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SEMANÁRIO

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Director Nuno Pitti | 10 de junho de 2010 | ed. 109 | 0.50 euros N.S. Machede

Alentejo

Estremoz

Évora

ETAR avariada há 9 meses

QREN com fraca execução

Câmara compra palácio

Equitação de nivel mundial

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Portugal joga terça-feira com a Costa do Marfim

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António Dieb ao REGISTO

Alentejanos de olho Évora no Mundial de Futebol está O Mundial arranca amanhã. Ao todo 64 jogos. Portugal só começa a campanha na próxima terça-feira, num jogo om a Costa do Marfim, que a RTP transmite às 15 horas, mas todos torcemos para que participe em sete destes 64 jogos. Tal significaria que a Selecção Nacional chegava à final. Se não está ou não pode ir à

Volta ao Alentejo termina domingo em Évora

África do Sul, não desespere, pois pode acompanhar o mundial pela televisão. RTP, SIC e Sportv garantem a transmissão dos 64 encontros. E há dias com três jogos. O que deixa adivinhar que durante o próximo mês a maior parte do tempo será passada frente ao ecrã.

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Freguesia de Nossa Senhora da Tourega

Évora

Parque Industrial 9

parada

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“Câmara também nos deve dinheiro”

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Casal espanhol traz para Évora “importante colecção” de escultura 16 PUB


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10 Junho ‘10

A abrir

Nesta edição do REGISTO uma das notícias mais surpreendentes é o do surgimento em Évora de uma nova galeria de arte, em que vai ser instalada uma notável colecção de escultura. Construída a partir dos anos 80 do século XX, aquela que é hoje considerada a mais importante colecção de obras de escultura figurativa e realista da actualidade, na Europa e nos Estados Unidos, por dois cidadãos espanhóis, vai ser deslocada para Évora , depois dos seus proprietários terem adquirido um edifício de grande qualidade em pleno Centro Histórico, que vai abrir em breve. Há cerca de dois anos que se sabia do desejo de Antonio Lopez e Eva Hernandez Calderón de instalarem em Évora o seu Museu de Escultura Figurativa e Realista Internacional Contemporânea (MEFIC). Agora, quase sem grande alarde público, surge a notícia deste novo espaço a ser inaugurado já no próximo sábado. É uma notícia importante para a cidade e para a região e que mostra a capacidade de atracção que Évora mantém, sobretudo no mundo da cultura e da arte. Exemplo disso é a instalação aqui, em Évora, desta colecção, mas também os projectos anunciados de instalação na cidade do Museu de Design - Colecção Paulo Parra e da anunciada transferência de Lisboa do Museu Nacional da Música para o Mosteiro de São Bento de Castris. A isto há a juntar a remodelação a que foi

Cartas ao Director Olivença, sem ambiguidade, pugna pela sua integração na Lusoifonia. António Marques

É assim que, no próximo sábado, 12 de junho, levar-se-á a cabo em Olivença a primeira edição das “Lusofonias”, espaço dedicado à cultura do âmbito dos países de língua portuguesa. As “Lusofonias” nascem com a vocação de ser um ponto de encontro e difusão das mais diversas manifestações culturais das quais poder fruir, vitalizando as raízes portuguesas de Olivença e fomentando a aproximação a Portugal e aos países de herança lusa.

www.egoisthedonism.wordpress.com

Carlos Júlio

“Petiz Villas Boas”

Pedro Henriques Cartoonista

Crónica Editorial

sujeito o Museu de Évora, tornando-o mais atractivo e mais convidativo para o público em geral. Neste número do REGISTO outro dos destaques vai para a entrevista que publicamos com o vereador da Câmara de Évora, António Dieb. Eleito pelo PSD, o sentido do seu voto determina quase sempre a construção de maiorias no executivo camarário. É uma entrevista na qual se passam em revista todos os temas que estão em debate na cidade e a que o vereador socialdemocrata, que é também o líder da Federação Distrital do PSD, não foge a nenhuma pergunta, revelando um conhecimento muito completo dos mais diversos dossiers. A esta entrevista vai-se seguir uma outra, na próxima semana, ao vereador da CDU, Eduardo Luciano, já marcada. Na semana seguinte, o entrevistado será José Ernesto Oliveira, esperando o REGISTO que o presidente da Câmara Municipal de Évora aceite o convite que já lhe foi endereçado. Num momento particularmente complexo da vida do país e do município, em que as dificuldades financeiras e económicas já originaram cortes em muitos sectores, fazendo com que a qualidade de vida de muitos cidadãos esteja em risco de se agravar, este ciclo de entrevistas sobre a realidade autárquica de Évora é importante para se construírem ideias partilhadas e se estabelecerem prioridades, só possíveis de acontecer quando houver um conhecimento mais detalhado da situação e dos desafios que se vão colocar a curto e a médio prazo. Ao país. À região. À cidade. E a todos nós.

Efeméride O Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil Comemora-se todos os anos a 12 de Junho, e tem como objectivo a conjugação de esforços do movimento global para eliminar o trabalho infantil. Destaca os perigos e os riscos que muitas crianças trabalhadoras enfrentam ainda muito jovens e as políticas necessárias para lutar contra o trabalho infantil. O Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil será assinalado em todo o mundo com actividades destinadas a sensibilizar a sociedade para a Educação enquanto resposta certa contra o trabalho infantil. Hoje, mais do que nunca, as crianças precisam de uma educação e formação de qualidade, que lhes forneçam as competências de que necessitarão para serem bem sucedidas no mercado de trabalho.

Organizado pela associação cultural “Além Guadiana” com a colaboração da Câmara Municipal de Olivença, a Aderco (Associação para o Desenvolvimento Rural da Comarca de Olivença) e a Junta da Estremadura, terá lugar no Passeio Grande (antigo Terreiro do Chão Salgado) e contará com atividades de teatro, música, literatura e animação de rua, entre outras, que se desenvolverão durante todo o dia e até a meia-noite. Paralelamente e ao longo de toda a jornada, haverá uma zona expositiva reservada a artesãos, à gastronomia e a instituições do espaço lusófono, bem como trabalhos ao vivo e animação por parte de agrupações musicais de Portel. Às 10:30 h proceder-se-á à inauguração das “Lusofonías” e a um simbólico ato de apresentação das placas em português das ruas mais antigas da localidade, cujos nomes ancestrais acabam de ser recuperados, um ato que vai

contar com a presença do presidente das câmaras municipais de Olivença e Tálega, Manuel Cayado e Inmaculada Bonilla, de representantes políticos locais e do presidente da Junta de Extremadura Guillermo Fernández Vara. A seguir, os gigantes e cabeçudos dos “Gigabombos do Imaginário” animarão as ruas da cidade antes de passar a um dos atos mais importantes da jornada, a Leitura Pública Contínua em Português, na qual participarão oliventinos de todas as idades lendo ou recitando na língua de Camões. A manhã será encerrada com o folclore de La Encina de Olivenca e das Cantadeiras de Granja. À tarde, às 17:30 h, será projetada no Espacio para la Creación Joven o filme O Leão da Estrela, e haverá atividades de animação nas ruas, e às 19:30 h. uma atuação dos alunos de português da escola pública Francisco Ortiz. As atividades continuarão com o con-

ta-contos “Estória da Galinha e do Ovo” e, como encerramento, o concerto “O Canto dos Poetas”, ambos interpretados pela associação eborense “Do Imaginário”. Criada há mais de dois anos para promover a cultura portuguesa em Olivença, nas suas aldeias e em Táliga, a associação Além Guadiana foi impulsionadora de diversas iniciativas no campo da língua, das tradições e, enfim, da cultura imaterial duma terra de rica história partilhada. Realizadas só dois dias depois do Dia de Camões em Portugal, as Lusofonias, que apresentam na sua imagem promocional referências a ícones como Amália Rodrigues, Fernando Pessoa e Vasco da Gama, pretendem reivindicar que Olivença também pertence ao espaço cultural lusófono. (consulte-se: http://alemguadiana.blogs.sapo.pt/94560.html#cutid1 )

Neste jornal alguns textos são escritos segundo o Novo Acordo Ortográfico e outros não. Durante algum tempo esta situação irá manterse e as duas formas de escrita vão coexistir. Tudo faremos, no entanto, para que no mais curto espaço de tempo se tenda para uma harmonização das formas de escrever no Registo, respeitando as regras do Novo Acordo


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Destaque Portugueses há-os em todo o lado. Pelos cinco cantos do mundo. Só em Joanesburgo vivem cerca de meio milhão de portugueses. Isto significa que quando Portugal subir ao relvado neste Campeonato do Mundo da África do Sul, as bancadas devem estar de verde/rubro vestidas. É quase como jogar em casa. Pode Portugal aspirar ao título?

Bravo Nico

Portugal estreia-se na terça-feira

Deputado do PS

Jogar em casa no país de Mandela Paulo Nobre

A lesão de Nani e a sua dispensa da Selecção nacional portuguesa era assunto de primeira página em nove jornais portugueses na quarta feira, o que espelha importância da perda de um jogador considerado fundamental na manobra da equipa de Carlos Queiroz. Talvez influenciados pelos títulos dos jornais, não é por acaso que quase todos os participantes no inquérito de rua realizado pelo REGISTO referem a saída de Nani, quase todos com preocupação. Surpreendente, a chamada de Rúben Amorim para substituir Nani. Mas isso são problemas para o seleccionador. Para os portugueses, independentemente

dos nomes impressos nas camisolas, interessa uma boa classificação de Portugal, tanto mais que se vivem tempos conturbados e uma boa campanha no Mundial – à semelhança do título do Benfica, este ano – pode bem amenizar a carga de impostos e as incertezas a que os trabalhadores portugueses estão e vão estar sujeitos este ano. Portugal inicia a caminhada na África do Sul na terçafeira, 15, às 3 da tarde, na cidade de Durban. A Costa do Marfim, de Didier Drogba (ainda em dúvida devido a lesão contraída a dias do Mundial), treinada por Sven-Göran Eriksson, um velho conhecido dos ben-

fiquistas, será o primeiro adversário no relvado do estádio com o nome de Moses Mabhida, homenagem ao antigo líder comunista sul africano, já falecido. Seguir-se-á a Coreia do Norte, a 21, na Cidade do Cabo e o Brasil a 25, novamente em

Durban. A verdade é que a tarefa não se afigura fácil, apesar da moral estar agora em alta após a vitória por 3-0 frente a Moçambique no último ensaio pré-Mundial. A esperança está inteiramente depositada nos cracks Cristiano Ronaldo, Simão, Deco e agora também Danny, o luso-venezuelano que parece estar em bom momento de forma. À partida para este mundial africano, a grande pergunta é: Pode Portugal ser campeão do Mundo? A esta Mourinho já respondeu do alto da sua sobranceira sabedoria: “Nem que Ronaldo jogue a mil à hora”. E se Mourinho o diz…

Vou seguir o Mundial na medida das possibilidades. Sempre que os trabalhos trabalhos parlamentares permitirem irei acompanhar os jogos. É claro que seguirei com particular interesse todos os jogos da nossa Selecção, a começar já na próxima semana com a Costa do Marfim. Espero que Portugal faça uma boa campanha, que a equipa se transcenda e envie uma grande mensagem de força, de estímulo a todos os portugueses nestes momentos particularmengte difíceis. Muito sinceramente, espero que a Selecção Nacional traga a taça para Portugal.

Luís Capoulas Deputado do PSD

Das duas uma: em tempo de crise ou tem dinheiro para comprar outra televisão, ou há problemas lá em casa. Há ainda uma terceira hipótese: não vê o Mundial. É que as transmissões televisivas garantem a totalidade dos jogos do Mundial sul africano, isto se tiver Sportv. E nenhum dos canais abdicou neste intenso

período futebolístico de apresentar as tradicionais novelas. É, aliás, na televisão que o mundo assiste ao sonho africano. Durante um mês os canais portugueses servem uma boa dose de, espera-se, bom futebol. RTP, SIC e Sportv são os canais portugueses com direitos de transmissão dos jogos.

Assim, a RTP garante a transmissão de todos os jogos de Portugal além de mais treze jogos da primeira fase. A SIC tem os direitos de transmissão de 16 jogos durante a primeira fase. Já nos oitavos de final a RTP transmite quatro jogos e a SIC dois. Quartos de final, meias finais, final e apuramento do

terceiro, são todos na RTP. Os restantes encontros estão reservados à Sportv. Significa isto que até 11 de Julho, dia da final, a televisão portuguesa transmite nada menos que 64 jogos do Mundial. Mais de 240 horas de futebol – porque não entram nestas contas os prolongamentos dos jogos.

Inquérito: Ana Garcia Fotos: Luís Pardal

José Carlos, 58 anos Técnico de Contas, Évora

António Varela, 67 anos Reformado (Soldador), Arraiolos

Maria Fernanda Macarrão, 41 anos Desempregada/ Estudante, Évora

Luís Mendes, 21 anos Estudante, Évora

Maria Isabel Matos, 46 anos Agente de Seguros Évora

Já que os jogos são à tarde, só vou ver se não estiver a trabalhar. A selecção portuguesa tem algumas hipóteses de ganhar… Mas não tenho grande fezada. Não gosto de nenhum jogador em especial, mas sim da selecção toda. O Nani era quem estava em melhor forma, o único jogador que se destacava para este Mundial… A selecção vai ressentir-se muito. Acho que a Espanha é a equipa que tem mais hipóteses de ganhar, embora não a tenha acompanhado muito nos últimos tempos.

Vou seguir o Mundial porque gosto de ver os jogos, mas acho que Portugal não tem hipóteses de ganhar este ano. Não vejo especial valor em nenhum jogador e também não é o Ronaldo o meu preferido. Ele penteia-se, até joga mas falta qualquer coisa. Talvez daqui a uns anos possa ser o que ainda não é. Mesmo assim o jogador que sobressaía mais era o Nani. Agora sem ele a equipa vai sentir uma grande baixa. Na minha opinião, as equipas que têm hipóteses de ganhar este Mundial são Espanha ou Brasil.

Ainda não sei se vou seguir os jogos do Mundial, mas acho que sim. O Deco ou o Cristiano são os meus favoritos, embora ache que o Nani seja uma perda para a equipa. Não gosto muito de discutir futebol, jogadores ou equipas, mas sou adepta da selecção e do Benfica. Se não ganhar Portugal, acho que o Brasil tem hipóteses de ganhar.

Talvez só siga os jogos de Portugal neste Mundial. Acho que a selecção portuguesa tem hipóteses de ganhar embora seja complicado. Eles têm jeito para jogar mas nem sempre dão tudo em campo. Não acho que se destaque nenhum jogador em especial, nem acho que o Nani seja uma grande perda.

Vou seguir os jogos de Portugal no Mundial e acho que temos hipóteses de ganhar se trabalharmos para isso. O meu jogador preferido é o Nani e mesmo tendo pena de ele não jogar, acho que a equipa vai ficar equilibrada. Na minha opinião o Brasil também tem muitas hipóteses de ganhar este Mundial.

Vou seguir os jogos da nossa Selecção. Sou o que se pode chamar um pequeno, médio aficionado o que significa que não sou um doente pelo futebol. Mas acompanho com interesse os jogos de Portugal. Penso que a Selecção deve cumprir os mínimos que é passar a primeira fase. Depois disso é muito difícil. Realisticamente penso que não podemos ambicionar mais que isso. Temos uma fraca capacidade de finalização e contra defesas mais organizadas temos dificuldade em fazer golos, isso compromete as nossas aspirações. Mesmo assim acho que podemos chegar às meias-finais.

José Soeiro

Deputado do PCP Gosto de ver um bom jogo, não sou um adepto fanático. Naturalmente que, como todos nós, vou acompanhar o Mundial e claro que vou seguir os jogos de Portugal. Todos desejamos que a Selecção faça um bom Mundial, que consiga ultrapassar as suas dificuldades de modo a chegar longe. Acho que têm de trabalhar muito para ultrapassar os adversários. Se conseguirem podem chegar longe. É difícil, muito difícil, mas pode ser que consigam.


