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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira | 3 de Fevereiro de 2011 | ed. 140 | 0.50€ FECHOU 2010 12 alentejo COM 62 VÍTIMAS Álcool em excesso 0 provoca 30 mortos nas estradas s portuguesa

Fundação Eugénio de Almeida anuncia investimentos

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m em cada três condutores vítimas de acidente rodoviário acusou excesso de álcool no sangue. Nas estradas do Alentejo, em 2010, foram contabilizados 62 mortos (19 dos quais no distrito de Évora) e 237 feridos graves. A GARE lança campanha de prevenção. Luis Pardal | Fotografia

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Cláudia Sousa Pereira em ENTREVISTA

vereadora da câmara de Évora agentes culturais não vão receber subsídios relativos a 2010. Autarca fala sobre a dívida da autarquia aos agentes culturais. A falta de cinema. E a abertura do Museu do Artesanato e do Design no final da Primavera.

PSD preocupado com eventual fecho de pólo de formação em Reguengos Pág.11 O deputado social-democrata Luís Capoulas questionou o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social sobre o futuro do pólo de formação em Reguengos de Monsaraz. Autarquia diz não ter “qualquer informação oficial”. PUB

EXCLUSIVO

03 Cortes polémicos no Hospital de Évora

Ligação ferroviária entre Évora e Caia inaugurada em 2014 Pág.05 A construção da nova linha de caminho-de-ferro entre Évora e a fronteira do Caia estará concluída em 2014 representando um investimento de 220 milhões de euros, avança uma fonte do Ministério das Obras Públicas.

Reportagem

Senegaleses no futebol Pág.23 Três futebolistas senegaleses dão cartas no futebol alentejano. David Nunez e Malick Cissé defendem as cores do Juventude de Évora. Omar joga no Atlético de Reguengos e sonha com a I Liga. Em comum: as queixas do frio e da língua.


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A Abrir

Pedro Henriques Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

“Fuga de Mubarak”

Carlos sezões Gestor/Consultor

Coesão territorial… há que pregar e praticar! Primeiro caso: assistimos a um período de obras, previsto para 12 meses, que teve início em Maio do ano passado, na ligação ferroviária diária da CP entre Lisboa e Évora. Período imenso, com impactos fortíssimos na qualidade de vida de muitas pessoas que fazem a sua vida entre as duas cidades. O sacrifício teve uma boa causa e terá a sua recompensa? Não é assim tão evidente. O serviço para Évora sofrerá uma redução em termos de conforto e comodidade. Em vez de carruagens Intercidades rebocadas por uma máquina eléctrica, a CP optou por uma solução mais barata, com base em automotoras eléctricas. Ainda no mesmo tema ferroviário, a cidade de Beja perde os comboios directos para a capital devido aos transbordos que passarão a ser obrigatórios em Casa Branca. Segundo caso: em todo o Alentejo, foram já anunciados, desde meados do ano transacto, os encerramentos de dezenas de escolas básicas. Se os critérios de uma racionalidade económica mínima e de eficácia pedagógica parecem razoáveis, tal já não acontece quando existem outras variáveis. Se, de facto, encontramos aqui instituições que preenchem todos os requisitos pedagógicos e que, estando localizadas em regiões isoladas, assumem uma função determinante para o desenvolvimento de pequenas comunidades rurais, talvez o caminho seguido não pareça afinal tão óbvio e consensual. Isto leva-nos à velha discussão sobre a coesão territorial, isto é, a nossa capacidade tornar as várias regiões deste pequeno país relativamente equitativas em termos de oportunidades de desenvolvimento, reduzindo as disparidades existentes e promovendo, dentro do possível,

a cooperação entre elas. Se considerarmos, no limite, que um País é apenas o conjunto das suas pessoas, podemos acantonar os 10 milhões de portugueses na faixa litoral e poupar o que se gastaria em infra-estruturas no resto do território. Mas o País é também o seu espaço e, como é hoje de bom senso concordar, a qualidade de vida e desenvolvimento sustentável de uma população aumenta com a uma visão integrada que promova os vários territórios (com os seus recursos) e os torne atractivos, essencialmente em termos de habitabilidade e empregabilidade. É por isso que, quando leio ou ouço os casos acima mencionados fico sempre com a convicção que existe aqui uma gravíssima miopia política e estratégica. Se nos resignarmos apenas a fazer contas à demografia e à economia pública, vamos continuar a retirar os equipamentos públicos essenciais e promover o abandono de boa parte do nosso território. Que resposta? Não há soluções mágicas, mas não é preciso muita imaginação para perceber que deveríamos muitas vezes fazer raciocínios inversos. Em concreto, pensar a nível macro, regional, e fazer apostas concretas, investindo em criar ou manter infra-estruturas básicas para a competitividade regional e para a qualidade de vida dos respectivos habitantes. Fazê-lo criando soluções inter-municipais (com a colaboração da administração central) e reduzindo muitos dos desperdícios que por aí ainda se fazem. Se continuarmos, pelo contrário, pela via do desinvestimento constante, ainda teremos no interior de Portugal o deserto que um certo ministro em tempos profetizou.

Protagonistas P09

Eduardo Pereira da Silva O presidente da Fundação Eugénio de Almeida anunciou esta semana um importante projecto de recuperação patrimonial no valor de 5 milhões de euros.

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Sandra Neves A directora-geral da empresa DOC DMC anunciou em Évora projectos concretos para a promoção da gastronomia e dos vinhos do Alentejo.

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Turismo do Alentejo, ERT Pç. Da República, 12-1º | Apartado 335 7800-427 Beja | Portugal (Tel) 284 313 540 | (Fax) 284 313 550 (E-mail): geral@turismodoalentejo-ert.pt

Ficha Técnica

SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Luís Maneta Propriedade Nothing Else-.meios&comunicação; Contribuinte 508 561 086 Sede Travessa Ana da Silva, n.º6 -7000.674 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 730847 Administração Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginação Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Luís Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Luís Mósca; Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição Miranda Faustino, Lda


3 Política Função Pública

Redução de salários no Hospital de Évora motiva acusações de ”ilegalidade“ Luis Pardal | Fotografias

Redacção | Registo O deputado do PCP João Oliveira acusou a administração do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) de ter reduzido “abusiva e ilegalmente” os salários pagos aos funcionários em Janeiro. Isto porque, de acordo com as informações constantes dos recibos de vencimentos, “na redução salarial imposta pelo Orçamento de Estado para 2011 estão a ser consideradas remunerações correspondentes a trabalho prestado em 2010”. Ao Registo, a presidente do conselho de administração do HESE, Maria Filomena Mendes, rejeitou as acusações de “ilegalidade”, garantindo que os procedimentos seguidos em Évora são os que constam de uma circular informativa da Administração Central dos Sistemas de Saúde (ACSS). “Isto é consequência da Lei do Orçamento que regula a execução financeira do ano, independentemente do momento em que são geradas as despesas. Existe uma diferença entre o momento em que as horas extraordinárias e suplementares são efectuadas e aquele em que são pagas”. “As horas extraordinárias são pagas dois meses depois de efectuadas”, esclarece Maria Filomena Mendes. Ou seja, de acordo com entendimento da ACSS seguido pela administração do HESE, apesar de o trabalho suplementar ter sido efectuado em 2010 ficou sujeito às reduções salariais impostas para a Função Pública em 2011 uma vez que só agora está a ser pago aos funcionários. É uma decisão “duplamente abusiva e ilegal”, diz o deputado comunista. Por um lado, porque a aplicação da taxa de redução salarial “abrange remunerações de 2010”. Por outro porque estão a ser somadas remunerações dos dois anos, o que se reflecte no montante descontado ao trabalhador. “A interpretação do Orçamento de Estado para 2011 nos termos previstos pela ACSS constitui uma aplicação retroactiva da lei que ainda por cima penaliza os trabalhadores pelo facto de o hospital não lhes ter pago em 2010 as quantias que lhes eram devidas pelo trabalho prestado esse ano”, sublinha João Oliveira. Segundo o deputado do PCP eleito por Évora, o próprio HESE acaba por reconhecer a impossibilidade de aplicação retroactiva da lei “quando efectua os descontos relativos à ADSE, Caixa Geral de Aposentações e IRS de acordo com as taxas estabelecidas para 2010”. “A não ser corrigido o corte, o

HESE e todas as entidades públicas que procedam de forma idêntica estão a fazê-lo de forma ilegal e, portanto, sujeitas a terem de proceder à reposição das verbas” acrescidas de juros, defende. Maria Filomena Mendes invoca as “orientações recebidas” da ACSS e da Direcção-Geral do Orçamento para explicar a actuação da administração hospitalar. “São orientações que dizem explicitamente que devemos pagar com a redução adequada mesmo que a remuneração tenha sido gerada anteriormente. O corte salarial é efectuado no momento em que é pago”. “O HESE não fez mais do que cumprir essas orientações. Não há nenhum incumprimento”, diz a presidente do conselho de administração, acrescentando que todos os documentos de suporte à decisão estão acessíveis aos trabalhadores através da Intranet do hospital.

Maria Filomena Mendes E João Oliveira com opiniões divergentes acerca das reduções salariaís aplicadas aos trabalhadores do Hospital de Évora

PCP e Bloco recorrem ao Constitucional Deputados do Bloco de Esquerda e do PCP entregaram esta semana no Tribunal Constitucional o pedido de fiscalização sucessiva dos cortes salariais na função pública, argumentando que esta medida do Orçamento do Estado de 2011 viola quatro

normas da Constituição Portuguesa. A fundamentação do pedido de fiscalização sucessiva foi entregue no Tribunal Constitucional (TC) pelas deputadas bloquistas Mariana Aiveca e Cecília Honório e pelos deputados do PCP

Jorge Machado e João Oliveira. Em causa estão alegadas violações do princípio do Estado de Direito, do princípio da igualdade, do direito fundamental à não redução do salário e do direito fundamental de participar na elaboração da legislação

laboral por parte das entidades representativas dos trabalhadores, na óptica das bancadas do BE e do PCP, que condenam a actuação do Governo e do Presidente da República, que promulgou o Orçamento do Estado para 2011.

Ambipet

Despedimentos em Portalegre Um Total de 25 trabalhadores da empresa Ambipet, em Portalegre, receberam a carta de despedimento através do administrador da insolvência. ”Os trabalhadores já começaram a receber as cartas de despedimento, trata-se de um despedimento coletivo”, diz Paulo Cardoso, representante do Sindicato dos Fogareiros, Energia e Industrias Transfor-

madoras. De acordo com o sindicalista, os trabalhadores mostram-se “tristes e revoltados” com a situação, uma vez que a fábrica tinha “todas as condições” para efectuar uma reestruturação. “Não há nada a fazer. Vamos aguardar pela assembleia de credores no dia 11 deste mês e também pela assembleia de credores da Selenis Serviços

agendada para o dia 14”, diz. A empresa Ambipet (60 trabalhadores) está instalada no Parque Industrial da Quinta de São Vicente, em Portalegre, juntamente com as empresas Fibralegre e Selenis Serviços, dedicando-se à produção de fibras e reprocessamento. Estas três unidades fabris encontram-se em processo de insolvência.

A Selenis Serviços (80 trabalhadores) desenvolve a actividade de prestação de serviços técnicos, administrativos e de armazenagem para todas as empresas que compõem aquele parque industrial. Em Novembro, a gerência da Selenis Serviços pediu em tribunal a insolvência da empresa, solicitação que foi aceite no início do mês seguinte.


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Política

Estado, pessoa de bem sónia ramos ferro

capoulas santos

Jurista

A caravana socratista do Governo andou a passear-se pelo país, inaugurando escolas públicas e cortando fitas, numa divertida manobra de marketing, direccionada para o horário nobre das televisões. Para tentar inverter a polémica criada com a redução dos apoios ao ensino privado e cooperativo, Sócrates foi à escola para mostrar que a rede pública pode dispensar os parceiros. Este Governo não deixa de nos espantar. No mandato anterior, Sócrates queria uma escola para promover a inclusão e retirou as crianças com necessidades educativas especiais das escolas que lhes davam apoio e “incluiu-as” na escola pública. Para tal, criou um estatuto próprio para aliciar os professores à especialização (docentes de educação especial). Contratou também na altura, mais auxiliares, porque essas crianças precisavam de acompanhamento a tempo inteiro. As turmas que tivessem duas ou mais crianças com necessidades educativas especiais tinham direito a professor de apoio, para que o professor titular se dedicasse à turma em geral. O novo conceito de escola inclusiva parecia fazer sentido. De repente, devido à “crise económica internacional”, cortam-se os apoios educativos, reduz-se significativamente o número de auxiliares, e diz-se aos professores que investiram na sua carreira, que ago-

Eurodeputado

ra já não são necessários. E entretanto, fecharam inúmeras instituições que durante anos e anos prestaram um serviço público excelente, apoiando crianças com necessidades educativas especiais, porque a escola pública responde (?) a todas as solicitações. Mas Sócrates inventou também o “Inglês” e a “Música” para o primeiro ciclo como actividades extracurriculares (quiçá porque sente na pele o transtorno de não dominar a 3.ª língua mais falada no mundo), e para o 2.º e 3.º Ciclos Áreas Curriculares Não Disciplinares (ACND`s) como Formação Cívica, Área de Projecto e Estudo Acompanhado, entre outras, e a que o decreto-lei 18/2011 ontem publicado veio de forma atabalhoada dar forma. Tudo estaria bem, se não fosse a “tal crise internacional”, que leva Sócrates e reverter a situação e consequente exportação de cerca de 30 mil Professores para casa. Ou seja, depois de ter causado o encerramento de centenas de ATL por esse país fora (que o mesmo Estado financiou) por causa das actividades extracurriculares, agora extingue essas mesmas actividades e devolve a responsabilidade vamos ver para quem. Mas Sócrates faz mais. Não contente por destruir a escola pública, pela desorientação de conceito e acção, quer destruir também o ensino

privado e cooperativo. Agora, por causa da famigerada crise, o Estado corta a direito e quer reduzir drasticamente os apoios concedidos no âmbito dos contratos de associação. O mesmo Estado que há anos atrás não tinha uma rede pública de escolas digna e que em muitos concelhos foi colmatada pela intervenção particular ou cooperativa, prestando um verdadeiro serviço público à comunidade, é o mesmo Estado que agora abandona os seus parceiros, sem apelo nem agravo. Sem apelo nem agravo ficaram também os bombeiros e outras instituições sem fins lucrativos que prestavam serviços ao nível do transporte de doentes. Depois dos investimentos que muitas associações de bombeiros fizeram, adquirindo ambulâncias, devidamente equipadas e financiando a formação especifica que os seus condutores foram obrigados a fazer, o Estado não paga. Ou melhor, o Estado só paga o transporte de doentes em ambulância em caso de urgência e se o doente fizer prova de insuficiência económica. De contrário, é o doente que paga o transporte do seu bolso. É claro que pode sempre usar o metro ou o comboio para se deslocar ao hospital de Évora, mas o melhor mesmo é levar o seu carro… Este Estado não é uma pessoa de bem.

