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SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti | 23 de Setembro de 2010 | ed. 121 |0.50 euros

Évora

Reguengos Teatro sai à rua

Alentejo Francisco Ramos: o vinho em livro

Trevo: 210 mil passageiros em dois meses 3

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Tradição alentejana

Feira de Aires este fim de semana Faz parte da tradição alentejana e é uma das mais importantes feiras da região. A Feira D’Aires alia o profano e o sagrado e além da tradicional feira franca, apresenta-se também com uma mostra de actividades económicas que se desenvolve por cerca de 60 expositores dos mais variados sectores onde o artesanato, o lazer, os serviços, a bijutaria ou a indústria, entre muitos outros mostram aqui as suas potencialidades. Organizada pela Câmara de Viana do Alentejo, a Feira D’Aires cumpre nesta edição 259 anos e assume-se como um espaço privilegiado para a mostra de actividades económicas do tecido empresarial da região. Um programa cultural diversificado para tocar diferentes públicos é outra das marcas desta feira que ficaremos a conhecer melhor através do presidente da autarquia, Bengalinha Pinto, que nos conduz pelos corredores da tradição de uma das mais antigas feiras do Alentejo.

Évora sem cinema

Segunda-feira 27

22h00 – Espectáculo com os “Oquestrada”

Domingo 26

18h00 - Festival de Folclore Durante o fim-de-semana os visitantes podem ouvir o cante da terra e o cante vizinho.

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Cerca de 200 actuais e ex-presidentes de Câmara do Alentejo reúnem-se dia 9 de Outubro num dos locas simbólicos do 25 de Abril: o Monte Sobral. Para conviverem, mas também para apelarem ao “exercício de cidadania” que a criação de regiões administrativas poderá constituir. 5

22h00 – Espectáculo com os “Adiafa”

16h00 - Corrida de toiros. Cavaleiros Luís Rouxinol, Ana Baptista e Lívio da Silva e os Forcados Amadores de Évora e Beja

Évora Criada Associação contra Museu do Design

Autarcas alentejanos em defesa da regionalização

Sábado 25

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Na semana passada os eborenses não puderam ir ao cinema. Por causa da dívida da Câmara, a Lusomundo não enviou o filme que estava programado. 5

Em Évora, nas Portas da Lagoa

Primeiro ponto de carregamento de veículos elétricos Está instalado e pronto a funcionar o primeiro ponto de carregamento para veículos eléctrico, no parque de estacionamento das Portas da Lagoa. Este é o primeiro de oito, o que representa 16 pontos de abastecimento, 15 lentos e um de carregamento rápido, que vão ser colocados em vários locais do centro da cidade. Utilizando essencialmente energias renováveis, cada ponto de carregamento pode servir simultaneamente duas viaturas. O ponto rápido consegue, em escassos minutos, carregar em 80 por cento as baterias de um carro eléctrico. Évora é uma das várias cidades do país que aderiu a este projecto que visa implementar e promover a mobilidade elétrica no concelho.


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23 Setembro ‘10

A abrir Crónica Editorial Paulo Nobre

Nem o acórdão “Casa Pia”, ou a polémica Carlos Queiroz conseguiram desviar da primeira página a questão mais quente dos últimos meses em Portugal: o défice das contas públicas. E o pior é que, apesar de encher páginas de jornal, minutos de telejornal, de inundar noticiários na telefonia, os portugueses desconhecem em absoluto qual o verdadeiro estado das contas públicas. Há uma completa campanha de informação e desinformação, afirmações peremptórias e o seu contrário. De manhã o FMI está pronto a intervir, à tarde não está nem nunca esteve. À noite o FMI diz que nunca pensou em tal, mas alguém recorda que com a Grécia o FMI disse exctamente o mesmo e o resultado está à vista. A dúvida está permanentemente instalada. O que se sabe – e para isso não é preciso ser especialista nem ter cor – é que a situação é má, podemos facilmente percebêlo olhando para a carteira e para o número de desempregados que não pára de subir. Mas, e se a Regionalização servisse para controlar a malfadada despesa pública? É isso que defende nas páginas do do REGISTO desta semana um homem com grandes responsabilidades políticas na região e no PS. Capoulas Santos, que se prepara para ser o presidente da Federação de Évora do PS – ainda terá de ganhar as eleições, mas nem adversário se deve perfilar -, um nome que pode surgir dentro de dois anos como candidato à sucessão de José Ernesto na Câmara de Évora, vem

40 graus à Sombra PSD: uma lista “pouco consensual” Já é público que o PS distrital vai a eleições em Outubro. Há uma lista de consenso encabeçada por Capoulas Santos que não levanta quaisquer polémicas. Com eleições previstas também para breve o PSD eborense é que parece não estar tão calmo. O 40 graus sabe que Dieb já não se recandidata e que tem procurado um sucessor. Ele parece ter sido encontrado e anuncia-se uma “lista de consenso” que una a “grande família social-democrata do distrito”. Só que as coisas parece estarem a azedar. Vai-se a ver e a tal “lista de consenso” é formada na sua maioria por militantes que apoiaram ou Aguiar Branco ou Paulo Rangel. Dos apoiantes de Passos Coelho (que depois da vitória de PPC se sentem

defender a Regionalização como uma forma de melhor controlar a despesa pública do Estado, sublinhando que seria mais barato gerir toda a região Alentejo – concelhos do litoral incluídos. É uma diferente perspectiva, um outro modo de partir para a defesa de uma reorganizxação administrativa que pode ascender à ordem do dia nos próximos meses. A Regionalização é, aliás, a manchete desta edição do REGISTO. Isto porque um grupo de autarcas se prepara para um encontro de onde pode sair uma clara mensagem sobre a necessidade de regionalizar o país. Não estamos a falar de um grupelho de autarcas de um ou outro partido. Trata-se de um grupo alargado, de 200 pessoas, de várias cores e sensibilidades políticas, que desempenham ou já desempenharam funções em autarquias alentejanas e bem conhecem como gerir a coisa pública. A boa gestão gera bons serviços e evita despesas. O Hospital de Évora tem há um ano uma unidade de Radioterapia com equipamento de topo, com técnicos jovens, mas especializados. O problema é que as velhas correntes sempre são difíceis de quebrar e apesar de durante mais de vinte anos se ter reclamado a Radioterapia para Évora, o serviço está hoje a meio gás. Embora os responsáveis atirem o desconhecimento dos médicos ou desconfiança para cima da mesa, sabe-se, pelas entrelinhas, que há razões bem mais fortes. Enquanto a situação não se resolve, penaliza-se quem está doente e desperdiçam-se verbas do SNS. Como há vida para além do défice, dizia o antigo Presidente Sampaio, detalhamos neste número a tradicional Feira D’Aires em Viana do Alentejo.

Défice a crescer...

Pedro Henriques Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

Efeméride 27 de Setembro: Dia Mundial do Coração As doenças cardiovasculares são as que causam mais mortes no mundo inteiro, em torno de 17,5 milhões de pessoas por ano. Os maiores factores de risco são: pressão arterial elevada, níveis do colesterol e glicose elevados , tabagismo, ingestão insuficiente de frutas e vegetais, excesso de peso, obesidade e sedentarismo.

Boa semana.

com autoridade para reivindicarem mais espaço político a nível distrital) é que “nem népias”. Um elemento social democrata do distrito, por sinal apoiante de Passos Coelho, garante que se as coisas continuarem assim, a “lista de consenso” vai ao ar e irá aparecer uma outra.

O Presidente gosta de arroz Andava há dias o Presidente Cavaco em campanha dissimulada em missão de Estado, quando lhe saíu à agenda a inauguração de um lar ali para os lados do litoral alentejano, em terra de grande cultivo de arroz. Como era perto, o Presidente, que nessa tarde ia a Setúbal e o lar pertence à Misericórdia local, lá foi tecer loas ao papel das Misericórdias no apoio à pobreza e aos mais desfavorecidos. Acompanhado da sempre muito interventiva Primeira Dama, o Presidente visitou as instalações do lar, uma residência de grande qualidade arquitectónica e tão extrema agra-

dabilidade que quase dá vontade de envelhecer uns anos para ir lá passar umas noites. A residência possui quartos duplos destinados a velhos casais. Ora como era terra de arroz, lá estava um casal de velhotes, trajados a rigor, antigos trabalhadores rurais na cultura do arroz, apresentados como “inquilinos” de um dos magníficos quartos. O traje incluia um cesto carregado de sacos de arroz que o velhote fez questão de entregar pessoalmente ao Presidente. Acto contínuo, como costuma suceder, a sempre interventiva Primeira Dama agradeceu de pronto com estridente “e nós gostamos muito de arroz, não é Aníbal?”. Ficámos assim a saber que o senhor Presidente da República e a sua digníssima esposa gostam de arroz. O que pode facilitar no Natal.

Campo Estrela: apesar de urbanizado continua a “mexer”

futebol do Lusitano e das camadas mais jovens começarem este ano já a treinar no Campo da Silveirinha. Mas não: continuam no Campo Estrela, apesar dos prédios junto à bancada nascente estarem já praticamente construídos. O espaço já foi vendido, está construído e, em entrevista ao REGISTO, o presidente do Clube, aliás, já revelou que o Clube ficou sem terrenos, sem estádio, sem dinheiro (e com uma dívida da Câmara na ordem dos 60 mil euros). Há dias um miúdo, praticante das camadas jovens, dizia para os pais: “devíamos comprar aqui uma casa. Víamos os jogos pela janela e quando houvesse treinos poupávamos na gasolina”. Mal sabe o miúdo, na sua inocência, que, quando os andares começarem a ser vendidos, da janela dificilmente se verá um jogo da bola. Quanto muito mais uma fila de prédios igual àquele ocupará o actual relvado do velhinho Estrela.

Havia a perspectiva das escolas de

Neste jornal alguns textos são escritos segundo o Novo Acordo Ortográfico e outros não. Durante algum tempo esta situação irá manterse e as duas formas de escrita vão coexistir. Tudo faremos, no entanto, para que no mais curto espaço de tempo se tenda para uma harmonização das formas de escrever no Registo, respeitando as regras do Novo Acordo


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Destaque Abriu há um ano e está sub-aproveitado

Hospital de Évora quer mais doentes na Unidade de Radioterapia Paulo Nobre

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Durante duas décadas ouviu-se falar da Radioterapia de Évora. Os anos passaram e o serviço nunca passou do papel. Há um ano o sonho materializou-se e a 21 de Setembro do ano passado ali foi feito o primeiro tratamento. Agora, faltam doentes. O que significa muita gente continua a fazer tratamentos em Lisboa quando pode ficar mais perto. O apelo é feito aos médicos de família. Está equipado com tecnologia de topo. Tem equipamentos únicos em Portugal. A unidade de Radioterapia do Hospital de Évora, inaugurada a 7 de setembro do ano passado, realizou o primeiro tratamento a 21 de setembro de 2009. Uma etapa cumprida mais de vinte anos depois de em Évora ter sido anunciada a construção de uma unidade do género. Apesar de estar considerada como unidade de topo, continua a ‘meio gás’, com muitas vagas,

sem doentes para tratar. Pedro Chinita, director da unidade de Radioterapia de Évora, acredita que haja ainda “algum desconhecimento” por parte dos médicos de família que continuam a enviar os doentes para tratamento no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa. “Já temos perguntado aos doentes como chegaram aqui para tratamento e nalguns casos têm-nos dito que são os próprios doentes que sugerem Évora, ou seja eles chegam aqui, mas não enviados pelos médicos”, afirma Pedro Chinita. Desconhecimento ou falta de hábito. Estas são, no fundo, as razões apontadas para que a unidade de Radioterapia de Évora preparada para receber doentes de todo o Alentejo -, continue a registar uma baixa taxa de utilização. Segundo o director Pedro Chinita, a unidade tem capacidade para “em caso de necessidade” fazer 250 tratamentos diários, sendo que à data a média está nos

Pedro Chinita director da unidade de Radioterapia do Hospital de Évora.

85 “o que é muito pouco, não aproveita as capacidades de um equipamento de tão grande qualidade”, realça o médico responsável pela unidade. Para aumentar o número de tratamentos, a estratégia do Hospi-

tal passa, primeiro, por informar as pessoas, depois sensibilizar os médicos de família. Filomena Mendes, presidente do conselho de administração do Hospital, salienta que além da qualidade dos equipamen-

tos, a Radioterapia de Évora tem também “uma equipa de pessoal jovem e tecnicamente bastante competente”, pelo que “não há razão para que os nossos doentes continuem a fazer viagens que são sempre de grande sofrimento quando podem realizar o tratamento aqui”. Tanto mais que, de acordo com Filomena Mendes, são as viagens que acabam por tornar mais pesada a despesa para o Serviço Nacional de Saúde. A partir de janeiro, após concluída a formação técnica do pessoal do serviço, a unidade de Radioterapia vai passar a dispor de mais tecnologia de ponta. Chama-se Rapidarc, um novo sistema que permite fazer irradiação 360 garus em redor do doente, enquanto os actuais equipamentos “fazem irradiação, param, procuram outro ângulo, fazem e param”, esclarece Pedro Chinita. Uma tecnologia que o director da unidade de Évora afirma ser “única” na Peninsula Ibérica. w

Novos autocarros dão volta a Évora há 80 dias

Trevo quer impor-se como uma marca de referência na cidade Paulo Nobre

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Quase três meses após a entrada em funcionamento, 210 mil passageiros já viajaram nos novos autocarros da Trevo. Um número considerado positivo pela empresa que quer mais passageiros nos autocarros. Para terminar com o crescente divórcio das pessoas com os transportes públicos. Em 80 dias de actividade a Trevo não deu a volta ao mundo, mas superou os duzentos mil passageiros. Para o ‘mundo’ dos transportes em Évora é considerado um número positivo para uma empresa que pretende, numa década, levar 13 milhões de passageiros ao destino. É num pequeno-almoço oferec ido aos jornalistas que o administrador da empresa concessionária dos transportes rodoviários da cidade, Pedro Curvo Deus, se mostra satisfeito com o arranque da nova empresa de tranportes. Apesar de alguns constrangimentos iniciais “normais e que estão ultrapassados”, tudo correu de acordo com as previsões feitas internamente, pelo que os responsáveis se mostram “satisfeitos” com estes quase três meses de actividade. Embora satisfeita com os 210 mil passageiros transportados, número “dentro dos parâmetros” esperados na fase de arranque, a empresa quer chegar mais perto dos eborenses para que estes passem a encarar o transporte público

Futuro da Trevo apresentado aos jornalistas num pequeno almoço num hotel da cidade.

como uma mais valia da cidade. “A nossa aposta passa por um relacionamento de grande proximidade com toda a cidade”, esclarece Pedro Curvo Deus especificando que o objectivo passa por saber todos os detalhes sobre as necessidades das pessoas. “Queremos saber onde é que o ‘Zé’ quer ir e ajudá-lo nessa tarefa. Só assim é que teremos a capacidade de nos tornarmos uma referência de qualidade para e conquistar cada vez mais passageiros”, salienta o administrador da Trevo, definindo como priori-

dade a aproximação aos comerciantes, à Universidade, às escolas, tentando perceber todas as necessidades para melhor adaptar os transportes. Avaliação permanente Com uma frota de 26 novos autocarros, o aumento do número de carreiras e a diminuição dos tempos de passagem na chamada Linha Azul que percorre o Centro Histórico da cidade, a Trevo está em permanente avaliação.

