais melhor. Isto foi a prova da vitalidade da juventude que esta preocupada com o pais. O pais vive um momento de crise profunda, crise financeira, crise de valores, crise ideológica, mas há uma camada da população que se preocupa, trabalha, porque acredita e quer construir um futuro melhor. Um dos pontos importantes e que aqui quero destacar foi o facto de este congresso ter sido realizado no interior do pais , onde houve uma deslocação massiva dos jovens de todo o lado para aquele ponto. Isto pode ser o sinal de que

afinal o interior, que esta esquecido e abandonado, é importante e conta para a estruturação e desenvolvimento do pais. Espero que os políticos que têm responsabilidade no pais olhem para esta vitalidade, aprendam e tomem como exemplo que é possível fazer obra, realizar, neste interior abandonado. No interior, deixem de gastar os dinheiros públicos em obras sem sentido, tais como, as milhares de rotundas em que muitas delas ninguém as entende, e apostem na juventude, criando condições para que estes se instalem no interior do pais e aí criem riqueza, criem família, contrariando desta forma o empobrecimento e a desertificação do interior. Portugal precisa de todos neste momento difícil que estamos a viver, todos têm que estar disponíveis para trabalhar e para ultrapassar este momento. Tem que se olhar para a juventude, porque ao criarmos condições de vida e sustentabilidade da mesma estamos a construir o futuro de Portugal.

Resiliência: a palavra-chave Carlos Sezões Gestor/Consultor

Olhemos à nossa volta, para os nossos desafios, sejam eles pessoais, profissionais, ou outros… que observamos? Mudanças constantes a um ritmo alucinante, elevada pressão para resultados no curto-prazo, inovação acelerada, alterações de rumo, cada vez maior dificuldade de prever o futuro. Sentimos isto nas nossas vidas bem como no seio da nossa sociedade e do nosso país. Que fazer? Entrar em pânico, em depressão ou ceder a um esgotamento físico ou psicológico não são hipóteses a encarar. A palavra-chave dos tempos actuais é, sem dúvida, a Resiliência. Mas em que consiste afinal a Resiliência? Como é sabido no meio da psicologia e da gestão recursos humanos, é um termo “roubado” à Física (onde é usado para caracterizar os materiais) para avaliar a capacidade dos indivíduos resistirem à pressão e ao choque, ao impacto das adversidades e retomarem rapidamente a postura inicial. Quem se sente excessivamente pressionado por uma meta profissional aparentemente inatingível, pela atitude e pressão de um chefe, por um ambiente hostil no local de trabalho, pela cada vez maior dificuldade em gerir o orçamento familiar pagar as contas no final do mês, ou por conflitos interpessoais, sente uma pressão constante e desgastante. Quem acaba de perder um emprego ou sofre um trauma pessoal, tem um choque com um impacto fortíssimo. O seu grau de resiliência determinará a sua capacidade de resposta. Não querendo fazer deste artigo uma aula de psicologia, adianto um pouco do que as neurociências nos dizem e de como este “palavrão” pode, efectivamente, significar algo para as nossas vidas. Para começar, a resiliência é uma capacidade (ou competência) passível de aperfeiçoamento. Assenta em 3 fases: a redução da vulnerabilidade inicial, a resistência ao impacto dos eventos

e a capacidade de reconstruir rapidamente uma resposta e uma atitude positiva. De facto, somos mais afectados pelo choque quando não estamos preparados. Por exemplo, o conhecimento mais aprofundado da realidade, a consciência das questões que dependem de nós e daquelas que não podemos mudar, dá-nos a serenidade para não nos perdermos no “turbilhão”. A racionalização dos eventos sucedidos (achar um sentido para o que aconteceu) e um bom nível auto-análise permitirão evitar uma reacção negativa em cadeia e um “efeito de submersão”, que mergulhe o indivíduo na descrença. Para potenciar um rápido “ponto de inversão” e uma efectiva capacidade de reconstrução, ter-se-á de focar o sentido de missão, de propósito, e da razão de ser dos eventuais sacrifícios e fazer uso da todo o potencial de criatividade e inovação. Pessoas, Organizações ou Sociedades resilientes evidenciam: - auto-conhecimento, auto-confiança e visão de futuro; - orientação/ aceitação da mudança e fácil adaptabilidade; - baixos níveis de ansiedade e noção das prioridades; - elevados níveis de maturidade emocional, criatividade e inovação; - orientação a valores e sentido de Comunidade. Escusado será dizer, em jeito de conclusão, que a sociedade portuguesa precisa, urgentemente, de ganhar Resiliência. Precisa de ganhar autoconsciência do seu estado, das suas forças e fraquezas, necessidades e potencialidades. Deverá compreender com clareza o que é essencial e o que é acessório, neste momento difícil. E, não menos importante, perceber qual o objectivo, qual a “luz ao fundo do túnel” e de como está nas suas mãos alcança-la. A Resiliência ancorada num forte sentimento de esperança será o ingrediente essencial da nossa vida colectiva.

Ficha Técnica SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Luís Godinho Propriedade PUBLICREATIVE - Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direcção Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginação Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Luís Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www. funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/ Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição Miranda Faustino, Lda

Pedro Henriques | Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

“Final trágico de Winehouse”


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Actual Chamas combatidas por 70 bombeiros de cinco corporações do distrito. Arderam 100 hectares.

Suspeita de fogo posto na Serra de Monfurado D.R.

Incêndio florestal deflagrou à mesma hora em quatro locais distintos. Causas naturais são “pouco prováveis” As autoridades suspeitam que o maior incêndio registado desde o início do ano no distrito de Évora tenha sido provocado de forma deliberada. O fogo, na Serra de Monfurado, próximo de São Brissos (Montemor-o-Novo), deflagrou pelas 15h47 de domingo em quatro locais distintos. Num deles, o vento tornou as chamas incontroláveis ao longo de várias horas, escapando à acção imediata dos bombeiros. As operações de rescaldo só foram dadas por concluídas ao início da tarde de segunda-feira, tendo ardido mais de cem hectares de pasto, mato, azinheiras e oliveiras. A ocorrência de “quatro ignições” quase em simultâneo levou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Montemor-oNovo, João Coelho, a considerar ser “pouco provável” que o incêndio tenha sido provocado por “causas naturais”. A suspeita de fogo posto levou as autoridades a investigar. As chamas foram combatidas por 70 bombeiros de cinco corporações, auxiliados pelo helicóptero ligeiro dos “canarinhos”, sedeado no aeródromo de Évora, e por um helicóptero pesado que se encontra a operar a partir da Base Aérea de Beja. Diversos populares acorreram ao local, disponibilizando máquinas agrícolas para auxiliar o trabalho dos bombeiros. As chamas rodearam dois montes, tendo destruído uma casa que se encontra desabitada e provocado grandes prejuízos a nível da exploração agrícola.

Uma casa desabitada foi destruída pela chamas próximas de São Brissos (Montemor-o-Novo)

18 fogos desde o início do ano Entre 1 de Janeiro e 15 de Julho a Autoridade Florestal Nacional (AFN) registou a ocorrência de 18 incêndios florestais nos distritos de Évora, Beja e Portalegre, nenhum dos quais tendo consumido uma área superior a 100 hectares. A excepção ocorreu esta semana em São Brissos (ver texto principal). De acordo com o relatório provisório de incêndios florestais divulgado pela AFN e a que o Registo teve acesso, registaram-se igualmente 40 fogachos (área ardida inferior a 1 hectare), combatidos pelas corporações de bombeiros

dos três distritos. Até Julho havia ardido uma área de 94 hectares. A nível nacional já arderam 9447 hectares de mato e floresta, uma área quase três vezes maior do que a de 2010. Observando as estatísticas distritais verifica-se que o maior número de ocorrências se encontra no distrito do Porto (quadro 2), sendo que das 2.406 ocorrências registadas, 2.179 (91%) correspondem a fogachos. Distritos como Braga, Viana do Castelo e Aveiro apresentam também um número de ocorrências elevado.

Governos civis

Nem os sites mudam! Fernanda Ramos continua à frente do Governo Civil de Évora. E o major-general Manuel Monge ainda é governador de Beja. Confuso? Também o ficará qualquer cidadão que consulte as páginas das duas instituições na Internet. O governo decidiu aceitar o pedido de demissão de todos os governadores civis, que deixaram o lugar há quase um mês, anunciando que não iria promover a sua substituição pois o cargo é para acabar. A mudança foi anunciada. Mas ainda não chegou ao online. Em Évora, por exemplo, a página continua a incluir uma mensagem de Fernanda Ramos, a quem supostamente será possível endereçar correio electrónico. Já Manuel Monge surge na Internet a dizer que “as vias de acesso ao longo da história aproximaram os homens”. O que, sendo verdade, não deixa de levantar interrogações sobre o tempo que essas “vias de acesso” demoram a produzir efeitos no mundo virtual. Um olhar mais atento à página do Governo Civil poderá, no entanto, trazer alguma “luz”, uma vez que um documento publicado na terça-feira, 21 de Junho, reproduz as causas que levaram o major-general a apresentar o seu pedido de exoneração. No site lá está a indicação do endereço electrónico dos seis membros do gabinete de Manuel Monge, incluindo os assessores para a área da Economia (Mestre Artur Pais) e para a Agricultura (Engenheiro António Loução). Em Portalegre, a velocidade da informação foi maior. A mensagem de Jaime Estornino foi “apagada” e o que resta de lembrança do homem-forte da era Sócrates é a sua inclusão no topo da longa lista de governadores, iniciada em Julho de 1835 pelo ilustre portalegrense José Maria Grande.

