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SEMANÁRIO

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Director Nuno Pitti | 02 de Setembro de 2010 | ed. 118 |0.50 euros

Vendas Novas

Odemira

Évora

Évora

Festas começam amanhã

Jovens Cientistas vão a Lisboa

Petição pelo Museu de Artesanato

Bikévora volta em Outubro

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Este domingo em Castelo de Vide

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Em Montemor-o-Novo até 2ª Feira

Feira da Luz empenha-se em resistir à crise Oitenta mil visitantes são aguardados na edição 2010 da Feira da Luz, que decorre até ao dia 6 em Montemoro-Novo. A programação inclui iniciativas económicas, culturais e desportivas “para todos os gostos”, conforme salienta Carlos Pinto de Sá numa extensa entrevista concedida ao REGISTO. O autarca montemorense reconhece que a crise impôs acrescidas dificuldades à realização do certame, mas manifesta-se convicto de que a Feira da Luz manterá, este ano, os elevados níveis de qualidade e popularidade atingidos nos anos anteriores.

Passos Coelho encerra Universidade de Verão do PSD

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São Manços

Futebol

Uma forte tradição cultural

O Alentejo na 1ª Liga 9

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Cavaco Silva em Ourique

É preciso dar uma atenção particular à agricultura alentejana

Escrita na Paisagem

Performance na Biblioteca Pública de Évora A Biblioteca Pública de Évora acolhe amanhã, sexta-feira, dia 3, pelas 21h30, a performance “Dos Livros de Évora”: A Library of Hands, resultante do trabalho desenvolvido durante o curso de formação Making the Body All Eyes, inserida no Festival Escrita na Paisagem, que decorfre até ao final do mês

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Cavaco Silva esteve sábado em Ourique, onde recebeu a chave da Vila e inaugurou o Jardim de Infância e o Centro de Convívio. Regressado de férias, o presidente da Repúblicas defendeu que o poder central tem de prestar “uma atenção particular” à agricultura.

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A abrir Crónica Editorial José Pinto de Sá

Tudo o que é bom sabe a pouco, já se sabe. As férias acabaram e os portugueses estão de volta ao trabalho, uns bronzeados e outros não, quase todos deprimidos. Mais deprimidos que no início do Verão, porque até a crise custa menos a suportar quando se está de papo para o ar numa praia, mesmo que o farnel seja parco. O fato de banho iguala democraticamente ricos e pobres, e o sol, como é sabido, quando nasce é para todos. Acabou-se o que era doce, e o cidadão ressente-se. Os nossos colegas da televisão, sempre atentos às novidades patológicas, já deram nome ao malestar: depressão pós-férias. Pois. Deprimido e emperrado pela paragem, o país vai retomando lentamente a velocidade de cruzeiro, e nós cá estamos também de volta ao trabalho, após três semanas de interrupção. A manchete, como não podia deixar de ser, é a Feira da Luz, um evento ancestral que con-

tinua a ser referência obrigatória no calendário de feiras do país. Para conhecer a programação e entender a amplitude da edição 2010, o REGISTO teve uma longa conversa com o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo. Na entrevista, Carlos Pinto de Sá explica que, face à situação de crise que o país vive, a organização encontrou dificuldades acrescidas. Assim, empenhou-se sobretudo em manter o elevado patamar atingido nos últimos anos, já que “surge num momento em que as pessoas vivem uma grande interrogação relativamente ao futuro”. Do futuro também se falou na Universidade de Verão do PSD, que reuniu uma centena de “jotas” em Castelo de Vide. O professor Marcelo Rebelo de Sousa esteve lá, e a lição que deixou pode resumir-se mais ou menos assim: “O futuro ao PSD pertence, mas vamos com calma”. Com uma crise destas, ninguém tem pressa de chegar ao governo.

40 graus à Sombra Cavaco Silva e a “pesada herança” Cavaco Silva, num aparente primeiro acto de campanha pré-eleitoral , esteve em Ourique no final de Agosto. Regressado de férias, o presidente e recandidato, embora ainda não anunciado, foi agraciado pela edilidade socialista com a chave da Vila. Pedro do Carmo, embora eleito pelo PS, não economizou palavras de simpatia a Cavaco. A sala do Cine-Teatro Sousa Teles estava recheada de sociaisdemocratas de todas as tendências, todos eles certos da recandidatura de Cavaco Silva – de Luís Serrano a Cristina Cameirinha, de José Raúl Santos a João Paulo Ramôa. Mas não lhes deve ter soado nada bem

quando Pedro do Carmo disse que “vem V. Exa. a Ourique testemunhar um tempo novo, de novas realizações e de sucesso, perante uma herança pesada e comprometedora a que os Ouriquenses responderam com confiança e empenho na salvaguarda dos seus interesses”. Que houve muita gente a contorcer-se nas cadeiras, lá isso houve, que os 40 graus estavam lá e bem viram! Trancas à portas O discurso de Pedro do Carmo (presidente da Câmara de Ourique) não ficou a perder em nada relativamente aos que todos nós conhecíamos de José Raúl dos Santos, quando foi presidente do PSD e levava a Ourique gente como Pedro Santana Lopes ou Alberto João Jardim. Lá veio à baila o estereotipo de “aqui ocorreu a batalha que deu forma e identidade à nação. Aqui renasce agora a vontade de conquistarmos

Pedro Henriques Cartoonista www.egoisthedonism.wordpress.com

Efeméride A 8 de Setembro comemora-se o Dia Internacional da Alfabetização Uma efeméride que, mais uma vez, nos relembra os dados disponibilizados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). De acordo com o relatório Global de Controlo sobre Educação da UNESCO, estima-se que haja no mundo 781 milhões de adultos analfabetos. Destes, cerca de 520 milhões são mulheres. A somar a estes dados, aproximadamente 103 milhões de crianças não têm acesso à escola e, consequentemente, não aprendem a ler, escrever e contar. As regiões Sul e Oeste da Ásia são as que possuem maior taxa de adultos analfabetos com 41,6 por cento, seguida pela África subsariana, com 40,3 por cento, e

o Futuro”. Quem pode esquecer os cartazes do tempo de José Raúl a lembrar que D. Afonso Henriques também andou por ali (terá andado?)? Mas apesar do tom epopeico do discurso, em que o presidente Pedro mais parecia presidente da República do que presidente de um pequeno concelho do interior alentejano, inchado e quase a rebentar, a sala não esteve particularmente atenta, com os telemóveis sempre a tocarem. Houve até uma senhora que falou alto e bom som, dizendo para alguém da sua confiança, que era melhor fechar a porta da rua. De facto, como as coisas estão, o melhor é porem-se trancas à portas… não vá a “bruxa má”(Miguel Relvas dixit) entrar por ali adentro. Gente do PS com…. Cavaco Silva Em Ourique marcou presença Carlos Beato, presidente socialista de Grândola e apoiante de Cavaco

pelos Estados Árabes, com 37,3 por cento. Os países com maior índice de analfabetismo são o Burkina Faso (87,2 por cento), o Níger (85,6 por cento) e o Mali (81 por cento).

Silva. Mas não foi o único. Para além de muitos militantes e dirigentes distritais do PSD, via-se também que a iniciativa agradou a um vasto sector do PS que, não se reconhecendo em Manuel Alegre, já apostou decididamente numa reeleição de Cavaco Silva. E gostam que conste. Um assessor local do PS concordou com os 40 graus sobre o significado desta jornada: “é uma espécie de anúncio de recandidatura aqui em Ourique”. E, apesar de Cavaco ter dito que ainda não é o tempo certo para anunciar se é candidato, todos estavam ali seguros de que isso vai acontecer em breve. E uma das prendas que lhe foi dada foi mesmo uma pequena escultura simbolizando a sua chegada à Figueira da Foz e a sua candidatura à presidência do PSD. Dito por quem ofereceu a escultura ao presidente: “é mais uma forma simbólica de lhe dizermos que queremos que ele se recandidate”.

Neste jornal alguns textos são escritos segundo o Novo Acordo Ortográfico e outros não. Durante algum tempo esta situação irá manterse e as duas formas de escrita vão coexistir. Tudo faremos, no entanto, para que no mais curto espaço de tempo se tenda para uma harmonização das formas de escrever no Registo, respeitando as regras do Novo Acordo


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Região Universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide

Pedro Passos Coelho encerra os trabalhos este domingo

Escola Profissional Abreu Callado

Abertas as inscrições para cursos profissionais

Redação

Uma centena de ‘jotas’ estão desde segunda.feira em Castelo de Vide, para mais uma Universidade de Verão do PSD, iniciativa que volta a marcar a “rentrée” oficial do partido. Com as aulas este ano a cargos de ‘professores’ como o presidente do Tribunal de Contas ou o antigo líder do PSD Marcelo Rebelo de Sousa, a semana irá terminar no domingo com o discurso do líder social democrata, Pedro Passos Coelho. Uma intervenção que assinalará o regresso do partido ao ‘terreno’ após as férias de verão e, segundo o secretário geral do PSD, Miguel Relvas, “marcará a linha orientadora do partido nos próximos meses” Defendendo que Portugal que não está condenado a ser um dos países mais atrasados da Europa, Miguel Relvas apostou num “discurso de esperança”. “É possível, com outro caminho. E, esse novo caminho, o caminho de uma nova esperança, acho que é o caminho que tem de ser assumido”, disse o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, que acusou José Sócrates de sofrer de “síndrome da bruxa má” e de viver num “país de ilusão”. No arranque da Universidade

Discurso de Passos Coelho vai “marcar a linha orientadora do partido”

de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Miguel Relvas recorreu às histórias infantis para criticar a visão que o chefe do Governo tem do país. O secretário-geral social-democrata concluiu que José Sócrates tem uma “visão bipolar da vida”, ao não reconhecer a dureza e as dificuldades que os portugueses enfrentam no dia-a-dia. “Temos um primeiro-ministro que sofre da síndroma da bruxa má. Um primeiro-ministro que todos os dias se vê ao espelho e diz «espelho meu, espelho meu, quem é melhor do que eu»”, afirmou Miguel Relvas, em declarações aos jornalistas no final da sessão de abertura da Universidade de Verão do PSD. Recuperando um ideia que já tinha transmitido no seu discurso, o secretário geral do PSD considerou que José Só-

crates “vive uma visão bipolar da vida”. “Há dois países para ele: o país dos problemas, o país dos outros e do povo português e o seu país que é um país de irrealidades e de ilusão, mas que não tem nada a ver com o dia a dia e com a dureza e a dificuldades com que os portugueses são confrontados”, criticou. Defendendo que o Executivo é que tem de encontrar respostas concretas para os problemas e de governar em vez de tentar “permanentemente criar um clima de conflitualidade política”, Miguel Relvas recusou que o PSD tenha feito um “ultimato” relativamente ao dia 9 de Setembro, quando se esgota o prazo para o Presidente da República poder dissolver a Assembleia da República antes das eleições presidenciais de Janeiro. Pelo contrário, frisou, os

sociais-democratas apenas avançaram com aqueles que consideram ser os princípios base para aprovarem o Orçamento de Estado para 2011, nomeadamente impedir que a despesa continue a aumentar e acabar com “ataque permanente” à classe média. Ao longo da semana, além das ‘aulas’ do presidente do Tribunal de Contas e de Marcelo Rebelo de Sousa, outros ‘professores’ passaram ou vão passar por Castelo de Vide, como o padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade Social, Carlos Pimenta, ex-ministro do ambiente do PSD, e o presidente do conselho de administração da Vodafone António Carrapatoso, entre outros. Os jantares-conferência tiveram este ano como convidados cinco personalidades que são “casos de sucesso com reconhecimento internacional”: o gestor Alexandre Relvas, a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, o professor catedrático Miguel Maduro, prémio Gulbenkian de Ciência 2010, o gestor Jorge Guimarães e a cientista Elvira Fortunato. A Universidade de verão do PSD conta todos os anos com cem jovens alunos. Na presente edição, têm uma média de idades de 23 anos, sendo que 40 por cento são mulheres

Perfil

O “magnífico” Carlos Redação

Falar da Universidade de Verão do PSD, no Alentejo, em Castelo de Vide, é também falar do responsável e director desta iniciativa, o eurodeputado social democrata Carlos Coelho. Carlos Coelho é um político multifacetado que desde o início da sua juventude se dedicou ao partido de corpo e alma. Nascido em Lisboa há 50 anos foi, na Europa, o deputado mais jovem quando, aos 19 anos, assumiu o lugar de deputado na Assembleia da República. Brilhante orador, organizado e metódico, Carlos Coelho é o homem e político que nenhum líder do parti-

do, até hoje, deixou de ter ao seu lado para trabalhar. Com a sua liderança os “jotas” tiveram a sua expressão máxima em número de deputados eleitos na Assembleia da República (cerca de 20). Na opinião de vários militantes nacionais e dirigentes locais da JSD, no Alentejo, o eurodeputado social-democrata é o exemplo típico do político competente, disponível, cuja orientação e afirmação ao longo de décadas sempre se fizeram na defesa intransigente dos valores do humanismo e do reformismo social-democrata. Segundo um amigo pessoal, que com ele trabalhou (foi seu vicepresidente), “falar sobre o Carlos

Coelho é (re)visitar a memória desde os idos dos anos 80. São cerca de 30 anos. 30 anos de memórias pessoais e políticas relacionadas com um dos políticos com maior capacidade de traba-

lho que conheci. Ágil de pensamento, persistente nos objectivos, o Carlos Coelho foi muitas vezes comparado ao anúncio de uma certa marca de pilhas. Tinha e tem uma energia que parece não acabar. Dos 18 aos 50, continua a ser um amigo. Isso, hoje, é o que importa.” Carlos Coelho participa com regularidade, por todo o país e Alentejo, em iniciativas partidárias e outras promovidas pela sociedade civil onde leva, particularmente junto dos jovens, a mensagem da Europa e do seu futuro. O actual presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, que encerra a iniciativa no Domingo, sucedeu-lhe na liderança da JSD.