Uma fatia de 20 por cento dos três milhões euros de investimento inicial da Trevo serviram para um novo equipamento de bilhética capaz de fornecer uma panóplia de informações que ajudam a empresa a melhorar as carreiras, locais de passagens ou harmonização de horários. “Ao segundo nós temos informação sobre o local, o horário, o número de passageiros que seguem nesse autocarro. Como fazemos esta constante monitorização é-nos possível a partir daqui planear as carreiras de modo a servir melhor as pessoas”, esclarece Pedro Curvo Deus. Com a expectativa de atingir os 13 milhões de passageiros ao longo dos próximos 10 anos – altura em que termina a concessão -, a Trevo quer impor-se na cidade, fazer parte dela, tornar-se imagem de Évora e ser uma referência para os eborenses. “Queremos que a empresa seja uma instituição, uma marca de Évora, como a Universidade, por exemplo”, salienta o administrador da empresa de transportes de Évora. Para os próximos meses está planeada a instalação de informação electrónica em diversas paragens de autocarro e a empresa prevê o desenvolvimento de acções de sensibilização ao uso do transporte público junto de dois tipos de público alvo: os idosos, por um lado e a população escolar e universitária, por outro. w


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23 Setembro ‘10

Opinião

José Filipe Rodrigues

O Secretário de Estado dos Incêndios Ora aí está uma medida aparentemente brilhante do Secretário de Estado dos Incêndios, perdão, das florestas e do desenvolvimento rural: os Reclusos e o Exército vão limpar as matas para prevenir os incêndios. Depois de na presente época os incêndios terem consumido quase cento e dezoito mil hectares, mais cinquenta e oito por cento do que no mesmo período do ano passado, esta medida revela os paradigmas sobre desenvolvimento das regiões interiores, traduzido num

Sónia Ramos Ferro

Jurista e Deputada Municipal

A Europa bipolar A Europa enfrenta uma crise de identidade que se agrava à medida que se revela a incapacidade dos líderes europeus resolverem concertadamente problemas comuns. Sempre achei que o bloco europeu é absolutamente fundamental no xadrez mundial até para manter o equilíbrio – sempre frágil - entre os Estados Unidos da América e o bloco asiático. A velha Europa tem de saber manter, necessariamente, um lugar de destaque no mundo que faça jus à sua história e aos desafios que se avizinham. Contudo, tem caminhado por veredas tortuosas que não conduzem à sua consolidação como grande potência, porque submissa aos interesses do eixo francoalemão. Os restantes Estados-membros são um “quase adorno” que se deverão manter disciplinados e obedientes. Mas

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planeamento efectuado nos gabinetes em grandes centros urbanos do litoral. É o que se pode designar de decisão do topo para as bases, em vez do oposto. Talvez a segunda opção fosse mais recomendável e coerente. O Secretário de Estado dos Incêndios, perdão, das florestas e do desenvolvimento rural pensa ser “importante que o Exército seja chamado para acções durante o ano inteiro para a defesa da floresta, prevenção e vigilância nas piores épocas”. Ao mesmo tempo, o Rui Pedro Barreiro salienta a oportunidade que é oferecida aos Reclusos de “sair da prisão e estar em contacto com a natureza” e, depois de formação adequada, “permitirlhes arranjar um emprego, como sapadores florestais”. Num país com fortes medidas de combate ao desemprego, de acordo com os discursos do primeiro ministro e ajudantes, é normal que escasseie a mão de obra para iniciativas de protecção e desenvolvimento equilibrado das regiões mais interiores. Assim, a necessidade de recorrer à

mão de obra do Exército e dos Reclusos parece ser a única saída possível. O Exército, pelas declarações públicas que temos observado na comunicação social, está incapacitado de envolver-se em pancadaria com inimigos ou adversários, sob pena de ser fortemente “malhado”. Com esta iniciativa terá a possibilidade de participar numa missão de elevada importância nacional e internacional: dissuadir e combater os ataques do inimigo fogo em território português e evitar que esses ataques invadam território espanhol. Quanto ao contacto dos Reclusos com a natureza, sou muito céptico acerca do sucesso das intenções do Secretário de Estado dos Incêndios, perdão, das florestas e do desenvolvimento rural. Ao que parece, em muitos casos, foi o contacto com a natureza, da situação, que levou-os a praticar actos puníveis pelo pouco convincente sistema judicial português. As promessas de criação de novos postos de trabalho parecem pouco críveis na conjuntura presente e num futuro próximo

– não enganem os Reclusos. Se estas medidas do Rui Pedro tiverem algum sucesso, como campanha de relações públicas, e se a presente cultura de governação não for derrotada em eleições, pode ser que consigamos ver o Exército e os Reclusos a prevenirem e a combaterem os incêndios que grassam na Economia, nas Finanças, na Saúde, na Educação, etc. Quanto à dívida externa, o Exército tem poucas possibilidades de intervir, somente de cumprir o que os exércitos do estrangeiro decidirem sobre como pagar o que se consome fiado. O Rui e eu aprendemos, na mesma escola, de que o paternalismo é inimigo do desenvolvimento contínuo equilibrado. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento equilibrado não acontece sem a assunção dos direitos e deveres de propriedade, no benefício do indivíduo e da sociedade. O Almada Negreiros continuará sempre actual. Segundo este génio da arte, “quando eu nasci, as palavras que hão-de salvar o universo já estavam todas escritas, só falta salvar o universo”.

é importante perceber os desalinhamentos gerados pelo processo europeu, que acalenta em si o gérmen da discórdia. E numa época de grave crise económica e financeira, de grande perturbação e agitação sociais, não se pode subestimar o desespero do povo, cada vez mais distante das cúpulas europeias. Com mais de 23 milhões de desempregados na União Europeia, o problema da emigração que se agrava pela impossibilidade da actividade económica gerar emprego, empurrando as pessoas para a delinquência e para o cometimento de pequenos crimes que lhes permita sobreviver, a insegurança gerada pela incerteza de um futuro melhor e o renascer de nacionalismos exacerbados são ingredientes explosivos numa Europa desencontrada, à beira do abismo. O recente episódio da expulsão dos ciganos de França exemplifica bem o sentimento nacionalista e de intolerância que desponta na Europa. Ao mesmo tempo que se fala de integração e inclusão sociais, expulsam-se minorias étnicas do território nacional. É apenas uma questão geográfica; o problema permanece e só de forma concertada pode ter resolução. O respeito pelo próximo, pela diferença e pelas diversidades étnicas e culturais

também esteve presente na criação de uma Europa una, destroçada pelas duas guerras mundiais. O propósito da sua criação não pode ser a origem da sua aniquilação. Mas também é verdade que as minorias têm de fazer um esforço de integração e de adaptação à comunidade onde se querem inserir. É um processo bilateral que não pode apelar tão só ao Estado Social a que comodamente nos habituámos e é nessa mediação que se aferirá da verdadeira capacidade de diálogo e de entendimento dos intervenientes. Contudo, não existe uma forte identidade entre os povos europeus que lhes permita sentir-se solidários entre si, apesar da sua História em comum. Veja-se a designação desonrosa pela qual se referem aos países com défices elevados, grandes níveis de endividamento e altas taxas de desemprego – PIGS- que são vistos (não sem alguma razão) como os destabilizadores do Euro e sorvedouros dos contribuintes líquidos europeus. Se de um lado temos países ricos e desenvolvidos, que desfrutam de condições estruturais para debelar a crise com alguma facilidade, do outro temos países que sistematicamente se afiguram incapazes de lidar com problemas históricos, deixando perpassar uma imagem de descrédito total e deso-

rientação. Tal situação causa indiscutivelmente um mau estar entre os países da União, cuja clivagem é cada vez mais evidente. Por outro lado, não podemos condenar aqueles que, vendo-se na eminência de acudir aos desordeiros queiram agora emitir um “visto prévio” aos orçamentos nacionais, pois se os próprios se revelaram impotentes. Dir-me-ão que é uma questão de soberania nacional e que a aprovação do Orçamento de Estado pela Assembleia da República é o último resquício da sua existência. Pois é. Tivessem os Governos nacionais agido em tempo e acertadamente e ter-se-ia evitado este desaire. Mas convém não esquecer que o próprio Orçamento já é condicionado às orientações de Bruxelas. O exemplo acabado disso foi o PEC II. Portanto, é mais uma questão de forma do que de conteúdo à qual a esquerda é particularmente sensível. Ainda assim e apesar de tudo o elo europeu não deixa de ser fundamental para pequenos países como Portugal. Os leões podem dar-se ao luxo de passear sozinhos na savana. Mas as formigas têm de trabalhar necessariamente em equipa, sob pena de extinção. É uma questão de sobrevivência.


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Destaque Com a defesa da regionalização na ementa

No próximo dia 26 de Setembro

Duas centenas de ex e actuais presidentes de Câmara reúnem-se dia 9 de Outubro no Monte Sobral

Évora assinala o Dia Mundial do Coração

Carlos Júlio

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Cerca de duas centenas de antigos e actuais presidentes de Câmara do Alentejo, bem como antigos presidentes da CCR/ Alentejo e um conjunto de outros convidados, ligados a algumas entidades regionais, vão-se reunir no próximo dia 9 de Outubro, num almoço, no Monte Sobral, perto de Alcáçovas. “Pretendemos que seja um almoço de convívio entre actuais e antigos autarcas, mas esperamos que, no final, haja uma tomada de posição em defesa da regionalização” disse um dos organizadores ao REGISTO, acrescentando que “sendo nós protagonistas da implementação do poder local, consideramos que é urgente dar o passo que falta e tornarmos a regionalização uma realidade. É um exercício de cidadania que nos compete e, para o qual, achamos que devemos e podemos dar o nosso contributo”. O REGISTO sabe que este encontro chegou a estar agendado para o passado mês de Junho e, na altura, ter-se-á colocado a possibilidade de ele se realizar num barco em plena barragem de Alqueva, o que teria um simbolismo também muito próprio, “já que Alqueva sempre foi uma aspiração e uma reivindicação dos autarcas alentejanos, fosse qual fosse o seu partido de origem”. A escolha de Monte Sobral também é simbólica: “foi aqui que aconteceram algumas das reuniões preparatórias do 25 de Abril de 1974, que instituiu o poder local democrático e este é,

de alguma forma, o centro geográfico do Alentejo”, disse a mesma fonte ao REGISTO.

Autarcas de todas as sensibilidades e de todo o Alentejo O grupo de autarcas (e não só) que tem estado a preparar este encontro, “totalmente à margem dos partidos e que os vai apanhar completamente de surpresas”, disse este ex-autarca ao REGISTO, reúne pessoas de várias sensibilidades e oriundas de diversas zonas do Alentejo, entre os quais, Hemetério Cruz (ex-presidente PSD de Alter do Chão, hoje na EDIA); Fernando Caeiros (ex-presidente CDU de Castro Verde e actual vogal do InAlentejo); Bento Rosado (exvice-presidente da CCRA, actualmente na Gestalqueva) e Victor Martelo (ex-presidente PS de Reguengos de Monsaraz). Pelo que o REGISTO sabe, a escolha de 9 de Outubro, um sábado, nada tem a ver com as comemorações do centenário da Repú-

blica e ter-se-á tratado apenas de “um acaso”. Certo é que os organizadores deste encontro pretendem “tomar o pulso” aos seus antigos e actuais colegas e camaradas, naquilo que “poderá constituir um primeiro momento: o que se seguir dependerá da vontade de todos os que estiverem presentes”. Assim, para além da organização do almoço, como ponto de encontro, está previsto que use da palavra quem quiser e “haverá apenas um pequeno texto de base que possa servir de traço de união entre todos e onde a exigência da regionalização, como patamar que falta na estruturação do Poder Local Democrático, terá que constar”, disse ao REGISTO a mesma fonte.

O Poder Local transformou as condições de vida das populações O REGISTO teve também acesso, ao convite para este encontro que em breve deverá ser enviado à generalidade dos ex e actu-

ais autarcas. Neste documento pode ler-se que “depois de 25 de Abril de 1974 o Poder Local foi uma das maiores conquistas da Democracia Portuguesa com provas dadas ao longo destes 35 anos. Durante esse período os Autarcas, especialmente os Presidentes de Câmara, tiveram um papel fundamental na consolidação da Democracia e do Poder Local, mas, sobretudo naquilo que foi realizado em benefício das populações. No Alentejo o Poder Local transformou, radicalmente, as condições de vida das populações, na medida em que foi possível disponibilizar-lhes, independentemente do local onde vivam, os equipamentos e infraestruturas capazes de satisfazer as necessidades indispensáveis para uma vida condigna. Todo este trabalho teve a vossa participação empenhada e por isso, é um digno representante daqueles que modificaram a nossa região e que não deve ser esquecido. Assim, uma comissão organizadora considerou interessante criar as condições para que todos aqueles que tiveram essa acção, na nossa região, possam voltar a encontrar-se, independentemente da sua actual vida pessoal e profissional, pelo que convidamos V. Ex.ª para um almoço/ encontro que designamos como “ Encontro de Presidentes de Câmara do Alentejo, eleitos depois de 25 de Abril de 1974” a realizar no dia 9 de Outubro, pelas 12 horas em Monte do Sobral, no concelho de Viana do Alentejo”. w

Durante a semana passada

Incumprimento no aluguer de filmes deixou Évora sem cinema Évora não teve cinema durante a semana passada devido aos atrasos nos pagamentos do aluguer de filmes à Lusomundo, mas a Câmara Municipal anunciou que “já está em curso um plano de pagamento” que deverá permitir que as sessões sejam retomadas a partir de hoje. “Devido aos atrasos nos pagamentos por parte da Câmara Municipal de Évora à distribuidora Lusomundo Audiovisuais”, o filme “O Escritor Fantasma”, previsto para a semana de 16 a 23 de Setembro não foi enviado ao Cineclube da Universidade de Évora, entidade que assume a operação das sessões no Auditório Soror Mariana.

Segundo um comunicado difundido pelo cineclube universitário, esse motivo determinou a suspensão das sessões, privando a cidade de cinema comercial durante a semana passada. Em declarações ao REGISTO, a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Évora (CME), Cláudia Sousa Pereira, reconheceu a existência dos referidos atrasos, mas informou que “já está em curso um plano de pagamento” à Lusomundo, que deverá permitir a retoma das sessões de cinema a partir de hoje. Na sequência do encerramento das salas da Lusomundo no centro comercial Eborim, a exibição comercial de filmes em Évora foi objecto de um acordo entre

a autarquia e o Cineclube da universidade. “O que se procurou construir foi uma solução que permitisse que Évora continuasse a ter cinema,” explicou João Paulo Macedo, responsável do Cineclube. Ao abrigo dessa solução de parceria, o Cineclube assumiu a operação das sessões no Auditório Soror Mariana, propriedade da universidade. A CME, por seu lado, assumiu a exploração, embora reconhecendo que “não é responsabilidade da Câmara sustentar o cinema comercial” na cidade. Para evitar a rotura, a autarquia comprometeu-se a pagar uma percentagem dos lucros de bilheteira às empresas distribuidoras de filmes, nomeadamente a Lusomundo. w

A Câmara Municipal de Évora, à semelhança de anos anteriores, foi convidada pela Fundação Portuguesa de Cardiologia para integrar as comemorações do Dia Mundial do Coração que tem lugar no próximo domingo, dia 26 de Setembro. Estas comemorações têm como objectivo sensibilizar a população para a importância da prática de actividade física no combate ao sedentarismo e aos factores de risco que lhe são adjacentes. Na prossecução do objectivo que tem norteado as iniciativas do projecto “Évora comVida” - a qualidade de vida e o bem estar físico e psíquico dos munícipes - propõese que a autarquia ,em conjunto com outras entidades como o Hospital Espírito Santo de Évora (HESE), o Instituto Português da Juventude -Delegação Regional do Alentejo e o Ginásio Viva Fit, desenvolva algumas iniciativas no dia 26 de Setembro entre as 10 e as 13 horas, na Praça do Sertório, abertas a toda a população. São elas o peddy paper da saúde, dinamizado pelo Ginásio Viva Fit; um rastreio de saúde realizado pelos técnicos HESE e uma aula de fitness seguida da realização de um mega coração ( iniciativa a ter lugar em todas as cidades aderentes pelas 12 horas) Os participantes receberão t-shirts oferecidas pelo Ginásio Viva Fit e guarda-chuvas oferecidos pelo Instituto Português da Juventude – Delegação Regional do Alentejo.