O fim da inocência carlos moura Sociólogo

Apesar de todos os pesares até ao passado dia 22 de Janeiro o povo português podia clamar ser maioritariamente inocente e o suficientemente ingénuo para que variados caciques locais fossem eleitos e reeleitos não obstante as provas e até condenações, de atropelos à legalidade nas mais variadas situações. Depois do dia 23 o povo português mostrou que confia maioritariamente num homem sobre o qual além das suspeitas do BPN, que se recusou sempre a esclarecer, espezinhou a legalidade respeitante ao licenciamento de obras e respectivas licenças, e deste caso não estamos a falar de suspeitas pois as evidências foram sobejamente publicadas nos jornais. Não adianta dizer que é uma desobediência menor, porque o que o reeleito presidente fez foi fazer alterações de obra não licenciadas, desobedecer ao embargo das mesmas, pedir licença de habitação de uma obra, que nem podia ter sido realizada nestas condições, e obtê-la sem vistoria, coisa que ainda que espan-

O ”novilho“

tosa não lhe pode ser assacada. Em todo o caso este cidadão mostrou cabalmente o respeito que tem pelo cumprimento da lei, comportando-se como um vulgar empreiteiro para quem as regras de licenciamento e os embargos decretados são pequenos empecilhos que uns telefonemas resolvem. Se apenas as suspeitas anteriores já aconselhavam que o olhássemos sem a aura de honestidade que reclama, as evidências deste caso mostram que nos permitimos ter um garante da lei fundamental para quem o respeito das leis tem nulo valor. O facto de ter sido eleito, e logo à primeira volta, apesar de tudo isto ter sido amplamente divulgado e não existir a desculpa do desconhecimento, mostram que a maioria do nosso povo convive bem, se não mesmo apoia, os comportamentos que afirmam condenar. Não adianta dizer que não se foi votar, que se votou em branco ou que se votou nulo, pois cada ausência, cada voto branco, cada voto

anulado, contribuíram apenas para que este cidadão pudesse vencer umas eleições à primeira volta, pois em lugar de fortalecerem os que se opunham limitaram-se a lavar as mãos, e mal, quais Pilatos de edição em série, revista e diminuída. Em lugar de ter dado respostas, clarificado as situações e imposto transparência, o candidato ora eleito, fugiu sempre da questão preferindo atacar o carácter de todos quantos o questionavam e tentar condicionar a imprensa, classificando tudo de campanha suja. Após a eleição mostrou toda a sua falta de qualificação para o cargo, confundindo os atributos do cargo ao qual foi reconduzido com a sua revanche pessoal, esquecendo que bem ao contrário do que pensa as respostas devidas continuam a ser exigíveis ao cidadão, pois que ninguém se pode arrogar o direito de estar acima da legalidade. Depois de 23 de Janeiro, o nosso povo não pode afirmar mais que é inocente. Boa notícia para os delinquentes.

Os mais novos não se lembrarão das tra, um presidente faz facilmente eleições presidenciais mais disputa- os dois mandatos. Cavaco Silva é o das de sempre em Portugal. Foi em primeiro a pôr em causa essa “lei”, 1986 e tiveram como protagonistas com um desempenho sob alguns aspectos desastrado, como o grave Mário Soares e Freitas do Amaral. Freitas, com o apoio da direita episódio das “escutas” ilustra. É talvez o primeiro presidente a unida, tal como agora aconteceu com Cavaco Silva, aparecia como não poder contar como certa a sua claramente favorito mas acabou reeleição. Se a ganhar, e o PS parepor perder, na única eleição presi- ce estar a querer dar-lhe uma ajuda, dencial que, até hoje, exigiu uma o PSD terá, além do próximo, os dois mandatos seguintes na presisegunda volta. Houve até um episódio engraça- dência, pois já todos percebemos do, num dos concelhos do distrito que Barroso vai usar o seu último de Évora. A convicção da vitória mandato na Comissão Europeia era tanta que os apoiantes de Freitas como a pré campanha das presidendo Amaral, na véspera da eleição, ciais de 2016. A eleição de Passos Coelho e preparam tudo numa praça da cidade para um suculento churrasco co- a derrota de Manuela responsamemorativo da noite eleitoral, para bilizam assim ainda mais o PS na o qual havia contribuído, com um questão presidencial. Com um CDS consolidado, com um sector do eleinovilho, um generoso apoiante. O arraial acabou por ser desmon- torado radicalizado à esquerda e tado sorrateiramente pela calada da com um “liberal” á frente do PSD, o noite depois de confirmado o inexo- bloco conservador e liberal acantona-se ainda mais à direita, deixanrável veredicto das urnas. Nas presidenciais que acabam de do completamente vazio o espaço ter lugar o favorito acabou por ga- eleitoral da esquerda moderada e do centro, o tal que só quem o connhar mas não houve festa. Para a direita, o “novilho” era um quista ganha eleições em Portugal. resultado esmagador que desse o Custa-me por isso a acreditar que sinal de que as condições estavam o candidato do PS possa vir a ser o criadas para o grande ajuste de con- candidato do Bloco de Esquerda”. Abstive-me desde então de fazer tas. A noite eleitoral no Centro Cul- qualquer comentário ou atitude que tural de Belém pareceu um funeral pudesse prejudicar o candidato que e até Passos Coelho teve de dar um o PS decidiu apoiar, com o meu duche frio a Portas para acalmar a voto contra na Comissão Nacional. As eleições presidenciais do sua excitação. Tudo isto para dizer que a direi- passado dia 23 de Janeiro vieram confirmar a mita, apesar de ter nha profunda coneleito o seu can“A direita, apesar vicção de que os didato, percebeu de ter eleito o seu portugueses se claramente que identificam maioo país não está candidato, perceritariamente com ainda para ela beu claramente o centro esquerda. virado e que a Isto é, a esquervitória se deveu que o país não da responsável, mais às escoestá ainda para socialmente preolhas da esquerda ela virado e que a cupada, europeia, democrática do amiga das liberdaque ao mérito do vitória se deveu des, incluindo a de eleito. mais às escolmercado, mas que Quero contuhas da esquerda quer que o Estado do dizer que me tenha um papel sur preendeu, democrática do regulador e interpela positiva, a que ao mérito do ventor sempre que postura do cantal seja necessário didato Manuel eleito.” e na justa medida Alegre, durante das reais possibilia campanha, e a dignidade do seu discurso de venci- dades do país. Está aberto um novo ciclo polítido, em absoluto contraste com a ausência de grandeza do do vencedor. co e não é o ciclo com que a direita E digo isto, com a autoridade moral portuguesa até há poucos dias soque me é conferida pela minha po- nhava. Desejo por isso que o Congresso sição no processo “presidenciais”. Em Abril de 2010, logo após o do PS de Abril próximo recoloque Congresso do PSD que elegeu Pas- o meu partido na matriz ideológica sos Coelho, escrevi neste mesmo que levou Sócrates à liderança em 2004, e ao poder em 2005, e aprojornal o que passo a citar: “Arrumada a questão da lideran- ve propostas claras para, sem FMI, ça do PSD, ficou clarificada a ques- sairmos da pressão da divida e initão da governabilidade a curto pra- ciarmos a recuperação do crescizo, isto é, por um ano, mas abriu-se mento e do emprego. Um PS suficientemente forte a campanha presidencial. E o que é curioso é que se abriu a questão, para, de seguida exigir às oposições não para os próximos 5 anos como a partilha de responsabilidades para seria natural, mas para os próximos concretizar as reformas necessárias 15. Explico porquê. Em Portugal, ou, para as colocar entre o povo e como a história recente demons- a parede.


5 Política Investimento

Ministério das Obras Públicas garante ferrovia entre Évora e Caia em 2014 Redacção | Registo A construção da nova linha de caminho-de-ferro entre Évora e a fronteira do Caia estará concluída em 2014 representando um investimento de 220 milhões de euros, avança uma fonte do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC). Este troço destinado ao transporte de mercadorias insere-se na ligação ferroviária Sines/Elvas, cujo primeiro passo foi a renovação integral do troço Casa Branca/Évora, concluída em 2006 depois de um investimento de 24 milhões de euros. Dados do MOPTC consultados pelo Registo apontam para um investimento superior a 550 milhões de euros, incluindo os 159 milhões da variante a Alcácer do Sal, inaugurada em Dezembro do ano passado. O projecto é comparticipado por fundos comunitários num montante que poderá ascender a 340 milhões de euros. O cronograma da obra prevê a conclusão em 2011 da moderniPUB

zação do troço Bombel/Évora (73 milhões de euros) e da estação ferroviária de Évora (14 milhões). Seguir-se-á a nova estação da Linha do Sul, entre Canal Caveira e Lousal, a inaugurar em 2012 (3 milhões) e a obra de sinalização, telecomunicações e controlo de velocidade entre Vendas Novas e Caia (45 milhões). A construção do novo corredor de mercadorias é “fundamental para o reforço da competitivi-

dade do Porto de Sines. A sua conclusão permitirá melhorar, em muito, a ligação do Porto de Sines a toda a rede portuguesa e espanhola de bitola ibérica, a qual assegura a maior abrangência territorial possível, potenciando-se assim a maximização do hinterland portuário”, diz fonte do MOPTC, acrescentando que a solução técnica da nova linha entre Évora e Caia permitirá no futuro, com um investimen-

CP reduz serviços A CP estima poupar cerca de sete milhões de euros com a reestruturação da oferta na linha do Alentejo (fim do Intercidades entre Lisboa e Beja e da ligação entre as estações de Beja e da Funcheira) e com a interrupção da actividade na linha de Leixões e no ramal de Cáceres. “Com um ambiente de crise como existe neste momento, não seria justificável estar a manter alguns destes

serviços com valores que eram totalmente irracionais sob o ponto de vista económico”, diz Nuno Moreira, administrador da empresa. Segundo a CP, os quatro comboios no ramal de Cáceres “correspondiam a um custo anual da ordem dos 700 mil euros”, enquanto a revisão na Linha do Alentejo “irá proporcionar uma revisão de custos entre 3 e 4 milhões de euros anuais”.

to “reduzido”, a utilização da bitola europeia e o transporte de cargas até 25 toneladas por eixo. Desta forma, o transporte de contentores a partir dos portos de Sines e de Setúbal poderá continuar a utilizar a actual rede de bitola ibérica ou a linha de bitola europeia, mediante articulação das plataformas logísticas. A mesma fonte refere que esta ligação permitirá “explorar o mercado da região de Madrid,

que possui um PIB equivalente ao português e que constitui a terceira maior área metropolitana da Europa”. “No longo prazo constitui um activo estratégico importante para o estabelecimento de uma ligação com o resto da Europa”. Suspensa desde Maio do ano passado, a circulação ferroviária na Linha do Alentejo, no troço Bombel e Vidigal a Évora, deverá ser retomada em Junho depois de concluída a segunda fase das obras de modernização da infraestrutura, que incluem a electrificação do troço entre Bombel e Évora, renovação das vias, beneficiação de estações e construção de passagens desniveladas. As obras conduziram à interrupção do serviço Intercidades entre Lisboa, Évora e Beja. A rede convencional irá funcionar “em articulação” com a linha de TGV entre Lisboa e Madrid, um dos grandes investimentos públicos que está a ser reavaliado no âmbito do acordo entre PS e PSD que levou à aprovação do Orçamento do Estado.


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Entrevista

Cláudia Sousa Pereira, vereadora da Cultura na Câmara Municipal de Évora

Agentes culturais não vão recebe subsídios relativos a 2010 Vereadora diz que a Câmara não está em condições de “fazer mais dívida”. E recorda que o segundo semestre de 2009 ainda está por pagar. Luís Maneta | Registo Quando é que Évora vai voltar a ter cinema? Quando se construir um cinema comercial. Não faz parte das competências do município promover o cinema comercial. As condições de projecção de cinema e dessa actividade cultural estão directa-

mente ligadas com a actividade privada. Mesmo sendo Évora a única capital de distrito do país sem sala de cinema? Isso prende-se com o não investimento das grandes superfícies que trazem atrás as distribuidoras. Já houve cinema e acabou por fechar porque comercialmente não era rentável. Enquanto vereadora da Cultura tem opinião sobre isso? Acho que não haver cinema é lamentável. Isso tem a ver com uma

série de circunstâncias relacionadas com o desinvestimento nessa parte comercial. Se calhar não tínhamos o número de espectadores que justificasse a manutenção de uma sala de cinema. Há autarquias que construíram salas de cinema e que têm programações próprias. Não cinema comercial. Fizeram o mesmo que nós fizemos em relação ao Cineclube, comprámos as máquinas de projecção, preparámos a sala, financiámos durante algum tempo até que se revelou incomportável. O preço de cada es-

pectador era incomportável. Portanto, diz que lamenta mas não pode fazer nada? Não posso fazer nada. Fizemos aquele investimento, o cinema de autor, temático, não comercial tem ali um equipamento que pode funcionar mas eles próprios também não têm programação. Aliás, se há coisa que temos dificuldade é ser o próprio município a fazer programação cultural. Vamos atrás da programação de cada agente cultural, são eles que a fazem. Essa

reduzida

programação

cultural do município é um opção política ou falta de cap cidade para a concretizar? Falta de capacidade. Se tem de apoiar os agentes cultur nós próprios ficamos com verb reduzidas para fazer a nossa p pria programação. Todos os d chegam-nos inúmeras propos de actividades na área da músi dança, teatro mas não temos d ponibilidade orçamental.

Falemos então dos agentes q não recebem há dois anos su sídios da Câmara da Évora. A crise é a crise. Está em dívi


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Luis Pardal | Fotografia

“Acho que não haver cinema é lamentável. Isso tem a ver com uma série de circunstâncias relacionadas com o desinvestimento nessa parte comercial.”

agentes do concelho a fazer programação cultural estou a defendê-los. Mas temos dívidas em relação às juntas de freguesia, a fornecedores. Já tentámos fazer vários planos para acertar contas mas há sempre coisas que caem de obrigações legais, pagamentos à Segurança Social, etc. Para mim eles são prioritários mas gerir uma cidade não é gerir só a sala ou o quarto ou a cozinha … É um todo. No início de 2011 não lhes pode dar uma palavra de esperança, dizer que o problema se resolve até final do ano? Não consigo. O presidente fez várias tentativas e não conseguiu. De facto, estamos com dificuldades. O que estamos a fazer é um processo diferente que não decorre deste momento de crise pontual mas tem a ver com a própria regulamentação do apoio às actividades culturais. Regulamento que está em discussão pública. Já acabou a discussão pública. Recebemos as propostas vamos voltar a reunir, reformular o regulamento e levá-lo à Câmara e à Assembleia Municipal.

er

ma pa-

mos rais bas pródias stas ica, dis-

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ida

“Há muita gente em situação insustentável. Os agentes culturais são uma parte desse todo”.

2009. Em 2010 fomos apoiando pontualmente, em vez de comprarmos espectáculos fora fizemos com os agentes culturais do concelho. Reconhece que é uma situaç��o insustentável? Para eles é insustentável mas neste momento há muita gente em situação insustentável. Os agentes culturais são uma parte desse todo. Para a vereadora da Cultura é a parte que interessa. Exacto. Quando eu com os dinheiros europeus convido os

Também já me apercebi que o regulamento, a ser aplicado tal como está, vai deixar 2010 em aberto, ou seja sem apoio aos agentes culturais? Pois. Nós temos grandes dificuldades em justificar 2010. Fomos apoiando sempre na elaboração de cartazes, na deslocação dos agentes culturais e na compra de alguns espectáculos.

