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SEMANÁRIO

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Director Nuno Pitti | 13 de Maio de 2010 | ed. 105 | 0.50 euros

Évora: Grupo de cidadãos visita Centro de Artes Tradicionais

Juventude Sport Clube sobe à 2ª Divisão Com a subida garantida, o Juventude procura no próximo domingo acrecentar o título de campeão nacional da 3ª divisão. Basta a vitória em Monte Gordo, frente ao Beira Mar, para comemorar um campeonato que já venceu em 1950/51.

Avis

Câmara e Turismo do Alentejo optam pelo silêncio

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Reguengos de Monsaraz

Feira Medieval Exponáutica este fim de semana até domingo

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2/12/13

Volta ao Alentejo

“Alentejana” regressa em Junho

Papa deixou mensagem de tolerância

Bento XVI, peregrino em Fátima 5 PUB

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13 Maio ‘10

A abrir Crónica Editorial Carlos Júlio

Há pouco mais de um mês, no dia 3 de Abril de 2010, à margem de um programa, em directo, para a rádio, em que participou enquanto presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, Ceia da Silva garantiu-me que, apesar da colecção Paulo Parra ir ser instalada no Centro de Artes Tradicionais de Évora, o Museu do Artesanato iria continuar e que haveria espaço para as duas colecções. Garantiu-me também Ceia da Silva que se não tivesse sido encontrada esta solução o Museu de Artesanato teria que fechar muito em breve por não gerar receitas suficientes, nem a ERT ter disponibilidades financeiras para suportar os encargos com ele relacionados. Um mês depois, para esta edição, o semanário REGISTO pediu declarações sobre este tema ao presidente da ERT, depois de um grupo de cidadãos, de diversos quadrantes políticos, ter visitado o Museu no sábado passado e ter levantado sérias dúvidas sobre a possibilidade dos dois museus coexistirem naquele espaço (ver páginas centrais). Alegou Ceia da Silva que, em tempo oportuno e quando fosse achado útil, seria convocada uma conferência de imprensa sobre este assunto. Mas que agora não tinha quaisquer declarações a prestar. Para esta edição o REGISTO contactou igualmente a vereadora da Cultura da Câmara de Évora. Cláudia Pereira recusou também qualquer declaração sobre o Museu do Design versus Museu do Artesanato, depois de no início de Abril ter dito à agência LUSA que a criação do museu do design partira “da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e do colec-

cionador de arte Paulo Parra, que possui mais de 2500 objectos de design industrial dos séculos XIX e XX e que deverá abrir no próximo mês de Julho”. Estamos a meio do mês de Maio e gostaríamos de nesta edição ter contribuído para um maior esclarecimento deste assunto, que tem motivado posições públicas divergentes, mas com uma mesma tónica: ninguém põe em causa o valor da colecção, que muitos gostariam de ver exposta em Évora, nem a qualidade do espólio de Paulo Parra, cujo nome está também ligado à Universidade de Évora. O que quase todos, no entanto, temem é que a criação do Museu de Design leve inevitavelmente ao fim do Museu de Artesanato. E esta era uma pergunta que gostaríamos de ter visto ser respondida, nesta edição do REGISTO, pelas entidades oficiais: vai o Museu de Artesanato (ou Centro de Artes Tradicionais) encerrar ou não? Como é que vai funcionar a partir de agora? Com que filosofia e com que critérios? Não foi possível e ficará, por certo, para outra vez. Mas algo não vai bem numa democracia em que os poderes públicos se recusam a ser transparentes e a explicarem as suas posições e opções à sociedade em geral e fogem do escrutínio democrático que em qualquer sociedade livre constituem as perguntas dos órgãos de comunicação social. É esquecerem o fundamental: sejam as Câmaras, sejam as regiões de Turismo ou outras entidades existem para servir as populações e não para se assumirem como fins últimos de estratégias pouco participadas, opacas, não transparentes e pouco debatidas. A essência da democracia e do poder participado é a transparência e a capacidade de diálogo. Não o jogo do esconde-esconde ou da ausência de respostas que cada vez parece estar a tornar-se a regra e não a excepção. E que traduz também a degenerescência democrática que a sociedade portuguesa e alentejana parecem atravessar.

“Remédio para a crise: Bento XVI e o novo Jesus”

Pedro Henriques Cartoonista

Efeméride O Dia Internacional dos Museus, efeméride de grande tradição para o mundo dos museus desde o dia 18 de Maio de 1977, por proposta do ICOM – Conselho Internacional de Museus, será celebrado em 2010 sob o tema “Museus e Harmonia Social” com actividades dedicadas ao tema “Museus e Harmonia Social”. Mais uma vez o tema proposto para a comemoração do Dia dos Museus vem reiterar a questão social na contemporaneidade, com os seus permanentes desafios e necessidades, fruto das transformações de que são alvo os contextos sociais, culturais, económicos…, exigindo a criação constante de “pontes” e articulações e a afinação de programas nos museus que contribuam para a integração / coesão / harmonia social.

Luis Pardal Fotografia & Texto WWW.LUISPARDALFOTOS.COM

Ele vai cair… Teixeira dos Santos admitiu um possível aumento dos impostos nos próximos tempos. Reduzir o défice em mais de um ponto percentual (8,3% para 7,3%) não é nada fácil para um país como Portugal, pois sobe esta pressão do compromisso feito com Bruxelas vai trazer a muitos Portugueses umas dores de cabeça. Um aumento de 20% para 22% do imposto cego. Pois com o aumento do IVA, Portugal encaixa 600 mil milhões de euros. Com o aumento do 14º mês, ainda sem plano definido mas talvez com a duplicação do IRS sobre o subsídio. Com reduções nas obras públicas, prestações sociais e do novo escalão

do IRS… Tenho a dizer, ele vai cair… O dinheiro dos Portugueses vai cair do bolso para reduzir o défice. Ninguém está a ter coragem para assumir um futuro certo para Portugal. Afetando seis milhões de pessoas, PSD de Pedro Passos Coelho aceita o aumento do imposto para baixar o défice. Equilibrar as contas, reduzindo a dispensa pública que poderá ser equilibrada com um aumento da receita, são princípios que devem de ligar o PS com o maior partido da oposição. Portugal, tal como todo o mundo atravessa uma grave crise financeira atualmente e todos nós vamos sentir este aumento in-

felizmente necessário para tapar o buraco financeiro. Mas nem tudo são notícias más, o anúncio de um plano de apoio à Zona Euro no valor 750 mil milhões de euros pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional provocaram em Portugal e Espanha no passado dia 10 de Maio contou com a maior recuperação bolsista de sempre. O dia Português terminou com uma valorização de 10,73%, recuperando assim 5,3 milhões de euros numa única sessão. Logicamente, este dia é investigado pela UE, pelas eventuais práticas de especulação principalmente pelos mercados da

dívida Portuguesa. Com a economia não se brinca, ela acaba sempre por ganhar.

Neste jornal alguns textos são escritos segundo o Novo Acordo Ortográfico e outros não. Durante algum tempo esta situação irá manterse e as duas formas de escrita vão coexistir. Tudo faremos, no entanto, para que no mais curto espaço de tempo se tenda para uma harmonização das formas de escrever no Registo, respeitando as regras do Novo Acordo


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Região “Alentejana” afinal está viva e regressa em Junho

Ciclistas voltam à planície Paulo Nobre

Os ciclistas partem da Vidigueira a 10 de Junho e cortam a meta final três dias depois em Évora. Para já é tudo quanto se sabe da Volta ao Alentejo em bicicleta que chegou a ser dada como morta, mas reaparece, agora organizada pela PAD, empresa do grupo João Lagos Sport, também responsável pela Volta a Portugal e pela CIMAC-Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central. O processo foi longo, envolveu muitas conversas, reuniões e acções de sensibilização para que a “Alentejana” não ficasse pelo caminho, conta ao REGISTO fonte ligada ao processo de reabilitação da Volta ao Alentejo em bicicleta. As datas estão escolhidas e o PUB

programa completo das etapas deverá ser apresentada na próxima, ou, o mais tardar, dentro de duas semanas. A solução encontrada para a Volta passa pela PAD, empresa agora pertencente à João Lagos Sport, responsável pela organização da Volta a Portugal em Bicicleta, que há alguns anos já havia sido parceira da Associação de Municípios de Évora na realização da “Alentejana”. Figura central na PAD, onde desempenha o papel de director técnico, o antigo campeão Joaquim Gomes – também ele vencedor de uma Volta ao Alentejo em 1988 - acabou por ser figura determinante em todo o processo. A PAD, ao abrigo do regulamento internacional da UCI tinha de organizar uma prova em Junho, data habitualmente entregue ao Gran

de Prémio CTT. Por falta de patrocínio dos CTT, esta data estava livre e foi possível encaixar aí a Volta ao Alentejo, isto já depois das conversas entre Joaquim Gomes e Alfredo Barroso, este último grande impulsinador da “Alentejana” há 28 anos quando presidente da Associação de Municípios de Évora. A PAD junta-se assim à CIMAC, Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, na revitalização da prova alentejana que passa da classificação de prova internacional de categoria 2.1 para 2.2, um grau a me-

nos, mas que permite elevar a qualidade da prova. Teixeira Correia, jornalista da Rádio Voz da Planície de Beja, especialista em ciclismo, explica: “a classificação 2.2, embora exclua as equipas do pro-Tour – que participam, por exemplo na Volta à França, permite a participação de equipas internacionais do primeiro escalão e, ao contrário de uma prova 2.1 como era a alentejana, pode contar com equipas sub-23”. Para o jornalista isto significa um acréscimo “em qualidade e em competitividade” na prova. A Volta ao Alentejo, na sua 28ª

edição, regressa assim à estrada já em junho, isto depois de em janeiro ter sido anunciada a sua suspensão pela Associação de Municípios de Évora. Os motivos alegados para a suspensão da prova em 2010 eram óbvios e facilmente perceptíveis. As despesas de organização chegaram a ultrapassar os 300 mil euros e as receitas, em 2008, por exemplo, ficaram-se pelos 94.200 euros. Ultrapassados os problemas, o Alentejo volta a ver os ciclistas a rolar pela planície.


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13 Maio ‘10

Opinião

Capoulas Santos Eurodeputado

Uma semana, duas lições A semana que findou ficou marcada por dois factos relevantes: as eleições no Reino Unido, onde, pela primeira vez desde 1974, não há uma maioria absoluta no Parlamento, e o “toque a reunir” em defesa da Zona Euro, depois de mais uma forte carga de cavalaria dos especuladores financeiros sobre alguns dos seus elos mais fracos, Portugal incluído. No primeiro caso, ficou demonstrado que não basta ser-se competente, zeloso e responsável na governação para se merecer a confiança dos eleitores em tempos de crise. Gordon Brown, apesar de não ter ascendido à chefia do governo na sequência de eleições, foi um excelente Primeiroministro, com o azar de ter exercido a função num dos piores momen-

Manuel J.C. Branco Historiador

Salvemos o “Museu do Artesanato” O Protocolo acordado entre a Entidade Turismo do Alentejo (ETA), a Câmara Municipal de Évora (CME) e o coleccionador Paulo Parra (CPP), que visa a instalação da colecção de Design do último no antigo Museu do Artesanato, merece-nos quatro pequenos comentários. 1. O articulado já aprovado em reunião pública de Câmara por PS e PSD permite perceber, claramente, que a ETA descarta com este acordo as responsabilidades que herdou da Região de Turismo de Évora de gerir o Centro de Artes Tradicionais, estrutura de vocação distrital, na origem da qual esteve o Museu do Artesanato

tos que o Reino Unido, a Europa e o mundo conheceram em muitos anos. E foi também um muito bom Ministro das Finanças de Tony Blair, o Primeiro-ministro socialista que, com uma heterodoxa visão da esquerda, a pragmática e possível para um partido europeu com vocação de poder, convenceu os britânicos e afastou os conservadores do poder, após uma longa permanência. Blair, que obteve três maiorias absolutas, acabou por sair aparentemente pelo seu pé antes do final do seu ultimo mandato, mas todos ficamos com a convicção de que alguém o empurrou, não só como justo castigo pelo seu erro de avaliação na questão da invasão do Iraque, mas também por nostalgia de um “Labour” mais puro ideologicamente. Brown figura entre os principais suspeitos e desconfio que esse facto terá pesado tanto ou mais nos resultados eleitorais da ultima Sextafeira do que as consequências da crise mundial nas bolsas dos súbditos de Sua Majestade. Antevejo algum paralelismo com o ciclo politico-eleitoral que se aproxima em Portugal. No campo da esquerda perfila-se agora uma candidatura presidencial que

apresentou com vigor e convicção um projecto e uma visão da esquerda portuguesa, sedutor no plano retórico, mas que foi claramente rejeitado pelos socialistas por falta de aderência ao país real. Compreenderá esse país, ao ponto de o valorizar eleitoralmente, este eventual retrocesso na clarificação das águas da esquerda democrática portuguesa se por acaso viera ser apoiado pelo partido da “esquerda moderna”? No segundo caso, ficou também claramente demonstrado que o calculismo político não compensa. A Alemanha é o motor económico da Europa e a sua alma financeira, todos o sabemos e respeitamos. A Alemanha foi também a força inspiradora da criação de uma moeda forte europeia, que pudesse competir com o dólar á escala mundial, no contexto da sã competição em que participam as duas potências económicas que partilham um ideal de civilização sobre muitos aspectos comum. A Chanceler Merkl, talvez o líder mundial que o teste da crise mais negativamente revelou, em clara baixa de popularidade e com eleições regionais na Renânia-Westfalia à vista, adiou e impediu que a UE como um todo

adoptasse, em tempo útil, as decisões que se impunham em defesa da coesão e credibilidade da Zona Euro. O resultado foi o que se viu. O euro, e com ele um boa parte do projecto europeu iam implodindo, e as eleições na Renânia perdidas, mesmo face a um SPD dividido e em busca de um novo rumo capaz de o reposicionar na cena politica alemã. Valeu-nos S. Sarkozy que, com o barco a afundar-se, encontrou energias para convencer os demais a fazer o que se impunha. A Bolsa agradeceu eufórica no dia seguinte e a Europa respirou de alívio. Por quanto tempo se verá!