Universidade de Évora vai prestar serviços de assessoria para o TGV A Universidade de Évora e o consórcio LGV-Engenharia e construção de linhas de alta velocidade, ACE, vão assinar um protocolo de colaboração que tem como objectivo a prestação de serviços de assessoria técnica à direcção de projecto do LGV nos estudos para o projecto de construção da linha de alta velocidade entre Poceirão e Caia. A cerimónia realiza-se esta quinta-feira, pelas 16horas, na Sala de docentes da UE e conta com a presença do Director Geral da concessionária ELOS, SA que fará uma apresentação da concessão Poceirão-Caia e da concessionária ELOS, e do Director Geral do LGV, ACE, que apresentará o empreendimento e o LGV. O LGV-Engenharia e construção de linhas de alta velocidade é um agrupamento complementar de empresas, criado com o objectivo de promover e desenvolver o projecto de construção das linhas de alta velocidade. A Soares da Costa, a Lena Construções, Bento Pedroso, a Dragados, a Edifer e a Zagope são as empresas que compõem este agrupamento. O protocolo, no âmbito da Geotecnia, pretende reforçar o estreitamento de laços entre a Universidade de Évora e as empresas.


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Opinião

Jesuina Pedreira

Membro do Conselho Nacional do MDM Vereadora na Câmara Municipal de Évora

A Escola, de novo! Começou mais um ano escolar. Como habitualmente, com coisas que não são do agrado geral; como habitualmente com insuficiências e falhas a corrigir mas, acredito que o que de facto marcou o arranque deste ano lectivo, foram as medidas impostas pelo Governo, que sob a capa de um “reordenamento escolar” marcaram definitivamente o percurso escolar de muitos alunos e a vida de muitas famílias. Ficam para a história as 701 escolas que o Governo encerrou, só neste ano, contra tudo e contra todos. Apesar dos muitos protestos que se fizeram ouvir, vindos de pais e encarregados de educação; vindos de pessoal docente; vindos de deputados na assembleia da república; vindos de autarcas; vindos das populações, a resposta por parte do Governo, numa clara atitude de prepotência, contra tudo o que são critérios objectivos, contra todos os que

lutaram para que a sua voz fosse ouvida, foi o encerramento de todas estas escolas. Nem o nosso distrito, nem o nosso Concelho escaparam a esta “onda”, foram encerradas várias escolas, e uma delas no nosso Concelho – a Escola de Guadalupe. Também no nosso caso esta decisão foi tomada de forma unilateral, à revelia dos órgãos autárquicos, Câmara Municipal e Junta de Freguesia, que unanimemente se manifestaram contra o encerramento desta escola. Foi encerrada contra a vontade dos pais e encarregados de educação e comunidade local, e as crianças foram afastadas do seu ambiente natural, físico e afectivo. Mas o Governo não ficou por aqui! Para além de fechar as 701 escolas criou também 86 mega-agrupamentos, impostos à comunidade educativa, também eles preparados sorrateiramente no período de férias, e também eles assentes em razões meramente economicistas e de racionalização de recursos que visam desinvestir na educação e desfigurar a Escola Pública. Concluindo, assistimos a este autoproclamado “processo de reordenamento da rede escolar” que em vez de ter em conta o interesse das comunidades educativas, partiu de uma resolução administrativa, aplicada de igual modo a realidades bem distintas, tendo por base lógicas economicistas, a sobreporem-se aos direitos das crianças e das famílias. Fica para a história um Governo que pri-

meiro garante que só encerrará escolas onde obtiver o acordo das autarquias, e depois faz o contrário. Fica para a história um Governo que contribuiu, em muitos casos decisivamente, para a desertificação do território, a par do encerramento de Centros de Saúde, serviços da EDP, Postos da GNR, Postos de Correio, etc. Fica para a história um governo que afirmou que os alunos das escolas que viessem a ser encerradas, transitariam para novos e modernos centros escolares, com muito melhores condições, e depois … as evidências estão à vista. Quando relembro esta “promessa” não consigo deixar de pensar na Escola de Guadalupe que encerrou, e no “grande Centro Escolar de Nª. Srª. da Tourega” que recebeu esses alunos. Sem desprimor para a Escola de Nª. Srª. da Tourega, não obstante ser uma excelente Escola, penso que não corresponderá exactamente ao tal “centro escolar” anunciado. Outra dúvida que me resta é se também fará parte das “100 novas escolas” que vão ser inauguradas pelo Primeiro-Ministro no dia 5 de Outubro. Ficam também para a história os “aumentos” de comparticipação que o Governo estipulou, este ano apenas para os manuais escolares, mantendo inalteráveis os valores para o material escolar e alojamento. Ora os aumentos em questão, que se dirigem essencialmente a famílias com

maiores dificuldades, vão variar, nada mais nada menos, entre 10 cêntimos e 1,60 euros. Deixo à selecção de cada leitor o adjectivo que entenda mais adequado para classificar estes aumentos! Partilho da opinião daqueles que defendem uma efectiva gratuitidade de todo o ensino público, que poderá começar, por exemplo, com a atribuição gratuita dos manuais escolares a todos os alunos a frequentarem o ensino obrigatório. Já não apoio aqueles que, substituindo-se ao Estado, oferecem livros e mochilas a alguns alunos do seu Concelho. Vou terminar invocando as palavras finais da mensagem que a Srª. Ministra da Educação dirigiu, no início do ano lectivo, a alunos, professores e pais, disponível no site do Ministério da Educação: “… nós precisamos absolutamente de nos orgulharmos dos nossos alunos”. Nós também gostaríamos muito de nos podermos orgulhar dos nossos governantes Srª. Ministra, mas estamos muito longe disso. Tão longe que, mais que nunca, é obrigatório continuar a luta pela implementação de uma política educativa, que assuma a educação como um valor estratégico para o desenvolvimento do país e para o reforço da identidade nacional, e um investimento numa Escola Pública de Qualidade, ao invés de uma cega obediência a uma estratégia que visa reduzir as responsabilidades do Estado nesta sua importante função social.

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Opinião Em Évora, grupo de cidadãos sai do Facebook para a rua

Cidadãos anónimos pedem aos políticos dignidade, credibilidade e ética Paulo Nobre

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As ideias começaram a fervilhar nas redes sociais. O Facebook serviu para as difundir. Com o teclado na frente, um grupo de cidadãos começou a trocar opiniões. Querem ser “aglutinadores de consciências”. Agora decidiram sair à rua e pedir a opinião dos portugueses sobre “questões base” de um Estado democrático. A luz das velas a cortar a noite. Um caixão em plena Praça do Sertório, frente à Câmara Municipal. Esta é a imagem choque usada para chamar a atenção dos eborenses para um conjunto de “valores fundamentais” defendidos por um grupo de cidadãos que depois das redes sociais, sai agora à rua para sensibilizar e recolher opiniões. O grupo, formado por “pessoas de diferentes áreas”, que se afirma sem ligações políticas, quer

exortar os portugueses a pronunciarem-se sobre alguns dos pilares “fundamentais” de um Estado de direito democrático. O movimento foi semeado e germinou no Facebook antes de sair à rua para saber a opinião dos cidadãos sobre “Dignidade na política”, “credibilidade da justiça” e “ética na gestão pública”. Para Rui Moura, um dos principais dinamizadores da iniciativa desenvolvida na noite do durante o último sábado em Évora, esta é uma forma de “tentar criar a consciência de que é preciso mudar, pela base, alterando os valores da condução política, tendo uma justiça credível e ética na gestão dos dinheiros públicos”. Com a ajuda de uma tela e um projector de vídeo, os membros do grupo aproveitam as esplanadas da Praça do Sertório para explicar às pessoas a génese e os objectivos perseguidos, colocando papel e

Rui Moura junto da urna explicando os objectivos da iniciativa.

caneta à disposição para que todos possam opinar sobre dignidade na política, credibilidade da justiça e ética na gestão pública. Em Évora, o caixão estrategicamente colocado no centro da Praça do Sertório surte o efeito desejado. Dezenas de eborenses

querem saber os motivos daquela estranha e inusitada presença ouvindo explicações dos membros do grupo de cidadãos empenhados em “despertar consciências” sobres valores base sem a preocupação de “apresentar propostas ou soluções”. Como diz

Rui Moura, “primeiro é preciso chamar a atenção, despertar a consciência sobre a situação que estamos a viver para depois agir. “Não podemos mais ficar parados, porque a passividade não resulta”, sublinha. A iniciativa começou já este mês em Guimarães, esteve em Évora e pretende estar na rua até ao dia 5 de outubro para, no feriado em que se comemora o centenário da implantação da República, pedir à classe política “mais consideração e respeito pelo seu povo”. “É isso que, fundamentalmente, queremos nesse dia em Guimarães, junto ao berço da nação. Contar com muita gente e sobretudo com as centenas de opiniões dos portugueses que temos recolhido nesta urna para podermos pedir e exigir isso a quem tem responsabilidade na condução da vida pública” explica Rui Moura. w

PUBLIREPORTAGEM

LR Health & Beauty

Forte marca alemã em produtos de beleza e bem-estar Marca presença em Évora Há mais de 25 anos que a marca LR se transforma em sinónimo de beleza e bemestar em toda a parte do mundo. Presente em 31 países com cerca de 300.000 parceiros independentes. LR está em Portugal há 14 anos com 30.000 parceiros independentes. O compromisso é promover uma vida melhor junto dos seus clientes. Nos valores destacam o equilíbrio com base na crença na harmonia das coisas, numa sólida confiança nos seus produtos perante os clientes e na motivação que dá oportunidade a outras pessoas melhorar de vida e serem gestoras do seu próprio negócio. No passado sábado decorreu no EvoraHotel uma apresentação com entrega de um automóvel à mais jovem Júnior Manager da conceituada marca LR. Maria Emília Dias passou a ser Júnior Manager, ou seja, atingiu o primeiro objectivo proposto pela LR. A LR Health & Beauty entregou o Volkswagen Polo a Maria Emília Dias pelo resultado do seu desempenho dando-lhe a possibilidade de seguir para o patamar seguinte e adquirir um Mercedes e até quem sabe, o topo, com a oferta de um Porche. LR valoriza o trabalho dos seus parceiros independentes sempre com motivação. Apresentando concretamente os produtos, são elaborados com matérias-primas de primeira que garantem elevadíssimos níveis de qualidade, devidamente controlados pelos mais altos controlos reguladores, neste caso o célebre instituto independente FRESENIUS (Instituto que certifica os equipamentos e produtos de Hemodiálise nos hospitais). Na linha de saúde, salientamos um dos produtos excepcionais, Aloé Vera Gel Sivera, primeiro gel de Aloé Vera com estrato de Urtiga fornecedor natural de substâncias vitais como vitaminas, elementos-traço e silício. A nível de estética, salientamos os perfumes, clássicos ou modernos na sua composição: sejam eles citrinos, florais, orientais, terá oportunidade de encontrar a sua fragrância pessoal para diversas ocasiões. Tudo isto e muito mais poderá encontrar na qualidade dos produtos LR Health & Beauty, bem perto de si em Évora, através de Maria Emília Dias. Contacte já o 916367954 e conheça o fantástico mundo LR.

Maria Emília Dias acompanhada pelo esposo recebeu a chave do Volkswagen Polo da Directora de Marketing Ibérica da LR – Dr.ª Ana Peres e da Chefe de Organização Bronze Fátima Grave


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23 Setembro ‘10

Opinião Reguengos de Monsaraz

Greve da Administração Local no distrito de Évora

Regime de Fruta Escolar abrange 500 crianças

Forte adesão levou ao encerramento de muitos serviços camarários

Redondo reforça aposta na educação O Município de Redondo dá continuidade à sua estratégia de desenvolvimento local investindo na educação, tendo sempre como preocupação garantir que todos os alunos do concelho possam exercer o seu direito à aprendizagem em condições adequadas e de igualdade. No ano lectivo de 2010/2011, os alunos do 1º ciclo verão suportados na totalidade os custos dos manuais escolares – 1º Ciclo e Actividades Extra-Curriculares -, numa acção que abrange cerca de 278 estudantes e acarreta custos na ordem dos 12400 euros. No que diz respeito aos alunos abrangidos pelos escalões A e B do subsídio de acção social escolar (alunos mais carenciados), estes poderão usar os valores restantes para a compra de material escolar. Os alunos beneficiários deste subsídio terão também comparticipadas as suas refeições. À semelhança do ano lectivo anterior, a autarquia irá disponibilizar ainda os transportes a todos os alunos do concelho sendo que, para tal, o Município de Redondo reforçou a rede de transportes escolares adquirindo quatro novas viaturas que permitirão o transporte das crianças em melhores condições de conforto e de segurança. A par das anteriores medidas de apoio social, a autarquia irá também garantir almoços e lanches gratuitos a todas as crianças do ensino pré-escolar, assegurando também os lanches ao 1º ciclo do ensino básico. Neste âmbito, o Município de Redondo aderiu ao novo Regime de Fruta Escolar, medida esta resultante de uma preocupação visível com os hábitos alimentares dos alunos. Assumindo o investimento na Educação como um objectivo estratégico de desenvolvimento local, o Município de Redondo prossegue empenhado em dar continuidade a estas medidas nos próximos anos lectivos, de forma a que todos os alunos do concelho possam exercer o seu direito à aprendizagem em condições adequadas e de igualdade. Os Centros Escolares do concelho, actualmente em construção, são disso mesmo um bom exemplo.

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O Município de Reguengos de Monsaraz vai implementar o Regime de Fruta Escolar, medida que vai abranger cerca de 500 alunos dos oito estabelecimentos de ensino do 1.º ciclo do ensino básico do concelho. Este regime está associado aos lanches saudáveis (substituindo os bolos e as bolachas) e visa a distribuição de frutas e produtos hortícolas nas escolas duas vezes por semana, promovendo-se o importante papel que desempenham na dieta alimentar e na criação de hábitos de alimentação saudáveis que contribuam para o combate à obesidade e a outras doenças. Assim, a autarquia vai assinar um protocolo de colaboração e constituir uma equipa de trabalho com o Agrupamento de Escolas e criar uma parceria com o Centro de Saúde no âmbito da saúde escolar (nutrição, higiene oral, prevenção da obesidade, entre outros). Em paralelo à implementação do programa serão promovidas medidas de acompanhamento que visam a dinamização de actividades pedagógicas associadas à educação alimentar.