Faz sentido manter a gestão privada na Arena d’Évora? Dos programadores da Arena d’Évora e já acabou. Contratualizámos com uma empresa a programação daquele espaço e isso já acabou. Era um encargo elevado. E está satisfeita com a agenda de espectáculos que ali foi realizada? Eu acho que a Arena d’Évora até fez muitas pessoas felizes, temos números razoáveis, independentemente de se questionar o tipo de espectáculos. Também lá foram acolhidos espectáculos de agentes desportivos e outros. Com o fim deste contrato teremos ainda menos iniciativas na Arena d’Évora? Vamos tentando negociar com algumas propostas que nos chegam, concertos e eventos. Temos de fazer nós próprios esses contactos. O meu sonho é conseguir programar de 6 em 6 meses para cada equipamento. Já consigo fazer isso em relação à Igreja de São Vicente e ao Palácio de D. Manuel, nas artes plásticas, para os outros é mais difícil. Até porque há propostas que surgem em cima da hora e umas acolhemos, outras não.

Vai manter a ideia do júri para seleccionar as actividades a apoiar? Vou, vou porque aí então consigo pedir aos agentes o que quero. Aí já consigo programar. Qual é o modelo que tem vigorado até agora? Os agentes, independentemente dos planos de actividades que apresentavam, eram financiados num montante mas nós não escolhíamos o que iam fazer. Eles podiam sempre argumentar que tudo aquilo que fazem é para a cidade. Certo. Mas podem fazê-lo por sua iniciativa porque a Câmara, então aí, escolhe uma programação cultural, escolhe fazer mais programação na rua, nas freguesias rurais, espectáculos em que haja intercâmbios entre associações ou parceria com estrangeiros … aí nós vamos poder escolher. Quais vão ser os critérios para a nomeação do júri? Terá gente da Câmara mas também especialistas nas várias áreas. Aliás, como é feita a atribuição de dinheiros públicos pela Direcção-Geral das Artes. Nós, Câmara, colocamo-nos do lado dos munícipes. São dinheiros públicos relativamente aos quais temos de prestar contas.

Ou seja, não vão existir apoios retroactivos a 2010? Pois, quer dizer, nós já estamos a dever 2009, o segundo semestre de 2009 … criar mais dívida parece-me difícil. Até porque não nos comprometemos com atribuir verbas a ninguém. Havia de facto orçamentada uma verba mas nunca foi atribuída a uma instituição em concreto. Na programação do Festival Terras do Sol comprámos espectáculos a agentes culturais e contratualizámos com eles.

Quando assumiu o cargo de vereadora alguma vez imaginou uma situação financeira destas? Só quem vive no país das maravilhas é que não percebia que estávamos numa situação difícil.

NÚmero

200mil <Os agentes culturais de Évora reclamam uma dívida da Câmara no montante de 200 mil euros. Estão por pagar os subsídios relativos ao segundo semestre de 2009.>

Mas Évora sempre foi vista como cidade cultural, imagem que se tem esfumado nos últimos anos. A cultura tem muitas faces e uma delas é a patrimonial, o património edificado. Daí também esta ideia de Évora como cidade da Cultura. Depois temos também alguns históricos como o Cendrev, uma companhia com história, com peso … E que está com dificuldades extremas porque na Câmara não lhe paga. Estão como nós … estão eles, estão as juntas de freguesia, estamos todos. No nosso caso até pela falta de investimento que resulta na cobrança de menos impostos... [Quando assumi o cargo] julgava que ia gerir a partir do zero mas estou a gerir abaixo disso, estou a gerir menos qualquer coisa e isso é muito difícil. Está a ser uma gestão muito complicada.

Museu do Design na Primavera Acabou o Museu do Artesanato em Évora. Isso não estava no seu programa eleitoral. Não é isso, aliás foi uma proposta que veio da Entidade Regional de Turismo, dona do espaço. Mas ninguém escreveu em lado nenhum, nem levou a votos, a proposta de acabar com o Museu do Artesanato. Não vai acabar, não vai acabar, continuará a chamarse Museu do Artesanato. Será criado o Museu de Artesanato e Design de Évora, que até tem uma sigla engraçada, MADE. Design industrial e artesanato são conceitos misturáveis? Acho que sim. Vamos lá ver: o artesanato, tirando algumas formas novas que criam de facto peças únicas, é marcado por uma produção mais ou menos em série, tal como acontece na indústria. São objectos que se ligam à forma, estética e a uma determinada função, que se vão reproduzindo. O design industrial é igual. Há uma evolução dessa articulação da forma/função com a preocupação estética. A minha primeira reacção foi também perceber como é que aquilo se iria casar. Uma reacção de algum espanto? Percebi de facto onde estava a evolução, como se podia ir do artesanato ao design industrial. E sei já de propostas concretas para, em exposição, aparecerem peças de artesanato ao lado de peças de design. Isto é uma oportunidade. O coleccionador Paulo Parra é um investigador com cartas dadas na matéria, tem uma boa rede internacional e já tem convites para levar a colecção a vários países, como o Brasil, incluindo peças de artesanato. Quando é que o museu vai abrir? O espaço está a ser intervencionado, estou convencida que no final da Primavera já teremos o MADE. Esta polémica em Évora faz-me lembrar a construção do Centro de Arte Moderna nos Jardins da Gulbenkian em que o assunto foi à Assembleia da República porque se estava a dar cabo dos jardins. Os jardins estão lá, o Centro de Arte Moderna está lá, enfim … É o que vai acontecer em Évora? Julgo que sim. Vai ser uma mais-valia para a cidade.


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Regional Educação

Bispo de Beja contra estatização do ensino Redacção | Registo As novas regras de financiamento estatal para os estabelecimentos do ensino particular e cooperativo foram alvo de críticas do bispo de Beja, que se manifestou contra a estatização da educação. Na sua nota semanal para a “Rádio Pax”, também enviada à Agência ECCLESIA, D. António Vitalino, bispo de Beja, convida o Estado a respeitar a “iniciativa dos cidadãos” para que não haja um regresso à “ditadura” por serem contrariados “os princípios tão propalados da liberdade, da responsabilidade, da subsidiariedade e da proporcionalidade”. Referindo-se à polémica que opõe as escolas privadas com contrato de associação, financiadas pelo Estado, e o Ministério da Educação, o prelado da diocese alentejana sublinha que estes estabelecimentos “prestam um serviço público de altíssimo valor”, gratuito, e “custam muito menos, ao contrário do que alguns dizem, lançando números para a praça pública que não correspondem à verdade”. “E nqua nto PUB

em relação às escolas particulares, o governo publica todos os contributos, quanto às do Estado apenas dá a conhecer os custos com os professores”, alerta. Na última semana, Isabel Alçada, ministra da Educação, afirmou, em conferência de imprensa, que o seu Ministério “pagou a alguns dos colégios” com contrato de associação “bastante

mais do que seria justo, permitindo que alguns obtivessem elevadas margens de lucro”. Estes contratos visam a atribuição de um subsídio pelo Estado às escolas privadas que completem as insuficiências da rede pública de escolas. Para D. António Vitalino, “as escolas com contrato de associação prestam um serviço público

de qualidade e têm direito a um apoio justo, para o poderem fazer gratuitamente”. “Alguns governantes persistem em difamar os cidadãos conscientes e responsáveis, como se fossem malfeitores, quando na verdade são grandes benfeitores do progresso integral da sociedade”, assinala ainda. O Ministério da Educação pu-

Fundo Social apoia famílias O Fundo Social Solidário, criado pela Igreja Católica, em 2010 para acorrer aos mais necessitados, distribuiu mais de 30 mil euros na primeira quinzena deste mês de Janeiro, apoiando 80 pessoas. Os números são revelados pelo site oficial da Caritas Portuguesa, que assume o encargo de os actualizar a cada duas semanas. Os pedidos, correspondentes a 41 casos, foram apresentados por sete das 20 dioceses territoriais de Portugal. No Alentejo foram apoiados 21 casos

de pessoas carenciadas, que se somam aos 13 que haviam recebido apoio idêntico em Dezembro. O Fundo Social Solidário é uma estrutura nacional que apoia as Dioceses na resposta aos pedidos de ajuda e que depende, exclusivamente, de donativos. O saldo é de 179 022 euros, conseguidos com contributos das dioceses e donativos de empresas e particulares. Em Dezembro de 2010, tinham sido distribuídos quase 74 mil euros a 323 pessoas O Fundo tem um “carácter emergente” e visa “contribuir para a solução dos problemas sociais do país”.

blicou a 29 de Dezembro de 2010 uma portaria que define o apoio financeiro a conceder, no âmbito de contratos de associação aos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo, prevendo um subsídio anual, por turma, de 80 080 euros. Entre Janeiro e Agosto do ano lectivo de 2010/2011 vigora um período de transição, em que, de acordo com a tutela, serão pagas “parcelas mensais às escolas com contrato de associação, tendo por referência o montante anual de 90 000 euros/turma”. O Decreto-lei que regula o apoio do Estado aos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo foi publicado, em “Diário da República”, a 28 de Dezembro de 2010, permitindo a avaliação e renegociação dos contratos. Numa recente deslocação à Vidigueira, para inaugurar a nova Escola Básica Integrada (EBI) Frei António das Chagas, a ministra da Educação, Isabel Alçada, considerou “absolutamente justo” o diploma sobre o regime dos apoios do Estado ao ensino particular e cooperativo, que coloca este financiamento num patamar “equivalente” ao do ensino público.


9 Regional Acrópole XXI

Fundação Eugénio de Almeida requalifica património edificado Um centro de arte e cultura e uma casa museu vão nascer no Centro Histórico de Évora, em 2012, fruto de um projeto de requalificação do património da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), num investimento de 5,4 milhões de euros. O projecto incide sobre um conjunto de imóveis de elevado valor patrimonial, propriedade desta instituição, localizados na Acrópole e reunidos em dois núcleos: o Páteo de S. Miguel e o Palácio da Inquisição, Casas Pintadas e Fórum Eugénio de Almeida. Contribuir para a regeneração urbana, requalificação e revitalização do Centro Histórico de Évora é o principal desafio de um projecto de “grande relevo para a cidade” por “acrescentar mais valor ao centro histórico”, diz o presidente do conselho de administração da FEA, Eduardo Pereira da Silva. O investimento, comparticipado pelo FEDER, enquadra-se no âmbito do programa Acrópole XXI, que consiste numa intervenção integrada no núcleo urbano da “cerca velha” do Centro Histórico de Évora para revitalizar esta zona da cidade através da promoção de acções de regeneração urbana, acompanhadas da dinamização da actividade económica do comércio tradicional, do turismo, do patrimónzzio e da cultura. O núcleo do Páteo de S. Miguel, onde se localiza a sede da Fundação Eugénio de Almeida, será requalificado no que respeita a equipamentos já existentes - Biblioteca e Arquivo Eugénio de Almeida, Museu das Carruagens – enquanto a intervenção sobre o Paço dos Condes de Basto se destina a criar as condições para a criação da Casa Museu Eugénio de Almeida. Haverá ainda uma intervenção no espaço exterior do Páteo de S. Miguel, reforçando a sua integração efectiva na malha urbana da cidade e reforçando o seu carácter de espaço cultural e formativo. O núcleo constituído pelo Palácio da Inquisição, Casas Pintadas e Fórum Eugénio de Almeida destinar-se-á ao Centro de Arte e Cultura, orientado para a contemporaneidade, disponibilizando aos visitantes novas valências. PUB

Luis Pardal | Fotografia

Eduardo Pereira da Silva apresenta investimentos, acompanhado pelo arquitecto Fernando Mendes e por Maria do Céu Ramos, secretária-geral da FEA O Palácio da Inquisição - e os seus espaços expositivos que ultrapassam o milhar de metros quadrados, além da Loja de Museu, do Apoio Educativo e dos espaços técnicos e de apoio -, albergará ainda o Centro Interpretativo e de Acolhimento. O conjunto das Casas Pintadas (propriedade onde se encontra um exemplar único em Portugal de pintura mural quinhentista)

irá acolher um equipamento de restauração, que funcionará como restaurante, cafetaria e bar de suporte ao Centro de Arte e Cultura (CAC), funcionando ainda, fora do horário do CAC, como espaço aberto ao público. Um espaço central de distribuição funcional irá articular os acessos entre o Centro de Arte e Cultura, Centro Interpretativo e de Acolhimento, Loja e Fórum

Eugénio de Almeida – que verá reforçada a sua vocação para acolher actividades formativas, de reflexão e de promoção do conhecimento – o Jardim e sua Galeria, com os frescos quinhentistas que às Casas Pintadas cederam nome, e o espaço do Horto, já recuperado. Para Eduardo Pereira da Silva, este projecto não deve ser percepcionado apenas na sua di-

Tour Europeu de Voluntariado A Fundação Eugénio de Almeida (FEA) celebra o lançamento nacional do Ano Europeu do Voluntariado, ao participar, no próximo dia 8 de Fevereiro, no Tour Europeu de Voluntariado, iniciativa que tem vindo a percorrer as 27 capitais europeias para promover o voluntariado, e que Lisboa acolhe entre 03 a 09

de Fevereiro, no Fórum Picoas, em Lisboa. A participação da FEA na iniciativa será feita através da presença de um grupo de voluntários do seu Banco de Voluntariado que dinamizarão diversas actividades de promoção do projecto, nomeadamente através de conferências, teste-

munhos, actividades lúdicas e filmes. O Banco de Voluntariado irá ainda organizar uma visita com cerca de 50 voluntários e organizações da cidade de Évora ao Tour Europeu, fomentando o convívio, a troca de experiências e o conhecimento sobre outros projectos nacionais de voluntariado.

mensão física patrimonial. “A requalificação do conjunto de imóveis da Fundação deve ser entendida não só na perspectiva do seu valor patrimonial, mas ainda, e sobretudo, do ponto de vista daquela que é a missão da Fundação e os desígnios de Vasco Maria Eugénio de Almeida, seu fundador, de promoção do desenvolvimento humano e socioeconómico da comunidade”. “É nosso objectivo, com a recuperação e requalificação do conjunto patrimonial objecto desta intervenção, criar novas valências culturais e colocá-las ao serviço da população desenvolvendo um programa cultural, formativo e educativo sustentado, e assim contribuir para a diversificação e qualificação da oferta existente em Évora, criando bases sólidas para uma intervenção social inovadora, multidisciplinar e integrada”, acrescenta.


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3 Fevereiro ‘11

Regional

9 Um olhar antropológico Revolução do parentesco e violência familiar -3 José Rodrigues dos Santos* Antropólogo

“Violência doméstica” evoca, para a maioria das pessoas, agressões entre familiares: em 91% dos de homens sobre as mulheres. Mas esta é apenas uma forma entre outras, da violência que se exerce nas famílias. Nos sistemas patriarcais, o poder do “chefe de família” inclui o direito de exigir obediência, de punir, nos casos extremos até de matar. Uma história da violência no seio das famílias teria que ter em conta a tolerância social e até juridicamente reconhecida (pelas leis e pelos tribunais que as aplicam) dessa violência. Lembremos a maneira como eram julgados os maridos que assassinaram as respectivas esposas ao constatar o adultério… (mas o inverso já não era verdade). Lembremos como há poucas décadas atrás teria parecido ridículo julgar um pai por ter dado “uma valente sova” num filho (podendo este ter que ser hospitalizado). Uma percentagem muito elevada (85%) dos crimes ocorre no “aconchego” familiar. Exercício do poder pelo abusador e lei do silêncio, receio das represálias, tudo contribuía para que esses factos permanecessem no segredo das famílias. Perante a revolução do parentesco, poderíamos registar uma vaga de violência sem precedentes, exprimindo o desajustamento e até a revolta dos antigos detentores do poder quase absoluto. Ora, nada disso acontece. As estatísticas que agora se tornam banais, sobre a violência doméstica, só em parte traduzem um agravamento real e traduzem a melhor detecção e identificação dos casos e a nova sensibilidade social: o flagelo da violência familiar permanece em níveis baixíssimos, como se o tecido social, apesar da tensão a que é submetido, resistisse, se adaptasse, evoluísse de modo flexível a esta nova e inédita, realidade: a igualdade entre homens e mulheres em todos os domínios da vida social, pública, privada e é claro, íntima. Ao libertar o potencial criativo da outra metade da população, em uma geração, a nossa civilização duplicou, pelo menos, a capacidade de inovar e a criação tomou novas feições. O chamado “Ocidente” ganhou um seguro de vida para vários séculos, e prepara, de modo quase invisível, uma nova civilização mais vigorosa, porque as mulheres eram precisas.

