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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 12 de Maio de 2011 | ed. 154 | 0.50€

Vendas Novas certifica bifana e divulga marca em festival de gastronomia

D.R.

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DE 06 PROJECTO VOLUNTARIADO

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Banco do Tempo é hoje inaugurado em Évora

O

Banco do Tempo de Évora é hoje oficialmente inaugurado. Este projecto de voluntariado idealizado para a capital do Alentejo por Isaura Pinto já conta com mais de 300 horas de tempo trocada: “Temos já 58 pessoas inscritas e disponíveis para dar e receber serviços, ajuda, companhia, sorrisos, afectos”.

Fundição de Évora festeja aniversário

Empresa comemorou 25 anos de actividade com os olhos postos nas exportações, que absorvem 90% da produção.

Luís Pardal | Registo

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Pedro Lynce

em ENTREVISTA

cabeça-de-lista do PSD por évora “Portugal nem sequer tem uma política agrícola nacional” Pedro Lynce garante que um Governo liderado pelo PSD vai manter o Ministério da Agricultura. E acusa o PS de ser “o primeiro a cortar” nos apoios sociais.

Pág.03 O Presidente da República apelou ao consumo de produtos nacionais para contrariar as importações de bens alimentares e reduzir o défice da balança comercial. PUB

D.R.

Cavaco Silva diz ser “patriótico” consumir produtos nacionais em tempo de crise

23 REGUENGOS Parque da Cidade abre domingo

HIPERTENSÃO

Évora promove rastreios para combate a doença silenciosa Pág.15 Dia 17 de Maio, a Sociedade Portuguesa de Hipertensão assinala em Évora o Dia Mundial da Hipertensão, doença silenciosa que atinge cerca de metade da população portuguesa.

LIVRO

Heróis de bem falar à moda do Alentejo Pág.19 O livro chama-se “Heróis à

Moda do Alentejo”. É um conjunto de nove contos humorísticos escritos por autores alentejanos com palavras e expressões do vocabulário alentejano.


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12 Maio ‘11

A Abrir “PS com Portas fechadas” Pedro Henriques | Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

Do ”PEC“ que ninguem queria ao ”BOM“ plano da ”TROIKA“ capoulas santos Eurodeputado

No momento em que escrevo esta crónica, em Estrasburgo, num fantástico dia de quase Verão de fazer inveja a Portugal, o Comissário Olli Rehn, acaba de anunciar a aprovação, pelo Colégio de Comissários, do Plano de Resgate negociado pelo governo português e pela “troika” que recentemente nos “visitou” em representação da Comissão Europeia, do BCE e do FMI. Faltará agora a aprovação do Conselho, que decidirá, no dia 16 de Maio, no ECOFIN (a reunião dos Ministros das Finanças da UE). Resta apenas saber as posições finais da Finlândia, cujo Ministro está dependente do seu parlamento, já que, na Finlândia, neste tipo de matérias, a competência é parlamentar, e das eventuais reservas do Reino Unido, vindas a publico esta semana através de uma entrevista do seu Ministro das Finanças. Estou certo de que todas estas reservas serão ultrapassadas, porque não acredito que interesse à Europa, e à Zona Euro em especial, manter aceso qualquer foco de instabilidade que enerve ainda mais os mercados financeiros, sobretudo no momento em que se fala da necessidade de um novo pacote de ajuda financeira de 60 000 milhões à Grécia. Tal como voltei a prever no meu ultimo artigo, em Portugal, aqueles que decidiram inviabilizar o chamado “PEC IV”, que já havia sido negociado e aceite pela UE e pelo BCE, invocando que iria impor sacrifícios que os portugueses não poderiam suportar, não só vieram a aprovar depois um plano contendo exactamente as mesmas medidas e ainda outras mais gravosas, como até passaram a reclamar os louros do seu insubstituível contributo para a sua concretização. Porquê então precipitar a crise politica e sujeitar o país a esta humilhação, eis a duvida a que só alguns saberão responder e que, em função dela, os portugueses terão oportunidade de avaliar no próximo dia 5 de Junho. Porém, mais do que qualquer plano, por mais bem gizado que possa parecer, o que está agora em causa são as condições politicas para o concretizar, tanto mais que, dessa concretização, dependerá o próprio financiamento do país, já que, durante os próximo 3 anos, a exe-

cução do mesmo será trimestralmente acompanhada e verificada pela “troika”. Reduzir despesas e aumentar receitas será pois o desafio que o país terá pela frente no futuro próximo, para reequilibrar contas, reganhar a confiança dos financiadores e para que Portugal possa retornar ao mercado com juros aceitáveis. Nunca, por isso, uma campanha eleitoral teve o dever de ser tão esclarecedora como esta sobre as medidas que os diferentes partidos responsáveis deverão apresentar, quantificadamente, para atingir os objectivos com os quais se comprometeram. Apesar das metas estarem definidas, há uma margem de manobra que pode ser utilizada de acordo com os princípios ideológicos que de cada um dos partidos com vocação de poder, desde a “social-democracia do PS”, à “matriz liberal do PSD” ou ao “centrismo social ou democracia cristã do CDS”. Da utilização dessa margem de manobra, ou da conciliação de algumas delas, caso, como é expectável, se venha a tornar necessária uma coligação, dependerá a forma como será repartido o sacrifício que terá de ser feito pelos portugueses. Se por poucos ou por muitos, como é desejável. Tenho confiança na sabedoria, já vastas vezes demonstrada em eleições pelos portugueses.

“Manter aceso qualquer foco de instabilidade que enerve ainda mais os mercados financeiros, sobretudo no momento em que se fala da necessidade de um novo pacote de ajuda financeira de 60 000 milhões à Grécia“.

Protagonistas P08

Isaura Pinto Trazer de volta as relações de boa vizinhança é um dos objectivos do Banco do Tempo, projecto de voluntariado que hoje será oficialmente inaugurado em Évora.

P12

José Figueira O presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas já conseguiu registar a tradicional bifana, que a partir de agora é uma marca certificada do concelho.

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Ficha Técnica Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Luís Maneta

SEMANÁRIO

Propriedade PUBLICREATIVE - Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 5099759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direcção Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginação Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Luís Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www. funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/ Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição Miranda Faustino, Lda


3 Política D.R.

Ovibeja José Sócrates

“Queria tranquilizar os alentejanos. Decidimos um calendário para o Alqueva para finalizar o projecto até 2013 e vamos fazê-lo. Nada do acordo que acabámos de assinar compromete ou põe em causa o que são os nossos calendários”.

Pedro Passos Coelho

Cavaco Silva apela a consumo ”made in“ Portugal Presidente da República encerrou Ovibeja e inaugurou lar de idosos em Vidigueira. Luís Maneta | Registo O Presidente da República apela ao consumo de produtos nacionais para contrariar as importações de bens alimentares e reduzir o défice da balança comercial. “É essencial, eu diria mesmo que é patriótico, produzir mais, produzir melhor e que os portugueses prefiram os nossos produtos”, disse Cavaco Silva no encerramento da Ovibeja, repetindo o apelo que havia deixado há um ano, precisamente no mesmo local. Já com o acordo de ajuda externa assinado com a “troika” composta pelo FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, o chefe de Estado recorda o longo caminho de sacrifícios que está pela frente. E cujo sucesso depende da redução da dependência face ao exterior. “Se não aumentarmos as exportações e diminuirmos as importações, se não conseguirmos aumentar a poupança interna e se não reconquistarmos a confiança dos investidores internacionais, posso dizer que, no futuro, enfrentaremos problemas tão graves de financiamento da economia portuguesa como estamos a enfrentar”. Cavaco percorreu a feira, cumprimentou expositores e visitantes – “dê aqui um beijinho ao meu neto que se chama Afonso como um dos seus”, dispara uma idosa – provou queijo e enchi-

dos, “pousou” para os repórteres de imagem com uma t-shirt em defesa da manutenção da linha ferroviária em Beja, ouviu grupos de cantares e defendeu a importância de consumir o que é português: “Que as empresas de distribuição não deixem de apoiar os nossos agricultores, comprando a sua produção a preços justos, e que nesta hora, tão decisiva para o nosso país, os consumidores não deixem de olhar à origem dos produtos que compram e, sempre que possível, comprem produtos

Investimento de 2,5 milhões A construção do novo lar de idosos em Vidigueira, com capacidade para 51 utentes, envolveu um investimento de 2,5 milhões de euros e tem ainda a valência de centro de dia. Segundo o presidente da Câmara Municipal da Vidigueira, Manuel Narra, trata-se de um equipamento “extremamente necessário e importante” para um concelho que está abaixo do nível médio de resposta neste tipo de apoio social, existindo dezenas de idosos à espera de uma vaga em lar. O projecto foi concretizado por iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Vila de Frades.

portugueses”. Sobre política nacional é que foi parco em palavras. E a explicação é simples: “A campanha eleitoral está em curso e há uma coisa que o Presidente da República não deve fazer, interferir no desenvolvimento dessa campanha eleitoral”. Nada que o impeça de admitir o aumento do IVA para “compensar” a redução das contribuições das empresas para a Segurança Social, como admite o PSD e consta do acordo assinado com a “troika”. “É sabido que, para conseguir uma desvalorização num país que não tem moeda própria, temos que jogar mão de impostos que incidem sobre o factor trabalho”. O Presidente da República foi o último de uma vasto rol de políticos a visitar a Ovibeja (ver frases). Antes, em Vidigueira, inaugurou o lar de idosos “Entardecer Solidário”, projecto de 2,5 milhões de euros da Santa Casa da Misericórdia de Vila de Frades apoiado pela Câmara Municipal de Vidigueira, ocasião que aproveitou para lançar outro apelo: ““Nunca precisámos tanto de estar unidos, nunca precisámos tanto de demonstrar na prática a nossa coesão”. “É urgente juntarmo-nos todos para concretizar o desígnio de construir um Portugal mais solidário, um Portugal com menos injustiças, com redução da pobreza e da exclusão social.

Aquilo que nós chamamos um Portugal justo para todos”. Num momento em que se antevê o aumento das dificuldades sociais, Cavaco Silva quer que a Segurança Social repense as exigências regulamentares feitas às instituições particulares de solidariedade social. E explicou porquê: “Muitas vezes me dizem que as exigências colocadas em Portugal para a construção de creches, lares e escolas são exigências maiores do que aquelas que se colocam nos países mais ricos da União Europeia”. Exigência que obrigam a maiores investimentos, sem que isso seja reflexo de melhores condições para os utentes. Neste capítulo, quer também uma maior descentralização de competências para os municípios nas áreas sociais. “Faz pouco sentido que equipamentos de proximidade, como creches e lares, possam, nalguns casos, continuar a ser geridos à distância por serviços centrais”. “Os municípios não podem deixar de atribuir uma prioridade muito forte à manutenção dos postos de trabalho e ao desenvolvimento social”, advertiu o Presidente, segundo o qual a crise financeira que o país atravessa não pode servir para “reduzir a capacidade” de resposta das autarquias na “preservação dos postos de trabalho e ma na ajuda àqueles que são os mais desfavorecidos da nossa sociedade”.

“Já disse que formarei um governo com não mais de 10 ministros, o que significa que vamos ter que juntar áreas, mas um desses ministérios terá o da Agricultura. Vai ser o Ministério da Agricultura, Mar e Território”.

Jerónimo de Sousa

“Sabemos que 12 mil milhões de euros vão direitinhos para banca, que 35 mil milhões ficam cativos para responder a qualquer necessidade da banca, não encontra lá uma linha, uma verba, para apoio à agricultura e à produção nacional”.

Paulo Portas

“Temos que sair da situação do atoleiro em que estamos, pagar o que devemos, pôr a economia a crescer, evitar a exclusão social e dar esperança aos jovens de que é possível, através do trabalho, subir na vida em Portugal”.

Francisco Louçã

“O país não toma decisões por via de organismos externos, mas discute com eles. Portugal toma decisões nas eleições”.


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12 Maio ‘11

Política D.R.

Basta de roubo! A alternativa é a CDU!