(criado em 1962), da responsabilidade da Assembleia Distrital. Sem uma avaliação pública da gestão e da actividade do CAT, sem se perceber se a Assembleia Distrital está de acordo com esta solução, depois de ter encerrado a loja de apoio há um ano, agora a ETA dispõe-se a acabar de vez com esta estrutura cultural da cidade e da Região; não se percebe se esta decisão foi tomada por “ interesse turístico” ou por incapacidade de viabilizar uma estrutura que recebeu ao absorver a RTE.

certo, como homem de cultura, não quererá ficar com o ónus de contribuir para o encerramento de uma “casa de cultura popular”, quando encontra acolhimento para a sua colecção, sonho e realização de uma vida. Seguramente, está disponível para que, sem pressas, as duas entidades interessadas em expor a sua colecção encontrem uma solução melhor para a instalação condigna, tanto mais que o antigo Celeiro Comum não tem, à evidência, área suficiente para albergar todas as valências do futuro Museu de Design de Évora-Colecção Paulo Parra.

Dito isto, por certo se se reflectir nas consequências do articulado pouco consistente deste Protocolo aprovado pela Câmara, será ainda possível reformulá-lo de modo a acautelar eventuais dificuldades legais e a preservar o Centro de Artes Ttradicionais naquele local e instalar condignamente, noutro edifício, a Colecção de Design de Paulo Parra; esperamos que a cidade ganhe mais um pólo cultural sem ter que perder outro.

2. O executivo PS da CME, com o apoio do PSD, torna-se co-responsável pela extinção do CAT, estrutura cultural “identitária” da Região, no que parece ser uma tentativa de se redimir do completo falhanço da criação na cidade de um Centro de Design de Moda, tão propagandeado em campanha eleitoral. Acabar com o CAT parece não merecer reflexão profunda por parte deste executivo camarário. 3. Saúda-se a disponibilidade do coleccionador ao ceder “à cidade” a sua colecção, por dez anos, sem contrapartidas pessoais de qualquer renda. Por

4. É de estranha legitimidade e de duvidosa legalidade a solução acordada pelos três parceiros para a administração e gestão do “Museu de Design de Évora”: as duas entidades de direito público (Turismo do Alentejo e Câmara) que acabam com o Centro de Artes Tradicionais, criam a suas expensas todas as condições físicas, logísticas e financeiras para que o objecto do acordo funcione, não tenham, no seu funcionamento nenhuma hipótese de controlar ou influenciar a sua gestão e administração, nas quais o coleccionador terá poder total e discricionário.

Uma semana sem dúvida para não esquecer, esta segunda do mês de Maio de 2010.

No campo da esquerda perfila-se agora uma candidatura presidencial que apresentou com vigor e convicção um projecto e uma visão da esquerda portuguesa...

Por certo, como homem de cultura, não quererá ficar com o ónus de contribuir para o encerramento de uma “casa de cultura popular”, quando encontra acolhimento para a sua colecção, sonho e realização de uma vida.


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Sociedade Depois de visita de 4 dias, Bento XVI deixa Portugal

Venho como peregrino de Fátima Figueira Mestre

O Papa Bento XVI deixa amanhã, sexta-feira, Portugal, depois de uma visita de quatro dias, que o levou a Lisboa, Fátima e ao Porto. O Papa chegou terça-feira de manhã ao aeroporto da Portela, onde foi recebido pelo presidente da República, Cavaco Silva. Bento XVI sublinhou à chegada, no seu primeiro discurso em Portugal, a importância da colaboração entre Igreja e Estado, evocando as comemorações do Centenário da República portuguesa. “A viragem republicana, operada há cem anos, abriu na distinção entre a Igreja e o Estado”, disse o Papa, que evocou as Concordatas de 1940

e 2004, dizendo que “a Igreja está aberta a colaborar com quem não marginaliza nem privatiza a essencial consideração do sentido humano da vida”. Sem aludir a nenhuma das recentes mudanças legislativas em Portugal que têm sido contestadas pela Igreja, o papa destacou que na intervenção pública dos católicos “não se trata de um confronto ético entre um sistema laico e um sistema religioso”. Em causa está “uma questão de sentido à qual se entrega à própria liberdade”, observou. “Só agora me foi possível aceder aos amáveis convites do senhor Presidente e dos meus irmãos bispos para visitar esta amada e antiga Nação, que

comemora no corrente ano um século da proclamação da República”, disse o papa, após agradecer o acolhimento recebido no aeroporto de Figo Maduro. “Venho como peregrino de Nossa Senhora de Fátima, investido pelo alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na sua peregrinação a caminho do céu”, acrescentou. “Que depois, há 93 anos, o céu se abrisse precisamente sobre Portugal - como uma janela de esperança que Deus abre quando o homem lhe fecha a porta, para reatar, no seio da família humana, os laços da solidariedade fraterna assente no mútuo reconhecimento de um só e mesmo Pai, trata-

se de um amoroso desígnio de Deus; não dependeu do papa nem de qualquer outra autoridade eclesial: ‘Não foi a Igreja que impôs Fátima diria o cardeal Manuel Cerejeira, de venerada memória -, mas Fátima que se impôs à Igreja’”, disse ainda Bento XVI. À hora de fecho desta edição do REGISTO, o Papa preside às cerimónias religiosas do 13 de Maio em Fátima, perante milhares de peregrinos que enchem por completo aquela cidade de fé e com fortíssimas medidas de segurança. Aliás em vigor desde antes da chegada de Bento XVI a Portugal e que condicionaram fortemente a vida de milhares de portugueses.

Artesã de Elvas faz “prenda” para o Papa

Reza-se nem que seja com “pedrinhas” Carlos Júlio

Helena Gomes é uma artesã de Elvas. Das suas mãos saiem verdadeiras obras de arte. Agora decidiu oferecer um “presente” ao papa, feito com produtos tradicionais do mundo rural. Assim, entre as muitas prendas que Bento XVI vai receber está um terço com “bugalhos” de eucalipto e latão feito por esta artesã “O pároco da freguesia já utiliza um nas suas rezas e diz que é resistente e também o arcebispo de Évora, D. José Alves, aprovou o terço que lhe ofereci. Agora o meu desejo é fazer chegar a Sua Santidade um dos meus terços, feito com bugalhos de eucalipto”, diz Helena Gomes. A artesã começou a fazer ter-

ços, de forma artesanal, com materiais biológicos, em maio de 2006, num concurso da paróquia. “Faço terços com bugalhos de eucalipto, grãos de milho, cana-da-índia e caroços de azeitona. Sou uma mulher ligada à agricultura e todos estes materiais são 100 por cento naturais e recolhidos no meu monte”, garante em declarações à agência Lusa.

O terço biológico que “sonha” ver chegar às mãos do Papa Bento XVI foi feito em apenas quatro horas. “Foi um recorde. É um terço com bugalhos de eucalipto, cruz em pau de eucalipto e cordão de latão”. Agora, Helena Gomes espera que Bento XVI possa abençoar e até rezar com o seu terço biológico, feito com o “que a terra dá”.

“Eu vou falar com o arcebispo de Évora e quem sabe, através da Arquidiocese, seja mais fácil fazer chegar o meu presente ao papa”, explica, minimizando o facto dos terços serem feitos com produtos naturais. “Quando Nossa Senhora apareceu aos pastorinhos disse-lhes para eles rezarem nem que fosse com pedrinhas”, recorda. Ao longo dos últimos quatro anos, Helena Gomes já fez mais de uma centena de terços, tendo apenas produtos naturais como matériaprima. “Os espanhóis e os franceses gostam muito dos meus terços e compram bastantes. Para França já vendi cerca de duas dezenas”, conta a artesã.

O antigo director da Biblioteca de Beja, Joaquim Figueira Mestre, é hoje distinguido, a título póstumo, com a Medalha de Mérito Municipal (Grau Ouro). A cerimónia tem lugar pelas 11h30 nos Paços do Concelho de Beja, e homenageia o ilustre bibliotecário, considerado “o impulsionador do novo figurino” da biblioteca da cidade.

Vendas Novas a correr Cerca de 2.500 atletas disputam, no domingo, a 17.ª Corrida em Atletismo Cidade de Vendas Novas, uma competição de estrada dividida em três modalidades: a Milha Jovem, que decorre na pista do Estádio Municipal, a prova de 10 quilómetros, com início junto ao Parque Desportivo, e a Corrida da Família, pelas ruas da cidade.

Ourique: mais Junta A Junta de Freguesia de Ourique inaugura esta semana três novos pólos de atendimento ao público nas localidades de Grandaços, Aldeia de Palheiros e Favela Nova. Os pólos vão funcionar em regime de atendimento semanal, com um coordenador cada, equipamento informático e uma linha telefónica para satisfazer a resolução dos problemas dos munícipes.

Sons búlgaros em Mértola O Grupo de Danças e Cantares Tradicionais de Sliven actua amanhã, dia 14, pelas 21h30, no Cine Teatro Marques Duque, em Mértola. O concerto integra-se na programação do projecto Oralidades, que resulta de uma parceria entre os municípios portugueses de Mértola, Évora e Idanha-a-Nova e os de Sliven (Bulgária), Birgu (Malta), Ourense (Espanha) e Ravenna (Itália).


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13 Maio ‘10

Gastronomia Joaquim Pulga falou do seu livro “Alentejanando”

“A gastronomia é efémera, mas é uma arte” José Pinto de Sá

Joaquim Pulga sempre pensou que, “se publicasse receitas, teriam que ser acolitadas por histórias,” e foi isso que fez em “Alentejanando,” uma obra que já vai na quarta edição e que constitui uma saborosa digressão pela cozinha da “República do Gerúndio”. “Não entendo a culinária pela culinária, mas antes por outras coisas, como socializar e contar histórias,” disse Joaquim Pulga, durante “uma conversa” sobre o seu livro “Alentejanando”, que decorreu na sexta-feira à noite no Intensidez Bibliocafé, em Évora. Joaquim Pulga foi apresentado por Manuel Terra, da editora Casa do Sul, actualmente Licorne, que explicou que “Alentejanando” surgiu de uma série de crónicas publicadas no jornal Terras de Cante, órgão da Associação Terras Dentro, nas Alcáçovas. Pulga apresentou as crónicas

à editora, que então vivia uma fase inicial, e Manuel Terra constatou que “o que havia a fazer era compilar as crónicas”. O resultado foi algo inesperado. “’Alentejanando’ tornou-se o best-seller da editora,” como disse Terra. Já se fizeram quatro edições, a terceira e a quarta ilustradas por desenhos de Mário Pulga, filho do autor. Nascido em Évora em 1953, o “regionalista e cidadão do mundo” Joaquim Pulga é técnico de desenvolvimento rural e foi director da Associação Terras Dentro e do jornal Terras do Cante. É membro da Confraria dos Gastrónomos do Alentejo e considera-se “cozinheiro autodidacta e amante inveterado dos bons costumes da mesa e da sociabilidade inerente”. Na génese do seu gosto pela cozinha está a sua mãe, “que tem noventa anos e foi sempre uma excelente cozinheira”, explicou. “Desde cedo vivi sozinho, e tive que cozinhar”. Depois,

em África, onde viveu muitos anos, “para matar saudades, cozinhava uns pratinhos alentejanos.” “A gastronomia é efémera, mas é uma arte,” explica Pulga. “Gosto de boa comida como gosto de boa pintura”. Quanto à escrita, conta que começou a escrever tarde, mormente por via de “relatórios de desenvolvimento rural” e de cartas, “que os amigos gostavam de ler”. Embora se considere “um mero ‘escriba acocorado’”, confessa que escreve “todos os dias”, nomeadamente no seu blog, também chamado “Alentejanando”. Pensou sempre que, “se publicasse receitas, teriam que ser acolitadas por histórias,” e foi isso que fez em “Alentejanando”, o único livro que publicou até à data. Acrescenta que não tem projectos para publicar mais nenhum, mas os admiradores de boa comida e boa leitura esperam que reconsidere.