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10 Junho ‘10

Opinião

Capoulas Santos Eurodeputado

Politicos a mais, ou politicos a menos? Para uns, são de mais. Para outros, são de menos. Pode parecer um paradoxo mas identifico-me com as duas posições. Podem ter alguma razão aqueles que dizem que os deputados da Assembleia da Republica poderiam ser um pouco menos dos que os 230 actuais. E talvez pudessem ser menos os deputados das Assembleias Legislativas dos Açores e da Madeira (actualmente 56 e 47, respectivamente), que até auferem o mesmo vencimento dos seus congéneres nacionais. Talvez sejam igualmente em demasia os

Carlos Sezões Gestor/Consultor

Economia explicada às crianças (e a alguns adultos que teimam em não perceber) Parece que, no último mês e meio, o País acordou para a sua (trágica) realidade económica-financeira. Em bom rigor, não sucedeu nada que muitos não tivessem, em devido tempo, avisado. Ao contrário do que se diz por aí, o mundo não mudou nestas duas semanas. Todos os ingredientes já cá estavam, camuflados por uma sofisticada cosmética ou menosprezados caso fossem demasiado evidentes. O peso do défice, da dívida soberana, da dívida dos privados, o desequilíbrio entre PUB

Vereadores das Câmaras, os membros das Assembleias Municipais ou até das Assembleias de Freguesia. Talvez tenhamos até freguesias e municípios a mais. Por outro lado, considero que temos a menos uma segunda câmara no Parlamento, como sucede na grande maiorias das democracias. Um Senado da Republica que corrigisse a desigualdade de representação entre distritos grandes e pequenos (Lisboa elege 47 deputados e Portalegre 2). A representatividade politica de uma região não pode aferir-se apenas por critérios demográficos. Um Senado em que, por exemplo, cada distrito e região autónoma elegesse 2 senadores. Teríamos pois 40, a que poderiam juntar-se os ex-presidentes da república e exprimeiro-ministros que não ocupassem outros cargos, 5 neste momento, dando-lhes um espaço institucional de intervenção e aproveitando a sua experiência e sabedoria politica em prol do país. O número de deputados poderia ser assim diminuído num número equivalente aos de senadores a criar, perpagamentos e recebimentos ao exterior caem agora em cima das nossas cabeças…mas são realidades consolidadas nos últimos 10 anos. Mas, não obstante, algumas almas caridosas (inconscientes?) continuam a clamar contra as medidas de emergência agora tomadas e a defender, com uma paixão próxima do fundamentalismo, o papel do Estado, através do investimento público e do reforço das prestações sociais. Apenas dois números para percebermos para onde vamos se continuarmos neste caminho: estudos demonstram a dívida pública em % do PIB deverá duplicar para cerca de 125%(!) do PIB em 2013 e a taxa de crescimento real deverá manter-se travada numa média anual de 1,6% até 2025 (não sendo, pois, suficiente para criar emprego). Vamos então a algumas questões que deviam ser mais evidentes para todos: •Um País, tal como uma família ou uma empresa, não pode gastar continuamente para além da riqueza que

mitindo concretizar uma reforma parlamentar ampla, mais democrática e respeitadora da solidariedade e coesão territoriais, a custo zero para o erário público. Também penso que temos órgãos regionais a menos. Cinco governos regionais e outros tantos parlamentos regionais no continente, fazem falta. A proximidade com os eleitores implicaria uma administração mais eficaz e uma maior racionalização na utilização dos instrumentos para o desenvolvimento, incluindo os financeiros. E uma sã competição entre regiões só traria efeitos positivos. O número de novos cargos políticos a mais que a regionalização implicaria poderia ser compensada com a redução do número de deputados das regiões autónomas, do número de autarcas e até da redução do número de freguesias e de municípios. Também esta reforma poderia ser realizada com neutralidade financeira, isto é, sem qualquer acréscimo adicional de despesa pública. Veio-me este tema a propósito da observação da “crise”, numa outra pergera; pode faze-lo pontualmente, para reanimar a economia, mas não durante uma década, como acontece connosco. •Criar riqueza consiste em gerar valor acrescentado com produtos e serviços transaccionáveis no exterior (tecnologia, consultoria, equipamentos, produtos manufacturados, etc); investir em infra-estruturas em Portugal que, para a sua realização, necessitam de aquisição de recursos externos e não demonstram ter capacidade de dinamizar a economia nacional, não é opção…é tolice. •Incrementar a produtividade e, consequentemente, a competitividade e as exportações é o único caminho possível para sairmos da estagnação; para tal, é preciso fazer mais com menos custos – pressupõe pessoas qualificadas, empenhadas e…resultados no final de cada mês; •Reduzir custos passa, essencialmente, por tornarmos o Estado mais eficaz, que necessite por isso, de menos impostos; o Estado até poderá efectuar

spectiva. A história demonstra-nos que as grandes reformas sempre se fizeram em contexto de crise económica ou social ou de ruptura politica. Não estando, felizmente, à vista a segunda, a democracia tem defeitos mas é melhor do que qualquer outro sistema político conhecido, porque não aproveitar a primeira? Sobretudo num momento em que, por capricho do calendário politico, o parlamento está investido de poderes de revisão constitucional? Uma vez que, de “cima”, ninguém se parece lembrar disto, a não ser para defender demagogicamente a redução de duas ou três dezenas de deputados como remédio para os problemas financeiros do país, porque não, lançarmos nós, a partir das Regiões, um grande movimento cívico para impulsionar uma grande reforma do Estado, mais do que nunca necessária e oportuna? Por mim, estou disposto a pôr de lado a minha bandeira partidária e partir para esta luta, com empenho e convicção. Há por aí mais alguém disponível para tal? mais investimento (escolas, infra-estruturas logísticas, hospitais, centros de investigação) e ter mais benefícios sociais para quem precisa – basta, para tal, reduzir o seu imenso desperdício em custos de funcionamento. O caminho não me parece, pois, difícil de descortinar. Resta-nos esperar que, nos principais cargos políticos, hajam protagonistas corajosos e determinados para implementarem o que é necessário. Neste contexto, duas notas finais, de preocupação e desilusão. Um já assumido candidato à Presidência da República apresenta como grande mensagem na área económica um novo modelo financeiro alternativo mundial como isso, só por si, curasse a nossas debilidades. Como segunda nota, lembrei de um Presidente da República, há uns bons anos, no exercício das suas funções, ter avisado o governo e o país que “há mais vida para além do défice”. Pois há…pois houve…mas como todos nós sabemos hoje, não tem sido grande coisa!


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Évora Nossa Senhora de Machede

Descargas sem tratamento poluem a água que Évora bebe José Pinto de Sá

A empresa Águas do Centro Alentejo está a fazer obras na ETAR de Nossa Senhora de Machede há 9 meses, e todo o fluxo de esgoto, antes tratado nessa estação, é vertido para a ribeira que desagua na barragem do Monte Novo, de onde vem a água que bebemos. Com a chegada do calor e a diminuição de caudal, a Ribeira de Machede apresenta-se, por estes dias, visivelmente poluída. Localmente não existe qualquer dístico alertando para o facto de as águas estarem contaminadas, mas a Reportagem do REGISTO constatou que o curso de água liberta mau cheiro, e que são visíveis os detritos acumulados por decantação. Isto apesar da intensa pluviosidade ter arrastado grande parte do esgoto produzido para a albufeira do Monte Novo. Sendo do Monte Novo que provem toda a água consumida no concelho, os despejos na Ribeira de Machede constituem uma ameaça para a saúde pública. O presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de

Machede, José Piteira, confirmou terça-feira ao REGISTO essa situação, que deplora. Segundo o autarca, as obras na ETAR “têm-se prolongado”, e “as máquinas estão paradas”, porque “falta um ventilador”. José Piteira diz que a Junta tentou que a Águas do Centro Alentejo bombeasse a água para a ETAR de Évora em vez de a despejar na ribeira. Porém, a tentativa não teve frutos e as descargas prosseguiram, poluindo a ribeira e a albufeira do Monte Novo, que abastece de água todo o concelho. “Nunca fui apologista da privatização das águas”, comentou José Piteira, concluindo: “Se fosse uma câmara a fazer as obras, há muito que isto estava pronto”. O REGISTO contactou a Águas do Centro Alentejo no sentido de ouvir os pontos de vista da empresa, concessionária do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento que abrange os concelhos de Alandroal, Borba, Évora, Redondo e Reguengos de Monsaraz. Em resposta, a Águas do Centro Alentejo esclareceu que “a ETAR de N. Sra. de Machede

Os esgotos correm sem tratamento para a barragem do Monte Novo

está a sofrer obras de remodelação/ampliação, de forma a permitir que esta infra-estrutura consiga dar resposta aos actuais requisitos legais de descarga de águas residuais na linha de água”. “Dada a dimensão da intervenção em questão, tornavase impossível manter em simultâneo o sistema actual a funcionar, uma vez que todos os órgãos do processo estão a ser alvo de reabilitação”, informou terça-feira Sofia Serranito, do Gabienete de Imagem e Comunicação da empresa.

“Desta forma, foi necessário colocar o efluente produzido em by-pass (descarga directa na ribeira), sendo este um procedimento normal nestas situações, e devidamente autorizado pela Administração Regional Hidrográfica do Alentejo (ARH-Alentejo)”. A empresa anunciou ainda que está presentemente em curso a “instalação dos últimos equipamentos mecânicos”, estando “prevista a entrada em arranque desta infra-estrutura para o final do mês de Junho”.

Câmara de Évora faz balanço positivo José Pinto de Sá

Contrariando as críticas à mudança de local da Feira do Livro, a vereadora Cláudia Sousa Pereira referiu os resultados de um inquérito promovido pela autarquia e incidindo sobre 58 visitantes.

Dos inquiridos, 78 por cento preferiram a nova localização, no Largo 1º de Maio, contra 22 por cento que preferiam a Praça do Giraldo. Quanto ao programa de animação da Feira, terá merecido a aprovação de 58 por cento dos visitantes inquiridos. Quinze por cento não gostaram e os restantes não responderam ou consideraram que a animação era “irrelevante” num certame dedicado à literatura. Em resposta às críticas de falta de publicidade que terão estado na base da quebra no

O presidente da Câmara Municipal de Évora já presidiu ontem, quarta-feira, à habitual reunião pública da autarquia. José Ernesto Oliveira já está recuperado da operação, realizada em finais de Maio, e regressou à Câmara na passada segunda-feira. Numa informação interna, distribuída aos funcionários da autarquia, o presidente agradeceu todo o apoio e desejos de melhoras que lhe foram endereçados durante o período em que esteve ausente da Câmara

Manuel Alegre não veio a Évora

Feira do Livro 2010

Encerrada a Feira do Livro 2010, a Câmara de Évora admite fraquezas mas faz um balanço positivo do evento, garantindo que mais de três quartos dos visitantes preferiram a nova localização, no Largo 1º de Maio.

José Ernestro voltou á Câmara

número de visitantes, a vereadora concedeu que apenas 47 por cento dos visitantes tiveram conhecimento da realização da Feira no Largo 1º de Maio através de “publicidade institucional”, contra 53 por cento que souberam por outras vias, ou simplesmente porque passaram pelo local. Cláudia Sousa Pereira também mencionou, como aspecto negativo desta edição, a qualidade das barracas, que “não correspondia ao cader-

no de encargos”, e anunciou que vai reclamar. Embora admitindo que muitos livreiros não gostaram da mudança, a vereadora considera que “vale a pena investir mais esforços” no novo local, que oferece “melhores condições de acessibilidade e parqueamento”. Defendeu que os comerciantes do Largo 1º de Maio “irão habituar-se” à presença do evento, melhorando os serviços que oferecem.

Ao contrário do que o REGISTO tinha noticiado há uma semana, não se realizou o jantar-debate com Manuel Alegre, marcado para a passada terça-feira, dia 8 de Junho. O jantar esteve confirmado, mas numa mensagem colocada na página do Clube Eborense (entidade que tinha anunciado a vinda do candidato presidencial a Évora), no Facebook, já depois do fecho da última edição do REGISTO, pode ler-se que “lamentamos informar mas Manuel Alegre cancelou a sua participação no jantardebate do Clube Eborense marcado para dia 8 de Junho. O motivo alegado foi o de agenda, pelo que resta-nos adiar, procurando uma data mais oportuna”. O clube Eborense já organizou anteriormente um jantar-debate com Fernando Nobre, que apesar de candidato às presidência, esteve em Évora como autor de um livro dedicado à Solidariedade Social.

Avis “preocupada” com redução de verbas O presidente da Câmara de Avis Manuel Coelho (CDU), está “preocupado” com a redução de verbas do Estado para as autarquias, indicando que vão ocorrer cortes em áreas como a cultura, associativismo e educação. “Dificilmente vamos conseguir assegurar as actividades de enriquecimento curricular no início do ano”, disse o autarca, ouvido pela agência Lusa. “A partir de setembro, o transporte escolar e o fornecimento de refeições a crianças, são serviços que estão em causa. Não sei se vou conseguir assegurar estes serviços à comunidade escolar”, acrescentou Manuel Coelho, explicando que o município vive uma situação financeira “debilitada” e que os cortes orçamentais por parte do Estado vão também afetar outras áreas, tais como a “cultura, o associativismo e ação social”. De acordo com o autarca comunista, o distrito de Portalegre recebeu na última transferência de verbas do Orçamento do Estado (OE) 84,3 milhões de euros e prepara-se agora para receber 81,1 milhões de euros. Por sua vez, o município de Avis recebeu na última transferência de verbas cerca de seis milhões de euros e passa agora a receber 5,7 milhões de euros, sofrendo desta forma um corte superior a 226 mil euros.


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Opinião

Luís Martins

Educar a todo o espaço

A intenção do Governo de encerrar as escolas do primeiro ciclo do ensino básico com 20 alunos ou menos está neste momento na ordem do dia. Este é, aliás, o segundo andamento de uma outra decisão governamental, já mais antiga, na sequência da qual encerraram algumas largas centenas de escolas com menos de 10 alunos. Em qualquer caso, a intenção é fechar e para tanto, designa-se um número mágico que balize os intentos. Esse valor costuma ser transferível: numa primeira fase, o Governo entendeu não financiar cursos de licenciatura no ensino superior com menos de 10 admissões anuais; esse número passou também para 20, mais recentemente. Poupa-se assim no trabalho de inventar números mágicos: reciclam-se. A inflação dos valores é fruto do tempo e do desespero orçamental. Assevera o Governo que a decisão tem unicamente critérios de natureza pedagógica, mas a situação económica e financeira em que o país vive e a elucidativa proximidade desta intenção com a aprovação de um pacote de medidas de austeridade no âmbito do PEC, fazem

Maria de Lurdes Vacas de Carvalho

Economista, vereadora na CM de Montemor-o-Novo

O claro e o escuro das políticas locais Nem sempre o que parece, é. Questionamo-nos porque está o Alentejo tão em desvantagem com outras regiões, quando se fala de desenvolvimento? Encontramos algumas causas – Porque é uma região de grande extensão geográfica mas de terrenos na sua maioria pobres, que conduzem a um fraco índice de povoamento – Porque ocupa uma extensa faixa do designado território interior do país, sendo por isso menos atractiva – e por aí fora um sem número de desvantagens comparativas. Eu diria que, para além de tudo isto, tem duas causas que não podemos ignorar: 1ª -O Alentejo teve um processo de reforma agrária que destruiu irremediàvelmente a frágil economia rural da região, que nunca se recuperou – 2ª - A maioria das suas autarquias foi, infelizmente e durante muitos anos de pendão comunista, afastando com isso empresas, empresários e possibilidades de emprego, que são a principal base para o desenvolvimento e para a fixação da população. Vem isto a propósito da questão sobre

com que esta medida seja como o algodão – não engane. É óbvio que a razão deste projecto governamental é financeira; a intenção é poupar, como já se fez com o encerramento de outros serviços públicos nas áreas, por exemplo, da saúde e da justiça, levando a uma rarefacção da sua oferta no interior do país e áreas rurais e à consequente concentração no litoral e zonas urbanas. Acontece que a decisão cega e descontextualizada de encerrar a eito serviços públicos, obedecendo a um único critério numérico pode trazer consequências nefastas para as populações afectadas e para o país, sobretudo em áreas tão sensíveis e nevrálgicas como a saúde e a educação. Falamos da vida e da organização familiar das pessoas, da sobrevivência enquanto tal do espaço rural e do interior e de uma ameaça à já tão debilitada coesão territorial do nosso país. As medidas agora preconizadas parecem ter esquecido completamente os principais interessados, os agentes e parceiros no processo educativo e assegura-se que serão tomadas em conjunto com as autarquias. A tese, defendida pelo primeiro-ministro, segundo a qual a alegada maior taxa de insucesso escolar em escolas com menos de vinte alunos sugere, de imediato que estas tenham de fechar, reencaminhando os alunos para centros escolares de maiores dimensões, parece-me ainda por demonstrar. Em primeiro lugar, porque esta avaliação é feita com dados em bruto, aos quais falta pesar os factores sócio-culturais e sócioeconómicos dos meios em que abundam

este tipo de escolas e daqueles em que elas praticamente não existem. Em segundo lugar, porque esta é uma visão estática do problema: encerrar escolas que constituem serviços de proximidade, obrigando os alunos percorrer alguns quilómetros diariamente para frequentar as aulas, não beneficia certamente o seu desempenho escolar. Pelo contrário, uma intervenção pedagógica dedicada que enfrentasse as especificidades dos meios onde há dificuldades de aprendizagem seria o caminho. É no triângulo professor-aluno-família que a parte mais substancial do problema se joga. No concelho de Évora, o projecto governamental de concentração de alunos em centros escolares de dimensão mais elevada terá repercussões assinaláveis. Disso mesmo já o Direcção Regional de Educação deu conta aos autarcas locais: pretende-se encerrar as escolas do 1º ciclo do ensino básico de Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora da Boa-Fé, Torre de Coelheiros e S. Miguel de Machede. Algumas outras, como as de S. Sebastião da Giesteira ou Nossa Senhora de Tourega (Valverde) não encerrarão apenas porque previsivelmente receberão alunos de outras, cujo destino será fechar. Importa dizer que algumas destas escolas foram recentemente intervencionadas, requalificadas (Nossa Senhora de Guadalupe, por exemplo) e que muitas interagem com outras estruturas de apoio social garantindo sustentabilidade a um todo necessário à freguesia. Mas sobretudo a sua presença e actividade constitui uma âncora que liga cada aglomerado à terra onde se

encontra implantada. Encerrar estas escolas (e da forma maciça como se prevê) é mais um passo para a desertificação, para o esquecimento e para a petrificação do espaço rural concelhio. Évora é uma cidade que só existe da forma que a conhecemos porque possui este espaço rural que a envolve. A ruralidade é uma marca central da sua identidade, existe logo ali, espreita pelas ruas mais citadinas, entra-nos pelos bairros dentro. O espaço rural em torno da cidade de Évora, as suas freguesias rurais, constituem alicerces que a sustentam. O equilíbrio deste território depende em grande medida da vitalidade destas localidades. Subtrair-lhes um espaço de educação e ensino dedicado aos jovens é atentar contra essa vitalidade. E o que mais choca neste processo é a atitude passiva e subserviente da maioria socialista da Câmara Municipal, reduzida a uma correia de transmissão, a um pombo-correio das intenções do Governo. Sem um gesto, sem uma palavra para com os munícipes afectados, sem um assomo de reacção na defesa do equilíbrio do território que gere. Ela que, segundo o próprio Governo poderia e deveria ter um papel activo na decisão final sobre este tema. Foi assim na aceitação célere e quase acrítica do contrato de execução de transferência de competências no ensino básico, sem cuidar do interesse municipal. É assim agora! Esperava-se mais de uma autarquia que se autoproclama defensora do ensino, esperava-se mais da gestão municipal de uma cidade educadora.