Valter Loios

Dirigente Sindical

A política de direita praticada há 35 anos por alternância de governos do PS, PSD, CDS, sempre ao serviço do capitalismo, tendo como objectivo a retirada de direitos duramente conquistados por gerações de trabalhadores, assentes no aumento da exploração, garantindo assim os lucros milionários que tem obtido em tempo que supostamente é de crise. No nosso Distrito a destruição do aparelho produtivo imposta pela política de direita, leva a um dos mais graves problemas da região que é o desemprego, estima-se que hoje existam mais de 8 mil trabalhadores nesta situação, desemprego esse que se torna poderoso para o forte objectivo do patronato para baixar ainda mais os salários de quem trabalha e a liquidação de direitos. Politica de direita que, prossegue o ataque à legislação laboral, já praticado com o Código de Trabalho PSD/CDS e a sua revisão para pior pelo PS, que avança agora para nova etapa, a partir do PEC IV, e agora com a ingerência da EU/FMI, direccionada para a facilitação dos despedimentos – no processo e na redução drástica das indemnizações devidas aos trabalhadores - para o ataque à contratação colectiva e da acção dos sindicatos na negociação e para a degradação dos direitos em matéria de horários e mobilidade. Ao mesmo tempo que no distrito, aumenta a precariedade dos vínculos laborais, em particular junto dos jovens trabalhadores, com a utilização de contratos a prazo, tra-

balho temporário, estágios e falsos recibos verdes, como forma de preencher postos de trabalho permanentes sem que lhes corresponda o contrato adequado e que, do mesmo modo, abre caminho à diminuição das remunerações. como no caso da TYCO, KMET, call-centers PT ou da mundial confiança, no parque industrial de Vendas-Novas, Montemor-o-Novo, Arraiolos e em toda a zona do sector dos mármores. Neste momento difícil desta enorme ofensiva, os trabalhadores

desenvolvimento humano e social e a política externa. Importa discutir algumas das medidas mais mediáticas, pela euforia que geraram. O PSD teve a coragem de propor a extinção dos Governos Civis, porque se limitam a fazer trabalho político. Tal é a razão de ser dos partidos, não de instituições governamentais suportadas pelos nossos impostos. Redução da estrutura do Governo,

para 10 Ministros e 25 Secretários de Estado; redução para metade dos assessores dos gabinetes ministeriais e redução drástica das fundações e institutos públicos. Ninguém compreende como é que Portugal pode manter 800 fundações públicas. Propõe-se ainda a redução do n.º de viaturas do Estado e condições de utilização, redução das despesas de representação e limitação do n.º de membros dos Conselhos de Administração a 3 e a tão desejada reforma profunda do sector empresarial do Estado. Acabar com o domínio do Estado na economia e nas empresas públicas como forma de travar a admissão do clientelismo político, cuja preocupação não é o interesse público mas sim o seu próprio e sobretudo como forma de promover uma sã concorrência, que não seja distorcida pelas sucessivas injecções de capitais públicos. RTP? Julgo tardia a sua privatização. Os meus impostos serão melhor empregues em medidas

“No nosso Distrito a destruição do aparelho produtivo imposta pela política de direita, leva a um dos mais graves problemas da região que é o desemprego, estima-se que hoje existam mais de 8 mil trabalhadores nesta situação”.

da Administração pública, Administração local e do Sector privado, não tem virado a cara ao mau tempo e tem respondido com a sua luta nas empresas, locais de trabalho e no plano nacional, dizendo que não estamos condenados à política de direita. Afirmamos aos trabalhadores que no dia 5 de Junho, levem a sua luta até ao voto, Votem na CDU. O que o país precisa e em particular o nosso distrito é de uma solução política necessária e urgente, que tem de ser inscrita como um objectivo incontornável para o futuro do país e cuja concretização só é possível com o significativo reforço da influência do PCP e dos seus aliados na CDU nas eleições de 5 de Junho, para pôr o Alentejo a produzir e valorizar o direito ao trabalho constitucionalmente garantido e assegure a valorização dos trabalhadores. Votar CDU significa uma política de criação de emprego inseparável do crescimento económico; pelo respeito dos horários de trabalho (diários e semanais) e a progressiva diminuição da sua duração; pelo combate à precariedade e pelo emprego com direitos; alargando os critérios de acesso ao subsídio de desemprego e ao subsídio social de desemprego. Vamos votar CDU dia 5 de Junho para garantir o presente e o futuro do País, com uma política patriótica e de esquerda ao serviço dos trabalhadores e do povo!

Mudar Portugal Sónia ramos ferro Jurista

No passado Domingo, o PSD apresentou o seu programa eleitoral. Em cem páginas, o PSD construiu o seu projecto de governo para quatro anos, sem desconsiderar o memorando de entendimento assinado com a Troika, mas que vai para além dele, mostrando a coragem de um partido com ambição, que sabe que a crise também é sinónimo de oportunidades. Antes das propostas, o diagnóstico: a três semanas das eleições, temos o pior crescimento económico médio dos últimos 90 anos; a maior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (com quase 700.000 desempregados); o crescimento acelerado da despesa pública e o avolumar de encargos sobre as gerações futuras; a maior dívida pública, directa e indirecta, dos últimos 160 anos, tendo duplicado nos últimos 6 anos; a maior divida externa dos últimos 120 anos, tendo igualmente quase duplicado nos últimos 6 anos e sendo hoje quase 8 vezes maior do que

as nossas exportações. As dívidas das famílias atingem cerca de 100% do PIB e 135% do Rendimento Disponível. Cerca de 50% do nosso endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado. Portugal está hoje no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis e vivemos a segunda maior vaga emigratória dos últimos 160 anos. (a maior fuga de cérebros na zona da OCDE). O acentuar das desigualdades sociais e das assimetrias regionais, pondo em causa a coesão nacional é uma realidade; o sistema de justiça está um caos e a nossa baixa produtividade não permite uma recuperação relativamente acelerada da económica portuguesa. O PSD construiu o seu programa assente em cinco grandes pilares: o pilar cívico e institucional, económico e financeiro, um Estado eficiente e sustentável, baseado no

“O sistema de justiça está um caos e a nossa baixa produtividade não permite uma recuperação relativamente acelerada da económica portuguesa“.

sociais do que a pagar ordenados principescos aos seus pivots. Tal raciocínio aplica-se a todas as outras. Ao Estado a fiscalização e a regulamentação, rigorosa, independente e imparcial; aos privados a economia e o empreendedorismo. Redução dos deputados para 181, em vez dos actuais 230, sem prejudicar, claro está, a representatividade das regiões com baixa densidade populacional. Os partidos de esquerda têm recusado discutir esta proposta, mas o que é certo é que todos os portugueses clamam pela redução de deputados e o PSD teve a coragem de o assumir, ao contrário do PS. Reduzir a despesa para 40% do PIB, promoção da poupança e redução da taxa social única e dos custos de contextos e de produção, como forma de promover o aumento da produtividade e da contratação. Um programa claro, ambicioso e de ruptura, porque é tempo de mudar.


5 Política

Assembleia Municipal aprova contas da Câmara

D.R.

Autarquia baixa endividamento de curto e longo prazo. A Assembleia Municipal de Évora aprovou com os votos favoráveis do PS e a abstenção do PSD, o relatório de gestão e conta de gerência referentes a 2010, apresentados pela Câmara Municipal, assim como a proposta da CME para aplicação do resultado líquido do exercício O presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira, fez o enquadramento dos pontos, tendo destacado a tendência para o decréscimo das receitas correntes (devido à continuada baixa de impostos directos e venda de bens e serviços), o qual é ligeiramente atenuado pela subida das receitas de taxas e multas, devido à maior eficácia na cobrança. Ainda no orçamento de despesa, realçou a realização obtida, “superior a 60% do previsto, a melhor dos últimos anos, verificando-se já o efeito das medidas de contenção de despesas”. Não obstante a diminuição de receitas próprias e o aumento de PUB

encargos com as subidas de juros e obrigações sociais, a Câmara “conseguiu baixar o endividamento quer de curto, quer de médio e longo prazo”. Segundo o autarca, a situação financeira “melhorou” ao longo de 2010, “sendo ainda uma situação muito difícil, mas controlada”. No período antes da ordem do dia, foram aprovadas duas moções. A primeira incidiu nos 37 anos do “25 de Abril”, cujo primeiro subscritor foi Silvino Costa (PS), com uma mensagem de “esperança no futuro”, fazendo um apelo a “unir forças para atravessar as dificuldades actuais”. A segunda moção, cujo primeiro subscritor foi Henrique Troncho (PS) abordou a “eventual pretensão de algumas grandes superfícies comerciais de forçar os seus trabalhadores a trabalhar no dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador”, considerando que,

Contas da autarquia aprovadas com os votos do PS. O PSD absteve-se. CDU e Bloco de Esquerda votaram contra. “a confirmar-se esta informação, a Assembleia Municipal de Évora repudia veementemente tal situação”. Noutro ponto, a deliberação sobre uma proposta da CME visando uma alteração ao Plano de Urbanização de Évora (PUE) foi aprovada com 17 votos a favor (PS), 15 contra (CDU e BE) e quatro abstenções (PSD). Tal aprovação, permite a con-

tinuidade do perímetro urbano desde as muralhas até aos bairros, que possibilitará “circular de forma segura e agradável” entre o centro histórico e os bairros, caso da zona dos Leões, e a correcção de uso de alguns solos, dando-lhe outros usos “mais consentâneos com a realidade que a cidade vive e que o futuro exige”. Igualmente aprovados foram

os regulamentos de apoios às associações desportivas e ao associativismo social e juvenil do concelho de Évora. Tal como o regulamento de apoio a projectos culturais, este com os votos contra dos deputados municipais da CDU. A saída da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), obteve aprovação por unanimidade.


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12 Maio ‘11

Entrevista

Pedro Lynce, cabeça de lista PSD por Évora às próximas eleições legislativas de 5 de Junho

”Portugal nem sequer tem uma política agrícola nacional“ Luís Maneta | Registo

missão Política Nacional do PSD.

Comecemos pelas perguntas de resposta mais difícil. A distrital do PSD de Évora anunciou um cabeça-de-lista às próximas legislativas que não era o dr. Pedro Lynce. Esta tomada de posição deixou-o indignado? Não. E se porventura tivesse ficado com alguma dúvida, a maneira como me receberam foi de modo a perceber que o problema estava ultrapassado. De qualquer maneira, e apenas para recordar, a escolha do cabeça-delista é uma competência da Co-

Houve aqui alguma precipitação da Distrital? Não vou ao ponto de dizer isso. O que aconteceu em Évora sucedeu também noutros locais. Não quero dizer que coloquei condições mas a verdade é que quando fui convidado pelo presidente do PSD para cabeça-de-lista por Évora quis que ficasse bem claro que não vim substituir ninguém, quando muito vim reforçar uma área onde a equipa existente poderia, porventura, apresentar mais fragilidade. Para mim foi fundamental as-

sumir a responsabilidade de, durante quatro anos, representar o distrito de Évora no Parlamento. Assume então esse compromisso: se for eleito vai assumir o lugar de deputado durante a próxima legislatura? Espero no dia 5 de Junho ser eleito deputado pelo distrito de Évora. E é para cumprir. Qualquer hipótese só se poderá aceitar se eventualmente se tratar de um serviço para servir o país. A minha ideia é ser deputado, já estive na Assembleia da República na última legislatura com a mesma humildade do primei-

ro ao último dia. É esse o meu compromisso. Relativamente à situação que se coloca de ser ou não ser de cá …. É alentejano. Sou alentejano e quero dizerlhe o seguinte: o meu curriculum adapta-se a este período que desejo de desenvolvimento para o Alentejo. Não tive problemas, fui muito bem aceite. Mas reconhece que esse episódio foi infeliz, não acrescenta votos ao PSD? Honestamente não sei pois foi imediatamente ultrapassado.

Se entramos nesse capítulo, poderia perguntar acerca do que dirão os eleitores de Leiria com a candidatura de Basílio Horta ou os de Santarém com a de António Serrano. Acredito sinceramente que as pessoas vão ver os programas e a competência das pessoas. Esperemos pelos resultados. De que forma vê o apoio dado ao CDS por Armando Sevinate Pinto, que foi ministro da Agricultura num Governo do PSD? Admirei-me quando soube, com toda a franqueza. Mas ele


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Luís Pardal | Registo

“Choca-me ver um Partido Socialista, que tanto apelo faz ao Estado social, ser o primeiro a cortar nos mais desfavorecidos ao mesmo tempo que aumenta as estruturas do Estado”.

Quais as prioridades? Para nós os três eixos fundamentais são produzir, fazer crescer a economia criando emprego, garantir os direitos sociais aos mais desfavorecidos e [construir] um Estado moderno, menos interventivo, que acredite na iniciativa privada, na competência das entidades privadas como alavanca para a nossa economia.

Governo onde está o ministro Serrano. Mais ainda. Percebendo que a componente nacional era claramente insuficiente para poder executar o PRODER, o dr. Passos Coelho exigiu o reforço de verbas. Com o PSD no Governo a Agricultura não passará para um plano secundário? Não tenho dúvidas absolutamente nenhumas sobre isso. Mas o Ministério da Agricultura ir-se-á extinguir? Isso nasceu de uma afirmação de um militante do PSD, é verdade, mas os militantes são livres de exprimirem as suas opiniões e situações dessas são normais dentro do partido. O dr. Passos Coelho já teve oportunidade de desmentir isso. E eu afirmo categoricamente que com um Governo do PSD o Ministério da Agricultura será para manter. É para manter por uma questão de carga burocrática ou política? É para manter com uma nova política, que terá de ser muito mais rigorosa. Temos de viver com os fundos comunitários, sobre isso não há nenhuma dúvida, mas temos de definir uma política agrícola nacional que tenha em conta os diversos quadros comunitários de apoio. Portugal nem sequer tem uma política agrícola nacional e, por isso, quando vêm os fundos comunitários são divididos sem se perceber onde queremos chegar.

é um independente e, como tal, agiu de acordo com a sua consciência. Fiquei admirado mas as razões desse apoio devem ser perguntadas a ele. Coloco-lhe a questão porque ele explica esse apoio dizendo que Pedro Passos Coelho pouco tem falado sobre a agricultura. Acha que aqui um défice de atenção por parte do PSD? Essa acusação em relação a Pedro Passos Coelho é extraordinariamente injusta e explico-lhe porquê. O dr. Passos Coelho já teve várias reuniões com agricultores, visitou vários certames e foi o primeiro líder partidário a reconhecer que a agricultura é uma área estratégica para a recuperação da economia nacional. E mais: aquando da discussão do Orçamento de Estado para 2011 colocou a condição de se retirar a proposta de IVA especial para os produtos agrícolas, produtos animais e do mar que vinham sobrecarregar os agricultores e que tinha sido avançada pelo

E daí os poucos resultados? Poucos resultados práticos. Em termos de política agrícola há algumas condições que seria importante assegurar, e desde logo a sua continuidade. Infelizmente, os vários quadros comunitários de apoio não têm garantido uma estabilidade das políticas. Um segundo ponto é a formação dos agricultores – se quisermos uma política agrícola para bens transaccionáveis e fortemente competitivos, não tenho dúvida nenhuma de que temos de apostar na formação dos agricultores. Vai apresentar um programa eleitoral pelo distrito? Faz sentido, nesta conjuntura, os partidos apresentarem programas com listagens de obras e promessas? Nunca gostei de arranjar um cardápio e vir prometer isto e outra coisa. Gosto mais de dsicutir problemas reais, o que se pode fazer face aos problemas. Temos de optar por um modelo de desenvolvimento totalmente diferente. O modelo de desenvolvimento dos últimos seis anos assentou no consumo das famílias, no consumo e no investimento público. A nossa proposta é exactamente a contrária, com base em bens transaccionáveis para exportação ou para substituição de bens importados e

um incentivo ao investimento privado. Isto sem por em causa os direitos sociais dos mais desfavorecidos.