Redação

Em termos globais, as mais elevadas taxas de adesão nos Municípios, verificaram-se em Vendas Novas (100% - todas as instalações encerradas), Arraiolos (95 %), Montemor-o-Novo (90%), Portel (80%), Mora e Borba (75%), Évora (65%) e Vila Viçosa (60%). Números avançados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local sobre a greve realizada na última segunda feira. De acordo com aquela estrutura sindical, no distrito de Évora os efeitos desta paralização fizeram-se sentir sobretudo na recolha de lixo, PUB

não houve recolha de lixo e varrida na maioria dos concelhos, oficinas e estaleiros municipais com dezenas de instalações encerradas, serviços de atendimento, cemitérios, jardins, piscinas, transportes e refeitórios escolares e encerramento de dezenas de Juntas de Freguesia. Segundo os números divulgados pelo sindicato, Évora, Montemor, Vendas Novas, Portel, Arraiolos e Mora ficaram sem recolha de lixo. A greve nacional dos trabalhadores da Administração Local “afirmou a forte determinação dos trabalhadores

do sector na luta contra as ingerências do Governo na autonomia do Poder Local, pelos direitos e pelos salários”, afirma o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local - STAL. De acordo com o STAL, os

dados da adesão à Greve dos trabalhadores das autarquias no distrito de Évora confirmaram não só “uma grande adesão dos trabalhadores”, como “uma forte consciência da necessidade de defesa dos seus interesses de classe”. Num comunicado enviado às redacções o STAL considera que esta greve “constituiu um aviso sério ao executivo socialista de José Sócrates e afirma que os trabalhadores vão continuar a lutar”, anunciando para o próximo dia 29 uma manifestação em Lisboa convocada pela CGTP e pela CES em toda a Europa. w


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Sociedade Comemorações do Dia Mundial do Turismo

Évora com novos produtos turísticos

EDITAL LUÍS MANUEL CAPOULAS SANTOS, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ÉVORA:

Redação

Faz saber, nos termos do n.º 1 do art.º 49 da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, alterada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, que convoca uma reunião ordinária da Assembleia Municipal de Évora para o dia 24 de Setembro de 2010, às 21,00 horas, a levar a efeito no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com a seguinte

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No âmbito das Comemorações do Dia Mundial do Turismo e das Jornadas Europeias do Património, a Câmara Municipal de Évora lança dois novos produtos - Rota das Igrejas de Évora e Roteiro Medieval – como forma de promoção cultural e turística do Centro Histórico. Resultante da organização conjunta do Gabinete de Arquitectura e Património da Arquidiocese de Évora, da Comissão Diocesana dos Bens Culturais e da Câmara Municipal de Évora, a Rota das Igrejas de Évora procura dar resposta à necessidade efectiva de valorização do vasto património religioso situado no Centro Histórico, regra geral inacessível ao público por circunstâncias diversas. Desta rota fazem parte oito espaços religiosos, entre ermidas e igrejas paroquiais e conventuais – Santiago, Santa Marta, S. José (Convento Novo), N. Sra. Do Ó, S. Mamede, Espírito Santo, N. Sra. da Cabeça e Senhor Jesus da Pobreza – sendo objectivo geral a promoção do património arquitectónico e artístico que nelas se conserva, muito dele de elevado valor histórico. Para além da abertura ao público destes oito espaços religiosos, a Rota das Igrejas d’Évora pretende, ainda, criar um programa de visitas temáticas mensais conduzida por um especialista convidado, tendo por base um ou mais espaços religiosos que compõem este percurso.

Roteiro Évora Medieval Produzido pelo Posto de Turismo Municipal e apoiado financeiramente por

ORDEM DO DIA:

1. Informação do Presidente da CME acerca da actividade do Município, bem como da situação financeira do mesmo;

2. Deliberação sobre a proposta da CME visando a contracção de um empréstimo de longo prazo;

3. Deliberação acerca da proposta da CME destinada a requer a declaração

de utilidade pública, bem como o carácter de urgência, da expropriação dos prédios necessários à construção da Via de Cintura – Ramo Nascente; iniciativa privada, este roteiro tem como objectivo a diversificação e a qualificação da oferta turística da cidade em torno do seu riquíssimo património medieval. O turista e o visitante passam a ter disponível gratuitamente um novo produto de promoção turística do Centro Histórico, vocacionado para uma «leitura» da paisagem urbana nos seus aspectos patrimoniais, históricos e artísticos, sem esquecer a oferta instalada ao nível da restauração, artesanato e comércio de produtos locais. Este roteiro, ao propor um percurso pelo tecido urbano menos conhecido numa distância próxima de três quilómetros (3 km) e com a duração mínima estimada em 02h30, tem ainda por objectivo prolongar a estadia de turistas e visitantes, potenciando, deste modo, o comércio local, a hotelaria e a restauração. w

Évora

Programa do Dia Mundial do Turismo Sexta-feira, 24

Iniciativa «Praça Florida» Decoração com vasos de flores da Praça de Giraldo e da Rua João de Deus (até 7 de Novembro).

4. Deliberação sobre a proposta da CME visando a abertura de um concurso público para a concessão do Bar/Cafetaria do Aeródromo de Évora;

5. Deliberação sobre o Projecto de Regulamento de Campos de Férias, proposto pela CME;

6. Deliberação sobre os Estatutos destinados à transformação da Sociedade

Anónima Mercado Municipal de Évora, S. A., em Empresa Municipal, propostos pela CME;

7. Informação sobre a Auditoria ao Controlo Financeiro do Município de Évora, referente ao período 2005/2007; 8. Informação acerca do parecer do Conselho Municipal de Educação de Évora, de 30.06.2010; 9. Tomada de conhecimento do protocolo de delegação de competências nas Juntas de Freguesia do concelho;

10. Informação acerca do concurso público destinado à aquisição de serviços

para elaboração de projectos do Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo;

11. Tomada de conhecimento sobre participação da CME no Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo.

10h30, Hello Évora, apresentação pública do primeiro bilhete único para espaços museológicos de Évora. Local: Posto de Turismo Municipal Promotor: Eventos Pinto & Associados e Dynmed Sábado, 25:

09h45, Rota das Igrejas de Évora, apresentação pública seguida de visita guiada Concentração: Praça Joaquim António d’Aguiar (Jardim das Canas) Inscrições: Posto de Turismo e GAPAE Iniciativa integrada nas Jornadas Europeias do Património

15h30, Évora Tour Medieval, apresentação pública seguida de visita guiada. Concentração: Posto de Turismo Municipal. Segunda-feira, 27:

Durante o dia: entrega de flores aos turistas e mensagens alusivas às comemorações.

Évora, 14 de Setembro de 2010

O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL Luís Manuel Capoulas Santos Site: www.evora.net/ame E-mail: assmunicipal.evora@mail.evora.net


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23 Setembro ‘10

Sociedade

Na continuação da visita a todos os concelhos do distrito, Capoulas Santos vai estar no próximo sábado dia 25, pelas 15.30 horas, na sede do PS/Estremoz, para apresentar o seu Programa de Candidatura à Presidência da Federação Distrital de Évora do Partido Socialista.

BE/Évora promove recolha de assinaturas para Manuel Alegre O Bloco de Esquerda informa, via comunicado de imprensa assinado pelo seu coordenador no distrito de Évora, Luís Mariano, que está a proceder “à recolha de assinaturas para a legalização da candidatura de Manuel Alegre”. Neste sentido - esclarece o dirigente bloquista - “agradeço a todos e a todas que queiram subscrever a candidatura para me contactarem a fim de agendar um encontro. Todas as vontades são bem vindas”. Ficam os contactos: Bloco de Esquerda/Évora - 925 417 133 - http://evora.bloco.org/ - mail: evora@bloco.org

Novo livro do antropólogo Francisco Ramos

A Importância cultural e social do vinho no Alentejo w

Capoulas Santos em Estremoz

Redação/Lusa

O vinho, importante elemento da identidade do Alentejo e presente nas mais variadas práticas culturais da região, é retratado pelo antropólogo Francisco Martins Ramos no seu novo livro, a lançar quinta feira, em Évora. “O vinho não é determinante da identidade alentejana, mas é um segmento muito importante” da mesma, pois, “é uma bebida ritual em toda a prática cultural do Alentejo”, frisou hoje o autor à Agência Lusa. Segundo Francisco Martins Ramos, professor emérito da Universidade de Évora, catedrático de Antropologia, o vinho “começou a ter uma importância muito grande” no Alentejo “a partir dos anos 70 e até 80”. “E há aspetos culturais muito singulares e interessantes ligados à sua produção, divulgação e consumo e à prática gastronómica”, disse, explicando que foi essa riqueza cultural que o motivou a reunir em livro textos da sua autoria, uns antigos e outros recentes, sobre o tema.

A obra “Vinho do Alentejo – Temas Culturais”, das Edições Colibri com 70 páginas, é lançada quinta feira, às 17:30, no Fórum Eugénio de Almeida. O prefácio é assinado por Carlos Braumann, reitor da Universidade de Évora, que refere tratar-se de “um livro de retratos” da “realidade alentejana”, a “pretexto da sua relação com o vinho”. Autor de vários livros publicados, de entre os quais o célebre “Tratado das Alcunhas Alentejanas”, Francisco Martins Ramos precisou à Lusa que “a antologia de textos” incluída na sua nova obra não tem a pretensão de abordar aspetos técnicos do mundo vinícola. É sim uma seleção que traduz o seu “olhar interessado sobre estas questões socioculturais” associadas aos vinhos do Alentejo, os quais, como realça no livro, “têm vindo a impor-se no mercado nacional e além fronteiras”. “Trata-se de pequenas abordagens, iniciadas no ano remoto de 1977, e que foram tomando

forma e coerência ao longo do tempo e acompanharam o meu percurso académico na área da Antropologia”, escreve Francisco Martins Ramos. Ao folhear as páginas, num texto escrito pelo autor quando ainda era aluno universitário e “aprendiz de etnógrafo”, o leitor pode “descobrir” as “Tabernas do Redondo”, locais de socialização que, como noutros concelhos da região, estão hoje praticamente extintos. Uma comunicação no I Simpó-

sio de Vitivinicultura do Alentejo, em 1988, sobre aspetos simbólicos, sociais ou culturais ligados ao ato de beber vinho no mundo rural, também não foi esquecida. Tendo impulsionado a criação da licenciatura, do mestrado e do doutoramento em Turismo na Universidade de Évora, o escritor centra ainda atenções no “segmento emergente” do enoturismo, “que alia o vinho com a oferta turística” da região. As alcunhas, já alvo de pesquisa no “Tratado das Alcunhas Alentejanas” e num livro anterior, voltam a ter lugar nesta nova obra. O autor identifica várias alcunhas vinícolas e as “estórias pitorescas” que as originaram. E, num Alentejo de marcadas tradições gastronómicas, não podia faltar um texto dedicado à açorda, “o pão-nosso de cada dia” na região, escreve Francisco Martins Ramos, que se confessa à Lusa apreciador de vinho branco e sublinha: “Uma açorda sem um bom copo de vinho fica órfã”. w

Escola dos Canaviais a bom ritmo

Apreensão de droga na Vidigueira

Autarquia indigna-se com as notícias que relacionam o caso com festival w

A Vereadora da Câmara Municipal de Évora, Cláudia Sousa Pereira, acompanhada por técnicos camarários e pelo Presidente da Junta de Freguesia dos Canaviais, Silvino Costa, visitaram recentemente as obras de concepção/ construção da Escola EB1/JI dos Canaviais, tendo ficado satisfeitos com o nível de execução destas e o ritmo a que decorrem os respectivos trabalhos. O fim dos trabalhos est]a previsto já para a próxima Primavera, entrando em funcionamento o novo estabelecimento de ensino no início do próximo ano lectivo. Esta escola ficará dotada de três salas de Jardim-de-Infância e oito salas de 1º ciclo, além de sala polivalente para prolongamento de horário (Pré-escolar), gabinetes de educadores e de professores, salas de apoio, espaços comuns ao pré-escolar e 1º ciclo, biblioteca, refeitório e cozinha, duas salas polivalentes e campo de jogos (1º Ciclo) e recreios coberto e descoberto. As obras de concepção e construção deste equipamento educativo estão a cargo do consórcio Ecociaf/Certar, tendo a obra, orçada em cerca de dois milhões e meio de euros, sido candidatada a fundos comunitários e sendo a Câmara Municipal de Évora a entidade responsável pelo projecto.

Paulo Nobre

A Câmara da Vidigueira afirmase “surpreendida” com a notícia divulgada na comunicação social da apreensão de mais de 700 doses de estupefacientes nas imediações do festival da Vidigueira. Num comunicado emitido pela autarquia o presidente Manuel Narra diz ter a Câmara surpreendida “não pela acção da GNR, meritória e articulada com o Município, mas na leviandade de tentar colar a apreensão registada ao Festival Vidigueira 2010”, evento patrocinado pelo Município.

A autarquia defende-se afirmando que no festival estiveram presentes “várias entidades, com iniciativas próprias, onde destacamos o Governo Civil e o Instituto Português da Juventude (IPJ), com a distribuição dos diplomas aos jovens voluntários que vigiaram as florestas no Baixo Alentejo”. Contundente, o comunicado sublinha que a Câmara não “admite a ninguém que enxovalhem desta forma o NOSSO Governador Civil, nem o IPJ com esta conotação barata e de mau gosto”. A autarquia reconhece os “os problemas que o concelho

tem nesta matéria” à semelhança do que acontece a a nível nacional, e afirma que tal facto se deve “à pouca intervenção registada pelas autoridades, sejam elas policiais ou judiciais”. “Sabe bem a GNR que sempre teve neste Município um parceiro que ultrapassa largamente as suas competências no apoio a esta força de segurança, para solucionar este problema, e que foi por pedido expresso do Presidente da Câmara que os meios de vigilância e controlo foram reforçados, de modo a que este evento garantisse aos seus participan-

tes um grau de segurança elevada e que os familiares destes jovens pudessem estar tranquilos enquanto o festival decorria”, pode ainda ler-se neste comunicado. “Reconhecemos o direito da GNR emitir os comunicados que muito bem entender, não admitimos é que utilizem o nome dos eventos organizados pela Autarquia, sabe-se lá com que fins, para noticiaram as actividades desenvolvidas pela Guarda Nacional Republicana”, termina o texto assinado pelo presidente da Câmara Manuel Narra. w


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Ciência Performance e artes da terra

Festival Escrita na Paisagem encerra com chave de ouro José Pinto de Sá

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Com o mês de Setembro a chegar ao fim, aproxima-se também o termo da sétima edição do festival de performance Escrita na Paisagem, que durante todo o Verão apresentou uma variada programação em vários concelhos do país, nomeadamente em Évora. A encerrar o festival Escrita na Paisagem, Évora vai acolher esta semana um conjunto de criações de artistas nacionais e estrangeiros. Hoje, dia 23, pelas 21h30, o português António Pedro Lopes e a norte-americana Monica Gillette levam à cena no Espaço A Bruxa Teatro, em Évora, a performance “Luzes Ligadas Não Quer Dizer que Estejamos em Casa”, lançando-se no desafio de reinventar a sua biografia através da ficção. Dinis Machado, jovem criador PUB

“Luzes Ligadas Não Quer Dizer que Estejamos em Casa”, performance de António Pedro Lopes e Monica Gillette.

portuense, apresenta no dia 27 de Setembro, pelas 21h30, no Palácio de D. Manuel, também em Évora, a peça “Parole, Parole, Parole…”, um trabalho sobre os labirintos da linguagem, os encontros e desencontros vividos pelos interlocutores no acto de

comunicação. No dia 28, pelas 21h30, igualmente no Espaço A Bruxa Teatro, os italianos Antonio Tagliarini e Daria Deflorian exibem a peça “REWIND: uma homenagem a Café Müller de Pina Bausch”, um trabalho situado entre a dança,

performance e teatro. Em parceria com o Centro de História de Arte da Universidade de Évora, nos dias 28 e 29, o festival Escrita na Paisagem organiza com a Quadrienal de Praga o simpósio internacional “Sobre Curadoria”, a ter lugar nos

auditórios da Universidade de Évora. A companhia de teatro italiana Fanny & Alexander apresenta, no dia 29 pelas 21h30, no Palácio de D. Manuel, a peça “Him”, um espectáculo cativante, no qual as relações entre o poder, a palavra e a arte são expostas numa abordagem que oscila entre a comicidade e a crueza, até crueldade. Por fim, o criador português Tiago Pereira, acompanhado pelo músico Eduardo Vinhas e pelo Colectivo SophieMarie, encerra o festival Escrita na Paisagem com o espectáculo multimédia “Equação”, a ter lugar no dia 30 de Setembro, pelas 22h00, no Largo 1º de Maio, em Évora. Em “Equação” reinventa-se o património imaterial do Alentejo, através de uma sobreposição de pensamentos, registos, lendas e paisagens sonoras. w


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23 Setembro ‘10

Centrais Begalinha Pinto, presidente da Câmara de Viana do Alentejo

A Feira d’Aires é o gra cartão de visita do co Luís Pardal

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“Há que aproveitar tudo para desenvolver o concelho”

“Há que aproveitar tudo para desenvolver o concelho” Ainda não está na Câmara há um ano. Mas já é possível fazer uma espécie de balanço? As coisas têm sido diferentes do que imaginava quando se candidatou?