A Escola Profissional Abreu Callado (EPAC), em Benavila, concelho de Avis, tem abertas as inscrições para o curso de Assistente Familiar e de Apoio à Comunidade, sendo a única escola nesta região que vai ministrar no ano lectivo de 2010/11um curso de Nível-II. Podem candidatar-se todos aqueles que tenham o 8ºano ou que não tenham completado o 9ª ano, garantindo, assim, apenas num ano lectivo, uma certificação profissional de Nível-II e a possibilidade de realizarem exames nacionais de acesso ao 10º ano, nas mesmas condições dos alunos do ensino regular. Os candidatos admitidos, receberão uma bolsa mensal de entre 30 e 40 euros e poderão usufruir de transporte de e para a escola – os que residam nos concelhos limítrofes – ou, caso sejam de localidades mais distantes, têm ao seu dispor alojamento na EPAC. Para além deste curso, a EPAC - única escola do concelho de Avis com equiparação ao 12º ano – disponibiliza ainda cursos de Nível-III: Animador Sociocultural, Técnico de Turismo Ambiental e Rural e Técnico de Protecção Civil. A Escola Profissional Abreu Callado é um estabelecimento de ensino privado, cuja entidade proprietária é a Fundação Abreu Callado, Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) criada em 1948. Sucessora da pioneira Escola Rural José Godinho de Abreu (1955), a actual EPAC nasceu em 1992 de um protocolo entre a Fundação e o Ministério da Educação, sendo apoiada financeiramente através do QREN/POPH. A Fundação Abreu Callado, nos termos da sua missão testamentária e estatutária, tem como principais fins fundacionais o ensino de jovens e apoios sociais à terceira idade, através do seu Centro de Convívio e Apoio Social, em Benavila, no qual já assiste, diariamente, mais de uma centena de reformados. Actividades lúdicas, desportivas e culturais, assim como, prestação de serviços de psicologia, enfermagem e despistagem de várias sintomatologias típicas da terceira idade, são alguns dos apoios disponibilizados pela instituição.


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Opinião

Capoulas Santos Eurodeputado

As “Reentrées” Tal como havia previsto em crónica anterior, o fenómeno Passos Coelho esvaziouse tão depressa quanto encheu. Um tiro de pólvora seca. Bastou a apresentação de um primeiro leve indício de propostas politicas - liberalização dos despedimentos e desmantelamento dos serviços públicos de saúde e educação - para dar um trambolhão nas sondagens e transfor-

Carlos Sezões Gestor/Consultor

“A Juventude é o nosso Futuro!” (acerca da arte de fazer discursos vazios) No passado dia 12 de Agosto, comemorou-se o Dia Internacional da Juventude. Nesse mesmo dia, a imprensa portuguesa e mundial fazia eco de um indicador nada animador para o nosso futuro próximo: parece que a taxa mundial de desemprego jovem atingiu em 2009 o nível mais alto da história – 13%, correspondentes a 81 milhões de pessoas - e deverá ainda aumentar nos próximos

Margarida pedrosa Professora

Reis loucos Diz o povo que de padre, médico e de louco todos temos um pouco. Concordo, mas se compararmos as loucuras destes Reis que estudei para tornar as minhas aulas mais aliciantes, certamente ficarão a pensar: Ainda bem que não sou como eles. 1. Ibrahim, o louco - 1616-1648 - Onde reinou:Império Otomano Ibrahim levava uma vida de luxos e orgias. Uma vez, curioso com o órgão sexual de uma vaca, fez das suas “partes”. Com ele na mão, rodou o reino até encontrar uma uma amante com as partes “idênticas”. Achou Sechir Para, que pesava 150 quilos!

mar o sonho de um rápido regresso do PSD ao poder num novo pesadelo para os seus militantes mais fervorosos. Como uma desgraça nunca vem só, para tentar esconder a desastrada e precipitada proposta de revisão constitucional, lá veio o ultimato para que o governo apresentasse o OE até 9 de Setembro, para que o PSD pudesse abrir uma crise politica e dar pretexto ao PR para usar, “in extremis”, o poder de dissolução do parlamento e lançar o país na pior das confusões, em simultâneo com uma campanha eleitoral, no contexto financeiro nacional e internacional que se conhece. Pior a emenda que o soneto. O país responsável ficou boquiaberto e até o inefável Prof. Marcelo não foi capaz de esconder a sua estupefacção. A “rentrée” do PSD teve

assim o mérito de ilustrar de forma clara que “ainda não é com este que o PSD lá vai”. O Bloco e o PCP também animaram politicamente o fim do Verão. O primeiro, sem surpresa, “reentrou” com mais um verrinoso ataque ao PS e compreende-se porquê. Louçã ainda não esqueceu, nem esquecerá tão depressa, o humilhante KO que Sócrates lhe infligiu na última campanha eleitoral ao ler aquelas fatídicas e hilariantes páginas do seu manifesto eleitoral. O segundo, “reentrou” com o ritual do costume em época de presidenciais - a apresentação pública do cordeiro do sacrifício - evidenciando uma vez mais o seu pouco apreço pela mais importante instituição republicana, utilizando, como é habito, o

momento sério da escolha de um Chefe de Estado, para utilização dos tempos de antena para mera propaganda partidária. Por fim, o CDS também quis “reentrar” sem perder a oportunidade para reafirmar o seu cariz populista. Nada melhor para tal do que centrar a sua mensagem politica na reivindicação de um referendo nacional sobre a segurança e criminalidade, propondo, nada mais, nada menos, do que julgamentos em 48 horas. E, já agora, sugiro eu, porque não perguntar aos eleitores se concordam ou não, que os delinquentes apanhados em flagrante delito sejam mergulhados em alcatrão e polvilhados com penas de galinha. Como se vê, o novo ano político promete.

tempos, segundo estudos revelados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Muitos analistas voltaram a falar de uma “geração perdida”, designando os milhões de jovens descrentes e desmotivados que, após longas e frustradas procuras de emprego, acabam muitas vezes por se excluir do mundo do trabalho. Naturalmente que a crise mundial despoletada em 2008, teve o seu papel importante. Este contexto de crise traduziu-se, ainda, em menor quantidade de horas trabalhadas e na redução de salários para os que conseguem manter um emprego formal, mais ou menos estável. Ainda segundo o mesmo estudo, 152 milhões de jovens (quase 28% de todos os jovens trabalhadores no mundo) trabalharam em 2008, mas permaneceram num patamar de pobreza, ganhando menos de 1,25 USD (dólares) por dia. A própria União Europeia (UE) registou um aumento de 4,6% no desemprego de jovens em 2009, a maior alta da história. O investimento em educação e a criação de políticas de inserção de jovens no mercado de trabalho forma apontadas como medidas prioritárias a

ter em conta pelos responsáveis políticos. Perante isto, não pude deixar de recordar os conjuntos de declarações de princípios que se ouvem por cá, sempre louváveis e consensuais: a incontornável “aposta nos jovens”, a convicção que “são o futuro de Portugal”, entre outras pérolas – que, no fundo, são discursos absolutamente vazios. E que, depois, vêm geralmente complementados com um conjunto de medidas avulsas, e baseadas na maioria das vezes numa lógica de paternalismo e subsídiodependência. É hoje patente (por exemplo, nas taxas de desemprego jovem e dos jovens mais qualificados) que existem enormes bloqueios à construção de um projecto de vida na geração dos 20 – 35 anos. A inflexibilidade dos mercados de trabalho, esquizofrenia dos mercados de habitação (aquisição e arrendamento), sistemas de educação/ formação arcaicos e uma “cultura social” muitas vezes avessa à inovação, ao risco e ao mérito, não ajudam e, explicam, em parte, o êxodo de milhares de jovens todos os anos para o estrangeiro.

Em vez de discursos sem conteúdo, necessitaríamos de um conjunto integrado de políticas, desdobrado em medidas concretas, centradas no crescimento pessoal/ profissional dos jovens. Exemplos? A qualidade do ensino enquanto estímulo para a aprendizagem e aquisição constante de novas competências (o caminho actual do facilitismo não ajuda nada), uma oferta cultural para estimular o sentido crítico e a participação cívica, a abertura/ flexibilidade do mercado de trabalho e a facilidade de inserção e progressão, no início da carreira, um mercado de arrendamento flexível para quem deseja constituir família ou iniciar uma vida independente…entre muitas outras.

Após afundar o reino em dívidas, foi deposto e enjaulado. Maior loucura - Uma vez, Sechir Para contou que uma das suas 280 concubinas do rei havia pulado a cerca, mas não disse quem era ela. Ibrahim mandou pôr as 280 mulheres em sacos cheios de pedras e afogá-las no mar! 2. Carlos VI, o louco - 1368-1422 - Onde reinou:França Com o apelido de Louco, Carlos manteve a tradição familiar, pois teve antepassados como Clovis II, o Inútil, e Childerico III, o Idiota... Ele tinha acessos de fúria e dores de cabeça terríveis. Aos 24 anos, matou quatro servos durante uma crise. Para curá-lo, médicos furaram o crânio de Carlos para “aliviar a pressão” - o que só despertou nele uma fúria maníaca contra doutores... Maior loucura - Em 1405, Carlos parou de tomar banho e ainda fazia chichi e colocava lama nas roupas... Se alguém chegava perto, gritava para se afastar, pois ele era de vidro e podia-se

quebrar! 3. Gian de Medici - 1671-1737 - Onde reinou:Florença, na Itália. Desde pequeno Gian vivia deprimido. Ficava meses na cama.Tudo piorou quando o seu pai lhe procurou uma noiva ( mulher muito feia) por acaso. Foi acusado de impotente pela mulher, mas o problema era o estímulo... Quando o casamento acabou, Gian voltou para sua amada cama, para onde começou a levar garotinhos. Com o tempo,a sua sua saúde mental deteriorose. No final, era na sua grande cama que ele fazia tudo: até defecar e vomitar... Maior loucura - Gian chegou a ter quase 400 pessoas em um “estábulo sexual”, na maioria jovens garotos. 4. George III - 1738-1820 - Onde reinou:Inglaterra Aos 50 anos,George III começou a ter violentos delírios. Agitado, suava em bica e tirava as roupas onde quer que estivesse. Após ir para um hospício, ele até se recuperou, reinando por mais 20 anos, antes de ficar doente de novo. Nos últimos momen-

tos de vida, conversou sozinho durante 58 horas até morrer esgotado! Maior loucura - Certo dia, George III, aproximou-se de uma árvore e deu-lhe um vigoroso beijo. Quando perguntaram se ele estava bem, ele disse: “Não me interrompam! Estou conversando com uma das minhas amadas”... 5. Ivan, o Terrível - 1530-1584 - Onde reinou:Rússia Desde pequeno, Ivan já mostrava sua natureza “dócil”, atirando cães e gatos das muralhas do Kremlin... Quando sua mulher morreu, Ivan achou que ela tinha sido envenenada e passou a matar nobres russos. Seu tesoureiro foi cozido num caldeirão! Depois de fazer estas crueldades, Ivan, arrependido, batia a cabeça no chão em penitência... Maior loucura - Um dia, Ivan espancou a sua nora porque não gostou das suas roupas. Seu único filho vivo com o pai. Péssima idéia! O velho maluco bateu com um cetro de ferro na cabeça do príncipe e matou-o!

E Sócrates agradece.

Naturalmente, que tudo carece de efectivo poder de decisão, com vista a assegurar a coerência de políticas tão transversais. Não se perca, pois, mais tempo com inutilidades…aplique-se antes, o tempo e a energia de quem deve decidir em acções concretas e viáveis.

