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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 09 de Junho de 2011 | ed. 158 | 0.50€ D.R.

D.R.

Sociedade 4 crimes continuam por 09 resolver. Saiba quais.

15 IGREJA Crise e novos pobres preocupam Arcebispo de Évora

O

arcebispo de Évora, D. José Alves, está preocupado com a situação dos novos pobres, pessoas que apesar de terem emprego não conseguem pagar as suas contas, sendo também crescente o número de cidadãos que pede comida à igreja. Luís Pardal | Registo

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António Costa da Silva em ENTREVISTA Presidente da distrital de évora do psd “Não nos podemos dar ao luxo de continuar a gastar alegremente” Consumada a vitória do PSD na legislativas, António Costa da Silva faz o balanço das eleições e antecipa prioridades do próximo Governo.

ELEIÇÕES: PS Évora com pior resultado dos últimos 20 anos

ELEIÇÕES: Resultados de domingo “vinculam” Cavaco

REPORTAGEM

Pág.03 Évora foi um dos três distritos que resistiram à

Pág.19 O Presidente da República “passou a estar di-

Pág.17 É mais um investimento de vulto no olival,

“onda laranja” que “varreu” o país no passado domingo. Mas o PS, sendo o partido mais votado, viu a sua votação reduzida para 25,92%, o pior resultado desde 1991. O PSD ultrapassou a CDU e passou a ser o segundo partido com mais votos no distrito de Évora.

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rectamente vinculado” aos resultados da governação do próximo Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, diz Silvério Cunha, analista político e professor do Departamento de Economia da Universidade de Évora, num comentário às legislativas.

Investimento no olival desta vez em Serpa: João Cortez Lobão prepara-se para se tornar num dos maiores produtores nacionais de azeitona. 5 anos depois de iniciar o negócio, tem 800 mil oliveiras, produz 500 toneladas de azeite por ano, e exporta 80% da produção.


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09 Junho ‘11

A Abrir “Fuga à sombra da Laranjeira” Pedro Henriques | Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

O menos mau de todos os regimes politicos Capoulas Santos Eurodeputado

Diz-se que a democracia é o menos mau de todos os regimes políticos que se conhecem e eu estou de acordo. Pois, foi a democracia representativa que temos, e que tantas vezes maltratamos, que mais uma vez funcionou no passado domingo. O povo falou e só há que respeitar a sua escolha. Saúdo por isso os vencedores e concedo-lhes o benefício da dúvida. Avaliá-los-ei exigentemente a partir de hoje pelos seu actos e não pelo preconceito. O ciclo politico que se fecha honra os socialistas e, de uma forma especial, os alentejanos. Mesmo perante um amplo movimento de mudança eleitoral, o PS ganhou no Alentejo o que atesta bem que temos memória e que sabemos distinguir com clareza o Alentejo que tínhamos antes, e o que temos depois do PS. A história julgará a seu tempo os últimos seis anos de poder do PS e de Sócrates. Independentemente dos erros ou omissões políticas e governativas que tenham sido cometidos, como por exemplo na área da justiça ou na candidatura presidencial. Neste caso, ao apoiar o mesmo candidato que a esquerda radical o PS afastou o eleitorado do centro que sempre esteve na base das suas vitórias eleitorais e entregou de mão beijada à direita a chave da abertura da crise politica que a reconduziu ao poder. Apesar deste período ter parcialmente coincidido com a maior crise que Portugal viveu nas últimas sete ou oito décadas, ficam marcas indeléveis de uma governação progressista. Desde a eliminação de regimes especiais para políticos e na administração, até à modernização da sociedade e à valorização das pessoas, passando pela racionalização e acréscimo de qualidade no sector da saúde, na sustentabilidade da segurança social, na inovação, na tecnologia, na educação e recuperação do parque escolar, na aposta nas energias renováveis e nas chamadas questões sociais “fracturantes” como a despenalização do aborto e a legalização da união entre homossexuais. O ciclo de governação socialista ficará ainda marcado pela coragem e

determinação do seu líder na realização de reformas desde sempre adiadas e no afrontamento de poderosas corporações e interesses instalados que, muitas vezes com a cumplicidade de uma oposição oportunista, acabaram por dar um importante contributo para o seu derrube. Sócrates deixa também um partido, política e ideologicamente claramente definido. Um partido genuinamente social-democrata, moderado e reformista que constituirá sempre a alternativa de poder em Portugal. E, sobretudo, Sócrates, soube sair com uma dignidade inusual, reveladora do grande estadista que e, apesar de todas as sórdidas e continuadas tentativas de assassinato de carácter de que foi alvo desde que pela primeira vez tomou posse como primeiro-ministro. A sua despedida da política na noite de 5 de Junho não pode pois ser vista como um adeus mas apenas por um “até breve”. Portugal não pode dar-se ao luxo de dispensar, por muito tempo, um dos mais talentosos políticos da sua democracia.

“A história julgará a seu tempo os últimos seis anos de poder do PS e de Sócrates. Independentemente dos erros ou omissões políticas e governativas que tenham sido cometidos, como por exemplo na área da justiça ou na candidatura presidencial“.

A homeopatia a tecnocracia e um dia… Miguel sampaio Livreiro

Consiste a homeopatia na cura através do semelhante, se temos gripe dão-nos pequenas gripes diluídas até que o organismo reaja e as suas defesas actuem, se temos uma dívida dão-nos pequenas dívidas diluídas até que a economia reaja e as suas defesas actuem. Há quem diga que resulta, há quem diga que nem tanto, há até quem afirme que se não se morrer da doença, morrerse-á certamente da cura. A tecnocracia não é mais do que o governo dos técnicos, que através do contro-

lo dos meios de produção ultrapassam o poder político, esvaziando através desse controlo a sua capacidade de decisão. À primeira vista homeopatia e tecnocracia nada têm em comum, são mesmo mundos distintos, mas se por um funesto acaso surgisse um homeopata tecnocrata numa qualquer cidade do planeta, em Chicago por exemplo e imbuído de um espírito experimentalista, decidisse numa perspectiva tecnocrata, provar a bondade das suas crenças homeopáticas?

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Ficha Técnica Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Luís Maneta

SEMANÁRIO

Propriedade PUBLICREATIVE - Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direcção Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginação Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Luís Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www. funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/ Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição Miranda Faustino, Lda


3 Política

PS Évora com pior resultado dos últimos 20 anos Luís Maneta | Registo É preciso recuar a 6 de Outubro de 1991 para encontrar um resultado tão mau do PS em Évora. Nessas legislativas, que deram a Cavaco Silva a segunda maioria absoluta, os socialistas alcançaram no distrito 25,92% dos votos. Um resultado ligeiramente inferior ao das eleições do passado domingo, quando a lista liderada por Carlos Zorrinho não conseguiu mais do que 29,07%. A comparação do número total de votos é ainda pior: No passado domingo, o PS alcançou 25.032 votos. Pior só em 1987, há 24 anos. “A conjuntura nacional explica este desaire. Mas o candidato apresentou-se com um discurso gasto, sem rasgo e sem conseguir trazer novos rostos ou novas bandeiras para o PS”, diz fonte da Federação de Évora do PS, garantindo que os próximos tempos serão de “reflexão interna”. Tanto mais que a demissão de José Sócrates trouxe para a agenda a renovação das elites socialistas. Domingo, o PS continuou a ser o partido mais votado no distrito de Évora. Mas perdeu 7 mil votos comparativamente com as eleições de 2009. Ficou atrás do PSD nos concelhos de Évora, Estremoz, Vendas Novas e Vila Viçosa. E viu o seu eleitorado reduzido a metade desde a chegada de Sócrates à liderança do Governo. Em Reguengos de Monsaraz, o PS ganhou as eleições mas, na cidade, com apenas mais 2 votos do que o PSD. O “tsunami” social-democrata “varreu” todos os distritos do país, à excepção de Évora, Beja e Setúbal, onde o PS foi o partido mais votado, ainda que com perdas eleitorais significativas. “Foi uma escolha muito clara dos eleitores”, reconheceu Carlos Zorrinho pouco depois de conhecidos os resultados. “Teremos uma governação de direita e o PS fará uma oposição construtiva e muito agressiva naquilo que tem a ver com a defesa dos interesses do distrito”. Isto porque “há muita coisa em construção e tudo faremos para que essas obras e esses projectos não sejam descontinuados”, sublinhou o candidato socialista. O ainda secretário de Estado da Energia e da Inovação diz que o PS “tem de reflectir” sobre a expressão da derrota eleitoral e apela a uma “refundação da esquerda democrática” uma vez que a “grande crise mundial” acabou por “reforçar a direita” na generalidade dos países europeus. Segundo Carlos Zorrinho, a derrota socialista de domingo explica-se pelo contexto em que decorreram as eleições. “Embora o PS tenha feito muitas coisas e o engenheiro José Sócrates tenha sido um grande primeiro-ministro, na minha opinião, as pessoas neste momento não vivem melhor do que viviam há seis anos. E isso em política paga-se”. Do lado do PSD, o cabeça-de-lista por Évora, Pedro Lynce, diz que os resultados demonstram a “receptividade” dos eleitores às propostas sociais-democratas, destacando o “trabalho de equipa”

realizado durante o período de campanha eleitoral. “Estamos bastante satisfeitos com estes resultados, que não vêm mais do que confirmar aquilo que sentimos no terreno. A receptividade das pessoas que encontrámos no distrito estão expressas nestes números”, afirmou Pedro Lynce à Diana FM. Fechadas as urnas, o PS alcançou em Évora 29,07% (tinha obtido 35,01% em 2009), seguido do PPD/PSD com 27,47% (18,99% em 2009) e da CDU, que obteve 22,06% (22,32% nas últimas legislativas). Com estes resultados, as três principais forças políticas mantiveram a representação parlamentar no distrito, assegurando a eleição de Carlos Zorrinho (PS), Pedro Lynce (PSD) e João Oliveira (CDU). “Há uma manutenção do ponto de vista percentual daquilo que é o resultado da CDU” diz João Oliveira, considerando que o resultado é “equiparado” ao de 2009. Embora a correlação de forças se tenha alterado, com o PSD a destronar a CDU do segundo lugar. O candidato comunista destaca os “resultados expressivos” no concelho de Montemor-o-Novo, Arraiolos, Mora e Viana do Alentejo, município onde a CDU perdeu as últimas autárquicas mas ganhou as legislativas de domingo. “Houve também uma votação expressiva noutros concelhos: Vendas Novas, Portel e Alandroal”. Miguel Sampaio atribui a derrota do Bloco de Esquerda a “uma falha de comunicação”. “Esta queda não foi só no distrito, foi uma queda nacional. Houve uma falha de comunicação na nossa mensagem”. O candidato bloquista destacou ainda que o partido “regressa à sua expressão eleitoral” pré-2009. Em Évora, a votação do BE caiu para metade. Já o cabeça de lista do CDS-PP, André Assis e Santos, mostrou-se satisfeito com os 8,73% em Évora. “Nota-se um crescendo do CDS nos últimos anos numa zona que sempre foi difícil para o partido. É um trabalho que tem sido feito, um trabalho difícil, mas mostra que verdadeiramente é possível crescer no Alentejo”, afirma o candidato.

“Embora o PS tenha feito muitas coisas e o engenheiro José Sócrates tenha sido um grande primeiro-ministro, na minha opinião, as pessoas neste momento não vivem melhor do que viviam há seis anos. E isso em política paga-se”, diz Carlos Zorrinho.

Em alta

António costa da silva PSD

A campanha do PSD em Èvora começou mal, com o anúncio de um candidato que afinal não o era. Mas Costa Silva conseguiu unir e mobilizar o partido, conseguindo mais 6 mil votos que em 2009.

João oliveira PCP

É certo que a CDU foi ultrapassada pela PSD no distrito de Évora mas João Oliveira conseguiu manter uma votação em torno dos 22%, numa altura de forte apelo ao voto útil. Não foi pouco.

Em baixa

Carlos Zorrinho PS

O PS continua a ser o partido mais votado em Évora, mas os resultados obtidos são os piores desde 1991. O inenarrável comício de José Sócrates na Praça do Giraldo ajudou ao desaire.

Miguel Sampaio BE

O Bloco de Esquerda foi outro dos grandes derrotados nas eleições de domingo. Em Évora, Miguel Sampaio ficou-se por 4,91%, dos votos, um resultado muito inferior aos 11,12% de 2009.

Resultados ”vinculam“ Cavaco O Presidente da República “passou a estar directamente vinculado” aos resultados da governação do próximo Executivo liderado por Pedro Passos Coelho, diz Silvério Cunha, analista político e professor do Departamento de Economia da Universidade de Évora. “Não penso que o Presidente da República tenha sido um vencedor das eleições”, defende Silvério Cunha, embora reconhecendo que Cavaco Silva, quando decidiu dissolver o Parlamento, “acertou quanto à alteração da composição da Assembleia da República”. “Todavia, o timing político de um Presidente, que mede os seus êxitos e fracassos, verificar-se-á num prazo mais dilatado, e aí ainda há muito processo político a desenvolver. Será necessário aguardar pelos resultados da governação de centro-direita, a que o Presidente passou a estar directamente vinculado”. Num comentário ao Registo a propósito dos resultados das legislativas, o analista político assinala que a vitória de Pedro Passos Coelho foi “muito mais clara do que a maioria das sondagens previa”, Segundo Silvério Cunha, os resultados de domingo traduziram igualmente uma “estabilidade relativa do PCP e mesmo do CDS-PP, embora por razões diferentes, pois foram partidos que cresceram em número de deputados, ainda que não de acordo com as expectativas manifestadas ao longo da campanha”. E uma derrota “igualmente óbvia” do PS, que “não conseguiu sustentar de forma convincente para o eleitorado que a culpa da crise era somente de origem externa e se devia, no seu recorte interno, a manobras da oposição”. Silvério Cunha destaca ainda uma “derrota estrondosa” do Bloco de Esquerda, que perdeu na prática metade do seu eleitorado, e que “levanta o problema da natureza do partido e das causas do seu crescimento recente excessivamente rápido”. “Um partido de crítica e sem um clara visão do poder”. “A esquerda alternativa, PCP e BE, tem um problema pela frente: traduzir em votos as suas concepções do poder e da política num mundo em transição paradigmática. É óbvio que isso vai exigir novos conceitos, novos modelos, novo discurso”. “Até agora, os discursos alternativos não resultaram. Ainda. Estes partidos, com matrizes diferentes e composições diferentes, terão de efectuar um percurso que será mais complexo. É sempre mais difícil propor alterações do status quo do que obedecer-lhe”, sublinha.