a incapacidade de desenvolvimento do meu concelho, uma das poucas autarquias do Alentejo ainda de pendão comunista e muito ortodoxo, ou melhor, das razões que o impedem. Qualquer facto ou acontecimento menos favorável tem, nas explicações deste executivo comunista, uma génese nos conspiradores da direita, o grande capital, ou nos malefícios das políticas governamentais, seja qual for o Governo. Em última análise, a explicação será a de que a democracia não está a funcionar e é preciso sair de novo á rua, clamar, gritar, levantar o povo!. Falta o saneamento básico eficaz na maioria das suas freguesias rurais e na própria sede de concelho? Culpa-se o Governo (?) porque não financia um sistema à medida, diferente do que se criou numa legislação que, em seu entender, favorece acordos com a grande empresa pública do sector, capitalista, e as consequências decorrentes desse acordo podem traduzir-se em aumentos do custo da água. Demagogia pura que se traduziu num atraso estrutural de quase 10 anos, em que quase nada se investiu nesta área, em que muito se poluiu e polui, cobrando-se entretanto uma tarifa de água já considerada por alguns como uma das mais caras do país. As estradas municipais estão em mau estado e há petições online a pedir publicamente a sua manutenção? A culpa é da nova Lei das Finanças Locais que reduziu drasticamente as receitas e impede a realização de investimentos. O desenvolvimento não acontece com um simples estalar de dedos? Culpam-se as políticas nacionais, porque ao nível local não se pode, não se sabe ou não se quer to-

mar medidas que o favoreçam. A toda a hora e a qualquer propósito surge um protesto escrito, um comunicado à população, um toque a rebate de indignação contra tudo e todos, porque as tais medidas conducentes ao desenvolvimento não são uma realidade. Em vez do diálogo que se reitera mas não se procura, com as entidades competentes e com responsabilidade na matéria, reclama-se. Em vez da busca de um acordo com as inerentes exigências e cedências, grita-se e agita-se o povo. Mas nada acontece, as pessoas cansamse de esperar, os acontecimentos seguem o seu rumo e o concelho, esse, continua à espera do desenvolvimento económico e do emprego como se de D. Sebastião se tratasse. Esta semana tivémos na agenda da sessão pública de reunião de Câmara Municipal mais 3 moções de repúdio: uma pelo encerramento de escolas, já há muito de tal ameaçadas; outra pelo encerramento de um posto de saúde, também há muito de tal ameaçado; e uma última de rejeição pelo conteúdo do PROT Alentejo e porque a posição antes defendida pelos representantes da autarquia na Comissão de Acompanhamento da elaboração do Plano, não logrou vingar. Sem pôr em causa a justeza das posições, nas duas primeiras questões porque os encerramentos propostos prejudicam seriamente os munícipes envolvidos, e na última porque uma convicção, neste caso a de quem a defendeu, é para se levar por diante se se acredita efectivamente nela, apesar de eu pessoalmente não acreditar nem

comungar das posições dos representantes da CDU, mas entender e achar normal e saudável que defendam aquilo em que acreditam, pergunto-me, ainda assim, se é desta forma e com protesto escrito para consumo interno, leia-se para a acta, que se chega ao pretendido. Pergunto-me se é coerente protestar com as regras da ditadura da maioria permitida pelo actual regime democrático (também não aprecio as medidas propostas, mas o povo português votou nestes governantes, autorizou-os para a governação, e só novas eleições nos permitirão corrigir as más decisões que têm conduzido o País á bancarrota e à desertificação do interior, porque este Governo não ouve nada nem ninguém), e depois proceder de igual modo quando se é poder, ainda que apenas local, e também não ouvir nada nem ninguém, apoiando apenas o que lhe dá votos, contrariando a oposição, dificultando tudo aquilo que seria normal encontrar em democracia plena? Vive-se a democracia com dois pesos e duas medidas, por isso a demagogia se sobrepõe aos interesses das pessoas, importando mais a defesa da ideologia que o desenvolvimento, que reclamam sustentado, sem querer ouvir que o mesmo, para o ser verdadeiramente, implica a aceitação de todas as interligações da actividade social e económica que o movimentam com independência externa, até aquelas que não são do seu especial agrado. Clama-se em nome da democracia mas nem por isso se aplica em casa o que se exige na rua. É o claro e escuro da política, neste caso da local.


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Região Aguiar: Festa da Primavera O cantor brasileiro Iran Costa é o cabeça de cartaz da edição deste ano da Festa da Primavera, que decorre entre hoje e domingo em Aguiar, no concelho de Viana do Alentejo. Promovida pelo município local, com o apoio da junta de freguesia, a iniciativa integra atividades desportivas, o lançamento de um livro de poesia, workshop e atuações musicais.

Évora: História da Cidade A Unidade Museológica e o Núcleo de Documentação da Câmara Municipal de Évora, promovem no próximo dia 17 de Junho, a partir das 15 horas, uma tarde de “Leituras Partilhadas”, sobre a história da cidade, no jardim da Unidade Museológica CEA (antiga Central Elevatória de Águas), situado na Rua do Menino Jesus. Entre os principais convidados desta iniciativa, cuja entrada é livre, vão estar, como leitores, o arqueólogo da Câmara de Évora Panagiotis Sarantopoulos e, da EB 2/3 de Santa Clara, os professores Maria Joaquina Fernandes e José Paulo Rico, que se fazem acompanhar dos alunos de uma turma de 5.º ano desta escola, e ainda os alunos de duas turmas da EPRAL e os respectivos professores. Os interessados podem obter informações através do telefone 266777000 (Núcleo de Documentação) ou do e-mail nucleodedocumentacao@ cm-evora.pt.

Taxa de execução do QREN

Pior que o Alentejo só o Norte Redação

O Programa Operacional do Norte registou até ao final do primeiro trimestre uma taxa de execução de 4,2 por cento, a mais baixa dos 12 programas operacionais do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN). De acordo com o último boletim informativo dos Indicadores Conjunturais de Monitorização do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), a dotação total de fundos prevista executar até 2015 (taxa de execução) era em 31 de Março de apenas 11,8 por cento a nível nacional. Todos os programas operacionais regionais do continente registavam taxas de execução abaixo da média: Norte (4,2%), Alentejo (4,6%), Centro (4,9%), Algarve (4,9%) e Lisboa (9,4%). O REGISTO pediu esclareci-

mentos sobre estes dados à Comissão de Coordenação Regional de Desenvolvimento do Alentejo (CCDRA). O Gabinete de Comunicação da CCDRA alegou que o presidente estava de férias e que não havia ninguém habilitado para prestar informações sobre esta matéria, mas que a Comissão de Acompanhamento do Inalentejo se vai reunir na próxima semana. Após esta reunião deverá ser feito um balanço do QREN no Alentejo, disse Mário Simões, da CCDRA, ao REGISTO. As taxas de execução mais elevadas até ao primeiro trimestre foram as dos programas operacionais dos Açores - Feder (23,3%), Madeira - Fundo Social Europeu (21,4%) e Potencial Humano (19,1%). O rácio entre o nível de paga-

O Alentejo está na cauda da aplicação dos fundos comunitários

mentos e a programação era de 5,7 por cento no programa do Norte, apenas melhor do que o do Algarve (5,6%), situando-se a média nacional nos 12,7 por cento. De acordo com os dados do programa, 64% dos fundos comunitários aprovados destinam-se às regiões Norte e Centro. O Norte tem a maior fatia de fundos aprovados (38 por cento), seguido do Centro (26%), Alentejo (15%) e Açores (5%), a que acrescem os apoios a projectos multi-regionais envol-

vendo regiões convergência (7%). Na intensidade de apoio inerente aos fundos do QREN, as regiões autónomas da Madeira e dos Açores registam os valores mais altos em euros por quilómetro quadrado, e o Algarve e o Alentejo os mais baixos. Açores e Alentejo são as regiões que receberam montantes mais elevados por habitante, enquanto Lisboa e Algarve receberam os valores mais baixos.

Évora: Quando o arcebispo é dj

Reguengos: CARMIM lança Rosé 2009 A Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (CARMIM), a maior produtora vinícola do Alentejo, lançou no mercado a colheita 2009 do Monsaraz Rosé, cuja colheita anterior foi galardoada com a medalha de prata, no ano passado, no concurso Le Mondial du Rose. Proveniente da junção das castas Trincadeira, Aragonês e Castelão, o Monsaraz Rosé vai na sua terceira colheita. As uvas, segundo a CARMIM, são provenientes da vindima manual dos seus associados e são “imediatamente descarregadas e esmagadas, sendo depois submetidas a um processo de fermentação que dura cerca de duas a três semanas”.

Estremoz: Exposição de pintura no Monte Seis Reis Uma exposição de pintura de António Flores e Jorge Sairaf está patente ao público na sala de arte do complexo de enoturismo do Monte Seis Reis, nos arredores de Estremoz. A mostra, denominada “Retalhos”, pode ser apreciada até 29 de agosto.

Na terça-feira à noite, na Harmonia, o dj foi nada mais nada menos que o arcebispo de Évora, D. José Alves, que partilhou as suas preferências musicais com um público bastante numeroso, que nem o mau tempo conseguiu afugentar.

Integrada no programa “Vem dar música à SHE”, que já levou à Harmonia personalidades como o presidente da Câmara de Évora, a presença do cardeal arcebispo proporcionou, de facto, um encontro interessante, durante o qual, além de apresentar música,

o prelado estabeleceu uma animada conversa com os presentes. Em termos de música, D. José Alves deu provas de grande ecletismo, com uma escolha musical que foi da música tradicional das Beiras ao Canto Gregoriano, passando

por Madredeus, Dulce Pontes e Mariza. A sessão, bastante longa, terminou já depois da meia-noite, com três trechos de música clássica, incluindo a Primavera, de Vivaldi. J.P.S


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Região Quando passar os olhos por estas linhas, muito provavelmente os 120 ciclistas participantes na Volta ao Alentejo já estão na estrada. Até domingo enchem de cor as planícies numa prova que será decidida na subida a Monsaraz. Uma Volta que, pela pouca importância, vai passar à margem dos órgãos de informação. Volta ao Alentejo arranca hoje na Vidigueira

O vencedor chega a Évora no domingo Paulo Nobre

Os ciclistas participantes na Volta ao Alentejo não vão por certo ver um dos mais fabulosos crepúsculos do mundo. Muito antes do sol cair atrás do horizonte todos terão terminado o contra relógio de subida a Monsaraz, local onde muito provavelmente será conhecido o vencedor da 28ª “Alentejana”. Isto porque a hora prevista para a saída do camisola amarela é às 18 certas, pelo que antes da seis e meia da tarde deve estar terminado o contra relógio. A ausência de etapas de montanha na Volta ao Alentejo faz com que seja apenas o contra relógio o factor decisão desta Volta. “Isto porque já não há aquelas fugas como havia antigamente em que um ciclista conseguia sete, oito minutos ou até mais”, diz o jornalista Fernando Emílio, especialista em ciclismo, actualmente no jornal A Bola. “Quando uma fuga chega aos sete minutos o pelotão arranca e raramente não alcança o fugitivo”, refere o jornalista apontando para o contra relógio como etapa decisiva. “Não tendo São Mamede, esta

é uma Volta sem montanha, é tudo plano, sempre a rolar e com chegadas ao sprint, por isso a etapa de Monsaraz vai certamente decidir o vencedor”, acredita Fernando Emílio. Opinião acompanhada por Teixeira Correia. O jornalista que vai ser o “speaker” oficial da Volta ao Alentejo acredita também que é esta etapa disputada em sistema de contra relógio que vai decidir o vencedor.

Favoritos há muitos A Volta ao Alentejo, ao fim de 27 edições já realizadas, mantém a particularidade de não possuir um repetente na vitória final. Até á partida de hoje, nunca dois ciclistas venceram por duas vezes a Volta ao Alentejo em bicicleta. Há probabilidades de isso acontecer, mas nem sequer são muitas. O português Sérgio Ribeiro, da Barbot-Siper, ou o búlgaro Danail Petrov, da MadeinoxBoavista, são dois dos poucos (alguns estrangeiros ainda não confirmados) que podem fazer história caso repitam a vitória na “Alentejana”. Agora sim, os favoritos. Sendo o contra relógio a etapa decisiva, quer Fernando Emílio, quer

Teixeira Correia, à mesma pergunta sobre quem poderá vencer, põe no topo David Blanco e Cândido Barbosa, ambos do Palmeiras Resort Tavira. “Esta é uma Volta isenta de dificuldades”, refere Fernando Emílio, “por isso acredito que David Blanco ou Cândido Barbosa possam vencer porque são especialistas em contra relógio”. Teixeira Correia concorda. “O contra relógio é mais ao jeito de David Blanco, mas o Cândido Barbosa pode fazer aqui o que já fez noutras ocasiões que é ganhar as bonificações nas metas volantes e depois, mesmo sem vencer a etapa contra relógio conseguir ganhar a Volta”. Opiniões de quem há anos se-

gue de perto as pedaladas das voltas dentro e fora do país. Fernando Emílio alarga ainda o leque de favoritos e destaca nomes como André Cardoso, David Bernabéu, José Mendes, Constantino Zabala ou Santi Perez. Todos ciclistas com qualidade suficiente para vencer esta prova.

Pouco interesse Com 120 ciclistas representando 15 equipas à partida, a Volta ao Alentejo surge em data renovada devido aos constrangimentos financeiros que quase ditaram a sua morte (ver edição 107 do REGISTO, de 3 de Junho). A solução encontrada, na opinião de Fernando Emílio, não

foi seguramente a melhor. Ao descer de escalão na classificação atribuída pela União Ciclista Internacional, a prova “deixou de ter qualquer interesse a nível internacional”, considera o especialista em ciclismo. “Passar a Volta para 2.2 leva com que as equipas profissionais e os corredores de topo não possam participar, retirando a força à Volta que apenas serve quase para consumo interno”, acrescenta Fernando Emílio, para quem a estratégia montada em torno da Volta “não trará os resultados pretendidos”. Se o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, pôs o acento tónico na promoção turística do Alentejo através da Volta, Fernando Emílio deixa a pergunta: “promover o quê se a Volta não desperta interesse nenhum?”. O jornalista baseia a sua afirmação na ausência de quase todos os grandes órgãos de informação na Volta. Rádios, estações de televisão, jornais e agência de informação “não apostam numa volta assim” garante Fernando Emílio, pelo que “toda a estratégia de promoção do Alentejo falha” derivado do escasso interesse desta prova.