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Opinião

Eduardo Luciano Advogado

O regresso dos que não foram Os primeiros dias de Setembro marcam, de forma simbólica, o fim do chamado período de férias, este ano marcado pela suposta zanga entre o PS e o PSD a propósito da proposta de liquidação da Constituição saída da Revolução de Abril. Foi uma verdadeira prenda de Verão ao primeiro-ministro, que viu colocar na agenda mediática um tema que permitiu esconder a terrível realidade para onde a crise económica e social atirou a esmagadora maioria dos portugueses. De repente José Sócrates centrou o seu discurso de Verão na defesa do Estado Social, atacado pelas propostas neo-liberais do PSD, fugindo tranquilamente ao confronto com o resultado das suas políticas concretas, tão neo-

Sónia Ramos Ferro

Jurista e Deputada Municipal

Da Feira da Luz ao Mundo Rural Quando a edição semanal do Registo estiver nas bancas, já se encontrará oficialmente aberta a Feira da Luz, em Montemor-o-Novo, evento do ano no meu concelho. Organizada pela Câmara Municipal, em parceria com a Apormor, Associação de Produtores de Bovinos, Ovinos e Caprinos da Região de Montemor-o-Novo, que celebra agora 20 anos de existência, e que aproveito para saudar, este acontecimento suscita, necessariamente, uma reflexão sobre o mundo rural, num concelho onde a produção pecuária agrícola e florestal têm grande expressão. Todos sabemos que a adesão à União Europeia restringiu decisivamente a nossa política agrícola, e que desde a reforma da PAC, em 1992, os agricultores passaram a ser financiados com

colas do ensino básico receberam ordem de encerramento, as prestações sociais tiveram reduções significativas, a comunicação social deu notícia de que as empresas cotadas em bolsa tinham aumentado os seus lucros de forma espantosa. Aqui pela nossa cidade este “querido mês de Agosto”, também teve as suas particularidades. Aconteceu o fiasco de um festival de Verão que ameaça ficar conhecido como o Festival da Rotunda, onde muitos acreditaram que iriam ter dezenas de milhares de espectadores, enquanto uma consistente e coerente programação para a animação de rua, envolvendo os agentes locais, continua a ser entendida como algo que não vale a pena realizar. Repare-se no exemplo do Jazz na Cidade, levado a cabo este ano pela Associação Cultural do Imaginário que, sem grandes alaridos ou promessas de entradas para o Guiness, realizou uma notável iniciativa que animou ruas e praças do Centro Histórico durante três dias. Outra particularidade que o calor do último mês de Agosto veio realçar é a sujidade das ruas e praças da cidade histórica e das freguesias urbanas. Na última campanha eleitoral, reconhecendo que a limpeza do espaço público começava a ser um problema grave, o

liberais como as propostas do seu suposto adversário. Se perguntarem ao primeiro-ministro a sua opinião sobre a precariedade laboral, o desemprego, as falências das pequenas e médias empresas, ele dirá que a proposta de revisão constitucional do PSD constitui um ataque ao Estado Social. Se o confrontarem com o encerramento das escolas e as suas consequências para pais, crianças, poder local e a vida no interior do país, o primeiro-ministro responderá a mesma coisa. Estou convencido que se alguém lhe perguntar as horas a resposta não será muito diferente. Sendo verdade que a proposta do PSD, como diria um famoso comentador, “não cabe na cabeça de um careca”, não é menos verdade que só com o apoio do PS ela poderia ser levada à prática, portanto nem sequer deveria merecer mais do que uma simples nota na página de actualidade política, tendo em conta as declarações dos principais dirigentes deste partido. Claro que não houve só disto durante o ultimo mês. Muitos trabalhadores viram-se confrontados com o desemprego, muitas pequenas empresas encerraram as suas portas, o fogo lavrou por onde conseguiu, mais de sete centenas de es-

apoios directos à não produção, o que levou, ao progressivo abandono das terras. Nos últimos anos, especialmente desde 2008, devido à crise petrolífera, apercebemo-nos que este abandono nos custa cada vez mais caro, devido ao aumento das importações, tornando-nos dependentes do mercado externo. Recentemente na Rússia e após a vaga de incêndios, provocada pelo intenso calor e pela seca, o Governo de Putin proibiu a exportação temporária de cereais (trigo, cevada, centeio, milho e farinha de trigo e de centeio), querendo assegurar, antes de mais, a existência de stock para o mercado interno e garantir o abastecimento das populações. Portugal importa 85% dos cereais que consome, produzindo internamente apenas 15%. Atendendo ao elevado consumo e porque os cereais estão na base da nossa alimentação, o desequilíbrio da balança comercial não nos pode deixar tranquilos. Entretanto, já foi anunciada a subida do preço do pão. O Governo diz que tal subida não está directamente relacionada com a proibição de exportação da Rússia, uma vez que só 4% das importações de cereais em Portugal provêem de países da Ex-União Soviética. Frédéric Vincent, porta-voz da Comissão

Europeia, também já deu garantias de que a produção interna de cereais no espaço comunitário, que se situa entre os 280 e 300 milhões de toneladas por ano é suficiente e, portanto, tal restrição não terá impacto sério nos países da União Europeia. Contudo, manda a cautela que este exemplo nos sirva, mais uma vez, de lição: a total dependência agrícola do exterior, quer seja de Estados membros da UE ou de países terceiros, faz inquinar a própria independência do Estado. E é isso que não podemos permitir. A política agrícola merece profunda reflexão, até porque absorve 40% do orçamento comunitário. Talvez por isso, a União Europeia tem em curso um processo de reforma da PAC, com preocupações de viabilidade económica e competitividade. É fundamental repensar todo o sistema agrícola e as formas tradicionais de agricultura, face às novas exigências do mundo moderno e das grandes metrópoles, mas também por razões de sustentabilidade ambiental. A prática agrícola deve respeitar a natureza, os seus tempos de pousio e regeneração e contribuir para o bom aproveitamento dos solos e fundamentalmente, para a fixação das populações no mundo rural, também numa óptica de (re) povoamento

Presidente da Câmara anunciou que, caso ganhasse as eleições, iria ele próprio assumir aquele pelouro. Assim aconteceu. Quase um ano passado a cidade não só continua com graves problemas na limpeza do espaço público, como se agravaram. Com menos trabalhadores e menos meios, a solução de entregar a limpeza do espaço público a empresas privadas tem-se revelado desastrosa como se pode verificar numa simples visita ao Bairro da Malgueira, onde parece existir um completo virar de costas do responsável pelo pelouro a uma situação que começa a ser um problema de saúde pública. Haverá alguma coisa, para além do óbvio desinteresse, que justifique a ausência de limpeza da Horta das Laranjeiras, dois meses após a realização da Feria de S. João, continuando lá depositados sacos com restos de comida, misturado com todo o tipo de dejectos? Bem sei que é mais fácil “vender” a imagem da cidade do que mantê-la limpa, mas a continuar assim qualquer dia nem a imagem se pode “vender”. Pensei em terminar com um anúncio espaventoso: estamos de volta! Mas lembrei-me da frase da minha prima Zulmira “a vossa reentré merece um título de filme, O Regresso dos Que Não Foram.”

do território. Uma politica de desenvolvimento rural faz toda a diferença. Liderada por princípios de coesão territorial, promovendo a autonomia e capacidade de decisão da sociedade civil rural, incrementando a competitividade regional e assegurando a diversificação das fontes de rendimento das populações que habitam espaços rurais, de forma a torná-los atractivos. O abandono das terras tem contribuído também para um aumento dos incêndios, ou pelo menos da sua dimensão, consequência directa da negligência na limpeza dos matos e na manutenção de caminhos e veredas. O tema transporta-nos para inúmeras questões, complexas, profundas e relacionadas. Agricultura é muito mais do que produção agrícola, mercados, quotas ou simplesmente subsistência. Falar de agricultura é ensinar às crianças o valor da terra, enquanto suporte de todas as formas de vida, da biodiversidade e da importância dos ecossistemas para o equilíbrio do planeta. Falar de agricultura é, antes de mais, garantir a independência de um povo, a sua equilibrada distribuição no território nacional e a própria manutenção das fronteiras. O que é importante … pelo menos para os mais patriotas.

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05 Agosto ‘10

Opinião

Carlos Moura Engenheiro

Uma aventura na Educação Quem pensasse que o mês de Agosto, por ser tradicionalmente de férias e portanto estarem suspensas as actividades lectivas, seria pobre em acontecimentos determinantes para o país e as condições de vida futuras, nomeadamente no que à educação diz respeito, equivocou-se redondamente. Aproveitando a tranquilidade que a época confere, especialmente em matéria de contestação, o Ministério da Educação lançou três medidas da maior relevância às quais, se não fosse o caso de ser a actual Ministra co-autora de uma série de livros infanto-juvenis a uma dada altura muito em voga, seguramente não me atreveria a chamar de aventuras, aplicar-lhes-ia epítetos muito menos delicados. A ver: Uma Aventura a caminho da Escola. Num gesto completamente condenável para um país cujo interior se despovoa, incapaz de fixar nova população e completamente

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inconsciente em relação ao estado financeiro dos municípios nacionais, o Ministério da Educação encerra mais de 700 escolas básicas, principalmente no interior do país. Ao Ministério não lhe importou que a existência de uma escola é uma das condições de atracção de nova população. Pouco se lhe deu se vai pôr crianças a enfrentar estradas nem sempre nas melhores condições durante os meses de inverno em que a luz do dia é curta e abundam as intempéries que pioram as condições de circulação a olhos vistos. Não foi sensível ao problema financeiro que resulta para as autarquias decorrente de ter de assegurar essas deslocações e, menos ainda ao problema ambiental que representam autenticas frotas carregadas de crianças em périplos por vilas e aldeias do interior, até que estejam recolhidas ou entregues todas as crianças deslocadas dessas cerca de 700 escolas. Mas, sobretudo não lhe interessou que as crianças tivessem de um momento para o outro de se integrar num meio estranho ao seu, muitas vezes sendo crianças mais fragilizadas socialmente ou com necessidades educativas especiais, com que nem elas nem os pais contavam até ao mês anterior ao do começo das aulas. Uma Aventura entre Escolas. Na senda da insensibilidade que só o ganho económico de curto prazo dita, o Ministério decidiu acabar com o projecto Escola Móvel, que garantia às crianças filhas de profissionais

itinerantes, feirantes ou profissionais circenses, a possibilidade de acompanhar as aulas, sem interrupções, ou alterações de velocidade dramáticas no plano curricular, que ditavam até há bem pouco tempo graus de insucesso e abandono escolar entre esta população. Evocou o Ministério formas inovadoras de integração destes alunos, que desconhecemos, a cada quinzena ou mês que transitem de escola para escola. Não vale evocar que doravante as crianças transitarão de ano inexoravelmente, pois o que se trata é se no fim terão ou não adquirido as capacidades que lhes permitam escolher o seu futuro e horizontes por elas mesmas. Mas a isto o Ministério não dá, nem poderia dar qualquer resposta, porque simplesmente a não tem. Por último: Uma aventura no Mundo das Artes. Já bem próximo do início do ano lectivo, o Ministério da Educação vem anunciar que cessaram todos os apoios às escolas de curriculum integrado. Ou seja, acabam os apoios às escolas que garantiam a aprendizagem de um curriculum artístico, sem quebra do ensino do curriculum normal, aquelas crianças cujo dom ou vontade de ingressar no mundo das artes seriam de outra forma torpedeados. Mas num país onde a cultura e as artes são consideradas um luxo e não um direito de todo o cidadão, ainda que consagradas constitucionalmente como tal, é evidente que o Governo só pode ter a mesma visão mes-

quinha da questão e se entregue alegremente a exercícios de “poupança” que parecem saídos dos dias de má memória, de antes de Abril, e que no final empobrecem o nosso país e o nosso povo do ponto de vista cultural e de promoção dos índices de desenvolvimento humano que, geração após geração, se mantêm teimosamente adiados. As Aventuras do Ministério da Educação, não passam então de esquemas cujo objectivo é exclusivamente financeiro, procurando cumprir metas de cortes em gastos sociais impostas pelos Planos de Estabilidade e Crescimento, mas que aventureiramente hipotecam o futuro do país ao nível da educação, do ordenamento do território, da cultura e mesmo do ambiente. Prosseguir semelhantes politicas é, não tenhamos medo de o dizer, fazer regredir o país em mais de meio século, e no fundo não só nada poupará, como remeterá para as autarquias o ónus de garantir a coesão social do território nacional ou, caso estas não o queiram ou não o possam assegurar cabalmente dadas as dificuldades em que já se encontram, atirar milhares de alunos, pais e professores para a condição do salve-se quem poder, e todos sabemos que não são os mais pobres que se poderão salvar. Temos direitos, queremos uma Aventura diferente.


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Freguesia “Há dez anos não tínhamos desemprego, mas com a agricultura na crise em que a puseram, já há desemprego e muito,” alerta o presidente da Junta de Freguesia de São Manços. Em entrevista ao REGISTO, António Russo salienta a necessidade de ali se criarem empresas, “para que mais população se fixe na freguesia”. São Manços

Com a agricultura em crise já há desemprego, e muito. José Pinto de Sá

Como caracteriza a Freguesia de São Manços? São Manços, é uma freguesia situada junto à margem direita da Ribeira da Azambuja, afluente do Rio Degebe, a 20 quilómetros da sede do concelho. Foi elevada à categoria de vila em 29 de Dezembro de 1923. Tem uma população que ronda os 1300 habitantes e uma área geográfica de 108,34 Km2. É uma vila com uma forte tradição cultural, que se traduz na actual Igreja Matriz, dos finais do séc. XVI, na qual recentes escavações puseram a descoberto elementos arquitectónicos romanos de elevada riqueza, além dos já existentes. Também o cruzeiro edificado junto à mesma é referência, tal como uma anta e uma estátua em bronze com cerca de 2 mil anos. Quais os principais pontos fortes da freguesia? Um dos principais pontos fortes desta população é a proximidade e a acessibilidade que a conduz até um dos principais centros, que é a cidade de Évora. Sendo que continua a ser uma vila pacata e sossegada, onde ainda é possível desfrutar de alguma qualidade de vida, preocupa-nos a manutenção deste bem-estar, estando desde já previstos 41 novos lotes destinados a habitação e comércio. Associações tais como Os Amigos de São Manços, a Casa do Povo, o Grupo Desportivo, o Centro Infantil, “Os Cágados Rolantes” (BTT), e o Grupo de Forcados Amadores de São Manços, são algumas das colectividades de que a população dispõe. Algumas delas necessitam de intervenção urgente, de modo a servirem os que cá vivem, principalmente o Centro PUB

preocupante para a fixação de mais população. Sei que há projectos de grande dimensão para a freguesia, para os quais é sempre necessário o parecer da Câmara Municipal.

Infantil e o Lar de Idosos. A existência de uma Biblioteca Infantil implementada numa escola e de um Jardim Público com um enorme espaço verde permite à população mais jovem a ocupação dos tempos livres. Como mais-valias económicas, dispomos de indústrias de carnes e enchidos e de panificação, e de pequenas indústrias de construção civil, serralharia e carpintaria. E quais os pontos fracos? A água da rede é um assunto por resolver. Há um ano que a água sai amarela e com resíduos de lama. O Sr. Presidente e toda a Câmara Municipal de Évora têm conhecimento disso. A Águas Centro Alentejo também tem conhecimento, por ofício feito pela Junta de Freguesia, o qual aguarda resposta.

António Russo deplora a má qualidade da água da rede em São Manços.