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Política

Mudou a gerência, não vai mudar a política

As Portas abrem-se para Passos decisivos…

Eduardo luciano

Rui Mendes Clara

Advogado

Advogado

No dia 5 de Junho fomos a votos e a questão parecia clara: quem iria ser escolhido para por em prática o programa de governo anteriormente acertado com o FMI, o BCE e a União Europeia. Fartos de Sócrates e de um PS que assume as suas opções políticas claramente à direita, os eleitores que se deram ao trabalho de ir votar acabaram por dar a vitória ao PSD, numa decisão que representa o tal “salto da frigideira para o lume”, e a continuação com outros rostos da mesma política dos últimos 35 anos. Os “analistas” de um olho só (o direito) rapidamente concluíram que o país tinha virado à direita, nunca avaliando o que seria distintivo na continuação da governação do PS. São aliás bem esclarecedores os apelos que Passos Coelho dirigiu ao PS na noite eleitoral, prevendo-se que as medidas de PSD e CDS terão o apoio e a “compreensão” do PS. Apesar das mistificações e truques de ilusionismo, do tratamento desigual nas televisões sempre que se tratava de comentários ou análises às campanhas, a CDU conseguiu resistir e até crescer ainda que não de forma significativa. A situação a que PS, PSD e CDS conduziram o país, levou a que os eleitores punissem o que se encontrava de serviço à frente do governo da república. Fosse a memória colectiva outra realidade, tivessem o PSD e o CDS tido a honestidade de clarificar o programa que irão cumprir e teriam sido punidos os três partidos responsáveis por tal resultado. É curioso como a situação do concelho de Évora se parece com a situação do país. Uma autarquia paralisada, endividada, sem estrutura orgânica, sem capacidade

de mobilização dos cidadãos para projectos que valham a pena, arrastando-se numa gestão diária sem outro rumo que não seja a sobrevivência ao dia seguinte. Os tempos que aí vêm só irão agravar a situação, com menos receitas e a situação financeira a atingir o ponto de ruptura. Muitos são os que se questionam sobre que realidade teremos em 2013 quando se realizarem as próximas eleições autárquicas. Questionam-se se ainda haverá salários para os trabalhadores do município, se as viaturas municipais ainda podem ser abastecidas de combustível ou mesmo se não terão de trabalhar à luz da vela. A gestão do PS na Câmara Municipal de Évora, tal como a governação do PS no país, há muito que se esgotou sem cumprir o que em três campanhas eleitorais sucessivas prometeu realizar. Porque sabemos que a memória colectiva tende a ser facilmente iludida, convém ir lembrando onde estamos e quem foram os responsáveis por aqui termos chegado. Quanto ao que aí vem para os trabalhadores e para o povo o caminho só pode ser um: a resistência. E, acreditem, vai ser dura a luta e vamos contar com muitos dos que votaram nos partidos da “troika” interna quando perceberem que serão eles os alvos da política dos que acabaram de eleger.

“É curioso como a situação do concelho de Évora se parece com a situação do país“.

Foi com grande entusiasmo que o Povo Português assinalou no passado dia 5 de Junho a viragem à direita da governação portuguesa. É importante não perder a noção da realidade que nos afecta em termos globais e, consequentemente, não pensar que entre a ajuda externa e a eleição de um novo governo de centro-direita haverá solução para todos os problemas com que Portugal se depara. A subida de impostos, o aumento nos transportes públicos, dos cuidados de saúde, da electricidade, do gás, bem como os cortes nas prestações sociais, tais como nas pensões de reforma e no subsídio de desemprego, o aumento das taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde e a redução dos benefícios dos subsistemas de saúde públicos como a ADSE são exemplos de medidas que fazem parte do memorando de entendimento entre a “troika” e Portugal e que o próximo Governo terá de implementar a curto prazo. Não obstante todos os sacrifícios que Portugal e os portugueses terão de enfrentar e ultrapassar, será que, quer o Governo Português, então liderado por José Sócrates, quer as demais entidades contratantes (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), não consideraram que da crise nasce invariavelmente o desenvolvimento e que esta seria uma oportunidade de excelência para descentralizar o nosso tecido empresarial, bem como o sector dos serviços, para as zonas mais desfavorecidas e com mais baixos índices de densidade populacional, como é o caso do distrito de Évora e, desta forma, consolidar e aproveitar as nossas capacidades?

Na verdade, não raras vezes é afirmado que Portugal já sofreu inúmeras crises ao longo da sua existência enquanto Nação. Porém, igualmente, não raras vezes tais crises foram ultrapassadas de forma aparentemente cabal, tendo ficado por resolver os problemas estruturais que, à mínima fragilidade ou desequilíbrio, revelam que Portugal é um País impreparado. Se, por força das circunstâncias, este é o momento das grandes reformas nacionais e da alteração estrutural do nosso País, o qual se perspectiva desde a alteração da Constituição da República Portuguesa até aos hábitos quotidianos dos portugueses, é importante chamarmos a atenção dos nossos governantes para que ponham o País inteiro a trabalhar, proporcionando condições para o efeito, nomeadamente através da descentralização das fontes de riqueza nacionais e implementando uma política de trabalho e de responsabilidade, premiada pelo mérito, não criando condições para que um País tão pequeno siga o seu caminho a duas velocidades, como se existissem portugueses de primeira e de segunda, em função da região ou cidade onde habitam. Em suma, mais uma vez, Portugal espera que quem nos dirige seja audaz e patriótico e que, descurando a sede de poder tantas vezes característica nos nossos governantes, sejam tomadas e levadas a efeito as reformas políticas que nos coloquem nos lugares cimeiros de uma Europa competitiva, ainda que os resultados práticos demorem algum tempo a consolidarem-se. Falhar na preparação é preparar-se para falhar no futuro.

Vitória Laranja Sónia ramos ferro Jurista

Vitória laranja, esmagadora e inequívoca. Finalmente, o país acordou e deu-se conta do massacre protagonizado pelos socialistas que delapidaram a coisa pública. A história recente assim o comprova. Guterres também deixou o país num pântano, para os sociais-democratas arcarem com a responsabilidade da sua reabilitação. Agora Sócrates, escorraçado pela porta pequena remete a recuperação do país, mais uma vez, para o PSD. Estou convencida que seremos bem sucedidos. Com a mobilização indispensável de todos os portugueses. Não será fácil, como Passos Coelho sempre o disse, mas também não é impossível, e o povo português já deu mostras da sua garra e valentia. Foi também uma vitória da verdade e da transparência. Passos Coelho fez questão de transmitir aos portugueses o seu pro-

jecto para o país, ratificado nas urnas pelos eleitores, sem recorrer a falsos números, estatísticas ou sondagens. Os portugueses não são inconsequentes e souberam penalizar politicamente um governo pouco sério, manipulador, cuja máquina de propaganda politica superou em tudo os limites a que estávamos habituados. Para espanto de todos, o PS já começou a proferir declarações insólitas, como aquelas que Vera Jardim fez questão de protagonizar, dizendo que o PS não está disponível para uma Troika a 3. O PSD rejeitou essa solução, logo em campanha eleitoral, portanto a declaração é descabida, mas o que se espera agora do maior partido da oposição é que saiba honrar os compromissos que ele próprio negociou enquanto governo. O que os portugueses não compreende-

riam era que o PS boicotasse as medidas concretas constantes do memorando que assinou com a Troika e inviabilizasse a sua aplicação só porque passou a ser, após o escrutínio eleitoral dos portugueses, oposição. Esta tentativa de desresponsabilização é inaceitável, porque o que está agora em causa é a credibilidade externa de Portugal. Pela porta das traseiras saíram também as empresas de sondagens, que mais uma vez falharam as suas previsões redondamente. Que hecatombe! Com uma diferença de 10% nos resultados eleitorais favoráveis

“Para espanto de todos, o PS já começou a proferir declarações insólitas “.

ao PSD, as empresas que teimavam em afirmar que o PSD não descolava do PS, bombardeando o eleitorado com a ideia do empate técnico, devem agora reflectir sobre a credibilidade técnica do seu trabalho, quando apresentavam uma margem de erro entre os 2 e os 3%. O polvo é verdadeiramente tentacular. O Bloco de Esquerda, após viagem à terra do nunca, ainda não conseguiu regressar à realidade e assumir a estrondosa derrota nas urnas. Francisco Louçã, agarrado a toda a força ao partido que fundou, recusa-se a enfrentar a perda de metade dos deputados que formavam o seu grupo parlamentar na Assembleia da República. O sonho acabou. O seu eleitorado percebeu que a esquerda caviar, elitista e que se remete sistematicamente à desresponsabilização, e à negação pela negação, não merecia

o seu voto. Quis concorrer com o PCP mas perdeu, porque o comunismo de base e de pura convicção, não se compara a surtos de esquerdismo irreverente e pueril. Sempre critiquei severamente a postura arrogante e de sobranceria de José Sócrates. Em seis anos de reinado, nunca deu um sinal de humanidade. Só lhe conhecemos o lado cerebral, frio e calculista. (as lágrimas de crocodilo não contam) Mas no discurso de despedida, aquele Domingo bem-dito da sua desaparição, em que fomos premiados com o seu adeus, devo reconhecer que foi o único momento em toda a sua carreira política que falou verdade, de forma desprendida e verdadeiramente humilde. A sua despedida foi o único ponto alto da sua governação. Que vá em paz!


5 Política José Calixto

“Resultado em Évora merece reflexão interna” Luís Maneta | Registo Como explica o pior resultado do PS em Évora desde 1991? Porventura já poucos nos recordamos da herança de Santana Lopes e Paulo Portas mas ela foi real e condicionou fortemente todo o ciclo político que agora termina. O Partido Socialista completou 6 anos no poder em circunstâncias “politicamente dramáticas” e que afectaram a vida de muitas famílias portuguesas. Este resultado no distrito de Évora (onde apesar de tudo o PS ganhou estas eleições) obviamente merece uma reflexão interna, não tanto pelos resultados no distrito, mas fundamentalmente pela derrota ao nível nacional. Penso que a explicação desta derrota deverá ser encontrada pelo desgaste de todo um conjunto de medidas impopulares, mas tomadas por imperativo nacional e com muita coragem política. Apesar de tudo, considero que este ciclo político podia ter ido mais longe em dossiers como a racionalização/ redução dos custos do aparelho do Estado, na eficácia e celeridade da Justiça em Portugal, na regionalização desde que acompanhada da extinção de Secretarias de Estado e organismos descentralizados do Estado com existência apenas formal, na análise mais cuidada e contenção dos recursos públicos afectos a parcerias público-privadas. São pistas para um debate nacional acerca da nossa forma de vida que nunca deve hipotecar as gerações futuras. Deve ser marcado congresso federativo extraordinário? Não vejo, neste momento, motivos fortes para a marcação de um congresso federativo no nosso distrito. Reflexão interna sim, e com o “maior espaço” possível. É nestes momentos que devem ser construídos os grandes projectos políticos e as grandes lideranças. O Partido Socialista deve saber evoluir e passar da melhor maneira possível o testemunho entre as duas lideranças políticas. Este não é só um desafio do partido mas também de todos os seus militantes, porque nestas fases é, para alguns, é mais cómodo “o sofá do que o púlpito”. Os verdadeiros e competentes socialistas lutam por Portugal todos os dias e devem marcar presença e ser desejados num debate interno que seja determinante para a sanidade futura do nosso sistema político e da nossa democracia. Um resultado destes deixa o PS em maus lençóis para as autárquicas? O PS estará sim em “maus lençóis” se não souber escolher os melhores candidatos em cada um dos 14 concelhos, aquelas cidadãs e cidadãos mais componentes para lutar pelas suas terras. Extrapolar cenários autárquicos a partir de eleições para o poder central nunca deu bons resultados.

Já decidiu quem vai apoiar para a liderança do partido? Sendo ainda prematura uma decisão final, não posso deixar de demonstrar a minha admiração pelo perfil de António Costa; digo-o mesmo sabendo da sua decisão de não se candidatar à liderança do Partido Socialista por motivos que eu respeito e subscrevo por inteiro. Servir uma Câmara Municipal deve ser uma missão de “corpo inteiro” e a tempo inteiro. A saída de Sócrates abre um novo ciclo na vida do PS. Évora deve seguir esse exemplo de renovação? Penso que o actual mandato dos órgãos da Federação devem ser cumpridos até ao fim; é assim que deve funcionar a democracia: cumprirmos integralmente os cargos para os quais somo eleitos. Nas próximas eleições da Federação seria obviamente bom para o Partido ter a possibilidade de escolher entre uma pluralidade de listas; a renovação não se pode fazer só com “renovados” mas, fundamentalmente, com renovadores: que apareçam são os meus sinceros votos! Quais foram os maiores erros do PS no Governo? O erro fundamental penso ter estado ao nível da comunicação e da explicação das medidas que tinham que ser tomadas em cada momento. Mas é mais fácil falar agora que ter a coragem que o eng. José Sócrates teve no seu ciclo de governação. Espero que o Partido Socialista esteja quatro anos na oposição: se estiver menos seria muito mau para o nosso País pois, nesse cenário, a escolha de Passos Coelho e Paulo Portas não corresponderá à confiança agora depositada pela maioria dos portugueses. Infelizmente, em meu entender, este é um cenário com significativas probabilidades de acontecer. Para bem de Portugal, espero estar enganado.

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Entrevista

António Costa da Silva, presidente da distrital de Évora do PSD

”Não nos podemos dar ao luxo de continuar a gastar alegremente“ Luís Maneta | Registo Já recebeu muitos currículos neste período pós-eleitoral? Para dizer a verdade ainda não recebi nenhum. Percebo a questão, que se refere a eventuais expectativas que algumas pessoas tenham pelo PSD ter ganho expressivamente a nível nacional e ter obtido um bom resultado no distrito mas não, não recebi currículos. Não vai substituir os “boys” que aí estão, colocados pelo PS, por outros do PSD? Esse sinal que o PSD deixou

na campanha foi muito claro, tal como o foi o do candidato em Évora. Não vamos substituir os cartões rosa pelos laranja. As pessoas devem ser avaliadas pelo seu mérito, pela sua capacidade, e quando concorrerem a qualquer função na Administração Pública devem fazê-lo em igualdade de circunstâncias. Isso, infelizmente, não tem acontecido nos últimos anos. Bom, também há os cargos de confiança política mas aí a questão é diferente. É obviamente diferente, ninguém ficará espantado com uma

escolha política para os cargos de confiança política. A questão é outra. Nós tivemos concursos na nossa Administração Pública, para cargos técnicos e de carreira, em que as pessoas não tiveram igualdade de tratamento. Que análise faz dos resultados eleitorais de domingo? Surpreendido pela vitória expressiva do PSD? Fiquei parcialmente surpreendido. Arrancámos para esta campanha com o objectivo concreto de eleger um deputado, manter o deputado por Évora e alcançar a melhor votação possí-

vel. No entanto, durante a campanha, fui notando que para além da mobilização que havia em torno do PSD, da lista e das ideias que apresentámos, houve também uma aproximação das pessoas. No jantar em que esteve o Pedro Passos Coelho aqui em Évora tivemos uma mobilização que não é habitual.

estava plenamente convencido que iríamos passar a CDU e ficar muito próximo do PS. Tinha essa sensação. E por vezes encontrávamos a caravana do PS a fazer campanha e sentia-se que não havia mobilização. É claro que quando há um sentimento de vitória essa mobilização acaba por ser mais fácil.