Festival com menos apoio mas mais público O Ministério da Cultura reduziu o apoio, mas apareceram mais pessoas: 15 mil espectadores. O responsável pelo festival de música sacra Terras Sem Sombra estima em mais de 15 mil o número de espectadores na iniciativa organizada pela Igreja Católica no Baixo Alentejo. “Com pena nossa tivemos de deixar centenas de interessados à porta das igrejas, mesmo sabendo que alguns dos monumentos levam até 900 pessoas”, refere José António Falcão, acrescentando que

a “grande cobertura” da imprensa levou o festival a um “público muito mais alargado”. A atenção dada à protecção da natureza tornou-se “uma das dimensões mais importantes” da iniciativa, através de acções que envolveram “músicos, intérpretes, directores e compositores”, juntamente com instituições representativas das comunidades locais, como “autarquias, escolas e paróquias”. José António Falcão sublinhou a vertente “pedagógica” destes eventos: “Os artistas estão sempre na vanguarda. Quando um músico importante ajuda humildemente a salvar a natureza, as outras pessoas são sensibilizadas por isso”.

José António Falcão satisfeito com festival

“Foi tocante ver o maestro Marcello Panni, um senhor com mais de 70 anos e um dos directores de orquestra mais importantes do mundo, a retirar carga térmica do mato e a colocar estacas”, assinalou o responsável, que também recordou a participação dos italianos do Coro de Verona num dia de chuva e com os pés enterrados na lama. O Ministério da Cultura cortou em 2010 as verbas ao festival, forçando a organização a procurar alternativas nas autarquias, entidades ligadas ao turismo, empresas e particulares, conseguindo, com “orgulho”, que mais de metade do financiamento fosse assegurado pela “sociedade civil do interior do Alentejo”.


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28 Julho ‘11

Actual ExpoBeja vai ser extinta devido ao “acumular de dívidas”. Empresa de Gaia apresenta alternativas.

Recinto da Ovibeja pode dar lugar às aventuras de TinTim Projecto está a ser analisado pela Câmara de Beja. A ideia é criar um parque temático denominado Beja Air Discovery Park, inspirado no modelo do Zoomarine. Tintim, a famosa personagem de banda desenhada criada por Hergé, poderá vir a desocupar o espaço até agora usado pela Ovibeja. É pelo menos esta a ideia de uma empresa de Gaia que propõe transformar o recinto onde se realiza a feira agrícola num parque temático em que uma das atracções será um espaço para os visitantes apreciarem “As aventuras de Tintim”. O assunto está a ser analisado pela Câmara de Beja e tornouse polémico depois de a au-

tarquia ter decidido extinguir a ExpoBeja, que até agora organizou o certame, e na qual detinha 60% do capital, sendo que os restantes 40% estão na posse da Associação de Criadores de Ovinos do Sul (ACOS). Segundo o presidente da autarquia, Jorge Pulido Valente, a decisão de extinguir a ExpoBeja foi tomada em virtude de a empresa “continuar a acumular dívidas e prejuízos”, não sendo sustentável do ponto de vista económico. O presidente da ACOS, Manuel Castro e Brito, respondeu de imediato nas páginas do Público, rejeitando que a Ovibeja seja “desconsiderada”. A concretizar-se

a transformação do recinto num parque temático, a feira “irá recuar 15 anos e passará a ser feita como então, em tendas de circo e outras tendas amovíveis, em recinto de terra” e numa área anexa, acrescentou. O Registo teve acesso ao estudo da empresa de Gaia, denominada Gamodis, que visa a “rentabilização” da ExpoBeja e a “reconversão” do Estádio Flávio Santos. “Parece-nos uma excelente oportunidade de implementação de um novo paradigma de desenvolvimento económico da cidade e da região”. A ideia é apostar na criação de um “destino turístico diferenciado” no contexto nacional, transformando o estádio num parque urbano ecológico e sem barreiras arquitectónicas e aproveitando a ExpoBeja para construir um parque temático denominado Beja Air Discovery Park, que alegadamente potenciará a “utilização turística intensiva” da cidade. A proposta passa por criar um parque cuja referência é o Zoomarine, de Albufeira, mas onde haverá balões de ar quente, um zeppelin, simuladores de gravidade, um pavilhão sobre Júlio Verne, outro sobre os pioneiros da aviação, viagens virtuais à Lua e uma série de outras actividades. No denominado “pavilhão sensação” seriam encenadas cenas com personagens de banda desenhada, incluindo as emblemáticas aventuras de TinTim, a Volta ao Mundo em 80 Dias, de Willy Fog, ou os malucos das máquinas voadoras.

Vendas Novas

Jovens a mexer nas férias O município de Vendas Novas, em parceria com a Junta de Freguesia de Vendas Novas, promove desde o dia 4 de Julho até 26 de Agosto mais uma edição das Férias Desportivas. As actividades decorrem durante a manhã, das 10h00 às 12h00, no Pavilhão Gimnodesportivo e nas Piscinas Municipais e têm como objectivo proporcionar às crianças e adolescentes do concelho, entre os 6 e os 16 anos, momentos agradáveis de actividade física e divertimento. Com uma média de 150 inscritos, o grupo é dividido por dias de acordo com as idades para que experienciem diversas actividades adequadas à sua faixa etária que vão desde a equitação, taekwondo, esgrima, goalball (desporto adaptado), futebol, andebol, voleibol, basquetebol, ginástica, atletismo, badminton, ténis, luta e dança, actividades aquáticas, entre outras.

Turismo

Projectos a bom ritmo Cinco dos nove projectos turísticos previstos para o Alentejo, cujos contratos de investimento foram assinados há um ano em Évora, “encontram-se em bom ritmo de execução”, enquanto os restantes quatro registam “um atraso” em relação ao programado, diz fonte do Turismo de Portugal. Dois dos projectos poderão nem sequer chegar a sair do papel.

Decisões difíceis António Costa da Silva Economista

É por todos conhecida a situação crítica que o nosso país atravessa. Depois de muito tempo, em que se andou a fingir que tudo estava bem, os portugueses despertaram para parte do problema que têm que, obrigatoriamente, enfrentar. Recordo que, há algum tempo atrás, alguns daqueles que falavam da verdadeira situação da economia e da sociedade portuguesa, eram habilmente apelidados de profetas da desgraça. Agora, as velhas profecias dos Bandarras e dos Velhos do Restelo, são consideradas como afirmações normais, isto, num país (entre outros) que andou a viver muito acima das suas possibilidades. Nunca percebi porque razão não se pretendeu enfrentar a realidade. Pareceu-me, mesmo, que houve um certo laxismo intencional, com o objectivo de se criar uma situação ilusória da realidade. Não foi bom para ninguém. Aliás, ajudou mesmo a agravar a situação. Uma coisa é certa, as pessoas sabem que têm que fazer sacrifícios. Sabem que a situação criada é insustentável. Na prática, os portugueses optaram por saber a verdade, porque

só dessa forma conseguem enfrentar a dura realidade. Acabou-se a insistente propaganda que a todos atormentava e incomodava diariamente. Por isso, as decisões até agora tomadas pretendem fazer (e de uma forma exemplar) aquilo que tem que ser feito: respeitar os compromissos internacionais assumidos pelo Estado português, os quais foram sufragados por mais de 85% dos portugueses; tomar medidas difíceis de correcção da situação económica e social com que nos confrontamos. Complementarmente, torna-se fundamental, explicar muito bem aos portugueses o porquê dessas medidas e os efeitos que as mesmas podem ter. É isso que precisamente está ser feito pelo Governo em funções. Há quem diga que a aceitação das medidas até agora tomadas, deve-se ao facto de o Governo se encontrar em estado de graça. Penso que não é essa a razão: Os portugueses querem mesmo é que os problemas sejam resolvidos e que o País volte a entrar na rota do desenvolvimento. Já ninguém dá estados de graça, o que se quer é governos capazes de

gerir com eficácia e eficiência todas as situações que obrigatoriamente têm de resolver. Como é natural ninguém gosta de tomar medidas que desagradem às pessoas. Não há nenhuma equipa governativa que tenha prazer em cortar parte do subsídio de natal, ou tenha que aumentar as tarifas dos transportes públicos. Só o fazem porque é extremamente necessário ser feito. As pessoas aceitam (apesar do impacto negativo nos orçamentos familiares), porque sabem que não existem muitas alternativas perante a conjuntura existente. Há quem insista na “tecla” de culpar a União Europeia, ou na conjuntura internacional, pela situação difícil com que nos confrontamos. Não há nada de mais errado nessa afirmação, isto é, se ela for feita como sendo o mal de todos os males. É certo que uma economia pequena como a nossa está claramente condicionada aos contextos globais. Não há dúvida. Mas outra coisa é certa, não há nenhuma economia ou sociedade que resista se não criar mais riqueza do que aquilo que consome. Não é possível gastar mais do

que aquilo que se recebe. Portugal, entendase o Estado português, as empresas, as instituições financeiras e as famílias têm gasto sucessivamente mais do que aquilo que recebem. E como é evidente, essa é uma situação claramente insustentável. Dessa forma, torna-se urgente mudar este modelo. Estamos numa fase em que se torna cada vez mais importante mostrar toda a realidade, por muito penosa que ela seja. Só assim é que é possível confrontar os problemas. Esta é uma das coisas que portugueses esperam deste Governo. Que não lhes fuja à verdade. È isso que, de uma forma muito corajosa, tem vindo a ser feito. Portugal tem todas as características para vencer as dificuldades existentes. Mas, para isso não basta um Governo competente e sério. Torna-se fundamental a existência de uma convergência de esforços por parte dos portugueses e das suas instituições. Mas, também necessitamos de uma oposição construtiva e responsável. Acredito que é possível.


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Actual Desde 2001 que o voluntariado é área preferencial de actuação da Fundação Eugénio de Almeida. Évora

Cadernos da Fundação ensinam a organizar voluntariado D.R.