Faltam empresas, para que mais população se fixe na freguesia. Há dez anos não tínhamos desemprego, mas com a agricultura na crise em que a

puseram, já há desemprego e muito. As duas cooperativas que existiam foram desfeitas e os seus empregados atirados para o desemprego, o que é

São Manços: alguns dados

Obras para este mandato A remodelação da rede de água, a limpeza da Ribeira do Corvo e a construção da Casa Mortuária contam-se entre as obras que o Presidente da Junta de Freguesia de São Manços gostaria de ver concluídas até ao termo do actual mandato. Questionado acerca das obras que anseia ver concretizadas até 2003, o presidente da Junta de Freguesia de São Manços começa por referir “a urgente remodelação da rede de água e a requalificação das calçadas e passeios,

que se encontram muito degradados”. Igualmente urgente será “a limpeza do Ribeiro do Corvo na zona habitacional da freguesia”. António Russo previne que, se o ribeiro não for limpo, existe o “risco de, no Inverno, a água entrar nas habitações”. O autarca de São Manços considera a construção da Casa Mortuária “outra obra de grande necessidade”. Em termos de acessibilidades, António Russo destaca a necessidade de “requalificação da Avenida Senhora da

Como decorre o relacionamento entre a Junta de Freguesia de São Manços e a Câmara Municipal de Évora? O relacionamento com a Câmara Municipal de Évora é normal, enquanto correcto e institucional. Gostaríamos de ter reuniões periódicas com a Câmara para discutir vários assuntos e prioridades. A transferência de verbas e protocolos, por exemplo, é uma preocupação, porque, se esses assuntos não são discutidos e não são resolvidos a tempo, a Junta tem dificuldades em dar resposta aos seus compromissos.

Ajuda, antiga Estrada Nacional n.º 18,” e a edificação de uma ponte para pesados no Ribeiro do Corvo, visto estes veículos actualmente terem que passar a ribeira a vau, “o que de Inverno é lamentável”. “Para o futuro, é preciso irmos pensando no projecto de relva sintética no campo de futebol, para que a juventude se interesse mais pelo desporto,” adianta o presidente da Junta de Freguesia de São Manços, que entende ser esta obra bem merecida, já que “o Grupo Desportivo está há 27 anos em actividade, sem interrupções”. J.P.S

Área – 108,34 km2 População – 1.016 hab. (2001) Densidade – 9,4 hab./ km2 O povoado de São Maços fez parte do Morgadio de São Manços, instituído por Vasco Martins de Pavia e sua mulher, Maria Fernandes Cogominho. Segundo a lenda, terá sido no local onde se ergue a igreja paroquial desta freguesia que foi martirizado São Manços, que a tradição diz ter sido o primeiro Bispo de Évora. O actual presidente da Junta de Freguesia de São Manços é António Manuel Fialho Russo, eleito para um primeiro mandato em 2009, nas listas da CDU.


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05 Agosto ‘10

Região Município de Redondo cede terreno para a construção do novo centro de saúde O novo Centro de Saúde de Redondo já se encontra em fase de construção no seguimento do acordo celebrado entre a autarquia e a Administração Regional de Saúde do Alentejo, no qual o Município cedeu gratuitamente o terreno para a construção da nova infra-estrutura. A 24 de Agosto, no edifício dos Paços do Concelho, o Município de Redondo e a Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARS Alentejo) celebraram um acordo de doação através do qual a autarquia cedeu gratuitamente o terreno para a construção do novo Centro de Saúde de Redondo. No acto estiveram presentes o Vice-Presidente do Município, António Recto, o Vereador da Cultura, José Portel, e a Presidente do Conselho directivo da ARS Alentejo - Dra. Rosa Valente de Matos. Face à desadequação das actuais instalações do centro de saúde concelhio e em resposta à crescente exigência dos seus utentes e profissionais de saúde, surgiu a necessidade de construir um novo edifício, o qual a população tem vindo a aguardar ansiosamente. Foi com base nesta premissa que ambas as partes formalizaram a doação de um terreno situado junto ao Bairro do Calvário com uma área total de 3529.40m2 e com um valor patrimonial de 321.560 euros. A localização da nova infra-estrutura, a concluir no prazo de um ano, vem também coincidir com a estratégia de requalificação do centro histórico. Ao celebrar este acordo, o Município de Redondo e a ARS Alentejo actuam em uníssono para cumprir os objectivos comuns de facilitar o acesso a mais e melhores cuidados de saúde a toda a população, bem como melhorar a qualidade dos serviços e proporcionar adequadas condições de trabalho e segurança a todos os profissionais que ali desempenharão funções.

Presidente da República recebeu a chave da Vila de Ourique

Cavaco Silva homenageado por autarquia socialista Carlos Júlio/Lusa

Cavaco Silva esteve sábado em Ourique, onde recebeu a chave da Vila e inaugurou o Jardim de Infância e o Centro de Convívio. Regressado de férias, o presidente da Repúblicas defendeu que o poder central tem de prestar “uma atenção particular” à agricultura, nomeadamente à alentejana, e criar condições para que surjam jovens agricultores. “Há que criar condições para que surjam os jovens agricultores, para que jovens se motivem a ser empresários agrícolas”, mas que não se dediquem apenas à agricultura e, “eventualmente, a complementem” com outras actividades “como o turismo rural”, desafiou o Presidente da República. O discurso de Cavaco Silva foi centrado nas potencialidades do concelho de Ourique, devido à “riqueza” do porco alentejano, criado e transformado na zona, e às boas acessibilidades, junto à autoestrada do Sul (A2), entre Lisboa e o Algarve, e ao Itinerário Principal 2 (IP2), de ligação a Beja. Segundo o PR, as mais-valias de cada concelho do país, quer sejam paisagísticas e ambientais, históricas, rurais ou gastronómicas, exemplificou, devem ser aproveitadas. “Há que

Cavaco recebeu a chave da Vila das mãos do Presidente da Câmara

valorizar os recursos próprios de cada concelho. Olhar bem aquilo que cada concelho tem de particular e, depois, tentar encontrar alguém que valorize e que possa, de facto, criar emprego”, a partir dessas potencialidades, disse cavaco Silva, não se esquecendo também de referir o turismo, um sector em que “há que pensar”, nomeadamente no caso do Alentejo. “O turismo no Alentejo tem vindo a crescer a uma taxa muito elevada, das mais elevadas de todo o nosso país, e todos sabem, cada vez mais, que o Alentejo atrai visitantes portugueses e estrangeiros. Porquê? Pela sua diferença”, realçou. É esta diferença “que importa valorizar”, acentuou Cavaco Silva, insistindo na mensagem

para que “todos os concelhos do país” aproveitem as suas potencialidades, “pensando, acima de tudo, nas gerações mais novas”. Mas “o poder local, só por si, não resolve, precisa de uma ‘mão’ do poder central que resolva alguns problemas estruturais”, alertou, perante a população de Ourique, que encheu o cineteatro. Antes, o presidente da Câmara de Ourique, o socialista Pedro do Carmo, tinha dito que falava “em nome de todos os Ouriquenses, ao manifestar a V. Exa. o orgulho e a honra da sua visita ao nosso concelho”, porque “é um estímulo de confiança e de apoio ao trabalho árduo que temos à nossa frente”. Sobre a situação difícil, em ter-

mos económicos do concelho, Pedro do Carmo disse que “seria muito importante garantir-lhe nesta ocasião que os problemas financeiros que nos estrangulam a vontade de fazer mais e melhor estão ultrapassados, mas não é verdade que assim seja. Mas também lhe desejo garantir que não é nosso timbre baixar os braços e ceder perante as dificuldades. Estamos cá hoje para lutar com confiança e empenho e estaremos no futuro”. Por último, Pedro do Carmo reafirmou que “o que estamos a travar é uma batalha séria e brava com desafios constantes de progresso e de melhor qualidade de vida. Combatemos diariamente os problemas económicos e sociais que advêm de uma crise conhecida. E resistimos confiantes, com coragem e determinação para conquistar o futuro”. Depois da sessão solene, acompanhado pela esposa, Maria Cavaco Silva, e num percurso sempre a pé pela vila, com muitos populares na rua, o Chefe de Estado inaugurou um jardim de infância, visitou a Biblioteca Municipal Jorge Sampaio e, por fim, inaugurou o Centro de Convívio de Ourique, sempre acompanhado por muitos populares e por muitos militantes e dirigentes locais e regionais, quer do PS, quer do PSD..

Turismo do Alentejo reúne com empresários da Região A Turismo do Alentejo, ERT está a realizar diversos encontros, em vários locais da região, com os empresários turísticos, sobre o projecto do Observatório Regional de Turismo do Alentejo, que deverá estar no terreno no início do próximo ano. (Na foto: reunião com empresários em Portalegre)

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Feira da Luz De 1 a 6 de Setembro

Feira da Luz atrai milhares de visitantes a Montemor-o-Novo José Pinto de Sá

Economia, cultura e lazer são outras tantas vertentes contempladas na programação da Feira da Luz 2010, que decorre entre 1 e 6 de Setembro em Montemor-o-Novo, e onde, apesar das dificuldades criadas pela crise, são esperados milhares de visitantes. Como é tradição, na primeira semana de Setembro Montemor-o-Novo acolhe milhares de visitantes que acorrem à cidade alentejana atraídos pela Feira da Luz. Entre o dia 1 e o dia 6, o Parque de Exposições Municipal torna a ser “o palco principal da alegria, do divertimento, da recreação e dos encontros e reencontros entre familiares e amigos”. Artistas como Carminho, Deolinda e Blasted Mechanism PUB

destacam-se no programa de animação do evento, recheado de música para todos os gostos, do folclore ao rock, passando pelo fado. Exposições, artesanato ao vivo e uma feira do livro compõem ainda a área cultural da edição 2010. Além dos concertos, que decorrem em dois palcos, a vertente de lazer compreende igualmente grande número de espectáculos desportivos, incluindo BTT, futsal, natação, râguebi e hipismo, sem descurar os jogos tradicionais, como a malha. A Festa Brava também marca presença através de vários eventos, entre os quais se destaca a grande corrida de domingo, com João Salgueiro, Victor Ribeiro e João Telles Jr, além dos prestigiados Forcados Amadores de Montemor-o-No-

Os organizadores da Feira da Luz contam receber 80 mil visitantes.

vo. Este momento tauromáquico é promovido pela Apormor (Associação de Produtores de Ovinos, Bovinos e Caprinos da Região de Montemor-o-Novo), que este ano comemora o seu vigésimo aniversário. Assinalando a efeméride, a Apormor contribui para o brilho da feira com uma série de

propostas, incluindo exposição e concursos de gados, além de palestras e colóquios sobre temas ligados à agricultura e pecuária. Em entrevista publicada nesta edição, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-oNovo explica que a organização do evento entendeu que

“a exposição central da feira deveria ser uma exposição de promoção de produtos locais”, como o vinho, o azeite, o mel, e o porco alentejano, que, pelo terceiro ano consecutivo, é objecto de uma actividade específica de promoção. Isto e muito mais tem para oferecer a edição 2010 da Feira da Luz, uma iniciativa ancestral que tem sabido renovar-se e crescer de ano para ano, afirmando-se como uma das mais importantes do país no seu género. “Parta à descoberta de uma nova Feira, registando momentos e experiências diferenciadas”, tal é o convite formulado pelos organizadores. “Divirta-se e aprecie o que de bom Montemor tem para lhe oferecer!”


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Feira da Luz

Em plena crise económica, os organizadores da Feira da Luz não escondem que tiv se afectar negativamente o evento. Em entrevista exclusiva ao REGISTO, o preside vo, Carlos Pinto de Sá, reconhece que “de facto houve mais dificuldades este ano” vai consolidar o elevado patamar atingido em anos anteriores, e que faz da Feira Feira da Luz

Edição 2010 vai consolidar o

- Carlos Pinto de Sá, presidente da C José Pinto de Sá

“A área económica é uma área fundamental e por isso apontámos para a necessidade de diversificação, e temos tido êxitos nessa tarefa” Como vê o futuro de Montemor-oNovo? Montemor não é uma ilha isolada. Montemor tem uma excelente localização geográfica e esse é um dos seus grandes trunfos, mas para além disso temos que conseguir potenciar essa localização. Identificámos algumas opções que entendemos que seriam fundamentais para o concelho. Aí vimos que não podíamos apontar apenas num sentido. Portanto apontámos em vários sentidos. A área económica, obviamente, é uma área fundamental e por isso apontámos para a necessidade de diversificação da base económica, e temos tido êxitos nessa tarefa. Hoje temos um desenvolvimento em áreas diferenciadas. A área económica é fundamental e temos muito para crescer nessa área. Frisei que a agro-pecuária devia ser uma aposta e Montemor tem potencialidades imensas nessa área. E depois a área cultural, que não é apenas a actividade normal em si, mas todo um conjunto de processos de grande dimensão. E aí há uma aposta em particular que pretende instalar em Montemor um dos grandes centros de criação artística da Europa. É difícil, mas já temos uma actividade nesse sentido. Tem a ver obviamente com Rui Horta e com o projecto Espaço do Tempo, com a possibilidade de aqui termos um conjunto de artistas que vêm até Montemor e aqui ficam, aqui fazem as suas residências, aqui fazem a sua criação que

depois levam para os seus países. Mais de metade das residências que temos em Montemor neste momento são de estrangeiros. No ano passado tivemos aqui cerca de trinta e cinco criadores em residência, e posso dizer que os pedidos foram quase duzentos. Isso mostra que temos potencialidades para Montemor poder de facto ter aqui um papel fundamental. Temos tentado sensibilizar o Governo para a situação, nomeadamente o Ministério da Cultura, e é uma grande aposta nossa. Queria aqui realçar o empenhamento que a actual Directora Regional tem tido relativamente a este projecto, e espero que da parte do Governo, que já reconheceu a importância do projecto, sejam agora dados os passos para a sua concretização. Da parte da Câmara, tudo relativamente a este projecto está garantido. A Câmara já fez o seu papel e agora é necessário que o Governo faça o seu e garanta as verbas do QREN necessárias para a recuperação do Convento da Saudação. Mas temos, obviamente, um conjunto de outros projectos. Falaria, por exemplo, da área ambiental. A União Europeia já reconheceu, há um ano, um projecto de reciclagem de entulhos, que foi considerado o melhor da Europa a esse nível, e recebeu um prémio por esta qualidade ambiental. Temos procurado compatibilizar projectos que preservem a qualidade ambiental.