“Já por vezes tenho dito que a gastronomia é uma arte tão sublime que mestres como Domingos Rodrigues ou João Ribeiro têm tanto direito às mordomias da história como a pintora Vieira da Silva, a fadista Amália Rodrigues ou o matador Manuel dos Santos. Tanto uns como outros, criadores de genialidades, quiçá mais perenes ou mais efémeras, mas todas com o condão da sedução e do deslumbramento dos que a elas se rendem. Uma tela, um fado, um passe de peito, podem, se executados com mestria, produzir agradáveis sensações, tal como uma iguaria as pode despertar. Todos estes actos têm, como fim

último, o objectivo de proporcionar o maior prazer aos que com sentimento os vivem. […] Nunca é demais afirmar a riqueza da comida alentejana, resultante de uma imaginação sem peias e que, ao longo dos tempos, as gentes foram esculpindo como uma arte de primores e fascínios. Eu, na medida da minha modesta contribuição, vou continuando a esculpir, vou continuando a sonhar a permanente descoberta de outras novas e perfeitas gloriosas comezainas.” Joaquim Pulga in “Alentejanando – estórias e sabores” Casa do Sul Edições

Cozinheiros e médicos concordam

Cozinha mediterrânica é saborosa e saudável Os produtos tradicionais da cozinha alentejana não são apenas deliciosos, mas também muito saudáveis, conforme frisaram especialistas nacionais e estrangeiros, à margem do festival Alentejo das Gastronomias Mediterrânicas, que decorreu durante a semana passada em Évora. O chefe António Nobre, cozinheiro dos Hotéis Mar de Ar, em Évora, e um dos protagonistas do evento, considerou que a gastronomia mediterrânica está sempre presente nas cozinhas dos alentejanos. “O Alentejo pratica uma cozinha mediterrânica mesmo sem saber. Temos a sorte de a região nos brindar com todos os bons produtos, como as ervas aromáticas, o pão, o azeite

e o vinho”, destacou o cozinheiro. António Nobre, que defende que a cozinha típica alentejana é “única e muito rica”, por saber aproveitar os produtos tradicionais e sazonais, não duvida que os estrangeiros partilham da mesma opinião. “O que torna a nossa cozinha única são as ervas aromáticas”, afirma, garantindo que os turistas, dos quatro cantos do mundo, que visitam o Alentejo “ficam encantados”. Ciente de que, quando toca à culinária, os ingredientes frescos são parte do “segredo”, o chefe defendeu que, mesmo os profissionais, devem comprar os produtos a quem os cultiva. “Os cozinheiros têm que ir ao encontro dos produtores e ao mercado. É importante este contacto porque, além vermos os produtos, os produtores

também nos ensinam mais sobre os produtos”, advertiu o chefe. Mas a gastronomia mediterrânica não é apenas saborosa, mas também recomendável em termos de uma dieta equilibrada, já que emprega produtos mais saudáveis, em detrimento do recurso a ingredientes químicos. “É uma alimentação reconhecidamente saudável”, frisou à Lusa o médico Carlos Baeta, que pertence à Confraria Gastronómica da Dieta Mediterrânica, sublinhando tratar-se do “regime alimentar mais saudável que se conhece”. Quem opta por esta dieta, que até previne “alguns tipos de cancro”, exemplificou, tem “menos enfartes, eventos cardiovasculares e doença coronária”. “O facto de a dieta mediterrânica incluir uma

Luís Pardal

O que torna a nossa cozinha única são as ervas aromáticas percentagem considerável de fibras tem vantagens importantes” para prevenir “cancros gastrointestinais”, acrescentou. Contudo, hoje em dia, a alimentação da população “não tem muito a ver com a gastronomia mediterrânica”, ressalvou, precisando que as pessoas “inverteram a ingestão calórica” e, pelo menos, “um terço da população por-

tuguesa” ficou “obesa”. Mas, no Alentejo, os ingredientes considerados pilares da gastronomia mediterrânica ainda permanecem arreigados na comida tradicional: “ Eu costumo dizer que é o único povo que conheço que, com água, ervas do campo, azeite e pão duro faz um sopa extraordinária”, concluiu o médico.


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Gastronomia Showcooking em Évora

O espectáculo da grande cozinha Luís Pardal

José Pinto de Sá

Um numeroso e interessado público teve a rara oportunidade de ver cozinhar os grandes mestres e de aprender com eles, ao longo da Festa das Gastronomias Mediterrânicas que decorreu no fimde-semana em Évora. Sexta-feira e sábado, no Jardim Público de Évora, conceituados chefes de cozinha portugueses e estrangeiros protagonizaram aulas de culinária, sessões de showcooking e demonstrações, “com direito a degustação das iguarias pelo público”. Dedicadas aos mais novos, as “Aulas Culinárias” visavam ensinar a “seleccionar e confeccionar produtos” e “usar ingredientes”. A tenda onde decorriam as aulas registou animada frequência da pequenada, que teve até direito a usar chapéus de cozinheiro. Noutra tenda funcionavam os dois espaços da “Cozinha com Degustação”, onde o visitante podia ver com os seus

próprios olhos como cozinham os grandes chefes. Depois, confortavelmente instalado, podia provar o que acaba de ser confeccionado à sua frente. E porque “cozinhar também pode ser um espectáculo,” também houve lugar para “Showcooking,” protagonizado por reputados profissionais. Duas dezenas de chefes de cozinha nacionais e estrangeiros participaram na Festa das Gastronomias Mediterrânicas, integrada no festival Alentejo das Gastronomi as Mediterrânicas que decorreu durante toda a semana passada em Évora, incluindo conversas temáticas, uma conferência internacional, workshops, jantares com chefes de cozinha e a Semana das Comidas de Azeite. Promovido pela Turismo do Alentejo, Turismo de Portugal e Confraria Gastronómica do Alentejo, o certame destinou-se a valorizar a gastronomia, os produtos tradicionais e a cozinha e cultura mediterrânicas.

Luís Pardal

Fernanda Serrano é Embaixadora do Alentejo José Pinto de Sá

A popular actriz Fernanda Serrano foi nomeada Embaixadora do Alentejo e comprometeu-se a trabalhar pela promoção da região como destino turístico. Como tirocínio para a sua “carreira diplomática”, Fernanda Serrano recebeu uma aula de cozinha do chefe executivo Francisco Ferreira, dos hotéis Vila Galé. A aula decorreu no sábado à tarde, na tenda da Festa das Gastronomias, montada no Jardim Público de Évora, e estiveram presentes outros Embaixadores do Alentejo, já “no activo”, como o actor Paulo Pires e a Duquesa de Cadaval. A seguir, a actriz recebeu da Tu-

rismo do Alentejo o diploma de Embaixadora. A cerimónia, que decorreu no Convento do Espinheiro, em Évora, destinou-se a “assinalar o importante papel” que a actriz, “com fortes ligações ao Alentejo”, desempenha na promoção da região como destino turístico. A iniciativa insere-se no evento “Alentejo das Gastronomias Mediterrânicas” que decorreu de 3 a 9 de Maio, organizado pela Turismo do Alentejo, ERT e Turismo de Portugal, com o apoio da Confraria Gastronómica do Alentejo e da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana.


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13 Maio ‘10

Região Barragem de Veiros A obra de construção da Barragem de Veiros, de “importância estratégica” para o concelho de Estremoz, já se iniciou, indicou segunda-feira o presidente do município local, Luís Mourinha. O autarca considerou importante que o Plano de Ordenamento da Albufeira de Veiros contemple a multifuncionalidade que deve estar associada a este tipo de empreendimento, nomeadamente a utilização da água para consumo público, potenciar o sistema de rega e rentabilizar este espaço para fins recreativos e turísticos.

Feira de Stocks A vila de Mora organiza pela primeira vez no próximo fim-de-semana uma Feira de Stocks, uma oportunidade para desencantar produtos, incluindo automóveis, a preços imbatíveis. De 14 a 16 de Maio, no Pavilhão Municipal, os descontos vão dos 50 aos 85 por cento para produtos como vinhos, vestuário, acessórios de moda, calçado, têxteis e produtos regionais, além dos inacreditáveis automóveis cujo preço pode atingir valores muito baixos numa altura de crise.

Dia da Família Para assinalar o Dia Internacional da Família, a Associação para o Planeamento da Família (APF) organiza, no próximo sábado, várias actividades lúdicas no Parque Infantil de Évora. Entre as 10h e as 17h30, crianças e adultos podem participar gratuitamente em actividades como ginástica para bebés, bebés, pintura, fotografia, workshops, artes circenses, jogos tradicionais, circuitos para triciclos e bicicletas.

Festival da Bifana A pensar no que a região tem de melhor, o município de Vendas Novas organiza entre os dias 14 a 16 de Maio, a quarta edição do Festival de Gastronomia, Artesanato e Produtos Locais e o 3º Festival da Bifana. Dezoito artesãos, 5 produtores locais e 11 tasquinhas prometem fazer as delícias dos visitantes, aliando os espectáculos musicais aos trabalhos dos artesãos, sem esquecer os petiscos variados e a excelente bifana que faz as delícias de todos.

Utentes não se conformam

CP suspende Intercidades por um ano José Pinto de Sá

A CP suspendeu na segundafeira o serviço Intercidades da Linha do Alentejo, mas a Comissão de Utentes continua descontente com os transportes alternativos oferecidos pela transportadora e entregou na AR uma petição solicitando a revisão da medida. A CP suspendeu na segundafeira, durante um ano, o serviço Intercidades da Linha do Alentejo, “devido às obras de requalificação e electrificação da infraestrutura”, mas “a posição dos utentes mantém-se”, conforme anunciou sextafeira ao REGISTO o porta-voz da Comissão de Utentes, João Fialho, acrescentando que “continuam sem perceber por que motivo 32 quilómetros de obras obrigam ao encerramento de 400 quilómetros de via ferra”. Na segunda-feira, a Refer encerrou à exploração ferroviária o troço entre as estações de Vendas Novas e Casa Branca, no distrito de Évora, suspendendo o serviço Intercidades de Lisboa a Évora e a Beja. O serviço regional até Casa Branca também foi interrompido na segunda feira, enquanto

Luís Pardal

Apesar dos protestos dos utentes Alentejo fica sem comboios que o serviço regional entre Évora e Beja será suspenso a partir de 14 de Junho. A Refer tinha previsto iniciar as obras no dia 3, mas o início dos trabalhos foi adiado por uma semana pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), devido à falta de informação sobre as alternativas de transporte. No referido comunicado, a CP garantiu que iria assegurar “a mobilidade e o bem-estar das populações afetadas”,

disponibilizando um serviço rodoviário de substituição aos comboios, concretizado em articulação com as autarquias de Vendas Novas, Évora, Beja e com a Comissão de Utentes. No entanto, João Fialho afirma que a CP “falta à verdade”, quando diz que os transportes alternativos foram combinados com os utentes e as autarquias, já que, na reunião realizada na semana passada para o efeito, as partes não chega-

ram a acordo. Os autocarros de substituição garantem as ligações “Évora, Vendas Novas, Gare do Oriente” e “Beja, Vendas Novas, Gare do Oriente”, enquanto para o serviço regional, até 13 de Junho, só se efetua transbordo rodoviário entre Pinhal Novo e Casa Branca. A CP promete divulgar em breve mais informações sobre as características do transporte alternativo ao serviço regional entre Évora e Beja. A Comissão de Utentes considera que os transportes alternativos previstos não são satisfatórios, e devem ser melhorados. Nesse sentido, entregou sexta-feira uma petição na Assembleia da República, com 4.200 assinaturas. Segundo a Agência Lusa, as obras, no troço Bombel, Vidigal, Casa Branca e Évora, numa extensão de 32 quilómetros, incluem a electrificação do troço, renovação das vias, beneficiação de estações e construção de passagens desniveladas, num investimento superior a 48 milhões de euros.

Em Moura, este fim de semana

Olivomoura e Feira do Bovino Mertolengo Realiza-se em Moura entre os dias 13 e 16 de Maio a XI Olivomoura – Feira Nacional de Olivicultura, e a XVI Feira do Bovino Mertolengo, ambas integradas na tradicional Feira de Maio. A cerimónia oficial de inauguração está marcada para as 19 horas e contará com a presença do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas,

António Serrano, do presidente da Câmara Municipal de Bissau (Guiné), Armando António Napoco e de diversas entidades convidadas. Este ano estarão presentes 72 expositores (149 stands), distribuídos por três pavilhões de exposições, sendo também de realçar que a exposição da entrada no recinto da Feira será dedicada aos produtos tradicionais da região como o pão, queijos e mel, assim como uma mos-

tra do que se faz no concelho ao nível da transformação de produtos (conservas, condimentos, etc…). O Concurso Nacional de Azeite e as provas de azeite, leilão de máquinas agrícolas, leilão de poldros, a demonstração de maquinaria agrícola, corrida de touros da Olivomoura, seminário sobre reconversão do olival no concelho de Moura, a jornada técnica sobre a raça mertolenga, as

jornadas técnicas do projecto Mediss e espectáculos musicais com o grupo Tornados, no dia 14 de Maio e, no dia 15, com o cantor Luís Represas, são algumas das actividades constantes no programa dos certames.


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Região Exponáutica em Reguengos de Monsaraz, de 13 a 16 de Maio

Turismo e actividades náuticas em Alqueva Paulo Nobre

À nona edição já ninguém estranha ouvir falar de uma feira de actividades náuticas em Reguengos de Monsaraz. Convém sublinhar que há nove anos a barragem de Alqueva era ainda uma miragem e a paisagem estendia-se brava por entre planícies e cerros pontificados de estevas, com o rasgo telúrico do Guadiana cada vez mais seco no pino dos verões. Hoje há um grande lago à espera do mundo. Se há nove anos se estranhava, hoje a Exponáutica está entranhada no centro da promoção turística de Reguengos e das aldeias ribeirinhas do concelho pontificadas por Monsaraz. E a feira de actividades náuticas –a que agora se acrescenta o Turismo Sustentável – ao contrário do passado em que tinha aura de

pequena loucura, corre hoje atrás do futuro. São cada vez mais necessárias infra-estruturas para dar vazão à imensa corrente turística que invade o grande lago de Alqueva. José Calixto, que há seis meses assumiu a presidência da Câmara de Reguengos substituindo o histórico Vitor Martelo, reconhece as insuficiências físicas impeditivas de um desenvolvimento mais acelerado do turismo em Alqueva. “Cada vez mais se sente a necessidade de ter mais e melhores infra-estruturas para responder à cada vez maior procura do lago para a prática de desportos náuticos”, afirma o autarca de Reguengos, que se empenha na Exponáutica como veículo promocional de excelência das potencialidades turísticas do concelho. José Calixto sabe que é premente agarrar o futuro para

“podermos aproveitar em pleno o plano de água”. É fundamental avançar quanto antes com novos e maiores ancoradouros para que “as pessoas não olhem apenas as margens e até as próprias aldeias ribeirinhas estão muito expectantes por ver o desenvolvimento que os passeios de barco, por exemplo, podem trazer”.

Barcos, aviões e cavalos No pavilhão central do Parque de Feiras, é já costume encontrar a exposição de embarcações de vários tamanhos, direccionadas para diferentes momentos de desporto ou lazer dentro de água. Mas as embarcações não ficam apenas para encher os olhos dos visitantes. Na freguesia de Campinho, há uma área de actividades práti-

cas relacionadas com o Grande Lago. O “Guadiana”, que regularmente faz passeios por Alqueva vai estar disponível para cruzar as águas e mostrar as novas paisagens criadas pela barragem e isto em ano em que, pela primeira vez, Alqueva atingiu a cota máxima. Fora de água, a aviação ultraligeira é das actividades que mais tem despontado junto ao Grande Lago e a pista de Campinho tem almejado grande destaque junto dos amantes desta modalidade. É aqui, nesta pequena freguesia do concelho, uma das tais aldeias ribeirinhas, que a Exponáutica apresenta uma das suas apostas. “Vamos realizar vários workshops, ou seja, podemos proporcionar às pessoas novas experiências como a vela, o kayak, os vôos em ultra-

ligeiros e uma série de outras coisas ligadas à água”, explica o presidente da Câmara José Calixto. O programa é vasto e inclui baptismos de vôo em Paramotor, em Ultraleve, jogos tradicionais, um parque radical, bicicletas, aeromodelismo. Já com uma grande projecção nacional, surgem os desportos equestres. A construção há meia dúzia de anos de um Centro Hípico dentro do Parque de Feiras levou ao desenvolvimento deste desporto na cidade. Por ano são várias as provas ali disputadas, inclusivamente um Campeonato da Europa, e claro que a Exponáutica acaba por ser também palco para as actividades equestres com destaque para um concurso nacional de Dressage, provas de Ensino e Horse Ball.