Um jantar com 800 pessoas. Não foi só a quantidade, foi o ambiente que se viveu nesse dia … tive o sentimento que isto iria ser muito positivo para o PSD. Poucos dias antes das eleições disse ao nosso candidato que

E foi sentindo isso durante a campanha? Foi-se sentindo. Nas principais cidades do distrito tivemos melhores votações. Aliás, em 91 freguesias aumentámos a nossa votação em 89. E ganhámos os


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Luís Pardal | Registo

“ Estou plenamente convicto que Pedro Lynce estará quatro

anos na Assembleia da República a defender o PSD e a defender o distrito de Évora.”.

Vai depender dos candidatos que apresentar? Dos candidatos mas também dos programas, da conjuntura, dos outros candidatos … dependerá de muita coisa. As perspectivas são positivas. Agora, se isto terá reflexos em termos eleitorais futuros é difícil de prever, sendo mais fácil de trabalhar num cenário como o que temos neste momento do que com outro. As pessoas estão motivadas, estão mobilizadas, vamos ver. Foi uma campanha que do ponto de vista do PSD arrancou mal, com o anúncio de um cabeça-de-lista por Évora que não se concretizou. Depois conseguiu unir o partido em torno da candidatura do dr. Pedro Lynce. Foi fácil? Não é tanto assim. É preciso as pessoas perceberem que os estatutos do partido permitem essa situação, ou seja, que os cabeçasde-lista sejam escolhidos pela Comissão Política Nacional. Isso não acontece só no PSD, acontece também noutros partidos como o PS e temos o caso concreto de Santarém, com a candidatura de António Serrano. Mas tendo isso sucedido, qual a “chave” para unir o PSD/Évora? Não dependeu só de mim … o candidato, uma pessoa muito genuína, teve uma acção importante para ajudar a mobilizar as pessoas. As pessoas perceberam que estamos a viver um período importante na História do país, e também aqui no distrito, e que era mais importante partilhar uma campanha do que dividila.

quatro principais concelhos do distrito: Évora, Estremoz, Vendas Novas e Vila Viçosa. A conjuntura nacional também ajudou? Sem dúvida. Mas temos de olhar igualmente para o nosso contexto sociológico, para a nossa região, e quando o PSD alcança uma votação expressiva no distrito é óbvio que nos deixa muito animados, sem fazer aqui nenhum manifesto de perspectivas sobre próximos actos eleitorais. Em todo o caso, estes resultados deixam-nos optimistas quanto ao futuro. Em termos autárquicos, o PSD não tem representatividade aqui no distrito. Depois destes resultados, os objectivos eleitorais serão mais ambiciosos? Não podemos extrapolar umas eleições legislativas para autárquicas mas temos de reparar que existe um eleitorado com vontade de votar no PSD. Isso foi visível nestas eleições.

Não sendo um momento de divisão, as sondagens favoráveis ao PSD ajudaram a essa mobilização? As sondagens foram sempre muito estranhas, tivemos até sondagens que não deram o PSD à frente. Quem olhava para o panorama das sondagens via empates técnicos a uma semana das eleições. As sondagens tiveram até o efeito de espicaçar as pessoas, motivá-las a trabalhar mais … davam um sentimento de descrença, muita gente não percebia o que estava a acontecer. Chegou a achar possível o PSD perder estas eleições? Também não. E sempre considerei que o PSD iria acabar por ganhar com uma margem considerável. Fiquei convencido disso no momento quando senti a mobilização das pessoas, durante o jantar aqui em Évora, e no dia do debate televisivo ganho por Pedro Passos Coelho … viu-se que José Sócrates, afinal, não era tão invencível quanto isso. O PSD teve 27,47% dos votos

no distrito de Évora. Os eleitores votaram num candidato que vai assumir o lugar de deputado? Penso que sim, é para isso que foi eleito. Se existem outras perspectivas não nos cabe a nós estar a analisá-las. Não indo assumir responsabilidades a nível governativo, o dr. Pedro Lynce ficará no Parlamento? Sim, sim, e estou plenamente convicto que estará quatro anos na Assembleia da República a defender o PSD e a defender o distrito de Évora. É uma pessoa empenhada, envolvida, muito humana.

“Não vamos substituir os cartões rosa pelos laranja. As pessoas devem ser avaliadas pelo seu mérito, pela sua capacidade, e quando concorrerem a qualquer função na Administração Pública devem fazê-lo em igualdade de circunstâncias. Isso, infelizmente, não tem acontecido nos últimos anos”.

NÚmero

27,4

<O PSD ultrapassou a CDU e tornou-se na segunda força política mais votada no distrito de Évora, com 27,47% dos votos, mais 6300 que nas eleições de 2009.>

Ainda não se conhece o próximo Governo, nem tão-pouco o programa. Mas quais devem ser as prioridades para a região? Tem de existir uma preocupação concreta com os jovens, acabar com a debandada dos jovens para outros locais, nalguns casos para fora do país. Isso vai ter consequências gravíssimas em termos de futuro. Quando falamos de um distrito e de uma região onde a desertificação humana é o principal problema e não conseguimos cativar os jovens qualificados temos um duplo problema. Têm de existir políticas activas para atrair os jovens à região. Mas como é que isso se faz? Através da capacidade de atrair investimentos. A região tem muitas potencialidades e muitas áreas que têm estado desaproveitadas. Ouvimos o anúncio de muitos PIN’s e de muitos investimentos com pouca correspondência prática. Com inteligência esses investimentos podem concretizar-se. É verdade que a conjuntura económica nalguns casos não foi a mais favorável, os caminhos de financiamento não foram os mais correctos mas existem instrumentos de apoios para que estas empresas se consigam fixar na região. Propõe uma alteração de regras nos apoios comunitários? Não tem de haver alteração de regras, elas permitem que isso possa ser assim. É uma questão de decisão política e de incentivo. Tem de haver sinais positivos nestas matérias. Muitas vezes, o Estado é cliente de si próprio. Não é viável insistir nisto. Em tempos foi importante, criámos condições espectaculares na região, ainda há muito a fazer a nível da requalificação e na criação de equipamentos, mas qual o interesse de construir equipamentos se depois não temos pessoas para os utilizar? No acordo com a “troika” está prevista a redução de freguesias e de municípios. Está preparado para a “guerra”? Que remédio! Já pensou nisso? Já mas não vou fazer comentários pois é uma discussão que

tem de ser feita de forma muito séria e nem sequer a fiz dentro do meu próprio partido. Na região temos de olhar para o mapa e ver as nossas especificidades. Posso dar-lhe o exemplo da freguesia de São Bento de Ana Loura com 26 eleitores. Isto não faz sentido! Sei disso. Provavelmente será difícil de sustentar mas temos casos de freguesias com mais habitantes … no centro histórico de Évora temos três freguesias e faz todo o sentido transformá-las numa só, partilham a mesma sede, ninguém percebe onde começam nem onde acabam. No caso dos municípios será mais difícil, tal como a nível da redução do aparelho de Estado. O PSD propôs, por exemplo, acabar com os Governos Civis. Já se sabe como é que isso será feito? Não tenho resposta para isso. As pessoas dizem sempre que a extinção dos Governos Civis é apenas uma questão simbólicas mas é um sinal muito importante, tem de ser o próprio Estado a dizer o caminho que temos de percorrer. Os Governos Civis são uma das “gorduras” do Estado que não fazem sentido e estou convencido que desta vez serão mesmo extintos. Tal como outros institutos públicos? Há alguns anos atrás, quando o PSD foi governo, fundiu a CCR com a Direcção Regional do Ambiente. Eliminámos um edifício que custava 5 mil euros de renda mensal e muitos outros gastos. O PS, mal foi governo, dividiu outra vez, criou a administração hidrográfica e manteve a CCR, fez precisamente o contrário. O PSD vai retomar esse caminho das fusões e extinções? É inevitável. Não nos podemos dar ao luxo de continuar a gastar alegremente e empobrecer tristemente. Não temos capacidade financeira para pagar tantos organismos de Estado, tanta gente, tantos responsáveis … o problema principal centra-se em Lisboa, na estrutura do Estado, onde há muitos organismos que não fazem sentido nenhum. Há algum tempo vi um processo que precisava de 21 pareceres de vários organismos do Estado. Isto não faz nenhum sentido. Se queremos ter um Estado eficaz temos de acabar com isto. O PSD está com coragem para o fazer. O memorando de entendimento com a “troika” também não deixa margem para não o fazer. Um bom governante não precisava do memorando para nada, o que lá está escrito é inevitável. Temos de emagrecer o Estado pois há muitos anos que vivemos acima das nossas possibilidades. O Estado não tem mais onde tirar das pessoas, das empresas, portanto tem mesmo de emagrecer. Essa reorganização permitirá que a sociedade crie riqueza, dinâmica, expectativas e comece a melhorar.


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Aumento da criminalidade violenta e grave preocupa populações Redacção | Registo Oriola, no concelho de Portel, era uma terra sem crime. Era. “Aqui há uns anos as crianças iam sozinhas para a escola. Agora, nem pensar”, diz Maria Sacramento no largo da aldeia, frente à junta de freguesia, paredes meias com o local onde a caixa multibanco já foi roubada por duas vezes.”. “Dantes deixava-se o postigo aberto para as vizinhas entrarem. Esse tempo já lá vai”. A máquina seria recuperada pela GNR. Do dinheiro que lá havia é que nunca mais houve notícias. Num raio de 20 quilómetros em torno de Oriola, o chamado “gang” da retroescavadora atacou ainda os multibancos de Santana e Amieira. Em Torre de Coelheiros, dois suspeitos foram detidos depois de uma tentativa de assalto à caixa ATM. Circulavam em carros separados e, segundo a GNR, “transportavam ferramentas habitualmente usadas” neste tipo de furtos. Ficaram em liberdade, uma vez que não houve flagrante delito. PUB

É no medo das populações rurais alentejanas que se reflecte o aumento da criminalidade violenta e grave registado pelo Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) em 2010: mais 37 crimes no distrito de Beja (um crescimento de 44,6% em comparação com 2009), mais 24 crimes em Évora (+ 17,6%) e mais 14 ocorrência no distrito de Portalegre (+ 18,4%). Para estes números contribuiu o triplo homicídio ocorrido em Dezembro num monte próximo de Aljustrel: três imigrantes búlgaros foram executados a tiro numa emboscada relacionada com negócios de sucata. Na povoação de Selmes, um casal de imigrantes moldavos foi raptado em Novembro, supostamente por máfias de Leste. A mulher foi libertada, ao fim de algumas horas. O corpo do homem, Ruslan Rusnac, seria encontrado dias depois na berma de uma estrada. A Judiciária deteve quatro homens. Os raptores exigiriam o pagamento de uma alegada “dívida” relacionada com a vinda

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RASI aponta para aumento de 17,6% nos crimes graves em Évora. do casal para Portugal. Encostado ao balcão da taberna no largo principal, copo de vinho branco sobre a mesa – “a esta hora [fim da manhã] já não é tempo para cafés” – o presidente da Junta de Freguesia de Selmes, António Aguilar não esconde que este tipo de casos gera insegurança na população: “Ninguém gosta de ouvir notícias”.

Preocupado com as consequências sociais do desemprego – “às vezes as pessoas vêem-se aflitas” – o autarca recorda um episódio que agitou a aldeia: “Durante quatro ou cinco dias esteve aí a viver um grupo de 11 ou 12 romenos em condições muito complicadas. Quando fui lá a casa nem comida tinham”. Os imigrantes terão sido recru-

tados para trabalhar na agricultura por um compatriota referenciado pelos crimes de recrutamento para trabalho escravo, extorsão de salários e violência física sobre os trabalhadores. Pequeno empresário, Angelino Matroca culpa o mau funcionamento da Justiça pelo aumento da criminalidade. O homem não esquece a “aventura” em que se viu metido quando um indivíduo lhe tentou assaltar o café, num bairro de Elvas. “Vi-o a rondar por aqui, muito atento aos sensores do alarme, e decidi avisar a polícia”. A suspeita acabou por confirmar-se, sendo o assaltante detido pela PSP quando saía do café agarrado a uma máquina de brindes cheia de moedas. Como tudo aconteceu por volta das duas e meia da manhã, Angelino Matroca não se livrou de uma madrugada passada na esquadra da polícia e de uma tarde no tribunal: “Fiquei a preencher papéis até às seis da tarde. Quando finalmente saí, já o criminoso estava cá fora”.


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crimes

por resolver

No Alentejo também há registos de episódios de crimes violentos que continuam por resolver. Recordamos casos que continuam em aberto, sem culpados identificados, sem castigo.

Carrinha roubada à bomba Um dos casos mais ‘espectaculares’ que as forças policiais portuguesas presenciaram aconteceu na A2, no concelho de Aljustrel, onde, com recurso a explosivos se estima que tenham sido roubados mais de dois milhões de euros de uma carrinha de valores. Na madrugada de 20 de Agosto de 2008, um grupo, segundo as autoridades, “altamente treinado” que se deslocava em três viaturas de alta cilindrada, começou por disparar contra a carrinha blindada e, quando esta parou, colaram explosivos na porta traseira. Após a explosão, levaram os sacos de notas daquele veículo da Prosegur e causaram ferimentos ligeiros nos dois tripulantes da carrinha

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amarela. O transporte blindado, que fazia a ligação entre Lisboa e Faro, levava dinheiro, numa quantia suficiente para abastecer 700 caixas multibanco do Algarve, em pleno Verão de 2008. O que torna este crime fora do comum é – além do evidente planeamento e profissionalismo na sua execução, digna de um argumento de filme de acção americano – o uso de explosivos plásticos de grande precisão, tendo sido mesmo classificado pelas autoridades como um “assalto com contornos quase inéditos no País”. Suspeita-se de grupos terroristas estrangeiros ligados aos movimentos separatistas da Córsega, mas até agora, a investigação prossegue.

Ataques do gang do multibanco São já 24 os assaltos ou tentativas de golpes em caixas multibanco ou dependências bancárias no Alentejo e Algarve. Destes crimes, nove foram perpetrados no Alentejo ao longo do último ano e meio, um pouco pelos três distritos, Évora, Beja e Portalegre e em alguns concelhos do litoral alentejano. O primeiro caso no Alentejo foi registado a 7 de Abril do ano passado em Santana da Serra, Ourique, e o último em Portalegre, no final de Maio, mas até à data não foi efectuada qualquer detenção.

As autoridades suspeitam que o grupo opera a partir de Espanha e seja constituído por elementos estrangeiros e violentos. Em todos o método é semelhante, os ladrões chegam em carrinhas de caixa-aberta ou carros de alta cilindrada furtados, nas imediações do multibanco furtam a retroescavadora, normalmente em estaleiros de obras, e em poucos minutos fogem com os cofres, que são posteriormente arrombados e abandonadas as carcaças, bem como os veículos furtados.