O que temos de mais marcante nesta edição da Feira de Luz? Não temos nenhuma inovação, como tem acontecido num ou noutro momento do certame, uma vez que, no ano anterior, atingimos o maior patamar em termos de qualidade e quantidade da Feira da Luz e, portanto, o que procurámos fazer nesta edição foi sobretudo consolidar aquilo que funcionou bem ao longo destas edições, em particular na última edição. Tem sido um ano de crise e portanto estávamos com algum receio que pudesse haver alguma diminuição, nomeadamente, entre os expositores da área económica. De facto houve mais dificuldades este ano, várias pequenas empresas que se ressentiram dessas dificuldades. Tem um custo, a feira, o que para uma empresa é complicado, mas julgo que o fundamental, aquilo que nós pretendemos, é que este ano a Feira da Luz se possa consolidar nesse patamar que atingiu. Portanto não temos grandes inovações nas actividades. Temos fundamentalmente duas ou três áreas que procurámos preencher. Em primeiro lugar a área económica, naturalmente, face à situação que temos no país e no concelho. Portanto, entendemos que a exposição central da feira deveria ser uma exposição de promoção de produtos locais: o pão, o vinho, o mel, o azeite, mas também produtos como o turístico, e por aí fora. Portanto, de alguma maneira, promover, apresentar, levar mais longe a produção local, produtos de grande qualidade, ajudando desta forma os nossos produtores nessa actividade económica e tentar abrir novos mercados. Uma segunda área que também é uma aposta que já vai no terceiro ano, neste âmbito, é a promoção de um produto regional de grande qualidade que é o porco alentejano. Iniciámos há três anos uma actividade específica de promoção do porco alentejano em parceria com a associação de criadores, que tem funcionado muito bem, tem crescido de ano para ano, e este ano vamos voltar a dar mais um passo em frente. Vamos ter uma mostra e um concurso de enchidos de porco alentejano, e também a apresentação normal da actividade que envolve o porco alentejano, e até algumas questões de ordem técnica. E depois aquilo que é já tradicional na Feira da Luz. Aí o destaque vai para a Expomor, uma das melhores exposições de gado do país. E na área cultural, o que propõe esta

Carlos Pinto de Sá entende que apesar da crise a edição de

edição da Feira da Luz? Na área cultural testámos, no ano passado, um novo espaço dentro da feira, que pudesse juntar as tasquinhas com a música depois dos espectáculos, mais para o final da noite, para as pessoas poderem ter um espaço de convívio e de lazer. Funcionou muito bem no ano passado. O palco pequeno que funcionava debaixo do toldo passou para a zona das tasquinhas. Funcionou de forma excelente, de maneira que este ano resolvemos alargar esse espaço, porque a afluência foi grande, e portanto estamos à espera que possa vir a ser um novo espaço de atractividade da feira, juntando essas duas componentes. Na área cultural temos, é claro, os espectáculos, que procuram atingir vários gostos diferenciados: espectáculos mais generalistas, mais dirigidos a classes etárias, como os jovens, por exemplo, espectáculos com a nossa música tradicional, como é o caso do fado e do folclore. Haverá alguns grandes nomes nacionais mas também algumas apostas que fizemos. Se reparar, houve alguns nomes que antes de serem conhecidos passaram pela Feira da Luz. Não foi por isso, ob-

viamente, que fica mas foi por estarmo vos valores que esta e conseguimos traz eles atingirem essa é o caso de Mariz Este ano, no fado, v nho, que está a desp afirmar também. N destaque vai també Livro, em que é po maior divulgação do No desporto, temo muito marcante. Est do que é normal (c bol, futsal…) vamo de râguebi. O Rugby mor foi campeão da nacional e brindou nização do Primeiro neio de Râguebi da F da Luz. O Festival de tação que encerra a F da Luz é tradicional nossas piscinas. A área da Festa Bra este ano, um pouco reduzida, porque os sos bombeiros, que malmente organiza as largadas de fina


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veram “algum receio” que esse contexto pudesente da Câmara Municipal de Montemor-o-No”, mas mostra-se convicto de que a edição 2010 a da Luz uma das mais importantes do país.

o elevado patamar atingido

Câmara de Montemor

“Queremos um turismo que tenha diferenciação e qualidade, e seja perfeitamente compatibilizável com as nossas potencialidades ambientais”

e 2010 da Feira da Luz manterá o elevado patamar atingido nos últimos anos.

aram conhecidos, os atentos aos noavam a despontar zê-los cá antes de dimensão, como za e Ana Moura. vamos ter Carmipontar e se está a Na área cultural o ém para a Feira do ossível fazer uma o livro. os um programa te ano, para além cicloturismo, futeos ter um torneio y Clube de Montea segunda divisão u-nos com a orgao TorFeira e NaFeira l nas

ava é, mais s nosnoravam al de

noite, iniciaram a construção do seu novo quartel, de maneira que tiveram dificuldades maiores em termos de organização. Mas vamos continuar a ter um conjunto de iniciativas da Festa Brava, com destaque para a corrida de domingo. E depois, enfim, as associações, que têm um conjunto de propostas sempre muito interessantes. A Feira Tradicional, que melhorámos e a que demos mais qualidade, porque pensamos que continua a ser um elemento pitoresco de grande interesse e que marca também a Feira da Luz com essa característica. E temos um conjunto de eventos que não se passam apenas no recinto da feira. Passam-se também um pouco

pela cidade: o comboio turístico e o autocarro panorâmico, iniciativas desportivas, colóquios direccionados para a área económica… Finalmente uma nota para dizer que este ano se assinalam vinte anos da criação da Apormor, a associação de produtores que é nossa parceira na Feira da Luz. Julgo que ao assinalarmos os vinte anos da Apormor, para além do trabalho notável que tem feito e que é referenciado a nível nacional, é de realçar que foi exactamente por essa colaboração que a Feira da Luz atingiu o patamar que atingiu quando definimos o objectivo de a transformar num grande evento (continua na página seguinte)

Como encara o desenvolvimento do turismo em Montemor? Tenho dito sempre que o turismo é uma questão que deve ser olhada sempre com muito cuidado, porque aquilo que alguns pensam, que é ter ali a galinha dos ovos de ouro, tem um problema: podem matar a galinha. Portanto, é preciso ver o que se quer. Nós aqui definimos claramente o que queremos. Queremos um turismo que tenha diferenciação e qualidade, e seja perfeitamente compatibilizável com as nossas potencialidades ambientais. Por que essa é uma das grandes diferenciações que o Alentejo tem em relação à Europa. O Alentejo é uma das regiões mais preservadas e não se pode estragar. Temos aqui projectos que vamos oficialmente anunciar na Feira da Luz, e um deles é a instalação

de um zoo-parque de grande dimensão. Portanto temos aqui um conjunto de projectos que vão naquela linha da diversificação. Precisamos de atrair investimento e criar postos de trabalho, mas precisamos de fazê-lo tendo em conta que tem que ser um desenvolvimento sustentável. Estes projectos não podem ser projectos que matem as potencialidades do Alentejo. Têm que ser projectos que se adaptem às potencialidades e possam contribuir para o desenvolvimento. Portanto, há algum optimismo relativamente ao futuro de Montemor, que passa por criar essa base económica diversificada, dinâmica, mais estável e isso é um trabalho de muitos anos, que temos vindo a fazer há quase duas décadas com resultados positivos.


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Feira da Luz

(continuação da página anterior)

regional, no início da década de 1990. Isso levou-nos, por exemplo, a que construíssemos duas infra-estruturas com gestão autónoma mas complementares, o Parque de Exposições Municipal, por um lado, e o Parque de Leilões de Gado da Apormor por outro, que trabalham em conjunto. O projecto desenvolvido a partir de aí foi apontado para um objectivo esperado e que, felizmente, temos atingido. A que se refere exactamente, quando diz que a crise afectou a Feira da Luz? Antes de mais, a crise veio atingir sobretudo, como é visível, as camadas mais frágeis da população. O concelho tem um terço de reformados, pensionistas e idosos, cuja pensão mensal é, em média, de 280 euros. Obviamente, já viviam com grandes dificuldades. É evidente que esta crise que reduziu ainda mais o seu rendimento causou problemas complicadíssimos, até porque também atingiu os casais jovens, a população activa, e muitos desses casais jovens foram-se encostar aos mais velhos. Portanto, temos hoje dificuldades particularmente visíveis e sentidas, uma situação generalizada. No nosso concelho, temos procurado responder, através de medidas variadas, nomeadamente através de um programa integrado de apoio social. Mas temos consciência de que a situação criada em particular nos últimos tempos, com a redução do subsídio de desemprego, com o aumento de impostos, enfim com um conjunto de medidas que reduziu o rendimento disponível, se agravou e vai continuar a agravar. A feira surge num momento em que as pessoas vivem uma grande interrogação relativamente ao futuro. É uma feira aberta, que não é paga, e isso é um dado importante para que a participação dos visitantes não seja afectada. Cremos que vamos continuar a ter um volume significativo de visitantes na feira, mas como vem aconte-

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última Feira da Luz, e que dão um contributo também, não apenas para a resposta à pressão social mas até para a dinâmica económica. Por exemplo, está a ser construído um novo lar em São Geraldo. Para já é benéfico na área económica porque dinamiza a construção, mas vai dar resposta porque cria emprego, o que é bom, e por outro lado responde ao problema social, que é o problema da assistência às pessoas carenciadas. Portanto, vamos apontar também essas questões, que estão relacionadas com a crise que vivemos. Pinto de Sá destaca a importância da parceria com a Apormor, que este ano assinala o vigésimo anivesário.

cendo de alguns anos a esta parte, apesar de aumentarmos o número de visitantes, os expositores dizem que as vendas não crescem, e em alguns casos diminuem, o que é natural, porque as pessoas não têm dinheiro e portanto poupamno. Mas ainda assim é importante a presença das actividades económicas porque divulgam. Hoje a Feira da Luz (e esse é um dado importante) não se limita já aos habitantes da região e atrai gente de fora. E isso é muito importante para divulgar não apenas a visão da feira, mas a imagem de Montemor. Temos tido, felizmente, bons resultados a partir de aí. Portanto, a crise temo-la. Não a ignoramos. Pelo contrário. Vai ser objecto de nota no discurso inaugural, de algumas referências quanto às preocupações que temos e quanto ao desacordo em relação às medidas económicas que vão no sentido de agravar a situação. É incompreensível para nós que, quando se fala de crise, se continue a pagar para não

produzir. Com o mesmo dinheiro podia-se pagar para produzir. Assistimos à desertificação do interior rural e vamos continuar a assistir à concentração de pessoas no litoral do país. Pensamos que era uma excelente altura para se olhar e se alterar o que deu mau resultado. Portanto vamos fazer críticas e vamos em simultâneo apresentar propostas e a nossa disponibilidade para colaborar com quem quer que seja em prol daquilo que possa promover o concelho e o Alentejo. Essa posição, vamos mantê-la, reforçá-la e sublinhá-la. De que modo, concretamente? Posso adiantar desde já que vamos dar algumas boas notícias para Montemor. Quem esteve na feira do ano passado, assistiu à apresentação de um conjunto de projectos que tínhamos para o concelho de Montemor. Um dos momentos importantes vai ser fazer o balanço, ver como estão esses projectos. Se avançaram ou

não. Felizmente a grande maioria avançou e alguns estão já mesmo no terreno. Em segundo lugar, é o anúncio da instalação de algumas empresas aqui em Montemor. Não é o anúncio de que se vão instalar, mas de algumas que já se estão a instalar neste momento. Já é visível a sua instalação no concelho. E em terceiro lugar, dizer que apesar de tudo Montemor tem, pela sua dinâmica social, mostrado uma resistência à crise maior que outras zonas do país. Isso tem muito a ver com as características e com a dinâmica social que temos, nomeadamente com um conjunto de instituições que têm conseguido dar respostas. Naturalmente não resolvem o assunto, mas minimizam. Há também aqui o anúncio do avanço de mais alguns projectos também no terreno. Não é apenas dizer que se vão fazer. É anunciar coisas que estão a ser realizadas desde o ano passado, que se começaram a realizar já depois da

Quer aproveitar a ocasião para deixar aqui alguma mensagem? Só quero deixar um convite para fazerem uma visita à Feira da Luz e também a Montemor. Quem não conhece a cidade e der um passeio pelo centro histórico certamente ficará surpreendido, não pela valia deste ou daquele aspecto monumental, porque não temos grandes monumentos. O centro histórico vale essencialmente pelo seu conjunto e pela preservação que conseguiu manter até aqui. Vale a pena fazer esse passeio pelo centro histórico, visitar por exemplo o castelo, almoçar ou jantar num dos restaurantes com excelente gastronomia e depois olhar o programa da Feira da Luz. De certeza que ali encontram alguma coisa a gosto, uma vez que temos para todos os gostos. Terão certamente um dia bem passado em Montemor. Temos alguma experiência de que quem vem uma vez normalmente volta, e isso é muito bom para nós. Significa que, para além de gostarem de Montemor também gostaram das pessoas e foram bem recebidos. Visitem Montemor.