Presidente da Câmara admite

Crise impede crescimento A Exponáutica, Feira de Actividades Náuticas e Turismo Sustentável, inicia-se esta quinta feira, 13, no fim de semana tem a companhia da feira tradicional de maio – onde se juntam os produtos tradicionais da região -, encerrando no domingo. Integra este ano cerca de 40 stands expositores e decorre como habitualmente no Parque de Feiras e Exposições da cidade. Em destaque na exposição vão estar embarcações de desporto e lazer, Kayakes, equipamentos de comunicação e navegação, piscinas, plataformas flutuantes, caravanas e auto-

caravanas, equipamentos e material de jardinagem, material para desporto aventura e artigos de caça e pesca. Durante o certame, várias empresas e instituições ligadas ao sector do turismo vão promover os seus produtos e serviços. Há nove anos, pelas razões aci-

ma descritas, apenas seis ou sete empresas arriscaram vir à feira mostrar embarcações em terra de sequeiro, por isso, quando hoje se olha para os 40 stands percebe-se que a feira tem crescido e tem muito potencial pela frente. Embora a feira não sofra de crise de crescimento, há a crise económica a coarctar o seu desenvolvimento. José Calixto sabe que muitas empresas mostraram vontade de estar presentes na Exponáutica, mas “sentimos que há empresas que têm de fazer cortes nas exposições” devido ao delicado momento económico.


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13 Maio ‘10

Opinião

Carlos Moura Engenheiro

Roosevelts ao espelho É do conhecimento geral que quando nos olhamos no espelho este retorna a nossa imagem reflectida, de forma que todos os pontos estão invertidos tal como se fossem a mão direita diante da esquerda. Ou seja como se a esquerda do reflexo fosse a nossa direita e vice-versa. É do domínio histórico que quando a grande depressão dos anos 30 se instalou nos Estados Unidos, o Presidente Franklin Delano Roosevelt recorreu a uma série de instrumentos políticos, baseados nos princípios de assistência, recuperação e reforma, que ficaram conhecidos como “New Deal”. Os princípios deste projecto baseavam-se na dignificação do trabalho, promovendo o reforço dos sindicatos, nas grandes obras públicas que não

Sónia Ramos Ferro

Jurista e Deputada Municipal

Tristezas não pagam dívidas O mote aplica-se que nem uma luva ao povo português. O país numa situação económica e financeira dramática, que atrai sobre si os olhos do mundo financeiro e especulativo, a União Europeia pressiona a implementação imediata de medidas de consolidação da redução do deficit orçamental, o FMI revê em baixa o crescimento económico do país e apela ao aumento da produtividade em 2% (pelo menos), mas o que é isso perto da vitória do Benfica no campeonato português? Qual dívida, qual bancarrota! O importante é o futebol! Isso sim mobiliza o povo lusitano! Que outra causa pode encher a Praça do Marques de

só absorviam a mão de obra, como reforçavam a produção nacional, através da incorporação de materiais produzidos localmente, e ainda dotavam o país de infra-estruturas necessárias a promover o mercado interno e a sua recuperação. É certo que estas políticas foram sempre detestadas pelas facções mais reaccionárias do poder económico Capitalista que, sempre entendeu, que os fundos arrecadados pelo Estado através dos impostos deveriam servir para os salvar a eles directamente e não para a promoção de politicas de alcance social e regulação dos negócios que, acabariam também por salvar o sistema. A verdade é que a velha escola do Capital, apesar de ter sido salva desse modo, odiou profundamente a intervenção social do Estado e na primeira oportunidade a desvirtuou e desmembrou grande parte da regulamentação criada de forma a poder apropriar-se rapidamente dos recursos e ganhos da produção. Como é óbvio e pese embora reconheça nas politicas do “New Deal” um avanço civilizacional muito positivo, dentro do principal centro do Capitalismo monopolista, não creio que estas políticas

fossem o rumo para a humanidade. É no entanto necessário reconhecer que elas mitigaram o efeito da depressão e que o Estado Norte-Americano funcionou como motor de arranque da economia permitindo a chamada retoma. Passados oitenta anos sobre estes acontecimentos, a maioria dos políticos no nosso país – mas também em vários outros – funcionam como uma espécie de Roosevelt no espelho. Ao contrário de fomentarem a economia utilizando os poderes que o Estado detém e as obras que pode lançar, incorporando mão-de-obra e produção nacional, reactivando sectores da nossa indústria e as possibilidades tecnológicas. Em vez de fomentarem as possibilidades de aumentar a circulação de bens dentro do território nacional. Em lugar de injectar dinheiro do Estado nas mãos dos consumidores reactivando assim a procura interna. Que fazem eles? Procuram travar os investimentos públicos nacionais, a pretexto de que não se pode gastar as verbas do Estado. Mas as verbas do Estado servem para quê se não para investir no país e aumentar as suas capacidades? Seguramente para o que nunca deveriam ter servido era para socorrer um sector financeiro que havia sido o coveiro

da sua própria situação graças á sua ganância. No frigir dos ovos aquilo que verificamos é que a maioria da nossa classe política tem a visão da gestão da coisa pública como se contabilidade de mercearia se tratasse e não como capacidade de promover o bem-estar da população. Não sabem que sem dinheiro não há consumo, sem consumo não há produção, e sem produção não há excedentes comerciáveis para o exterior. Não sabem, ou parecem não saber, que se há inflação não é porque haja excesso de dinheiro nas mãos dos consumidores, mas falta de produção própria de bens. Se calhar melhor servidos estaríamos se nos deixassem as suas imagens nos espelhos.

Pombal? Com milhares a festejar o glorioso! Só mesmo o futebol. Não que a vitória não seja merecida, não é isso que está em causa. O que me entristece é ver que nada nos fascina tanto, como povo, como (quase) duas dúzias de homens a correr atrás de uma bola! Qual desígnio nacional! Nada mais nos importa. Este paradoxo de futilidade só é comparável à teimosia do Sr. Primeiroministro. Quando toda a gente—mas mesmo toda a gente, desde o Presidente da República, a antigos Ministros das Finanças deste país e até o actual Ministro das Finanças, cujo embaraço já é visível—aconselha à contenção nas obras públicas e ponderada revisão dos projectos e adjudicações em curso, assistimos em directo nas televisões ao país das maravilhas na versão “betonada”, querendo aquele ilustre representante da República fazer crer que não se passa nada. É a fuga para a frente! Diz-se então que a melhor forma de sair da crise é o investimento público. Em circunstâncias normais até acredito que possa contribuir para a melhoria da situação económica. No actual estado da arte, duvido. O Estado só

pode apostar no investimento público quando ele é integralmente financiado pela banca, se tiver uma situação económica estável e um desempenho sólido que lhe permita usufruir de condições de financiamento razoáveis. Não é isso que se passa actualmente. Com as agências de rating a catapultar Portugal para o fim das classificações e os juros da nossa dívida pública a disparar para máximos históricos, não vejo como o TGV do Poceirão a Caia possa ser uma infra-estrutura galvanizadora da situação económica portuguesa. Mas algo no maravilhoso mundo de Sócrates terá mudado, e parece ter sido a sua viagem a Bruxelas a causadora da mudança de rumo. Depois do Ministro das Obras Públicas, esse arauto percursor de Mário Lino (que nunca pensou ter tantos discípulos adeptos do seu modo brejeiro de ser) pregar aos quatro ventos que todas as grandes obras eram para continuar, afinal já desistiram da 3.ª travessia sobre o Tejo, do novo aeroporto e de algumas auto-estradas. A Cimeiro de líderes dos países do Euro e a reunião dos Ministros das Finanças da EU impuseram a Sócrates a redução imediata do deficit público, sem apelo

nem agravo, exigindo a apresentação de medidas concretas até à próxima terça-feira (18/05/2010). Está em discussão no ceio do governo o aumento do IVA (para 22%?!) e a eventual tributação extraordinária do subsídio de natal, tanto no sector público como no privado, o que lhe permitirá um encaixe de 3000 milhões de euros. Recordo que no último debate quinzenal na AR, Sócrates recusou veementemente a subida de impostos. Agora prepara-se para resgatar as prendas dos nossos filhos. Até nisto Sócrates tem sorte: entre a vitória do Benfica e a visita do Papa, o bom portuga não dará por nada.

Que fazem eles? Procuram travar os investimentos públicos nacionais, a pretexto de que não se pode gastar as verbas do Estado.

Qual dívida, qual bancarrota! O importante é o futebol! Isso sim mobiliza o povo lusitano! Que outra causa pode encher a Praça do Marques de Pombal?


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Centrais Críticas ao protocolo de criação do Museu de Design

Personalidades eborenses saem em defesa do Museu do Artesanato José Pinto de Sá

Um grupo de personalidades ligadas à cidade condenou a aprovação pela autarquia de um protocolo destinado a criar um Museu de Design no antigo Celeiro Comum, sem qualquer referência ao destino a dar ao Museu do Artesanato, actual ocupante daquele espaço recuperado há dois anos com fundos comunitários. Foi a Associação Árvore de Pedra, que se vem batendo em defesa do Centro de Artes Tradicionais (antigo Museu do Artesanato), que organizou, no sábado à tarde, uma visita à instituição, reunindo figuras como Carmelo Aires, Abílio Fernandes e João Andrade Santos. Contextualizando, o artesão Tiago Cabeça, da Árvore de Pedra, recordou que a Câmara de Évora aprovara, na reunião pública do dia 25 de Março, o protocolo proposto pela vereadora Cláudia Pereira com vista à criação de um Museu de Design a instalar no antigo Celeiro Comum, onde actualmente está instalado o Museu do Artesanato. “Damos as boas vindas ao novo Museu de Design, mas entendemos que nada justifica que se encerre um museu existente para nas suas instalações se vir a instalar outro,” reafirmou a Árvore de Pedra No centro da discussão esteve o protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Évora (CME), a Entidade Turismo do Alentejo (TA) e o coleccionador Paulo Parra. “Verificamos que [o protocolo] é absolutamente omisso sobre o acervo do Museu do Artesanato de Évora,” composto por “mais de duas mil peças”, salientou Tiago Cabeça, analisando o texto. “É referido também que a autarquia e o TA suportam todas as despesas (incluso com aumento de pessoal auxiliar, segurança, seguros, promoção, etc...) até à ‘sustentabilidade do projecto’, mas não é definido um prazo limite para que essa se verifique”. “Ao Coleccionador cabe nomear a Direcção [do Museu de Design] e gerir todo o seu acervo,” salientou o artesão, acrescen-

“Não estou contra a criação de um novo espaço museológico”, disse Carmelo Aires, lembrando que para tal poderia ser usado o imóvel sito junto ao Hotel Mar De Ar Muralhas, onde se projectou instalar o Movimento de Arte Contemporânea de Évora (MACE) e que actualmente “está disponível”. “Invistam lá e criem o Museu de Design,” sugeriu Carmelo Aires.

“Uma completa leviandade”

tando que “todas as receitas, directas e indirectas, revertem para a gestão” do mesmo.

“Primarismo e incultura” João Andrade Santos, ex-presidente da Região de Turismo de Évora, começou por traçar um historial do Museu do Artesanato, criado em 1962. “Em 1991, o Governo Civil, num acto de primarismo e incultura, decidiu encerrá-lo,” recordou Andrade Santos. “O imóvel esteve dezasseis anos a degradar-se” antes de ser “devolvido ao proprietário, a Assembleia Distrital de Évora”. A fim de reabrir o equipamento, foi necessário proceder a importantes obras, incluindo refazer o telhado e o pavimento. Ao todo, “a reinstalação do museu custou 1.100.000 euros”, incluindo a recuperação de peças, desparasitação, e outros trabalhos, informou Andrade Santos. Uma vez recuperado o espaço e adquiridas “novas peças”, o equipamento reabriu em Setembro de 2007. Dois anos e meio depois, “a CME aprovou este protocolo, através do qual uma colecção privada encontra aqui o seu ninho,” resumiu Andrade Santos. “Uma vez mais, a Coisa Pública sai enxovalhada,” comentou, pelo que “impõe-se alertar a comunidade para o que se está

a passar”. “Dói-me notar a falta de sensibilidade de pessoas que estão na administração,” comentou Carmelo Aires, antigo presidente da Comissão de Coordenação da Região Alentejo (CCRA), criticando a “ligeireza e secretismo” com que o assunto foi tratado. “Ou há ignorância de quem é intérprete desse acordo, ou há uma hipocrisia bastante grande,” afirmou Carmelo Aires, precisando que não vê “nenhuma legitimida-

de para uma entidade ceder o que não lhe pertence” e assumir “atitudes abusivas relativamente a um património que é de todos”. “Também há o dinheiro aqui investido ao abrigo de compromissos que devem ser respeitados,” disse Carmelo Aires frisando que os fundos nacionais e comunitários ali investidos não podem agora reverter para um fim diferente do indicado nas candidaturas a financiamento.