Temos encontrado mais dificuldades do que aquelas que estávamos à espera. Em termos genéricos podemos dizer que o funcionamento global da Câmara e a sua capacidade de resposta estava – e está – abaixo daquilo que nós estávamos à espera, sobretudo no seu funcionamento interno, o que tem sempre repercussões externas, uma vez que os serviços não respondem como deveriam junto dos munícipes e da sua qualidade de vida. Encontrámos, como digo, algumas insuficiências, mas o momento de crise, como todos sabemos, também dificulta também os actos de gestão. A Câmara de Viana, apesar de ainda ter uma capacidade de endividamento excelente, devido às regras do PEC não pode ir à Banca financiar-se livremente. Só quando estão em causa obras do QREN. É o caso do Pavilhão que pretendíamos construir em Aguiar. Há um ano eu podia ir à Banca para pedir financiamento para a obra, neste momento não estamos autorizados.

E têm obras em marcha no âmbito do QREN?

Temos o Centro Escolar, que ´é o mais importante, e um outro de Regeneração Urbana, aqui em Viana. Estamos também em fase de conclusão outros dois projectos: a requalificação do Centro Histórico de Viana, com a substituição também das canalizações, que estão todas podres, e um outro para a requalificação de uma zona urbana de Alcáçovas.

Qual é o principal problema que sente hoje no concelho? É o de-

semprego?

É, de facto, o desemprego, que acompanha a tendência normal aqui no Alentejo, Essa taxa desce em pequenos períodos, por exemplo durante as vindimas, aliviando a pressão sobre as famílias. Mas, sobretudo, as mulheres, fora desses períodos, não encontram resposta. Nós temos um tecido empresarial muito frágil.

E em termos de saída e de projectos: como é que a Câmara vê o desenvolvimento de Viana?

Passará por um bocadinho de tudo: turismo, artesanato, produtos locais. Temos que tentar conjugar todas essas coisas, ainda que pequenas. Pequenos projectos mesmo. Temos que aproveitar tudo e tentar também aproveitar a proximidade com Évora e com a zona de Alqueva, de maneira a podermos criar alternativas. Eu costumo dizer que a nossa localização geográfica, mesmo no Alentejo, não é a melhor, mas temos que viver com ela.

Mas vai ser difícil juntar todas essas pontas…

Sim, e também porque em várias áreas determinantes não estava nada feito e agora é preciso partir do zero. Dou-lhe um aspecto importante: grande parte das Câmaras têm um Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento Económico, que é fundamental no apoio aos empresários e aos investidores, mesmo em termos burocráticos e de financiamento. A Câmara de Viana não tinha ninguém nessa área e essa é uma falha que estamos a tentar resolver. Aliás já abrimos um concurso de admissão para uma pessoa dessa área. E essas coisas levam tempo. Muito mais do que nós gostaríamos, mas é assim. w C.J.

Carlos Júlio

Esta é a primeira vez que se realiza a Feira d’Aires, desde que foi eleito. Que novidades é que a Feira vai ter este ano?

Em termos gerais a Feira vai ter um formato idêntico ao que tinha anteriormente, apenas com algumas pequenas alterações, pequenas “nuances” e que são as novidades que temos. Temos algumas alterações na distribuição dos stands dos expositores, temos novos expositores que vêm à feira pela primeira vez, alguns deles institucionais e temos, como principal novidade, a presença na feira, a tempo inteiro, de dois artesãos do concelho a trabalharem nas respectivas artes: um oleiro de Viana do Alentejo e um chocalheiro de Alcáçovas.

Esta Feira mantém uma grande parte de feira tradicional, embora me pareça que tem vindo a diminuir, e uma parte expositiva, mais moderna.

A Feira d’Aires é o maior evento do concelho de Viana. Temos também a Romaria, em Abril, temos também a Mostra de Doçaria, em Dezembro, em Alcáçovas, mas a Feira continua a ser a grande montra do concelho. E é isso que nós pretendemos. E eu penso que o sucesso da Feira tem a ver com essa diversidade de aspectos. De um lado, o tradicional marcado pela Feira Franca, que é a parte das quinquilharias, dos

brinquedos, das roupas, dos cestos, etc,. Do outro lado, temo a parte religiosa que constitui um forte pilar destas festas, associada ao Santuário e à fé e há muitas pessoas que se não fosse essa parte religiosa nem sequer vinham à feira. Depois temos essa componente expositiva, mais recente, que na nossa opinião é a mais difícil, mas que queremos desenvolver e que requer mais algum investimento que, no

fundo, é a parte das activid económicas.

Mas esse sector também crescido.

Sim. Este ano as tendas completamente lotadas, ficá com algumas pessoas e en des em lista de espera. Quisé dar prioridade aos agente concelho, que este ano repre tam cerca de um terço do de expositores. De futuro, q mos que este número aum

Abril é tempo de romaria a cavalo

Uma tradição que liga Moita a Viana do Alentejo A Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo tem como objectivo a recuperação de uma tradição abandonada há cerca de 70 anos, quando os lavradores e agricultores se deslocavam com os seus animais ao Santuário de N. Sra. d’Aires para pedir protecção para o gado e boas colheitas. A Romaria a realiza-se, no quarto fim-de-semana de Abril, entre a Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, na Moita do Ribatejo, e o Santuário de Nos-

sa Senhora d’Aires, em Viana do Alentejo. A romaria é realizada pela antiga canada real, conhecida, igualmente, pela estrada dos espanhóis e que perfaz um total de 120 km. Esta romaria tem um carácter religioso associado, sendo a Virgem transportada na romaria e é actualmente dinamizada por uma Comissão Organizadora composta pela Associação dos Romeiros da Tradição Moitense, pela Associação Equestre de

Viana do Alentejo e pela maras Municipais da Mo de Viana do Alentejo. A romaria retoma uma trad comum aos dois concelhos data do século passado e consistia na deslocação d vradores do Município da ta ao Santuário de Nossa D’Aires, em Setembro, faze o percurso pela antiga Can Real, através de quintas minhos de terra batida, que os seus animais fo


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ande oncelho Luís Pardal

ros, não é?

Sim, é claro. Neste particular também há coisas a fazer, mas isso não está só dependente da Câmara, mas também da Igreja, nomeadamente o tentarmos dinamizar a área circundante ao Santuário. Há alguma requalificação a fazer daquele espaço. Às vezes estamos lá ao fim-desemana e chega um autocarro com turistas e limitam-se apenas a visitar o santuário. Nós lançámos um desafio ao senhor Padre para criamos, em instalações que já lá existem, num bar-restaurante, com um pequeno ponto de venda de lembranças alusivas ao Santuário e dirigidas a esses visitantes.

A Romaria de Abril, intimamente ligada aqui ao Santuário, é também um momento importante de promoção e de visibilidade do concelho.

dades

tem

estão ámos ntidaémos es do esentotal queremente

e que no espaço de dois ou três anos esse número aumente, por exemplo, para metade. E só vamos conseguir fazê-lo, se conseguirmos sensibilizar os empresários do concelho e motivá-los para que vejam que é positivo estarem e mostrarem-se durante a Feira.

O Santuário é o edifício mais importante do concelho e o principal motivo de visita de forastei-

Sim. E também pensamos actuar nessa área agregando à Romaria, que parte da Moita e chega aqui a Viana, retomando uma tradição antiga, mais alguma coisa. È um momento em que vêm aqui muito visitantes e temos a ideia de agregar à Romaria outras iniciativas, naturalmente no espaço junto ao Santuário, que diversifique a oferta, apostando sobretudo nos produtos locais, da gastronomia ao artesanato. w

as Câoita e

dição s que e que de laMoia Sr.ª endo nada e capara ossem

benzidos durante a procissão em honra de Nossa Sr.ª D’Aires, padroeira dos animais, e para pedir ainda boas colheitas. Actualmente, a procissão em honra de Nossa Sr.ª d’Aires ocorre no último fim-de-sema-

na do mês de Abril e atrai milhares de pessoas a Viana do Alentejo, sendo a Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo um dos momentos altos desta festividade. w C.J.

Nossa Senhora d’Aires: – a Lenda e a Feira Na área envolvente do Santuário de Nª Sra. d’Aires encontraram-se vestígios da civilização romana, falando-se de uma povoação de nome «Arês» ou «Ares». Antigamente, quando se fazia referência à Santa, escrevia-se Ares («ares de Santíssima Maria», etimologicamente) em vez de Aires. O nome atribuído à Santa pode ser consequência da localização do Santuário no local dessa possível povoação antiga designada «Arês». Existem duas lendas contadas pelo povo. Uma que relata que naquela herdade, chamada dos Vaqueiros, morava um lavrador rico, supõe-se que Martim Vaqueiro, que possuía uma manada de bois. Na herdade existia um curral onde todas as noites os bois eram recolhidos. A certa altura os empregados do lavrador repararam que durante a noite os bois saiam do curral para irem pastar, mas que no outro dia de manhã estavam todos lá dentro, com a porta fechada. Foram então contar o mistério ao patrão que se dispôs a ir dormir uma noite à porta do curral. Nessa noite apareceu-lhe em sonhos Nª Senhora, que lhe disse que era Ela que abria a porta aos bois e que era de Sua vontade que fizessem naquele local uma casa de Deus e que para isso Ela própria o ajudaria. O lavrador tratou logo de juntar os materiais necessários para dar início à igreja e como era preciso muito dinheiro vendeu alguns dos seus bois. Porém, quando os voltou a contar, após a venda, tinha na manada a mesma conta, tendo sido um milagre de Nª Senhora. O aparecimento da imagem da Senhora d’Aires também tem uma lenda, e encontrase expressa numa inscrição na portada do Santuário. É um verso em latim, que relata que após a expulsão dos mouros destas terras, um lavrador arava o campo quando encontrou dentro de um pote de barro a imagem que se vê no altar. Sobre esta lenda,

diz-se que a imagem foi descoberta por Martim Vaqueiro quando este lavrava o campo. Em 1748, existindo em Évora uma enorme epidemia de peste, os comerciantes dessa cidade prometeram à Virgem Srª d’Aires uma festividade se a peste desaparecesse. Como tal se verificou, os comerciantes realizaram festas durante três dias em honra da Santa. No ano seguinte as festas foram ainda maiores, com afluência de devotos não só de Évora mas também das populações vizinhas. Já nesse ano se montaram em redor da igreja muitas barracas de géneros alimentícios e de olaria. As festividades tiveram grande incremento e as barracas de mercadores começaram a ser tantas, que o Senado Vianense obteve o alvará em 1751, que declarava que o mercado realizado junto à igreja fosse considerado feira franca. Esta realiza-se desde então todos os anos no quarto domingo de Setembro. A fé popular é comprovada através da Casa dos Milagres, cujas paredes estão totalmente revestidas de ex-votos, constituindo um dos mais curiosos “museus” de arte popular do país, onde as pessoas colocam o pagamento das suas promessas à Protectora. Destacam-se os ex-votos mais antigos, que são criações populares pintadas sobre tábua, tela e chapa cúprica, datando o mais antigo de 1735. Actualmente os ex-votos assumem a forma de fotografias, figuras de cera, bordados, painéis de azulejo, vestidos e bouquets de noivas, etc.. Todos os crentes da Santa, espalhados pelo país inteiro, que se deslocam a Viana do Alentejo essencialmente na altura da feira, depositam aqui os pagamentos das promessas e agradecimentos a Nª Senhora d’Aires. w Sofia Quintas in http://www.pontosdevista. net/expoi.php?id=108 C.J.


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23 Setembro ‘10

Freguesia Protocolo com a DECO

REGISTO publica informação sobre defesa do consumidor José Pinto de Sá

Luís Pardal

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No âmbito de um acordo estabelecido com a DECO, o REGISTO vai passar a publicar quinzenalmente informações sobre Defesa do Consumidor, colocando assim ao serviço dos leitores o valioso acervo informativo da associação.

LACE preside à Rede Europeia de Sítios da Paz A Liga dos Amigos do Castelo de Évora Monte (LACE), no concelho alentejano de Estremoz, foi eleita por unanimidade para presidir à direção da Rede Europeia de Sítios da Paz, foi hoje anunciado.A eleição decorreu na primeira assembleia geral daquela associação europeia, realizada na cidade alemã de Wermsdorf, na região da Saxónia. Representada pelo seu presidente, Eduardo Basso, a LACE fica a presidir aos destinos da Associação Rede Europeia de Sítios da Paz durante os próximos quatro anos. Além da eleição dos corpos gerentes, a primeira assembleia geral da Rede Europeia de Sítios da Paz discutiu outros assuntos de interesse para a associação, tendo sido decidido apresentar uma candidatura ao Programa Cultura, da União Europeia, no sentido de obter financiamento para o seu plano de atividades. A organização reúne 12 entidades de sete países europeus e foi constituída em associação a 28 de maio deste ano. A Rede Europeia de Sítios da Paz pretende congregar as cidades e sítios da Europa onde foram assinados relevantes tratados de Paz e as organizações europeias que inscrevam como sua atividade prioritária a defesa da Paz, contribuindo também, desse modo, para desenvolver o turismo cultural. Em maio deste ano, durante o terceiro encontro da rede, que decorreu na histórica vila de Evoramonte, no concelho de Estremoz, foi inaugurada naquela localidade a sede da estrutura, que passou a constituir uma associação internacional, tendo decorrido também a escritura pública da constituição da associação internacional, que sustenta o funcionamento da rede. Em Evoramonte, foi assinada em 26 de maio de 1834 a Convenção de Evoramonte, que pôs termo à guerra civil de 1832-1834, travada entre absolutistas e liberais.