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Pecuária na Feira da Luz

A Apormor nasceu com uma visão de futuro - António Marques Santos, presidente da associação José Pinto de Sá Luís Pardal

A Apormor (Associação de Produtores de Ovinos, Bovinos e Caprinos da Região de Montemor-o-Novo) assinala este ano duas décadas de existência ao serviço dos agricultores alentejanos. O seu presidente, António Marques Santos, explica que a Apormor tem procurado diversificar as suas actividades, de forma a conseguir “dar resposta às necessidades que os agricultores têm”, e afirma que vê o futuro “um pouco cinzento, mas com esperança de melhoras”. Nesta data em que se assinala o vigésimo aniversário da Apormor, gostaria de lhe pedir que fizesse um pequeno balanço da história deste empreendimento. A Apormor comemora este ano vinte anos de existência. Na altura, meia dúzia ou uma dúzia de agricultores pensaram em constituir esta associação e criar em Montemor um mercado de gados. Viram na região o potencial pecuário, viram na região capacidade para centralizar aqui um mercado de gados, que a nível regional, quer a nível nacional. E assim foi. Puseram mãos à obra, e passados cinco anos da constituição da associação inaugurámos a sede que ainda existe, o parque de leilões e exposições como hoje em dia o conhecemos, e iniciámos os leilões semanais de bovinos. Para ter uma ideia, começámos com cerca de trinta animais leiloados por semana, às terças-feiras, e hoje em dia andamos nos quinhentos ou seiscentos. Portanto, tivemos um crescimento muito importante ao longo destes anos. Claro que isto envolveu muita gente, envolveu muito trabalho. Nada se faz sem sorte também; contámos sempre com a colaboração dos agricultores do concelho, que são fundamentais, e, com certeza, sem eles a Apormor não existiria e não teria a pujança que tem. Portanto, crescemos sustentadamente. A Apormor nasceu com uma visão de futuro, e as instalações e o espaço que hoje ocupa estão perfeitamente adequados ao ano de 2010, e foi pensada no ano de 1990. Portanto, quem

António Marques Santos vê o futuro “um pouco cinzento, mas com esperança de melhoras”.

a idealizou, quem a pensou, muito bem o fez. De facto, passados vinte anos estamos perfeitamente actualizados e aptos a trabalhar outros tantos, se Deus quiser. Como funciona um leilão de gado aqui na Apormor? Os criadores de gado que pretendem cá trazer animais a leilão têm, em primeiro lugar, de cumprir todos os requisitos sanitários em vigor, em relação aos seus animais e às suas explorações. E posso-lhe dizer que isso se altera um bocadinho, porque os estatutos sanitários e o aparecimento de alguma doença vai modificando as exigências em termos de saneamento animal. As pessoas que tenham condições de boa sanidade nas suas explorações marcam previamente os lotes, confirmam aqui com as pessoas que trabalham no escritório quantos animais pretendem trazer e quantos lotes querem e, na segunda-feira, trazem os animais com toda a documentação exigida, sejam

eles sócios ou não sócios, sejam eles do concelho ou de fora do concelho. Hoje em dia recebemos animais dos mais variados sítios do país. A Apormor funciona para sócios e não sócios. No fim do leilão, os animais vão para quem os comprou e os criadores que os trazem tratam de toda a documentação. Nós cobramos uma taxa de utilização do leilão, que é diferente de sócios para não sócios. É mais baixa para sócios; para não sócios é ligeiramente superior. Trabalham unicamente com gado bovino? Trabalhamos unicamente com gado bovino. O gado ovino já esteve em estudo e continua a estar em estudo. Esperamos fazer alguma coisa relativamente aos ovinos. É um sector que está um bocadinho esquecido. Não é fácil realizar aqui leilões de ovinos, mas também não foi fácil começarmos os leilões de bovinos, e hoje em dia estamos como estamos. Portanto, vamos tentar, a curto ou médio

prazo, ver se é viável realizar aqui leilões de ovinos. Como se vai traduzir a participação da Apormor na Feira Luz? À semelhança do que se passa todos os anos, no primeiro fimde-semana de Setembro temos a nossa feira anual, onde procuramos dar a conhecer um bocadinho do que se faz na região em termos agrícolas. Temos a exposição de várias empresas ligadas ao ramo agrícola. Temos a parte de exposição pecuária, com os criadores do concelho que vêm expor os seus animais das mais variadas raças de bovinos, ovinos e suínos, e depois temos, divididos ao longo dos dias da feira, vários colóquios, reuniões e debates. Procuramos que através dessas sessões as pessoas venham, tragam novas ideias e haja esclarecimento. Portanto, paralelamente à feira, pensamos que é benéfico realizar reuniões sobre temas variados, de maneira que as pessoas consigam retirar alguma coisa de

positivo. Quem são os convidados para essas iniciativas? Convidamos pessoas de fora e alguém de dentro também. Agricultores da região também vêm dar o seu testemunho sobre o tema em causa. Como vê o futuro da vossa actividade? Eu vejo o futuro um pouco cinzento, mas com esperança de melhoras. A Apormor existe para servir os agricultores da região, tem os seus negócios, e o nosso negócio principal é a realização de leilões. Temos procurado ao longo deste tempo diversificar um bocadinho as nossas actividades, de forma a conseguirmos dar resposta às necessidades que os agricultores têm, a nível de candidaturas às ajudas, a nível de licenciamento de explorações pecuárias, a nível de projectos, etc., etc. No fundo, queremos ser abrangentes. A Apormor pretende centralizar e concentrar aqui tudo o que diga respeito à agricultura, do concelho e não só. Temos neste momento um programa de formação aos agricultores a nível informático, uma ferramenta hoje em dia indispensável. A agricultura também precisa dessas ferramentas. Eu diria que o futuro da Apormor estará sempre dependente do que existe em termos agrícolas. Portanto, se a actividade agrícola crescer e for sustentável, creio que nós também o seremos, dando ajuda na diversificação da nossa actividade, de maneira a podermos responder aos anseios e às exigências que os agricultores têm. Quer deixar aqui alguma mensagem? A mensagem que teria era convidar as pessoas a passarem por cá durante a Expomor 2010, que decorre entre 1 e 6 de Setembro, porque creio que vale a pena. Em termos de exposição pecuária temos dos melhores exemplares das mais variadas raças. Em termos de animação no exterior temos restaurante, bar, etc. Portanto, temos uma animação grande, e as pessoas com certeza não darão o tempo por perdido se passarem por cá.


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Lazer FIlme desta semana

Sugestão de leitura

Portugal e a Grande Guerra

O Aprendiz de Feiticeiro

SUDOKU

Autor: Aniceto Afonso, Carlos de Matos Gomes

Autor: Jon Turteltaub

Sinópse

Sinópse

Balthazar Blake é um mestre feiticeiro, na moderna Manhattan dos dias de hoje, que tenta defender a cidade do seu inimigo Maxim Horvath. Balthazar não consegue fazê-lo sozinho e recruta Dave Stutler, aparentemente um rapaz vulgar que demonstra um talento escondido. O feiticeiro oferece ao seu cúmplice involuntário um curso intensivo na arte e ciência da magia e, juntos, estes parceiros improváveis lutam para travar as forças das trevas. Será necessária toda a cora-

gem que Dave conseguir reunir para sobreviver ao treino, salvar a cidade e conquistar o amor, à medida que se vai tornando O Aprendiz de Feiticeiro...

Em termos simples, podemos dizer que a 1ª Guerra Mundial é um componente do período longo de conflitos globais do século XX (19141945), que marca a transição da hegemonia inglesa para a americana. No período posterior às Guerras Napoleónicas (depois de 1815) criou-se um sistema unipolar de hegemonia britânica, que vigorou até ao último quartel do século XIX. A Inglaterra era o coração da revolução industrial que transformava o mundo, e Londres era o centro financeiro, económico, militar e tecnológico do planeta. No último quartel do século XIX esta situação começa a mudar rapidamente, por efeito daquilo a que muitos autores chamam 3ª revolução industrial, marcada pelo desenvolvimento da electricidade, dos combustíveis líquidos, do motor de explosão e da indústria química.

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Nota: O objectivo do jogo é completar os espaços em branco com algarismos de 1 a 9, de modo que cada número apareça apenas uma vez na linha, grade e coluna.

Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Carneiro

Touro Carta Dominante: O Eremita, que significa Procura, Solidão. Amor: Poderá sentir-se um pouco perdido e em busca de si próprio. Que o seu auto-conhecimento seja a ferramenta fundamental para a sua felicidade. Saúde: Dedique-se a práticas de relaxamento como o yoga e a meditação. Dinheiro: Prepare o seu trabalho desenvolvendo novas ideias. Número da Sorte: 9 Dia mais favorável: Segunda-feira

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Balança

Escorpião

Carta Dominante: 7 de Ouros, que significa Trabalho. Amor: Uma discussão com a pessoa amada poderá deixá-lo renitente. Que a compreensão viva no seu coração! Saúde : Dedique-se a actividades que lhe dêem prazer. Dinheiro: Desempenhe as suas tarefas profissionais o melhor possível. Número da Sorte: 71 Dia mais favorável: Segunda-feira

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HORÓSCOPO SEMANAL Carta Dominante: O Valete de Paus, que significa Amigo, Notícias Inesperadas. Amor: Saberá notícias através de um amigo. A sua vida social andará muito animada. Que o seu sorriso ilumine todos em seu redor! Saúde: Atenção com as noitadas e os excessos, seja comedido. Dinheiro: Um amigo irá pedir-lhe ajuda financeira. Lembre-se de ajudar quem precisa de si, pois amanhã poderá ser você a precisar de ajuda! Número da Sorte: 33 Dia mais favorável: Quarta-feira

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Carta Dominante: O Imperador, que significa Concretização. Amor: O seu estado de ansiedade poderá originar discussões. Encare a vida de uma forma mais optimista e verá que tudo corre melhor! Saúde: Tendência para andar um pouco descontrolado. Dinheiro: Seja fiel a si mesmo e siga à risca os planos que traçou. Número da Sorte: 4 Dia mais favorável: Quarta-feira

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Gémeos Carta Dominante: o Mágico, que significa Habilidade. Amor: Momento em que estará confiante e, por isso, encontrará um clima de equilíbrio nas suas relações. Faça as escolhas que lhe trazem a possibilidade de ser feliz. Saúde: Possíveis problemas no sistema nervoso poderão surgir. Dinheiro: Aposte na projecção profissional e poderá alcançar os seus objectivos, mas não gaste demasiado. Número da Sorte: 1 Dia mais favorável: Sábado Horóscopo Diário Ligue já!

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Sagitário Carta Dominante: Rainha de Paus, que significa Poder Material e que pode ser Amorosa ou Fria. Amor: Converse com o seu par para resolver divergências conjugais. Fale sobre o que é verdade, necessário e carinhoso. Saúde: Tente descansar mais. Dinheiro: Acredite mais na competência dos seus colaboradores. Número da Sorte: 35 Dia mais favorável: Sábado Horóscopo Diário Ligue já!

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Caranguejo Carta Dominante: O Papa, que significa Sabedoria. Amor: O amor acontece quando menos se espera. Que a sua alma seja bela e transparente! Saúde: Durma o máximo de horas que puder. Dinheiro: O seu bom desempenho poderá ajudá-lo a subir para um cargo de chefia. Número da Sorte: 5 Dia mais favorável: Terça-feira

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Capricórnio Carta Dominante: Rainha de Copas, que significa Amiga Sincera. Amor: Passe mais tempo com os seus amigos. Estreite os seus laços de amizade. Saúde: Lembre-se das sessões de tratamento que tem que fazer. Dinheiro: Com empenho e dedicação, conseguirá alcançar os seus desejos. Número da Sorte: 49 Dia mais favorável: Sexta-feira

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Leão Carta Dominante: 3 de Espadas, que significa Amizade, Equilíbrio. Amor: É necessário que deixe de exigir tanto do seu par. Agora é tempo para partilhar Saúde: Retire da sua alimentação comidas ricas em gorduras e consulte um especialista em cardiologia. Dinheiro: Organize as suas tarefas para poder evoluir na carreira. Número da Sorte: 53 Dia mais favorável: Quinta-feira

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Aquário Carta Dominante: O Cavaleiro de Espadas, que significa Guerreiro, Cuidado. Amor: O seu par poderá estar demasiado exigente consigo. Que a beleza da Aurora invada a sua vida. Saúde: Faça uma selecção dos alimentos que mais beneficiam a sua saúde. Dinheiro: Aproveite a ajuda de um colega para desenvolver um projecto. Número da Sorte: 62 Dia mais favorável: Segunda-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Virgem Carta Dominante: Rei de Paus, que significa Força, Coragem e Justiça. Amor: Resolva os desentendimentos através do diálogo. Os problemas e dificuldades do dia-a-dia resolvem-se através do diálogo, mas agravam-se através da violência! Saúde: Uma dor de garganta poderá incomodá-lo e dar origem a uma constipação. Dinheiro: Tenha uma atitude mais confiante no desempenho da sua actividade profissional. Número da Sorte: 36 Dia mais favorável: Domingo Horóscopo Diário Ligue já!

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Peixes Carta Dominante: A Lua, que significa Falsas Ilusões. Amor: Uma mudança de planos pode afectar a sua relação. É tempo de um novo recomeço! Saúde: Procure estar em paz espiritualmente. Dinheiro: Não gaste mais do que o necessário. Número da Sorte: 18 Dia mais favorável: Quarta-feira Horóscopo Diário Ligue já!