Estrutura editorial da colecção combina teoria com práticas didácticas. A acção voluntária como transformadora da realidade e expressão da participação dos cidadãos é a temática central do quinto caderno de voluntariado lançado pela Fundação Eugénio de Almeida (FEA), no âmbito de uma colecção que tem como objectivo colmatar a ausência de informação sobre esta prática em Portugal, contribuindo para a qualificação da acção voluntária. “A Participação do Voluntariado no Desenvolvimento da Comunidade Local”, de Alejandro Romero é o título do quinto caderno, agora lançado. Tal como o sexto número: “Coordenação e Acção Voluntária”, de Enrique Arnanz Villalta. As novas edições, publicadas em parceria com a Plataforma do Voluntariado de Espanha, dão continuidade ao projecto de colaboração entre as instituições que visa reforçar o papel transformador do voluntariado qualificado na sociedade PUB

Banco de mediação

Desde que foi criado em 2006 o Projecto Núcleos de Voluntariado efectuou 5600 apoios. civil. Com uma estrutura editorial que combina conteúdo teórico com propostas didácticas, o caderno número está centrado na importância da coordenação como elemento fundamental para a melhoria da eficácia da gestão da acção voluntária.

O Projecto de Voluntariado da Fundação Eugénio de Almeida nasceu em 2001, movido pela celebração do Ano Internacional do Voluntariado, tendo então o Conselho de Administração deliberado eleger o voluntariado como área preferencial de intervenção.

O Banco de Voluntariado da Fundação Eugénio de Almeida funciona como estrutura mediadora entre voluntários e organizações promotoras de voluntariado. Conta com 380 voluntários inscritos, tendo encaminhado desde 2005, cerca de 512 voluntários. A Fundação Eugénio de Almeida desenvolve ainda, em parceria com 37 instituições, o Projecto Núcleos de Voluntariado de Proximidade, que conta com 130 voluntários inscritos, através do qual já foram prestados mais de 5600 apoios desde o seu início em 2006. São ainda implementadas actividades de formação para organizações e voluntários, bem como iniciativas promotoras da cultura de voluntariado, entre as quais se destaca, entre outras, a participação em eventos de interesse social, seminários, conferências, mostras e encontros entre instituições. Em 2008, a OfficeBox - Gestão e Animação de Voluntariado de Proximidade recebeu o Prémio de Inovação Social Powering a New Future.


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28 Julho ‘11

Actual Homem de 28 anos estava à pesca e decidiu mergulhar. Foi pelas 13 horas. Não voltou à superfície. Évora

Detido suspeito de abusos A Polícia Judiciária, através da Directoria de Lisboa e Vale do Tejo, procedeu à detenção de um homem residente em Évora, com 18 anos de idade, indiciado pela prática de crimes de abuso sexual de crianças. Os alegados abusos terão ocorrido em Avis, no decurso de um acampamento de férias. As três vítimas, com idades entre os 5 e os 8 anos, encontravam-se no referido acampamento, onde o arguido exercia funções de monitor.

Brasileiro morre afogado em barragem, frente à mulher D.R.

Estremoz

Apanhados no restaurante A GNR de Estremoz deteve em São Bento do Ameixial, dois indivíduos suspeitos de furto num estabelecimento comercial. Os militares foram alertados para a presença de estranhos no interior de um restaurante e dirigiram-se para o local. A cerca de 100 metros do local onde se situa o restaurante, os militares viram vultos a correr e conseguiram deter dois suspeitos que serão presentes ao Tribunal Judicial de Estremoz.

Sines

Tráfico de droga Militares de Santiago do Cacém, no decorrer de uma investigação por tráfico de droga, detiveram três pessoas, em Sines e Fernão Ferro. A operação envolveu buscas domiciliárias e decorreu em simultâneo nos dois locais. Foram detidos dois homens de 31 e 57 anos e uma mulher de 51. A GNR apreendeu 210 doses de cocaína, 96 de heroína, um computador portátil, máquinas fotográficas e mais de seis mil euros em notas.

Miguel Carvalho indica o local onde um dos mergulhadores encontrou o corpo

Fim-de-semana trágico na Barragem do Caia. Vítima deixa filha de um ano. Um cidadão brasileiro de 28 anos morreu ontem afogado quando se encontrava

à pesca juntamente com a mulher e um grupo de amigos na Barragem do Caia, próximo de Campo Maior. Tiago Oliveira, que trabalhava na construção civil e residia em Portalegre, entrou na água ao início da tarde, dirigiu-se para a zona onde se encontra uma antiga ponte, parcial-

mente submersa, e desapareceu na água. Testemunhas oculares dizem que o homem terá mergulhado momentos antes de deixar de ser visto. “Não há indícios de nada. Apenas sabemos que entrou na água e morreu afogado. É uma tristeza muito grande para toda família até porque deixa uma filha com um ano de idade”, diz Marcos Oliveira, tio da vítima. De acordo com o comandante Bombeiros Voluntários de Campo Maior, Miguel Carvalho, o alerta foi dado pelas 13 horas. 18 minutos depois chegava ao local uma primeira equipa dos bombeiros. Mas o corpo só seria resgatado cerca de 20 minutos depois de uma equipa de mergulhadores entrar na água. Já nada havia a fazer. Logo num primeiro momento, algumas pessoas que se encontravam no local ainda tentaram socorrer a vítima. Mas como o corpo desapareceu de um momento para o outro e a visibilidade debaixo de água é “muito baixa”, não conseguiram chegar junto de Tiago Oliveira. “Ele sabia nadar muito bem e conhecia esta zona pois vinha para cá quase todos os fins-desemana. É impossível saber o que aconteceu”, acrescenta Marcos Oliveira. Toda a família recebeu apoio psicológico. Para as operações de busca chegou a ser accionado o Núcleo Distrital de Mergulho de Portalegre, num total de 28 bombeiros de sete corporações do distrito, que não chegaram a entrar em acção.

Tribunal liberta assaltante de estações de serviço O Tribunal da Relação de Évora deixou em liberdade um homem condenado por 6 assaltos a estações de serviços. A arma era a fingir, uma réplica de um revólver Smith & Wesson. Mas o medo que inspirava era bem real, quando exibida por um homem já com antecedentes criminais, para consumar uma série de roubos a es-

tações de serviço. Com receio de serem agredidas, e sem se aperceberem que a arma era de plástico, as funcionárias das estações de serviço cediam à ameaça e esvaziavam as caixas registadoras. O homem colocava-se então em fuga, com o que conseguia roubar. Condenado a 11 anos e 4 meses de pri-

são, viu a pena ser-lhe reduzida para 5 anos em cúmulo jurídico. E suspensa por idêntico período, segundo acórdão do Tribunal da Relação de Évora, na condição de existir “abstinência de consumo de estupefacientes e de álcool por parte do arguido, com sujeição periódica a exames para controlo dessa mesma abstinência”.

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Exclusivo Investimento global de 60 milhões de euros. Promotores dizem que serão criados 600 empregos.

Construção do ”shopping“ avança em Agosto Promotores garantem que obras do centro comercial têm início no próximo mês e estarão concluídas na Primavera do próximo ano. Luís Godinho | Texto

têm reconhecido a capacidade de estimular a economia local, com a dinamização do consumo e do emprego”. Luís Mesquita, director comercial da Imorendimento, sublinha que apesar de ainda não ter sido iniciado o período de comercialização, a empresa “tem registado uma animadora procura, quer por parte de operadores nacionais quer internacionais, o que traduz o elevado interesse

A Moviflor está confirmada como a loja-âncora do retail park de Évora, ocupando uma área de quatro mil metros quadrados. A instalação da empresa em Évora contribuirá para a criação de 40 postos de trabalho. Além da Moviflor, irão instalar-se neste espaço entre duas a três outras lojas, estando as negociações ainda a decorrer. complexo comercial que arrancou com a abertura de uma loja de artigos para a casa e cuja segunda componente – retail park – está pronta, devendo ser brevemente inaugurada. “Implantado numa das poucas áreas em Portugal onde existe uma lacuna de espaços comerciais modernos, o Évora Shopping vem responder a uma real necessidade de mercado e, apesar da conjuntura económica actual, estamos confiantes quanto à viabilidade e ao sucesso deste investimento imobiliário”, diz Anthony Henry Lyons, director-geral da Madford Developments, uma das empresas promotoras do projecto. O empreendimento ficará concluído na Primavera de 2013, com a abertura ao público do centro comercial, tendo envolvido um investimento global de 60 milhões de euros e representando um “forte contributo para a dinamização do tecido económico, social e comercial da cidade”. A perspectiva é da criação de cerca de 600 postos de trabalho directos.

que este projecto está a suscitar junto dos principais players do retalho”. A manifestação de intenções de investimento “estende-se também aos actores locais que nos têm contactado no sentido de fazer parte deste projecto”, acrescenta Luís Mesquita. A oferta do novo centro comercial integrará uma área de cinemas, um supermercado, uma praça de alimentação e as

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Desta parece que é de vez: os trabalhos de construção do Évora Shopping começam em Agosto. Mantém-se a previsão de abertura para os primeiros meses do próximo ano. Trata-se da terceira parte de um

O complexo comercial é promovido pela EVRET (uma joint venture da Imorendimento e da Madford Developments) e, segundo os promotores, localiza-se “numa das únicas áreas de influência do país ainda por explorar em termos de oferta comercial integrada, qualificada e moderna”. “O projecto tem, por isso, despertado um enorme interesse quer entre as forças económicas e entidades públicas da cidade, quer entre os habitantes locais, que nele

Obra do retail park está concluída há vários meses, sem que se conheça a data de inauguração.

insígnias de moda, acessórios, decoração, entre outras. O objectivo é “captar” as “marcas de maior relevo a operar no mercado nacional, além de uma forte presença do comércio local”. “Temos seguido um calendário conservador e seguro no lançamento deste projecto”, sublinha Sandra Campos, directora da Cushman & Wakefield, multinacional que opera na gestão de activos imobiliários e que se associou ao Évora Shopping. “Foi realizado um trabalho de redefinição e optimização dos layouts, o que nos permite hoje dizer que temos um projecto com o posicionamento e dimensão adequados à área de influência”. Localizado na área industrial de Palmeirim, as três componentes do projecto incluem uma área locável de 26.500 metros quadrados. O conceito aposta numa oferta diversificada quer em termos de formatos quer em termos de mix comercial, com a presença de renomeadas marcas nacionais e internacionais, bem como de comércio local, nas mais diversas áreas de retalho, entretenimento, decoração e conveniência. O projecto de arquitectura é da autoria da multinacional Broadway Malyan, que desenvolveu um “conceito moderno e atractivo”, assumindo a preocupação de “integração harmoniosa na paisagem”. O edifício do centro comercial implanta-se numa zona com significativa visibilidade desde o exterior e constitui “uma oportunidade de se criar uma frente construída de maior interesse urbano, capaz de contribuir para o incremento da qualidade arquitectónica do construído naquela área”.