CIDEHUS - Universidade de Évora e Academia Militar jsantos@uevora.pt

Energia solar

Siemens testa em Évora tecnologia inovadora Redacção | Registo A Siemens, a EDP Inovação e a Universidade de Évora vão construir em Portugal um protótipo de central solar termoeléctrica que funcionará com sal fundido como meio de transferência de calor. Este projecto será o primeiro do seu género em Portugal e tem como principal objectivo “demonstrar a viabilidade técnica e económica das centrais solares termoeléctricas com colectores cilindro parabólicos”. Serão ainda investigadas propostas de melhorias na fusão do sal e adaptações do design da central. As centrais térmicas deste tipo concentram a luz solar através de espelhos parabólicos, usando um tubo receptor que contém o sal fundido, noticiou o Expresso online. Actualmente, as centrais solares termoeléctricas deste tipo utilizam óleos térmicos como meio de transferência de calor, com os seus colectores cilindro-parabólicos a operar

a temperaturas que rondam os 400 graus Celsius (ºC). Com um comprimento previsto de 300 metros, a instalação em Évora, irá utilizar sal fundido como substituição dos convencionais óleos térmicos, operando a temperaturas que ultrapassarão os 500ºC. O vapor gerado a temperaturas mais elevadas irá permitir que a turbina a vapor funcione com maior eficiência durante a produção de energia. A Universidade de Évora terá a seu cargo os testes e optimização desta tecnologia durante três anos. Por seu turno, a EDP Inovação (Energias de Portugal) vai disponibilizar o local e a instalação deste projecto. O projecto não incluirá unicamente o sal refinado, mas também sais de diferentes composições. Um dos desafios relacionados com a utilização de outras composições de sal é também a descoberta de meios para baixar o ponto de fusão dos mesmos. O risco potencial de congelação nos sistemas que transportam o sal e as

perdas de calor ao longo do processo podem ser, assim, reduzidas significativamente. Além deste projecto, a Universidade e a EDPi vão testar uma outra tecnologia desenvolvendo protótipos a grande escala. O objetivo é apurar quais os valores a que se consegue fornecer energia e com que preços, recorrendo a estas tecnologias, para que depois as empresas envolvidas “beneficiem deste conhecimento”. Os dois projectos “já estão contratados” com a Universidade de Évora, mas ainda se “estão a dar os primeiros passos” para a sua concretização, devendo avançar no terreno “durante este ano e 2012”, diz Manuel Collares Pereira, titular da Cátedra BES Energias Renováveis. Em termos gerais, o investigador realça que o crescente interesse pelas tecnologias de alta concentração solar é o de poderem vir a permitir “ter sistemas de baixo custo e com um rendimento muito alto”.

Universidade cria instituto solar A Universidade de Évora vai criar um instituto nacional dedicado à energia solar, único no país, e que pretende ser um interface entre a universidade e as empresas num sector em desenvolvimento em Portugal. O secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, assinou o memorando para o lançamento das futuras instalações. O Instituto Português de Energia Solar visa potenciar e ajudar a desenvolver o sector da energia solar em

Portugal, fomentando a criação de conhecimento e o desenvolvimento tecnológico e a sua aplicação nas empresas. Para Manuel Collares Pereira, titular da Cátedra BES Energias Renováveis, “esta é uma oportunidade para se falar de tecnologia de ponta na área da radiação solar em Portugal, numa iniciativa de grande alcance e que demonstra a aposta da Universidade de Évora nas renováveis, não só com a criação da primeira licen-

ciatura em Engenharia das Energias Renováveis e com os mestrados e doutoramentos nesta área, como com a criação da primeira cátedra” nesta área. Segundo o reitor da UE, Carlos Braumann, a criação deste instituto insere-se na aposta da academia nas energias renováveis. “Temos um projecto de desenvolvimento nesta área, nos vários sectores, e esta ideia nasceu muito recentemente”, refere o reitor.


11 Regional Reguengos

Centro de formação em risco de fechar Redacção | Registo O deputado social-democrata por Évora, Luís Capoulas, questionou o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social sobre o eventual encerramento do pólo de formação em Reguengos de Monsaraz. A iniciativa do deputado social-democrata surge depois de o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ter confirmado a “suspensão” de novas acções formativas em 2011 no Centro de Formação Profissional de Santiago do Cacém e na sequência de notícias sobre a redução da oferta formativa em todo o país. Na pergunta dirigida ao gabinete do ministro Vieira da Silva, Luís Capoulas recorda que o pólo de Reguengos de Monsaraz do Centro de Formação Profissional de Évora foi constituído em 1988 e recentemente objecto de vultuosos investimentos de beneficiação e interroga sobre o “fundamento” das “notícias preocupantes” sobre o encerramento desta unidade. A confirmar-se, esta decisão acarretaria a “perda de postos de trabalho directos e indirectos” e teria um “impacto negativo”

em “dezenas de micro empresas dedicadas às actividades artesanais”. Segundo Luís Capoulas, com a construção da albufeira de Alqueva e o “esperado” desenvolvimento turístico da região, “seria desejável” que aquele pólo, “além da manutenção da sua vocação inicial” para a formação de artesãos, pudesse igualmente “contribuir para uma melhor qualificação dos recursos humanos noutros ofícios artesanais ou noutras áreas de actividade,

Santiago suspende O presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) diz que o Centro de Formação Profissional de Santiago do Cacém “não vai encerrar, estando apenas confirmada a suspensão de novas formações para o ano de 2011”. Francisco Madelino justifica a decisão com a “necessidade de se avaliar a rede formativa disponível, razão pela qual se decidiu suspender, a título pontual, o início de novas ações de longa duração”.

como a restauração, a hotelaria ou o turismo de natureza, entre outras”. O deputado social-democrata recorda ainda que este equipamento presta um “importante apoio à modernização” da olaria de São Pedro do Corval, “de grande relevância económica e que ancora algumas centenas de postos de trabalho numa região do interior com uma das mais altas taxas de desemprego do país”. “Face aos vultuosos investimentos efectuados recentemente em equipamentos e na beneficiação e requalificação das instalações daquele pólo, que utilidade lhes reserva o Governo para o futuro?”, interroga. Contactado pelo Registo, o presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz diz que o assunto “não passa de boato”. “Não tenho qualquer informação oficial acerca desta intenção e, se ela hipoteticamente existir, tudo farei para a evitar” pois seria um “sinal contrário àquele que esta autarquia tem dado a todos os investidores que nos procuram”, refere José Calixto. “A hipotética decisão de fechar este Centro de Formação Profissional seria um sinal muito negativo para todos os investidores

que estão em fase de instalação dos seus investimentos neste concelho”. Segundo o autarca, tratase de uma “infra-estrutura fundamental neste cenário de necessidades concretas de planos de formação profissional, para além de todo o seu restante trabalho, o qual se torna ainda mais relevante nesta fase recessiva que atravessamos”. “O desenvolvimento económico e social da nossa região e de todo o interior do País não se faz com medidas centralistas e desligadas do que se passa nos territórios em concreto”, conclui o autarca.

Luis Capoulas, deputado do PSD

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Direitos Digitais dos Consumidores Decorreu nos dias 14 e 15 de Janeiro de 2011, na Faculdade de Direito de Lisboa, um Seminário intitulado, “Sociedade de Informação e os Direitos Digitais dos Consumidores”, uma parceria da DECO – Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor com a APDI – Associação Portuguesa de Direito Intelectual.

se pauta pelos princípios éticos da lealdade, da responsabilidade e da seriedade. É por tudo isto indispensável, sermos Consumidores informados, isto porque lá está, o avanço tecnológico evolui mais rapidamente do que a regulamentação jurídica nesta matéria, e não basta confiar no bom sendo dos outros, devemos sim enquanto sociedade informativa, evoE é no âmbito deste tema, que nos é a todos tão próximo, que nos im- luir em todos os sentidos e um deles é lutar para que não existam “Diporta dizer que necessitamos de mais cultura ética no uso das tecnolo- reitos Digitais dos Consumidores”, mas sim “Direitos dos Consumidores gias, bem como maior conhecimento dos direitos no comércio electró- no Ambiente Digital”, isto porque a protecção dos direitos tem de ser a nico, isto porque na sociedade de informação em que hoje vivemos, em mesma, seja em que ambiente for. que estamos à distancia de um “clique”, para podermos aceder ao Mun- Só desta forma nos podemos sentir protegidos em todos os negócios do, devemos ter como princípios: a ética, o direito à imagem, o direito à reais que celebramos no “mundo virtual”. privacidade, entre outros, que facilmente se perdem nestes meandros. Cada vez mais, estes princípios devem ser enraizados, logo nas escolas, Enquanto DECO a mensagem que nos apraz transmitir, é que cada vez para além de se ensinar a ler e a escrever, devemos juntar o ensinamen- mais devemos ser todos Consumidores informados e actualizados, porto de aprender a pesquisar na Internet e a ver televisão, isto porque a li- que só dessa forma podemos salvaguardar os nossos Direitos, em todas teracia nesta matéria bem como a capacidade de escolha são princípios as relações jurídicas que nos possamos envolver. básicos que nos devem acompanhar para sabermos viver em harmonia com esta sociedade virtual/real de informação. Mara Lúcia Constantino (Jurista) Por isso é crucial que todos nós, possamos dominar a fundo, o tão vasto mundo digital, porque felizmente ou infelizmente, é um Mundo real mas invisível, em que é fácil num dia “existirmos” e no outro dia deixarTravessa Lopo Serrão, n.ºs 15 A e 15 B, r/ch, 7000-629 Évora mos de “existir” e é esta mesma facilidade que permite a tanta gente, Telefone: 266744564 – Fax: 266730765 poder defraudar as expectativas do utilizador menos conhecedor, e que E-mail: deco.evora@deco.pt - Internet: www.deco.proteste.pt


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3 Fevereiro ‘11

Actual segurança rodoviária

300 mortes por exceso de álcool Uma em cada três vítimas de acidentes rodoviários acusou excesso de álcool. Presidente da GARE lamenta pouco trabalho de prevenção. ASPIG diz que falta patrulhamento.

Luís Maneta Uma em cada três vítimas mortais resultantes de acidentes rodoviários tem uma taxa de álcool no sangue superior a 0,5 gramas por litro (g/l). Fonte do Alto Comissariado da Saúde avança ao Registo que este número “tem vindo a descer” apesar de ainda “rondar” as 300 mortes por ano. A conclusão dos especialistas resulta das autópsias efectuadas às vítimas de acidentes rodoviários em todos os gabinetes médico-legais e não surpreende o presidente da GARE - Associação para a Promoção de uma Cultura de Segurança Rodoviá-

Acidentes nas estradas alentejanas mataram 62 pessoas em 2010. Feridos graves foram 237. ria, com sede em Évora. “As duas principais causas de mortalidade na estrada continuam a ser a velocidade e o álcool. Há muitos condutores que continuam a beber e a ir para a estrada”, diz Adérito Araújo. “Um em cada três condutores que morrem vítimas de acidentes de viação tem excesso de álcool e um em cada quatro condutores autopsiados tem mais de 1,2 g/l”, confirma o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Paulo Marques, reconhecendo que este é um dos factores de risco que mais pesa para a sinistralidade: “Não devemos falar em acidentes mas sim em desastres

provocados por condutores irresponsáveis”. Nas estradas dos distritos de Beja, Évora e Portalegre morreram o ano passado 62 pessoas, menos uma que em 2009. Os dados provisórios da ANSR indicam que no distrito de Évora o número de vítimas mortais baixou de 28 para 17, o que não se reflecte nas contas regionais uma vez que em Portalegre ocorreu precisamente o inverso, tendo duplicado o número de vítimas mortais: 9 em 2009 e 18 em 2010. De acordo com a mesma fonte, 237 pessoas sofreram o ano passado ferimentos graves nas estradas alentejanas. “Apesar de todas as campanhas de prevenção há quem continue a conduzir com álcool no sangue independentemente de conhecer os riscos associados a esse comportamento. Pensamos sempre que só acontece aos outros”, resume Adérito Araújo, criticando a “falta de trabalho” para prevenir situações de risco: “Afixarem-se alguns outdoors nas auto-estradas e em algumas estradas não resolve nada. Tem de ser feito um trabalho continuado junto dos utilizadores mais jovens, que são o principal grupo de risco”. O presidente da GARE defende que este trabalho de prevenção “não passa exclusivamente pelo Ministério da Administração Interna (MAI)” devendo igualmente envolver os ministérios da Saúde e da Educação, bem como as associações não-governamentais. “Isso não está a ser feito. Não há trabalho continuado nas escolas, nos bares nem junto dos jovens, por exemplo”. Uma lacuna que em parte se poderá explicar pela “dependência”

GARE apresenta “alcokart” É um kart especial. Por um lado, funciona como todos os restantes karts, bastando acelerar e manobrar o volante para contornar obstáculos. Mas tem outra função: uma propulsão a baterias eléctricas que simula a condução sob os efeitos do consumo de álcool ou drogas. Trata-se de um “modo alterado”, no qual os monitores accionam um dispositivo para que o kart reaja como se o condutor se encontrasse sob o efeito do álcool: tempo de resposta mais lento, reacções exageradas, atrasos

nas travagens e despistes. O modelo será apresentado pela GARE - Associação para a Promoção de uma Cultura de Segurança Rodoviária no próximo dia 11 de Fevereiro, no pavilhão multiusos de Redondo. “É um equipamento muito apelativo que simula o que sucede quando ocorrem comportamentos de risco”, explica Adérito Araújo, presidente da GARE. “Com este kart, a pessoa consegue ter a noção de como a condução é afectada quando o ângulo de visão começa a

diminuir e os reflexos a serem mais lentos”. Uma “lição” importante uma vez que o consumo de bebidas alcoólicas induz no condutor um “sentimento de controlo”. “Muitas vezes a pessoa não tem a noção da forma como está a conduzir”. Pensado para “ajudar os jovens na adopção de comportamentos seguros” na estrada, o projecto da associação inclui a realização de circuitos, debates e seminários por todo o país sobre a temática da segurança rodoviária.


13 Actual Luis Pardal | Arquivo

multas

Crime compensa Se um condutor for apanhado com uma taxa de alcoolemia de 0,8 g/l tem de pagar, no mínimo, 500 euros de multa. Mas se a taxa for superior a 1,2 g/l o caso vai para tribunal onde o mesmo condutor se arrisca … a pagar menos. Confuso? Vários acórdãos de tribunais superiores consultados pelo Registo assim o demonstrtam. Alguns tribunais estão a aplicar multas mais baixas do que a GNR e a PSP a automobilistas apanhados a conduzir com excesso de álcool no sangue. “São casos em que, se olharmos estritamente para a questão monetária, o crime é claramente compensador”, desabafa uma fonte da Brigada de Trânsito da GNR Um automobilista detectado, por exemplo, com uma taxa de 0,8 g/l comete uma infracção grave e tem de pagar, de imediato, uma multa 500 euros (cem contos). Mas se a taxa for superior a 1,2 g/l o processo segue para tribunal e, aqui, tem fortes hipóteses de conseguir poupar algum dinheiro.