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Cultura Festas de Vendas Novas Decorrem de 3 a 11 de Setembro as festividades que assinalam o 48º Aniversário da Elevação de Vendas Novas a Concelho. A abrir o programa decorre no dia 3 um Convívio de Natação nas Piscinas Municipais e no dia 5 acontece o 7º Raid REFER em Cicloturismo e uma prova de Motocrosse organizada pelos Bombeiros Voluntários de Vendas Novas. O destaque principal será no dia 6, pelas 22h00, no Parque Desportivo Municipal, com o espectáculo musical de Luís Represas, seguido do já tradicional fogo-de-artifício e baile. No dia 7, feriado municipal, pelas 11h00 no Auditório Municipal, decorrerá a Sessão Solene da efeméride. Vão decorrer ainda durante o feriado, um concurso de pesca, ténis-de-mesa, jogos tradicionais, pintura infantil, uma mostra de artesanato, vacada e, a encerrar o dia, um espectáculo de folclore seguido de baile, que terá lugar no Parque Desportivo Municipal. As festas terminam no dia 11 com um passeio equestre logo pela manhã no Largo da Feira e à tarde, no Pavilhão Gimnodesportivo um torneio de ténisde-mesa em sistema corbillon organizado pelo Clube Ferroviário de Vendas Novas. No Auditório Municipal decorre a abertura da exposição de pintura “Memórias” da artista vendasnovense Susana Matos e na Biblioteca Municipal a apresentação do livro “Uma Família do Alentejo” de João Domingos Serra. Ainda neste dia destacamos a inauguração do Centro Educativo/Requalificação da Escola EB n.º 1 de Vendas Novas, um projecto que vem qualificar a rede e o parque escolar do concelho. O Município assinala assim os 48 anos da sua elevação a Concelho com um variado leque de actividades musicais, culturais e desportivas.

Jovens de Odemira representam Portugal na Final Europeia para Jovens Cientistas

“Os mistérios escritos na pedra” Redação

«Rochas do Sudoeste - os mistérios escritos na pedra» é um dos dois projectos que irão representar Portugal na Final Europeia para Jovens Cientistas que irá decorrer em Lisboa, entre 24 e 29 de Setembro, numa iniciativa organizada pela Fundação da Juventude. Dois alunos da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, em Odemira, investigaram a génese de algumas esferas de arenito muito perfeitas que ocorrem na falésia entre a Zambujeira do Mar e o Carvalhal. Numa saída de campo entre a Zambujeira do Mar e o Carvalhal, concelho de Odemira, distrito de Beja, os jovens observaram na falésia algumas estruturas rochosas de arenito em forma de esferas, algumas muito perfeita, num estrato de areia não consolidada. Intrigados acerca deste fenómeno, decidiram perguntar a diferentes geólogos qual seria a génese daqueles arenitos com forma tão regular. Contudo, ninguém soube responder. Foi então que, motivados pelo mistério e pelo interesse na área da Geologia, decidiram investigar a génese das esferas de arenito que ocorrem entre a Zambujeira do Mar e o Carvalhal. Coordenados pela professora Paula Canha, os alunos Inês Marques e Kristoffer de Sá Hog partiram à descoberta: fizeram desenhos e esquemas dos estratos, fotografaram as esferas, fizeram colheita de algumas esferas e da areia que as envol-

ve, estudaram no laboratório a composição e características dos materiais e leram muito sobre a história geológica da região. Foram várias algumas das conclusões a que este projecto conduziu, entre elas o facto da camada onde se formaram as esferas ter sido depositada pelo mar nas últimas transgressões, quando o mar se encontrava muitas dezenas de metros acima do nível actual. Por outro lado, o cimento que une as areias das esferas de arenito é carbonatado e existe em maior concentração no centro das esferas que na periferia, enquanto que a areia que envolve as esferas é muito pobre em carbonatos. Neste sentido, os alunos consideraram que a formação das esferas deve estar relacionada com uma fonte de cabonatos que se distribuiu de forma de-

sigual na camada onde se formaram as esferas. O projecto de investigação não está, contudo, encerrado. Os alunos colocam agora duas hipóteses para a formação das esferas de arenito que apareceram de forma muito perfeita: provavelmente houve um problema de falta de carbonatos para cimentação uniforme de todo o estrato; a fonte de carbonatos foi de origem biológica e tinha um desenvolvimento do tipo das colónias de bactérias, do centro para a periferia. Hipóteses que continuarão a ser analisadas. A qualidade do projecto, bem como o raciocínio, a criatividade, a experimentação do estudo e a originalidade, foram critérios apreciados pelo júri do Concurso Nacional para Jovens Cientistas e Investigadores que atribuiu aos alunos da Escola Secundária Dr. Manuel

Candeias Gonçalves o segundo lugar, entre 101 projectos, e lhes garantiu, assim, a presença na Final Europeia para Jovens Cientistas que se realiza em Lisboa, em Setembro, numa iniciativa promovida pela Fundação da Juventude, sob a égide da Comissão Europeia, Direcção Geral de Investigação, contando com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República. Esta Final Europeia vai receber a Concurso cerca de 90 projectos, realizados por cerca de 150 jovens cientistas, de 40 países, e tem já assegurado os patrocínios do Museu da Electricidade/Fundação EDP, da Ciência Viva Agência Nacional para a Cultura Cientifica e Tecnológica, da Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

Games

Solidariedade com “jogos de guerra” Vai decorrer nos dias 4 e 5 de Setembro (sábado e domingo) um jogo de Airsoft/ Softair organizado junto à Barragem do Monte Novo (Évora) pela Equipa Hostile Operations Team de cariz solidário, com vista à recolha de bens de primeira neces-

sidade a favor da “Ajuda de Berço”, instituição que desde 1998 acolhe crianças dos 0 aos 3 anos necessitadas de protecção urgente, face a situações que as coloquem em risco. Vão estar presentes no evento mais de 100 jogadores

oriundos de diversas regiões do pais, que contribuíram com os seus donativos, a que se juntaram os donativos de outros jogadores que, não podendo estar presente no evento, não deixaram de contribuir.


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Artes Escrita na Paisagem

Performance na Biblioteca Pública conclui curso da Escola de Verão 2010 José Pinto de Sá

Durante dez dias, o encenador Phillip Zarrilli e a dramaturga Kaite O’Reilly orientaram um curso destinado a performers e escritores na Biblioteca Pública de Évora, e ali apresentam amanhã o fruto desse trabalho. A Biblioteca Pública de Évora acolhe sexta-feira, dia 3, pelas 21h30, a performance “Dos Livros de Évora”: A Library of Hands, resultante do trabalho desenvolvido durante o curso de formação Making the Body All Eyes. Orientado por Phillip Zarrilli e Kaite O’Reilly, este segundo curso de formação da Escola de Verão do festival Escrita na Paisagem vem decorrendo desde PUB

24 de Agosto, destinado a performers e escritores. A proposta de Zarrilli e O’Reily em Making the Body All Eyes (Tornar o corpo ‘todo olhos’) consistiu em “abordar a criação artística na perspectiva da arte do actor/performer e da

escrita de/para performance, através de um treino psicofísico e orientado para estimular a imaginação”. Phillip Zarrilli orientou a primeira vertente do curso, introduzindo os participantes ao seu treino psicofísico interna-

cionalmente reconhecido. A outra componente do curso foi coordenada por Kaite O’Reilly, com quem os participantes construíram textos a partir de exercícios para estimular a imaginação, explorando diferentes pontos de partida

e estéticas. Ao longo do curso, Zarrilli e O’Reilly trabalharam em conjunto com os participantes na criação de uma performance, tomando como ponto de partida exercícios psicofísicos, textos de autor, textos ‘encontrados’, e as reacções ao espaço da performance – a sala de leitura da Biblioteca Pública de Évora. Phillip Zarrilli é famoso pelo seu método de treino psicofísico do actor, baseado em artes marciais e de meditação asiáticas. Kaite O’Reilly é “internacionalmente reconhecida como dramaturga e dramaturgista”, e encontra-se actualmente a escrever uma nova versão de “Os Persas”, de Ésquilo, para ser encenada para o National Theatre of Wales.


20 05 Agosto ‘10 Para divulgar as suas actividades no roteiro Email geral@registo.com.pt

Roteiro

Feira da Luz / Expomor 2010

Venha ao encontro de Montemor-o-Novo Montemor-o-Novo vai estar em festa de 1 a 6 de Setembro, com a realização de mais uma edição da Feira da Luz/Expomor, sempre com entrada livre. A abertura oficial da Feira da Luz, está marcada para as 21h00, de dia 1 de Setembro, junto ao Pavilhão de Exposições. Na Feira da Luz/Expomor, para além das tradicionais compras, da diversão dos carrosséis, pode apreciar o trabalho de algumas instituições, associações e empresas que, como já é hábito, terão stands e exposições no recinto, para além disso, tem a mostra de gado da Expomor, o Concurso de Mel do Concelho e diversos colóquios/ seminários. Tal como na edição do ano passado, em 2010 irá manter-se a mostra de promoção da raça “Porco Alentejano”, em parceria com a respectiva Associação Nacional de Criadores, e a exposição “Mor Economia”, uma Mostra da actividade económica do concelho com presença de agentes económicos concelhios, que

MÚSICA

ficará situada no interior do Pavilhão de Exposições. Outra aposta que se mantém é a existência de comboios turísticos e de um autocarro panorâmico que, em conjunto, farão as ligações da cidade para o recinto da Feira e vice-versa, este ano a funcionar até à 1h00. Mas, os motivos que o poderão levar até Montemor-o-Novo são muitos mais, desde os espectáculos musicais, animação de rua, espectáculos de marionetas, exposições, Feira do Livro, Feira Tradicional, Desportos Aventura, Animação com insufláveis, o Espaço da “Oficina da Criança”, o Artesanato Ao Vivo, as Largadas junto à Praça de Touros, a Corrida de Touros até ao espaço de Tasquinhas. Venha até Montemor-o-Novo (Alto Alentejo)…temos pão, mel, vinhos, azeite, artesanato, carnes, doces e licores. Os produtos de Montemor-o-Novo vão estar em destaque na Feira da Luz, de 1 a 6 de Setembro.

EXPOSIÇÃO

Teatro

Vila Viçosa

Portel

Évora

Concerto com Ana FreeLazer | 04.09.2010 | 22H00 | Local: Praça da República

CENTRO INTERNACIONAL DE ESCULTURA | até 11-10-2010 | Exposição patente ao público, na Cerca de São Paulo em Portel |

FESTAE | Festival de Teatro de Amadores | S.O.I.R. “Joaquim António Aguiar” | Vários locais | 10-19 Setembro

Esta mostra de escultura resulta do entendimento entre a Câmara Municipal de Portel e o Centro Internacional de Escultura, sendo uma iniciativa que pretende aproximar a população a esta forma de arte (escultura).

Vendas Novas Espectáculo Musical com Luís Represas, seguido de Fogo de Artifício e Baile com Célia e António Silva | 06-09-2010 | 22h00| Iniciativa inserida no programa das Comemorações do 48.º Aniversário da Elevação de Vendas Novas a Concelho | Localidade: Parque Desportivo Municipal

Vila Viçosa Pintura e Artes Decorativas | 04.09.2010 a 19.09.2010 | Cine-Teatro Florbela Espanca

“À noite nas piscinas” | Até dia 9 de Setembro | Piscinas Municipais de Évora |

A Câmara Municipal de Évora promove este Verão nas Piscinas Municipais, todas quintas-feiras à noite, diversos espectáculos de música e dança, desporto e malabarismo, entre outras atividades.

OUTROS PALCOS

Arraiolos Festa da Juventude 2010 | 10-09-2010 a 12-09-2010

Vendas Novas Motocrosse | 05-09-2010 | Às 14h00 | Iniciativa inserida no programa das Comemorações do 48.º Aniversário da Elevação de Vendas Novas a Concelho | Org: Bombeiros Voluntários Vendas Novas | Localidade Pista dos Salesianos |

Évora Combo da Universidade de Évora Claus Nymark | Piscinas Municipais de Évora | 09-09-2010 | 22h00 | Entrada: Entrada Livre Este combo é formado por Daniel Meliço (bateria), Marco Martins (baixo), Sérgio Galante (guitarra) e Francisco Andrade (saxofone tenor).