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28 Julho ‘11

Exclusivo Obrigatoriedade de pagar bilhete origina críticas. Cabido da Sé diz que há despesas para pagar.

Rezar na Sé é só (3,50€) para quem é Não há borlas, nem em tempo de crise: quem quer visitar a Sé tem de pagar. Pedro Galego | Texto Luís Pardal | Fotos A medida não é recente, mas após meia dúzia de anos de implantação ainda é estranha a muitos. Certo é que quem quiser rezar na Sé de Évora fora das horas das celebrações tem que pagar 3,5 €. Os responsáveis dizem que o preço se deve aos custos de manutenção do monumento, mas quem vem mesmo para falar com Deus tem as suas orações asseguradas e a sua espiritualidade garantida sem qualquer custo. “Nós sabemos quem são as pessoas da cidade, nossas conhecidas, que vão mesmo à Sé para rezar, os turistas que nos perdoem, mas manter a porta aberta tem muitos custos”, disse ao Registo o cónego Eduardo Pereira da Silva, presidente e deão do Cabido da Sé. O mesmo responsável disse que quando se pensou em avançar com o pagamento para a entrada desde logo se ouviram as vozes renitentes, mas que não lhes restou outra solução. “Há electricidade para pagar, pessoal que vigia e assegura a preservação do espaço, são muitos os custos”, explicou, adiantando que desde logo o IGESPAR recomendou que esta taxa não fosse aplicada visto tratar-se de um espaço classificado como Monumento Nacional, mas ao mesmo tempo a falta de verbas públicas para financiar a manutenção da porta aberta sem qualquer custo para os visitantes não deixaram alternativa.

“Nas horas das celebrações não se cobra nada a ninguém e aí as pessoas podem estar e fazer as suas orações”, acrescentou o clérigo. “Além de nós penso que só em Faro é cobrada a entrada na igreja matriz, mas daqui a pouco tempo, dada a conjuntura, esta realidade vai ser comum a outras igrejas”, vaticinou. Por seu turno são os visitantes quem mais reclamações têm para apresentar. Exemplo disso é a família Ramos, residente em Lisboa, que no último fim-desemana esteve em Évora. “Achámos estranho e decidimos não pagar porque o casal com os dois filhos ficava a seis euros. Só queríamos acender uma velinha e dar uma vista de olhos. É pena”, disse ao nosso jornal o pai, António Ramos. “Não fomos ver o museu por falta de tempo, mas aí, pelo que ouvimos falar vale a pena os três euros da entrada. Fica para a próxima”, acrescentou a mulher Carla Ramos. Além da nave principal da catedral alentejana a vista ao restante edifício sempre foi paga. Claustro, tesouro e museu de arte sacra são os outros grandes atractivos do monumento. “Acho indecente pagar-se para se entrar numa igreja, cuja filosofia cristã manda que seja uma porta aberta, mas por outro lado compreendo que os custos justifiquem esta medida e o preço nem é muito desajustado. Há museus onde se paga mais e se vê muito menos que nesta nave central. Dessa perspectiva temos que aceitar”, disse Marco Sousa, residente em Coimbra que pagou para conhecer melhor a catedral. “Não estou arrependido”, acrescentou.

A compra de bilhete é indispensável para visitar a Sé de Évora. O preço está tablado: 3,50 euros.

Oito séculos de história Conhecida por Catedral de Évora, ou Sé de Évora, esta igreja imponente chamase Basílica Sé Catedral de Nossa Senhora da Assunção. A sua construção teve início por volta de 1186 e foi consagrada em 1204, mas a totalidade do edifício granítico só ficou pronto em 1250. É um monumento marcado pela transição do estilo românico para o gótico, composto por três naves. Nos séculos XV e XVI, a catedral recebeu melhoramentos, como o coro-alto, o púlpito, o baptistério e o arco da capela de Nossa Senhora da Piedade, datada de 1529. Do período barroco são ainda alguns retábulos de talha dourada e outros melhoramentos pontuais nas decorações sumptuárias. Ainda no século XVIII a catedral foi enriquecida com a edificação da nova capela-mor, patrocinada pelo Rei D. João V, onde a exuberância dos mármores foi sabiamente conjugada com a austeridade romano-gótica do templo. Em 1930 foi-lhe concedido o título de Basílica Menor. Nas décadas seguintes foram efectuadas algumas obras de restauro, tais como a demolição das vestiarias do cabido, do século XVIII, (que permitiram pôr a descoberto a face exterior e as rosáceas do claustro) e o apeamento

de alguns retábulos barrocos que desvirtuavam o ambiente medieval das naves laterais. Por fora, a fachada da catedral é flanqueada por duas torres, ambas do período medieval, sendo a torre do lado sul a torre sineira, cujos sinos há séculos marcam o passar das horas da cidade. As portas estão “guardadas” esculturas dos Apóstolos de Jesus Cristo, do século XIV. Além do pórtico principal há ainda mais duas entradas: a Porta do Sol, virada a sul, com arcos góticos e a Porta Norte, reedificada no período barroco. Mas é no interior que está a maior riqueza patrimonial e histórica da maior catedral alentejana, o Tesouro que abriga peças de arte sacra, nos domínios da paramentaria, escultura, ourivesaria e pintura, de onde se destaca a galeria dos arcebispos, onde estão retratados todos os prelados eborenses desde 1540 até à actualidade. Tanto o tesouro, como a galeria dos Arcebispos integram o Museu de Arte Sacra da Catedral, aberto em 1983, aquando das comemorações do 8ºcentenário da Sé. O museu está desde 2009 no antigo Colégio dos Moços do Coro da Sé, edifício contíguo à Sé de Évora.


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Exclusivo CP restabelece ligações ferroviárias entre Évora e Lisboa. Oito comboios por dia. Bilhete: 12 euros.

Comboios regressam a Évora com bilhetes mais caros

D.R.

Aumentos de 50% no preço dos bilhetes. Viagem de Évora a Lisboa é mais rápida, mas mais cara.

Concluídas as obras de modernização da linha, voltou a haver comboios entre Évora, Beja e Lisboa. Mas o preço dos bilhetes subiu 50% em apenas um ano. Um bilhete de segunda classe (turística) entre Beja e Lisboa passa a custar 16,50 euros. Antes do encerramento da linha, em Maio de 2010, custava pouco mais de 11 euros. De Évora a Lisboa, a viagem fica agora pelos 12 euros. Antes custava 8 euros. “Um aumento da ordem dos 50% é injustificável”, diz Florival Baioa, presidente da Associação para a Defesa do Património de Beja (ADPB), considerando que esta decisão “penaliza” a alternativa ferroviária. “Fico com a ideia de que se pretende ter menos passageiros para se justificarem decisões mais radicais de encerramento da linha”. Fonte da CP justifica a revisão dos preços com as novas condições de circulação: maior oferta e menos tempo de viagem, acrescentando que o valor dos passes apenas será definido em Agosto. Antes, o custo era de 175 euros mensais. “Agora não sabemos quanto nos irá ser cobrado”, diz ao Registo um dos membros da comissão de utentes da linha. Para Marta Serra, 42 anos, o comboio é o meio de transporte ideal nas viagens frequentes que tem de fazer entre Évora e Lisboa. “Utilizei a linha entre 2006 e o ano passado. Como está encerrada há mais de um ano, não tive outro remédio senão voltar ao autocarro”. Marta desloca-se todos os meses à sede da empresa onde trabalha, recorrendo quase sempre ao transporte colectivo: “Fica mais barato do que andar a pagar portagens e é mais cómodo, sobretudo PUB

A electrificação da linha possibilita velocidades de 200 quilómetros por hora. Tempo de viagem foi reduzido para menos de uma hora e meia. para quem não gosta de conduzir em cidades grandes”. A partir de agora o comboio voltará a ser uma alternativa possível, uma vez que a CP vai reabrir a Linha do Alentejo, encerrada para obras desde Maio de 2010. “Esperemos que desta vez seja para ficar”. Como a linha está agora totalmente electrificada entre Lisboa e Évora, o per-

curso será mais rápido: 1h22 entre a cidade alentejana e Sete Rios, menos 28 minutos do que anteriormente. Até à Estação do Oriente, a viagem faz-se em 1h36. Passam a ser efectuadas oito ligações diárias (quatro em cada sentido). E o preço dos bilhetes “salta” para 13 euros (10 euros em turística). Fonte da CP diz que com este novo mo-

delo de oferta o comboio “apresenta claras vantagens face à oferta de transporte rodoviário colectivo, que se situam não só ao nível do conforto oferecido mas também no tempo de trajecto”. “No caso de Évora, a redução do tempo de percurso permite igualar o tempo de trajecto da actual oferta rodoviária ou, em alguns casos, superá-lo em 10 a 15 minutos”.