“Não quero dizer que coloquei condições mas a verdade é que quando fui convidado pelo presidente do PSD para cabeça-de-lista por Évora quis que ficasse bem claro que não vim substituir ninguém, quando muito vim reforçar uma área onde a equipa existente poderia, porventura, apresentar mais fragilidade”.

NÚmero

18%

<Nas últimas legislativas, o PSD recuperou o deputado por Évora ao conquistar 18,99% dos votos. Pedro Lynce diz que superar este resultado é o objectivo da sua candidatura. >

Uma aposta na eficiência. Sim e para isso não é necessário despedir funcionários públicos, como o dr.Passos Coelho disse e muito antes do FMI. Precisamos de um Estado mais eficiente, no qual as pessoas gostem do que estão a fazer e que esteja mais próximo dos utilizadores. Isso não tem acontecido. Veja, por exemplo, o caso do Ministério da Agricultura onde a aposta foi em reduzir o número de funcionários em 5 mil pessoas, destroçando totalmente a máquina, tornando-a mais ineficaz. Queremos uma maior eficiência, um serviço de melhor qualidade neste caso aos agricultores. Sei que tem vindo a ouvir as diversas entidades regionais. A ideia é fazer um diagnóstico do ponto em que nos encontramos? Dentro destes pontos que referi vou querer falar de problemas mais concretos e apresentar propostas para os resolver. Veja o caso do novo hospital de Évora e, se calhar, sou eu que me estou a antecipar à sua pergunta. Em 2005, com o PSD no Governo, havia verba para arrancar com o hospital. Neste momento, os serviços de saúde estão divididos por vários edifícios, já foram feitas obras no hospital que são caras mas que eram necessárias para a população e que dificilmente serão recuperáveis para o novo hospital. O que está, agora, sobre a mesa é precisamente a construção do novo hospital. Embora o PS não se tenha mostrado absolutamente seguro em relação aos seus compromissos, não tenho dúvidas absolutamente nenhumas que da parte do PSD existirá uma pressão muito grande para se construir o novo hospital de Évora. É uma necessidade muito grande. É difícil explicar este desleixo, este improviso do PS em relação ao distrito de Évora pois toda a gente sabe que é necessário dotar a região de um hospital central. O Governo falhou nesta áreas em concreto? Nesta e não só. Sem querer ofender ninguém, temos tido um Governo incompetente e insensível do ponto de vista social. É incompetente porque enquanto teve dinheiro prometeu tudo a todos e, depois, não cumpriu. Sob o ponto de vista social, tenho dificuldade em interpretar

os cortes que foram feitos. Uma das propostas do PS era cortar nas pensões dos trabalhadores rurais que são de 240 euros. Choca-me ver um Partido Socialista, que tanto apelo faz ao Estado social, que prometeu tantas coisas, ser o primeiro a cortar nos mais desfavorecidos ao mesmo tempo que aumenta as estruturas do Estado. Isto choca-me profundamente. Uma das linhas de discurso político do PSD tem sido acusar o PS de usar o aparelho de Estado para fazer campanha eleitoral. Partilha essa crítica? Ninguém de boa-fé poderá dizer que a intervenção do primeiro-ministro nas televisões para explicar o acordo com o FMI foi mais do que campanha eleitoral. O primeiro-ministro tentou branquear os termos do acordo e quando começarmos a sofrer tudo isto vamos ver qual será a reacção das pessoas, designadamente da classe média. Há um assunto em relação ao qual a posição do PSD tem sido dúbia: o TGV. Sendo eleito deputado por Évora, e tendo em conta o que a alta velocidade ferroviária poderá trazer para o desenvolvimento do distrito, qual vai ser a sua posição? Tenho uma ideia clara sobre isso: estamos num período em que é necessário seleccionar os investimentos, embora seja muito difícil fazê-lo pois temos de dizer a uns que sim e a outros que não. Se amanhã me disserem que a verba necessária para o TGV põe em causa o financiamento das empresas, digo claramente que se pare o TGV. Nós precisamos neste momento é de empregos sustentáveis, prender os jovens, combater a desertificação. Se houver concorrência entre os dois financiamentos, prefiro que a banca apoie a criação de empresas. Sei que aponta o despovoamento como o problema mais grave do distrito. O que lhe pergunto é se considera que se trata de um problema resolúvel? Tem de ser. As pessoas voltam se encontrarem aqui rendimento para a sua vida, o que se consegue através da criação de empregos, incentivos à produção de bens transaccionáveis … comércio de proximidade, maior flexibilização da lei laboral. Aí entram também os apoios comunitários? Pois, mas os dois maiores, o QREN e o PRODER estão com taxas de execução de 30%. Deveria ser o dobro. Ninguém é responsável por esta situação? Já verificou a quantidade de dinheiro que poderia ter sido investida entre 2007 e 2010 com taxas de juro muito mais baixas? Agora temos é de garantir a contrapartida nacional para garantir a comparticipação dos projectos e exigir que se faça uma gestão muito rigorsa, sem entrarmos em clientelismos.


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Banco do Tempo abre agência em Évora para promover voluntariado ‘Balcão’ de voluntariado funciona com cheques, mas o custo é apenas a boa vontade e a disponibilidade de cada um. D.R.

Pedro Galego | Registo Apesar de estar em implementação há vários meses e de já disponibilizar serviços e ajuda a quem precisa, o Banco do Tempo de Évora é hoje oficialmente inaugurado através da assinatura dos protocolos de parceria institucional entre a entidade mãe deste projecto em Portugal, a associação Graal, a Câmara de Évora e a Junta de Freguesia de Canaviais. Este projecto de voluntariado idealizado para a capital do Alentejo por Isaura Pinto já conta com mais de 300 horas de tempo trocadas. “Este é um voluntariado diferente. Temos já 58 pessoas inscritas e disponíveis para dar e receber serviços, ajuda, companhia, sorrisos, afectos. No fundo esta é uma forma de trazer de volta as boas relações de vizinhança de antigamente, que hoje só já se conseguem ter em meios pequenos”, disse ao Registo a educadora de infância reformada que se apaixonou pelo projecto do Banco do Tempo há 10 anos – quando foi implementado em Portugal – e que convenceu amigas e familiares a ir para a frente com o Banco do Tempo na Cidade Museu. “São sobretudo pessoas com mais de 50 anos as interessadas em dar e receber tempo, mas também temos jovens, entre os quais um menino de nove anos”. Acompanhar alguém numa caminhada, arranjos de costura, lavar o carro, ler um texto em voz alta, ajuda informática, bricolage, babysitting, cuidar dos animais ou regar as plantas são alguns dos serviços oferecidos e procurados pelos que se inscrevem no projecto. “Ter alguém que nos execute tarefas do dia-adia, que nos ajude não é fácil nos dias que correm. Mas esta ideia permite isso, e de forma gratuita. A brincar há mesmo quem diga que de tão bom que é parece mentira”, referiu. Dar e receber são os conceitos que devem guiar os interessados, mas não a qualquer preço. “A selecção tem que ser rigorosa e as pessoas que se candidatam ao Banco do Tempo devem sobretudo ter algo para oferecer e disponibilidade para receber. Há mesmo uma regra, porque muita gente só pensa em dar. Depois de 10 horas de apoio oferecidas, essa pessoa só pode voltar a oferecer tempo quando receber algum em troca”, definiu Maria José Constantino, outra das parceiras do “núcleo duro” do Banco do Tempo eborense. Situado na Rua do Fragoso uma das transversais da rua de Aviz - no edifício das Juntas de Freguesia, os ‘bancários’ deste

Miguel Pinto, Isaura Pinto, Marta Varela, Alda Barreiros e Maria José Constantino da equipa dinamizadora da agência do Banco do Tempo de Évora balcão de voluntariado estão disponíveis de segunda a sextafeira entre as 14h30 e as 16h30 e no site www.btevora.com. “Neste banco não há crise” Sendo sobretudo uma agência de valores imateriais como a solidariedade, o Banco do Tempo não sofre com a crise, apesar de utilizar termos e conceitos da economia monetária, como os cheques. É através desses talões que se faz o registo dos serviços prestados a terceiros e recebidos, para que a contabilidade esteja sempre em dia. “Os cheques são a forma de registar o que cada

um dos inscritos vai fazendo e recebendo. Neste momento a lista de serviços disponível é enorme e temos cada vez mais interessados. Neste banco não há crise”, congratula-se Miguel Pinto, filho de Isaura e outro dos ‘bancários’. Pensado sobretudo para a camada mais idosa da população, o projecto acabou por se implementar no centro da cidade porque é aí que a população é mais envelhecida e sente maiores necessidades. “Aqui chegamos mais perto de quem precisa e de quem quer dar. A ideia inicial era implementar o Banco nos Canaviais, mas a falta de espa-

ço físico e o acordo com a Câmara trouxe-nos até aqui em boa hora”, asseguram. Sem fins lucrativos, taxas de juro ou obrigações fiscais, o Banco Tempo organiza regularmente algumas actividades de forma a angariar os fundos necessários para fazer face às despesas do seu funcionamento. A próxima acção acontece já no dia 15 (domingo) no Convento do Espinheiro, a propósito do lançamento da campanha do Pirilampo Mágico. Tem recebido apoio de algumas entidades e empresas mas, esperam, “conseguir angariar mais apoios e voluntários daqui para a frente”.

Criar redes de entreajuda O Banco de Tempo nasceu da necessidade de “criar redes de entreajuda” e baseou-se na filosofia dos bancos de tempo que apareceram em Itália no início da década de 90. O Graal começou a trabalhar neste projecto em Portugal no início de 2001, depois de ter contactado com o conceito, em Barcelona, na Associação Salut Y Família, que desenvolve um projecto semelhante em Espanha. Depois de um ano dedicado à criação da infra-estrutura e ao envolvimento de institui-

ções e pessoas, foram lançadas para as primeiras agências no início de 2002, aplicando desde o primeiro momento o conceito que “Todos temos algo a dar e a receber”. “O Banco de Tempo não é uma estrutura em que se dá sem receber em troca, nem em que se recebe sem dar nada em troca”, explicam os responsáveis. Não há troca directa de serviços: o tempo prestado por um membro é-lhe retribuído por qualquer outro membro e troca-se tempo por tempo: a

unidade de valor e de troca é a hora. Todas as horas dadas e recebidas têm o mesmo valor: não há serviços mais valiosos do que outros, nem escalas de valor de serviços. O serviço prestado não tem de ser igual ao recebido e convém que, ao disponibilizar-se para o Banco do Tempo, os voluntários ofereçam os seus préstimos em actividades não profissionais que se realizem “com gosto” e “boa vontade”, na lógica das relações de “boa vizinhança”.

Movimento internacional O Graal é um movimento internacional de mulheres motivadas pela procura espiritual e empenhadas na transformação do mundo numa comunidade global de justiça e paz, conforme o sentido simbólico da lenda que deu origem ao nome do movimento. Fundado nos Holanda em 1921 por um grupo de estudantes cristãs que acreditaram ser necessário tornar visível e operacional a intervenção das mulheres na sociedade, o Graal espalhouse pelos cinco continentes e cresceu em diversidade e em experiência multicultural. Nos dezoito países onde o Graal está enraizado, as mulheres do Graal procuram construir uma cultura do cuidado, respondendo aos sinais e urgências de cada época, na luta pela igualdade para as mulheres, contra a pobreza e pela sustentabilidade do planeta. O Graal internacional tem estatuto consultivo nas Nações Unidas e está representado na UNICEF. O movimento do Graal chegou a Portugal em 1957,


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ASPIG defende encerramento de postos com poucos militares Associação Socioprofissional Independente da GNR fala em 150 postos territoriais sem efectivos para assegurar o patrulhamento. D.R.

Luís Maneta | Registo O comandante do posto da GNR de Pedrógão do Alentejo chefia-se a … ele próprio. Segundo o presidente da Associação Socioprofissional Independente da GNR (ASPIG), José Alho, o caso de Pedrógão, no concelho alentejano de Vidigueira, é exemplar: o comandante é o único soldado a prestar serviço no posto. “Como é que uma pessoa sozinha pode, por exemplo, intervir num caso de altercação da ordem pública?”, interroga José Alho. Além deste caso, o presidente da ASPIG diz que existem “pelo menos mais 150 postos” territoriais da GNR espalhados pelo país que “deveriam ser encerrados” uma vez que não dispõem dos efectivos necessários para garantir a segurança às populações. Só no distrito de Beja, José Alho aponta os casos de Vila Alva (Cuba), Baleizão (Beja), Sobral da Adiça e Santo Aleixo da Restauração (Moura) como sendo postos onde o efectivo da GNR – “não têm mais de 2 ou 3 militares” – é “insuficiente” para “garantir a segurança às populações locais”. A estes juntam-se dezenas de outros casos como Avanca e Bustos (Aveiro), Ribeira de Pena (Vila Real), Satão (Viseu), Lanheses (Viana do Castelo), Alvalade do Sado, Comporta e Poceirão (Setúbal), Martinlongo (Faro) ou Cebolais e Soalheira (Castelo Branco). “Alguns destes postos apenas estão abertos entre as 17h00 e as 19h00 e alguns nem isso conseguem fazer. O caso de Pedrógão do Alentejo será o mais caricato pois o comandante do posto só se pode

comandar a ele próprio”, diz José Alho. “Os militares colocados nestes postos acabam por não ter qualquer utilização em termos de segurança. Seria preferível encerrá-los e concentrar os efectivos nas sedes de concelho e a partir daí enviar patrulhas para as diversas freguesias”, defende o presidente da ASPIG, lamentando a “falta de coragem política” para reestruturar o dispositivo territorial da GNR. “O PS não teve coragem política para o fazer quando dispunha de maioria absoluta”, diz José Alho, garantindo que a associação que dirige está disponível para “sensibilizar os autarcas para as debilidades” do

Patrulhamento mais eficaz Apesar de contestado por autarcas, o encerramento de pequenos postos da GNR com poucos efectivos “não iria comprometer a segurança das populações”, diz o presidente da ASPIG, José Alho, explicando que seriam “libertados” efectivos que possibilitariam aumentar os patrulhamentos. “Hoje, com o abandono do meio rural e com a abertura das fronteiras, temos uma criminalidade mais específica e mais violenta contra a qual temos de mobilizar forças mais bem prepara-

das”. Mesmo no interior da Guarda esta posição não é consensual. Uma fonte da GNR aponta como exemplo o caso do concelho de Odemira, o maior do país, onde o encerramento de postos acabou por “afastar” a Guarda das populações: “Para um assalto em Outubro a uma caixa multibanco em Vale de Santiago, durante a madrugada, o único recurso foi o envio de uma patrulha de Vila Nova de Milfontes a 30 quilómetros de distância”.