“Há uma espécie de incentivo a superar a taxa de 1,2 g/l pois, perante o juiz, o condutor sai normalmente beneficiado”, refere a fonte da BT. Foi o que aconteceu, por exemplo, a um homem interceptado pela GNR quando se encontrava a conduzir uma motorizada com uma taxa de alcoolemia de 2,02 g/l – considerada crime – e que viu o seu processo ser encaminhado para tribunal. Nem mesmo o facto de ter outras condenações, uma delas também pela prática de um crime de condução sob o efeito do álcool, fez com que a pena fosse agravada. Pelo contrário. O juiz aplicou-lhe 110 dias de multa à taxa diária de quatro euros. Ou seja, teve de pagar 440 euros (88 contos), que pediu para pagar em dez suaves prestações mensais. O Ministério Público recorreu para a Relação para que o montante da coima fosse elevado, “sob pena de estarmos a sancionar, de igual modo, uma conduta criminal e uma con-

duta meramente contra-ordenacional”. Mas o acórdão dos juízes desembargadores veio confirmar a sentença inicial, fixando a multa nos 440 euros. Os juízes explicam que, ao não estabelecer na lei qualquer montante mínimo, o legislador deixou para os tribunais a iniciativa de, “dentro dos critérios gerais de fixação da pena em concreto, determinar a que se afigurasse mais justa e equilibrada”. Neste caso, se o condutor tivesse bebido um pouco menos, seria obrigado a pagar de imediato 500 euros. A Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados (ACAM) diz que “não faz qualquer sentido” beneficiar monetariamente os condutores apanhados com taxas de alcoolemia mais elevadas”. De acordo com a ACAM, a infracções mais graves deveriam corresponder “sanções maiores, tanto pecuniárias como de serviço à comunidade, sanções que possam servir de lição”.

Regulamento

Margem de erro dos alcoolímetros baralha condutores

da ANSR face ao MAI: “Sempre achámos que a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária deveria ser uma estrutura supra-ministerial que tivesse força para conseguir trabalhar em conjunto com os diversos ministérios. Eles dizem que fazem esse trabalho mas na realidade não o conseguem fazer”. “O Estado investe pouco na prevenção”, diz Adérito Araújo. “E não faz o essencial que é assegurar o patrulhamento de visibilidade nas estradas, tal como era feito pela extinta Brigada de Trânsito da GNR”, acrescenta

José Alho, presidente da Associação Socio-profissional Independente da Guarda (ASPIG). “Agora fazem-se mais operações de concentração de meios nas aldeias do interior em dias de festa e é por isso que não se vêem patrulhas a circular. Não há o policiamento contínuo que era fundamental para prevenir esta hecatombe de mortes nas estradas por álcool”. “Têm-se feito muitos processos de álcool mas é junto às festarolas, onde se apanha fartura de multas, não é nas estradas onde as pessoas morrem. Como

não há patrulhamento muitos condutores não têm medo de circular apesar de terem ingerido bebidas alcoólicas. Ninguém manda parar ninguém numa auto-estrada, excepto quando há concentração de meios”, refere José Alho, que lamenta a “profunda desmotivação dos agentes da antiga BT”, extinta em 2009. “Temos de investir no patrulhamento diário e na motivação destes militares”, diz o presidente da ASPIG, defendendo a criação de um comando único e de uma coordenação nacional da GNR a nível do trânsito.

Os juízes não se entendem no que diz respeito à condução sob o efeito do álcool deixando os cidadãos entregues à sorte quando são detectadas taxas de alcoolemia próximas dos 1,2 gramas por litro (g/l) de sangue,taxa a partir da qual se está perante um crime. O problema está na interpretação do chamado Regulamento do Controlo Metrológico dos Alcoolímetros, desconhecido da pela esmagadora maioria dos condutores mas assunto controverso e sujeito às mais diversas interpretações quando se trata de aplicar a lei. Diz o regulamento que os aparelhos para medir a taxa de álcool no sangue (TAS) não são muito rigorosos. Logo, é preciso levar em conta uma margem de erro de 7,5 por cento sempre que a TAS fica entre os 0,9 e os 2,30 g/l. E é aqui que surgem o problema. Diversos acórdãos de tribunais superiores consultados pelo Registo concluem de maneira diferente. Nuns

casos, o entendimento do tribunal é que ao valor constante do talão da máquina é preciso descontar os tais 7,5%. Noutros, diz-se que a margem de erro é calculada pelo próprio aparelho. Foi o caso de um automobilista que, depois da contraprova, acusou uma taxa de 1,24 g/L, tendo o tribunal considerado “extinto” o procedimento criminal. A Relação de Évora entendeu o contrário, dando razão ao Ministério Público: “Não há que fazer descontos sobre o valor que foi medido ao arguido e que efectivamente consta do talão, pois os níveis máximos de erro admissíveis já foram tidos em conta, nas diversas aprovações, verificações e ensaios a que é sujeito o aparelho”. Em Guimarães sucedeu o contrário, com a Relação a confirmar a absolvição de um condutor que acusou uma taxa de 1,26 g/l, entendendo que o caso não era crime pois a margem de erro não tinha sido levada em conta.


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3 Fevereiro ‘11

Economia & Negócios Turismo

Alentejo ”Bom Gosto“ promovido em guia turístico de luxo

Sandra Neves, directora-geral da DOC DMC Redacção | Registo Cada itinerário inclui entre 8 e 13 lugares diferentes. O ponto de partida é o vinho, ou não fosse a DOC DMC uma empresa de serviços à volta do vinho. Mas os viajantes são convidados a percorrer adegas, quintas, restaurantes e hotéis através de roteiros onde se inclui o melhor da oferta turística de cada região. O produto chama-se Winelands Portugal. E o Alentejo não só integra as apostas promocionais da DOC DMC como foi a região escolhida para figurar num guia a distribuir pelos 50 mil melhores clientes da American Express. “Há que lançar o mercado como oferta exclusiva, identificar a oferta e ajustá-la à procura. Existe um grande potencial da gastronomia e vinho do Alentejo”, diz Sandra Neves, directora-

geral da DOC. “Queremos juntar os parceiros e criar ofertas exclusivas, apostando na inovação e diferenciação. O cliente que vem ao Alentejo muitas vezes nem sequer sabe o que existe para visitar”. A imagem promocional para o American Express assenta no produto “Alentejo Bom Gosto”, lançado pela Entidade Regional de Turismo (ERT) para desenvolver o sector turístico da região apostando na gastronomia e vinhos. O programa inclui três áreas de actuação: comercial, pedagógica e institucional estando prevista a criação de uma rota gastronómica, edução de materiais promocionais, uniformização e enriquecimento das ementas dos restaurantes e criação de imagem e sinalética específicas. A gastronomia e os vinhos são “uma excelente montra do Alen-

Luis Pardal | Fotografias

Dinis Pires, Manuel Melgão e Ceia da Silva na inauguração da Rota dos Sabores Tradicionais tejo”, diz o presidente da ERT. Durante o lançamento da edição deste ano da Rota dos Sabores Tradicionais (ver notícia na página 17), Ceia da Silva garantiu que as iniciativas pensadas no âmbito do programa “Alentejo Bom Gosto” começarão a ter “visibilidade” durante 2001. A elaboração de um guia de restauração e gastronomia e a certificação dos restaurantes, tendo em conta aspectos como o respeito pelas ementas tradicionais, a qualidade do serviço e a utilização de produtos regionais são outras apostas da Turismo do Alentejo. “Não basta, do ponto de vista cultural, dizer que um determinado prato é uma riqueza gastronómica do Alentejo. O turista tem de o encontrar nos restaurantes”. A estratégia passa pela criação da “Grande Rota de Gastronomia

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& Vinhos do Alentejo”, que estabelecerá numa só rede as Rotas do Azeite, Rota dos Vinhos e Rota dos Sabores. Será também construído a Plataforma “Clube Prestige Alentejo Food & Wine”, que pretende aproximar o visitante ao território, através das diversas ofertas do agro-turismo (fabrico de pão, enchidos, tiragem de cortiça, entre outros). Que incluirá todas as informações sobre restaurantes e alojamento, apostando no Marketing Web 2.0. A aposta na formação qualificada dos profissionais é garantida. Os protocolos já celebrados com a Escola de Hotelaria de Portalegre e as Escolas Profissionais da região estabelecem medidas como a utilização da gastronomia regional dos refeitórios, ensino do receituário tradicional do Alentejo.

O objectivo é reaproximar as camadas jovens à tradição mediterrânica, desenvolvendo a ideia da Gastronomia como “bem público”, como refere Ceia da Silva. Sobre a Rota de Sabores Tradicionais, o vice-presidente da Câmara Municipal de Évora, Manuel Melgão, diz tratar-se de um “evento importante” para a promoção turística da cidade: “É uma iniciativa que desde 2003 tem vindo em crescendo e o mérito deve-se aos restaurantes e operadores desta área cuja adesão tem sido excelente”. Considerando que a realização da iniciativa “nunca esteve em causa” e que esta “não deve ser assunto para tricas políticas”, Manuel Melgão diz que a autarquia apresentou a financiamento comunitário um projecto para a promoção da gastronomia e vinhos do Alentejo.


15 Economia & Negócios Empreender

Indústrias criativas em Évora A agência Inova, de apoio à arte, cultura e indústrias criativas, vai promover em Évora (dia 15) uma acção de apoio aos empresários do sector tendo em vista a internacionalização. O “road show” nacional do projecto “Do It Outside The Box” pretende “transmitir a ideia de que as indústrias criativas não estão só no Porto ou em Lisboa” e “desmistificar a ideia de que começar um negócio nesta área, ou internacionalizá-lo, é complicado”, explica Jorge Cerveira Pinto, director geral da Inova. “Este é um sector onde as pessoas gostam pouco das questões de economia. O evento pretende apresentar as actividades da agência Inova para apoiar empresários do sector cultural e criativo e os vários programas que existem para esta área”. Os apoios para estes empresários são para “a criação de empresas” e para “negócios que já existem e que queiram internacionalizar-se”, acrescentou o responsável da Inova, que tem por missão “fazer a ponte entre o mundo dos negócios e o mundo criativo”. A intenção é, também, descentralizar o conceito de indústrias criativas: “Quando falamos do sector criativo, falamos também do indivíduo que trabalha nas artes e ofícios e que tem a possibilidade de expandir o seu mercado e internacionalizar-se”, sublinha Jorge Cerveira Pinto.

Ponte de Sor

Dyn’Aero volta a despedir

Incubadora tecnológica

Câmara e Universidade de Évora lideram parque de ciência Foto | Arquivo

Projecto arranca este ano e quer atrair empresas técnologicas Pedro Galego | Registo Para fomentar a instalação de empresas tecnológicas e a transferência de conhecimento científico para o mundo empresarial, vai surgir em Évora o Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA), localizado no Parque Industrial e Tecnológico (PITE) da cidade e financiado no âmbito do Programa Estratégico do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia (SRTT). O novo espaço será, essencialmente, uma incubadora de inovação e avanço tecnológico. O SRTT tem um investimento

de 42 milhões de euros que servirão, em grande parte, para fazer a articulação entre o tecido empresarial da região e o PCTA envolvendo directamente na sua gestão instituições de ensino superior, autarquias, entre outras entidades. Essa governação e aplicação de fundos comunitários, segundo os protocolos recentemente assinados em Évora, serão asseguradas através da criação de uma sociedade anónima de capitais maioritariamente públicos, a ser concretizada após a aprovação do programa estratégico. A sociedade será responsável pelo

“interface” do parque com o exterior, fazendo ainda a coordenação interna com os serviços e a implementação dos projectos comuns. Os accionistas maioritários serão a Câmara Municipal de Évora e a Universidade de Évora, que se propõem “estabelecer uma rede efectiva entre os diferentes sub sistemas que compõem o SRTT, antevendo parcerias e sinergias de elevado potencial inovador e científico para a região”, dizem os protocolos, a que o Registo teve acesso. Associados ao novo parque surgem ainda quatro sistemas

complementares que irão corporizar as iniciativas regionais associadas à promoção científica e tecnológica regional, com o objectivo de potenciar a evolução estrutural da economia regional para sectores de natureza tecnológica. Serão assim criados os sistemas de Incubadoras de Base Tecnológica; de Infra-estruturas Científicas e Tecnológicas; de infra-estruturas com forte potencial sinérgico e de Zonas e Parques Industriais e Tecnológicos. Está prevista a criação de uma Rede Regional de Ciência e Tecnologia do Alentejo (RRCTA) que juntará, além da Universidade de Évora, os Institutos Politécnicos de Portalegre, Beja e Santarém, a Agência Regional de Desenvolvimento do Alentejo (ADRAL), a Associação Nacional de Jovens Empresários, entre outras entidades. “O Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo pauta-se por ser o espaço privilegiado de transferência de conhecimento e inovação e de promoção do empreendedorismo de base tecnológica, em torno do qual gravitam os quatro sistemas complementares”, diz o modelo de governação. Do plano de financiamento previsto, uma fatia dos 42 milhões de investimento destinase à criação da entidade de gestão do PCTA que, até 2013, irá consumir cerca de 6 milhões de euros. A maior parte do investimento destina-se à construção de infra-estruturas e centrais comuns, bem como à criação de espaços exteriores e interiores (3,4 milhões), ficando 960 mil euros para as tecnologias e três parcelas iguais de 485 mil euros para os serviços centrais, comunicação e marketing e atracção de investimento.

Lusa Quinze trabalhadores da empresa aeronáutica Dyn`Áero Ibérica, em Ponte de Sor (Portalegre), receberam, pela segunda vez, a carta de despedimento, após anulação da primeira por alegadas irregularidades. Maria do Rosário Lopes, representante do Sindicato Democrático da Energia, Química, Têxtil e Indústrias Diversas (SINDEQ), explica que o conteúdo da carta deixa os trabalhadores com “uma mão à frente e outra atrás”. De acordo com a dirigente sindical, os salários e as respectivas indemnizações só serão regularizados “após a venda da massa insolvente”. Maria do Rosário Lopes, funcionária da unidade fabril, adiantou ainda à Lusa que os contratos de trabalho dos 15 operários vão cessar a “24 de Março”.