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28 Julho ‘11

Exclusivo Henrique Uva, cunhado do presidente da Comissão Europeia, aposta na produção de vinhos. D.R.

Cunhado de Barroso vende que se farta Volume de negócios da Herdade da Mingorra cresce 168%. Empresa aposta em produtos gourmet, como o vinho de colheita tardia. Luís Godinho | Texto

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D.R.

Em contra-ciclo, Henrique Uva continua a crescer em vendas na Herdade da Mingorra. Com apenas seis anos de presença no mercado vitivinícola, o produtor alentejano já comercializa em quase todo o território nacional. Tem novos distribuidores em Lisboa, Porto, Coimbra e Madeira. E está igualmente apostado nos mercados externos. A marca Mingorra, à beira de celebrar a notável conquista de 100 galardões (averbados em diversos concursos em Portugal e no Mundo), ao mesmo tempo que aposta numa forte política de exportação, comercializando os seus vinhos em cerca de 20 países, reforça, também, a sua quota no mercado nacional, assumindo-se, cada vez mais, como um produtor de referência do Alentejo e de Portugal. Nos últimos dois anos, a expansão de negócio de Henrique Uva/ Herdade da Mingorra no mercado nacional situa-se nos 168%, o que torna a marca, nos tempos em que vivemos, num autêntico case-study português no sector vinícola. A última grande é a distintiva linha “M” (Mingorra Gourmet), assente em dois primeiros produtos de referência: O “late-harveste” de uvas amadurecidas e um espumante. Quando levou para casa uma das primeiras garrafas do “M”, Pedro Hipólito deixou a mulher surpreendida: afinal, que perfume seria aquele? Não, não era um perfume, embora o olfacto também ajude a definir o conteúdo da misteriosa embalagem com a letra M desenhada a dourado. Por debaixo do nome, uma frase ajuda a desvendar o misterioso conteúdo: trata-se de “vinho de uvas sobreamadurecidas”. Tal como um bom perfume, é através do nariz que o M se dá a conhecer. Um aroma fresco, no qual sobressaem notas citrinas e florais. No copo, a cor amarela lembra que se trata se um produto especial, o primeiro de uma nova linha “gourmet” lançada por este produtor alentejano. Bebido como deve ser, bem fresco, servido a não mais de 12 graus, descobrese um vinho “desenhado” para encontrar o “equilíbrio perfeito”, uma espécie de triângulo equilátero em que um dos lados é a acidez, outro o teor alcoólico (13,8 %) e o terceiro a doçura das uvas colhidas em final de estação. “Procurámos este ponto de equilíbrio para oferecer um vinho que sendo doce, não o é em excesso. E que, portanto, pode

ser servido com entradas ou a acompanhar sobremesas, desde que bem harmonizado”, diz Pedro Hipólito. Nos últimos anos, a oferta de vinhos doces portugueses, como o Porto, Madeira ou Moscatel, tem sido alargada aos brancos de colheita tardia (alguns dos quais utilizando a denominação inglesa late harvest), assim chamados pois as uvas são vindimadas em Outubro, quase dois meses depois das vindimas tradicionais. A moda parece ter vindo para ficar. E nos 1400 hectares da Mingorra foi uma aposta pensada logo desde o início do projecto, em 2004. “Foi algo que sempre quisemos fazer”, diz Henrique Uva, proprietário da Mingorra e cunhado do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. “Sempre que íamos a um restaurante pedíamos uma colheita tardia. Não para tentar fazer igual mas para fazer diferente”. Para isso foi necessário plantar uma parcela (denominada Talhão 5) de vinha com cerca de dois hectares da casta Semillon, uma uva branca pouco trabalhada em Portugal mas conhecida internacionalmente por dar origem aos famosos vinhos da região francesa de Sauterns. Uma das suas características é a susceptibilidade para a “podridão nobre”, provocada pelo aparecimento na vinha de um fungo chamado Botrytis cinerea e que permite a obtenção de um vinho particularmente doce. Produzi-las nas “terras quentes” do Baixo Alentejo “não foi tarefa fácil”, reconhece Henrique Uva.


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Radar

Festival de arte contemporânea decorre durante os meses de Verão, com diversas propostas artísticas. D.R.

Mitos em pano de fundo no festival Escrita na Paisagem

Festival encerra primeiro mês de programação com propostas de arte comtemporânea.

O Festival Escrita na Paisagem encerra o seu primeiro mês de programação com um programa cheio de propostas, onde destacamos os projectos Greenback, de Léa le Bricomte e Mnemosyne + Becoming Manifold, de Maria Stankova. Sempre com os “Mitos” em pano de fundo. Léa le Bricomte é uma jovem artista multimédia francesa, criadora de mitos. Em Greenback, Léa interpela o espectador com uma imagem em peculiar – a de um corpo humano coberto de caracóis. Greenback é uma performance instalação onde a criadora reinventa o seu corpo como lugar do cruzamento de dois mundos, o do humano e o do caracol. Surge assim a imagem de um ser híbrido, capaz de fomentar no espectador um sentimento entre o desejo e a repulsa. Ao apresentar seu corpo como paisagem de “um mundo dentro de um mundo” a criadora questiona o conceito e imagem de corpo, humano e animal, bem como o conceito de escala e de realidade. Maria Stankova é uma jovem voca-

lista e académica na área da música que apresentará em Évora Mnemosyne + Becoming Manifold, performances inspiradas na mitologia da Antiguidade Clássica, grega e romana. Mnemosyne é uma performance de “um (espectador) – paraum(performer)”. Em Becoming Manifold Maria Stankova explora as relações entre som e espaço e… mitologia! A criadora explora as sonoridades de diferentes espaços, através da improvisação vocal e interacção com sonoridades prégravadas, inspiradas em criaturas mitológicas.

De 28 a 31 de Julho o Festival Escrita na Paisagem marca a sua presença na 16ª Bienal de Cerveira com ambos os projectos e ainda Odisseia (episódios) de Paper Cinema, Dançar com Mitos de Elliot Mercer com Márcio Pereira & Amigos e “E se as paredes fossem de carne” da Oficina Movimento. Este ano, o Festival tem o seu Ponto de Encontro na Igreja de São Vicente. Lugar central e carismático da cidade de Évora, tanto no que respeita aos circuitos turísticos como no que se refere ao vai-vem quotidiano, a Igreja de S. Vicente é um es-

Escola de Verão Desde 2008, ano que marcou a estreia do projecto Escola de Verão, o Festival Escrita na Paisagem tem desenvolvido um forte comprometimento com a formação internacional altamente qualificada. Em 2011, retomamos a formação com a Cie. Philippe Genty, numa parceria estratégica com a Universidade de Évora (CHAIA, DAC) na formação orientada para marionetistas e para o teatro visual e de objectos. No quadro dessa parceria, importa destacar a apresentação do projecto de formação e criação do Mestrado em actor-marione-

tista, dirigido por Igor Gandra, director do Teatro de Ferro. Trata-se do único mestrado nesta área em Portugal e o acolhimento da sua primeira produção no seio do Festival resulta da colaboração com a Universidade, promotora do referido mestrado. A proposta deste ano da Escola de Verão inclui ainda a formação em “Rasaboxes”, método de treino do actor concebido por Richard Schechner, dirigida por Márcia Moraes (BR), uma das colaboradoras habituais do mestre nova-iorquino.

paço privilegiado para o encontro com a cidade que se quer promover, aprofundar e valorizar. Adaptada à ocasião com a instalação de um pequeno palco central, nela decorrem espectáculos de performance, dança, teatro de marionetas, música, exibições de fotografia, vídeo, documentação, bem como debates, apresentações, encontros com artistas, e muitas mais iniciativas. Mnemosyne é uma performance de “um(espectador)-para-um(performer)”, que toma o nome da deusa grega da memória, e na qual a criadora explora as relações entre expressão vocal, comunicação e memória. Como afirma Maria Stankova: “A ideia [para este trabalho] surgiu espontaneamente, depois de descobrir que se acreditava que a deusa da [memória na] mitologia Grega, Mnemósina, tinha sido também a criadora da linguagem.” Um trabalho que se desenvolve com base na cumplicidade estabelecida entre o espectador (que também é) participante e a artista. O Ponto de Encontro acolhe desde a abertura uma exposição de fotografia (Mytho-Graphyas), de José d’Almeida, e será o centro de distribuição de informação do Festival.


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28 Julho ‘11

Radar O autocarro Loja dos Sonhos recolhe à garagem. Regressará em 2012 como biblioteca itinerante. D.R.