Certo é que entre paredes partidas, viaturas furtadas e caixas multibanco destruídas os prejuízos já devem ascender à casa das centenas de milhares de euros, fora as quantias subtraídas dos cofres em que o golpe resultou. No passado fim-de-semana, foi assaltada a dependência da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo em Vila Boim, Elvas. Dias depois, foi a vez de uma caixa multibanco em Terena. A GNR diz que se trata de um grupo armado e perigoso, já referenciado. Luís Pardal | Arquivo

Cadáver no Alqueva Não há pistas para proceder à identificação do cadáver encontrado decapitado e desmembrado em Abril de 2008 na albufeira de Alqueva, junto ao Monte do Roncanito. A PJ divulgou duas fotografias sobre tatuagens encontradas no cadáver, na esperança de recolher informação que permita apurar a identidade da vítima e conduzir à captura do autor do crime. Para além de cinco pontos entre os dedos polegar e indicador, o cadáver tinha tatuado o nome

“Ileana” no braço direito. O cadáver, encontrado sem qualquer elemento identificativo, corresponde a um “indivíduo do sexo masculino e raça branca”. “Tudo indica que o homem foi desmembrado depois de morto. A precisão do corte sugere a utilização de uma ferramenta eléctrica, eventualmente uma motosserra”, sustenta uma fonte policial, segundo a qual o corpo tanto poderá ter sido lançado à água do lado português como do lado espanhol da albufeira.

Três búlgaros assassinados Em aberto está também a investigação de outro crime que chocou o País, curiosamente também aconteceu no concelho de Aljustrel, na freguesia de Rio de Moinhos. Agora que passam seis meses do sucedido, a brigada de homicídios da Directoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ) continua a tentar chegar aos assassinos de dois homens e de uma mulher, com idades entre os 38 e os 55 anos, todos de nacionalidade búlgara, cujos cadáveres foram encontrados junto a um monte alentejano abandonado, nos arredores daquela aldeia. As autoridades estão convencidas que tudo terá tido início num negócio de compra e ven-

da de fio de cobre furtado. As vítimas, que residiam na Quinta do Conde, em Sesimbra, ter-seão deslocado numa carrinha de caixa aberta de marca Toyota até ao isolado local alentejano para a dita transacção, levando consigo dez mil euros, que também desapareceram. As autópsias confirmaram a execução dos três indivíduos, Hiacen, Vassil e Sasca a “tiro de caçadeira e a curta distância”. Os três cadáveres acabaram por ser encontrados por um popular que deixou atascar um veículo perto do local do crime, e quando lá voltou com auxílio se deparou com a descoberta macabra, que ainda não tem explicação cabal.


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Crise das democracias no Ocidente: 1- A representação José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

Um dos elementos fundamentais dos sistemas políticos democráticos do Ocidente (o que exclui as chamadas “democracias populares”, outro nome para as ditaduras nada populares) reside, sem que lhe tenha sido dada a devida importância, em dois princípios. O primeiro é a primazia – de facto, uma quase exclusividade – dada aos partidos na organização da expressão das opiniões políticas. Numerosas constituições (a portuguesa é uma delas, cf. p. ex. art.º 151º), reservam praticamente toda a organização da expressão política nacional aos partidos, e os deputados são considerados “dum partido”: fala-se de “partidos representados na AR”. Eleitos, os “representantes dos cidadãos” tornam-se representantes do partido a que pertencem. O segundo princípio, tão decisivo como o primeiro, é a exclusão do “mandato vinculativo”: os cidadãos eleitores não podem exigir a priori que o candidato a quem dão o seu voto se pronuncie de determinada maneira sobre certas questões. Como constatava Bobbio, a liberdade na democracia representativa acaba por ser praticada pela maioria dos indivíduos somente nas eleições, após as quais eles tornam a ser passivos e subalternos. Pretendeu-se salvaguardar a independência do órgão colectivo (Assembleia, etc.): mas o efeito real da separação entre representantes e representados, reforçada pela exclusividade dos partidos na proposta de listas de candidatos às Assembleias de deputados foi, por todo o mundo ocidental, o de criar uma classe política “flutuante”, que decide e age “em roda livre”, afastando-se cada vez mais dos cidadãos que a elegem. Opiniões e até interesses tendem a divergir entre “representantes” e “representados”. Na realidade, o que é proibido a todos (aos cidadãos como a grupos particulares) acaba por ser efectivamente vedado apenas aos simples cidadãos. Os grupos de pressão, “lobbies”, etc., esses, podem tornar de modo oculto o mandato “vinculativo” em virtude dos apoios à eleição ou reeleição, à reinserção na vida civil após o mandato, etc. Uma via tem que ser seriamente explorada: a da responsabilização – individual, e não partidária - dos eleitos pelas opções em nome das quais foram eleitos. São os mecanismos dessa responsabilização que por ora faltam. Mas em encontrá-las e aplicá-las está a chave da nova fase democrática ou, se quisermos, duma forma de democracia que retire as lições das derivas do mecanismo de “representação”.

CIDEHUS - Universidade de Évora e Academia Militar jsantos@uevora.pt

Escola da Cruz da Picada vence “Spider Game” Olimpíadas de Inglês no 1º ciclo do Ensino Básico de Évora D.R.

Redacção | Registo Uma equipa de alunos da EB1 Cruz da Picada foi a vencedora da final concelhia das Olimpíadas de Inglês (Spider Game – the English Web) realizada no Dia Mundial da Criança, no parque infantil do Jardim Público de Évora. A Câmara Municipal de Évora, em parceria com os quatro agrupamentos de escolas do concelho tem vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas no âmbito das actividades de enriquecimento curricular, para promover o desenvolvimento integral das crianças do nosso concelho. O Spider Game - the English Web tem sido um bom exemplo desta prática, pois, sob a forma de Olimpíadas, tem possibilitado que todas as crianças dos 3.º e 4.º anos que frequentam a actividade de Inglês no concelho de Évora adquiram conhecimentos desta língua de uma forma motivadora. No presente ano lectivo, estas olimpíadas tiveram lugar nas 26 escolas de 1.º ciclo do ensino básico de Évora, tendo o processo de selecção da equipa vencedora decorrido por fases: turma, escola, Agrupamento de Escolas e final concelhia. A final concelhia foi integrada no programa de actividades do Dia

Alunos da EB1 da Cruz da Picada conquistaram “olimpíadas” de Inglês. Mundial da Criança, revelando-se fundamental a colaboração dos vários professores e direcções de agrupamentos. Houve também um total empenho por parte dos alunos envolvidos nas várias fases. As equipas que disputaram a final concelhia pertenciam às turmas do 4ºB da EB1 da Cruz da Picada (Agrupamento de escolas nº1 de Évora), 3º ano da EB1 Heróis do Ultramar (Agrupamento de escolas nº2 de Évo-

ra), 3º ano da EB1 Bairro de Almeirim (Agrupamento de escolas nº3 de Évora) e 3º/4º anos de Azaruja (Agrupamento de escolas nº4 de Évora). Segundo os organizadores, a equipa vencedora deste desafio - a EB1 Cruz da Picada - “está de parabéns pelo seu excelente desempenho ao longo das várias fases, mostrando grandes conhecimentos de língua inglesa e representando, de forma brilhante, a sua escola”.

As cores Isabel Leal

Escritora | www.criancasdeumnovomundo.com

As cores atraem, repelem, escolhemos cores de acordo com o estado de espírito do dia-a-dia, ou apenas porque é moda. Estão em todo o lado. A linguagem das cores é de entendimento universal. A captação da sua influência dá-se a nível do inconsciente, escapando por isso a maioria das vezes ao nosso entendimento. Vamos então falar de algumas variantes que envolvem as cores e de que forma podem trazer mais alegria a tua vida. Em Portugal não é comum, mas alguns países existe formação sobre as cores e por isso existem pessoas especializadas no efeito que as cores tem em tudo o que nos rodeia. A cromoterapia é a terapias que explica como as energias associadas as diversas cores influenciam tudo e todos. Como toda a matéria não passa de luz condensada vibrando em cores diferentes, forma um fenómeno óptico, permitindo que os nossos sentidos captem de uma forma sólida e contínua toda a matéria densa que existe. Assim cada vez mais os estudos e aplicação das cores se desenvolvem. Hospitais, ambientes de trabalho, escolas, em casa, até algumas técnicas de cura pela cor se interessam por este tema. Cada cor tem sua própria energia, vibração e

actuação. É nas cores que vestimos e que são ditadas pela moda a cada estação que mais queremos comprar no entanto aqui ficam algumas dicas para que seja possível vestir-se de acordo com os seus objectivos.

ideias. Para ultrapassar os problemas nos relacionamentos.

Branco: veste branco quando estiveres a iniciar um projecto, é a energia em força.

Azul: veste azul se quer comunicar claramente ou precisa ser mais criativo.

Preto: veste preto se queres parecer misterioso, reservado e manter algumas pessoas e energias longe de ti.

Índigo: veste índigo se precisa de capacidade de concentração nos assuntos pessoais. Se precisa desenvolver a intuição e a capacidade extra-sensorial.

Vermelho: veste vermelho sempre que precisa de entusiasmo, força e vitalidade para alcançar objectivos. Quando tiver medo ou se sentir inseguro. Laranja: veste laranja quando se sente sério e sem alegria. Tem problemas que parecem não ter solução. Amarelo: veste amarelo quando precisa de estimular a mente e ter concentração. Em caso de depressão, confusão ou indecisão. Verde: veste verde quando sabe que algo deve mudar mas tem medo do que ainda não sabe. Se quer ter novas

Rosa: veste rosa se precisa de passar uma imagem de calma, de segurança e serenidade. Dá autoconfiança.

Violeta: veste violeta se precisa remover dificuldades de vida. Excelente para acalmar a hiperactividade. Auto-equilibrar a energia do corpo.

Livros recomendados: O livro das sete cores – Maria Alberta Menéres e António Torrado – Ed. Caminho O fantástico mundo das cores – Daniel Beresniak – Ed. Pergaminho A cura pela cor – Ted Andrews – Ed. Estampa


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Actual

ANÁLISE

FRANCISCO SABINO analisa a importância decisiva do transporte ferroviário de mercadorias para o porto de Sines, independentemente da “bondade” da alta velocidade.

O Alentejo, Sines, o TGV, a linha de mercadorias e o desenvolvimento regional

“Os alentejanos mais do que todos os outros portugueses, têm obrigação de defender a importância estratégica de Sines para a região e a necessidade de que o investimento na ferrovia se faça sem a mínima vacilação. Nem que para isso tenhamos que recuperar a nossa emblemática frase, que assume neste contexto toda a sua pertinência: Construam-me Porra!”. Francisco Sabino | Sociólogo É assunto recorrente falar-se do projecto do TGV, e quase sempre como arma de arremesso político, esgrimida contra quem defende que este investimento público deva ir por diante no nosso país. E, neste caso, dizer país, é dizer Alentejo. Sobretudo em momentos de efervescência eleitoral ou pré-eleitoral é veremse sobretudo os partidos, a esgrimirem argumentos, uns a favor, outros contra este projecto que há anos faz parte da política europeia de transportes, cuja tradução prática é a Rede Transeuropeias de Transporte – RTE-T, que na sua versão inicial comporta 30 eixos prioritários, que da rodovia ao transporte marítimo passando pela ferrovia, tem definida praticamente desde o início da década um esquema de desenvolvimento dos diferentes modos de transporte para a União Europeia. Alguns destes eixos prioritários estão já completamente construídos, outros muito avançados na sua construção, outros ainda encontram-se em fase de avaliação, outros mesmo não irão além do projecto, dado que a revisão desta rede europeia que se está a desenhar, e que será dada a conhecer em Setembro deste ano, tem as linhas orientadoras da sua avaliação assentes numa melhoria dos sistemas logísticos, com vista à redução das emissões de CO2 dos sectores do transporte rodoviário, da aviação e do transporte marítimo, incluindo o lançamento de uma grande iniciativa em prol de veículos não poluentes e energeticamente eficientes. O Livro Branco de 2001 “A Política Europeia de Transportes rumo a 2010: a hora das opções” fazia uma clara opção pelo estímulo da transferência modal da rodovia para os modos de transporte ferro-

viário e marítimo/fluvial, em resultado da constatação de um desenvolvimento desequilibrado dos diferentes modos de transporte. Quer isto dizer que a aposta no futuro dos transportes europeus vai migrar da rodovia para a ferrovia e, naturalmente, para o transporte marítimo, como não podia deixar de ser. Se as décadas de oitenta e noventa, foram de forte aposta na rodovia, a primeira deste século, é, por assim dizer, uma década de reavaliação. Mas os sinais estão aí, e são seguros. O imposto sobre as emissões de carbono, a taxa a lançar sobre os produtos transportados na rodovia

e também por transporte aéreo, os aumentos nas portagens para os transportes rodoviários, o aumento continuado do custo dos combustíveis fósseis, vão obrigar as transportadoras a reverem os seus esquemas de negócio. O que tem isto a ver com o Alentejo? Quase tudo e quase nada. Para o Alentejo quase tudo, se pensarmos no corredor de alta velocidade que está projectado e concursado para ser concluído até 2013. Quase tudo, se pensarmos que por esse corredor, deverão passar duas linhas ferroviárias; uma destinada ao transporte de mercadorias e a outra destinada à Alta

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Velocidade (para passageiros). Quase tudo, se pensarmos que a linha de mercadorias deve ligar-nos a MADRID em termos muito mais competitivos do que aqueles com que hoje nos debatemos para fazermos chegar as mercadorias descarregadas em Sines. Quase tudo, se pensarmos que a linha que serve Sines, passa pelo Poceirão, plataforma logística que deverá servir outro importante porto, o de Setúbal, e irá entroncar em Évora no corredor de Alta Velocidade que acima referimos, e daí até Madrid, que é cada vez mais um importante mercado para a nossa economia. Quase tudo, se pensarmos que em Sines está instalado o maior porto português, e um dos maiores da Europa com fundos não assoreáveis e sem constrangimentos de expansão dos seus terraplenos, e que se tem vindo a afirmar a cada ano, cada vez com maior pujança, no competitivo cluster do transporte marítimo europeu. Quase tudo, se pensarmos que Sines pertence a um clube muito exclusivo, que na Europa tem capacidade para receber os novíssimos mega porta contentores de 14.000 TEU, como o La SPEZIA, ao serviço da MSC que opera o Terminal XXI, e também os de 20.000 TEU, que os principais operadores mundiais já têm encomendados. Quase tudo, se pensarmos que com a abertura do Canal do Panamá, redesenhado para permitir a passagem entre a costa oeste e leste dos Estados Unidos, destes mega porta contentores, Sines é a principal porta de entrada na Europa para estes navios. Quase tudo, se se tiver em linha de conta o emergente mercado do Brasil. Quase tudo, se pensarmos que muito do tráfego vindo do oriente prefere a rota do