Apresentado Plano de Turismo do Alentejo

“É preciso reforçar a marca Alentejo” Redação

Na passada segunda-feira foi apresentado em Évora o Plano Operacional de Turismo do Alentejo (POTA). A cerimónia contou com a presença do secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade. O reforço da marca Alentejo, a criação de um conselho diretivo e uma maior intervenção da Entidade Regional de Turismo (ERT) são algumas das medidas previstas neste documento apresentado por Ceia da Silva, o presidente da ERT. “Este plano estratégico, que

vai ser executado nos próximos anos, é um instrumento regulador da atividade turística da região”, explicou Ceia da Silva, adiantando que o Plano prevê a criação de um Conselho Diretivo do Turismo do Alentejo, que junte “todas as entidades, como os pólos de turismo, a agência de promoção externa e a ERT para que possam trabalhar em conjunto a estratégia da região no setor”. O POTA, disse, prevê também a “não proliferação de estratégias e marcas”, incentivando a região a centrar-se “só na marca Alentejo e a integrar

todas as outras na estratégia base da marca”. Entre outras medidas, o mesmo documento reivindica para a Turismo do Alentejo “um papel diferente” como Entidade Regional de Turismo, em que possa dar “pareceres sobre o licenciamento de atividades hoteleiras e os planos do ordenamento do território.” “Este plano é a linha condutora da intervenção turística no território para os próximos anos”, afirmou, adiantando que algumas das medidas propostas pelo POTA “já estão a ser concretizadas no

terreno”. Ceia da Silva explicou que um dos projetos da área da melhoria do produto chamase “Alentejo Património do Tempo” e vai permitir reestruturar a oferta na área do domínio do turismo cultural, alterando não só os horários, mas também a sistematiza-

ção da oferta. “O importante é que o turista que quer visitar um museu saiba quando é que o pode fazer”, exemplificou, lembrando que, “quando um turista quer encontrar um determinado tipo de produto, é mais difícil porque hoje não existe a sistematização de oferta”.


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Freguesias A assinatura do Protocolo de Delegação de Competências 2010-2013 envolvendo a Câmara de Évora e a Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Tourega “está em causa”, na opinião do presidente da Junta, Joaquim Pimpão. Para o autarca, isso deve-se não só ao “incumprimento financeiro actual” como ao facto de a proposta apresentada “não contemplar actualização financeira consonante com os encargos a suportar pela Junta de Freguesia”.

“A Câmara Municipal de Évora não tem cumprido os pagamentos que nos são devidos” - acusa Joaquim Pimpão, presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Tourega. José Pinto de Sá

Como caracteriza a sua freguesia? A Freguesia de Nossa Senhora da Tourega é uma freguesia marcadamente rural, com 198,4 Km2, 804 habitantes e uma densidade populacional de 4 habitantes por Km2. (Censos 2001) A população encontra-se distribuída pelas aldeias de Valverde, S. Brás do Regedouro, Estação das Alcáçovas e alguns montes espalhados pela freguesia. Sendo a segunda maior freguesia do Concelho de Évora em termos de área, a população encontra-se muito dispersa, sendo o aglomerado maior na aldeia de Valverde. É nesta aldeia também que está localizado o pólo da Universidade de Évora, Herdade da Mitra. A povoação estende-se por ambas as margens da ribeira de Valverde, afluente da ribeira das Alcáçovas, na bacia hidrográfica do Sado. Na margem esquerda fica a Quinta do Paço de Valverde e o Convento do Bom Jesus de Valverde, ocupadas actualmente pelo Pólo da Mitra da UE. Na margem direita, no sopé da serra do Monfurado, espalha-se o núcleo habitacional propriamente dito. S. Brás do Regedouro é uma extinta freguesia do Concelho de Évora que, apesar de antiga, não se conhece a data exacta da sua fundação. Durante os primeiros decénios do séc. XX a freguesia foi extinta e anexa à da Nossa Senhora da Tourega. S. Brás do Regedouro é hoje uma pequena aldeia perto do

limite dos Concelhos de Évora e Viana do Alentejo. Actualmente esta aldeia tem cerca de 100 habitantes, sendo a sua maioria idosos. Quais os principais pontos fortes? A nossa Freguesia tem como principal ponto forte o Património Histórico, que é bastante rico, uma vez que existem os seguintes monumentos: - A Anta Grande do Zambujeiro é um monumento megalítico próximo de Valverde, um dos maiores que existem na Península Ibérica. Foi construído entre 4.000 e 3.500 antes de Cristo. - A Anta do Barrocal é um dólmen com corredor do período Neo-Calcolítico que existe no Monte do Barrocal na Nossa Senhora da Tourega. Está classificado como Monumento Nacional pelo IPPAR desde 1910. - O Castelo do Geraldo “O Sem Pavor”. - A Igreja de S. Brás do Regedouro. O Conjunto Megalítico de Vale de Rodrigo constituído por: - A Ermida de Santa Comba e Inonimata é um pequeno edifício voltado ao Ocidente, apresenta afinidades barrocas e deve remontar aos fins do séc. XVI ou primórdio do imediato. É todo de alvenaria com alpendre de três arcos de volta inteira e apresenta no frontispício, embebida na parede uma cruz, a caveira e duas tíbias: sobrepujante apenas uma face do campanário, em silhueta de profundo simbolismo.

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- A Fonte de Santa Comba, a 60 passos da Ermida desta crismação, para a banda Norte e na vertente da encosta existe o antigo poço onde, segundo crença popular, tombaram as cabeças degoladas de Santa Comba e sua anónima irmã, brotando no local milagrosamente a Fonte Santa e a sua água passou a ser considerada excelente para várias doenças, sobretudo as dos olhos. - A Vila Romana da Tourega, a duzentos passos da Igreja Paroquial, nas traseiras do Cemitério, em terrenos lavrados a que o povo chama as Martas.

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Joaquim Pimpão presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Tourega

Encontra-se os restos de três tanques de banhos, de planta rectangular, construídos por muros de argamassa e betão, tendo o mais largo 24,5 mt de comprido sobre 4,6 mt, e os dois mais estreitos de 3,3mt de largura cada. - O Convento do Bom Jesus da Ordem dos Capuchos, nos princípios do séc. XVI instituiu a Mitra de Évora nas tranquilas terras da ribeira de Valverde uma Quinta e Paço para descanso e retiro espiritual da câmara episcopal. No ano de 1544, D. Henrique, cardealinfante, primeiro arcebispo de

Quais as principais necessidades que se fazem sentir? A nossa freguesia apresenta dois pontos fracos que consideramos da maior importância: - A construção da nova estrada e nova ponte de acesso a Valverde, há muito prometida e várias vezes prevista em Orçamento Municipal. - O aumento significativo da área de construção na Freguesia não só para a fixação da população jovem mas também para a implantação de industrias. A freguesia não dispõe de áreas fabris que criem emprego para

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Évora e irmão do antecessor, fundou nas terras da Quinta com portas adentro o Convento da Ordem Capucha, a que deu o nome de Bom Jesus. Existem ainda algumas Antas situadas perto da ponte de construção Romana que dista 4 km de S. Brás do Regedouro. Esta é uma Freguesia com um vasto património histórico e com um potencial turístico importante, uma realidade que temos de saber aproveitar, não só em termos comerciais mas também em termos hoteleiros, pelo que a divulgação dos nossos recursos deve ser canalizado para o desenvolvimento da Freguesia. Esta é também uma Freguesia com uma grande qualidade de vida, clama e acolhedora com um património humano simbolizado pela genuidade e amabilidade das nossas gentes.

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a população existente como forma de combate à desertificação e também como forma de desenvolvimento das nossas potencialidades e características que devidamente exploradas podem colocar a Freguesia noutro patamar de desenvolvimento. Em Valverde os postos de trabalho existentes provêm da Associação de Reformados, com o seu Centro de Dia e Lar, e do Pólo da Universidade de Évora. O comércio existente emprega poucas pessoas pois é de nível familiar. Esta situação é insuficiente para promover o emprego na Freguesia. Em S. Brás do Regedouro existia uma queijaria que empregava cerca de 30 pessoas e que encerrou. A agricultura foi a maior fonte de trabalho actualmente praticamente inexistente devido a factores externos e internos, existindo apenas algumas pequenas explorações que se dedicam quase exclusivamente à agropecuária. A população depende essenPUB

cialmente da cidade de Évora quer para trabalhar quer pelos serviços existentes. Como tem decorrido o relacionamento com a Câmara de Évora? A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Tourega tem mantido um relacionamento institucional e cordial com os serviços camarários. A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Tourega tem cumprido a execução dos Protocolo assinados, com encargos financeiros da própria Junta que estão a inviabilizar os seus investimentos e funcionamento, porque a Câmara Municipal de Évora não tem cumprido os pagamentos que nos são devidos. No momento presente está em causa a assinatura do Protocolo de Delegação de Competências 2010-2013 não só pelo incumprimento financeiro actual como por a proposta apresentada não contemplar actualização financeira consonante com os encargos a suportar pela Junta de Freguesia.

Seis objectivos para este mandato

A Freguesia de Nossa Senhora da Tourega Área – 198,84 km2 População – 804 habitantes (2001) Densidade – 4 hab./km2 A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Tourega, até Agosto de 2003 designada por Nossa Senhora da Torega, tem actualmente por presidente Joaquim António Filipe Pimpão, eleito em 11 de Outubro de 2009, nas listas da CDU.

A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Tourega definiu como “objectivos do seu trabalho e parte integrante da sua candidatura”, as seguintes obras, que espera ver concretizadas até ao fim do mandato. - A reclamação e reivindicação de construção da nova estrada e nova ponte de acesso a Valverde; - O aumento significativo da área de construção na Freguesia conforme se encontra inscrito no PDM do Concelho; - A intervenção junto das entidades competentes para a fixação de áreas fabris; - O investimento na divulgação do potencial turístico e nas infra-estruturas de acolhimento aos turistas; - A aposta no investimento na Saúde, na Educação, no Apoio Social, na Cultura e no Desporto, em articulação com todas as entidades da Freguesia; - O aumento da qualidade dos serviços prestados à população e a consolidação do prestígio e dignificação da Freguesia.


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Entrevista

António Dieb tem 44 anos, é sociólogo e director-geral do CEVALOR, em Borba. É v está sozinho entre “dois blocos” de 3 vereadores do PS e da CDU, em geral dependentes que “não é uma situação politicamente confortável” e que “há sempre quem nos ass o vereador do PSD revela que, se não forem feitas alterações, não votará favoravelmente é preciso um novo espaço para instalar o Museu do Artesanato e considera que s o estabelecimento de um contrato de saneamento com o ministério das Finanças pa

Acrópole XXI: o projecto tem que ser reformulado Um assunto que tem “mexido” com a cidade é o projecto Acrópole XXI, que prevê uma intervenção profunda na zona do Templo Romano. A informação que tem passado é que o vereador do PSD votou na Câmara a favor deste projecto. António Dieb diz que não. Afinal concorda com o projecto da Acrópole XXI ou não? O projecto nunca foi discutido na Câmara, foi apenas o relatório de júri. E das três vezes em que o debate foi colocado em reunião de Câmara eu fiz sempre a mesma declaração: estou a votar o relatório de júri, não estou a votar o projecto da Acrópole XXI, faço questão de reservar a minha posição para a análise detalhada, quando os instrumentos de intervenção do projecto estiverem definidos. Ou seja, nunca votei a favor do projecto. Pelo contrário, sempre coloquei muitas reservas à Acrópole XXI. E o que tenho expressado é o seguinte: pessoalmente não sou favorável ao projecto da Acrópole XXI porque considero que é uma ruptura excessiva em relação à identidade, espacial e patrimonial, da nossa cidade e, em segundo, porque acho que há ali mais trabalho de desenho do que trabalho de intervir funcionalmente no espaço. O projecto, no seu entender, deveria ser reformulado? Eu acho que a ideia, que está na sua génese, deve ser muito simplificada, sem nunca perdermos o que é a identidade do espaço. Aquele enquadramento tem 60 ou 70 anos. Mas a leitura do espaço tem que ser feita num todo, a partir do Templo, Sé, da Biblioteca, etc. O próprio projecto, na minha opinião, tem excesso de ruído em termos de informação, em termos de proposta de intervenção, que descaracteriza a identidade que as pessoas re-

conhecem naquele espaço e não lhe acrescenta valências funcionais. É claro que não estou a falar do aspecto técnico deste projecto, sobre o qual não tenho qualquer veleidade em me pronunciar. Estou a falar no plano da identidade e da ligação emocional da população àquele espaço e da funcionalidade que se procura. Considera que ainda se vai a tempo para reformular o projecto, uma vez que ele já está candidatado a fundos comunitários? Enquanto vereador, eu tenho a certeza absoluta de que, se o projecto não for reformulado, poderá ir para a frente, mas não com o meu voto favorável. Pensa que a Câmara tem, neste momento, capacidade financeira para entrar num projecto destes? Estamos numa fase em que é preciso começarmos a ponderar seriamente esses projectos. Eu já tive oportunidade de dizer internamente na Câmara que duvido que nos próximos 10 anos tenhamos verbas, como comparticipação própria, para realizarmos vários projectos. Mas também é verdade que estamos perante uma fase de excepcional financiamento da União Europeia, que pode ir até aos 70/80 por cento que nunca mais voltaremos a ter. E estamos a falar de um investimento da Câmara que irá rondar entre os 800 mil e 1 milhão de euros a distribuir por 3 ou 4 anos. Ou seja: não é impossível fazê-lo, mas é bastante difícil. Mas essa, para mim, não é a questão principal. O principal é perceber que este ou outro projecto qualquer só é possível de concretizar se forem definidas prioridades. Não é possível “irmos a todas” e não termos meios para concretizar nenhum projecto, não vale a pena, mais vale estarmos parados.

Évora é das po sem estruturas culturais Carlos Júlio

Como é que têm sido estes oito meses enquanto vereador na Câmara de Évora? Tem-se sentido o “fiel da balança”? Têm sido meses empenhados, têm sido gratificantes por poder intervir na tentativa da melhoria da vida das pessoas. Quanto ao ser fiel ou não, há uma coisa que eu tento sempre, que é ser fiel aos compromissos que assumi. Não tenho por hábito pôr-me em bicos de pé. Sou um entre sete, a população assim o entendeu, e analiso as situações caso a caso, e tomos as posições que entendo. Mas muitas vezes cabe-lhe a si a decisão. O seu voto faz com que quer o PS, quer a CDU possam ter, ou não, a maioria numa dada matéria. Não é, de facto, uma posição confortável em que dois blocos de 3 vereadores estão, em praticamente todas as situações, em oposição. E todos compreenderão que não é uma situação politicamente confortável, já que, apesar de tomarmos posições que são nossas, há-de haver sempre quem nos associe a este ou àquele lado. Mas ao longo deste tempo, quem acompanha a minha maneira de estar na política já percebeu que não tendo a tomar posições por simpatia, nem para um lado nem para o outro, que tento decidir de acordo com o que penso, correndo o risco de errar, mas fazendo aquilo que é o meu dever e que é, antes do mais, assegurar o normal funcionamento da Câmara, impedindo que ela fique presa a lógicas partidárias e eleitoralistas, mesmo que isso signifique perder votos, e nunca ter a presunção de pensar que as minhas ideias têm que ser impostas aos outros. Acho mesmo que várias ideias diferentes, quando pensadas e ponderadas, serão certamente muito melhores de que uma ideia imposta por alguém.

A Câmara tem que definir prioridades e uma delas tem que ser a reabilitação do Centro

Tomando em conta exemplos recentes parece ao cidadão comum que, muitas vezes, a Câmara decide sobre muitas matérias que nunca foram trazidas para a pra-

ça pública nem nunca tivera o necessário debate. Aceita co este ponto de vista? Sim. Aceito e penso que é um fac sobretudo quando se trata de que

Museu do Artesanato: é prec O eventual encerramento do Museu do Artesanato para ali instalar o “Museu de Design – Colecção Paulo Parra” tem sido também elemento de controvérsia em Évora. António Dieb não tem dúvidas de que naquele espaço não podem funcionar os dois museus e revela que a Entidade Regional de Turismo do Alentejo projecta transformar a colecção de artesanato numa espécie de museu itinerante. O vereador do PSD diz que, desde o início, é favorável à instalação do Museu de Design naquele espaço, mas que é necessário que a Câmara procure uma solução para o Museu do Artesanato poder continuar a existir. A criação do Museu de Design Paulo Parra vai, ou não, pôr em risco a existência do Museu do Artesanato?