Já Manuel Branco, ex-vereador da CME pela CDU, quer que lhe “expliquem porque vão acabar com uma instituição instalada há dois anos”. Comentando a proposta de protocolo apresentada pela vereadora Cláudia Pereira, Manuel Branco enunciou várias objecções. “Estranha-se que [ao abrigo do protocolo proposto] toda a Direcção seja nomeada pelo Coleccionador,” quando o empreendimento é custeado pela autarquia e pela Turismo do Alentejo”. Inicialmente, a autarquia garantiu que a criação do Museu de Design não implicaria o fim do Centro de Artes Tradicionais, e defendeu que ambas as instituições repartissem o espaço do antigo Celeiro Comum. No entanto, analisando a planta anexa ao protocolo, Manuel Branco constata que “quase metade do espaço fica para estruturas de apoio”, o que suscita a questão de saber como, reduzindo o espaço expositivo, seria possível lá expor os dois acervos. Celestino David, presidente do Grupo Pro-Évora defendeu que “não se pode pôr em causa a existência” do Museu do Artesanato “ nem dividir um espaço que já de si é exíguo


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e perfeitamente adaptado às funções que desempenha”, sublinhando que “partilhar esse espaço com outra colecção, seja ela qual for, não é viável. Sobre a colecção de Design Paulo Parra, considera o grupo Pro- Évora que “não só é importante como será bem vinda à cidade de Évora, instalando-se num outro espaço que lhe seja exclusivamente dedicado”. Para Joaquim Caetano, exdirector do Museu de Évora, “é uma completa leviandade colocar no domínio do efémero” uma instituição “de preservação da memória,” como o Museu do Artesanato. Caetano recordou que a legislação precisa que “um museu é uma instituição de carácter permanente”, e manifestou-se preocupado com “a ligeireza com que se desvirtuam” as ideias básicas que devem reger a actividade museológica. Da reunião de sábado resultou um abaixo-assinado, onde se pede às autorizadas envolvidas que “desistam da intenção” de instalar o Museu de Design no antigo Celeiro Comum”, recordando que há outros espaços na cidade que aguardam por uma “utilização condigna”. Os presentes foram ainda convidados a “manifestar a sua opinião e a registá-la no livro de visitantes”. Os presentes também concordaram em organizar “uma iniciativa marcante” no dia 18, data em que assinala o Dia Mundial dos Museus. No intuito de conhecer os argumentos dos subscritores do protocolo, REGISTO contactou com o presidente da TA, António Ceia da Silva. Este responsável informou que, de momento, não presta mais declarações sobre a matéria, que remeteu para uma conferência de imprensa a organizar futuramente.

Luís Pardal

Autarquia, Turismo do Alentejo e Paulo Parra

Um protocolo polémico

José Pinto de Sá

O protocolo assinado no passado dia 25 entre a autarquia, a Turismo do Alentejo e o coleccionador Paulo Parra, com vista à criação de um Museu de Design no espaço ocupado pelo Museu do Artesanato, está a suscitar viva controvérsia, pelo que se afigura relevante dar a conhecer, em resumo, o teor do documento. Ao abrigo do protocolo tripartido, a Entidade Turismo do Alentejo (TA) “cede o espaço do actual Centro de Artes Tradicionais para a constituição do futuro “Museu de Design de Évora – Colecção Paulo Parra”. Quanto ao apoio da Câmara Municipal de Évora (CME), “traduzir-se-á no total garante das condições logísti-

A Câmara de Évora não reage à onda crítica sobre a possível extinção do Museu de Artesanato para abrir espaço ao Museu do Design. “É prematuro neste momento falar sobre o Museu. Não vou alimentar polémicas”, diz

cas e funcionais do Museu até ao período em que este atinja a sua auto-sustentabilidade económico-financeira”. No respeitante aos encargos de funcionamento, o texto precisa que “cabe à CME a disponibilização de um funcionário” e uma parte dos “encargos logísticos”, enquanto à TA cabe “a disponibilização do espaço para o Museu de Design no actual Centro de Artes Tradicionais, assim como de um técnico superior”. Em contrapartida, cabe ao Coleccionador “a liderança do processo de gestão do acervo” e a “nomeação da Direcção do Museu, responsável pela gestão e dinamização do próprio Museu, incluindo o pagamento dos honorários da direcção”. Através do protocolo, a CME

ao REGISTO Cláudia Sousa Pereira, vereadora com a responsabilidade pelo pelouro da Cultura na autarquia eborense. Escusando-se a alimentar a polémica a vereadora garante que a autarquia

obriga-se a proceder à “adaptação do espaço expositivo” e à “cedência de mobiliário para equipamento do espaço”, entre outros. Como apoio permanente e “até que o Museu atinja a sua auto-sustentabilidade económico-financeira”, também caberá à autarquia custear o pagamento de um funcionário, das “despesas de seguro e de segurança” e das contas de “água consumíveis e transportes”. À TA competirá suportar “a obra do espaço funcional” e a “cedência de mobiliário para equipamento do espaço”. Como “apoio permanente”, deverá a TA proceder à “cedência de um técnico superior com formação adequada” e garantir, entre outros, a “segurança passiva” e a limpeza, além de pagar as contas de “luz e tele-

tem um plano bem definido para o Museu do Artesanato, sabe a utilização a dar quer ao edifício quer à matéria actualmente em exposição e a seu tempo esse plano será conhecido da cidade.

comunicações”. Ao abrigo da Cláusula 6ª do protocolo, compete ao Coleccionador “a nomeação da Direcção do Museu e o apoio à mesma, bem como a gestão da colecção, biblioteca e de dois quadros superiores doutorados em Design”. No tocante às receitas do Museu de Design, o protocolo esclarece que “desde a data da sua abertura”, as mesmas “revertem exclusivamente a favor da sua gestão, a definir pela Direcção”. Na Cláusula 10ª pode ler-se que as partes “aceitam e reconhecem” que Paulo Parra “poderá transmitir a gestão da sua colecção para uma Associação da qual será sócio fundador e Presidente da Direcção”, “bastando para tanto informar desse facto, por escrito, os restantes outorgantes” do protocolo.

“Quando acharmos conveniente, na altura em que forem assinados os protocolos, haverá novidades e toda a cidade ficará a conhecer os planos da Câmara para dignificar o museu”, acrescenta Cláudia Sousa Pereira. Paulo Nobre

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13 Maio ‘10

Opinião

Carlos Sezões Gestor / Consultor

Quo Vadis, Europa? No passado dia 9 de Maio celebrou-se o “Dia da Europa”- algo que acontece anualmente desde 1986, em memória da data da Declaração de Robert Schuman de 1950 que, com base nos valores de paz, solidariedade e do desenvolvimento económico e social, lançou as bases para as futuras instituições europeias. Esta “comemoração” ocorre num período conturbado e simultaneamente desafiador para a União Europeia. Enfrentamos uma ameaça séria à coesão económica e social da Europa, em virtude das crises da dívida e do défice de vários países europeus e, para muitos

Margarida pedrosa Professora

O Bem e o Mal Aquele que consegue apontar precisamente o que separar o Bem do Mal, é o que consegue tocar, nem que ao de leve, as vestes de Deus. Estas palavras são uma carta e uma prece. É uma carta é dirigida a todos. É uma prece pois tenho um pedido a fazer. Todos nós, durante a passagem nesta vida preocupamo-nos, nem que em sonhos, sobre o bem e o Mal. Quantas vezes, interiormente, nos questionamos no nosso silêncio sobre as nossas atitudes e decisões, sobre as respostas que demos e as opções que tomámos. Nenhum dos nossos gestos está livre desta preocupação. Muitos negam, no seu silêncio, que se pre-

analistas, está mesmo em causa a futura sobrevivência do Euro. As causas já foram suficientemente escalpelizadas. Queria pois, essencialmente, olhar um pouco para o futuro da Europa, seus desafios e factores críticos de sucesso. O primeiro desafio é o da responsabilidade. A responsabilidade de todos os estados-membros para com princípios essenciais de finanças públicas saudáveis, modelos de estado social sustentáveis e políticas que promovam o crescimento económico. Casos como a Grécia, com um défice de cerca de 14% e uma dívida pública de 100% do PIB são descredibilizadores para qualquer ideia de uma Europa forte. Precisam-se ética, coragem e sentido de honra nos compromissos assumidos. O segundo desafio é o da renovação, da reforma progressiva do modelo social europeu. Políticas corajosas relativas à demografia, à natalidade, à imigração, ao emprego e à qualidade de vida familiar devem ser equacionadas sob pena de termos uma crise dramática

nos sistemas de segurança social europeus. Alguns países (nomeadamente no sul da Europa) devem compreender que suportando administrações públicas gigantescas e ineficazes e adiando reformas relativamente às áreas sociais apenas se alimenta o problema. Um problema que, daqui a não muitos anos, irá explodir nas nossas mãos. O terceiro desafio é o da ambição. Tomando consciência da sua força económica, (mercado com mais de 500 milhões de consumidores, que a torna a primeira potência económica do mundo), humana (melhores níveis de qualificações e de competências no mundo) e cultural, a Europa tem de se assumir como uma voz forte, respeitada no xadrez político internacional. Tal pressupõe que os egoísmos nacionais sejam colocados na gaveta e que nos grandes desafios do mundo actual (alterações climáticas, políticas energéticas, terrorismo e segurança internacional, globalização económica e financeira) se fale a uma só voz, sem as hesitações

e descoordenações habituais (visíveis, por exemplo, na recente cimeira de Copenhaga). Como tal, a Europa deverá olhar para estes tempos de incerteza como uma oportunidade. Uma oportunidade para se reformar internamente e cimentar o protagonismo da Europa em muitas áreas, sejam económicas (como a inovação e a economia do conhecimento), sejam políticas (mediação e resolução de conflitos e crises internacionais) ou outras. Mas as Nações (e as Uniões) são constituídas por Pessoas e, no final, tudo isto terá também uma forte componente de “adesão cultural”: da mesma forma que nos sentimos portugueses, espanhóis ou italianos, sentirmo-nos também Europeus – unidos na geografia, na cultura e numa particular visão do mundo que nos torna únicos. Será essa a nossa força ou, na sua ausência, a fraqueza que nos levará da prosperidade à decadência.

ocupam com tal, mas não falam verdade. Pelo menos nunca conheci ninguém assim. É possível que existam, melhor, até talvez sejam muitos mais do que imagino… Estas minhas palavras não são um sermão sacerdotal, longe disso. É uma carta porque me dirijo aos meus semelhantes, em especial porque o nosso pais está a atravessar momentos muito difíceis e temos que estar preparados para encarar as dificuldades que se aproximam. É o momento em que temos que ter estes dois conceitos bem guardados, apesar de sempre presentes, no nosso Eu interior. O Bem apresenta-se tal como é, sem artifícios nem máscaras. O Mal, pelo contrário, veste muitas roupagens, tem todas as tonalidades e é capaz de se apresentar como um apelo enganatório. “O lobo é capaz de se vestir de carneiro”, aparece-nos como o canto da sereia ou promessas altruístas nas quais embarcamos sem saber sequer o destino. Nesses momentos acabamos por tomar decisões que, de mente aberta, nunca tomaríamos e quando damos conta, já é tarde demais. Estamos já num destino tão

distante em que a família ficou esquecida e quando antes a nossa vida era orientada para o enriquecimento do Ser, passou a ser somente orientada para o Ter. Aí, quanto mais temos, mais queremos ter. Para sairmos sempre vencedores atropelamos até os mais queridos. Quando a mente por fim chama-nos à Razão, é tarde demais. Estamos sós na vida e os que estão ao nosso lado são a alcateia que desejámos ter por companhia. A prece que vos deixo: • Estejam atentos e escolham bem. Até as palavras que saem da nossa boca nos podem trair, contudo não vale a pena vivermos atormentados, pensemos cada dia por si, e nesse dia fazer o melhor. • Nunca se atrevam a olhar os idosos como um tropeço, se Deus permitir um dia chegaremos lá e não iremos gostar de sentir que esses sentimentos estão em nosso redor. • Senhores Governantes, senhores gestores, grandes empresários e patrões, façam o esforço por pensarem colocando-se no lugar de quem trabalha para vós. Acreditem que terão

uma visão bem diferente… • Os dias mais pesados aproximamse. Nesses dias aprendam a contar com os outros, deixem o egoísmo em que construímos as nossas vidas e aprendam a partilhar, nem que seja a dividir os dias de levar as crianças à Escola. O melhoramento de nós próprios, acreditem, é conseguido em pequenas coisas. Gestos que nada parecem significar. Um sorriso, uma palavra amável, um “Bom Dia” que parece que todos se desabituaram de dizer. Acreditem que vale a pena mudar. Sentimo-nos tão mais felizes

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Natureza Nova atracção em Mértola

Parque zoológico nasce na Penha de Águia Paulo Nobre

O que faz um velho eléctrico da Carris junto ao Guadiana, a sul de Mértola, no lugar de Penha de Águia? A resposta é dada já a partir deste sábado,15, altura em que abre as portas o novo Parque Zoológico situado na Quinta do Cerro das Éguas, a sul de Mértola, em pleno Parque Natural do Vale do Guadiana. Cria, já, 15 postos de trabalho. Dois milhões de euros de investimento e cinco anos de árduo trabalho a ultrapassar papeladas e burocracias numa mão cheia de instituições resultam no Parque Zoológico prestes a abrir este fim de semana. O sonho nasceu na cabeça de José Augusto Constantino e tornouse “uma obsessão” devido ao sem número de contrariedades que teve de ultrapassar. O projecto passou pelo crivo do Instituto da Conservação

da Natureza (ICN), Ministério do Ambiente, CCDR Alentejo e Câmara de Mértola, registou inúmeros pareceres negativos, reformulações de projecto e “muito dinheiro e paciência gasta”, afirma, agora aliviado, José Constantino. “É mais fácil a um técnico dizer ‘não’ que ter de fazer longas justificações a um parecer positivo”, diz o promotor do projecto depois de ter chegado a pensar desistir. Aliás, José Constantino não tem dúvidas que com tantas dificuldades, “qualquer empresário, ao fim de um ano, teria abandonado o projecto”. “Foi uma luta terrível para encaixar o projecto no Plano de Ordenamento do parque natural, mas no final todos os pareceres foram positivos”, assinala o promotor deste inovador projecto.