Cortes ameaçam resposta da GNR “Estamos nos limites. Se tivermos de cortar mais na componente orçamental, teremos também de cortar na componente operacional.” Foi desta forma que o comandante-geral da GNR, tenentegeneral Newton Parreira resumiu os problemas financeiros que estão a afectar a instituição. O Correio da Manhã avança que já há cortes na parte logística, que passaram até pelas celebrações dos 100 anos da GNR, tendo a exposição no Quartel do Carmo bem como o desfile de bicicletas históricas em Belém sido pagos por empresas privadas. Newton Parreira reconheceu ainda o

atraso de cerca de um mês nos pagamentos à Segurança Social e IRS. “Estamos à espera que nos atribuam essa verba”, disse, garantido que “o pagamento dos ordenados nunca esteve em risco, até agora”. O CM acrescenta que o comandantegeral da GNR admitiu ter planos para alterar a estrutura da força de segurança que dirige, voltando a instaurar comandos centralizados das componentes de trânsito e fiscal. A operacionalidade da GNR poderá ser melhorada com a saída do patrulhamento de trânsito da alçada dos comandos territoriais, passando-o para um comando único e centralizado.

actual modelo. “Pelas nossas contas, haverá 150 postos da GNR que nem sequer dispõem dos efectivos necessários para mandar uma patrulha para a estrada. Só fazem trabaPUB

lho administrativo”. O comando geral da GNR não comenta esta proposta da ASPIG. Mas uma fonte não oficial avançou que os estudos sobre esta matéria “estão concluídos”. Ou seja, se houver uma decisão política de avançar com a reorganização do dispositivo territorial, a GNR “sabe exactamente quais os postos que deve encerrar” sem comprometer a segurança das populações. O encerramento de 110 postos da GNR foi planeado em 2006 pelo então ministro da Administração Interna, António Costa, medida que obrigaria à deslocação de cerca de mil militares, mas o processo seria abandonado em 2008 na sequência de críticas por parte dos autarcas. “Perdeu-se uma oportunidade. Um posto com dois ou três militares não faz mais nada do que atendimento às pessoas. Se houver um assalto ou um crime não se conseguem enviar forças pois não existem meios para isso”, considera José Alho, recordando que o “desenho” do actual dispositivo da GNR “remonta a 1920, quando a distribuição populacional pelo país era muito diferente e os guardas trabalhavam 24 horas sobre 24 horas sem sequer mudarem de roupa”.


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23 Um olhar antropológico

Elementos da irrealidade política portuguesa José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

A situação económica, de que ninguém sabe verdadeiramente o que é, surge na massa dos discursos que nos inundam como um pano de fundo no qual são projectados teatros de sombras: papões, malvados, fantasmas, ou cavaleiros brancos da Virtude, paladinos da Nação, arcanjos salvadores. Assistimos, incrédulos, a um episódio de “instituição imaginária” da sociedade, que, a produzir-se ao nível individual estaria próximo do episódio delirante. Entre os “maus” alguns são individualizados, são as “Agências de rating”, ou países amigos que “nos traem” (a temível Alemanha à cabeça, mas logo a insignificante Finlândia). E agora têm rosto de FMI, EU, BCE: a abominável “Troika”, tal Gorgona renascida da verdadeira troika, os Malenkov, Beria, Molotov. Outros não têm rosto, fantasmas dos castelos da finança mundial, mercados, bolsas e são ainda mais terríveis. Quanto aos esqueletos nos armários, obscuro peso nas nossas (in)consciências, chamam-se “A Dívida Pública” e “O Défice”. Neste mundo assombrado intervêm os “Bons”: uns, envergando o traje do “Portuguesinho Valente”. Outros reconstroem, à extrema-esquerda do pano, a viriática Múmia do Nacionalismo: impedir a invasão pelo FMI e consortes, ou expulsá-los se “entrarem”. Sentimento de injustiça, de abandono pelos amigos e maus-tratos pelos inimigos, heróis imaginários vencidos. O discurso político tende a referir-se apenas a ele próprio, flutuando sem contacto com a realidade dos factos, que é todavia simples, infelizmente: O Estado português endividou-se (e gastou) muito para além do que era prudente. “Dívida externa bruta”? Era em 1995 de 40%, e ronda hoje os 230% do PIB; a dívida externa líquida salta de 10% do PIB em 1995 para 110% hoje, mais os cerca de 60% da dívida das empresas públicas e das “PPPs”. Realidade trivial: colocámo-nos nas mãos dos credores. Desconfiados (e com razão) quanto à nossa capacidade de reembolso, exigem garantias… que faltam. As taxas sobem, tornam-se insuportáveis: bola de neve da dívida. “Desembarcam” as Figuras do Mal, com a terrível máscara da “troika”. O FMI: “Senhores, não podem gastar mais do que ganham; e vamos emprestar-vos dinheiro três a quatro vezes mais barato que os “Mercados” (ah, “Os Mercados”). Mas queremos garantias!”. Ataque à soberania do delírio, electrochoque para os detentores da irrealidade política local. Obrigado, FMI. Oxalá, ainda assim, a cura não mate o paciente.

CIDEHUS - Universidade de Évora e Academia Militar jsantos@uevora.pt

Escola de Montemor destaca-se na recolha de pilhas a nível nacional Escola S. João de Deus de Montemor-o-Novo entre as 10 primeiras a nível nacional. Redacção | Registo A Entidade Gestora de Resíduos (ERG) vai entregar prémios às 10 escolas que mais se distinguiram a nível nacional na recolha de pilhas em fim de vida, e pelo seu trabalho de sensibilização na educação e formação dos novos cidadãos a nível das boas práticas ambientais. Trata-se da terceira edição da Campanha Geração Depositrão. Este ano, a iniciativa abrange cerca de 500 escolas e mais de 192 mil alunos de todo o país, em torno da importância da recolha dos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos e de pilhas, bem como das boas práticas ambientais. Segundo apurou o Registo, a escola EB23 S. João de Deus de Montemor-o-Novo, classificou-se entre as 10 primeiras a nível nacional e irá receber o prémio no próximo dia 16 de Maio, pelas 15 horas. As sessões de entrega dos prémios contarão com a participação de alunos, professores e responsáveis autárquicos da região em que a escola se insere. A ERP Portugal irá entregar estes prémios nas escolas vencedoras, privilegiando deste modo o contacto com cada uma das comunidades envolventes. “Estamos muito satisfeitos com mais um enorme sucesso que a campanha Geração Depositrão alcançou este ano. É com enorme prazer que a ERP entrega este prémio à Escola EB 23 S. João de Deus de Montemor-oNovo, que é uma forte entusiasta da Geração Depositrão, assinalando o excelente trabalho que professores e alunos fizeram, não apenas na reco-

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<Campanha envolveu 500 estabelecimentos de ensino em todo o país na recolha de pilhas em fim de vida.>

lha, mas também na transformação da escola num interveniente decisivo no processo de sensibilização, divulgação, informação nesta matéria, contribuindo, deste modo, para criar uma nova geração de cidadãos em Portugal”, diz Filipa Moita, responsável de comunicação e sensibilização da ERP. “Esta é uma das 10 estrelas da campanha deste ano à escala nacional, no que respeita à 1.ª fase da campanha – recolha de pilhas usadas”. Em apenas 3 anos a ERP Portugal quadruplicou a abrangência do inovador projecto Geração Depositrão a nível nacional, envolvendo este ano cerca de 500 escolas do continente, Açores e Madeira e mais de 192 mil alunos. O Projecto Geração Depositrão, vocacionado para a rede nacional Eco-Escolas, tem como principal objectivo introduzir esta temática no programa escolar, através de trabalhos e actividades desenvolvidos em conjunto com alunos e professores, e proceder à colocação de um depositrão (contentor de recolha) nas escolas aderentes. Esta campanha visa despertar a consciência das crianças e dos jovens para a importância da reciclagem deste tipo de resíduos. A ERP Portugal possui uma alargada rede nacional com 1498 pontos de recolha, sendo cerca de 800 depositrão, e leva anualmente a cabo diversas acções de sensibilização dos cidadãos para as boas práticas ambientais, que privilegiam a comunicação com as crianças, jovens, e comunidades envolventes.

A importância dos primeiros sete anos de um ser Isabel Leal

Escritora | www.criancasdeumnovomundo.com

Cristalizações Mentais são comportamentos aprendidos, por imitação, ou mesmo trauma, que ficam registrados em nossa mente. Indiscriminadamente repetimos estes comportamentos em todas as circunstâncias de nossas vidas. É um pensamento aprendido, que fica dentro da mente, comanda as nossas vidas sem que a maioria das pessoas se dê conta do facto, ou saiba como mudá-lo. Por que motivo não somos capazes de mudar um pensamento aprendido? O novo, geralmente assusta. Temos medo do novo. O novo obriga a algumas mudanças... e mudar dói, incomoda. O novo obriga a rever a maneira de pensar e as verdades tomadas como certas... quem é que gosta de mudar uma de suas verdades? Ninguém! Porém a estagnação é a maior armadilha do Ego. Se tiver coragem, olhe-se e veja quantas verdades tem dentro do seu coração... perceba quantas delas são na verdade fantasias e mentiras. No entanto está imensamente agarrado a todas elas.

A mudança obriga a que a verdade seja vista com clareza e honestidade e tal assusta imenso. Assim acha perfeitamente normal ter uma vida cristalizada, presa ao ego, ao apego, ao medo, e em todo o caso a paralisar as suas melhores possibilidades. Desde o momento da concepção, ou seja, nove meses antes de nascer até quando é feito o aniversário dos 7 anos vivo na terra a minha formatação. Ou seja aprendo com todos os que me rodeiam e me ensinam de forma directa ou indirecta. Vou construindo o meu molde, a minha maneira de ser, o meu conhecimento, como vou gerir as relações, como vou trabalhar na vida, que àreas vou escolher, entre muitas outras hipoteses. Até me aperceber que a raiz que me suporta não é aminha. E que de algum modo a ganhei quando tinha 1, 2, 3... 7 anos. Sim durante todos estes anos fui uma esponja, formei-me na faculdade de criança com todos que estavam a minha

volta. Com as suas virtudes e defeitos, com as suas crenças e ambições. Com todas as suas frustrações e medos. Sou um projecto acabado e final do que quiseram fazer de mim. Hoje a vida não me deixa ser feliz ou dá-me total sucesso e a todos tenho que ficar grato por isso.

Livros recomendados: A vovó ensina-te a descobrir – A arte – Maria Isabel Loureiro – Ed. Bertrand 365 actividades – Susan Elisabeth Davis – Ed. Vogais e Companhia Mães e filhos – Colm Toibín – Ed. Bertrand


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Conferência Internacional do Montado e da Cortiça Debate agendado para dia 20 de Maio. No dia 20 de Maio, realiza-se, a partir das 9h00 no Auditório Municipal, a 3ª Conferência Internacional do Montado e da Cortiça, no âmbito do Ciclo de Conferências InovFILDA – Conferências para a Inovação e o Desenvolvimento Tecnológico. Trata-se de uma aposta do Município de Vendas Novas num “novo e diferenciador modelo organizacional encontrado em conjunto com os seus parceiros estratégicos” e que se desenrolará em três momentos principais durante o ano de 2011, focalizados nas potencialidades logísticas e industriais de Vendas Novas, nomeadamente o montado e a cortiça, as áreas de especialização industrial do Alentejo, logística e parques empresariais e a eficiência energética. Do programa constam diversos painéis: “Necessidades e Desafios da indústria corticeira – Que soluções”, “Apoio à actividade corticeira e à sua promoção internacional, “Sustentabilidade e biodiversidade do montado” e “Indústria PUB

corticeira – futuro e reforço de competências”, com a presença de vários especialistas, técnicos e responsáveis na área. Segundo a autarquia, será disponibilizado um espaço de exposição estritamente profissional, onde se prevê a presença dos diferentes agentes e “stakeholders” representativos do sector corticeiro do Alentejo, Portugal e Espanha. Estarão presentes empresas, produtores, estruturas associativas, entidades públicas diversas, instituições de ensino superior e centros de investigação e desenvolvimento tecnológico. As inscrições para os participantes encontram-se abertas, até ao dia 15 de Maio, no GADE – Gabinete de Apoio e Desenvolvimento ou através do site oficial www.filda.com.pt. Concelho com fortes tradições no sector corticeiro, em Vendas Novas encontra-se representada toda a fileira produtivo de um dos produtos mais competitivos da economia nacional.