Claramente, a sua existência pode estar em risco. De facto, é evidente. Na reunião de Câmara em que foi decidido instalar a colecção Paulo Parra no espaço em que está o Museu do Artesanato fui o único (e as actas aí estão para prová-lo) a dizer que teria que ser encontrada uma solução alternativa para instalar o Museu do Artesanato. Não me limitei a dizer que não se pode acabar com ele, não me limitei a dizer que tem que ser criado outro. Disse essa duas coisas, mas disse outra, que foi: encontrese uma solução, a Câmara tem que encontrar um espaço, e em articulação com a Região de Turismo, que é quem tem a tutela do Museu, solucione-se o problema. Eu continuo com esta opinião. Os cidadãos têm que se bater por aquilo que são os seus interesses, os seus desejos e vontades, através da participação cívica


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vereador na Câmara Municipal de Évora há dois mandatos pelo PSD. Na autarquia, s do seu voto para fazerem uma maioria na altura das votações. António Dieb considera socie a este ou aquele lado”. Sobre os temas que atravessam a actualidade eborense, e o projecto da ACRÓPOLE XXI; diz que, embora concordando com o Museu do Design, se a Câmara continuar a seguir o mesmo caminho que até aqui vai ser necessário ara resolver uma situação económica e financeira que define como “muito difícil”.

oucas cidades e desportivas condignas “É lamentável que uma Câmara passados oito anos de gestão consiga ter os mesmos 70 milhões de euros de dívida que tinha quando esta maioria tomou posse” que as pessoas sejam totalmente surpreendidas, porque essa informação geralmente está disponível, mas são apanhadas com pouca informação e pouca reflexão sobre os assuntos.

Histórico

am om

cto, es-

tões que mexem de uma forma mais acentuada com aquilo que é a ligação identitária das pessoas ao território, a ligação emocional das pessoas ao seu espaço cultural e de vida. Não digo

Vamos, então, a perguntas mais concretas. Que resposta tem, enquanto vereador, para os agentes culturais e desportivos a quem a Câmara deve ainda apoios no valor das centenas de milhar de euros referentes a 2009? É lamentável que a Câmara deva mais de 200 mil euros aos agentes culturais e des-

ciso encontrar uma solução e do debate. Mas os cidadãos têm que ser também objectivos nas suas argumentações. Não é só dizer: o museu é muito bom, não se pode acabar com ele. O Museu do Artesanato não foi devidamente dinamizado, resultou num falhanço, a Entidade Regional de Turismo considera que não é a sua vocação, nem tem competências para o gerir, e tenciona fechar aquele espaço e tornar o Museu do Artesanato uma espécie de museu itinerante por toda a região e a Câmara foi confrontada com a possibilidade de utilizar aquelas instalações, dinamizando ali um outro museu. Na minha opinião fez bem, acho que o Museu de Design deve ir para a frente e deve-se apoiar. O que está mal é que não se encontrem agora formas de articular com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo (ERT) a manutenção do Museu do Artesan-

ato, seja na sua dimensão actual, seja numa dimensão mais “rotativa” e necessariamente mais dinâmica. O espaço do actual Museu do Artesanato não dá para ali coexistirem os dois museus? Penso que não. Esta é a minha opinião sincera e o tempo é que irá dizer se sim ou se não. Mas sinceramente acho que não. E perante a informação de que a Entidade de Turismo iria fechar o Museu do Artesanato fui da opinião que a Câmara devia viabilizar aquele espaço com um outro Museu, para não se perderem duas oportunidades. Mas naquilo em que insisti e em que insisto é que a Câmara deve encontrar um espaço físico em articulação com a ERT para se instalar o Museu do Artesanato, que é um espaço de identidade e memória.

portivos. Como é lamentável que a Câmara deva uma verba significativa, segundo julgo saber, às Juntas de Freguesia, por serviços prestados no transporte e na alimentação escolar. É lamentável que uma Câmara Municipal tenha um prazo médio de pagamento superior a 9 meses aos seus pequenos fornecedores. É lamentável que a Câmara passados oito anos de gestão consiga ter os mesmos 70 milhões de euros de dívida que tinha quando esta maioria tomou posse. Que se continue a ter um Centro Histórico tão degradado hoje como se tinha quando a Câmara mudou de gestão, passando da CDU para o PS. Que o concelho continue sem atractividade económica e com graves dificuldades de mobilidade. Tudo isto é lamentável.

A crise económica não explica tudo A crise económica pode explicar tudo? A crise, de facto, explica muita coisa, sobretudo os condicionalismos e as dificuldades que todos sentimos, Câmara e cidadãos, e que iremos sentir no futuro, seja a curto ou a longo prazo. Mas a crise não explica os erros que foram feitos ao longo dos últimos 30 anos aqui em Évora. A crise não explica que nos últimos 30 anos Évora seja das poucas capitais de distrito que não tenha infraestruturas desportivas e culturais condignas, (continua na página seguinte)

Câmara poderá ter que recorrer a contrato de saneamento financeiro António Dieb diz que a situação financeira da Câmara “é muito grave” e que se o executivo camarário persistir no caminho que tem seguido até aqui a autarquia não terá outra solução senão assinar a um contrato de saneamento financeiro com o ministério das Finanças. O que será “uma situação gravosa para os cidadãos do concelho”, conclui. Há quem trace um cenário muito negro sobre a situação financeira da autarquia e quem afirme que a Câmara vai ter que recorrer ao Programa de Equilíbrio Financeiro do Ministério das Finanças. Como é que vê a situação da Câmara, sabendo-se das dívidas que tem, quer a instituições financeiras, quer a particulares? A situação é muito difícil. O endividamento é muito grande, 70 milhões de dívida é muito dinheiro, a capacidade de endividamento, de acordo com a Lei, já está esgotada, pelo menos de momento. Se houver alguns apoios públicos que possam chegar nos próximos dois ou três meses esse endividamento pode ser reposto, mas estamos a falar apenas de 5/6 milhões de euros o que não dará para aguentar a situação mais 2 ou 3 meses a seguir. Há apoios em atraso, há um conjunto de projectos, a maioria com apoios comunitários, que vamos ter que decidir se devem avançar ou não, mas que em minha opinião parte deles devem ser rapidamente abandonados, e depois temos as pequenas empresas que trabalham com a Câmara a sofrerem pressões enormes porque recebem apenas ao fim de muitos meses. A situação é muito difícil. É similar em termos de dificuldades à que o país atravessa, mas é uma situação que nesta Câmara não está a ser enfrentada de uma forma de planeamento a curto e médio prazo, sobretudo, na incapacidade de serem definidas prio-

ridades, e com base nelas serem definidos objectivos, e então porem-se os serviços da Câmara a trabalhar para que eles sejam atingidos. Mas existe a possibilidade de uma situação de desequilíbrio de tal ordem que seja necessária a intervenção do ministério das Finanças, como já aconteceu nalgumas Câmaras, como, por exemplo, a de Setúbal? De acordo com o relatório da Inspecção Geral de Finanças relativo aos anos até 2007 a Câmara já estava numa situação extraordinariamente complicada. Foi-nos sendo recusado esse facto, ainda que fossemos alertando para a sua possibilidade. O que nos parece é que a situação actual deve ser analisada correctamente e definidas quais são as nossas prioridades e objectivos. Não me custa a admitir que seja necessário que a Câmara recorra a um contrato de saneamento financeiro com o ministério das Finanças, é uma figura que está na Lei. É lamentável se lá chegarmos porque vamos perder muita da nossa autonomia, em termos de servir os cidadãos... ... e em termos de investimento também. Exactamente. Ficamos completamente coartados da possibilidade de investir. Mas se continuarmos este caminho que temos seguido até aqui eu considero que é inevitável pensarmos nessa solução. Esperemos que não, mas se continuarmos neste caminho será inevitável.

“Não há prioridades definidas. Parecemos ventoinhas, lançamos a mão a tudo, mas o ar leva-nos tudo para longe.”


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Entrevista tando sempre criar coisas novas. De facto, acho aquele espaço mais adequado do que a Praça do Giraldo e, apesar do que correu mal, está o primeiro passo dado e agora é preciso analisar resultados com os Agentes.

“Correndo o risco de perder votos, eu sempre disse e continuo a dizer que não gosto deste modelo de Feira de São João, nem concordo com o sítio em que se realiza. Se eu fosse presidente de Câmara a Feira não tinha este modelo e não era ali. Ponto final.”

E quanto à Feira de São João? Correndo o risco de perder votos, eu sempre disse e continuo a dizer que não gosto deste modelo de Feira de São João, nem concordo com o sítio em que se realiza. Se eu fosse presidente de Câmara a Feira não tinha este modelo e não era ali. Ponto final.

(continua na página anterior)

que, passada a fase do betão, a cidade não tenha sido dotada de estruturas que permitam aos seus agentes trabalhar, que não tenha recuperado o seu Centro Histórico ou que não se tenha tornado atractiva economicamente. E voltando aos agentes culturais e desportivos? Penso que está tudo ligado. A falta dessas estruturas e desse desenvolvimento fez com que se criasse um outro problema que é o facto de, desde sempre, haver uma grande dependência dessas entidades relativamente aos apoios da Câmara e que é a forma como se tem encarado, desde sempre, o poder autárquico em Évora. As pessoas têm que entender que as Câmaras Municipais e os outros organismos públicos não são fontes de financiamento e de apoio permanente com os quais se cria uma teia de dependências. O papel duma Câmara, se for entendido dessa maneira, cria dificuldades aos agentes e à população em geral e só serve para travar as dinâmicas sociais. O papel de um organismo público, e de uma Câmara em particular, é criar as condições para que os agentes possam, por sua livre iniciativa, trabalharem, serem reconhecidos e sentirem-se estimulados. Houve um conjunto de erros. Houve, por exemplo, um excesso de dependência dos agentes culturais e desportivos em relação à Câmara. Mas acha que estas verbas em dívida terão que ser pagas? Absolutamente. Depois de se terem estabelecido acordos, depois de se terem criado expectativas, depois das pessoas terem realizado despesas que põem em causa não apenas essas entidades, mas também os seus dirigentes, a Câmara não se pode furtar a esta responsabilidade, que é uma responsabilidade legal, mas que, mais do que isso, é uma responsabilidade ética. Temos é que ver se o processo que tem vindo a ser seguido é correcto. Na minha opinião, e já o disse variadissimas vezes em reunião de Câmara, esta não é a maneira correcta de fazer as coisas. E como seria? Eu tenho hoje em dia, e depois de os vereadores na Câmara Municipal de Évora termos recebido informação do Tribunal de Contas, sérias dúvidas se inclusive o processo de apoio financeiro às entidades desportivas e culturais é o mais adequado em termos legais. Tudo isto terá que ser reponderado. Mas que fique claro: temos que encontrar formas rápidas de solucionar aquilo que são os problemas criados com o atraso no apoio aos agentes culturais e desportivos e às Juntas de Freguesia. O problema destes muitos milhares de euros que estão em dívida tem que ser resolvido. Eu penso que será possível encontrar uma solução para esta situação,

É preciso que a Câmara e os agentes culturais e desportivos se sentem á volta da mesa

mas acho também urgente que, de uma vez por todas, a Câmara Municipal e os agentes culturais e desportivos tenham a coragem de se sentarem à volta duma mesa, de espírito aberto, e que definam claramente, duma forma curta e concisa, um conjunto de linhas de actuação que sejam partilhadas por todos e em que os agentes se integrem ou, se não for esse o caso, tenham a liberdade de actuar por sua própria conta.

Obras estão paradas porque não há prioridades Há uma ideia que passa para a opinião pública: as obras no Salão Central estão paradas; no anunciado Complexo Desportivo também; a Variante Nascente também... De facto, o que se está a passar é isso. Não há prioridades definidas. Parecemos ventoinhas, lançamos a mão a tudo, mas o ar leva-nos tudo para longe. Eu disse em reunião de Câmara, recentemente, que as prioridades deste mandato deviam passar pelo seguinte: primeiro, a recuperação e animação do Centro Histórico, que está parado desde 1989. Nunca ninguém pensou no Centro Histórico e as poucas intervenções que foram feitas nunca tiveram um sentido global ou estrutural. Foram sempre feitas em nome de pequenas melhorias pontuais, de forma a que a situação chegou ao ponto a que chegou. Agora há a Sociedade de Reabilitação Urbana. Acha que ela vai ter capacidade de intervir e de melhorar esta situação que considera de degradação do Centro Histórico? A SRU pode fazer alguma coisa desde que tenha condições para continuar a trabalhar, o que não sei se tem. Já falou da principal prioridade: a recuperação e animação do Centro Histórico. E quais seriam as outras prioridades? Esta cidade tem que se tornar competitiva em termos das infraestruturas de qualidade de vida e, por isso, a construção do Complexo Desportivo tem que ser também uma das prioridades, tal como a recuperação do Salão Eborense. Quanto à circular nascente continuo a achar que deveria ser encontrada uma forma dela ser concretizada, mas parece-me que vai ser muito difícil que assim seja. Há quase um ano foi lançada a primeira pedra da EMBRAER. Um ano depois não há obra visível. Como tem acompanhado este processo?

Tenho acompanhado com alguma satisfação e com alguma frustração. Desde que entrei na Câmara que disponibilizei, de forma pública, a total colaboração, minha e do PSD, para se concretizarem os investimentos aeronáuticos em Évora, por entendermos que são sectores de elevado nível tecnológico e de incorporação de mão de obra qualificada e que isso era uma vantagem para o Concelho. Mas temos assistido a todo o processo com alguma frustração porque as promessas se vão repetindo e as concretizações não acontecem e as novas promessas são sempre inferiores à promessa inicial. Há aqui um jogo de comunicação, muitas vezes eleitoral, que tem vindo a ser feito ao longo do tempo. Sobre a EMBRAER o que digo é: que venha e que venha depressa. Se não traz os 3 mil postos de trabalho, que traga os 300, mas que venha depressa. E se for necessário continuarmos a pressionar e a insistir para que se concretizem os investimentos cá estaremos para isso. E falando de museus. Acredita que o Museu Nacional da Música vai vir para São Bento de Castris conforme foi já prometido pela ministra da Cultura? Eu quero acreditar que sim. Sou optimista por natureza. Tem que vir. Temos que empurrar essa ideia, agora que a ministra já se comprometeu com essa possibilidade. Mas, sendo um Governo do Partido Socialista, as promessas são sempre muitas, vagas e difíceis de concretizar. Mas já que foi anunciada a vinda do Museu, vamos então trazê-lo para cá, pressionar no bom sentido e lutar para que isso seja uma realidade.

Não gosto deste modelo de Feira de São João Está aí a Feira de São João. Durante anos andou-se a anunciar que a Feira iria sair do Rossio. Agora o presidente da Câmara já veio dizer que mudou de opinião e é favorável à sua realização naquele local, onde tradicionalmente se realizou. A Feira do Livro este ano mudou de local e as coisas parece que não correram muito bem. Qual é a sua opinião, quer sobre a localização da Feira do Livro, quer da Feira de São João? Sobre a Feira do Livro achei bem esta localização, mas julgo que faltou divulgação e criatividade na animação. Penso que é preciso começarmos a ter ideias novas, a ver as coisas de forma diferente, a olharmos para outros exemplos e copiálos naquilo em que forem bons, mas ten-

E não corria o risco de mudar de ideias quando estivesse no cargo, como aconteceu com o actual presidente da Câmara Municipal? Não. Podia mudar de ideias depois de ter experimentado e verificado, eventualmente, que tinha errado ou se alguém me apresentasse argumentos para mudar. Doutra forma não; não me oponho a que ela ali se realize, agora o que se passa é que não gosto deste modelo de Feira e não concordo que ela se faça ali, porque face ao desenho desta feira existem espaços mais adequados, com melhores infra-estruturas, para realizar o mesmo evento, mas com outro tipo de dignidade e sem atrofiar a cidade durante mais de um mês. As eleições presidenciais são já no início do próximo ano. Já tem candidato? Não sou “ista” de nenhuma coisa. Nem cavaquista nem outra coisa qualquer. Os meus candidatos são sempre aqueles que, reflectindo, escolho em cada momento. Mas acho que Cavaco Silva é, naturalmente, o próximo presidente da República de Portugal. Meu e de todos aqueles que partilham esta área de centro e centro direita político, mas muito para além disto. Acho que tem dado provas de ser uma pessoa equilibrada e de ser capaz de pôr de parte as guerrilhas, que tantas vezes lhe têm feito, e pugnar pelo interesse nacional. Cavaco Silva apelou a que os portugueses façam este ano férias em Portugal. Vai seguir este apelo? Costumo passar férias em Portugal e este ano isso também vai ser possível e vou fazê-las por aqui. E leva algum livro especial para férias? Lê muito? Não. Aproveito, de facto, as férias para ler qualquer coisa e para fugir um pouco das revistas técnicas que me ocupam a maior parte do tempo durante o ano. Está a ler algum livro neste momento? Neste momento rigorosamente nada. Nem a Feira do Livro lhe despertou um “apetite” especial por nenhum livro? Aproveitei a Feira do Livro para comprar algumas coisas, nomeadamente um livro sobre Ordenamento do Território, da Luísa Schmidt. Quem sabe se não será esse livro a minha literatura de férias. Vamos ver. Mas para já, o que tenho a certeza é que vão ser duas semanas de absoluto relax com a família e, com certeza, que irei ler alguma coisa.