Safari em caminho de ferro Situado na Penha da Águia, na freguesia do Espírito Santo, em

Mértola, o Parque Zoológico da Quinta do Cerro das Éguas apresenta como atracção principal um velho eléctrico da Carris - “uma peça de museu, restaurada” -, com 111 anos, comprado a um coleccionador e adaptado para fazer um percurso de 2,2 quilómetros ao longo de um parque que ocupa 25 hectares. Original e talvez “único no mundo” é o safari feito em caminho de ferro, precisamente a bordo do eléctrico transformado para percorrer um parque com espécies exóticascom destaque para crocodilos. Gamos, muflões e veados são algumas das espécies cinegéticas presentes num outro espaço com

15 hectares, sempre com o Guadiana em fundo. O Parque Aventura é outra das atracções, com uma ilha no meio de uma barragem, um campo de paintball, amplo espaço para desportos radicais, um slide com 135 metros lineares para os mais afoitos. Em apoio a estas zonas, em cerca de 2 hectares de terreno, desenvolvem-se as estruturas de apoio ao parque, com piscinas, bares, restaurantes, jardins. O projecto, que directamente cria 15 postos de trabalho, implicou um investimento inicial de 2 milhões de euros e será desenvolvido de forma faseada.Nesta primeira fase é inaugurada uma área de ani-

mação e espectáculos e dentro de 4 meses deve abrir um salão com 260 lugares sentados e pista de dança. Em termos de alojamento, vai ser criado um Parque de Caravanismo e instalados 30 bungalows com ar condicionado e acesso à internet. “Este é o número de bungalows que nos permitiram fazer e nem lhe conto quanto custou ter internet instalada aqui neste sítio”, revela José Constantino. Até ao final deste ano irá nascendo o Parque Zoológico onde então será possível apreciar as tais espécies cinegéticas e exóticas.

Primeiro chimpanzé nascido no parque alentejano

Abril, o ai-Jesus do Badoca José Pinto de Sá

Chama-se Abril e só tem duas semanas de vida, mas já é o enlevo de todos no Badoca Safari Park, onde até se pondera a vinda de outra cria de chimpanzé de algum zoo europeu para brincar com ela. Embora de tenra idade, a pequena chimpanzé já passou por muito. “A pequena fêmea foi descoberta pelos tratadores na manhã de 27 de Abril, tendo sido recolhida pela equipa PUB

veterinária para observação e alimentação durante as primeiras 24 horas, devido ao facto da progenitora a ter rejeitado”, explica a direcção do Badoca Park. Com um dia de vida, a cria tinha o comportamento “activo, interactivo e observador” que é característico dos chimpanzés dessa idade. A equipa veterinária do parque não foi apanhada completamente de surpresa. Já tinha detectado sintomas de provável gravidez na progenitora,

Joana de sua graça, mas os resultados das análises foram inconclusivos. Porém, a Joana revelou-se uma mãe desnaturada, que permaneceu alheia aos encantos da Abril e a tratava com “indiferença”, conforme constatou a equipa veterinária, que acabou por lhe retirar a cria. Agora, a principal preocupação de todos, no Badoca Park, é “garantir o desenvolvimento não humanizado do animal”. Para isso, os responsáveis do

parque estão a traçar uma “estratégia de intervenção” para o primeiro ano de vida da Abril. Pondera-se a criação de um “mini-berçário”, onde a macaquita possa ser alimentada a biberão pelos tratadores, sem perder o contacto visual com o grupo de chimpanzés. Considera-se a hipótese de mandar vir outra cria da espécie de um jardim zoológico europeu, para brincar com ela e ensiná-la a socializar, de

modo a facilitar a sua futura adesão ao grupo. A Abril foi a primeira cria de chimpanzé que nasceu no Badoca Park, que acolhe actualmente animais de 45 espécies, entre zebras e girafas, flamingos e tucanos, lémures e coatis… O Badoca Safari Park, que se estende por uma área de 90 hectares no concelho de Santiago do Cacém, foi visitado por cerca de 110 mil pessoas no ano passado.


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Sociedade Músicas do Mundo No próximo fim-de-semana, a Praça do Giraldo, em Évora, vai acolher dois espectáculos musicais do Circuito Europeu de Música Tradicional e Popular, um programa integrado no projecto Oralidades. No sábado, dia 15, actuarão o Grupo de Danças e Cantares Tradicionais de Sliven (Bulgária) e o Grupo Coral e Etnográfico Cantares de Évora. No domingo, 16 de Maio, será a vez dos Bevano Est, um grupo de etno-jazz da cidade de Ravena (Itália). Os concertos terão início às 21h30.

Évora em Ravenna para vencer Eurosports 2010

“Vêm aí os cómicos” Na peça “Vêm aí os cómicos”, o Pim Teatro dá vida a uma companhia de actores ambulantes que revive a história do teatro em 60 minutos, recorrendo ao humor e à sátira. Esta comédia “divertida e didáctica onde se aprende e compreende a rir” está em cena até domingo no Teatro Garcia de Resende, em Évora.

Marcelino Bravo Na Igreja de S. Vicente, em Évora, está patente até ao dia 23 uma exposição de pintura de Marcelino Bravo, intitulada “Evocações da Planície II”. Marcelino Bravo é natural de Évora e o Alentejo é a maior inspiração para a sua pintura, surgida de “uma paleta muito colorida”.

Depois de cinco anos consecutivos a vencer o Eurosports, uma competição desportiva destinada a jovens de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 23 anos, que reúne participantes de várias cidades da Europa, a comitiva de Évora está em Ravenna (Itália) para aqui tentar conquistar o sexto título.

Monte Selvagem O Parque Monte Selvagem, no concelho de Montemor-oNovo, comemorou no sábado, dia 8, o 6º aniversário, com a inauguração de uma exposição alusiva à vida animal, constituída por peças escultóricas criadas a partir de desperdícios da reparação automóvel. Organizada em parceria com o Departamento de Reparação e Manutenção Mecânica da Câmara de Lisboa, a mostra inclui 33 obras de cinco “mecânicos escultores”.

Primeiros rufos Vai decorrer no Bairro da Malgueira, em Évora, um ensaio público dos encontros de iniciação à prática instrumental de percussão e ao repertório dos GigaBombos. O ensaio, pelas 17h30 de terça-feira, dia 18, é o primeiro resultado das sessões que se realizam todos os domingos na sede da Associação Cultural Do Imaginário, destinados a todos os que se interessam pelos ritmos tradicionais portugueses.

A edição transalpina começou no dia 9 e decorre até 14 de Maio, tendo como grande novidade o facto de todas as modalidades em competição se disputarem na versão de praia. A cidade de Ravenna, localizada no centro de Itália, banhada pelo Mar Adriático, quis desta forma inovar e colocar uma maior dificuldade aos jovens participantes. O Eurosports é uma iniciativa que tem como principal objec-

tivo fomentar o intercâmbio e a confraternização entre jovens universitários de vários países e de culturas diferentes, onde o convívio social e desportivo é uma das referências. Participam no Eurosports, iniciativa criada em 2003, representações das cidades de Évora (Portugal), Chartres (França), Speyer (Alemanha), Ravenna (Itália) e Chichester (Inglaterra), que irão disputar as seguintes modalidades: vo-

leibol, futebol, basquetebol, rugby e ténis. A “equipa” de Évora que vai tentar conquistar novo título é composta pelos seguintes elementos: Pedro Candeias da Silva (Prof.); Neuza Augusto; Ana Coradinho; Cátia Marcão; Pedro Gonçalves; Fábio Potes; Filipa Pereira; Madalena Simões de Carvalho; João Batista; Fábio Santos; Pedro Correia; Miguel Godinho Avó; Luis Jeremias; José Oliveira.

Crónica Tauromáquica

Faltou Toiro no Campo Pequeno Miguel Ortega Cláudio

A tão esperada corrida de Alternativa do cavaleiro alentejano Tiago Carreiras realizouse na passada Quinta Feira, dia 6 de Maio, no Campo Pequeno e foi um autêntico petardo ganadero. Nenhum dos toiros deu o jogo esperado, sem classe, desraçados, mansos e com uma falta de casta preocupante e, para cúmulo. com uma apresentação vergonhosa para a primeira Praça do País. Toiros Espanhóis vindos dos campos de Cadiz da ganadaria de Fermin Bohorquez todos com 4 anos e com pesos entre os 508kg e os 552kg. Com semelhante material tomou a alternativa Tiago Carreiras com o toiro “ Ladrouzuelo” de 534kg. Esteve com vontade, cravando alguns ferros com acerto e rematan-

do com mestria no seu cavalo estrela, Quirino, - o toiro da alternativa era reparado da vista, só investia à voz e cedo se acobardou, mostrando a sua falta de casta. O outro, o sexto da noite, defendeu-se, parado, a fugir descaradamente para os curros, não valia nem para fazer uma carne em molho de tomate!! Carreiras esteve digno, cravando um bom curto de frente e ao estribo. O outro Alentejano em praça era Joaquim Bastinhas, que passou por Lisboa sem pena nem glória. O segundo da noite depois de o receber e do primeiro ferro comprido apagou-se rapidamente, procurando os terrenos de dentro sem querer investir; o quarto toiro foi uma cópia do seu primeiro, sem classe, casta nem

bravura. Nulas opções para Bastinhas nesta sua passagem pela arena Lisboeta. Terminou de rematar o fiasco ganadero o lote que tocou em sorte a Pablo Hermoso de Mendonza. O terceiro da ordem sem raça, parado e acobardado e o quinto com a agravante de ter forças nulas. Com tudo isto o Espanhol tentou montar o seu número com recortes e passagem a toiro parado e esquecendo que se tem que cravar de frente e ao estribo!!! No capítulo das pegas, a noite valeu pela grande pega do grupo de Évora - António Alfacinha esteve enorme com o toiro, a citar, recuar e a receber um toiro que tinha uma investida descomposta, aguentou fortes derrotes da rés que tinha por diante, foi o grande

triunfo da noite. Também pelo grupo de Évora pegaram Bernardo Patinhas à segunda no tal toiro reparado da vista e João Pedro Oliveira à terceira tentativa correctamente. Pelo grupo de Vila Franca foram caras Flávio Henriques à terceira tentativa, Pedro Castelo bem à primeira e Márcio Francisco numa boa pega à primeira tentativa. Assim foi esta corrida de toiros, em que o Sr. Director de Corrida só lá foi para dar música e deixou sair pela porta dos curros um curro impróprio para a primeira praça do País. Uma vergonha!!! Tem que haver respeito pelos espectadores que pagam o seu bilhete.


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Região Portel

A Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, esteve a passada terça-feira no Alentejo, onde inaugurou uma creche em Évora (Caritas Diocesana) e outra em Reguengos de Monsaraz (Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva), integradas no programa PARES. O objectivo deste programa é consolidar e desenvolver a rede de equipamentos sociais, reforçando a protecção social das crianças, dos idosos e das pessoas com deficiência. A creche em Reguengos, que poderá receber 66 crianças, foi edificada em terrenos cedidos pelo Município, num investimento de 900 mil euros, com financiamento público de 430 mil euros.

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Quinhentas obras competem no Concurso Nacional Escolar José Pinto de Sá

O VIII Festival de Cinema “O Castelo em Imagens” e a exposição do VII Concurso Nacional Escolar decorrem em simultâneo até sábado no Auditório Municipal de Portel. O director do certame, Lauro António, destacou o facto de a autarquia apostar numa iniciativa que “tem como objectivo maior promover o cinema junto de um público diversificado”. Os organizadores destacam que a autarquia “aposta no Festival como uma referência cultural do concelho”, e no Concurso Nacional Escolar como “uma forma de aprofundar a articulação entre a Escola, o Cinema e o Património”. Nesta sétima edição, o Concurso Nacional Escolar conta com cerca de quinhentas obras em competição, oriundas de escolas de todo o país e “de quase todo o mundo onde há comunidades portuguesas”. O Festival de Cinema de Portel teve início na segunda-feira de manhã, com a projecção do filme “A Princesa Mononoke”, do japonês Hayao Miyazaki. A programação incluiu ainda um concerto da banda UHF, que teve lugar na segunda-feira à noite no Auditório Municipal, com grande afluência de público.


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13 Maio ‘10

Lazer HORÓSCOPO SEMANAL

Telefone: 21 318 25 91 E-mail: mariahelena@mariahelena.tv

Carneiro

Touro

Gémeos

Carta Dominante: O Papa, que significa Sabedoria. Amor: Aposte na sua relação. Que o Amor e a Felicidade sejam uma constante na sua vida! Saúde: Não se desleixe, cuide de si. Dinheiro: Pense bem antes de investir o seu dinheiro. Número da Sorte: 5 Dia mais favorável: Sexta-feira

Carta Dominante: Cavaleiro de Copas, que significa Proposta Vantajosa. Amor: Um amigo pode declarar-lhe uma paixão. Que os seus desejos se realizem! Saúde: Vigie a sua alimentação. Dinheiro: Pode ter uma nova proposta de trabalho. Número da Sorte: 48 Dia mais favorável: Quarta-feira

Carta Dominante: 8 de Copas, que significa Concretização, Felicidade. Amor: Momentos escaldantes a dois. Saúde: Não coma demasiados doces. Dinheiro: Não gaste além das suas possibilidades. Número da Sorte: 44 Dia mais favorável: Segunda-feira

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Caranguejo

Leão

Virgem

Carta Dominante: O Mundo, que significa Fertilidade. Amor: Controle a impulsividade, meça as suas palavras. Procure gastar o seu tempo na realização de coisas úteis a si e aos outros. Saúde: Dê mais atenção aos seus pulmões, não fume. Dinheiro: Ponha em marcha um projecto antigo. Número da Sorte: 21 Dia mais favorável: Terça-feira

Carta Dominante: Os Enamorados, que significa Escolha. Amor: Siga com convicção o que o coração lhe diz. Que a compreensão viva no seu coração! Saúde: Faça uma alimentação rica em vitaminas. Dinheiro: Momento favorável a nível profissional. Número da Sorte: 6 Dia mais favorável: Quinta-feira

Carta Dominante: 4 de Espadas, que significa Inquietação, agitação. Amor: Pode sentir que o seu amor não é correspondido, mas é uma fase passageira. Que a sabedoria infinita esteja sempre consigo! Saúde: Tenha cuidados com os olhos. Dinheiro: Possível aumento inesperado. Número da Sorte: 54 Dia mais favorável: Sábado

livros

FIlme desta semana

Histórias dos Papas

Título: Alice no País das Maravilhas no Auditório Soror Mariana ( Évora)

Autor_ Juan María Laboa Gallego

Realização_ Tim Burton

Sinopse

Sinopse

Uma narrativa de grandeza, de religiosidade e de pecado. Pela cidade de Roma passaram homens santos como Leão I, o Grande, que enfrentou Átila, e reformadores como Gregório VII, grande defensor da Igreja face ao poder laico, guerreiros como Urbano II, que convocou a primeira cruzada, mecenas de arte como Júlio II, a quem se deve a decoração da Capela Sistina. Mas também se sentaram na cadeira do poder papas considerados hereges como João XXII, Alexandre VI, que favorecia de forma escandalosa a sua família, Pio VII, prisioneiro de Napoleão, ou João Paulo I, que apareceu morto na sua cama depois de trinta e três dias de pontificado. Uma crónica completa que conta a história de João XXI, o único papa português que morreu esmagado por um tecto, para uns castigo divino pela sua falta de apreço pelos religiosos dominicanos.