O REGISTO celebrou terça-feira um protocolo com a Delegação de Évora da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), ao abrigo do qual esta entidade se compromete a fornecer ao jornal conteúdos técnicos de carácter informativo sobre Defesa do Consumidor, bem como a prestar outras informações relevantes tais como divulgação de actividades por si promovidas. Pela sua parte, o REGISTO obriga-se a publicar a informação enviada sob responsabilidade técnica exclusiva da DECO. O protocolo foi celebrado pelo prazo de um ano e assinado por Ana Be-

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A administração do REGISTO assinou terça-feira o protocolo com a DECO.

atriz Cardoso e Henrique Sim-Sim, respectivamente presidente e vicepresidente da DECO, e por Nuno Pitti

e Joaquim Simões, sócios-gerentes da empresa Nothing Else, proprietária do REGISTO. w


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Sociedade Está em exposição na FIL de Lisboa até domingo

Protótipo de veículo elétrico citadino “nasce” em Évora Redação/Lusa

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Os bancos forrados a cortiça dão o ‘toque’ alentejano. Tudo o resto é tecnologia. Futurista. Uma mistura de carro e scooter projectado e construído por um engenheiro eborense com a ajuda de alunos da Universidade de Évora. O engenheiro mecânico Ricardo Melro fez o projecto e com a ajuda de alunos da Universidade de Évora construiu um veículo elétrico citadino, que mistura carro e scooter. Os assentos em cortiça serviram para evocar a tradição alentejana, mas em tudo o resto este veículo tem traços futuristas como que saído de um filme de ficção assinado por Ridley Scott. “É um conceito novo, que parte do princípio de que um utilizador, no trânsito, precisa de algo parecido com uma mota. Terá que ser um veículo estreito, mas, se tiver que conduzir um passageiro atrás, convém que este esteja confortável”, explica este o engenheiro mecânico à agência Lusa. O veículo, com duas rodas à frente e uma atrás, local onde está alojado um motor elétrico com uma autonomia estimada de 100 quilómetros, é um dos projetos que a Universidade de Évora leva à feira Portugal Tecnológico, que desde ontem e até domingo decorre na FIL, em Lisboa. Licenciado pelo Instituto Superior Técnico (IST) e com mestrado em Gestão pela Universidade de Évora, Ricardo Melro concebeu este protótipo para um concurso de ideias organizado pela universidade alentejana. Mesmo sem ganhar, o engenheiro mecânico, que tem

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Évora: Encontro da CDU No próximo dia 2 de Outubro vão ter lugar as Jornadas Autárquicas da CDU do concelho de Évora. O encontro realizase às 16 horas no Pavilhão da Associação de Moradores do Bacelo. Em nota de imprensa, a Comissão Coordenadora Concelhia da CDU refere que a coligação “aumentou a votação nas últimas eleições autárquicas de 2009, tem mais Juntas de Freguesia, e quase alcançou o seu objectivo de ganhar a Câmara Municipal, meta que mantém para 2013. Decorrido quase um ano de exercício deste mandato é importante fazer um balanço do trabalho realizado pela CDU, analisar o estado do concelho resultante da actual gestão da Câmara Municipal e definir as acções para o futuro que reforcem a CDU no concelho”

Comércio Local vai “Conhecer para Promover” formação na emblemática empresa automóvel italiana Pininfarina e foi responsável pelo projeto do carro super desportivo português, VINCI GT, deitou mãos à obra e construiu a viatura. “Lembrei-me de tirar o projeto da gaveta e convidar alguns alunos do curso de Mecatrónica da universidade para participar”. Depois de “muitas horas” não contabilizadas nasceu este protótipo de veículo elétrico. O trabalho decorreu numa oficina nas traseiras da sua casa em Évora, onde está sediada a empresa que criou, chamada Merula: “Dobrar tubos, soldar chapa, pintar, arranjar os bancos e montar os motores, foi tudo feito aqui, desde o final de fevereiro”. A pensar em eventuais negó-

cios, o grupo responsável pelo protótipo fez testes nos últimos dias para garantir que o veículo funcione “nos mínimos aceitáveis” durante a mostra na FIL. “Já existem alguns contactos feitos”, afirma Ricardo Melro que agora tenciona “ver se há investidores interessados” em apostar no seu conceito que apesar de “inovador” tem ainda de ser “mais leve, seguro e fácil de manusear”. Com carroçaria em chapa preta, a viatura elétrica, possui cobertura e bagageira, pode ser carregada “em qualquer tomada” e atinge uma “velocidade máxima estimada de 70 quilómetros hora”. À frente senta-se o condutor, enquanto atrás há lugar para um passageiro, ambos “protegidos

por cintos de segurança”, numa viatura que Ricardo visualiza como um possível “táxi executivo”. “O táxi prende no trânsito, mas este tipo de veículo não tem esse problema”, realçando que como não se trata de uma mota, não é preciso capacete. “O executivo chega ali, mete o cinto, coloca o casaco e a bagagem na bagageira e vai tranquilo e confortável”. “E com este tipo de veículos, além de fazerem muito pouco ou quase nenhum barulho, também não temos a questão da poluição”, acrescenta, convicto de que estas viaturas são o futuro nas cidades, uma vez que “uma pessoa, quando está no meio do trânsito, precisa de se deslocar rapidamente e um Ferrari não lhe vale de nada”. w

No próximo dia 2 de Outubro vão ter lugar as Jornadas Autárquicas da CDU do concelho de Évora. O encontro realizase às 16 horas no Pavilhão da Associação de Moradores do Bacelo. Em nota de imprensa, a Comissão Coordenadora Concelhia da CDU refere que a coligação “aumentou a votação nas últimas eleições autárquicas de 2009, tem mais Juntas de Freguesia, e quase alcançou o seu objectivo de ganhar a Câmara Municipal, meta que mantém para 2013. Decorrido quase um ano de exercício deste mandato é importante fazer um balanço do trabalho realizado pela CDU, analisar o estado do concelho resultante da actual gestão da Câmara Municipal e definir as acções para o futuro que reforcem a CDU no concelho”


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Ciência Para ser apresentada numa pedreira em Vila Viçosa

Professor da Universidade de Évora escreve ópera de homenagem ao povo alentejano w

Medicamentos

Novo sistema de comparticipação O novo sistema de comparticipação do Estado no preço dos medicamentos entra em vigor a 01 de outubro, de acordo com a portaria hoje publicada em Diário da República. A portaria do decreto-lei 48A/2010, de 13 de Maio, vem agora definir os grupos e subgrupos farmacoterapêuticos comparticipáveis de acordo com os escalões de comparticipação nele previstos. No diploma, o Ministério da saúde defende que “o nível de comparticipação não deve incorporar qualquer estímulo económico à sobreutilização de determinados medicamentos”. Assim, os grupos e subgrupos farmacoterapêuticos são distribuídos pelos vários escalões “consoante a graduação da comparticipação do Estado no preço dos medicamentos, tendo em consideração as indicações terapêuticas do medicamento, a sua utilização, bem como as entidades que o prescrevem ou fornecem e as necessidades terapêuticas acrescidas de decorrentes certas patologias”. O diploma vem definir quais os medicamentos que passam a ter uma comparticipação estatal no escalão C e quais os que deixam de ser comparticipados. Da longa lista, as hormonas do crescimento surgem como os únicos fármacos que passam a ter comparticipação nula. Na semana passada, a Ministra da saúde anunciou mudanças nas regras de comparticipação estatal aprovadas em Conselho de Ministros. As alterações vão provocar um aumento do preço de alguns fármacos, apesar de o Governo ter avançado também com uma descida administrativa de seis por cento do preço de todos os medicamentos, que entra em vigor já a 1 de outubro.

Redação

Laureano Carreira, professor de Música na Universidade de Évora, está a escrever uma ópera sobre Catarina Eufémia, para ser apresentada no próximo mês de Julho numa pedreira de mármore do concelho de Vila Viçosa. Em entrevista à TSF, Laureano Carreira disse que o libretto é uma homenagem ao povo do Alentejo ao qual chamou Ai, Baleizão, Baleizão. Nessa terra houve, nos anos 50, a tragédia da Catarina Eufémia, mas obviamente Catarina mais não é que um pretexto para falar da luta épica do povo do Alentejo nos anos 50 pela sua sobrevivência». A ideia de transformar uma pedreira de mármore, temporariamente inactiva, num auditório onde se possa realizar um espectáculo deste tipo um projecto único na Europa partiu da Câmara de Vila Viçosa. A pedreira, situada na estrada que liga Vila Viçosa a Bencatel, vai ser adaptada para acolher, anualmente, no verão, um festival lírico singular, num espaço único que alia beleza natural, condições acústicas excecionais e um repertório de ópera. Os promotores do projeto consideram que o espaço e o auditório ao ar livre podem ainda ser utilizados para outro tipo de espetáculos e iniciativas. O festival lírico, com repertório de ópera, segundo a autarquia, vem dar corpo a um projeto que figurará como um dos poucos no mundo, e, sem dúvida, como único em Portugal.

Auditório de mármore O projeto é considerado “marcante para a cultura nacional e internacional” e vai avançar numa aposta da autarquia na transformação e adaptação de uma pedreira, situada a escassos

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quilómetros do centro histórico da vila, numa “verdadeira sala de espetáculos ao ar livre”. Os promotores do projeto consideram que o espaço e o auditório ao ar livre podem ainda ser utilizados para outro tipo de espetáculos e iniciativas. A pedreira, situada na estrada que liga Vila Viçosa a Bencatel, vai ser adaptada para acolher, anualmente, no verão, “um festival lírico singular, num espaço único que alia beleza natural, condições acústicas excecionais e um repertório de ópera”. De acordo com a Câmara de Vila Viçosa, o festival lírico, com repertório de ópera “vem dar corpo a um projeto que figurará como um dos poucos no mundo, e, sem dúvida, como único em Portugal”. Em declarações à agência Lusa, o presidente do município de Vila Viçosa, Luís Caldeirinha Roma, afirma que a autarquia está a trabalhar no desenvolvimento do projeto para que o primeiro festival de ópera, composto por vários espetáculos, seja realizado em julho de 2011. “Este vai ser um festival único, algo completamente diferente do que estamos habituados a assistir no nosso país”. “Um projeto marcado por uma

transversalidade singular que abarca áreas como a cultura, indústria, gastronomia e comércio, numa terra com um valiosíssimo potencial turístico”, sublinha ainda o autarca. Para a Solubema, empresa proprietária da pedreira, esta é uma boa ideia para o aproveitamento do jazigo enquanto este se encontra inativa. Óscar Frazão, administrador da Solubema, diz tratar-se de “uma ideia positiva, que foi acarinhada pela empresa desde o primeiro momento”. “Esta ideia corresponde um pouco à pretensão da empresa, que já tencionava disponibilizar uma pedreira para este tipo de iniciativas, no sentido de alterar a imagem das pedreiras inativas”. Segundo o administrador da empresa, vai ser assinado um protocolo para utilização temporária da pedreira, talvez por cinco anos, para espetáculos de ópera ou outras atividades culturais. “A empresa vai colaborar na iniciativa, disponibilizando, sem custos, maquinaria pesada e engenharia, e para a primeira iniciativa, o festival de ópera em 2011, há alguns trabalhos que vão ser feitos pela Solubema”.

O estudo prévio, foi coordenado pelos arquitetos Pedro Gameiro e Marta Sequeira e define várias áreas, nomeadamente uma zona de receção, um espaço comercial para exposição de produtos locais e um ponto estratégico que direciona o olhar dos visitantes para a Serra d´Ossa. As pessoas descem depois cerca de 25 metros, o equivalente a um prédio de sete andares, para uma área onde vai ficar instalado um bar esplanada, junto a um lago. Por fim, surge outra zona de descida, mais 25 metros, que permitirá o acesso à cota mais baixa, onde será instalado o palco, a plateia e todos os serviços de apoio ao espetáculo. Partiu do professor Laureano Carreira, encenador e libretista, a ideia de utilizar uma estrutura industrial deste tipo como local privilegiado para acolher um festival lírico. Além do município de Vila Viçosa e da empresa SolubemaSociedade Luso-Belga de Mármores, participa no projeto o Departamento de Arquitetura da Universidade de Évora, dirigido pelo arquiteto João Carrilho da Graça. w

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Artes “Portugal Tecnológico”, na FIL, até domingo

Mora: responsabilidade social

Alentejo mostra-se em Lisboa Carlos Júlio

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Mostrar um Alentejo de qualidade e aberto à inovação, é o que pretende a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo com a sua participação na edição 2010 da mostra “Portugal Tecnológico”, que começou ontem na Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações. O objectivo da participação da CCDRA nesta iniciativa é promover as empresas e instituições, com projectos inovadores, que contribuam para fortalecer a capacidade competitiva da região e reforçar o seu capital de atracção. No stand da Região Alentejo estarão expostos produtos e projectos de cariz inovador e tecnológico desenvolvidos dentro da área geográfica definida pela NUT II Alentejo e que projectam a dinâmica económica da PUB

Região Alentejo, à escala nacional e internacional. Para além do stand de características inovadoras, o Alentejo vai mostrar toda a sua dinâmica através de um ciclo de conferências sobre temas como a intitulada “Inovação e Tecnologia Sustentável, uma Aposta da Região Alentejo” e que decorreu ontem à tarde, moderada por João Cordovil, Presidente da CCDRA, com intervenções de Paulo Brito do Centro Interdisciplinar de Investigação e Inovação do Instituto Politécnico de Portalegre, Roberto Sousa do

Sines Tecnopolo e José Luís Coelho da Arquiled, esta sessão será encerrada por Carlos Zorrinho, Secretário de Estado da Energia e da Inovação. Hoje, quinta-feira, 23 de Setembro, o “Dia da Energia”, vai ser assinalado com uma conferência pelas 18.30 horas sobre “O sector das Energias Renováveis na Estratégia de Desenvolvimento Sustentável da Região Alentejo” e que será moderado por Tiago Gaio da Agência Regional de Energia e Ambiente do Norte Alentejano e Tejo. As intervenções estão a cargo de

António Joyce da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, Pedro Sampaio Nunes do GreenCyber e Francisco Melo Breyner da ZMAR Eco Campo Resort&Spa. No dia 24 de Setembro, pelas 19 horas, no Auditório 1 do Pavilhão 2 será debatido o tema “Região Alentejo, Terra de Oportunidades” que será moderado por Paulo Piçarra do jornal Diário do Sul com intervenções de Rui Nabeiro, da Delta Cafés, Silvestre Ferreira da Herdade Vale da Rosa e António Serrano, Ministro da Agricultura. A anteceder esta conferência decorrera no stand do Alentejo uma prova de vinhos comentada da Adega Mayor. Em termos culturais o Alentejo vai proporcionar dia 22 de Setembro um espectáculo de dança “Local Geographic” de Rui Horta. Diariamente entre as 18 e 19 horas haverá um “happy hour” de vinhos do Alentejo. w

O município de Mora tornou-se na primeira entidade pública a ser certificada em responsabilidade social, pela Associação Portuguesa de Certificação (APCER), assumindo um conjunto de compromissos no âmbito da qualidade, ambiente, segurança e responsabilidade social. “Avançámos para a certificação em responsabilidade social porque entendemos que todas as instituições devem ter, perante a sociedade, determinados compromissos sociais”, afirmou o presidente da Câmara de Mora, Luís Simão, em declarações à Agência Lusa. Esta certificação, outorgada esta semana pela APCER, acontece três anos depois de a obtenção pela autarquia da certificação do seu Sistema de Gestão Integrado (SGI) – Qualidade, Ambiente e Segurança de acordo com as normas NP EN ISO 9001, NP EN ISO 14001 e NP 4397/OHSAS 18001. Com esta nova certificação, a autarquia do distrito de Évora assume um conjunto de princípios, no âmbito da qualidade, ambiente, segurança e responsabilidade social, que sustentam a definição de diversos processos operacionais, objetivos e metas.