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Património “A refundação do Aqueduto da Água da Prata”

Feira do Campo Alentejano

Construção do “cano” quinhentista seguiu traçado de aqueduto romano

O pão é o tema da Feira do Campo Alentejano, que arranca hoje em Aljustrel (Beja), contando com a presença de várias localidades espanholas e representações das suas atividades económicas, sociais, desportivas e culturais. Além dos concertos de Tony Carreira, Sérgio Godinho e Virgem Suta, a Feira integra atividades desportivas, o espaço da criança e jovem, exposições artísticas e debates. A tradicional corrida de touros, diversas atividades equestres e exposição de gado são outras das propostas da Feira do Campo Alentejano, que decorre até domingo.

José Pinto de Sá

No seu mais recente livro, apresentado na semana passada, o historiador Francisco Bilou arruma de vez a velha controvérsia em torno do Aqueduto da Água da Prata, provando que a sua “refundação”, no século XVI, seguiu o traçado topográfico de um anterior aqueduto romano. “Está, por fim, resolvido um dos grandes enigmas da cidade de Évora”, anuncia o arqueólogo Jorge Oliveira no prefácio do livro “A refundação do Aqueduto da Água de Prata, em Évora”. E prossegue afirmando que o autor da obra, Francisco Bilou, identificou em definitivo “os vestígios arqueológicos do aqueduto” romano, em cujo traçado topográfico assentou a construção do “Cano” quinhentista. “A refundação do Aqueduto da Água de Prata, em Évora”, publicado pelas Edições Colibri, foi apresentado na Feira do Livro pelo seu autor, Francisco Bilou, historiador eborense com extensa e diversificada obra publicada,

mormente sobre a Évora romana. Francisco Bilou entende que, com a publicação deste livro, “é agora possível concluir” que a edificação do Aqueduto da Água da Prata foi “concretizada sobre o traçado topográfico de uma obra mais antiga, da qual restam, ainda, escassos vestígios materiais”.

Segundo Bilou, a ideia de escrever o livro surgiu “no âmbito da escolha do tema” para o seu mestrado, mas foram “circunstâncias várias” que levaram o autor a interessar-se em definitivo por ele. “Uma das que mais pesou” foi a leitura de um artigo publicado há três anos na revista Monumentos. No referido artigo, Filomena Monteiro e Virgolino Jorge “sentenciavam a inexistência” de um anterior aqueduto romano “por mera impossibilidade técnica, afirmando-o com tal segurança que nem sentiram necessidade de esboçar a mais leve argumentação topográfica em defesa da sua tese”. Com base em “indícios topográficos, toponímicos e arqueológicos”, Francisco Bilou provou que “a descoberta dos vestígios” do aqueduto romano, “oportunamente resgatados por André de Resende”, constituiu um “forte estímulo circunstancial” que, no século XVI, levou D. João III a mobilizar “importantes recursos” para dotar Évora do “primeiro grande aqueduto construído na Europa no Renascimento”

Autarquia de Estremoz aposta no património

Câmara vai comprar Palácio

Beja: Escola Superior de Educação mostra que “Cultura Somos Nós” A multiculturalidade é o tema dominante da 3.ª edição do “Cultura Somos Nós”, organizado pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Educação de Beja e que arranca na próxima segunda feira, na capital do Baixo Alentejo. Demonstrações de breakdance, magia, capoeira, um roteiro fotográfico pelos espaços verdes e históricos da cidade, sessão de cinema ao ar livre, workshops de cerâmica e de suporte básico de vida, danças tradicionais, atuações musicais e uma peça de teatro sobre o racismo são algumas das atividades programadas. A iniciativa decorre até dia 24, no campus do Instituto Politécnico de Beja e no interior da Escola Superior de Educação, pretendendo envolver, não apenas os alunos daquela instituição de ensino superior, mas também toda a comunidade local.

Redação/Lusa

O município alentejano de Estremoz vai comprar o Palácio dos Marqueses de Praia e Monforte para recuperar o imóvel devoluto, onde funcionou a coletividade Círculo Estremocense.. O presidente da autarquia; luís Mourinha, disse à Agência Lusa que o município vai adquirir o imóvel, que está devoluto e em estado de “degradação”, por 250 mil euros e a cedência aos proprietários de um lote de terreno na zona industrial de Arcos. Luís Mourinha explicou que a autarquia pretende recuperar o imóvel, onde funcionou durante muitos anos a Sociedade Círculo Estremocense, para instalar a Junta de Freguesia de Santo André, a ludoteca e

outros serviços do município. “Trata-se de um imóvel antigo, com um espaço grande, e vamos avançar com um projeto para a sua recuperação”, salientou. O Palácio dos Marqueses de Praia e Monforte, edifício construído durante o reinado de D. João V, foi inicialmente utilizado como Paços do Concelho e posteriormente adquirido pelos marqueses de Praia e Monforte. Segundo o autarca, o município vai vender os edifícios onde estão instaladas a Junta de Freguesia de Santo André, na Praça Luís de Camões (Pelourinho), e a ludoteca, na zona do castelo. O autarca indicou ainda que o executivo municipal decidiu também adquirir o terreno onde estava instalada a empresa Mármores

Moura: ballet” O grupo de ballet Adágio apresenta sábado e domingo, em Moura, o espetáculo “Alice no País das Maravilhas”, cujo lucro reverterá a favor dos Bombeiros Voluntários daquela cidade do distrito de Beja. O bailado, que promete “transportar o público para a infância perdida”, está marcado para as 21:30 no espaço Sherazade, em Moura. .

Beja: Wine Night Palácio dos Marqueses de Praia e Monforte

Batanete, junto ao cemitério de Estremoz, por 275 mil euros, para mudar para aquele local o estaleiro do município. Segundo o autarca, o município vai depois vender para lotes industriais o espaço onde está atualmente instalado o estaleiro muni-

cipal, na zona industrial de Estremoz. Luís Mourinha avançou ainda que a Câmara Municipal vai apresentar na sessão da Assembleia Municipal de 25 de junho uma proposta para um pedido de empréstimo à banca para estas aquisições.

O Castelo de Beja recebe a 3 de julho a “Beja Wine Night”, uma iniciativa que pretende celebrar os vinhos produzidos no Alentejo e constituir-se como um momento marcante na cidade, na região e no país. A iniciativa, que pretende associar o vinho alentejano a momentos de consumo diferenciados, num ambiente descontraído e de celebração, inclui música ao vivo, atuações de dj’s e a presença de figuras públicas.


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Artes Fica mais rico o património cultural de Évora a partir deste sábado, 12 de Junho. No Largo de São Miguel, perto da Sé Catedral e do edifício central da Universidade, no Palácio Cabral, com quase cinco mil metros quadrados de área, abre uma nova galeria de arte que promete ser das mais importantes a nível internacional. Chama-se “Two Chicken Heads Gallery” inteiramente dedicada à arte figurativa internacional, com destaque para a escultura. Projecto milionário abre este sábado em Évora

Galinha de duas cabeças: galinha dos ovos de ouro? - Há galinhas de duas cabeças? - Há! - Onde? - Aqui mesmo, em Évora. Uma galinha de duas cabeças? Estranho? Habitue-se à ideia, porque a partir de sábado a galinha de duas cabeças chega ao poleiro da cidade. E quem sabe se não irá fazer história no panorama cultural português. Convém fixar o nome dos donos da galinha: Antonio López Giménez e Eva Hernandez Calderón. Até porque eles podem trazer ovos de ouro para o turismo na cidade. “Two Chicken Heads Gallery” é uma homenagem ao símbolo de Portugal, o típico Galo de Barcelos. Ao mesmo tempo o nome resulta do “olhar irónico” de um espanhol para o nosso símbolo nacional. Antonio López Giménez é o espanhol. A “Two Chicken Heads Gallery” é o seu projecto milionário e a sua ironia para com o galo português. “Na Europa somos uma das grandes galerias dedicadas à arte figurativa internacional”, assegura Antonio Lopéz Giménez, coleccionador e empresário, licenciado em Belas Artes pela Universidade de Valência.

Nova galeria vai instalar-se no Palácio Cabral, um edificio do sec. XVIII

A “Two Heads Chicken Gallery” mantém a colecção que faz parte do Museu de Escultura Figurativa Internacional Contemporânea, de Murcia, Espanha, que se apresenta no seu sítio da Internet como um “museu único”, um projecto que “parte das primeiras manifestações contemporâneas da escultura figurativa internacional produzidas na segunda metade do século XX, abarca todo o espectro de correntes escultóricas figurativas, neo – figurativas e realistas desenvolvidas até à actualidade”. A colecção, propriedade dos

empresários e coleccionistas espanhóis Antonio Lopéz Gimenéz e Eva Hernandez Calderón, é composta por mais de quinhentas esculturas, realizadas por mais de uma centena dos mais destacados artistas nas diferentes tendências da figuração escultórica internacional, procedentes de todo o mundo, contando com uma importante representação de Espanha e Portugal.

Um quase museu Um passeio turístico desperta uma paixão culminada num

grande amor. Um passeio, numa tarde de verão, há um par de anos, leva Antonio López Giménez a enfeitiçar-se pela “beleza” de Évora. Um de milhares de turistas que todos os anos passam pela cidade Património da Humanidade, Antonio Lopéz acaba por levar Évora no coração. “É uma cidade magnífica, muito bela e desde a primeira hora me encantou”, confessava, há cerca um ano numa entrevista à Antena 1. A partir desse passeio turístico, a ideia passa por trazer para cá toda a colecção adquirida ao longo de mais de duas dezenas de anos e aqui abrir um museu. Da ideia passa ao acto. Fala com Câmara de Évora, reúne com o presidente José Ernesto Oliveira. Este envia emissários para apreciar a colecção de Antonio Lopéz na sua “Galería Clave”, em Murcia. Durante vários meses multiplicam-se os contactos, tentam-se financiamentos. A proposta inicial passa pela cedência da colecção em troca de importante verba paga faseadamente. Antonio Lopéz espera uma resposta da Câmara de Évora. Desespera. Até que… desiste. José Ernesto Oliveira, também

em entrevista à Antena 1 há cerca de um ano, assumia ter pena por não poder acolher o museu de arte figurativa internacional por manifesta falta de verbas. A vontade de Antonio Lopéz Gimenéz não esmorece. Desenvolve contactos e faz ele próprio o investimento que antes tentara em colaboração com o município. Adquire o antigo palácio dos Condes de Ervideira e após meses de obras e restauros, prepara-se agora para abrir a galeria de arte figurativa internacional com o sugestivo nome de “Two Heads Chicken Gallery”. “Um grande investimento”, assegura Antonio Lopéz, maravilhado com o palácio do século XVIII, no centro de Évora, “um sítio incomparável, ao pé da Sé Catedral, frente à Universidade. Um grande edifício que nos custou muitos milhões de euros”, assegura o coleccionador. “Foi um investimento milionário e estamos a trabalhar há muitos meses para inaugurarmos no próximo sábado”. A nova galeria abre com uma exposição de escultura, pintura e fotografia de vários artistas dos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Cutileiro: uma grande exposição para Évora “É difícil imaginar o que um artista pode fazer a seguir a isto”. O autor da frase chama-se João Cutileiro. Nome grande da escultura portuguesa, Cutileiro não perdeu a abertura da exposição “Love Story” no Palácio D. Manuel. Atento e conhecedor, João Cutileiro afirma estarmos perante meia centena de “extraordinárias” obras de arte numa exposição “tão inesperada em Évora”. “Daqui para a frente o que é que cada um destes artistas vai fazer? É

muito difícil imaginar”, prossegue o escultor há muitos anos radicado em Évora, esperando que esta seja a primeira de muitas exposições de qualidade. “É uma grande exposição para Évora, espero que se mantenha o nível”. Também a vereadora da Cultura da Câmara de Évora reconhece que este “é um dos grandes momentos culturais”. Para Cláudia Sousa Pereira esta é uma importante exposição que a cidade vai poder continuar a ver através da nova galeria. P. N


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Referência cultural da Europa Antonio Lopéz Gimenéz não tem dúvidas que a galeria vai ser um sucesso em Évora e vai marcar o roteiro de muitos milhares de visitantes. “Quando estávamos em Espanha, na anterior galeria registávamos uma média anual entre 30 a 35 mil visitantes. Évora que é uma cidade bonita, tem boas vias de comunicação, pensamos que pode ter uma frequência de visitantes muito similar”. “Uma galeria destas características em Évora – prossegue Antonio Lopéz, implica que todos os anos muitas pessoas de Espanha e de outros países europeus venham à cidade ver as nossas exposições”. O empresário e coleccionador de arte sustenta esta crença na sua própria experiência de 25 anos como galerista em Espanha. O objectivo da galeria passa mais a difusão da arte que pela sua venda, já que o empresário sabe que Évora não está na rota dos mercados de arte contemporânea. “Desde que decidimos fixar-nos em Évora que sabemos que este não é um local para o mercado de arte contemporânea. Da nossa parte esta é uma proposta forte mas muito arriscada, porque vamos ter de aguentar o investimento”. O espanhol espera agora pela “colaboração e pelos apoios” das instituições públicas e da Câmara de Évora, porque além desta galeria assegura ter muitas outras propostas para a cidade, “projectos que podem transformar Évora numa cidade referência cultural da Europa e talvez até ser a capital cultural de Portugal”.

Oferecer uma “Love Story” António Lopéz Gimenéz abre o “apetite” para a nova galeria através de uma exposição no Palácio de D. Manuel inaugurada na sexta-feira, dia 4. “Love Story” é uma mostra que o empresário coleccionador quis oferecer à cidade. “Cedemos tudo absolutamente grátis e o que queremos é que as pessoas da cidade e do país, através dos turistas, desfrutem de um acontecimento cultural que não é habitual numa pequena cidade. Uma exposição desta qualidade só costuma ver-se nas grandes capitais”, diz o Antonio Lopéz. A exposição reúne 50 artistas dos mais importantes a nível internacional. Alguns expõem pela primeira vez em Portugal e mesmo na Europa. “São obras representativas dos seus melhores períodos criativos e penso que este é um grande acontecimento para Portugal e sobretudo para Évora”.

Uma colecção com nomes grandes Estes são alguns dos nomes que fazem parte da colecção de Antonio Lopéz Gimenéz. Podem ser quase ou totalmente desconhecidos do grande público, mas são reconhecidos pelos especialistas e amantes de escultura figurativa e apontados como figuras maiores da história da arte. Considerado percursor do hiper realismo norte-americano John de Andrea tem no MEFIC a maior presença mundial num museu. John Davies, segundo a crítica especializada mudou o rumo da escultura britânica. Lorenzo Mena com as esculturas que fizeram com que Fidel Castro o expulsasse de Cuba. Os irmãos Jake & Dinos Chapman e as demenciais anatomias trágicas dos “enfants terribles” da neofiguração inglesa. Os italia-

Autor: Ron Mueck

nos Maurício Cattelan, Carlo Di Meo e Simone Racheli e as selvagens ironias da última vanguarda figurativa italiana. Werner Reiterer, através de “o homem com a língua cravada na parede” e o mítico escultor hiper realista norte-americano Marc Sijan. Alberto Adsuara, Andrew Benyei, Tom Chambers, David Costa, Andrzej Dragan, Rainer Elstermann, Laureano Gisca, Mitsy Groenendijk, Jesús Herrera, Chao Cheng Huang, Thomas Kuebler, Daniel Lee, Carlos Revenga, Gabriel Rufete, Ausín Sáinz, Óscar Salmerón, Jamie Salmon, Joseph Seigenthaler, Jackie K. Seo, Marc Sijan, Lu Zhengyuan, são outros dos nomes grandes representados na colecção de Antonio Lopéz. e Eva Hernandez Calderón. P. N

Até 23 de Junho

Fall in love and fall apart na Igreja de S. Vicente Redação

Foi inaugurada no sábado passado a exposição “Fall in love and fall apart, things will end before they start” do artista plástico belga Luc Vandervelde Lux. No portefólio de Luc Vandervelde Lux ressaltam como fontes de inspiração: o envolvimento social e a nostalgia. Esta exposição concentra-se principalmente na nostalgia, mas a visão e interpretação do artista sobre nostalgia são claramente marcadas pelo envolvimento social. Segundo uma nota da Câmara Municipal de Évora, “o trabalho de Lux faz lembrar o épico de Tarkowski – “Nostalgia” (1983) -, em que os sonhos de um poeta estão cheios de sentimentos ambivalentes pela sua pátria e a sua companheira. Os temas nas suas obras são um resultado, não

um ponto de partida. Começa com uma experiência, um facto ou um problema e o processo criativo guia-o, move-o, sem ainda saber onde irá terminar”. Especialmente para esta exposição, Luc Vandervelde Lux fez doze grandes desenhos/ pinturas em papel de uma série a que intitulou “Melancholy”. Na linha desta exposição é visível algo da formação de Luc como arquitecto de interiores, pois ele está bem ciente da interacção das suas obras com o espaço de exposição, neste caso uma antiga Igreja. “As doze obras de “Melancholy” flutuam no espaço entre os pilares da Igreja. O visitante é obrigado a procurar. Esta ideia dá continuidade `a tradição de apresentar a arte em locais religiosas, na qual as obras de arte estão posicionadas a uma altura superior em relação à altura dos olhos.