BEJA

PSD critica ”economicismo“ da CP O PSD acusou em comunicado a CP de querer acabar com as ligações directas Intercidades entre Beja e Lisboa por razões económicas alegando que a decisão se baseia no défice de seis milhões de euros do serviço em 2010. A posição dos social-democratas surge depois de uma reunião entre o presidente da distrital de Beja, Mário Simões, e o presidente da CP. As razões da CP “são de natureza técnica e económica”, porque as receitas do Intercidades entre Beja e Lisboa em 2010 “foram de dois milhões de euros, mas as despesas subiram aos oito

milhões de euros”, refere o PSD, acrescentando que através do novo modelo de exploração proposto como alternativa a transportadora “espera uma receita um pouco acima dos dois milhões de euros e uma despesa de quatro milhões”, indica o PSD. De acordo com o modelo, que a CP já apresentou aos autarcas das populações abrangidas, o serviço passará a ser feito através de automotora diesel entre Beja e Casa Branca, onde será feito transbordo para comboio eléctrico até Lisboa. Apesar de sublinhar que os autarcas “manifestaram a sua con-

trariedade” em relação ao novo modelo, mas “concordaram com a melhoria do serviço”, o PSD critica a “aceitação tácita” da nova proposta por parte dos autarcas, já que “não se coaduna com os interesses das populações”. Na reunião, o presidente da CP, questionado por Mário Simões, disse que nunca foi pedido à transportadora para avaliar uma ligação ferroviária ao aeroporto de Beja. Perante esta informação, o PSD questiona “como é possível avançar com a publicidade desmesurada ao projecto do aeroporto de Beja e o vultoso investimento de 33 milhões de

euros já gastos” na obra “sem se ter ponderado sobre a importância do ramal ferroviário” até ao terminal aeroportuário. “Não há desculpas para esta omissão. Ou então o Governo sempre encarou o projecto do aeroporto de Beja como um instrumento apenas de promoção partidária”, conclui. A decisão da transportadora é também criticada pela Câmara e pela Assembleia Municipal de Beja que anunciou uma manifestação para o próximo dia 14 alegando que as decisões da CP vão “aumentar o isolamento” da região.


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Economia & Negócios

A face oculta do desemprego antónio costa da silva Economista

De acordo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) estão inscritos na categoria de desempregados, nos centros de emprego do Continente e regiões autónomas, cerca de 600 mil pessoas. Também, segundo outro organismo oficial, o Instituto Nacional de Estatística, o número de desempregados há muito que passou a barreira das 600 mil pessoas, sendo este o valor mais alto desde que há registo, Estes números per si são altamente preocupantes, isto porque indicam que cerca de 11% da população activa portuguesa se encontra sem emprego. Estamos a falar de dados oficiais apresentados por 2 organismos da administração central. Estes números são mais dramáticos sobretudo porque incidem muito expressivamente na população jovem em idade activa (menos de 25 anos) e nos desempregados de longa duração. Significa que para além da falta de expectativas, vai aumentando um clima de medo, de desconfiança e descrença no futuro. Os que ainda têm força e iniciativa são forçados a sair do País. É este o cenário com que nos vamos confrontando cada vez mais. Na verdade, estes números não reflectem a realidade do desemprego português, o que torna esta situação mais angustiante e preocupante. São milhares de desempregados que não contam para os números do desemprego. Existem milhares de pessoas a frequentar acções de formação pagas pelo Fundo Social Europeu (FSE), através do Programa Operacional do Potencial Humano (POPH). São milhares e milhares

de pessoas a frequentar acções de longa duração para completarem os 9º e 12º anos de escolaridade. São muitos os desempregados a frequentar inúmeros programas financiados por este fundo comunitário. Estatisticamente estas pessoas não contam oficialmente como desempregados. Apesar de frequentemente se mostrar orgulhosamente a forte execução deste Programa Operacional (POPH), não é menos verdade que existe uma permanente tentativa de “ocultação” da quantidade de pessoas envolvidas neste programa. Dizem-nos quanto é que foi gasto, mas a habilidosa máquina da propaganda que nós conhecemos muito bem, raramente nos diz quantas são as pessoas desempregadas que se encontram a beneficiar do programa em causa. Não contam para o desemprego, é verdade. Mas estamos a falar de desempregados, também é verdade. Uma das últimas técnicas ou estratégia utilizada para a eliminação de inscritos como desempregados nos Centros de Emprego é a do cansaço. É solicitado de uma forma insistente e persistente às pessoas que se encontram desempregadas, que se desloquem aos Centros de Empregos ou respectivas delegações

Foto | Arquivo

“Uma das últimas técnicas utilizadas para a eliminação de inscritos nos Centros de Emprego é a do cansaço.”

para comprovarem a sua situação perante o emprego. Nas primeiras visitas as pessoas ainda comparecem, isto porque ainda têm algumas expec“São muitos os desempregados a tativas quanto a eventuais frequentar inúmeros programas ofertas de emprego. Depois, financiados por este fundo cocomeça a ser uma repetição da entrevista anterior, as munitário. Estatisticamente estas pessoas deslocam-se e não pessoas não contam oficialmente se passa nada, a não ser para como desempregados.” comprovarem que ainda es-

tão desempregadas. É claro, perante este cenário em que nada acontece, as pessoas fartam-se de gastar dinheiro nestas inúteis deslocações e aborrecem-se. Aborrecem-se e não voltam mais. Como deixam de comparecer nos Centros de Emprego, então são retirados dos números oficiais e passam a deixar de contar como desempregados (estatísticos). Significa que os dados oficiais

são apenas números. São números insensíveis de uma enorme realidade cada vez maior. Combater este flagelo do desemprego deve ser a nossa maior prioridade. Varrer o desemprego para debaixo do tapete, é esconder uma situação emergente que tem que forçosamente ser resolvida. Temos que resolver urgentemente este problema. Se não for assim, vamos pagar cara a nossa indiferença.

Sines, tendo em 2010 escalado o porto alentejano 29 navios deste tipo.

te da APS. A obra visa assegurar fundos de entrada a (-17) metros e as melhores condições de manobra aos navios de maiores calados, reforçando a segurança marítima do porto de Sines. O investimento global é da ordem de 40 milhões de euros e a obra está prevista ser concluída no final do primeiro semestre de 2012. “Actualmente temos capacidade para assegurar, sem recurso a crédito, 50%” do valor da obra de ampliação do molhe, diz Lídia Sequeira, presidente do conselho de administração do Porto de Sines. Para além da consignação desta obra foi recentemente inaugurado o denominado “Porto de Abrigo”, destinado às embarcações de segurança da Autoridade Portuária, da Capitania de Sines e da Unidade de Controlo Costeiro de Sines

Investimento

Porto de Sines lídera exportações Redacção | Registo O Porto de Sines fechou o ano de 2010 com um crescimento de 50,7% no movimento de contentores face ao ano transacto, tendo registado um total de 382.089 TEU, apurou o Registo junto de uma fonte da Administração do Porto de Sines (APS). Nas mercadorias foram movimentadas 25.5 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 5% relativamente a 2009, reforçando a sua posição de liderança do sector. A puxar por este crescimento estiveram, principalmente, o terminal de contentores e o terminal de graneis líquidos. “Para esta excelente performance contribuiu decisivamente o crescimento das exportações em 48%, representando cerca de 5 milhões de toneladas, posicionando Sines como o maior porto exportador”, acrescenta a mesma

fonte. As mercadorias saídas por contentor cresceram 53% e a restante carga 44%, representando 2,233 e 2,738 milhões de toneladas, respectivamente. As principais mercadorias exportadas foram as gasolinas (sem chumbo e componentes), o JET (gasolina de avião), mármores, papel, gesso, fuel óleo, olefinas (propileno, etileno e butadieno), carvão lavado e aromáticos. Os principais destinos destas mercadorias foram os Estados Unidos da América, o México, Espanha, França, Holanda, Alemanha, Itália e o Extremo Oriente. No tráfego de contentores, 2010 ficou marcado pelo reforço significativo do papel de Sines como “hub” portuário, sustentado no aumento de ligações por feeder aos principais portos ibéricos da fachada Atlântica. “Assume notável destaque o início

de dois novos serviços directos à exportação para o Canadá e para o importante mercado asiático, com referência especial aos principais portos Chineses”. De acordo com a APS, estes dois novos serviços permitem aos exportadores portugueses “usufruírem dos tempos de trânsito mais competitivos do mercado ibérico e valorizam a sua importância como único porto ibérico Atlântico a oferecer ligações directas aos principais mercados mundiais da Ásia e América do Norte”. No que respeita ao número de navios em operação comercial, o Porto de Sines teve um crescimento homólogo de 17%, acompanhado por um aumento do porte dos navios (GT) de 12%. Para este crescimento, contribuíram os “motherships” de última geração (12.000 e 14.000 TEU) que passaram a poder optar por

Ampliação do molhe leste O anúncio dos resultados relativos a 2010 coincidiu com a consignação da segunda fase de ampliação do molhe Leste, adjudicada à CONDURIL – Construtora Duriense, SA, na sequência de concurso público internacional. Esta empreitada contempla a construção de 400 metros do molhe – cuja extensão final será de 1.500 metros. “Trata-se de uma obra fundamental para garantir as condições de abrigo e de operacionalidade dos navios que operam no Terminal XXI, tendo em conta a continuidade da expansão do cais e dos terraplenos, da responsabilidade da concessionária”, explica ao Registo fon-


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Évora recupera pastéis de Santa Clara Luís Maneta | Registo Num primeiro olhar fazem lembrar os populares pastéis de grão, presença obrigatória na boa mesa em dias de festa. Só a cruz de Cristo, desenhada a canela, deixa antever a ilusão do olhar apressado. Prova-se e o recheio, onde pontificam os ovos, a amêndoa e a canela, e logo se comprova estarmos na presença de um doce conventual. Não um doce qualquer. Mas os pastéis de Santa Clara de Évora, receita com 250 anos injustamente caída no esquecimento. O Convento das Clarissas de Évora, da ordem franciscana, foi fundado pelo bispo D. Vasco Perdigão em 1492 e na sua clausura esteve recolhida a princesa D. Joana, a Excelente Senhora, malograda noiva de D. Afonso V. Para a História ficou um rico património artístico, monumental e gastronómico, este último compilado num receituário conventual que as freiras conservaram durante séculos para seu uso privado. O documento sobreviveu até aos dias de hoje, tendo sido consultado na Torre do Tombo por Manuel Fialho e Alfredo SaraPUB

mago que dele ressuscitaram receitas de “sabor divino”, como o dos afamados pastéis, de sabor requintado, cuja dificuldade de execução fez cais no esquecimento. Na forma, Francisco Bilou, responsável pelo Turismo na Câmara Municipal de Évora, encontra semelhanças entre os pastéis feitos pelas clarissas de Évora e pelas de Portalegre e de Coimbra. Com uma diferença que não é de pormenor: enquanto os de Évora são submetidos a fritura, os outros eram normalmente cozidos em forno a lenha. “Este doce nunca foi comercializado e já nem se fazia. Com a extinção do Convento em finais do século XIX a receita perdeu-se. Era uma memória perdida”. Era. Porque no âmbito da Rota de Sabores Tradicionais, que decorre entre Fevereiro e Abril, Dona Ercília, da pastelaria Pão de Rala, porventura a mais afamada pasteleira de Évora, aceitou o desafio, pegou no receituário recolhido por Manuel Fialho e Alfredo Saramago e recriou o doce conventual. “Não foi uma tarefa fácil. Não sabemos exactamente qual era

o sabor destes pastéis, pelo que fomos afinando o produto até chegar a este resultado”, conta Francisco Bilou. Por “afinar” leiase: saborear. Tiradas as provas, “afinada” a receita, logo surgiu a ideia de adicionar um elemento pictórico que “inspirasse” no consumidor uma “ideia da antiguidade” do pastel. Foi assim que surgiu a Cruz de Cristo, desenhada a canela, no topo do doce, exibido pela primeira vez em público no primeiro dia da Rota dos Sabores Tradicionais. Para que a receita das clarissas de Évora não se volte a perder, vão ser promovidas acções de formação para pasteleiros e candidatos a doceiros. “Ao recriarmos estes pastéis estamos, aqui, a criar também uma oportunidade de negócio, porque a Dona Ercília vai dar formação a quem quiser aprender a fazer este doce, ou seja, aos mestres pasteleiros”. A ideia é que o pastel de Santa Clara de Évora possa ao longo deste ano entrar nas ementas dos principais restaurantes da cidade e ficar acessível em pastelarias e lojas “gourmet”, ao alcance de consumidores mais gulosos.


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3 Fevereiro ‘11

Lazer Sugestão de leitura

Sugestão de filme

O Teu Corpo Diz “AMA-TE”

Cisne Negro

Autora: Lise Bourbeau Sinópse:

Autor: Black Swan Sinópse:

Quando o nosso corpo nos fala - através da linguagem da doença - é porque nos quer chamar a atenção para uma forma de pensar que nos é prejudicial. Estes pensamentos prejudiciais, mesmo sendo inconscientes, lesam todo o nosso ser. Por isso, quando uma doença surge, é para nos avisar que é tempo de mudar essa forma de pensar. Infelizmente, a medicina tradicional e mesmo algumas formas de medicina chamadas naturais continuam a encarar a doença como um obstáculo ao bem-estar. Ao lu-

Nina é bailarina de uma companhia de balé de Nova York. Sua vida, como a de todos nessa profissão, é inteiramente consumida pela dança. Ela mora com a mãe, Erica, bailarina aposentada que incentiva a ambição profissional da filha. O diretor artístico da companhia, Thomas Leroy, decide substituir a primeira bailarina, Beth MacIntyre, na apresentação de abertura da temporada, O Lago dos Cisnes, e Nina é sua primeira escolha. Mas surge uma concorrente: a nova bailarina, Lily, que deixa Leroy impressionado. O Lago dos Cisnes requer

tar contra a doença, estas medicinas limitam-se a fazer desaparecer os sintomas, ignorando a sua origem. Lise Bourbeau encara a doença não como um problema em si mas como uma dádiva que a vida nos faz para reequilibrar o nosso ser, para reconciliar o corpo e a alma e restabelecer o diálogo entre eles.

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uma bailarina capaz de interpretar tanto o Cisne Branco com inocência e graça, quanto o Cisne Negro, que representa malícia e sensualidade. As duas desenvolvem uma amizade conflituosa, repleta de rivalidade, e Nina começa a entrar em contato com seu lado mais sombrio, com uma inconsequência que ameaça destrui-la.

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Carneiro

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Balança Carta Dominante: 10 de Espadas, que significa Dor, Depressão, Escuridão. Amor: Esteja atento a tudo o que o rodeia. Saúde: Não terá que se preocupar, está em plena forma. Dinheiro: Algumas dificuldades avizinham-se. Números da Sorte: 1, 8, 42, 46, 47, 49 Dia mais favorável: Segunda-Feira

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Nota: O objectivo do jogo é completar os espaços em branco com algarismos de 1 a 9, de modo que cada número apareça apenas uma vez na linha, grade e coluna.

HORÓSCOPO SEMANAL Carta Dominante: O Dependurado, que significa Sacrifício. Amor: Irá manifestar-se em si uma forte sensualidade. Saúde: Com disciplina e controlo melhorará. Dinheiro: Poderá ter tendência para gastar mais do que habitualmente. Números da Sorte: 1, 3, 24, 29, 33, 36 Dia mais favorável: Terça-Feira

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Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Touro Carta Dominante: 5 de Copas, que significa Derrota. Amor: Caso esteja livre e descomprometido poderá surgir brevemente a pessoa que idealizou. Saúde: Tenderá a sofrer de fadiga. Durma mais. O cansaço tomará conta de si, procure o seu médico e tome umas vitaminas para revitalizar o seu corpo. Dinheiro: Poderá voltar a surgir uma proposta que estava suspensa há algum tempo. Números da Sorte: 7, 11, 18, 25, 47, 48 Dia mais favorável: Domingo Horóscopo Diário Ligue já!