Bifana certificada, só

Festival de Gastronomia, Artesanato e Produtos Locais decorre entre 13 e 15 de Maio, dep Redacção | Registo “Não temos muitos monumentos mas dispomos de uma paisagem e de património ambiental extremamente rico”. Motivos que o presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, José Figueira, diz levarem à cidade e ao concelho muitas pessoas. Algumas optam por se instalar – “estamos a 30 minutos de Lisboa, não é por acaso que a população tem vindo a crescer”. Outras, de passagem, aproveitam para conhecer a gastronomia do Alentejo e, em particular, o produto mais famoso do concelho: a tradicional bifana. Entre os dias 13 e 15 de Maio, a cidade acolhe a 5ª edição do Festival da Gastronomia, Artesanato e Produtos Locais, a 4ª edição do Festival da Bifana e, pela primeira vez, a Feira de Actividades Económicas de Vendas Novas. “A gastronomia é factor determinante para trazer turistas ao concelho. Temos apostado na revitalização desta área económica ligando-a aos produtos locais como vinhos, enchidos, queijos e mel, uma vez que em Vendas Novas existem empresas de grande especialização nestes sectores”, explica José Figueira. No fim-de-semana, no pavilhão gimnodesportivo e na zona junto às piscinas, 60

expositores reúnem o melhor da gastronomia alentejana, artesanato e produtos regionais. “Vamos dar visibilidade à bifana e apoiar a pequena economia local e o comércio tradicional”. Trata-se do primeiro evento depois de a Câmara Municipal ter conseguido registar a marca “Bifana de Vendas Novas”. “Foi um processo moroso, que nos obrigou a fundamentar a candidatura, mas conseguimos registar e patentear a bifana de Vendas Novas. Esta é a genuína. As outras podem ser do mesmo tipo, mas a nossa é a única que tem a marca registada, é a original”, acrescenta José Figueira. Especialidade que marca o património gastronómico e a história de Vendas Novas pois há mais de 30 anos que sacia apetites aqui e além fronteiras … a bifana tem o dom de conseguir despertar os nossos cinco sentidos. Primeiro, quando entramos no café ou restaurante, deixamonos levar pelo aroma que logo abre o apetite, enquanto da cozinha soam as pancadas do martelo que

tornam tenrinho e m Quando a bifana c mesa, a cor do pão m antever a dourada bif ainda quente se sente dedos, tudo nos condu momento final ou sej ra dentada. “Ficámos também ter conseguido preenc tos para que a bifana nha sido pré-seleccion das 7 Maravilhas da guesa. Não passámos


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ó a de Vendas Novas

Luís Pardal | Registo

pois de a autarquia ter conseguido registar a marca “Bifanas de Vendas Novas”.

mais saboroso o bife. chega finalmente à meio torrado deixando fana, o papo-seco que e fumegar nos nossos uz para o espoletar do ja, o prazer da primei-

muito satisfeitos por cher todos os requisia de Vendas Novas tenada para o concurso a Gastronomia Portus à fase final – estra-

nhamente, do Alentejo, só passou uma açorda – mas a pré-selecção já nos deixou satisfeitos pois muitos outros produtos não o conseguiram”. O festival gastronómico arranca dia 13 de Maio, pelas 18h00, com a abertura oficial e o lançamento da marca “Bifanas de Vendas Novas”. Para além dos expositores locais e dos espectáculos musicais, as tradicionais “tasquinhas” com os saborosos e variados petiscos alentejanos marcam o certame, em que não faltará animação com música pelos Peña Kalimotxo na altura da abertura do certame e no dia 14 às 17h30. No dia 13 haverá fado de Fernanda Oliveira e convidados e no dia 14 a animação está a cargo do grupo Canta Brasil, ambos às 22h00. No domingo, dia 15, pelas 17h00, será a vez da actuação da Tuna da Academia Sénior de Vendas Novas. Comércio com mais apoio No sábado, dia 14 de Maio, às 10h00, realizase no Mercado Municipal o

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lançamento do “Anima Mercado”, uma iniciativa do Município de Vendas Novas que partiu da necessidade e preocupação em dinamizar a economia do concelho através do apoio ao tecido empresarial local, e em concreto ao comércio tradicional (comercial e restauração). Projecto assinado pelo arquitecto Nuno Lopes, à vertente tradicional o mercado adiciona lojas, bares e espaços para restauração. “Nos segundos sábados de cada mês vamos ter animação neste espaço para motivar as pessoas a comprarem no comércio tradicional”, explica o presidente da câmara. O “Anima Mercado”, cujo slogan é “Compre no Mercado Local, Vá ao Mercado Municipal” traduz-se num programa regular de animação e dinamização do Mercado Municipal, estando previsto o desenvolvimento de actividades regulares de cariz cultural, económico, social ou desportivo. Nesta iniciativa de lançamento irão estar presentes os Chef´s João Garcia e David Costa com uma demonstração culinária, na qual irão ser confeccionados pratos como o “lombinho de porco preto com arroz malandrinho de amêijoas e espuma do bulhão pato” e a “sardinha em escabeche de pimentos com torricado de broa e rebentos de coentros”.

José Figueira diz que o processo de certificação foi “moroso” e “difícil”.


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Vida de parasita O ciclo de vida do Echinococcus granulosus, parasita responsável pela equinococose/hidatidose, está dependente de dois hospedeiros: o definitivo, que é o cão, e o intermédio, que, entre outros pode ser um ovino, suíno, caprino ou o Homem. O borrego, carne tradicionalmente presente nas mesas alentejanas na época do Natal e da Páscoa, é um dos animais que reúne as condições necessárias para este parasita se instalar (e onde a estirpe que parece ser a mais frequente em Portugal apresenta maior viabilidade), sob a forma de quisto hidático, mais frequentemente no fígado e no pulmão. O cão, único hospedeiro definitivo, é espécie fundamental para o parasita crescer, desenvolver e libertar ovos. E é na libertação dos ovos, através das fezes dos cães, que podemos explicar o início do percurso do Echinococcus granulosus. Comendo erva contaminada com fezes de cão, o Echinococcus granulosus entra no aparelho digestivo do borrego onde o embrião libertando-se do ovo atravessa a parede intestinal e pela circulação sanguínea chega a vários órgãos, entre os quais o fígado e o pulmão (primeiras barreiras físicas) onde formam quistos hidáticos. O quisto hidático contém uma membrana trilaminar (conhecimento em grande parte desenvolvido pelo Professor Andrew Hemphill, presentemente a desenvolver trabalho no Laboratório de Parasitologia Victor Caeiro), com um líquido translúcido onde se desenvolvem as formas larvares do parasita. Cada quisto pode conter cerca de milhares de formas larvares do parasita. Quando o animal infectado morre ou é abatido e os pulmões e fígado são abandonados ou oferecidos ao cão, o Echinococcus granulosus encontra as condições ideais para se desenvolver. Ingerido pelo cão, quando chega ao intestino, o parasita desenvolve-se e num período de seis semanas e começa a libertar proglotes, cada um com milhares de ovos. Os ovos libertados pelo cão espalham-se pela terra, contaminando o pasto, que continua a ser o alimento do borrego, e uma área circundante de 19 km2, e o ciclo perpetua-se no tempo e no espaço. Os humanos são parasitados pela ingestão de ovos do parasita na água contaminada, legumes e frutas contaminadas e, pela contaminação das mãos acaba por levar os ovos à boca.

A hidatidose é grave e existe Susana Rodrigues | Foto

Hélder Cortes dedica a sua investigação ao parasita responsável pela hidatidose, doença que afecta o Homem. Sofia Ascenso* | Texto Jardins vedados com proibição de entrada a cães, interdição nas praias, criação de parques próprios para serem usados como WC canino, colocação de recipientes com sacos para depósito de dejectos, obrigação do uso de trela e sobretudo penalização e maior responsabilização do dono são algumas das medidas necessárias para diminuir os riscos de saúde pública que as doenças parasitárias comportam. Na via pública ou dentro das nossas casas, com a inapropriada lavagem de legumes e frutas cruas, as carnes mal processadas termicamente ou com congelação errada, os ovos mal cozinhados, e a sujidade que se deposita nas tábuas de cortar alimentos da cozinha, as portas estão abertas para a entrada dos diferentes parasitas. Tão variados e característicos como todos os elementos que compõem o reino animal, grande parte dos parasitas que nos afectam encontram no mais fiel amigo do Homem o hospedeiro mais confortável para o seu desenvolvimento. No Laboratório de Parasitologia Victor Caeiro da Universidade de Évora o parasita é rei e senhor. Helder Cortes, docente do departamento de Medicina Veterinária da UE, dedica a sua investigação a estes seres e a um em particular: o Echinococcus granulosus, um parasita que afecta o Homem e que é o responsável pela hidatidose, uma doença parasitária grave associada aos países do 3.º Mundo, que está muito longe de ser erradicada de Portugal e em particular do Alentejo, onde tem uma

grande prevalência. Em parceria com as Universidades de Berna e Zurique, na Suíça, e com o Hospital de Elvas, o Prof. Helder Cortes integra uma estrutura multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros e médicos veterinários que faz rastreio às populações de Elvas, Alandroal e Campo Maior, desenvolvendo esforços para dinamizar a investigação com uma

doutoranda da Universidade de Évora, que tem a decorrer um projecto que prevê um estudo epistemológico da hidatidose em três concelhos do Alentejo (Elvas, Alandroal e Campo Maior) e para o qual ainda não há bolsa de doutoramento. A avaliação das populações parasitárias de Echinococcus granulosus que na região afectam as diferentes espécies de

Uma questão de saúde A hidatidose é o nome da doença parasitária causada pela ingestão de ovos de Echinococcus granulosus. Mais comummente identificado no fígado e no pulmão, uma vez que o parasita, depois de entrar no fluxo sanguíneo, fica aprisionado nesses órgãos, o quisto hidático cresce cerca de 1cm/ano e só é detectado em circunstâncias especiais. No entanto, o quisto como entidade estranha, por questões mecânicas ou imunológicas agravadas com um impacto gerado por uma queda por exemplo, o quisto pode rebentar, espalhar-se pela cavidade abdominal e desenvolver-se como se de um tumor se tratasse. Cerca de 4% dos pacientes com quisto hidático acabam por morrer em consequência desta patologia. No Hospital de Elvas, por exemplo onde existe uma consulta de hidatidose faz-se neste momento o acompanhamento de mais de 80

pacientes infectados com quisto hidático e, o Alandroal é o concelho na Europa onde há uma maior prevalência de quisto hidático no ser humano. Per si os ovinos, caprinos ou bovinos não constituem um problema directo para a saúde humana, uma vez que nos matadouros as vísceras doentes são eliminadas ou, caso o animal seja abatido de modo tradicional e as vísceras sejam cozinhadas, mesmo que parasitadas, a confecção destas elimina o parasita. O cão é, desde há séculos, o melhor amigo do homem e o contacto com o pêlo contaminado com ovos de parasitas, com a boca ou com a taça da água do animal parasitado, sem os cuidados de higiene básicos pode ser um problema, pois permite a entrada de ovos deste parasita no nosso organismo, o que, quando acontece no humano, é normalmente em tenra idade, com 2/3 anos.

produção pecuária com quisto hidático, a referenciação geográfica e o estudo das populações caninas que lhes correspondem, auxiliarão a percepção antropológica de comportamento que perpetuam a parasitose na região. Com melhor conhecimento da presença do parasitismo por Echinococcus granulosus na região e dos factores que facilitam a manutenção do seu ciclo de vida, poder-se-ão rentabilizar meios e medidas de controlo para uma grave parasitose humana. Para o Prof. Helder Cortes, “o conhecimento das estirpes deste parasita que na região mais importância tem na disseminação da doença é fundamental para direccionar esforços, num trabalho que deve ser continuado no tempo”, o que em Portugal não acontece. E relembra que, em 1978, Portugal recebeu apoio da Alemanha durante três anos na luta contra a hidatidose. “Há interesse por parte dos médicos, médicos veterinários e diferentes agentes de saúde, politicamente é que não, dado que os resultados só aparecem a longo prazo, o que não rende votos em campanhas eleitorais” refere. No entanto, a nível regional já existem algumas medidas, embora insuficientes, uma vez que se trata de um problema que ultrapassa as fronteiras, já que um cão com Echinococcus parasita 19 km2 de área circundante. Em algumas Câmaras do Alentejo, o acto anual da vacinação anti-rábica, que é obrigatório, é acompanhado com a administração de anti-parasitário, ou seja, a cada cão é dado um desparasitante com efeito sobre o Echinococcus granulosus. “O que acontece é que em vez de ser administrado ao cão, muitas vezes o dono leva o comprimido para casa. O comprimido apenas tem efeito se for administrado ao cão” refere-nos o Professor. “Mas esse anti-parasitário não previne infecção, apenas mata parasitas que lá estão. Se o animal ingerir na semana seguinte vísceras…” e faz uma pausa. “A população de risco deveria ser desparasitada de 6 em 6 semanas, que é o tempo que decorre desde a ingestão do quisto até à eliminação dos ovos” sublinha. Membro da Sociedade Portuguesa de Hidatidologia, o professor destaca a importância da desparasitação para prevenir as doenças, que são graves e existem. “Desparasitar o cão contra a equinocose e destruir as suas fezes significa muitas vezes desparasitar com fármacos que atingem também outros parasitas e assim previnem-se outras infecções parasitárias que afectam o Homem”. Mas sublinha, “não há boa desparasitação se não se evitar a reinfestação e a contaminação do ambiente com os ovos de Echinococcus.” * Universidade de Évora


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Évora promovida a capital nacional do combate à hipertensão Combater a obesidade ajuda a reduzir a tensão arterial. Tal como consumir menos sal. Os valores não devem ser superiores a 14/9. Redacção | Registo No próximo dia 17 de Maio a Sociedade Portuguesa de Hipertensão assinala o Dia Mundial da Hipertensão, com o apoio da World Hypertension League (WHL). Este ano o tema é: “Conheça os seus números, meça a pressão arterial”. E Évora foi a cidade escolhida para ser a capital da hipertensão arterial. Pela primeira vez, este ano a Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) assinala este dia em parceria com a Ordem dos Farmacêuticos. A SPH lembra que “é preciso” medir a pressão arterial que nunca poderá atingir valores superiores a 14/9. Aumentar o diagnóstico e o controlo é o objectivo deste ano. “Está provado que só o controlo dos números poderá levar a um maior controlo da pressão arterial”, diz o presidente da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, José Nazaré. À semelhança dos anos anteriores vão realizar-se rastreios gratuitos à pressão arterial e outros factores de risco cardiovascular