Uma exposição que vai surpreender o visitante

Permite, além disso, que as obras flutuem no espaço, servindo também para intensificar a experiência artística. A arte deve voar, mais do que permanecer pregada numa parede”, refere a nota da autarquia. A exposição, organizada pela

Câmara Municipal de Évora e pela Associação OBRAS, de Évoramonte, está aberta ao público até 23 de Junho, de terça a sexta-feira das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 19:00, sábados e domingos das 15:00 às 19:00, e encerra às segundasfeiras.


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10 Junho ‘10

Lazer livros

HORÓSCOPO SEMANAL

Carneiro

Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Touro

Gémeos

A Governanta Autor_Joaquim Vieira

FIlme desta semana Nanny McPhee e o Toque de Magia Realização_ Susanna White

Sinopse

Carta Dominante: O Mundo, que significa Fertilidade. Amor: Que o Amor e a Felicidade sejam uma constante na sua vida! Saúde: Ultrapassará qualquer problema graças à sua força de vontade. Dinheiro: Sem problemas neste campo da sua vida. Número da Sorte: 21 Dia mais favorável: Terça-feira

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Carta Dominante: A Torre, que significa Convicções Erradas, Colapso. Amor: Se falar mais abertamente acerca dos seus sentimentos, poderá ver progredir a sua relação afectiva. Que os seus mais belos sonhos se tornem realidade. Saúde: Cuide da sua saúde física, faça mais exercício. Dinheiro: Com trabalho e esforço conseguirá atingir o seu objectivo. Número da Sorte: 16 Dia mais favorável: Sábado

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Carta Dominante: O Dependurado, que significa Sacrifício. Amor: Não deixe que as máslínguas o influenciem, tenha mais confiança na pessoa que está consigo. Que a sabedoria infinita esteja sempre consigo! Saúde: Tenha cuidado com as correntes de ar. Dinheiro: Seja cauteloso com os seus gastos. Número da Sorte: 12 Dia mais favorável: segunda-feira

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Caranguejo

Leão

Virgem

Carta Dominante: 7 de Copas, que significa Sonhos Premonitórios. Amor: Estará muito sensível. Levará a mal certas coisas que lhe digam. Seja mais confiante e menos impressionável. Defenda-se pensando no Bem! Saúde: Imponha um pouco mais de disciplina alimentar a si próprio. Dinheiro: Tendência para gastos excessivos. Número da Sorte: 43 Dia mais favorável: Sexta-feira

Carta Dominante: 5 de Paus, que significa Fracasso. Amor: A sua relação está a passar por um período menos positivo. Aproveite com muita sabedoria os conselhos da sua família. Saúde: Deve tentar dormir pelo menos oito horas por dia. Dinheiro: O equilíbrio financeiro faz parte da sua vida neste momento. Número da Sorte: 27 Dia mais favorável: Quarta-feira

Carta Dominante: Ás de Copas, que significa Princípio do Amor. Amor: Procure dar atenção às verdadeiras amizades. Que a bondade esteja sempre no seu coração! Saúde: Tenha mais confiança em si, valorize-se mais. Dinheiro: Cuidado com as intrigas no local de trabalho. Número da Sorte: 37 Dia mais favorável: Quinta-feira

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Balança

Escorpião

Sagitário

Carta Dominante: 8 de Espadas, que significa Crueldade. Amor: Se tem algum problema que o está a incomodar, é tempo de o resolver. Seja humilde e aprenda a conhecer-se a si próprio. Então conhecerá o mundo! Saúde: O seu sistema imunitário está muito sensível, seja prudente. Dinheiro: Não hesite em pedir ajuda quando estiver com problemas financeiros. Número da Sorte: 58 Dia mais favorável: domingo

Carta Dominante: 9 de Ouros, que significa Prudência. Amor: Se não controlar os seus acessos de agressividade, poderá fazer sofrer uma pessoa que ama. Aprenda a amar-se e então saberá amar tudo e todos! Saúde: Dê mais atenção à sua saúde, não se considere intocável. Dinheiro: Período favorável para esboçar novos negócios e empenhar-se na concretização dos seus projectos. Número da Sorte: 46 Dia mais favorável: Terça-feira

Carta Dominante: 5 de Espadas, que significa Avareza. Amor: Não seja tão mal humorado! Sorria! Procure ter pensamentos positivos e não deixe invadir-se por sentimentos ou pensamentos negativos. Saúde: Faça alguns exercícios físicos mesmo em sua casa. Dinheiro: Não deixe para amanhã aquilo que pode fazer hoje. Número da Sorte: 55 Dia mais favorável: Sexta-feira

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Capricórnio

Aquário

Peixes

Carta Dominante: Cavaleiro de Espadas, que representa um Guerreiro. Amor: Provável desentendimento com alguém que lhe é muito especial. Que a serenidade e a paz de espírito sejam uma constante na sua vida! Saúde: Não se acomode. Dinheiro: Provável descida do seu poder de compra. Número da Sorte: 62 Dia mais favorável: Sábado

Carta Dominante: 6 de Paus, que significa Ganho. Amor: Notará um afastamento da pessoa amada, mas não é nada alarmante. Com os nossos pensamentos e palavras, criamos o mundo em que vivemos! Saúde: Muito favorável, aproveite e pratique exercício físico. Dinheiro: Notará que o seu esforço a nível de trabalho será recompensado. Número da Sorte: 28 Dia mais favorável: Quarta-feira

Carta Dominante: 4 de Ouros, que representa Projectos. Amor: Diga abertamente ao seu companheiro tudo o que acha que nele é menos correcto. Seja o primeiro a dar o exemplo! Saúde: Relaxe um pouco mais, anda muito tenso. Dinheiro: Estabilidade financeira. Número da Sorte: 68 Dia mais favorável: Segunda-feira

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Vendo chegar a viatura oficial com o por ta-bagagem carregado de lenha, o chefe do Governo gritou irado à sua governanta: «Os carros do Estado não são para carregar lenha! Não consinto!». A mulher não se ficou e gritou no mesmo tom: «Merda! A lenha não é para mim, é para o Salazar!» Quem se atreveu a gritar assim a António de Oliveira Salazar, homem temido e respeitado por todos, foi Maria de Jesus Caetano Freire, a sua dedicada e fiel companheira ao longo de toda uma vida. Nascida no seio de uma pobre família camponesa no lugar de Freixiosa da freguesia de Santa Eufémia, no concelho de Penela, distrito de Coimbra, aos 31 anos começou a servir os então lentes universitários e amigos Manuel Gonçalves Cerejeira e António de Oliveira Salazar. Seguiu este último para Lisboa (ao mesmo tempo que o primeiro subia ao lugar mais alto da hierarquia católica em Portugal) e só o abandonou quando, aos 81 anos, o ditador morreu por doença. Maria de Jesus tinha cumprido a missão da sua vida. D. Maria por tudo merece um lugar de destaque na História do século XX português.

Sinopse

Nesta nova aventura, Nanny McPhee bate à porta de uma jovem mãe, Mrs. Isabel Green, que tenta desesperadamente gerir a sua quinta familiar enquanto o seu marido está longe na guerra. Mas quando chega, Nanny McPhee descobre que os filhos de Mrs. Green travam uma guerra contra dois primos mimados vindos da cidade, que se mudaram para a quinta. Socorrendo-se de tudo, desde uma mota voadora e uma estátua que ganha vida, a um porquinho que trepa árvores e um elefante bebé que surge nos lugares mais estranhos, Nanny McPhee usa a sua magia para ensinar às suas crianças cinco novas lições.

Resolva as palavras cruzadas

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O seu tempo vale ouro

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Autor_ Alberto Pena Sinopse

O seu tempo vale ouro, logo é altura de aprender a gerir a sua vida da melhor forma. Como? Não existem soluções milagrosas, mas Alberto Pena, especialista nesta área, garante que é possível uma alcançar uma vida mais produtiva. Aprenda a gerir o seu e-mail; - Faça pausas frequentes durante o horário de trabalho. Mas descansar não significa ligar-se a uma rede social ou enviar um e-mail a um amigo, é afastar-se da secretária o mais possível; - Aprenda a desligar-se do trabalho quando sai do escritório. Uma pessoa com uma mente descansada enfrenta melhor um problema; - Reduza os compromissos desnecessários que só o afastam dos seus verdadeiros objectivos; - Faça com que o dia de hoje conte e seja único. Esta é uma boa forma de se sentir motivado todos os dias.

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7 1. Samário (s.q) 2. Lula 3. Primeiro nome do código de Dan Brown 4. O que o gato faz (invertido) 5. Maluco em inglês 6. Emendar 7. Batráquio 8. Acto de rolar 9. Reboque 10. Prefixo de posição

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Nota: O objectivo do jogo é completar os espaços em branco com algarismos de 1 a 9, de modo que cada número apareça apenas uma vez na linha, grade e coluna.


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Reportagem Equitação

Vidigueira

Jovem eborense distingue-se no circuito mundial de Endurance

Com o objectivo de promover e desenvolver a actividade artística, a Câmara Municipal de Vidigueira vai realizar, no próximo mês de Setembro, a VII Bienal de Artes Plásticas (Pintura e Escultura). Os artistas, nacionais e estrangeiros, interessados em participar nesta iniciativa deve proceder à inscrição e entrega dos trabalhos até 31 de Agosto. Mais informações em www. cm-vidigueira.pt

José Pinto de Sá

Um jovem cavaleiro eborense tem vindo a destacar-se além-fronteiras na exigente disciplina da Endurance, concorrendo com a elite mundial e arrebatando prémios em países como França, Espanha e os Emiratos Árabes Unidos, “grandes potências” da modalidade. André Caeiro começou a montar a cavalo aos sete anos. De início, a disciplina principal era o salto de obstáculos, e foi “por brincadeira” que aceitou o convite para participar em dois rides de iniciação de 80 km, de apuramento para o Mundial de sub-14 de Endurance. Gostou da experiência e aos 12 anos trocou definitivamente os saltos pelos raids. Três anos depois, um sponsor confioulhe dois cavalos para treinar e para competir. Em 2007, com 20 anos de idade, foi trabalhar para Barcelona, para uma en-

tidade ao serviço de um sheikh do Dubai. Conforme explicou, normalmente os sheikhs compram os cavalos em França e enviamnos para serem treinados em Espanha. Os melhores animais vão depois para o Dubai, onde a Endurance é o segundo desporto nacional, a seguir às corridas de camelos. As provas decorrem entre Setembro e Abril, porque durante o resto do ano o calor não permite a prática de um desporto fisicamente tão exigente. Assim, os cavalos de competição passam o Inverno na Arábia, regressando à Europa para o Verão. Após um regresso a Portugal, André Caeiro voltou a Madrid, através do mesmo contacto, passando a trabalhar para um sheikh do Qatar, como assistente de treinador e cavaleiro. Aos 23 anos, já possui um invejável palmarés internacional. Em Portugal foi campeão nacional de juniores e em Es-

Sorteio encerrou concertos Promenade

panha foi campeão da Catalunha. Em França, o país mais forte na modalidade, ficou num honroso oitavo lugar no Campeonato do Mundo de Cavalos Jovens (7 anos), montando um cavalo português, mas a correr pelo Qatar.

Entretanto, o seu irmão Miguel, de 18 anos, segue-lhe as pisadas, e já compete em provas internacionais, mormente em juniores. “Tem feito muito bons resultados”, diz André, não escondendo o seu orgulho pelo irmão.

O que é a Endurance

Os irmãos Caeiro cavalgando lado a lado

Os rides, ou provas de Endurance, são corridas de resistência equestre, disputadas ao cronómetro. As provas importantes são de 120 km a 160 km, se corridas num único dia, ou de 200 km, se corridas em dois dias. Na Europa, fazem-se médias de 20km/hora nestas distâncias.

Os campeonatos consistem numa úni ca prova, de 120 km nos juniores (entre os 14 aos 21 anos), e de 160 km nos seniores, o que equivale a oito horas a cavalgar (16 horas no total, incluindo as passagens pela grelha veterinária). Os concorrentes dão voltas a um percurso fechado com cerca de 30 km, e a

cada volta o cavalo faz uma paragem de meia a hora. É refrescado, passando depois por uma grelha veterinária, onde lhe observam as condições metabólicas. Se satisfizer determinadas exigências físicas, como ter menos de 64 pulsações, considera-se que está apto a retomar a prova. A Endurance é um desporto extremamente exigente, tanto para o cavalo como para o cavaleiro. Num raid, o cavaleiro perde 2 ou 3 quilos, o cavalo perde trinta e cinco quilos. Por isso, se um cavaleiro pode fazer 2 ou 3 raids por mês, o cavalo faz apenas dois a quatro por ano. Em Portugal disputa-se um campeonato nacional de Endurance, com uma prova para juniores e outra para seniores. No entanto, existem entre nós poucos cavaleiros profissionais. Porque, como diz André Caeiro, “há bons cavalos e bons cavaleiros, mas não há dinheiro”.

J.P.S.

A entrega de prémios referentes ao sorteio realizado no âmbito do ciclo de concertos Promenade, organizados pela Câmara Municipal de Évora, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos, marcou o encerramento da edição deste ano subordinada às “Músicas do mundo”, que decorreu no dia 6 de Junho, na Arena d´´Evora. Este ciclo, a cargo da Orquestra do Algarve, consistiu em cinco espectáculos, tendo cada um deles sido dedicado à música de um dos continentes. Esta terceira edição finalizou com um concerto onde foi tocada música da América do Norte. Após o concerto, seguiu-se a entrega dos prémios do sorteio, cujos premiados foram: Manuel Augusto Cordeiro (1º); António Miguel Marujo (2º); Rita Figueira (3º); Maria Cristina Fialho (4º); Maria Beatriz Guerreiro Miranda (5º); e Maria da Conceição Peres Pacheco (6º). O vencedor do 1º prémio recebeu um teclado electrónico Casio SA 45, oferta da Câmara Municipal de Évora, uma agenda moleskine, uma caneta da Caixa Geral dos Depósitos e um CD duplo da Orquestra do Algarve. Aos vencedores do 2º ao 6º prémio foram atribuídos uma flauta, oferta da Câmara Municipal de Évora, uma agenda moleskine, uma caneta da Caixa Geral dos Depósitos e um CD duplo da Orquestra do Algarve. Os Concertos Promenade são espectáculos direccionados para crianças e adultos, procurando estimular o conhecimento e o gosto pela música erudita em novos públicos.


20 10 Junho ‘10 Para divulgar as suas actividades no roteiro Email geral@registo.com.pt

Roteiro

Alter do Chão capital da Esgrima do Alto Alentejo Alter do Chão irá receber as Finais do Campeonato de Esgrima de Juvenis nos dias 12 e 13 de Junho. Iniciativa do Coordenador de Esgrima do Alto Alentejo, Mestre João Jeremias, e da Câmara Municipal de Alter do Chão, com o apoio da Federação Nacional de Esgrima. “Este ano Alter do Chão foi o local escolhido para a última prova das finais nacionais, atendendo ao interesse que esta vila mostrou pela modalidade”, salientou o Mestre João Jeremias. Esperam-se cerca de 200 esgrimistas para disputar a

MUSICA

DANÇA

Évora

REDONDO

11 DE JUNHO | O CANTO DOS POETAS DO IMAGINARIO ASSOCIAÇÃO CULTURAL | ESTRADA DO B.º DE ALMEIRIM, ARM. 4 | Antologia musical e poética da cultura lusófona | 22:30H SITE: www.doimaginario.org ORG.: Associação Cultural do Imaginário

10-06-2010 | 21h30 - 23h15 | Olhares | Dançar o Alentejo (Companhia de Dança de Almada com a participação de trovadores de Redondo)

Redondo

Das vastas lezírias aos extensos terrenos áridos e dourados do Alentejo, a calma paisagem não é mais do que uma cortina a esconder um património inimaginável. Uma jornada mágica a tempos antigos... com o esplendor dos nossos dias. Espectáculo integrado na comemoração do 4º aniversário do Centro Cultural de Redondo e conta com a participação especial do grupo Trovadores de Redondo.