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23 Setembro ‘10

Lazer Sugestão de leitura Livro

Sugestão de filme Estômago

SUDOKU

Autor: José Luís Peixoto

Autor: Marcos Jorge

Sinópse

Sinópse

Raimundo Nonato está numa posição especial: ele cozinha. E é nas cozinhas de uma pequena tasca, de um restaurante italiano e de uma prisão que Nonato vive a sua intrigante história e aprende as regras da sociedade dos que devoram ou são devorados. Regras que ele usa a seu favor, porque mesmo os cozinheiros têm direito a comer a sua parte - e eles sabem melhor que ninguém qual é a parte melhor.

Este livro elege como cenário a saga da emigração portuguesa para França, contada através de uma galeria de personagens marcantes e da escrita de José Luís Peixoto. Entre uma vila do interior de Portugal e Paris, entre a cultura popular e várias referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições e de um futuro com dupla nacionalidade. Livro expõe a poderosa magnitude do sonho e a crueza, irónica, terna ou grotesca, da realidade. Através de histórias de vida, encontros e despedidas, os leitores de Livro são conduzidos a um final desconcertante. Para assinalar o lançamento de Livro, a Quetzal levou alguns leitores, admiradores de Peixoto, a receber das mãos do autor os primeiros exemplares, no momento em que estes saíam da gráfica.

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Carneiro

Horóscopo Diário Ligue já!

Horóscopo Diário Ligue já!

Balança

Horóscopo Diário Ligue já!

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Carta Dominante: O 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Seja mais carinhoso com o seu parceiro. Procure intensamente sentimentos sólidos e duradouros, espalhando em seu redor alegria e bem-estar! Saúde: Opte por refeições ligeiras. Dinheiro: Poderá realizar investimentos a título individual. Número da Sorte: 31 Dia mais favorável: Domingo

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Escorpião

Carta Dominante: 10 de Espadas, que significa Dor, Depressão, Escuridão. Amor: Tente pensar um pouco na sua relação, e reflicta bem se esta o faz feliz. É tempo de meditação. Ela é uma energia da alma. Explore-a! Saúde: O stress e o excesso de trabalho poderão trazer-lhe alguns problemas de saúde. Dinheiro: Poderá haver um crescimento inesperado do seu poder material. Número da Sorte: 60 Dia mais favorável: Sábado

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Nota: O objectivo do jogo é completar os espaços em branco com algarismos de 1 a 9, de modo que cada número apareça apenas uma vez na linha, grade e coluna.

Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Touro

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HORÓSCOPO SEMANAL Carta Dominante: A Papisa, que significa Estabilidade, Estudo e Mistério. Amor: As suas obrigações profissionais podem não lhe permitir estar tanto tempo com a pessoa amada, por isso, aproveite de uma forma especial todos os momentos a dois. Viva alegre e optimista! Saúde: Procure ter uma alimentação equilibrada. Dinheiro: Poderão surgir novas perspectivas nesta fase, mas não se deixe levar pelos impulsos. Número da Sorte: 2 Dia mais favorável: Quarta-feira

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Carta Dominante: 9 de Ouros, que significa Prudência. Amor: rejeite pensamentos pessimistas e derrotistas. Pratique o pensamento positivo e as acções construtivas agora! Saúde: Liberte-se da pressão do dia-a-dia através da boa disposição. Dinheiro: Apesar das divergências de opiniões no seu ambiente de trabalho, não desista dos seus objectivos. Número da Sorte: 73 Dia mais favorável: Terça-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Gémeos Carta Dominante: A Morte, que significa Renovação. Amor: Poderá ter de enfrentar uma forte discussão com alguém da sua família. Que a sua Estrela-Guia brilhe eternamente! Saúde: O cansaço poderá invadi-lo, tente relaxar. Dinheiro: A sua conta bancária anda um pouco em baixo, seja prudente nos gastos. Número da Sorte: 13 Dia mais favorável: Sexta-feira

Caranguejo Carta Dominante: Cavaleiro de Paus, que significa Viagem longa, Partida Inesperada. Amor: A sua vida afectiva poderá ganhar um novo rumo. Dê tempo ao tempo e acredite que é possível ser feliz. Saúde: Cuide melhor da sua pele, está a necessitar de uma limpeza facial. Dinheiro: Sentir-se-á preparado para realizar os projectos a que se propõe. Número da Sorte: 34 Dia mais favorável: Segunda-feira

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Sagitário Carta Dominante: 6 de Espadas, que significa Viagem Inesperada. Amor: Um convite inesperado alegrará o seu dia. Que os seus desejos se realizem! Saúde: Mantenha o optimismo e procure manter a sua energia habitual. Dinheiro: Investigue as oportunidades de emprego em empresas recentes. Número da Sorte: 56 Dia mais favorável: Quarta-feira

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Capricórnio Carta Dominante: Ás de Copas, que significa Princípio do Amor, Grande Alegria. Amor: O convívio com a pessoa amada estará favorecido nesta fase. Aproveite estes momentos e esqueça todos os seus receios. Mantenha-se alegre e receptivo. A Vida espera por si. Viva-a! Saúde: Fase estável, mas esteja sempre alerta. Dinheiro: Os seus problemas poderão ser resolvidos, embora com lentidão. Número da Sorte: 37 Dia mais favorável: Sexta-feira

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Leão Carta Dominante: 3 de Paus, que significa Iniciativa. Amor: O seu cansaço pode prejudicar a sua relação amorosa. Procure estar calmo. Não se canse vivendo agitado! Saúde: Procure não andar tão atarefado. Dinheiro: Poderá ter problemas com a sua entidade patronal. Seja audaz. Número da Sorte: 25 Dia mais favorável: Quarta-feira

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Aquário Carta Dominante: A Força, que significa Força, Domínio. Amor: Procure não esconder segredos ao seu melhor amigo. Que a luz da sua alma ilumine todos os que você ama! Saúde: Evite adoptar posturas incorrectas. Dinheiro: É possível que não consiga cumprir um pagamento. Número da Sorte: 11 Dia mais favorável: Quinta-feira

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Virgem Carta Dominante: 4 de Copas, que significa Desgosto. Amor: Uma pessoa próxima de si poderá mostrar uma faceta menos agradável. O seu bem-estar depende da forma como encara os problemas. Saúde: Poderá sentir dores musculares. Dinheiro: Seja justo numa decisão que poderá ter que tomar. Número da Sorte: 40 Dia mais favorável: Terça-feira

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Peixes Carta Dominante: O Julgamento, que significa Novo Ciclo de Vida. Amor: Sentirá necessidade de conhecer pessoas diferentes. Viva o presente com confiança! Saúde: Probabilidade de ocorrência de pequenos acidentes domésticos. Dinheiro: Altura de fazer contenção de despesas. Número da Sorte: 20 Dia mais favorável: Sábado Horóscopo Diário Ligue já!

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Lazer “Perpetuar Tradições”

Amigos do Centro de Artes Tradicionais criam “associação de defesa do artesanato” José Pinto de Sá

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Prosseguindo a campanha contra o encerramento do Centro de Artes Tradicionais, um grupo de personalidades eborenses anunciou esta semana a criação da associação “Perpetuar Tradições”, oposta à instalação da colecção de design industrial de Paulo Parra no edifício do antigo Celeiro Comum. Um grupo de personalidades dos mais diversos quadrantes políticos apresentou publicamente a associação “Perpetuar Tradições”, vocacionada para a “defesa do artesanato do Alentejo”. A apresentação teve lugar na terçafeira, dia 21, em Évora, e esteve a cargo de alguns dos membros fundadores da associação, nomeadamente Carmelo Aires, Andrade Santos, Tiago Cabeça e Miguel Sampaio. Embora a associação se proponha assumir, genericamente, a PUB

“defesa do artesanato do Alentejo”, os seus fundadores não escondem que a prioridade vai para a defesa do Centro de Artes Tradicionais (CAT), que consideram ameaçado pela criação do Museu de Artesanato e Design. O diferendo remonta ao mês de Março, quando a entidade Turismo do Alentejo, a Câmara Municipal de Évora e o professor Paulo Parra anunciaram a instalação em Évora da colecção de design industrial do século XX propriedade deste último. Ao abrigo de um protocolo estabelecido entre as três partes, foi então criado o Museu de Design, que iria funcionar nas instalações do antigo Celeiro Comum, que até à data acolhia o Centro de Artes Tradicionais (CAT)

“Preservar a memória” A iniciativa suscitou uma reac-

Luís Pardal

A Associação “Perpetuar Tradições” opõe-se à extinção do CAT.

ção negativa da parte de diversos sectores da opinião pública opostos à extinção do centro, o que levou à introdução de várias alterações no protocolo. Assim, e à luz da mais recente formulação, a instituição a criar adoptou a designação de Museu do Artesa-

nato e Design, e deverá reunir no espaço do Celeiro Comum o acervo do CAT e a colecção Paulo Parra. Os seus detractores consideram, contudo, que essa opção não é viável, e que se trata apenas de uma medida cosmética destinada a disfarçar a real intenção de

acabar com o CAT. “Não somos contra a instalação de um Museu de Design em Évora,” afirmam. “Entendemos simplesmente que os seus promotores devem arranjar outro local para o instalar,” em vez de expulsarem do Celeiro Comum a instituição que lá funciona. É nesse contexto que surge agora a associação “Perpetuar Tradições”, tendo como objectivo prioritário a defesa do Centro de Artes Tradicionais. “Somos um grupo de cidadãos preocupados com a situação, e que têm procurado alertar as pessoas para o que se está a passar”, explicou o artesão Tiago Cabeça. Os promotores da associação propõem-se “criar um instrumento que possibilite de forma articulada a defesa do artesanato alentejano” e que permita juntar “todos aqueles que acreditam que só preservando a memória se pode construir o futuro”. w


20 23 Setembro ‘10 Para divulgar as suas actividades no roteiro Email geral@registo.com.pt

Roteiro

Ouves...?

TOCAR DE OUVIDO – Encontro de Tocadores 7 a 10 de Outubro: Concertos | Oficinas | Colóquios | Documentários | Jam-Sessions 5 a 8 de Outubro: Residência de Músicos Em Outubro, Évora recebe mais uma edição do Tocar de Ouvido, o festival que junta músicos e público para uma aprendizagem directa da música tradicional. No dia 7, a cidade acolhe o Sol do Mediterrâneo, com as polifonias vocais dos Quatro ao Sul; no dia 8, é a vez dos Raaga Trio, um grupo que junta instrumentos como o N’goni (Mali, África Ocidental) com os sons do Jazz europeu e no dia 9, o Teatro Garcia de Resende será pequeno para acolher o Sol duro do Planalto Mirandês, com os Galandum Galundaina. Durante o dia, haverá oficinas de instrumentos por toda a cidade: Adufe, Cante, Cavaquinho, Gaita-de-fole, Flauta de Tamborileiro, Técnicas de Composição Modal; Colóquios sobre o N’goni do Mali e os Segredos Esquecidos dos Cordofones Portugueses; Documentários sobre os etnólogos Benjamim Pereira, Ernesto Veiga de Oliveira e Michel Giacometti...e uma Residência de Músicos, com a orientação de José Mário Branco e Paulo Pereira (Uxukalhus) que quer desafiar 10 músicos de vários instrumentos e formações para fazer novas criações com base em música tradicional - de 5 a 8 de Outubro (mediante pré-inscrição). Todas as informações completas e inscrições em www.tocardeouvido.com Organização: Associação PédeXumbo - www.pedexumbo.com Co-Financiamento: Terras de Sol | QREN Inalentejo Parceiros: Fundação Inatel Apoios: Câmara Municipal de Évora

Universidade de Évora - Escola de Artes

Apoio à Divulgação: Pachamama Productions

Media Partners: Semanário Registo

MÚSICA

EXPOSIÇÃO

Teatro

OUTROS PALCOS

Formação

Redondo

Portel

Reguengos

Redondo

Évora

Les Six (Contemporâneus) 25 de Setembro | Centro Cultural de Redondo | 21h30

Exposição Fotografia: NÓS - António Carrapato Até 17 de Outubro | Capela de Santo António

CENDREV - “Se o mundo fosse bom, o dono morava nele” 23 de Setembro |Praça da Liberdade | Teatro de rua | 21h30

À TARDE NO MUSEU 25 de Setembro | Museu do Barro de Redondo | 15h00 | Entrada gratuita

“mistério no 15” 24 de Setembro | Casa da Balança | 10h00 - 14h30 |

A música erudita | contemporânea revisita o Centro Cultural de Redondo num concerto em que, a importância da França no panorama cultural mundial é retratada através da música. Vila Viçosa Concerto com Janita Salomé 25 de Setembro | Cine-Teatro Florbela Espanca | 21H30 | Entrada livre

Num momento em que vive um peculiar desafio profissional, alimentado pelas provações da actividade que desenvolve há quase 20 anos, a fotografia de reportagem, António Carrapato escolhe a palavra “Nós” para se definir e para se situar, no tempo, no trabalho, no espaço e no sentir. Benavila (Avis) “REFORMA AGRÁRIA – UMA DAS MAIS BELAS CONQUISTAS DE ABRIL” 24 de Setembro | Pólo da Biblioteca Municipal | 10h00 - 12h30 / 14h00 18h30 |

Natural de Redondo, Janita Salomé encontrou na simbiose entre a música popular alentejana e os ritmos inconfundíveis da música árabe o segredo do sucesso de uma carreira assinalável.

Um espectáculo onde até o público é convocado a participar, numa fusão de actores/bonecos/músicos, subvertendo as unidades de tempo, lugar e acção, deixando soltar-se a imaginação dos espectadores. Uma dramaturgia que mergulha no universo popular para falar do desconserto do mundo.

O projecto municipal “À tarde no museu” promove nesta sessão um ateliê dedicado à cerâmica antiga durante o qual são abordados diversificados temas Évora

Beja Os Republicanos - pelo Teatro ao Largo 25 Setembro | 22h00 | Pax Julia | 1,5€ - M12

JORnadas Europeias do Património 2010 24, 25 e 26 de Setembro | “Património: Um mapa da História” | Vários locais do concelho

Dia 24 às 9,30h - Anta Grande do Zambujeiro e Cromeleque dos Almendres | Dia 24/09 ás 10H00 e 14h30 - Casa da Balança | Dia 24/09 às 18h - Auditório Soror Mariana

Procuram-se detectives para investigarem o desaparecimento de alguns instrumentos de pesagem da exposição da Casa da Balança. Actividades integradas nas Jornadas Europeias do Património. Dirigido a um público dos 5 aos 10 anos, com duração de 1 hora.

Évora “todos p´ro Nabo e nabo p´ra todos” Setembro | Jardim de Infância de Évora | Terça a Quinta-feira de manhã P´ros Mais novos, n´os Jardins vamos armar... um conto de contar Contos d´Oficina 2010. Actividade para um público dos 3 aos 4 anos, com duração de 20 minutos.

Évora Formação a Grávidas Permanente | Farmácia Paços | Travessa de Chartres, 10 | Laboral e póslaboral.


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Artes Recordando o Nobel da Literatura

José Saramago homenageado em Évora José Pinto de Sá

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Até ao fim do mês, o escritor José Saramago vai ser objecto de duas homenagens na cidade de Évora, por iniciativa da revista Alentejo e da Biblioteca Pública. A vida e a obra de José Saramago, único escritor lusófono distinguido com o Prémio Nobel da Literatura, vão ser recordadas no decurso de duas iniciativas que decorrerão em Évora nos dias 24 e 30 deste mês. Amanhã, dia 24, pelas 21h30, a revista Alentejo promove uma homenagem a Saramago, com a participação de diversas personalidades da vida cultural e política de Évora, que lerão trechos de livros do escritor. A sessão terá lugar no salão de

José Saramago, recentemente falecido, vai ser recordado esta semana em Évora.

chá “O Condestável”, na Rua Diogo Cão, e contará com a presença do romancista Luís Carmelo, do encenador Luís Varela e da actriz Alexandra Espiridião, entre outros, cabendo a ilustração musical ao cantor Nuno do Ó.