Se o mágico mundo de Alice, na obra Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol, já nos desconecta da linguagem concreta diária e nos faz o convite ao estranhamento das coisas, na nova versão para cinema esse estranhamento é ainda mais radical. O diretor Tim Burton coloca Johnny Depp no papel do Chapeleiro Louco e Alice, aos 19 anos de idade, é encenada por Mia Wasikowska. O filme é o homônimo do livro, e teve sua estréia em 05/03/10, nos Estados Unidos. Para o diretor, já famoso por sua capacidade fantasiosa, como em Beowulf, a tecnologia 3D funciona como mais um personagem dessa versão que aborda o regresso de Alice ao excêntrico universo que encontrou pela primeira vez quando era criança. É, portanto, sua reunião, treze anos depois da história original, com seus parceiros de tempos infantes: o Coelho Branco, Tweedledee e Tweedledum, a Ratazana, a Lagarta, o Gato

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Balança

Escorpião

Sagitário

Carta Dominante: 9 de Paus, que significa Força na Adversidade. Amor: Tudo na vida tem uma solução, não desanime. Que a serenidade e a paz de espírito sejam uma constante na sua vida! Saúde: Evite enervar-se. Dinheiro: Situação financeira sem sobressaltos. Número da Sorte: 31 Dia mais favorável: Domingo

Carta Dominante: 9 de Ouros, que significa Prudência. Amor: Controle a sua agressividade. Procure ter pensamentos positivos e não se deixe invadir por sentimentos ou pensamentos negativos. Saúde: Dê mais atenção à sua saúde. Dinheiro: Período favorável. Número da Sorte: 73 Dia mais favorável: Terça-feira

Carta Dominante: Rainha de Ouros, que significa Ambição, Poder. Amor: Acredite que é uma pessoa com um potencial enorme. Aprenda a soltar toda essa Força e Luz interior que desconhece. Saúde: Cuidado com quebras de tensão. Dinheiro: Momento favorável. Número da Sorte: 77 Dia mais favorável: Quinta-feira

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Capricórnio

Aquário

Peixes

Carta Dominante: A Roda da Fortuna, que significa Sorte. Amor: Preste mais atenção à sua família. A felicidade na sua casa depende da educação que der aos seus filhos, por isso, preste atenção à formação que lhes dá. Saúde: Vigie a tensão arterial. Dinheiro: Não faça gastos supérfluos. Número da Sorte: 10 Dia mais favorável: Segunda-feira

Carta Dominante: 7 de Paus, que significa Discussão, Negociação Difícil. Amor: Diga a verdade, por mais que lhe custe. Tome a iniciativa, é você que cria as oportunidades! Saúde: Cuide dos seus pés. Dinheiro: Poderá planear uma viagem ao estrangeiro. Número da Sorte: 29 Dia mais favorável: Sábado

Carta Dominante: 8 de Paus, que significa Rapidez. Amor: Tendência para viver bons momentos a dois. Apesar das contingências, supere sempre as dificuldades, vença os obstáculos e construa o seu caminho! Saúde: Sem surpresas. Dinheiro: Trabalhe com afinco para atingir os seus fins. Número da Sorte: 30 Dia mais favorável: Quinta-feira

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Autor_ Major Miguel Costa Barreto Sinopse

A 12 de Novembro de 2003 o subagrupamento alfa da GNR parte para a guerra do Iraque, onde, um dia antes, o quartel-general das forças italianas em Nassíria, destino dos militares portugueses, tinha sido alvo de um ataque terrorista que vitimou 24 militares italianos. Num relato original e inovador, o major Miguel Costa Barreto, 2.º comandante do contingente português no Iraque, descreve a missão portuguesa no cenário de guerra iraquiano. Pelo meio episódios caricatos do dia-a-dia de uma guerra violenta e cruel que exigia um estado de alerta 24 sobre 24 horas: o médico civil português que dormia com o colete à provade-bala por receio dos atentados ou um Burguer King montado no meio do deserto pelo exército americano. A coragem, o medo, a ansiedade, as saudades da família, o espírito de camaradagem povoam esta obra que, pela primeira vez, dá a conhecer, num registo pessoal e directo, uma missão militar portuguesa no mais perigoso e mediático cenário de guerra da actualidade.

Cheshire, e claro, o já mencionado Chapeleiro Louco. De fato, ela se encontra inicialmente numa festa da nobreza em Oxford, onde reside, quando fica sabendo que será pedida em casamento. Em desespero, foge seguindo o coelho branco, e vai parar no óbvio País das Maravilhas, do qual não se lembrava mais. A partir daí, Alice faz uma viagem fantástica ao encontro de seu real destino: vencer o reino de terror da Rainha Vermelha.

Resolva as palavras cruzadas

(palavrascruzadas-paulofreixinho.blogspot.com)

Horizontais:

1- Faltam estes dias (9). 4- O tio dos americanos. 7- Parte anterior da cabeça. 8- Mamífero carnívoro da América, da família dos felínos, com afinidades com o leão. 9- Escudo oval de couro, usado pelos Mouros. 11- Inaugurar. 13- Argola. 15- Décima sexta letra do alfabeto grego. 16- Vazia. 18- Aspecto (fig.) 19- Deus dos Maometanos. 21- Mentira (fig.) 23- Dar as cores do arco-íris a. 25- Deslocar-se para fora. 26- Sem brilho. 28- Cólera. 29- Causa ferimento.

Verticais: 1- Contracção de “em” com “a”. 2- Discursar. 3- Vagabundo. 4- Sorve. 5- Navegar ao largo. 6- Contracção dos pronomes “me” e “a”. 7- Folha metálica. 8- Presidente da República (abrev.) 10- Intestinos (Minho). 12- Que diz respeito à bílis. 14- Pessoa louca. 17- Fio metálico. 20- Cantiga. 22- Lavrar. 24- Avançar. 25- Sétima nota da escala musical. 27- A ti.

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Nota: O objectivo do jogo é completar os espaços em branco com algarismos de 1 a 9, de modo que cada número apareça apenas uma vez na linha, grade e coluna.


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Arte Até ao dia 29 de Maio, no Hotel D. Fernando

“Em Évora, sê romano! Perdão, alentejano”. Carlos Júlio

Apesar da chuva, a tarde de sábado, dia 8 de Maio, foi muito movimentada em Évora, devido ao conjunto de iniciativas que o artista plástico António Colaço proporcionou a todos os que quiseram estar presentes nas sucessivas performances que tiveram lugar na Biblioteca Pública, na Sé e também no Hotel D. Fernando. O momento inicial deveria ter sido dado junto ao Templo Romano, mas devido à chuva foi transferido para a Biblioteca, onde a sessão decorreu na escadaria com a presença do Grupo Cantares de Évora, tendo meia dúzia de elementos trajado a rigor, vestidos de romanos, ajudado “à festa”. O segundo momento teve lugar no interior da Sé, com António Colaço a tocar órgão e a executar a primeira parte do “Alentejo em Sol Maior”, cantata para o Irmão Sol de S. Francisco de Assis, acompanhado pela voz potente de Joaquim Soares. António Colaço, revelaria mesmo

Quadriga: uma velha motorizada Sachs, que pode ser vista nesta exposição, e que António Colaço diz assinalar “a epopeia de um namoro e a sindicalização agrícola nos quentes anos de 74 e75!”

depois, aquando da inauguração da exposição de pintura, que pode ser vista até ao dia 29 de Maio no hall de entrada do Hotel D. Fernando, que se sentiu “muito comovido” e deixou um “muito obrigado” a todas as entidades e pessoas que tornaram possível este “privilégio”.


20 13 Maio ‘10 Para divulgar as suas actividades no roteiro Email geral@registo.com.pt

Roteiro

Feira Medieval em Avis De 14 a 16 de Maio, o Centro Histórico de Avis transformase num mercado medieval que leva os visitantes a experienciar os sons, as cores e os sabores do período áureo da Ordem de Avis. Ao longo de três dias, centenas de figurantes trajados a rigor dão vida à recriação histórica das vivências da Idade Média, onde Nobreza e Povo se cruzam, criando um ambiente marcado por imponentes cortejos, por constantes momentos de música e dança da época, surpreendendo com as animações dos saltimbancos ou as demonstrações de bravura dos cavaleiros nos torneios e duelos, num espaço envolto na mística de tempos distantes.

As diversas barraquinhas espalhadas pelo recinto convidam a provar os sabores medievais e a conhecer o melhor dos produtos locais. No programa da Feira, marcado por actividades constantes, destaca-se a recriação de alguns momentos da História de Portugal ligados à incontornável figura de D. João I e da Ordem de Avis, bem como a participação de diversos grupos internacionais que fazem deste evento um palco de cultura internacional. De destacar também a participação activa de associações, colectividades e produtores do Concelho que, em conjunto com as crianças e jovens das Ludotecas Municipais e do Agrupamento Vertical de Escolas de Avis, contribuem

MÚSICA Papercutz em ÉVORA 15 de Maio_24.00h Celeiros_Entrada 4€

para o enriquecimento deste evento emblemático. Pelo segundo ano consecutivo, a Feira Medieval de Avis integra o projecto European Routes from Order’s Patrimony and Heritage (EUROPH), desenvolvido em parceria pelo Município de Avis, o Centre de Conservation du Livre, de França, e a Comune de Pievepelago, de Itália, no âmbito do programa Cultura 2007 – 2013 da União Europeia. Evidencia-se, assim, a vertente cultural subjacente a este evento, através do qual se pretende contribuir para a valorização do Concelho de Avis, nomeadamente do património arquitectónico e cultural associados �� Ordem Militar de S. Bento de Avis.

Noite de Fados VILA VIÇOSA | 15.05.2010_ 21H30 Nesta noite, João Rosado, Maritina, Carla Silva e João Pereira, acompanhados por José de Sousa, na guitarra, José Geadas, na viola e Joaquim Espiga, na viola baixo, emprestam a alma ao fado. O Cine-Teatro Florbela Espanca prepara-se assim para um serão repleto de brilho, o brilho dos xailes, dos acordes das guitarras e dos poemas que dão corpo ao fado.

TEATRO

OUTROS PALCOS

O SENHOR VALÉRY ÉVORA | BLACK BOX | 18 A 21 Maio | 10H30 | 14H30_22 Maio | 11H00 Bilhetes 5,€ | 2,€

Maratona fotográfica - Ecomuseu Arte e Cultura | 15-05-2010_09.30h REDONDO

Nesta proposta de dança-teatro dirigida para o jovem-público, Rafael Leitão trabalha sobre a textura da obra de Gonçalo M. Tavares, com o mesmo título. A dança e o teatro são chamados, num mesmo contexto de forma a revelar o mundo absurdo em que o personagem vive.

Uma das bandas do momento no circuito electrónico, a confirmá-lo os prémios “off the beaten track” no The People´s Music Awards em Londres, e no “Ones to Watch” pelo Myspace Internacional/ Vodafone. Grupo de Danças e Cantares Tradicionais de Sliven (Bulgária) e Grupo Coral e Etnográfico “Cantares de ÉVORA” 15 de Maio _21.30h_Praça do Giraldo

Bevano Est - Grupo de Etnojazz de Ravenna (Itália) 16 de Maio_21.30h_Praça do Giraldo em ÉVORA

EXPOSIÇÕES

À Terça-Feira em ÉVORA Jazz às terças Espaço Celeiros | Rua do Eborim, 18 Todas as terças o Espaço dos Celeiros recebe Jazz | Horário_24.00h À Quinta-Feira em ÉVORA Noites do Pézinho Maroto Sede da SHE | Praça do Giraldo, 72 (Às quintas feiras, és tu quem põe música! Horário_22.00

Ao longo dos percursos do ecomuseu vamos lançar um novo olhar sobre o campo através de uma lente de uma máquina fotográfica. Durante este passeio, que será conduzido por um guia fotográfico e de interpretação da paisagem. As fotografias realizadas nesta actividade poderão participar num concurso fotográfico sobre a Biodiversidade do Concelho de Redondo, a decorrer no mesmo periodo. Techmoz 2010 Sexta Feira 14 de Maio_18.00h Parque de Feiras e Exposições ESTREMOZ Workshops, Apresentações, Música e Sorteios, etc...