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Cabo ao canal do Suez. Quase tudo, se pensarmos nos vultuosos investimentos que estão a decorrer no porto de Sines, que se está a preparar para acolher ali os maiores operadores mundiais de transporte marítimo, MAERSK incluída, que é o maior de todos, diversificando assim a oferta e deixando assim de ficar dependente de um único operador. Quase tudo, se pensarmos que com as obras de ampliação do cais de acostagem do Terminal XXI, para os 730 metros, são ali ser operados mais de um milhão de contentores de 20 pés (TEU), estando em curso trabalhos para alargar o cais de acostagem para os 940 metros, permitindo uma movimentação total de 1,7 milhões desses contentores. Quase tudo, se quisermos pensar que o Porto de Sines, mesmo sem nada do que acabo de descrever é um porto que compete com todos os portos espanhóis, sendo prova disso a preferência de empresários espanhóis em se fixarem na sua plataforma logística. Enfim, quase tudo, se não quisermos que esta importante infra-estrutura portuária que se está a preparar para enfrentar o futuro com optimismo e trabalho, tenha que se socorrer de helicópteros, para retirar dos seus cais as mercadorias que ali aportam, para as fazer chegar a Espanha, e daí para o resto da Europa, por uma das passagens atlântica ou mediterrânica existente nos Pirenéus. Quase nada, se apesar da crise, não soubermos ler os sinais dos tempos e perceber que contrariamente á rodovia, que enxameou o país com uma miríade de betão e asfalto, contribuindo com uma factura não despicienda para o deficit actual, a ferrovia é o futuro do transporte nesta Europa que, com ou sem União, não tem

como transportar a sua crescente necessidade de mercadorias e de fazer circular pessoas, com eficácia e celeridade, a não ser com recurso ao modo ferroviário. Existe um projecto europeu que está a desenvolver trabalhos para que dentro de alguns anos se comece a construção de um túnel de baixa cota, com cerca de 40 quilómetros de extensão, a ser escavado na parte central dos Pirenéus, ligando a região de Aragão à região francesa da Aquitânia, destinado ao transporte de mercadorias, que com origem em Sines

“Cada comboio retira da estrada um mínimo de 40 camiões pesados, com os benefícios que isso representa em termos de segurança rodoviária, poupança de energia, e com custos de contexto mais reduzidos”.

por ali deverão passar com destino a Paris e daí ao resto da Europa. O projecto em causa chama-se Pirene, está na sua 4ª fase, e tem como objectivo principal a Travessia Central dos Pirenéus, de forma a descongestionar as actuais passagens atlânticas e mediterrânicas que deverão ficar saturadas nos próximos 10 anos. Este projecto está a ser executado no âmbito do Eixo Prioritário 16 – Eixo ferroviário de transporte de mercadorias, Sines/Algeciras, Madrid, Paris, é um dos que fazem parte da RTE-T, e que irá manter a sua importância estratégica no actual quadro da revisão da rede, e tem como principais beneficiadores Sines e o Alentejo. A linha férrea para o transporte das mercadorias é fundamental. Não discuto a bondade do TGV. Não gostaria no entanto de ver limitada a importante acção desta nossa mega estrutura portuária por falta de um modo de transporte capaz de lhe potenciar as capacidades instaladas, não lhe limitando a dinâmica de crescimento, que nestes últimos anos tem vindo a ser criada. Esse meio de transporte é sem dúvida nenhuma a ferrovia. Cada comboio retira da estrada um mínimo de 40 camiões pesados, com os benefícios que isso representa em termos de segurança rodoviária, poupança de energia, e com custos de contexto mais reduzidos, e a consequente diminuição dos impactes ambientais que lhe estão associados. Actualmente circulam cerca de 180 000 camiões por ano, entre França e Portugal, com um relativo equilíbrio entre os fluxos Norte/Sul e Sul/Norte. O trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na ferrovia do Alentejo, sobre-

tudo nestes últimos anos, tem permitido ganhos significativos no transporte ferroviário a partir de Sines. Passou-se de quatro comboios por semana para os actuais 26 comboios dia. A variante de Alcácer do Sal, já concluída, permite a passagem pelo vale do Sado em perfeita segurança e com condições compatíveis com um transporte ferroviário moderno e eficaz, de toda a mercadoria vinda de Sines. A linha estará dentro de muito pouco tempo completamente electrificada até Évora e assente em travessas de dupla bitola, o que permite a rápida migração para a bitola europeia, assim que tal seja necessário. Importa pois que nos fixemos no essencial da questão, e esse essencial, neste caso, não é invisível aos olhos, chama-se transporte de mercadorias e não pode esperar pela Alta velocidade, pois está em falta há quase uma década e o desenvolvimento do Alentejo é dele que irá tirar maiores benefícios, mais do que de qualquer outro cluster regional, e esses benefícios podem começar pela demografia, sobretudo no eixo Poceirão, Vendas-Novas, Évora. E isso não é de somenos importância. É minha profunda convicção que este corredor irá ser construído, e que Sines, o Alentejo, e o País dele muito irão beneficiar. Os alentejanos mais do que todos os outros portugueses, têm obrigação de defender a importância estratégica de Sines para a região e a necessidade de que o investimento na ferrovia se faça sem a mínima vacilação. Nem que para isso tenhamos que recuperar a nossa emblemática frase, que assume neste contexto toda a sua pertinência: “ Construam-me Porra!”.


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Regional Luís Pardal | Arquivo

Mais quatro vítimas na estrada Pedro Galego | Registo Duas jovens estudantes do Instituto Politécnico de Beja morreram na sequência de uma brutal colisão com um pesado de mercadorias, que transportava duas máquinas, ao quilómetro 316 do IP2, entre Portel e Vidigueira. Mafalda P., de 23 anos e natural de Beja, e Mickie G., de 21, residente na Lourinhã, tiveram morte imediata quando o Peugeot 206 em que seguiam, ao que tudo indica, entrou em contramão e encontrou o pesado na faixa sul/norte daquela via. As jovens terão passado a noite com amigos em Portel e regressavam à vida escolar quando a tragédia aconteceu. Segundo uma testemunha do acidente, que provocou ainda ferimentos ligeiros no condutor do camião, as vítimas “saíram de mão e foram-se enfiar debaixo do pesado de mercadorias, apesar dos muitos sinais sonoros e cortes de luz”. “O camionista ainda se tentou desviar delas, mas não teve hipótese. Ao baterem um pneu rebentou e o pesado acabou por ficar atravessado na via”, disse contou uma testemunha. “O condutor do camião estava bem,

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os ferimentos não inspiravam cuidados, mas psicologicamente aquele homem vai ficar muito afectado com o que viu”. Tudo aponta para que na origem do acidente esteja sonolência da condutora, mas as circunstâncias estão a ser apuradas pelo Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação do Destacamento de Trânsito da GNR de Beja. Fonte dos bombeiros adiantou que o processo de identificação acabou por ser muito complicado, “devido ao aparato da colisão”. “Foi um cenário dantesco o que encontrámos quando chegámos ao local”, acrescentou. Nas operações de socorro estiveram envolvidos 20 elementos da corporação da Vidigueira, auxiliados por 7 viaturas, INEM de NÚmero

26

<Em Junho já morreram 4

pessoas nas estradas do Alentejo, fazendo subir para 26 o número de vítimas mortais desde o início do ano. >

Beja, GNR e uma equipa da Estradas da Planície, que menos de 24 horas depois do acidente já tinha reposto os rails de protecção destruídos pela acção do pesado.

Colisões em Portel e Estremoz Uma colisão no IP 2 próximo de Estremoz, no domingo, e uma outra na EN 384, entre Viana do Alentejo e Portel, tiraram a vida a duas pessoas. No IP 2 o acidente ocorreu quando um automóvel ligeiro chocou de frente com uma carrinha de mercadorias. Uma mulher de 55 anos teve morte quase imediata. Quatro imigrantes romenos foram transportados para o Hospital de Évora com ferimentos graves. No dia seguinte, uma colisão de um ligeiro de passageiros com um pesado de mercadorias tirou a vida a António N., 37 anos e um dos proprietários das bombas de gasolina da Galp. O óbito foi declarado quando se preparava para ser evacuado de helicóptero para uma unidade em Lisboa.


15 Regional

Crise e novos pobres preocupam Arcebispo de Évora

D. José Alves apela ao próximo Governo para se pautar pelos “princípios da justiça e da verdade”. Pedro Galego | Registo O arcebispo de Évora, D. José Alves, está preocupado com a situação dos novos pobres, pessoas que apesar de terem emprego não conseguem pagar as suas contas, sendo também crescente o número de cidadãos que pede comida à igreja. O prelado assegura que os casos de pedidos de auxílio à Igreja têm vindo a aumentar quer junto das organizações que dependem da diocese quer a nível pessoal. “Há muita gente que vem ter directamente comigo. Cresce o número de pessoas que pede refeições e ajuda para pagar água, luz e as despesas habituais de uma família, mas aumentam também os que fazem pedidos aos quais temos dificuldade de dar resposta, como por exemplo, o pagamento da prestação da casa”, sublinhou o arcebispo. Falando aos jornalistas a propósito da apresentação da mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, D. José Alves constatou que a tendência “será mais para aumentar do que para diminuir”, salientando que, apesar dos tempos serem de dificuldade, sente na comunidade “uma maior disposição para ajudar”. Sobre o futuro político do país, diz depositar alguma esperança que advenha mais sentimento de justiça. “Já que temos de enfrentar austeridade, espero que o próximo Governo se paute pelos princípios da justiça e da verdade”. “Espera-se [que o próximo Governo] cumpra as promessas e, depois, que consiga uma forma de governar que traga para Por-

tugal mais serenidade”, acrescentou ainda o arcebispo de Évora. Perfil digital cristão A propósito da apresentação da mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, o prelado transmitiu aos jornalistas uma mensagem sobre o papel das novas redes sociais na sociedade actual e no seu enquadramento na fé cristã. Entre outros assuntos, D. José Alves considera que a Internet é uma “descoberta sensacional” pois “permite-nos ultrapassar as barreiras do espaço e da cultura”. “Poderá a relação virtual substituir o contacto real com as pessoas? Recorrendo ao Evangelho, podemos perguntar: afinal quem é o meu próximo? O que mora na mesma rua que eu, frequenta a minha escola, trabalha a meu lado, ou o que responde do outro lado do globo?”, questiona o arcebispo, acrescentando que “a partir destas questões, o Papa alerta-nos para a necessidade de encontrar um estilo cristão de comunicação virtual, que se baseie na honestidade e na abertura, na responsabilidade e no respeito pelos outros, sem omitir os conteúdos religiosos nem o testemunho pessoal de vida”. “A comunicação deve estar ao serviço da verdade objectiva, baseada mais na integridade dos princípios do que no grau de popularidade de cada momento. Nomeadamente, quando se trata da verdade evangélica, importa que seja acompanhada pelo testemunho de vida, encarnada no mundo real”, acrescentou.

D.R.

”Semente da Palavra no mundo virtual“ O arcebispo de Évora defendeu que a força evangelizadora da Igreja, que “ao longo dos séculos actuou como fermento na massa das mais variadas culturas”, não deve perder o seu fulgor na era digital. “Chegou a hora de lançar a semente da Palavra na imensidão do novo mundo: o mundo virtual. Tal como nas outras culturas, também nesta produzirá frutos de justiça, de verdade e de paz, se os cristãos forem fiéis ao mandato do seu Senhor” sublinhou D. José Alves, durante a apresentação da mensagem de Bento XVI para

o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O evento, que a Igreja Católica celebra no próximo domingo, centra-se este ano nas redes sociais, como o Twitter ou o Facebook, que vieram alterar decisivamente o modo e a forma como as pessoas comunicam umas com as outras. “A mensagem papal foca três pontos fundamentais para a sociedade, para a Igreja e para os indivíduos: a verdade, o anúncio e a autenticidade de vida” apontou o prelado, para quem as redes sociais, “se forem usadas sabiamente, potenciam

o desejo humano de sentido e de unidade”. Segundo o arcebispo, isto implica que a presença de cada um naqueles meios virtuais não se resuma apenas à “mera partilha de informação” ou, “como já acontece em muitos casos”, seja um meio de “refúgio contra o isolamento”. Do ponto de vista cristão, quem participa nos múltiplos fóruns e blogues abertos no “espaço cibernético”, é colocado perante a “necessidade de encontrar um estilo cristão de comunicação virtual, que se baseie na honestidade”.

Banco Alimentar recolhe menos alimentos Campanha recolheu menos 950 toneladas de alimentos do que Novembro de 2010, insuficiente para corresponder às necessidades. As 2 309 toneladas de alimentos recolhidas pelo Banco Alimentar nos supermercados não compensam o aumento das necessidades, disse hoje a presidente da instituição à Agência Ecclesia. O crescimento de 14,9% nos bens obtidos face à campanha de Maio de 2010 “não é suficiente” para as solicitações que chegam ao Banco Alimentar “porque se tem registado um grande acréscimo dos pedidos”, afirma Isabel Jonet. A campanha realizada em Novembro de 2010 obteve mais de 3 250 toneladas, valor que constituiu um recorde e que é 40% superior ao recolhido este sábado

e domingo, mas a responsável salienta que o resultado “é muito positivo, atendendo à época que se vive”: “Estamos num período de crise e muitas famílias passam por dificuldades”. No entender de Isabel Jonet, as campanhas realizadas nos supermercados “são muito importantes” para recolher bens que não têm excedentes de produção “e também para sensibilizar as pessoas para a realidade da pobreza e das carências alimentares”. Os produtos angariados em mais de 1 500 superfícies comerciais vão começar a ser entregues a partir da próxima sema-

na a quase duas mil instituições de solidariedade, assinala o site da instituição. A campanha mobilizou 31 900 pessoas, que receberam, transportaram e arrumaram os alimentos nos armazéns dos 19 Bancos Alimentares, o que constituiu “a maior acção de voluntariado organizada regularmente em Portugal”. No Ano Europeu do Voluntariado, que se assinala em 2011, esta “adesão entusiástica” mostra que “a acção conjunta de todos os agentes de solidariedade gera resultados muito superiores aos que seriam obtidos se cada um deles resolvesse agir de for-

ma isolada”, refere o Banco Alimentar. Em 2010 o Banco Alimentar beneficiou 319 mil pessoas, especialmente desempregados, idosos, crianças e famílias desestruturadas, “os grupos mais atingidos pela situação de forte agravamento da situação económica”. Recolha online Através da Internet, a Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome conseguiu quase 68 toneladas de alimentos. “Às 3962 pessoas que alimentaram mais esta ideia, aqui fica o nosso agra-

decimento em nome das pessoas carenciadas que vão beneficiar dos alimentos”, assinalam os responsáveis pela iniciativa, no site www.alimentestaideia.net A quantidade de alimentos recolhida online neste curto período de tempo “é um bom exemplo da generosidade de todos os portugueses que não ficam indiferentes aos mais necessitados”. Os produtos serão agora encaminhados para o Banco Alimentar da região onde foram doados e entregues por instituições de solidariedade a 319 mil pessoas comprovadamente carenciadas sob a forma de cabazes ou de refeições confeccionadas.


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Regional

Novas crias animam Verão no Badoca Maré de nascimentos no safari parque no litoral alentejano. A mais recente estrela da companhia é uma cria de órix. D.R.