(como a diabetes e o excesso de peso). Os mesmos decorrem em Lisboa e Évora numa iniciativa que é acompanhada por médicos e enfermeiros que começam por fazer uma sessão de esclarecimento a cada um dos interessados, e posteriormente avaliam a pressão arterial, o peso, a altura, o IMC (índice de massa corporal) e a glicemia. Em Évora, os rastreios terão lugar na Praça

do Giraldo, onde todos os interessados se podem dirigir entre as 9h às 18h30. A parceria com a Ordem dos Farmacêuticos está ligada à importância do papel desempenhado pelos farmacêuticos, na sensibilização dos utentes, por existir um contacto frequente no acompanhamento da sua saúde. Este ano o Dia Mundial da Hipertensão vai ser assinalado com a realização de medições de pressão arterial gratuitas à população na maioria das farmácias de Lisboa, Porto e Évora. Segundo Carlos Maurício Bar-

Doença atinge metade da população portuguesa A hipertensão, ou também conhecida como ‘tensão alta’, é uma doença crónica que não apresenta sintomas mas afecta e danifica artérias e vários órgãos vitais do corpo humano. Mundialmente esta patologia mata cerca de 7 milhões de pessoas por ano, estimando-se que afecte outros 1.5 biliões. Em Portugal, a hipertensão atinge quase metade da população (42%) mas apenas 39% estão tratados e de toda a população com hipertensão só cerca de 11% estão controlados. Um outro factor preocupante PUB

é que uma percentagem cada vez maior dos jovens e crianças sofre de hipertensão, o que se deve ao consumo excessivo de sal aliado à falta de exercício físico e à obesidade que se verifica. Os dados foram publicados no livro “Prevalência, Tratamento e Controlo da Hipertensão”, do especialista em medicina interna e cardiologista Mário Espiga de Macedo. O livro mostra que o mais preocupante em Portugal é o desconhecimento da hipertensão.

Os números sugerem que 60 por cento dos portugueses não sabem que são portadores deste problema, um número muito superior ao observado noutros países europeus. O tratamento e controlo da doença é “extremamente baixo”, ou seja, apenas 39 por cento dos hipertensos estão tratados e 12 por cento sob controlo. O especialista lembra que a hipertensão é um dos principais responsáveis pela ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC), que provoca 25 mil internamentos por ano.

bosa, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, a iniciativa visa “sensibilizar as pessoas para a importância da medição e controlo da pressão arterial.” Segundo dados da IMS Health, em Portugal 52% das pessoas em tratamento para a hipertensão são mulheres e 48% homens, sendo que se registam valores mais altos no grupo etário acima dos 65 anos em ambos os sexos. As regiões de Lisboa e Porto registam o maior número de casos de hipertensão submetidos a tratamento, com Lisboa a registar 21% dos doentes tratados e o Porto 15%. Évora, capital da hipertensão 2011, será o palco de diversas actividades que pretendem sensibilizar a população para este problema que tem vindo a afectar cada vez mais jovens em Portugal. A manhã começa com rastreios e com aconselhamento de modos de vida saudável. Será

distribuído a todos os presentes, Pão Vida, que é um pão com mais fibra e baixo teor de sal, concebido pela AIPAN (Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte) e aprovado pela SPH. Nos Paços do Concelho, a população pode assistir a uma sessão pública sobre hipertensão, com a participação de diversos especialistas nesta área. No âmbito da temática deste ano, serão organizadas diferentes actividades na Praça do Giraldo, em Évora, com sessões de informação sobre hipertensão, aulas de exercício físico e jogos, para crianças e adultos. A comemoração deste dia, iniciado pela World Hypertension League (WHL), tem como objectivo alertar e sensibilizar a população para a prevenção deste problema que pode afectar vários órgãos como o coração, o rim e o cérebro, numa perspectiva de melhor informação sobre o diagnóstico e respectivo tratamento.

Cuidado com o peso A hipertensão arterial é mais frequente entre as pessoas com excesso de peso, estabelecendo-se até uma relação directa entre o excesso de peso e a doença. Além da hipertensão, ter excesso de peso está intimamente ligado a doenças cardíacas, trombose, diabetes, osteoartrite, colesterol elevado, e apneia do sono. Outro factor muito importante especialmente para quem quer controlar a tensão arterial é onde carregamos o excesso de peso. Um perímetro abdominal excessivo

trás riscos ainda maiores para a saúde, porque as células gordas da gordura abdominal segregam uma hormona que aumenta directamente a inflamação dos vasos sanguíneos e subindo a tensão. O perímetro abdominal não deve exceder metade da sua altura, ou como regra geral não ir além de 101cm no caso dos homens, e 88 cm no caso das mulheres, medido à volta do umbigo. Perder nem que seja 5% do peso melhora significativamente a saúde em geral.


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Economia & Negócios

Fundição de Évora factura 3,9 milhões e exporta 90% da produção No ano em que assinala 25 anos de existência, a empresa especializada em fundição injectada de alumínio conta com 50 colaboradores. D.R.

Redacção | Registo Tendo registado em 2010 um volume de negócios de 3,9 milhões de euros, a Fundição de Évora, hoje com 50 colaboradores, produziu, no ano passado, um total de 700 toneladas em produtos de alumínio, o que representa 5% do total nacional. A evolução do sector da iluminação – que representa mais de 80 por cento da actividade da Fundição de Évora, sendo que a tecnologia LED precisa de fundição de alumínio, por razões estéticas e técnicas - configura uma das oportunidades de crescimento da Empresa. Especializada em fundição injectada de alumínio, a empresa, integrante do Grupo Aluthea, tem desenvolvido, desde 1986, competências na produção de peças com elevada qualidade de acabamento para os sectores da iluminação exterior e electrodomésticos. Fonte da empresa diz que a Fundição de Évora “pretende constituir-se como um dos líderes europeus nas peças de aspecto em fundição injectada de alumínio, numa lógica integrada de exigência, profissionalismo, reactividade e audácia”. A estratégia de desenvolvimento materializa-se numa perspectiva do alargamento da carteira de clientes e aumento da facturação para sete milhões de euros em 2013, assegurando uma elevada qualidade dos processos industriais e a manutenção do plano de investimento, com 800 mil euros projectados para o biénio 2010- 2012, robotização do processo de injecção (em implementação), automatização do processo de acabamentos e aumento da capacidade produtiva. A criação da Fundição de Évora remonta ao ano de 1986, tendo resultado de uma ‘joint-venture’ entre duas sociedades ibéricas do Grupo Schréder – a portuguesa ‘Schréder Iluminação S.A.’ e a espanhola ‘Socelec’. A empresa ganhou força até que, em 1990, foi adquirida pela casa-mãe, ganhando dimensão e visibilidade internacional. Em 2004, o Grupo Schréder decidiu revender uma parte desta sociedade e o Grupo Aluthea, de origem francesa, especializado na fundição de alumínio, adquiriu o capital maioritário o que tem vindo a marcar, indubitavelmente, a actual filosofia da Fundição de Évora, assente no capital humano e na inovação. Na sequência da crise dos anos de 2008 e 2009, pontuada por uma grande disparidade de crescimento entre os países emergentes e os países ocidentais, pela dívida pública e ele-

Jean Shreder, eng. Vilasboas e Michel Barbier de la Serre, presidente do Grupo Aluthea, na cerimónia comemorativa dos 25 anos da Fundição de Évora. vada taxa de desemprego no mundo ocidental, assim como pela falta de integração e coordenação política, 2010 afigurou-se, em contraponto, como um ano de recuperação económica, principalmente desde Junho. Face ao forte impacto da redução nas vendas nesse período, a Fundição centrou a sua recuperação em directrizes como a redução do trabalho temporário, a implementação de planos de acções concretos na gestão de tesouraria, redução de custos

operacionais e ainda o investimento na área comercial. O resultado foi um ligeiro retorno da rentabilidade ainda em Junho de 2009. “Em 2010 produzimos mais dez por cento do que em 2009 e, em 2011, as perspectivas são incrementar 15 por cento, pelo que devemos chegar ao fim do ano com os índices de actividade de 2007/2008”, afirma Hugo Texier, director-geral da empresa. O facto de muitas fundições terem fechado ou estarem a vi-

ver dificuldades financeiras, o processo de aquisição de empresas economicamente ‘saudáveis’ por parte de compradores que integram os riscos de moeda e a retoma das compras na Zona Euro, são outros bons indicadores a apontar o caminho da recuperação. “A nossa especialidade é o fabrico de peças de aspecto, para o sector industrial da iluminação e dos electrodomésticos”, sublinha o director-geral, acrescentando que a “grande força”

Empresa assinala 25 anos de existência A Fundição de Évora assinalou o seu 25 º aniversário, tendo as comemorações decorrido nas instalações da empresa no Parque Industrial e Tecnológico de Évora. Em representação do município, Francisco Costa realçou a coincidência dos 25 anos da Fundição com as comemorações da cidade como Património Mundial, tendo procedido à entrega aos administradores Michel Barbier de La Serre (presidente do grupo Aluthea), e Jean Shréder (presidente do Grupo Shréder), um galardão da cidade que consistiu num exemplar em vidro do Templo Romano. Na ocasião, o Presidente

da Associação Portuguesa de Fundições, Luís Villas-Boas homenageou os funcionários que mais se destacaram ao longo destes 25 anos: Joaquim Candeias por estar ao serviço da empresa há 25 anos e Manuel Moreira por ter salvo a vida a um colega. António Pinheiro Torres, administrador da Fundição, afirmou que só foi possível este salvamento devido à aposta na formação humana e técnica dos funcionários. Pertencente ao grupo Aluthea, a Fundição de Évora tem desenvolvido, desde 1986, competências na produção de peças com elevada qualidade

de acabamento para os sectores da iluminação exterior e electrodomésticos. “Um aspecto importante do dinamismo da empresa será, em 2011, aumentar mais 40 por cento da actividade em relação a 2009, com novos produtos que vêm na sequência de um grande investimento de 300 mil euros realizado na modernização da unidade de Évora”, considerou Hugo Texier, director-geral da Fundição de Évora. O reforço das exportações é uma aposta para 2011, apesar de a empresa já exportar quase 90% da sua produção, em particular para os países europeus,

da empresa está “centrada” nos mercados externos, ao registar 90 por cento de exportações, sobretudo para a Europa. A França ocupa o primeiro lugar com uma quota de 29 por cento, seguida de Espanha com 25 por cento e do Reino Unido com 9 por cento. A Alemanha surge em quarto lugar, com 7 por cento, “evidenciando um crescimento sustentado” – “por esta razão foi reforçada a equipa comercial naquela região, com o objectivo de ali conseguir no médio prazo alcançar o terceiro mercado na Europa”. “Um aspecto importante do dinamismo da empresa é que em 2011 vamos fazer mais 40 por cento da actividade do que em 2009, com novos produtos inexistentes à época, na sequência de um grande investimento de 300 mil euros realizado na modernização da unidade de Évora”. Segundo Hugo Texier, “a indústria na Europa e especialmente em Portugal deve estar voltada para o futuro, no eixo de um serviço integrado, da logística eficiente e de qualidade produtiva e organizacional, sendo que Portugal tem de aproveitar o facto de ter, historicamente, uma abertura para o mundo como uma mais-valia para trabalhar além fronteiras, com força e experiência”.


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Economia & Negócios

Cartões de Férias “O telefona toca. Do outro lado da linha uma voz simpática, diz-me que ganhei um fim-de-semana grátis, num qualquer Hotel do país. Só terei de me dirigir a um determinado local, para levantar esta espectacular oferta, sem ter de comprar nada como contrapartida. À hora marcada lá estou. Uma sala cheia de gente, tudo sentado em mesas redondas cada uma com um agente da respectiva agência, que nos diz que na compra de um cartão de férias, tenho a possibilidade de passar férias em qualquer lado, pagando apenas uma quantia simbólica. A capacidade de argumentação é tanta que dou por mim a assinar vários documentos, sem pensar em mais nada. Mais tarde, quando chego a casa, apercebo-me então que assinei um contrato com um Banco, para fazer face às prestações a que fiquei sujeito para pagar o cartão. Depois de passarem três ou quatro dias em que reflecti, e percebi não ter condições e não querer mais esta prestação, dirijo-me ao Banco para anular o contrato, quando para minha grande estupefacção me dizem, que o contrato não pode ser anulado. O que posso fazer?”

Regra geral o valor destes cartões é elevado, podendo o Consumidor proceder ao seu pagamento a pronto, em prestações ou através do recurso a contrato de crédito ao consumo. Contrato este que será proposto pela entidade vendedora do cartão, o que deixa muitas vezes o consumidor confuso, sem saber com quem está a contratar. Nestas situações, o Consumidor celebrou dois contratos distintos: um contrato de compra do cartão, com a empresa que promove a venda, e um contrato de crédito com um Banco ou Entidade Financeira. A lei prevê que o Consumidor possa rescindir o contrato, sem invocar qualquer justificação, dentro do prazo de 14 dias após a data da sua assinatura. Este pedido deve sempre ser manifestado através de carta registada com aviso de recepção, para a empresa que vendeu o cartão, e caso tenha optado pelo recurso ao crédito, também para a Entidade Financeira ou Bancária. Somente desta forma, ficam os dois contratos sem efeito.