ÉVORA _ “Evocações da Planície II” de Marcelino Bravo De 8 a 23 de Maio na Igreja de S. Vicente


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Prazeres Destinos & Paisagens

Pelos blogs

Fluviário de Mora: a riqueza dos rios e lagos O Fluviário de Mora, o único em Portugal e um dos poucos em todo o mundo a representar a fauna e a a flora de um sistema hidrográfico abriu portas no dia da Primavera, a 21 de Março de 2007. A concretização do Fluviário de Mora visou a criação de um equipamento único em Portugal, de natureza científica, cultural e de lazer que, recriando o universo aquático, consolidasse uma vertente educativa e ambiental. Situado num concelho marcado pela água, pelos rios e pelas ribeiras, o próprio local de instalação do Fluviário é parasidíaco – o Parque Ecológico do Gameiro No interior, pode-se seguir o curso de um rio, desde a nascente até à Foz, através de grandes tanques com toda a espécie de peixes e de flora que existe neste tipo de cursos de água, ficando os visitantes a conhecer espécies como o esturjão, já desaparecido dos nossos rios, e como o pequeno saramugo, que necessita da atenção urgente do Homem. Poderão também descobrir que todas estas espécies, independentemente do seu tamanho, beleza ou timidez, são todas necessárias ao equilíbrio dos ecossistemas. Noutros aquários, pode-se partir à descoberta de algumas espécies que também vivem em ambientes de água doce, embora noutros locais do mundo e em habitats mais exóticos, como na bacia amazónica – pirapitinga, piranha, anaconda...

Aos vereadores da Câmara de Évora foi há pouco tempo apresentado um relatório de Auditoria Financeira da Inspecção Geral de Finanças (IGF) às contas do período 2005-07 (datado de Maio de 2009) que revela uma situação de desequilíbrio financeiro e aconselhava, já no final de 2007, à tomada de medidas para o saneamento financeiro do Município de Évora. O PSD teme que a situação financeira do Município seja hoje bem mais preocupante, após uma campanha eleitoral autárquica do PS que transferiu o despesismo eleitoralista para o Orçamento de 2010, sustentando este numa certa previsão de receita que revela entretanto níveis de execução bem inferiores ao já de si fracos 57% registados em 2009. A repetida violação do princípio de equilíbrio orçamental foi denunciada pelo PSD em todas as discussões de orçamentos municipais, por desconfiar do desequilíbrio financeiro que agora comprovado é pela IGF, resultado de 36 anos de desastrosa gestão na Câmara de Évora.

- ou nos grandes lagos africanos: enguia-dinossauro, peixe-gato, ciclídeos... tem lugar neste espaço expositivo. O Fluviário está aberto todo o ano. No período de Verão as portas estão abertas entre as 10 e as 19 horas e é

uma visita que se recomenda para os dias em que o calor começa a apertar. O Fluviário localiza-se no Parque Ecológico do Gameiro, na estrada entre Mora e Cabeção.

Comeres & Beberes

A Tradição Para começar afirmo aqui peremptoriamente que a tradição já não é o que era. É melhor! Dessa forma se estabeleceu por tradição que cada dia de trabalho para os lados de Serpa implica visita obrigatória ao restaurante A Tradição. Fica na Alameda Abade Correia da Serra e se o ilustre cientista inscrito na placa toponímica tivesse alguma vez provado qualquer das iguarias que aqui se servem, mais certo seria ter trocado a ciência pelo estudo aturado da gastronomia típica do Alentejo. No pequeno hall de entrada, antes de uma pequena sala (cerca de 40 pessoas) bem arrumada, num quadro de cortiça com papel colado anuncia-se a ementa do dia que nunca é fixa, porque a cozinha trabalha apenas com os produtos da época. Nada nem ninguém garante ementa igual ao almoço e ao jantar. Tudo é confeccionado na hora. Igual só a simpatia. E a mestria com que mesclam ingredientes naquela

SITUAÇÃO FINANCEIRA DO MUNICÍPIO MUITO PREOCUPANTE PARA O FUTURO DE ÉVORA

cozinha escancarada. Do litoral ao interior, todo o Alentejo com os seus cheiros, temperos, sabores se sente à mesa d’A Tradição. Antes de chegarem à mesa, todos os pratos são simpaticamente explicados ao pormenor pela proprietária e cozinheira. De entrada, desta vez, entretivémo-nos com umas Bolachinhas de Azeite com Requeijão e uns Pimentos Vermelhos Assados temperados com bom azeite alentejano e alho. Antes do Cozido de Grão à Alentejana e das Iscas de Porco Preto à Portuguesa, não quisémos deixar de espreitar as Pataniscas de Bacalhau com Fradinhos e Mogango (aqui chamado Bogango) e uma tigela de Tomatada, textura suave, aveludada, que estava destinada a acompanhar Entrecosto de Porco Preto. O vinho, um tinto da Vidigueira, exclusivo da casa directamente de

adega privada, acompanhou bem a carne e assoberbou-se já em final de repasto na companhia de uma Xacra (ou será chacra?) doce à base de pão, laranja, ovos e canela. Habitualmente diferentes pudins adornam a montra, o Leite Creme em panela de barro queimado com ferro quente, mas também já aqui comemos uns magníficos Marmelos cozidos com nozes e canela. Não vale a pena prometerem o paraíso. Ele é aqui. Restaurante A Tradição Alameda Abade Correia da Serra, 18 - Serpa Funciona todos os dias do meio dia às 15 e das 19 às 23. Encerra à segunda feira.

Demos o benefício da dúvida a quem teimou em inscrever despesa que dificilmente seria compensada com a receita prevista, o que veio a verificarse. O resultado é que o Município de Évora não conseguiu cumprir os compromissos a que se obrigou, agravando cada vez mais os prazos de pagamento a fornecedores. Agora, cabe ao PS explicar porque insistiu no erro para que foi alertado pelo PSD e como pretende resolver a preocupante situação financeira do município, no qual não observamos qualquer plano de redução efectiva de despesa, já sugerido várias vezes pelo PSD. Desconfiamos que a situação seja hoje mais preocupante que em 2007 porque se agravaram substancialmente os desequilíbrios financeiros nos anos seguintes e porque o Município de Évora está agora sem qualquer capacidade adicional de endividamento por ter sido atingido em Março de 2010 o limite máximo de endividamento líquido previsto na Lei das Finanças Locais. Os proveitos municipais não foram suficientes para fazer face aos custos de funcionamento de 2009 e por isso, sem capacidade adicional para obter financiamento, será muito difícil levar a cabo qualquer investimento no concelho, por parte do Município de Évora, apesar das inúmeras promessas eleitorais do PS, diminuindo a capacidade de atrair investimento que poderia combater o elevado desemprego que não pára de crescer. Évora, Maio de 2010 A COMISSÃO POLÍTICA DO PSD DE ÉVORA O VEREADOR DO PSD NA CÂMARA MUNICIPAL DE ÉVORA

Publicada por JPRita em Sexta-feira, Maio 07, 2010 http://largodasalteracoes.blogspot.com/


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Ficha Técnica SEMANÁRIO Director Nuno Pitti (nuno.pitti@registo.com.pt) Propriedade Nothing Else-.meios&comunicação; Contribuinte 508 561 086 Sede Travessa Ana da Silva, n.º6 -7000.674 - 266 751 179 fax 266 730847 Administração Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Departamento Comercial Maria João (maria@ registo.com.pt) Redacção Carlos Júlio; José Pinto Sá (jose@registo.com.pt); Paulo Nobre Paginação Arte&Design Margarida Oliveira (margarida@registo.com.pt); Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Luís Pardal (luis. pardal@registo.com.pt) Colaboradores Carlos Moura; Capoulas Santos; Sónia Ramos Ferro; Carlos Sezões; Margarida Pedrosa; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; Luís Martins Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09


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Opinião

Direito de resposta Ao abrigo da lei de imprensa, solicitamos a Vª Ex.ª a publicação do seguinte esclarecimento relativo à notícia intitulada “Jovem árbitro abandona o jogo ao intervalo”, publicada no passado dia 29 de Abril. “Porque é que um jovem árbitro abandona o jogo ao intervalo?” Este, sim, deveria ter sido o título da notícia. E nele deveríamos ter encontrado as respostas: Em primeiro lugar, porque o senhor Bento Anastácio, responsável pelo basquetebol do Clube da Associação dos Moradores do Bairro do Bacelo, passou toda a primeira parte (dois períodos de jogo) a invectivar em voz alta, num pavilhão quase vazio, o trabalho quer do árbitro, quer do Presidente do Conselho de Arbitragem presente no pavilhão. Mais: o constante escárnio e a constante troça por parte de alguns jogadores do referido clube foram flagrantes, durante o período do jogo referido. Estava a apitar mal o árbitro? Poderse-ia responder afirmativamente: ti-

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nha cometido alguns erros próprios da sua pouca experiência mas, tentando fazer o seu melhor num jogo em que o árbitro principal, apesar de nomeado, não pôde comparecer por motivos profissionais, merecia todo o respeito por parte dos jogadores, do público e mais ainda dos responsáveis técnicos e dirigentes dos clubes, cuja missão é, essencialmente, formativa. É verdade que existem alguns problemas na arbitragem do basquetebol da nossa região. Primeiramente, a escassez de árbitros. Todos o admitimos e os clubes sabem-no. Todos sabemos que há muito trabalho a fazer. Mas também sabemos que o senhor Banto Anastácio, aquando das eleições para os corpos dirigentes da Associação de Basquetebol do Alentejo, há cinco meses, se manifestou contra o Presidente do Conselho de Arbitragem que, no entanto, foi eleito por maioria. E as regras da democracia são para respeitar. Ou não? E no que respeita às arbitragens, é

consensual o entendimento de que a aprendizagem de tais competências deveriam fazer parte integrante da formação de todos os atletas, sendo essa uma das formas de incentivar nos mais jovens, desde cedo, o respeito pelo ajuizamento de outrem a quem compete decidir sem pressões e no cumprimento dos mais profundos valores de isenção e civismo. Fazem-nos muito mais falta os árbitros e os jogadores do que todos os Bentos Anastácios que existirão por aí. O senhor Bento Anastácio, antes de enviar para publicação a notícia que veio a lume no dia 29 de Abril neste periódico, deveria ter questionado (e esse, sim, é que poderia ser o título da referida notícia): “Porque é que um jovem árbitro abandona o jogo ao intervalo, a chorar?” Provavelmente perdemos mais um árbitro e, se assim foi, ficamos mais pobres e o senhor Bento Anastácio prestou mais um serviço à sua causa: derrubar quem não lhe agrada. A conduta de adultos que acompa-

nham os jovens atletas (sejam os técnicos, dirigentes ou pais) deve pautar-se pela preocupação constante de se constituírem como modelos desses jovens em formação. Só assim, a prática desportiva cumprirá a sua missão de contribuir para a formação integral (física, psíquica, moral, ética e cívica) desses cidadãos do futuro. Correcções à notícia publicada: 1) O jogo não foi no pavilhão da Malagueira; 2) Não há jogadores da Malagueira; 3) O senhor Bento Anastácio não é Presidente da Malagueira, mas sim Presidente (?) da Secção de Basquetebol da Associação de Moradores do Bairro do Bacelo. Saudações desportivas. A Direcção da Associação de Basquetebol do Alentejo


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SEMANÁRIO

Juventude de regresso à II Divisão

Esta quinta-feira

Vinhos do Alentejo promovem-se em Luanda Em 2009 contabilizaram-se um total de 3.482 mil litros de vinho alentejano exportado para território angolano, contra os 2.859 mil litros registados em 2008, o que representa um notório aumento no volume exportado de 21,8%. Os Vinhos do Alentejo estão novamente em foco em Luanda este dia 13 de Maio, com a realização de uma iniciativa promocional no hotel Trópico, organizada pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA). Dirigido a importadores, profissionais da hotelaria e restauração, convidados e Imprensa, em prova estarão as mais recentes colheitas de uma dezena de produtores do Alentejo: Adega Cooperativa de Borba, Adega Mayor, CARMIM, Granacer, Herdade dos Grous, Henrique Uva – Herdade da Mingorra, Fundação Eugénio de Almeida, Monte da Capela, Perescuma e Quinta das Arcas.

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Nesta Edição 05// Artesã de Elvas faz “prenda” para o Papa 08// CP suspende Intercidades no Alentejo 16// Évora em Revenna (Itália) 15// Parque zoológico na Penha de Águia Primeiro chimpanzé nascido no Alentejo

13´ Maio 10

Título nacional à vista Paulo Nobre

A três jornadas do final da série F – Fase de Subida, o Juventude de Évora já garantiu a promoção à II Divisão. A vitória em Faro, alcançada no último domingo, frente ao Farense foi decisiva. Com nove pontos em disputa nas três derradeiras jornadas e após a vitória por 1 a 0 frente ao Farense no Estádio do Algarve, o clube eborense tem agora sete pontos de avanço sobre o Cova da Piedade, segundo classificado e nove sobre o Farense, o terceiro da tabela. Com a subida garantida, falta apenas saber se o Juventude consegue o segundo título nacional da sua já longa história. À luz dos regulamentos da Federação Portuguesa de Futebol, este ano serão declarados campeões nacionais todos os vencedores das diferentes séries da da III Divisão, pelo que o Juventude pode acrescentar

novo título ao seu palmarés. O objectivo de subida de divisão vem traçado desde o início da época. O histórico presidente Amadeu Martinho voltou a confiar em Miguel Ângelo e o treinador soube montar uma equipa vencedora que chegou em primeiro lugar ao fim da fase regular e aí se tem mantido nesta fase final. Com o objectivo definido alcançado, basta uma vitória ao Juventude na próxima jornada em Monte Gordo frente ao Beira Mar para assegurar a conquista do título nacional. Curiosamente, o Juventude de Évora garantiu a subida no preciso dia em que Jorge Jesus, antigo jogador do clube eborense,

se sagrou campeão nacional ao vencer a Liga Sagres como treinador do Benfica.

Lusitano: regional à vista No reverso da medalha está o Lusitano de Évora. Na fase final da Série F – Manutenção, o treinador Luis Patrão conseguiu em poucas semanas fazer aquilo que mais ninguém conseguira, levar a equipa a vencer duas vezes nesta fase final a última das quais frente ao Castrense no fim de semana passado. O Lusitano conseguiu sair do último lugar da tabela, mas mesmo assim será muito difícil conseguir evitar a despromoção aos campeonatos regionais da Associação de futebol de Évora.


Registo Ed105