34 Um olhar antropológico José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

As três fontes da mentira no discurso político Sob o título “Mots. Les langages du politique », um grupo de investigadores portugueses e franceses lançam um apelo a contributos, relembrando os numerosos trabalhos já publicados sobre o assunto. Decididamente, a maneira como os políticos portugueses falam aos seus concidadãos merece que se estude em pormenor o fabrico duma linguagem que se revela bem estranha, por pouco que renunciemos ao modo de leitura e escuta que fomos adquirindo com o hábito e a rotina. Enquanto esperamos pelos resultados desses estudos, podemos ir mapeando as três contradições principais que o discurso político “resolve” magicamente, ou seja, nega, esconde, transforma, e em muito ultrapassam o discurso político português. A primeira fonte de mentira é a contradição entre Direito e Razão de Estado: os políticos falam de direitos, mas agem segundo a razão de estado. Vejam-se os exemplos dos Estados Unidos, campeões dos direitos humanos, criando Guantánamo, as “prisões secretas” da CIA em países onde a tortura é permitida, de Portugal autorizando voos da mesma agência e negando a sua existência, etc. Não se lêem discursos reivindicando o fim dos direitos humanos, assumindo a sua abolição nas prisões secretas, etc. Tal discurso seria inaceitável. A segunda fonte é a contradição entre Estado e Sociedade Civil: o primeiro nunca deveria ter interesses que contradigam a sociedade que tem, em princípio, por função organizar, mas de facto tem interesses próprios e contraditórios com os da sociedade. O Estado alimentase a si próprio, defende-se a si próprio contra os cidadãos, explora-os onde devia servi-los, consome uma parte crescente dos recursos colectivos (cerca de metade, em Portugal). Mas os políticos, para quem “ter o sentido de Estado” é uma virtude, não podem reconhecê-lo. Fala-se “interesse geral”: leia-se, interesse do Estado”. O Estado não é “popular”, a sociedade civil não aceitaria sacrifícios para salvaguardar os interesses do Estado. A terceira fonte é uma clássica contradição de classes, entre uma elite minoritária e a maioria dos cidadãos. A elite “produz” eficazmente os políticos que garantem os seus interesses. Mas eles só podem fazê-lo, em democracia, pretendendo que a sua acção tem em conta todos os cidadãos e, é claro, sobretudo os mais necessitados… Dirigir-se a estes, e praticar sem escrúpulos a defesa e o aumento dos privilégios das elites seria insuportável se fosse anunciado como tal. É o fosso que criam estas contradições entre o discurso político e a realidade da acção dos produtores desses discursos que produz o efeito de irrealidade que todos, um dia ou outro, sentimos: são discursos “em roda livre”, que, em lugar de evocar uma realidade comum, tendem a produzir uma outra realidade, fictícia, que é a “realidade” da mentira sistemática. E não há partido que nela não caia quando lhe dá jeito. *CIDEHUS - Universidade de Évora e Academia Militar jsantos@uevora.pt

Évora prepara regresso da Loja dos Sonhos Projecto da autarquia conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. A Câmara Municipal de Évora está a preparar o regresso do projecto municipal Loja dos Sonhos para 2012, agora sob a forma de biblioteca itinerante. Deste modo, o autocarro Loja dos Sonhos recolhe à garagem para ser devidamente equipado, dedicando-se os técnicos ao planeamento, em articulação com os agentes locais. Esta decisão resulta do facto da Câmara Municipal de Évora, em conjunto com a Biblioteca Pública, ter concorrido com sucesso a uma candidatura de apoio a projectos de promoção da leitura em bibliotecas públicas, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian, garantindo assim que a Loja dos Sonhos possa funcionar como biblioteca itinerante, efectuando percursos regulares pelas freguesias rurais e locais da cidade mais distantes do

centro de Évora, como é o caso dos bairros mais periféricos da cidade. A Loja dos Sonhos terá, nesta nova fase, além do empréstimo de livros ao público, a abertura a outros serviços prestados habitualmente nas bibliotecas sede, constituindo um recurso móvel de proximidade ao dispor dos habitantes das zonas rurais, nomeadamente crianças e idosos. Esbatendo assimetrias geográficas e promovendo uma maior inclusão social nesta área, o projecto visa facilitar o acesso da população aos livros (e outros suportes informativos, caso de DVD’s, CD’s e periódicos), dinamizando em simultâneo um conjunto de actividades de enquadramento, estímulo e promoção da leitura. Cabe à autarquia a concepção, execução e gestão global do projecto, a dotação do suporte financeiro, a atribuição dos recursos humanos e físicos, a execução concretas das actividades e iniciativas previstas, o diálogo institucional com as restantes entidades envolvidas e a avalia-

ção do referido projecto. A Biblioteca Pública de Évora é responsável pelo empréstimo da colecção de monografias que irá integrar o acervo documental inicial da Loja dos Sonhos, bem como posteriores renovações periódicas, o apoio na selecção das colecções constituintes do referido acervo, o tratamento técnico de todo o acervo e a gestão e monitorização do sistema de empréstimo da colecção. A Loja dos Sonhos é um autocarro equipado com meios informáticos, que funciona como recurso educativo dos projectos municipais. Um recurso que sobretudo as camadas mais jovens do Concelho bem conhecem na sua itinerância pelas escolas, tendo sido adquirido e adaptado no final de 2003/início de 2004 para esse efeito. Pretende-se agora, num contexto de já informatização de todas escolas, para além da missão de animação da leitura, levar os livros e as leituras sobretudo a quem mais dista do centro da cidade.

Jazz no centro histórico Nos dias 28,29 e 30 de Julho, o centro histórico da cidade de Évora volta a acolher pelo segundo ano consecutivo o festival – Jazz na Cidade. Estes três dias de música são organizados pela Associação Cultural do Imaginário com o apoio da Câmara Municipal de Évora e da Entidade Regional de Turismo do Alentejo.

O Jazz na Cidade contempla, tal como no ano anterior, concertos de jazz a decorrerem em simultâneo em várias praças do centro histórico. Este ano o primeiro dia do festival é dedicado ao jazz dos metais, nomeadamente às “brass brands”, enquanto o segundo dia é virado para o jazz no feminino, centrando as atenções nas mulheres do jazz.

Para terminar, no último dia, propõese um jazz de instrumentos marginais, onde se dará voz a instrumentos menos usuais no meio jazzistico. Serão três dias em que os finais de tarde e noites do centro histórico da cidade de Évora ganharão vida, com pequenos concertos de contacto directo com a gente e a rua.


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Radar Iniciativa da Câmara Municipal de Arraiolos envolve 16 restaurantes de todo o concelho. “Photopaper”

Semana das sopas D.R.

Arraiolos dá a provar sopas tradicionais do Alentejo numa mostra gastronómica até 7 de Agosto. Primeiro frita-se a carne de porco num pouco de azeite. Com a gordura faz-se um refogado, ao qual é preciso juntar bastante alho. Há-de adicionar-se vinagre, sal, juntar uns ovos e tudo o mais que o “segredo” da cozinha mandar. Não por acaso, o prato chama-se Fatias de Alho. E é um dos ex-líbris da gastronomia alentejana. Uma sopa tradicional, a juntar a muitas outras, como a de Beldroegas (com queijo e ovo, obviamente), Tomate ou Cação. De todas elas, e de muitas outras variedades, se faz a Semana das Sopas, uma mostra gastronómica organizada pela Câmara Municipal de Arraiolos em 16 restaurantes do concelho. A ideia é promover produtos regionais e sabores tradicionais, havendo lugar para pratos frios (cá está o Gaspacho com carapauzinhos fritos) e quentes (sendo Agosto, a Sopa da Panela continua a ter lugar à boa mesa alentejana). PUB

Promover os produtos e os sabores da gastronomia regional é o objectivo da iniciativa. A informação sobre os restaurantes aderentes, e as respectivas propostas, pode ser consultada a partir da página da Câmara de Arraiolos na Internet. Depois,

é reservar mesa, pedir aconselhamento para um bom vinho e partir à descoberta: por acaso já provou uma Sopa de Cornichos com queijo e ovo?

À descoberta do jardim “Photopaper: À Descoberta do Jardim… em Família” é a proposta da Câmara Municipal de Beja para as tardes de Verão. A actividade, que se consubstancia num jogo para pais e filhos, avós e netos, consiste na procura de pistas dentro do Jardim. Realiza-se todas as semanas, sempre à quinta-feira, a partir das 16h30, até Setembro. Com participação gratuita, os interessados deverão inscrever-se a cada segunda-feira, a partir das 09h00, directamente na Casa do Lago. Este tipo de iniciativa pretende proporcionar o usufruto do espaço com dinâmicas que promovam a partilha e a vivência do Jardim Público como espaço de todos, impulsionador de experiências, de conversas e de sentimentos de pertença e de reforço de laços inter-geracionais. A iniciativa, desenvolvida com o apoio das monitoras da Casa do Lago, compreende percursos a pé pelo Jardim com equipas às quais são entregues fotos de pormenores e pistas que levem à descoberta de determinados pontos relevantes no espaço.


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28 Julho ‘11

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Oferece-se –  Senhora responsável, procura trabalho de limpeza, passar a ferro, cuidar de idosos e crianças ContactO: 969703102

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Oferece-se –  Srº. 50 A. EDUCADO HONESTO, MUITO ACTIVO. Oferece-se para motorista ligeiros particulares ou empresas. Carta condução 30 anos , conhecimentos informatica/administração, social, comunicativo, boa apresentação. posteriormente enviarei curriculo se assim o entenderem contacto Contacto: 926069997

Oferece-se senhor reformado com carta de condução dinamico, trabalhou na restauração. Esta apto para trabalha em copa ou no campo. Contacto: 968785479

ização, muito perto do Polo Univ. L. Verney. ContactO: 927419277

SERVIÇO –  Fazem-se arranjos de costura. Contacto: 968719764

Alugo Escritório –  Com 30 m2 no centro de Évora. Mobilado Contacto: 914857898

Oferece-se –  Senhora para limpeza para algumas horas por dia. Contacto: 961148236

Emprego

Senhora procura –  trabalho em serviços domésticos, passar a ferro e tomar conta de idosos. Contacto: 933227209

vende-se ou aluga-se – Armazém na estação N.Sra Macahede. Contacto: 266706982 ou 963059977

Procura-se colaborador/a para empresa de Eventos e Formação, sediada em Évora, marcar entrevista (entre as 14 e as 18 horas). Contacto: 266732533; 967626057; 966748417; 934194769

Arrenda-se Garagem –  Em Évora. Ampla e bem localizada, em bairro perto do centro histórico. Contacto: 968946097

Técnico de Farmácia –  com carteira profissional,procura Farmácia no distrito de Évora Contacto: 966168555

ALUGAM-SE QUARTOS –  Na cidade de Évora, a raparigas estudantes universitárias, com serventia de cozinha, sala e restantes áreas comuns. Excelente local-

2 carpinteiros –  de cofragem em Évora. Contacto: 963854369

Trabalhos –  em Photoshop, Autocad e 3d Studio. Dão-se explicações de Geometria Descritiva Contacto: 916 128 914 Oferece-se - Senhora para trabalhos domesticos, e cuidar de crianças ou idosos, 2 dias por semana, em Borba ou Vila Viçosa Contacto: 967245655 Oferece-se –  Senhora para limpeza no periodo da manhã (ligar só de manhã) Contacto: 965759113

Senhora Aceita roupa para passar a ferro,0,50€ a peça. Faz recolha e entrega ao domicilio. Arranjos de costura preço a combinar. Contacto: 961069671

Encontrou-se Cadela adulta –  cor amarela, raça indefinida, na zona industrial. Está à guarda do Cantinho dos Animais. Contacto: 964648988 Cão Jovem preto –  cruzado de Labrador, junto à escola da Malagueira. Está à guarda do Cantinho dos Animais. Contacto: 964648988 Cão de raça caniche –  pêlo comprido, de cor branco, com cerca de 6 meses. Contacto: 965371990 (só para este assunto) cão jovem –  côr creme, porte médio/ pequeno, perto da C.C.R.A. Tem coleira.