Mara Constantino (Jurista)

A DECO Informa: O consumidor terá assinado, um contrato de aquisição de cartão de férias. Produto este que, permite ao seu titular a possibilidade de habitar empreendimentos turísticos por períodos limitados durante o ano, bem como obter descontos na marcação das suas férias. PUB

Gabinete Apoio Consumidor

Travessa Lopo Serrão, n.ºs 15 A e 15 B, r/ch, 7000-629 Évora Telefone: 266744564 – Fax: 266730765 E-mail: deco.evora@deco.pt - Internet: www.deco.proteste.pt


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Livro reúne 2000 “pérolas” da arte de bem-falar alentejano do Alentejo. “Mesmo para mim, que sou da região, muitos destes termos foram Abre-se o livro: “A avó pranta a bilha do uma surpresa absoluta”. Entre eles incluileite em cima da trempe para atabafar”. se, por exemplo, o “nalgázio” utilizado Traduzindo: “pranta” quer dizer coloca. na Margem Esquerda do Guadiana. Um Trempe é um arco de ferro com três pés termo que, uma vez contextualizado na que serve para colocar uma panela ao frase, é descodificado com alguma facilume. E atabafar é um verbo utilizado lidade: “dou-te um nalgázio que andas às pelo menos desde o século XVI que signi- arrecuas”. “Há todo um leque de palavras hilafica “extinguir o fogo” mas que no Baixo riantes, apetitosas, que comportam uma Alentejo é sinónimo de “manter quente”. O livro chama-se “Heróis à Moda do componente cómica muito evidente. Isto Alentejo”. É um conjunto de nove contos foi escrever um livro de contos e de huhumorísticos escritos por autores alente- mor em simultâneo”. Segundo Luís Miguel Ricardo, os vocájanos com palavras e expressões do vocabulário típico do Alentejo. Ou melhor, do bulos reunidos no livro podem agruparse em três “famílias” distintas. A primeira Baixo Alentejo. inclui palavras apenas Na frase escolhida para usadas na região, como iniciar este texto, lê-se zanganilho, que “careque a avó colocou o leite cem de uma tradução no fogão para o manter para Português corrente aquecido. Ou seja, não é para se conseguirem per“fanchona de primeira”. maronga – franja ceber: é um vento forte e Confuso? Na arte de bem esturrera - sol quente falar “alentejano” a expli- descampar - parar de chover incómodo. Outra família de palacação é simples: “fancho- chacutina - barulho, muitas vras inclui termos “dena” traduz-se por pregui- pessoas a falarem alto zanganilho - vento forte turpados pela pronúncia” çosa. – diz-se frequentemente E o que dizer a alguém e incómodo acalitro em vez de euque demonstra ser pessoa calipto, ou alifante em de pouco valor? A resposta é simples: “Não vales um escalho de lugar de elefante. Por último, surgem exerva”. Uma pessoa assim pode muito bem pressões que lidas de forma literal não se ir “assobiando às botas”. Ou seja, desandar entendem. Um exemplo: “chegar-lhe roupa” ou “ir com a roupa toda” nada tem a para outro lado … e depressa. Depois dos “Heróis à Moda do Porto”, ver com vestuário mas com a velocidade lançado em Janeiro com um conjunto de a se anda. “Se entrarmos no Alentejo mais rural histórias e um dicionário composto por mais de 500 palavras sobre o calão típico estas expressões ainda são utilizadas no da cidade do Porto, chegaram às livrarias quotidiano e são perfeitamente identios “heróis” rurais do Baixo Alentejo que ficáveis pelas pessoas. Daí que o nosso se dão a conhecer através de dois mil vo- trabalho, que foi feito com bastante rigor ao nível da recolha e selecção, seja um cábulos típicos da região. “Reunimos cerca de dois mil mas ago- contributo para preservar estas pérolas ra que o livro está publicado já nos aper- da linguagem”, acrescenta o coordenador cebemos da existência de muitos outros do livro, confessando que não foi precique ficaram de fora”, diz o coordenador so andar muito para começar a recolher da publicação, Luís Miguel Ricardo, li- vocábulos: “Bastou lembrar-me das concenciado em Filosofia pela Faculdade de versas em casa, com a minha mãe, para Letras da Universidade de Lisboa e, ele reconhecer alguns destes termos que me próprio, alentejano, nascido em Ferreira acostumei a ouvir em ambiente familiar”. Redacção | Registo

Termos do Baixo Alentejo

Expressões típicas (estar) passado da boneca perder a cabeça; endoidecer com qualquer coisa, irritar-se; não ter piléria – não ter jeito, piada; diz-se de algo que não agrada. não ter mistério - diz-se de algo que não tem qualidade, que não presta. foi tudo à raspa Tarrão - foi tudo a eito, foi tudo de seguida ser uma chaga sem mezinha pessoa sem emenda, desgraça, algo sem solução

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20 12 Maio ‘11 Roteiro

DANÇA

TEATRO

FESTIVAIS

EXPOSIÇÃO

OUTROS

Évora O Corpo Pensante 27 de Abril Hora: 21h00 Local: Biblioteca Pública de Évora O nome de Vera Mantero é geralmente associado à dança contemporânea, no papel de bailarina e sobretudo de coreógrafa. Mas Vera Mantero é também muitas outras coisas, possui várias facetas. Criou ao longo do tempo e continua a criar diferentes abordagens às artes

Estremoz TEATRO DE COMÉDIA “VAMOS CONTAR MENTIRAS” 14 de Maio Hora: 21h30 Local: Teatro Bernardim Ribeiro Tendo como cabeças de cartaz os populares actores OCTÁVIO MATOS e LÚIS ALELUIA, secundados por outros actores com papéis de importância relevante no contexto da história.

Vendas Novas 4º Festival da Bifana 13 a 15 de Maio A iniciativa tem lugar no Pavilhão Gimnodesportivo e em tendas montadas junta a este recinto, conta com a presença de 54 expositores, entre 10 associações locais, 17 artesãos, 3 produtores locais, 13 tasquinhas e 11 empresas de comércio e serviços, numa combinação que resulta da congregação de esforços e de um consenso generalizado da importância da promoção económica do concelho

Extremoz Soprados 2 de Abril a 4 de Junho Hora: 17h00 Local: Sala de Exposições do Centro Cultural Dr. Marques Crespo Exposição de aguarelas de Cristina Malaquias Cristina Malaquias tem um extenso currículo como ilustradora de livros escolares e infanto-juvenis. Tem igualmente exposto um pouco por todo o país e também pelo estrangeiro. A artista apresenta cerca de quatro dezenas de aguarelas executadas com uma técnica de sua criação. Visionária na concepção e perfeccionista no acto de criação, a artista é uma permanente insatisfeita na procura de novos caminhos e na descoberta de técnicas que potenciem a sua visão mágica das coisas. A exposição é uma organização da Associação Filatélica Alentejana com o apoio da Câmara Municipal de Estremoz.

Arraiolos 500 Anos do Foral Manuelino de Arraiolos 29 de Março a 30 de Outubro Dentro da Reforma de actualização dos forais medievais – o de Arraiolos data de 1290 – a 29 de Março de 1511, D. Manuel outorga o chamado “Foral Novo” de Arraiolos. E, com início em 29 de Março de 2011, assinalamos estes cinco séculos de história, procurando conhecer mais sobre a nossa terra e as suas gentes, projectando um futuro melhor ainda que sobre um presente demasiado sombrio. Assim foi quando a reabilitação urbana do Centro Histórico de Arraiolos revelou novos “achados” para a história dos nossos Tapetes – património cultural mundialmente conhecido; assim foi aquando da descoberta recente de inscrições e grafitos nas muralhas da “Praça de Armas” do Castelo; assim foi em muitos outros momentos da nossa história contemporânea.

Évora Baile 30 de Abril Hora: 21h00 Local: Rua do Marmeleiro ranchoflordoaltoalentejo.blogspot.com Organização: Rancho Folclórico Flor do Alto Alentejo Baile do 30º Aniversário do Rancho Folclórico Flor do Alto Alentejo, abrilhantado pelo duo musical Filipa e Miguel

Redondo Circoração (Do Imaginário) Teatro Infantil 21 de Maio Hora: 16h00 Local: Auditório do Centro CulturalCirCoração conta-nos a história de um menino que cresce a sonhar. Sonha com um mundo mais justo, onde todos possam ser mais felizes!… Este menino, um dia ao olhar-se ao espelho, pensa: “vou fazer rir de alegria todas as crianças”!…

Portel Festival de Cinema “O Castelo em Imagens” 30 de Maio a 4 de Junho IX Festival de Cinema “O Castelo em Imagens” e VIII Concurso Nacional Escolar, de 30 de Maio a 04 de Junho. Data limite de entrega dos trabalhos a concurso – 18 de Maio de 2011.

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Assistência Técnica | Máquinas de cápsulas | Máquinas de venda automática bebidas frias | bebidas quentes | snacks

Alentejo

Tlm. 962 689 434 | Email: v.marques@netvisão.pt


21 Lazer Sugestão de filme

Sugestão de livro

Thor

A Vida e a Alma de uma Poetisa

Direcção: Kenneth Branagh Sinópse:

Realizador: José Carlos Fernández Sinópse:

Thor (Chris Hemsworth) estava prestes a receber o comando de Asgard das mãos do seu pai Odin (Anthony Hopkins) quando forças inimigas quebraram um acordo de paz. Disposto vingar do ocorrido, o jovem guerreiro desobedece as ordens do rei e quase dá início a uma nova guerra entre os reinos. Enfurecido com a atitude do filho e herdeiro, Odin retira seus poderes e expulsa-o para a Terra. Lá, Thor acaba por conhecer a cientista Jane Foster (Natalie Portman) e precisa de recuperar o seu martelo, enquanto O

O leitor encontrará um retrato da vida e da alma da nossa maior poetisa portuguesa. As cartas, o seu Diário, os contos que ela escreveu, os acontecimentos que viveu, factos objectivos na teia do mundo, permitem-nos conhecer melhor esta inspirada artista da palavra, Florbela Espanca. E, ainda, penetrar no labirinto e no jardim encantado da suas íntimas vivências e imaginação: Claustro de Saudade e Beleza do qual nunca sairemos iguais a quando entramos. Ela reina nele como puro símbolo e sacerdotisa do Eterno Feminino, nesse

seu irmão Loki (Tom Hiddleston) elabora um plano para assumir o poder. Mas os guerreiros do Deus do Trovão fazem a mesma viagem para procurar o amigo e impedir que isso aconteça. Só que eles não vieram sozinhos e o inimigo está presente para uma batalha que está apenas a começar.

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7 Amor inextinguível, que converteu nas jóias alquímicas e transfiguradoras de seus poemas. «Ecos longínquos de ondas... de universos... Ecos de um mundo... de um distante Além, De onde eu trouxe a magia dos meus versos!» In Florbela Espanca, «Sou eu!» - Charneca em Flor

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Balança Carta Dominante: 3 de Copas, que significa Conclusão. Amor: Deixe de lado o orgulho e dê o braço a torcer. Seja honesto consigo próprio, não tenha receio de reconhecer os seus erros e traçar novas rotas de vida. Saúde: Possíveis dores musculares, sem motivo aparente. Dinheiro: Se gastar em demasia, poderá não ter dinheiro para pagar as contas que tem certas. Números da Semana: 4, 9, 15, 19, 36, 48. Pensamento positivo: Esforço-me por concluir tudo o que começo. Horóscopo Diário Ligue já!

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Nota: O objectivo do jogo é completar os espaços em branco com algarismos de 1 a 9, de modo que cada número apareça apenas uma vez na linha, grade e coluna.

HORÓSCOPO SEMANAL Carta Dominante: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Os ciúmes não o levam a lado algum, tenha confiança na pessoa que tem a seu lado. Viva o presente com confiança! Saúde: Cuidado com a diabetes, não coma muitos doces. Dinheiro: Momento propício para fazer um investimento mais sério. Números da Semana: 15, 20, 24, 36, 45, 49. Pensamento positivo: Tenho coragem e determinação, por isso venço os momentos difíceis!

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Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Touro Carta Dominante: 7 de Paus, que significa Discussão, Negociação Difícil. Amor: Poderá reconciliar-se com uma pessoa com quem já não fala há alguns anos. Aprenda a escrever novas páginas no livro da sua vida! Saúde: Sistema nervoso alterado. Pense positivo. Dinheiro: Tudo correrá dentro da normalidade, se souber argumentar. Números da Semana: 1, 4, 13, 24, 28, 29. Pensamento positivo: resolvo as discussões através do diálogo honesto e sincero. Horóscopo Diário Ligue já!

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Escorpião Carta Dominante: O Mágico, que significa Habilidade. Amor: Aproveite os momentos com a família pois dar-lhe-ão um grande bemestar emocional. Viva de uma forma sábia. Saúde: Faça um retiro que lhe proporcione bem-estar físico e emocional. Dinheiro: Tenha presente a situação de crise em que se vive. Números da Semana: 25, 31, 32, 39, 42, 43. Pensamento positivo: Eu sou capaz de criar as oportunidades certas para mim! Horóscopo Diário Ligue já!

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Gémeos Carta Dominante: 8 de Paus, que significa Rapidez. Amor: Não deixe que a rotina perturbe a sua relação afectiva. Tenha a ousadia de sonhar! Saúde: Cuidado com o consumo excessivo de doces. Dinheiro: Não gaste mais do que aquilo que realmente pode. Números da Semana: 5, 9, 17, 20, 39, 49. Pensamento positivo: Acredito nos meus sonhos, por isso corro atrás deles!

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Sagitário Carta Dominante: A Estrela, que significa Protecção, Luz. Amor: Dê mais atenção aos seus familiares mais próximos. Reúna a sua família com o propósito de falarem sobre os problemas que vos preocupam. Saúde: Tudo correrá dentro dos parâmetros normais. Dinheiro: Nada de preocupante acontecerá. Números da Semana: 5, 6, 18, 22, 31, 34. Pensamento positivo: Acredito que há uma estrela que olha por mim! Horóscopo Diário Ligue já!

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Caranguejo Carta Dominante: 8 de Ouros, que significa Esforço Pessoal. Amor: Os defeitos também fazem parte da nossa personalidade, não espere encontrar alguém perfeito. Descubra a imensa força e coragem que traz dentro de si! Saúde: Poderá sofrer algumas dores de cabeça. Dinheiro: Nada o preocupará. Números da Semana: 10, 20, 24, 27, 29, 36. Pensamento positivo: Esforço-me todos os dias por ser uma pessoa mais feliz. Horóscopo Diário Ligue já!