Pedro Galego | Registo A viver um autêntico ‘boom’ natalício desde o início de 2011, o Badoca Safari Parque apresenta ao mundo as novas crias de vários animais nascidas recentemente no interior do parque natural, situado em Santo André, Santiago do Cacém, e que prometem animar os próximos meses. A mais recente estrela da companhia é uma cria de órix cimitarra, uma espécie de antílope robusto, que pode atingir 1,25 metros no garrote, oscilando o seu peso entre os 180 kg e os 200 kg na idade adulta, nascido a 3 de junho. De registar a importância deste momento, pois esta espécie está praticamente extinta no habitat natural (no Norte de África). “Após cerca de oito meses de gestação, a fêmea afastou-se da manada por algumas horas para dar à luz uma cria que poderá viver até vinte anos. É um macho e está estável sobre a protecção e cuidados da sua progenitora que já passeia pelo safari”, diz o Badoca. Além de ser o mais recente, este é mesmo um dos nascimentos mais especiais porque esta é uma espécie que foi caçada quase até à extinção por causa dos chifres, considerados grandes troféus. Os seus congéneres selvagens foram extintos do seu habitat

natural nos anos perto de 1960, mas a espécie foi reintroduzida a partir de 1985 em dois parque naturais na Tunísia, parte da sua área geográfica original, só possível graças a uma eficiente gestão da reprodução da população de órixes em cativeiro. Actualmente no estado selvagem existem cerca de 100 indivíduos. Também o búfalo do congo, também recebeu na comunidade um novo elemento, nascido em cativeiro no passado dia 29 de Maio. “A sua mãe afastou-se do grupo, pariu no safari e durante 10 dias não deixou aproximar ninguém para proteger a cria. Devido ao seu enorme tamanho, cornos possantes, muito unidos enquanto grupo, estes búfalos

são um adversário difícil. É por isso que poucos são os predadores que se atrevem a desafiá-los”. Também em maio nasceram no parque uma suricata e um lemur de cauda anelada, dois animais de menor porte, mas igualmente apreciados pelos amantes da natureza. No caso da suricata, espécie que se tornou famosa graças à personagem da Disney Timon, “apesar de existir alguma especialização dos elementos do grupo nas várias tarefas diárias, tais como, a segurança, a defesa, a marcação de território, o babysitting e a liderança, existe também uma enorme entreajuda e uma regular rotatividade de tarefas, que os indivíduos aceitam tranquilamente”.

Já o novo lémur, palavra que significa fantasma, ficou “agarrado à barriga da mãe, é só após 2 semanas passam a ser transportadas nas costas das progenitoras”. Estes animais são primatas endémicos à ilha de Madagáscar, não existindo em mais parte alguma do planeta. Muitas espécies de lémures estão em vias de extinção devido à destruição do seu habitat, à caça para consumo humano ou simplesmente por serem considerados um mau presságio para quem os vê na cultura dos povos de onde são naturais. Em Abril nasceu uma irrequieta Zebra, após doze meses de gestação. “A fêmea afastou-se do grupo para parir uma cria que conseguiu manter-se de pé 15

Barcos-casa com ocupação a 80% A Amieira Marina, empresa que gere os barcos-casa em Alqueva, antevê uma ocupação daquelas embarcações em 80 por cento, perante a quantidade de reservas que está a realizar para os meses de Junho, Julho e Agosto. “Estamos a receber reservas quase diariamente que incidem mais sobre o fim-de-semana mas os dias da semana também estão a ser muito procurados, sendo que os clientes estão a agir mais por impulso,

adquirindo na hora através do sistema de reservas online”, diz fonte da empresa. Recorde-se que em 2010, a Amieira Marina viu aumentar em 21 por cento as dormidas atingindo 425 contra 351 em 2009. Por outro lado, o número de reservas de barcos-casa subiu 15,5 por cento em 2010, atingindo 446 utilizações contra 386 do ano anterior. A liás, os números da Amieira Marina têm vindo em

crescendo desde 2007: 174 no ano de abertura; 316 em 2008; 386 em 2009; e 446 no ano passado. A Amieira Marina é uma empresa da Nautialqueva – Serviços Náuticos, Lda. e é o primeiro projecto náutico ao nível do plano de água do Grande Lago, envolvendo actividades de aluguer, manutenção e parqueamento de embarcações, serviços de restauração, loja de conveniência e artigos náutico-desportivos.

minutos após o parto e já mamava uma hora depois”. Esta cria é de uma das três espécies de zebras existentes, facilmente identificável por as suas riscas espessas chegarem à barriga e formarem uma espécie de “Y” no dorso. No entanto, dentro da própria espécie, todos os animais têm um padrão diferente, que as distingue como, entre os humanos, acontece com a impressão digital. Os mais velhos dos bebés de 2011, nasceram em janeiro, sendo o bebé do ano no Badoca, um chimpanzé nascido a 13 de Janeiro. Nesse mês, nasceu também uma cria de gnu-de-caudabranca. Quanto ao primata, “um dia após o nascimento, a cria já apresentava o comportamento activo, interactivo e observador característico à espécie. A sua mãe, Ema, demonstrou desde o primeiro momento um óptimo comportamento maternal, protegendo e cuidando da sua cria”, explica os tratadores, que sabem também que até cerca dos 4 anos esta jovem não consegue ser totalmente independente da progenitora. “Actualmente, com quase cinco meses de idade, a pequena esta muito mais activa, já faz muito barulho e esta a aprender a andar. Os pais e a cria formam agora um grupo estável e feliz”, asseguram.


17 Economia & Negócios

Cortez Lobão investe 14 milhões na plantação de novos olivais Exploração em Serpa expande negócio para se tornar num dos maiores produtores nacionais de azeitona e reforçar exportações. D.R.

Luís Maneta | Registo Trocou o jornalismo por um curso de análise de acções em Nova Iorque, trabalhou nas Torres Gémeas até final de 1999, foi administrador de uma empresa financeira do grupo Millennium/BCP – “estava numa zona de conforto a nível do conselho de administração de uma sociedade que geria fundos de investimento” – e um dia decidiu voltar a trocar tudo, agora movido pelo desafio de cultivar a terra. Depois de ter comprado uma propriedade da sua própria família, a Herdade Maria da Guarda, em Serpa, João Cortez Lobão despediu-se no banco onde trabalhava e foi plantar olival no Alentejo, Passados 5 anos, tem 800 mil oliveiras, produz 500 toneladas de azeite por ano, exporta 80% da produção e acaba de adquirir uma propriedade vizinha, a Herdade da Capela, vencendo a concorrência de um grupo espanhol. “Vão ser mais 110 hectares. Vou plantar 400 mil oliveiras e expandir o negócio”, diz João Cortez Lobão, revelando que a cada dez anos decidiu “mudar tudo” na sua vida empresarial. A “vocação” agrícola surgiu por acaso: “Quando o meu pai e os meus tios, que têm várias herdades no Alentejo, resolveram vender a Maria da Guarda, uma espécie de jóia da coroa, estudei as possibilidades [de negócio] e fiz uma proposta”. O vinho era uma opção. Mas como o azeite é “mais facilmente vendível a granel”, João Cortez Lobão decidiu substituir o cultivo de cereais pela plantação de olival. “No vinho ou temos marca própria ou o produto fica na adega, e isso obriga a um investimento difícil de rentabilizar uma vez que o mercado é muito competitivo. No azeite, podemos produzir uma quantidade grande e vender para países como Itália, Espanha ou Estados Unidos”. É precisamente para estes mercados que a empresa alentejana exporta 80% daquilo que produz. “A Itália compra-nos muito azeite pois é o maior exportador do

Exportações em alta A entrada em plena produção dos novos olivais superintensivos no Alentejo, regados a partir de Alqueva, fez com que pela primeira vez nos últimos 30 anos Portugal tenha exportado mais azeite do que aquele que importou. O crescimento das exportações nacionais segue a um ritmo de 20% ao ano, tendo sido vendidos 159 milhões de euros em 2010, mais um milhão do que as importações. “Entre os mercados de destino das exportações nacionais, destaca-se o mercado brasileiro que absorve cerca de 74% do total das exportações nacionais de azeite, fazendo com que este produto seja igualmente o produto português mais exportado para aquele país”, refere fonte da Casa do Azeite, associação composta por 65 empresas que no seu conjunto representam 95% de todo o azeite de marca embalado em Portugal.

A empresa produz 500 toneladas de azeite por ano, exporta 80% da produção e acaba de adquirir uma propriedade vizinha, a Herdade da Capela. mundo mas não é o maior produtor. Ou seja, tem necessidade de comprar para embalar e exportar”. “Ainda achei que podia fazer as duas coisas ao mesmo tempo, continuar no meu cantinho no banco e gerir a herdade. Rapidamente descobri que as coisas têm de ser feitas a sério, não podia ser agricultor de fim-de-semana”, refere o empresário. Feitas as análises de rentabilidade e vantagens competitivas das diversas opções agrícolas, João Cortez Lobão não teve dúvidas em apostar no azeite. Fê-lo em 2004, quando surgiu o “boom” de investimento nos novos olivais intensivos que dentro de pouco tempo irão assegurar uma produção superior ao consumo nacional, e diz não estar arrependido. Antes pelo contrário. “Um dos problemas do olival tradicional é o custo da apanha da azeitona. Tenho uma exploração completamente mecanizada em que esse custo é de 3 cêntimos por quilo de azeitona. Num olival tradicional, são valores substancialmente maiores, na ordem dos 15 a 20 cêntimos”. O empresário diz estar “sempre acima do nível da água”, mesmo depois de o preço do azeite ter caído no mercado mundial para preços na ordem dos 2,20 cêntimos por quilo. “Quando não estivermos a ganhar dinheiro é porque os olivais de NÚmero

80%

<A empresa exporta 80% da produção anual de azeite. >

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Espanha e Itália já foram à falência uma vez que são, em regra, muito antigos e pouco mecanizados”. Até final do próximo ano, a empresa ir-se-á transformar num dos maiores produtores de azeitona do país, com mais de um milhão de oliveiras plantadas e um investimento a rondar os 14 milhões de euros. “Divirto-me a criar valor nesta empresa que já é uma referência nacional no sector. A minha ideia é que daqui a 5 anos possamos ter uma dimensão ainda maior”, diz João Cortez Lobão, acrescentando que além de vender a granel para diversos operadores nacionais, como a Sovena, e de exportar para vários países, a empresa lançou também este ano uma marca própria dirigida a um segmento de mercado mais elevado.

O azeite do “rei” Às azeitonas colhidas em 30 hectares de olival antigo, João Cortez Lobão adiciona o produto dos novos olivais intensivos plantados na Herdade Maria da Guarda, em Serpa, para produzir um azeite de marca própria, denominado Lagaretta, recentemente chegado ao mercado. “Como somos fornecedores da Casa Real Portuguesa, a comunidade nos Estados Unidos chama-lhe o azeite do rei”, diz o empresário, revelando que se trata de um produto ainda com expressão – “apenas engarrafamos 10 a 12 toneladas” – mas já presente nalgumas cadeias de distribuição nacionais e lojas gourmet. Segundo João Cortez Lobão, a empresa está “preparada” para dar resposta

à procura: “Se o mercado nos pedir 200 toneladas, embalamos essas 200 toneladas”. Tanto mais que o consumo tem “disparado” a nível mundial, com crescimentos na ordem dos 2,5% ao ano. “À medida que o preço se torna mais competitivo, mais gente entra no consumo de azeite que está na moda pois é uma gordura sem colesterol”. Sendo a Itália é o principal mercado do azeite produzido por este antigo consultor financeiro, é nos Estados Unidos que se encontra o maior potencial de crescimento: “O consumo per capita é de 1 quilo, contra os 14 quilos em Itália. É um mercado que tem crescido ao dobro da velocidade do resto do mundo e que tem ainda muitas potencialidades”.


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Cultura D.R.

A epopeia de um rio transformado no maior lago da Europa “Mais Alta a Água” documenta o modo como o Rio Guadiana se transformou na albufeira de Alqueva. Redacção | Registo Um pastor alentejano observa como a água vai, aos poucos, submergindo o Castelo de Lousa, um dos mais singulares testemunhos da passagem romana pela Península Ibérica. Outrora ponto de vigia sobre o Guadiana, a subida do nível das águas submergiu as antigas muralhas de xisto, não sem que antes fossem tomadas medidas de protecção destinadas a preservar o monumento, agora longe do olhar dos visitantes. Este é um dos mais significativos impactes negativos da construção do empreendimento de Alqueva. Aos quais podemos acrescentar, por exemplo, a submersão da Aldeia da Luz, que obrigou ao realojamento de centenas de pessoas, de gravuras rupestres e dos moinhos de água, uma das imagens marcantes do Guadiana. “Não sabemos se alguma vez o rio voltará a ser igual... sabemos, isso sim, que hoje está diferente, fruto da metamorfose que sofreu. E para que as memórias de ontem não se esgotem nas recordações de hoje, lançámos o desafio a dois artistas para perpetuar as transformações”. O resultado desse desafio é “Mais Alta a Água – O Guadiana

e a Nova Tradução da Terra”, livro no qual o fotógrafo António Cunha e o poeta Martinho Marques, ambos naturais de Beja, registam de forma esplêndida as transformações do Rio Guadiana ao longo dos últimos anos. “Sem guião, sem espartilhos e sem limites, pediu-se ao fotógrafo que retratasse as mutações do grande rio do Sul... que o fizesse antes, durante e após o enchimento do grande lago, que mostrasse as suas cores, a sua força e a sua relação com a terra e com os homens. Ao poeta que impregnasse o texto com os cheiros, os sons, as histórias e os sentimentos”. Após décadas de incertezas e apaixonados debates políticos – já em 1927, num texto de “Jornadas”, Brito Camacho considerava “necessário dar água às terras alentejanas”, sendo a maneira mais prática de o conseguir “represar as correntes [dos rios] impedindo que por completo elas vão lançar-se no mar” – a Barragem de Alqueva está construída e o seu enchimento já atingiu a cota máxima. No livro, são perpetuadas as imagens e as palavras de dois observadores atentos à metamorfose por que passou o vale do Guadiana a montante de Alqueva. O antes, durante e após

D.R.

o enchimento da albufeira e os seus principais momentos, ficaram assim impressos numa obra de grande qualidade gráfica e poética, a qual será objecto de distribuição junto das principais livrarias nacionais. Como referem os autores, este é um “livro de emoções, semeadas em nós pelo que de novo nascia no Alentejo, depois de anos e anos de sonhos, de hesitações e dúvidas, o que nos transmitia a sensação de quererem de nós um livro documental apenas na medida em que as emoções pudessem ser documento”.