Évora

Redondo V Exposição e passeio do automóvel e motociclo clássico | dias 3 e 4 Setembro das 10h às 23h, dia 5 de Setembro das 10h às 20h dias | Pavilhão de Exposições

Vila Viçosa 2.º Bike Night | 10.09.2010 a 10.09.2010 | 22.00h | Percurso de 30 Km´s dificuldade baixa | Inscrições-10 rodas 6 rodas acompanhantes | Tel: 96 250 8357 | papatrilhos. blog.pt


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22 05 Agosto ‘10

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Ficha Técnica SEMANÁRIO

Director Nuno Pitti (nuno.pitti@registo.com.pt) Propriedade Nothing Else-.meios&comunicação; Contribuinte 508 561 086 Sede Travessa Ana da Silva, n.º6 -7000.674 - 266 751 179 fax 266 730847 Administração Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Departamento Comercial Maria João (maria@ registo.com.pt) Redacção Carlos Júlio; José Pinto Sá (jose@registo.com.pt); Paulo Nobre Paginação Arte&Design Margarida Oliveira (margarida@registo.com.pt); Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Luís Pardal (luis. pardal@registo.com.pt) Colaboradores Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição Transportes Conchinha (conchinharui@gmail.com)


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Desporto A bola já rola na relva

A Liga dos compadres Aníbal Fernandes

É preciso recuar ao início da década para se descobrir uma equipa alentejana (o Campomaiorense) a disputar a Liga de Futebol. Mas a estória dos clubes da região em compita no maior campeonato do chuto na bola remonta a meados da década de 40 do século passado. Apesar de tudo, este ano alguns «compadres» marcam presença na Liga Zon/Sagres como jogadores, treinadores ou árbitros. O primeiro Campeonato da Liga jogou-se em 1934/35. Foi disputado por oito clubes e, no final, sagrou-se campeão o FC Porto. Onze anos depois, O Elvas foi a primeira equipa alentejana a disputar o principal campeonato de futebol português. Entre doze equipas quedou-se pelo 9º lugar, o suficiente para não descer de divisão, o que veio a acontecer na época de

49/50. Descia O Elvas, despontava o Lusitano de Évora para década e meia de presença entre os maiores. Logo no primeiro ano (52/53) conseguiu a sua melhor classificação de sempre – 7º lugar entre 14 concorrentes; 25 pontos, 10 vitórias, 5 empates e 11 derrotas. O campeão acabou por ser o Sporting, mas, no jogo disputado em Évora, os «leões» perderam por 2-0… Até 1966 – ano em que Portugal fez o brilharete no Mundial de Inglaterra – manteve-se entre os grandes, mas a descida à II Divisão foi apenas o primeiro passo de um regresso aos distritais, tal como veio a acontecer na época passada. Em 1986 O Elvas regressou à I Liga, e apesar de se ter classificado no último lugar, não desceu porque nesse ano houve «alargamento» de 16 para vinte clubes… Ainda disputou mais duas épocas ao mais alto nível (86/87 e 87/88), mas actualmente encontra-se na mes-

Campomaiorense foi a última equipa alentejana na 1ª Liga. ma situação que o Lusitano: disputa o distrital de Portalegre. Oito anos depois chegou a vez do Campomaiorense, mas foi sol de pouca dura: o penúltimo lugar na classificação (10 vitórias, 3 empates e 21 derrotas) ditaram a inevitável descida de divisão. No entanto, o

clube da raia não baixou os braços e voltou, passada uma época, com novo folêgo, para se aguentar mais quatro anos entre os melhores do futebol luso. Como dado mais relevante deste período assinale-se a presença na final da Taça de Portugal, na época

de 1998/99, partida em que mediu forças com o Beira-Mar tendo saído derrotado por uma bola a zero. Esta época, está na mesma situação que os outros ex-primodivisionários alentejanos e disputa o distrital. No ranking de todos os campeonatos, organizado pelo jornal desportivo Record, as equipas da região não aparecem, mesmo assim, mal classificadas entre os 68 emblemas que, pelo menos, por uma vez disputaram a prova rainha do futebol português. O Lusitano de Évora é o 31º classificado. Soma 14 presenças e 364 jogos disputados com um saldo de 116 vitórias, 64 empates e 184 derrotas; em 35º lugar está o Campomaiorense, com cinco presenças, 170 jogos realizados, 48 vitórias, 34 empates e 88 derrotas; logo atrás, na 88ª posição O Elvas contabiliza 7 presenças, com 194 jogos disputados, 54 vitórias, 40 empates e 100 derrotas.

A bola já rola na relva

Os sete magníficos (e mais quatro) São sete os jogadores nascidos no Alentejo inscritos em clubes que disputam a primeira liga, o que representa cerca de 4 por cento do total de jogadores portugueses. Bem vistas as coisas, este número não anda muito longe da percentagem de habitantes nos distritos de Beja, Évora e Portalegre quando em confronto com o todo nacional – cerca de 5%. Mas, para além destes, há ainda dois treinadores e dois árbitros… O árbitro Paulo Baptista, de Portalegre, é o decano dos juízes do pontapé na bola. Com 175 jogos apitados na I Liga – um recorde entre os árbitros de 1ª categoria em actividade – iniciou-se em 1987, tendo subido ao primeiro escalão da arbitragem em 1996. Tem 40 anos e exerce a profissão de Técnico de Vendas. Devido à idade esta deve ser a última época no activo. Mas a Associação de Évora também está representada nos quadros da arbitragem. Luís Catita, 35 anos, agente da PSP, é um dos 25 árbitros da I Liga. Iniciou a actividade em 1995 e ascendeu à primeira categoria em 2009, tendo, até agora, apitado apenas 3 jogos nesta divisão. Foi 18º classificado na última época e, como curiosidade, diga-se que nos jogos apitados não mostrou nenhum cartão vermelho… Nos jogadores, Jorginho é o mais velho: tem 32 anos e alinha no

Paços de Ferreira como lateral esquerdo. Nasceu para o Futebol no Vasco da Gama, de Santiago do Cacém, terra de onde é natural. Em 2004/05 emigrou para o Modena, Itália, mas a experiência não não resultou. Regressou no ano seguinte sem ter sido utilizado uma única vez. Após mais uma época no clube da terra, transferiu-se para o Estoril, daí para Setúbal e, mais uma vez para o estrangeiro – Asteras da Grécia. Em 2009 foi para Paços de Ferreira onde este ano cumpre a sua terceira época. Ricardo Pessoa, lateral direito, 28 anos, natural de Vendas Novas, representa o Portimonense desde a época de 2005. Antes tinha alinhado pelo Vitória de Setúbal também na II Divisão. É, portanto, um estreante na I Liga. Não é o caso de Miguel Garcia. Este alentejano de Moura, foi lançado por Fernando Santos no Sporting, corria o ano de 2004. Em 2007, tentou a aventura italiana, mas uma lesão complicada quase que pôs um ponto final na sua carreira. Após um ano sem jogar, apareceu no plantel do Olhanense no regresso dos algarvios à divisão maior do futebol luso. No entanto, não acabaria a época a jogar para não descer, mas sim ao serviço do Braga e a tentar ser campeão. A saída de João Pereira para o Sporting, em Dezembro, abriu uma vaga no clube bracarense e Domingos Paciência lembrou-se de Miguel Garcia para ocupar o lugar de lateral direito. Resultado: vice-

campeão nacional e um lugar no acesso à Liga dos Campeões. No Dragão está Sereno, 25 anos, defesa central. Natural de Elvas estreou-se na III divisão ao serviço de O Elvas, em 2004. No ano seguinte rumou a Vila Nova de Famalicão e, em 2006 foi contratado pelo Guimarães onde permaneceu até meio da época de 2010. Em Dezembro transferiu-se para o Valladolid o que lhe serviu de trampolim para o FC Porto. Neste início de época não tem sido titular, mas numa equipa como a dos portistas, empenhados em várias frentes, de certeza que Sereno terá oportunidade de se mostrar ao mais alto nível. Quem ainda está em Guimarães e podia estar no Benfica é Tiago Targino, não fosse uma lesão de fim de época que resfriou o interesse do campeão nacional no extremo alentejano. Tiago, 24 anos, filho de um antigo profissional de futebol brasileiro que terminou a carreira nos anos 80 pelos campos de futebol do distrito de Beja, nasceu na capital do Baixo Alentejo, onde se iniciou na prática do futebol. Ainda com idade de juvenil foi para Guimarães onde permaneceu até aos séniores. Em 2008 foi cedido por empréstimo ao Manisaspor, da Turquia, mas acabou a época ao serviço do Renders, da Dinamarca. Após uma época emigrado reintegrou os quadros do Vitória, tendo dado nas vistas no campeonato e ao serviço da selecção de sub-23. Começa o ano ainda em recuperação.

Paulo Sérgio: um estremocense de Lisboa? Também nascido em Beja é João Aurélio. Tal como Targino, saiu cedo para as camadas jovens do Vitória de Guimarães, mas na primeira época de sénior foi dispensado ao Penalva de Castelo. O Nacional da Madeira percebeu o seu potencial e foi buscá-lo em 2008/09. Médio talentoso, integrou a selecção nacional de sub21e, no defeso, muito se falou na sua saída para um grande ou para o estrangeiro, mas tal cenário não se veio a concretizar. Brigues, 20 anos, natural de Alcácer do Sal, é o mais novo do contingente alentejano a evoluir na I Liga. Está há dois anos no Vitória de Setúbal. Na «classe» de treinadores Pedro Caixinha, 39 anos, natural de Beja, é o estreante surpresa na I Liga, à frente da União de Leiria substituindo Lito Vidigal. Iniciou-se como treinador na sua cidade natal, onde permaneceu de 1999 a 2003, nos escalões de formação do Desportivo de Beja. Depois disso, como adjunto de José Peseiro, no Sporting, no Pa-

nathinaikos, da Grécia, no Dínamo de Bucareste, da Roménia e no Al-Hilal e na selecção da Arábia Saudita. Também ele é um estreante na I Liga. Nos treinadores, Paulo Sérgio que foi anunciado como técnico do Sporting ainda antes da época de 2009/10 ter terminado, foi uma das transferência s mais badaladas. No entanto, apesar da sua ligação ao Alentejo ser inquestionável – e ser dado como natural de Estremoz por vários órgãos de comunicação social – na sua biografia oficial o seu local de nascimento é Lisboa. Uma coisa é certa: a sua família vive em Fronteira, local onde é visto amiúde e onde tem amigos de longa data. Começou a sua carreira como guarda-redes no Campomaiorense e terminou a defender a baliza do Olhanense, clube onde assumiu a direcção técnica, pela primeira vez, entre 2003 e 2006. Daí saltou para o Santa Clara (06/08), Beira-Mar (08), Paços de Ferreira (08/10) e, por fim, Vitória de Guimarães. A.F.


24 05 Agosto ‘10

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Évora

SEMANÁRIO

Redação

Tiago Cabeça e Magda Ventura, os primeiros signatários da petição em Defesa do Museu de Artesanato, decidiram mantê-la on-line apesar de já terem ultrapassado as 600 assinaturas. Em comunicado, a Associação Árvore de Pedra diz que “chegados às seiscentas assinaturas na petição on-line decidimos continuar a sua recolha e levar esta denúncia cada vez mais longe. A desinformação lançada à volta deste tema engana as pessoas durante algum tempo, promovendo a inevitabilidade de um “Moderno Museu de Design” neste espaço, mas quando informadas da verdadeira realidade deste assunto a indignação torna-se ainda maior. Contamos consigo também para, considerando-o justo, passar também a palavra”. Na petição, intitulada “Não encerremos o Museu de Artesanato de Évora”, escrevese que “mais que o evidente contrasenso de levar agora a cabo obras de adaptação a PUB

um edificio que esteve mais de década e meia em recuperação, reaberto ao público há pouco mais de dois anos, com inerentes pesados encargos para o contribuinte (cerca de um milhão de euros), esta iniciativa de fechar um Museu público de Artesanato, com um acervo de mais de um milhar de peças de valor histórico sem paralelo, para no seu lugar abrir um outro, particular e mais moderno, parece-nos, no mínimo, pobre”. Os signatários, apesar de manifestarem “total apoio à ideia de implantar na nossa cidade de Évora o Museu de Design – Colecção Paulo Parra” esperam que as autoridades competentes “ encontrem uma solução alternativa que permita não apenas abrir este mas manter o outro, devidamente enquadrados, cada qual no seu espaço próprio”. (Em http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer. aspx?pi=P2010N1721)

Sábado Max. 32 Min. 18

Sexta-feira Max. 34 Min. 17

Domingo Max. 32 Min. 17

Bicicletas para os mais novos

Em defesa do Museu de Artesanato

Petição ainda pode ser assinada na Internet

Quinta-feira Max. 32 Min. 17

Nesta Edição

3// Cursos Profissionais em Benavila

10// Terreno para

Centro de Saúde em Redondo

10// Observatório de Turismo do Alentejo a funcionar no próximo ano

02´ Setembro 10

Bikévora 2010 com novidades Redação

A 3ª edição do Bikévora vai decorrer este ano de 1 a 5 de Outubro mantendo todas as características que tornaram este evento desportivo no fim-de-semana mais “betetista” de Portugal. No que ao “Passeio da Família” diz respeito, previsto para o Dia da República, a principal novidade é a possibilidade dos mais novos poderem adquirir bicicletas específicas para a sua idade. Depois do sucesso das edições anteriores do “Passeio da Família”, em que a Câmara Municipal de Évora disponibilizou kits de inscrição com todo o equipamento necessário para a pratica do BTT de lazer, nomeadamente a bicicleta, capacete, camel bag, seguro… etc., este ano tal mantém-se, surgindo, no entanto, as bicicletas destinadas exclusivamente para crianças a partir dos seis anos (1º ciclo). De resto, o Bikévora 2010,

que volta a contar com o apoio dos diversos agentes desportivos do concelho que “trabalham com bicicletas”, irá oferecer uma série de actividades que serão do agrado dos amantes das bicicletas de todo-o-terreno e não só. Apesar do programa ainda não estar definido, a autarquia voltou assegurar a realização, no dia 1 (sexta-feira), do Passeio Nocturno pelo centro histórico da cidade, organizado pelo BTT Malagueira. No sábado (2 de Outubro) está previsto a realização do 1º Colóquio do Bikévora subordinado aos temas: Ergonomia na Bici-

cleta e Nutrição/Suplementação, promovido pelo Grupo Desportivo de Santo António (GDSA). Neste dia, terá ainda lugar (21h00/23h00) a 1ª Prova de XCO Urbano/Nocturno (cross/resistência). Para o domingo, os amantes do cicloturismo terão a possibilidade de participar num passeio pelo concelho de Évora, promovido pelo clube “Os Pedaleiras”, cujo principal objectivo é a divulgação/promoção do Passeio da Família do dia 5 de Outubro e das vantagens da prática desportiva regular em segurança, de preferência em bicicleta. O Bikévora irá terminar no Dia da República com o Passeio da Família, promovido pelo “Pára e Bebes”, estando a ser ultimado todo o processo de inscrição, em que voltam a estar disponíveis kits que incluem bicicletas, capacetes e camel bags, ou somente a inscrição. Dentro em breve o sítio da internet http://bikevora.cm-evora.pt/default.html revelará mais pormenores.

registo ED118  

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