Este tributo a Saramago, que se propõe ser “também uma homenagem às letras portuguesas”, é organizada pela revista Alentejo, órgão da Casa do Alentejo em Lisboa. O último número da revista, recentemente publicado, cen-

trou-se no grande escritor, contendo artigos assinados por um conjunto de destacadas figuras da cultura e da política. Na próxima quinta-feira, dia 30, pelas 21h00, a iniciativa cabe à Biblioteca Pública de Évora, através de uma “Roda de Leitura” dedicada a Saramago. Trata-se de uma sessão de leitura colectiva, “conduzida por um leitor-guia e animada com momentos musicais a propósito”. José Saramago, nasceu no concelho da Golegã em 1922 e faleceu em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, no passado mês de Junho. A sua obra, onde avultam obras como “Memorial do Convento” e “Ensaio sobre a Cegueira”, foi distinguida em 1998 com o Prémio Nobel da Literatura. w

Teatro de rua em Reguengos de Monsaraz A peça de teatro Se o mundo fosse bom, o dono morava nele, do CENDREV Centro Dramático de Évora, vai ser apresentada esta quinta-feira, dia 23 de Setembro, pelas 21h30, na Praça da Liberdade, em Reguengos de Monsaraz. Organizado pelo Município de Reguengos de Monsaraz, este espectáculo de teatro de rua convoca o público a participar, numa fusão de actores, bonecos e músicos, subvertendo as unidades de tempo, lugar e acção, deixando soltar-se a imaginação dos espectadores. Se o mundo fosse bom, o dono morava nele é uma peça escrita a partir de textos de Ariano Suassuna, Januário de Oliveira (Ginu) e Gil

Vicente. Ariano Suassuna é uma referência incontornável da dramaturgia brasileira e a sua obra baseia-se nos romances e histórias do nordeste. Quanto à forma e ao tratamento, há uma clara tendência para aproximar a sua obra dos autos de Gil Vicente e do teatro espanhol do século XVII. O CENDREV diz que Mestre Ginu foi um exemplo na arte de brincar com os bonecos (mamulengos), constituindo-se um desafio que nos transporta para o nosso próprio universo do teatro popular. A experiência desenvolvida na companhia em torno deste género de teatro não terá sido indiferente a este projecto teatral, onde a relação directa com o público e o lugar acontecem. Já quanto a Mestre Gil, a com-

panhia considera que como se trata de um espectáculo que também pretende falar do desconcerto do mundo, a sua presença era inevitável para explicar a marcha da sociedade que hoje, tal como ontem, privilegia o material e descura o espiritual. Se o mundo fosse bom, o dono morava nele é uma peça encenada por José Russo e Maria Marrafa, com cenografia, figurinos e bo-

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necos de Inês de Carvalho. Esta dramaturgia que mergulha no universo popular para falar do desconcerto do mundo vai ser interpretada por Ana Meira, Alvaro Corte Real, André Penas e José Russo. José Calixto, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, afirma que esta aposta num espaço ao ar livre tem como objectivo levar o teatro a todas as pessoas, especialmente às que têm menos apetência em assistir a estas iniciativas culturais. O autarca refere que será muito interessante transformar a principal praça da cidade, a Praça da Liberdade, numa sala de teatro ao ar livre com um espectáculo que interage com o público e o cativa durante toda a representação. w

AL-MASRAH TEATRO NO GARCIA DE RESENDE Na próxima semana o Al-Masrah Teatro de Tavira, através do protocolo de intercâmbio que mantém com o Cendrev, desloca-se à cidade de Évora para apresentar a sua mais recente produção “MINIM.MAL SHOW”, nos dias 29 e 30 de Setembro, quarta e quinta-feira, às 21h30, na Sala Principal do Teatro Garcia de Resende. O Al-Masrah Teatro descreve o espectáculo como “o silêncio explosivo entre aquilo que se diz e faz e aquilo que se gostaria de dizer e fazer, em espaços sempre vazios, onde cada personagem e cada objecto adquirem a dimensão simbólica que lhe queiramos dar”. Peça de Sergi Belbel e Miquel Górriz, conta com a encenação de Bruno Martins e na interpretação os actores Bruno Martins, Clara Dias, Patrícia Amaral, Pedro Ramos e Sónia Correia.

Requengos constrói parque desportivo A Câmara de Reguengos de Monsaraz vai avançar com a construção de um parque desportivo, denominado Desporto XXI, que representa um investimento superior a um milhão de euros. Na primeira fase, o parque desportivo, cuja construção vai ser candidatada a fundos comunitários, terá um circuito de manutenção, um polidesportivo, zonas infantojuvenis, radical e de jogos tradicionais e uma área de estacionamento. Numa fase posterior, o parque desportivo integrará um estádio municipal e uma zona multiusos. O circuito de manutenção terá dez estações de exercícios e desenvolver-se-á em torno de dois lagos, sendo pontuado por uma zona informal de estadia assente numa marcada modelação de terreno.


22 23 Setembro ‘10

Anuncie no seu jornal REGISTO A partir de agora todos os anuncios classificados de venda, compra, trespasse, arrendamento ou emprego, serão publicados gratuitamente nesta página (à excepção dos módulos). Basta enviar uma mensagem com o seu classificado para o nº 967 395 369 ou para Mail.: maria@registo.com.pt

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Director Nuno Pitti (nuno.pitti@registo.com.pt) Propriedade Nothing Else-.meios&comunicação; Contribuinte 508 561 086 Sede Travessa Ana da Silva, n.º6 -7000.674 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 730847 Administração Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Departamento Comercial Maria João (maria@registo.com.pt) Redacção Carlos Júlio; José Pinto Sá (jose@registo.com.pt); Paulo Nobre Paginação Arte&Design Margarida Oliveira (margarida@registo.com.pt); Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Luís Pardal (luis.pardal@registo.com.pt) Colaboradores Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição Transportes Conchinha (conchinharui@gmail.com)


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Desporto Taça de Portugal

Distrital de Portalegre

Juventude e Vendas Novas na 3a eliminatória

Quatro equipas invictas O Distrital de Portalegre, à semelhança do que aconteceu na época de 2009/10, disputa-se, numa primeira fase, em dois grupos que apuram cinco equipas cada. Na segunda fase os dez jogam entre si para decidir o campeão distrital enquanto que os restantes lutarão pela manutenção na 1ª divisão.

Redacção

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Juventude de Évora e Estrela de Vendas Novas são os dois únicos representantes na 3ª eliminatória da Taça de Portugal. União Sport, de Montemor-oNovo e Atlético de Moura, foram eliminados. Bastou um golo de Sebastien – sempre ele – para o Juventude garantir a continuação na Taça de Portugal, frente ao Académico de Viseu. Um resultado justo que premeia a atitude dos alentejanos, e castiga os beirões que pouco fizeram para chegar ao golo. Apesar de uma primeira parte jogada a grande velocidade, por parte dos eborenses, a equipa da casa só logrou chegar à vantagem aos 61’. A equipa de Miguel Ângelo, com um excelente início de época, conta por vitórias os jogos oficiais disputados.

Portalegre 1ª Divisão Série A Resultados - 3ª Jornada

Santo Amaro - Gavionenses Fronteirense - Gafetense Alpalhoense - Monfortense Montargilense - Castelo de Vide folgou: Portus Alacer

O Estrela de Vendas Novas que aparentemente tinha um jogo difícil – uma longa deslocação e um adversário da II Divisão -, foi a Bragança eliminar os transmontanos por 1-2. Traoré e Fábio marcaram os golos dos alentejanos.

O União de Montemor, a jogar em casa, não conseguiu tirar vantagem desse facto e, quando toda a gente pensava que a eliminatória ia ser decidida da marca das grandes penalidades, deixou que o Sporting de Espinho (II D) desfizesse a

igualdade (1-2) e se qualificasse para a fase seguinte. O Moura que tinha ficado isento na primeira ronda, também foi de viagem até Trás-os-Montes, a Mirandela, e foi derrotado por 2-1. A próxima eliminatória disputa-se a 17 de Outubro. w

Pesca ao Achigã no Grande Lago de Alqueva

Manuel Dias e Ricardo Dores, de Beja vencem Clássico 2010 Redação

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Classificação

p

J

V

E

D

M/S

1º Castelo de Vide 2º Fronteirense 3º Gavionenses 4º Gafetense 5º Alpalhoense 6º Portus Alacer 7º Monfortense 8º Santo Amaro 9º Montargilense

6 5 5 5 4 3 3 1 0

2 3 3 3 3 2 3 2 3

2 1 1 1 1 1 1 0 0

0 2 2 2 1 0 0 1 0

0 0 0 0 1 1 2 1 3

4-2 5-3 8-3 3-1 2-6 4-4 2-3 2-1 0-4

Portalegre 1ª Divisão Série B Resultados - 3ª Jornada Campomaiorense - Sta. Eulália Arronches - Portalegrense Estrela - Esperança O Elvas - Mosteirense Alegre - Degoladense

11-1 2-2 4-0 4-1 4-2

Classificação

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J

V

E

D

M/S

1º Campomaiorense 2º Estrela 3º O Elvas 4º Alegrete 5º Esperança 6º Degoladense 7º Arronches 8º Mosteirense 9º Portalegrense 10º Sta. Eulália

9 9 9 4 3 3 2 1 1 1

3 3 3 3 3 3 3 3 3 3

3 3 3 1 1 1 0 0 0 0

0 0 0 1 0 0 2 1 1 1

0 0 0 1 2 2 1 2 2 2

18-1 12-0 13-2 5-8 1-6 5-6 4-6 3-8 3-12 3-19

Râguebi

Manuel Dias e Ricardo Dores, de Beja, venceram no fim-de-semana passado o Clássico Achigã 2010, organizado pela Associação Portuguesa de Pesca ao Achigã, em Alqueva e levaram para casa um motor Yamaha no valor de mais de 12 mil euros. A equipa baixo-alentejana chegou à final de domingo, disputada por 25 equipas, depois de se ter classificado em 11º lugar nos primeiros dias da competição. No final apresentaram à pesagem cinco exemplares (limite máximo) entre os quais um com 2,025 kg, num total de 5,870 kg. Em segundo lugar ficou a dupla Ramon Menezes / André Fidalgo com

1-1 0-0 1-0 0-1

5,435 kg enquanto que para o último lugar do pódio se classificaram Miguel Pedras e Paulo Vales, com 4,710 kg. O maior exemplar do concurso, com 2,840 kg foi fisgado por Eduardo Fouto, durante a primeira manga do concur-

so. Nos três dias da competição foram capturados 466 peixes com um peso total de 299,95 kg. O Clássico Achigã 2010 contou com a participação de 44 equipas de vários países e utilizou novas regras o que segundoVirgílio Machado, presidente da APPA, em declarações ao site do clube, «visam permitir que as equipas permaneçam mais tempo hospedadas nos concelhos de Portel e Moura e ao mesmo tempo proporcionar uma prova mais competitiva”. O presidente da APPA acrescentou ainda que «sem o apoio das autarquias de Portel e de Moura, seria impossível trazer ao Alqueva equipas estrangeiras» como, por exemplo, os japoneses que este ano participaram no Clássico Achigã pela primeira vez. w

Mendes da Silva treina RCM O Rugby Clube de Montemor (RCM) anunciou no seu site a contratação de José Mendes da Silva para o cargo de treinador da equipa sénior. Lembre-se que na época passada o RCM foi sagrou-se campeão da II divisão e este ano vai disputar o escalão maior da modalidade com o CR Évora, Cascais, Vitória de Setúbal, Lousã, UTAD e CDUP. A Agrária de Coimbra que inicialmente também faria parte da lista, pediu autorização à Federação Portuguesa de Rugby, para participar na 2ª Divisão. Assim sendo, a primeira divisão fica apenas com sete emblemas e, a cada semana, folgará a equipa que jogaria com os conimbricenses, o que no caso do RCM seria na primeira jornada que se realizará este sábado. O Clube Rugby de Évora desloca-se ao Porto para defrontar o Centro Desportivo Universitário. Na segunda ronda as duas equipas alentejanas irão medir forças entre si, em Évora.


24 23 Setembro ‘10

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Capoulas Santos quer regionalização para reduzir a despesa pública Redacção/Lusa

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Capoulas Santos acredita a Região Alentejo custaria menos com a regionalização e que este processo de divisão do território ajudaria o país a reduzir a despesa pública. O actual eurodeputado socialista e candidato à presidência da Federação Distrital de Évora do PS, defende o avanço da regionalização e diz que esta deve ser uma reforma do Estado a fazer “a custos abaixo de zero”. Capoulas Santos diz que a sua intenção é a de se avançar para a regionalização. O eurodeputado socialista, antigo ministro da Agricultura, vice-presidente da Comissão Política do PS, presidente da Assembleia Municipal de Évora e agora candidato à presidência da Federação Distrial de Évora do PS afirma peremtoriamente que com a divisão administrativa do país em regiões a PUB

despesa pública com a administração da Região do Alentejo “seria inferior aos custos atuais sem regionalização”. A posição do antigo ministro da Agricultura no governo presidido por António Guterres foi expressa à agência Lusa no Alandroal, à margem de uma reunião com socialistas daquele concelho. Capoulas Santos defende ainda que a regionalização pode trazer uma redução da despesa pública, uma vez que o número de cargos extintos seria “maior que os cargos a serem criados” e apresenta como exemplo a possível extinção dos governos civis, de vários lugares da Administração Regional, indicando que só o Ministério da Agricultura tem três direções regionais no Alentejo e a poderia haver fusão de “muitas freguesias dos centros urbanos”. “Só no concelho de Évora existem três freguesias no centro histórico instaladas no mesmo

edifício”. Enquanto o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, defendia a remoção do “travão constitucional” à implementação de uma “solução gradualista” para a regionalização do país, através da criação de uma “experiência piloto”, Capoulas Santos diz que não corre “atrás das canas dos foguetes que o Dr. Passos Coelho lançou”. “Esta é uma questão séria, e a pior atitude que um líder político pode ter relativamente a esta

questão é a posição ´nim´, porque esta é uma reforma importante para ajudar a ultrapassar a crise e para permitir uma melhor eficiência na aplicação dos fundos comunitários em cada região”, sublinha Capoulas Santos. O candidato à presidência da Federação Distrital de Évora do PS, realça ainda que “esta não é uma reforma para se fazer aos bochechos”, por isso vai propor ao Congresso do PS de Évora, a 8 de outubro, três propostas sobre

a regionalização, entre as quais a da reforma a fazer “a custos abaixo de zero”. Defensor de uma divisão administrativa assente em cinco regiões no país, Capoulas Santos diz que o Alentejo deve integrar os distritos de Évora, Beja e Portalegre além dos quatro concelhos do litoral alentejano - Alcácer do Sal, Sines, Grândola e Santiago do Cacém. Esta é também uma proposta que que se propõe apresentar ao Congresso do PS de Évora. Outra das propostas de Capoulas Santos ao Congresso do PS de Évora passa pela obtenção de um mandato para poder propor aos outros partidos políticos da região, incluindo o PSD, uma “plataforma política para estabelecimento de um consenso sobre o modelo de regionalização e reclamação da convocação de um novo Referendo”. “Defendo uma posição consensual e não uma posição exclusiva do PS”. w


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