The Drip Dry Man and his One Man Beat Revolver Arte e Cultura | 11-06-2010 | A 11 de Junho, no Café Concerto do Centro Cultural de Redondo, às 22h00.

O que sabem os pássaros | quinta-feira | 11h e 18h | Conto da tradição oral macaence no festival “o tapete está na rua”

OUTROS PALCOS ÉVORA 28º Volta ao Alentejo Desporto | 10-06-2010 a 13-06-2010

BEJA 12-06-2010 | teatro SALOON YÉ-YÉ pelo Teatro de Montemuro | Texto Abel Neves Encenação Graeme Pulleyn Co-Financiamento

TEATRO ÉVORA A sonoridade de The Drip Dry Man aproxima-o mais das zonas pantanosas do interior sul dos EUA do que da sua terra natal, no País de Gales. O impacto que causa com as suas actuações ao vivo leva o público a render-se automaticamente, transportando consigo uma notável fusão entre o blues do Delta, o gospel e o country, com um toque de contemporaneidade. A sonoridade única merece inclusive uma classificação especial, descrita como “full-on-dirty-nasty-swampblues-glam-rock”.

Arraiolos

todas as armas de esgrima, nas categorias de iniciados e cadetes, onde se destacam 3 esgrimistas naturais de Alter do Chão, Alexandra, Dulce e Rita.

Projecto artístico “casa-lume em évora” | Espaço celeiros | rua do eborim | 9 e 10 de junho

EXPOSIÇÃO BEJA

10 Junho | Vidigueira 12h | Aljustrel 16h.15 - 178 Km 11 Junho | Viana do Alentejo 12h | Estremoz 16h.15 - 180.2 Km 12 Junho | CRI Reguengos de Monsaraz Monsaraz 16h - 18.4 Km 13 Junho | Redondo 12h | Évora 15.50 162 Km Monforte

29 de Maio e 13 de Junho o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja Para além das exposições haverá ainda lugar para a apresentação de projectos, conferências, espectáculos, lançamento de livros, sessões de autógrafos, sessões de cinema, workshops, etc.

FESTIVAL DA JUVENTUDE - MONFORTE | 10-06-2010 a 13-06-2010 | Concertos; Tauromaquia; Exposições; Desportos Radicais; Djs; BTT


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Prazeres Pelos blogs

Barragem de Odivelas

A propósito da compra do Círculo

Redação

Bem no coração do Baixo Alentejo existe um local que se pode considerar um misto de atractivo rústico e turístico, a Barragem de Odivelas. Como complexo balneário com potencialidade turística, a Barragem de Odivelas, próxima à freguesia com o mesmo nome, aproveita as águas dum afluente do Rio Sado, a Ribeira de Odivelas, possuindo excelentes condições para a prática de desportos náuticos, recreação e parque de merendas. A sua albufeira é bastante procurada pelas pessoas das regiões mais próximas durante a época quente e o seu parque de campismo, adjacente ao complexo balnear, recatado e calmo, é uma óptima opção para umas calmas férias sem stress e longe das confusões das regiões junto à costa. Junto à barragem de Odivelas foram descobertos vestígios de uma barragem romana, naquilo que é um “achado único” em toda a Península Ibérica.

A Barragem de Odivelas e a do Alvito comunicam entre si através da Ribeira de Odivelas. Ambas apresentam água muito limpa e dispõem de várias ilhas, algumas com casaria em ruínas, que proporcionam uma paisagem magnífica, mesmo em anos de seca quando a água está muito

baixa. Se dispõe de um barco ou de uma canoa, não hesite em levá-los consigo, para explorar bem todas as ilhas e recantos das barragens. Também poderá fazer óptimas caminhadas a pé, pescar (achigã, carpa, chanchito, etc.) ou, simplesmente, não fazer nada e gozar a

sombra de um dos muitos sobreiros ou azinheiras aí existentes. A Barragem de Odivelas é a que dispõe de mais estruturas de apoio e possui um complexo turístico bem organizado. ( h t t p : / / w w w. g e o c a ching.com)

Comeres & Beberes Restaurante Afonso, em Mora Carlos Júlio

É também uma das lendas da gastronomia alentejana. O Restaurante “Afonso”, em Mora, já é “cinquentão”, mas sabe receber como se estivesse na flor da juventude. O “Afonso” foi fundado em 1954 por Afonso das Neves Mendes e sua esposa Dª Bia. Inicialmente foi Café, passou depois a restaurante e, mais tarde, diversas remodelações deram-lhe o aspecto que tem hoje. A última aconteceu em 2004, para comemorar os 50 anos de actividade. Hoje o restaurante continua em frente, com outra geração. São os filhos Afonso Manuel - Chefe de Cozinha - e Nicolau Mendes - Gerente – que agora estão a dirigir esta casa, que tem uma Sala Principal ampla, com capacidade para 100 pessoas, uma Sala Privada para 80 pessoas e uma Cafetaria com capacidade para 100 pessoas. “ O Afonso” tem participado em diversos Concursos de Gastronomia realiza-

dos pela Câmara Municipal de Mora e Região de Turismo de Évora, tendo ganho vários 1º Prémios, confirmado como vencedor absoluto da Região de Évora tendo representado a mesma na Feira Nacional de Gastronomia de Santarém e no Casino de Espinho. Todos os anos participa na maior Mostra Gastronómica de Caça do País que se realiza em Mora. Nos pratos, os destaques vão para a gastronomia alentejana. Sopas: Gaspacho, Açorda, Sopa de Cação. No Peixe: Bacalhau à Braz, Bacalhau à Afonso, Robalo, Achigã grelhado c/ molho de coentros, Carne: Pezinhos de coentrada, Medalhões de porco preto, Cabrito à Morense, Migas de espargos bravos, Presas e plumas de porco preto, Ensopado de borrego, Naco de novilho Alentejano, Lombinhos de porco preto, Posta de vitela

Alentejana, Secretos de porco preto, Muito procurado pelos pratos de Caça, o “Afonso” tem uma ementa variada, entre outros, Costeletas de javali grelhadas, Costeletas de veado grelhadas, Pombo bravo, Ensopado de lebre, Coelho bravo à caçador e na brasa, Arroz de lebre, Perdiz à Dª Bia. Um verdadeiro templo da gastronomia do Alentejo, este “Afonso” bem no centro da vila de Mora. Encerra às Quartas-Feiras Morada do Restaurante Afonso: Rua de Pavia, Nº 1 - Mora 7490-207 Mora

Está visto (e comprovado) que não podemos acreditar em tudo o que lemos. As notícias divulgadas hoje pela DianaFM pecam por alguma imprecisão. Assim, tenho a informar que o custo de aquisição do Palácio denominado dos Marqueses de Praia e Monforte (o palácio é mais antigo que o marquesado da Praia e Monforte) é SIGNIFICATIVAMENTE SUPERIOR aos 250 mil euros anunciados. Na nota de imprensa o Sr. Presidente “esqueceu-se” de referir vai também entregar, a título de pagamento, um lote urbanizado (em rigor, a urbanizar a expensas do Município) na Zona Industrial dos Arcos cujo terreno de implantação custou há alguns anos atrás € 181 532,50. Ora somando 250 com 181 já vamos em 431 mil euros. Se agora levarmos em conta o custo das infraestruturas do lote em referência (incuindo águas, saneamento, sumidouros, bocas de incêndio, telecomunicações, gás industrial, lancis, passeios, asfaltamentos, marcações, rotundas, zonas verdes e regas) a única coisa que temos por certa é que não sabemos quanto custou o Círculo. Só sabemos que será mais que 431 mil euros (bastante mais, aliás). Imaginem um projecto, façam as contas ao que está em causa e arrisquem um número... Eu sei que aos autarcas em exercício convém publicitar as decisões de uma determinada forma... digamos... politicamente correcta. Se calhar, por muito boas que sejam as intenções, se tivesse sido revelada TODA a verdade (e não, apenas, a parte da verdade que se afigura mais conveniente), podiam eventualmente surgir vozes incómodas a pôr em causa a oportunidade deste investimento, em especial quando se compromete a quase totalidade da capacidade de endividamento do munícipio em imóveis que trazem à ilharga pesados encargos adicionais. Se todos estivermos de acordo que estes investimentos são os de maior prioridade, então tudo bem. Se não forem, então é preciso ter consciência que este investimento é, no mínimo, pouco prudente, já que não gera os necessários retornos em tempo útil de deixarmos o concelho minimamente arrumado até ao final de 2013 (ano em que, provavelmente, a torneira comunitária fecha definitivamente). Resumindo, aquilo que Luís Mourinha disse não é sequer uma meia verdade (nem sei se será uma terça verdade). Só sei que não acredito - como estou farto de dizer - nem em inocências nem em coincidências. E quem não diz toda a verdade fá-lo-á com alguma intenção que não será certamente a de esclarecer convenientemente. Postado por António J. B. Ramalho | segunda-feira, 7 de Junho de 2010 http://estremoznet.blogspot.com/


22 10 Junho ‘10

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Ficha Técnica SEMANÁRIO Director Nuno Pitti (nuno.pitti@registo.com.pt) Propriedade Nothing Else-.meios&comunicação; Contribuinte 508 561 086 Sede Travessa Ana da Silva, n.º6 -7000.674 - 266 751 179 fax 266 730847 Administração Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Departamento Comercial Maria João (maria@ registo.com.pt) Redacção Carlos Júlio; José Pinto Sá (jose@registo.com.pt); Paulo Nobre Paginação Arte&Design Margarida Oliveira (margarida@registo.com.pt); Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Luís Pardal (luis. pardal@registo.com.pt) Colaboradores Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09


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Desporto Torneio Luso-Espanhol de badminton

Évora prepara-se para ser novamente a Capital Ibérica de Badminton Redação

O Clube de Badminton de Évora está a preparar a organização da quarta edição do Torneio Luso-Espanhol de Badminton, iniciativa que reúne em Évora cerca de 200 atletas provenientes de Portugal e Espanha.

O Torneio Luso-Espanhol de Badminton tem como objectivo promover o intercâmbio entre atletas e clubes de badminton entre os dois países, bem como homenagear o Prof. João Pombo, principal pessoa responsável pelo desenvolvimento do Badminton no concelho de Évora nas décadas de 1970/80, e o Treinador António Carmelo, pelo seu trabalho, dedicação, estímulo do espírito de equipa e fair-play, e pela excelente continuação do trabalho iniciado pelo Prof. Pombo. Este ano está já garantida a presença de atletas internacionais, tais como Filipa Lamy e Vânia

Este torneio internacional, que decorre nos Pavilhão dos Salesianos nos dias 19 e 20 de Junho, contará este ano com uma alargada comitiva de jogadores da extremadura espanhola, sendo a mesma liderada pelo próprio Presidente da Federación Extremeña de Badminton, Manuel Caperote.

Leça (vice-campeã nacional), jogadores de topo no panorama nacional. A presença de alguns dos melhores jogadores estremenhos nas categorias sub-15 e sub-17 é também já um dado assente, ao que se acumula a presença de jovens promessas nacionais que têm vindo a assumir um protagonismo em provas internacionais. Évora prepara-se pois para vir novamente a ser a Capital Ibérica de Badminton, onde o espectáculo da competição, aliado à qualidade e à hospitalidade da cidade Património Mundial, serão sem dúvida ingredientes um grande torneio.

Vânia Leça (Vice-Campeã Nacional em Singulares Senhora e Pares Senhoras na época 2009/2010) e Filipa Lamy (campeã espanhola vice-campeã europeia na época 2008/2009) estarão em Évora

Badminton em Portugal

Castelo de Vide: Gira-volei

Em Portugal existem registos da prática da modalidade desde 1895, na Figueira da Foz, ano em que foi oferecido um par de raquetes ao escritor Prof. Dr. João de Barros, segundo relato de Henrique Pinto.

Cerca de 700 jovens de vários pontos do país vão juntar-se nos dias 19 e 20 deste mês na vila de Castelo de Vide, no distrito de Portalegre, durante a realização do Encontro Nacional de Gira-volei. Até ao próximo sábado decorrem os encontros regionais do projeto, onde são apurados os participantes que irão disputar a grande final, que decorre naquela vila do norte alentejano. A iniciativa é promovida pela Federação Portuguesa de Voleibol (FPV), com o apoio da Câmara de Castelo de Vide.

Em 1924, na Ilha da Madeira, através de cidadãos ingleses residentes nesse local, em 24 de Julho, organizou-se um encontro, na Quinta Gertrudes (Vale Formoso – Funchal), entre as equipas “Azul” e “Branco” disputando uma taça de prata. Em Lisboa, 1926, no Triângulo Vermelho Português, existiam campos de Badminton marcados e alguns sócios realizavam jogos de badminton. Mas foi com Sr. Henrique Pinto, por volta de 1953, este gerente da Livraria Portugal,

que aos fins-de-semana jogava com os seus empregados e amigos na sua casa em Agualva, Cacém, que a divulgação da modalidade foi feita em vários pontos do país. A 19 de Fevereiro de 1954, Henrique Pinto remeteu a todos os clubes uma circular de forma a realizar-se uma reunião (realizada a 10 Março de 1954) para estabelecer as bases para uma futura direcção da Federação Portuguesa de Badminton. A 1 de Julho de 1954 foi criada a Federação Portuguesa de Badminton cujo primeiro presidente foi o próprio Henrique Pinto. O primeiro torneio foi organizado pelo Lisboa Ginásio Clube. Por quatro ocasiões, Portugal conseguiu o apuramento e esteve representado nos Jogos Olímpicos. Em Barcelona

através de Fernando Silva e Ricardo Fernandes, Sidney e Atenas através de Marco Vasconcelos, e recentemente em Pequim, com Marco Vasconcelos e Ana Moura.

Em Évora, praticou-se badminton no Lusitano Ginásio Clube, na Escola Aberta de Badminton, no Juventude Sport Clube, e desde 2003, no Clube de Badminton de Évora.

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SEMANÁRIO

Capoulas Santos eleito Vice-Presidente de Intergrupo

Feira de São João Nesta Edição

08// Arcebispo Dj Capoulas Santos foi eleito, no Parlamento Europeu, Vice-Presidente do Intergrupo para a Caça Sustentável, Biodiversidade, Actividades Rurais e Floresta. Os “Intergrupos” integram eurodeputados de diferentes famílias politicas com interesses comuns e representantes da sociedade civil que partilham os mesmos interesses. Neste caso, merece destaque a FACE – Federação das Associações de Caça e Conservação da Fauna Silvestre da União Europeia – que representa os interesses de mais de 7 milhões de caçadores europeus junto das instituições europeias e internacionais.

17// Exposições 20// Esgrima

23// Badminton

O Intergrupo para a Caça Sustentável, Biodiversidade, Actividades Rurais e Floresta tem como objectivo promover a prática da caça como instrumento de desenvolvimento rural, bem como da conservação, melhoramento e restauração dos habitats da fauna selvagem. Para além da promoção de iniciativas em todos os Estados-membros da UE, o Intergrupo reúne mensalmente em Estrasburgo. PUB

10´ Junho 10

Xutos & Pontapés inauguram espaço no Parque Industrial José Pinto de Sá

Xutos & Pontapés e Martinho da Vila serão os pontos mais altos do programa de animação da Feira de São João 2010, que se estende este ano a novos locais da cidade, como o Parque Industrial. Já vão avançadas as obras de terraplanagem no terreno do Parque Industrial que vai acolher, no dia 26, um concerto dos Xutos & Pontapés. O concerto é produzido pela própria banda, e já estava projectado, mas a Câmara de Évora logrou alterar a sua calendarização, de forma a integrá-lo na programação da Feira de São João. Segundo a vereado-

ra Cláudia Sousa Pereira, trata-se de um espaço que a autarquia pretende continuar a utilizar, “para concertos mais ruidosos”. O outro prato forte da programação musical da Feira de São João é Martinho da Vila, que regressa a Évora para um concerto na Arena. A edição deste ano aposta forte na parceria com

a Universidade de Évora, em termos de programação musical, que incluirá concertos pela Orquestra da Universidade de Évora e pela Banda de Jazz da academia. O programa de animação da Feira de São João incluirá ainda uma Revista à Portuguesa, espectáculos tauromáquicos e um rodeo.


Registo Ed109