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Escorpião Carta Dominante: Cavaleiro de Paus, que significa Viagem longa, Partida Inesperada. Amor: Deixe o ciúme de lado e aproveite bem os momentos escaldantes. Que o futuro lhe seja risonho! Saúde: Cuidado com os excessos alimentares. Dinheiro: Período menos favorável para empréstimos. Números da Sorte: 4, 9, 11, 22, 34, 39 Dia mais favorável: Quinta-Feira

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Gémeos Carta Dominante: 8 de Copas, que significa Concretização, Felicidade. Amor: Poderá surgir um mal entendido, mas com calma tudo se resolve. Saúde: Este será um período de paz, aproveite para descansar. Seja o seu melhor amigo! Dinheiro: Momento pouco favorável para grandes investimentos. Números da Sorte: 4, 6, 7, 18, 19, 33 Dia mais favorável: Quarta-feira

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Sagitário Carta Dominante: Valete de Paus, que significa Amigo, Notícias Inesperadas. Amor: Através do diálogo poderá clarificar algumas dúvidas com a sua cara-metade. A felicidade espera por si, aproveite-a! Saúde: Cuidado com os vírus gripais. Dinheiro: Reina a estabilidade neste campo. Números da Sorte: 1, 2, 8, 16, 22, 39 Dia mais favorável: Sábado

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Caranguejo Carta Dominante: 2 de Espadas, que significa Afeição, Falsidade. Amor: Entre em contacto com os seus familiares e amigos que estão distantes e verá como custará menos a suportar a saudade. Não se deixe dominar por maus presságios! Saúde: Dê mais atenção aos seus ouvidos. Dinheiro: Não espere grandes alterações neste campo da sua vida. Números da Sorte: 9, 11, 25, 27, 39, 47 Dia mais favorável: Sábado

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Capricórnio Carta Dominante: 3 de Ouros, que significa Poder. Amor: Período bom para estar com o seu amor. Descubra a imensa força e coragem que traz dentro de si! Saúde: Manter-se-á numa situação estável. Dinheiro: A sua carreira está em alta. Números da Sorte: 7, 13, 17, 29, 34, 36 Dia mais favorável: Segunda-Feira

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Leão Carta Dominante: 10 de Ouros, que significa Prosperidade, Riqueza e Segurança. Amor: Andará muito sentimental e por isso o seu relacionamento amoroso estará colorido e cheio de ternura. Olhe em frente e verá que existe uma luz ao fundo do túnel! Saúde: Espera-o um período isento de preocupações. Dinheiro: Fique atento e evite qualquer tipo de gasto supérfluo. Números da Sorte: 10, 20, 36, 39, 44, 47 Dia mais favorável: Sexta-Feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Aquário Carta Dominante: O Papa, que significa Sabedoria Amor: Os ciúmes não nos levam a lado nenhum, tenha confiança na pessoa que tem a seu lado. Saúde: Cuidado com a diabetes, não coma muitos doces. Dinheiro: Momento propício para um investimento mais sério. Que o sucesso esteja sempre consigo! Números da Sorte: 7, 11, 19, 24, 25, 33 Dia mais favorável: Quarta-Feira

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Virgem Carta Dominante: A Justiça, que significa Justiça. Amor: Não tenha atitudes infantis relacionadas com ciúmes doentios. Aprenda a trazer para a luz o melhor do seu ser! Saúde: Cuidado com a auto-medicação. Dinheiro: Época favorável ao investimento em novos negócios. Números da Sorte: 7, 18, 19, 26, 38, 44 Dia mais favorável: Terça-Feira

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Peixes Carta Dominante: 7 de Paus, que significa Discussão, Negociação Difícil. Amor: Procure estar mais tempo com os seus amigos e familiares. Tenha a ousadia de sonhar! Saúde: Faça com maior regularidade análises ao sangue. Dinheiro: Os gastos desenfreados podem prejudicá-lo significativamente. Números da Sorte: 5, 25, 36, 44, 47, 49 Dia mais favorável: Sexta-Feira

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19 Cultura D.R.

José Filipe rodrigues Engenheiro

A lenda da origem de Valverde da Estibeira Valverde da Estibeira é uma aldeia do concelho de Valpaços, situada a poucos quilómetros desta cidade. Terra de bom vinho, de bom azeite, de outros excelentes produtos da agricultura e de muito positivas tradições que, como descendente de transmontano, valorizo de uma maneira especial. Dela tenho boas memórias que dariam para inspirar muitas bibliotecas de contos e romances. Segundo a lenda, Valverde nasceu no sítio da Estibeira, onde as silvas co-habitam (agora mais) com a giesta, a esteva, as vinhas e os olivais. Na minha infância ia para a Estibeira ao rebusco da azeitona, para a vender ao João Pinheiro, e assim conseguiamos, eu e os meus companheiros, comprar algumas guloseimas muito desejadas pelas crianças do nosso tempo. Aí existem vestígios de construções abandonadas pelos antigos habitantes que se mudaram para um local mais elevado da região, onde se situa a actual aldeia. Ainda segundo a lenda, naquele tempo existiam umas formigas gigantes, impossíveis de detectar e de combater pelos adultos. Quando os progenitores se deslocavam para os trabalhos do campo, elas matavam e comiam as crianças. Aparentemente, essa foi a única maneira de combater a praga, evitando e fugindo do inimigo. A verdade é de que essas formigas não desapareceram, sofreram mutações. Elas transformaram-se em Polvos, Mostrengos, Políticos e outros especialistas de Pensapouco, Estudapouco, Sabepouco, Mandam-Entudo e Têm-Muito. Essas formigas gigantes, agora em diferentes mutações, atacam, sobretudo, os adultos, com valores, anseios e personalidades demasiado incoerentes, pobres nos valores e nas convicções, ao mesmo tempo que dificultam a vida às gerações mais novas. Elas, para além de persistirem no local de origem, migraram para as vilas e cidades, continuando a sua multiplicação, porque os Mandam-Entudo legislaram contra o uso de insecticidas capazes de controlar este tipo de pragas. As populações agora não têm a possibilidade de mudarem os povoados para outros locais do país, porque a peste tornou-se pandémica, nem para o mar, porque aí os polvos atacam os indefesos refugiados. A única alternativa é migrarem para países estrangeiros onde ainda usam insecticidas capazes de aniquilar essas formigas gigantes e as suas mutações. Os que conseguem manter viva esta região transmontana têm uma teimosia, uma força e uma resistência (como diria o Tio João ou o Professor Telmo) “do carai”, ou morrem poetas, como aconteceu com o Tio Alfredo Alfaiate. * O nome oficial Valverde da Esteveira (oriundo de esteva) foi intencionalmente ignorado pelo autor, preferindo usar o pronunciado pelo povo, mais genuíno e com maior musicalidade e poesia.

Música

Daniel Levin Quartet no Portalegre JazzFest Redacção | Registo No caso do Daniel Levin Quartet desde logo se nota a inexistência de um kit de bateria, e se pensarmos que tal facto anuncia algum tipo de jazz de câmara, coloquemos as coisas a claro desde o início: não é verdade. E Levin ainda torna tudo mais complicado: definiu os papéis de cada interveniente na música – o trompetista Nate Wooley, o vibrafonista Matt Moran, o contrabaixista Peter Bitenc e ele próprio no violoncelo – com o exclusivo propósito de ignorar as predefinições estabelecidas. Assim sendo, não encontramos neste grupo uma secção rítmica formal e os dois instrumentos melódicos não estão necessariamente “à frente”. É necessário acompanhar os trajectos individuais no todo musical sem esperar encontrá-los nos lugares habituais. Só assim é possível seguir o rasto das conversações desenvolvidas, bem como

Património

Rota das Igrejas em Évora A Diocese de Évora está a promover visitas guiadas ao património cultural e religioso da região, dando a conhecer um conjunto de tesouros que, normalmente, estão inacessíveis ao público em geral. Segundo o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, a iniciativa, intitulada Rota das Igrejas de Évora, prossegue no próximo dia 19 de Fevereiro, com uma passagem pela Igreja do Espírito Santo. Trata-se de um monumento que foi instituído pela Companhia de Jesus na segunda metade do séc. XVI. Com início marcado para as 9h45, no Largo dos Colegiais (em frente à Igreja), a iniciativa vai ser conduzida pelo professor doutor José Alberto Gomes Machado, o padre Hermínio Rico e o Dr. Artur Goulart.

os pequenos jogos de tensão criados. Encontram-se reminiscências da third stream, do cool e do free jazz do início dos anos 1960, mas apenas como tijolos para a construção de uma música inteiramente do nosso tempo. Daniel Levin Quartet é um dos cabeças de cartaz da 9ª edição do Festival Internacional de Jazz de Portalegre (Portalegre JazzFest) que irá mais uma vez privilegiar o jazz tocado em Portugal, na Europa e Estados Unidos, continuando deste modo uma tradição do Festival, desde a sua génese em 2003. A 9ª edição abrirá com um projecto nacional bem conhecido do público, e a apresentação do novo disco do Trio de Bernardo Sassetti, “Motion”. Em relação a “visitas” internacionais, o grande Auditório do Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre (CAEP) nirá receber os muito aclamados Mostly Other People do the Killing e o lirismo de Daniel Levin Quar-

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tet, terminando em beleza com a visita do quarteto do genial saxofonista sueco, Jonas Kullhammar. No espaço do café-concerto (afterhours), a exemplo da edição de 2010, será dada primazia aos projectos nacionais de vanguarda, mostrando desta forma as linguagens mais contemporâneas do jazz com sabor nacional, mas também um projecto estrangeiro, o do trio alemão, residente em Nova Iorque, HNH, liderado pelo baterista Joe Hertenstein. Para esta edição do JazzFest, apresenta-se como novidade a parceria entre o CAEP e a editora Clean Feed, no intuito de promover, divulgar e conquistar novos públicos. É o jazz como forma livre de expressão musical. Como tal, na compra de entredas para os concertos serão oferecidos discos da Clean Feed. Irão ainda manter-se as tradicionais feiras do disco e mostra de produtos regionais alentejanos.


20 3 Fevereiro ‘11 Roteiro

MÚSICA Portel Lena d’água 5 de Fevereiro | 21h30 Local: Auditório Municipal Uma viagem musical aos anos 80 Sines The post brass band 9 de Fevereiro | 22h00 Local: Centro de Artes The Post Brass Band apresentam em Sines o seu último trabalho intitulado “Pop&Roll”

Grândola Corvos - Visitam u2

11 de Fevereiro | 21h30 Local: Cine Granadeiro Os portugueses Corvos interpretam exclusivamente temas do U2 no CIne Granadeiro de Grândola Grândola Edson cordeiro 12 de Fevereiro | 22h00 Local: Troia Considerado um fenómeno pela crítica, Edson Cordeiro apresenta-se em concerto no Casino de Troia

TEATRO

Exposições

a bruxa Teatro. Tema: ‘exclusão’ Local: Auditório Soror Mariana (R. Diogo Cão, 8 - Évora) 3 e 9 de Fevereiro (semanalmente à 5ª-feira, excepto a última sessão que terá lugar 4ª-feira) ◦ Horário: 21h30 Cineclube da Universidade de Évora • 03/02/2011 - ‘O Fim e o Princípio’ de Eduardo Coutinho | Documentário | 110m | 2005 (BRA) | M/6

Portalegre Garrafas - Peça do mês 1 a 28 de Fevereiro | Local: Recepção do Colégio de S.Sebastião Garrafas de cerâmica do século XVII à mostra no Colégio de S. Sebastião

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21 Cultura D.R.

A bruxa Teatro

Documentários encerram ciclo de cinema contra a exclusão Redacção | Registo Depois de “Uma História Simples” (David Lynch) e do clássico “Ladrão de Bicicletas” (Vittorio di Sica), o segundo ciclo de cinema organizado em Évora por a bruxa Teatro prossegue no próximo dia 3 de Fevereiro com “O Fim e o Príncipio”, de Eduardo Coutinho, um dos mais importantes documentaristas brasileiros. Trata-se de uma iniciativa integrada no âmbito das comemorações do Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e Exclusão Social. Com “O Fim e o Príncipio”, Eduardo Coutinho realiza um antigo sonho de chegar ao sertão do Nordeste brasileiro com uma câmara de filmar e sem nenhuma ideia em relação ao filme. O grau zero do documentário: “Sem pesquisa prévia, sem personagens, locações nem temas definidos, em busca de pessoas que tenham histórias para contar”. O acaso conduziu-o ao Sítio Araçás, uma comunidade rural de 86 famílias na sua maioria ligada por laços de parentesco, no município de São João do Rio do Peixe.

“Graças à mediação de uma jovem de Araçás, os moradores – na maioria idosos – contam a sua vida, marcada pelo catolicismo popular, pela hierarquia, pelo senso de família e de honra”, escreve Eduardo Coutinho no seu blogue. O último filme deste ciclo, a exibir dia 9 de Fevereiro, será “Os Esquecidos”, de Pedro Neves, documentário estreado na edição de 2009 do Doc Lisboa e que resulta de um demorado trabalho de pesquisa efectuado pelo realizador nos bairros sociais da

cidade do Porto. “São casos escondidos atrás de muros, de janelas e portas fechadas, de portões ferrugentos, de paredes que caem, de tectos que não existem. É gente que tropeçou no entulho e na desilusão, na privação, na perda, na angústia. É gente que foi empurrada dos sonhos para o chão. É gente como a gente poderia ser”. Pedro Neves nasceu em Leiria e estreou-se nos documentários em 2007 com “A Olhar o Mar”, com o qual venceu o prémio do público do Festival de Cinema

Nova peça em produção O texto é de John Ford Noonan, actor e dramaturgo nova-iorquino. A encenação é de Figueira Cid. A bruxa Teatro vai estrear a 10 de Março a sua próxima produção: “Música no Vale”. A peça passa-se numa clínica psiquiátrica no topo de uma colina na cidade de Woodstock, onde Claire Granick, uma jovem esquizofrénica que ama Bruce Springsteen expulsa, regularmente, os novos companheiros

de quarto com táticas de terror e músicas tocadas muito alto. À clínica chega entretanto Margot Yossarian, uma mulher mais velha, mais bonita, histérica mas com um coração enorme e um corpo frágil que adora rock n’roll. “É uma mistura de alienação, nostalgia e efeitos de choque diluída perto do fim com sentimentos optimistas”, escreveu o crítico Vincent Canby.