Entra-se à guarda do Cantinho dos Animais. Contacto: 964648988 Gatinhos –  encontram-se para adopção gatinhos com cerca de 2 meses. Contacto: 964648988 cachorra –  côr preta, porte médio/ pequeno, no Rossio de S. Braz. Coleira com guizo. Encontra-se à guarda do Cantinho dos Animais. Contacto: 964648988 cadela jovem –  côr amarelo mel, porte médio, perto do Hospital Veterinário da Muralha de Évora. Tem microchip. Contacto: 965371990 (só para este assunto) duas cachorrinhas –  Bia e a Matilde, muito sociáveis, com pessoas e animais, brincalhonas como é natural na idade e espertas. com cerca de 8 meses. Contacto: 937014592 (só para este assunto)

Outros CRÉDITOS –  Pessoal, Habitação, Automóvel e Consolidação com ou sem incidentes. Não cobramos despesas de Consultoria. Contacto: 915914699 (Marcio Cahanovich) SERVIFINANÇA - ÉVORA - MALAQUEIRA | HOME- SOLUTIONS - IMOBILIÁRIO Compra-se –  azeitona e lenhas de abate e limpeza. Contacto: 934095908 Vende-se –  Agapornis Fishers e Rosicollis. Contacto: 937099715

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Saldos

Todos os anos, recebemos inúmeras reclamações de consumidores e também muitas dúvidas sobre os seus direitos. Assim vamos prestar algumas informações para ir às compras descansado. As vendas com redução de preços são um dos meios mais utilizados para atrair o consumidor a fazer compras desnecessárias. Trata-se de vendas a retalho que, com reduções de preços, preços de promoção ou qualquer outra expressão equivalente, são praticadas tendo em vista a promoção do lançamento de um produto novo, aumentar o volume de vendas ou também antecipar o escoamento de existências. Na oferta para venda de produtos em saldos ou liquidações deve ser indicada de forma visível e inequívoca a modalidade de venda a realizar, bem como o tipo de produtos e as respectivas percentagens de redução, e constar a data do seu início e período de duração. Os produtos anunciados com redução de preço deve ser real, por referência ao preço antes praticado para o mesmo produto ou por referência ao preço a praticar após o período de redução, quando se trate de um produto não comercializado anteriormente pelo agente económico. Assim, os saldos só podem ser realizados em duas épocas limitadas: entre 15 de Julho e 15 de Setembro, e entre 28 de Dezembro e 28 de Fevereiro. É possível poupar muito dinheiro com as reduções de preço, por vezes, significativas. Mas os saldos são, sobretudo, interessantes para os comerciantes: permite escoar rapidamente os artigos da estação que está a terminar, para investir na nova colecção. Além disso, poupam no armazenamento dos produtos que rapidamente passam de moda. Antes de comprar um produto com desconto, verifique se está mesmo a fazer uma boa compra, comparando o preço antigo com o novo. Para ter a certeza de que compra a um preço realmente vantajoso, compare o preço praticado com o antigo preço (antes da redução). Todos os bens devem exibir, de forma legível e inequívoca, o preço (com letreiros, listas ou rótulos). Mesmo em época de saldos, o comerciante é obrigado a trocar o produto ou a devolver o dinheiro, se o artigo apresentar um defeito. Excepção: se houver uma informação expressa e inequívoca de que a redução

de preço se deve a defeito. Se comprou um artigo sem reduções e, mais tarde, detectar um defeito, tem direito a trocá-lo por outro em boas condições. Durante esta época de saldos, as lojas podem não aceitar determinados meios de pagamento, desde que essa informação esteja afixada em local visível, de preferência no exterior do estabelecimento, para que os consumidores possam ter conhecimento das condições de pagamento antes de efectuar a sua compra. Guarde sempre o recibo com a discriminação dos produtos comprados e guarde-o até ao final do prazo de garantia. Caso contrário, torna-se difícil fazer uma reclamação e exigir a troca de um produto com defeito. Se um comerciante não respeitar os seus direitos, por exemplo, recusando a troca de uma peça de roupa com defeito, reclame. Para isso, use o livro de reclamações da loja. Caso estes procedimentos não sejam respeitados, estão em causa a violação do direito à informação e do direito à protecção dos interesses económicos, previstos na lei de defesa do consumidor. Face a este tipo de situações, o consumidor deverá solicitar o livro de reclamações para denunciar a ocorrência à entidade fiscalizadora competente do sector a ASAE. A DECO manter-se-á atenta a esta situação e a outras de forma a garantir a protecção e salvaguarda dos direitos e legítimos interesses dos consumidores. Isabel Curvo (Jurista) Delegação Regional de Évora Travessa Lopo Serrão, n.ºs 15 A e 15 B, r/ch, 7000-629 Évora Telefone: 266744564 – Fax: 266730765 deco.evora@deco.pt /www.deco.proteste.pt


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Radar Festas e Feiras

EXPOSIÇÃO

OUTROS

Redondo Ruas Floridas 2011 30 de Julho a 7 de Agosto as Ruas Floridas regressam à vila de Redondo proporcionando a moradores e visitantes um agradável reencontro com esta tradição. A acompanhar as mais de três dezenas de ruas que serão trabalhadas na edição de 2011, as Ruas Floridas oferecem ainda um vasto programa de actividades de onde se destacam os concertos musicais de José Cid, Serva La Bari e Son Habanero, o Encontro de Bandas Filarmónicas, a XLVII Corrida TV (RTP) e o XXVIII Festival de Folclore. Poderá também desfrutar do melhor do artesanato regional a figurar na mostra e de várias actividades desportivas a realizar durante os dias de festa. Paralelamente à olaria tradicional, à cultura vinhateira e ao imenso património ambiental, as unidades museológicas do concelho – Ecomuseu, Museu do Barro e Museu Regional do Vinho/ Enoteca – constituem também fortes argumentos para que nos visite nesta ocasião em que “a vila de Redondo espera por si”.

Évora Exposição Vinhas das Caliças: Necrópole da Idade do Ferro 15 de Maio a 30 de Julho Está a ter lugar no Convento dos Remédios a exposição itinerante intitulada “Vinha das Caliças: uma Necrópole da Idade do Ferro”. Esta exposição faz uma apresentação dos trabalhos arqueológicos realizados na necrópole (cemitério), com cerca de 2700 anos. Os trabalhos arqueológicos foram financiados pela EDIA pelas necessidades de prosseguir as obras de um canal de rega.

Arraiolos 500 Anos do Foral Manuelino de Arraiolos 29 de Março a 30 de Outubro Dentro da Reforma de actualização dos forais medievais - o de Arraiolos data de 1290 - a 29 de Março de 1511, D. Manuel outorga o chamado “Foral Novo” de Arraiolos. E, com início em 29 de Março de 2011, assinalamos estes cinco séculos de história, procurando conhecer mais sobre a nossa terra e as suas gentes, projectando um futuro melhor ainda que sobre um presente demasiado sombrio. Assim foi quando a reabilitação urbana do Centro Histórico de Arraiolos revelou novos “achados” para a história dos nossos Tapetes património cultural mundialmente conhecido; assim foi aquando da descoberta recente de inscrições e grafitos nas muralhas da “Praça de Armas” do Castelo; assim foi em muitos outros momentos da nossa história contemporânea. Para mais uma caminhada pela nossa história, a percorrer ao longo do ano em 7 momentos - conferências e projectos de hoje e para amanhã - a Câmara Municipal de Arraiolos formula o convite.

Portel Agosto em Festa 2011 10 a 21 de Agosto A vila enche-se de festa no mês de Agosto com as cores e os sons do Festival Internacional de Folclore e a Portelaves, uma das maiores mostras de aves do país. Visite Portel de 10 a 21.

Estremoz EXPOSIÇÃO “30 ANOS DE FOTOGRAFIA” 15 de Maio a 30 de Julho Vai estar patente na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho, a exposição “30 anos de Fotografia” colecção de Rosely Nakagawa. Esta mostra é acompanhada por uma conferência no dia da inauguração, 15 de Maio, pelas 16h, com o título “Fotografia Brasileira Contemporânea:1970 a 2000”. Segundo Rosely Nakagawa, a exposição que apresenta no Museu de Estremoz, reflecte o seu percurso profissional, pois cada imagem da colecção tem um pouco da sua história, que marca o início de uma relação profissional, com o acompanhamento da trajectória dos fotógrafos, que se confunde com a sua formação.