António Cunha e Martinho Marques recordam que o seu reencontro com o rio aconteceu no Outono de 2001, tendo-se prolongado, em intervalos mais ou menos regulares, até ao Verão de 2003. “Primeiro, em abordagem dos locais onde eram mais singulares as tarefas preparatórias do espaço para a albufeira: desmatação, transladação de árvores, desinstalação de estruturas monumentais ou produtivas. Depois, seguindo gradualmente a enchente, a partir da barragem, para Norte”. Uma viagem rio acima que os

conduz através de locais emblemáticos, associados à construção da obra que marcará de forma acentuada o futuro do Alentejo. Outono de 2001, trabalhos de remoção do Cromeleque do Xerez, nos arredores de Monsaraz: “Uma máquina, correntes, braços, vão-no descendo. Muitíssimas outras máquinas registam este momento. Eu imagino os ancestrais momentos em que este menhir subiu. Momentos que só olhos registaram. Olhos de que só necrópoles terão registado as órbitas”. Inverno de 2002, ainda as dúvidas de alguns habitantes da Luz (Mourão) relativamente à necessidade de mudança para a nova aldeia: “Os mais velhos há mais de quarenta anos que vêm achando Alqueva tão inacreditável como uma história de fadas. Mas já há algum tempo que começaram a achar que desta vez é a sério. Primeiro quando, um pouco mais acima, começou a nascer uma Luz nova. E agora, ainda mais, quando à água deram ordem de prisão”. Um ano depois, na orla da Primavera de 2003, em Juromenha (Alandroal), vigilante atenta Guadiana: “Do alto miradouro sobre o rio, rodeado de oliveiras, avistamos o castelo, cheio de histórias e ruínas”.


19 Cultura

Alandroal promove cultura do Endovélico

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Certame cruza património, cultura e tradições entre 25 de Junho e 3 de Julho. D.R.

Redacção | Registo A segunda edição da iniciativa “Por Terras do Endovélico”, promovida pelo município de Alandroal, realiza-se entre 25 de Junho e 3 de Julho e promete nove dias repletos de emoções, com a cultura, a ciência, a gastronomia e as tradições locais a constituírem um forte atractivo. Com Endovélico como anfitrião, o concelho mostra-se aos visitantes, com o que de melhor produz, numa feira de actividades económicas a decorrer neste período. Os dois sábados do evento acordam com um mercado de produtos regionais em plena Praça da República. Durante os nove dias os restaurantes do concelho promovem uma “Mos-

tra Gastronómica do Gaspacho”, um dos ex-libris de gastronomia regional alentejana, simples na essência, mas infinitamente diversificado nas propostas. Na componente científica, para além das palestras e workshops dedicados ao deus da Lusitânia, que os romanos adoptaram como seu, estão previstas visitas guiadas aos locais de interesse arqueológico e sessões de observação astronómica. Do programa cultural destaque para a “Noite do Endovélico”, no dia 25 de Junho, na Barragem do Lucefécit, animada pelos Kumpania Algazarra, e para os concertos da Banda da Armada (dia 01 de Julho) e Amor Electro (dia 02 de Julho), no Alandroal. Passeios pedestres, BTT e TT, sessões de degustação de pro-

Deus pagão Endovélico é uma divindade da Idade do Ferro venerada na Lusitânia pré-romana. Deus da medicina e da segurança, de carácter simultaneamente solar e ctónico, depois da invasão romana seu culto espalhou-se pela maioria do Império Romano, subsistindo por meio da sua identificação com Esculápio ou Asclépio, mas mantevese sempre mais popular na Península Ibérica, mais propriamente nas províncias romanas da Lusitânia e Bética. Endovélico tem um templo em São Miguel da Mota, Alandroal, e existem numerosas inscrições e ex-votos dedicados a ele no Museu Nacional de Etnologia. O culto de Endovélico sobreviveu até ao século V, até que o cristianismo se espalhou na região. dutos locais, animação de rua e finais de noite com músicas do mundo são motivos adicionais para vir descobrir um dos últimos segredos do Alentejo. A Câmara Municipal de Alandroal junta a tudo isto um pacote de descontos em alojamento, nas unidades hoteleiras aderentes, assim como descontos nos restaurantes para quem estiver alojado no concelho, tudo para tornar ainda mais inesquecíveis estes nove dias.

Escrita na paísagem apresenta portgual shake Redacção | Registo O Festival Escrita na Paisagem apresenta Portugal Shake de Tiago Pereira, no próximo dia 10 de Junho, pelas 22h30, nos antigos celeiros da EPAC. Portugal Shake, a mais recente criação de Tiago Pereira, surgiu do desafio do Festival Escrita na Paisagem ao videasta, para que concebesse um PUB

trabalho a ser apresentado na Quadrienal de Praga 2011, no âmbito do projecto INTERsection: Intimacy and Spectacle, do qual a Colecção B é parceira. Em resposta, o “enfant terrible” da criação contemporânea portuguesa propõe um espectáculo de “visuals”, cinema e música, no qual utiliza várias das suas recolhas visuais e sonoras

da tradição oral portuguesa, manipulando-as e remisturando-as em tempo real. A apresentação de Portugal Shake em Évora prepara não só a participação do Festival Escrita na Paisagem na Quadrienal de Praga 2011, como a abertura de mais uma edição do Escrita na Paisagem, já dia 1 de Julho, este ano com o tema “Mitologias”.

Cartão de leitor dá descontos A partir desta semana, os jovens entre 14 e 25 anos, já podem requisitar o seu Cartão Jovem Leitor Eborense na Câmara Municipal de Évora ou nas livrarias aderentes. Este documento é impresso e disponibilizado gratuitamente pela Câmara a todas as crianças e jovens, entre os 14 e 25 anos (inclusive), que comprovem a sua residência, temporária ou permanente no concelho e permite às livrarias oferecer aos seus detentores desconto imediato no valor de 10% em todos os livros adquiridos nas livrarias aderentes que são as seguintes: Ler Com Prazer, Salesiana Dom Bosco, Dom PUB

Pepe, Na Sombra dos Livros e Nazareth. O projecto vista “valorizar a formação, promoção e o desenvolvimento” cultural de crianças e jovens, tendo como objectivo estratégico “o investimento na educação formal e não formal de todos os munícipes”. “É neste contexto que é lançado este cartão, reconhecendo o município a importância da leitura e do acesso aos livros para um desenvolvimento saudável e equilibrado para as crianças e jovens e considerando que a promoção do livro e da leitura constitui um desígnio fundamental do Estado”, refere a autarquia.


20 09 Junho ‘11 Roteiro

DANÇA

TEATRO

Vila Viçosa Baile Solidário 9 de Junho | Hora: 22h30 Local: Salão de Dança Bail’Aqui As equipas “Um Jogo pela Vida” e “Alento do Alentejo”, em parceira com o Salão de Baile Bail’ aqui, organizam um Baile Solidário, vai fazer-se um leilão e sorteio de vestido de papel a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro. Organizado pelas equipas “Um jogo Pela Vida” e “Alento do Alentejo.

Redondo BIME 2011 – Pinocchio 3 de Junho, 21h30 Local: Auditório do Centro Cultural No âmbito da 12ª Bienal Internacional de Marionetas de Évora (BIME), o Teatro del Drago visita Redondo com a peça Pinocchio, um espectáculo musical onde abunda a cor e a vida combinando numa atmosfera mágica animadores e fantoches.

LITERATURA Évora Prazer em conhecer Terças e Quartas | Hora: 10h-15h Local: Biblioteca Pública de Évora Visitas para grupos organizados. A Biblioteca Pública de Évora põe à disposição de todos os interessados, particularmente da comunidade educativa, o programa Prazer em Conhecer, com o fim de proporcionar uma apresentação da Biblioteca, das suas colecções e serviços, com destaque para o empréstimo domiciliário e a referência.

Redondo BIME 2011 El Circo Malvarrosa 4 de Junho, 17h00 Local: Café Concerto Com os seus trapezistas, palhaços e domadores, os circos levam pelas estradas um universo de fantasia, feito de luz, música e emoção. O Circo Malvarrosa, embora seja “faz de conta”, também assume e partilha esse encanto: “Partindo do circo real, compusemos um circo poético”. “Não trazemos tigres, nem leões, nem elefantes, nem dragões. Só trazemos ilusão, fantasia e poesia, e com muita simplicidade, queremos alegrar as vossas vidas”.

FESTIVAIS Aguiar Festa de primavera 10 a 12 de Junho Aguiar volta a estar em festa. Desporto,marchas populares, música, jogos tradicionais, dança e exposições são alguns dos ingredientes da Festa da Primavera 2011. Reguengos de Monsaraz Festas de Santo António 9 a 13 de Junho

Évora Feiras no Largo 2011 Já começou aos Sábados e Domingos as Feiras no Largo em Évora que irão decorrer todos os fins-desemana até ao fim do ano.As Feiras no Largo contam com Feira de velharias, do livro usado e do coleccionismo, Mostras de arte e artesanato.

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Assistência Técnica Máquinas de cápsulas Máquinas de venda automática bebidas frias | bebidas quentes | snacks

Alentejo Tlm. 962 689 434 | Email: v.marques@netvisão.pt

EXPOSIÇÃO

OUTROS

Estremoz Soprados 2 de Abril a 4 de Junho Hora: 17h00 Local: Sala de Exposições do Centro Cultural Dr. Marques Crespo Exposição de aguarelas de Cristina Malaquias A inaugurar pelas 17 horas do próximo sábado, dia 2 de Abril, Sala de Exposições do Centro Cultural Dr. Marques Crespo, na Rua João de Sousa Carvalho, em Estremoz. Cristina Malaquias que há cerca de 20 anos está radicada entre nós, tem um extenso currículo como ilustradora de livros escolares e infanto-juvenis. Tem igualmente exposto, um pouco por todo o país e também pelo estrangeiro. Data de 2008, a sua última exposição individual de “Ilustração e Desenho” no Centro Cultural. Desta feita, a artista apresenta cerca de quatro dezenas de aguarelas executadas com uma técnica de sua criação. Visionária na concepção e perfeccionista no acto de criação, a artista é uma permanente insatisfeita na procura de novos caminhos e na descoberta de técnicas que potenciem a sua visão mágica das coisas.

Arraiolos 500 Anos do Foral Manuelino de Arraiolos 29 de Março a 30 de Outubro Dentro da Reforma de actualização dos forais medievais – o de Arraiolos data de 1290 – a 29 de Março de 1511, D. Manuel outorga o chamado “Foral Novo” de Arraiolos. E, com início em 29 de Março de 2011, assinalamos estes cinco séculos de história, procurando conhecer mais sobre a nossa terra e as suas gentes, projectando um futuro melhor ainda que sobre um presente demasiado sombrio. Assim foi quando a reabilitação urbana do Centro Histórico de Arraiolos revelou novos “achados” para a história dos nossos Tapetes – património cultural mundialmente conhecido; assim foi aquando da descoberta recente de inscrições e grafitos nas muralhas da “Praça de Armas” do Castelo; assim foi em muitos outros momentos da nossa história contemporânea. Para mais uma caminhada pela nossa história, a percorrer ao longo do ano em 7 momentos – conferências e projectos de hoje e para amanhã.


21 Lazer Sugestão de filme

Sugestão de livro

Laranja Mecânica

Crianças de um novo mundo – Os Índigo

Direcção: Stanley Kubrick Sinópse:

Autora: Isabel Leal Sinópse:

A Clockwork Orange, é um dos clássicos de Stanley Kubrick, produzido em 1971. Foi baseado no romance distópico homônimo de Anthony Burgess, cuja primeira edição é de 1962. Na Londres de um futuro não muito distante, o jovem Alex De Large (interpretado por Malcolm McDowell) e seus amigos (ou drugues, na linguagem Nadsat, criada por Burguess), Pete, Georgie e Dim, espancam um velho mendigo, enfrentam uma gang rival, provocam acidentes na estrada, assaltam e estupram casa de família. Certo dia, ao assaltar a mansão de uma

As Crianças Índigo têm por missão despertar a humanidade para a necessidade de mudança. São crianças que revelam ser, das mais diversas formas, excepcionais: muito intuitivas (quase telepáticas), criativas, sensíveis, capazes de reconhecer a presença de seres etéreos e de ver espectros de luz, possuindo até o dom da cura - ou seja, são crianças que nascem com competências espirituais altamente desenvolvidas. Contudo, aqueles que as rodeiam nem sempre reconhecem os seus dons e pais e educadores podem pensar tratar-se simplesmente de crianças hipersensíveis, hiperactivas, sobredotadas ou apenas

criadora de gatos, Alex é traído pelos seus amigos e é capturado pela polícia. Acusado da morte de sua vítima de assalto, é condenado a 14 anos de prisão. Entretanto, na penitenciária, ele se oferece para ser cobaia do Tratamento Ludovico, que busca regenerar criminosos comuns através da eliminação do reflexo criminal.

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«problemáticas». É de suma importância aprender a reconhecer as características das Crianças Índigo e compreender a natureza da sua missão entre nós. Ao longo destas páginas, Isabel Leal oferece esclarecimentos e conselhos práticos, partilhando com os leitores a sua experiência de trabalho com estas crianças tão especiais.

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Balança Carta Dominante: o Papa, que significa Sabedoria. Amor: Invista e dê mais de si na sua relação. A sua felicidade depende de si! Saúde: Não se desleixe e zele por si. Dinheiro: Pense bem antes de pôr em causa o seu dinheiro. Números da Sorte: 3, 6, 19, 35, 47, 48 Pensamento positivo: A minha intuição é a mais sábia conselheira!

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Nota: O objectivo do jogo é completar os espaços em branco com algarismos de 1 a 9, de modo que cada número apareça apenas uma vez na linha, grade e coluna.

HORÓSCOPO SEMANAL Carta Dominante: Valete de Espadas, que indica uma pessoa Vigilante. Amor: Vai precisar muito do carinho do seu par. Procure ter uma vida de paz e amor. Saúde: Estará cheio de energia. Dinheiro: Esteja atento pois poderá ter boas oportunidades de trabalho. Números da Sorte: 11, 25, 26, 38, 44, 49 Pensamento positivo: Estou atento às oportunidades que surgem.

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Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Touro Carta Dominante: 6 de Copas, que significa Nostalgia. Amor: Poderá sentir saudades da sua infância. Ao aceitar o passado todas as mágoas se dissiparão e você viverá em paz! Saúde: Cuidado com o aparelho digestivo. Dinheiro: Tenha cuidado com os falsos amigos, pois nem sempre as pessoas que nos sorriem são as mais verdadeiras. Números da Sorte: 1, 5, 17, 22, 36, 40 Pensamento positivo: Concentro-me mais no presente! Horóscopo Diário Ligue já!

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Escorpião

Gémeos Carta Dominante: 4 de Espadas, que significa Inquietação, agitação. Amor: A paixão poderá invadir o seu coração. O optimismo é próprio de quem procura estar bem com a vida fazendo com que os outros também estejam. Saúde: Estável. No entanto, esteja atento. Dinheiro: Seja cauteloso, não gaste de mais. Números da Sorte: 9, 11, 22, 36, 44, 47 Pensamento positivo: Sossego o meu coração através da Fé.