Imagem do filme “Os Esquecidos”. e Vídeo de Vancouver, Canadá. No mesmo ano, co-realizou a curta-metragem documental “En la Barberia” (Cuba), presente no em diversos festivais internacionais. “O Fim e o Príncipio”, de Edu-

ardo Coutinho 3 de Fevereiro, 21h30 Auditório Soror Mariana “Os Esquecidos”, de Pedro Neves 9 de Fevereiro, 21h30 Auditório Soror Mariana

A cultura com carácter de serviço público deve ser um desígnio municipal

José Russo Actor

O estabelecimento de critérios de atribuição dos financiamentos deve ter em conta a realidade objectiva do tecido cultural do concelho. Não são ajustáveis a uma tão grande diversidade de agentes culturais modelos, criados para regular a actividade profissional de criação artística no plano nacional. Não é possível exigir a uma qualquer associação recreativa o mesmo que a uma estrutura profissional. O movimento associativo é, pela sua ligação ao meio, um motor importante da vida sociocultural das comunidades, um espaço de encontro e descoberta para muitos jovens, um ponto de partida para novas aventuras. O quadro temporal de um ano não é adequado a uma parte significativa dos agentes, seja para uma associação ou colectividade com uma actividade regular, seja, por outro lado, para as estruturas profissionais que canalizam para o concelho verbas muito significa-

tivas através dos financiamentos, contratualizados plurianualmente com o Ministério da Cultura ou de financiamentos europeus para iniciativas ou eventos de maior dimensão, que promovem no concelho. Importa, igualmente, sublinhar o carácter de serviço público assegurado por estas estruturas, bem como, a responsabilidade da Câmara Municipal no co-financiamento dos agentes culturais do concelho que asseguram mais de 80% das actividades que ocorrem ao longo do ano. Tendo em conta a relação de proximidade e conhecimento que advêm da circunstância de vivermos numa cidade e num concelho com estas dimensões, não é compreensível que os técnicos da autarquia não possam, de acordo com os critérios definidos, avaliar os projectos e estabelecer as respectivas grelhas dos financiamentos municipais. A figura do júri neste quadro não faz sentido, desde logo, porque nos ar-

riscamos a gastar mais com o júri do que o valor que se pode atribuir a alguns agentes, depois e além disso, será possível encontrar três figuras de reconhecido mérito em cada ano, sabendo que os intervenientes nos projectos não podem naturalmente participar?! Claro que se poderá sempre importar essas figuras, mas aí, a solução é meramente académica cria-se um crivo e só passam os magros o que em tempos de crise não deixa de dar um certo jeito. Enfim, tudo será bom, se a Câmara Municipal poder alijar as suas responsabilidades. O quadro não é completamente transparente porque na norma transitória não se faz qualquer referência aos incumprimentos da autarquia relativos a 2009, 2010 e ao período que irá decorrer até à efectivação do novo regulamento. A clarificação desta situação é da maior importância para a vida dos agentes que têm quadros de responsabilidade que são do conhecimen-

to da autarquia. O processo de criação deste Regulamento não pode ser utilizado para descartar responsabilidades anteriores. Num estado de direito, até à introdução de novas regras, têm de vigorar os acordos anteriores. Em Maio de 2010, numa reunião realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho com os agentes culturais, o senhor Presidente afirmou que a Câmara assumiria todas as dívidas antigas e actuais. Como é do domínio público, o sector da cultura tem sido um dos mais penalizados nos últimos anos. Esta realidade teve até o reconhecimento público do senhor Primeiro Ministro, ainda que no último Orçamento de Estado se tenha verificado mais um corte de 8,8% nas verbas do Ministério da Cultura que, por sua vez, impôs um corte de 23% nos financiamentos já contratualizados, como é o caso do Cendrev e de muitas outras estruturas de criação artística.

Perante este panorama de cortes que, como sabemos, afectam também os municípios, não será, seguramente, fácil o desempenho da Câmara Municipal de Évora como será, por certo, difícil o papel a desempenhar pelo conjunto de agentes culturais do concelho que já foram ou vão ser penalizados com cortes desta ordem de grandeza. Deixa-nos tristes ver a cidade de Évora, cada vez mais afastada, do grande objectivo de Capital Europeia da Cultura. Bem sabemos que a cultura sempre foi e continua a ser o “parente pobre” de um sistema político que não gosta de cidadãos qualificados e esclarecidos. Esta crise que é justificação para todos os males e cujo fim ninguém se atreve a vaticinar não pode servir para esconder responsabilidades, nem para nos impor uma qualquer hibernação enquanto uns quantos engordam à custa da miséria de muitos.


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23 Desporto Futebol

Senegaleses à conquista do futebol alentejano D.R.

Luís Mósca | Registo Primeiro foi o Brasil. Depois África e agora a América do Sul. Sempre à procura do eldorado europeu. Dos euros e de representar os emblemas mais conceituados. Do Senegal vieram também alguns futebolistas. Sougou, da Académica e Keita, do Braga, são alguns dos nomes mais falados no panorama futebolístico português. No Alentejo moram Omar, Malick Cissé e David Nunez. Que são amigos dos primeiros. Sempre que podem encontram-se, provam um prato do Senegal e põem a conversa em dia. Falam dos problemas linguísticos e do clima. Do frio que “não se aguenta”!

Mas também não conseguiste convencer o treinador em Portimão. O que é que falhou quando chegaste? O treinador era o Vítor Pontes, que tinha trazido muitos jogadores, era difícil jogar. Então falei com os dirigentes para rescindir o contrato. Vim para cá, para Évora, mas não podia jogar nesse ano, noutro clube, em três clubes num ano não seria permitido.

David Nunez (Juventude de Évora) David Nunez é o mais recente futebolista senegalês no Alentejo. Tem 25 anos, veio há quatro para Portugal. Para o Belenenses, mas foi porém desviado para Olhão. Do Algarve viajou para o Real de Massamá e agora, no mercado de Inverno, reforçou a equipa do Juventude de Évora. Confrontado sobre as suas qualidades, este avançado depressa se apresenta: “Sou um goleador, tenho de marcar golos, só isso, mais nada” “Quando vim para cá para Portugal disseram-me que vinha para o Belenenses. Mas no dia seguinte, o empresário disse que ia para Olhão. Joguei lá cinco meses, até ao fim do campeonato. Estive quase para renovar.” Quem era o treinador, nessa altura? O Álvaro Magalhães. Não renovei porque era para viajar para um clube da Roménia. Acabei por ficar, até agora. Que diferenças encontras entre o futebol lá, no Senegal e o futebol português? É bem diferente. Aqui há mais profissionalismo, o futebol é mais competitivo, mais ritmo. E há mais condições para um jogador evoluir. E o clima no Senegal? É nas condições climáticas que sentem mais dificuldades na PUB

passada. Mas fala também das dificuldades linguísticas, quando chegou... Mal termina um jogo é vêlo ao telemóvel. A falar com os amigos: Sougou, Omar, e Keita. Para saber das novidades da bola e pôr a conversa em dia. Passa os dias em casa, no ambiente pacato com a família, mas não dispensa os amigos. Sobretudo do Senegal.

David Nunez festeja a marcação de um golo com a camisola do Juventude de Évora adaptação ao futebol português? Sim, qualquer africano é no clima que sente mais dificuldades. O Senegal é muito quente, chegamos cá na época do frio e aí é mais complicado. Vocês, do Senegal, têm uma comunidade. Encontram-se de vez em quando? Há muitos jogadores cá, até na primeira Liga de futebol. Sou amigo do Sougou, da Académica, e conheço muito bem o Keita,

do Braga.Falamos e encontramo-nos, até para comer aquele prato senegalês. Do Real para o Juventude, agora no Inverno. Para ficar no Juventude de Évora? Não tenho mais qualquer ligação com o Real. Estou a gostar de Évora, vim para evoluir, para jogar e estou a gostar dos métodos do novo treinador. O grupo é bom, até a Direcção e venho para dar o máximo, ajudar o Juventude.

Malick Cissé (Juventude de Évora) Malick Cissé é o mais esguio. E aquele que tem um ar mais calmo. Chegou para jogar na II Liga, em Portimão, há três anos. Mas, tal como David, não conseguiu convencer os dirigentes algarvios e rumou para Évora, onde representa o Juventude. Com 26 anos, vai para a quarta época com a camisola azul e branca. Já despertou o interesse por outros emblemas, na época

quando voltar para o Senegal é abrir uma escola de futebol. Para ajudar as crianças. “Quando cheguei não foi difícil a minha adaptação porque tinha cá a minha familia. Correu bem a primeira época...” Para o Estrela... Sim, era para ter sido outro clube, mas acabou por ser bom no Estrela de Vendas Novas. Está no Atlético de Reguengos vai para a terceira época. Quer cá ficar? Estou feliz, mas sonho com a

Qualquer jogador do Senegal pode vingar no futebol português? Sim, há bons jogadores africanos. O problema maior é o frio. Em Dezembro lá está também mais frio, mas nunca estas temperaturas.

Tem hipótese de sair? Sim, tenho hipótese. Não há negociações para outro clube mas há promessas,vamos ver.

O Cissé está longe daquilo que já mostrou ao serviço do Juventude. Porquê? Este ano quase não fiz pré-época, estive lesionado. Foi sobretudo por isso que não tenho estado tão bem. Mas vou trabalhar para voltar ao melhor nível. A equipa também não está a atravessar o melhor momento, uma fase menos boa. Mas isso vai passar, vamos dar a volta, o pior já passou.

E voltar, para o Senegal, está fora dos seus planos? Preferia cá ficar, depois logo se vê. Nasci com o futebol, adoro o futebol. Se voltar, mais tarde, gostaria de abrir uma escola, para ajudar as crianças do Senegal.

O treinador perguntou-te sobre o David? Tiveste influência na contratação? O Miguel perguntou-me se conhecia o David. Disse que sim, conheço-o há muito tempo, ainda do Senegal e que era bom jogador.

“Sonho com a I Liga” A história de Omar é semelhante aos dos seus companheiros senegaleses. Tal como Cissé e David, o central do Atlético de Reguengos também veio à procura do sol da Europa. Dos euros. E do brilho nos melhores campeonatos. A viagem de Omar é que foi mais curta: o defesa central veio da Tunísia para Vendas Novas, onde jogou duas épocas. Talvez por isso não tenha estranhado as diferenças climáticas. Quer chegar também ao principal campeonato do futebol luso. É um sonho. O outro,

Quais foram as maiores dificuldades de adaptação? A língua, mas sobretudo o clima. Com este frio é difícil aguentar, para qualquer africano. Já estão cá alguns jogadores e nós encontramo-nos em Lisboa de vez em quando. Omar e Keita já tiveram na minha casa.

primeira Liga.É normal, é um sonho de qualquer jogador. Não vou desistir.


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Vinhos, sopas e doces

Canaviais premeia A Casa do Povo dos Canaviais (Évora) promove este sábado, dia 5 de Fevereiro, mais uma jornada gastronómica, cujos principais “actores” são os vinhos, as sopas e os doces tradicionais, numa iniciativa que volta a estar integrada na Rota de Sabores Tradicionais. Assim, ao longo da tarde (16h30) vão estar a concurso vinhos, brancos e tintos, naquela que é a 7ª edição da Prova de Vinhos de Produção Artesanal dos Adegueiros Particulares, Sopas e Doce Tradicionais, num convívio inter-geracional, que se repete anualmente. ARota de Sabores Tradicionais está a decorrer entre os meses de Fevereiro e Abril, na oitava edição, contando com a adesão de 50 estabelecimentos comerciais do concelho, entre restaurantes, pastelarias e lojas gourmet, oferecendo aos visitantes uma vasta variedade de pratos de porco e borrego, sopas e doces. A iniciativa aposta na valorização da gastronomia tradicional alentejana como marca da identidade local e recurso turístico e este ano, para além de divulgar os pratos regionais, promove os Pastéis de Santa Clara, um doce conventual de Évora agora recuperado.

Iniciativa

Monte Selvagem O Monte Selvagem, em Mora, anunciou uma promoção especial para o Dia dos Namorados, que se assinala a 14 de Fevereiro. A iniciativa chama-se “Namorado grátis” e consiste na oferta de uma entrada para adulto, na compra de outro bilhete. Novos divertimentos, novas actividades e novos animais estão à espera dos visitantes neste parque da natureza que reabriu portas a 1 de Fevereiro. Fruto do sonho de uma família com ligações ao Alentejo, o Monte Selvagem apresentase como “exemplo máximo de lazer e cultura ecológica” no respeito pela natureza e pela preservação das espécies, promovendo a importância biodiversidade junto das crianças em idade escolar.

Património

Escavações revelam silos em Santiago do cacém Redacção | Registo As obras a decorrer no centro histórico de Santiago do Cacém, no âmbito da requalificação daquela zona da cidade permitiram identificar três silos da época moderna/contemporânea, um esqueleto e algumas moedas. O acompanhamento das escavações arqueológicas a decorrer na Praça Conde do Bracial, junto ao pelourinho, está a ser feito pelo arqueólogo da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Rui Fragoso e pela arqueóloga Sofia Tereso especialista em antropologia biológica. Rui Fragoso explica a importância da descoberta uma vez que se desconhecia a existência de silos naquela zona da cidade o que abre uma nova linha de investigação no centro histórico. “Estes silos permitiam na épo-

ca medieval o armazenamento de cereais, mas para já desconhece-se a sua utilidade na época moderna”, adianta o arqueólogo que acrescentou tratar-se da primeira intervenção com carácter científico realizada naquela área. Durante a abertura da vala foi ainda encontrado um esqueleto humano, assim como algumas moedas. Sofia Tereso pensa que o sítio terá sido local de necrópole associada à Igreja e hospital de Espírito Santo, no entanto, desconhece-se se o enterramento terá ocorrido na época medieval ou não. “Se encontrarmos algum tipo de material associado, podemos dar uma cronologia”, explicou a antropóloga que anunciou igualmente a descoberta de parte de um crânio no silo número

dois. Os técnicos da autarquia realçam a rapidez com que os trabalhos estão a ser desenvolvidos. Rui Fragoso diz mesmo que o facto de “termos uma arqueóloga com especialização em antropologia biológica impede que a obra esteja condicionada durante muito tempo”. “Conseguimos conciliar o interesse público e o património histórico é registado, preservado e valorizado com a respectiva obra”. Os dois técnicos são igualmente responsáveis pelas escavações arqueológicas em curso na Igreja da Misericórdia de Alvalade do Sado onde decorre a terceira fase de trabalhos. Segundo a autarquia local, o projecto visa de criar um pólo museológico reunindo os diversos materiais encontrados.

Reguengos de Monsaraz

Ciclo de cinema exibe clássicos O ciclo de cinema português “Filmes da Nossa Memória”, que é apresentado este mês em Reguengos de Monsaraz, abre sábado com o concerto “Música e Cinema” e integra sete películas dos anos 30, 40 e 50 do século XX. O concerto “Música e Cinema” está marcado para sábado à noite no auditório municipal da cidade, com as actuações de Patrizia Giliberti e Mauro Dilema ao piano e de Jorge Caeiro no acordeão.

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Neste espectáculo serão interpretadas, exclusivamente, músicas de bandas sonoras de filmes, como “Amarcord” (película de Federico Fellini), de Nino Rota, “A Lista de Schindler”, de John Williams, mas também melodias de sucessos cinematográficos compostas por Carlos Gardel, Astor Piazzolla, Ennio Morricone, George Gershwin e Nicola Piovani. “A Menina da Rádio”, comédia portuguesa realizada por Arthur Duarte em 1944, é a primeira película do ciclo de cinema e será exibida no domingo, pelas 17h00. Este filme é interpretado por Maria Eugénia, Óscar de Lemos, Ribeirinho,

Maria Matos e António Silva, entre outros. No dia 12 será exibido “Fado, História de uma Cantadeira”, filme realizado por Perdigão Queiroga em 1948 e que levou ao grande ecrã a musa do fado Amália Rodrigues, enquanto no dia seguinte, será apresentada a fita “Rosa de Alfama”, realizada por Henrique Campos em 1953. O quarto filme, no dia 19, será “O Grande Elias”, de 1950, do realizador Arthur Duarte e onde se destacam artistas como António Silva, Milú e Francisco Ribeiro. “O Costa do Castelo”, uma das mais populares comédias portu-

guesas de sempre, também realizada por Arthur Duarte, será exibida no dia 20. No último fim-de-semana do ciclo, a dia 26, será exibido “A Canção de Lisboa”, o primeiro filme sonoro português e que curiosamente não foi realizado por um cineasta, mas sim por um arquitecto, José Cottinelli Telmo, em 1933. A fechar o ciclo de cinema, no dia seguinte, estará a longa-metragem “O Leão da Estrela”, de 1947. Todas as películas que integram o ciclo de cinema português “Filmes da Nossa Memória”, promovido pelo município local, têm entrada gratuita.


Registo Ed140