Sugestão de filme Capitão América - O Primeiro Vingador Direcção: Joe Johnston Sinópse:

Nascido durante a Grande Depressão, Steve Rogers cresceu como um garoto franzino em uma família pobre. Horrorizado por uma propaganda que mostrou a ascensão nazista na Europa, o jovem é inspirado a alistar-se no exército. No entanto, por conta de sua PUB

saúde frágil, ele é rejeitado. Mas ao escutar os apelos honestos do rapaz, o General Chester Phillips oferece a Rogers a oportunidade de participar da Operação: Renascimento. Depois de semanas de testes ele recebe o soro do supersoldado e é bombardeado por “raios-vita”. Emerge do

Horóscopo semanal Carneiro Ligue já! 760 10 77 31 Carta Dominante: 4 de Espadas, que significa Inquietação, agitação. Amor: Ajude o seu companheiro, dandolhe mais atenção. Que o seu sorriso ilumine todos em seu redor! Saúde: Poderá ter problemas respiratórios. Dinheiro: Esta não é altura para arriscar em negócios.

Caranguejo Ligue já! 760 10 77 34 Carta Dominante: 6 de Ouros, que significa Generosidade. Amor: Saia e divirta-se mais com o seu companheiro. Exercitar a arte de ser feliz é muito divertido! Saúde: Poderá andar muito tenso. Dinheiro: Desejará presentear os seus familiares mais queridos.

Balança Ligue já! 760 10 77 37 Carta Dominante: o Julgamento, que significa Novo Ciclo de Vida. Amor: Encontra-se num período difícil, mas a sua força de vontade para vencer esta fase será grande. Arrisque! O sucesso espera por si! Saúde: A sua auto-estima anda muito em baixo, anime-se! Dinheiro: Boa altura para gastar no que mais gosta, mas com cuidado que a vida está difícil.

CAPRICÓRNIO Ligue já! 760 10 77 40 Carta Dominante: Cavaleiro de Espadas, que significa Guerreiro, Cuidado. Amor: Provável desentendimento com alguém que lhe é muito especial. Fale sobre o que sente com carinho e honestidade. Saúde: Faça exercício físico. Dinheiro: Provável descida do seu poder de compra.

Touro Ligue já! 760 10 77 32 Carta Dominante: Cavaleiro de Ouros, que significa Pessoa Útil, Maturidade. Amor: Uma nova amizade ou uma relação mais séria poderá surgir. Que o futuro lhe seja risonho! Saúde: A sua emoção será a causa de alguns desequilíbrios físicos. Dinheiro: A vida profissional está em alta.

Leão Ligue já! 760 10 77 35 Carta Dominante: 4 de Copas, que significa Desgosto. Amor: Escolha bem as amizades se não quer sofrer desilusões. Procure ter uma vida de paz e amor. Saúde: A rotina poderá levá-lo a estados de irritação. Procure divertir-se e relaxar mais. Dinheiro: Não se precipite nos gastos.

Escorpião Ligue já! 760 10 77 38 Carta Dominante: 7 de Paus, que significa Discussão, Negociação Difícil. Amor: Tenderá a partilhar mais as suas ideias e sentimentos com o seu par. Saúde: Cuidado com a linha, faça exercício. Dinheiro: Os negócios serão propícios nesta altura.

AQUARIO Ligue já! 760 10 77 41 Carta Dominante: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: Dê mais atenção aos seus filhos. O exemplo de um lar harmonioso é a maior felicidade que lhes pode dar! Saúde: Evite ambientes poluídos. Dinheiro: Pode ter uma nova proposta de trabalho.

Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Gémeos Ligue já! 760 10 77 33 Carta Dominante: Rainha de Copas, que significa Amiga Sincera. Amor: Um amigo poderá precisar de desabafar consigo. Abra o seu coração e partilhe o que sente. Saúde: Beba mais sumos naturais. Dinheiro: Este é um período em que pode fazer uma pequena extravagância, mas não se exceda.

Virgem Ligue já! 760 10 77 36 Carta Dominante: a Imperatriz, que significa Realização. Amor: A sua simpatia poderá despertar nos outros um sentimento mais forte por si. Olhe tudo com amor, assim a vida será uma festa! Saúde: Tendência para dores de barriga. Dinheiro: Efectuará bons negócios.

Sagitário Ligue já! 760 10 77 39 Carta Dominante: 8 de Copas, que significa Concretização, Felicidade. Amor: Para que a sua relação seja duradoura aposte no romantismo e compreensão. Desenvolva a sua clareza mental, emocional e espiritual. Saúde: Beba mais leite, o cálcio é importante para os ossos. Dinheiro: Tenha cuidado com a forma como canaliza os seus rendimentos.

PEIXES Ligue já! 760 10 77 42 Carta Dominante: 3 de Copas, que significa Conclusão. Amor: Uma relação que já está desgastada poderá terminar. Aprenda a escrever novas páginas no livro da sua vida! Saúde: Possíveis dores no corpo, sem motivo aparente. Dinheiro: Se gastar em demasia poderá não ter dinheiro para pagar as contas que já são certas.

Sugestão de livro tratamento com um corpo mais perfeito que um ser humano pode ter. Rogers então é submetido a um intesivo programa de treinamento físico e tático. Três meses depois, ele recebe a sua primeira missão como Capitão América. Armado com seu escudo indestrutível ele combate o mal sozinho e como o líder dos Vingadores.

O Deus das Pequenas Coisas Direcção: Arundhati Roy Sinópse:

O Deus das Pequenas Coisas é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no Sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. As histórias dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962,

por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da

ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo padre Mulligan. Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna.


D.R.

Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora Tel. 266 751 179 Fax 266 751 179 Email geral@registo.com.pt SEMANÁRIO

São Manços

Saúde

PJ prende incendiário

Doença rara atinge 100 portugueses

A Polícia Judiciária identificou e deteve um homem de 50 anos de idade, sem qualquer actividade profissional conhecida, como presumível autor de um incêndio urbano, num armazém de uma agro-pecuária localizado no perímetro urbano de S. Manços - Évora. Fonte da Judiciária avançou ao Registo que o móbil do crime terão sido “razões fúteis de vingança contra o proprietário” da exploração agrícola. O incêndio consumiu uma edificação que se encontrava repleta de fardos de palha e feno, pondo ainda em perigo um armazém contíguo e diversas habitações que se lhe encontravam próximas, que só não foram atingidos devido à pronta detecção por um popular e à imediata intervenção dos bombeiros. Os prejuízos directos ascendem a 15 mil euros, tendo estado em perigo outros bens num valor aproximado de 75 mil euros. A investigação contou com o envolvimento do posto da GNR de S. Manços, tendo o detido sido presente a tribunal.

A Hemoglobinúria Paroxística Nocturna (HPN) é uma doença extremamente rara e com sintomas difusos que, frequentemente, se confundem com outras patologias. Atinge cerca de 5,6 milhões de doentes, em todo o mundo, e, em Portugal, calcula-se que existam cerca de 100 doentes. A doença é causada pela destruição súbita de glóbulos vermelhos e uma consequente libertação de toxinas no sangue. As alternativas actuais de tratamento passam por transfusões, anticoagulantes e transplantes de medula óssea. Recentemente, foi descoberto um medicamento que ajuda a travar a HPN e já está disponível em todos os países da Europa, sendo Portugal a única excepção pois os doentes Portugueses continuam ser ter acesso a esta opção terapêutica.

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Prémio

Alentejo candidato aos “Óscares” do turismo nacional Nomeação para Melhor Região de Turismo O Alentejo volta a fazer parte da lista de nomeados para categoria de Melhor Região de Turismo Nacional dos Publituris Travel Awards 2011, depois de, no ano passado, ter conquistado o prémio da referida categoria. Deste modo, a região marca, pelo segundo ano consecutivo, presença numa iniciativa designada como os denominados “Óscares do Turismo” em Portugal. Para além da nomeação, o Alentejo é ainda anfitrião da gala de revelação e entrega dos Publituris Portugal Travel Awards 2011, cuja cerimónia se realiza na cidade de Évora. Assim, o evento - a ter lugar no Hotel M´AR DE AR Muralhas, a 9 de Setembro -, vai dar particular destaque à cultura, aos recursos naturais e à gastronomia da região. “Depois da conquista do galar-

dão em 2010, integrar novamente a lista dos potenciais vencedores do título de Melhor Região de Turismo Nacional é um grande orgulho. Como Presidente da Turismo do Alentejo, ERT esta nomeação reflecte o reconhecimento do trabalho concertado e continuado que tem sido feito na região por todos os agentes públicos e privados do sector”, diz António Ceia da Silva, responsável máximo da ERT. O presidente da Entidade Regional de Turismo adiantou ainda que “a instituição que preside, em parceria com os players da região, tem apostado fortemente na excelência, inovação e requalificação da oferta. Neste contexto, a escolha do Alentejo para receber a cerimónia dos mais antigos e conceituados prémios do turismo em Portugal é mais uma prova do potencial do ter-

ritório”. Refira-se que os Publituris Travel Awards têm como objectivo premiar - em 15 categorias - empresas, instituições e personalidades do sector do turismo. A votação para os prestigiados galardões da indústria do turismo nacional está a decorrer online até ao próximo dia 31 de Julho, na página da página oficial do evento. Ceia da Silva, acredita que no Verão de 2011 o sector terá resultados “muito similares ao ano passado”. Entre os factores que contribuem para “as perspectivas simpáticas” está o aumento do número de turistas estrangeiros, sobretudo de nacionalidade brasileira. “Há dois anos o mercado brasileiro era residual. Neste momento posiciona-se entre o terceiro e segundo mercado”, refere.


Registo ed165