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Capricórnio Carta Dominante: A Lua, que significa Falsas Ilusões. Amor: Não esconda os sentimentos, partilhe as suas dúvidas e receios com a pessoa amada. Que a luz da sua alma ilumine todos os que você ama! Saúde: Não deixe que o stress e a tensão o conduzam a desequilíbrios. Dinheiro: Não aposte em investimentos de risco. Números da Semana: 8, 19, 22, 26, 31, 39. Pensamento positivo: Sou mais prudente para não me iludir. Horóscopo Diário Ligue já!

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Leão Carta Dominante: 6 de Espadas, que significa Viagem Inesperada. Amor: Não sinta saudades daquilo que não viveu. Pense nos momentos lindos que teve na sua infância. Que o futuro lhe seja risonho! Saúde: Poderá sofrer de uma quebra de tensão, tenha cuidado! Dinheiro: A impulsividade poderá causar alguns estragos na sua conta bancária. Números da Semana: 5, 15, 26, 29, 38, 39. Pensamento positivo: Vejo o futuro como uma viagem maravilhosa que irei fazer. Horóscopo Diário Ligue já!

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Aquário Carta Dominante: A Imperatriz, que significa Realização. Amor: O amor espera por si. Saiba estar à sua altura. Que o amor esteja sempre no seu coração! Saúde: Tendência para dores de barriga. Dinheiro: Efectuará bons negócios. Números da Semana: 7, 22, 23, 28, 33, 39. Pensamento positivo: Eu sei que consigo realizar os meus projectos, acredito em mim!

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Virgem Carta Dominante: Valete de Ouros, que significa Reflexão, Novidades. Amor: As brincadeiras serão uma constante na sua relação afectiva. Exercitar a arte de ser feliz é muito divertido! Saúde: Não deixe que a irresponsabilidade afecte a sua saúde, e procure com maior regularidade o médico. Dinheiro: Cuidado com os gastos inesperados. Números da Semana: 18, 19, 17, 12, 26, 38. Pensamento positivo: Sou cuidadoso comigo mesmo, penso duas vezes para não me precipitar. Horóscopo Diário Ligue já!

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Peixes Carta Dominante: o Sol, que significa Protecção e Germinação. Amor: O amor e o carinho reinarão na sua relação afectiva. Que tudo o que é belo seja atraído para junto de si! Saúde: A rotina poderá levá-lo a estados depressivos. Dinheiro: Sem problemas neste campo da sua vida. Números da Semana: 8, 9, 20, 24, 26, 33. Pensamento positivo: Os meus sonhos dão bons frutos, porque eu cultivo-os com Esperança e Amor. Horóscopo Diário Ligue já!

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VIII PROVA SOLIDÁRIA DE KART/CERCIDIANA A Cercidiana vai promover mais um ano a Campanha do Pirilampo Magico entre 7 e 29 de Maio. Este evento conta uma serie de iniciativas, todas com a finalidade de inflamar o propósito da venda dos pirilampos com o estabelecimento de parcerias e provas vivas de cidadania que emergem na cidade de Évora. É um tempo em que apreciamos uma aproximação por parte de pessoas e entidades juntarse na causa da defesa do direito à dignidade da pessoa com deficiencia, causa esta que passa também pela obrigação que todos temos em contribuir para melhorar a qualidade da sua vida. Assim pensando, assim nos jogámos à organização da VIII Prova de Kart solidária Pirilampo Mágico no dia 21 de Maio, no Kartódromo de Évora, pelas 17.00H. Uma percentagem da sua inscrição reverterá a favor da Cercidiana. Colabore Participando!


23 Eventos

Reguengos de Monsaraz inaugura parque inspirado no Guadiana Novo equipamento com representação do Rio Guadiana e das descargas de água da Barragem de Alqueva. D.R.

O novo espaço, integrando uma área infantil, será inaugurado no próximo domingo, depois de um investimento de 1,52 milhões de euros. Redacção | Registo O Parque da Cidade de Reguengos de Monsaraz vai ser inaugurado no domingo, dia 15 de Maio, pelas 18h30, após as obras de recuperação e de modernização do jardim municipal, orçadas em 1,52 milhões de euros. No parque está representado o troço do Rio Guadiana dentro do concelho de Reguengos de Monsaraz, com a nascente e o leito do rio (incluindo as azenhas e os moinhos), mas também a Barragem de Alqueva através das descargas de água. O programa de inauguração inicia-se às 18h30 com uma homenagem a João Rosado dos Santos (1916-1994), que terá o seu nome no Coreto. Conhecido como “Carriço”, João Rosado dos Santos começou a trabalhar na autarquia localem 1952, passando a desempenhar as funções de jardineiro a partir de 1966 com a conclusão das obras do jardim municipal, em cuja concepção e construção participou activamente. Durante duas décadas cuidou do jardim, até se reformar em 1985. O programa prossegue às 19h00 com a actuação do violinista Ricardo Mendes e da pianista Ana Seara, do grupo pop/

rock Funfarra e do Coro Infantil da Sociedade Artística Reguenguense. A partir das 21h00 haverá uma noite de fados com os fadistas Luís Caeiro e Filomena Pires. Fonte da Câmara Municipal de Reguengos refere que o “conceito do Parque da Cidade, com uma área superior a 18 mil

metros quadrados, assenta no elemento água”. Nesta obra está “metaforizado” o Rio Guadiana dentro da área geográfica do concelho através de uma estrutura de água associada ao seixo rolado característico do rio, de onde sairá um canal com cerca de 190 metros de comprimento que traduz o seu percurso.

Nesse canal e de forma simbólica são representados os moinhos e as azenhas através de soleiras espessas que criam curvas de regolfo e de pontuações de seixo que oferecem sonoridades com a passagem da água, ficando com um ponto de luz LED. A representação da Barragem de Alqueva ficará caracterizada

Desenhos urbanos em Santiago do Cacém Cerca de quatro dezenas de desenhadores oriundos de todo o país estiveram em Santiago do Cacém a participar no XIII Encontro do colectivo de Desenhadores Urbanos, denominado “Urban Sketchers Portugal”. Esta iniciativa no âmbito das comemorações do centenário do escritor santiaguense Manuel da Fonseca começou com um encontro no jardim municipal com desenhos livres. Depois, os traços foram inspirados no património histórico da cidade e no passeio histórico-literário “Viagem por Cerromaior” - trata-se de uma visita guiada, pela mão da literatura e da história, à cidade de Santiago do Cacém, através dos lugares ligados à vida de

Manuel da Fonseca e da sua grande obra Cerromaior. Esta actividade insere-se na programação das comemorações do centenário de Manuel da Fonseca, sob o lema “Santiago do Cacém: Cidade d’Escrita”, com o qual a autarquia pretende fomentar a reflexão, através de variados meios artísticos, sobre a cidade e o seu quotidiano. Em cada momento de paragem, o visitante tem oportunidade para ficar a conhecer a história de Santiago do Cacém, tendo também oportunidade de usufruir de leituras em voz alta de excertos da obra Cerromaior e de outros textos de Manuel da Fonseca. No passeio os desenhadores

cumpriram 5 paragens. Depois do jardim municipal, pararam na zona da Senhora do Monte onde nasceu o escritor, no Largo do Barroso, na Sociedade Harmonia e no Castelo, na encosta da Capela de São Pedro. O Urban Sketchers Portugal é um colectivo de autores portugueses que desenham em diários gráficos as cidades onde vivem, os sítios por onde viajam, encontram-se para desenhar de vez em quando e respondem a desafios lançados no blog. Após o passeio, os desenhadores seguiram para a Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, onde partilharam os cadernos e visitaram a exposição “Mãos”.

através de um sistema de repuxos com queda em arco e que caracterizam a exaltação da água e as suas descargas para o rio. O parque tem três zonas de destaque em forma circular, nomeadamente a área de estadia, o espaço do parque infantil e a envolvente ao coreto. Na zona de estadia foi construído um bar/restaurante com capacidade para cerca de 50 pessoas e uma zona de esplanada separada das vias de circulação automóvel por uma cortina de vegetação ribeirinha de porte arbustivo como a das margens do Rio Guadiana. A zona de enquadramento do coreto, que foi recuperado, pretende ser uma sala de espectáculos ao ar livre. A aposta é revitalizar este palco com actividades que se adaptem à sua dimensão. A área infantil integra os divertimentos e uma área de estadia para quem acompanha as crianças. Neste espaço foi colocado um centro de jogos com torres, rampa de escalada, pontes de rede, ponte móvel de madeira inclinada e escorrega com capacidade para 25 crianças. Há também um sobe e desce, dois baloiços e dois balanços para crianças até aos 12 anos de idade. Na área infantil existe uma outra zona relvada que tem um circuito para triciclos e pequenas bicicletas, estrutura para trepar em forma de galáxia, labirinto em estruturas verticais de madeira distribuídas pelo relvado e flores sonoras para que as crianças explorem os sons e as cores. Para além deste equipamento infantil, o espaço tem também uma área de merendas para os mais pequenos, inscrita no relvado e com uma clara ligação ao elemento água. Para José Calixto, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, “esta revitalização do jardim municipal, transformando-o em Parque da Cidade, é a melhor forma de devolver à população este espaço nobre que há alguns anos estava afastado dos hábitos quotidianos dos munícipes, permitindo agora a organização de eventos e que todos desfrutem de um local aprazível onde podem passar bons momentos em família, com divertimentos para todas as crianças”. O autarca afirma ainda que o próximo passo, “dentro de alguns anos”, será a recuperação e modernização da envolvente à praça de touros e ao palácio da Justiça, fazendo a ligação ao Parque da Cidade e que “terão também como conceito o elemento água, assumindo diferentes perfis de acordo com o carácter do espaço que se está a atravessar”.


D.R.

Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora Tel. 266 751 179 Fax 266 751 179 Email geral@registo.com.pt SEMANÁRIO

Évora

Exposição de anfíbios Durante as próximas três semanas aproveite para visitar o Palácio de D. Manuel no jardim público de Évora e descobrir uma exposição que mostra de uma forma lúdica e interactiva o mundo desconhecido dos anfíbios. A mostra desvenda o modo como sapos, rãs, relas, salamandras e tritões vivem entre o meio aquático e o meio terrestre ao longo das suas vidas. É também uma boa ocasião para compreender por que motivo os anfíbios estão a desaparecer, quais as suas principais ameaças em Portugal e no mundo e conheça os esforços que estão a ser feitos na sua conservação. O horário da exposição é de terça-feira a sábado, das 10 às 19 horas. Esta mostra é organizada pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), com diversos apoios locais, incluindo a Universidade e a Eco-Escolas de S. Mamede. A exposição inclui áreas lúdicas e pedagógicas, além de aquaterrários, onde são exibidas as principais espécies da fauna nacional em habitats recriados de forma realista. PUB

Windsurf em Monsaraz Alqueva vai receber o 1º Festival Náutico de Alqueva, entre os dias 13 e 15 de Maio, no Centro Náutico de Monsaraz. A competição vai marcar uma inovação no panorama nacional juntando a primeira prova do Campeonato Nacional de Slalom com a 3ª PAN de Fórmula Windsurfing. A prova marca também o arranque da Regata FUN, na qual os entusiastas da modalidade poderão fazer o mesmo percurso dos profissionais e ainda formação no Skeepers Meeting, a cargo do windsurfista Miguel Martinho, várias vezes campeão nacional e vicecampeão do mundo. Esta competição está integrada no campeonato nacional e é organizada pela Associação Portuguesa de Windsurf.

Montemor-o-Novo

L’And Vineyards vence “óscares” do imobiliário Redacção | Registo O projecto L’And Vineyards, recentemente inaugurado em Montemor-o-Novo, foi galardoado com o prémio de melhor empreendimento do ano da Revista Imobiliária, na 15ª edição dos “Óscares do Imobiliário” que visam premiar anualmente os melhores projectos nacionais. Entre um número elevado de participações, o L’And Vineyards, primeiro empreendimento desenvolvido pela Sousa Cunhal Turismo, obteve o prémio na categoria de Turismo. A selecção dos prémios foi realizada por um júri constituído por especialistas do sector imobiliário que tiveram em conta critérios de avaliação como por exemplo a originalidade dos projectos, integração urbanística dos empreendimentos na paisa-

gem e qualidades técnicas e arquitectónicas. Esta distinção vem demonstrar que o panorama imobiliário nacional também pode ocupar uma posição de destaque com excelentes empreendimentos. “Este tipo de iniciativas permitem reconhecer e incentivar os novos projectos de qualidade em Portugal”, diz José Cunhal Sendim, administrador do grupo. “Sentimos que o L’And Vineyards começa, cada vez mais, a ser reconhecido tanto nacionalmente como internacionalmente como um dos mais prestigiantes e únicos projectos”. Numa paisagem única no Alentejo, o empreendimento foi inaugurado no passado dia 30 de Abril, reinventando a paixão pela terra num aldeamento turístico absolutamente singular onde, além de tradição, sofisti-

cação e sustentabilidade, os proprietários vivem a experiência única de serem vitivinicultores. Elegendo o vinho como âncora da sua inspiração, trata-se de um “resort” de 5 estrelas que nasce para quem pretende usufruir da vivência do mundo rural com o máximo de sofisticação. A Sousa Cunhal é um grupo nacional familiar de produção de bens (agrícolas, pecuários e derivados) e serviços (ecoturismo e turismo sustentável). A sua visão de negócio baseia-se na diferenciação e qualificação dos produtos e serviços através da sua qualidade intrínseca e ambiental. “A diferenciação resulta, igualmente, da produção de bens com especificidade regional marcada resultante, por exemplo, de processos de produção tradicionais”, explica fonte da empresa.


Registo ed154