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Sagitário

Caranguejo Carta Dominante: 7 de Ouros, que significa Trabalho. Amor: Tenha paciência com os defeitos dos outros. Lembre-se que também os tem. Por muitos erros que os outros possam cometer, não os critique, dê-lhes antes a oportunidade de os corrigirem! Saúde: Poderá sofrer de dores de cabeça. Dinheiro: Nada o preocupará. Números da Sorte: 2, 29, 31, 36, 44, 49 Pensamento positivo: Empenho-me com trabalho na conquista dos meus objectivos. Horóscopo Diário Ligue já!

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Capricórnio

Carta Dominante: 7 de Copas, que significa Sonhos Premonitórios. Amor: Estará muito sensível. Levará a mal certas coisas que lhe digam. Não dê tanta importância a assuntos triviais. Dê sempre em primeiro lugar um bom exemplo de conduta! Saúde: Imponha um pouco mais de disciplina alimentar a si próprio. Dinheiro: Tendência para gastos excessivos. Números da Sorte: 2, 11, 19, 26, 29, 34 Pensamento positivo: Eu acredito nos meus sonhos!

Carta Dominante: 5 de Espadas, que significa Avareza. Amor: Não seja mal-humorado para os que lhe são queridos. Plante hoje sementes de optimismo, amor e paz. Verá que com esta atitude irá colher mais tarde os frutos da alegria. Saúde: Faça alguns exercícios físicos mesmo em casa. Dinheiro: Não deixe para amanhã aquilo que pode fazer hoje. Números da Sorte: 4, 10, 15, 22, 29, 36 Pensamento positivo: Eu sei dar valor a tudo o que tenho!

Carta Dominante: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: Um amigo poderá declarar uma paixão por si. Domine a sua agitação, permaneça sereno e verá que tudo corre bem! Saúde: Cuide melhor da sua alimentação. Dinheiro: Pode ter uma nova proposta de trabalho. Números da Sorte: 1, 4, 17, 21, 29, 33 Pensamento positivo: O meu coração ajuda-me a escolher aquilo que é melhor para mim.

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Leão Carta Dominante: Rei de Copas, que significa Poder de Concretização, Respeito. Amor: A sua relação estará em profunda harmonia. Olhe tudo com amor, assim a vida será uma festa! Saúde: Cuidado com o sistema nervoso. Dinheiro: A sua vida financeira tem tendência para melhorar significativamente. Números da Sorte: 9, 17, 19, 25, 33, 39 Pensamento positivo: Sei que tenho o poder de concretizar os meus sonhos.

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Aquário

Virgem Carta Dominante: 2 de Copas, que significa Amor. Amor: Antes de falar, pense bem naquilo que vai dizer. Não julgue o seu próximo, procure não pensar mal das pessoas! Saúde: Faça análises com maior regularidade. Dinheiro: Poderá ter a oportunidade de aumentar a sua capacidade financeira. Números da Sorte: 8, 11, 29, 36, 44, 49 Pensamento positivo: O Amor ilumina o meu coração. Horóscopo Diário Ligue já!

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Peixes

Carta Dominante: o Eremita, que significa Procura, Solidão. Amor: Tente adaptar-se a uma nova vida, não esteja dependente de ninguém. Que o seu sorriso ilumine todos em seu redor! Saúde: Lembre-se que se não estiver de boa saúde dificilmente conseguirá atingir os seus objectivos, cuide mais de si! Dinheiro: Pense bem antes de pôr em marcha qualquer tipo de projecto. Números da Sorte: 9, 26, 28, 31, 39, 47 Pensamento positivo: Encontro as respostas de que preciso dentro do meu coração.

Carta Dominante: a Imperatriz, que significa Realização. Amor: Apague de uma vez por todas as recordações do passado que não o fazem feliz, esteja em paz consigo. Olhe em frente e verá que existe uma luz ao fundo do túnel! Saúde: Não se auto-medique, procure o seu médico. Dinheiro: boa altura para fazer um investimento desde que analise bem a situação. Números da Sorte: 8, 12, 19, 25, 33, 44 Pensamento positivo: Sei que posso realizar os meus projectos, eu acredito em mim!

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23 Eventos Fotos | D.R.

Santo António

João Pedro Pais nas festas de Reguengos Concertos, marchas populares, toiros e desporto em fim-de-semana prolongado. Redacção | Registo João Pedro Pais, OqueStrada e Anabela são os destaques musicais das Festas de Santo António, que decorrem de hoje até 13 de Junho, no Parque de Feiras e Exposições de Reguengos de Monsaraz. O programa das festas em honra do padroeiro de Reguengos de Monsaraz inclui também as tradicionais marchas populares, que vão desfilar desde a Praça da Liberdade até ao recinto das festas, o baile popular de Santo António com a actuação da banda Função Públika e um espectáculo musical com Jorge Roque e Nefta. As Festas de Santo António são organizadas pelo município e tiveram início esta manhã com a partida de uma etapa da Mini Volta a Portugal em cicloturismo, prova com nove etapas e 700 quilómetros, na qual participa a equipa de cicloturismo do Atlético Sport Clube. A partir das 16h00, no auditório municipal, realizam-se as Jornadas da construção, subordinadas ao tema “Desafio para o Futuro da Construção no Alentejo”, iniciativa organizada pela delegação regional do Alentejo da AECOPS que vai abordar os temas “Conjuntura actual e os desafios para o futuro do sector”, “Políticas de Reabilitação e Conservação Urbana”, “Potencial do Investimento Turístico para o Sector” e “Financiamento das Empresas”. A abertura oficial das Festas de Santo António realiza-se às 19h30 no Parque de Feiras e Exposições, seguindo-se às 22h00 o desfile “Trajar o Passado, Vestir o Presente”, com a apresentação de trajes tradicionais complementados com a moda actual e sugestões de um trajar futurista. A partir das 23h00 actua Anabela e a Big Band de Loureiros, que vai apresentar “Nós”, o disco de tributo à música ligeira portuguesa dos anos 50, 60 e 70 do século passado. Amanhã, a partir das 10h00, decorre a 6ª Corrida em Família, uma prova que terá centenas de participantes num circuito de quatro quilómetros em que o lema é praticar desporto, a andar ou a correr. Às 12h15 vai passar por Reguengos de Monsaraz a 29ª Volta ao Alentejo em Bicicleta, sendo que junto à zona des-

portiva os ciclistas vão disputar uma meta volante da etapa que liga Vila Viçosa a Mértola. A partir das 17h30 realiza-se um desfile pelas ruas da cidade das fanfarras de bombeiros de Reguengos de Monsaraz, Portel, Moura, Alcabideche e S. Martinho do Porto. À noite, no Parque de Feiras e Exposições, os espectáculos musicais iniciam-se às 22h com a actuação de Hugo Soft, Kajo Soares e Blackcello. Pelas 23h00 sobe ao palco João Pedro Pais. Após a estreia em 1997 com o álbum “Segredos”, João Pedro Pais é hoje um artista consagrado que esgota frequentemente as lotações dos locais onde canta. Em Reguengos de Monsaraz poderão ser ouvidos os seus grandes sucessos musicais, como “Ninguém é de Ninguém”, “Não Há”, “Mentira” ou “Louco Por Ti”. A partir da 1h00, sobe ao palco o Dj Grouse, produtor português com mais de 20 anos de carreira e que foi reconhecido por um dos maiores dj´s do mundo, o americano Roger Sanchez, ao ser o vencedor do concurso de novos produtores por este promovido no seu programa de rádio em Nova York, com o tema “Feelin´magic”. Dj Grouse tem actuado nas principais discotecas e festas de todo o país e lançou em 2009 um novo projecto, Brothers in Arms, que conta com a participação do músico Martin (percussionista e saxofonista dos Santos e Pecadores) em live performances de saxofone e percussão. No sábado, a terceira etapa da 29ª Volta ao Alentejo em Bicicleta termina em Reguengos de Monsaraz. Pelas 22h00 actua o grupo pop/rock Phillarmonic Talk, seguindo-se uma hora mais tarde os OqueStrada. Esta banda da margem sul vem apresentar o disco “Tasca Beat: o sonho português”, em que mistura os fados e a folia das marchas populares e que atingiu a marca de ouro em Portugal, tendo sido considerado pela crítica como um dos melhores de 2009. Com a reedição do disco, em que os temas foram regravados e acrescentada uma nova música, chegou o sucesso internacional com actuações na Alemanha, Ucrânia, França, Noruega, Áustria, Holanda e Letónia. Para animar a madrugada, à 1h, co-

meça a actuação de Dj Set. No dia 12 de Junho, pelas 11h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, realiza-se uma homenagem póstuma ao cavaleiro tauromáquico José Mestre Baptista, presidida pelo secretário de Estado da Cultura cessante, Elísio Summavielle e com a presença do crítico tauromáquico Maurício do Vale. Summavielle irá estar igualmente presente na corrida de toiros em homenagem a Mestre Baptista. Às 21h30 inicia-se o desfile

das marchas populares de Santo António desde a Praça da Liberdade até ao Parque de Feiras e Exposições. Este ano participam as marchas da Associação Gente Nova de Campinho, Câmara Reguengos Clube, infantil da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva e Centro Cultural Caridadense 1º de Maio. O programa do dia de Santo António, último dia de festividades, inclui uma concentração das imagens dos padroeiros das

comunidades cristãs do concelho de Reguengos de Monsaraz, seguindo-se a eucaristia e a procissão. Pelas 21h30, as marchas populares de Santo António voltam a desfilar no Parque de Feiras e Exposições. Às 23h sobe ao palco Jorge Roque (vencedor do concurso Operação Triunfo). Durante as Festas de Santo António, o Pavilhão Multiusos estará aberto entre as 16h00 e as 24h00 com uma mostra de produtos gastronómicos regionais e de vinhos.

Évora lança Oralidades A Câmara Municipal de Évora, as Edições Colibri e a Direcção Regional da Cultura do Alentejo lançaram o livro “Oralidades – Ao Encontro de Giacometti”, coordenado por Rui Arimateia e integrado nas iniciativas desenvolvidas no âmbito do denominado Projecto Oralidades. Segundo a autarquia, a ideia de criação deste livro resultou após a exposição “Michel Giacometti 80 anos, 80 imagens: projecto Oralidades ao encon-

tro de Giacometti”, organizada pela Câmara Municipal de Évora com o apoio do Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria, e que esteve patente o ano passado no Convento dos Remédios, conforme noticiado pelo Registo. Como resultado da exposição e das iniciativas a ela ligadas, começou a nascer a vontade em reunir num livro testemunhos e reflexões sobre algumas das temáticas abordadas nesta mostra, tomando como ponto

de partida o trabalho desenvolvido por Michel Giacometti e avançando para uma análise da forma como se pode olhar e perspectivar a oralidade e o património cultural imaterial na actualidade, acrescenta a autarquia. O conjunto de assuntos e autores que integram esta obra contribuem para o encontro ou reencontro com a cultura popular, a sua forma de transmissão oral e a sua readaptação aos dias de hoje.


D.R.

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Portel

Energia

Do Imaginário estreia peça

Lógica em Munique

Redacção | Registo

A empresa municipal Lógica, de Moura, estará presente na 20.ª edição da InterSolar Europe, que terá lugar em Munique, Alemanha, que termina amanhã. O evento, que é por muitos considerado o maior certame associado à energia solar de todo o Mundo, conta com mais de 2.200 expositores e tem uma expectativa de mais de 75.000 visitantes profissionais, oriundos de dezenas de países. A participação da Lógica, E.M., de Moura, nesta feira destinase a promover o laboratório fotovoltaico da empresa, equipado com o mais alto nível de equipamento tecnológico associado à indústria fotovoltaica. É o único laboratório português representado na InterSolar Europe.

“O Retábulo de Mestre Pedro e Dom Quixote” é a nova criação da Associação Cultural do Imaginário em co-produção com o Teatro La Estrella de Valência. Este espectáculo tem estreia marcada para hoje no Auditório Municipal de Portel, pelas 21,30h, no âmbito da temporada de Arte e Cultura - Artes ao Sul, organizada pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo e Câmara Municipal de Portel. Este retábulo relata um trecho da universal obra literária de Miguel de Cervantes protagonizado pelo imortal personagem, o cavaleiro andante D. Quixote de la Mancha, o qual, passando um dia numa hospedaria, é surpreendido com o espectáculo de títeres de Mestre Pedro. Fica de tal modo arrebatado pela força poderosa e mágica das figuras do retábulo, que acaba por confundir a ficção com a realidade, (o que lhe é peculiar). No delírio da sua imaginação, insurge-se contra elas e num acesso de fúria destrói com a sua espada todo aquele universo de fantasia. PUB

Certame

Vencedor da Operação Triunfo encerra festas em Aguiar Concerto de Jorge Roque, dia 12. Redacção | Registo Os NEFTA com Jorge Roque vencedor da Operação Triunfo 2010, encerram a Festa da Primavera em Aguiar, certame que começa amanhã e se prolonga até dia 12 de Junho. Durante três dias, a iniciativa, organizada pelo Município de Viana do Alentejo com o apoio da Junta de Freguesia de Aguiar, vai dar um outro colorido à vila. Desporto, caminhada da primavera, marchas populares, concertos, karaoke, dança, BTT e garraiada são alguns dos ingredientes do certame A caminhada da Primavera volta a ligar Viana do Alentejo a Aguiar dia 10 de Junho, sendo que a partida está marcada para as 9h00, na Praça da República. Ao final da tarde de sextafeira, o desporto volta a marcar

presença com uma demonstração de fitness, organizada pela Sociedade Vianense, seguida de uma sessão de mini-trampolim e uma demonstração do Clube de Saúde Sénior. Como já vem sendo hábito, a partir das 21h00, as marchas populares saem à rua com o desfile da Marcha Popular da EB1 de Aguiar e a Marcha Popular do Concelho de Viana do Alentejo. Os VNT que regressaram aos palcos 20 anos depois para um concerto no início do ano vão actuar às 22h30. Depois do karaoke, a noite termina ao som dos “dj’s”, numa organização do Grupo Associativo de Jovens de Aguiar. No sábado, 11, os mais novos podem contar logo pela manhã com algumas actividades que incluem insufláveis e jogos tradicionais. Ao final da tarde, o Ga-

lopar & Pedalar – Clube promove um jogo de futsal de veteranos. Às 19 horas abrem mais uma vez os stands e duas horas depois, no palco 2, haverá dança com a presença da classe de dança da Associação Equestre, sevilhanas da Escola de Dança Prof. Amélia Mendonza e a secção de dança da Casa do Benfica. Os sons voltam a fazer ouvirse, desta feita, com João Paulo Cavaco e a sua banda. No terceiro e último dia da Festa da Primavera, dia 12, o Galopar & Pedalar – Clube promove a a III Maratona BTT e uma Gincana de Bicicletas. Às 13h00, o município oferece à população uma sardinhada. E, a meio da tarde, a Junta de Freguesia organiza um Torneio de Malha. Antes do concerto de encerramento está prevista agendada uma garraiada.

Registo ed158  

Edição 158 do Semanário Registo